14.049 – Arma de Guerra – Novo drone helicóptero militar dos EUA está pronto para ação


drone helicoptero
Após dois anos de testes e desenvolvimento, o drone helicóptero Fire Scout, da Marinha dos EUA, está finalmente pronto para a ação. O exército norte-americano declarou que o MQ-8C, desenvolvido pela Northrop Grumman, atingiu sua “capacidade operacional inicial”, ou o estado mínimo de que necessita para entrar em serviço.
A nova versão é consideravelmente maior do que o seu antecessor. O novo drone é capaz de ficar o dobro de tempo em voo, 12 horas na estação, e transportar cerca de três vezes mais carga útil. O drone também traz novos radares com campo de visão maior.
As atualizações devem ajudar a Marinha dos EUA a lidar com a grande variedade de missões que vão desde o reconhecimento direto de locais remotos até o apoio a unidades outras aéreas, terrestres e navais.
Apesar do anúncio, o drone não deve ser visto em ação tão cedo. Embora esteja claro seu potencial para operações de frota e treinamento, o drone helicóptero não deve ser implantado em navios de combate litorâneos até 2021.
De qualquer forma, o novo MQ-8C mostra quando o a Marinha aposta nos drones para o futuro.

Fonte: Engadget

14.013 – Arma de Guerra – Campo Minado


minas-terrestres
Trata-de de determinada área infestada por minas, artefatos bélicos que são enterrados no solo com o objetivo de causar danos permanentes a um inimigo quando este a toca, ativando seu mecanismo de detonamento. Há uma séria controvérsia envolvendo a utilização dessas armas, pelo fato de muitas vezes não afetarem apenas o inimigo a qual são endereçadas, mas também a população local e também os demais seres vivos habitantes da região. A explosão de uma mina pode ser fatal ou causar ferimentos, tais como cegueira, queimaduras, membros danificados, e ferimentos causados por estilhaços.
São dois os tipos de minas utilizados:

a) minas antipessoais – são artefatos projetados para ferir ou matar pessoas. Feita de plástico, metal ou outros materiais, elas geralmente contêm explosivos ou então fragmentos e estilhaços.Ao pisar em uma mina antipessoal, o indivíduo terá invariavelmente lesões nos pés e pernas, infecções secundárias que geralmente resultam em amputação.
Há ainda as minas de fragmentação, cujos fragmentos de metal dispostos dentro do artefato podem infligir ferimentos profundos à vítima.
Algumas destas são projetadas para surgir a cerca de um metro da vítima e em seguida, explodir, atirando fragmentos de metal ao longo de um grande raio.
b) minas antitanque – são projetadas para destruir ou incapacitar veículos. Tais minas contêm mais explosivos do que as minas antipessoal e muitas vezes exigem mais pressão ou peso em cima deles para serem acionadas. São certamente mais peri gosas, com uma maior capacidade de destruição que as minas antipessoais.
As minas antipessoais estão proibidas nos termos do Tratado de Proibição de Minas em seu artigo 2.1, mas, ao contrário, as minas antitanque (a menos que tenham fusíveis sensíveis e funcionam como minas antipessoal) não são.
O problema deste tipo de armamento é que, além de ter um baixo custo, é utilizado nos mais diversos conflitos pelo mundo. Elas podem permanecer dormentes por anos e mesmo décadas sobre ou perto do chão até que uma pessoa ou animal acione seu mecanismo de detonação. Isto ocorre por meio de pressão direta a partir de cima, por pressão exercida sobre um fio ou filamento ligado a um comutador de puxar, por um sinal de rádio ou método de ativação remoto, ou ainda simplesmente pela proximidade de uma pessoa dentro de uma distância predeterminada.
Atualmente, muitos movimentos foram organizados para eliminar a ameaça das minas terrestres e explosivos remanescentes de guerra, com destaque para o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Prevenção e Recuperação de Crises. Países como Angola, Afeganistão, Camboja, Vietnã, Croácia e Colômbia são os mais afetados pelo problema, devido a décadas de conflitos armados, onde o artefato foi utilizado indiscriminadamente, e até hoje são uma ameaça aos civis não envolvidos em qualquer ação armada.

13.589 – Submarino afundado na 1ª Guerra é descoberto após 103 anos


submarino
Foram descobertos os restos do submarino HMAS AE1, na costa das Ilhas do Duque de York, em Papua-Nova Guiné. A embarcação que desapareceu em 14 de setembro de 1914, com 35 tripulantes a bordo, ainda na Primeira Guerra Mundial, teve sua localização encontrada no início do mês mas a informação só foi divulgada agora.
De acordo com a publicação do ‘O Globo’, o submarino teria sido a primeira perda da marinha da Austrália no combate. Ele foi encontrado com o uso de drones aéreos e sonares e estava a 300 metros de profundidade.
“Foi uma tragédia significativa sentida pela nossa nação e nossos aliados”, afirmou o Departamento de Defesa da Austrália, em comunicado.
A missão de buscas foi realizada pelo governo da Austrália, em parceria com o Museu Marítimo Nacional da Austrália, a Fundação Silentworld e a empresa Find AE1, criada especificamente para este fim
O HMAS AE1 era um submarino de classe E, com 55,2 metros de comprimento e 760 toneladas. Ele foi projetado para submergir a até 30 metros de profundidade, com autonomia de 5,6 mil quilômetros. Ele foi construído na Inglaterra, entrando em serviço em maio de 1913.

13.532 – Hasta la Vista Baby – Inteligência Artificial pode substituir todos os Humanos Afirmou STEPHEN HAWKING


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Se as pessoas projetam vírus de computador, alguém projetará uma Inteligência Artificial que vai se aperfeiçoar e reproduzir a si própria.” Concretizar essa profecia feita pelo físico teórico em entrevista à revistaWired parece uma questão de tempo.
Um exemplo é o projeto AphaGo, do Google, que criou um robô capaz de vencer os melhores jogadores de GO, um antigo jogo chinês. Em seguida o projeto de inteligência artificial criou outro robô, que se treinou sozinho, e venceu 100 partidas consecutivas o primeiro robô. Por enquanto é só um jogo, em um ambiente (teoricamente) controlado como o laboratório do Google.
Diariamente, no entanto, surgem novas notícias da evolução da inteligência artificial. Caso essa tecnologia esteja disponível nas mãos de alguém sem tanta preocupação ética, dando liberdades de parâmetros e limites aos robôs, um cenário similar à Skynet de O Exterminador do Futuro não parece tão impossível. “Será uma nova forma de vida que supera os humanos”, alerta Hawkings. Podemos ficar obsoletos.
Não é a primeira vez que o físico alerta sobre os perigos da inteligência artificial. Em uma entrevista concedida à revista Times, em março deste ano, garantiu que o apocalipse robô era iminente, e a criação de algum tipo de governo mundial seria necessário para controlar a tecnologia. Ele destacou principalmente os empregos que serão perdidos para os robôs e a criação de armas militares providas de inteligência artificial.
Para o cientista, já atingimos um ponto sem volta. Como parece que nenhum governante esteja muito preocupado com as ameaças, a opção para Hawking seria a colonização de outros planetas. Mas tem de ser rápido, já que ele colocou um prazo de 100 anos para deixarmos a Terra.
O engenheiro chefe do Google, Ray Kurzweil, já afirmou que a singularidade — quando máquinas inteligentes criam máquinas ainda mais inteligentes — deverá acontecer dentro dos próximos 30 anos. Seja qual for o resultado, o quase ilimitado potencial da inteligência artificial, com capacidade para o bem ou para o mal, precisa ser desenvolvido com o máximo de cautela.

13.503 – Mega Bomba da Segunda Guerra Mundial


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Recentemente, dois construtores alemães encontraram na cidade de Frankfurt uma bomba lançada pela aviação britânica na Segunda Guerra Mundial. A megabomba, de 1,4 toneladas, não explodiu durante o conflito e representava uma séria ameaça para os habitantes da região, que tiveram que ser evacuados para desativar o artefato com segurança.
Durante a operação, mais de 50 mil cidadãos foram obrigados a deixar seus lares, inclusive 100 pacientes internados em hospitais da região, que tiveram que ser transferidos para outros centros de atendimento. O esquadrão responsável pela desativação advertiu que se a bomba explodisse espontaneamente, ela seria capaz de destruir uma rua inteira.
Calcula-se que na Alemanha ainda existam mais de 350 artefatos explosivos, os quais, depois de serem lançados na guerra, não chegaram a explodir. Os especialistas advertem que as bombas se tornam mais instáveis ao longo do tempo, por isso é imprescindível localizá-las e desativá-las controladamente para evitar mortes.
O país também conta com um corpo especializado nesses procedimentos, o  (KMBD), que, desde 2000, perdeu 11 técnicos em acidentes ocorridos durante a remoção de bombas.

13.352 – Arma de Guerra – A Bomba de Hidrogênio


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A bomba termonuclear, é um tipo de armamento que consegue ser até 50 vezes mais forte do que qualquer bomba nuclear de fissão.
Hans Albrecht Bethe (1906-2005) foi um dos responsáveis pelas descrição de como a fusão nuclear podia produzir a energia que faz as estrelas brilharem. Esta teoria foi publicada no seu artigo A Produção de Energia das Estrelas, publicado em 1939, e que lhe valeu o prêmio Nobel em 1967.

Hans Bethe tomou os melhores dados das reações nucleares existentes e mostrou, em detalhe, como quatro prótons poderiam ser unidos e transformados em um núcleo de hélio, libertando a energia que Eddington havia sugerido. O processo que Bethe elaborou no seu artigo, atualmente conhecido como o Ciclo do carbono, envolve uma cadeia complexa de seis reações nucleares em que átomos de carbono e nitrogênio agem como catalisadores para a fusão nuclear. Naquela época, os astrônomos calculavam que a temperatura no interior do Sol fosse de cerca de 19 milhões de Kelvin, e Bethe demonstrou que, àquela temperatura, o ciclo do carbono seria o modo dominante de produção de energia.

Na mesma época, além de Hans Bethe, o físico alemão Carl Friedrich von Weizäcker (1912-2007) e Charles Critchfield (1910-1994) identificaram várias das reações de fusão nuclear que mantêm o brilho das estrelas.

A descoberta da fissão nuclear ocorreu a 10 de dezembro de 1938 e foi descrita num artigo submetido ao Naturwissenchaften a 22 de dezembro de 1938, pelos alemães Otto Hahan (1879-1968) e Fritz Strassmann (1902-1980) e pela austríaca Lise Meitner (1878-1968).

O italiano Enrico Fermi (1901-1954) foi uma das pessoas mais importantes no desenvolvimento teórico e experimental da bomba atômica. Quando Benito Mussolini (1883-1945) aprovou o Manifesto della Razza a 14 de Julho de 1938, impondo leis racistas na Itália fascista, Enrico decidiu aceitar o emprego oferecido pela Columbia University, nos Estados Unidos. Ele e a sua família partiram de Roma para a cerimônia de entrega do Prémio Nobel a Fermi em Dezembro de 1938 e nunca retornaram à Itália. O Nobel foi-lhe dado por seu estudo sobre a radioatividade artificial, com as suas experiências de bombardeamento de urânio com neutrões, criando novos elementos mais pesados, e o seu aumento pela redução da velocidade dos neutrões. Fermi havia descoberto que quando ele colocava uma placa de parafina entre a fonte de neutrões e o urânio, aumentava a radioactividade, pois aumentava a chance do neutrão ser absorvido pelo núcleo de urânio.

Em 1934, o húngaro Leo Szilard (1898-1964) já havia patenteado a ideia da reação em cadeia e, a 2 de dezembro de 1942, Fermi conseguiu construir uma massa crítica de U235/U238 não separados (na natureza somente 0,7% são do U235 que é ativo), usando grafite para reduzir a velocidade dos neutrões e acelerar a produção de neutrões secundários. Na experiência, ele utilizou barras de cádmio como absorventes de neutrões para regular a experiência e produziu um crescimento exponencial do número de neutrões, isto é, uma reação em cadeia.

Em 1939, os físicos já sabiam que água pesada agia como um moderador, isto é, redutor de velocidade dos neutrões, como a parafina. A água normal (leve) consiste de dois átomos de hidrogênio (H) e um átomo de oxigênio (O). Na água pesada, dois isótopos de hidrogênio, deutério, unem-se com o oxigênio. Água pesada é ainda hoje utilizada como moderador em reatores nucleares de urânio natural.

Em 1939, Szilard convenceu Albert Einstein (1879-1955), um importante físico, com quem ele tinha trabalhado em 1919 em Berlim, a mandar uma carta para o presidente americano Franklin Delano Roosevelt (1933-1945) sobre o desenvolvimento pelos alemães de armas atômicas e pedindo ao presidente que iniciasse um programa americano, que mais tarde se chamaria Projecto Manhattan, chefiado pelo americano Julius Robert Oppenheimer (1904-1967), e levaria ao desenvolvimento do Los Alamos National Laboratory, ao teste Trinity, a 16 de Julho de 1945, com a explosão da primeira bomba atômica em Alamogordo, no Novo México, e à construção das bombas Little Boy (de 20 mil toneladas de T.N.T – 20 KiloTons) e Fat Man, que seriam utilizadas em Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de Agosto de 1945.

O húngaro Edward Teller (1908-2003), sob protestos de Fermi e Szilard, chefiou o desenvolvimento da bomba de fusão de hidrogênio, que utiliza uma bomba de fissão como gatilho para iniciar a colisão do deutério com o trítio. A bomba de hidrogênio, Ivy Mike (com intensidade equivalente à detonação de 10,4 megatoneladas de T.N.T.) foi testada a 31 de Outubro de 1952, em Eniwetok.

A primeira bomba de hidrogênio explodiu durante uma experiência feita pelos Estados Unidos em 1952. Detonou com uma força de dez megatons, igual à explosão de dez milhões de toneladas de TNT, um forte explosivo convencional. A potência desta terrível arma mostrou ser 750 vezes superior à das primeiras bombas atômicas e suficiente para arrasar qualquer grande cidade.

Em 1961, a Rússia experimentou a bomba mais poderosa até então concebida (apelidada de Tsar Bomba), à qual foi atribuída uma força de 57 megatons. Inicialmente, a Tsar era uma bomba de 100 megatons. Porém, temendo que a explosão resultasse em uma tempestade radioativa que atingiria a Europa ou o próprio território russo, sua potência foi reduzida pela metade.
Já o teste nuclear mais potente realizado pelos Estados Unidos foi o Castle Bravo, realizado no dia 1 de março de 1954. O projeto da bomba previa um rendimento de 6 Megatons, mas devido a um erro de cálculo, explodiu com uma força de 15 MT.

Explicação científica
Na bomba de hidrogênio, um disparador de bomba atômica inicia uma reação de fusão nuclear num composto químico de deutério e trítio, produzindo instantaneamente o hélio-4, que por sua vez reage com o deutério. Porém, os cientistas militares foram mais além, no que diz respeito ao poder destrutivo da bomba, envolvendo-a em urânio natural. Os poderosos neutrões libertos pela fusão causam depois uma explosão por fissão nuclear no invólucro de urânio.

Para que uma reação nuclear ocorra, as partículas precisam vencer a Barreira de Coulomb repulsiva entre as partículas (descoberta por Charles Augustin de Coulomb, 1736-1806), dada por- enquanto que a energia cinética entre as partículas é determinada por uma distribuição de velocidades de Maxwell-Boltzmann correspondente à energia térmica.

A astrofísica demonstrou que as leis físicas que conhecemos na nossa limitada experiência na Terra são suficientes para estudar completamente o interior das estrelas. Desde as descobertas de Bethe, o cálculo de evolução estelar através da união da estrutura estelar com as taxas de reações nucleares tornou-se um campo bem desenvolvido e astrônomos calculam com confiança o fim de uma estrela como o nosso Sol daqui a 6,5 bilhões de anos como uma anã branca, após a queima do hélio em carbono pela reação.
A maior bomba de hidrogênio detonada pelo homem teve um poder de destruição 4000 vezes superior ao da bomba de Hiroshima.

13.344 – Militares israelenses compram drones capazes de lançar granadas


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Conforme relata o Engadget, os dispositivos são produzidos pela empresa norte-americana Duke Robotics. A aerodinâmica e a física dizem que não é possível prender uma arma em um drone e esperar que ele voe e ainda atinja o alvo, no entanto, a empresa planejou uma maneira de manter o zangão firme enquanto compensa o recuo da arma.
Aparentemente, o drone conta com um sistema de partes flexíveis que distribui o peso na hora do ataque para manter o dispositivo parado no ar. O sistema, por exemplo, permite que uma drone de 4,5 kg se mantenha estável ao lançar uma granada ou carregar armas de até 10 kg.
A empresa afirma que o uso de drones remotos reduziria a necessidade de manter soldados na linha de frente, logo, reduziria o número de mortes.
Além de drones, os militares também devem estar cada vez mais armados tecnologicamente. Foi divulgado recentemente que os militares russos desenvolveram um exoesqueleto motor a prova de balas com o objetivo de reduzir o cansaço dos soldados e que os Estados Unidos estão trabalhando em uma armadura semelhante a do Homem de Ferro.

13.109 – Arma de Guerra – Míssil Scud


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Vamos conhecer o Scud, aqui no ☻Mega

O soviético R-17, vulgarmente conhecido como Scud, começou a ganhar destaque no mundo ocidental durante a primeira Guerra do Golfo, em 1991, quando foi usado contra as forças norte-americanas pelo Exército iraquiano de Saddam Hussein. No entanto, essa arma confiável e acessível é amplamente empregada em diversas partes do mundo desde os anos 1960, e foi até convertida em um veículo de lançamento espacial do Oriente Médio.
Nenhum outro míssil balístico foi tão visto em ação em conflitos do século 20 e 21 quanto o soviético R-17. Mundialmente conhecido como Scud, essa arma acabou sendo copiada e modernizada tantas vezes que, em alguns momentos, tornou-se até irreconhecível. Calcula-se que cerca de 3.000 desses mísseis de curto alcance tenham sido disparados em conflitos mundiais ao longo dos últimos 50 anos.

Devido à sua simplicidade, confiabilidade e baixo custo, o R-17 já figurou nos arsenais de mais de 30 países e foi amplamente fabricado sob licença ou simplesmente copiado. Os primeiros testes do R-17 aconteceram em 1957, após dois anos de desenvolvimento, com o objetivo de substituir os mísseis nucleares táticos soviéticos de primeira geração R-11. Estes, por sua vez, eram derivados do modelo nazista V2, o primeiro míssil balístico do mundo, do quais mais de 1.300 foram disparados contra Londres na Segunda Guerra Mundial.

No entanto, por causa da melhor eficiência de combustível, o R-17, ao contrário do R-11, manteve-se em alta por mais de 20 anos, mesmo não necessitando de grandes manutenções. Esta e outras inovações ajudaram a atingir o alcance máximo de 300 km em sua primeira modificação, embora fosse menor e mais leve do que R-11. Era capaz de carregar ogivas explosivas ou nucleares, e podia acertar um alvo em um diâmetro de 600 metros. A variante com armas nucleares foi a principal arma das forças de foguetes da URSS, enquanto as unidades convencionalmente armadas eram geralmente exportadas.

Entre a década de 1960 e 1980, os mísseis Scud foram enviados em grande número para os parceiros internacionais da União Soviética: cerca de 1.000 mísseis foram vendidos para países como Egito, Iraque, Coreia do Norte, Cuba, Vietnã, Líbia e Síria. Muitos começaram a produção unilateral por meio da obtenção de licença ou simplesmente copiando a arma. Em 1984, a Coreia do Norte começou a produzir o seu equivalente, o Hwasong-5, dos quais centenas foram exportados para terceiros, incluindo Emirados Árabes, Líbia, Egito e Paquistão, que, por sua vez, produziam as suas próprias versões do míssil.
Em 1987, o Iraque aperfeiçoou a produção do R-17 com a fabricação do míssil Al-Hussein, que tinha maior alcance por conta da carga reduzida. Bagdá também exportou essa tecnologia, em especial para o Brasil, que, em 1988, começou a produzir um míssil semelhante sob o nome S-300.
Um desdobramento do programa Scud iraquiano foi a modificação do míssil para o lançamento de satélites de 150 kg para o espaço. Engenheiros iraquianos utilizaram uma versão alongada e de duas fases do Scud, em torno do qual foram instalados quatro aceleradores compostos por motores de foguetes baseados no R-17. Em 5 de dezembro de 1989, o primeiro veículo transportador espacial do Iraque decolou da base de lançamento de Al Anbar, a 225 km a sudoeste de Bagdá. O veículo subiu 25 km antes de explodir aos 45 segundos de voo. O programa foi então interrompido pela eclosão da primeira Guerra do Golfo.
Durante a guerra no Afeganistão, entre 1979 e 1989, os soviéticos também usaram mísseis R-17 contra as forças Mujahideen entrincheiradas em posições protegidas nos desfiladeiros. Por causa da precisão variável da arma, ela foi disparada em conjuntos e, geralmente, a não mais de 30 quilômetros de distância –um tiro de “alcance curto” para uma arma tão pesada. A destruição eficaz presenciada foi mais resultado do combustível inflamado do que da explosão e da fragmentação da ogiva de quase uma tonelada.
As posições inimigas foram incendiadas e, invariavelmente, destruídas com 160 galões de querosene e mais de 2 toneladas de ácido nítrico concentrado. Cerca de 1.000 mísseis foram disparados durante o conflito. Durante a chamada “guerra das cidades”, em meio ao conflito Irã-Iraque entre 1980 e 1988, ambos os lados usaram Scuds contra os centros populacionais do outro, disparando um total de cerca de 600 mísseis. Até o final das hostilidades, a infraestrutura e as cidades da província iraniana de Khuzestan foram quase completamente destruídas. O Iraque também ficou severamente destruído por causa dos mísseis, inclusive a capital Bagdá.
O Scud é um míssil balístico móvel, de origem soviética, com curto alcance. O míssil é derivado do foguete alemão V–2 da época da Segunda Guerra Mundial, sendo utilizado em plena Guerra Fria por membros do Pacto de Varsóvia ou seus aliados. É também conhecido pelas seguintes designações: R-11 (primeira versão), R-17, 9k72 Elbrus, 9K14, SS-1.

12.979 – Agora não é mais ficção – Projeto TALOS: EUA preparam soldados ciborgues


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As forças policiais e militares ganharão superpoderes com o desenvolvimento de um exoesqueleto inspirado na armadura do Homem de Ferro.
O equipamento, que deve ficar pronto em 2018, é um projeto do Tactical Assault Light Operator Suit (Traje Leve de Operação para Ataque Tático – ou TALOS, na sigla em inglês).
O TALOS contará com sistemas de visão noturna, aumento da mobilidade e proteção antibalas. Além disso, ele potencializará mecanicamente a força de quem o utilizar, transformando-o em um verdadeiro ciborgue em combate (veja mais no vídeo abaixo – em inglês).
Matt Allen, porta-voz do Comando de Operações Especiais dos EUA, explicou ao site Scout Warrior: “O objetivo do projeto TALOS é criar um protótipo para 2018, que, depois, será avaliado quanto ao seu impacto operacional”.
Além disso, pesquisadores do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) estão desenvolvendo uma armadura líquida que poderá se tornar sólida, blindando seus usuários com a aplicação de um campo magnético. A armadura contará também com um sistema computadorizado, capaz de transmitir ordens e imagens.
Embora as autoridades militares estejam abertamente otimistas, vários ativistas norte-americanos expressaram sua preocupação quanto ao uso desse tipo de tecnologia, principalmente em um momento de reivindicações raciais e um grande aumento da violência policial.

12.805 – A Rússia já possui armas laser


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Yuri Borisov, vice-ministro de Defesa da Rússia, confirmou, durante a comemoração dos 70 anos do Centro Nuclear Federal do país, que seu exército já conta com armas laser.
Segundo ele, essas armas funcionam a base de princípios físicos que nunca foram utilizados na produção de armamentos, tanto convencionais quanto de destruição maciça, de acordo com informações divulgadas pela agência russa RIA Novosti.
“Não é nada exótico, não é experimental nem é um protótipo. Nós já usamos vários exemplos dessa arma laser”, afirmou o vice-ministro. Além disso, ele explicou que esse tipo de arsenal é dividido entre armas de radiofrequência, cinéticas e laser. A tecnologia já era conhecida, mas só recentemente foi aplicada nesse setor.
As forças armadas da Rússia planejam desenvolver essa tecnologia para criar um inovador plano estatal de armamento que ficaria pronto em 2025. Sua inclusão é um exemplo claro do caminho que as forças russas pretendem seguir

11.055 – Cuidado por onde Anda – Os Campos Minados


É chamado de campo minado uma determinada área infestada por minas, artefatos bélicos que são enterrados no solo com o objetivo de causar danos permanentes a um inimigo quando este a toca, ativando seu mecanismo de detonamento. Há uma séria controvérsia envolvendo a utilização dessas armas, pelo fato de muitas vezes não afetarem apenas o inimigo a qual são endereçadas, mas também a população local e também os demais seres vivos habitantes da região. A explosão de uma mina pode ser fatal ou causar ferimentos, tais como cegueira, queimaduras, membros danificados, e ferimentos causados ​​por estilhaços.
São dois os tipos de minas utilizados:

a) minas antipessoais – são artefatos projetados para ferir ou matar pessoas. Feita de plástico, metal ou outros materiais, elas geralmente contêm explosivos ou então fragmentos e estilhaços.Ao pisar em uma mina antipessoal, o indivíduo terá invariavelmente lesões nos pés e pernas, infecções secundárias que geralmente resultam em amputação.
Há ainda as minas de fragmentação, cujos fragmentos de metal dispostos dentro do artefato podem inflingir ferimentos profundos à vítima.
Algumas destas são projetadas para surgir a cerca de um metro da vítima e em seguida, explodir, atirando fragmentos de metal ao longo de um grande raio.

b) minas antitanque – são projetadas para destruir ou incapacitar veículos. Tais minas contêm mais explosivos do que as minas antipessoal e muitas vezes exigem mais pressão ou peso em cima deles para serem acionadas. São certamente mais periogosas, com uma maior capacidade de destruição que as minas antipessoais.
As minas antipessoais estão proibidas nos termos do Tratado de Proibição de Minas em seu artigo 2.1, mas, ao contrário, as minas antitanque (a menos que tenham fusíveis sensíveis e funcionam como minas antipessoal) não são.
O problema deste tipo de armamento é que, além de ter um baixo custo, é utilizado nos mais diversos conflitos pelo mundo. Elas podem permanecer dormentes por anos e mesmo décadas sobre ou perto do chão até que uma pessoa ou animal acione seu mecanismo de detonação. Isto ocorre por meio de pressão direta a partir de cima, por pressão exercida sobre um fio ou filamento ligado a um comutador de puxar, por um sinal de rádio ou método de ativação remoto, ou ainda simplesmente pela proximidade de uma pessoa dentro de uma distância predeterminada.
Atualmente, muitos movimentos foram organizados para eliminar a ameaça das minas terrestres e explosivos remanescentes de guerra, com destaque para o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Prevenção e Recuperação de Crises. Países como Angola, Afeganistão, Camboja, Vietnã, Croácia e Colômbia são os mais afetados pelo problema, devido a décadas de conflitos armados, onde o artefato foi utilizado indiscriminadamente, e até hoje são uma ameaça aos civis não envolvidos em qualquer ação armada.

11.015 – Arma de Guerra – O super canhão eletromagnético da Marinha dos EUA


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A Marinha dos Estados Unidos vai mostrar publicamente o seu canhão eletromagnético na Naval Future Force Science and Technology Expo, uma exposição em Washington DC, no próximo 4 de fevereiro.
O canhão lança projéteis sólidos por mais de 100 milhas náuticas (cerca de 185 quilômetros) a mais de seis vezes a velocidade do som.
No futuro, em 2016, ele será testado a bordo deste navio de alta velocidade (e aparência assustadora). Salve-se quem puder!

10.702 – Civilizações (?) Antigas – Encontrado método cruel de artilharia em manuscrito medieval da década de 1530


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Barbárie no tempo da barbárie
Estudiosos do manuscrito “Feuer Buech”, um tratado sobre artilharia e máquinas da década de 1530, encontraram nas ilustrações do texto um método cruel para utilizar mascotes como verdadeiras armas de fogo. O texto alemão, que acompanha as imagens, aconselha aos chefes militares o uso de animais pequenos, como gatos e pombos para “incendiar um castelo ou uma cidade que, de outro modo, não poderia ser sitiada”.
As ilustrações, que mostram as mascotes lançadas em direção a um castelo através de mecanismos que se assemelham a cinturões de foguetes, não deixam de assustar os especialistas. O autor do tratado é um mestre artilheiro chamado Franz Helm, de Colônia, que havia lutado em algumas batalhas contra os turcos, no sul da Europa, na época em que surgiu a pólvora, mudando para sempre a concepção das armas de guerra.
As ideias do mestre artilheiro não se esgotam com o uso de gatos. Através das ilustrações feitas por vários pintores, é possível observar imagens de armas estranhas e horríveis, desde bombas de estilhaços a mísseis explosivos. Um dos fragmentos do tratado oferece uma receita exata para utilizar equipamentos incendiários com base em animais: “Costure um bolso que tenha a forma de uma flecha de fogo. Se você deseja atacar uma cidade ou um castelo, deve pegar um gato no local. Amarre bem o bolso nas costas do gato e depois solte o animal, que será jogado em direção ao castelo ou à cidade e lá se esconderá assustado em um palheiro, incendiando-o”.
Vale destacar que, até o momento, não existem evidências de que algumas vez tenha sido implementado um mecanismo similar na história das guerras mundiais.

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9810 – Conflitos – Um Carnaval Macabro no Meio da Guerra


Palhetas usadas na bomba
Palhetas usadas na bomba

A bomba de grafite que foi usada em bombardeios na Sérvia
A tarde de 3 de maio de 1999, na região de Nis, a 250 quilômetros de Belgrado, foi surrealista. Um esquadrão de ataque da Força Aérea americana despejou uma chuva de artefatos que não explodiam. De dentro deles saltavam longos cordões cinza, parecidos com serpentina. Definitivamente, não se tratava de uma festa. “Os fios, feitos de grafite, se enroscaram nas linhas de transmissão e distribuição de energia, desativando as cinco principais geradoras de eletricidade da região”, contou um engenheiro, da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. A arma, que não feriu ninguém nem causou danos às construções, foi batizada de soft bomb (bomba suave). Mas, até que o emaranhado de grafite fosse retirado, não só as forças armadas sérvias, alvo do ataque, tinham sido incomodadas. A população e vários serviços públicos, como hospitais, ficaram às escuras e com equipamentos desativados.
A explosão espalha fiapos de grafite pelos condutores e provoca pequenos curtos-circuitos.
Dentro da bomba, há fios de grafite enrolados na forma de serpentina.
Após a detonação, os fios se espalham sobre as linhas de transmissão de energia. Como o grafite é condutor de eletricidade, faz uma ponte entre dois ou mais cabos elétricos.
Isso provoca curtos-circuitos que interferem na corrente principal. Os sistemas de proteção desligam todo o equipamento. Resultado: fica tudo às escuras.

9513 – O que é um Trabuco?


Eis o trambolho
Eis o trambolho

É um tipo de arma de cerco, datado da Idade Média. O trabuco tinha a finalidade de esmagar os muros de alvenaria dos inimigos ou para atirar projéteis por cima deles.
O trabuco teve suas origens na China. Na época das Cruzadas ele foi utilizado pelos europeus, sendo, para a época, uma arma verdadeiramente eficiente e aterrorizante.
Em contraste com as ballistae, mangonels e catapultas, o trabuco não utiliza nenhum tipo de mecanismo complicado. Sua popularização se deu inclusive pela sua fácil confecção e manutenção simples. Seu destaque se deu também por ele ser capaz de lançar projéteis muito mais pesados e a maiores distância do que as armas semelhantes existentes até então.

O mecanismo do trabuco consiste em transformar a energia potencial gravitacional em energia cinética. Nem toda a energia potencial se transforma em energia cinética: uma parte se dissipa em forma de calor e som. O tamanho do contrapeso é diretamente proporcional à velocidade do projétil, pois quanto maior o contrapeso, com mais força o projétil será lançado. Cálculos físicos de diferença de potencial, energias potencial gravitacional e cinética estão diretamente ligadas ao funcionamento dessa arma, que, devido a isso, é muito usada por professores para explicar tais princípios físicos.

O trabuco de tração
Os primeiros trabucos de tração eram operados por humanos. A extremidade curta do feixe foi feita para ser movida por pessoas, que puxavam ligados a ela. O maior exemplo documentado de trabuco é descrito por Wu Jing Yao de Zong em seu tratado militar como sendo alimentado por 250 pessoas, e arremessando uma pedra de 140 libras a 80 metros. Este tipo de máquina grande era bastante raro, devido à logística complicada de controlar as grandes equipes de operadores.
Apesar de ser capaz de dar até quatro tiros por minuto, algo impressionante para a época, e que até mesmo se compara favoravelmente com a moderna artilharia pesada, havia certas limitações para esta arma. Controlar as equipes de seres humanos era difícil. Também era quase impossível levá-los a puxar as cordas com exatamente a mesma força para cada tiro. Por conta destas características desfavoráveis, esta forma de trabuco permaneceu em uso apenas até o século XI.

O trabuco híbrido
O trabuco de tração foi levado para o Oriente Médio por comerciantes árabes. Eles refinaram o design, adicionando um peso para a extremidade curta do braço, adicionado assim um pouco de alcance extra para a arma. Há registros de trabuco híbrido do início do século XIII, que foi capaz de arremessar pedras de 400 libras em paredes da cidade egípcia de Damietta.
Os europeus encontraram o primeiro trabuco híbrido durante as Cruzadas. Eles gostaram da ideia, e acabaram levando para casa com eles. Foi então que eles perceberam que daria para lançar um peso maior num pequeno intervalo de tempo, através da utilização de força humana e peso constante, o que também melhorou a precisão da escala. estas alterações deram origem ao trabuco de contrapeso.
Por volta do século XIII, estas máquinas eram capazes de arremessar pedras pesando mais de uma tonelada por uma distância grande. No entanto, estas máquinas não foram utilizadas apenas para arremessar pedras. Cavalos, vacas, barris de areia, cabeças humanas e prisioneiros ainda vivos foram registrados como munição de trabuco.
Estas máquinas assolaram a Europa e sou entorno por cerca de 300 anos. Com o advento da pólvora, finalmente o trabuco caiu em obsolescência.

9170 – Armas Químicas – Cronologia do uso


1675
A aversão ao emprego de agentes químicos nos campos de batalha atravessa os séculos. Já na Antiguidade, gregos e romanos consideravam o uso de veneno indigno. O primeiro tratado conhecido para bani-los dos campos de batalha é de 1675. Foi assinado em Strasbourg, na Alsácia, por franceses e alemães, vetando o uso de balas envenenadas.

1874
Declaração de Bruxelas, assinada por 14 estados europeus mas nunca ratificada, bane o uso de venenos, gases tóxicos e armas que causem sofrimento desnecessário.

1899
Conferência de Haia veta o uso de arsenal tóxico – especificamente, projéteis que liberem gases asfixiantes.

1914
Em agosto, primeiro mês da Guerra Mundial I, a França usa granadas de gás lacrimogêneo. Em outubro, a Alemanha lança contra os britânicos 3 mil bombas com gás clorídrico, agente químico que ataca as vias respiratórias, causando asfixia.

1915
O químico Fritz Haber, que ganharia o Nobel em 1919 por sintetizar amônia, sugere aos alemães o uso de gás clorídrico, não por meio de bombas, mas em cilindros pressurizados, que deveriam ser abertos conforme o vento se mostrasse favorável. A proposta é colocada em ação em Ypres, Bélgica. O ataque é desfechado após uma espera de três semanas por condições atmosféricas favoráveis. As 168 toneladas do agente químico formam um nuvem sobre as linhas inimigas, queimando os olhos, a garganta e os pulmões, causando cegueira, tosse, náusea, dor de cabeça e dor no peito. Mais de 600 soldados franceses e argelinos agonizam até a morte. A mulher de Haber, que também era química, se revolta com o ataque, confronta o químico e acaba se matando com a arma dele. Ainda em 1915, os britânicos tentam a mesma estratégia, mas o vento muda de duração na hora do ataque, que acaba matando mais britânicos que alemães.

1917
Os alemães, de novo na Bélgica, começam a usar o gás mostarda, que havia sido sintetizado pela primeira vez em 1860. Além dos pulmões, este agente ataca também a pele, causando severas queimaduras e bolhas, seguidas de infecções. Em 1918, os aliados começam a retaliar os alemães com ataques do mesmo gás.

1918
Balanço da Guerra Mundial I: mais de 124 mil toneladas de 21 agentes tóxicos diferentes fizeram 1 milhão de baixas, com 90 mil mortes.

1925
Protocolo de Genebra: a Liga das Nações proíbe o emprego de gases venenosos ou asfixiantes e armas bacteriológicas. Nos dez anos seguintes, o tratado seria ratificado por 40 países, incluindo todas as potências, menos Estados Unidos e Japão.

1935
A Itália de Benito Mussolini ataca a Abissínia (atual Etiópia) com gás mostarda.

1936
O químico Gerhard Schrader, do departamento de inseticidas da alemã IG Farben, então a maior corporação do mundo, descobre acidentalmente um agente químico muito mais letal e difícil de detectar que o gás mostarda – porque não irritava os olhos ou os pulmões, e sim o sistema nervoso. Seu efeito é tão poderoso que ele é batizado Tabun, de tabu. Começava então a era dos agentes químicos nervosos.

1938
O gás Sarin é descoberto na Alemanha.

1941
Apesar dos estoques de Sarin e Tabun, a Alemanha não chega a usá-los nos campos de batalha da Guerra Mundial II, por superestimar o arsenal inimigo e temer uma reação na mesma moeda. Mas os nazistas usam em larga escala o infame Zyklon B, nos campos de concentração, para o extermínio de judeus. A primeira carga de Zyklon B chegou a Auschwitz em 1941.

1957
Nos anos 1950, uma nova geração de gases dos nervos é desenvolvida: cerca de 50 agentes da chamada família V, dos quais o VX é selecionado para abastecer o arsenal americano. O VX é três vezes mais forte que o Sarin quando inalado e 1000 vezes mais quando em contato com a pele. Um litro de VX, teoricamente, pode matar 1 milhão de pessoas.

1963
Os russos produzem o R33, uma variante do VX.

1963
O Egito de Gamal Nasser inicia ataques químicos com gás mostarda e fosgênio em intervenção militar após um golpe militar no Iêmen. Em 1967, derrotado no front israelense, o Egito se retira do Iêmen.

1983
Na guerra contra o Irã, o Iraque de Saddam Hussein inicia ataques com gás mostarda.

1988
Saddam Hussein perpetra contra a população curda de seu próprio território o mais devastador ataque químico. Uma única operação com gás Sarin mata de 2 a 5 mil pessoas.

1991
Na Guerra do Golfo, o Iraque é alertado pelos EUA que o país daria a ‘mais forte resposta’ em caso de um ataque químico. Saddam interpreta o recado como uma ameaça de bomba atômica e não usa seu arsenal de agentes tóxicos. A coalizão liderada pelos americanos destrói fábricas de armas químicas. Cinco anos depois, descobre-se que os bombardeios liberaram plumas tóxicas que o vento carregou por mais de 500 quilômetros.

1993
Em Paris, a Convenção de Armas Químicas amplia o escopo do Protocolo de Genebra, proibindo, além do emprego de arsenal tóxico, seu desenvolvimento, estocagem e transferência. O acordo já foi ratificado por 189 países (o Brasil aderiu em 1970). A Síria de Bashar Assad é uma das poucas exceções, assim como a Coreia do Norte e o Egito.

1995
Um ataque com gás Sarin ao metrô de Tóquio, empreendido pelos fanáticos da seita Aum Shinrikyo, mata 12 pessoas.

2002
Forças de segurança russas usam gás narcótico contra rebeldes chechenos que mantinham havia três dias centenas de reféns em um teatro em Moscou. Morrem 129 reféns, dos quais 127 por efeito do gás. Nem em face da agonia das vítimas a Rússia revela o agente químico usado no ataque aos rebeldes.

2003
Os Estados Unidos invadem o Iraque, alegando que o país tinha reerguido seu complexo de armas químicas, possuindo de 100 a 500 toneladas de agentes tóxicos, o que se mostraria falso.

2004
A Líbia de Muamar Kadafi renuncia a seu arsenal químico e obtém incentivo para transformar sua fábrica de Rabta em um complexo farmacêutico.

2013
Morreram mais de 1.400 pessoas na Síria sob aparente efeito de gases tóxicos, provavelmente Sarin. O governo americano responsabiliza o ditador Bashar Assad pelo ataque, e Barack Obama se diz decidido a lançar uma ofensiva contra o regime de Damasco.

8774 – Aeronáutica – Avião por controle-remoto


Não é preciso cinto de segurança nem poltrona ejetável para acomodar o piloto deste caça de última geração. Ele fica na base, protegido de mísseis antiaéreos e tranqüilo para acionar, por controle remoto, as bombas teleguiadas do avião. O Ucav (sigla em inglês para veículo aéreo de combate não-tripulado), é a última novidade da indústria militar norte-americana. Sem o piloto, ele pode ser bem menor do que o habitual, tornando-se quase invisível para os radares inimigos. A tecnologia é dez. Pena que, mesmo depois do fim da Guerra Fria, ainda se gaste tanto dinheiro para fabricar armas.

8641 – O que são armas biológicas?


agente biologico

São agentes vivos patogênicos (vírus, fungos, bactérias, etc) que são utilizados para atingir e contaminar um grande número de pessoas.
Esses artefatos são manipulados há séculos – existem registros de contaminações, quando os exércitos usavam cadáveres em deterioramento para contaminar o abastecimento de água ou quando lançavam corpos de vítimas de varíola em território inimigo. Os registros mais recentes são os dos atos terroristas que enviavam correspondências contaminadas com Anthrax.
Ainda não houve uma grande contaminação (em massa), até porque este evento só pode ser efetuado com um grande apoio científico-militar, ou seja, em período de uma grande guerra ou por grupos terroristas bem treinados.
A arma biológica de maior potencial conhecida é o anthrax, uma doença causada pela bactéria Bacillus anthracis. Típica de regiões agrícolas da Ásia, África e América Latina, a transmissão da doença se dá quando esporos da bactéria penetram algum ferimento cutâneo, ou quando os mesmos são inalados ou ingeridos. Na pele, que corresponde a 95% dos casos, a doença se manifesta como uma infecção com pus, semelhante ao furúnculo, formando posteriormente uma mancha-negra. No caso de inalação, provoca pneumonia, febre alta e dificuldades respiratórias, e geralmente é fatal.
Uma guerra biológica pode produzir efeitos assustadores, por isso um grupo de países assinou um acordo em 1972 para evitar tal guerra, mas de fato, esse acordo não estipula penalidades e nem faz um controle rigoroso, apenas registrou a intenção destes países.

7836 – A Nova Arma do Império


James Bond já era. A novidade agora é o robô voador GoldenEye. Miniaviões de espionagem não são novidade: aeromodelos com câmera embutida foram usados nas guerras do Iraque e do Afeganistão. A diferença é que o GoldenEye faz uma coisa que os outros não conseguem: fica parado no céu, só espionando o inimigo.
Aeronaves que fazem isso, como helicópteros, costumam ser relativamente lentas. Seriam alvos fáceis para a artilharia no pega-pra-capar de uma guerra. Mas o GoldenEye não. Na hora de voltar para a base, ele sai da posição vertical, em que fica estacionado no ar, e começa a voar na horizontal, como um avião. Desse jeito, ele chega a 300 km/h – quase o dobro da velocidade de um helicóptero.
Outra coisa que ajuda a despistar é o seu tamanho, pequeno até para o padrão dos aviões de espionagem: 1,70m e 68 quilos.
A cara tosca do bichinho faz qualquer um duvidar de que ele dê conta do serviço. Mas os testes com o GoldenEye, tocados pela empresa Aurora Flight Sciences, que constrói diversas naves espiãs para a Força Aérea dos EUA, têm dado certo. A idéia é que ele esteja pronto para ser usado já no ano que vem. Mais uma arma para Bush “defender a democracia no mundo”.

7814 – Navio – Invisível até em cima d’água


Depois de Caças F-117A stealth (furtivo), Muitos difíceis de serem detectados por radar, a Lockheed apresentou o Sea Shadow, navio de guerra “invisível”. Muito parecido com seu parente voador, o Sea Shadow foi construído em aço, tem 48 metros de comprimento e é movido por um par de motores diesel-elétrico, colocados embaixo do casco em forma de cataramã. Ao contrario do avião, o navio invisível não será produzido em escala nem vai para o campo de batalha. A Lockheed informa que construiu apenas com fins experimentais.
(Será?)

Navio de guerra

Um Pouco +
A Marinha norte-americana divulgou imagens de como será a próxima frota de navios utilizados por ela. A nova arma do Pentágono, desenvolvida para manter o poderio americano no oceano Pacífico, utiliza a tecnologia Stealth, que faz a embarcação captar ondas eletromagnéticas e não ser localizado por radares.
O crescimento dos gastos militares chineses estimulou a nova política militar norte-americana, que passou a melhorar seus equipamentos usados na região.
O navio, previsto para começar a ser usado em 2014, também será capaz de atacar territórios com seus equipamentos “futurísticos”. O DDG-1000 Zumwalt, como foi nomeado, está sendo divulgado pelo governo americano como o navio destruidor mais avançado da história e a solução perfeita para a missão na Ásia e no Pacífico, considerada pelos Estados Unidos como a região mais estrategicamente importante no mundo.
Com as novas tecnologias implantadas, o DDG-1000 Zumwalt não deixa praticamente nenhum rastro, funciona a partir de propulsão por acionamento elétrico e tem sistemas avançados em seus radares e mísseis.
Apesar de ser mais comprido e mais pesado que outros navios da Marinha americana, o Zumwalt terá metade da tripulação, graças aos sistemas automáticos. O navio irá usar campos magnéticos e correntes elétricas para lançar mísseis mais rápidos que a velocidade do som.

Repercussão
Sendo ou não um resquício da Guerra Fria, os governos da Rússia e da China rapidamente se pronunciaram e afirmaram que não se sentem ameaçados com o novo navio americano.
Zhang Zhaozhong, pesquisador da Universidade de Defesa Nacional da China, considerou o navio como “um caso perdido”.
O governo chinês afirmou que para afundar a nova arma americana seriam necessários apenas “barcos de pescaria” armados com explosivos.
Dean Cheng, chinês que trabalha na Heritage Foundation — instituto de pesquisas na capital norte-americana — disse que a necessidade e o trabalho dedicado ao DDG-1000 devem ser comparados ao número de embarcações que serão necessárias em missões simultâneas.
— Comprar navios hipercaros vai contra essa comparação, mas comprar navios que não farão o trabalho, ou ainda pior, que não poderão enfrentar o inimigo, é ainda mais irresponsável.
Apesar da afirmação, qualquer novo investimento americano na região é visto com cautela pelos chineses.