10.838 – Genética – Seria tudo uma questão de química?


Especialista em neurologia afirma: genes determinam suas decisões

Se você perguntar a alguém suas razões para escolher um líder político ou o amor de sua vida, certamente vai ouvir respostas cheias de razões, argumentos lógicos, sentimentais, etc. No entanto, para a neurociência, todas essas explicações não passariam de ilusões, já que as decisões mais transcendentais da vida seriam determinadas pela informação genética. Segundo o especialista holandês Dick Swaab, fundador do Banco de Cérebro dos Países Baixos para os estudos de doenças neurológicas, em uma entrevista ao jornal russo KP, “entre 78% e 82% de nossas opiniões políticas são determinadas pela genética, ou seja, por um conjunto de genes que herdamos de nossos pais”. Claro que isso está ligado a outros fatores, alguns deles tão inesperados quanto, ou mais, como o fator hormonal: “Os hormônios também influenciam. Durante a ovulação, por exemplo, as mulheres estão mais propensas a votar a favor dos liberais”.
“No momento em que o amor nasce, o cérebro, subconscientemente, consegue obter e analisar os sinais para tomar uma decisão, sem a necessidade de se conectar com a consciência humana”. Ele também falou sobre outros conceitos neurocientíficos ligados ao comportamento, diferenciando, por exemplo, os orientais e os ocidentais, segundos seus neurotransmissores: “Os orientais e os ocidentais têm diferentes variantes de neurotransmissores, as proteínas que transmitem sinais entre as células nervosas. Por causa disso, os ocidentais são mais egoístas, independentes e seguros de si mesmos, enquanto os orientais são mais generosos, altruístas e inclinados ao coletivismo”.

genetica-voto

10.837 – Odontologia – Cientistas de Harvard criam novo método para regenerar dentes


regenerar-dentes

Dentadura vai ser coisa do passado:
Através de um novo método, eles conseguiram estimular o crescimento de dentes na arcada de quem os perdeu. E para chegar a esse resultado, os pesquisadores utilizaram um raio laser de baixa potência, que estimula a ativação de células-tronco dentárias. Estas, aos poucos, começam a formar a dentina, o tecido duro similar ao osso que fica sob o esmalte e que forma a maior parte da massa dentária.
Após expor as células-tronco ao laser por cinco minutos, o processo de cura começou dentro da boca, segundo o artigo que a universidade norte-americana publicou na revista Science Translational Medicine. Depois de doze semanas, a dentina tinha se formado por completo. A técnica revolucionária foi testada com sucesso em ratos de laboratório graças ao trabalho de uma equipe de cientistas mantida por especialistas da área de pesquisa odontológica do governo dos EUA. Eles esperam poder realizar o teste em humanos em breve.
O desafio atual consiste em conseguir regenerar outras partes do dente, como o esmalte, para, finalmente, substituir os tratamentos dentários atuais, caros e dolorosos. Indo mais longe ainda, os cientistas estão certos de que os resultados obtidos servirão de base para procedimentos como a cicatrização de feridas e a regeneração óssea, entre muitos outros.

10.836 – Ano Tórrido – Período de janeiro a outubro de 2014 foi o mais quente da História


dias torridos

É perceptível e não tem como negar: a temperatura climática está muito alta em todos os estados brasileiros. De norte a sul do país, as pessoas têm sofrido com os dias extremamente quentes, e a falta de chuva agrava esse fato. Aliás, a ausência dela faz com que tudo piore, e todo mundo acaba ficando muito preocupado com relação a isso.
Porém, você sabia que isso não é exclusividade do Brasil? Segundo a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), desde 1880 — ano em que começaram a ser feitos os primeiros registros de temperatura —, os dez primeiros meses deste ano foram os mais quentes do planeta.

10.835 – Existe mais água em lua de Júpiter do que na Terra


399941062811127

Recentemente, o site do USGS publicou uma imagem que ilustrava a quantidade de água existente no planeta Terra, concentrando toda a disponibilidade dessa substância em uma única gota.
Agora, baseados em informações coletadas pela sonda espacial Galileo, Kevin Hand, Jack Cook e Howard Perlman, da NASA, WHOI e USGS, respectivamente, criaram uma ilustração que mostra quanta água existe na pequena lua Europa de Júpiter e comparam essa informação com a quantidade que temos disponível no nosso planeta.
Os astrônomos estimam que a pequena lua, que conta uma superfície gelada, dispõe de uma quantidade entre 2 e 3 vezes maior de água do que a que dispomos aqui na Terra, além de acreditarem que existe uma grande chance de que ela abrigue algum tipo de forma de vida.

10.834 – Biologia – A Aranha Golias


aranha-golias-1

Theraphosa blondi, a aranha-golias-comedora-de-pássaros, também conhecida como aranha-golias ou tarântula-golias, é considerada o maior aracnídeo do mundo, em massa corporal. Endêmica do norte da Amazônia brasileira, é também encontrada na Guiana, no Suriname e na Venezuela. É uma espécie de tarântula.
É bastante conhecida por criadores de aranhas, chamando-lhes a atenção pelo seu tamanho (que chega a incríveis 30 cm ou até um pouco mais). É uma espécie que só deve ser manipulada por pessoas com experiência, pois apresenta um comportamento muito agressivo. É uma das aranhas que possuem órgãos estriduladores, o que permite fazer um barulho chiado quando ameaçada. Seus pelos abdominais são extremamente urticantes e sua picada é muito dolorosa devido ao tamanho de suas quelíceras (podem passar de 2 cm de comprimento). Esses animais podem viver mais de dez anos.
Esta aranha cava grandes tocas em zonas de bosque e nelas podem viver a vida inteira, com temperaturas variando anualmente de 21°C a 42°C (a temperatura média anual é de 28°C), em lugares úmidos, com umidade do ar variando de 80% a 90%.
Comem normalmente insetos como grilos, gafanhotos, baratas, mas podem comer pássaros, pequenos roedores, lagartos, sapos, algumas cobras e também têm comportamento canibalístico, podendo comer outras aranhas de sua espécie.

anatomia-de-uma-aranha-2

10.833 – Toxicologia – O que são as neurotoxinas?


neuro diagrama

É o termo usado, em Bacteriologia, para designar as toxinas que, em razão de seu grande potencial agressivo nos seres complexos, mesmo quando em pequenas concentrações, são capazes de lesar o sistema nervoso, podendo ainda agir sobre outras partes do organismo.
Um exemplo de neurotoxina é a ação provocada pela bactéria Clostridium tetani, causadora do tétano. A neurotoxina é uma ação paralisadora que atinge os neurônios danificando-os.
Neurotoxina na carambola
Pesquisa da USP de Ribeirão Preto conseguiu isolar e caracterizar uma neurotoxina presente na carambola, que atua no sistema nervoso quando não filtrada pelo rim.

10.832 – Síndrome do Parto Prematuro Desafia a Medicina


parto-prematuro-problemas

Pela primeira vez na história, o parto prematuro – aquele feito antes que as 37 semanas de gestação estejam completas – é a principal causa de mortalidade infantil em todo o mundo. De acordo com o mais amplo estudo do gênero, publicado no periódico The Lancet, as mortes por complicações desse tipo de nascimento chegaram a 1,1 milhão, superando doenças como pneumonia e diarreia, até então responsáveis pela maior quantidade de mortes de crianças até 5 anos.
No Brasil, são cerca de 9 000 óbitos anuais, o que torna o país o líder na América Latina em mortes ligadas a nascimentos precoces. Nossa taxa é de 22%, acima da proporção mundial de 17,4%.
As estatísticas revelam uma revolução no padrão da saúde infantil global: em países pobres e ricos, a desnutrição e as doenças infecciosas que matavam na infância foram vencidas, transformando as complicações de nascimentos precoces no próximo desafio ao combate da mortalidade infantil.
“Vivemos uma mudança no modelo da saúde, chamada transição epidemiológica. As mortes estão se aproximando cada vez mais do momento nascimento e precisamos, agora, de esforços para compreender e prevenir esse fenômeno extremamente complexo que se tornou um grande problema mundial”, diz o pediatra Fernando de Barros, pesquisador da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e uma das maiores autoridades do país em saúde infantil.
Os especialistas têm previsto essa transformação há pelo menos quatro décadas e alertado os sistemas de saúde para a importância dos cuidados durante o período pré-natal e após o nascimento, única forma eficaz de prevenir as mortes de bebês prematuros. Os altos números divulgados pelo estudo demonstram que, nesse período, pouco se avançou em estratégias de combate aos nascimentos antes da hora.
“O parto prematuro é um tipo de síndrome silenciosa, pouco conhecida e com consequências trágicas”, diz o médico Renato Passini Junior, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O maior número de bebês mortos por conta do nascimento precoce está em países pobres como a Índia, com 361 600 óbitos, Nigéria, com 98 300 mortes, ou Paquistão, onde foram registradas 75 000 mortes. No entanto, o drama dos nascimentos prematuros também atinge países desenvolvidos. Os lugares com as maiores proporções entre mortes ocorridas por complicações de partos prematuros são Macedônia (51%), Eslovênia (47,5%) e Dinamarca (43%).
Isso é explicado porque, nos países desenvolvidos, a taxa de nascimentos de prematuros é baixa – e a maior parte de mortes de prematuros nesses lugares não poderia ser evitada. “Nos países ricos, outras causas de mortalidade infantil como doenças infecciosas ou diarreia foram eliminadas e, por isso, a proporção é alta. Mas, em números absolutos, há poucas mortes relacionadas às complicações de partos prematuros em regiões desenvolvidas, ao contrário do que acontece na África ou Ásia”.
Esse cenário é o oposto do que acontece no Brasil. De acordo com dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos, do SUS e do Ministério da Saúde, utilizados no maior estudo sobre fatores de nascimentos prematuros no Brasil, 340 000 bebês nasceram prematuros em 2012. São 40 por hora, uma taxa de 12,4% – o dobro da Europa.
A pesquisa, coordenada por Renato Passini Junior, da Unicamp, foi publicada em outubro na revista Plos One e acompanhou durante um ano cerca de 30 000 nascimentos em maternidades das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. O objetivo foi descobrir as causas de tantos nascimentos precoces no país — o que leva um bebê a nascer antes do tempo é uma soma de componentes complexos ainda não claramente compreendidos pela medicina.

10.831 – Biologia Marinha – O peixe-diabo negro


Não confunda, você está no ☻Mega Arquivo

Peixe-Diabo Negro

(Melanocetus johnsonii) é uma espécie de peixe encontrada em todos os oceanos, porém, mais especificamente em profundidades que variam entre 100 e 2 mil metros. É capaz de atrair suas presas com uma falsa isca, uma espécie de saliência luminescente que se agita sobre a cabeça. Há um grande dimorfismo sexual em tais animais, uma vez que as fêmeas chegam a medir 18 centímetros, mas os machos, porém, crescem apenas até três centímetros. Por viverem em profundidades extremas onde, às vezes, é muito difícil encontra alimento, esses machos mordem a barriga de uma fêmea, passando a parasitar de seu corpo. A partir de então, ele passa a servir como um banco de esperma, pronto para entrar em ação sempre que a fêmea liberar seus ovos.

diabo negro recorte

10.830 – Mega Techs – Relógio que dispara laser capaz de queimar coisas


relogio laser

Com ideias tiradas diretamente dos filmes do James Bond, o alemão Patrick Priebe criou o LaserWatch, um relógio que dispara lasers que realmente são capazes de queimar coisas.
Ele mantém uma empresa chamada Laser Gadgets, cujo nome é autoexplicativo. Em seu último projeto, ele decidiu fazer algo mais refinado, embora o seu aparelhinho esteja longe de se passar por um relógio de pulso comum.
Para isso, ele gastou cerca de US$ 200 em material e mais cerca de 40 horas para a montagem. Cada um dos componentes foi feito por ele, desde os botões até o próprio laser de 1,5 watts. A luz é forte, e a bateria é pequena, então não é possível manter o o fornecimento de energia do laser por muito tempo.
Em contato com a CNET, Priebe respondeu à questão que todos querem saber: “mas não vai queimar a mão do usuário?”. Ele diz que o brilho azul não tem efeitos, mas se o raio diretamente atingir sua mão, vai ficar quente rapidamente. Neste caso, é só deixar de apertar o botão para parar, mas ele confirma: “É realmente capaz de queimar sua pele, no entanto. Não é exatamente um brinquedo”.
Ele também diz que não tem intenção de produzir em massa o seu projeto, mas ele afirma que se o fizesse, o relógio custaria muito mais de US$ 300. No entanto, ele diz que, como outras de suas invenções, o LaserWatch pode ser feito sob encomenda pelo seu site.

10.829 – Planeta Verde – A Fotossíntese artificial


Planeta Verde

As plantas convertem diariamente água e luz solar em fonte de energia há bilhões de anos, por meio da fotossíntese. Hoje, o pesquisador brasileiro Jackson Dirceu Megiatto Júnior, do Instituto de Química da Unicamp, em Campinas, São Paulo, estuda um processo parecido, feito em laboratório, que pode se tornar uma fonte alternativa para o consumo de eletricidade no futuro.
Com a ajuda da química e da engenharia molecular, o pesquisador está desenvolvendo um tipo de pigmento artificial chamado porfirina, parecido com a clorofila (responsável por absorver a luz nas plantas). Quando mergulhada em água e exposta à luz, a porfirina produz hidrogênio e oxigênio, gases também gerados na fotossíntese. No caso das plantas, o oxigênio é liberado na atmosfera e o hidrogênio é combinado com o gás carbônico para produzir açúcares, ricos em energia.
No experimento do pesquisador brasileiro, os gases são armazenados em tanques, conectados a outro dispositivo, e depois transformados em eletricidade e água. Com 4,5 litros de água expostos ao sol durante o dia é possível gerar energia para suprir a demanda de uma casa com quatro pessoas e um carro elétrico. Depois essa água é reutilizada para produzir hidrogênio e oxigênio novamente.
“Propomos um ciclo energético renovável que consome luz solar para gerar combustíveis usando a água como reagente. Ou seja, a água seria a fonte de energia”. A energia é gerada sem poluição, e a técnica poderia reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa. Para que a técnica possa ser usada nas casas, é preciso aperfeiçoar o processo, produzir em larga escala e diminuir o custo dos materiais. Hoje, a técnica transforma de 2% a 3% da energia solar em eletricidade, mas, em teoria, a eficiência pode chegar a 30%. “O processo tem potencial para produzir substâncias mais complexas, que, num futuro distante, poderiam suprir alguns derivados da indústria petroquímica, como os plásticos”.

10.828 – A Raposa dos Pampas – (Pseudalopex gymnocercus)


raposa dos pampas

Trata-se de um mamífero carnívoro da família dos canídeos, encontrado nos campos úmidos do Sul do Brasil, no Paraguai, no Norte da Argentina e no Uruguai, sendo conhecido como zorro de las Pampas nestes três últimos países. O graxaim chega a medir até 1 metro de comprimento, com pelagem cinza amarelada, o alto da cabeça marrom ferrugíneo, orelhas grandes e focinho afilado. Também é conhecido pelos nomes de graxaim-do-campo, guaraxaim e sorro.
Seus hábitos são crepusculares e noturnos; é um animal solitário, encontrando-se aos pares na época da reprodução. Quando perseguido refugia-se em troncos ocos e buracos de tatu, e pode até se fingir de morto em algumas situações.
O graxaim entrou em situação de alerta no estado do Paraná por sua distribuição restrita, pela caça dele mesmo, pela caça de suas fontes alimentares e pela destruição de seu habitat — monoculturas como soja e pinus estão causando sua migração para outras áreas e morte por falta de fontes de alimentação. O gado solto nos campos nativos também é um dos grandes destruidores do seu habitat.
Sua descrição em Santa Catarina é limitada, não existem muitos estudos. Apesar disso é frequente o seu avistamento em áreas habitadas.
Não deve ser confundido com uma raposa, animal do qual é parente próximo mas que não ocorre na América do Sul.

10.827 – Atividades Econômicas – A Criação de Búfalos no Brasil


Os búfalos chegaram ao Brasil no final do século XIX (originados da Ásia, Europa e Caribe), alocados inicialmente na região norte e posteriormente espalhados para outras regiões do país (sul). Essa introdução foi muito mais pela curiosidade em relação aos animais que interesse em explorá-los economicamente.

bufalo grafico

O desenvolvimento da exploração econômica desses animais, despertou apenas na década de 80, onde alguns criadores passaram a avaliar e quantificar as características zootécnicas dos búfalos. Inicialmente os animais foram destinados à produção de carne, sendo posteriormente reconhecido também sua habilidade para a produção de leite (% de gordura do leite de búfala é maior que o do leite da vaca, o que gera um maior rendimento por exemplo para produção de queijo).

10.826 – Astronáutica – O Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade da NASA


Desacelerador-Supersônico-de-Baixa-Densidade-da-NASA

Apesar de parecer coisa de cinema, o Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade da NASA não é uma ideia para o próximo filme do Homem de Ferro. Ele é um projeto real da agência espacial norte-americana, que pretende levar seres humanos até Marte.
O Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade da NASA (DSBD, na sigla em inglês) é uma nova tecnologia de desaceleração atmosférica para apoiar missões de exploração em todo o sistema solar. Como você pode ver pelas imagens, ele se parece muito com o “estereótipo” de disco voador que temos muito bem formado em nossas mentes. Com um formato arredondado, conta com 22 metros de largura e fica a 6 metros de altura.
O DSBD foi projetado para diminuir o impacto de forças à medida que atravessa a atmosfera marciana para, assim, conseguir pousar em segurança. No caso do envio de pequenos robôs e sondas ao planeta vermelho, esse problema é solucionado pelo uso de um paraquedas que desacelera o equipamento, tornando o pouso mais suave. Mas, como a ideia agora é realizar missões mais avançadas, com seres humanos, a nave é mais pesada – o que significa que um paraquedas “comum” (como os que já vêm sendo usados) não seria capaz de segurá-la e reduzir o impacto com a superfície.
Quando a nave estiver atravessando a atmosfera de Marte a uma velocidade supersônica, o DSBD irá inflar um grande anel em torno de seu perímetro, fazendo com que a resistência do ar atue. A nave vai desacelerar o suficiente para que os paraquedas acoplados reduzam ainda mais sua velocidade, antes de pousar na superfície marciana. Usando este novo sistema, os engenheiros esperam poder pousar objetos tão grandes quanto uma casa de dois andares no chão do planeta vermelho.
Para testar a eficiência do DSBD e outras tecnologias, uma equipe de cientistas da NASA construiu um outro equipamento chamado Desacelerador Supersônico Inflável (SIAD–R). Trata-se de um mecanismo de teste, formado por um grande trenó movido por um foguete. Localizado em China Lake, na Califórnia, ele é capaz de fornecer forças de resistência para a nave que são 25% maiores do que as condições do mundo real, proporcionando um bom “ensaio” para futuras missões.
A NASA planeja testar esse novo veículo no Havaí. A nave será jogada de uma altitude de 24 km, a fim de simular a fina atmosfera de Marte.
Segundo um comunicado oficial da agência norte-americana à imprensa, “o DSBD é uma das várias tecnologias transversais da NASA e está sendo desenvolvido para criar novos conhecimentos e capacidades necessárias para permitir missões futuras a asteroides, Marte e muito mais”. Ou seja, essa nova tecnologia também poderia ser empregada para outras futuras missões a outros planetas e luas com atmosferas significativas.

10.825 – Nasa testa novo motor de propulsão solar-elétrica


ionengine_946-710-600x450

A imagem se trata do novo motor de propulsão solar-elétrica que está sendo testado pela Nasa.
Na foto, é possível observar o propulsor que usa íons de xenônio. Este motor iônico do futuro está sendo desenvolvido no Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia (EUA).
A versão anterior deste equipamento está sendo usada atualmente na missão Dawn, que se dirige para o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. O novo motor está sendo completamente modificado e atualizado.
Ele deverá ser utilizado na Asteroid Initative, um programa espacial da Nasa que prevê capturar roboticamente um pequeno asteroide que esteja rondando próximo ao nosso planeta e redirecioná-lo com segurança para uma órbita estável no sistema Terra-lua. Assim, astronautas poderiam visitar e explorar o corpo celeste. A ideia grandiosa, que poderia originar um roteiro de filme hollywoodiano, em breve poderá se tornar uma realidade com este motor que queima em azul.

10.824 – Motor “impossível de funcionar” funciona


motor-impossivel

Nós explicamos:
A NASA testou um motor que não deveria funcionar por tudo que sabemos da física. Não só o motor funciona, como ninguém consegue explicar como é que ele funciona.
A história é, no mínimo, curiosa. Começa com o trabalho de um inventor, Roger Shawyer, e seu motor, o EmDrive. Basicamente, o Roger Shawyer alega que, ao introduzir micro-ondas em uma cavidade no vácuo, é possível gerar impulsão. A explicação relativística de Shawyer não convenceu os físicos que olharam o projeto, que rejeitaram o motor impossível.
Basicamente, existe uma única maneira de gerar impulsão no vácuo: você tem que arremessar matéria em uma direção para ser acelerada na direção oposta. Os foguetes queimam combustível que expande e sai em alta velocidade em uma direção, e com isto obtém esta aceleração.
O princípio básico que está no comando é o princípio da conservação do momento, ou segunda lei de Newton. É por causa deste princípio básico que todos os motores para foguetes tem que ter um tanque de combustível, ou então coletar matéria no espaço para usar como combustível.
Ou tinha, até a invenção do EmDrive. Este motor absurdo funciona sem combustível: você coloca micro-ondas em uma cavidade especial, e começa a jorrar matéria.
Mecânica Quântica para o resgate
A melhor explicação que existe para o funcionamento deste motor é que ele está usando as partículas virtuais que são geradas pela flutuação quântica do vácuo. A flutuação quântica do vácuo é consequência do princípio da incerteza de Heisenberg, aquele que diz que você não pode saber ao mesmo tempo a posição exata e o momento de uma partícula – aumentar a precisão de uma informação diminui a precisão da outra.
Basicamente, em um vácuo perfeito, surgem partículas de matéria e antimatéria que, depois de um curtíssimo tempo, se aniquilam e voltam ao nada de onde vieram. Estas partículas não podem ser detectadas em um acelerador de partículas, por isto são chamadas de virtuais. O EmDrive causaria um desequilíbrio na flutuação quântica do vácuo e geraria um plasma virtual, ou seja, um plasma composto de partículas virtuais.
A China resolveu testar o equipamento e publicou um trabalho em 2009 em que um protótipo do foguete gerou uma força de impulso de 720 milinewtons, o suficiente para acelerar um satélite, por exemplo (motores de plasma são fraquinhos mesmo).
Sabendo do sucesso dos chineses, Guido Fetta criou seu próprio motor sem propelente baseado no EmDrive, mas com outro nome – Cannae Driver -, e convenceu a NASA a testá-lo. Na 50th Joint Propulsion Conference (algo como a “50ª Conferência Conjunta de Propulsão”), em Clevelan, Ohio, a NASA apresentou um trabalho detalhando esses testes. O motor testado pela NASA é um pouco diferente do trabalho original de Roger Shawyer, e produziu 30 a 50 micronewtons de força, mais de mil vezes menos do que o resultado chinês.
Não vamos ter estes motores impulsionando nossos carros porque eles funcionam no vácuo, mas, se for um efeito real, e não um erro de medição ou de execução (ninguém esquece os neutrinos mais-rápidos-que-a-luz, do CERN), isto significa uma revolução na propulsão espacial. Satélites não precisarão mais carregar combustível para correção de órbita, apenas coletores solares para obter energia elétrica.
Sondas interplanetárias que usam motores de plasma também poderiam ficar mais leves se usassem um motor que não precisa de combustível. Da mesma forma, as viagens interestelares têm sido descartadas por causa de um problema – a quantidade absurda de combustível que um foguete tem que carregar. Com um motor como este, a quantidade de matéria (e o consumo de energia) necessário para viagens interestelares reduz-se drasticamente.
Isto sem contar com novos conceitos de física que devem surgir da exploração deste motor. Novamente, se ele não for um erro de medição dos dois laboratórios – o astrônomo Phil Plait é um dos que acreditam que é mais provável que se trate de um erro de medida.
Contraponto
Segundo Plait, a interação com partículas virtuais é uma ideia interessante, mas altamente especulativa, e o trabalho que a Nasa apresentou é mais um relatório de progresso do que um trabalho científico, que não entra em detalhes sobre a razão do motor funcionar.
A ideia é esperar por mais evidências, evidências mais fortes, tanto metafórica quanto literalmente (50 micronewtons não é força suficiente para derrubar uma lei da física, ou iniciar outra física).

10.823 – Nutrição – Própolis funciona?


propolis

Se você pesquisar a origem da palavra própolis, vai descobrir que o nome foi criado pelos gregos e significa em defesa (pro) da cidade (polis). Certamente os antigos passaram um bom tempo observando as colmeias e notaram que o composto é fabricado pelas abelhas com o propósito de blindar a casa delas.
E essa mesma proteção diante de inimigos microscópicos se dá no corpo humano quando utilizamos o preparo resinoso. Não param de sair estudos apontando sua eficácia contra vírus, bactérias e fungos. Daí o sucesso nas temporadas mais frias do ano, quando gripes e resfriados insistem em nos atacar.
Uma das novas pesquisas que confirmam esse papel foi realizada por Rosalen juntamente com estudiosos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, no interior paulista. O time de cientistas avaliou as capacidades antimicrobiana e antioxidante de amostras da própolis orgânica brasileira.
As análises em laboratório revelaram que, além de combater o excedente de radicais livres, já associado ao envelhecimento precoce e a danos celulares, a própolis se mostrou bastante eficaz frente aos micróbios.
Embora essa atuação seja reconhecida há milhares de anos – os egípcios já utilizavam a resina para evitar a deterioração das múmias -, os novíssimos testes ajudam a entender como e até que ponto ela funciona. E fica clara a vantagem de ser orgânica, isto é, livre de pesticidas e contaminantes. Ainda que boa parte desse tipo seja exportado, dá para encontrá-lo, sim, por aqui, especialmente na Região Sul, uma grande produtora. O segredo é prestar atenção nos rótulos e conferir se há certificação de que o produto é, de fato, orgânico.
O que torna a resina fabricada pelas abelhas tão poderosa é uma verdadeira miscelânea de substâncias. Mas, em meio a essa vastidão bioquímica, um grupo se destaca nas pesquisas: os compostos fenólicos. Dentro dessa classe, os queridinhos são os flavonoides e os ácidos cumárico, cafeico e gálico. Nomes estranhos que, no corpo, estão por trás das aclamadas propriedades antioxidante e antimicrobiana. A médica Norma Leite, da Associação Brasileira de Nutrologia, chama a atenção para outro ingrediente da família, a galangina. “É que ela tem ação anti-inflamatória”.
Até as bactérias da boca saem perdendo com o produto das abelhas. “Os compostos fenólicos contribuem para a integridade do esmalte dentário e ajudam a prevenir cáries e a doença periodontal”, afirma Rosalen, que se dedica a pesquisas nessa área. Não à toa, já existem empresas incluindo o ingrediente na receita de seus cremes dentais.
Pelos dados disponíveis até agora, a própolis parece ter tanto potencial terapêutico como preventivo. Mas isso não significa usar o extrato, a forma mais consumida por aqui, como se fosse água. “Ingerir 15 gotas em jejum já seria suficiente para fortalecer o sistema imune”, sugere Norma. Já o imunologista José Maurício Sforcin, professor da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo, recomenda recorrer ao produto por um curto prazo, pois o uso contínuo e exagerado faz com que o organismo fique tolerante às substâncias e elas deixem de agir direito.

10.822 – Pesquisa Científica – Brasil investe pouco em Ciência


ciencia brasileira

Pelo menos é a conclusão da Revista Nature
Segundo ranking da revista “Nature”, o Brasil é um dos países com menor eficiência no gasto com ciência. Ele figura em 50º entre 53 avaliados, atrás de países como Irã, Paquistão e Ucrânia. O país, no quesito, só é melhor que Egito, Turquia e Malásia.
A medida é feita pela divisão do número de artigos publicados em 68 revistas científicas internacionais de alto prestígio pelo total de investimentos em pesquisa.
Em 2013, segundo a Nature, o Brasil publicou 670 artigos nessas revistas. Seu gasto com ciência e desenvolvimento é da ordem de US$ 30 bilhões ao ano.
Em comparação, o Chile publicou mais que o Brasil (717 artigos), gastando menos de US$ 2 bilhões, um desempenho muito bom. Israel publicou 1.008 artigos gastando cerca de US$ 9 bilhões.
O país mais eficiente é a Arábia Saudita, que tem conseguido um ótimo retorno com estudos da área de energia e gás. Publicou 288 artigos gastando, segundo o último dado disponível, cerca de US$ 500 milhões ao ano –os dados incluem dinheiro público e privado.
Como algumas revistas científicas especializadas em física publicam uma quantidade muito grande de artigos, a metodologia da “Nature”, que dá origem ao ranking , conta ainda com um fator de ponderação para corrigir essa distorção, entre outros ajustes metodológicos.
Assim, artigos de ciências biológicas e de química valem mais, para que países fortes em exatas não fiquem artificialmente melhor colocados.
Nem tudo é má notícia: o desempenho brasileiro –calculado para o ano de 2013– comparado ao de 2012 melhorou em 17,3%: o pais ocupa agora a 23ª posição no ranking geral –sem considerar a eficiência. Antes, o Brasil ocupava a 26º posição.
José Eduardo Krieger, pró-reitor de pesquisa da USP, avalia o desempenho como “inadequado perante a grandeza do país”, já que o Brasil, se tivesse um desempenho de acordo com sua economia, deveria figurar entre os sete melhores do mundo.
Rogério Meneghini, diretor científico do SciELO –banco virtual de dados bibliográficos–, avalia positivamente a iniciativa da “Nature”.
Segundo ele, o ranking cobre artigos de projeção muito grande, e que certamente terão em média um alto índice de citações –outra maneira de medir a relevância científica de um trabalho.
Em avaliações que analisam uma quantidade maior de revistas, a participação brasileira em porcentagem de artigos publicados está em 2,5%. No ranking da “Nature”, o país tem só 1,1% (13º lugar).
Em termos brutos, é o país com maior publicação científica da América Latina. Quando se analisa, porém, o volume de pesquisa produzido a cada mil pesquisadores, o Chile lidera a região com um índice cinco vezes maior que o do Brasil, que fica atrás também de México e Argentina.
O ranking da Nature também classifica as instituições por produtividade em pesquisa. Dentre as 200 melhores, não há nenhuma latino-americana. O ranking é liderado pela Academia Chinesa de Ciências, seguida por Harvard (EUA) e pela Sociedade Max Planck (Alemanha).
A universidade latino-americana mais bem colocada é a USP, também primeira colocada entre as universidades brasileiras no Ranking Universitário Folha. Ela aparece em 271º lugar na “Nature”, seguida por UFRJ (557º), Unesp (574º) e Unicamp (613º).
Krieger considera que a USP, assim como a ciência brasileira, precisa aumentar não só a quantidade, mas principalmente a qualidade de sua produção científica. Segundo ele, o Nature Index pode ser um bom indicador da qualidade da pesquisa nas áreas que ela avalia.

10.821 – Mega Byte – App avisa se você está sendo espionado


app espionagem

Após o escândalo da NSA (Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos) que revelou que o governo norte-americano espionava não só seus cidadãos, mas outros países e governantes por meio de escutas telefônicas e dados na internet, muitas coisas mudaram. Além das pessoas passarem a se preocupar mais com segurança, agências e organizações começaram a apertar o cerco contra violações do tipo.
Pensando em uma forma dos usuários se protegerem, a Anistia Internacional lançou o Detekt, um serviço que escaneia o computador atrás de spywares e outros softwares que possam estar espionando você.
Segundo o CNET, o aplicativo foi lançado pelo pesquisador de segurança alemão Claudio Guarnieri e é uma parceria da Anistia com organizações de direitos civis e de proteção do consumidor como a Digitale Gesellschaft, da Alemanha; Privacy Internacional, do Reino Unido; e Eletronic Frontier Foundation, dos Estados Unidos.
Disponível para PCs que rodem Windows, o Detekt é destinado principalmente a jornalistas e ativistas que tenham potencial para serem vigiados por governos. A Anistia explica, no entanto, que desenvolvedores de spyware provavelmente mudarão o software após o lançamento do app para evitar sua detecção.
Caso o app encontre algum tipo de vigilância, o recomendado pela Anistia é que o usuário desligue a internet e procure por ajuda especializada de um computador diferente e sem a mesma conexão de internet.

10.820 – Inventos – Garrafa especial transforma umidade do ar em água potável


fontus-water-bottle-designboom01

Funcionando com energia solar, o aparelho é capaz de produzir meio litro de água em uma hora – com as condições climáticas ideais. Estima-se que a atmosfera do planeta Terra contenha aproximadamente 13 mil km³ de água inexplorada; e esse projeto chega com a ideia de descobrir esses recursos.
Funcionando com um sistema complexo, o aparelho é dividido em duas “áreas”. A energia solar serve para esfriar a parte superior e esquentar a inferior; depois que o ar entra, ele percorre essas duas regiões em direção a uma câmara perfurada responsável por separar as partículas. As gotas, então, caem por um cano até chegarem na garrafa.
O “Fontus” pode ser aplicado em duas diferentes áreas. A primeira é como um acessório esportivo – para ciclistas que fazem tours de longa duração. Em segundo, a garrafa “coletora d’água” pode ser um motivo de grande esperança para regiões úmidas, mas com pouca água subterrânea.

10.819 – Sexologia – Sexo com amor é mais gostoso


aquilo-que-se-faz-por-amor

Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia entrevistaram 95 mulheres entre 20 e 68 anos. E a maioria delas respondeu que vê o amor como peça fundamental para melhorar a satisfação sexual. Os benefícios, segundo elas, não eram apenas emocionais. Sexo com amor parece aumentar também o prazer físico.
É que transar com o amado faz com que elas se sintam mais desinibidas e livres para explorar a própria sexualidade. Mas há ainda outra questão em jogo: o machismo. “Quando sentem amor, elas podem sentir mais prazer por confiarem no parceiro, mas também por sentirem que é ok fazer sexo quando o amor está presente”, diz Beth Montemurro, uma das autoras da pesquisa.
Ainda assim, a maior parte das entrevistadas (50 mulheres), apesar de reconhecer os benefícios do sexo com amor, não se importa em ir pra cama com alguém que não ame. Afinal, amando ou não, sexo pode ser divertido.