13.522 – Pré História – Homens homenageiam seus mortos (c. 50.000 a.C. – Europa/Ásia)


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Elaborados ritos de sepultamento vêm sendo adotados por comunidades do homem de Neandertal na Europa e na Ásia, indicando crescente respeito pelos mortos e sugerindo que idéias e crenças sobre algum tipo de vida após a morte são agora geralmente aceitas.

Ritos Fúnebres
Na gruta de Shanidar, no Iraque, um homem é enterrado em meio a coroas de flores de cores vivas e doces aromas. Na França, um jovem desce à cova com ferramentas de pedra e ossos de animal espalhados em torno dele. Num abrigo rochoso em La Ferrassie, na França, um homem, uma mulher, duas crianças e um recém-nascido são enterrados em um pequeno cemitério. Na Ásia Central, uma criança é enterrada com um anel de chifres de cabra montado na terra em torno de sua cabeça. Não se sabe se esses enterros são de membros especialmente importantes das comunidades, mas um fato tem sido notado: os homens são geralmente sepultados com alimentos, ferramentas ou outros itens, enquanto as mulheres não parecem conseguir semelhante tratamento. Menos Respeito Nem todas as comunidades Neandertal mostram tanto respeito pelos mortos. Em Krapina, no norte da Iugoslávia, ossos humanos esmagados foram atirados à terra juntamente com ossos de animais, sem nenhuma tentativa de enterrá-los, e alguns mostram marcas de cortes. Suspeita-se de canibalismo, mas não há nenhuma certeza disso.

13.521 – Ufologia – Qual Seria de Fato a Aparência dos ETS?


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Diversos astrobiólogos foram consultados com relação à fisionomia dos seres vivos que poderão existir em várias das luas do nosso sistema solar com possibilidades de abrigar vida microbiana.
Doug Vakoch, presidente do METI International, um projeto que procura sinais de rádio emitidos do espaço sideral, afirmou que ninguém deveria esperar se deparar com seres fisionomicamente similares aos seres humanos fora da Terra.
Ele acredita que em Encélado, uma das luas de Saturno, poderão ser encontradas formas de vida que se alimentam de hidrogênio, sob a crosta de gelo. No entanto, ele afirmou que “as águas de Encélado são tão frias que seria difícil imaginar uma vida maior que uma bactéria”.
Enquanto isso, Rocco Manicelli, astrobiólogo da NASA, concordou com seu colega ao afirmar que um meio-ambiente tão extremo não deixa muitas possibilidades a formas de vida multicelulares. Em vez disso, de acordo com sua opinião, seria um mundo bacteriano.
Se, por acaso, esse tipo de vida for encontrado, Seth Shostak, principal astrônomo do SETI, acredita que seria mais parecido aos insetos do nosso planeta.
Por último, Catlin Ahrens, astrofísica da Universidade do Arkansas, ressaltou que a vida extraterrestre não estaria necessariamente baseada ano carbono, como acontece na Terra, mas que poderia ser constituída por outros elementos, como o enxofre.

13.520 – Física – Curiosidades sobre o Tempo


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Da Super para o ☻Mega

Relatividade
A passagem do tempo é mais rápida para o seu rosto do que para os seus pés (supondo que você esteja de pé). A teoria da relatividade de Einstein afirma que, quanto mais perto você estiver no centro da Terra, mais lento o tempo passará – e isso já foi medido. Por exemplo, no topo do Monte Everest, um ano é cerca de 15 microssegundos menor do que no nível do mar.

Segundo
Tecnicamente, um segundo não é definido como 1/60 de um minuto, mas como “a duração de 9.192.631.770 períodos da radiação consistente com a transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133”.

Dinossauros
Quando os dinossauros governavam a Terra, havia quase 370 dias em um ano. A rotação da Terra está ficando mais lenta porque a gravidade da lua está agindo sobre ela. Isso significa, por sua vez, que os dias no planeta estão ficando mais longos, por cerca de 1,7 milissegundos por século.

Mercúrio
Em Mercúrio, um dia tem dois anos terrestres de duração.

Tempo de Planck
O tempo de Planck é uma unidade científica de tempo. Leva cerca de 550.000 trilhões de trilhões de trilhões de vezes o tempo de Planck para piscar uma vez, rapidamente.

Agora
Não existe o “agora”, de acordo com a física. Espaço e tempo são como fluidos, afetados pela gravidade e até mesmo pela sua velocidade. Disse Albert Einstein: “Para nós físicos, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, ainda que uma persistente”.

Luz
Uma vez que a luz leva tempo para nos alcançar, tudo o que vemos no espaço está no passado. O sol que você pode ver no céu é um sol de oito minutos e 20 segundos atrás. A luz da estrela mais próxima da Terra, depois do sol, Proxima Centauri, tem cerca de 4 anos.

Envelhecimento e memória
Novas experiências certamente parecem mais fortes na memória do que as mais conhecidas. Isso é conhecido como “efeito estranho”, e provavelmente é devido ao fato do tempo parecer passar mais rápido à medida que você envelhece – já que mais coisas são familiares para você.

Relógio de estrôncio
O relógio mais preciso já construído é o relógio de estrôncio. Ele tem uma margem de erro de apenas um segundo em 15 bilhões de anos.

A velha do universo
A mais antiga coisa conhecida no universo é uma galáxia chamada z8_GND_5296. Ela tem 13,1 bilhões de anos, o que significa que é apenas 700 milhões de anos mais nova do que o próprio cosmos.

Trens e fusos horários
A causa por trás do fato dos relógios mostrarem a mesma hora em países inteiros é que torna os horários de transportes mais fáceis. Até o século 19, as cidades estabeleciam seus relógios pela hora local, então a hora em municípios próximos podia ser diferente – por exemplo, Bristol ficava 11 minutos atrás de Londres. Isso fazia com que as pessoas comumente perdessem seus trens, de forma que as empresas ferroviárias começaram a usar o “tempo padrão britânico” baseado em Londres a partir de 1840.

Aceleração e expansão do universo
As galáxias distantes da Terra parecem estar se movendo mais rápido do que as próximas, significando que o universo está se acelerando à medida que se expande. A teoria normal para explicar tal expansão é uma força misteriosa no cosmos, conhecida como “energia escura”. Um físico espanhol sugeriu uma perspectiva alternativa de que as galáxias mais distantes e mais antigas parecem estar se movendo mais rápido porque no passado o tempo era mais rápido. Se ele estiver correto, em alguns bilhões de anos, “tudo ficará congelado, como uma foto instantânea”.

24 horas
O fato de que a rotação da Terra está gradualmente desacelerando e, consequentemente, os dias estão ficando mais longos, significa que nossos relógios estão errados e nosso dia de 24 horas está mudando. De vez em quando, o Serviço Internacional de Rotação da Terra, a organização que padroniza o tempo astronômico, precisa adicionar um segundo – chamado “segundo de salto” – ao relógio para manter as coisas consistentes. O último segundo de salto foi adicionado em 30 de junho de 2015. [PhysicsAstronomy]

13.519 – Pré História – Quando os homens começara a andar sobre dois pés


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Hominídeos andam sobre dois pés (c. 3,5mi a.C. – África Oriental)
Tanzânia, hominídeos estão andando sobre dois pés , deixando pegadas em cinza vulcânica consolidada, conhecida como tufo. A condição da cinza poderá preservar as pegadas por milhões de anos.

Marcas no chão
Além das pegadas dos hominídeos, há marcas de um grande número de animais terrestres e aves que participam de uma migração anual, todos rumando para o norte. Embora não se saiba qual espécie de hominídeo está deixando as pegadas, elas aparentam ser de dois adultos e um jovem. O menor dos adultos segue deliberadamente os passos do maior dos três.
As maiores pegadas medem de 18 a 23 cm de comprimento, e sua profundidade na cinza indica que os hominídeos tem de 1,20 a 1,50 de altura. As pegadas mostram que, enquanto cruzava a extensão da cinza, um dos três hominídeos parou para olhar à esquerda, possivelmente para prevenir-se contra predadores, comuns na área. A trilha dos hominídeos é cruzada pela de um cavalo com um potro trotando a seu lado.

13.518 – Cidade islandesa possui faixa de pedestre em 3D que evita excesso de velocidade


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Na pequena cidade de Ísafjörður, na Islândia, uma faixa de pedestres acabou de ganhar um toque de segurança inovador: foi pintada em 3D por meio de uma ilusão de ótica.
Tal design ilusionista dá aos pedestres a sensação de andar no ar, mas seu ponto forte vem na verdade do resultado que gera nos motoristas: eles certamente diminuem a velocidade para passar pela faixa, uma vez que suas listras parecem flutuantes.
O comissário ambiental da Islândia, Ralf Trylla, apelou para tal solução em Ísafjörður depois de ver um projeto semelhante ser realizado em Nova Deli, na Índia. Com a ajuda da empresa de pintura de rua Vegmálun GÍH, sua visão tornou-se realidade.
Abaixo, você pode conferir imagens dessa divertida e segura faixa de pedestre, feitas por Ágúst G. Atlason da Gústi Productions: [BoredPanda]

13.517 – Google em Marte


Os terráqueos que têm o hábito de brincar no Google Street View agora podem explorar um terreno bem mais interessante que a sua vizinhança. Criado em parceria com a Nasa, o mapa 3D AccessMars permite que você navegue pelo poeirão e conheça de perto cada cratera do planeta vermelho – sem precisar sair do conforto de sua cadeira. Todo o percurso é feito nas costas da Curiosity, sonda que a Nasa mantém em Marte, e pode ser melhorada com ajuda de óculos de realidade virtual ou fones de ouvido.
A Curiosity explora o planeta vermelho há cinco anos, doida para achar qualquer evidência que nos permita continuar sonhando com a colonização do território marciano. Não deixe esse aspecto de carrinho de controle remoto enganar você: a máquina tem cerca de 900 kg – mais ou menos do tamanho de um carro popular. Além disso, ela está equipada com 17 câmeras, estrategicamente posicionadas para gerar imagens de alta qualidade de seu entorno. Foi combinando essas imagens que o Google criou a nova ferramenta.
É possível navegar pelo desktop ou smartphone: basta sair deslizando o mouse (ou o dedo) no cenário, por onde sua intuição astronauta lhe guiar. Porém, em vez de se sujeitar à velocidade real de 3,8 cm por segundo da máquina, o usuário pode se deslocar bem mais rápido.
Com a ajuda de um mapa, é possível navegar 360º por vários pontos específicos, como o exato local onde o veículo aterrissou, no longínquo mês de agosto de 2012. É possível também, para aumentar o grau de realidade da experiência, que sua jornada parta da localização atual do Curiosity. Clicando em partes do veículo, por exemplo, é possível ouvir detalhes sobre seu design; apontando o curso para as vizinhanças, você recebe informações sobre a topografia e geologia do local.
Quem lhe acompanha pelo tour guiado é Katie Stack Morgan, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, e dona da voz que tece os comentários sobre a viagem. De acordo com o site Quartz, a Nasa costuma manter os dados da missão sempre atualizados, o que permite gerar novas imagens dentro de uma semana – mais rápido do que a sua rua muda no Street View.

13.516 – Antropologia – Londres da Idade Média era o local mais violento da Inglaterra


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A arqueóloga Kathryn Krakowka, da Universidade de Oxford, acaba de publicar um trabalho que traz mais detalhes sobre a vida na Idade Média em Londres. “Parece que a violência em Londres medieval estava ligada ao gênero e status social”, aponta ela.
A arqueóloga analisou 399 crânios enterrados em cemitérios de Londres entre 1050 e 1550. Alguns desses cemitérios ficavam em monastérios e custavam muito dinheiro para as famílias dos mortos, enquanto outros eram cemitérios de igrejas que não cobravam nada para enterrar os mortos mais pobres.
A pesquisadora concluiu que 6,8% dos crânios examinados mostraram sinais de trauma, sendo que a maioria das vítimas era homens com idades entre 26 e 35 anos. 25% dos ferimentos aconteceram perto da hora da morte, sugerindo que essas pessoas morreram de golpes na cabeça.
Krakowka aponta que mortes violentas eram comuns na Europa nesta época, e que cemitérios medievais da Croácia, por exemplo, contêm impressionantes 20% de corpos com fraturas no crânio.
O que tornou a pesquisa interessante é a diferença entre o número de crânios com sinais de trauma em cemitérios de Londres em comparação com cemitérios em outras grandes cidades da época do país. Londres tem quase o dobro de mortes violentas que York.

Diferença entre classes sociais
Os resultados encontrados por Krakowka também variam conforme o tipo de cemitério do qual o crânio foi retirado. Os cemitérios utilizados pela classe baixa contêm mais crânios com sinais de fratura, enquanto os utilizados pela classe alta têm menos desses sinais.
Isso sugere que a classe alta tinha acesso ao sistema legal da época, enquanto os mais pobres tinham que resolver seus problemas no muque.
Outra observação com base em informações sobre o dia da morte das pessoas estudadas é que a maior parte dos homicídios aconteciam nas noites de domingo ou nas primeiras horas da segundas-feiras. Esta era a noite em que os trabalhadores iam descansar nas tabernas, gastando parte de sua renda em bebidas alcóolicas.

“Isso, em combinação com meus resultados, possivelmente sugere que aqueles com status mais baixo resolviam conflitos através de brigas informais que podem ter sido causadas pela bebedeira”, diz a pesquisadora.

“Pessoas de status baixo não têm acesso à lei. Eles apelam para a violência como forma de resolver conflitos”, acrescenta o antropólogo Luke Glowacki, do Instituto de Estudos Avançados de Toulouse (França).
Em comparação, pessoas das classes altas brigavam em sistemas mais formais de duelos, talvez envolvendo espadas, cavalos ou lanças, nos quais os oponentes contavam com armaduras para proteger a cabeça.
O estudo foi publicado na revista American Journal of Physical Anthropology. [NewScientist]

13.515 – Saúde – Relação entre a Depressão e o Vegetarianismo


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Homens vegetarianos correm maior risco de depressão do que homens que comem carne, segundo uma nova pesquisa. O estudo, feito pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA com mais de 9600 homens, mostrou que aqueles que relataram ser vegetarianos ou veganos tiveram pontuações significativamente maiores em uma escala de medição de depressão do que os não vegetarianos.
Além disso, significativamente mais pessoas do grupo vegetariano e vegano apresentaram uma pontuação maior que 10 na medida, o que significa depressão leve a moderada. “As deficiências nutricionais (por exemplo, em vitamina B12 ou ferro) são uma possível explicação para esses achados”, escreveram os pesquisadores.
O autor principal, Joseph R. Hibbeln, chefe interino da Seção sobre Neurociências Nutricionais no Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo no NIH, acrescentou que, como a carne vermelha é rica em vitamina B12, esse nutriente pode ter desempenhado um papel importante nos resultados.
“Se alguém optar por ser vegetariano ou optar por comer menos carne, deve seguir as recomendações para garantir que tenha um bom estado de vitamina B12”, disse o Dr. Hibbeln ao site Medscape Medical News.

Consequências adversas
Dietas vegetarianas já foram associadas a vários benefícios para a saúde, mas pouco se sabe sobre seus benefícios ou riscos para a saúde mental, observam os pesquisadores.
“As dietas vegetarianas têm sido associadas à diminuição dos riscos de morte cardiovascular, obesidade e diabetes, levando a perguntas sobre se os benefícios potenciais se estendem à saúde mental ou, em contraste, se a ingestão diminuída de nutrientes que são abundantes em alimentos excluídos causa conseqüências adversas para o bem-estar mental”, eles escrevem.
Pesquisas anteriores mostraram que baixos níveis de vitamina B12 e B9 estão associados a um risco maior de depressão e “uma meta-análise sugere que a intervenção com vitamina B12 pode prevenir sintomas depressivos em populações especializadas”, relatam os pesquisadores. No entanto, são necessários ensaios melhor construídos para aprofundar essas questões.
Os resultados obtidos agora na verdade começaram a ser obtidos no início da década de 90. O estudo populacional Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), registrou 14.541 mulheres grávidas que viviam no Reino Unido. As datas de entrega esperadas estavam entre abril de 1991 e dezembro de 1992. Os questionários foram preenchidos pelas mulheres e por 9845 dos seus parceiros – 9668 desses homens foram incluídos na análise atual.
Os questionários pediram informações básicas, bem como informações sobre a dieta alimentar dos participantes. Como relativamente poucos dos homens se auto-declaravam veganos (39 deles), veganos e vegetarianos foram combinados em um único grupo (350 indivíduos, 3,6% do total).
Os homens também preencheram a Escala de Depressão Pós-Natal de Edimburgo (EPDS), um questionário criado para verificar se as mulheres possuem depressão pós-parto, entre as semanas 18 e 20 da gestação de suas parceiras. Um resultado maior que 10 indicava uma alta probabilidade de depressão leve a moderada.
Os resultados mostraram que para o grupo vegetariano e vegano, o resultado médio do EPDS foi de 5,26, versus um resultado médio 4,18 para o grupo não vegetariano.
Além disso, 12,3% dos vegetarianos ou veganos contra 7,4% do grupo não vegetariano apresentaram um resultado maior que 10; 6,8% contra 3,9% tiveram uma pontuação maior que 12, significando uma provável depressão grave.
Embora não significativa, houve também uma tendência para uma associação entre os sintomas depressivos e a duração do vegetarianismo.
Os pesquisadores observam que nem todos os indivíduos que se identificam como vegetarianos comem as mesmas coisas, especialmente quando se trata de peixe, ovos e produtos lácteos. Não surpreendentemente, os não vegetarianos nesta análise comeram mais carne, salsichas, aves e peixe branco do que o grupo vegetariano. Mas os números de pessoas que comiam peixes oleosos e moluscos nos dois grupos eram bastante parecidos.

“Este é o primeiro grande estudo epidemiológico a mostrar uma relação entre vegetarianismo e sintomas depressivos significativos entre homens adultos”, escrevem os pesquisadores. “Uma vez que a exclusão da carne vermelha caracteriza principalmente os vegetarianos, as menores ingestões de vitamina B12 merecem consideração como fator contribuinte para a depressão”, acrescentam.
Ainda assim, eles observam que “a causalidade reversa não pode ser descartada”. O Dr. Hibbeln diz que mais estudos, especialmente ensaios controlados randomizados, são definitivamente necessários.
Mas o especialista está otimista em relação ao futuro – segundo ele, a primeira conferência da Sociedade Internacional de Pesquisa em Psiquiatria Nutricional (ISNPR), realizada na metade de 2016, atraiu mais de 500 participantes. “É minha opinião que, depois dos muitos anos que tenho trabalhado nesta área, ela está sendo reconhecida como um campo (de pesquisa)”, se alegra Hibbeln.

Dieta como tratamento para depressão
Segundo a especialista, não é possível generalizar a respeito dos hábitos alimentares. “As pessoas parecem metabolizar e responder aos alimentos de forma bastante diferente, com base no seu microbioma intestinal. E isso é algo em que estamos cada vez mais interessados ​​e pesquisando”, aponta. “À medida que avançamos para fazer recomendações individuais, acho que vamos conseguir muito mais detalhes nos dados”.
As conclusões do estudo SMILES da Dra. Jacka e seus colegas foram publicadas no início deste ano. SMILES foi um estudo controlado randomizado que avaliou uma intervenção alimentar em um grupo de 67 adultos com depressão grave.
Após 12 semanas, o grupo de intervenção alimentar apresentou melhora significativamente maior em relação à linha de base na Escala de Avaliação de Depressão de Montgomery-Ǻsberg (MADRS) do que um grupo de controle de “apoio social”.
Além disso, 32% do grupo tratado com base na dieta conseguiu remissão, definida como uma pontuação menor que 10 no MADRS, enquanto o grupo do apoio social conseguiu uma remissão de 8%.
No estudo atual do Dr. Hibbeln e colegas, bem como em outros estudos, “os dados observacionais mostram que não consumir carne vermelha pode ser um fator de risco para a depressão em algumas pessoas”. [Medscape]

13.514 – Pré História – Homens mais aptos para sobrevivência


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Demorou mais de 1 milhão de anos para os hominídeos desenvolverem cérebros maiores e melhorarem sua destreza manual, mas agora, no continente africano, o Homo habilis, mesmo ancestral do gênero Homo, faz ferramentas básicas de pedra, lascando seixos para criar bordas cortantes.

Fabricação Regular
O Homo habilis (homem hábil) agora pode fazer movimentos de precisão com os dedos. Fabricar ferramentas já é uma atividade regular e muitas provas de sua destreza estão sendo deixadas em grandes áreas da África, de Olduvai, na Tanzânia, ao lago Turkana, no Quênia, bem como em partes da Etiópia e mais ao sul, como em Sterkfontein, na África do Sul.

13.513 – Música Disco – Brother Johnson


A Brothers Johnson é uma banda composta por músicos americanos e irmãos George Johnson e Louis Johnson.

FORMAÇÃO
O guitarrista / vocalista George e baixista / vocalista Louis formou a banda Johnson Três Plus One com irmão mais velho, Tommy, e seu primo Alex Weir , enquanto freqüentava a escola em Los Angeles , Califórnia. Quando eles se tornaram profissionais, a banda apoiou tais de turismo de R & B atua como Bobby Womack e as Supremes. George e Louis Johnson juntou mais tarde Billy Preston banda, e escreveu música na minha vida e as crianças e Me para ele antes de deixar o grupo em 1973. Em 1976, os irmãos cobriram a Beatles ‘ song , Hey Jude , para o documentário musical efêmero Tudo isso e Segunda Guerra Mundial .
Quincy Jones contratou para tocar em sua loucura LP Mellow, e gravou quatro de suas canções, incluindo É o amor que estamos perdendo? e apenas um gosto de mim.
Depois da turnê com vários artistas, como Bobby Womack e Billy Preston, Quincy Jones contratou-os para um passeio no Japão e produziu seu álbum de estréia olhar para fora para, lançada em março de 1976. O direito On Time álbum foi lançado em maio 1977 e alcançou o número 13 na Billboard Hot 200. Blam! saiu em agosto de 1978 e alcançou o número 7 no Billboard 200.
Duas das músicas da dupla foram destaque na trilha sonora do filme Mother 1976, jarros e velocidade. Os polegares faixa instrumental Thunder e Lightnin ‘Licks refere-se a dos irmãos apelidos. Get The Funk Out Ma cara foi co-autora com Quincy Jones.
A dupla se separou em 1982, resultando em carreiras solo breves para os irmãos.
No Brasil emplacaram com 3 sucessos, o principal Stomp, primeiro da Bilboard:

 

13.512 – Mega Byte – Como bloquear o WhatsApp se seu celular for roubado ou perdido


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Então você perdeu o acesso ao seu celular e ao seu chip. Não importa se ele foi roubado, furtado ou você simplesmente acabou perdendo o aparelho, é recomendável bloquear o acesso ao WhatsApp o quanto antes.
O aplicativo guarda algumas das conversas mais delicadas que uma pessoa pode ter, com dados privativos delicados, que podem causar estrago se caírem na mão de alguém com más intenções. Muita gente ainda usa o app para trabalho e pode ter informações delicadas de outras pessoas no aparelho.
Então, é sábio barrar o acesso ao WhatsApp no seu celular antigo o quanto antes. O problema é fazer isso sem acesso físico ao celular. O jeito mais fácil seria cadastrar o aplicativo em um novo celular com o seu número antigo, mas isso pode ser um problema por dois motivos: você pode demorar para conseguir um chip novo, ou você pode demorar para conseguir um celular novo.
O WhatsApp, no entanto, fornece uma outra opção, mas ela não é intuitiva. Depois de contatar a sua operadora para bloquear o seu chip, para que a pessoa com seu celular em mãos não tenha mais acesso a mensagens SMS, você deve seguir os passos abaixo:

1. Abra seu e-mail

2. Componha uma mensagem para o endereço support@whatsapp.com

3. Coloque “Perdido/Roubado: Por favor, desative minha conta” (sem as aspas) como assunto

4. No campo de texto, digite novamente “Perdido/Roubado: Por favor, desative minha conta” (sem aspas)

5. Inclua o seu número de telefone no formato internacional

O formato internacional de um número telefônico brasileiro é +55XXYYYYYYYYY, onde XX é o código de DDD da sua área e YYYYYYYYY é o seu número de telefone. Então, se você mora em São Paulo, e seu número de telefone é 99999-9999, o número deve ser digitado como +5511999999999.

13.511 – A estrela mais misteriosa da galáxia continua confundindo cientistas


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A estrela chamada KIC 8462852 já causou bastante agitação na comunidade científica, mas não vai ser desta vez (ainda) que solucionaremos seus mistérios.
Na verdade, eles acabaram de ficar ainda mais confusos.
Em 2015, os astrônomos ficaram intrigados devido a uma série de eventos de perda de brilho rápidos e inexplicados vistos na estrela, enquanto ela estava sendo monitorada pelo Telescópio Espacial Kepler, da NASA.
Para tentar entendê-la melhor, os pesquisadores Josh Simon e Benjamin Shappee e seus colaboradores decidiram fazer uma análise mais longa, acompanhando suas mudanças desde 2006.
Os astrônomos pensavam que a estrela estava apenas brilhando mais fraca com o tempo, mas o novo estudo mostrou que ela também se iluminou significativamente em duas ocasiões, em 2007 e 2014. Esses episódios inesperados complicam ou descartam quase todas as ideias propostas para explicar a estranheza observada em KIC 8462852.
Até agora, os cientistas já tentaram explicar suas diminuições de brilho com diversas hipóteses, desde que a estrela engoliu um planeta próximo a um grupo invulgarmente grande de cometas a orbitando, incluindo até uma megaestrutura alienígena.
Em geral, as estrelas podem parecer escurecer por breves períodos porque um objeto sólido (como um planeta ou uma nuvem de poeira e gás) passa entre ela e o observador, eclipsando seu brilho por um tempo.
Mas mesmo antes dessa evidência de dois períodos de brilho aumentado no passado da estrela, os períodos erráticos de escurecimento vistos na KIC 8462852 eram diferentes de qualquer coisa que os astrônomos já haviam observado.
No ano passado, Simon e Ben Montet, que também é coautor deste estudo, descobriram que, de 2009 a 2012, a KIC 8462852 diminuiu em brilho quase 1%. Seu brilho caiu 2% ao longo de apenas seis meses, o que é impressionante, permanecendo nesse nível pelos últimos seis meses de observações de Kepler.
Examinando cerca de 11 anos de dados, os pesquisadores concluíram que a estrela continuou a diminuir de brilho de 2015 até agora, e está 1,5% mais fraca do que em fevereiro desse ano. Além do escurecimento que a estrela experimentou de 2009 a 2013 e de 2015 até hoje, ela sofreu os já mencionados dois períodos de brilho aumentado também.

E agora?
“Até este trabalho, pensávamos que as mudanças de luz da estrela só estavam ocorrendo em uma direção – escurecendo”, afirmou Simon. “A percepção de que a estrela às vezes fica mais brilhante além de períodos de escurecimento é incompatível com a maioria das hipóteses para explicar o seu comportamento estranho”.
Um próximo passo importante da pesquisa será determinar como a cor da estrela muda com o tempo, especialmente durante as breves quedas de brilho. Essa informação pode ajudar a restringir as possíveis explicações sobre por que essa estrela age da forma que age.
Por exemplo, se o escurecimento for causado por poeira que obscurece a visão da estrela para nós, então ela deve parecer ficar mais vermelha à medida que escurece. Mas se objetos grandes estão bloqueando sua luz, nenhuma mudança de cor seria vista.
“Ainda não resolvemos o mistério. Mas entender as mudanças de longo prazo da estrela é uma peça chave do quebra-cabeça”, concluiu Simon. [Phys]

13.510 – Propulsor quebra recordes e pode nos levar para Marte


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Um propulsor que está sendo desenvolvido para uma futura missão da NASA para Marte quebrou vários recordes durante seus testes, sugerindo que a tecnologia está no caminho para levar os humanos ao planeta vermelho nos próximos 20 anos, segundo membros da equipe do projeto.
O propulsor X3, projetado por pesquisadores da Universidade de Michigan, em cooperação com a NASA e a Força Aérea dos EUA, é um propulsor Hall – um sistema que impulsiona a espaçonave acelerando uma corrente de átomos eletricamente carregados, conhecidos como íons. Na recente demonstração realizada no Centro de Pesquisa Glenn da NASA, o X3 quebrou recordes do máximo de potência, impulso e corrente operacional alcançados por um hélice Hall até hoje, de acordo com a equipe de pesquisa da Universidade de Michigan e representantes da NASA.
“Nós mostramos que o X3 pode operar com mais de 100 kW de potência”, disse Alec Gallimore, que lidera o projeto, em entrevista ao site Space. “Ele funcionou em uma enorme variedade de energia de 5 kW a 102 kW, com corrente elétrica de até 260 amperes. Ele gerou 5,4 Newtons de impulso, que é o maior nível de impulso alcançado por qualquer propulsor de plasma até o momento”, acrescentou Gallimore, que é decano de engenharia da Universidade de Michigan. O recorde anterior era de 3,3 Newtons.

40 km por segundo
Os propulsores Hall e outros tipos de motores de íons usam eletricidade (geralmente gerada por painéis solares) para expelir o plasma – uma nuvem semelhante a gás de partículas carregadas – para fora de um bocal, gerando impulso. Esta técnica pode impulsionar a nave espacial a velocidades muito maiores do que os foguetes de propulsão química podem, de acordo com a NASA.
É por isso que os pesquisadores estão tão interessados ​​na aplicação potencial de propulsão iónica para viagens espaciais de longa distância. Considerando que a velocidade máxima que pode ser alcançada por um foguete químico é de cerca de 5 quilômetros por segundo, um propulsor Hall poderia levar uma embarcação até 40 quilômetros por segundo, diz Gallimore.

Os motores de íons também são conhecidos por ser mais eficientes do que os foguetes de potência química. Uma nave espacial com propulsão Hall levaria carga e astronautas para Marte usando muito menos material propulsor do que um foguete químico. Um propelente comum para propulsores de íons é o xenônio. A nave espacial Dawn da NASA, que atualmente está em órbita no planeta anão Ceres, usa esse gás.
Em busca de mais Watts

O ponto negativo dos propulsores de íons, no entanto, é que eles possuem um impulso muito baixo e, portanto, devem operar por um longo tempo para acelerar uma nave espacial a altas velocidades, de acordo com a NASA. Além disso, os propulsores de íons não são poderosos o suficiente para superar a atração gravitacional da Terra, portanto não podem ser usados ​​para lançar a nave espacial.

“Os sistemas de propulsão química podem gerar milhões de kilowatts de energia, enquanto os sistemas elétricos existentes só conseguem 3 a 4 quilowatts”, explica Gallimore. Os propulsores Hall comercialmente disponíveis não são poderosos o suficiente para impulsionar uma nave tripulada até marte, acrescentou.

“O que precisamos para a exploração humana é um sistema que pode processar algo como 500.000 watts (500 kW), ou mesmo um milhão de watts ou mais”, aponta Gallimore. “Isso é algo como 20, 30 ou mesmo 40 vezes o poder dos sistemas convencionais de propulsão elétrica”.

É aí que entra o X3. Gallimore e sua equipe estão abordando o problema da energia, tornando o propulsor maior do que esses outros sistemas e desenvolvendo um design que aborda uma das falhas da tecnologia. “Nós descobrimos que, em vez de ter um canal de plasma, onde o plasma gerado é esgotado do propulsor e produz impulso, teríamos vários canais no mesmo propulsor”, explica. “Nós chamamos isso de canal aninhado”.
De acordo com Gallimore, o uso de três canais permitiu que os engenheiros tornassem o X3 muito menor e mais compacto do que um propulsor de Hall de canal único equivalente deveria ser. A equipe da Universidade de Michigan vem trabalhando na tecnologia em cooperação com a Força Aérea desde 2009. Primeiro, os pesquisadores desenvolveram uma hélice de dois canais, o X2, antes de passar para o X3, mais poderoso e com três canais.
Em fevereiro de 2016, a equipe se associou ao fabricante de foguetes com sede na Califórnia Aerojet Rocketdyne, que está desenvolvendo um novo sistema de propulsão elétrica, chamado XR-100, para o programa NASA Next Space Technologies for Exploration Partnerships ou NextSTEP. O propulsor X3 é uma parte central do sistema XR-100.
Scott Hall, doutorando da Universidade de Michigan que trabalhou no projeto X3 nos últimos cinco anos, disse que o trabalho tem sido bastante desafiador devido ao tamanho do propulsor.
“É pesado – 227 quilos. Tem quase um metro de diâmetro”, diz Hall. “A maioria dos propulsores Hall são o tipo de coisa que uma ou duas pessoas podem pegar e carregar ao redor do laboratório. Precisamos de um guindaste para mover o X3”.
No próximo ano, a equipe executará um teste ainda maior, que visa provar que o propulsor pode operar a plena potência por 100 horas. Gallimore diz que os engenheiros também estão projetando um sistema especial de blindagem magnética que deixaria o plasma longe das paredes do propulsor para evitar danos e permitir que o propulsor funcione de forma confiável por períodos de tempo ainda mais longos. Gallimore diz que, sem a blindagem, uma versão de vôo X3 provavelmente começaria a ter problemas após várias mil horas de operações. Uma versão blindada magneticamente pode ser executada por vários anos com força total, segundo ele. [Space]

13.509 – ☻Mega no Dia do Professor


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Ensinar é uma arte e uma técnica

Fundamentos Pedagógicos
Foram estruturados na Folosofia, mas desde o século 20, outras áreas começaraqm a dar suas contribuições:
A Biologia, a Sociologia e a psicologia, que possibilitaram conhecer mais sobre o desenvolvimento e a aprendizagem do ser humano em seus diferentes aspectos, a fim de entender as demandas infantis a partir das diferenças individuais, reconhecendo a influência dos fatores externos nos processos de aprendizagem.
A Escola Nova foi um movimento de revisão e crítica à escola tradicional de conhecimento dogmático e externo ao aluno. Defende mudança na educação on de o aluno passaria a ser o entro do processo.
Paideia – Conceito de educação da sociedade grega voltado a formar meninos cidadãos. Processo de ensino organizado para a formação em todos os aspectos da vida, desenvolvendo o homem em todas as suas potencialidades.
O professor busca um ideal maior que é a formação humana a partir do estabelecimento de uma aprendizagem mais interativa.
A escolarização é um processo sistemático de instrução dos indivíduos, composto pela informação e difusão de saberes, a respeito do ambiente, dos indivíduos e da sociedade. É na instituição escolar que se desenvolve um saber sistemático e organizado.
Epistemologia Genética – Incentiva a interação da criança com o meio ambiente. Nesta perspectiva, as informações não são controladas pelo professor cujo papel é fazer o aluno interagir com o meio ambiente.
O sensório-motor é a 1ª fase.
A Pedagogia é a ciência que estuda a Educação, já a Didática é um campo de estudo da Pedagogia que que estuda as práticas de ensino e as relações de ensino, instrumentalizando o professor para atividades práticas.
A 1ª fase, sensório-motor (0 a 2 anos), nesta fase a criança ainda não consegue evocar eventos sober o passado, presente e futuro, lida com o meio a patir de ações práticas e cosntroi seus esquemas mentais.
Na 2ª fase, Pré-operacional (2 anos) – Aprende linguagem. Ações mentais irreversíveis.
Na 3ª – Operatório concreto (7 anos) Pensamento lógico, objetivo, reversível e menos egocêntrico.
Na 4ª, Pensamento abstrato (12 anos) – Pensamento lógico formal.

Coexistindo escolas públicas e particulares, ambas devem ser avaliadas pela União, delimitando conteúdos mínimos.

A Didática organiza os saberes, potencializando o trabalho do docente.

dia dos professores

13.508 – Psiquiatria – Gigantesco estudo em gêmeos conclui que a esquizofrenia é 80% genética


esquizofrenia 2
Até quatro em cada cinco casos de esquizofrenia podem ser rastreados a partir de genes herdados dos pais da criança.
Ao aplicar uma nova abordagem estatística aos dados coletados em mais de 30 mil pares de gêmeos, os pesquisadores definiram a imagem mais precisa que já temos até o momento sobre os fatores de risco para a condição. A descoberta pode nos ajudar potencialmente a identificar os genes responsáveis pelos sintomas da esquizofrenia.

Cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, mergulharam em um conjunto de informações coletadas através do seu National Danish Twin Register e as combinaram com dados do Registro Dinamarquês de Pesquisas Centrais Psiquiátricas. Eles chegaram à amostragem de 31.524 pares de gêmeos, todos nascidos entre 1951 e 2000.

Hereditário ou desenvolvido por fatores ambientais?
Examinar gêmeos é uma maneira bastante sólida e promissora de determinar se uma condição foi herdada na concepção, ou se é o resultado de outros fatores ambientais.
Os chamados gêmeos idênticos – ou pares de gêmeos monozigóticos – herdaram os mesmos conjuntos de genes de seus pais. A comparação das características encontradas entre estes e aqueles que trazem pares de duplos dizigóticos (ou gêmeos não idênticos) pode fornecer uma forte indicação de se foi causada por genes ou por algo no ambiente à medida que se desenvolveram.
Embora isso pareça positivo em teoria, a biologia é um caso desordenado, em que muitos números e evidências são necessárias para se chegar a uma conclusão confiável. Pode ser difícil encontrar gêmeos suficientes com a condição estudada para participar de uma pesquisa.
No caso da esquizofrenia, a condição neurológica afeta, apenas, menos de cinco em cada mil indivíduos, o que torna especialmente difícil a coleta de dados suficientes sobre gêmeos.
Assim, o grande registro nacional da Dinamarca, combinado com ferramentas estatísticas adequadas, revelou-se um excelente caminho à ciência.

Herdabilidade em estudo na Finlândia
Um estudo com gêmeos não-idênticos, ou fraternos, realizado na Finlândia em 1998 usando uma amostra menor do Registro Nacional de População finlandês, concluiu que, ali, a herdabilidade da esquizofrenia era de 83%.
Outra análise conduzida na Suécia em 2007 dividiu a probabilidade de risco entre os sexos, encontrando genes que podem ser causa da esquizofrenia em 67 por cento das mulheres e 41 por cento no sexo masculino.
A interpretação desses números se torna mais complexa pelo fato de que a própria esquizofrenia é uma condição de difícil estudo e muito disputada. Como o autismo, num passado recente, a palavra tenta cobrir um amplo espectro de causas e sintomas que precisam ser mais bem avaliados ou classificados.
Na tentativa de alcançar uma melhor precisão nas estatísticas, os pesquisadores desse último estudo calcularam duas estimativas, tanto em uma definição restrita quanto em uma desordem mais ampla do espectro de esquizofrenia.
Para a definição mais específica, estimaram que os genes determinaram o diagnóstico da condição em 79 por cento dos casos totais.
Quando expandido para incluir aqueles com distúrbio do espectro de esquizofrenia, o número caiu para 73 por cento.

“Este estudo é agora a estimativa mais compreensível e completa da herdabilidade da esquizofrenia e sua diversidade diagnóstica”, diz o pesquisador Rikke Hilker, da Universidade de Copenhague.

“É interessante, pois indica que o risco genético para a doença parece ser de quase igual importância em todo o espectro da esquizofrenia”.

Em busca de um diagnóstico
A pesquisa também proporcionou uma idade média de 28,9 anos, quando os sintomas da condição tornam-se suficientemente significativos para um diagnóstico.
Estudos em gêmeos são ferramentas úteis, mas baseiam-se na suposição justa de que os gêmeos refletem os mesmos padrões de herança da população em geral.
Há também a questão de saber quanto de cada base de dados nacional pode ser generalizada e aplicável em outras partes do mundo.
O debate conflitante da natureza X educação social muitas vezes esconde a complexidade da doença e da deficiência.
Mesmo a herança de um gene pode ser complicada pelos efeitos editoriais da epigenética, ou as chamadas mutações do mosaico pós-zigótico que ocorrem logo após a concepção.
Os genes individuais têm sido associados à esquizofrenia no passado, e com base nos resultados deste estudo, deve haver mais a ser descoberto no futuro.
Os limites e as definições dessa condição mental séria podem mudar, mas, não importa como a chamemos, aqueles que sofrem de efeitos debilitantes da esquizofrenia se beneficiarão em conhecer mais sobre suas causas subjacentes.

Esta pesquisa foi publicada na Biological Psychiatry. [ScienceAlert]

13.507- Pré História – Humanos caçam renas e mamutes (c. 18.000 a.C. – Europa)


pinturas de renas e mamutes
Nos últimos estágios desta glaciação, as vastas planícies da Europa e da Ásia vêm sendo invadidas por bandos de renas, cavalos, bisões e mamutes lanosos, e os humanos aproveitam a oportunidade para explorar esses animais, que lhes fornecem abundância de alimento, peles, ossos e marfim.

Novas Táticas
Os humanos tiveram de desenvolver novas estratégias e táticas para apanhar os enormes mamutes e bisões, bem como para enfrentar a velocidade da corrida de cavalos e renas. Quando alguém descobre um meio eficiente de lidar com certo tipo de animal, imediatamente outras pessoas o imitam. Desse modo, o sucesso com determinados tipos de caça estimula as comunidades a se concentrarem em certas espécies em detrimento de outras. Para caçadores da Ucrânia, o bisão foi ocasionalmente a presa favorita, mas tanto lá quanto na Europa Central agora eles preferem o mamute. Na Europa Ocidental, os mais caçados são os cavalos e as renas.

Em Busca da Presa
Grupos caçadores habitantes de cavernas e abrigos rochosos, como os de La Madeleine, no sudoeste da França, têm participado de migrações sazonais, perseguindo renas ao norte, no verão, e posteriormente ao sul, no inverno. Muitos acampamentos para esses caçadores, chamados madalenianos, foram estabelecidos ao norte. Os madalenianos também são pescadores. Suas moradias ficam perto de margens fluviais, e isso permite que eles pesquem o salmão que agora sobe os rios do sudoeste para a desova.

13.506 – Inventor do Bina morre aos 77 anos


inventor bina
O engenheiro eletrotécnico Nélio José Nicolai, inventor do sistema identificador de chamadas por telefone mais conhecido como Bina, morreu na quarta-feira, 11 de outubro de 2017, em Brasília, aos 77 anos. Nicolai apresentou complicações pulmonares enquanto estava se recuperando de um AVC (acidente vascular-cerebral).
Além do Bina, invento pelo qual ele brigou na justiça por mais de 20 anos pelo reconhecimento de direito de uso, o engenheiro tem 41 produtos INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).
icolai detalhou algumas das dezenas de tecnologias que inventou. Um dos exemplos é o sistema de mensagem instantânea de movimentação de cartão de crédito e débito, atualmente usado por bancos e empresas de pagamento.
“Apresentei isto ao Bradesco e Unibanco em 1992, época que registrei a carta patente, mas eles lançaram o serviço sem falar comigo. Hoje o mundo inteiro está usando e as companhias me disseram que eu devo recorrer à justiça”, comentou.
Segundo Nicolai, o mesmo ocorreu com o telefone fixo celular. Em 2004, ele registrou sua ideia no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), assim como fez com todas suas invenções, mas, as operadoras como a Tim, Claro e Vivo passaram a oferecer o serviço de telefone residencial com as mesmas características do celular, a partir de 2010. Outras tecnologias que o mineiro afirma ter inventado são o ‘Salto’, aviso sonoro que indica que a pessoa está recebendo outra chamada, e o ‘Bina Lo’, que registra chamadas perdidas.
“A patente é um patrimônio do país e não das empresas. Elas estão roubando isto do povo. O INPI que decide se a patente é válida e isso não pode mudar. Um juiz não pode contestar o que o instituto faz e uma empresa não pode ignorar uma carta patente”, comentou relembrando o caso do Bina, em que ele assinou contratos de licença de exploração da patente com a Ericsson, mas afirma não ter tido o devido reconhecimento.

13.505 – Mega Memória Futebol – Há 40 anos, Corinthians era campeão paulista depois de 23 anos


palhinha
Palhinha, contratado por causa da Libertadores, carregaria o time nas costas

O dia 13 de outubro de 1977 está na cabeça de todo torcedor do Corinthians, seja aquele que viveu aquele momento, seja aquela que nasceu depois. A data marcou o fim de um sofrimento corintiano que durou 23 anos: desde 1954 a equipe não conquistava um título de expressão, o Campeonato Paulista. Com Oswaldo Brandão de técnico em 1977 e um gol de Basílio, a vitória sobre a Ponte Preta colocou fim à falta de títulos.

O Corinthians fez um primeiro turno fraco e foi eliminado no fase de grupos. No segundo turno, se recuperou e garantiu vaga no turno decisivo. Com o primeiro lugar em um grupo com São Paulo, Portuguesa e Guarani, fez a final contra a Ponte Preta, campeã do outro grupo.
A decisão seria em duas ou três partidas no Morumbi. Na primeira, vitória de 1 a 0 para o Corinthians (gol de Palhinha). Na segunda, com 138.032 pagantes, recorde de público no estádio até hoje, um empate daria o título aos corintianos, por terem um ponto extra pela melhor campanha geral. A Ponte Preta venceu por 2 a 1 (gols de Dicá e Rui Rei, e Vaguinho, pelo Corinthians), adiando a decisão para a terceira e decisiva partida, no dia 13 de outubro. O título veio com gol de Basílio, aos 37 minutos do segundo tempo, colocando fim ao doloroso jejum.
Basílio jogou no Corinthians de 1975 a 1981. Atuou em 253 jogos e marcou 29 gols. Foi campeão paulista também em 1979, ao lado de Sócrates e Palhinha. Assumiu o cargo de técnico em 1987, 1989, 1990 e 1992.

Curiosidades: Um ex santista, o ponta esquerda Edu, que esteva na seleção brasileira na Copa de 70 e jogava no Santos ao lado de Pelé ajudou com seus dribles desconcertantes na campanha do Corínthians para o título de 1977. Outro grande nome da campanha foi o atacante Palhinha vindo do Cruzeiro e comprado com a ajuda de um multirão da torcida. Ele veio para reforçar o time na sua primeira participação na Copa Libetadores da América.

13.504 – Transporte Urbano – Prefeitura de SP anuncia app de táxi para enfrentar Uber e 99


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A Prefeitura de São Paulo anunciou que criará o seu próprio aplicativo de táxi. Segundo o governo, o “objetivo é atrair os usuários que passaram ao longo do ano a utilizar aplicativos de transporte de passageiros”.
O “Táxi SP” permitirá pagamentos em dinheiro, cartões de crédito e de débito. Além disso, o taxista tem a opção de escolher o percentual de desconto que deseja oferecer ao passageiro, dentre algumas opções. A expectativa é que o aplicativo comece a operar em 90 dias a operar, em caráter experimental.
Com a plataforma, a Prefeitura terá a geolocalização de todos os táxis em operação, cadastrados no aplicativo, e poderá gerar dados para a administração municipal conhecer melhor o serviço de táxi na capital, sendo possível analisar a distribuição dos carros por região da cidade, por dia da semana e por horário. Os taxistas também poderão contribuir com a gestão da cidade, informando, por meio do aplicativo, os problemas encontrados pelo trajeto, como buracos, falta de sinalização e lixo.
Segundo o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, o app “oferece ao usuário a garantia que o taxista está cadastrado no sistema da Prefeitura, oferecendo mais segurança. Além disso, o aplicativo permite um controle maior da qualidade do serviço, segurança quanto aos valores cobrados, evitando abusos, e a previsão do preço da corrida antes do início da viagem”.
Essa é uma parceria das de São Paulo e do Rio de Janeiro, uma vez que a capital carioca iniciou a fase piloto de um projeto semelhante em junho deste ano.
Já há algum tempo, a prefeitura de SP já havia anunciado medidas restritivas, que podem inviabilizar o uso dos aplicativos. O serviço de taxis nas cidades sempre foi controlado por um cartel e a chegada de tais aplicativos contraria seus interesses.

13.503 – Mega Bomba da Segunda Guerra Mundial


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Recentemente, dois construtores alemães encontraram na cidade de Frankfurt uma bomba lançada pela aviação britânica na Segunda Guerra Mundial. A megabomba, de 1,4 toneladas, não explodiu durante o conflito e representava uma séria ameaça para os habitantes da região, que tiveram que ser evacuados para desativar o artefato com segurança.
Durante a operação, mais de 50 mil cidadãos foram obrigados a deixar seus lares, inclusive 100 pacientes internados em hospitais da região, que tiveram que ser transferidos para outros centros de atendimento. O esquadrão responsável pela desativação advertiu que se a bomba explodisse espontaneamente, ela seria capaz de destruir uma rua inteira.
Calcula-se que na Alemanha ainda existam mais de 350 artefatos explosivos, os quais, depois de serem lançados na guerra, não chegaram a explodir. Os especialistas advertem que as bombas se tornam mais instáveis ao longo do tempo, por isso é imprescindível localizá-las e desativá-las controladamente para evitar mortes.
O país também conta com um corpo especializado nesses procedimentos, o  (KMBD), que, desde 2000, perdeu 11 técnicos em acidentes ocorridos durante a remoção de bombas.