13.742 – A economia no Antigo Egito


economia-egipcia-era-agricultura-53f7a674372c1Era baseada na agricultura. O rio Nilo, com suas cheias, era uma dádiva dos deuses para os egípcios. As terras cultivadas pertenciam ao Faraó, considerado pelo seu povo rei, Deus e senhor absoluto, mas eram controladas pelos sacerdotes, escribas e chefes militares que administravam os trabalhadores livres e os escravos que ali cultivavam a terra.

Uma das características da economia egípcia era o poder centralizador do Estado na figura do Faraó. A pedido do Imperador, os artesãos eram requisitados para a construção de templos e para a fabricação de armas para o exército. Com isso o comércio externo tornou-se possessão do Estado, pois só ele dispunha de material em demasia para a exportação.

Era comum o cultivo do linho, do algodão, da vinha, dos cereais e da oliveira. Os animais mais utilizados nesse período foram o boi e o asno, mas existia a criação de carneiros, cabras e gansos. O uso do cavalo só ocorreu no nono império, e o camelo, animal símbolo da civilização egípcia, só foi utilizado na época de Ptolomeu. Apesar de a agricultura ser a principal base econômica, já existiam em pequena quantidade indústrias de cerâmicas, de mineração e têxteis.

Os povos egípcios comercializavam através do Mediterrâneo, ao que tudo indica, foram os precursores. A matéria-prima para a construção dos barcos vinha da Fenícia e o pagamento era baseado na troca de objetos de arte e metais preciosos. O Egito também mantinha relações comerciais com a Arábia e a Índia.

Os gregos forneciam plantas que serviriam como uma das matérias primas utilizadas no processo de mumificação. Através de uma feitoria concedida na margem esquerda do Delta, os estabelecimentos comerciais que ali existiam efetuavam trocas, como o vinho, o azeite, a cerâmica e alguns produtos metalúrgicos pelo trigo que faltava em suas cidades de origem. As pequenas operações comerciais internas eram feitas por troca direta, não existiam moedas, porém circulavam objetos de cobre e de ouro com peso estável.

13.740 – Civilizações Antigas – Enigma do disco de Faísto


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Dentre os grandes mistérios que intrigam os arqueólogos – e não são poucos – encontra-se o disco de Faísto (ou disco de Festo, ou ainda disco de Phaisto). O disco é uma peça de cerâmica, feita de argila fina, encontrada no palácio de Faísto, na ilha de Creta, e produzida pela civilização creto-minoica, entre os anos 1900 a.C. e 1450 a.C. O que principalmente intriga os historiadores e arqueólogos são os signos impressos nos dois lados do disco e que significado teriam.
Em razão do próprio fato de possivelmente ter sido impresso com selos que reproduziam os símbolos, o disco poderia indicar o mais antigo objeto tipográfico que se tem conhecimento. Porém, não há nenhuma certeza sobre o significado de cada um dos símbolos. A escrita cretense perdeu-se após a invasão dos povos dórios à região, por volta do século XI a.C.
O disco foi encontrado por uma equipe de arqueólogos liderada por Luigi Pernier, em 1908, na região centro-sul da ilha de Creta. Os arqueólogos estavam escavando as ruínas do antigo palácio, possivelmente destruído por terremotos, quando encontraram o disco de 16 centímetros de diâmetro por 16 milímetros de espessura. Entre os signos presentes no disco há representações humanas, animais, plantas e objetos do cotidiano. Esses signos formam 31 grupos de sinais no lado A e 30 grupos no lado B, contendo 241 símbolos impressos.
O que os estudiosos procuram é buscar relacionar a origem do povo que habitou a ilha durante o período minoico e a partir daí relacionar com escritas de outros povos que possivelmente tiveram contato com os cretenses, como os semitas e os egípcios. Os ícones poderiam ser ideogramas, como os utilizados pelos egípcios, o que possibilitaria tentar uma correspondência na leitura do disco. Linhas verticais que separam e agrupam alguns dos ícones, ao longo da disposição espiral das imagens, sugerem que esses grupos seriam palavras ou frases com significados específicos.
Nesse sentido, diversas tentativas de decifrações foram realizadas. Alguns apontam o disco como um calendário antigo. Outros estudiosos dizem ser o disco um jogo rudimentar utilizado pelos cretenses para seu lazer.
Há ainda uma possibilidade de o disco ser um hino sagrado, composto em homenagem à deusa-mãe. Existem fortes indícios de que os cretenses eram organizados socialmente em matriarcados, o que garantia às mulheres uma posição não subjugada na sociedade, como ocorria nas sociedades patriarcais da época. Esse papel das mulheres é inclusive indicado como decorrente do fato de os cretenses dedicarem-se ao comércio e à navegação, cabendo às mulheres uma função de organizadoras sociais das cidades.
Por fim, cumpre indicar que há inclusive hipóteses que decifram o disco como a representação histórica de parte da civilização cretense, indicando tomada de locais geograficamente próximos e invasões estrangeiras.
Mas o mais importante é perceber o quanto ainda não conhecemos sobre o passado da humanidade. Resta aceitarmos nossa ignorância e continuarmos nossas pesquisas para tentar preencher as lacunas de nosso conhecimento histórico.

13.737 – O processo de mumificação no Egito Antigo


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Entende-se por politeísmo a crença em vários deuses. Os egípcios, povos politeístas, acreditavam na vida eterna após a morte, em que o espírito do falecido voltava para tomar seu corpo. Para abrigar o cadáver, construíram as pirâmides. E para preservar o corpo (enquanto o espírito não retornava) inventaram a mumificação. Em consequência deste processo, os egípcios iniciaram os estudos da anatomia e descobriram várias substâncias químicas, na busca de substâncias para a preservação do corpo.
Primeiramente, todas as vísceras do cadáver eram retiradas. Um corte era feito na altura do abdômen, de onde era retirado o coração, o fígado, o intestino, os rins, o estômago, a bexiga, o baço, etc. O coração era colocado em um recipiente à parte. O cérebro também era retirado. Aplicavam uma espécie de ácido (via nasal) que o derretia, facilitando sua extração.
Em seguida, deixavam o corpo repousando em um vasilhame com água e sal (para desidratá-lo e matar as bactérias) durante setenta dias. Desidratado, o corpo era preenchido com serragem, ervas aromáticas (para evitar sua deterioração) e alguns textos sagrados.
Depois de todas essas etapas, o corpo estava pronto para ser enfaixado. Ataduras de linho branco eram passadas ao redor do corpo, seguidas de uma cola especial. Após esse processo, o corpo era colocado em um sarcófago (espécie de caixão) e abrigado dentro de pirâmides (faraó) ou sepultado em mastabas, uma espécie de túmulo (nobres e sacerdotes).
Segundo a religião egípcia, após a morte, o espírito era guiado pelo deus Anúbis até o Tribunal de Osíris, que o julgaria na presença de outros 42 deuses. Seu coração era pesado em uma balança, que tinha como contrapeso uma pena. Se o coração fosse mais leve que a pena, o espírito receberia a permissão para voltar e retomar seu corpo. Caso contrário, seria devorado por uma deusa com cabeça de jacaré. Os egípcios acreditavam em deuses híbridos: metade homem, metade animal (antropozoomorfia).

13.696 – História – A vida de luxo dos Faraós


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Hoje existe uma restrita parcela da população mundial que vive em um elevado índice de consumo e muito luxo.
Mas isso não é privilégio apenas da sociedade atual. No tempo dos faraós, eles e suas famílias levavam uma vida com muito luxo, requinte e conforto, mesmo que nos padrões da época a realidade vista hoje é de surpreender.
Os faraós moravam em palácios com mobília fabricada com materiais nobre, como cedro, ébano com vários detalhes em marfim e ouro e os artesãos possuíam técnicas e perícias para a elaboração de peças únicas, os utensílios domésticos possuíam grande beleza e qualidade em relação aos demais objetos usados em outras famílias, isso só afirmava o poder e a riqueza.
Outra evidência de luxo, conforto e prova da tamanha riqueza estava no contingente de servos responsáveis pela manutenção do palácio e para oferecer lazer aos faraós, eram criados, músicos, cantores, dançarinos e copeiros, oferecendo muitas facilidades.
Para preencher o tempo os faraós, também chamados de ‘deuses vivos’, caçavam, pescavam com grande freqüência e praticavam vários jogos como forma de tornar seus dias mais agradáveis.

13.695 – História dos Faraós do Egito


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Tutmés I, faraó do Egito (1524-1518 a.C.) da XVIII dinastia, sucessor do seu cunhado Amenófis I (que reinou em 1551-1524 a.C.). Destacado militar, foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis.
Tutmés II, faraó do Egito (1518-1504 a.C.), filho de Tutmés I e meio-irmão e marido da rainha Hatshepsut. Enviou uma expedição contra as tribos núbias rebeladas contra sua soberania e contra os beduínos, povo nômade dos desertos da Arábia e do Sinai.
Tutmés III, faraó do Egipto (1504-1450 a.C.). Era filho de Tutmés II e genro de Hatshepsut. Durante seu reinado, Tutmés III realizou 17 campanhas militares bem sucedidas, conquistando a Núbia e o Ludão. Conseguiu que os mais importantes estados lhe rendessem tributo: Creta, Chipre, Mitani, Hatti (o reino dos hititas), Assíria e Babilônia. Tutmés III afirmou a hegemonia egípcia em todo o Oriente Médio.
Tutmés IV, faraó do Egito (1419-1386 a.C.) da XVIII dinastia, filho de Amenófis II e neto de Tutmés III. Comandou expedições militares contra a Núbia e a Síria, e negociou alianças com a Babilônia e o Mitanni.
Amenófis III, faraó do Egito (1386-1349 a.C.), da XVIII Dinastia, responsável por grandes trabalhos arquitetônicos, entre os quais parte do templo de Luxor e o colosso de Mêmnón. Seu reinado foi de paz e prosperidade.
Akhenaton ou Amenófis IV, faraó egípcio (1350?-1334 a.C.), também chamado Neferkheperure, Aknaton ou Amenhotep IV. Akhenaton era filho de Amenófis III e da imperatriz Tiy e marido de Nefertiti, cuja beleza é conhecida através de esculturas da época. Akhenaton foi o último soberano da XVIII dinastia do Império Novo e se destacou por identificar-se com Aton, ou Aten, deus solar, aceitando-o como único criador do universo. Alguns eruditos consideram-no o primeiro monoteísta. Depois de instituir a nova religião, mudou seu nome de Amenófis IV para Akhenaton, que significa “Aton está satisfeito”. Mudou a capital de Tebas para Akhenaton, na atual localização de Tell al-Amama, dedicando-a a Aton, e ordenou a destruição de todos os resquícios da religião politeísta de seus ancestrais. Essa revolução religiosa determinou transformações no trabalho dos artistas egípcios e, também, no desenvolvimento de uma nova literatura religiosa. Entretanto, essas mudanças não continuaram após a morte de Akhenaton. Seu genro, Tutankhamen, restaurou a antiga religião politeísta e a arte egípcia uma vez mais foi sacralizada.
Tutankhamen ( 1352-1325 a.C.), faraó egípcio (reinou 1334-1325 a.C.) da XVIII Dinastia, genro de Akhenaton, a quem sucedeu. Tornou-se faraó com nove anos. Durante seu reinado, restaurou o culto a Amon, o que contribuiu para a paz no Egito.
Quéops, faraó egípcio (2638-2613 a.C.), o segundo rei da IV dinastia. A realização mais importante de seu reinado foi a construção da Grande Pirâmide de Gizé, perto do Cairo.
Ramsés II (reinou em 1301-1235 a.C.), faraó egípcio, terceiro governante da XIX Dinastia, filho de Seti I.
Seus principais inimigos foram os hititas; com eles assinou um tratado, segundo o qual as terras em litígio se dividiam. Durante seu reinado construiu-se o templo de Abu Simbel e concluiu-se o grande vestíbulo hipostilo do templo de Amón, de Karnak.
Ramsés III (reinou de 1198 a 1176 a.C.), faraó egípcio da XX dinastia, grande líder militar que salvou o país de várias invasões. As vitórias de Ramsés III estão representadas nas paredes de seu templo mortuário em Madinat Habu, próximo à cidade de Luxor. O final de seu reinado foi marcado por revoltas e intrigas palacianas.
Quéfren, quarto faraó (2603-2578 a.C.) da IV Dinastia do Egito. Construiu uma das pirâmides de Gizé. Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Esfinge próxima a ela era uma representação do rei. Quéfren foi sucedido por seu filho Miquerinos.
Seti I (reinou de 1312 a 1298 a.C.), faraó egípcio, segundo governante da XIX dinastia, filho e sucessor do faraó Ramsés I. Nos últimos anos de seu reinado, conquistou a Palestina, combateu os líbios na fronteira ocidental e lutou contra os hititas.

13.694 – Egiptologia


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Há mais de 4000 anos antes de Cristo, a dominação das técnicas agrícolas permitiu o surgimento de várias civilizações ao redor do mundo. No extremo nordeste da África, em uma região de características desérticas, a civilização egípcia floresceu graças aos abundantes recursos hídricos e terras férteis que se localizavam nas margens do rio Nilo.
O ciclo das águas nesta região promovia o regular transbordamento do rio que, durante a seca, deixava um rico material orgânico na superfície de suas terras. Percebendo tal alteração, os egípcios tiveram a capacidade de desenvolver uma civilização próspera que se ampliou graças às fartas colheitas realizadas. Dessa forma, temos definido o processo de desenvolvimento e expansão dos egípcios.
No campo político, os egípcios estiveram organizados através da formação dos nomos. Os nomos eram pequenas parcelas do território egípcio administradas por um nomarca. Tempos mais tarde, esses vários nomos estavam centralizados sob o poderio de um imperador. No ano de 3200 a.C., Menés, o governante do Alto Egito, promoveu a subordinação de 42 nomos, dando início ao Império Egípcio.
A sociedade egípcia era organizada por meio de critérios religiosos e econômicos. O faraó ocupava o topo desta hierarquia na condição de chefe de Estado e encarnação do deus Hórus. Logo abaixo, temos os sacerdotes como agentes organizadores dos cultos e festividades religiosas. Os nobres e escribas ocupavam uma posição intermediária realizando importantes tarefas que mantinham o funcionamento do Estado.
A base desta sociedade ainda contava com os soldados, que eram sustentados pelo governo e garantiam a hegemonia do poder faraônico através das armas. Logo abaixo, os camponeses e artesãos, que trabalhavam nas colheitas e na organização das obras públicas necessárias ao desenvolvimento agrícola e comercial. Por fim, havia uma pequena parcela de escravos que também estavam subordinados ao Faraó.
Além de conseguir prosperar economicamente pelo rígido controle da produção agrícola, podemos notar que os egípcios também produziram conhecimento e variados campos. A arquitetura, a medicina e a astronomia figuram como as mais interessantes facetas do legado científico egípcio. Vale à pena ressaltar também a escrita, que se organizava por complexos sistemas de símbolos e códigos.

13.629 – História – Cronologia da Idade Antiga


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Pirâmides do Egito

3100a.C. O rei Menés unificou o baixo e o alto Egito e formou um dos primeiros governos nacionais do mundo.

3000a.C. Escritos cuneiformes dos sumérios deram início ao registro da história do Oriente Médio.

2500a.C. A civilização do vale do Indo começou nas cidades de Harappa e Mohenjo-daro, no Paquistão.

2300a.C. Sargão de Acad conquistou os sumérios e unificou suas cidades-estados sob seu governo.

1750a.C. Hamurabi estabeleceu o império babilônico.

1600-1400a.C. A civilização minoana floresceu na ilha mediterrânea de Creta.

1500a.C. A dinastia Chang começou seu governo de 500 anos na China.

Séc. XI a.C. Tribos latinas estabeleceram-se ao sul do rio Tibre e etruscos estabeleceram-se na região centro-ocidental da península italiana.

750-338a.C. Atenas, Corinto, Esparta e Tebas desenvolveram-se como as principais cidades-estados da Grécia durante o período helênico.

509a.C. Os latinos revoltaram-se contra seus dominadores etruscos e criaram a República Romana.

338a.C. Filipe II da Macedônia derrotou os gregos e anexou a Grécia ao império macedônico.

331a.C. Alexandre, o Grande, derrotou os persas em Arbela (Irbil) e abriu caminho para a conquista do norte da Índia.

321-185a.C. O império mauria do norte da Índia espalhou-se praticamente por toda a Índia e parte da Ásia central.

221-206a.C. A dinastia Tsin criou o primeiro governo central chinês poderoso e completou a Grande Muralha para proteger a China dos invasores.

202a.C. A dinastia Han começou seu governo de 400 anos na China.

146a.C. Os romanos destruíram Corinto e conquistaram a Grécia.

55-54a.C. Júlio César comandou a invasão romana da Bretanha.

27a.C. Augusto tornou-se o primeiro imperador romano.

70d.C. Forças romanas sob o comando de Tito capturaram e destruíram Jerusalém.

50-meados do Séc. III O império Kusha dominou o Afeganistão e a Índia norte-ocidental.

105- Os chineses inventaram o papel.

293- Diocleciano dividiu o Império Romano em quatro prefeituras e estabeleceu duas capitais – Nicomédia, na Ásia menor, e Milão, na Europa.

313- Constantino deu aos cristãos do Império Romano liberdade de culto através do Edito de Milão.

320- A Índia começou sua idade de ouro sob o governo da dinastia gupta.

395- O Império Romano foi dividido em Império Romano do Orinte e Império Romano do Ocidente.

476- O comandante germânico Odoacro depôs Rômulo Augústulo, o último imperador do Império Romano do Ocidente.

12.542 – Egiptologia – Faraó Tutancâmon tinha uma faca que veio do espaço


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Ele morreu há mais de 3 milênios e sua tumba já foi descoberta há mais de 90 anos. Ainda assim, o misterioso faraó criança Tutancâmon não para de surpreender.
Dessa vez, foi um grupo de cientistas italianos e egípcios que descobriu que a famosa faca do faraó, que havia sido depositada sobre a coxa do morto, veio do espaço sideral. Utilizando imagens de um espectômetro de fluerescência de raios-x, um equipamento que usa raios-x para excitar elementos químicos e, assim, determinar sua composição, os cientistas concluíram que o ferro da faca só pode ter vindo à Terra de carona num meteorito. O ferro terráqueo nunca possui mais do que 4% de níquel – enquanto que o do faraó continha 11%. Além disso, a quantidade de cobalto na arma do faraó é uma assinatura típica de um metal espacial. Os cientistas foram mais longe e compararam o metal da faca com o de meteoritos conhecidos na região. Encontraram um com composição igualzinha: o Kharga, que caiu na costa egípcia do Mediterrâneo, a 250 quilômetros de Alexandria, e só foi identificado por cientistas no ano 2000.
O novo achado vem se somar a uma série de fatos extraordinários sobre o faraó, que assumiu o poder aos 9 anos e morreu provavelmente com 18. Seu corpo, descoberto em 1925, foi encontrado com o pênis ereto – sabe-se como ou porque os egípcios o embalsamaram nesse estado. Outra surpresa é que a análise da múmia revelou que o corpo pegou fogo depois de morto – possivelmente uma combustão espontânea acendida por algum erro no processo químico de embalsamamento. As surpresas não param aí. Este ano, cientistas detectaram sinais de uma câmara secreta na tumba do faraó criança, e agora eles estão em busca de ainda mais tesouros.

12.030 – Egito vai reconstruir o Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas do mundo antigo


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130 metros, ou um prédio de 43 andares. Era esta a altura do Farol de Alexandria, aquela que, durante muitos séculos, fora uma das maiores construções já erguidas pela humanidade. Tamanha imponência lhe rendeu um lugar na seleta lista das sete maravilhas do mundo antigo, das quais apenas a Grande Pirâmide do Egito se manteve em pé até os dias de hoje. Apesar de o mítico farol não ter resistido à ação do tempo, parece que os humanos do século XXI terão a oportunidade de contemplá-lo em todo o seu esplendor, nas dimensões oficiais, a poucos metros de onde foi originalmente construído.
É o que prometeu o Comitê Permanente do Egito para Antiguidades, depois de uma reunião no fim de maio que aprovou os planos de reconstrução. “Os membros aprovaram um projeto antigo submetido previamente pelo governo de Alexandria, que visa reviver o farol”, declarou Mostafa Amin, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, ao jornal egípcio The Cairo Post. Agora, falta somente o aval das autoridades locais para o projeto sair do papel e as obras começarem, na mesma ilha de Faros onde a estrutura um dia esteve – o termo “farol”, inclusive, deriva do nome do lugar.
Construída por volta do ano 280 a.C. pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnido, a torre de mármore servia não apenas para orientar os barcos que navegavam por aquelas partes do mar Mediterrâneo: ela também ostentava o poderio da dinastia iniciada por Ptolomeu I, um dos generais de Alexandre, o Grande, que tomou o poder na região depois da morte do conquistador macedônio, em 323 a.C. A estrutura permaneceu intacta por muito tempo, mas foi sendo gradativamente deteriorada por terremotos entre os séculos III e XII da Era Cristã.
“Um terremoto grave em 1303 causou uma enorme destruição ao monumento, antes de o sultão mameluco Qaitbay usar as ruínas para construir uma fortaleza (que ainda está em pé e carrega seu nome) no local original em Faros, noroeste de Alexandria”, explicou ao Cairo Post o professor de arqueologia greco-romana Fathy Khourshid. Em seu auge, um espelho era usado no farol durante o dia para refletir a luz do sol e guiar as embarcações, e uma grande chama ardia ao longo da noite. A construção possuía uma base inferior quadrangular, uma seção intermediária octogonal e um topo em formato circular. Em 1994, arqueólogos encontraram ruínas da estrutura original submersas nas proximidades da ilha.

10.894 – Pirâmides – Mistério Revelado


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Os antigos egípcios que construíram as pirâmides podem ter movido os enormes blocos de pedra maciça através do deserto molhando a areia a frente, com um aparelho construído para puxar os objetos pesados, de acordo com um novo estudo.
Os físicos da Universidade de Amsterdam, na Holanda, investigaram as forças necessárias para puxar objetos pesados ​​em um trenó gigante sobre a areia do deserto e descobriram que deixar a areia a frente do dispositivo umedecida reduz o atrito no trenó, tornando-o mais fácil de ser operado. Os resultados ajudam a responder a um dos mistérios mais duradouros da história, sobre como os egípcios foram capazes de realizar a tarefa aparentemente impossível de construir as famosas pirâmides.
Para fazer a descoberta, os pesquisadores utilizaram pistas encontradas em uma pintura dos antigos egípcios que foi descoberta em uma parede no antigo túmulo de Djehutihotep, de cerca de 1900 a.C., descrevendo 172 homens transportando uma imensa estátua usando cordas anexadas a um trenó. No desenho, uma pessoa pode ser vista em pé, na frente do trenó, despejando água sobre a areia, disse o principal autor do estudo, Daniel Bona, professor de física na Universidade de Amsterdam. “Egiptólogos pensavam que era um ato puramente cerimonial, mas a pergunta era: Por que eles fazem isso?”, disse ele.
Bonn e seus colegas construíram trenós em miniatura e puxaram objetos pesados ​​através de bandejas de areia. Quando os pesquisadores arrastaram os trenós sobre a areia seca, eles notaram que montes se formavam a frente, exigindo mais força para puxá-los transversalmente. A adição de água, no entanto, aumentou sua rigidez, e os trenós foram capazes de deslizar mais facilmente sobre a superfície. Isso ocorre porque gotas de água criam pontes entre os grãos de areia, mantendo-os juntos, de acordo com os cientistas. Esta também é a razão pela qual a areia molhada é usada para construir um castelo de areia de forma mais fácil, disse Bona.
Porém, os pesquisadores notaram que existe um padrão correto para uso. “Se você usar areia seca, não vai funcionar tão bem, mas se a areia estiver muito molhada, também não vai funcionar. Há uma rigidez ideal”, disse Bona. A quantidade de água necessária depende do tipo de areia, mas, geralmente, varia entre 2 e 5 por cento do volume de areia.
O estudo, publicado na revista Physical Review Letters, pode explicar como os antigos egípcios construíram as pirâmides, mas a pesquisa também tem aplicações modernas, disseram os cientistas. As descobertas podem ajudar os pesquisadores a entender o comportamento de outros materiais granulares, tais como asfalto, concreto ou carvão, podendo levar a formas mais eficientes para o transporte desses recursos.

11.371- Mega Polêmica – Não sabemos como as pirâmides do Egito foram construídas


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Especulações
A ideia de que os egípcios lubrificavam o caminho por onde seus monumentos de pedra teriam de passar, antes de chegarem a seus destinos finais, não é exatamente original – como, aliás, o artigo científico dos holandeses, publicado no periódico “Physical Review Letters”, deixa claro. Mas o ressurgimento da história trouxe à tona também, nas redes sociais, o velho burburinho em torno dos antigos egípcios e suas tumbas piramidais: eles eram refugiados da Atlântida? Receberam ajuda extraterrestre? Como a Grande Pirâmide foi construída?
Essa última questão é especialmente importante, porque é dela que os defensores da “hipótese extraterrestre” e da “hipótese atlante” se valem: se não sabemos como as pirâmides foram erguidas, então é porque foram os aliens, ou a supercivilização do Continente Perdido!
E, afinal, é correto dizer que não sabemos afirmar como as pirâmides foram construídas? De certa forma, sim – mais ou menos como será válido afirmar, daqui a 4.500 anos, que não se saberá como a barragem de Itaipu foi construída: é bem possível que os registros exatos dos métodos e técnicas usados pela engenharia brasileira não sobrevivam até lá. Mas é de se esperar que os arqueólogos do ano 6515 percebam que a civilização brasileira do século 20 seria, sim, capaz de erguer a represa, ainda que não consigam precisar o método usado. O que é exatamente nossa situação em relação à Grande Pirâmide.
A história da evolução da pirâmide é bem clara no registro arqueológico egípcio. Estão preservadas a pirâmide de degraus de Djoser, com 60 metros de altura; duas tentativas fracassadas de se erguerem pirâmides de faces lisas, não escalonadas (a pirâmide caída, que se tivesse sido completada teria chegado a 92 metros, e a pirâmide torta, de 105 metros, ambas obras encomendadas pelo faraó Sneferu); e, finalmente, a primeira pirâmide de faces lisas bem-sucedida, também obra de Sneferu. Essa é a chamada Pirâmide Vermelha, e tem a mesma altura que a frustrante pirâmide torta.
O processo todo, que se desenrolou ao longo de várias décadas, mostra uma clara linha de aprendizado, tentativa e erro: é difícil imaginar que supercivilizações perdidas do passado, ou alienígenas capazes de atravessar a galáxia, precisassem de mais de meio século para descobrir como se constrói uma pilha triangular de pedras.
A pirâmide seguinte é a Grande Pirâmide, erguida para receber o corpo do faraó Quéops, ou Khufu. Essa tumba monumental tem cerca de 147 metros de altura. É 40% maior que a Pirâmide Vermelha. Foi a edificação mais alta do mundo, até a década de 1880.
Uma alegação comum dos piramidólogos esotéricos e/ou ufológicos é de que seria impossível transportar pedras para o alto da Grande Pirâmide por meio de rampas, porque para manter a inclinação da rampa dentro de um ângulo razoável, essa estrutura de apoio teria de ser maior que a pirâmide em si, um óbvio contrassenso.
A crítica até faz algum sentido: há cálculos que indicam que uma rampa simples deixaria de ser prática assim que a pirâmide superasse os 60 metros de altura. Mas quem disse que os egípcios estavam limitados a rampas simples? Eles poderiam ter usado, por exemplo, rampas em ziguezague, ou uma espiral envolvendo a pirâmide.
Há alguns anos, o arquiteto francês Jean-Pierre Houdin propôs que os egípcios poderiam ter usado uma rampa espiral subindo por dentro da pirâmide, algo que no fim da obra acabaria incorporado à própria estrutura. Essa não só é uma solução econômica e elegante, como parece confirmada por uma análise da densidade interna da tumba de Quéops.
A despeito disso, o método exato utilizado continua a ser alvo de debate: mas é um debate em torno de uma escolha racional entre técnicas de construção disponíveis no mundo egípcio de 4.500 anos atrás – sem a necessidade de se apelar para raios antigravitacionais ou engenheiros atlantes.

11.193 – ☻Mega Polêmica – Vida Após a Morte


reencarnação

As expressões vida após a morte, além, além-túmulo, pós-vida, ultravida e outro mundo referem-se à suposta continuidade da alma, espírito ou mente de um ser após a morte física. Os principais pontos-de-vista sobre o além provém da religião, esoterismo e metafísica. Sob vários pontos de vista populares, esta existência continuada frequentemente toma lugar num reino espiritual ou imaterial. Acredita-se que pessoas falecidas geralmente vão para um reino ou plano de existência específico após a morte, geralmente determinado por suas ações em vida. Em contraste, o termo reencarnação refere-se ao renascimento em um novo corpo físico após a morte, isto é, a doutrina da reencarnação postula um período de existência do ser em outros planos sutis, que ocorre entre duas existências físicas ou renascimentos.
Céticos, tais como materialistas-reducionistas, acreditam na impossibilidade da vida após a morte e a declaram como inexistente, sendo ilógica ou incognoscível.

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O primeiro caso baseia-se em supostas observações feitas por humanos ou instrumentos (por exemplo, um rádio ou um gravador de voz, usados em psicofonia).Tais supostas observações são feitas a partir de pesquisa de reencarnação, experiências de quase-morte, experiências extracorporais, projeção astral, psicofonia, mediunidade, várias formas de fotografias etc. A investigação acadêmica sobre tais fenômenos pode ser dividida, grosso modo, em duas categorias: a pesquisa física geralmente concentra-se no estudo de casos, entrevistas e relatórios de campo, enquanto a parapsicologia científica está relacionada estritamente à pesquisa em laboratório.
O segundo tipo baseia-se numa forma de fé, usualmente fé nas histórias que são contadas pelos ancestrais ou fé em livros religiosos como a Bíblia, o Qur’an, o Talmude, os Vedas, o Tripitaka etc. Este artigo trata principalmente deste segundo tipo.
Nos modelos metafísicos, teístas geralmente acreditam que algum tipo de ultravida aguarda as pessoas quando elas morrem. Os ateus geralmente não acreditam que haja uma vida após a morte. Membros de algumas religiões geralmente não-teístas, como o budismo, tendem a acreditar numa vida após a morte (tal como na reencarnação), mas sem fazer referências a Deus.
Os agnósticos geralmente mantém a posição de que, da mesma forma que a existência de Deus, a existência de outros fenômenos sobrenaturais tais como a existência da alma ou a vida após a morte são inverificáveis, e portanto, permanecerão desconhecidos. Algumas correntes filosóficas (por exemplo, humanismo, pós-humanismo, e, até certo ponto, o empirismo) geralmente asseveram que não há uma ultravida.
Muitas religiões, crendo ou não na existência da alma num outro mundo, como o cristianismo, o islamismo e muitos sistemas de crenças pagãos, ou em reencarnação, como muitas formas de hinduísmo e budismo, acreditam que o status social de alguém na ultravida é uma recompensa ou punição por sua conduta nesta vida.

livro dos mortos

Os egípcios também acreditavam que ser mumificado era a única forma de garantir a passagem para o outro mundo. Somente se o corpo fosse devidamente embalsamado e sepultado numa mastaba, poderia viver novamente nos Campos de Yalu e acompanhar o Sol em sua jornada diária. Devido aos perigos apresentados pela ultravida, o Livro dos Mortos era colocado na tumba, juntamente com o corpo.

Mitologia Grego-Romana
Na Odisseia, Homero refere-se aos mortos como “espectros consumidos”. Uma ultravida de eterna bem-aventurança existe nos Campos Elísios, mas está reservada para os descendentes mortais de Zeus.
Em seu Mito de Er, Platão descreve almas sendo julgadas imediatamente após a morte e sendo enviadas ou para o céu como recompensa ou para o submundo como punição. Depois que seus respectivos julgamentos tenham sido devidamente gozados ou sofridos, as almas reencarnam.
O deus grego Hades é conhecido na mitologia grega como rei do submundo, um lugar gélido entre o local de tormento e o local de descanso, onde a maior parte das almas residem após a morte. É permitido que alguns heróis das lendas gregas visitem o submundo. Os romanos tinham um sistema de crenças similar quanto a vida após a morte, com Hades sendo denominado Plutão. O príncipe troiano Enéas, que fundou a nação que se tornaria Roma, visitou o submundo de acordo com o poema épico Eneida.

10.631 – Egiptologia – descobertos restos de um templo de mais de 2,2 mil anos


egitotemplo

Arqueólogos descobriram os restos de um templo da época do rei Ptolomeu II (246- 282 a.C) na província de Beni Suef, ao sul da capital do Egito. Os vestígios foram descoberto na escavação da zona arqueológica de Jabal-al Nour, localizada na ribeira leste do rio Nilo, cerca de 110 quilômetros do Cairo.
A importância do descobrimento está no fato de que é a primeira vez que se localiza um templo da época de Ptolomeu II em Beni Suef, o que fornecerá mais informações históricas e detalhes geográficos sobre seu período. Nesse sentido, o ministro egípcio de Antiguidades, Mohammed Ibrahim, revelou que o descobrimento pertence a um dos monarcas mais importantes da dinastia Ptlomaica, já que reinou durante mais de 36 anos.
As primeiras inspeções do templo indicam que o lugar era dedicado ao culto de Ísis -a deusa da maternidade e do nascimento no Egito Antigo -,cuja adoração se estendeu ao período Ptolomaico. Além disso, Ibrahim ressaltou a necessidade de prosseguir com as escavações no lugar para obter maiores detalhes e elementos arquitetônicos do templo.
or sua vez, o chefe do Departamento de Egiptología do Ministério de Antiguidades, Ali al Asfar, assinalou que os arqueólogos egípcios alcançaram em sua análise o segundo nível do edifício, que contém várias salas. Dentro dos passadiços do templo foram encontrados um conjunto de vasilhas e fragmentos de cerâmica que levam os nomes de Ptolomeu II.
“Os muros externos de seu setor leste destacam-se por desenhos que mostram o rei junto ao deus do rio Nilo, Hapi”, afirmou.
O período grego dos Ptolomeus se iniciou no Egito com a conquista do país por Alexandre Magno, no ano 332 antes de Cristo, e finalizou com a tomada de Alexandria pelos romanos, 30 anos antes de Cristo, quando Cleópatra VII governava o país.

10.027 – Egiptologia – A Mumificação


É o conjunto de métodos através dos quais é possível dessecar um cadáver para evitar sua decomposição. Esta dessecação também pode ocorrer de maneira natural. Assim, a mumificação natural acontece quando o corpo é conservado graças ao ambiente onde a pessoa morreu, ou seja, deserto, local muito frio e até certos tipos de pântanos.
Ao longo do tempo, diversos povos utilizaram este processo, embora nenhum deles tenha conseguido tanta eficácia quanto a civilização egípcia, que, cabe ressaltar, nem sempre usou a mesma técnica de mumificação.
A palavra múmia tem origem no idioma árabe (mumia ou mumiya), que quer dizer breu ou betume, substância escura, semelhante ao asfalto que escorria do monte Mumia, situado na Pérsia, e à qual se associavam propriedades medicinais capazes de curar diversas enfermidades. No antigo Egito, acreditava-se que o corpo, depois de impregnado com esta substância, seria capaz de chegar ao além em bom estado, esta é a razão do aspecto escuro das múmias egípcias.

Os Antigos egípcios acreditavam na vida após a morte, pensavam que a alma viajava para o além, e deveria ser preparada para isso. Na época do historiador Heródoto, eram realizadas basicamente três tipos de mumificações, dependendo do poder econômico da família do defunto. Vamos destacar aqui só o método mais caro, usado, obviamente, pelos mais ricos. Este consistia na liquefação do cérebro, retirado através das vias nasais. A extração dos órgãos internos, exceto os rins e o coração, era realizada através de incisões regulares, feitas, geralmente, do lado esquerdo do corpo. A cavidade craniana era recheada com resina quente e a cavidade estomacal, após ser limpa com aromatizantes e vinho de palma, era preenchida com especiarias, serragem e resina. Em seguida o corpo era revestido em natrão, um mineral composto de carbonato de sódio hidratado, encontrado no deserto da região que, hoje, conhecemos como Líbia.

Depois do processo de desidratação do corpo, que levava aproximadamente 70 dias, era feita uma nova limpeza com especiarias e óleos. A partir daí, começava o envolvimento do defunto com bandagens (sob as quais eram postas pulseiras, colares e todo tipo de enfeites) que podiam ser de linho ou algodão e passavam de 300 m de comprimento. Para terminar a mumificação, as bandagens eram seladas com resina de árvore e, finalmente, o corpo era posto dentro do sarcófago.
Vale citar que, embora não se saiba ao certo o processo usado, na fronteira entre o Chile e o Peru, existiu um povo chamado Chinchorro, que mumificava alguns dos seus há 7.000 anos, portanto, muito antes dos egípcios. Ainda na América do Sul, os incas ao mumificarem seus entes, trocavam os tecidos macios do corpo por argila, o esqueleto era reforçado com estruturas internas de apoio. A etapa seguinte era a de preencher o corpo com ervas de propriedades antissépticas. A seguir, a dessecação ao fogo era posta em prática, depois a defumação. Finalmente, o corpo era untado com betume, bálsamo e outras resinas.

10.023 – O Papiro


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Conhecido desde quarenta séculos antes da era cristã, é certamente o produto mais famoso a ser obtido da planta de mesmo nome (nome científico Cyperus papyrus). Seu uso no Antigo Egito explica-se basicamente pela sua abundância, pois era perfeitamente adaptada às margens do Nilo. A fama do papiro é mais do que merecida, pois ele que deu à humanidade um dos principais instrumentos de seu progresso, o papel. Antes disso, era empregado na fabricação ou calafetagem de embarcações, confecção de pavios de candeeiros a óleo, esteiras, cestos, cordas e cabos resistentes, grossos tecidos, sandálias e outros objetos.
De todos os materiais de suporte para a escrita na antiguidade, o papiro certamente foi o mais prático, por ser flexível e leve. Seu inconveniente era a fragilidade, pois resistia pouco tempo à umidade e queimava facilmente. O exemplar mais antigo que se conhece foi encontrado em Saqqara, na mastaba de um nobre da I dinastia (2920 a 2770 a.C.), chamado Hemaka, mas está em branco. O mais antigo exemplar escrito que se conhece é do final da I dinastia, formado por fragmentos do livro de contas de um templo de Abusir, escrito em egípcio hierático.

No tempo da II dinastia (2770 a 2649 a.C.) o papiro já era comum como suporte à escrita, sendo depois adotado por gregos, romanos, coptas, bizantinos, arameus e árabes. Grande parte da literatura grega e latina chegou até nós em papiros e continuou a ser utilizado até a Idade Média.

No Antigo Egito, produzia-se papiro a partir do caule da planta, cortado em pedaços de até 48 centímetros. Neles eram feitas incisões para retirar a casca verde e permitir a separação das películas, em lâminas finíssimas, manuseadas com cuidado para não se romperem. Estas eram estendidas em uma tábua inclinada sobre as águas para serem molhadas constantemente. Uma primeira camada de tiras era alinhada horizontalmente, e sob esta, uma segunda camada, em posição vertical, formando uma trama. A própria água do Nilo, e o esmagamento das fibras a martelo ativavam a goma natural presente na planta, o que unia as tiras. Depois de comprimidas, batidas e polidas com pedra pomes, o conjunto ficava macio e polido o suficiente para receber a escrita.
As folhas prontas mediam até 48 centímetros de comprimento por 43 centímetros de largura. As peças eram coladas umas às outras, formando grandes rolos, que recebiam hastes de madeira ou marfim em suas extremidades, formando um volume (o equivalente a um livro inteiro na antiguidade). O papiro em rolo, produto de bastante resistência, era um dos principais bens de exportação do Egito antigo e foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores legados da época faraônica à civilização.

9359 – Egiptologia – Teorias sobre a construção das pirâmides


Pirâmides do Egito
Pirâmides do Egito

O turismo no Egito é até hoje impulsionado pela visita às pirâmides, construções majestosas erguidas sob as ordens dos faraós, soberanos que detinham a grandiosidade política, bélica e espiritual desta civilização. Estes monumentos visavam exibir o poder faraônico diante da posteridade e também ser a última morada do rei egípcio.
Quem nunca parou para pensar de que forma foram estruturados estes mausoléus e quem os edificou? E mais ainda: em quanto tempo as pirâmides foram construídas? As mais famosas são a de Quéops, a qual data de 2530 a.C, a de Miquerinos, que remonta a 2471 a.C., e a de Quéfren, erguida em 2500 a.C.
A mais grandiosa é a de Quéops; ela levou 25 anos para ser concluída. Seu projeto envolveu aproximadamente dez mil trabalhadores, os quais fixaram mais de dois milhões de blocos de pedras, sendo que cada um deles ostentava de duas a dez toneladas.
Por essas dimensões já é possível deduzir o imenso potencial da engenharia e da arquitetura do Egito. Hoje os egiptólogos já sabem que as pirâmides não foram edificadas apenas por cativos obrigados a empreender este esforço monumental, e sim por boa parte de seres livres que se empenhavam nesta tarefa por crerem na presença de uma divindade criadora nobre e bondosa.
Mas eles não precisavam aguardar por uma gratificação no País das Luzes, esfera transposta pelos homens após a morte. No fim da lida os servidores eram recompensados financeiramente. Esta é a única convicção unânime dos especialistas na história egípcia: as pirâmides não foram banhadas pelo sangue escravo, e sim pelo suor de cidadãos que gozavam de plena liberdade.
A de Quéfren também não fica atrás. Diante de seu santuário ele ordenou que fosse talhada em uma rocha de vasta extensão uma esfinge que espelhasse sua própria face, superposta a um corpo leonino. Desta forma o faraó simbolizou seu reinado, o mais expressivo da história da realeza em todo o Planeta.
E como, afinal, estas maravilhas foram edificadas? Ao longo do tempo surgiram várias teses sobre o tema. Uma delas disseminou que os grandiosos monumentos foram construídos por criaturas extraterrestres. Esta teoria é reproduzida fielmente na produção cinematográfica ‘Stargate’, de 1994, do cineasta Roland Emmerich.
Diversos arqueólogos, versados nas pesquisas sobre o Antigo Egito, argumentam que estes monumentos jamais foram erguidos por aliens. Há outras hipóteses sobre a construção das pirâmides; paralelamente a elas teriam elaborado planos inclinados exteriores que permitiriam o movimento dos blocos, os quais eram tracionados com a ajuda de cordas. Usavam-se igualmente caules de árvores nos alicerces para facilitar a locomoção dessas pedras.

9126 – A Egiptologia


A Ciência que se dedica aos estudos do Egito Antigo é chamada Egiptologia. Por se tratar de uma região rica em manifestações culturais e de importância histórica, o território egípcio desperta o interesse de pesquisadores desde a antiguidade. Um exemplo destes estudiosos é Heródoto, historiador e geógrafo grego que apresentou em suas obras as primeiras impressões sobre o Egito de que se tem notícia. Além de ter escrito a obra “Histórias”, uma das primeiras tentativas humanas de sistematizar o conhecimento de suas atividades ao longo dos anos, alcunhou uma das frases mais famosas da história: “O Egito é uma dádiva do Rio Nilo”.
Apesar disso, o desenvolvimento desta ciência ocorreu apenas durante o século XIX, depois de Napoleão Bonaparte, líder político e militar francês, ter estabelecido campanha no Egito no século XVIII. Além dos soldados que faziam parte de seu exército, Napoleão levou pesquisadores de diversas áreas ao território egípcio. Apesar de terem fracassado militarmente, o desenvolvimento cultural foi um sucesso na região, pois, após esta expedição, estudiosos lançaram livros e despertaram um enorme interesse da comunidade científica em explorar melhor o Egito Antigo. Apesar dos pesquisadores de Napoleão terem descoberto tesouros importantes para a História, não foram capazes de decifrá-los. Assim, reuniram as observações em 19 volumes, posteriormente publicadas com o nome de “Uma Descrição do Egito”.
A partir deste momento, foram realizadas escavações intermináveis no Egito, onde foram descobertos inúmeros materiais de valor histórico. Porém, duas descobertas foram primordiais para que a Egiptologia ganhasse respeito e se desenvolvesse: os hieróglifos, traduzidos por Jean-François Champollion por meio da Pedra de Roseta (século XIX) e a tumba de Tutancâmon, por Howard Carter (século XX).
No caso da Pedra de Roseta, foram revelados inúmeros segredos históricos da sociedade egípcia. Antes, os ocidentais já demonstravam grande fascínio pelo Egito. Com essa descoberta, o interesse apenas aumentou, pois, com essa quantidade de dados sobre a região, era possível entender mais sobre aquela sociedade. Já a tumba de Tutancâmon, chamava a atenção pela a quantidade de ouro que conservava. A tumba estava escondida dentro de inúmeros cômodos dourados, o que possibilitou sua conservação e impediu a ação de ladrões. Assim, o Egito torna-se um dos destinos turísticos mais procurados na Europa, pessoas começaram a utilizar adornos que remetiam ao Egito Antigo, além dos diversos estudos que eram iniciados no campo da Egiptologia.

9049 – Egiptologia – O Alto Egito


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Era uma das divisões do Antigo Egito antes de sua unificação.
Quando se estuda a civilização egípcia, considera-se que sua formação ocorreu no chamado período pré-dinástico, entre 13.000 e 10.000 anos antes de Cristo. Foi nesta época que o homem se estabeleceu na região e desenvolveu técnicas agrícolas que permitiriam a posterior formação de uma dinastia e, então, de um grande império. A região que hoje compreende os desertos do Saara e Árabe passava, naquela época, por um período de aumento de temperaturas e era frequentemente atingida por chuvas intensas. Formou-se, assim, um vale pantanoso em função do Rio Nilo que atraiu pessoas e animais para se aproveitarem das riquezas do solo.
Ao longo desse trajeto do Rio Nilo formaram-se duas divisões territoriais. O Alto Egito representava uma faixa de terra em ambos os lados do rio que se estendia por vasto território. Para pesquisadores esta divisão é muito importante para se estudar o Antigo Egito, pois, durante algum tempo, foram várias as diferenças entre o Alto Egito e o Baixo Egito.
O Alto Egito era conhecido como Ta Shemau, cujo nome significava “terra de juncos”. A primeira cidade foi Hieracômpolis, que tinha como divindade a deusa Nekhbet. Toda a região foi dividida em 22 nomos, como eram designados os distritos. O centro administrativo do Alto Egito estava na cidade de Tebas. Sua influência, contudo, diminuiu quando os assírios invadiram a cidade e a destruíram. Mais tarde, os ptolomeus comandaram o Alto Egito e estabeleceram como sede administrativa a cidade de Ptolomaida.
A cultura badariense, que surgiu no Alto Egito, foi uma das mais importantes da época e já sustentava sua economia na agricultura e na pecuária. Seus membros já tinham o costume de ser enterrados com seus bens, o que seria repetido, mais tarde, no Império Egípcio. Quando a disputa pelas terras férteis na região se agravou, a cultura badariense foi dividida em territórios distintos. No Alto Egito formou-se como resultante a cultura Nagada I estabelecendo-se uma nova capital em Nekhen.
Os conflitos entre Alto Egito e Baixo Egito se intensificaram na disputa pelas melhores terras do Nilo. Então, o rei do Alto Egito, Narmer, organizou seu exército para um ataque poderoso ao Baixo Egito, por volta de 3.200 antes de Cristo. Sua investida resultou na conquista do Baixo Egito e na unificação dos dois reinos, dando início à primeira dinastia do Império Egípcio.

8807 – Civilizações Antigas – Cairo, a capital do Egito


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O nome da cidade em português, significa “a Vitoriosa”. O território em que se estabelece é o maior do continente africano e do mundo arábico. O povo egípcio, geralmente, denomina o Cairo como Masr (no árabe egípcio) ou Misr (no árabe clássico), idiomas locais do Egito.
De acordo com dados levantados no último censo realizado na região, o Cairo apresenta 7.947. 121 pessoas. Já em sua região metropolitana, a de maior população em toda a África, o número de habitantes é de 24.285.000. Devido a estes números e o constante fluxo de pessoas de outros países na região, a capital do Egito é considerada a décima terceira metrópole com maior população em escala global. Devido a fatores históricos, o Cairo é conhecido tradicionalmente no Egito pelos nomes de “cidade dos mil minaretes” e “mães de todas as cidades”.

A fundação do Cairo remete ao ano de 116 a. C. O primeiro território do Cairo, atualmente conhecido como Velho Cairo, surgiu a partir de uma fortaleza construída próxima ao rio Nilo pelo povo romano. Antes da fundação da capital do Egito, a cidade considerada como a principal do império faraônico era Mênfis.

A origem do nome Cairo vem dos fatímidas, que batizaram o território como Al-Qahira. Historicamente, a região da cidade foi invadida diversas vezes por otomanos, mamelucos, britânicos e pelo exército de Napoleão Bonaparte. Apenas no ano de 1952 o Cairo tornou-se uma capital com autonomia. Porém, muito antes disso, o Cairo foi refundado no ano de 969 com o objetivo de se tornar a capital da parte árabe do Egito. Em 1517, o território foi conquistado pelo povo turco. Entre os anos de 1798 e 1801, foi um território francês.
Entre outros aspectos, o Cairo é considerado a sede da Liga Árabe, apresenta uma mistura de construções arquitetônicas modernas e antigas e é visto como um museu a céu aberto. Um elemento relevante na capital do Egito é a religião, além da presença do enorme contraste entre o Cairo e histórico e o cosmopolita, revelando tonalidades variadas por todo o território. A localização do Cairo se dá entre as ilhas e margens do rio Nilo, na parcela sul do delta. Limitando a capital pela região sudoeste, encontra-se a velha necrópole da capital anterior, Mênfis, e a cidade de Giza.

8746 – O que é embalsamento?


É uma técnica de preservação de cadáveres para prevenir a putrefacção.
No Antigo Egito, o processo de embalsamamento era mais ou menos complexo, e, portanto, caro, de acordo com a posição social do defunto.
O cérebro era extraído através das narinas. As vísceras (pulmões, fígado, intestinos, etc.) eram retirados através de uma incisão lateral no corpo e colocadas em vasos canopos. O coração era conservado no seu lugar.
O corpo era então colocado em natrão, para desidratação das células e combate às bactérias, durante um período de 40 dias findo o qual as cavidades vazias do corpo eram preenchidas com ervas aromáticas e fechadas.
Finalmente o corpo era envolvido em faixas de tecido de algodão, colocado num sarcófago e depositado na sepultura.
O processo durava cerca de 70 dias.

Bíblia
Jacó, um dos mais importantes profetas do Velho Testamento também teve seu corpo embalsamado no Egito a pedido de seu filho, José

Líderes políticos
Alguns líderes políticos passaram por este tipo de conservação, entre eles Lênin na Rússia, Mao Tse-Tung na R.P. da China, Ho Chi Minh no Vietname, Evita Perón na Argentina.