13.871 – Mini avião é capaz de voar sem turbinas nem hélices


Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) divulgaram nesta quinta-feira, 22, a construção do primeiro protótipo de avião do mundo sem partes mecânicas. A miniatura é movida a um sistema conhecida como “propulsão iônica”.
Um par de eletrodos são usados para acelerar íons e gerar um tipo de “vento” que faz o avião se lançar ao céu e se manter no ar. A tecnologia permite substituir as turbinas e hélices usadas em aeronaves atuais, tornando-as potencialmente mais leves.
A propulsão iônica não é necessariamente uma novidade. O fenômeno é conhecida na natureza desde os anos 1960. A Apple chegou a considerar a hipótese de usar tecnologia semelhante para resfriar MacBooks em 2012, mas a ideia não foi adiante.
A miniatura usada para testar a tecnologia no MIT pesa apenas 2,45 quilos e possui uma bateria de 40.000 volts. Num avião de verdade, a propulsão iônica pode tornar voos mais seguros, confortáveis, sem barulho e de manutenção mais prática.
Porém, a construção de uma aeronave do tipo em larga escala demandaria custos maiores e uma fonte de energia gigantesca que, por sua vez, poderia contrabalancear o peso perdido com a ausência de turbinas, criando um desafio para engenheiros.
De todo modo, os cientistas do MIT dizem que ainda vai demorar para que a propulsão iônica seja usada em voos comerciais. Os pesquisadores acreditam que, a princípio, a tecnologia seja usada em pequenos drones ou em combinação com hélices e turbinas tradicionais.
Ou, quem sabe, não é essa a tecnologia que vai sustentar os carros voadores do futuro?

 

12.326 – Drone anfíbio consegue se manter sob a água por meses como um submarino


drone anfibio

Os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins criaram um drone capaz de permanecer embaixo d’água por meses antes de retomar o voo autônomo. A ideia é criar uma alternativa aos submarinos nucleares, que também podem permanecer por longos períodos escondidos sob a água, mas que precisam se arriscar ao se aproximar da superfície para usar um periscópio.
O drone em questão se chama CRACUNS (sigla em inglês para Sistema Não-Tripulado Disfarçado Aéreo-Náutico Resistente a Corrosão). A ideia é que ele seja acoplado ao lado externo de um submarino nuclear para poder fazer imagens de reconhecimento aéreo sem que o veículo precise se aproximar da superfície, arriscando o veículo que custa bilhões.
O CRACUNS usa peças feitas com impressora 3D, e uma parte de seus componentes elétricos são protegidos por um invólucro à prova d’água. Já os quatro motores elétricos usam um revestimento que repele a água, mantendo as peças protegidas.
Tudo isso permite que o aparelho seja bastante barato, o que facilita o seu uso como uma ferramenta descartável para uso em situações que seriam mais perigosas para um submarino.
Nos testes, os pesquisadores conseguiram deixar o CRACUNS sob a água salgada por um período de dois meses sem que isso afetasse a sua capacidade de voo, o que abriria a possibilidade que, por exemplo, um avião jogasse o drone secretamente na costa de um país e o deixasse lá por alguns meses até que ele pudesse começar a voar para a região com terra para coletar informações.

12.179 – Mega Techs – Drone que cabe na palma da mão tem reconhecimento facial e desvia de obstáculos


mini drone
O ONAGOfly é um drone que tem como propósito fotografar usando a tecnologia de reconhecimento facial e de sorrisos e pesa apenas 140 gramas.
O drone tira fotos e grava com resolução HD, conta com um GPS de navegação e pode ser controlado via aplicativo para smartphones. Por lá, é possível acompanhar em tempo real as fotos e vídeos, identificar a localização do dispositivo e até assistir, via streaming, o trajeto do aparelho.
Caso se depare com algum obstáculo, o ONAGOfly se desvia automaticamente. De acordo com a desenvolvedora, a bateria do drone tem capacidade para até 15 minutos de voo.
O dispositivo está disponível para financiamento coletivo no Indiegogo por a partir de US$ 199. Até agora, a campanha já arrecadou US$ 1,9 milhão. A previsão de entrega do dispositivo é de março de 2016.

12.017 – Evolução – Por que somos mais espertos que os chimpanzés?


Chimpanze
MISTÉRIOS DO CÉREBRO HUMANO

Chimpanzés vivem em sociedades complexas, usam ferramentas e têm cultura: as técnicas de sobrevivência de cada grupo são únicas e passadas de mãe para filho. Mas você nunca vai convidar um deles para uma partida de xadrez. O que, então, nos torna diferentes?
Alguém talvez tenha a resposta na ponta da língua: “nosso cérebro é maior”. Ou uma variação disso: “nosso cérebro tem mais neocórtex”, a massa cinzenta. Acontece que outros animais, como o golfinho, o elefante e o cachalote, têm cérebros e massa cinzenta muito maiores que os nossos e também não escreveram clássicos da literatura.
Um grupo de pesquisadores da Universidade George Washington buscou responder a questão da forma mais material possível: observando o formato dos cérebros. Usando ressonância magnética, escanearam os cérebros de 218 humanos e 206 chimpanzés. Nisso, mediram duas coisas: o tamanho e o formato dos sulcos – isto é, as “dobras” – cerebrais. E compararam os resultados entre cérebros que eles sabiam ser aparentados – de irmãos, alguns deles gêmeos idênticos – ou não relacionados. Isso foi para avaliar a influência dos genes nos resultados, já que irmãos têm genes parecidos – ou iguais, no caso dos gêmeos.
Em chimpanzés e humanos, tanto o tamanho do cérebro quanto seu formato, o desenho de seus sulcos, variam. Em ambos, o tamanho é bem parecido entre irmãos, o que quer dizer que a genética está determinando isso. O formato, porém, conta outra história. Em chimpanzés, os cérebros de dois irmãos têm sulcos muito mais parecidos que em irmãos humanos.
A conclusão é que a configuração final de nosso cérebro é bem menos determinada pela genética que a dos chimpanzés. Nosso cérebro, assim, se desenvolve na infância respondendo às pressões do ambiente. Em outras palavras, é mais flexível – ou plástico, no termo técnico.
“Com a genética assumindo um papel secundário em humanos, nossos cérebros são mais suscetíveis à influências externas”, afirma a neurocientista Aida Gómez-Robles, condutora do estudo. “Isso permite ao ambiente, experiência e interações sociais com outros indivíduos assumir um papel mais dramático em organizar o córtex cerebral. E esse incremento em plasticidade pode muito bem ser uma das características definidoras no que fez nossos ancestrais hominídeos ultrapassarem outros primatas em termos de inteligência.”
Como diria Buda, flexibilidade é fundamental. Um cérebro que pode se transformar é capaz de aprender qualquer coisa. Os bichos perdem para nós por serem, literalmente, cabeça-dura.

11.074 – Geringonças Voadoras – A invasão dos drones


drone assassino

Ao cair da tarde, no Iêmen, em novembro de 2002, um jipe cruza a província de Marib, a 170 km da capital, Sanaa. A bordo, seis membros da Al-Qaeda, incluindo Qaed Senyan al-Harthi, homem de confiança do terrorista saudita Osama bin Laden. Num piscar de olhos, um míssil Hellfire cruza o céu e explode o veículo. Todos morrem. O míssil foi disparado, a mando da CIA, o serviço secreto norte-americano, de um veículo aéreo não tripulado (vant). Foi o primeiro ataque de drones contra a Al Qaeda de que se tem notícia. Passados 12 anos, a guerra ao terror continua – mais sangrenta e implacável que nunca. Segundo o Conselho de Relações Exteriores (CFR, na sigla em inglês), os EUA acabam de bater a incômoda marca de 500 ataques de aviões-robôs. “A guerra dos drones está longe do fim”, diz Jeffrey Sluka, professor de antropologia social na Universidade Massey, na Nova Zelândia. “Para os EUA, disparar mísseis contra outros países não é ato de guerra, e sim autodefesa preventiva.”
Se os drones podem carregar mísseis, também podem dar lucro. Estudo da consultoria norte-americana Teal Group, especializada em indústria aeroespacial, revela que em 2013 o mercado de drones movimentou US$ 5,2 bilhões. Em dez anos, deve mais que dobrar. “As possibilidades são ilimitadas”, afirma Mi­chael Toscano, presidente da Associação Internacional de Veí­culos Não Tripulados. Já é possível encontrar drones fazendo entregas, servindo mesas em restaurantes e ajudando a salvar vidas. O empreendedor Rodrigo Kuntz sabe disso. Não por acaso, há cinco anos largou o emprego na Embraer para abrir a própria empresa, uma das dez no Brasil que fabricam drones. Hoje, o portfólio da BRVant já reúne seis modelos, com preços entre R$ 55 mil e R$ 680 mil. “O drone é a mais nova revolução tecnológica que, a exemplo do laser e da internet, migrou da indústria bélica para a sociedade civil”.
Ninguém sabe ao certo o número de baixas por ataques de drones. A Casa Branca se recusa a divulgar. A Fundação Nova América, de Washington, calcula que desde 2004 esse número tenha chegado a 3.559. “Houve um aumento significativo no número de ataques durante o governo Obama. Dos 388 registrados no Paquistão, 339 foram a mando do atual presidente”, afirma a pesquisadora Emily Schneider, da Fundação Nova América. As es­timativas do senador republicano Lind­sey Graham são mais alarmantes. Em feverei­ro de 2013, Graham declarou que 4,7 mil pessoas, incluindo civis, já foram ­vítimas de ataques. “Estamos em guerra, e graças aos drones conseguimos eliminar alguns dos mais temidos membros da Al-Qaeda”, disse o parlamentar na ocasião.

drone raio x

Diante de números tão assombrosos, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Anistia Internacional resolveram cobrar providências. A ONU vai apurar a legalidade dos ataques nos casos em que civis foram mortos. Já a Anistia acusa os EUA de cometer crime de guerra e de violar direitos humanos internacionais. “A decisão de disparar mísseis para eliminar suspeitos de terrorismo equivale a uma sentença de morte. Os acusados não têm direito a defesa nem a julgamento”, afirma Maurício Santoro, assessor de direitos humanos da Anistia Internacional. Enquanto isso, uma campanha intitulada “Not a Bug Splat” (“Não É um Inseto Esmagado”) tenta levar os pilotos de drones a pensar duas vezes antes de atirar. Para isso, um gigantesco retrato de uma criança paquistanesa foi estendido na região de Khyber Pakhtunkhwa. O nome da menina não foi divulgado, mas sabe-se que sua família foi morta num bombardeio militar em 2010.
Num futuro não muito distante, você vai entrar numa loja virtual, comprar produtos e recebê-los em casa em dois ou três minutos. ­Ficção científica? Nada disso. A livraria virtual Zookal, na Austrália, já realizou mais de 100 entregas do tipo. Cada um dos seis drones da empresa pode voar até três quilômetros e transportar encomendas de até dois quilos. As vantagens, segundo Matthew Sweeny, sócio da Zookal, são muitas: drones agilizam as entregas (de dois a três dias pa­ra dois a três minutos), reduzem os gastos (de US$ 8 para US$ 0,08) e não poluem o meio ambiente (são movidos a bateria).

Iniciativas semelhantes já existem em várias partes do mundo. Na Rússia, uma rede de pizzarias, a Dodo Pizza, já realiza entregas em parques e praças. No Reino Unido, o restaurante japonês YO! Sushi trocou seus garçons por drones. Nos EUA, as gigantes Google e Amazon pretendem entregar encomendas, mas esbarram na falta de regulamentação. No Brasil, a ideia inspirou o empresário Tom Ricetti a usar drones para entregar pães, frios e bolos. Dono da franquia Pão To Go, ele já realizou testes em São Carlos, interior de São Paulo, para fazer entregas de até 3,5 quilos em cinco minutos num raio de um quilômetro. “O drone não fica doente, não falta ao trabalho nem pede aumento”.
Se os drones são úteis para transportar mercadorias, por que não usá-los para salvar vidas? Foi o que pensou o pesquisador Alec Momont, da Universidade Delft de Tecnologia, na Holanda, ao desenvolver um modelo capaz de carregar um aparelho desfibrilador, usado para socorrer vítimas de infarto. Batizado de “drone-ambulância”, ele transporta cargas de até quatro quilos e, a 100 quilômetros por hora, chega a lugares inóspitos e de difícil acesso. “O protótipo deu tão certo que já penso em usá-lo para levar outros equipamentos”.
A revolução causada pelos drones também chegou ao cinema. Fitas como 007 – Operação Skyfall, de Sam Mendes, e O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese, foram filmadas com a ajuda deles. “O drone não substitui a grua ou o helicóptero, é uma ferramenta nova que capta imagens novas”, diz o fotógrafo francês Eric Bergeri, dono de uma produtora especializada em drones, a iDrone.TV. “Ele está para o cinema do século XXI como a steadicam (câmera que evita que a imagem fique tremida) para o cinema dos anos 1980.” Além de modernizar a filmagem, drones já representam personagens de filmes e séries de TV.
Por pouco, muito pouco mesmo, o dia 22 de março de 2014 não entrou para a história da aviação como o primeiro a registrar uma colisão entre um drone e um avião de passageiros. O acidente quase aconteceu nos EUA, quando um avião da US Airways vindo de Charlotte, na Carolina do Norte, se preparava para aterrissar no aeroporto de Tallahassee, na Flórida. Segundo comunicado da FAA, agência que regulamenta a aviação nos EUA, o drone voava a 700 metros de altitude, bem acima do limite permitido. Casos como esse estão ficando mais comuns. Em março de 2013, o piloto de um avião da Alitalia relatou ao FBI que um drone passou a menos de 65 metros dele quando chegava ao aeroporto JFK, em Nova York. “Por mês, a agência recebe uma média de 25 relatórios de pilotos que garantem ter avistado drones perto de suas rotas”, diz o porta-voz da FAA, Les Dorr Jr. Em ambos os casos, a FAA não conseguiu apurar os nomes de quem pilotava os drones.

drone preço

Quem também escapou ileso das autoridades foi o piloto do modelo que, no dia 7 de março de 2014, arremessou um pacote com 250 gramas de cocaína no pátio do Centro de Detenção Provisória (CDP) em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Todos os dias, dezenas de vídeos postados no YouTube revelam o lado bizarro dos drones. Alguns são hilários, como o do aparelho que flagrou uma mulher de topless tomando sol no telhado de um prédio em Pezinok, na Eslováquia. Indignada, a mulher pegou um cabo de vassoura e começou a perseguir o intruso. Outros, ao contrário, são trágicos. Caso do drone que invadiu o jogo entre Sérvia e Albânia, válido pelas eliminatórias da Eurocopa 2016, e provocou um incidente diplomático. Durante a invasão, o meio-campo sérvio Stefan Mitrovic arrancou a bandeira pró-Albânia que o drone carregava, despertando a ira dos jogadores adversários.
Por pouco, muito pouco mesmo, o dia 22 de março de 2014 não entrou para a história da aviação como o primeiro a registrar uma colisão entre um drone e um avião de passageiros. O acidente quase aconteceu nos EUA, quando um avião da US Airways vindo de Charlotte, na Carolina do Norte, se preparava para aterrissar no aeroporto de Tallahassee, na Flórida. Segundo comunicado da FAA, agência que regulamenta a aviação nos EUA, o drone voava a 700 metros de altitude, bem acima do limite permitido. Casos como esse estão ficando mais comuns. Em março de 2013, o piloto de um avião da Alitalia relatou ao FBI que um drone passou a menos de 65 metros dele quando chegava ao aeroporto JFK, em Nova York. “Por mês, a agência recebe uma média de 25 relatórios de pilotos que garantem ter avistado drones perto de suas rotas”, diz o porta-voz da FAA, Les Dorr Jr. Em ambos os casos, a FAA não conseguiu apurar os nomes de quem pilotava os drones.

Quem também escapou ileso das autoridades foi o piloto do modelo que, no dia 7 de março de 2014, arremessou um pacote com 250 gramas de cocaína no pátio do Centro de Detenção Provisória (CDP) em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Todos os dias, dezenas de vídeos postados no YouTube revelam o lado bizarro dos drones. Alguns são hilários, como o do aparelho que flagrou uma mulher de topless tomando sol no telhado de um prédio em Pezinok, na Eslováquia. Indignada, a mulher pegou um cabo de vassoura e começou a perseguir o intruso. Outros, ao contrário, são trágicos. Caso do drone que invadiu o jogo entre Sérvia e Albânia, válido pelas eliminatórias da Eurocopa 2016, e provocou um incidente diplomático. Durante a invasão, o meio-campo sérvio Stefan Mitrovic arrancou a bandeira pró-Albânia que o drone carregava, despertando a ira dos jogadores adversários.
Pela proposta da Anac, os pilotos que operam drones além do alcance da visão devem ter licença e habilitação emitidas pela agência, e as operações, seguro com cobertura de danos a terceiros. Voos de drones de até 25 quilos só serão permitidos em ambientes confinados, como festas de casamento ou estúdios de gravação, desde que todos os presentes estejam cientes dos riscos. O uso de drones sem autorização está sujeito a suspensão da licença do piloto, apreensão da aeronave e aplicação de multa. “Todo e qualquer motorista que não saiba dirigir ou não tenha carteira está sujeito às penas da lei. Isso vale para carro, drone ou avião”.

10.633 – Mega Techs – Como funciona um drone?


Drones se tornaram muito populares entre o público brasileiro, que assistiu a uma invasão dessas pequenas máquinas no País. Entre diversas formas de encontrá-las no mercado, uma bem popular é buscar os tais drone em lojas da rua de eletrônicos mais famosa de São Paulo: a Santa Efigênia.

 

8823 – Arqueólogos usam drones para monitorar sítios no Peru


Arqueólogos estão usando drones (veículos aéreos não tripulados) para acelerar o trabalho de mapeamento de sítios no Peru. Os equipamentos têm ajudado os pesquisadores a produzir mapas tridimensionais dos locais em semanas, em vez de meses ou anos como costumava ser.
Outro objetivo é vigiar os sítios para monitorar ameaças, que podem vir de mineiros, posseiros ou até de indústrias. “Vemos os equipamentos como uma ferramenta vital para a conservação dos locais”, disse Ana Maria Hoyle, arqueóloga do Ministério da Cultura.
“Com essa tecnologia, eu sou capaz de fazer em poucos dias o que levava anos”, disse Luis Jaime Castillo, arqueólogo peruano da Universidade Católica de Lima. Ele começou a usar um drone há dois anos para explorar o sítio de San José de Moro, no noroeste do Peru.
O país é conhecido pelas ruínas de Machu Picchu, mas tem mais 13 mil sítios, segundo estimativa do governo. Apenas 2.500 deles foram demarcados até agora.

8774 – Aeronáutica – Avião por controle-remoto


Não é preciso cinto de segurança nem poltrona ejetável para acomodar o piloto deste caça de última geração. Ele fica na base, protegido de mísseis antiaéreos e tranqüilo para acionar, por controle remoto, as bombas teleguiadas do avião. O Ucav (sigla em inglês para veículo aéreo de combate não-tripulado), é a última novidade da indústria militar norte-americana. Sem o piloto, ele pode ser bem menor do que o habitual, tornando-se quase invisível para os radares inimigos. A tecnologia é dez. Pena que, mesmo depois do fim da Guerra Fria, ainda se gaste tanto dinheiro para fabricar armas.

8505 – Aeromodelismo no furacão


Quando um avião atravessou o Atlântico pela primeira vez, em 1927, quem ficou famoso foi o piloto, o americano Charles Lindbergh (1902-1974). Agora, as coisas mudaram. O Laima cruzou o mesmo oceano em agosto e ganhou a fama sozinho. É que ele não precisa de piloto.
Guiada por um computador de bordo devidamente programado e monitorado por satélites, a viagem engrossa o currículo de bravuras das aerosondas, como são chamados esses aviõezinhos.
Por essas e outras
…como a capacidade de colher informações meteorológicas acima dos oceanos, em baixa altitude, onde balões e aviões grandes não circulam –, o instrumento deverá ser usado para melhorar a previsão do tempo. A travessia do Atlântico, portanto, foi apenas o começo. A fama das aerosondas só tende a crescer.
Sem trem de pouso, aviões como o Laima decolam do teto de carros em movimento. No fim da viagem, técnicos, em terra, tomam seu controle por meio de ondas de rádio e o conduzem ao pouso com a ajuda de um joystick, como se fosse um desses aeromodelos de brinquedo. Durante o vôo, o computador de bordo recebe dos satélites informações contínuas sobre possíveis saídas da rota e corrige o rumo.
Mesmo com todos os cuidados, duas aerosondas falharam na tentativa de cruzar o oceano. Talvez o seu nome – de uma deusa báltica – tenha ajudado o Laima. “O sucesso é animador, mas temos que tornar o veículo mais confiável”. Para isso, ele calcula, são necessários mais dois anos de trabalho.
Feito de fibra de grafite, material leve e resistente, o pequeno avião passou tranqüilo pelo interior do ciclone Tiffany, em janeiro, na costa australiana.

Resultado de pesquisa paga por institutos meteorológicos dos Estados Unidos, Austrália, Taiwan e Canadá, as aerosondas colhem dados sobre pressão atmosférica, temperatura, composição e umidade do ar. Mas também podem levar câmeras para monitorar o tráfego em estradas e incêndios em florestas.

Aeromodelo Laima
Aeromodelo Laima

Ficha técnica
Peso: 12,8 quilos
Motor: 700 W (o suficiente para acender 7 lâmpadas comuns)
velocidade máxima: 150 quilômetros por hora
Altura máxima de voo: 5 quilômetros

6164 – Aeronáutica – Falcão-Robô X Urubus


Falcão-Robô em ação

Sua missão será afugentar as aves e passarinhos que entram pelas turbinas dos aviões e que tem provocado muitos acidentes no Brasil. Pilotado por controle remoto,o falcão-robô é uma espécie de aeromodelo, desenvolvido exclusivamente para afugentar urubus, garças e outras aves que sobrevoam aeroportos e atrapalham o pouso e a decolagem das aeronaves. Feito com estrutura de fibra de carbono e forrado com uma fibra sintética muito leve e resistente que também é usada em carros de F-1, esse falcão não tem peças metálicas e a fuselagem imita uma ave de verdade. O projeto desenvolvido durante 11 anos por pesquisadores de engenharia aeronáutica italiana e espanhóies, chegou ao Brasil no fim de 2009. A idéia é que os pássaros percebam que há um predador na região e não se atrevam a invadir a área de pouso e decolagem.
O Falcão Robô tem estrategicamete o formato de ave de rapina, tendo 1,6 mt de envergadura. Segundo informação da Infraero seu primeiro voo foi um sucesso “O risco foi identificado aqui no aeroporto e estamos adotando essa medida para evitar colisões com aves”, afirma o responsável pela segurança operacional do aeroporto.
O Falcão Robô, logo no início de suas atividades afugentou várias aves, entre elas garças, urubus e principalmente quero-queros.

Mas o Falcão Robô não faz tudo sozinho, ele é operado por um funcionário de uma empresa contratada que durante as janelas de voo fica do lado de fora da pista operando a Ave Mecânica de Rapina. Em horário de pico aéreo o Falcão Robô é recolhido. A ave tem capacidade de sobrevoar até 3km de distância, mas por medida de segurança é operada á cerca de 500 metros.
De acordo com o segurança operacional da Infraero, o Aeroporto de Joinville é onde ocorre o maior número de acidentes com aves no Brasil. “Nossa intenção é justamente prevenir esse tipo de problema, é uma ação mitigadora de colisões”, conclui o seguranca operacional da Infraero.