14.024 – Aviação Comercial – A Boeing Lançará seu Novo Supersônico


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Os voos comerciais com jatos supersônicos deixaram de ser uma realidade há mais de 15 anos, com a aposentadoria do Concorde, em outubro de 2003. Além do Concorde, apenas o avião russo Tupolev TU-144 chegou a fazer viagens com passageiros acima da velocidade do som. O TU-144, no entanto, ficou em operação por pouco mais de seis meses, entre 1977 e 1978. Nos últimos anos, começaram a surgir novos projetos para tentar viabilizar o retorno dos voos supersônicos na aviação comercial. Ainda deve demorar para que os primeiros voos de teste sejam iniciados.
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Apresentou em junho do ano passado o seu avião conceito para viagens supersônicas. A intenção é voar cinco vezes mais rápido que a velocidade do som, ou cerca de 5.500 km/h. Segundo a empresa, o novo avião poderia ser utilizado tanto pela aviação comercial como em missões militares. A Boeing não dá muitos detalhes sobre o projeto e diz apenas que os engenheiros de toda a empresa trabalham para desenvolver a tecnologia necessária para quando o mercado estiver pronto para os voos supersônicos. O pesquisador sênior e cientista-chefe de hipersônicos da Boeing, Kevin Bowcutt, afirmou que avião supersônico de passageiros da Boeing só deve ser viável daqui a 20 ou 30 anos.

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Com capacidade entre 12 e 18 passageiros, o jato executivo supersônico Spike S-512 quer reduzir o tempo das viagens de avião pela metade. O jato está sendo projetado para voar a velocidade Mach 1.6, cerca de 1.700 km/h, com uma autonomia de voo para mais de 11 mil quilômetros de distância. O jato poderia voar de São Paulo a Londres em 5h30. A empresa afirma que um dos principais diferenciais em relação aos antigos aviões supersônicos, como o Concorde, é o baixo nível de ruído, mesmo ao quebrar a barreira do som. O avião também está sendo projetado para ter um interior luxuoso. As janelas seriam substituídas por enormes telas, que podem transmitir imagens externas, um filme ou qualquer outra apresentação. Originalmente, a empresa tinha a intenção de fazer o primeiro voo do jato supersônico em 2021, com as entregas para 2023. O projeto, no entanto, está atrasado.
O jato executivo AS2, da Aerion Supersonic, deve realizar seu primeiro voo de testes em 2023, para ser entregue aos primeiros clientes em 2025. O jato terá capacidade para 12 passageiros, com velocidade máxima de Mach 1.4, cerca de 1.500 km/h, e autonomia de 7.800 quilômetros de distância. Quando estiver sobrevoando áreas terrestres, no entanto, o jato viajaria abaixo da velocidade do som por conta do estrondo gerado ao romper a barreira do som. Com isso, o avião é um misto entre supersônico e subsônico. Em uma viagem de Nova York a São Paulo, por exemplo, haveria uma economia de 2h09.

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13.506 – Inventor do Bina morre aos 77 anos


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O engenheiro eletrotécnico Nélio José Nicolai, inventor do sistema identificador de chamadas por telefone mais conhecido como Bina, morreu na quarta-feira, 11 de outubro de 2017, em Brasília, aos 77 anos. Nicolai apresentou complicações pulmonares enquanto estava se recuperando de um AVC (acidente vascular-cerebral).
Além do Bina, invento pelo qual ele brigou na justiça por mais de 20 anos pelo reconhecimento de direito de uso, o engenheiro tem 41 produtos INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).
icolai detalhou algumas das dezenas de tecnologias que inventou. Um dos exemplos é o sistema de mensagem instantânea de movimentação de cartão de crédito e débito, atualmente usado por bancos e empresas de pagamento.
“Apresentei isto ao Bradesco e Unibanco em 1992, época que registrei a carta patente, mas eles lançaram o serviço sem falar comigo. Hoje o mundo inteiro está usando e as companhias me disseram que eu devo recorrer à justiça”, comentou.
Segundo Nicolai, o mesmo ocorreu com o telefone fixo celular. Em 2004, ele registrou sua ideia no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), assim como fez com todas suas invenções, mas, as operadoras como a Tim, Claro e Vivo passaram a oferecer o serviço de telefone residencial com as mesmas características do celular, a partir de 2010. Outras tecnologias que o mineiro afirma ter inventado são o ‘Salto’, aviso sonoro que indica que a pessoa está recebendo outra chamada, e o ‘Bina Lo’, que registra chamadas perdidas.
“A patente é um patrimônio do país e não das empresas. Elas estão roubando isto do povo. O INPI que decide se a patente é válida e isso não pode mudar. Um juiz não pode contestar o que o instituto faz e uma empresa não pode ignorar uma carta patente”, comentou relembrando o caso do Bina, em que ele assinou contratos de licença de exploração da patente com a Ericsson, mas afirma não ter tido o devido reconhecimento.

12.370 – Por que o bico do avião Concorde é móvel?


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O bico abaixa para que o piloto possa ver a pista na hora do pouso. O Concorde é um avião supersônico – voa a 2 150 quilômetros por hora, 921 a mais que o som. Um dos motivos dessa ligeireza é sua forma: para reduzir o atrito com o ar, o bico é bem mais comprido e afilado do que o dos aviões a jato comuns. Só que, no pouso, ele atrapalha a visibilidade. “Por isso, pelo menos 10 minutos antes de tocar o chão, a parte dianteira do avião começa a abaixar”, conta o engenheiro aeronáutico Dawilson Lucato, da Universidade de São Paulo, em São Carlos. Mas nem todos os aviões supersônicos têm o bico flexível. O do caça Mirage é fixo e o piloto só vê a pista pela lateral. Tem de contar com os instrumentos de voo e com sua habilidade para chegar bem ao chão.

12.333 – Ar-condicionado portátil cabe na mochila e funciona com água


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Ter um ar-condicionado já se tornou uma compra obrigatória para muitas pessoas que não querem passar calor durante o verão. Agora, imagine um equipamento portátil, ecologicamente correto, que não exija custos de instalação e que possa ser alimentado com água. Apesar de parecer algo puramente imaginário, uma startup russa está tornando isso realidade com o Evapolar.
O produto nasceu de um projeto de crowdfunding e já arrecadou US$ 382 mil em investimentos pelo site da campanha de financiamento de coletivo. A quantia já representa 259% do que a empresa precisava para colocar o plano em prática.
O Evapolar tem formato de caixa quadrada, pesa 1,6 kg e tem dimensões de 16 cm. O reservatório de água tem capacidade para 710 ml e precisa ser alimentado a cada 6 ou 8 horas. O consumo de energia é de no máximo 10W e o poder de resfriamento é de 500W com temperatura mínima de 17 ºC.
O funcionamento acontece por nanofibras de basalto que atuam no processo de evaporação da água que é resfriada pelo equipamento ligado à tomada. Quando a água do reservatório acaba, o produto funciona como um ventilador convencional. Assim, não há o uso de gás freon, tóxico ao meio-ambiente.
A manutenção é simples e feita apenas cerca de uma vez por ano (a cada oito meses) e para isso é preciso substituir o cartucho de evaporação. A duração do componente varia de acordo com o uso do aparelho e a qualidade da água inserida. O produto já vem com um cartucho extra e outros mais podem ser adquiridos diretamente com a empresa por US$ 20.

12.292 – Pesquisadores criam pele elástica e luminosa para robôs


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Pesquisadores da Universidade de Cornell criaram um material eletroluminescente e elástico capaz de se esticar até 6 vezes seu tamanho original sem perder a luminescência. Chamado de HLEC (hyper-elastic light emmiting capacitors, ou capacitor emissor de luz hiperelástico), o material pode ser usado como revestimento para robôs elásticos ou como superfície interativa.
Além de brilhar, o material também é capaz de mudar de cor, o que lhe confere outra propriedade interessante. “Nós podemos pegar esses píxels que mudam de cor e colocá-los em robôs, e agora temos robôs que mudam de cor”, disse Rob Shepherd, o pesquisador que liderou os trabalhos. Ele acredita que isso será importante no futuro, pois permitirá que os robôs mudem de cor em resposta a certos estímulos.
A junção dessas propriedades permite que o material seja usado como revestimento para robôs com articulações. Isso porque, como ele pode ser dobrado e amassado sem se apagar, ele consegue recobrir o robô mesmo em partes dobráveis ou que se torcem.
Outra aplicação interessante para a tecnologia seria a criação de dispositivos vestíveis flexíveis. Atualmente, a maioria dos aparelhos desse tipo são rígidos com uma pulseira maleável (como o Apple Watch). No entanto, esse material permitiria a criação de aparelhos que se moldassem totalmente ao corpo do usuário. “Você poderia ter um elástico que envolve o seu braço e mostra informações”, disse Shepherd.
Vale notar também que a pesquisa do grupo teve financiamento do Army Research Office (Escritório de Pesquisa do Exército) dos EUA, o que também aponta para outra possível aplicação da tecnologia: camuflagem. Uma roupa criada a partir desse material poderia mudar de cor para se confundir com o ambiente, semelhante à “OctoCamo” de Old Snake em Metal Gear Solid 4.

12.195 – Automóvel – A volta do DeLorean


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Quando De Volta Para o Futuro estreou, em 1985, o DeLorean já estava fora de linha. A DMC, montadora que fabricava o bichinho, produziu só 8 900 exemplares, entre 1981 e 1982. Terminou falida, com seu fundador e CEO, John DeLorean, respondendo um processo por tráfico internacional de cocaína – negócio no qual ele teria entrado para tentar pagar as dívidas da empresa.
Depois do filme, o carro virou ícone, e a demanda por ele foi lá para cima. Mesmo assim a indústria automobilística nunca se deu ao trabalho de comprar o que restou da DeLorean Motor Company e ressuscitar o carro. Nem na China, onde tudo se copia, se interessaram em fazer uma versão pirata.
Sorte do mecânico inglês Stephen Wynne. Ele comprou os direitos intelectuais sobre o carro em 1995, depois de tocar por 10 anos uma rede de oficinas dedicadas a restaurar e vender DeLoreans originais.
A ideia de Stephen sempre foi voltar a produzir DeLoreans novos, mas tinha uma pedra no meio do caminho. A legislação americana não é amigável com start ups automobilísticas: se você fabrica uma dúzia de carros por ano, precisa seguir as mesmas regras de quem fabrica 10 milhões, o que significa lidar com uma quantidade de impostos e de burocracia legal impossível para uma companhia pequena. Até por isso a primeira start up do mundo automobilístico a surgir nos EUA desde a década de 1920 foi a Tesla Motors, que Elon Musk levantou nos anos 2000.
Mas a legislação vai mudar em 2017 (talvez por lobby da Apple e do Google, que estão com um pé nesse mercado). E por conta disso Stephen anunciou que, finalmente, vai produzir DeLoreans. A fornada inicial seria de mais ou menos 300 unidades, vendidas por algo entre US$ 80 mil e US$ 100 mil. E aí que está o problema para quem mora no Brasil. Com o câmbio nessa penúria e a carga pesada de impostos de importação, você gastaria pelo menos R$ 1 milhão para emplacar um no Brasil. Se quiser por menos, só se você voltar no tempo e comprar dólar a R$ 1,50. Mas aí já é um paradoxo. Para voltar no tempo, afinal, você já precisaria ter um DeLorean.

12.179 – Mega Techs – Drone que cabe na palma da mão tem reconhecimento facial e desvia de obstáculos


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O ONAGOfly é um drone que tem como propósito fotografar usando a tecnologia de reconhecimento facial e de sorrisos e pesa apenas 140 gramas.
O drone tira fotos e grava com resolução HD, conta com um GPS de navegação e pode ser controlado via aplicativo para smartphones. Por lá, é possível acompanhar em tempo real as fotos e vídeos, identificar a localização do dispositivo e até assistir, via streaming, o trajeto do aparelho.
Caso se depare com algum obstáculo, o ONAGOfly se desvia automaticamente. De acordo com a desenvolvedora, a bateria do drone tem capacidade para até 15 minutos de voo.
O dispositivo está disponível para financiamento coletivo no Indiegogo por a partir de US$ 199. Até agora, a campanha já arrecadou US$ 1,9 milhão. A previsão de entrega do dispositivo é de março de 2016.

12.139 – Rússia começa a desenvolver robôs invisíveis de terceira geração


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A Corporação Unida de Construção de Equipamentos (OPK, na sigla russa) anunciou o início do processo de desenvolvimento das novas tecnologias que abrirão caminho para uma terceira geração de robôs inteligentes e invisíveis.
Eles serão capazes de se orientar no espaço de forma autônoma, sem depender de operadores à distância nem sinais de GPS. Além disso, poderão escolher seu próprio caminho, identificando objetos através de imagens de vídeo para reconhecer os terrenos, criar mapas em três dimensões e cooperar com drones e outros sistemas robotizados.
Uma das principais características dos robôs russos de terceira geração lhes permitirá ficar completamente invisíveis para os serviços de inteligência radioeletrônica e para aparelhos de detecção por radiação.
“A principal diferença entre os robôs existentes e os de terceira geração é a intelectualidade dos últimos e sua capacidade de atuar sem a participação dos homens”, afirmou Aleksándr Kalinin, diretor do Departamento de Inovação e Desenvolvimento da OPK.

12.126- Mega (tera) Byte – Panasonic e Facebook criam disco que poderá armazenar até 1 TB


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A Panasonic pediu ajuda ao Facebook para desenvolver um novo sistema de armazenamento em larga escala e anunciou os resultados da parceria durante a CES, que acontece em Las Vegas: é um produto chamado freeze-ray.
Embora conte com uma capacidade de armazenamento que é, no mínimo, duas vezes superior à do Blu-ray, a Panasonic não posiciona o freeze-ray como um substituto – até porque o novo formato não tem o consumidor doméstico como alvo.
O freeze-ray entra na categoria do armazenamento “frio”, guardando arquivos que não são acessados constantemente. Por isso a parceria com o Facebook foi tão importante; com uma quantidade de arquivos impressionante sendo gerada a cada instante, a rede social precisa de soluções inteligentes para manter tudo isso minimamente disponível – aquela foto que você nem lembra que postou em 2009, por exemplo.
Atualmente o Facebook já está usando uma versão do Blu-ray com 100 GB e até o fim de 2016 pretende colocar em operação a segunda versão da tecnologia, que chega a 300 GB de capacidade. A meta, entretanto, é que os discos sejam capazes de armazenar entre 500 GB e 1 TB no futuro.

12.113 – Mega Curiosidades – Ponte sobre o mar mais longa do mundo


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A China sempre foi conhecida por suas grandes construções. O país, com a maior população do mundo, apresenta grandes obras que foram construídas ao longo dos séculos. Um exemplo destes feitos é A Grande Muralha da China, feita durante o período da China Imperial e que apresenta 8.850 km.
Outra grande estrutura, inaugurada no dia 30 de junho de 2011, é a ponte Qingdao Haiwan, que apresenta 42 quilômetros de extensão e faz a ligação do porto leste de Qingdao com a ilha de Huangdao. A ponte começou a ser construída no ano de 2007 e custou 14,8 bilhões de yuans, aproximadamente de R$ 3,6 bilhões, aos cofres chineses.
A construção da ponte Qingdao Haiwan teve por objetivo diminuir a viagem entre a parte central da cidade e o subúrbio de Huangdao em 30 km. Com isso, o tempo de deslocamento entre os dois pontos caiu de 40 minutos para 20 minutos. Porém, além da melhora no transporte, esta também foi uma forma encontrada pela China de demonstrar seu poder econômico, já que, no século XXI, o país tem obtido um dos maiores desenvolvimentos do mundo, sendo considerado o sucessor dos Estados Unidos como maior potência mundial. Não é por acaso que, antes da construção da ponte chinesa, a maior ponte do mundo era a Ponte do Lago Pontchartrain, localizada em Luisiana (E.U.A.).
Além disso, outras características que valorizam a construção são de proteção. A ponte chinesa foi planejada para aguentar grandes desastres naturais como terremotos e pode suportar até mesmo uma batida de um navio de até 300 mil toneladas. Isso se deve à sua estrutura, com apresenta mais de 5.200 colunas de sustentação.
A construção da ponte deu-se em meio a uma leva de grandes obras no país. Este projeto foi completado com a inauguração do gasoduto mais longo do mundo. Percorrendo 8.700 quilômetros, o gasoduto é capaz de distribuir gás natural desde o Turcomenistão, localizado na Ásia Central, até a China. A finalização destas obras coincidiu com o 90º aniversário do Partido Comunista da China, que teve sua fundação no dia primeiro de julho de 1921.
Outra grande ponte da China é a da baía de Hangzhou, que apresenta 36 quilômetros, conectando as cidades de Jiaxing e Ningbo na província de Zhejiang, leste da China. Fora isso, há várias pontes sobre terra mais longas no mundo. As três primeiras também estão na China, sendo que a maior delas é um lance elevado do trem de alta velocidade Pequim-Xangai, que totaliza 164,8 km.

12.069 – EUA liberam teste com carro voador



A FAA, agência que regula o espaço aéreo norte-americano, liberou os testes com o carro voador fabricado pela empresa Terrafugia. Batizado de TF-X, o modelo foi projetado para comportar até quatro pessoas e deve caber em uma garagem comum.
Para aproveitar a licença dada pela agência, a empresa precisa se comprometer a informar às autoridades quando os testes serão feitos, para que seja possível evitar qualquer tipo de acidente aéreo.
No início, os testes serão feitos em um protótipo não tripulado que deverá voar em uma altura superior a 120 metros, com velocidade de até 160 km/h. Espera-se que a versão final do carro seja mais rápida que esse protótipo, ultrapassando os 320 km/h e podendo cobrir, por voo, uma área de 500 km de extensão
A ideia da Terrafugia é que o carro seja, além de tudo, ecologicamente viável, usando baterias no lugar de combustível fóssil. O carro deverá chegar às lojas em até 12 anos com preço equivalente ao de um carro de luxo.

11.959 – Mega Techs – Drones: eles vão mudar o mundo


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Esqueça motoboys e entregadores. No futuro próximo, documentos, pequenas encomendas e pizzas serão transportados e entregues por pequenos veículos aéreos não tripulados, os drones.
Esqueça também os canteiros de obras tal como são hoje. Eles terão mudado de figura. Lembrarão uma colmeia, com um enxame de drones em volta. Em substituição aos trabalhadores humanos pendurados em andaimes, eles se encarregarão de assentar as peças da estrutura em construção, com precisão, num verdadeiro balé aéreo.
Por toda parte nos depararemos com drones em funções diversas: policiamento, inspeção de vias públicas e instalações, controle de tráfego, manutenção de instalações, limpeza, irrigação, dedetização e bisbilhotices, dos vizinhos e dos serviços de informação. Bombeiros serão auxiliados por drones em operações de resgate ou combate ao fogo. A imprensa será quase onipresente com suas câmeras voadoras. Nos parques, veremos drones inteligentes interagindo com humanos como o cão que corre atrás da bola e a traz de volta para o dono.
Talvez essa seja uma visão tímida da sociedade dos drones que vai se desenhando. Afinal, ela contempla apenas funções que esses veículos já são capazes de executar com maior ou menor desenvoltura. Mesmo essa projeção conservadora do que será o futuro, no entanto, nos indica que assistiremos a uma grande e disruptiva mudança em nossas vidas quando os drones estiverem sendo utilizados em grande escala.
Pode-se imaginar essa sociedade assistindo a um desenho animado dos Jetsons ou a alguns dos vídeos sobre experiências com drones. O registro da instalação Flight Assembled Architecture, realizada no FRAC Center de Orleans, próximo de Paris, é uma antevisão do futuro da construção. Na experiência, realizada por uma equipe de pesquisadores do Swiss Federal Institute of Technology, drones levantam uma edificação de seis metros de altura. Matthias Kohler, um de seus idealizadores, garante que os drones vão mudar a cultura da construção e da arquitetura.
No setor militar, até aqui o maior patrocinador dos drones, a nova tecnologia mudou a maneira de fazer a guerra. Há uma discussão muito séria em andamento, alimentada por vazamentos sobre a ação das Forças Armadas dos Estados Unidos a respeito de abusos na utilização de drones. Como sicários inumanos, eles são capazes de perseguir e alvejar um indivíduo onde quer que ele se esconda. Basta que o serviço de inteligência tenha conseguido rastrear os sinais de seu celular.
Transposta para o uso civil, a tecnologia dos drones tem um potencial disruptivo tão grande – especialmente na logística de transporte – que está obrigando as grandes empresas a repensar suas operações. Assim é com a alemã DHL, com a Amazon, com o Google, com o WalMart, com a Shell.
Todas estão em campo fazendo experimentos. A DHL obteve a primeira licença na Europa para utilizar drones em serviços de entrega, em caráter experimental. Faz seus ensaios na Alemanha com veículos não tripulados que cruzam 12 quilômetros, à velocidade de 18m/s para levar medicamentos aos habitantes da ilha de Juist. O Google faz entregas com drones no interior da Austrália, onde pode operar os equipamentos sem restrições. E a Amazon vem causando com a criação de um serviço que promete entregar produtos na casa do consumidor em 30 minutos.
Como toda inovação, as disrupturas na aplicação de drones vêm acompanhadas de conflitos e questões. A disputa pelo espaço aéreo, o incômodo causado pela convivência com os drones, a redução da privacidade, os riscos à segurança são algumas delas. Sobre todas, porém, está colocado o desafio de elevar a sociedade a um grau de desenvolvimento político e cultural que não transforme tecnologias tão poderosas em ameaças à vida e à liberdade dos humanos.

11.936 – Energia Solar – Deserto do Saara receberá maior usina do planeta


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O Marrocos é um dos países com mais incidência de sol no planeta: são cerca de três mil horas ensolaradas por ano. Fazendo uma conta rápida (365 dias no ano multiplicado por 24 horas no dia = 8760 horas em um ano) e se pensarmos que até no Marrocos o sol precisa descansar (ou seja, que lá também existe noite) isso quer dizer que há sol em 68% do período diurno do país. A ironia é que mesmo com a abundância desse recurso natural preciossísimo, 97% da energia utilizada pelo povo marroquino vem de fora. Uma imensa usina de energia solar está a caminho para acabar com esse antiquado contraste.
Imensa não – estamos falando da maior usina do mundo. A ideia é que o projeto fique pronto até 2020 – até lá, cerca de 2 bilhões de dólares terão sido gastos na sua construção e instalação. A expectativa é que a usina gere 500 MW e ocupe um espaço equivalente ao de Rabat, capital do país.
A usina está sendo construída em Ouarzazate, cidade conhecida como “a porta do deserto”, por ser uma das entradas para o deserto do Saara. A tecnologia que será empregada por lá não é a mesma dos tradicionais painéis fotovoltaicos – serão utilizados espelhos curvados de cerca de dez metros de altura; essas estruturas estarão ligadas a canos com um líquido dentro e, assim que o líquido esquenta e é transformado em vapor, uma turbina gera a eletricidade.
Se hoje o Marrocos compra de outros países quase toda sua energia, a ideia é que com essa usina o país possa até exportar energia para a Europa. Alguns cientistas afirmam que se todos os desertos do mundo fossem utilizados para capturar energia solar, a demanda energética da humanidade estaria garantida por um ano.
A primeira fase do projeto deve ser lançada já em novembro desse ano – só esse trecho conta com 500 mil espelhos solares espalhados por 800 fileiras.

11.931 – Mega Techs – Faculdade de SP promove eventos gratuitos sobre TI


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A Faculdade de Tecnologia do Colégio Bandeirantes (BandTec) irá realizar o evento “Trilhas”, que oferece palestras e workshops para pessoas interessadas em ingressar na área de TI. Com inscrições gratuitas, os cursos, previstos para acontecer entre 05/11 e 01/12, têm vagas limitadas.
Ministrados pelos professores da BandTec, os cursos têm os seguintes temas: Carreira e Mercado de Trabalho em TI; Primeiros passos em programação com Arduíno; Como usar redes sem fio com segurança; e Empreendedorismo em TI. Para se inscrever em qualquer um deles, basta acessar o site.

10.857 – Empresa americana cria avião que poderá revolucionar a aeronáutica


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Uma empresa americana projetou um pequeno avião, que decola e aterrissa como um helicóptero e é capaz de voar tão alto e tão rápido quanto qualquer aeronave da aviação comercial.
Trata-se da empresa aeroespacial XTI Aircraft, com sede em Denver, nos EUA, que anunciou uma campanha de crowdfunding para arrecadar os 50 milhões de dólares necessários para fabricar o modelo do avião TriFan 600, de seis lugares, capaz de decolar e pousar como um helicóptero. É uma aeronave de propulsão a jato, que utiliza as mesmas três hélices para decolar – em posição horizontal – e para voar com velocidade – em posição perpendicular ao solo.
O TriFan 600 poderá alcançar uma velocidade máxima de 640 km/h e voar de 1300 a 1900 quilômetros de uma só vez. “O avião de seis lugares, com decolagem e pouso verticais, oferece uma liberdade sem precedentes, transportando de porta em porta, e não de aeroporto a aeroporto”, conforme descrição no site da empresa na internet.

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11.709 – Mega Construções – Montanha-russa no meio da cidade


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Na verdade, trata-se da ponte Eshima Ohashi, construída acima do Lago Nakaumi. Ela possui 44 metros de altura e tem um incrível e inacreditável declive tão íngreme que parece muito com as quedas de montanhas-russas.
Apesar de parecer divertido, para alguns, é uma experiência aterrorizante. A ponte foi projetada para permitir que grandes navios passem pelo lago sem alterar a conexão das cidades. É a maior ponte de estrutura rígida no Japão e a terceira maior do mundo.
O efeito montanha-russa parece ainda mais intenso quando a ponte é fotografada de frente com uma lente de alta resolução. Isso a faz parecer ainda mais abrupta. Na verdade, ela nem é tão inclinada como parece, depende muito do ângulo que se olha.

11.697 – Canadenses criam elevador espacial inflável de 20 mil metros


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A empresa canadense Thoth Technologi obteve uma patente nos EUA para um elevador espacial inflável, com quase 20 mil metros, que, uma vez construído, poderia reduzir drasticamente o custo do transporte de carga e de pessoas para o espaço.
A torre seria composta de seções infladas, movidas por gás pressurizado, e seria 20 vezes mais alta do que o Dubai Burj Khalifa, prédio mais alto do mundo atualmente.
“Os astronautas subiriam 20 quilômetros por um elevador elétrico”, disse o inventor Brendan Quine, em comunicado à imprensa. A empresa acredita que o elevador poderia economizar mais de 30% do combustível utilizado para alimentar um foguete convencional.
O conceito de um elevador espacial não é nada de novo, e essa ideia já foi lançada em 1895 pelo russo Konstantin Tsiolkovsky.
No entanto, é provável que a patente fique por um bom tempo somente no plano imaginário, já que não há tecnologia e materiais para erguer uma torre tão alta. Mas, se o sonho se tornar realidade, o custo de transporte de mercadorias para o espaço cairia drasticamente. Hoje, 0,5 kg custam US$ 10 mil para serem enviados ao espaço por meio de foguetes. Com o elevador, esse custo declinaria para US$ 230, de acordo com a BBC.

11.659 – Mega Techs – LED, o diodo emissor de luz


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O diodo emissor de luz, também conhecido pela sigla em inglês LED (Light Emitting Diode), é usado para a emissão de luz em locais e instrumentos onde se torna mais conveniente a sua utilização no lugar de uma lâmpada. Especialmente utilizado em produtos de microeletrônica como sinalizador de avisos, também pode ser encontrado em tamanho maior, como em alguns modelos de semáforos. Também é muito utilizado em painéis de LED, cortinas de LED e pistas de LED.
O LED é um diodo semicondutor (junção P-N) que quando é energizado emite luz visível – por isso LED (Diodo Emissor de Luz). A luz não é monocromática (como em um laser), mas consiste de uma banda espectral relativamente estreita e é produzida pelas interações energéticas do electrão (português europeu)/elétron (português brasileiro). O processo de emissão de luz pela aplicação de uma fonte elétrica de energia é chamado eletroluminescência.
Em qualquer junção P-N polarizada diretamente, dentro da estrutura, próximo à junção, ocorrem recombinações de lacunas e elétrons. Essa recombinação exige que a energia possuída pelos elétrons seja liberada, o que ocorre na forma de calor ou fótons de luz .
No silício e no germânio, que são os elementos básicos dos diodos e transistores, entre outros componentes eletrônicos, a maior parte da energia é liberada na forma de calor, sendo insignificante a luz emitida (devido à opacidade do material), e os componentes que trabalham com maior capacidade de corrente chegam a precisar de irradiadores de calor (dissipadores) para ajudar na manutenção dessa temperatura em um patamar tolerável.
Já em outros materiais, como o arsenieto de gálio (GaAs) ou o fosfeto de gálio (GaP), a quantidade de fótons de luz emitida é suficiente para constituir fontes de luz bastante eficientes.
A forma simplificada de uma junção P-N de um LED demonstra seu processo de eletroluminescência. O material dopante de uma área do semicondutor contém átomos com um elétron a menos na banda de valência em relação ao material semicondutor. Na ligação, os íons desse material dopante (íons “aceitadores”) removem elétrons de valência do semicondutor, deixando “lacunas” (ou buracos), fazendo com que o semicondutor torne-se do tipo P. Na outra área do semicondutor, o material dopante contém átomos com um elétron a mais do que o semicondutor puro em sua faixa de valência. Portanto, na ligação esse elétron fica disponível sob a forma de elétron livre, formando o semicondutor do tipo N.
Os semicondutores também podem ser do tipo compensados, isto é, possuem ambos os dopantes (P e N). Neste caso, o dopante em maior concentração determinará a que tipo pertence o semicondutor. Por exemplo, se existem mais dopantes que levariam ao P do que do tipo N, o semicondutor será do tipo P. Isso implicará, contudo, na redução da Mobilidade dos Portadores.
A Mobilidade dos Portadores é a facilidade com que cargas n e p (elétrons e buracos) atravessam a estrutura cristalina do material sem colidir com a vibração da estrutura. Quanto maior a mobilidade dos portadores, menor será a perda de energia, portanto mais baixa será a resistividade.
Na região de contato das áreas, elétrons e lacunas se recombinam, criando uma fina camada praticamente isenta de portadores de carga, a chamada barreira de potencial, onde há apenas os íons “doadores” da região N e os íons “aceitadores” da região P que, por não apresentarem portadores de carga, “isolam” as demais lacunas do material P dos outros elétrons livres do material N.
Um elétron livre ou uma lacuna só pode atravessar a barreira de potencial mediante a aplicação de energia externa (polarização direta da junção). Nesse ponto ressalta-se um fato físico do semicondutor: nesse material, os elétrons só podem assumir determinados níveis de energia (níveis discretos), sendo as bandas de valência e de condução as de maiores níveis energéticos para os elétrons ocuparem.
A região compreendida entre o topo da de valência e a parte inferior da de condução é a chamada “banda proibida”. Se o material semicondutor for puro, não terá elétrons nessa banda (daí ser chamada “proibida”). A recombinação entre elétrons e lacunas, que ocorre depois de vencida a barreira de potencial, pode acontecer na banda de valência ou na proibida. A possibilidade dessa recombinação ocorrer na banda proibida se deve à criação de estados eletrônicos de energia nessa área pela introdução de outras impurezas no material.

Como a recombinação ocorre mais facilmente no nível de energia mais próximo da banda de condução, pode-se escolher adequadamente as impurezas para a confecção dos LEDs, de modo a exibirem bandas adequadas para a emissão da cor de luz desejada (comprimento de onda específico).
O LED que utiliza o arsenieto de gálio emite radiações infravermelhas. Dopando-se com fósforo, a emissão pode ser vermelha ou amarela, de acordo com a concentração. Utilizando-se fosfeto de gálio com dopagem de nitrogênio, a luz emitida pode ser verde ou amarela. Hoje em dia, com o uso de outros materiais, consegue-se fabricar leds que emitem luz azul, violeta e até ultravioleta. Existem também os leds brancos, mas esses são geralmente leds emissores de cor azul, revestidos com uma camada de fósforo do mesmo tipo usado nas lâmpadas fluorescentes, que absorve a luz azul e emite a luz branca. Com o barateamento do preço, seu alto rendimento e sua grande durabilidade, esses leds tornam-se ótimos substitutos para as lâmpadas comuns, e devem substituí-las a médio ou longo prazo. Existem também os leds brancos chamados RGB (mais caros), e que são formados por três “chips”, um vermelho (R de red), um verde (G de green) e um azul (B de blue). Uma variação dos leds RGB são leds com um microcontrolador integrado, o que permite que se obtenha um verdadeiro show de luzes utilizando apenas um led.
Em geral, os LEDs operam com nível de tensão de 1,6 a 3,3 V, sendo compatíveis com os circuitos de estado sólido. É interessante notar que a tensão é dependente do comprimento da onda emitida. Assim, os leds infravermelhos geralmente funcionam com menos de 1,5V, os vermelhos com 1,7V, os amarelos com 1,7V ou 2.0V, os verdes entre 2.0V e 3.0V, enquanto os leds azuis, violeta e ultravioleta geralmente precisam de mais de 3V. A potência necessária está na faixa típica de 10 a 150 mW, com um tempo de vida útil de 100.000 ou mais horas.
Como o LED é um dispositivo de junção P-N, sua característica de polarização direta é semelhante à de um diodo semicondutor.
Sendo polarizado, a maioria dos fabricantes adota um “código” de identificação para a determinação externa dos terminais A (anodo) e K (catodo) dos leds.
Nos LEDs redondos, duas codificações são comuns: identifica-se o terminal K como sendo aquele junto a um pequeno chanfro na lateral da base circular do seu invólucro (“corpo”), ou por ser o terminal mais curto dos dois. Existem fabricantes que adotam simultaneamente as duas formas de identificação.
Nos LEDs retangulares, alguns fabricantes marcam o terminal K com um pequeno “alargamento” do terminal junto à base do componente, ou então deixam esse terminal mais curto.
Mas, pode acontecer do componente não trazer qualquer referência externa de identificação dos terminais. Nesse caso, se o invólucro for semi-transparente, pode-se identificar o catodo (K) como sendo o terminal que contém o eletrodo interno mais largo do que o eletrodo do outro terminal (anodo). Além de mais largo, às vezes o catodo é mais baixo do que o anodo.
Os diodos emissores de luz são empregados também na construção dos displays alfa-numéricos.
Há também LEDs bi-colores, que são constituídos por duas junções de materiais diferentes em um mesmo invólucro, de modo que uma inversão na polarização muda a cor da luz emitida de verde para vermelho, e vice-versa. Existem ainda LEDs bicolores com três terminais, sendo um para acionar a junção dopada com material para produzir luz verde, outro para acionar a junção dopada com material para gerar a luz vermelha, e o terceiro comum às duas junções. O terminal comum pode corresponder à interligação dos anodos das junções (LEDs bicolores em anodo comum) ou dos seus catodos (leds bi-colores em catodo comum).
Embora normalmente seja tratado por LED bicolor (vermelho+verde), esse tipo de LED é na realidade um “tricolor”, já que além das duas cores independentes, cada qual gerada em uma junção, essas duas junções podem ser simultaneamente polarizadas, resultando na emissão de luz alaranjada.
Geralmente, os LEDs são utilizados em substituição às lâmpadas de sinalização ou lâmpadas pilotos nos painéis dos instrumentos e aparelhos diversos. Para fixação nesses painéis, é comum o uso de suportes plásticos com rosca.
Como o diodo, o LED não pode receber tensão diretamente entre seus terminais, uma vez que a corrente deve ser limitada para que a junção não seja danificada. Assim, o uso de um resistor limitador em série com o LED é comum nos circuitos que o utilizam. Para calcular o valor do resistor usa-se a seguinte fórmula: R = (Vfonte-VLED)/ILED, onde Vfonte é a tensão disponível, VLED é a tensão correta para o LED em questão e ILED é a corrente que ele pode suportar com segurança.
Tipicamente, os LEDs grandes (de aproximadamente 5 mm de diâmetro, quando redondos) trabalham com correntes da ordem de 12 a 30 mA e os pequenos (com aproximadamente 3 mm de diâmetro) operam com a metade desse valor.

Aproximamos os resultados para os valores comerciais mais próximos.
Os LEDs não suportam tensão reversa (Vr) de valor significativo, podendo-se danificá-los com apenas 5 V de tensão nesse sentido. Por isso, quando alimentado por tensão C.A., o LED costuma ser acompanhado de um diodo retificador em antiparalelo (polaridade invertida em relação ao LED), com a finalidade de conduzir os semi-ciclos nos quais ele – o LED – fica no corte, limitando essa tensão reversa em torno de 0,7V (tensão direta máxima do diodo), um valor suficientemente baixo para que sua junção não se danifique. Pode-se adotar também uma ligação em série entre o diodo de proteção e o LED.
A energia eletrostática que os portadores de carga perdem na passagem da interface entre os dois semicondutores é transformada em luz. Essa energia corresponde à diferença entre dois níveis de energia no semicondutor, e tem um valor específico próprio dos semicondutores usados no LED.

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11.625 – O caminhão que dirige sozinho já existe – e ele foi criado no Brasil


scania usp
O desenvolvimento de veículos autônomos é uma das grandes tendências do mercado de tecnologia. O Google, por exemplo, criou um carro que nem tem volante. Basta que o passageiro/copiloto sente no banco ao lado e aproveite a viagem.
Esse tipo de tecnologia também está em desenvolvimento aqui no Brasil. Em uma parceria com a montadora Scania, pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo criaram o protótipo de um caminhão autônomo.
Foram dois anos de trabalho e R$ 1,2 milhão de investimento no projeto. O objetivo deste é dar um auxílio ao motorista, dando a ele uma opção mais segura de navegação.
Para que o protótipo fosse possível, a equipe, que consiste em professores e alunos da graduação e pós-graduação da USP, alterou aspectos de dois caminhões da Scania.
Para a demonstração do protótipo no campus da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, no interior paulista, a equipe de pesquisa criou um mapa das faixas de trânsito pelas quais o veículo iria passar. De acordo com elas, o caminhão traçou a rota que iria seguir. “É como se fosse um trilho virtual e o caminhão autônomo usa o GPS para seguir esse trilho”.
Dentro do caminhão há uma tela que mostra desenhos tridimensionais do caminhão, da rota e de como ele pretende segui-la. Se o veículo fosse usado comercialmente, ele poderia ficar no modo autônomo na estrada, que possui o fluxo mais constante, e assim que entrasse na cidade, avisasse o motorista para que ele assumisse o controle.
Assim como o GPS tradicional, o sistema do caminhão interage com o motorista: uma interface de voz age quando um obstáculo é detectado e quando o freio é acionado, por exemplo.
Foram instaladas duas câmeras em estéreo, para obter uma estimativa da profundidade, radares que detectam a proximidade de obstáculos e um sensor na barra de direção, que reconhece qualquer interação com o volante.
“O maior desafio do projeto é criar programas de computador que consigam interpretar todas essas informações e transformar isso em comandos. Decidir o quanto o volante tem que virar, quanta força tem que ser aplicada no pedal de aceleração ou de freio…”

Não é feitiçaria, é tecnologia!

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11.622 – Tecnologia – Novos Materiais


Com um novo tipo de aço, mais resistente ao desgaste, será possível construir recipientes com capacidade muito maior de reter líquidos, gases ou mesmo calor. A criação é do engenheiro químico Nelson Furtado, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Furtado partiu da receita básica do aço inoxidável – que leva ferro, carbono, níquel e cromo – e acrescentou a ela um novo ingrediente, o ítrio. Com esse metal, usado em supercondutores, as ligações químicas ficam mais bem amarradas, aproximando as moléculas umas das outras . “Assim sobra muito menos espaço por onde substâncias ou calor possam escapar”, explica o pesquisador. A nova liga já tem aplicação garantida. Na indústria dos plásticos, grandes tubos de aço inoxidável deixam escapar pelas paredes os materiais que circulam lá dentro entre 600 e 1100 graus Celsius. Aos poucos, os vazamentos crescem, exigindo que os tubos sejam trocados a cada cinco anos. Com a criação do engenheiro do CNPq, eles vão durar um ano e meio a mais. E, o que é melhor, sem que o preço aumente.
O tradicional…
Acima de 1 600 graus Celsius, nenhum componente do aço está sólido. Quando a liga começa a ser resfriada, algumas moléculas vão se agregando em grãos relativamente grandes. Na foto, cada mancha é um desses grãos, dentro de uma peça de aço já solidificado.
…E o novo
O ítrio é o primeiro a se solidificar durante o resfriamento do aço. Seus átomos atraem os do ferro, cromo, carbono e níquel, que acabam se acomodando num número maior de grãos, mais próximos uns dos outros . A liga fica mais resistente.