3722 – Superanticorpo pode resultar em vacina universal contra gripe


Cientistas encontraram um “superanticorpo”, o FI6, capaz de combater todos os vírus da gripe tipo A em humanos e animais, e a descoberta pode abrir caminho para a produção de novos tratamentos antigripais.
Pesquisadores do Reino Unido e Suíça usaram um novo método para encontrar a “agulha no palheiro”, e identificaram o anticorpo em um paciente humano capaz de neutralizar os dois principais grupos de vírus da gripe A.
É um passo preliminar, disseram eles, mas crucial para o eventual desenvolvimento de uma vacina universal contra a gripe.
Atualmente, os laboratórios precisam alterar todos os anos a composição das vacinas, de acordo com a cepa do vírus que estiver circulando — um processo caro e demorado. Já a vacina universal poderia proteger as pessoas durante décadas, ou mesmo pela vida toda, contra todas as cepas de vírus da gripe.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisa Médica do Reino Unido e pela empresa privada suíça Humabs, e seu resultado foi publicado nesta quinta-feira na revista “Science”.
Nesse artigo, os pesquisadores explicaram que os anticorpos atingem uma proteína do vírus chamada hemaglutinina. Devido à sua rápida evolução, existem hoje 16 subtipos diferentes da gripe A, divididos em dois grupos. Os humanos geralmente produzem anticorpos contra um subtipo específico.
Pesquisas anteriores já haviam localizado anticorpos que funcionam com vírus do grupo 1 e com a maioria dos vírus do grupo 2, mas não com ambos.
A equipe anglo-suíça usou um método que aplica a cristalografia de raios X para examinar enormes quantidades de amostras de células do plasma humano, aumentando assim suas chances de localizar o anticorpo “universal,” mesmo sendo ele extremamente raro.
Ao identificarem o F16, eles o injetaram em ratos e furões, e descobriram que protegia também os animais contra os vírus do grupo 1 e 2.

3721- China quer lançar miniestação espacial até o fim deste ano


Enquanto as superpotências espaciais -Estados Unidos e Rússia- e boa parte dos países ricos uniram esforços para criar a ISS (Estação Espacial Internacional), a China vai na contramão. O país está decidido a ter um cantinho só seu em órbita.
O objetivo é ter uma estação espacial completa por volta de 2022. Enquanto isso, no entanto, o país deverá lançar cápsulas menores para testar os sistemas e as tecnologias que serão utilizadas.
O primeiro passo do projeto bilionário -mas sem cifras confirmadas oficialmente por Pequim- é o lançamento de um módulo científico até o fim deste ano.
Batizado de Tiangong-1, (“Palácio Celestial”, em chinês), ele funcionará como uma miniestação espacial e passará dois anos em órbita.
Com cerca de 8,5 toneladas, o módulo deverá ser visitado inicialmente pela nave não tripulada Shenzhou-8. A acoplagem será a primeira feita em órbita pela China.
No ano que vem, uma nave levando três taikonautas (como são chamados os astronautas do país) também deve se acoplar ao módulo, que conta com um pequeno laboratório de experimentos.
Até 2015, outros dois módulos muito parecidos deverão ser lançados. O último deles, Tiangong-3, terá capacidade para abrigar três taikonautas por até 40 dias.
PRÓXIMO PASSO
Após os módulos Tiangong, a China espera lançar entre 2020 e 2022 sua estação espacial completa.
De acordo com a Xinhua, a agência de notícias estatal chinesa, a nave será composta de um módulo principal e de dois anexos, projetados para receber diferentes tipos de experimentos científicos.
No entanto, mesmo com três módulos e aproximadamente 60 toneladas, a nova estação será uma nanica perto da ISS, de 471 toneladas. Até a já aposentada estação russa Mir era maior do que o projeto chinês, com suas 130 toneladas.
Em um simpósio na França, em março, Jiang Guohua, engenheiro-chefe do Centro de Pesquisa e Treinamento em Astronáutica de Pequim, destacou que o China não pretende se isolar em seu cantinho no espaço.
“Nós vamos manter a política de nos abrirmos para o mundo”, disse ele.
Muita gente, no entanto, duvida que isso vá acontecer. A começar por uma questão básica: o sistema de acoplamento da futura estação.
Embora Jiang tenha afirmado que o projeto seguirá o modelo padrão da ISS, outras autoridades já sinalizam o contrário. A realidade estaria mais próxima de um sistema fechado chinês, uma espécie de Macintosh do espaço.
A principal declaração foi de Yang Liwei, que em 2003 se tornou o primeiro chinês no espaço e atualmente é o vice-diretor do programa tripulado do país.
Em uma audiência transmitida pela internet, ele afirmou que problemas técnicos “estão dificultando a adoção do sistema de acoplamento padrão da ISS”.
Representantes da Nasa já elogiaram publicamente o programa espacial chinês. Mas, questionada pela reportagem sobre o envio de astronautas para a futura estação, a agência espacial americana não se manifestou.

3720 – Música – The Cool Notes


Uma banda Groove-soul dos anos 80 em ascensão de sucessos no Reino Unido entre 1984 e 1986. Era composto por sete membros de ambos os vocal e talento instrumental . Eles são mais conhecidos pelo seu hit número 11 no Reino Unido. No Brasil só tocou mesmo em algumas poucas emissoras de FM em programas específicos, ou nas danceterias. O estilo era muito injustiçado, por causa de interesses das emissoras comerciais e de um pseudo e retrógrado protecionismo cultural. Se você não conheceu, conheça agora, aqui no ☻ Mega. Aumente o volume do seu PC e assista o vídeo Clip.

3719 – A Estação Espacial Internacional


Diagrama da Estação

Ou simplesmente ISS, é um laboratório espacial atualmente em construção. A montagem em órbita da EEI começou em 1998 e a estação encontra-se em uma órbita baixa (entre 340 km e 353 km) que possibilita ser vista da Terra a olho nu.Viajando a uma velocidade média de 27 700 km/h, a Estação completa 15,77 órbitas por dia. Na continuidade das operações da Mir russa, do Skylab dos Estados Unidos, e do planejado Columbus europeu, a Estação Espacial Internacional representa a permanência humana no espaço e tem sido mantida com tripulações de número não inferior a dois elementos desde 2 de Novembro de 2000. A cada rendição da tripulação, a estação comporta ambas equipes (em andamento e a próxima), bem como um ou mais visitantes.
A ISS envolve diversos programas espaciais, sendo um projeto conjunto da Agência Espacial Canadense (CSA/ASC), Agência Espacial Europeia (ESA), Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (宇宙航空研究 ou JAXA), Agência Espacial Federal Russa (ROSKOSMOS) e Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) dos Estados Unidos da América.
A estação espacial encontra-se em órbita em torno da Terra a uma altitude de aproximadamente 360 quilómetros, uma órbita tipicamente designada de órbita terrestre baixa (na verdade, a altitude varia ao longo do tempo em vários quilómetros devido ao arrastamento atmosférico e reposição). A estação perde, em média, 100 metros de altitude por dia e orbita a Terra num período de cerca de 92 minutos. Em 27 de Junho de 2008 (às 01:01 UTC) completou 55 000 órbitas desde o lançamento do módulo Zarya.
A estação era atendida principalmente pelo ônibus espacial (em Portugal é chamado vaivém espacial) e pelas naves Soyuz e Progress. O último voo de um ônibus espacial – o Atlantis – foi marcado para 8 de julho de 2011. A estação ainda se encontra em construção, embora já seja utilizada continuamente para realização de experiências científicas. Atualmente a estação já está pronta para suportar tripulações de seis elementos. Até julho de 2006, todos os membros da tripulação permanente provinham dos programas espaciais russos ou norte-americanos. No entanto a partir dessa data a ISS tem recebido tripulantes das Agências Espaciais Europeia, Canadense e Japonesa. A Estação Espacial também já foi visitada por muitos astronautas de outros países e por turistas espaciais. É comum a confusão que se faz com “gravidade zero”, o que não ocorre no local. A gravidade aproximada do local, levando-se em conta um raio de 6.378,1 Km terrestre é de 8,3 m/s² – 8,4 m/s², pela igualdade da Lei da Gravitação Universal (LGU) e o Peso, o que é considerável. O efeito “gravidade zero” ocorre porque a estação está “caindo eternamente” por causa da curva ocasionada pela “força centrípeta”.
A construção da ISS irá depender de mais de 50 missões de montagem e utilização. Destas, 39 são assistidas pelo vaivém espacial. Adicionalmente a estas missões, aproximadamente 30 missões Progress serão necessárias para providenciar a logística. No final, a ISS estará a operar com um volume de pressurização de 1 200 metros cúbicos, uma massa de 419 000 quilogramas, 110 kilowatts de potência, e uma estrutura de suporte de 108,4 metros de comprimento, com módulos de 74 metros e tripulações de seis elementos.
A manufatura dos módulos e da estrutura que compõem a EEI foi realizada por diversas empresas contratadas pelas agências espaciais que formam o grupo responsável pela montagem e manutenção da mesma. A parte americana da estação foi manufaturada principalmente por quatro companhias que tiveram contratos anunciado em 1 de Dezembro de 1987, são elas: Boeing, General Electric’s Astro-Space Division, McDonnell Douglas e a Rocketdyne Division of Rockwell. A parte russa foi manufaturada pela empresa RKK Energiya, que também construiu o módulo Zarya, financiada pelos E.U.A. A Europa contribuiu construindo os módulos Node 2 (Harmonia) para os E.U.A e o laboratório Columbus. O primeiro foi construído pela empresa Thales Alenia Space, baseada em Cannes, na França e o segundo numa parceria entre a Thales Alenia e a empresa EADS Astrium. A contribuição japonesa (laboratório Kibo) foi manufaturada pela Mitsubishi e a canadense (braço robótico Canadarm) através da empresa MD Robotics, subsidiária da companhia MDA (MacDonald Dettwiler).

Terra vista da Estação

Após quase uma década de montagem, a configuração da estação (em junho/2008) contava com uma massa de 300 214 kg e 358 metros cúbicos de espaço habitável. Para chegar a essa configuração foram necessárias 26 missões norte-americanas do ônibus espacial e 48 missões russas. Destas últimas, 16 foram tripuladas e 32 não tripuladas. A construção também necessitou de 112 caminhadas no espaço, 28 das quais a partir do ônibus espacial e 84 a partir da própria ISS. No total, o tempo utilizado nessas caminhadas no espaço foi de 706 horas. Nesse processo também foram necessárias a realização de 18 000 refeições.
Inicialmente planejada como uma “Estação Espacial Livre” da NASA, assim promovida pelo Presidente Reagan, mostrou-se demasiado dispendiosa. Após a Guerra Fria, foi retomada como um projecto conjunto entre a NASA e a Rosaviakosmos russa. Desde essa altura o seu custo tem-se mostrado muito superior ao projectado inicialmente pela NASA, além de estar com seu cronograma de montagem bastante atrasado. Em 2003 ainda era incapaz de acomodar uma tripulação de seis, consequentemente limitando a quantidade de ciência passível de se realizar, o que também não beneficiava as relações com os parceiros europeus, japoneses e canadenses do projecto. Em Julho de 2004, a NASA concordou em completar a estação até ao nível de suporte de seis membros e ao lançamento de secções adicionais como o módulo japonês de experiências. Enquanto a NASA continua responsável por gerir a construção, a Rússia mantém a continuidade do lançamento e recolha das tripulações de e para a estação.
O fim da guerra fria proporcionou uma aliança internacional de programas espaciais para a construção da Estação Espacial Internacional. Um consórcio de 15 países estão participando da construção e das experiências científicas na ISS: Os Estados Unidos, Rússia, Canadá, Japão e através da Agência Espacial Europeia (ESA) a Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos , Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e o Reino Unido.

Fotos da Estação

O Brasil assinou um acordo exclusivo e direto com a NASA. (EUA) para produzir hardware e, em troca, ter acesso aos equipamentos norte-americanos além de permissão para enviar um astronauta brasileiro a Estação, o que já aconteceu em 2006 quando o brasileiro Marcos Pontes, o primeiro astronauta nativo da língua portuguesa, esteve na Estação Espacial e onde permaneceu por uma semana, transportado por um foguete russo. O Brasil hoje está fora do projeto de construção da Estação Espacial Internacional (ISS), devido ao não cumprimento, da empresa subcontratada da Embraer de ser incapaz de fornecer o Palete EXPRESS prometido, e o Brasil deixou o programa, sob a gerencia do governo Lula, das tarefas acordadas. Após quase dez anos de participação, mas sem nunca ter contribuído com um único parafuso para o programa, o País perdeu definitivamente a chance de assinar seu nome na lista de fabricantes da base orbital. Segundo o especialista John Logsdon, diretor do Instituto de Políticas Espaciais da Universidade George Washington e membro do Comitê de Conselho da Nasa, “já é tarde demais para o Brasil fazer qualquer coisa, a não ser tornar-se um usuário da estação”.Algumas críticas encaram o projecto da NASA como um desperdício de tempo e dinheiro, inibidor do progresso em outros projectos mais úteis: por exemplo, os 100 mil milhões de dólares estimados poderiam pagar dezenas de missões espaciais não tripuladas. No geral, existem muitas críticas contra a exploração espacial que defendem que essa quantia seria melhor empregue em problemas na Terra.
Os defensores da exploração espacial argumentam que tais críticas são, no mínimo, redutoras e de pouca visão, e talvez decepcionantes. Os defensores da investigação e exploração espacial tripulada defendem que estes esforços já produziram bilhões de dólares de tangíveis benefícios às pessoas na Terra. Algumas projecções apontam para um benefício económico indirecto, materializado pela comercialização das tecnologias desenvolvidas durante a exploração espacial tripulada, que já retornou mais de sete vezes o investimento inicial para a economia (algumas projecções conservadoras colocam este valor em três vezes o investimento inicial). Se a ISS, isolada do restante programa espacial, será um contribuinte considerável é, no entanto, um assunto de renhido debate.

Após o desastre do ônibus espacial Columbia em 11 de Fevereiro de 2003, e a consequente suspensão das missões com estas naves, houve um intervalo onde não foram mais realizados trabalhos de montagem. A sua construção ficou praticamente suspensa dado que os componentes principais são tão pesados que não podiam ser colocados no espaço sem o auxílio dos ônibus espaciais. Por exemplo, o módulo do laboratório da Agência Espacial Europeia, o Columbus, apesar de concluído, não pôde ser lançado em órbita até o mês de fevereiro de 2008, contabilizando um atraso de três anos em sua instalação. Apesar disso, não houve a interrupção das trocas de tripulação que continuaram a ser efetuadas pelas naves Soyuz.
Desde a retomada dos lançamentos de ônibus espaciais em 2005, a montagem da estação tem ocorrido em ritmo razoavelmente acelerado, com a instalação de painéis solares, módulos pressurizados, braços robóticos e racks para exposição de experimentos.
Em novembro de 2008, durante a missão STS-126 do ônibus espacial Endeavour, foi realizada a preparação da estação para acomodar seis tripulantes. Para tanto, foram instalados dois novos quartos de dormir, um banheiro (de fabricação russa), equipamentos de cozinha, dois aquecedores de alimentos, um refrigerador de comida, um equipamento para exercícios de resistência física além de um sistema de recuperação de água e reciclagem de urina para conversão em água potável.
Ainda estão planejados mais 4 lançamentos do ônibus espacial para completar a montagem da Estação até 2011. Dentro desse prazo também está previsto o lançamento de mais dois módulos pressurizados construídos pelos russos, dos quais já foi confirmado o lançamentos do módulo MRM1 (maio/2010).
Com a instalação do módulo Node 3 (Tranquility) junto com seu módulo Cupola em fevereiro de 2010, a Estação Espacial está quase completa a agora mantém uma janela para o espaço que possibilita aos astronautas/cosmonautas uma visão extraordinária da Terra.
A ISS está atualmente em construção e terá 14 módulos pressurizados com aproximadamente 1 000 metros cúbicos de área. Esses módulos incluem laboratórios, compartimentos de docagem de espaçonaves, câmara de despressurização, nodos de ligação e áreas de vivência. Dez desses módulos já estão em órbita, restando quatro em solo pronto para serem instalados. Cada módulo é lançado através dos ônibus espaciais, foguetes Proton ou Soyuz. Abaixo segue uma lista dos módulos com data de lançamento e massa equivalente.
Suprimento de energia elétrica

Estação Internacional

A fonte de energia elétrica da EEI é o sol: luz é convertida em eletricidade através de painéis solares. Antes do voo de montagem 4A (missão do ônibus espacial STS-97, 30 de Novembro de 2000) a única fonte de energia eram os painéis solares dos módulos russos Zarya e Zvezda. O segmento russo da estação usa um sistema de 28 Volts igual ao do ônibus espacial. No resto da estação a eletricidade é obtida através de painéis solares anexados as extremidades de sua estrutura modular (ISS Main Truss Structure) a uma tensão que varia entre 130 a 180 Volts. A energia é estabilizada e distribuída a 160 Volts e então convertida para 124 volts. A energia pode ser trocada entre os dois segmentos da estação usando conversores, isto é essencial desde o cancelamento da Plataforma Russa de Ciência e Energia. O segmento russo dependerá dos painéis solares norte-americanos para suprir sua demanda de energia elétrica.
Face ao valor de tensão utilizado (130 a 160 Volts) na parte norte-americana, a estação pôde se valer de circuitos com condutores de menor seção elétrica, o que auxilia na redução da massa da EEI.
Diagrama do esquema de comunicação

Os painéis solares normalmente rastreiam o sol para maximizar a sua performance. Cada painel tem uma área de aproximadamente 375 m² e 58 metros (190 pés) de comprimento. Em sua configuração completa, os painéis solares rastreiam o sol durante cada órbita ao redor da Terra rotacionando seu rotor alfa no sentido vertical em relação a estação, enquanto o rotor beta ajusta seu ângulo do sol a partir do plano orbital da estação em relação a Terra. No entanto, antes que a estrutura modular estivesse montada, os painéis estavam temporariamente em posição perpendicular em suma orientação final, e nessa configuração, o rotor beta era usado como o principal rastreador do sol. Outra ligeiramente diferente opção de rastreamento, o modo Planador Noturno, pode ser usado para reduzir o ligeiramente o arrasto da estação alinhando os painéis solares no limite do vetor de velocidade.
Suporte à vida
Environmental Control and Life Support System (ECLSS).
O Sistema de Suporte À Vida e Controle Ambiental (ECLSS – Environmental Control and Life Support System) provê ou controla elementos como pressão atmosférica, nível de oxigênio, água, extinção de incêndios, além de outras coisas. O sistema Elektron gera o oxigênio a que circula a bordo da estação. A mais alta prioridade para o sistema de suporte a vida é a manutenção de uma atmosfera estável dentro da Estação, mas o sistema também coleta, processa e armazena lixo e água produzida e usada pela tripulação. Por exemplo, o sistema recicla fluidos do banheiro, chuveiro, urina e condensação. Filtros de carvão ativado são os primeiros métodos para remoção de produtos do metabolismo humano no ar.
O controle de orientação da Estação é mantido através de dois mecanismos. Normalmente, um sistema usando giroscópios de controle de momento (CMGs – control moment gyroscopes) mantém a Estação orientada, i.e. com o laboratório Destiny na frente do módulo Unity, a estrutura P a bombordo e o módulo Pirs apontado para a Terra. Quando o sistema de giroscópios se torna saturado, ele pode perder a habilidade de controlar a orientação da estação. Neste caso, o sistema Russo de controle de orientação é preparado para assumir automaticamente, usando retrofoguetes para manter a orientação da Estação e pemitindo assim a dessaturação do sistema de giroscópios americano. Este procedimento foi usado durante a missão STS-117 enquanto a estrutura S3/S4 estava sendo instalada.
Controle de altitude
A Estação Espacial Internacional é mantida em órbita numa altitude limite mínima e máxima de 278 a 460 km. Normalmente o limite máximo é de 425 km para permitir manobras de encontros para espaçonaves Soyuz. Devido a Estação estar em constante queda por causa do arrasto atmosférico e queda do efeito de gravidade, ela precisa ser impulsionada para altitudes mais elevadas várias vezes durante o ano. Um gráfico de altitude sobre o tempo mostra que a Estação cai a uma razão de 2,5 km por mês. O impulso pode ser feito por dois foguetes do módulo Zvezda, por um ônibus espacial docado, por uma espaçonave Progress ou pelo Veículo de Transferência Automático (ATV) da ESA e leva aproximadamente duas órbitas (três horas) em cada impulso para vários quilômetros acima. Enquanto em construção é relativamente fácil voar grandes cargas para a Estação Espacial. Normalmente após o lançamento, uma espaçonave requer dois dias para realizar a manobra de aproximação e atracamento.
Comunicação
Os diversos sistemas de comunicação usados pela EEI
A radiocomunicação é essencial para a operação da EEI, providenciando dados de telemetria e científicos entre a estação espacial e os Centros de Controle de Missão espalhados pelo planeta. Links de rádio também são usados durante procedimentos de aproximação e docagem de espaçonaves e para a comunicação entre tripulantes da estação, e deles com os controladores de voo e familiares em terra. Como resultado disso, a EEI está equipada com uma quantidade diversificada de sistemas internos e externos de comunicação, usados para diferentes propósitos.
O primeiro equipamento de comunicação lançado com a estação foi o sistema russo Regul de VHF, que transmite dados de telemetria e outros do Segmento Orbital Russo para o Controle de Missão da Agência Espacial Federal Russa em Moscou via uma rede de estações de recebimento de dados em terra e através de satélites dos sistemas Altair e Molniya. Os dados saem da estação através de uma antena de rádio montada no Módulo Zvezda. A comunicação entre os módulos é feita através de cabos telefônicos de cobre.
Pesquisa Científica
Um dos principais objetivos da Estação Espacial é criar um ambiente para conduzir experimentos que requerem uma ou mais condições específicas que estão presentes no ambiente de micro gravidade. Os principais campos de pesquisa incluem biologia (biomedicina e biotecnologia), física (incluindo física de fluidos, dos materiais e quântica), astronomia (incluindo cosmologia) e meteorologia. O Ato de Autorização da NASA (publicado em 2005) indica que o segmento americano da Estação é um laboratório nacional e tem por objetivo aumentar a utilização da Estação por outras entidades federais e pela iniciativa privada. Em 2007 poucos experimentos foram realizados além do estudo sobre os efeitos no corpo humano da permanência por longo prazo em ambiente de micro gravidade. No entanto, com quatro novos módulos de pesquisa prontos para serem instalados até 2010, é esperado o início de pesquisas mais especializadas.
Existem diversos planos para estudar biologia na Estação Espacial Internacional. Um objetivo é melhorar o conhecimento do efeito da exposição de longa exposição do corpo humano no espaço. Fatos como a atrofia muscular, perda óssea e bombeamento de fluidos são estudados com a intenção utilizar os dados obtidos na colonização espacial e durante viagens de longa duração num futuro próximo.
O efeito da falta de peso na evolução, desenvolvimento, crescimento e processos internos das plantas e animais também são estudados. Em resposta a recente dados sugerindo que a micro gravidade permite o crescimento tridimensional de tecidos parecidos com o de humanos e que cristais de proteínas podem ser formados no espaço, a NASA indicou o desejo de investigar melhor esses fenômenos.
A NASA também gostaria de estudar proeminentes problemas em física. A física dos fluidos em micro gravidade não é completamente desconhecida e pesquisadores gostariam de ter modelos precisos dos fluidos no futuro. Adicionalmente, desde que fluidos podem ser combinados no espaço completamente independente de seu peso relativo, existe algum interesse em investigar a combinação de fluidos que não se misturam bem na Terra. Através do exame das reações que são desaceleradas pela baixa gravidade e temperaturas, cientistas também esperam obter novas ideias sobre estados da matéria (especialmente sobre a supercondutividade).
Além disso, pesquisadores esperam examinar a combustão na presença de baixa gravidade fora da Terra. Muitas buscas envolvendo a eficiência de queima ou a criação de produtos secundários poderiam melhorar o processo de produção de energia, o qual apresenta interesse econômico e ambiental. Cientistas planejam usar a Estação Espacial para estudar aerossóis, ozônio, vapor d’água e óxidos na atmosfera terrestre e também os raios cósmicos, poeira cósmica, antimatéria e matéria negra no Universo.

3718 – Atlantis – O fim de uma era


Decolando...!

Atlantis (OV-104), foi o quarto veículo deste tipo a ser construído pela NASA. Recebeu o nome de Atlantis, em honra do primeiro navio de pesquisa oceanográfica dos EUA, com o mesmo nome. Beneficiando da experiência adquirida com a construção dos seus antecessores, o Atlantis tinha um peso inferior em cerca de 3 toneladas, e teve um tempo de construção reduzido a metade, em relação ao primeiro veículo operacional, o já desaparecido Columbia. Algumas peças adicionais, não usadas na sua construção, foram mais tarde utilizadas no Endeavour.
O primeiro voo do Atlantis, realizou-se a 3 de outubro de 1985, na missão STS-51-J.Desde então lançou várias sondas, e tem participado na construção da ISS.O Atlantis foi inicialmente considerado o primeiro ônibus espacial a se aposentar, no encerramento da missão STS-132. A missão de novembro de 2010 (Endeavour) estava prevista para ser a aposentadoria oficial do ônibus espacial. A última missão da Atlantis foi realizada em 8 de julho de 2011. Era apenas uma missão de stand-by que seria usada para caso de necessidade de resgate do Endeavour, que, na época, estava previsto para fazer a missão final da frota. Com a decisão de tornar o voo de resgate em uma missão oficial, a nave foi recolocada em serviço. A partir desta data o grupo de ônibus espaciais será substituído pelos novos veículos de exploração da NASA: Orion e Ares.
A nave Atlantis, que fez sua última viagem com quatro astronautas a bordo, acoplou-se neste domingo com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), em uma última missão de 12 dias que encerrará a era das naves espaciais. O acoplamento ocorreu sem contratempos às 12h07 (de Brasília), um minuto depois do previsto, após uma precisa manobra de aproximação. O procedimento foi concluído quando ambas as naves voavam a 386 km sobre a costa leste da Nova Zelândia, segundo informou a Nasa (agência espacial americana).
Dois dias após sua decolagem do Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral (Flórida), a Atlantis se tornou a 37ª nave a se acoplar à ISS. A tripulação do Atlantis espera agora sua cerimônia de boas-vindas ao complexo espacial internacional, que começará quando as comportas da ISS se abrirem às 14h16 (de Brasília). Durante pouco mais de uma semana, os quatro astronautas da nave conviverão com os três que habitam permanentemente a estação.
Com sua chegada, o laboratório do complexo espacial iniciará um experimento para desenvolver vacinas contra doenças gastrointestinais, como a provocada pela salmonela, com o fim de investigar o comportamento destas bactérias em condições de microgravidade. Além disso, a Atlantis leva o módulo multiuso Raffaello, que transporta provisões e peças de reposição suficientes para manter as operações da estação após as naves deixarem de ser utilizadas. Por fim, transporta o experimento Robotic Refueling Mission (RRM), projetado para testar ferramentas, tecnologias e técnicas necessárias para reabastecer mecanicamente os satélites no espaço.

Atlantis aposentado

3717 – Curiosidades – Aparência importa


O ensinamento de que não se deve julgar um livro pela capa foi derrubado por cientistas da Universidade de Tilburg, Holanda. Eles mostraram capas de obras pouco conhecidas a 32 pessoas e pediram que descrevessem o tipo de texto que havia ali. Eles acertaram em 77% das vezes.
Cigarro turbinado
Ou seja, ele pode trazer problemas pulmonares, mas ao menos previne os males da falta de vitamina.
Uma empresa canadense está vendendo um cigarro enriquecido com vitamina C. O produto, chamado Vitacig, pretende ser uma altenativa “saudável” para os clientes. Ou seja, ele pode trazer problemas pulmonares, mas ao menos previne os males da falta de vitamina.
Refresco íntimo
O bósnio Dragan Tadic criou a primeira cueca com controle térmico. Ela possui espaços na frente capazes de fazer o vento circular e esfriar os testículos, evitando os problemas que o calor traz à fertilidade masculina.

3716 – O que é o déjà vu?


A sensação de déjà vu, diferentemente do que acredita muita gente, não é uma evocação de memórias de vidas passadas, como pregava o parapsicólogo francês Emile Boirac, criador do termo no século 18. Fenômeno de origem 100% biológica, ele ocorre quando há uma disfunção momentânea na comunicação entre os neurônios em algum ponto do córtex cerebral (especula-se que no hipocampo) responsável pela codificação das informações recebidas e seu armazenamento na memória.
“Normalmente, as pessoas registram impressões e imagens bem antes de terem consciência delas. Durante essa alteração (o tal déjà vu), um estímulo novo pode ser percebido como parte da memória, dando a sensação de que aquela experiência já aconteceu antes”, foi o que afirmou um neurocientista da USP.
Tal sensação é muito mais comum do que se pensa. Segundo pesquisas recentes, cerca de dois terços dos americanos adultos disseram já tê-la experimentado pelo menos uma vez. Na maioria delas, o evento não sinaliza nenhuma anormalidade. “Contudo, se as sensações são freqüentes e vêm acompanhadas por perda da consciência e comportamentos autômatos – como ficar mastigando sem ter nada na boca ou ataques de sonambulismo –, então há motivos para suspeitar de epilepsia”, afirma a neurologista Ana Paula Hamad, da Escola Paulista de Medicina.

3715 – Teste de Paciência – As Filas


Mesmo com tanta dedicação, os matemáticos ainda não inventaram nada melhor que a fila única. Desde os anos 80, quando foi introduzida, ela é tida como o modelo mais eficiente de atendimento. “É o sistema mais justo porque distribui igualmente o tempo de espera”, diz o professor Marcos Magalhães, do Instituto de Matemática e Estatística da USP. Se um caixa sai para o almoço, todo mundo espera mais. Se entra um novo atendente, todos lucram.
A teoria das filas considera fatores como o intervalo médio entre chegadas sucessivas de indivíduos no sistema, o tempo médio de atendimento de cada um e o número de atendentes disponíveis. Da próxima vez que você for ao banco, vai ter um bocado de coisa para pensar enquanto aguarda sua vez.
No banco São seis clientes chegando por minuto, uma nova pessoa a cada dez segundos engrossando a fila. É o sistema “overloaded”, típico da hora do almoço no início do mês.As filas paralelas – uma para cada caixa – aumentam não só o tempo de espera, mas também a ansiedade dos usuários. Basta lembrar-se do supermercado: é impossível não achar que a fila do caixa ao lado sempre anda mais rápido.
Fila que cresce
Uma pessoa a mais a cada 10 segundos. Quatro pessoas a menos a cada 2 minutos. Faça as contas: em 10 minutos, 20 pessoas são atendidas e 60 chegam à agência. Ou seja, se às 12h20 a fila tem 100 pessoas, às 12h30 são 140.
O furão é um problema social, não matemático. Considerando o tempo médio de serviço de 2 minutos e quatro caixas, apenas 30 segundos serão adicionados ao tempo de espera de cada um.
Cada funcionário leva 2 minutos em média para atender um cliente. Se quatro funcionários estão trabalhando e a fila tem 100 pessoas, o tempo médio de espera fica acima de 50 minutos. Haja paciência!
Você está na fila há 20 minutos, contando quantas pessoas faltam, quando um funcionário sai para o almoço. Com a baixa, o tempo médio de espera sobe em quase 34%, passando para 67,4 minutos de fila.

3714 – Astronáutica


Ir ao banheiro sempre foi o momento mais delicado para todo astronauta. Ainda durante a primeira missão de Mullane, o comandante da espaçonave, Hank Hartsfield, gritou do banheiro, pedindo que ele lhe dissesse o momento exato em que a Discovery estivesse sobrevoando Havana. Não era difícil conversar com o chefe enquanto ele estava lá dentro – o banheiro consistia em uma cabine fechada apenas por uma cortina. Mullane teve alguma dificuldade para localizar a capital cubana, mas obedeceu. Só depois descobriu o motivo do pedido: Hank queria defecar sobre a cabeça de Fidel Castro. “Consegui soltar um muffin em cima daquele desgraçado!
A turma dos astronautas punks acabou no final dos anos 80. Em 1986, a tragédia da Challenger, quando 7 pessoas morreram durante a explosão da nave, 73 segundos após o lançamento, deixou poucos motivos para brincadeiras. Judy Resnik, a amiga de Mike Mullane, estava nesse vôo. A professora Christa McAuliffe também. Foi a última astronauta não profissional aceita pela Nasa. Quando os restos das vítimas foram encontrados no mar, 6 semanas depois do acidente, um colar de ouro que Judy sempre usava foi localizado e entregue à família. Mike entrou em depressão e teve problemas com o comando da Nasa. Aposentou-se e ficou careta: de punk espacial, passou a palestrante profissional e autor de artigos de auto-ajuda.
Três gerações de astronautas
A turma de astronautas de Mike Mullane veio depois de uma geração de pioneiros. Os deuses da Apollo, que eram lançados em cápsulas na ponta de foguetes, usavam camisetas multicoloridas, ouviam Garota de Ipanema no espaço e voltavam de lá prontos para pregar a paz no mundo. Edgar Mitchell, que foi à Lua na Apollo 14, fez um experimento de transmissão telepática das imagens que ele estava vendo. Até onde se sabe, ninguém na Terra recebeu as imagens, mas Mitchell se tornou um guru da new age, fundador e líder do Instituto de Ciências Noéticas. Em um livro recém-lançado, Moondust (“Poeira Lunar”, inédito no Brasil), o jornalista britânico Andrew Smith mapeia a trajetória dos 12 maiores representantes de sua geração – aqueles homens que estiveram na Lua. Todos tiveram problemas de adaptação na volta à Terra. Dos 9 que ainda estão vivos, sobraram, por exemplo, um alcoólatra e um pintor obcecado por paisagens espaciais. A turma dos anos 80, marcada pela euforia em torno dos ônibus espaciais e pela ressaca provocada pelo acidente da Challenger, foi sucedida por uma geração de moços bem-comportados. Os astronautas que surgiram nos últimos 15 anos são tão caretas que um dos seus principais representantes, Tom Jones, começa sua autobiografia Sky Walking (“Andando no Céu”, inédito no Brasil), lançada no começo deste ano, com a frase: “Eu nunca teria tido o privilégio de representar os EUA no espaço sem o apoio de milhares de pessoas de todos os cantos desta nação de desbravadores”. Mullane disse que as festas da Nasa, hoje, são muito mais chatas do que as de sua época. “Esses novos astronautas dizem que a cerveja acaba com o condicionamento físico. Nós bebíamos um dia antes de ir para o espaço, para que o efeito diurético nos deixasse com as bexigas vazias na hora do lançamento.”

3713 – Urânio no Brasil


É possível comparar o programa nuclear do Brasil com o do Irã?
O Irã não está sendo perseguido por ter um programa nuclear, mas sim porque omitiu alguns procedimentos à Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea). E, ao fazer isso, deixou de cumprir o que está estabelecido no Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), que é um tratado internacional que garante a redução e a não-proliferação de armas nucleares. Qualquer país pode desenvolver a tecnologia nuclear para energia elétrica. E o Brasil não teve absolutamente qualquer tipo de questão internacional, nem da parte da agência nem da parte de qualquer outro país. Existe uma série de regras que têm que ser cumpridas e nós sempre cumprimos à risca.
Por que, então, o Brasil não assinou o protocolo adicional do TNP, que permite aos inspetores internacionais acesso irrestrito e sem aviso prévio às instalações nucleares?
Na verdade, ainda não decidimos se vamos assinar ou não – inclusive porque custaria muito dinheiro. O TNP já inclui visitas avisadas e não avisadas. O que o protocolo adicional faz é mudar o enfoque, porque atualmente a inspeção é feita a partir do que o país declara. Ou seja, se baseia na confiança internacional nas informações divulgadas. O protocolo adicional se tornou importante depois do 11 de Setembro e impõe garantias para o caso de você querer esconder alguma coisa. Os detalhes são muito técnicos, mas a diferença principal é essa.
Quais motivos o Brasil tem para restringir o acesso de inspetores às centrífugas da fábrica de Resende?
Antes de Resende, nós já havíamos feito uma fábrica piloto no interior de São Paulo. Ela foi construída de uma maneira que as centrífugas ficavam guardadas dentro de armários para proteger a propriedade tecnológica. Quando desenhamos a fábrica de Resende, simplesmente transportamos para lá esse modelo. Mas no meio do processo aconteceu o 11 de Setembro, que mudou os parâmetros internacionais de segurança, e a Aiea passou a não aceitar mais os procedimentos de salvaguarda que já havíamos combinado. No final, eles tiveram todo o acesso que julgaram necessário.
Não é exagerada essa preocupação com espionagem industrial por parte de técnicos da Aiea, entidade que, por princípio, não possui interesses comerciais?
Não existe área da tecnologia em que as pessoas não protejam seus segredos. Não temos suspeitas sobre a agência, o problema são as pessoas. A tecnologia brasileira tem uma eficiência maior que a de outros países, sobretudo no que diz respeito à resistência do equipamento. A maior parte das centrífugas possui um eixo no qual elas são apoiadas. E, como giram em velocidade supersônica, o desgaste desse eixo é enorme. A nossa não fica apoiada num eixo, fica levitando num campo magnético. É um sistema de dupla levitação, que reduz o atrito e dá uma resistência muito maior para o equipamento. Na área nuclear, não é possível registrar patentes, inclusive porque para isso seria necessário divulgar uma série de informações que poderiam ser usadas para fins não pacíficos. Então temos de nos proteger.
Há denúncias, também, de que o Brasil estaria pesquisando o enriquecimento de urânio a porcentagens maiores que 5% – a utilizada em usinas energéticas. É verdade?
As pessoas dizem o que querem. A revista Science saiu com um artigo que, entre outras coisas, afirmava que o Brasil teria capacidade de produzir 6 bombas atômicas por ano ou qualquer coisa do gênero. É um absurdo, nós mandamos cartas para as pessoas e para a própria revista perguntando como havia sido calculado esse número. Eles sequer sabem quanto urânio a gente produz. Isso é especulação mal-intencionada. Eu posso afirmar que o Brasil não estão produzindo urânio enriquecido além de 5%.

3712 – Programa Espacial Soviético – O espaço é vermelho


Já houve um tempo em que, a despeito de seus gastos fabulosos em exploração espacial, os ianques eram apenas segundos colocados. Durante uns bons anos, os grandes especialistas em foguetes, ciência planetária e astronavegação foram os soviéticos, e seus feitos, embora pouco divulgados, se mantêm sem paralelo em alguns casos.
A época era outra. Em plena guerra fria, de um lado se alinhavam os partidários do capitalismo, liderados pelos EUA. De outro, os comunistas, capitaneados pela União Soviética – composta da Rússia e por 14 repúblicas anexadas. No auge desse período, rolou a chamada corrida espacial, que costuma ser resumida da seguinte forma: os russos saíram na frente, em 1957, lançando o Sputnik 1, primeiro satélite artificial da Terra, seguido pelo vôo de Laika, a primeira “cadelanauta”, na cápsula Sputnik 2.
Os vermelhos ampliaram a dianteira em 1961, com o primeiro vôo de um homem ao espaço, o major Yuri Gagarin. Os americanos, então perdendo feio, estabeleceram a meta de irem à Lua até o final da década de 1960. Os russos bem que tentaram pôr os pés lá antes, mas em 20 de julho de 1969 o módulo lunar da Apollo 11 pousava no Mar da Tranqüilidade, e o astronauta americano Neil Armstrong daria seu “pequeno passo”, colocando os EUA à frente de uma vez por todas. Pelo menos é o que parecia. Nessa versão simplista da corrida espacial, a Lua se tornaria o grande marco de vitória para os americanos.
O que se sabia dos planetas vizinhos vinha apenas de observações telescópicas – e até hoje, com toda a evolução da tecnologia, não dá para ver os mínimos detalhes de um mundo distante através de um telescópio. Resultado: as especulações imperavam. Até os anos 50, não era estranho ver cientistas falando de formas de vida em Vênus e até mesmo de uma civilização avançada marciana. Os mistérios estavam todos lá fora, esperando para ser decifrados. E os russos estiveram quase sempre um passo à frente nessa tarefa.
O lado escuro da Lua
Embora esteja relativamente perto, a Lua sempre foi caprichosa no que diz respeito a revelar seus mistérios. Isso porque o satélite natural sempre mantém a mesma face virada para nós. Contando todas as possíveis variações de inclinação de órbita e de eixos de rotação, daqui só podemos ver 59% da superfície dela. O resto continua escondido, para sempre. E não há nada que possamos fazer para estudar o outro lado, exceto voar até lá.
Desde o início, então, mandar naves à Lua foi prioridade para os cientistas russos (que já tinham à sua disposição, desde 1957, foguetes que poderiam impulsionar artefatos até lá). Nascia aí a série de sondas Luna. A primeira tentativa de lançar uma delas foi em 1958, mas falhou, por um problema com o foguete. Eles costumavam simplesmente varrer esse tipo de fracasso para debaixo do tapete. Só depois que a União Soviética caiu, e arquivos secretos do regime comunista foram abertos, os historiadores puderam contar quantas tentativas frustradas aconteceram antes que a Luna 1 partisse para sua missão, em janeiro de 1959: 3.
Essa espaçonave passou a meros 5 995 quilômetros de distância da Lua (considere que a distância até lá é de 384 mil quilômetros, em média). A Luna 1, portanto, foi o primeiro objeto produzido pelo homem a escapar completamente da gravidade terrestre, indo parar numa órbita própria ao redor do Sol. Apesar disso, nos bastidores, foi considerada um fracasso: seu objetivo verdadeiro era se chocar contra a superfície da Lua.
Esse objetivo foi cumprido com a missão seguinte, a Luna 2, que chegou ao solo lunar em 13 de setembro de 1959, tornando-se o primeiro objeto a espatifar-se lá. (Entre a Luna-1 e a 2 houve um lançamento fracassado, também convenientemente omitido pelo governo soviético.) Mas a glória viria mesmo com a Luna 3. Em 7 de outubro de 1959, ela fotografaria pela primeira vez o lado afastado da Lua, nunca antes visto por um ser humano.
Hoje, vivendo num mundo em que até telefone celular tem câmera digital, não é difícil imaginar uma espaçonave não tripulada enviando imagens de um lugar distante. Mas naquela época era um baita desafio. A Luna 3, por exemplo, usava um sistema convencional de fotografia, com filme e tudo, para obter suas imagens. A coisa, no entanto, não tinha nada de tosca.
“Nas primeiras câmeras usadas pelos soviéticos, os negativos eram revelados automaticamente no espaço e escaneados pelos instrumentos da sonda. Então a nave os mandava para a Terra, via ondas de rádio”, conta o americano Don Mitchell, especialista em processamento de imagens e fanático pelas missões soviéticas. “Parece mecanicamente complexo, mas, no contexto da tecnologia de 1959, essa estratégia tinha vantagens: o filme podia capturar uma imagem rapidamente, com mais resolução que as câmeras de TV da época. E as imagens podiam ser escaneadas no ritmo que fosse mais conveniente para a transmissão.”
A solução era tão boa que os americanos resolveram aplicá-la 6 anos depois, em suas missões na órbita da Lua. Claro que o processamento das imagens não era tão bom, nem a capacidade de detectar sutilezas de contraste. Mas isso não impediu algumas descobertas inesperadas lá do outro lado da Lua.
Não, nenhuma base espacial alienígena foi vista por lá (a despeito de rumores conspiracionistas). Os russos descobriram que o lado distante tinha muito mais crateras que o lado próximo, e quase nada daquelas regiões mais escuras e planas que, desde os tempos de Galileu, no século 17, eram chamadas de mares – antes mesmo das primeiras missões espaciais já estava claro para os cientistas que não havia água nenhuma lá, mas o nome acabou pegando.
O passo seguinte para os soviéticos era óbvio: fazer uma sonda capaz de pousar na Lua, em vez de simplesmente trombar com ela. Custou. Fizeram um monte de lançamentos (entre declarados e não declarados) com esse fim, e nada. Só que a teimosia vermelha prevaleceu. E, em 3 de fevereiro de 1966, a Luna 9 se tornaria a primeira sonda a pousar num astro e, de quebra, a pioneira em transmitir imagens direto da superfície lunar. Essa primazia, aliás, os russos tiraram dos americanos por um triz. Tanto que a ianque Surveyor 1 faria seu pouso na Lua apenas 4 meses depois. Uma chegada quase emparelhada na escalada da corrida espacial.
Conhecido como “estrela-d’alva”, por seu brilho intenso nos céus da Terra, Vênus é um planeta dos mais misteriosos. Coberto por uma densa camada de nuvens, ele ficou escondendo sua “cara” dos astrônomos por séculos. Mais do que bisbilhotar de uma órbita distante, descobrir como era o ambiente venusiano implicava pousar lá. Foi esse o principal feito das sondas soviéticas da série Venera, que até hoje não foram superadas – produziram as únicas imagens obtidas no solo daquele planeta.
Não foi fácil chegar lá. Em 12 de fevereiro de 1961 (após dois lançamentos não contabilizados), a Venera 1 foi lançada pelos soviéticos. A sonda se tornou a primeira a fazer um sobrevôo de outro planeta, mas não enviou nenhum dado científico – seus instrumentos pifaram antes que ela chegasse.
No ano seguinte, os russos tentaram vários lançamentos destinados a Vênus, mas todos falharam. Resultado: os americanos puderam dar um salto à frente. Lançaram duas sondas na direção do planeta, as Mariners 1 e 2. A primeira falhou, mergulhando no oceano Atlântico. Mas a segunda fez um sobrevôo de Vênus e enviou os primeiros dados científicos sobre aquele mundo coletados no espaço. Os soviéticos, em resposta, ficaram determinados a descer lá.
Em 1965, realizaram dois lançamentos. A Venera 2 falhou, mas a 3 se tornou o primeiro objeto a se chocar contra outro planeta. Agora era a hora de aperfeiçoar os sistemas para fazer um pouso suave. Um desafio bem maior do que fazer o mesmo na Lua, vale ressaltar.
“O veículo de pouso Venera 4, em 1967, atingiu uma altitude de 25 quilômetros na atmosfera venusiana, aí a comunicação foi perdida”, afirma Alexander Sukhanov, pesquisador do IKI (Instituto de Pesquisas Espaciais da Rússia) que trabalhou em várias missões soviéticas na estrela-d’alva. “Acontece que o altímetro da sonda indicava erradamente que ela tinha atingido a superfície. Isso levou a uma modelagem equivocada da atmosfera venusiana e nos induziu ao fracasso na hora de pousar as Veneras 5 e 6, em 1969. Somente a Venera 7, em 1970, conseguiu.”
Foi o primeiro pouso bem-sucedido de uma sonda em outro planeta – outra vitória pouco divulgada da União Soviética sobre os americanos. Só teve um problema: a sonda não estava preparada para enfrentar a superfície de Vênus. Ela agüentou só 23 minutos ali, tempo abaixo do suficiente para enviar imagens do solo.
Caberia às sondas Venera 9 e 10, em 1975, mandar as primeiras imagens, em preto-e-branco, da superfície venusiana. Compostas cada uma de um orbitador e um módulo de pouso, elas também marcariam a primeira vez que uma sonda se manteve na órbita de Vênus.
Imagens coloridas, no entanto, só viriam das sucessoras dela, as Veneras 13 e 14, em 1982, que também fizeram as primeiras análises de rochas no solo. Apesar do sucesso, inigualado até hoje, nenhuma delas sobreviveu muito mais que duas horas na superfície escaldante daquele planeta infernal. Desnecessário dizer que as esperanças de encontrar algo vivo lá caíram drasticamente, depois que nem as resistentes máquinas soviéticas conseguiram sobreviver ao ambiente venusiano.
Os russos abraçaram o desafio de conquistar Marte com o mesmo rigor com que tinham investido sobre Vênus. Pelo menos no começo. As sondas soviéticas Mars, dos anos 60, contavam com uma tecnologia à frente de seu tempo, mas sofreram uma série de falhas. Em 1º de novembro de 1962, os russos lançaram a Mars 1 (após 4 tentativas “não contabilizadas”). Seu objetivo era fazer um sobrevôo de Marte e enviar imagens da superfície. A primeira parte deu certo: a sonda passou a menos de 200 mil quilômetros do solo marciano (considere agora que a distância mínima entre a Terra e Marte é de 56 milhões de quilômetros). Mas, infelizmente, não deu para mandar cartão postal de lá; a comunicação com a nave foi perdida no meio do caminho, impedindo a transmissão de dados. Ainda assim, a Mars 1 entrou para a história como a primeira nave a sobrevoar o planeta vermelho.
Os próximos lançamentos bem-sucedidos dos russos só viriam em 1971, com as sondas Mars 2 e 3 (ambas equipadas com orbitador e módulo de pouso). Mas, a essa altura, os americanos já pareciam ter tomado a dianteira, com as sondas Mariner 4 (lançada em 1964), 6 e 7 (ambas de 1969), que passaram de raspão pelo planeta e coletaram imagens boas (para a época) da superfície marciana, revelando um mundo estéril.
Em 1971, no entanto, os russos retomariam a dianteira da exploração marciana. Suas duas sondas chegaram com sucesso à órbita do planeta, onde teriam a competição da americana Mariner 9. O módulo de descida da Mars 2 fracassou, mas o da 3 fez um pouso suave e se tornou o primeiro veículo a enviar sinais diretamente do solo marciano. Só que a alegria durou pouco: a máquina cortou subitamente a transmissão depois de 20 segundos, por razões até hoje desconhecidas, sem oferecer nenhum dado científico aproveitável. As primeiras imagens do solo de Marte acabariam vindo mesmo das sondas americanas Viking 1 e 2, em 1976.
Os russos ainda fariam uma nova investida ali, com as sondas Mars 4 e 5, em 1973, mas depois voltariam a maior parte dos seus esforços para as empreitadas venusianas, que tinham dado mais sorte para eles no passado. Chame de ironia cósmica se quiser, mas o fato é que os vermelhos não conseguiram conquistar o planeta vermelho, embora tenham sido os primeiros a chegar lá e o desafio de explorá-lo fosse claramente menor que o ofertado por Vênus.
A despeito dessa seqüência de azares, os russos nunca esqueceram completamente de Marte. Tanto que sua última missão interplanetária bem-sucedida foi para aqueles lados. A Fobos-2 (batizada em homenagem a uma das duas luas marcianas) obteve boas imagens do planeta vermelho em 1989. Depois disso, a crise econômica e a derrocada do regime soviético, em 1991, não permitiriam muito mais. A Rússia, herdeira do programa espacial da ex-União Soviética, ainda tentaria enviar uma sonda orbitadora ao planeta vermelho, em 1996, mas uma falha no foguete causaria sua perda, antes mesmo que ela começasse a jornada rumo ao mundo vizinho.
Moral da história: enquanto tiveram bala na agulha, os russos disputaram pau a pau a liderança na exploração do espaço, não só nos eventos que rendem altas doses de publicidade (missões com astronautas) mas também nos esforços ci-entíficos, com sondas não tripuladas. Só faltou avisarem para o mundo com aquela competência que os americanos tiveram.
A Nasa alardeia com entusiasmo seus dois jipes robóticos, o Spirit e o Opportunity, que perambulam por Marte há quase 3 anos enviando imagens incríveis do planeta vermelho. O que os americanos não costumam mencionar é que os primeiros jipes robóticos espaciais foram russos, e rodaram pela Lua nos anos 70. O jipe Lunokhod 1 (na página ao lado) chegou à superfície lunar na sonda Luna 17, em 15 de novembro de 1970. O veículo de 8 rodas produzia imagens de televisão, úteis principalmente para que os controladores em terra “pilotassem” o robô sem trombar com nenhum obstáculo, mas também usava filmes fotográficos, que eram revelados, escaneados e transmitidos à Terra por ondas de rádio, produzindo imagens com melhor resolução. Embora os americanos já estivessem mandando gente à Lua desde o ano anterior, o Lunokhod (“andarilho lunar”, em russo) foi o primeiro veículo de rodas a transitar em outro mundo. As missões Apollo chegaram a usar um jipe para astronautas, mas não antes de 1971. Na missão Luna 21, em 1973, o sucesso foi reprisado, com o Lunokhod 2. Outra amostra de como os soviéticos mandavam bem quando o assunto era automação: eles também foram pioneiros em missões com naves-robôs capazes de recolher alguns gramas de solo lunar e trazer para a Terra, de foguete. Foi o caso das missões s Luna 16 (1970), 20 (1972) e, finalmente, da Luna 24 (1976), última espaçonave terráquea a pousar nos domínios de são Jorge.
Pioneiros em (quase) tudo
1957 – Sputnik
Primeiro satélite artificial, 4 meses antes dos EUA.
1961 – Yuri Gagarin
Primeiro homem no espaço, 3 anos antes dos EUA.
1966 – Luna 9
Primeiras imagens direto da superfície da Lua, 4 meses antes dos EUA.
1970 – Lunokhod
Primeiro jipe-robô fora do planeta, 16 anos e 5 meses antes dos EUA.
1971 – Mars 3
Primeiro pouso em Marte, 5 anos e 8 meses antes dos EUA.
1975 – Venera 9
Primeira, e única, a tirar fotos direto da superfície de Vênus.
Construir uma cidade no céu. Esse foi o projeto mais ambicioso dos soviéticos. E, logo que tomaram um chapéu dos ianques na corrida para a Lua, os vermelhos resolveram tirar essa idéia da prancheta. Foi rapidinho: em abril de 1971 decolava a primeira estação espacial da história, a Salyut 1 (“saudações”, em russo). Bom, “estação” naquelas: a nave era uma salinha de 15 m de comprimento por 4 m de largura. Mas foi ali que 3 cosmonautas estabeleceram o recorde de permanência no espaço para a época: 23 dias. Os EUA deram o troco em 1973 com a estação Skylab, que recebeu 3 tripulações diferentes em 8 meses. Mas um corte de orçamento abortaria o projeto no ano seguinte. Enquanto isso, a União Soviética colocou outras 6 estações Salyut no céu, uma substituindo a outra, até 1982. E o grande salto viria 4 anos depois, com o lançamento de uma estação espacial pra valer: a Mir (“paz”). “Pra valer” porque ela foi a primeira feita para ser montada no espaço ao longo dos anos, em grandes módulos que podiam ser encaixados até formar uma “cidade espacial” mesmo. Ali, os vermelhos foram batendo um recorde de permanência no espaço atrás do outro (um cosmonauta chegou a cravar 437 dias). A coisa mexeu com os brios americanos, que a partir de 1988 correram para fazer sua própria estação, batizada de Freedom (“liberdade”). Mas ela ficou presa no papel até 1993, quando os EUA chamaram os russos para participar do programa – que aí mudou de nome para Estação Espacial Internacional. Cinco anos depois chegava à órbita da Terra o primeiro pedaço da estação: um módulo feito na Rússia.

3711 – Sexo no laboratório


Cientistas do mundo inteiro estão trabalhando duro para entender melhor a libido humana. São milhões de dólares gastos para descobrir o que ajuda e o que atrapalha o prazer sexual. Veja o que alguns estudos vêm indicando.
O QUE AJUDA?
Leite materno
Substâncias no cheiro do leite materno aumentam em 24% o desejo sexual das mulheres. Para descobrir isso, cientistas da Universidade de Chicago, EUA, colocaram uma pequena almofada no sutiã de mães de recém-nascidos e, depois, expuseram um grupo de 90 mulheres à substância.
Suor
Cientistas da Universidade da Pensilvânia, EUA, colheram suor da axila de homens há 4 semanas sem desodorante. Aplicaram abaixo do nariz de 18 mulheres, que disseram ter ficado relaxadas e alegres. É que o suor tem feromônios, substâncias que animais usam para atrair fêmeas.
Museu
Quem admira obras de arte é pelo menos 3 vezes mais sexualmente ativo do que quem foge dos museus, disse uma pesquisa do Instituto de Psicologia Analítica de Roma com casais entre 25 e 30 anos. O segredo estaria em uma maior “cumplicidade erótica” entre os casais.
Doce
Nutricionistas americanos descobriram que o açúcar eleva a produção de estrogênio, que é um dos hormônios sexuais femininos. Já nos homens, o açúcar pode diminuir a potência sexual.
O QUE ATRAPALHA?
Trabalho
Mulheres que trabalham fazem menos sexo, segundo mostrou uma pesquisa do Instituto Kinsey, EUA, com 853 mulheres. O relatório diz que na década de 1950 as mulheres tinham mais tempo livre e faziam sexo com mais freqüência do que hoje.
Telefone
Parece brincadeira, mas 14% das pessoas param de fazer sexo para atender a chamadas no celular. A revelação foi de um estudo da agência de publicidade Proximity Worldwide,com 3 mil pessoas no mundo todo. Os índices mais altos estão na Alemanha e na Espanha.
Casamento
Não só a rotina, mas também a biologia age contra os casais. Uma pesquisa da Universidade de Pisa, Itália, apontou que a substância neurotrofina, que provoca o desejo, é abundante no sangue durante o início da relação, mas diminui ao fim de dois anos.
Televisão
Uma pesquisa da psicóloga italiana Serenella Salomoni com 523 casais indicou que TV no quarto reduz pela metade a freqüência de relações. Quem não tinha TV ali disse fazer sexo 8 vezes por mês. Já quem tinha ficava em apenas 4.
Zonas erógenas – Cada indivíduo possui padrões próprios de estimulação. A mulher se excita no coito com maior lentidão que o homem e não raro é uma experiência ingrata para a mulher, que não consegue chegar ao orgasmo ao mesmo tempo que o homem. Via de regra eles ignoram esse aspecto fundamental. Como dissemos, a excitação das paredes da vagina não causa como se pensa, excitação, mas sim, a região que a contorna. A glande é muito sensível, mas o corpo todo do pênis não é. Os mamilos masculinos e femininos são de alto teor erótico. Algumas mulheres entram em orgasmo quando tem seis seios tocados. Outras partes sensíveis são: a boca, os lábios e a ponta da língua, com seus milhões de nervos terminais. Parte das mulheres sente forte volúpia com pequenas mordidas nos mamilos, pescoço, braço e etc.

3710 – Livro – Sexo e as Origens da Morte


A inevitabilidade da morte só apareceu quando o sexo entrou na jogada e roubou da divisão celular o papel central na perpetuação das espécies.
Bactérias não fazem sexo – e algumas são virtualmente imortais. A inevitabilidade da morte só apareceu quando o sexo entrou na jogada e roubou da divisão celular o papel central na perpetuação das espécies. William R. Clark, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, desce ao nível das células do corpo humano para explicar o que a cama tem em comum com o caixão, além de corpos na posição horizontal.
Frase: “Toda célula do corpo tem embutida em si um programa de autodestruição.”
Para quem: quer aprender uma ou duas coisas sobre a morte antes de a dita-cuja chegar.

3709 – Bioastronomia – Vida Em Marte?


Em grande quantidade, a radiação ultra-violeta é extremamente nociva aos seres vivos, provocando alterações genéticas, câncer, prejudicando funções do organismo. Na Terra, isso acontece nas regiões mais próximas do buraco da camada de ozônio. A baixa pressão atmosférica em Marte é outro problema a ser solucionado. A pressão lá é de apenas 8 milibares, o que equivale á pressão encontrada a 35 km acima da superfície da Terra.A temperatura em Marte também é baixa : -55°C, mesmo assim, a colonização de Marte pode se tornar realidade nos próximos séculos. A produção de alimentos pode ser viabilizada com a construção de estufas, empregando-se o material do próprio solo marciano. As moradias dos colonizadores poderiam ser edificadas com areia e metais existentes no solo de Marte. A energia solar poderia ser convertida em energia elétrica. Marte ainda deve ser muito explorada por sondas que analisarão sua condições gerais.

3708 – Mega Notícias: Vacina para o futuro


No início de 1993, a Inglaterra começou a testar a primeira vacina contra o câncer, conforme anunciou na ocasião, em Londres. De acordo com um biólogo do Instituto Peterson, de Manchester, que desenvolveu a vacina, ela pode ser útil em 3 tipos muito comuns de câncer na África e Ásia:
Garganta, nariz, faringe e mandíbula. O biólogo pretendia iminizar crianças contra o vírus epstein barr, que em sua opinião, dispara o mecanismo de anarquia celular, que provoca o câncer. A maioria da população tem esse vírus latente, mas poucos o desenvolvem. O VEB é conhecido como agente defebre glandular, uma doença que provoca inchaço nos glânglios linfáticos. Trata-se de um elemento essencial para o surgimento do câncer e se for eliminado pela vacina, talvez possa prevenir o próprio câncer. Os testes estão sendo aplicados desde 1997 e a vacina deverá ser aplicada em crianças para a imunização contra o câncer em idade adulta.
Mercúrio nuclear – Há fortíssimo indício,que a existência muitos duvidam, pode representar grave ameaça nas tentativas de controlar a disseminação de armas nucleares. Tal substância poderia ser usada para fabricar uma bomba de nêutrons do tamanho de uma bola de baisebol e capaz de matar tudo dentro de um raio de 600 metros da explosão.

3707 – Curiosidades- Por que o céu é azul?


A cor de um objeto é a complementar daquela que ele absorve. Uma parede é azul se ela absorve o alaranjado. As demais cores podem ser parcialmente refletidas, daí a diferença de tonalidade. No caso do céu, a cor vista não é a refletida e sim a espalhada pelas moléculas do ar. Foi Lorde Rayleigh (1842-1919) que demosntrou em 1871, que a intensidade de espalhamento é inversamente proporcional à quarta potência do comprimento de onda da radiação luminosa,o azul e o anil, por isso que dá a matiz do céu. O vermelho e o alaranjado do por do sol atravessa uma camada de ar mais espessa em relação ao observado, por isso tem essa cor.
O que é Metrópole?
Em grego quer dizer: cidade-mãe. Segundo o IBGE, é uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, ligada a uma ou mais cidades vizinhas.

3706 – Geografia – O Grande Lago Salgado


Um lago que é puro sal

(em inglês: Great Salt Lake) é um lago salgado localizado na parte setentrional do estado de Utah, nos Estados Unidos da América, cuja característica principal é uma salinidade elevada, maior do que a dos oceanos. Cobre uma área de cerca de 4400 km², sujeita a constantes variações. Salt Lake City, capital de Utah, situa-se na margem leste do lago. O primeiro homem branco a avistar o local foi Jim Bridger, em 1824.
Um lago salgado ou lago salino é um corpo isolado de água que tem uma concentração de sais (principalmente cloreto de sódio) e outros minerais significativamente maior que outros lagos (a condição de lago salgado costuma estabelecer-se em 3000 miligramas de sal por litro). Em alguns casos, os lagos salgados podem chegar a ter uma concentração de sal superior à água do mar.
Salt Lake City é a capital e a cidade mais populosa do estado norte-americano do Utah. O nome da cidade é muitas vezes abreviado para Salt Lake.
Salt Lake City situa-se nas margens do Grande Lago Salgado, de onde provém o nome da cidade (o nome do lago em inglês é Great Salt Lake). Tem cerca de 181 698 habitantes e é a 126° maior cidade do país.
A cidade foi fundada em 1847 no Great Salt Lake City por um grupo de pioneiros mórmons liderados por seu profeta, Brigham Young, que fugiu da hostilidade e violência do meio-oeste dos Estados Unidos. Eles enfrentaram a perseguição do governo americano devido à prática de poligamia, oficialmente interrompida em 1890. Hoje, Salt Lake City abriga a sede de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon. De acordo com dados do governo, atualmente 78% da população da cidade é adepta da religião mórmon, sendo 60% no estado do Utah.
O crescimentos da mineração e a construção da primeira ferrovia transcontinental, inicialmente, trouxeram crescimento econômico, e a cidade foi apelidada de “Crossroads of the West”. Salt Lake City, desde então, desenvolveu uma forte indústria do turismo ao ar livre, vinculada às estações de esqui. O crescimento constante de Salt Lake City tentando se estabelecer como uma das cidades mais importantes do mundo não foi despercebido. Em 2008, o World Cities Study Group and Network (GaWC) do Reino Unido, incluiu o nome da cidade em uma lista de cidades classificadas por sua economia, cultura, acontecimentos políticos e patrimônios históricos. A cidade foi classificada na mesma categoria de outras áreas metropolitanas do mundo de grande destaque, como Ankara, Manaus, Liverpool, Baku, Lusaka e Jerusalém, sendo que a cidade ficou acima de outras como Muscat, Austin, Gaborone e Tianjin.
Sediou os Jogos Olímpicos de inverno de 2002.
Mais sobre Salt Lake City em outros capítulos do Mega

3705 – Mar Cáspio, o maior lago do mundo


O Mar Cáspio no globo terrestre

Tem 371 mil km2 e situa-se entre o extremo leste da Europa e o extremo oeste da Ásia. Banha a Rússia, o Azerbaijão, o Turquemenistão, o Cazaquistão e o Irã, com as estepes da Ásia Central ao norte e a leste. Na Antiguidade, era conhecido como oceano Hircaniano e também é actualmente denominado como mar Khazar e mar Khvalissian.
Com sua superfície e seus 1.200km de comprimento e 450km de largura, o Cáspio é o mais importante lago do mundo. A sua profundidade média é de 180m, com a cota máxima de 1025m, e a sua extensão costeira é de quase 7000km.
Os rios Volga e Ural desaguam no mar Cáspio, que está ligado ao Mar de Azov pelo canal Manych. O Volga é responsável pela maior parte do fluxo de água que chega ao mar. Assim sendo, esta via fluvial é fundamental para que seja mantidos o equilíbrio aquático, a constituição biológica e química e a oscilação do nível da água. Desta forma, o que acontece em torno do vale do Volga resulta em repercussões sobre o mar Cáspio.
Mas o mar Cáspio não recebe somente água da bacia do Volga. A poluição resultante de quase metade da população russa e de um terço da produção industrial e agrícola de áreas do rio Volga explica os elevados níveis de poluição em quase toda a bacia hidrográfica. A falta de preocupação ambiental no período soviético foi um dos fatores para a degradação do mar Cáspio.
O nível do mar Cáspio subiu e desceu ao longo dos séculos. Alguns historiadores apóiam a teoria segundo a qual, durante a Idade Média, um aumento do nível das águas teria provocado a inundação de cidades litorâneas da região de Khazaria, como a cidade de Atil. No século XX ocorreram pelo três grandes períodos de mudança no nível geral da superfície do Cáspio. Entre os anos de 1900 e 1929, praticamente não ocorreram variações significativas de nível. Porém, entre 1930 e 1978, o nível das águas apresentou uma diminuição contínua, principalmente entre 1930 e 1941. A causa principal desse fenômeno foi a diminuição do fluxo de água vinda dos rios que ali têm sua foz.
A partir de 1978, o nível médio do Cáspio subiu cerca de 2,5 metros. As oscilações de nível, típicas em lagos ou mares fechados, causam impactos tanto do ponto de vista ambiental como na economia das áreas ribeirinhas. Tal cenário aconteceu no mar Cáspio durante a prolongada queda do nível das águas (1930/1977), sendo que especialistas acreditavam que essa era uma tendência irreversível. Assim, o governo soviético realizou a planificação do futuro da economia do local, considerando a contínua baixa do nível do mar. Quando o nível subiu, parte considerável do que foi construído, como estradas e assentamentos agrícolas, ficou submerso. Os danos do aumento do nível aquático acabaram sendo maiores nos territórios planos da costa norte e nordeste, áreas pertencentes à Rússia. Especialistas ainda não têm explicações para o recente aumento do nível do mar, nem uma previsão do que poderá ocorrer num futuro próximo
Outro aspecto importante são suas variações de nível e seu balanço hídrico, se comparado o primeiro aspecto com o que vem acontecendo no Mar de Aral, cuja superfície líquida ficou reduzida dramaticamente nas últimas décadas.
O Cáspio é uma das zonas de maior produção de petróleo no mundo, em particular nas águas territoriais do Azerbaijão. Recentes pesquisas anunciaram a presença de grandes reservas de petróleo nas profundezas do lago.
O Cáspio é também conhecido por conter uma população de esturjão, que fornecem as ovas que são transformadas em caviar. Mas como consequência das atividades pesqueiras ilegais a população tem hoje seu volume muito abaixo do que era antes.

3704 – Mega Construções – A Ponte Rio-Niterói


A bela vista panorâmica da ponte

Nome oficial Ponte Presidente Costa e Silva
Via 8 vias, parte da BR 101
Cruza Baía de Guanabara
Localização Rio de Janeiro
Mantida por Concessionária privada Ponte S/A
Maior pilar 72 metros
Comprimento total 13,29 Km
Tráfego 140 mil veículos/dia
Início da construção janeiro de 1969
Data de abertura 4 de março de 1974
Pedágio Sim
Coordenadas 22° 52′ S 43° 09′ W
A Ponte Presidente Costa e Silva, popularmente conhecida como Ponte Rio-Niterói, localiza-se na baía de Guanabara, estado do Rio de Janeiro, no Brasil, e liga o município do Rio de Janeiro ao município de Niterói.
O conceito de seu projeto remonta a 1875, visando a ligação entre os dois centros urbanos vizinhos, separados pela baía de Guanabara ou por uma viagem terrestre de mais de 100 km, que passava pelo município de Magé. À época havia sido concebida a construção de uma ponte e, posteriormente, de um túnel.
Entretanto, somente no século XX, em 1963, foi criado um grupo de trabalho para estudar um projeto para a construção de uma via rodoviária. Em 29 de dezembro de 1965, uma comissão executiva foi formada para cuidar do projeto definitivo de construção de uma ponte.
O Presidente Costa e Silva assinou decreto em 23 de agosto de 1968, autorizando o projeto de construção da ponte, idealizado por Mário Andreazza, então Ministro dos Transportes, sob a gestão de quem a ponte foi iniciada e concluída.
O banco responsável por parte do financiamento da obra foi M. Rothschild & Sons. Não foi permitida a participação única de empresas inglesas no processo de licitação da fabricação dos vãos principais de aço. Para concretizar a realização da obra, o Ministro da Fazenda, Delfim Neto, o engenheiro Eliseu Resende e a Rotschild & Sons assinaram, em Londres, um documento que assegurava o fornecimento de estruturas de aço, com um comprimento de 848m, incluindo os vãos de 200m+300m+200m e dois trechos adicionais de 74m, e um empréstimo de, aproximadamente, US$ 22 milhões com bancos britânicos. O valor destinava-se a despesas com outros serviços da ponte, totalizando NCr$ 113.951.370,00. O preço final da obra foi avaliado em NCr$ 289.683.970,00, com a diferença paga pela emissão de Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional. Em 1971, o contrato de licitação para construção da obra foi rescindido devido a atraso nas obras, e a construção passou a ser feita por um novo consórcio das construtoras Camargo Correa, Mendes Junior e Construtora Rabello designado Consórcio Construtor Guanabara, sendo concluído três anos depois.
Atualmente é considerada a maior ponte, em concreto protendido, do hemisfério sul e atualmente é a sexta maior ponte do mundo. No ano em que foi concluída, era a segunda maior ponte do mundo, perdendo apenas para a Causeway do lago Pontchartrain nos Estados Unidos. Ela continuou no posto de segunda maior ponte do mundo até 1985 quando foi concluída a Ponte Penang na Malásia. Na época de sua construção a sua travessia era gratuita, não existindo a cobrança de pedágio, implantado anos depois. a promessa era que o investimento fosse quitado por recursos obtidos do pedágio num prazo de oito anos, mas que o usuário deveria continuar a pagar o valor após a liquidação da dívida do Estado. Ao ser inaugurada, o pedágio da ponte custava Cr$ 2,00 para motocicletas; Cr$ 10,00 para carros de passeio, Cr$ 20,00 para caminhões, ônibus e caminhões com três eixos e rodagem dupla Cr$ 40,00, e Cr$ 70,00 para os caminhões com seis eixos e rodagem dupla.
Em 1995 foi feita uma concorrência para concessão da administração da ponte para a iniciativa privada, que foi vencida pelo consórcio Ponte S/A, atualmente, empresa do Sistema CCR.
Cinco operários morreram durante a construção do vão central da ponte, devido à altura em relação ao nível do mar.
Construção
O canteiro principal da Ponte Rio de Niterói do Consórcio Construtor Guanabara se localizava na Ilha do Fundão, pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Havia, também, canteiros secundários em Niterói.
As firmas executoras da superestrutura em aço foram Dormann & Long, Cleveland Bridge e Montreal Engenharia. A estrutura foi toda fabricada na Inglaterra em módulos, que chegaram ao Brasil por transporte marítimo.
A fabricação final da ponte de aço, com os elementos pré-soldados da Inglaterra, foi feita na Ilha do Caju, na Baia de Guanabara. A montagem das vigas de aço também foi feita pelas mesmas firmas fabricantes da estrutura.
A importância da Rio-Niterói na Região Metropolitana do Rio de Janeiro tomou tais proporções, que é comum que seus habitantes se refiram à obra como “a Ponte”, tal é a importância da via.
Segundo a concessionária Ponte S/A, em fluxos normais, o movimento médio atinge 140 mil veículos/dia. O tráfego da Rio-Niterói tem um acréscimo considerável em vésperas e finais de feriados prolongados, uma vez que ela é o caminho para ir da cidade do Rio de Janeiro para as rodovias que dão acesso às praias da Região dos Lagos, região turística do estado do Rio de Janeiro. Faz parte da BR 101 e está sob a circunscrição da 2ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Em 2009 foi realizada obra na qual a Ponte passou de 3 para 4 faixas de rolamento em cada sentido. Porém, tal obra é considerada apenas um paliativo, visto que a capacidade de tráfego da Ponte Rio-Niterói encontra-se à beira do esgotamento, havendo congestionamentos em grande parte do dia.
O Estado analisa outras opções viárias de ligação entre o Rio e Niterói. A principal opção parece ser a construção da Linha 3 do Metrô Rio, ligará o Parque do Flamengo ou Centro do Rio ao Gragoatá. Outra opção metroviária a continuação da Linha 2 do Metrô Rio, atravessando a Baía da Guanabara embaixo d’água até Niterói, fazendo uma ligação com a Cruz Vermelha, no Rio, passando pelo Largo da Carioca, a Praça XV e a Baía da Guanabara, debaixo d’água, até Niterói, próximo à Estação das Barcas, no Centro.
Embora, as autoridades apontem que a ligação prioritária é a metroviária, com a Linha 3 do Metrô Rio, que é uma ligação de massa, mas não descartar a hipótese de uma ligação rodoviária, que pode ser feita em conjunto. Defende-se uma ligação submarina mista (metro e carros) como uma alternativa viável para a solução do problema com construção de uma nova ligação entre as duas cidades, entre o Monumento do Estácio de Sá, no Parque do Flamengo, e o Gragoatá.

3703 – Mega Personalidades – John Fitzgerald Kennedy


Presidente John Fitzgerald Kennedy, deu nome ao Aeroporto Internacional de N. York

(Brookline, 29 de maio de 1917 — Dallas, 22 de novembro de 1963) foi um político norte-americano, o 35° presidente de seu país (1961–1963) e uma das grandes personalidades do século XX. Sua morte violenta, no auge da carreira política, abalou o mundo inteiro, desencadeando um extenso período de turbulência na política e na sociedade norte-americana.
Sua família era de ascendência irlandesa e tradicionalmente católica. Kennedy era filho de Joseph P. Kennedy. Formou-se em Relações Internacionais na Universidade de Harvard em 1940. Serviu na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, sendo ferido na Batalha de Guadalcanal em 1943. Condecorado por bravura, afastou-se do serviço militar por problemas na coluna vertebral. Ainda quando jovem, participou do Movimento Escoteiro.
Vida e carreira política
Em 1946, foi eleito pelo Partido Democrata como deputado federal pelo estado de Massachusetts. Reeleito em 1948 e 1950. Em 1952, ganhou de Henry Cabot Lodge Jr., do Partido Republicano, a vaga de seu estado no Senado Federal.
Kennedy casou-se em 12 de setembro de 1953 com Jacqueline Bouvier com quem teve 4 filhos, Caroline, John F. Kennedy, Jr., uma filha nati-morta e outro que morreu com dois dias de vida. Nessa época, sofreu duas cirurgias para correção de problemas na coluna vertebral, vindo a quase falecer, recebendo duas vezes o ritual de extrema-unção.No início de 1960, Kennedy declarou-se candidato democrata às eleições presidenciais daquele ano. Vencedor de todas as primárias, Kennedy foi designado pelo Partido Democrata como candidato à Presidência, escolhendo para compor sua chapa o senador Lyndon B. Johnson, do Texas. O oponente republicano era o então vice-presidente, Richard Nixon. A 8 de novembro de 1960, após uma disputadíssima campanha, Kennedy vence por uma diferença de 112 881 votos, numa das eleições mais apertadas da história americana: 0,2% dos votos. Muitos atribuem a vitória de Kennedy a forma como aparecia na recente televisão, o carisma e a jovialidade eram passados com convicção. Kennedy foi o primeiro presidente dos Estados Unidos nascido no século XX.
Tão logo assumiu a presidência, teve que enfrentar uma crise causada pela invasão de Cuba por exilados cubanos com o auxílio da CIA. Assumiu a responsabilidade pelo fracasso, mas manteve a popularidade. Em junho teve seu primeiro encontro com o premier soviético, Nikita Krushchev, em Viena. Dois meses depois o Muro de Berlim foi construído. 1962 foi um ano turbulento. A crise dos Mísseis em Cuba quase levou o mundo a um conflito nuclear, mas Kennedy já mais entrosado com o poder, agiu com firmeza e ganhou admiração mundial. O conflito no Vietnã começou a se agravar e Kennedy enviou consultores militares para o sudeste asiático.
Foi um dos principais líderes mundiais do século XX e seus discursos gravados até hoje causam emoção ao serem vistos. Sabia utilizar a mídia e tinha o dom da oratória.
Kennedy foi o presidente dos Estados Unidos que lançou o desafio de chegar a Lua em uma década, que resultou no Projeto Apollo. No famoso discurso em 1961 Kennedy lançou o desafio de “enviar homens a Lua e trazê-los de volta a salvo”.
Morte
No verão de 1963, Kennedy preparava-se para iniciar a sua campanha para uma eventual reeleição nas eleições de 1964. As perspectivas eram boas, visto que o candidato republicano deveria ser o senador Barry Goldwater, um conservador bastante extremista e impopular. Porém, no estado do Texas, que era de fundamental importância, a administração estava perdendo popularidade para os republicanos. Foi então programada uma visita do presidente às principais cidades do estado em 21 e 22 de novembro.
Tendo visitado San Antonio, Houston e Fort Worth, Kennedy vai a Dallas, desfila em carro aberto, e encontra uma multidão entusiasmada. Ao meio-dia e meia do dia 22 de novembro, passando pela Dealey Plaza, Kennedy é atingido por dois tiros, um no pescoço (que também atinge o Governador do Texas John Connally) e outro fatal na cabeça. Jackie Kennedy que estava ao seu lado, sobe em desespero na traseira do carro em movimento. Kennedy morreu em menos de trinta minutos depois do atentado. Um ex-fuzileiro naval, Lee Harvey Oswald, de 24 anos, que trabalhava num depósito de onde foram vistos os disparos, foi detido e acusado pelo homicídio de Kennedy. No dia 24, quando Oswald seria transferido para outra prisão, acabou por ser também assassinado por Jack Ruby, ligado à Máfia americana e portador de uma doença terminal. Ele está sepultado no Cemitério Nacional de Arlington, ao lado da esposa Jacqueline Kennedy Onassis.