13.980 – Oceanografia – As Fossas Marianas


É o local mais profundo dos oceanos, atingindo uma profundidade de 11 034 metros.
Localiza-se no oceano Pacífico, a leste das ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas. Geologicamente, a fossa das Marianas é resultado geomorfológico de uma zona de subducção.
O ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger e Challenger II, da Marinha Real. O local foi batizado, então, de Challenger Deep. O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 pelo batiscafo “Trieste”, da marinha Americana tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, que passaram 20 minutos no fundo do oceano, numa expedição que durou ao todo 9 horas.
Pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (Estados Unidos) estão construindo um novo robô-submarino que será capaz de explorar as partes mais profundas do oceano, atingindo 11 000 metros de profundidade. O robô será alimentado por energia elétrica de baterias, podendo operar continuamente até 36 horas.
O novo robô-explorador será controlado remotamente, podendo ser operado em dois modos: autonomamente, sendo capaz de vasculhar de forma independente vastas áreas do oceano, ou preso, ligado a um cabo, com o objetivo de recolher amostras em locais específicos e bem definidos. No modo autônomo, o robô permanecerá ligado ao navio de controle, mas utilizando apenas uma fibra ótica, que será utilizada para envio de comandos e recepção de imagens.
Para lidar com as altíssimas pressões do fundo do mar, o robô-submarino terá suas câmaras acondicionadas em compartimentos feitos de cerâmicas estruturais sintéticas de última geração.
Além de pesquisa biológica, o robô permitirá acesso às zonas de terremotos e vulcões mais ativos da Terra, que consistem em falhas geológicas localizadas nas fossas oceânicas.
O homem chegou à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano pela primeira vez em 23 de janeiro de 1960, quando o batiscafo Trieste atingiu a Depressão Challenger, a 10 916 metros de profundidade, levando os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard. Em 1995, o mesmo ponto foi atingido pelo submarino-robô japonês Kaikō, que recentemente foi perdido durante uma tempestade. Na única ocasião em que seres humanos estiveram no ponto mais profundo do globo, não havia como tirar fotografias, uma vez que as janelas do batiscafo foram diminuídas a tamanhos de moedas, para melhor resistir à pressão. Por esse motivo, não existem registos visuais do evento.
Segundo o escritor norte-americano Bill Bryson, em seu livro Breve História de Quase Tudo, a aventura nunca mais foi repetida em parte porque a Marinha dos Estados Unidos se negou a financiar novas missões e em parte porque “a nação estava prestes a se voltar para as viagens espaciais e a missão de enviar um homem à Lua, que fizeram com que as investigações do mar profundo parecessem sem importância e um tanto antiquadas. Mas o fator decisivo foi a escassez de resultados do mergulho do Trieste”.
Em 1985 o oceanógrafo Robert Ballard, que tornou-se famoso pela descoberta do Titanic, utilizou um ROV (Remotely operated underwater vehicle) e seu minisubmarino Alvin para fazer mais uma descoberta histórica em conjunto com o pesquisador Dedley Foster, comprovando que, ao contrário do que se supunha, abaixo da camada batipelágico situada entre 1000 e 4000 metros, volta a existir vida. Antes da descoberta, as pesquisas eram realizadas de maneira empírica, com redes de alta profundidade. Até então era tido como certo que abaixo do batipelágico não existia mais nada no oceano. Pelas imagens de Ballard e Foster, comprovou-se que graças aos componentes químicos e ao calor exalado pelos vulcões por delicadas “chaminés” encontrados nas Fossas Marianas (a mais de 10 000 metros de profundidade) há vida exuberante nas profundezas. Pela análise das amostras coletadas pelo robô submarino comprovou-se a existência de vida marinha milhões de anos antes da vida na superfície terrestre. Na fossa das Marianas há um incalculável número de espécimes vivos altamente desenvolvidos e adaptados à colossal pressão encontrada nessas profundidades. As filmagens do ROV de Ballard e Foster mudaram para sempre parte da história da evolução da vida no planeta e abriram um campo imenso para novas pesquisas.
Em 25 de março de 2012, o cineasta James Cameron desceu sozinho até ao fundo da fossa das Marianas num batiscafo, no âmbito da expedição Deep Sea Challenge[4]. Foram sete anos de trabalho para o cineasta empreender, em apenas três horas, uma descida aos 10 998 metros de profundidade. A fossa das Marianas, que recebera a presença humana pela primeira vez em 1960, foi filmada com câmeras de alta resolução em 3D. Cameron esperava ainda, ao longo de seis horas no fundo, recolher amostras do sítio, menos conhecido pela ciência do que a superfície do planeta Marte.
A placa do Pacífico é sub duzida sob a Placa Mariana, criando a Fossa das Marianas e (mais adiante) o arco das ilhas Mariana, à medida que a água está presa na placa é lançada e explode para cima para formar vulcões da ilha. A Fossa das Marianas faz parte do sistema Izu-Bonin-Mariana subdução que forma o limite de fronteira convergente entre duas chapas tectônicas. Neste sistema, a borda ocidental de um prato, a Placa do Pacífico, é subduzida (isto é, impulso) abaixo da menor Mariana Plate que fica a oeste. O material crustal na borda ocidental da placa do Pacífico é uma das crosta oceânica mais antiga da Terra (até 170 milhões de anos) e, portanto, é mais frio e mais denso; Daí a sua grande diferença de altura em relação à Placa Mariana de alto escalão (e mais jovem). A área mais profunda do limite da placa é a Fossa Mariana propriamente dita.
O movimento das placas do Pacífico e Mariana também é indiretamente responsável pela formação das Ilhas Marianas. Estas ilhas vulcânicas são causadas pelo fluxo fundido do manto superior devido à libertação de água que está presa em minerais da porção subduzida da Placa do Pacífico.

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13.749 – Mega Curiosidades – Quantos litros de água tem no mar?


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Se a toda hora chegam bilhões de litros de água doce ao mar, por que ele continua salgado?
Porque os 100 bilhões de litros de água doce que desembocam diariamente dos rios são quase insignificantes comparados ao volume de água e de sais que compõem os oceanos – a evaporação na superfície marítima também ajuda a manter a salinidade constante. Para entender melhor, imagine se o 1,3 quatrilhão de litros de água dos oceanos equivalesse aos 500 mililitros de uma garrafa de água mineral. Nessa escala, seriam necessários 17,5 gramas de sal para imitar a salinidade média de 3,5% que ocorre nos oceanos, e o volume de água doce escoando diariamente para dentro da garrafa seria de apenas uma gota d’água*. Em zonas costeiras, porém, esse “pequeno” volume de água doce vinda dos rios diminui a concentração de sais. “Mas em águas afastadas da costa, com profundidade abaixo de 100 metros, as correntes marítimas misturam a água doce com o enorme volume de água e de sais, fazendo com que a salinidade do oceano seja pouco alterada”, explica Elisabete de Santis Braga, do Instituto Oceanográfico da USP.

– 100 bilhões de litros de água doce

– 1,3 quatrilhão de litros de água salgada

– 45,5 trilhões de toneladas de sal

*considerando o volume de 0,05 ml para uma gota d’água

12.559 – Dia Internacional dos Oceanos


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Desde 08-06-1992 D.C.

O Dia Mundial dos Oceanos foi criado em 8 de Junho do ano 1992 durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, pela Organização das Nações Unidas. Esta iniciativa oferece todo ano uma oportunidade para cuidar dos oceanos e motivar a mobilização internacional em sua defesa. Os oceanos cobrem 71% da superfície da terra e são fundamentais para o funcionamento do planeta. Constantemente os mares enfrentam os diversos e graves perigos causados pelas atividades do ser humano, entre os que se encontram: super exploração dos seus recursos naturais, destruição e modificação dos seus habitats e contaminação de suas águas e seus habitantes. Tendo em conta o dano que estas atividades ocasionam ao ecossistema, é prioritário conscientizar em nível mundial sobre esta situação, a fim de evitar a destruição deste recurso natural imprescindível, como o é a água.

12.233 – Vai pra praia? Cuidado com eles – Ouriço e água-viva são principais causas de acidentes nas praias do Brasil


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Um estudo da Universidade Estadual Paulista apontou que os ouriços-do-mar estão envolvidos em mais de 50% dos acidentes ocorridos no litoral. Em segundo lugar, vêm as caravelas e águas vivas, com 25%. A primeira regra básica para se livrar desses acidentes é não tocar em nenhum animal trazido às praias pelas ondas, como diz o professor da Unesp, Vidal Haddad Junior.
Para se proteger dos ouriços, vale redobrar o cuidado ao caminhar sobre pedras – pois elas podem ter buracos onde os ouriços costumam ficar. Quando o ouriço atinge o pé de uma pessoa, os espinhos penetram profundamente, e é melhor que sejam retirados por um médico. Algumas espécies podem ser venenosas, o que torna o problema ainda pior. Caso sofra um acidente do tipo, é recomendado não colocar o pé no chão, para que os espinhos não entrem ainda mais fundo. Água quente pode ajudar a aliviar a dor da ferida.
É importante ter cuidado com as caravelas-portuguesas e com as águas-vivas também: não nade quando elas estiverem por perto, e nem se souber de acidentes na região, já que existe uma grande possibilidade de outros bichos estarem por perto. Além disso, não brinque com os animais que ficam encalhados na praia, pois eles também podem queimar a pele.

Se você sofrer alguma queimadura, o indicado é fazer compressas com água do mar gelada. Não tente lavar o local com água doce, pois isso não alivia a dor. O vinagre é um aliado, ajudando a inativar o veneno.
E não, usar xixi não ajuda – na verdade, pode atrapalhar.
E atenção especial com as crianças, que são mais sensíveis do que os adultos e podem sofrer consequências mais severas.

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12.108 – Descoberto tubarão “ninja”: ele é todo preto e brilha no escuro


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Na costa do Pacífico da América Central, a cerca de 1.000 metros de profundidade, vive uma espécie de tubarão estilosa e iluminada, recentemente descoberta: o Ninja Lanternshark. Ele faz jus ao nome: além de ser preto, produz um brilho fraco, que se mistura com a luz que penetra no oceano. Isso facilita a captura de pequenos peixes e também ajuda o Ninja a se esconder dos grandes predadores.
O nome Ninja Lanternshark veio de uma fonte inesperada. Os primos da pesquisadora Vicky Vásquez, com 8 e 14 anos, sugeriram o apelido “Tubarão Super Ninja”. Ela achou que seria mais fácil convencer a comunidade científica a utilizar “Ninja Lanternshark” e assim ficou. Mas esse é só o nome usual. O original é Etmopterus benchleyi, em homenagem a Peter Benchley, autor do romance “Tubarão”, que deu origem ao blockbuster do cinema.
“Cerca de 20% das espécies de tubarões conhecidas foram descobertas nos últimos 10 anos. Nosso trabalho é procurar por esses tubarões perdidos”, diz Dave Ebert, que trabalhou no estudo com Vásquez.

12.018 – Planeta Terra – Mancha azul no Oceano Atlântico deixa cientistas em estado de alerta


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Uma enorme e estranha mancha azul no Atlântico Norte preocupa os cientistas de todo o mundo. Trata-se de uma grande porção de água atipicamente fria em uma área próxima à Groelândia. Os pesquisadores acreditam que o derretimento das calotas polares poderia estar causando essa queda notável da temperatura oceânica.
A Groelândia forma, junto com a Antártida, 99% do gelo de água doce da Terra, razão pela qual o impacto climático que essa descoberta implica é uma grande ameaça global, podendo modificar o fluxo normal do Atlântico. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, adverte que a temperatura oceânica da área diminui a cada ano e que o consequente aumento do nível do mar significa um grande perigo para as cidades litorâneas de todo o mundo.
Os especialistas afirmam que o fenômeno pode estar ocorrendo por causa da mudança climática que atinge diferentes lugares do planeta. Embora não estejam previstas alterações drásticas e imediatas, como as que vemos em filmes apocalípticos, as consequências da descoberta poderão colocar em risco a vida humana e causar desastres naturais, assim como variações muito fortes na temperatura mundial.

11.461- Dia Internacional dos Oceanos


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O Dia Mundial dos Oceanos foi criado em 8 de Junho do ano 1992 durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, pela Organização das Nações Unidas. Esta iniciativa oferece todo ano uma oportunidade para cuidar dos oceanos e motivar a mobilização internacional em sua defesa. Os oceanos cobrem 71% da superfície da terra e são fundamentais para o funcionamento do planeta. Constantemente os mares enfrentam os diversos e graves perigos causados pelas atividades do ser humano, entre os que se encontram: super exploração dos seus recursos naturais, destruição e modificação dos seus habitats e contaminação de suas águas e seus habitantes. Tendo em conta o dano que estas atividades ocasionam ao ecossistema, é prioritário conscientizar em nível mundial sobre esta situação, a fim de evitar a destruição deste recurso natural imprescindível, como o é a água.

11.453 – Concentração de carbono na atmosfera pode mudar a vida marinha


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Assim como as florestas, os oceanos são fundamentais para o equilíbrio climático do planeta: absorvem 25% das emissões totais de gás carbônico (CO2), o principal gás responsável pelo efeito estufa.
No entanto, a concentração de carbono na atmosfera bateu recorde este ano e excedeu o limite de 400 partes por milhão (ppm), o que indica que os mares podem não estar dando conta do recado.
Se o aumento da temperatura global ficar acima de dois graus, o que já é considerado difícil de ser revertido, a vida marinha terá de se reorganizar de uma forma nunca vista nos últimos três milhões de anos, mostra um estudo publicado nesta semana na revista científica “Nature Climate Change”.
Com águas mais quentes, espécies capturadas para consumo humano podem desaparecer porque os ambientes se tornarão inóspitos.
Até os mares das regiões polares, que se tornariam mais agradáveis para a vida marinha, devem virar palco de disputas entre as espécies endêmicas e as invasoras.
“Haverá espécies que vão desaparecer, mas outras conseguirão assumir um lugar nos ecossistemas. Mas os pescadores estão acostumados a capturar apenas determinadas espécies, e eles terão de se adaptar a essa nova realidade”, afirmou o coordenador do estudo, Gregory Beaugrand, oceanógrafo do Centro Nacional Francês de Pesquisas Científicas.
Os prejuízos para a indústria da pesca, que acrescentou US$ 274 bilhões ao PIB mundial em 2012, ainda não podem ser estimados.
Mas é fato que ela afetará de crustáceos a cetáceos. O aquecimento das águas tem como consequência o impacto no crescimento do fitoplâncton, a base da cadeia alimentar marinha, o que resulta em menos alimento disponível para os peixes.
Além do aquecimento das águas, a elevada concentração de gases de efeito estufa nos oceanos torna as águas mais ácidas, outro fator de risco à vida marinha. A Unesco diz que a acidez aumentará 150% até 2100.
“A acidificação dos oceanos é um fenômeno pouco conhecido, mas é uma ameaça silenciosa do aquecimento global. Ela vai afetar a sobrevivência dos recifes de corais”, afirma a bióloga Leandra Gonçalves, consultora da SOS Mata Atlântica.
No Brasil, a situação das espécies marinhas não é das mais animadoras: quase 100 espécies de peixes marinhos de importância comercial estão sob risco de extinção.
Diretora da Oceana, ONG internacional voltada à conservação de oceanos, Monica Brick Peres diz que o Brasil não produz estatísticas confiáveis sobre a pesca, o que faz com que espécies ameaçadas continuem sendo pescadas acidentalmente e até vendidas ilegalmente como se fossem peixes permitidos.

11.379 – Oceanos semelhantes aos da Terra podem ser muito mais comuns do que pensávamos em outros “mundos”


oceanos
A grande quantidade de água líquida na Terra, possivelmente oriunda de cometas e asteroides no início de sua formação, já foi dada como exclusiva de nosso planeta, por pesquisadores.
Agora, os cientistas dizem que oceanos como a Terra podem ser comuns no Universo, o que sugere que a vida também poderia ser mais abundante. A teoria é baseada em torno de uma estrela distante, onde grandes quantidades de água foram encontradas em sua atmosfera.
A pesquisa, conduzida pela Universidade de Warwick, na Inglaterra, focou suas atenções em uma distante estrela anã branca, conhecida como SDSS J1242 + 5226, a 530 anos-luz de distância, na constelação de Ursa Maior.
Com base em leituras, acredita-se que a estrela possua cerca de 30 a 35 por cento da água encontrada nos oceanos da Terra. Os cientistas acreditam que a água chegou à estrela por um grande asteroide com 900 km de diâmetro.
As implicações consistem no fato de que os asteroides que carregam água, podem ser comuns. “Nossa pesquisa descobriu que, ao invés de ser único, asteroides ricos em água semelhantes aos encontrados em nosso sistema solar parecem ser frequentes”, disse o astrônomo Robert Raddi, da Universidade de Warwick. “Assim, muitos planetas podem ter adquirido um volume de água comparável ao da Terra”.
A pesquisa também apoia a ideia de que a Terra era, inicialmente, seca, com seus oceanos sendo entregues por cometas ou asteroides ricos em água. Para chegar à sua conclusão, os cientistas usaram o telescópio William Herschel, nas Ilhas Canárias, para detectar uma grande quantidade de hidrogênio e oxigênio – os constituintes da água – na atmosfera da anã branca, o remanescente compacto de uma estrela semelhante ao Sol.
“Oxigênio, que é um elemento relativamente pesado, irá decair ao longo do tempo, portanto, pouco tempo depois do longo evento de interrupção ele não será mais visível. Em contraste, o hidrogênio é o elemento mais leve; ele irá sempre permanecer flutuando perto da superfície da anã branca, onde ele pode ser facilmente detectado”, disse o coautor do estudo, Boris Gänsicke, também da Universidade de Warwick
A água é considerada um pré-requisito essencial para a vida, assim como na Terra. Muitos planetas foram identificados ocupando órbitas ‘habitáveis’ ao redor de suas estrelas-mãe, onde as temperaturas são fracas o suficiente para a água existir na superfície. A quantidade é desconhecida, embora esta última teoria possa sugerir que a presença da água e da vida pode ser mais comum do que pensávamos.
Os resultados foram divulgado na revista Monthly Notices, da Royal Astronomical Society.

11.145 – Nem a maré nem o clima estão pra peixe


peixes

Os oceanos são um dos ecossistemas mais atingidos pelo aquecimento global do planeta. Com o aumento da temperatura da água, diversas espécies marinhas começam a migrar para outras regiões em busca de águas mais frias.
O efeito direto desta migração inesperada já é sentido pelos pescadores americanos. Segundo estudo divulgado pela Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), os peixes da costa leste, principalmente do Golfo do Maine – região de alta biodiversidade marinha – estão se deslocando cada vez mais para o norte para poder viver e se reproduzir em temperaturas mais geladas.
“Descobrimos que, em toda a América do Norte, peixes e invertebrados marinhos estão mudando suas localizações muito rapidamente”, afirmou Malin Pinsky, biólogo da Universidade de Rutgers e principal autor do estudo. Foram utilizados dados de mais de 40 anos de pesquisas do NOAA, do Departamento de Pesca do Canadá e outras organizações.
Com as informações levantadas, a agência americana desenvolveu ferramenta que fornece dados atualizados sobre a migração dos peixes. Pelo site OceanAdapt é possível visualizar o deslocamento de indivíduos de uma espécie ou de grupos, em determinada região ou na extensão total da costa dos Estados Unidos.
Os dados serão atualizados anualmente para auxiliar cientistas, pescadores e gestores a acompanhar e avaliar a migração das espécies marinhas, provocada pelas mudanças climáticas.
Outro estudo divulgado em 2014, conduzido pelo Centro de Monitoramento de Conservação Mundial do Programa para Meio Ambiente das Nações Unidas, revelou que populações de peixes podem se afastar de seu habitat 15km em média a cada década, se os oceanos ficarem 1ºC mais quente até 2100.
Entre mais de 800 espécies de peixes e invertebrados analisadas, a pesquisa mostrou que aquelas bastante consumidas pelo homem, como atum, bacalhau, arenque e linguado, comuns nos mares tropicais do sudeste asiático, devem migrar para locais de águas mais geladas como Ártico e Antártica.
Cientistas alertam que, a chegada de novas espécies nestas regiões poderá causar desequilíbrio ambiental, já que aumentaria a população de peixes disputando alimentos no local.

10.848 – Biologia Marinha – Um vírus misterioso está matando as estrelas-do-mar


Doença misteriosa intriga a Ciência

Está matando milhões de estrelas-do-mar. A epidemia atinge a costa do Pacífico do Alasca ao México. Ela vem reduzindo drasticamente a população desses animais marinhos e pode chegar a outras regiões do mundo.
O fenômeno foi observado pela primeira vez em junho de 2013, na costa noroeste dos Estados Unidos, como relata uma extensa reportagem do site The Verge. A estrela-do-mar doente fica coberta de lesões brancas. Depois, seus órgãos internos começam se projetar para fora da pele. Por fim, o animal se desintegra, perde seus braços e morre. A doença atinge mais de 20 espécies.
Ao longo de um ano, ela se alastrou para o norte, atingindo o Canadá e o Alasca, e para o sul, chegando à Califórnia e ao México. Até aquários que recebem água do mar foram contaminados. No aquário de Seattle, quase todas as estrelas-do-mar morreram. E já se observam alguns casos na costa Leste dos Estados Unidos, o que mostra que a doença também ocorre no Atlântico.
Biólogos vêm estudando o fenômeno. A principal suspeita deles recai sobre um vírus. O detalhe é que esse vírus já foi encontrado em estrelas-do-mar preservadas em museus, capturadas há mais de 70 anos.
Se o vírus existe há tanto tempo, por que só agora se tornou mortal? “Estou totalmente convencida de que isso tem relação com mudanças climáticas”, disse Lesanna Lahner, veterinária do Aquário de Seattle, ao Verge. “Só não tenho nenhuma prova disso ainda”, completa ela.
O aumento da temperatura e da acidez do oceano parecem ser os fatores que propiciaram a propagação da doença. Lesanna pegou algumas estrelas-do-mar doentes que estavam se desintegrando a 12°C e as colocou num tanque refrigerado a 10°C.
Para surpresa dela, as estrelas se curaram. Isso sugere que o aquecimento do Pacífico Norte, que foi de 0,5°C entre 1955 e 2013, pode ter contribuído para o vírus se alastrar. Mas as estrelas que estavam soltas no mar não se recuperaram no Inverno, quando a água se resfria.

Acidez do mar
O oceano absorve dióxido de carbono, gás que vem sendo produzido em quantidades crescentes desde que o mundo se industrializou. Esse gás reage com a água do mar, tornando-a mais ácida.
Os oceanos, que foram ligeiramente alcalinos nos últimos 300 milhões de anos, estão se tornando ácidos. Estudos já demonstraram que a acidez enfraquece as estrelas-do-mar, tornando-as mais vulneráveis a doenças.
A matança pode afetar outros animais marinhos. Há um estudo famoso publicado em 1966 pelo naturalista americano Robert Paine. Durante dois anos, ele removeu todas as estrelas-do-mar de uma piscina natural num costão rochoso.
Nesse período, o número de espécies na piscina rochosa havia se reduzido de 15 para 8. Paine concluiu que as estrelas-do-mar são espécies-chave, da qual dependem outros animais. Esse conceito de espécie-chave acabou sendo importante em estudos ecológicos posteriores.
Se essas são as más notícias, há também dados que trazem esperança. Pelo que se observou até agora, as estrelas-do-mar não desaparecem completamente das áreas afetadas. Em geral, morrem as maiores, mas resta um certo número de estrelas pequenas.
Isso sugere que os indivíduos mais resistentes sobrevivem à doença. Eles poderão, com o tempo, se reproduzir e levar a população desses animais a ser recuperar. De fato, já houve momentos na história em que a população das estrelas-do-mar declinou, recuperando-se depois. É possível que aconteça o mesmo na epidemia atual.

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10.843 – Biologia Marinha – Impactos no ciclo de nitrogênio afetam vida marinha e humana


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As mudanças induzidas pelo homem no ciclo do carbono, como seu aumento na atmosfera e no oceano, o que causa acidificação, são impactos observados há décadas. No entanto, um estudo publicado esta semana na Science mostra que atividades humanas, em particular processos industriais e agrícolas, têm também impactos significativos no ciclo de nitrogênio do mar.
A taxa de acumulação de nitrogênio reativo (como óxidos de nitrogênio da queima de combustíveis fósseis e amônia do uso de fertilizantes) mais que dobrou globalmente nos últimos 100 anos. E este aumento antropogênico da substância atingiu magnitude comparável a cerca de metade da fixação de nitrogênio pelo oceano (o processo natural pelo qual o gás atmosférico se torna um nutriente útil para organismos).
David Karl, diretor do Centro de Oceanografia Microbial da Universidade do Havaí, e pesquisadores da Coréia, Suíça e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA trabalharam conjuntamente para avaliar a concentração de nitrato em mar aberto do Pacífico Norte dos anos 1960 aos anos 2000.
A análise, capaz de discernir fixação de nitrogênio derivada de atividades humanas daquela natural, revelou que a concentração de nitrato aumentou substancialmente nas águas de superfície do Pacífico Norte nos últimos 30 anos, o que se deve em grande parte ao acúmulo de nitrogênio na atmosfera. “É um resultado preocupante que eu não teria previsto,” disse ontem Karl”. “O Pacífico Norte é tão vasto que é difícil imaginar que humanos pudessem impactar o ciclo natural de nitrogênio”.
Como a atividade biológica é limitada pela disponibilidade de nitrato no oceano, o acúmulo de nitrogênio da atmosfera pode aumentar a fotossíntese em suas camadas expostas ao sol e exportar material orgânico da superfície para águas profundas.
“A crescente população humana precisa de energia e alimento. Infelizmente, a poluição de nitrogênio é uma consequência indesejada, e nem o oceano aberto é imune a nossas atividades industriais”, afirmou Karl, de acordo com o Business Standard.

10.280 – Planeta Água – Terra pode ter reserva subterrânea de água três vezes maior que os oceanos


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Cientistas descobriram que uma vasta reserva de água, suficiente para encher os oceanos da Terra três vezes, pode estar confinada centenas de quilômetros abaixo da costra terrestre. A novidade, publicada nesta sexta-feira na revista Science, pode transformar o que se sabe atualmente sobre a formação do planeta.
A água estaria presa em um mineral chamado ringwoodita, cerca de 660 quilômetros abaixo da superfície. Devido à estrutura de cristal, esse mineral atrai hidrogênio e retém a água. Steve Jacobsen, pesquisador da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, e coautor do estudo, disse ao jornal britânico The Guardian que se 1% do peso das rochas localizadas na zona de transição (parte do manto terrestre, que fica abaixo da crosta, a superfície) for de água, essa quantidade seria equivalente a quase três vezes a dos oceanos.
A descoberta indica que a água da Terra pode ter vindo de seu interior, levada à superfície pela atividade tectônica, em vez de depositada por cometas que atingiram o planeta durante sua formação, como afirmam as teorias atuais. “Eu acredito que estamos finalmente vendo evidências de um ciclo da água completo na Terra, que pode ajudar a explicar a vasta quantidade de água líquida na superfície do nosso planeta. Os cientistas têm procurado essas águas profundas há décadas”, disse o pesquisador.
A pesquisa foi feita com base em dados do USArray, uma rede de sismógrafos americana, que mede as vibrações de terremotos. Para Jacobsen, essa água oculta pode servir como apoio para os oceanos na superfície, o que explicaria por que eles se mantiveram do mesmo tamanho por milhões de anos.

10.083 – O Mar não tá pra Peixe – Oceano mais ácido confunde instinto de sobrevivência dos peixes


Nem o peixe-palhaço consegue fazer rir os ecologistas
Nem o peixe-palhaço consegue fazer rir os ecologistas

A acidificação do oceano, uma das consequências das mudanças climáticas, pode reduzir o instinto de sobrevivência dos peixes e expô-los aos seus predadores. Segundo um estudo publicado nesta segunda-feira na revista Nature Climate Change, os animais se sentem atraídos pelo cheiro do predador quando vivem em águas mais ácidas, isto é, quando o pH é menor que 7. A pesquisa foi feita em conjunto pelo Instituto Australiano de Ciência Marinha, Universidade James Cook, Instituto Georgia de Tecnologia e Sociedade Nacional Geográfica, todos na Austrália.
O estudo analisou o comportamento dos peixes nos recifes de corais situados em frente à costa de Papua Nova Guiné. Essa região do Oceano Pacífico é naturalmente ácida, num nível que os estudiosos acreditam ser comparável ao dos oceanos de todo o planeta ao fim deste século.
Nessa condição, os cientistas descobriram que os peixes mudam o seu comportamento. “Normalmente, os peixes evitam o cheiro de um predador, mas neste caso eles se sentem atraídos por ele”, explica um dos autores da pesquisa, Philip Munday, professor da Universidade James Cook. Além disso, esses animais se afastam de seu refúgio. “Essa é uma conduta arriscada para sua sobrevivência, porque eles se tornam facilmente detectáveis por um predador.”
Cerca de 30% do dióxido de carbono emitido à atmosfera pela atividade humana é absorvido pelos oceanos, o que faz com que eles se tornem mais ácidos. Segundo Munday, os peixes da região estudada não conseguiram se adaptar a essa acidez, apesar de terem vivido toda a sua vida expostos a níveis elevados de dióxido de carbono. “Não sabemos se essa adaptação será possível nas próximas décadas, caso a acidificação do oceano continue aumentando”.

9910 – Caldeira no Mar – Em qual lugar a água do mar é mais quente?


Segundo o Guinness, o “livro dos recordes”, a maior temperatura já registrada no oceano é 404ºC. Só para dar uma ideia, o fogão da sua casa não passa de 300ºC! Esse calor infernal foi medido no oceano Pacífico, a cerca de 480 quilômetros da costa oeste dos Estados Unidos. Mas você nunca vai conseguir nadar nessa temperatura escaldante. Isso porque o recorde foi medido a mais de 2 mil metros de profundidade, junto a uma fonte hidrotermal, um lugar em que o magma vulcânico fica muito próximo do leito do oceano, aquecendo brutalmente a água. Se você estiver a fim de dar um tibum nas águas de superfície mais quentes do planeta, pegue um avião até a região onde ficam países como Filipinas, Indonésia, Brunei e Timor Leste. Por lá, em qualquer época do ano você pode se banhar em águas que passam dos 30ºC. Se você não quiser ir tão longe, dê uma chegadinha até o canal de Moçambique, entre o leste africano e a ilha de Madagascar. Nessa área, a água também costuma atingir temperaturas acima de 27ºC – no sudeste do Brasil, por exemplo, a temperatura média é de 24ºC. Tanto no sudeste asiático quanto na costa leste da África, a a água é quentinha porque as correntes marítimas que banham a região percorrem uma longa distância, partindo da costa oeste das Américas. Como boa parte do percurso rola na zona equatorial, as correntes recebem um monte de luz solar durante o trajeto. No final da viagem, as águas estão bem mais quentes que no resto do planeta.

9830 – Biologia Marinha – Como os animais das regiões abissais conseguem sobreviver em profundidades tão grandes?


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Quem acha que vive sob pressão precisa conhecer o Anoplogaster cornuta. Ele mora no oceano a uma profundidade de 5 000 metros. A pressão que a água faz sobre seu corpo é 500 vezes maior do que aquela que o ar faz sobre nós aqui na superfície. Mas não rola nenhum estresse. Os animais que nadam abaixo dos 300 metros de profundidade têm adaptações no corpo que os tornam imunes às condições adversas desses lugares.
Alguns dos ajustes são invisíveis. O aperto produzido pela água, que seria capaz de esmagar as proteínas e comprometer suas funções em seres que habitam a crosta, não causam mal nenhum. “Isso porque, para protegê-las, boa parte desses animais conta, nas células, com uma substância chamada óxido de trimetilamina”. O óxido funciona como uma parede que absorve o aperto. A escuridão, que também poderia atrapalhar suas caçadas e paqueras, é driblada com a fosforescência. “Se pudessem se comunicar conosco, esses bichos também se perguntariam como podemos ficar fora da água e com uma pressão tão baixa”, brinca o biólogo marinho Edward Seidel, do Aquário da Baía de Monterey, nos Estados Unidos.

9772 – Biologia Marinha – Tubarões em Perigo


Discovery & Mega de ☻lho nos oceanos

tubarao bco

Sobrepesca
Tal como centenas de outras espécies de peixes, os tubarões se encontram sob uma pressão crescente por parte da indústria de pesca mundial. Com o declínio das reservas de peixes comestíveis no mundo, muitas das frotas pesqueiras estão se voltando para os tubarões como uma fonte alternativa de alimento, o que pode vir a provocar efeitos catastróficos não somente nas populações de tubarões em geral, mas também nos ecossistemas marinhos como um todo.
As populações de tubarões demoram muito tempo a se recomporem da sobrepesca. Esses animais possuem um crescimento lento e demoram a atingir a maturidade sexual – 20 anos ou mais, dependendo das espécies. Em comparação às outras espécies de peixes, os tubarões dão à luz poucas crias. Estes fatores já colocaram a sobrevivência de várias espécies de tubarões em perigo, principalmente em áreas costeiras com grandes populações, como na costa da América, no Atlântico Norte.
O declínio no número de espécies de tubarões provoca sérias conseqüências no ecossistema em que vivem. Os tubarões são uma parte vital da cadeia alimentar e a sua natureza predatória ajuda a manter sob controle as populações marinhas. Sem tubarões para manter um equilíbrio saudável, o ambiente marinho está sujeito a sofrer enorme risco de danos permanentes.

9643 – Planeta Gelado – O Oceano Antártico


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Também conhecido como Oceano Glacial Antártico é o conjunto das águas que banham o Continente Antártico, mas que em realidade constituem o prolongamento meridional do oceano Atlântico, oceano Pacífico e oceano Índico. Muitos cientistas, oceanógrafos e geógrafos, não reconhecem a existência do oceano Antártico, considerando-o como uma junção de partes dos outros oceanos.
O oceano Antártico se estende desde a costa antártica até à latitude de os 60° S; limite convencional com o Oceano Atlântico, o Oceano Pacífico e o Oceano Índico. É o penúltimo oceano em extensão (só o oceano Ártico é menor). Formalmente, sua extensão foi definida pela Organização Hidrográfica Internacional no ano 2000 e coincide com os limites fixados pelo tratado Antártico.
O Oceano Antártico é o único a rodear o globo de forma completa, e circula completamente a Antártida. Tem uma superfície de 20.327.000 km², uma cifra que compreende aos mares periféricos: o mar de Amundsen, o mar de Bellingshausen, parte da passagem de Drake, o mar de Ross e o mar de Weddell. A terra firme que borda o oceano tem 17.968 km de costa.
Juridicamente, pelo tratado da Antártica, assinado dia 1 de janeiro de 1956, o oceano Antártico e o continente Antártico seriam de responsabilidade dos seguintes países, para usos pacíficos e científicos; Chile, Argentina, Austrália, Bélgica, Estados Unidos, Brasil, França, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido, África do Sul e Rússia (como herdeira da União Soviética).
No projeto da 4.ª edição foram consultados em 1972 os países membros da OHI. Até 1976 haviam respondido 32 países expressando a maioria sua preferência pelo nome Antarctic Ocean. Somente Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido se pronunciaram a favor do nome Southern Ocean e o Chile preferiu Antarctic Glacial Ocean. O Brasil e os Estados Unidos se opuseram à definição de um novo oceano. Sobre o limite norte existiram divergências com projetos apresentados pelo Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Noruega e por vários países que propuseram a linha da convergência antártica. Em 1986 foi decidido não incluir o oceano Antártico no projeto da 4° edição, que foi reprovado em 1998.4
Um novo projeto foi posto em consideração aos 68 países membros da OHI, sendo que até 1999 28 responderam favoravelmente à definição de um novo oceano rodeando a Antártida e a Argentina respondeu negativamente.5 18 países aceitaram que o nome em inglês do novo oceano fosse Southern Ocean, enquanto que o restante preferiu Antarctic Ocean. Com relação ao limite norte, 14 votos foram para que fosse o paralelo 60° Sul, 7 para que fosse o paralelo 50° Sul, 5 aceitaram a proposta australiana e 3 prefeririam o paralelo 35° Sul.
A temperatura do mar varia de +10 °C a -2 °C. Tempestades ciclônicas se movem do leste girando ao redor do continente antártico e são frequentemente de forte intensidade, e são a causa da diferença de temperatura entre os gelos e o oceano aberto.
A superfície oceânica está entre os 40° de latitude sul e a Corrente Circumpolar Antártica que tem os ventos mais fortes do planeta. No inverno o oceano se estende até os 65° S em direção ao Pacífico e até os 55° S em direção ao Atlântico, deixando a temperatura superficial abaixo de zero. Em algumas costas, os fortes e constantes ventos provenientes do interior mantém a costa livre de gelo também no inverno.
A camada que se forma ao redor do continente antártico, é de aproximadamente 1 m de profundidade, possui pelo menos 2,6 milhões de km² em março e chega ao máximo de 18,8 milhões de km² em setembro, um aumento de mais de sete vezes. A Corrente Circumpolar Antártica, de 21.000 km de largura, se move eternamente para leste. É a maior corrente do mundo, e transporta 130 milhões de m³/s, 100 vezes mais que todos os rios da Terra juntos. As ondas podem ser muito altas. Os icebergs antárticos podem possuir dimensões imponentes, estendendo-se por quilômetros e constituem um perigo para a navegação.
O ponto mais profundo do oceano se encontra no extremo meridional da Fossa Sandwich do Sul e alcança 7.235 m de profundidade.
Os glaciares e mantos de gelo antárticos que se estenderam e flutuam sobre a superfície do oceano formam um amplo sistema de plataformas de gelo. Pedaços dessas plataformas que estão ligadas aos glaciares em terra firme se rompem e formam campos de gelo e icebergues (ou iceberg). Devido ao aquecimento global algumas dessas grandes plataformas estão derretendo, contribuindo para o aumento do nível do mar.

mapa_antarctica

O Oceano Antártico, com uma profundidade geralmente compreendida entre os 4.000 e 5.000 metros, é um oceano profundo com poucas zonas estreitas de águas pouco profundas. A plataforma continental antártica é estreita e relativamente profunda em relação às outras: dos 400 aos 800 metros, contra uma média mundial de 133 metros.
Os recursos naturais do Oceano Antártico ainda não têm sido explorados, mas existem grandes jazidas de petróleo e gás natural nas proximidades do continente antártico.
O Oceano Antártico tem uma biodiversidade imensa e ainda muito pouco explorada. Sua fauna varia de pinguins, pinípedes e cetáceos, até cianobactérias, fitoplâncton e krill, que apesar de pequenos servem de alimento para os animais maiores. A Antártida não tem flora terrestre, sendo a sua única composição vegetal feita por algas marinhas e outros organismos autótrofos.
Dentre os principais portos operacionais estão a Base Rothera, a Base Palmer, a Villa Las Estrellas, a Base Esperanza, a Base Mawson, a Estação McMurdo, e os ancoradouros no mar na Antártida.
Poucos portos existem na costa sul (Antártida) do Oceano Antártico, uma vez que as condições do gelo restringem o uso da maioria das praias para curtos períodos, em pleno verão. E mesmo no verão alguns requerem escolta de navios quebra-gelo para o acesso. A maioria dos portos da Antártida são operados por estações de pesquisa governamentais e, exceto em caso de emergência, permanecem fechados aos navios comerciais ou particulares; navios em qualquer porto ao sul de 60 graus de latitude sul estão sujeitas a inspeção por observadores do Tratado da Antártida.

9023 – Biologia Marinha – Tubarão também “pega um bronze”


Não é só os banhistas que se bronzeiam quando vão à praia. Para surpresa dos biólogos Christopher e Gwen Lowe, da Universidade do Havaí, o tubarão-martelo também. Esta é a primeira vez que se vê esse fenômeno em animais marinhos. Os dois pesquisadores transferiram filhotes desse peixe, natural dos mares tropicais, para um aquário raso, na Universidade do Havaí. Depois de duas semanas repararam que os cações, que tinham saído clarinhos do fundo do mar, ficaram marrons, quase negros. A explicação é aparentemente simples: no tanque, com apenas 1 metro de água, os filhotinhos passaram a receber 600 vezes mais raios ultravioleta do que no fundo da Baía Kaneohe, 15 metros abaixo da superfície, de onde vieram. Que a radiação solar ativa as células de melanina, que dão cor à pele, é coisa sabida. “Agora queremos descobrir a intensidade da radiação necessária para a produção dessa substância, que funcio na como um escudo protetor do DNA, no núcleo das células”.

8902 – Maior vulcão do planeta é descoberto no Oceano Pacífico


vulcao

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu o maior vulcão já encontrado na Terra. Submerso no Oceano Pacífico, o Tamu Massif tem tamanho comparável aos vulcões gigantes de Marte, o que o coloca também entre os maiores do Sistema Solar — o Olympus Mons, um vulcão gigante de Marte considerado o maior do Sistema Solar, é apenas 25% maior do que o Tamu Massif. O vulcão está localizado a cerca de 1.600 quilômetros a leste do Japão e ocupa uma área de aproximadamente 300.000 quilômetros quadrados — maior do que o estado do Rio Grande do Sul.
William Sager, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas e da Terra da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, começou a estudar o vulcão vinte anos atrás. Até agora, não estava claro para os pesquisadores se o Tamu Massif era um vulcão único ou se era formado por diversos pontos de erupção.
No novo estudo, publicado nesta quinta-feira no periódico Nature Geoscience, os autores analisaram amostras do vulcão colhidas pelo navio de pesquisa Joides Resolution, parte do Ocean Drilling Program (Programa de Perfuração Oceânica), uma iniciativa internacional de exploração e estudo da composição e estrutura do solo oceânico. A partir dessas amostras, eles concluíram que o vulcão entrou em erupção a partir de um único ponto, perto do centro, o que permite que ele seja considerado o maior vulcão individual do planeta.
Além do tamanho, o Tamu Massif também se destaca por seu formato: é um vulcão-escudo, nome dado aos vulcões que têm forma de uma larga montanha, com o perfil de um escudo. Ele é relativamente baixo e amplo, o que indica que a lava expelida deve ter percorrido longas distâncias antes de resfriar, diferentemente da maioria dos vulcões, que costumam ser pequenos e verticais.
De acordo com o pesquisador, a idade estimada do vulcão é de 145 milhões de anos. Acredita-se que ele tenha se tornado inativo alguns milhões de anos depois de sua formação. “Podem existir vulcões maiores, porque existem formações ígneas maiores no mundo, mas não sabemos se essas formações são um vulcão único ou um complexo de vulcões”.