13.642 – Barbeiragem Eletrônica – Carro autônomo da Uber pode não ser culpado por morte de pedestre


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Um carro autônomo da Uber se envolveu no primeiro acidente fatal deste tipo de tecnologia. O veículo atropelou uma mulher em Tempe, Arizona, nos Estados Unidos, que morreu a caminho do hospital.
O acidente aconteceu no início do dia numa rodovia movimentada. O carro da Uber estava circulando com o modo autônomo ativado e, segundo a polícia, estaria entre 61 e 64 quilômetros por hora, numa via em que o limite é de 72 quilômetros por hora.
O The Verge, o sargento Ronald Elcock afirmou que o carro não diminuiu a velocidade antes de se chocar com a pedestre, uma mulher chamada Elaine Herzberg, de 49 anos. Ainda havia um motorista de segurança no carro, um funcionário da Uber chamado Rafael Vasquez, de 44 anos.
Segundo a polícia de Tempe, Elaine entrou na pista “abruptamente” empurrando uma bicicleta coberta por sacos plásticos, apurou o Ars Technica. É provável que a vítima fosse moradora de rua. Não se sabe ainda se o motorista de emergência tentou impedir o acidente.
Após checar os vídeos gravados pelas câmeras do carro autônomo, a chefe de polícia Moir disse que “é muito claro que teria sido difícil evitar esta colisão em qualquer modo, autônomo ou dirigido por um humano, pela maneira como ela saiu das sombras direto para o meio da rodovia”.
O inquérito, porém, ainda não foi concluído, de modo que a Uber ainda pode, sim, ser ao menos parcialmente responsabilizada pelo acidente. Um órgão federal de segurança em transporte, o NTSB, está também conduzindo uma investigação paralela à da polícia de Tempe.
A Uber diz que está colaborando com as autoridades, e também confirmou que os testes com sua tecnologia de carros autônomos foram suspensos não apenas em Tempe, mas em todas as outras cidades dos EUA em que eles estavam sendo realizados.

13.579 – Mais uma vítima da Máquina Mortífera – Jogador ex-Atlético-MG morre em acidente de carro no MS


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Morreu neste domingo (18) o jogador de futebol Fernando Pavão, de 25 anos. Ele sofreu um grave acidente de automóvel na Rodovia MS-295, que liga Paranhos a Amambai, no Mato Grosso do Sul, e não resistiu.
Segundo o site GazetaNews, o carro de Fernando capotou em uma curva. O atleta viajava em um carro modelo Uno, da Fiat, e estava acompanhado dos irmãos Rafael e Carlos Pavão, além de um amigo, identificado como Jean, que também é jogador de futebol. Eles sobreviveram. O grupo voltava de uma confraternização familiar.
Fernando chegou a ser atendido, foi levado para o Hospital Municipal de Paranhos, mas faleceu antes de dar entrada na unidade.
Fernando Pavão se destacou nas categorias de base do Atlético Mineiro, onde se profissionalizou. Em 2010, ele chegou a trabalhar com nomes como o dos atacantes Obina e Diego Tardelli, como é possível ver na foto acima. Depois do Galo, o volante voltou para o Mato Grosso do Sul, onde defendeu equipes como o Sete de Setembro, Cene, Ubiratã e Itaporã.

9380 – Máquina Mortífera Mata Ator de Velozes e Furiosos


Estamos falando do automóvel, é claro, uma máquina mortífera que é sonho de consumo de muita gente e que se consolidou no século 20 com o capitalismo selvagem industrial, uma indústria que por sinal, é uma das que mais faturam no planeta. Esse é, porém, um outros aspecto a ser analisado.

velozes e furiosos

Morreu, na tarde deste sábado (30), aos 40 anos, o ator norte-americano Paul Walker, após um acidente de carro na região norte de Los Angeles, nos EUA.

O ator, famoso por ser um dos protagonistas da franquia de filmes “Velozes e Furiosos”, estava no banco do passageiro de um Porsche quando o veículo se chocou contra uma árvore e um poste e explodiu.
Ele e o motorista estavam no local para um evento de caridade da Reach Out Worldwide, na comunidade de Valência, em Santa Clarita, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Hollywood.
O site da organização afirma que o encontro de sábado foi destinado a beneficiar as vítimas do tufão Haiyan, nas Filipinas.
Segundo o delegado do condado de Los Angeles, velocidade foi um fator no acidente, que ocorreu por volta das 15h30, horário local, a cerca de 300 metros do evento. O limite de velocidade era de 45 milhas/hora.
Próximo ao local da colisão, marcas de borracha queimada no asfalto formavam o número 8, como se alguém estivesse brincando.
“Eu não sei se as marcas na estrada estão relacionadas com o acidente”, disse o delegado.
O veículo foi encontrado em chamas e, uma vez que os bombeiros conseguiram apaga-las, encontraram os dois ocupantes, ambos declarados mortos no local. Sábado à noite, tudo o que restava era o metal mutilado do carro vermelho queimado e um poste de luz que havia sido derrubado.

O legista disse que, dado o estado dos corpos, ainda demoraria algum tempo para identificá-los definitivamente.

A causa do acidente está sob investigação.

Em março deste ano, o ator esteve no Brasil para desfilar no São Paulo Fashion Week. Atualmente, Walker estava filmando o sétimo filme da franquia “Velozes e Furiosos”, no papel do ex-policial Brian O´Connor, envolvido com corridas clandestinas de carros.
O filme com várias sequências, foi um fenômeno, sobretudo para o público jovem que fantasia carros velozes e tuning e para aqueles que gostam de viver perigosamente.
Um vídeo postado na internet neste domingo (1º) mostra o carro em que estavam o ator Paul Walker e seu amigo, Roger Rodas, após o acidente que matou ambos no sábado. O veículo, um Porsche, aparece em chamas e envolto em muita fumaça.
Walker, estrela da série de filmes “Velozes e Furiosos”, estava no banco do passageiro de um Porsche dirigido por Rodas quando eles se chocaram contra uma árvore e contra um poste. O veículo explodiu, matando ambos.
Segundo o “TMZ”, uma fonte do Escritório Legista de Los Angeles confirmou que os corpos estão “irreconhecíveis”.
Walker e Rodas estavam a caminho de um evento de caridade da organização Reach Out Worldwide, na comunidade de Valência, em Santa Clarita, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Hollywood. Lá, eles ajudariam a levantar fundos para as vítimas do tufão nas Filipinas.

 

 

8205 – Máquina Mortífera 3 – Acidentes de Trânsito


 ☻ Estamos falando de outra...
Estamos falando de outra…

Quando não mata, Aleja

Eles são responsáveis por 1/3 dos traumatismos físicos, representando depesas da ordem de 1,5 bilhão de dólares por ano. Segundo o Ministério da Saúde, a metade das mortes ocorrem no momento do acidente, provocadas por lesões no cérebro, medula e coração. Outras mortes acontecem nas 2 horas seguintes ao trauma, muitas vezes por falha do socorrista. O restante, algumas semanas depois, por infecções e insuficiências orgânicas.
São colisões entre veículos, entre um veículo e um objeto (poste, construção, árvore, etc.), entre um atropelamento de pedestres (ou de pessoas trafegando em animais de carga ou em veículos menores, tais como bicicletas, motocicletas etc.) ou de animais. Também pode não haver qualquer interação do automóvel com outro objeto, no caso de capotamento, quando o condutor simplesmente perde o controlo da viatura. Segundo estudos estatísticos, os acidentes de trânsito matam, por ano, 1,2 milhões e ferem cerca de 50 milhões de pessoas, em todo o mundo. Números superiores aos das populações do Chipre e da África do Sul, respectivamente.
Aquaplanagem ou hidroplanagem é um fenômeno que ocorre em veículos quando, ao passar sobre uma filme de fluido (normalmente água, mas também pode ocorrer em lama), os pneus perdem o contato com a pista. Isto em geral acontece devido à impossibilidade de fazer a drenagem pelos sulcos.
O fenômeno é mais comum em rodovias planas e bem pavimentadas, quando o veículo se desloca em alta velocidade. A largura dos pneus é diretamente proporcional à probabilidade de aquaplanagem, e a profundidade dos sulcos é inversamente proporcional. Em piso molhado, a distância percorrida do momento em que o motorista freia até o momento em que o veículo para depende da banda de rodagem. A 120 km/h, um pneu com sulco de 2,5 milímetros precisa de uma distância 50% maior do que um pneu novo, que tem 8 milímetros.
Dirigir sob a influência do álcool (dirigir enquanto estiver dirigindo, embriagado bêbado, que opera sob a influência, beber e dirigir, beber, dirigir, dirigir alcoolizado) ou drogas outros, é o ato de conduzir um veículo (inclusive de bicicleta, barco, avião, cadeira de rodas ou trator) após o consumo de álcool ou outras drogas. É uma infração criminal na maioria dos países.
Dirigir sob a influência é um sério problema de saúde. Nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que o álcool desempenhe algum papel em 39% das mortes relacionadas ao trânsito, o que gera um custo anual de 51 bilhões de dólares. Mais recentemente, foi relatado que o álcool contribui para quase 30% de todas as mortes no trânsito brasileiro e 44% das mortes no trânsito nos Estados Unidos.
Na maioria dos países, qualquer um que é acusado de ferir ou matar alguém enquanto sob a influência de álcool ou drogas pode ser multada pesadamente, como na França, além de ser condenado a uma pena de prisão. Muitos estados adotaram os E.U.A verdade nas leis de condenação que impõem diretrizes rígidas sobre a condenação. Por exemplo, se um réu é condenado a dez anos, ele ou ela será de prisão por esse tempo todo. Isso é diferente da prática do passado, onde o tempo de prisão foi reduzido ou suspenso após condenação havia sido emitida.
A infração penal específica, podem ser chamados, dependendo da jurisdição, a condução sob influência intensa (DUII), dirigir embriagado (DWI), operando em estado de embriaguez (OWI), conduz um veículo embriagado (OMVI), dirigir sob a influência [de álcool ou outras drogas] (DUI), dirigir sob a influência combinada de álcool e / ou outras drogas, dirigir sob a influência, por si ou bêbado no comando de um veículo. Muitas dessas leis aplicam-se também de barco, de pilotagem de aeronaves, a cavalo ou de condução de um veículo puxado a cavalos, ou de bicicleta.
Mitos
Uma pessoa com o teor de álcool no sangue não é a única coisa que pode determinar uma sobriedade. Um condutor que tenha um teor de álcool no sangue (TAS) a leitura um pouco menor do que 0,08%, mas também mostraram sinais de comprometimento pode ser acusado de um DUI. O “limite legal” é simplesmente o número acima do qual o motorista é automaticamente culpado de dirigir sob a influência (ou estatuto alguns relacionados), sem quaisquer outras provas. No entanto, muitos estados permitem também encargos DUI e convicção quando o condutor tiver um pouco menor leitura do CCB, mas também não os testes de campo sobriedade, drives de forma irregular, ou não mostra sinais de estar danificada.
Há muitas maneiras que uma pessoa poderia se dar a ilusão de que eles são mais sóbrios. Beber café aumenta a consciência e, portanto, o bebedor acredita que eles são mais sóbrios. Na realidade, a pessoa ainda é prejudicada para efeitos de condução, tal como a sua coordenação, tempo de reação, etc ainda são afetadas pelo álcool. Comer diversos produtos desidratados e salgados, como biscoitos, batatas fritas e pretzels pode resolver o estômago que permite ao consumidor se sentir mais sóbrio quando, na realidade, eles são simplesmente manter seus açúcares de sangue de deixar de funcionar, como beber sem o consumo de alimentos seria.
O Código Brasileiro de Trânsito tem como base a constituição do Brasil, respeita a Convenção de Viena e o Acordo do Mercosul e entrou em vigor no ano de 1998.
Em 23 de setembro de 1997 é promulgada pelo Congresso Nacional a Lei nº 9.503 que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, sancionada pela Presidência da República, entrando em vigor em 22 de janeiro de 1998 , estabelecendo, logo em seu artigo primeiro, aquela que seria a maior de suas diretrizes, qual seja, a de que o “trânsito seguro é um direito de todos e um dever dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito”. Antes de sua vigência, vigorava o Código Nacional de Trânsito, instituído pela Lei nº 5.108, de 21 de setembro de 1966, e alterações posteriores, revogadas pela nova lei.
É composto por 20 capítulos e originalmente tinha 341 artigos, dos quais 17 foram vetados pelo Presidente da República e um foi revogado.

Disposições preliminares.
Do sistema nacional de trânsito
Das normas gerais de circulação e conduta
Dos pedestres e condutores de veículos não motorizados.
Do cidadão
Da educação para o trânsito
Da sinalização para o trânsito
Da engenharia de tráfego, da operação, da fiscalização e do policiamento ostensivo.
Dos veículos
Dos veículos em circulação internacional
Do registro de veículos.
Do licenciamento
Da condução de escolares
Da habilitação
Das infrações
Das penalidades
Das medidas administrativas
Do processo administrativo
Dos crimes de trânsito
Das disposições finais e transitórias.

5450 – Motoristas movidos à álcool – Curiosidades sobre o bafômetro


O recorde é de um americano pego com 49,1 dg de álcool por litro de sangue (25 chops ou 5 garrafas de vinhos).
Quando é fatal? A partir de 50 dg de álcool por litro de sangue.
Para ficar totalmente embriagado: 3 dg por litro.
Onde mais se tolera o álcool no volante? Em países como EUA, Nova Zelândia e Reino Unido permitem dirigir com até 8 dl por litro ou 4 chops.
E o menos? Croácia. Tolerância zero.
Quanto 1 dg de álcool demora para ser absoorvido? 5 a 15 minutos se a pessoa tiver em jejum e 30 a 60 minutos se tiver alimentada.

5074 – Automóvel – Air Bag contra a capotagem


A Grand Cherokee também está equipada com os air bags

A Ford foi a primeira montadora do mundo a equipar seus carros com um airbag projetado especialmente para capotagens. Disparado do teto do veículo, o dispositivo protege o motorista e todos os passageiros, inclusive os do banco traseiro. As bolsas de ar são programadas para permanecer abertas durante 6 segundos, tempo suficiente para resistir a algumas reviravoltas do automóvel.
O que você tem que saber
• Airbag Ford SUV
• Opcional para veículos esportivos
O dispositivo protege a cabeça dos passageiros durante uma capotagem.
Um sensor mede o ângulo de aprumo do veículo em relação ao solo e avalia se há movimentos laterais capazes de desestabilizá-lo.
Em caso de colião lateral, inclinação ou capotagem, o sensor dispara a abertura dos airbags, que caem do teto do veículo. Isso ocore em 130 milissegundos.

4264 – História do Automóvel – O Vidro que não cortava…


A produção industrial de automóveis só começou em 1908, com o Ford T, nos EUA, mas antes disso, já haviam vários modelos nas ruas. Um dos maiores problemas de segurança era o para-brisa que estilhaçava, ferindo os passageiros. Tal problema foi resolvido sem querer pelo físico francês Edouard Benedictus (1873-1930). Ele deixou cair um vidro de nitrato de celulose em seu laboratório em Paris. O frasco se quebrou,mas os cacos permaneceram unidos, como se colados. Notou que o vidro ganhara uma película interna, formada pela evaporação da água com celulose. Dias depois leu a notícia de um acidente em que os ocupantes do carro tinham se cortado com os cacos do para-brisa. Percebeu que com a película recém-descoberta podia ser fabricada uma peça mais segura. Com a ajuda de uma prensa tipográfica, fez o primeiro vidro de segurança, batizado de triplex por ter 3 camadas: 2 externas, de vidro, e uma interna, de nitrato de celulose. O invento, patenteado em 1909, imediatamente virou um sucesso, sendo produzido em escala industrial.

Dart da Crysler, o potente V8 campeão de batidas. O que seria dos ocupantes sem o vidro de segurança?

4189 – Automóvel- Máquina Mortífera – Capítulo 3


Em uma nublada manhã de dezembro de 1918, enquanto dezenas de tanques americanos esmagavam a infantaria alemã, no norte da França, o então major George Patton, disse a um ajudante: — As guerras nunca mais serão as mesmas; nenhum humano é páreo para um carro de combate! O que ele não sabia é que sua previsão extrapolaria os limites bélicos. Terminada a Primeira Guerra Mundial, os Fords e outros primos aparentemente pacíficos dos tanques começariam uma batalha silenciosa, que vinte anos depois já estava matando 40000 pessoas por ano, apenas nos Estados Unidos.
O próprio George Patton se tornaria vítima dela. Poucos dias após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o mais audacioso general americano havia escapado das balas e morteiros, mas não suportou a violência de um choque de seu jipe contra a traseira de um caminhão. Americano, diga-se de passagem. Ninguém era realmente páreo para os automóveis e seus pilotos. E nem precisavam de canhões ou metralhadoras: os chamados veículos automotores transformavam-se em armas letais por simples imposição das leis dá Física. Por serem relativamente pesados e velozes, carros, motos, ônibus e caminhões fogem ao controle do motorista com muito mais facilidade do que se imagina. Tal fato se deve à lei da inércia, enunciada há 300 anos pelo inglês Isaac Newton: quanto maior é a massa, mais força se emprega para movê-la ou para fazê-la parar. Para mover um carro, existem os motores.
E como fazê-lo parar? Do ponto de vista da Física, bastaria bater em um poste, ônibus ou outro obstáculo qualquer. Mas essa alternativa é exatamente o que não se quer. Nesse caso, ocorre uma desaceleração repentina, em milésimos de segundo. Obedecendo à lei da inércia, os passageiros são arremessados violentamente contra as paredes do veículo, como ocorreu com o general Patton. Para reduzir a velocidade de um carro sem prejudicar seus ocupantes, é preciso usar uma força controlada, que não cause uma parada brusca. A solução física para essa charada é o atrito. Ele age por meio dos freios, que aplicam forças gradativas nas rodas, diminuindo sua rotação. Também age nos pneus, que usam o chão como ponto de apoio. Aliás, o atrito dos pneus com o solo — a chamada aderência — também deve existir para que o carro comece a se movimentar.
Quem já viu uma largada de Fórmula 1 na chuva, deve ter percebido o quanto as rodas giram em falso, derrapando sobre a água. Isso ocorre por falta de aderência. O desafio do motorista no dia-a-dia é ter aderência suficiente para combater a inércia que puxa o automóvel para a frente, numa freada, ou para fora da pista, em uma curva. Isso já foi mais fácil. O primeiro automóvel comercial, por exemplo, construído pelo alemão Karl Benz, em 1886, não ultrapassava 16 quilômetros por hora (km/ h), o que tornava a inércia um inimigo fácil de vencer. Mas, com o tempo, o automóvel deu saltos em quantidade e qualidade. Nas primeiras duas décadas do século, o aperfeiçoamento do motor a explosão permitiu multiplicar sua velocidade por três, passando à casa dos 50 km/h. Na época da Segunda Guerra Mundial, os carros já ultrapassavam os 100 km/h e a corrida desenfreada prosseguiu até a década de 70, quando se refreou um pouco. É evidente que tal ousadia teria um preço — e ele é bem maior do que parece.
Imaginem-se os ônibus urbanos. Eles são projetados para trafegar a pouco mais de 50 km/h e o espaço necessário para que eles consigam parar totalmente é pouco mais de 30 metros, em condições ideais. Quando chegam a 100 km/h, no entanto, a distância entre o começo e o fim da freada ultrapassa os 100 metros. A proporção parece estranha, pois se a velocidade dobrou, seria normal supor que a freada demandasse o dobro do espaço — 60 m.
E não mais de 100 m, como demonstram os testes. A explicação é que o trabalho dos freios não depende apenas da velocidade, mas da energia cinética do veículo, uma grandeza física cujo valor sobe assustadoramente conforme se pisa no acelerador.
Não é importante lembrar a fórmula para se calcular a energia cinética (a mesma que se aprende nas aulas de Física) Basta saber que, quando a velocidade dobra, a energia cresce quatro vezes. Por isso se um ônibus acelera de 50 para 100 Km/h sua energia cinética passa de 900 000 joules para 3,6 milhões de joules. Em conseqüência, o espaço necessário para frear também cresce mais que a velocidade.
Ainda nos anos 60, os especialistas viram que a guerra insana promovida pela atabalhoada horda de automóveis não terminaria tão fácil. Então resolveram atacar em outra frente. A idéia era melhorar o carro, para machucar menos seus ocupantes durante os desastres. A durezadas carrocerias foi um conceito revisto. Ainda hoje, é comum ouvir comentários sobre “os bons tempos quando os carros batiam e não amassavam”. Os testes, contudo, provaram que nesses “bons tempos” eram as cabeças dos passageiros que se esmagavam, em lugar da lataria. No impacto, o automóvel indeformável desacelerava totalmente em milésimos de segundos. Motorista e passageiros eram jogados violentamente contra a direção, o painel ou pára-brisa. Essa segunda colisão era fatal. Parece difícil de acreditar, mas a 50 km/h uma pessoa sofre uma desaceleração 100 vezes superior à da gravidade. É como se um homem de 70 quilos fosse esmagado por 7 toneladas — o peso de um elefante. Para que as cabeças não tivessem que sofrer essas pancadas paquidérmicas, surgiram as carrocerias deformáveis e os cintos de segurança. Enquanto amassam, as carrocerias absorvem energia e dão mais tempo ao passageiro para desacelerar.
Sem o cinto de segurança, bater a 50 km/h equivaleria a saltar de 10 metros de altura sobre um colchonete de 3 centímetros. Com o cinto, o colchonete se transforma em um supercolchão de 80 cm de espessura. Não é à toa, portanto, que são feitas tantas campanhas em prol do uso do cinto de segurança.

4082 – Automóvel, máquina mortífera 2


Nada a ver com o filme de Mel Gibson, aqui trataremos de fatos reais…

Um acidente rodoviário ou de trânsito pode ser uma colisão entre veículos ou entre um veículo e um objeto (poste, construção, árvore, etc.) ou um atropelamento de pedestres (ou de pessoas trafegando em animais de carga ou em veículos menores, tais como bicicletas, motocicletas etc.) ou atropelamento de animais. Também pode não haver qualquer interação do automóvel com outro objeto, no caso de capotamento, quando o condutor simplesmente perde o controlo da viatura. Segundo estudos estatísticos, os acidentes de trânsito matam, por ano, 1,2 milhões e ferem cerca de 50 milhões de pessoas, em todo o mundo, números superiores aos das populações do Chipre e da África do Sul respectivamente.

2567- Caminhão: Máquina Mortífera


Carga pesada e acidentes

No asfalto existe uma guerra. As vezes o maior sai amassado, mas quem perde é o menor. Os números comprovam : No asfalto o caminhão mata. Eles estiveram envolvidos em 60% de todas as mortes ocorridas no trecho paulista da Fernão dias no ano de 1994. Embora representem apenas 7% da frota nacional de veículos. Se uma carreta de 25 toneladas vai a 100 km/h de encontro a um fusca estacionado, o impacto será equivalente a 2500 toneladas. Ao transportarem 70% de toda a carga do país os caminhões deixam um rastro sangrento, além de serem pouco econômicos. Enquanto nações mais desenvolvidas priorizam outros meios, a opção pela rodovia firmou-se por aqui. Na década de 1940, o Brasil ainda contava com 38 mil km de ferrovias. Hoje a extensão das linhas férreas é de menos de 30 mil km. As ferrovias encolheram e as rodovias esticaram. Os 185 mil km de estradas que o Brasil tinha nos anos 40, cresceram para 1,6 milhão de km, embora só 150 mil estejam pavimentados. É por essa teia esburacada, pouco policiada e extremamente caótica que transita grande parte de toda a população brasileira. Na boléia vão motoristas que na maioria das vezes, trabalham mais de 10hs por dia, sem folga semanal. Os caminhões estão em condições precárias, com freios e faróis desregulados, folga no volante, problemas de suspensão e etc., além de buracos e má sinalização. Apenas 1% dos crimes de trânsito resultam em sentenças irrecorríveis no Brasil. Governar não é abrir estradas. Com mais trens, barcos e aviões e menos jamantas, o país pouparia milhares de vidas.