9322 – Geografia – Mar Mediterrâneo salvo pelo Dilúvio


Há cerca de 6 milhões de anos, quando movimentações tectônicas juntaram o norte da África ao que hoje se conhece por Península Ibérica, o Mediterrâneo acabou separado do Oceano Atlântico por uma cadeia de montanhas. A seguir entrou num processo acelerado de evaporação, favorecido pela extrema salinidade de suas águas. Restaria dele uma planície quase seca e estéril, 1,5M abaixo do nível do mar. A sequência de acontecimentos que reverteu tal processo de degeneração do Mediterrâneo e lhe deu a exuberância atual tem sido objeto de especulação.
Mas, segundo uma recente pesquisa, ele nasceu de um dos mais espetaculares dilúvios já ocorridos na história do planeta.
Há 5,3 milhões de anos, por causa da movimentação das placas ocorreu um tsunami. As águas correram 2 anos com um fluxo equivalente a mil vezes o do Rio Amazonas, elevando o nível do Mediterrâneo 10 metros por dia. A erosão teria criado o Estreito de Gibraltar, estabelecendo a ligação que até hoje perdura até o Mediterrâneo eo Atlântico. A rápida enchente do Mediterrâneo teria causado a diminuição de 9,5 metros do nível dos oceanos, com consequências no clima global.
Achava-se que os registros da passagem da água tinham desaparecido das camadas de solo sob o Estreito de Gibraltar há muito tempo e que, portanto, seria impossível recuperar como o fenômeno se deu. Para levarem a cabo seu estudo, os cientistas espanhóis se beneficiaram das prospecções feitas recentemente no estreito com vistas à construção de um túnel ligando a Espanha ao Marrocos, no norte da África. Durante as escavações, descobriu-se que as camadas subterrâneas do estreito abrigam um canal com 500 metros de profundidade e 10 quilômetros de largura. O canal tem formato de U, o que leva a concluir que é remanescente de uma enchente duradoura e de grandes proporções.

7578 – Surfando um tsunami


Até daria para encarar essa loucura, mas é melhor não tentar. O principal problema nem é o tamanho da onda: nos picos de Mavericks e Jaws, na Califórnia e no Havaí, as ondas quebram com até 21 metros, o dobro do tamanho do tsunami que varreu o Sudeste Asiático no fim de 2004. O perigo é a força da onda mortal. Sua velocidade chega a 800 km/h e o volume de água que ela carrega é gigantesco. Além disso, o tsunami não tem aquela estrutura curvada e nem quebra como uma onda comum. Isso dificulta as manobras dos surfistas.
Tecnicamente, dropar um tsunami seria parecido com surfar uma pororoca, a onda oceânica que invade os rios amazônicos na época das grandes marés. Mas o risco de um acidente é bem maior.
Para começar, a pororoca tem hora exata para ocorrer – o tsunami, não. Além disso, a onda mortal é 20 vezes mais rápida e arrasta muito mais detritos. Mesmo assim, tem quem toparia cair na água no meio de um maremoto.
Basta estar na hora exata, no lugar exato, e contar com equipamentos adequados, como apoio de jet ski e helicópteros. Mas qualquer erro pode ser fatal.

Onda Comum
Basta estar na hora exata, no lugar exato, e contar com equipamentos adequados, como apoio de jet ski e helicópteros. Mas qualquer erro pode ser fatal.
Qualquer onda viaja mais rápido em regiões profundas e perde velocidade em áreas rasas. Junto da praia, uma onda comum chega a 60 km/h.
Uma onda comum mede até 150 metros. Em conseqüência, o volume de água que ela carrega é bem menor que o do tsunami.
Na praia, uma onda comum costuma aparecer depois da outra em questão de segundos. O surfista consegue se preparar e escolher a melhor para dropar.
O surfista rema com os braços até entrar na onda. Depois, ele se desloca da crista à base pela “parede” da onda, fazendo todo tipo de manobra.
As mais comuns medem de 2 a 3 metros e são bem leves (pesam 1,5 quilo), porque é preciso remar rápido para alcançar a onda.

Tsunami
Um tsunami tem forma mais “quadrada”. Sua frente parece uma avalanche em que a água na parte de cima já arrebentou. Fica bem mais difícil manobrar.
Em alto mar, um tsunami chega a viajar a 800 km/h. Perto da costa, ele atinge 80 km/h. Com essa velocidade, o surfista mal tem tempo de posicionar a prancha.
Um tsunami chega a ter 500 quilômetros de extensão! Dá para imaginar que o volume de água é pelo menos 5 mil vezes maior que de uma onda comum.
Entre um tsunami e outro pode haver um intervalo de 10 minutos a 2 horas. Essa demora torna difícil prever o momento de pegar a onda — ainda mais porque ela vem muito rápido.
Por causa da velocidade do tsunami, o surfista precisaria ser puxado por um jet ski até a onda. Depois, teria de permanecer junto à base, pois a parte de cima tem espuma e detritos.
Além dos anteriores, contar com uma equipe de apoio e resgate, com barcos, jet ski e helicóptero. E ter sorte para livrar-se dos obstáculos, pois o tsunami invade o continente.
Em ondas como o tsunami, a prancha precisaria de resistência. Por isso, ela teria de ser pesada e compacta, com cerca de 1,5 metro e pesando entre 7 e 8 quilos.

2612-Mega Catástrofes – Japão: Terremoto, Tsunami e Ameaça de Acidente Nuclear



Um terremoto bem mais intenso do que aquele que devastou o paupérrimo Haiti há um ano (2010). Foi na madrugada de sexta, 12 de março de 2011, num ponto a 32 km de profundidade no Oceano Pacífico e a 400 km de Tóquio. O tremor foi de 8,9° na Escala Richter.Terremotos no mar provocam as tsunamis, ondas gigantes de até 10m de altura e velocidade de 800 km por hora, uma onda que nem o mais temerário surfista ousaria a encarar; onde casas, carros, barcos e prédios se desprenderam do solo em fração de segundos para rodopiar no turbilhão de águas, como se fossem brinquedo. Sua força deslocou em 10 Cm o eixo de rotação da Terra. A estimativa foi de 1000 mortos,mas poderia ter sido pior. O Japão tem um histórico de tragédias do gênero, por isso não economiza em tecnologias para prevenir devastações. Existem barreiras de concreto no mar, que reduzem a velocidade das ondas. A população também foi avisada do terremoto com 1 minuto de antecedência, tempo que embora seja curto, pode ser a diferença entre a vida e a morte. Já no Haiti, morreram 300 mil pessoas.Na cidade de Sendai, a mais atingida, quando as ondas do tsunami refluíram, devolveram as praias mais de 200 corpos. Os carros foram para o mar e barcos e até navios, para a terra. Um navio que levava 100 pessoas foi tragado pela tsunami.
Possível Acidente Nuclear – 11 dos 54 reatores nucleares foram paralisados automaticamente. Houve um vazamento radioativo em uma usina em Fukushima. A população local foi evacuada num raio de 10 km da usina. O risco de acidente de grandes proporções é baixo: no Japão, 30% da energia consumida é nuclear e as usinas foram projetadas para resistir vibrações 10 vezes mais intensas que as suportadas em Angra 1 e 2.

A Escala Richter
A escala de Richter, também conhecida como escala de magnitude local (ML), atribui um número único para quantificar o nível de energia liberada por um sismo. É uma escala logarítmica de base 10, obtida calculando o logarítmo da amplitude horizontal combinada (amplitude sísmica) do maior deslocamento a partir do zero em um tipo particular de sismógrafo (torção de Wood-Anderson).
Pelo fato de ser um escala logarítmica, um terremoto que mede 5,0 na escala Richter tem uma amplitude sísmica 10 vezes maior do que uma que mede 4,0. O limite efetivo da medição da magnitude local ML é em média 6,8.
Magnitudes ainda são largamente estabelecidas na escala Richter na mídia popular, embora usualmente magnitudes momentâneas – numericamente quase o mesmo – são atualmente dadas; a escala Richter foi substituída pela escala de magnitude de momento, que é calibrada para dar valores geralmente similares para terremotos de intensidade média (magnitudes entre 3 e 7). Diferentemente da escala Richter, a escala de magnitude de momento é construída sobre os princípios sismológicos do som, e não é saturada no intervalo de alta magnitude.
A liberação de energia de um terremoto, que correlata rigorosamente o seu poder destrutivo, corresponde à potência 3⁄2 da amplitude sísmica. Portanto, a diferença em magnitude de 1,0 é equivalente ao fator de 31,6 ( = (101,0)(3 / 2) ) na energia liberada; a diferença em magnitude de 2,0 é equivalente a um fator de 1000 ( = (102,0)(3 / 2) ) na energia liberada
A escala de Richter foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg, ambos membros do California Institute of Technology (Caltech), que estudavam sismos no sul da Califórnia, utilizando um equipamento específico – o sismógrafo Wood-Anderson. Após recolher dados de inúmeras ondas sísmicas liberadas por terremotos, criaram um sistema para calcular as magnitudes dessas ondas. A história não conservou o nome de Beno Gutenberg. No princípio, esta escala estava destinada a medir unicamente os tremores que se produziram na Califórnia (oeste dos Estados Unidos).
Apesar do surgimento de vários outros tipos de escalas para medir terremotos, a escala Richter continua sendo largamente utilizada.
É uma escala logarítmica: a magnitude de Richter corresponde ao logaritmo da medida da amplitude das ondas sísmicas de tipo P e S a 100 km do epicentro.
A fórmula utilizada é ML = logA – logA0, onde:
A = amplitude máxima medida no sismógrafo
A0 = uma amplitude de referência.
Assim, por exemplo, um sismo com magnitude 6 tem uma amplitude 10 vezes maior que um sismo de magnitude 5. Como visto acima, o sismo de magnitude 6 liberta cerca de 31 vezes mais energia que o de magnitude 5.
Um terremoto com magnitude inferior a 3,5 é apenas registrado pelos sismógrafos. Um entre 3,5 e 5,4 já pode produzir danos. Um entre 5,5 e 6 provoca danos menores em edifícios bem construídos, mas pode causar maiores danos em outros.
Já um terremoto entre 6,1 e 6,9 na escala Richter pode ser devastador numa zona de 100 km. Um entre 7 e 7,9 pode causar sérios danos numa grande superfície. Os terremotos acima de 8 podem provocar grandes danos em regiões localizadas a várias centenas de quilómetros.
Na origem, a escala Richter estava graduada de 0 a 9, já que terremotos mais fortes pareciam impossíveis na Califórnia. Mas teoricamente não existe limite superior ou inferior para a escala, se consideradas outras regiões do mundo. Por isso fala-se atualmente em “escala aberta” de Richter. De acordo com o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, aconteceram três terremotos com magnitude maior do que 9 na escala Richter, desde que a medição começou a ser feita .
A primeira escala Richter apontou a magnitude zero para o menor terremoto passível de medição pelos instrumentos existentes à época. Atualmente, no entanto, é possível a detecção de tremores ainda menores do que os associados à magnitude zero, ocorrendo assim a medição de terremotos de magnitude negativa na escala Richter.
Graduação
Na realidade, os sismos de magnitude 9 são excepcionais e os efeitos das magnitudes superiores não são aqui descritos. O sismo mais intenso já registrado atingiu o valor de 9,5, e ocorreu a 22 de maio de 1960 no Chile.
A magnitude é única para cada sismo, enquanto a intensidade das ondas sísmicas diminui conforme a distância das rochas atravessadas pelas ondas e as linhas de falha. Assim, embora cada terremoto tenha uma única magnitude, seus efeitos podem variar segundo a distância, as condições dos terrenos e das edificações, entre outros fatores .
Magnitude e intensidade
A escala de Richter não permite avaliar a intensidade sísmica de um sismo num local determinado e em particular em zonas urbanas. Para tal, utilizam-se escalas de intensidade tais como a escala de Mercalli.
A escala de magnitude de momento (abreviada como MMS e denotada como Mw), introduzida em 1979 por Thomas C. Haks e Hiroo Kanamori, substituiu a Escala de Richter para medir a magnitude dos terremotos em termos de energia liberada.[4] Menos conhecida pelo público, a MMS é, no entanto, a escala usada para estimar as magnitudes de todos os grandes terremotos da atualidade. [5] Assim como a escala Richter, a MMS é uma escala logarítmica.
Descrição Magnitude Efeitos Frequência Micro 10,0 Nunca registrado. Extremamente raro (Desconhecido)

2.055-O que são as tsunamis?


Significa grandes marés de terremoto em japonês e são ondas enormes que atingem mais de 30 metros de altura. Geralmente se formam com um forte tremor que ocorre cerca de 50 metros abaixo do solo do oceano devido á movimentação das placas tectônicas. Depois do terremoto, uma seqüência de ondulações se propagam por grande distância na superfície do oceano, no início não muito longas, um barco que passe sobre elas pode nem perceber do que se trata. A sua energia pode diminuir e até desaparecer ao percorrer milhares de quilômetros. O problema é quando se aproximam da costa, porque a profundidade diminui e começa a haver atrito com o fundo do oceano, comprimida num espaço cada vez menor, é obrigada a subir. Formando uma coluna, a tsunami suga o mar da costa deixando parte do chão do oceano descoberto. Minutos depois aparece a tsunami, uma das mais destrutivas ocorreu em 1703 em awa, uma ilha no Japão, matando mais de 100 mil pessoas . Em julho de 1993 ocorreu outra no Japão matando 120 pessoas.