13.187 – Saúde – Cerca de 35% das mulheres com atraso menstrual têm aborto espontâneo e acham que só menstruaram


aborto
Normalmente a gravidez possui 38 semanas e corresponde ao período da fecundação até o nascimento do bebê.
O que todas as mães desejam é que a sua gestão seja tranquila e seu bebê nasça com saúde. Mas infelizmente, nem tudo sai como o planejado. Durante este período, muitas mulheres sofrem aborto espontâneo ou interrupção da gravidez (IIG). Este problema ocorre quando a gravidez não completa o tempo certo devido a complicações. O que também pode acontecer é o aborto esporádico, quando a mulher sofre o aborto, porém continua com as gestações normais. Outro caso típico é o aborto habitual, em que a mulher sofre três ou mais abortos seguidos.
Os especialistas consideram o aborto a interrupção da gravidez até a 20ª semana. O feto também deve ter menos que 500 gramas para se caracterizar como aborto espontâneo. Entre a 22ª até a 36ª semana, os médicos consideram como parto prematuro, que pode ser espontâneo ou iatrogênico – necessitando que o médico interrompa a gravidez por algum motivo.
O aborto espontâneo é muito comum nos seres humanos. Quando a mulher percebe a gravidez, a taxa de abortamento marca 15%. Quando considerado o período antes da confirmação da gravidez, essa taxa aumenta para 30% a 40%. Isso é comum depois do atraso menstrual, em que a mulher perde muito sangue acreditando ser a menstruação, quando na verdade estava eliminando o embrião recém-formado. São diversas as causas para este fenômeno, mas em 60% dos casos é possível saber a causa de acordo com o momento em que ocorreu o aborto. Muitos especialistas acreditam que o problema ocorre pelo sistema imunológico rejeitar o novo embrião no corpo da mulher.
Além disso, o aborto espontâneo é um sinal de malformação do feto ou de uma gravidez inadequada. Quanto mais cedo esta fatalidade ocorre, maior a chance de o feto não estar bem formado. O motivo pode ser explicado de acordo com a semana que o aborto ocorreu. Um aborto espontâneo, também chamado de precoce, acontece até a 12ª semana. Nestes casos, a principal causa é genética, infecciosa ou imunológica.
Já nos abortos tardios, (da 12ª à 20ª semana) o problema é com a dificuldade de expansão, de crescimento do útero, malformações uterinas e a incompetência cervica l– dificuldade de manter o colo do útero fechado para ter uma gravidez normal. No aborto precoce, o casal passa por uma avaliação genética para ver se há casos de problemas na família, além de realizar um mapa dos cromossomos do casal –cariótipo. Se o problema for genético, pode estar ocorrendo a translocação não balanceada. Este problema ocorre em 3% a 4% dos casais. Como é impossível mudar a genética, o casal pode tentar a fertilização assistida com a doação de oócitos ou de espermatozoides.
As grávidas devem ficar atentas com as infecções, como a toxoplasmose – doença transmitida pelo gato. A melhor forma para prevenir é não ter contato com as fezes ou urina do animal. É importante que, antes de engravidar,sejam feitos exames de sorologias para infecções como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus e de outros possíveis empecilhos.
A alimentação não deve ficar de fora. Não é indicado comer carnes malcozidas, verduras sem lavar e sanduíches feitos em lugares sem higiene. A alimentação reflete na gestação, já que alivia a ansiedade. A mulher não é a única causa do abortamento. Os homens têm um papel fundamental na gravidez, tanto genético, quanto auxiliando em todas as fases.

Fonte: [ Diário de Biologia ]

12.399 – Ovários 3D testados em ratos restauram fertilidade


ovario protese
Cientistas da Nothwestern University anunciaram que conseguiram criar um ovário prostético usando tecnologias de impressão 3D. A prótese desenvolvida permitiu que ratas que haviam tido seus ovários removidos cirurgicamente ovulassem, tivessem filhos saudáveis e recuperassem seus ciclos hormonais.
Embora tenha sido testado com sucesso apenas em ratas, os pesquisadores pretendem desenvolver o método para criar um ovário bioprostético que possa ser implantado em mulheres para restaurar sua fertilidade. O implante também poderia restaurar o ciclo hormonal de mulheres que passaram por doenças ou tratamentos que prejudicaram o funcionamento de seus ovários.

Bioprótese
Utilizando uma impressora 3D, os cientistas criaram uma estrutura capaz de servir de suporte para células produtoras de hormônios e óvulos imaturos. A estrutura foi feita com um material biológico derivado do colágeno, uma proteína animal. Em seguida, ela foi revestida com folículos ovarianos para se tornar uma bioprótese.
Nas ratas em que foi testada, a bioprótese conseguiu restaurar sua fertilidade e ciclos hormonais. Por tratar-se de um procedimento adaptável, os pesquisadores acreditam que o mesmo método poderia ser utilizado para trazer esses mesmos benefícios a mulheres que, por qualquer motivo, tenham tido seus ovários removidos ou danificados.

Uso em humanos
‘Esperamos um dia poder devolver a fertilidade e o funcionamento hormonal a mulheres que estejam sofrendo efeitos colaterais de tratamentos de câncer, ou que nasceram com funcionamento reduzido dos ovários’, disse a principal autora da pesquisa, Monica M. Laronda. Além disso, ela também disse, em entrevista à Broadly, que acreditava que o tratamento poderia beneficiar mulheres trans no futuro.
Esse é apenas um dos exemplos de maneiras como a impressão 3D pode beneficiar a medicina. Recentemente, um cirurgião australiano conseguiu utilizar essas tecnologias para imprimir uma vértebra, que pode ser implantada em um paciente que sofria de câncer, para tratar sua doença.

12.378 – Sexologia – Como funciona o viagra feminino?


viagra feminino
Seu nome comercial é Addyi, apesar de ser mais conhecido como “o Viagra feminino”, e, desde sua aprovação legal e seu consequente lançamento comercial, ele tem provocado várias polêmicas por causa de seus efeitos colaterais. Entre eles estão enjoo, sonolência, náusea, fadiga, insônia e secura na boca. Primeiramente, seu funcionamento não tem nada a ver com seu antecessor masculino: enquanto o Viagra atua sobre uma deficiência biológica, o Addyi se ocupa dos hormônios e da química cerebral.
A flibanserina é indicada para o momento da “pré-menopausa”, quando pode ocorrer que uma mulher queira ter uma relação íntima, mas não tenha desejo sexual, problema conhecido como transtorno do desejo hipoativo. A droga, que deve ser administrada em doses diárias antes de dormir, estimula zonas estratégicas do cérebro, aumentando a produção de dopamina e noradrenalina, e diminuindo a serotonina, responsável pela queda da libido.
Além de seus efeitos secundários (nos testes experimentais, 10% das mulheres tiveram enjoo, fadiga e náusea), que, segundo seus próprios fabricantes, são “modestos”, para muitos, trata-se do “maior avanço na saúde sexual da mulher desde a pílula anticoncepcional”, conforme resumiu Sally Greenberg, diretora da associação de consumidores dos EUA.

12.004 -Reprodução – Primeiros transplantes de útero serão realizados nos EUA


utero
O procedimento irá beneficiar as mulheres que tiveram seu útero removido devido a doenças ou danos, ou que nasceram sem o órgão, recebendo um doado. Depois que o destinatário tiver um ou dois filhos, o útero será removido novamente, para impedir a ação de rejeição do organismo, que estará sob efeito de medicamentos.
Embora os transplantes de órgãos existam há décadas, o transplante de útero é relativamente novo no cenário médico, pois o órgão não é essencial para a sobrevivência. Portanto, nunca havia sido considerado uma grande prioridade pela maioria dos pesquisadores, ao contrário de outros, como fígado e coração. Porém, como milhares de mulheres nos EUA não conseguem ter filhos devido à ausência de um útero, houve forte interesse no procedimento.
Em 2014, uma mulher na Suécia se tornou a primeiro a dar à luz com um útero transplantado, após receber a doação de uma mulher de 61 anos. No final de setembro, o Reino Unido anunciou que iria realizar o procedimento em 10 mulheres como parte de um ensaio. Algo semelhante irá acontecer por parte dos cirurgiões norte-americanos, na Cleveland Clinic, oferecendo úteros transplantados a 10 mulheres, nos próximos meses. A triagem para potenciais candidatas, com idade entre 21 e 30 anos, já se iniciou. Todas as candidatas precisam ter seus ovários ainda intactos, e precisam ser mentalmente e financeiramente estáveis.
O procedimento funciona através da recuperação dos óvulos da mulher, com a fertilização e o congelamento deles, até que estejam prontos para o transplante.
“Um ano após o transplante, os embriões congelados são então descongelados e implantados, um de cada vez, até a paciente ficar grávida”, informou o hospital à imprensa.
Após o nascimento da criança, a mulher será capaz de manter o útero para tentar outro bebê, ou pode tê-lo removido. Caso ela não queira ter a cirurgia de remoção, os médicos afirmam ser possível interromper a medicação e deixar que o sistema imunológico rejeite o útero, que deve desaparecer gradualmente.
Apesar de riscos em todos os processos, as mulheres envolvidas estarão cientes. Para muitas delas, está é a única chance de ter um filho. Portanto, muitas mulheres já demonstraram interesse nos testes.
“O emocionante trabalho dos investigadores pioneiros, na Suécia, demonstrara que o transplante de útero pode resultar no nascimento bem-sucedido de crianças saudáveis”, disse Andreas Tzakis, investigador principal da Cleveland Clinic, ao jornal The Telegraph.

11.125-Anatomia-Sistema Genital Feminino


sistemareprodutor

O sistema reprodutor e genital engloba os órgãos que produzem, transportam e armazenam as células germinativas, que são as responsáveis por dar origem aos gametas.
E são os gametas que, ao se unirem, formam um novo indivíduo, que será abrigado em um órgão durante seu desenvolvimento. Esse órgão, chamado útero, faz com que o sistema reprodutor feminino seja considerado mais complexo que o masculino em razão da função de abrigar e propiciar o desenvolvimento de um novo indivíduo.
Ovários, tubas uterinas, útero, vagina, hímen, grandes lábios, pequenos lábios e clitóris são as estruturas encontradas no sistema de reprodução feminino. Além disso, as mamas também são de grande importância na manutenção da vida. Os órgãos externos desse sistema permitem a entrada do esperma no organismo, além de protegerem os órgãos genitais internos contra micro-organismos infecciosos.
Os grandes lábios e os pequenos lábios são dobras de pele e mucosa que protegem a abertura vaginal. Os pequenos lábios, durante o processo de excitação, ficam intumescidos e aumentam sensivelmente seu tamanho durante a penetração nas relações sexuais. Os grandes lábios ficam entre o monte púbico (ou monte de Vênus) e se estendem até o períneo, espaço entre ânus e vulva, e são cobertos por pelos pubianos após a puberdade.
A vagina é um canal com cerca de 7,5 a 10 centímetros que se estende do útero, órgão interno, à vulva, estrutura genital externa. Suas paredes normalmente se tocam e no exame clínico o médico utiliza um aparelho para afastá-las. Esse canal é responsável por receber o pênis durante a relação sexual e serve de canal de saída tanto para o fluxo menstrual quanto para o bebê no momento de parto normal. É um órgão musculoso cujo orifício é denominado introito. Próximos ao introito existem pequenas glândulas chamadas glândulas de Bartholin, que secretam muco para lubrificar a vagina sob a ação de estímulos sexuais.
O hímen é uma membrana de tecido conjuntivo forrada por mucosa tanto interna como externamente. Ele pode variar de tamanho e forma. No primeiro ato sexual sofre ruptura, permanecendo apenas pequenos fragmentos no local, chamados carúnculas himenais.
O clitóris é uma pequena saliência, bastante sensível ao tato, situada na junção anterior aos pequenos lábios. Tem função muito importante na excitação sexual feminina e pode ser considerado similar ao pênis no homem.
O útero é o órgão responsável por alojar o embrião e mantê-lo durante todo o seu desenvolvimento até o nascimento. Tem a forma de uma pera invertida, mas pode variar de forma, tamanho, posição e estrutura. É formado por tecido muscular que se estende amplamente durante a gravidez e apresenta camadas, sendo o endométrio aquele que sofre modificações com o ciclo menstrual, preparando-se mensalmente para receber o ovo já fecundado e, caso isso não ocorra, apresenta descamação e é eliminado pela menstruação.
Os ovários são duas glândulas situadas uma em cada lado do útero, abaixo das trompas. São responsáveis por produzir gametas ou óvulos e também por produzir hormônios sexuais femininos, estrógeno e progesterona. Esses hormônios vão controlar o ciclo menstrual, provocar o crescimento do endométrio e estimular o desenvolvimento dos vasos sanguíneos e glândulas do endométrio, tornando-o espesso, vascularizado e cheio de secreções nutritivas.
As tubas uterinas são aquelas que transportam os óvulos que romperam a superfície do ovário para a cavidade do útero. São dois canais finos que saem de cada lado do fundo do útero e terminam com as extremidades próximas aos ovários. Nas tubas, os espermatozoides unem-se aos óvulos quando há fecundação para então se fixar no útero. Pode ocorrer também do óvulo já fecundado fixar-se na tuba uterina e iniciar o desenvolvimento do embrião, o que se denomina gravidez tubária.

11.042 – Medicina – Medicamento receitado a mulheres que querem engravidar não funciona


heparina

Uma nova revisão de estudos mostrou que não há evidência de que um medicamento injetável muito usado em tratamentos de reprodução melhore as chances de gravidez ou evite abortos.
A heparina é um anticoagulante indicado originalmente para prevenir e tratar doenças que levam à formação de coágulos no sangue (trombose).
Há alguns trabalhos, com pouca evidência científica, apontando que ele poderia beneficiar também mulheres que sofram abortos habituais (mais de três sucessivos, sem causas genéticas) ou que tenham trombofilia [alterações na coagulação que predispõem a trombose].
Nos últimos anos, o remédio passou a ser indicado ainda a mulheres sem problemas de coagulação, que não estão tendo sucesso nas fertilizações in vitro (FIV) porque o embrião não se fixa no útero. O uso é “off-label” (fora das recomendações da bula).
A hipótese dos médicos, baseada em estudos experimentais, é que o medicamento evitaria a formação de “microcoágulos”, não detectáveis em exames, que atrapalhariam a implantação do embrião no endométrio (camada que reveste o útero).
Também teria a função de fazer com que as células da placenta cresçam com maior velocidade, o que aumentaria as chances da gestação.
Agora, um trabalho da Cochrane (rede de cientistas independentes que avalia a efetividade de tratamentos) revisou três estudos clínicos sobre o uso da heparina em tratamento de reprodução.
O resultado é que não há evidência de que a medicação melhore as chances de gravidez em mulheres sem problemas de coagulação.
“Não há justificativa para o uso”, concluem os autores em artigo na revista “Fertility and Sterility” deste mês. Em um dos estudos, de 5% a 7% das mulheres tiveram sangramentos, um dos efeitos colaterais da medicação.
A enfermeira Telma Santos, 34, diz ter tomado heparina por indicação do médico nas três tentativas de FIV, mesmo sem ter nenhum problema de coagulação sanguínea. Ela não engravidou.
“A gente se sente um rato de laboratório porque muita coisa usada no tratamento não tem evidência. Mas acaba topando tudo para ter um filho”, diz ela, que desistiu do tratamento reprodutivo.
Opinião dos especialistas
Para o médico Artur Dzik, diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, há um exagero hoje na indicação da heparina nos tratamentos reprodutivos, especialmente nos casos de falha de implantação do embrião.
“Falha de implantação não é igual ao aborto habitual. Falhas podem ser multifatoriais, relacionadas a questões como a estrutura dos laboratórios, treinamento e capacitação dos embriologistas, meio de cultura e idade do casal.”
Segundo ele, na ausência de problemas como a trombofilia, o uso da heparina é muito controverso.
O ginecologista Eduardo Motta, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), concorda. “Existe um uso irracional da heparina.”
Para ele, mesmo nos casos de trombofilias, a utilização é discutível. “Não é porque tenho um marcador que obrigatoriamente terei a doença.”

10.818 – Medicina – CÂNCER DE OVÁRIO


ovario2

O câncer de ovário é um tipo de câncer ginecológico que se origina nos órgãos reprodutores femininos. Existem diversos subtipos de tumores malignos do ovário e com graus de agressividade diferentes. Cerca de 90% dos casos são esporádicos, ou seja, não hereditários. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete principalmente mulheres acima de 50 anos. É um tumor menos frequente que os cânceres de mama, colo uterino, intestino, pulmão e estômago.
Sinais e sintomas
A maioria dos tumores malignos do ovário só apresenta manifestações clínicas em estágios mais avançados da doença. Na fase inicial frequentemente não causa sintomas específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce. À medida que o tumor cresce pode haver compressão de outros órgãos e estruturas. Podem surgir sintomas como aumento do volume abdominal, constipação intestinal ou diarreia, sangramento vaginal, dores abdominais, massa abdominal palpável, emagrecimento, entre outros.
Causas (fatores predisponentes)
O desenvolvimento dos tumores de ovário está relacionado a fatores genéticos, ambientais e hormonais. Os principais fatores de risco são:
História familiar
Síndromes hereditárias: Síndrome de Lynch II (Câncer colorretal hereditário não polipoide –HNPCC) , Síndrome de câncer ovário-mama (associada com a mutação dos genes BRCA1 e BRCA2)
Idade maior que 50 anos
Infertilidade
Obesidade
Menopausa tardia
Nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos)
Alguns fatores são considerados protetores contra a doença como a multiparidade (múltiplos filhos), amamentação, uso de pílulas anticoncepcionais, ligadura tubária (laqueadura), histerectomia (retirada do útero) e salpingo-ooforectomia (retirada dos ovários e tuba) bilateral.

Prevenção
Para a prevenção primária deve-se priorizar hábitos de vida saudáveis, com alimentação adequada e controle de peso. Ressaltamos a importância do exame ginecológico de rotina. Em caso de parente de primeiro grau com câncer de ovário e/ou mama deve haver um controle mais rigoroso.
Diagnóstico
Uma percentagem significativa das pacientes com câncer de ovário inicial podem não apresentar sintomas específicos. Na presença de sintomas o exame ginecológico e/ou exames de imagem (ultrassonografia, por exemplo) podem mostrar achados suspeitos motivando a investigação complementar. A cirurgia ganha importância no diagnóstico e estadiamento da doença.
Tratamento
O tratamento depende basicamente do tipo do tumor, do estadiamento (extensão da doença), idade e condições de saúde da paciente. A abordagem deve ser multidisciplinar e individualizada. A cirurgia constitui a principal modalidade terapêutica. A terapia sistêmica com quimioterapia é frequentemente indicada para complementar o tratamento, podendo ser utilizada antes ou depois da cirurgia.

9761 – Diagnóstico – A Galactografia


Consiste em um procedimento diagnóstico mamográfico, no qual é infundindo por meio de uma cânula, aproximadamente, 1 mL de contraste radiopaco, no ducto mamário.
Recomenda-se a realização deste procedimento em casos de secreções mamárias (serosa, sanguinolenta, sero-sanguinolenta, purulenta ou leitosa) sem causa aparente.
Após a injeção de contraste nas mamas, realiza-se a mamografia.
Esta técnica é contraindicada em casos de gravidez, infecções severas, pois esta pode agravar-se em decorrência da pressão exercida pelo contraste que necessita ser injetado. Indivíduos alérgicos ao contraste iodado também devem evitar se submeter a este procedimento diagnóstico.
A galactografia pode causar dor e certo desconforto, mas é suportável e o resultado fica pronto dentro de poucos dias.

9236 – Anatomia – Uma Reserva de 400 mil células


ovarios

As mulheres nascem com uma reserva de 400 mil células que se formaram em seus ovários enquanto elas ainda estavam em gestação. A cada 28 dias normalmente um óvulo é enviado à trompa uterina, até que se inicie a menopausa, entre os 45 e 55 anos, depois disso, a mulher não poderá ter mais filhos.

Os ovários têm uma região medular rica em vasos e a cortical, onde se localizam os folículos. Eles têm a forma de amêndoa, medindo até 5 cm em seu maior diâmetro e possui uma espessura máxima de 1,5 centímetro.
Sua região medular contém numerosos vasos sanguíneos e regular quantidade de tecido conjuntivo frouxo, e a cortical, onde predominam os folículos ovarianos, contendo os ovócitos. O ovário começa a se desenvolver ainda na barriga da mãe.
Os hormônios da hipófise, o LH e o FSH (eles estimulam as células dos ovários a produzir seu próprio hormônio, o estrógeno). A cada mês, esses hormônios provocam o amadurecimento de um ovócito dos ovários. Esse amadurecimento dura cerca de 12 a 14 dias. O ovócito, então, amadurece e rompe o folícolo, estrutura parecida a uma vesícula ou a uma minuscula bolha na superfície do ovário. Esse fenômeno chama-se ovulação e acontece muito próximo às franjas da tuba uterina.
Quando acontece a ovulação, o ovócito sai. O folículo maduro que restou dele será chamado corpo lúteo. Inicialmente fica um hematoma, um coágulo central dentro dele, em volta as células foliculares e da teca. As células da teca e as células foliculares vão exercer influência em um hormônio que é o LH (hormônio luteinizante). Esse hormônio vai luteinizar essas células e as células foliculares agora serão chamadas de células granulosas luteínicas. As células da teca serão chamadas células tecoluteínicas. As células granulosas luteínicas crescem tanto, que o hematoma do corpo lúteo ou corpo vermelho irá desaparecer. O corpo lúteo tem um grande aumento, as células se enchem de grãos de luteína. As células ficam então granuladas. O corpo lúteo vai existir até um determinado momento. A luteína aparece em função do hormônio luteinizante.Se não houver gravidez, esse hormônio para de ser produzido pela hipófise.

9137- Herança Indesejável – Colesterol alto pode passar de mãe para filho


Mesmo antes de pensar em engravidar, uma mulher pode influenciar no fato de seu futuro filho ter ou não problemas de colesterol na idade adulta. Essa foi a conclusão de um trabalho apresentado no Congresso Cardiovascular do Canadá. Se uma mulher tiver altas taxas de colesterol ruim (LDL) — mesmo antes da gestação — as chances de seu filho também ter altos níveis de LDL no sangue quando adulto são cinco vezes maiores do que se ela apresentar índices normais.
Os cientistas responsáveis pela pesquisa analisaram dados de três gerações de participantes do Estudo do Coração de Framingham, que começou com 5.200 homens e mulheres adultos em 1948. Ao observar as informações dos filhos e netos da primeira geração de voluntários, os pesquisadores encontraram a ligação entre o risco de ter colesterol alto dos adultos e o histórico desse mesmo problema em suas mães.
Ainda segundo os cientistas, o estilo de vida das pessoas e os conhecimentos de genética atuais não são suficientes para explicar todos os motivos que podem aumentar o nível de LDL no sangue. Agora, o próximo passo é descobrir quais são os mecanismos que tornam possível a transmissão do problema de mãe para filho.
A alta taxa de colesterol ruim pode causar uma série de problemas, como aterosclerose, infarto e derrame cerebral. A descoberta do trabalho reforça a importância de monitorar a quantidade de colesterol no organismo por meio de consultas médicas e exames, além de adotar hábitos saudáveis que ajudam a regular os níveis da substância, como a prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada.

8465 – Reprodução – É possível uma mulher dar à luz gêmeos de pais diferentes?


A possibilidade existe, mas é raríssima. “A mulher geralmente apresenta uma única ovulação a cada ciclo menstrual, mas acontece, muito de vez em quando, de desenvolver dois ou mais óvulos”, nesse caso, se ela tiver relações sexuais com dois homens durante seu período fértil, poderá ser fecundada por ambos e ter gêmeos fraternos, ou não-idênticos (gerados por dois óvulos distintos, em vez de um único óvulo fertilizado por dois espermatozoides). De cada fecundação surgirá um embrião com diferentes características, mas ambos nascerão no mesmo dia.
Aparelho reprodutor feminino é capaz de mais de uma ovulação
Cerca de 14 dias após a menstruação, o folículo (bolsa onde se desenvolve a ovulação) se rompe e libera o óvulo pronto para ser fecundado.
Em raríssimos casos, ocorre uma segunda ovulação. Durante esse período fértil, que dura quatro ou cinco dias, a mulher pode, portanto, engravidar de dois homens diferentes.

8312 – Vinagre é aliado eficaz no diagnóstico do câncer de colo de útero


A detecção do câncer de colo de útero com vinagre é uma técnica simples e barata que pode salvar milhares de mulheres que vivem nos países mais pobres, segundo estudo clínico realizado na Índia apresentado, neste domingo, nos Estados Unidos, durante a a conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica. O método consiste no uso de vinagre, de gaze e de uma lâmpada de halogêneo e exige uma formação básica para enfermeiros ou profissionais da área de saúde.
No exame, o profissional de saúde esfrega o colo do útero da mulher com vinagre, o que faz com que os tumores pré-cancerígenos fiquem brancos. Os resultados são apresentados um minuto depois, quando a luz da lâmpada é utilizada para inspecionar visualmente o colo do útero. Além da grande redução de custos, os resultados instantâneos são uma grande vantagem para as mulheres em áreas rurais que precisam viajar durante horas para receber atendimento médico.
Este estudo foi conduzido durante 15 anos com 150.000 mulheres indianas de 35 a 64 anos, examinadas a cada dois anos. Segundo os responsáveis pela pesquisa, os testes indicaram uma redução de 31% na taxa de mortalidade provocada pelo câncer de colo de útero.
Os pesquisadores estimam que o teste seria capaz de salvar anualmente 22.000 vidas na Índia e 73.000 em outros países em desenvolvimento, onde o câncer de colo de útero é uma das principais causas de mortalidade entre as mulheres. Isso porque, nesses países, há pouco ou nenhum acesso ao teste papanicolau, procedimento mais utilizado para detecção desta doença. O papanicolau detecta as mudanças das células do colo do útero que poderiam se tornar cancerígenas.
“Esperamos que os resultados deste estudo tenham um efeito importante na redução do número de casos de câncer de colo do útero na Índia e no mundo”, disse Surendra Srinivas Shastri, médico e professor de oncologia preventiva do hospital Tata Memorial de Mumbai, principal autor do estudo.
As 150.000 mulheres recrutadas para este estudo não tinham antecedentes da doença. A metade foi submetida a um exame a cada dois anos com o vinagre e a outra metade não fez nenhum teste, situação mais comum na Índia. A incidência de câncer de colo do útero foi similar nos dois grupos, ocorrendo 26,5 para 100.000 casos nas mulheres submetidas aos testes de detecção e 26,7 para 100.00 nas outras. Mas o teste permitiu uma redução de 31% na taxa de mortalidade.
O câncer de colo de útero, para o qual existe prevenção, é responsável por 275.000 mortes por ano no mundo, sendo 80% dos casos registrados nos países em desenvolvimento.

8218 – Cientistas identificam droga capaz de evitar infertilidade em mulheres após quimioterapia


Um dos principais efeitos colaterais de tratamentos de câncer em mulheres jovens — a falência prematura dos ovários e a infertilidade —, embora bem conhecido, era pouco compreendido. Um novo estudo, além de explicar os motivos pelos quais esse problema ocorre, propôs uma forma que pode ajudar a evitar o efeito adverso. A pesquisa, feita no Centro Médico Sheba, em Israel, foi publicada nesta quarta feira na revista Science Translational Medicine.
Cientistas desvendaram os mecanismos que fazem com que certas drogas usadas no tratamento contra o câncer causem infertilidade nas mulheres. Esses mesmos pesquisadores descobriram, porém, que um medicamento que ainda está sendo testado pode proteger a paciente contra tais danos.
O trabalho avaliou o mecanismo de ação de um quimioterápico conhecido como ciclofosfamida, droga de uma geração mais antiga e que compõe coquetéis de tratamento principalmente para casos de câncer de mama. Investigando seu efeito em camundongos fêmeas, os pesquisadores observaram que o medicamento, ao mesmo tempo em que impede a proliferação de células cancerígenas, acaba promovendo o crescimento de folículos presentes no ovário.

Esses folículos são aglomerados de células que contêm, cada um, um óvulo. Ao longo da vida de uma mulher, a cada mês um pequeno número desses folículos começa a crescer até atingir a maturidade, quando ocorre a ovulação. Com o envelhecimento, esse número de folículos vai diminuindo. Os pesquisadores descobriram que a ciclofosfamida acelera esse processo, fazendo com que todos os folículos comecem a crescer. E, uma vez que se inicia o amadurecimento, o caminho é sem volta. O reservatório, por fim, acaba sendo esvaziado. Daí a infertilidade.
A equipe de cientistas, liderada por Lital Kalich-Philosoph, descobriu que outra droga, apelidada de AS101, foi capaz de proteger os ovários durante o tratamento. Os camundongos que receberam a medicação juntamente com a quimioterapia mantiveram mais folículos em seus ovários após o tratamento do que aqueles que só tomaram o remédio anticâncer. E, quando elas acasalaram algum tempo depois, conseguiram ter tantos filhotes quanto animais que não tinham passado pelo tratamento.
A infertilidade é uma questão importante no tratamento de mulheres jovens com câncer. Como ainda não há uma droga disponível que evite a infertilidade, a saída é congelar óvulos ou até embriões. A droga AS101 está em fase 2 de teste clínico — ou seja, está sendo investigado se ela pode ser considerada segura para humanos. Mas até se traduzir em um possível tratamento para mulheres ainda há uma longa distância.

8133 – Remédio reduz em 38% risco de ter câncer de mama


Uma revisão de estudos com dados de mais de 83 mil mulheres apontou que moduladores hormonais reduzem em 38% o aparecimento do tumor em mulheres saudáveis com alto e médio risco de desenvolver a doença.
Trata-se da primeira análise de estudos clínicos envolvendo esses remédios, que evitam que o estrogênio faça as células da mama se multiplicarem no caso de tumores de mama hormonais. Cerca de 70% dos tumores têm esse perfil.
As drogas podem ser indicadas se a mulher, mesmo saudável, tiver histórico importante de doença na família, lesões precursoras do câncer e/ou mutações genéticas que aumentam a chance de desenvolvê-lo.
Em geral, o tratamento é oferecido a mulheres que estão na pós-menopausa.
Segundo os autores da pesquisa, publicada hoje na revista médica inglesa “Lancet”, já se sabia que esses remédios reduziam o risco de câncer de mama em mulheres com risco elevado da doença, mas a duração do efeito protetor das drogas era desconhecida.
O novo trabalho agora confirma o benefício por pelo menos cinco anos depois do fim do tratamento.
Neste mês, o US Preventive Services Task Force, grupo de pesquisadores ligado ao governo americano, recomendou que os médicos ofereçam esses remédios a mulheres com alto probabilidade de ter câncer e baixo risco de desenvolver derrames e coágulos –possíveis efeitos colaterais dessa drogas.
No Brasil, segundo Max Mano, oncologista do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), esse tratamento é pouco usado, ainda que sua frequência seja maior do que na Europa.
No setor privado, porém, a profilaxia é discutida rotineiramente, segundo Artur Katz, coordenador de Oncologia Clínica do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.
“Com mulheres que têm alto risco de ter a doença, temos a obrigação de discutir, caso a caso, os prós e contras do tratamento.”
Ele afirma que há quem prefira usar a medicação, ser acompanhada de perto ou até fazer a retirada das mamas.
Toxidade
Apesar da conhecida eficácia das drogas, há um receio em prescrever os moduladores hormonais por causa dos seus efeitos colaterais.
O novo estudo aponta que mulheres que usaram a mais conhecida dessas drogas, o tamoxifeno, tiveram uma incidência maior de câncer de endométrio do que as que receberam placebo.
Além disso, os quatro medicamentos analisados aumentaram a ocorrência de trombose.
“O risco do câncer de útero é estatisticamente real, mas é o fator que menos assusta porque a doença tende a ser pouco agressiva e é descoberta precocemente. Um derrame ou uma trombose preocupam mais porque não mandam aviso”, diz Katz.
Mas, segundo Max Mano, a quimioprevenção ainda é controversa.
“O remédio não dá a garantia de prevenção, ele reduz a chance. E, para isso, você expõe uma mulher saudável ao risco de ter outras doenças como efeito colateral. Tem que colocar na balança pra ver se vale a pena.”

cancer de mama

8132 – Medicina – Transplante de útero bem sucedido


Uma mulher que recebeu um transplante de útero em 2011 está grávida de seis semanas, segundo um comunicado divulgado pelo hospital universitário Akdeniz, na Turquia.
Derya Sert, que nasceu sem o órgão, foi submetida ao transplante pioneiro, feito graças a uma doadora morta, em 2011, quando tinha 21 anos. À época, o cirurgião Omer Ozkan afirmou que ela deveria aguardar ao menos seis meses para tentar engravidar.
A gravidez foi obtida por fertilização in vitro, usando um óvulo da própria paciente. O embrião foi implantado em março. Segundo o comunicado do hospital, publicado recentemente, os médicos monitoraram os batimentos cardíacos do bebê e, por enquanto, a gravidez está indo bem.

8065 – Sociedade – O Aborto


A expressão “aborto” se caracteriza pela morte do embrião ou feto, que pode ser espontânea ou provocada. Anomalias cromossômicas, infecções, choques mecânicos, fatores emocionais, intoxicação química acidental, dentre outros, podem ser considerados como sendo exemplos desse primeiro caso, que ocorre em aproximadamente 25% das gestações. Ele é caracterizado pelo término da gravidez de menos de 20 semanas, sendo o sangramento vaginal um forte indício de sua ocorrência. Mais de 50% dessas situações diz respeito a alterações genéticas no embrião.
Abortos provocados consistem na interrupção intencional da gestação. Quanto a isso, acredita-se que ocorram aproximadamente 50 milhões desse tipo de caso em todo o mundo, sendo a Romênia a campeã em número de abortos por habitantes.
Nas clínicas, os métodos mais empregados são a sucção, dilatação, curetagem e injeção salina, sendo esta considerada uma prática segura, desde que seja feita nas primeiras semanas de gestação, e praticada por equipe qualificada. Como pesquisas recentes sugerem que fetos são capazes de sentir dor, embora bem menos intensa, a partir da décima sétima semana de vida, estuda-se a possibilidade de aplicação de anestesias em fetos dessa idade em diante.
Em nosso país, exceto em casos de estupro, ou quando a mãe corre risco de vida (aborto sentimental, moral ou piedoso; e aborto terapêutico, respectivamente), este ato é proibido por lei. Existe, entretanto, uma situação em que o aborto pode ser concedido legalmente, sendo relativo à gestação de feto com graves e irreversíveis anomalias físicas ou mentais, como anencefalia; desde que haja o consentimento do pai, e atestado de pelo menos dois médicos.
Apesar da reconhecida ilegalidade de outras práticas além das citadas, é sabido que muitas mulheres recorrem ao aborto utilizando-se de métodos caseiros; ou mesmo por atendimento em clínicas clandestinas. Deste ato, um número considerável destas sofre complicações, como hemorragias, infecções, perfurações abdominais, podendo desencadear em infertilidade, ou mesmo óbito (é uma das maiores causas de mortalidade materna); sendo por isso reconhecido como um problema sério de saúde pública.
Discussões sobre essa temática são, geralmente, polêmicas, já que é um assunto complexo e delicado. Argumentos como a interrupção da vida de um ser inocente frente à irresponsabilidade de sua genitora de um lado, versus a integridade do filho e da própria mãe diante de uma maternidade não desejada, são sempre pontuados.
Opiniões pessoais à parte, é fato que a educação sexual e a promoção de atendimento médico mais acessível, incluindo aí o acompanhamento familiar e psicológico, podem ser capazes de contornar consideravelmente essa questão.

7935 – Bebê Gigante de 7 kg se recupera após falta de oxigênio em parto difícil


Com seis semanas de vida, George King passa bem. Mas seu nascimento foi difícil.
Ele chegou ao mundo pesando 7,233 kg, e ficou cinco minutos sem oxigênio durante o parto, em um hospital no interior da Grã-Bretanha.
A mãe, Jade King, conta que os médicos só se deram conta do tamanho de seu filho quando o ombro do bebê ficou preso durante o parto, que ela chamou de “traumático”.
Por ter passado cinco minutos sem oxigênio, os médicos deram 10% de chances de sobrevivência a George, mas ele resistiu.
George está passando por uma série de exames em um hospital em Bristol, para onde foi transferido. Seu estado de saúde é bom, mas ele poderá ter dificuldades de aprendizado.
Em 2012, um bebê nasceu com 7,3 kg na China. No Brasil, uma mãe gaúcha deu à luz uma criança com 6,1 kg em 2009.
Os médicos agora querem saber por que George nasceu tão grande.
Já a mãe diz que não quer engravidar de novo tão cedo e que, por enquanto, está feliz com o seu pequeno grande homem.

7672 – Medicina – Por que as grávidas sentem desejos?


Uma parte é manha – carente, a gestante busca atenção com delírios gastronômicos. Mas, na verdade, fatores psicológicos não pesam tanto assim. A teoria mais aceita hoje é que aquela secura por salmão com sorvete vem da demanda por nutrientes específicos.
A “desnutrição relativa” não é privilégios das futuras mamães. Ao longo da vida, nosso organismo cria um banco de dados relacionando alimentos e seus nutrientes. Assim, o corpo aprende a pedir leite quando quer cálcio e ovos quando quer zinco, por exemplo. Nas grávidas, esse sentido está ligado no turbo.
Isso explicaria um desejo comum do final da gravidez: carne malpassada. “Muitas mães sofrem anemia no último trimestre de gestação. O organismo pensa em bife sangrando como solução para a falta de ferro”, diz um nutrólogo da Unifesp.
Como se não bastasse, as grávidas ainda têm o apetite alterado por hormônios. Substâncias como o HCG (gonadotrofina coriônica humana) e a progesterona, que regulam as funções da gravidez, alteram a composição da saliva, fazendo as comidas ter outro gosto. Isso serviria de explicação para que comidas favoritas passem a ser rejeitadas, e vice-versa, além de favorecer combinações que paladares não grávidos acham ousados.

7544 – Farmacologia – A Difenidramina


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Remédios à base difenidramina, um anti-histamínico usado por gestantes contra enjôos, náuseas e alergias, pode provocar anomalias no comportamento sexual dos filhos quando estes atingem a idade adulta. Ao menos em ratos, como sugere a tese da farmacêutica do Instituto de Ciência Biomédicas da Universidade de São Paulo. Depois de analisar durante três anos o comportamento de filhotes nascidos de mães tratadas com o medicamento, os resultados surpreenderam.
Quando adultos, os filhotes machos das ratas que receberam o medicamento na gestação demoram mais pra procurar as fêmeas, realizam a penetração com dificuldade e, quando isso acontece, as ejaculações são bastantes retardadas. Tal comportamento se inverte quando se trata dos filhotes das fêmeas. Elas ficaram muito mais receptivas sexualmente às montas dos machos do que as filhas das ratas que não receberam o medicamento.

Anti-histamínico bloqueador H1 e sedativo. É um derivado da etanolamina. Compete com a histamina pelos receptores H1 presentes nas células efetoras. Desta forma evita, porém não reverte, as respostas mediadas unicamente pela histamina.
A Difenidramina é um anti-histamínico H1, de primeira geração, manifestando atividade anticolinérgica é usado para melhorar as reações alérgicas ao sangue ou plasma, em anafilaxia, como adjunto da epinefrina.
Curiosamente, ela tem algum efeito sobre a recaptura da serotonina, o que levou a alguns medicamentos para a depressão com estrutura semelhante.

É indicado para tratamento de:
Conjuntivite alérgica
Ênjoo em viagem
Rinite alérgica
Parkinsonismo (em idoso que tenha intolerância por medicação mais potente)
Distonia aguda (e.g. impregnação por haloperidol)
Rinite vasomotora
Urticária
Coadjuvante no tratamento das reações anafiláticas

O uso de Difenidramina pode causar:
Problemas de acuidade visual
Secura da boca e da garganta
Sonolência
Tontura

Durante o tratamento não é recomendado o uso de Bebida alcoólica e outros depressores do Sistema Nervoso Central.

7209 – Medicina – A Sífilis


Sua lesão inicial, cancro duro, é uma doença infecciosa e sexualmente transmissível causada por uma bactéria espiroqueta chamada Treponema pallidum.
As principais formas de transmissão são o contato sexual e a transmissão vertical para o feto durante a gravidez de uma mulher contaminada. Neste último caso, o feto sofre de sífilis congênita, que tem sinais e sintomas diferentes da sífilis clássica, por afetar o ser humano durante a sua fase de crescimento.
Transmitida mais comumente pelo contato sexual e pelo beijo, mordidas ou sangue infectado em transfusões ou no útero da mãe ao feto. Há contato quando mucosas infectadas entram em contato com as sãs.
A sífilis evolui lentamente em estágios, conhecidos como: sífilis primária, secundária, latente e terciária. Na fase primária ocorre a lesão inicial, o cancro duro, uma úlcera única e indolor, que regride espontaneamente. Na fase secundária ocorrem manifestações em pele e mucosas, geralmente acometendo mãos e pés. Após a fase secundária ocorre a fase latente, sem sinais ou sintomas. Na fase terciária as manifestações geralmente são sistêmicas: cutâneo-mucosas, neurológicas, cardiovasculares e articulares.
O diagnóstico geralmente é feito através de exames de sangue, porém a bactéria também pode ser observada através de observação no microscópio. A sífilis também é diagnosticada em grávidas assintomáticas durante a realização do pré-natal.
O tratamento é realizado com antibióticos, geralmente a penicilina G benzatina intramuscular. O número de doses necessárias para o tratamento varia de acordo com a fase da sífilis do paciente.
A doença pode ser prevenida através do uso de preservativos nas relações sexuais e, no caso da sífilis congênita, realização do rastreamento para sífilis no pré-natal de mulheres grávidas.
A palavra “Sífilis” é derivada do antropônimo Syphilus, protagonista do poema Syphilis Sive Morbus Gallicus, de Girolamo Fracastoro. O protagonista é castigado pelos deuses com uma doença repugnante, que o autor descreve como hoje chamamos de sífilis.

Nomes
A sífilis possui vários sinônimos. Ela também é chamada de avariose, lues, mal-americano, mal-canadense, mal-céltico, mal-da-baía-de-são-paulo, mal-de-coito, mal-de-fiúme, mal-de-franga, mal-de-frenga, mal-de-nápoles, mal-de-santa-eufêmia, mal-de-são-jó, mal-de-são-névio, mal-de-são-semento, mal-dos-cristãos, males, mal-escocês, mal-francês, mal-gálico, mal-germânico, mal-ilírico, mal-napolitano, mal-polaco, mal-turco, gálico, venéreo, cancro duro, doença-do-mundo e pudendraga, entre outros termos.

O Treponema pallidum é uma bactéria em forma de espiral helicoidal da dupla hélice ribossômica (em média, com dez a 126 voltas) com cerca de 54 micrómetros de comprimento e apenas 0,2 micrómetros de astro altura. Correndo ao longo do eixo longotominal, tipo “sacolas”.
A transmissão na maioria das vezes ocorre através do contato sexual, porém, pode ser transmitida da mãe para o feto. Neste caso dá-se o nome de sífilis congénita. A bactéria é móvel e invade a submucosa por micro rupturas invisíveis na mucosa. Afeta unicamente o ser humano. Há cerca de trinta casos por cada 100 000 habitantes por ano nos Estados Unidos e Europa.
Os sinais e sintomas de sífilis são vários, dependendo do estágio em que se encontra.
Nos Estados Unidos, são informados aproximadamente 36 000 casos de sífilis por ano e o número atual é presumivelmente mais alto. Seis em cada dez casos informados acontecem em homens.
Se não tratada adequadamente, a sífilis pode causar sérios danos ao sistema nervoso central e ao coração. A sífilis sem tratamento pode ser fatal. Se o paciente suspeitar de uma infecção pela doença ou descobrir que o parceiro sexual teve ou poderia ter tido sífilis, é muito importante que ele procure um médico o mais cedo possível.
A sífilis primária (“cancro sifilítico”) manifesta-se após um período de incubação variável de dez a noventa dias, com uma média de 21 dias após o contato. Até este período inicial, o indivíduo permanece assintomático, quando aparece o chamado “cancro duro” (apesar de, em Portugal e no Brasil, a palavra cancro também significar câncer ou neoplasia, trata-se aqui de uma doença infecciosa).
Após 10 a 90 dias de uma relação sexual surge espontaneamente uma ferida firme e dura na boca, no pênis, na vagina ou no reto. O cancro regride espontaneamente em período que varia de 4 a 5 semanas sem deixar cicatriz que pode induzir o paciente a acreditar que ele está curado, o que não é verdade.
O cancro é uma pequena ferida ou ulceração firme e dura que ocorre no ponto exposto inicialmente ao treponema, geralmente o pênis, a vagina, o reto ou a boca. O diagnóstico no homem é mais fácil, pois a lesão no pênis chama a atenção, enquanto que a lesão na vagina pode ser interna e somente vista através de exame com um espéculo ginecológico. Pode ocorrer linfonodomegalia satélite não dolorosa. Esta lesão permanece por 4 a 6 semanas, desaparecendo espontaneamente. Nesta fase a pessoa infectada pode pensar erroneamente que está curada. Ocorre disseminação hematogênica.
A sífilis secundária é a seqüência lógica da sífilis primária não tratada e é caracterizada por uma erupção cutânea que aparece de 1 a 6 meses (geralmente 6 a 8 semanas) após a lesão primária ter desaparecido. Esta erupção é vermelha rosácea e aparece simetricamente no tronco e membros, e, ao contrário de outras doenças que cursam com erupções, como o sarampo, a rubéola e a catapora, as lesões atingem também as palmas das mãos e as solas dos pés. Em áreas úmidas do corpo se forma uma erupção cutânea larga e plana chamada de condiloma lata. Manchas tipo placas também podem aparecer nas mucosas genitais ou orais. O paciente é muito contagioso nesta fase.
A sífilis secundária também pode ocasionar episódios esporádicos de erupções ulcerativas na pele, de difícil regressão, episódios de otite, episódios de problemas oftalmológicos, episódios de problemas nos rins e episódios de problemas cardiovasculares que muitas vezes surgem e regridem sem a necessidade de nenhum tratamento específico. Outro sintoma importante são dores de coluna e dores de cabeça frequentes, que podem ser indicativos de um quadro de neurossífilis.

O terceiro estágio da infecção ocorre em um a dez anos, com casos de até 50 anos para que a evolução se manifeste.
Esta fase é caracterizada pela formação de gomas sifilíticas, tumorações amolecidas vistas na pele e nas membranas mucosas, mas que podem ocorrer em diversas partes do corpo, inclusive no esqueleto. Outras características da sífilis não tratada incluem as juntas de Charcot (deformidade articular), e as juntas de Clutton (efusões bilaterais do joelho). As manifestações mais graves incluem neurossífilis e a sífilis cardiovascular.
Complicações neurológicas nesta fase incluem a “paralisia geral progressiva” que resulta em mudanças de personalidade, mudanças emocionais, hiperreflexia e pupilas de Argyll Robertson, um sinal diagnóstico no qual as pupilas contraem-se pouco e irregularmente quando os olhos são focalizados em algum objeto, mas não respondem à luz; e também a Tabes dorsalis, uma desordem da medula espinhal que resulta em um modo de andar característico. Complicações cardiovasculares incluem aortite, aneurisma de aorta, aneurisma do seio de Valsalva, e regurgitação aórtica, uma causa freqüente de morte. A aortite sifilítica pode causar o sinal de Musset (um subir e descer da cabeça acompanhando os batimentos cardíacos, percebido por Musset primeiramente em si próprio).
Antes do advento do teste sorológico (sorologia de lues ou VDRL – acrónimo inglês para laboratório de investigação de doença venérea), o diagnóstico era difícil e a sífilis era confundida facilmente com outras doenças.
Após o estágio primário, algumas vezes negligenciado pelo paciente ou simplesmente associado como uma consequência natural pelo contato sexual (na falta de informações amplas sobre a doença), a sífilis entra na fase secundária. Dos pacientes tratados no estágio secundário, cerca de 25% deles não se lembram dos sinais do contágio primário.
Os exames de sangue realizados para o diagnóstico da sífilis são divididos em não-treponêmicos e treponêmicos
Os exames não treponêmicos geralmente são os primeiros a serem realizados, e incluem o VDRL (do inglês venereal disease research laboratory) e RPR (rapid plasma reagin). Entretanto, estes exames apresentam altas taxas de falso positivo (teste positivo quando paciente não está doente). Por este motivo, é necessária a confirmação com um teste treponêmico. O VDRL baseia-se na detecção de anticorpos não treponemais. É usada a cardiolipina, um antígeno presente no ser humano (parede de células danificadas pelo Treponema) e talvez no Treponema, que reage com anticorpos contra ela em soro, gerando reacções de floculação visível ao microscópio. Este teste pode dar falsos positivos, e são realizados testes para a detecção de anticorpos treponemais caso surjam resultados positivos.
A sífilis é tratável e é importante iniciar o tratamento o mais cedo possível, porque com a progressão para a sífilis terciária, os danos causados poderão ser irreversíveis, nomeadamente no cérebro.
A penicilina G é a primeira escolha de antibiótico. O tratamento consiste tipicamente em penicilina G benzatina durante vários dias ou semanas. Indivíduos que têm reações alérgicas à penicilina (i.e., anafilaxia) podem ser tratados efetivamente com tetraciclinas por via oral. Grávidas só podem ser tratadas com penicilina.
A neurossífilis deve ser tratada com penicilina G cristalina (intravenosa).
A reação de Jarisch-Herxheimer é uma possível complicação do tratamento que ocorre com a liberação de toxinas das bactérias mortas na circulação. Se apresenta com sintomas diversos como febre, calafrios, dor de cabeça, dor muscular, entre outros. Geralmente ocorre dentro de duas horas após a administração do antibiótico e é auto-limitada.

Origem
Há duas teorias sobre as origens da sífilis. Uma defende que é uma doença americana trazida por Colombo ou seus sucessores da América para a Europa.[12] A outra teoria é que a Sífilis é uma doença antiga do Velho Mundo que sofreu mutações que a tornaram mais contagiosa no século XVI.
As origens da sífilis não são conhecidas, entretanto poderá ter sido documentada por Hipócrates na Grécia Antiga em sua forma terciária. Seria conhecida na cidade grega de Metaponto aproximadamente 600 a.C., e em Pompeia foram encontradas evidências arqueológicas nos sulcos dos dentes de crianças de mães com sífilis.
Outros historiadores acreditam que o T. pallidum terá causado doenças cutâneas como a pinta e a framboesia em medievais na Europa, afecções que eram classificadas erroneamente como lepra, e que esse T.pallidum terá durante o século XVI sofrido mutação convertendo-se no T. pallidum que causa a sífilis. De facto a sífilis surgiu repentinamente no século XVI, e os europeus não apresentavam resistência contra ela, morrendo em números consideráveis e apresentando sintomas abruptos e floridos completamente diferentes dos observados hoje. Com a endemicidade da doença, ambos parasita e ser humano se terão adaptado um ao outro, surgindo gradualmente a sífilis mais moderada de hoje.
Sua transmissão entre soldados de vários exércitos, cursando com lesões de pele, fez com que surgissem os diversos nomes como “mal espanhol”, “mal italiano”, “mal polonês” etc.
Em 1906 surgiu o primeiro teste efetivo para a sífilis, o teste de Wassermann. Embora tivesse alguns resultados falso-positivos, era um grande avanço no tratamento e prevenção da sífilis. Esta prova permitiu o diagnóstico antes do aparecimento dos sintomas da doença, permitindo a prevenção da transmissão de sífilis a outros, embora não provesse uma cura para esses infetados.
Como a doença foi melhor entendida, tratamentos efetivos começaram a ser procurados, começando com o uso de drogas contendo arsênico – Salvarsan em 1910. Um tratamento experimentado foi o uso da malária; esperava-se que a intensa febre produzida pela malária fosse suficiente para exterminar o espiroqueta. Embora isto deixasse o paciente com uma infecção por malária, considerava-se que era preferível a malária do que os efeitos a longo prazo da sífilis.
Finalmente, estes tratamentos ficaram obsoletos e esquecidos após a descoberta da penicilina e sua difusão depois de Segunda Guerra Mundial, o que permitiu aos médicos pela primeira vez curar a sífilis efetivamente.
Em 17 de julho de 1998, na revista científica Science, um grupo de biólogos reportou a sequência exata do genoma do Treponema pallidum.