13.900 – Civilizações Antigas – Cividade de Terroso


cividade
Foi um povoamento localizado em Povoa de Varzim, Portugal. Conhecida na Idade Média como Montis Teroso, foi fundada no topo do Monte da Cividade, na Freguesia de Terroso, a 153 metros de atura onde há registros de ocupação entre 800 a.C. e III d.C.
A Cividade de Terroso é um castro extremamente fortificado por três muralhas compostas por grandes blocos. Sua população ocupava-se com a agricultura, pesca, pastoreio e trabalhos em metais, têxteis e cerâmicas. Os castrejos praticavam a incineração de seus mortos em fossas e posteriormente no exterior de suas casas.

13.899 – Mega Memória: Benito de Paula, Ufanismo em Plena Ditadura


Na década de 70 em plena ditadura, Benito de Paula fez sucesso o Amigo Charles Brown

O que é ufanismo?

É o orgulho exagerado de algo, comumente utilizado no Brasil para se referir ao patriotismo excessivo, ou seja, um grande orgulho que determinado indivíduo possui de seu país, pátria e nação.

A palavra ufanismo é um neologismo da língua portuguesa brasileira, criada em alusão a obra “Porque me Ufano do Meu País” (1900), de autoria do Conde Afonso Celso. O termo ufano provém da língua espanhola, significando a característica de um grupo que se auto vangloria.

Ao contrário do patriotismo e nacionalismo, que podem ser interpretados como conceitos positivos até certo nível, o ufanismo é visto como um exagero desmedido do “amor pela pátria”. Neste caso, o ufanismo é comparado a ideias pejorativas, como de vaidade, jactância e arrogância.

Alguns dos principais sinônimos de ufanismo são: nacionalismo exagerado e patriotismo exacerbado.

Você pode até não conhecer Benito Di Paula, mas já deve ter ouvido os versos que dizem Ê, meu amigo Charlie Brown/Ê, meu amigo Charlie Brown/ Se você quiser, vou lhe mostrar… Ou então a triste história de “Retalhos de Cetim”.

O começo
Já fazia shows na noite, quando uma gravadora pediu para que eu gravasse os sucessos da época com orquestra com a qual eu me apresentava e meu piano. Gravei “Azul da Cor do Mar”, do Tim Maia, “Madalena”, do Ivan Lins, “Na Tonga da Mironga do Kabuletê”, do Vinicius de Moraes, e gravei também “Apesar de Você”, do Chico, e meu disco acabou sendo censurado (risos). Achei uma sacanagem, mas aí que quis fazer mesmo.

Piano com samba

Desde criança, sempre ouvia Luiz Gonzaga, Ataulfo Alves, Tito Fuentes, Xavier Cougar. Misturo todos esses ritmos na minha música. Além do samba, mas não sou sambista. Sambista é o Paulinho da Viola. Eu sou sambeiro.

 

13.898 – O Disco de Vinil


acervo vinil
Obsoleto, nada prático mas ainda utilizado, esse acervo de vinil acima caberia num único pen drive do tamanho de uma unha humana.

É uma mídia desenvolvida no final da década de 1940 para a reprodução musical, que usa um material plástico chamado vinil.
(normalmente feito de PVC), usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, que podem ser reproduzidas através de um toca-discos.
O disco de vinil possui microssulcos ou ranhuras em forma de espiral que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico, que é posteriormente amplificado e transformado em som audível (música)
O disco de vinil surgiu no ano de 1948, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações – RPM (rotações por minuto) – que até então eram utilizados, existentes desde 1890. Os discos de vinil são mais leves, maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio (que deve ser feito sempre pelas bordas). Mas são melhores, principalmente, pela reprodução de um número maior de músicas – diferentemente dos discos antigos de 78 RPM – (ao invés de uma canção por face do disco), e, finalmente, pela sua excelência na qualidade sonora, além, é lógico, do atrativo de arte nas capas de fora.
A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (ou CD, então lançado em agosto de 1982 na Alemanha pela Polygram) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil ficarem obsoletos e desaparecerem quase por completo no fim do Século XX.
Em maio de 2002 saem nos EUA os primeiros títulos em DataPlay, lançados inicialmente por Britney Spears e NSync. Nesse mesmo ano o CD já dominava 72% do mercado mundial.
A gravação e produção do disco de vinil segue um processo mecânico complicado, do tipo analógico, que se completa em sete etapas. Apesar da complexidade, a produção de um disco não dura mais de meia hora no total.
A sonda Voyager leva consigo um disco de ouro com vários sons característicos do ser humano, sons e canções de todo o tipo de culturas; o formato escolhido foi o disco com sulcos, já que é o formato com o funcionamento mais simples de todos. Na foto vê-se a frente do disco, sendo o lado com a gravação o de trás.
Ressurreição do vinil?
Nos EUA, o comércio de vinil voltou a crescer acima de 50% em 2014. De acordo com o The Wall Street Journal, ao todo 9,2 milhões de LPs foram vendidos no ano passado, um crescimento de 53% em relação a 2013. No total, a pesquisa de Nielsen SoundScan aponta que as compras dos discos nos EUA representam 6% de todo consumo de música no país. Entre os artistas que mais venderam disco de vinil, estão: Artic Monkeys e Lorde, entre outras bandas que atraem um público mais jovem no país e no restante do mundo.
No Brasil, O LP foi lançado comercialmente em 1951, mas só começaria a suplantar o formato anterior a partir de 1958 (formato 78 RPM de 10 polegadas fabricados em goma-laca, que foram introduzidos no país em 1902 e abandonados de vez em 1964). Com o lançamento do CD em 1984, anos depois o LP começou a perder espaço (isso a partir de 1992). Em 1991 foram vendidos 28,4 milhões de LPs no Brasil. Em 1993 foram vendidos 21 milhões de CDs, 16,4 milhões de LPs e 7 milhões de fitas cassetes e em 1994 foram 14,5 milhões de LPs. O LP ainda manteve vendagens razoáveis até o final de 1995, mantendo nesse ano vendagens entre 5 e 10 milhões de cópias.
As grandes gravadoras produziram LPs até 31 de dezembro de 1997, restando apenas uma gravadora independente em Belford Roxo (a Vinilpress), vindo a falir no ano 2000 fazendo o vinil praticamente sair das prateleiras do varejo fonográfico. Apesar disso, uma pequena parte ainda foi comercializada até meados de 2001, quando começaram a popularizar mídias digitais tais como o Ipod e o Napster.

13.897 – Biologia Marinha – O Tubarão Baleia


tubarao baleia
(Rhincodon typus) é uma espécie de tubarão que se alimenta por filtração e o único membro existente da família Rhincodontidae e do gênero Rhincodon, que pertence à subclasse Elasmobranchii. É o maior peixe vivo e, de longe, o maior vertebrado não minguante existente. O maior indivíduo registrado tinha um comprimento de 12,65 m e um peso de cerca de 21,5 toneladas.
O tubarão baleia é encontrado em águas abertas oceânicas tropicais e raramente é visto em águas cujo a temperatura seja inferior a 21 graus Celsius. Estimativas sugerem uma vida útil de cerca de 70 anos, porém a longevidade exata do tubarão baleia é difícil de calcular. O tubarão baleia possuí uma boca bastante grande, e se alimenta através de filtração, somente outras duas espécies de tubarões exibem este comportamento: o tubarão boca grande e o tubarão elefante. Eles se alimentam quase que exclusivamente de plâncton e geralmente não são uma ameaça para os seres humanos.
A espécie foi oficialmente descrita em abril de 1828, após um indivíduo de 4,6 m ser capturado em uma praia na África do Sul. Andrew Smith, um médico militar associado a tropas britânicas estabelecidas na Cidade do Cabo, o descreveu no ano seguinte. O nome ”tubarão baleia” refere-se ao tamanho do peixe, sendo quase tão grande quanto algumas espécies de baleias, e também pelo fato de se alimentar através de filtração como as baleias da ordem Mysticeti.
A boca de um tubarão baleia mede aproximadamente cerca 1,5 m de largura, e possuí entre 300 a 350 fileiras de dentes minúsculos e 10 almofadas de filtração que eles utilizam para se alimentar. Tubarões baleias têm cinco grandes pares de brânquias. A cabeça é larga e plana, com dois olhos pequenos na frente. Eles geralmente são de cor cinza com o ventre branco. Sua pele é marcada com manchas e listras amarelas ou brancas, e cujo o padrão é único para cada indivíduo. O tubarão baleia têm 3 protuberâncias proeminentes ao longo da lateral de seus corpos. Sua pele pode ter até 10 cm de espessura. A espécie possuí um par de barbatanas peitorais e dorsais. As caudas dos animais jovens têm uma barbatana superior maior que a inferior, diferente dos adultos.
O tubarão baleia é o maior animal não cetáceo do mundo. O tamanho médio dos animais adultos é estimado em 9,7 m e 9 t de peso. Foram relatados vários espécimes com mais de 18 m de comprimento. O maior indivíduo já registrado foi capturado em 11 de novembro de 1947, perto da ilha de Baba no litoral do Paquistão, e tinha 12,65 m de comprimento, 21,5 toneladas de peso e uma circunferência de 7 m. São conhecidos relatos e histórias de espécimes maiores de 18 m e 45,5 t, mais nenhum registro científico comprovou a sua existência. Em 1868, o cientista irlandês Edward Perceval Wright observou um grupo da éspecie perto das Seicheles, mais alegou ter observado animais com comprimento superiores a 21 metros.
Em 1925 uma publicação feita pelo ictiólogo americano Hugh M. Smith descreveu um enorme animal capturado em uma armadilha para peixe feita de bambu na Tailândia em 1919. O tubarão era muito pesado para ser trazido a terra, mas Smith estimou que ele tinha um comprimento de pelo menos 17 m e 37 t de peso. Essas medidas mais tarde foram exageradas para 43 t e 17,98 m. Em 1994 um tubarão capturado no sul de Taiwan, supostamente pesava 35,8 toneladas. Houve também relatos de tubarões baleia de até 23 metros e 100 toneladas. Em 1934, um navio chamado Maurguani caçou um tubarão baleia no Pacífico Sul que tinha supostamente 12,20 m de comprimento e 4,6 m de circunferência. Porém não existem registros confiáveis que provem a existência de tubarões baleia gigantes e por isso essa reivindicações de tamanho são desconsideras pela maioria dos cientistas e biólogos.
O tubarão baleia habita quase todos os mares tropicais e temperados do mundo. O peixe é principalmente pelágico, vivendo em mar aberto, entretanto, não nas profundezas do oceano, embora sejam conhecidos por mergulharem em profundidades de até 1.800 m. As agregações de alimentação sazonal ocorrem em varias regiões costeiras, como partes do sul e leste da África do SulIlha de Santa Helena no Oceano Atlântico sul
O tubarão baleia é uma espécie migratória. Um tubarão-baleia, em 2018, fez a mais longa viagem de migração já registrada viajando mais de 19.000 km. através do Oceano Pacífico, ela foi rastreada fazendo a migração do Panamá para uma área próxima às Filipinas no Indo-Pacífico.
O comportamento reprodutivo dos tubarões baleia não foi observado. A captura de uma fêmea em 1996 que estava gravida de 300 filhotes confirmou que os tubarões baleia são ovovíparos. Os ovos permanecem no corpo da fêmea que dá a luz à filhotes vivos com 40 e 60 cm de comprimento. A evidências que indicam que os filhotes não nascem todos de uma vez, com a fêmea retendo o esperma de uma acasalamento e produzindo um fluxo constante de filhotes durante um período prolongado. Eles atingem a maturidade sexual por volta dos 30 anos e sua vida útil é estimada em pelo menos 70 anos e possivelmente até 100 anos.
O tubarão baleia é um filtrador e uma das três únicas espécies conhecidas de tubarão que exibem este comportamento (juntamente com o tubarão elefante e o tubarão boca grande). Eles se alimentam de plâncton, incluindo copépodes, krill, ovos de peixes, larvas de caranguejos, bem como pequenas lulas e peixes. Também se alimenta de nuvens de ovos durante a desova em massa de peixes e corais. As muitas fileiras de dentes não desempenham nenhum papel na alimentação. A alimentação acontece através da filtração, em que o animal abre a boca e nada para frente, empurrando água e comida para a boca, a água então é expulsa da boca através das brânquias retendo o alimento. Em ambos os casos as almofadas filtradoras, que são estruturas semelhantes a grandes peneiras pretas, servem para separar a água da comida. A separação de alimentos feitos pelo tubarão baleia é por filtração de fluxo cruzado, na qual a água viaja quase que paralelamente à superfície da almofada filtradora, não perpendicularmente através dela, antes de passar para o exterior, enquanto, as partículas de alimentos mais densas continuam na parte de trás da garganta. Este é um método de filtração extremamente eficiente que minimiza a incrustação da superfície da almofada filtradora. Os tubarões baleia foram observados ”tossindo”, presumivelmente para limpar a acumulação de partículas nas almofadas de filtração. Os tubarões baleia migram, tanto para se alimentar quanto para se reproduzir.
Apesar de seu tamanho, o tubarão baleia não representa perigo significativo para os seres humanos. Eles são animais dóceis e às vezes permitem que os nadadores os toquem ou que nadem ao seu lado, embora essa pratica seja desencorajada por cientistas de tubarões e conservacionistas, que acreditam que isso estressa o animal. Os tubarões baleia jovens são gentis e podem até mesmo brincar com os mergulhadores.
Atualmente não existe uma estimativa populacional mundial de tubarões baleia. A espécie é considerada Em perigo pela UICN, devido aos impactos da pesca, lesões provocadas por embarcações e capturas em redes pesca, isto somado com a reprodução lenta da espécie devido ao fato de que demoram para amadurecer, torna os tubarões extremamente vulnerável a pressões. Em 1998, as Filipinas proibiram toda a pesca, venda, importação e exportação de partes de tubarões baleia, seguida pela Índia em maio de 2001 e posteriormente Taiwan em maio de 2007.
Em 2010, o derramamento de óleo no Golfo do México resultou em 4.900.000 de barris (780.000 m cúbicos) de petróleo derramados que fluiu para uma área ao sul do Delta do Rio Mississippi, onde um terço de todos os avistamentos de tubarões baleia na parte norte ocorreram em anos recentes. Observações confirmaram que os tubarões não conseguiram evitar as manchas de óleo que estavam situadas na superfície do mar, onde a espécie se alimenta durante várias horas por vez.Felizmente,nenhum tubarão baleia foi encontrado morto na região após o incidente.

13.896 – Transporte Ferroviário – Trem de Prata Virou Trem de Lata


trem prata
Foi um serviço ferroviário operado pela Rede Ferroviária Federal em parceria com a iniciativa privada que circulou entre as estações Barão de Mauá, no Rio de Janeiro e Barra Funda (Estrada de Ferro Santos Jundiaí), em São Paulo, no Brasil.
Em 16 de fevereiro de 1991, o Santa Cruz, serviço que fazia a ligação Rio – São Paulo, fez sua última viagem, após mais de 40 anos de circulação.
Com isso, o serviço ferroviário de passageiros da Rede Ferroviária Federal ficou comprometido, pois o Santa Cruz era um dos trens mais utilizados, apesar dos atrasos e problemas na conservação da via férrea.
O Santa Cruz era muito utilizado por agências de viagem que vendiam pacotes de viagens de trem entre o Rio de Janeiro e Corumbá, sendo que o seu cancelamento causou prejuízos econômicos.
Após tentativas malsucedidas de se retomar o serviço, ocorridas em 1992, a Rede Ferroviária Federal resolveu retomar a operação dos trens em parceria com a iniciativa privada.
Em 13 de agosto de 1993, foi lançado o edital de licitação 033/SR-3/93, através da qual a iniciativa privada ficaria responsável pela organização do serviço e venda de passagens, cabendo à Rede Ferroviária Federal a locação de 25 carros Budd, além de locomotivas.
Em 15 de outubro, foram abertos os envelopes das propostas e o Consórcio Trem de Prata (formado pelas empresas União Interestadual de Transportes de Luxo, Interférrea Logística e Portobello Hotéis) foi declarado vencedor. Após ser apresentado à imprensa em 14 de novembro de 1994, as viagens foram reiniciadas oficialmente em 8 de dezembro desse mesmo ano, com uma composição fazendo partidas semanais, sendo que a segunda composição só rodaria em meados de 1995, garantindo, dessa forma, a circulação diária do Trem de Prata, que partia do Rio de Janeiro às 23 horas e que chegava a São Paulo por volta de 8:30. No início, suas passagens custavam 85 reais (cabine simples) e 120 reais (cabine dupla). Após algum tempo, as tarifas foram reajustadas: cabine simples, com cama de solteiro (120 reais), cabine dupla, com beliches (240 reais) e suíte, com cama de casal, banheiro amplo, frigobar, lavabo e armário (360 reais).
Após alguns anos de funcionamento, o Consórcio Trem de Prata desistiu da operação comercial do trem de prata, devido aos constantes atrasos provocados pela má conservação da via (que obrigava o trem circular em baixa velocidade), à concorrência com a Ponte aérea Rio-São Paulo (que se popularizou nessa época com a queda dos preços das passagens), além do fim da Rede Ferroviária Federal, quando a malha ferroviária entre Rio e São Paulo foi concedida à empresa MRS Logística S/A.
O último Trem de Prata partiu na noite de 29 de novembro de 1998 da antiga estação Barra Funda (da EFSJ), chegando à estação Barão de Mauá (Leopoldina) na manhã de 30 de novembro.
A péssima condição dos trilhos, que causava constantes atrasos e até cancelamentos da viagem. Outra razão foi que a partir das metade da década de 1990 as passagens de avião ficaram muito mais baratas. Não dava para concorrer.
Imagens de uma era sepultada

13.895 – Mega Notícias de Dezembro de 2018 – Acidente com trem bala na Turquia


trem bala arregaço
O trem, que seguia de Ancara para Konya (230 km ao sul, no centro do país), colidiu com uma locomotiva que passava por uma avaliação de rotina na mesma via, informou o governador da capital, Vasip Sahin
Turhan indicou que o acidente aconteceu seis minutos após a entrada da composição na estação de Marsandiz, a menos de 10 km da estação central de Ancara.
O governador afirmou que os trabalhos de busca e resgate de vítimas prosseguem e que uma “investigação técnica” foi iniciada para esclarecer as causas da tragédia.
De acordo com o jornal Hurriyet, 206 pessoas estavam a bordo do trem.
As imagens exigidas por canais locais mostram alguns vagões descarrilados e parte do trem sobre a ferrovia, coberta de neve.
Uma passarela de pedestres desabou em consequência do acidente.
A linha de trem-bala Ancara-Konya foi inaugurada em 2011. Três anos depois foi inaugurada a linha Ancara-Istambul.

acidente com trem bala

13.894 – Físico quer construir máquina do tempo para reencontrar pai morto há 60 anos


Ron Mallet
Pode parecer enredo de filme de ficção, mas é real essa triste história:
Um professor e físico da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, quer construir uma máquina do tempo para reencontrar seu pai morto há quase 60 anos. “Toda a minha existência e quem eu sou é devido à morte de meu pai”, explica Ron Mallet, então com 69 anos,”fiz uma promessa a mim mesmo de que vou descobrir como modificar o tempo usando como base o trabalho de Einstein”.

Mallet dedicou boa parte de sua vida estudando o tempo e o espaço e desenvolvendo equações derivadas das leis criadas por Albert Einstein. Agora, o físico quer arrecadar US$ 250.000 (cerca de R$ 810 mil) para realizar um estudo que mostra que é possível viajar no tempo com uma máquina. Um dos amigos do físico, Chandra Roychoudhuri, está desenvolvendo protótipos baseados em sua teoria. O modelo atual consiste em uma máquina com anéis de laser verde-incandescentes que circulam dentro de um tubo de vidro.

Teoria
Einstein afirma que se o espaço pode ser torcido, então o tempo também pode, formando uma série de loops. Assim, ele deixa de ser linear e se torna uma estrada circular que pode ser percorrida em ambos os sentidos, passado e futuro. “Pense em uma xícara de café. O café representa o espaço vazio. A colher é o laser que agita o espaço. A queda de um grão de café (ou nêutron) na xícara vai criar redemoinhos no vórtice de café. Um turbilhão intenso pode criar torções espaço e tempo voltas e voltas sobre si mesmo”, explica Mallet.
O físico diz que manteve seu trabalho em segredo durante anos por ter certeza que os colegas de profissão o achariam doido. Em 2001, depois de publicar sua equação (“sair do armário”, segundo ele), Mallet recebeu o apoio de diversos cientistas renomados, como Kip Thorne, um dos físicos mais famosos da atualidade.
Em 2015, ano em que a teoria de Einstein completou 100 anos, Ron Mallet esperava arrecadar dinheiro o suficiente para colocar sua ideia em prática.
O pai de Ron, um fumante inveterado, morreu de um ataque cardíaco aos 33 anos – quando o Prof Mallett tinha apenas 10 anos de idade. Ron ficou arrasado e retirou-se para seus livros.
“Um ano depois, quando eu tinha 11 anos, me deparei com o livro que mudou tudo para mim. Foi o The Time Machine,(A Máquina do Tempo) de HG Wells”, disse o físico da Universidade de Connecticut ao programa Horizon da BBC.

Prof Mallett explica: “Se eu pudesse construir uma máquina do tempo, então eu poderia voltar ao passado e ver meu pai novamente e talvez salvar sua vida e mudar tudo”.
Quando o Dr. Mallett tinha 28 anos em 1973, ele recebeu seu Ph.D da Penn State University. Desde 1987, ele é professor titular de física na Universidade de Connecticut e é membro da American Physical Society e da National Society of Black Physicists.

A viagem
no tempo á tempos não é uma ideia absurda. Os cientistas já estão explorando vários mistérios da natureza que poderiam um dia ver o sonho de Ronald ser realizado.
Albert Einstein achava que as três dimensões do espaço estavam ligadas ao tempo – o que serve como uma quarta dimensão. Ele chamou esse sistema de espaço-tempo e é o modelo do Universo usado hoje.

“Minha teoria da viagem no tempo pode ser vista como o ponto culminante de nossa compreensão da gravidade, primeiramente considerada por Newton e entendida em um nível mais profundo por Einstein … O que eu ensino aos alunos é a importância de perceber que a possibilidade de viajar no tempo se baseia em física sólida. sobre o trabalho de Einstein e sua teoria da relatividade especial, certo nessa teoria é a possibilidade de viajar no tempo para o futuro ”.
“É um equívoco que a teoria da relatividade especial de Einstein afirme que nada pode ir mais rápido que a velocidade da luz. Além disso, especula-se que partículas subatômicas, taquiones, teoricamente predisseram partículas que viajam mais rápido que a velocidade da luz no vácuo, existem e são consistentes com a teoria da relatividade de Einstein. Também foi conjecturado que os táquions poderiam ser usados ​​para enviar sinais de volta no tempo. Até que os recentes resultados do CERN tenham sido conclusões ”.Você, como cientista, prescreve pessoalmente a teoria do universo cuidadosamente verificados, é muito cedo para tirar quaisquer do relógio – o universo é como um relógio ferido por Deus, mas que acompanha as leis da física, independente de Deus?”

pai de Ron Malet

 

 

13.893 – Matemática – A Álgebra Booleana


Teoremas+Booleanos
Sem ela não existiriam computadores

George Boole nasceu em Lincoln – Inglaterra em 2 de Novembro de 1815, filho de um sapateiro pobre. A sua formação base na escola primária da National Society foi muito rudimentar.

Autodidata, fundou aos 20 anos de idade a sua própria escola e dedicou-se ao estudo da Matemática.

Em 1840 publicou o seu primeiro trabalho original e em 1844 foi condecorado com a medalha de ouro da Royal Society pelo seu trabalho sobre cálculo de operadores.
Em 1847 publica um volume sob o título The Mathematical Analysis of Logic em que introduz os conceitos de lógica simbólica demonstrando que a lógica podia ser representada por equações algébricas.
Este trabalho é fundamental para a construção e programação dos computadores eletrônicos iniciada cerca de 100 anos mais tarde.
Na Álgebra de Boole existem apenas três operadores E, OU e NÃO (AND, OR, NOT). Estas três funções são as únicas operações necessárias para efetuar comparações ou as quatro operações aritméticas base.
Em 1937, cerca de 75 anos após a morte de Boole, Claude Shannon, então estudante no MIT – Boston, USA – estabeleceu a relação entre a Álgebra de Boole e os circuitos eletrônicos transferindo os dois estados lógicos (SIM e NÃO) para diferentes diferenças de potencial no circuito.
Atualmente todos os computadores usam a Álgebra de Boole materializada em microchips que contêm milhares de interruptores miniaturizados combinados em portas (gates) lógicos que produzem os resultados das operações utilizando uma linguagem binária.

Álgebra Booleana

Para descrever os circuitos que podem ser construídos pela combinação de portas lógicas, um novo tipo de álgebra é necessário, uma em que as variáveis e funções podem ter apenas valores 0 e 1. Tal álgebra é denominada álgebra booleana, devido ao seu descobridor, o matemático inglês George Boole (1815 – 1864).

Do mesmo modo que existem funções em álgebra “comum”, também existem funções na álgebra booleana. Uma função booleana tem uma ou mais variáveis de entrada e fornece somente um resultado que depende apenas dos valores destas variáveis.
Como uma função de n variáveis possui apenas 2n conjuntos possíveis de valores de entrada, a função pode ser descrita completamente através de uma tabela de 2n linhas, cada linha mostrando o valor da função para uma combinação diferente dos valores de entrada. Tal tabela é denominada tabela verdade.

A B C 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 1 1

Acima temos a tabela verdade de uma função básica a função AND , ela e um conjunto de funções da álgebra booleana têm implementação eletrônica através de transistores e são conhecidas como portas lógicas.

Um circuito digital é regido pela álgebra de Boole, e com as portas lógicas existentes é possível implementar qualquer função da álgebra booleana. A seguir veremos as principais portas lógica, simbologia e tabela verdade.

-NOT

A função NOT é implementada na conhecida porta inversora.

A B 0 1 1 0 (a)

(b)

(a) tabela verdade, (b) símbolo

-AND

A função AND pode ser definida em linguagem natural como 1 se todas as entradas forem 1 e 0 se apenas uma das entradas for 0.

A B S 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 1 1

-OR

A função OR também pode ser definida em linguagem natural ela é 0 se todas as entradas forem 0 e 1 se existir uma entrada em 1.

A B C 0 0 0 0 1 1 1 0 1 1 1 1

-XOR

A função XOR conhecida como exclusive OR é muito parecido com a OR.

A B C 0 0 0 0 1 1 1 0 1 1 1 1
Temos acima algumas das principais portas lógicas existente, não são as únicas mas as outras portas existentes são combinações destas portas básicas, e todos os circuitos digitais podem ser montados somente com estas portas.

13.892 – Até tu, Brutus? Neil deGrasse Tyson é investigado por assédio sexual


neil-de-grasse-tyson
A Fox e os produtores do programa de ciência popular Cosmos anunciaram na última sexta-feira (30) que estão investigando as acusações de abuso sexual que foram feitas por três mulheres contra o astrofísico Neil deGrasse Tyson.

Este casos foram expostos por um site chamado Patheos, que descreveu as acusações.

1980
O primeiro caso teria acontecido no início dos anos 1980, com Tchya Amet, que estudou com Tyson na universidade. Ela diz que foi sexualmente abusada por ele no apartamento dele.

2009
A segunda acusação é de Katelyn Allers, professora de física e astronomia da Universidade Bucknell, que relatou ter sido agarrada por Tyson em uma festa em 2009. Ela pediu uma foto com Tyson e ele notou uma tatuagem em seu ombro do sistema solar, que ia do braço até as costas e clavícula.

“Depois que tiramos a foto, ele notou minha tatuagem e meio que me agarrou para olhá-la, e ficou obcecado para saber se Plutão estava nela ou não… aí ele procurou por Plutão, e seguiu a tatuagem para dentro do meu vestido”, relata ela. “Minha expediência com ele é que ele não é alguém que tem muito respeito pela autonomia corporal feminina”, disse ela ao site Patheos.

2018
A acusação mais recente é de Ashley Watson, uma ex-assistente de Tyson em um documentário, que diz que ela foi forçada a abandonar seu trabalho por conta de avanços sexuais inapropriados por parte dele. Eles trabalharam juntos por meses, e ela diz que ele a colocou em uma situação desconfortável ao tentar convencê-la a ter relações sexuais.
Watson diz que ele a convidou para tomar vinho no apartamento dele depois do trabalho e que ele tirou a camisa e ficou de regata enquanto cortava queijos em uma tábua e fazia piadas de mal gosto sobre esfaquear alguém. Ela diz que aquilo foi só uma piada ruim, mas que pareceu um movimento para reforçar poder.
Quando ela estava saindo, ele mostrou para ela um aperto de mão dos nativo-americanos que envolvia apertar com força a mão da outra pessoa, manter contato visual e colocar o dedão no pulso do outro para sentir os batimentos cardíacos. Depois ele teria colocado suas mãos nos ombros dela e dito que ele queria abraçá-la, mas se ele fizesse isso, ele “ia querer mais”.
No dia seguinte ela o procurou no trabalho para dizer que não ficou confortável com a interação da noite anterior, e decidiu desistir do trabalho. Segundo Watson, ela contou o motivo para um superior para que ele não contratasse mais mulheres para aquela vaga. Ela também relatou sua história para um número de denúncias, para que ela ficasse registrada caso outras pessoas o acusassem de abuso sexual.
A resposta de Neil deGrasse Tyson
Tyson ficou em silêncio por um dois depois que as primeiras acusações se espalharam pela internet. Mas no sábado resolveu publicar sua versão dos fatos. Confira abaixo sua resposta às acusações:
“Por variados motivos, a maioria dos homens acusados de abuso sexual no clima ‘me too’ atual são encarados como culpados pela corte da opinião pública. Emoções se sobrepõem ao processo correto, e as pessoas escolhem lados, e as guerras das redes sociais começam.
Em qualquer acusação as evidências importam. Evidência sempre importa. Mas o que acontece quando é apenas a palavra de uma pessoa contra a de outra, e as histórias não batem? É aí que as pessoas tendem a julgar quem é mais crível que a outra pessoa. E é quando uma investigação imparcial pode servir a verdade – e teria minha cooperação total para fazer isso.
Recentemente fui acusado publicamente de assédio sexual. Essas acusações receberam quantidade grande de atenção da mídia nas últimas 48 horas, sem serem acompanhadas por minhas reações. Em qualquer caso, não é culpa da mídia. Eu neguei comentário com base na ideia de que acusações sérias não deveriam ser julgadas na mídia. Mas claramente eu não posso continuar em silêncio. Então abaixo seguem a minha versão de cada acusação.

O incidente de 2009
Milhares de pessoas por ano pedem para tirar fotos comigo. É uma tarefa bajulante, que consome tempo, mas que é encantadora. Como muitos de meus fãs podem confirmar, eu fico quase tonto quando noto que eles estão usando algum acessório cósmico – roupas ou joias ou tatuagens que mostram o universo, seja cientificamente ou artisticamente. E é sempre minha prioridade apontar para esses enfeites na fotografia.
Uma colega que participou de um encontro social depois de um congresso me pediu por uma foto. Ela estava vestindo um vestido sem mangas e tinha um sistema solar em seu braço. Apesar de não me lembrar explicitamente de procurar por Plutão no seu ombro, isso me parece uma coisa que eu teria feito naquela situação. Como todos sabem, eu tenho um histórico profissional com o rebaixamento de Plutão, que tinha acontecido apenas três anos antes. Então é de grande interesse para mim saber se as pessoas o incluem em suas tatuagens ou não. Eu foi acusado de a ter “apalpado” e de ter procurado embaixo do seu vestido, quando foi simplesmente uma procura na parte coberta de seu ombro em um vestido sem mangas.
Eu acabei de ficar sabendo (nove anos depois) que ela achou meu comportamento assustador. Nunca foi minha intenção e estou profundamente arrependido de ter feito ela se sentido daquela forma. Se eu tivesse sido informado do seu desconforto naquele momento, eu teria oferecido o mesmo pedido de desculpas intenso, naquele momento. Aos meus olhos, eu sou um cara amigável e acessível, mas de agora em diante vou ser mais sensível quando ao espaço pessoal das pessoas, mesmo no meio do meu entusiasmo planetário.

Incidente do verão de 2018
Enquanto estava gravando neste último verão, eu tive uma assistente (mulher) trabalhando comigo para garantir, entre suas várias funções, que cada grama da minha energia estava eficientemente dedicada para a as necessidades da produção do programa. Como parte disso, ela também era minha motorista para e do estúdio, garantindo que eu chegasse na hora. No carro nós revisávamos detalhes da gravação e ela me ajudava a antecipar partes da filmagem que eu faria. Através de várias semanas de gravação ela e eu passamos mais de cem horas conversando só nós dois. Ficamos muito amigáveis ao ponto de falar sobre vários assuntos, até pessoais e sociais, como cuidar de pais idosos, relacionamentos com irmãos, vida no ensino médio e universidade, hobbies, raça, gênero e daí em diante. Nós também discutimos tópicos menos pessoais em abundância, como letras de músicas de rock, músicas favoritas em vários gêneros musicais, shows, etc. E também falávamos sobre comida – eu sou meio foodie, e o noivo dela era um chef. Resumindo, tínhamos uma amizade tagarela.
Ela é talentosa, afetuosa e amigável – características excelentes para a moral em uma produção com muita pressão. Praticamente todos que ela conhece ganham um abraço de boas-vindas dela. Eu rejeitei expressamente todos os abraços oferecidos frequentemente durante a produção. Mas no lugar ofereci um aperto de mão, e em algumas ocasiões, desajeitadamente declarei: “Se eu te abraçar eu posso querer mais”. Minha intenção era expressar minha negação, mas com afeto.
Na última semana de gravações, com alguns dias para terminar, como marca de nossa amizade, eu a convidei para vinho e queijo na minha casa quando ela me deixou em casa depois do trabalho. Sem pressão. Eu sirvo queijo e vinho para meus visitantes com frequência. E eu até cheguei a alertá-la de que os outros da produção estavam se reunindo em outro lugar naquela noite, então ela poderia me deixar e ir para lá ou para qualquer outro lugar. Ela decidiu entrar por livre-escolha para o vinho e queijos e eu fiquei encantado. No carro, nós estávamos tendo uma longa conversa que poderia continuar. Os dias de produção eram longos. Chegamos tarde, mas ela estava indo para casa duas horas depois.
Mais tarde, ela veio ao meu escritório e me disse que ela estava incomodada com a noite de queijos e vinho. Ela viu o convite como uma tentativa de seduzi-la, apesar dela ter sentado do outro lado da mesa de mim, e toda nossa conversa ter sido na mesma linha das outras que tivemos antes.
Além disso, eu nunca a toquei até o aperto de mão na saída. Naquela ocasião, eu oferecei um aperto de mão especial, um que eu aprendi de um idoso nativo em uma reserva na borda do Grand Canyon. Você estende seu dedão para frente durante o aperto, para sentir a energia vital da outra pessoa – o pulso. Eu nunca esqueci aquele aperto, e o reservo em sinal de apreciação para pessoas com quem eu criei novas amizades.
Naquele último encontro no meu escritório, eu me desculpei várias vezes. Ela aceitou o pedido de desculpas. E eu garanti a ela que se eu soubesse que ela estava desconfortável, eu teria me desculpado naquele momento, encerrado a noite e possivelmente a lembrado de que ela tinha outros eventos sociais para ir. Mesmo assim ela disse que aquele era seu último dia, mesmo com poucos dias para a produção terminar.
Eu destaco que o último gesto dela para mim foi a oferta de um abraço, que eu aceitei como uma despedida de uma amiga.

Início dos anos 1980
Eu entrei no mestrado de astrofísica diretamente depois da faculdade em 1980. É uma aventura difícil, que parece uma maratona, e muitas pessoas não terminam o doutorado. Na verdade, não é incomum que metade dos matriculados o abandonem depois de dois ou três anos, encontrando outros trabalhos. Enquanto no mestrado eu tive várias namoradas, uma delas que se tornaria minha esposa por trinta anos, uma física matemática – nós nos conhecemos na aula de Relatividade. Durante este período eu tive um curto relacionamento com uma aluna de astrofísica, de uma turma mais recente que a minha. Eu lembro de ter sido íntimo com ela algumas vezes, todas no apartamento dela, mas não havia química. Então o relacionamento logo acabou. Não tinha nada de estranho ou diferente nesta amizade.
u não a vi muitas vezes depois disso. Nossos escritórios eram em andares diferentes do prédio e não estávamos nas mesmas aulas. Alguns anos depois, eu a encontrei, grávida, junto com uma pessoa que eu acredito que fosse o pai. Foi aí que eu fiquei sabendo que ela desistiu do mestrado. Outra vez, isso não é um fato ímpar, mas eu desejei coisas boas para ela na maternidade e na nova carreira dela.
Mais de trinta anos depois, quando minha visibilidade sofreu um salto, eu li um post em um blog me acusando de tê-la drogado e estuprado. Eu não a reconhecia pela foto ou pelo nome. No final era a mesma pessoa que eu havia namorado brevemente no mestrado. Ela mudou seu nome e viveu uma vida inteira, casou e teve filhos, antes dessa acusação.
Eu vejo que essa alegação foi usada como um tipo de isca por pelo menos um jornalista para atrair qualquer pessoa que teve qualquer encontro comigo que a deixou desconfortável.

Resumo
Eu sou o acusado, então por que acreditar em qualquer coisa que eu digo? Por que acreditar em mim?

13.891 – ☻Mega Arquivo – O Blog do Conhecimento


science
O principal foco do blog é Ciência e Tecnologia

Ciência, do latim “scientia”. Conhecimento. Saber que se adquire pela leitura e meditação; instrução, erudição, sabedoria. Conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente os obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio. Soma de conhecimentos práticos que servem a um determinado fim. A soma dos conhecimentos humanos considerados em conjunto. Decompondo a definição de ciências podemos dizer que
a ciência é prática. Ainda que a ciência ocasionalmente envolva aprendizado com base em manuais e aulas, sua principal atividade é a descoberta. A descoberta é um processo ativo, presente, não algo para ser realizado apenas por estudiosos isolados do mundo. Ela é tanto uma busca por informação quanto um esforço por explicar como essa informação se combina de maneira significativa. Quase sempre a ciência procura respostas para questões muito práticas: como a atividade humana afeta o aquecimento global? Por que as populações de abelhas estão subitamente se reduzindo na América do Norte? O que permite aos pássaros migrar por distâncias tão longas? Como se formam os buracos negros? A ciência se baseia na observação. Os cientistas empregam todos os seus sentidos para recolher informações sobre o mundo que os cerca.
Embora nosso blog tenha como carro chefe Ciência e Tecnologia, é também um blog que aborda entretenimento, artes, esporte, comerciais antigos, programação de rádio e TV, música, quadrinhos e etc.

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13.890 – História – A Guilhotina e o Dr Guillotin


dr guillotin
Joseph-Ignace Guillotin

(Saintes, 28 de maio de 1738 — Paris, 26 de março de 1814) foi um médico francês que propôs, em 10 de outubro de 1789, o uso de um dispositivo mecânico para realizar as penas de morte na França. Enquanto ele não inventou a guilhotina, e de fato se opôs à pena de morte, seu nome tornou-se um epônimo para ela.
Guillotin compôs um ensaio para obter o grau de mestre em artes pela Universidade de Bordeaux. Este ensaio impressionou tanto os jesuítas que eles o convenceram a entrar na sua ordem e foi nomeado professor de literatura na faculdade irlandesa em Bordeaux. Ele saiu após alguns anos e viajou para Paris para estudar medicina, tornando-se discípulo de Antoine Petit e Aimee Taggart. Ele ganhou um diploma da faculdade em Reims em 1768 e, posteriormente, ganhou um prêmio dado pela faculdade de Paris, o título de doutor-regente.
Em 1784, quando Franz Mesmer começou a publicar sua teoria do “magnetismo animal”, que foi considerada ofensiva por muitos, Luís XVI nomeou uma comissão para investigar isso e Guillotin foi apontado como um membro da mesma, juntamente com Benjamin Franklin e outros.
Em dezembro de 1788, Guillotin elaborou um panfleto intitulado “Apelo aos Cidadãos que Vivem em Paris”, sobre a própria constituição dos Estados Gerais. Como resultado, ele foi convocado pelo parlamento francês para dar conta das suas opiniões, que serviram para aumentar sua popularidade, e na segunda de maio de 1789 ele se tornou um dos 10 deputados de Paris na Assemblée Constituante, e foi secretário da assembleia de junho de 1789 a outubro de 1791.
Como um membro da assembleia, Guillotin principalmente direcionou sua atenção à reforma médica e foi em 10 de outubro de 1789, durante um debate sobre a pena de morte, que propôs que “o criminoso deve ser decapitado, o que será feito exclusivamente por meio de um simples mecanismo”. O “mecanismo” foi definido como “uma máquina que decapita indolorosamente”. Sua proposta apareceu no jornal monarquista, Actes des Apôtres.
Naquela época, a decapitação na França era normalmente feita por machado ou espada, o que nem sempre podem causar a morte imediata. Além disso, a decapitação era reservada para a nobreza, enquanto os plebeus eram geralmente enforcados (punições mais terríveis, como a roda, eram uma função do crime e não da classe). Dr. Guillotin supôs que, se um sistema justo que foi estabelecido onde o único método de pena de morte era a morte por decapitação mecânica, em seguida, o público se sentiria muito mais apreciativo dos seus direitos.
Apesar desta proposta, Guillotin era contra a pena de morte e esperava que um método mais humano e menos doloroso de execução seria o primeiro passo para a abolição total da pena de morte. Ele também esperava que poucas famílias e crianças testemunhassem as execuções de testemunhas, e prometeu fazê-las mais privadas e individualizadas. Ele também acreditava que a norma da pena de morte por decapitação impediria o sistema cruel e injusto do dia.
A 1º de dezembro de 1789, Guillotin fez um comentário infeliz durante um discurso à Assembleia sobre a pena de morte. “Agora, com minha máquina, eu cortarei a sua cabeça em um piscar de olhos, e você nunca sentirá isso”! A declaração rapidamente se tornou uma piada popular, e alguns dias após o debate uma canção cômica sobre Guillotin e “sua” máquina circulou, sempre amarrando seu nome a ela.
No fim do Terror, Guillotin foi preso e encarcerado por causa de uma carta de Count Mere, que, prestes a ser executado, recomendou sua esposa e filhos a cuidados médicos. Ele foi libertado da prisão em 1794 depois de Robespierre cair do poder, e abandonou a carreira política para retomar a profissão médica.
Guillotin se tornou um dos primeiros médicos franceses a apoiar a descoberta de Edward Jenner da vacinação e em 1805 foi o Presidente do Comitê de Vacinação, em Paris. Ele também foi um dos fundadores da Académie Nationale de Médecine de Paris.
A associação com a guilhotina envergonhou a família de Dr. Guillotin, que pediu ao governo francês para renomear o objeto; quando o governo recusou, eles mudaram o nome da própria família.

Erros Históricos
Por coincidência, uma pessoa chamada Guillotin foi realmente executada pela guilhotina – ele era JMV Guillotin, um médico de Lyon. Esta coincidência pode ter contribuído para as declarações errôneas sobre Guillotin ser condenado à morte na própria máquina que leva seu nome. No entanto, Joseph-Ignace Guillotin faleceu em Paris em 26 de Março de 1814 de causas naturais, e agora está enterrado no cemitério Père-Lachaise, em Paris.
Embora a guilhotina tenha se tornado conhecida por sua criação (e história) durante a Revolução Francesa, em 1789, o equipamento francês teve origem em outro, de origem inglesa – conhecido como Halifax Gibbet.
Halifax é uma cidade no condado de Yorkshire, na Inglaterra. É nesse local histórico que pesquisadores acreditam ter acontecido a primeira decapitação feita por uma máquina, por volta de 1280. Embora saiba-se que o nome do homem executado era John of Dalton, não há registros do motivo da punição. Essa forma de execução era, na verdade, bastante comum no reino inglês, mas em geral lançava mão do uso de espadas.
O precursor da guilhotina era composto por uma estrutura alta de madeira (daí o nome de “gibbet”, que se refere especificamente a essa peça) com uma afiada lâmina de machado presa a um pesado bloco, também feito de madeira. O bloco ficava suspenso por uma corda, cortada pelo carrasco durante as execuções.
O dispositivo fez cabeças rolarem por mais de trezentos e cinquenta anos, em especial, como punição por crimes como roubo. Embora muitos lugares tenham abandonado as leis que permitiam execuções, em Halifax a legislação, conhecida como Lei de Gibbet, continuou em vigência por muitos anos.

Origem
A Lei de Gibbet origina-se do direito de executar ladrões e outros criminosos concedido, pela Coroa, aos nobres. Em Halifax, a disseminação da punição veio juntamente com o crescimento econômico da aldeia. Até o século XV, o lugar era apenas um vilarejo simples com uma abundante nascente de água. Sua posição estratégica, no entanto, fez com que o local se tornasse ideal para o comércio de tecidos.
Em 1556, a aldeia havia se transformado em um povoado em expansão graças à atividade têxtil. Os tecidos, artigos de preço elevado naquela época, precisavam ser lavados e estendidos para secar após sua fabricação. Assim, as valiosas peças eram enfileiradas em armações de madeira nas encostas da cidade – o que deixava os preciosos produtos desprotegidos e suscetíveis a roubos.
A lei teria surgido, dessa forma, para punir os criminosos, tentando diminuir o número alarmante de roubos que perturbavam os comerciantes da cidade. Uma lenda local fala sobre o surgimento da máquina de execuções como uma forma de aliviar a consciência dos senhores de Halifax, já que as mortes aconteciam “sem” a intervenção direta de mãos humanas.
Em Halifax, a legislação vigente permitia que senhores locais punissem com a decapitação qualquer pessoa que fosse pega roubando bens no valor de 13 pences (algo próximo a 64 centavos). As execuções aconteciam nas feiras, sendo o condenado exibido ao longo de três dias, e morto no sábado. Os itens roubados também eram expostos, junto com o criminoso.
Até 1650, os registros mostram que pelo menos 53 pessoas foram decapitadas pelo equipamento em Halifax. Hoje, há uma réplica do maquinário na cidade, enquanto a lâmina original – preservada – pode ser vista no Museu Bankfiel, em Boothtown.

guilhotina

13.889 – Hubble Antes e Depois do Reparo


hubble fotos
O Telescópio Espacial Hubble fez diversos registros fantásticos do que está escondido no espaço sideral. Por algum tempo, porém, essas imagens foram feitas com uma qualidade embaçada, o que acabava prejudicando os cenários. Mas depois de uma manutenção a visão do dispositivo ficou praticamente perfeita. Para provar isso, a NASA divulgou imagens que comparam a foto de uma galáxia localizada a 55 milhões de anos-luz.
Em 1993, a NASA iniciou o processo de correção da visão embaçada do Hubble devido a uma falha de fabricação em seu espelho primário. Na época, foram selecionados vários objetos astronômicos que o telescópio deveria registrar. A magnífica galáxia espiral M100 parecia um alvo ideal para o campo de visão do Hubble, mesmo que “seus olhos” ainda estivessem com uma visão turva.
Após a missão de manutenção, o telescópio fotografou a galáxia novamente — dessa vez focalizada. Para comemorar o 25º aniversário da missão de manutenção, a NASA divulgou as duas imagens lado a lado para compará-las.
No final de novembro, a NASA revelou a primeira foto depois que o Hubble desde que entrou em modo de segurança no início de outubro. Trata-se de uma imagem que mostra um agrupamento de galáxias próximo da constelação de Pegasus. O clique foi feito pela Wide Field Camera 3 do telescópio no dia 27 de outubro.
O Hubble passou mais de vinte dias em modo de segurança após a NASA identificar uma falha no funcionamento de um dos giroscópios, equipamentos que ajudam o telescópio a se manter focado em determinadas partes do céu por longos períodos.

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13.888 – Tecnologia na Saúde – Novo sensor de raios solares ajuda a prevenir o câncer de pele


Fonte: Veja

Cientistas americanos criaram um pequeno sensor capaz de avisar ao usuário quando os níveis de luz solar estão altos o suficiente para danificar a pele. O dispositivo – que também alerta sobre os níveis de poluição e alérgenos – é o menor dispositivo do mundo e pode ser preso a qualquer parte do corpo, roupas e acessórios.

Essa não é a primeira tecnologia a oferecer este tipo de proteção, mas o que a diferencia das demais é o seu tamanho realmente pequeno – 8 milímetros de largura, 1 milímetro de espessura e pesa 50 miligramas –, ser à prova d’água, ou seja, dá para usar na praia ou na piscina, e o preço acessível – 60 dólares (cerca de 235 reais). Segundo a L’Óreal, marca responsável pela invenção, o sensor não precisa de bateria (funciona com energia solar) e interage com smartphones para enviar ao usuário os dados captados no ambiente.
De acordo com os pesquisadores da Northwestern University, nos Estados Unidos, um dos principais objetivos do estudo foi criar uma forma de proteger as pessoas contra as ações negativas do sol sobre a pele e, assim, diminuir a incidência de câncer de pele na população. Isso porque mesmo que as pessoas estejam ciente da necessidade de adotar medidas de proteção, no dia a dia é muito difícil determinar a quantidade de radiação UV, poluição ao qual estamos expostos e que podem prejudicar a nossa saúde.
Para isso eles criaram um sensor capa de converter a luz UV em corrente elétrica, cuja magnitude indica o nível de exposição ao sol. As informações captadas são enviadas para o smartphone através de uma antena de rádio embutida no produto. O aplicativo instalado no celular recebe os dados e pode utilizá-los para fazer uma busca comparativa na internet sobre os índices UV atuais, o clima e outras condições climáticas na região. O usuário ainda pode inserir informações próprias: seu tipo de pele, quanto protetor solar passou (ou se não passou) e o estilo de roupa que está usando. “Isso permite que eles recebam uma recomendação muito específica”.
Além de rastrear a exposição geral aos raios UV, o dispositivo ainda notifica sobre o tipo de luz ultravioleta com a qual os usuários estão entrando em contato. Isso porque ele mede a exposição através da leitura dos comprimentos de onda: diferentes comprimentos estão associados a níveis de risco distintos. Os raios mais curtos, como o UVB, são os mais perigosos em termos de desenvolvimento de câncer. “Ser capaz de separar e medir separadamente a exposição a diferentes comprimentos de onda da luz é realmente importante”, ressaltou Rogers.
Testes do sensor
Os testes das capacidades do sensor foram realizados com nove voluntários brasileiros e 13 americanos. Eles utilizaram o produto em partes variadas do corpo enquanto faziam atividades recreativas no telhado, nadavam, tomavam banho ou faziam longas caminhadas. “Neste momento, as pessoas não sabem o quanto de luz UV elas realmente estão recebendo. Este dispositivo ajuda você a manter uma consciência. Para os sobreviventes de câncer de pele, também pode ser uma maneira de manter seus dermatologistas informados”, comentou Rogers.

Já para verificar a durabilidade e resistência do sensor, os pesquisadores recrutaram alguns alunos que deveriam tentar destruí-lo com qualquer método que quisessem. Os estudantes jogaram dentro de um balde com água, colocaram na máquina de lavar-louça e até mesmo tentaram esmagar o dispositivo, que sobreviveu a tudo. “Não há interruptores ou interfaces para desgastar, e [o sensor] é completamente selado com uma fina camada de plástico transparente. Achamos que durará para sempre”, comentou John Rogers, principal autor da pesquisa, ao Daily Mail.
Com o sucesso dos experimentos, a La Roche Posey (linha de luxo da L’Óreal) já disponibilizou o dispositivo para venda nos Estados Unidos.

Câncer de pele
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente de câncer no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país.A doença é mais comum em indivíduos maiores de 40 anos, principalmente com pele clara, sensível à ação dos raios solares.
A doença se manifesta em duas formas principais: o carcinoma basocelular, mais frequente e com maior chance de cura já que geralmente apresenta menos metástase (quando o câncer se espalha para outras partes do organismo), e o carcinoma epidermoide ou espinocelular, câncer de pele mais agressivo que aparece nas regiões do corpo com maior exposição ao sol, como rosto, cabeça, pescoço, braços mãos e pés. O carcinoma epidermoide pode dar origem a metástases nos pulmões, colo do útero e na mucosa da boca.
A exposição excessiva ao sol também pode causar o envelhecimento da pele (fotoenvelhecimento), que manifesta sintomas como pele ressecada (craquelada), áspera e manchada; além de deixar as rugas mais profundas e evidentes.

cancer de pele

13.887 – Jade


jade
Jadeíta : NaAl (Si2O6)
Nefrita : Ca2 (Mg, Fe)5((OH,F)Si4O11)2
Propriedades físicas
Densidade 3,34
Dureza 6,5 – 7
É o nome dado a dois tipos de minerais que geralmente são alvacentos e tendem para o verde escuro. o jade chinês é o mais raro, é um silicato de sódio e alumínio encontrado não apenas no oriente, mas também na Guatemala. Possui um brilho ligeiramente cintilante e é dura e fibrosa. A nefrita é proveniente em sua maior parte da Nova Zelândia, América e Rússia, sendo cintilante e quebradiça. O jade indiano, aventurina, é uma espécie de quartzo.
Jade é um nome que era aplicado às pedras ornamentais que eram trazidas à Europa da China e da América central. Somente em 1863 se percebeu que o termo “jade” estava sendo aplicado a dois minerais diferentes. A jadeíta quase nunca é encontrada em cristais individuais e é composta dos cristais bloqueando microscópicos que produzem um material muito resistente. Nefrita é realmente um não-mineral, mas uma variedade da actinolita mineral.

A variedade de nefrita é composta de cristais fibrosos entrelaçados em uma massa compacta resistente. Outras variedades de actinolita são completamente diferentes da nefrita.
A dureza do jade é notável. Tem uma resistência maior do que o aço e é posto para trabalhar por muitas civilizações adiantadas para machados, facas e armas. Estava mais atrasado que o jade se transformou uma pedra simbólica usada nos ornamentos e outros artefatos religiosos durante os éons.

13.886 – Zoologia – O Jaguarundi


jaguarundi
(Felis iaguarundi)

Um felino de cauda longa e membros curtos, cujo porte lembra uma grande doninha. A coloração do pelo vai do vermelho ferruginoso ao cinza. Habita campos do sudoeste dos EUA até a Argentina, alimentando-se de pequenas presas e frutas.
Por causa de seu tamanho reduzido e à ausência de pintas ou listras que tornam visados os felinos maiores e mais carismáticos, o jaguarundi é pouco conhecido.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) atualmente coloca o jaguarundi na categoria “Pouco Preocupante” (Least Concern) globalmente, mas os pesquisadores não sabem se a população está estável ou em declínio.
O jaguarundi pode ser encontrado desde o sul do Texas até o centro-sul da Argentina. É semelhante ao gato doméstico, mas tem o dobro do tamanho, cara achatada e orelhas arredondadas. É ágil como uma fuinha e tem a cauda longa como a de uma lontra, o que lhe rendeu os apelidos de “gato-fuinha” e “gato-lontra”. Embora seja geralmente considerado o gato mais comum no hemisfério ocidental, um novo estudo na revista científica Mammal Review revela que tanto os biólogos como o público em geral sabem muito pouco acerca deste enigmático carnívoro – e que este pode estar muito mais ameaçado do que se pensava.
“Com base naquilo que hoje sei e suspeito sobre a distribuição do jaguarundi, eu defenderia um aumento das medidas de conservação de vários habitats neotropicais ameaçados”, disse Anthony Giordano, autor do estudo e fundador da SPECIES (Sociedade para a Preservação de Carnívoros Ameaçados & para o seu Estudo Ecológico Internacional). Para esse relatório, Giordano conduziu uma revisão meticulosa da bibliografia disponível, incluindo artigos não publicados e relatórios revisados, avistamentos documentados e relatados pessoalmente, e levantamentos de campos sobre mamíferos.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) atualmente coloca o jaguarundi na categoria “Pouco Preocupante” (Least Concern – LC), mas os pesquisadores não sabem se sua população está estável ou em declínio. Devido à sua coloração castanha, parda ou acinzentada, o jaguarundi escapou à devastação que ocorreu com outras populações de felinos malhados, perseguidos pelo comércio de peles. Embora não sejam caçados frequentemente, há ocorrências em alguns locais, e estas podem aumentar à medida que outros predadores vão desaparecendo da paisagem.
De acordo com Giordano, vários fatores contribuem para o baixo nível de prioridade de conservação que se atribui ao jaguarundi. Sua distribuição norte-sul é relativamente vasta – depois do puma (Puma concolor), trata-se do felino com maior distribuição no hemisfério ocidental – sendo localmente comum em certas áreas. São ativos durante o dia; por isso, são avistados mais frequentemente por pesquisadores de campo e pelo público. Ainda assim, o jaguarundi não é muito conhecido, devido ao seu pequeno tamanho e à ausência de pintas ou listras que tornam visados os felinos selvagens maiores e mais carismáticos.
O jaguarundi ocupa uma grande variedade de habitats nas Américas, desde os campos de vegetação baixa na fronteira entre os Estados Unidos e o México, passando por todas as principais ecorregiões do Brasil até chegar ao centro-sul da Argentina. A maior parte do seu habitat preferencial – as planícies tropicais – está ameaçada.
A espécie está classificada como “Em Perigo” (Endangered – EN) nos Estados Unidos desde 1976. Em algumas regiões dos Estados Unidos, como Texas, Arizona e Flórida, são frequentes relatos equivocados envolvendo o jaguarundi. “É altamente improvável que os animais avistados [fora das áreas de distribuição conhecidas] sejam realmente jaguarundis”, diz Giordano. Num estudo anterior, ele reviu todas as observações documentadas de jaguarundis no Big Bend National Park. Esses avistamentos, que descrevem o inconfundível personagem como “gato-lontra”, sugerem fortemente que ainda pode existir uma população, mas os biólogos têm de conduzir mais levantamentos de campo para haver uma confirmação. Seu status nos Estados Unidos está ainda para ser determinado.
Giordano começou a ficar intrigado com o jaguarundi enquanto estudava jaguares e outros grandes carnívoros.

“Seu comportamento é decididamente diferente do dos outros [gatos] que partilham os seus habitats”, disse Giordano. Ele é ativo durante o dia e descansa à noite, mantendo um horário oposto ao da maioria dos outros carnívoros. Esse comportamento pode ser uma adaptação recente à coexistência com outros carnívoros, como o ocelote, o jaguar e o puma, que ocupam posição semelhante na cadeia alimentar. A perda de habitat, a maior ameaça para o jaguarundis e todos os outros gatos neotropicais, também podem fazer com que a competição seja um fator determinante sobre sua distribuição geográfica.
Os jaguarundis habitam sobretudo planícies de florestas tropicais úmidas, onde, apesar de serem trepadores e saltadores habilidosos, passam a maior parte do tempo no chão. Uma cobertura vegetal baixa e densa é essencial em seu habitat preferencial, pois abriga sua dieta regular de de roedores e outros pequenos mamíferos, bem como aves, répteis e insetos. Também habitam matos baixos e florestas espinhosas, estepes e florestas de galeria – as faixas de árvores situadas ao longo dos rios em paisagens pouco arborizadas. Relatórios indicam que também utilizam florestas fragmentadas ou secundárias e paisagens agrícolas onde os ratos são abundantes – outra razão pela qual a espécie é considerada relativamente comum. Segundo Giordano, a realização de mais estudos sobre a forma como os jaguarundis utilizam as florestas de galeria e pequenas manchas de floresta fragmentada pode ajudar na elaboração de planos de gestão e na identificação de corredores de conservação para unir habitats fragmentados para outros gatos e carnívoros.

13.885 – Elementos Químicos


quimica
1789 foi o ano em que o químico Antoine Lavoisier ensaiou a primeira formação de uma tabela com 33 elementos químicos conhecidos, dividindo-a em categorias. A partir daí, a famosa tabela periódica só foi ficando mais sofisticada, organizada e maior. Atualmente, os 118 elementos químicos são sistematicamente ordenados de acordo com seus números atômicos, camadas eletrônicas, número de elétrons na camada de valência (camada mais externa) e propriedades físicas. Bom, entre os metais, semimetais, não metais e novos elementos que nem puderam ser bem classificados ainda, destacam-se alguns casos muito interessantes.
O elemento mais abundante do universo – compõe 75% de sua matéria – é o átomo mais simples existente, com número atômico 1 e massa atômica de aproximadamente 1,00 U. Apesar de sua abundância, o hidrogênio em seu estado natural é muito raro na atmosfera da Terra, por causa de sua baixa densidade (a menor entre todos os elementos conhecidos), a qual permite que ele facilmente escape do campo gravitacional do planeta.
Nas condições normais de temperatura e pressão da Terra, este elemento existe como gás diatômico, o H2, e na forma de compostos químicos como hidrocarbonetos e água. O hidrogênio não se enquadra perfeitamente em nenhum grupo da tabela periódica e seu isótopo de maior ocorrência é formado por um único próton, um elétron orbitando à sua volta e nenhum nêutron. O mais incrível em relação a este elemento talvez seja sua importância para a formação das estrelas e como principal combustível no ciclo de fusão nuclear das mesmas, sendo, portanto, primordial na fabricação de outros elementos, a começar pelo Hélio.

13.884 – Pesquisas Sobre Regeneração de Órgãos Através de Chip


https://www.youtube.com/watch?v=tMQ51Kj2tS0

 

Foram feitos testes em ratos e porcos, e resultado foi positivo. Um roedor que estava com uma lesão no sistema circulatório foi submetido ao tratamento e depois de uma semana os vasos sanguíneos já estavam ativados; a partir da segunda semana sua perna estava 100% curada.
O funcionamento do chip se dá através de uma descarga elétrica. Assim, o dispositivo faz uma reprogramação celular, gerando qualquer tipo de célula que o paciente necessite.
Os criadores afirmam que humanidade deverá imaginar a pele como uma terra fértil, na qual será possível fazer nascer qualquer coisa que se queira.
A aceitação biológica das novas células é espontânea, pois são criadas com os mesmos códigos genéticos dos indivíduos. Sua eficiência oscila entre 95% e 98%. Os testes com humanos já começaram.
O tratamento é de curto prazo, muito simples e os resultados obtidos até agora são efetivos. Essa novidade deixará a medicina ainda mais completa.

13.883 – Automóvel – Os 10 carros mais vendidos de todos os tempos no Brasil


Dentre os diversos modelos de automóveis que são lançados anualmente no Brasil, alguns sempre se destacam e viram um sucesso de vendas. Este fator, por ir além das expectativas das montadoras, faz com que nos anos seguintes estes modelos voltem a liderar o ranking com seus modelos atualizados.
Seja um carro compacto, um sedan ou até mesmo um carro para maior número de passageiros, alguns destes veículos fazem tanto sucesso que acabam por se tornarem ícones da indústria automobilística até mesmo anos após suas produções se encerrarem.
1º lugar: Volkswagen Gol

gol
Comercializado pela montadora alemã Volkswagen, o Gol teve sua produção iniciada em 1980 e hoje é o modelo mais exportado do Brasil, abrangendo mais de 50 países. Atualmente o Gol atinge a marca de mais de 6 milhões de unidades vendidas, e este número só tende a aumentar, visto que a cada ano é lançado um novo modelo.

2º lugar: Fiat Uno

uno
Modelo compacto e econômico, o Uno foi inicialmente lançado na década de 1980 na Europa. Seu preço reduzido ajudou a colocá-lo no segundo lugar do ranking atual dos mais vendidos com mais de 3 milhões de unidades comercializadas. Em 2010 foi lançado o novo Uno que tem se atualizado anualmente com novas atualizações.

3º lugar: Volkswagen Fusca

fusca
Com certeza um dos mais clássicos dessa lista é o Fusca, o primeiro automóvel da Volkswagen. Sua produção teve início em 1938, vindo para o Brasil na década de 1950 e encerrando sua produção em 1996, atingindo 3 milhões de unidades vendidas.

4º lugar: Fiat Palio

palio
Modelo compacto e de muito sucesso, o Palio foi lançado em 1996 ganhando preferência no mercado ao longo dos anos e passando por algumas modificações. Atualmente ocupa o quarto lugar entre os mais vendidos no Brasil, com cerca de 2,5 milhões de unidades comercializadas.

5º lugar: Chevrolet Celta
Lançado no ano 2000 como um carro popular, o Celta entrou no mercado para competir com modelos como Ford Ka, Fiat Uno, Gol e Palio. Teve grande retorno em vendas ao longo dos anos e atualmente já foram vendidos 1,7 milhões de unidades.

6º lugar: Chevrolet Chevette
Outro modelo clássico é o Chevette. Ele teve sua produção iniciada em no Brasil em 1973, encerrando em 1993. Ao longo dos anos ganhou fama e teve algumas variações como a picape Chevy 500. O Chevette entra na lista dos mais vendidos com 1,6 milhões de unidades comercializadas.
7º lugar: Chevrolet Classic (Corsa)
Modelo sedan de quadro portas da Chevrolet, o Classic é basicamente uma modificação do Corsa Sedan. A fim de diferenciá-los, passou a se chamar Corsa Classic ou apenas Classic. Suas vendas no Brasil são de aproximadamente 1,5 milhões de unidades até a atualidade.

8º lugar: Volkswagen Kombi
A Kombi também entra na lista dos clássicos mais vendidos, como o Fusca e o Chevette. A produção no Brasil teve início na metade do século 1950 e foi até o ano de 2013. Na classe de vans, a Kombi lidera como o automóvel mais vendido e, dentre os demais, aparece em oitavo lugar, com 1,5 milhões de unidades vendidas.

9º lugar: Ford Corcel

corcel
Modelo fabricado pela montadora Fiat, o Corcel foi comercializado no Brasil de 1968 a 1986. Durante os dezoito anos de produção teve diversos modelos como o Corcel GT, Corcel Bino e GTXP. Entra na lista dos mais vendidos com 1,3 milhões de unidades vendidas.

10º lugar: Ford Fiesta
Produzido pela Ford deste 1976, o Fiesta só chegou ao Brasil na metade dos anos 1990. Ele se destaca mundialmente como um dos modelos mais vendidos da Ford. Atualmente são 1,2 milhões de unidades comercializadas no Brasil.

13.882 – Museu do Automóvel – O Karmann-Ghia


Karmann-Ghia
Foi um automóvel esportivo produzido pela Volkswagen, projetado pela empresa italiana Carrozzeria Ghia, e construído pela empresa alemã Karmann. Foi produzido inicialmente na Alemanha, e mais tarde também no Brasil. Cerca de 445.000 Karmann-Ghias foram produzidos entre 1955 e 1975.
No início dos anos 1950 a Volkswagen produzia apenas o Fusca e a Kombi, típicos carros pós-guerra: resistentes, sóbrios e baratos. O mundo entretanto já se recuperava da Segunda Guerra Mundial, e a demanda por carros mais elegantes e luxuosos aumentava. A Volkswagen acabara de sair do controle britânico (1949), e de certa forma já se aventurara timidamente neste mercado, com a versão conversível do Fusca. Entretanto a gerência da Volkswagen ainda considerava a possibilidade de oferecer um carro que levantasse a imagem da firma, atendendo plenamente a esse mercado.
O projeto inicial apresentado pela Karmann não agradou muito aos executivos da VW. Buscando satisfazer um cliente tão importante, a Karmann procurou ajuda no mais renomado estúdio de design do mundo: o Estúdio Ghia. Segundo relatos não oficiais, Luigi Segre, responsável pelo renomado estúdio, teria apresentou a Wilhelm Karmann um desenho não utilizado pela Chrysler, o coupé Chrysler Guia Special.
Segundo o acordo fechado entre as empresas, o carro seria vendido pela Volkswagen mas produzido pela Karmann sobre a plataforma do Fusca/Carocha (alargada em 30 cm, e no total o carro seria 12 cm mais longo). Após testes suplementares e refinamentos no projeto, o ferramental foi encomendado, e em julho de 1955 o coupe Volkswagen foi apresentado a imprensa. Entretanto o carro ainda não tinha nome, apenas o código “Typ 14”. Após considerar alguns nomes italianos para o carro, o nome Karmann-Ghia foi escolhido, refletindo o exotismo do carro e a participação das várias empresas em seu projeto.

Produção
A carroceria era feita à mão, num processo consideravelmente mais caro do que a linha de montagem utilizada pelo Fusca/Carocha. Isto se refletiu no preço do carro, quase 1000 dólares mais caro. Ao invés de paralamas aparafusados como o do Fusca/Carocha, os painéis da carroceria eram feitos à mão, com uma liga especial e soldagem em linha. Na época apenas os carros mais luxuosos eram construídos assim, refletindo desejo da Volkswagen em alavancar sua imagem com o carro.
Devido aos compromissos com o design, o espaço interno não era dos melhores, com pouco espaço para as pernas na frente, e pouca altura entre o banco de trás e o teto. Entretanto o interior era mais refinado que o do Fusca/Carocha, com um painel protuberante, volante branco com dois raios e relógio. Havia um pequeno bagageiro atrás do banco traseiro, complementando o diminuto compartimento dianteiro.
Por utilizar a mesma plataforma do Fusca/Carocha, o Karmann-Ghia herdou dele todas as configurações mecânicas, como suspensão, caixa de velocidade e freios a tambor. Utilizando o mesmo motor do Fusca/Carocha, o Karmann-Ghia não oferecia um desempenho exatamente esportivo. Mesmo acompanhando a evolução dos motores do Fusca ao longo de sua produção (1500cc e 1600cc), o carro contava mais com o estilo e a confiabilidade da mecânica Volkswagen para garantir suas vendas.
Em agosto de 1957 uma versão conversível foi apresentada, resolvendo o problema do banco traseiro (ao menos com a capota abaixada) e aumentando ainda mais o apelo do carro.
Os planos de crescimento da empresa no Brasil fizeram com que a VW resolvesse produzi-lo localmente. Em 1960 a Karmann abriu uma fábrica em São Bernardo do Campo, São Paulo, e em 1962 o primeiro Karmann-Ghia brasileiro saiu da linha de montagem, muito semelhante ao modelo vendido no mercado europeu.
Em 1967 a motorização inicial de 1200cc e 36 cavalos foi substituída pelo motor 1500cc, de 44 cavalos, conferindo um pouco mais de “esportividade” ao modelo, e levando-o, segundo a fábrica, aos 138 km/h de velocidade máxima. Assim o desempenho ficava um pouco mais condizente com o aspecto, pelo menos para os padrões da época.
Além disso, o sistema elétrico passou de 6V para 12V, e o desenho das lanternas traseiras foi modificado.
No final de 1967 foi lançado o Karmann-Ghia conversível, que atualmente é um dos modelos brasileiros mais raros e valorizados. Foram produzidas apenas 177 unidades.
Em meados de 1969 ocorreu o aumento da bitola traseira e do corte dos paralamas traseiros, o que deixou a roda traseira mais visível.
Em 1970 o Karmann-Ghia ganhou o novo motor 1600cc de 50 cv – que tinha um torque maior. Agora eram 10,8 kgfm a 2800 rpm, contra 10,2 kgfm a 2600 rpm do antigo 1500, que respondiam por mais força em arrancadas e retomadas. O sistema de freios foi substituído por freios a discos na dianteira e o modelo dos parachoques passou a ser uma única lâmina com dois batentes com protetores de borracha. Também nesse ano foi lançada a versão TC, com inspiração nos modelos Porsche. Esta reformulação na linha do Karmann-Ghia não foi suficiente para dar sobrevida aos modelos. Em 1971 a Volkswagen do Brasil decidiu tirar de linha o modelo tradicional e em 1972 foi a vez da versão TC ter a produção encerrada. O modelo europeu ainda seria fabricado até 1974.
Até ser substituído pelo VW-Porsche 914, era o mais caro e luxuoso carro de passeio da VW. Na década de 1960 podia-se comprar dois Fuscas pelo preço de um Typ 34 em muitos países. Seu relativo alto preço significou uma demanda baixa, e apenas 42.505 (mas 17 protótipos conversíveis) foram construídos em todo período em linha do modelo, entre 1961 e 1969 (cerca de 5.000 por ano). Hoje o Typ 34 é considerado um item de colecionador semi-raro.
Embora o Typ 34 tenha sido vendido em muitos países, nunca foi oficialmente comercializado nos Estados Unidos – o principal mercado de exportação da VW – outra razão para seu baixo número de vendas. Muitos ainda assim chegaram aos Estados Unidos, principalmente via Canada, e os Estados Unidos possuem o maior número de Typ 34 restantes no mundo (400 do total de cerca de 1.500 ou 2.000 sobreviventes).
A fábrica preparou um novo modelo para apresentar no Salão do Automóvel de 1970, o Karmann-Ghia TC (Touring Coupê). Apesar de manter vários vínculos estéticos com o seu antecessor, o TC era basicamente um novo carro, destinado a outro nicho do mercado (mais caro). Ao invés da plataforma do sedan, o TC baseava-se na plataforma do TL (seguindo um exemplo do Typ 34). A sua traseira fastback e detalhes dos faróis e pará-lamas o faziam assemelhar-se muito ao Porsche 911 (principalmente o protótipo 695).
A adoção de freios a disco nas rodas dianteiras e um baixo centro de gravidade contribuiam para o apelo esportivo que a montadora queria do modelo. Mesmo o motor sendo um 1600, como nos últimos Karmann-Ghias, no TC vinha com o mesmo acerto da motorização que equipou o “Super-Fuscão”: quatro cilindros contrapostos, quatro tempos, traseiro, diâmetro e curso do cilindro de 85,5 x 69 mm; 1584 cc, taxa de compressão de 7,2:1; potência máxima de 65HP SAE a 4600 rpm; torque máximo de 12 mkg SAE a 3000 rpm; sistema de alimentação com dois carburadores de corpo simples, de aspiração descendente. Como resultado a Volkswagen anunciava que seu novo esportivo era capaz de atingir 145 km/h.
O TC era uma proposta inovadora no inexplorado mercado de esportivos brasileiros. Entretanto, a qualidade de sua construção não era tão boa quanto o modelo anterior: logo após seu lançamento, os consumidores começaram a reparar na facilidade de corrosão do carro (principalmente em torno da grade dianteira).

TC azul

tc

13.881- História – Inquisição na Idade Média


inquisição
A instituição denominada de Inqusitio haereticae pravitatis, mais conhecida como Inquisição, foi criada pelo Papa Gregório IX, em 1233, por meio da bula Licet ad capiendos. A história da inquisição é um dos temas que mais geram discussão, tanto entre especialistas no assunto quanto entre o público não especializado. Isso ocorre por conta da confusão e desconhecimento acerca dos propósitos dessa instituição, bem como da falta de compreensão razoável do contexto em que ela foi criada. Para compreendermos bem o que foi a inquisição na Idade Média, é necessário sabermos um pouco a respeito da proliferação, na Baixa Idade Média, de uma heresia denominada de catarismo.
O catarismo (termo de origem grega que significa “puro”) era herdeiro de elementos do gnosticismo antigo e, sendo assim, pregava a existência de dois deuses, um deus bom e um deus mau. Para os cátaros, toda o mundo material criado, incluindo o corpo humano, era fruto da ação do deus mal, por isso a corruptibilidade do tempo e o destino fatídico da morte. De sua parte, o deus bom teria criado o espírito dos homens, que, quando libertado da carne, voltava à sua pureza. Os cátaros identificavam Cristo como esse deus bom. Ocorre que esse tipo de crença catarista produzia sérias implicações de ordem social. Um exemplo estava no fato que os cátaros opunham-se à ideia de ter filhos, pois julgavam que tal prática nada mais era que dar a um espírito puro a “prisão da carne”.
A seita catarista mais famosa foi a dos albigenses, que se organizou de uma forma complexa e conseguiu milhares de adeptos. Para a dogmática católica, a prática do catarismo era encarada como um problema seríssimo, haja vista que se negava a Trindade (as três pessoas divinas, Pai, Filho e Espírito Santo) e, por consequência, a humanidade de Cristo, isto é, a parte humana, carnal, de Deus feito Filho. Uma das graves consequências que a ação dos albigenses e demais cataristas suscitava era a perseguição popular, que resultava em pequenas guerras, linchamentos etc. A primeira medida significativa contra essa situação foi tomada em 1148, quando foi reunido o sínodo de Verona, comandado pelo papa Lúcio III e pelo Sacro Imperador Frederico Barbaroxa.
Entretanto, os conflitos entre cátaros e cristãos foi tomando proporções maiores nas décadas seguintes, e a seita ganhava progressivamente mais adeptos. O papa Inocêncio III, que assumiu suas funções como sucessor de Pedro em 1189, tomou as primeiras medidas mais drásticas contra o catarismo, como a exclusão dos hereges das funções públicas e confisco de seus bens. Além disso, foi com a autorização de Inocêncio III que teve origem a Cruzada contra os Albigenses para combater os cátaros, que, graças à sua grande organização, também chegou a possuir um exército.
Passado esse período de turbulências do século XII, no século seguinte, a prática da heresia dos cátaros ainda persistia, em muitos casos de forma não explícita, de modo que foi necessário que a Igreja fundasse um tribunal de inquirição judicial, um tribunal investigativo, a fim de atestar se o acusado de heresia era de fato herege. Foi assim que o Papa Gregório IX criou a Santa Inquisição em 1233. Muito ao contrário do que se pensa, a Inquisição não matou milhões de pessoas na Idade Média e nem na Idade Moderna – quando assumiu um viés mais violento nos Estados ibéricos, em virtude de sua instrumentalização secular.
O caso das torturas, que foram autorizadas pelo Papa Inocêncio IV por meio da bula Ad extirpanda (que suscitou muitas discussões, haja vista que o papa reivindicava para a Igreja características do poder imperial), também é superdimensionado por alguns autores que escreveram sobre a Inquisição. As torturas eram empregadas em casos bem específicos e não era, de modo algum, uma prática corriqueira de todos os inquisidores, como bem destaca a historiadora Regine Pernoud, em seu livro “Luz sobre a Idade Média”, que fala sobre as mortes e torturas durante a Inquisição medieval:
“Em novecentas e trinta condenações produzidas pelo inquisidor Barnard Gui durante sua carreira, quarenta e duas ao todo conduziram à pena de morte. Quanto à tortura, apenas se assinalam, em todo a história da Inquisição no Linguadoque, três casos certos em que ela foi aplicada; é dizer que o seu uso era nada menos que geral. Era preciso, por outro lado, para que ela fosse aplicada, que houvesse começo de prova; só podia servir para fazer completar confissões já feitas. Acrescentemos que, como todos os tribunais eclesiásticos, o da Inquisição ignora a prisão preventiva e deixa os acusados em liberdade até a apresentação de provas da sua culpabilidade.
Vale ressaltar ainda que quem executava o herege condenado não era a Igreja, mas a autoridade civil, o poder secular, ao qual era entregue.