13.373 – Geografia, Geopolítica e Geoeconomia – CLASSIFICAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS


União econômica e monetária.
Um dos aspectos mais proeminentes do mundo globalizado e da atual ordem mundial é a formação dos acordos regionais, mais conhecidos como blocos econômicos, que, ao invés de se estabelecerem como um contraponto à integração mundial da globalização, atuaram no sentido de intensificá-la. Hoje em dia, existem diferentes tipos de blocos econômicos que se organizam em diferentes denominações e níveis de integração entre os seus países-membros.
Dessa forma, como existem diferentes objetivos e distintos níveis de avanço em termos econômicos entre os acordos regionais, adota-se uma classificação dos blocos econômicos a fim de melhor estudá-los. Sendo assim, eles são postos em uma hierarquia que vai desde a zona de preferências tarifárias até uma união econômica e monetária. Confira:
Zona de preferências tarifárias: é um passo inicial de integração entre os países, de forma que esses adotam apenas algumas tarifas preferenciais envolvendo alguns produtos, tornando-os mais baratos em relação a países não participantes do bloco.

Exemplo: ALADI (Associação Latino-Americana de Integração).
Zona de livre comércio: consiste na eliminação ou diminuição significativa das tarifas alfandegárias dos produtos comercializados entre os países-membros. Assim como o tipo anterior, trata-se de um acordo meramente comercial.
Exemplos: NAFTA (Tratado de Livre Comércio das Américas), CAN (Comunidade Andina), entre outros.
União Aduaneira: trata-se de uma zona de livre comércio que também adotou uma Tarifa Externa Comum (TEC), que é uma tarifa que visa taxar os produtos advindos de países não membros dos blocos. Dessa forma, além de reduzir o preço dos produtos comercializados entre os países-membros, a União Aduaneira ainda torna os produtos de países externos ao bloco ainda mais caros.
Exemplo: Mercosul (Mercado Comum do Sul). A TEC, nesse caso, é adotada apenas entre os seus membros efetivos (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai*).
Mercado Comum: é um bloco econômico que conta com um avançado nível de integração econômica, indo muito além de um acordo comercial, pois envolve a livre circulação de produtos, pessoas, bens, capital e trabalho, tornando as fronteiras entre os seus membros quase que inexistentes em termos comerciais e de mobilidade populacional.
União Política e Monetária: consiste em um mercado comum que ampliou ainda mais o seu nível de integração, que passa a alcançar também o campo monetário. Adota-se, então, uma moeda comum que substitui as moedas locais ou passa a valer comercialmente em todos os países-membros. Também é criado um Banco Central do bloco, que passa a adotar uma política econômica comum para todos os integrantes.
O único exemplo de mercado comum e, ao mesmo tempo, de união política e monetária é a União Europeia, que é hoje considerada o mais importante bloco econômico da atualidade em razão do seu avançado nível de integração. Em muitos casos, essa integração alcança até mesmo as decisões políticas que eventualmente são tomadas em conjunto pelos países-membros.

* A Venezuela foi suspensa do Mercosul, por tempo indeterminado em dezembro de 2016.

13.366 – Nacionalismo e Ufanismo – Nacionalismo Levou o Mundo a Uma Catástrofe


ditadura militar
O nacionalismo ufanista, também chamado de nacionalismo exagerado ou exacerbado é o caso de um orgulho excessivo pela pátria. Neste caso, é comum que um nacionalista ufanista se considere superior aos outros e a outros tipos de ideologias, suprimindo qualquer tipo de dialogo ou livre escolha de ideias. Este tipo de presunção pode levar a atos de discriminação contra pessoas de outro país. Ou contra pessoas do mesmo país com ideias contrarias ou diferentes ao nacionalismo. Assim o nacionalista ufanista defende sua bandeira pátria e reforça a ideologia de um Estado total, onde seu poder inflige os direitos democráticos e alimentando a xenofobia, aversão irracional ou antipatia a estrangeiros.
Como vimos em outros artigos aqui do Mega, tivemos um período de ufanismo na época da ditadura militar (anos 60, 70 e início dos anos 80).
Essa frase da ilustração foi amplamente propagada pelo governo militar para implantar seus ideais à mentalidade do povo brasileiro e conquistar a aderência por meio de “lavagem cerebral midiática” no qual “amar” é sinônimo de aceitar o arbítrio institucionalizado e “deixe-o” é justificativa para prisões e exílio a que centenas foram submetidos no período da ditadura.
Durante o período de governo ditatorial militar no Brasil (1964 – 1985), iniciou-se um movimento de campanhas ufanistas que exaltavam o sentimento nacionalista do povo brasileiro, conquistando assim sua simpatia e aglutinando as massas em uma direção estratégica e concomitantemente a uma ideologia totalitarista. Levantando gritos de guerra como “Ninguém segura este país” e “Brasil, ame-o ou deixe-o”, e se utilizando de músicas que continha refrão como “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo; ninguém segura a juventude do Brasil”, ““Este é um país que vai pra frente (…)”. A euforia gerada pelo governo ditatorial levou os cidadãos às ruas para cantar versinhos patrióticos, misturando ideologias de extrema direita e movimentos populares em um carnaval fora de época. Reforçando e internalizando os ideais da Ditadura Militar.
Exemplos graves de nacionalismo ufanistas são: Nazismo, Fascismo e as ditaduras na America latina.

13.353 – Economia – Pela 1ª vez, China compra um quarto de todas as exportações brasileiras


china parceira
A China nunca teve tanta importância para o comércio exterior brasileiro. Nos primeiros seis meses deste ano, 25% de tudo o que o Brasil exportou teve como destino o país asiático.
Esse percentual é recorde e é mais uma marca da ascensão da segunda maior economia mundial no Brasil. No primeiro semestre de 2007, a fatia chinesa nas exportações brasileiras era de 6,7% —os EUA eram líderes, com 16,4%.
Alimentada pela demanda por soja, minério de ferro e petróleo, a compra chinesa de itens do Brasil somou US$ 26,9 bilhões de janeiro a junho, um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na média, as vendas brasileiras para o resto do mundo cresceram 19%.
Sozinhos, os asiáticos compraram mais do Brasil do que os três demais principais compradores do Brasil: EUA, Argentina e Holanda, pela ordem.
Fazia mais de dez anos que nenhum país era tão dominante na compra de produtos brasileiros. No início do século, os EUA chegaram a responder por mais de um quarto das exportações.
Mas, enquanto os americanos eram grandes clientes de produtos manufaturados (que tem preços mais estáveis), o que os chineses querem mesmo é matéria-prima e alimentos, cujas cotações costuma flutuar mais.
Ter um cliente tão poderoso tem seus benefícios, já que há um mercado quase cativo para os produtos, porém, os riscos são mais expressivos.
Uma desaceleração forçada da China teria forte impacto para as exportações, um dos raros pontos de destaque da economia brasileira neste começo de ano.
Seria muito difícil encontrar um mercado que conseguisse dar conta de tamanha demanda: 45% da soja comprada pelos chineses vem do Brasil, além de 21% do minério de ferro —considerando dados de janeiro a maio.
Além disso, uma crise em um “player” tão importante geraria, sem dúvida, uma queda abrupta nos preços.
Ou seja, o produtor brasileiro não só venderia menos como por um preço menor.
Uma freada mais forte da economia chinesa foi apontada recentemente pelo FMI como um dos principais riscos externos para o Brasil, só atrás de um aperto nas condições financeiras globais.

13.161 – Sociologia – Unicef mostra círculo vicioso da pobreza no Brasil


sociologia
Cerca de 8.200 crianças nascem por dia no Brasil. Num país insistentemente desigual, cada um desses meninos e meninas já vem ao mundo com mais ou menos chances de superar a pobreza de acordo com sua etnia, a renda de sua família, a escolaridade de sua mãe e a região onde nasceu. O relatório Situação da Infância e Adolescência Brasileiras, lançado pelo Unicef traz dados sobre as diferenças de acesso a serviços de saúde e educação entre crianças pobres e ricas, que vivem em áreas rurais ou urbanas, que crescem no sul ou no norte do país e mostra como estes fatores determinam as oportunidades que aquele bebê, que acaba de nascer, terá na vida.
Desses 8.200 brasileiros que nascem por dia, cerca de 1.500 são da região nordeste. Cada uma deles terá um quarto da chance de completar o primeiro ano de vida dos nascidos no sul ou no sudeste. “Quase metade deles serão negros e terão duas vezes mais chance de não freqüentar o ensino fundamental, em comparação com as crianças brancas”, disse a representante do Unicef no Brasil, Reiko Niimi.
Os dados são fruto de uma tabulação especial da Amostra do Censo Demográfico 2000, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pedido do Unicef, e comprovam com números uma realidade bastante conhecida no país e que ficou ainda pior nos anos 90. Segundo o relatório, é esta a conclusão a que se chega quando a equidade de renda é analisada além da média nacional, com recortes como os feitos no documento.
Desigualdade histórica
Um dos grupos em situação história e persistente de desvantagem e vulnerabilidade é a população negra. A proporção de pessoas negras vivendo abaixo da linha da pobreza, em relação às pessoas brancas, passou de menos do que o dobro no começo da década para mais do que o dobro na segunda parte da década. O percentual de pobres nos grupos de crianças e adolescentes negros é maior (58%) do que nos grupos brancos e amarelos (33% e 24%, respectivamente). Isso significa que, no Brasil, uma criança ou um adolescente negro tem quase duas vezes mais chance de ser pobre que uma criança ou um adolescente branco.
Em relação ao percentual de crianças na fase de freqüentar o ensino fundamental, as iniqüidades também são significativas: 8,1% das crianças de cor negra contra 3,8% das crianças brancas fora da escola. As desigualdades persistem desde a fase de creche e pré-escola até o ensino médio e universitário.
Em todos os indicadores selecionados, as crianças e os adolescentes negros aparecem em situação mais desfavorável que os brancos. Comparativamente, eles têm duas vezes mais possibilidade de morar em domicílio sem abastecimento de água, duas vezes mais possibilidade de não freqüentar a escola (dos 7 aos14 anos) e três vezes mais chances de não serem alfabetizados.
Os dados apontam para um círculo vicioso em que a população negra está inserida. “Trata-se de um grupo imenso da população que se encontra na base da pirâmide social brasileira, em condições precárias de moradia e de acesso a bens e serviços, o que alimenta a falta de acesso a outras oportunidades”, diz o relatório.
Falta de escolaridade
O documento do Unicef também revela que o nível educacional da mãe tem impacto direto no status econômico da criança e do adolescente. Enquanto a média nacional é de 45% de crianças e adolescentes pobres, dentro do grupo daqueles com mães que não têm escolaridade ou têm menos de um ano de estudo, 76% são pobres. Entre os filhos de mães com 11 ou mais anos de estudo, esse percentual é de 11%. Isso significa que uma criança com mãe com baixa escolaridade tem sete vezes mais possibilidade de ser pobre que uma criança com mãe com alta escolaridade.
O impacto da baixa escolaridade da mãe também é evidenciado na situação da infra-estrutura domiciliar das crianças. Em termos de saneamento básico, aproximadamente 41,6% das crianças e dos adolescentes com mãe sem instrução vivem em domicílios sem acesso ao abastecimento de água ou esgoto.
E mães fora da escola significam, quase sempre, filhos fora da escola. O percentual de crianças fora da pré-escola aumenta com a queda da escolaridade da mãe: 56,8% das crianças em idade pré-escolar com mães sem instrução não freqüentam instituições de ensino. Esse percentual diminui para 16,9% quando a mãe tem 11 ou mais anos de estudo. Adolescentes com mães com baixa escolaridade têm mais de 23 vezes mais possibilidade de ser analfabetos do que adolescentes com mães com alta escolaridade.
Por isso o Unicef considera fundamental o investimento em políticas dirigidas a mulheres, pelos resultados que isso apresenta na melhoria da qualidade de vida das mesmas, na educação e qualidade de vida de seus filhos.
Dois “Brasis”
A pobreza infantil varia também de acordo com o local onde a criança e o adolescente vivem, já que a renda segue concentrada principalmente nos Estados do sudeste e sul. No Maranhão, 75% das crianças e dos adolescentes são pobres, contra 22% dos que moram em São Paulo. Crianças maranhenses têm, portanto, mais de três vezes mais possibilidade de ser pobres do que crianças paulistas.
O percentual de crianças e adolescentes vivendo em domicílios sem infra-estrutura adequada também tende a ser maior nos Estados do nordeste e norte e menor no sul e sudeste. No Acre, quase metade das crianças e dos adolescentes vive em domicílios sem acesso à água potável, contra 1,7% em São Paulo. Isso significa que as crianças que moram no Acre têm 29 vezes mais possibilidade de não ter abastecimento de água do que as crianças que moram em São Paulo. No Piauí, metade das crianças e adolescentes vive em domicílios sem acesso a saneamento adequado, contra 0,9% no Distrito Federal.
Comparativamente às demais crianças e adolescentes do país, aqueles que moram em Estados da região norte ou nordeste têm quatro vezes mais chances de morrer antes de completar um ano de idade e 16 vezes mais possibilidade de não ser alfabetizados.
“O projeto de Brasil previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente ainda está longe de ser uma realidade para os 61 milhões de crianças e adolescentes neste país”, disse Reiko Niimi. “O Brasil precisa reconhecer sua dívida e seu compromisso com cada um desses meninos e meninas. Não se pode esperar mais”, afirma.
Círculo vicioso
Crianças pobres estão inseridas em ciclos de pobreza e exclusão. Quando esse paradigma não é rompido, elas serão pais e mães de crianças também pobres. Assim, crianças mal nutridas crescem e se tornam mães mal nutridas que acabam dando à luz bebês com baixo peso; pais que carecem de acesso a informações cruciais tornam-se incapazes de alimentar e cuidar de suas crianças de forma saudável; e pais analfabetos têm mais dificuldades de ajudar no processo de aprendizagem de seus filhos.
“Para se transformar esse círculo negativo em positivo, a redução da iniquidade e da pobreza deve ter uma atenção maior para com a infância”, aponta o texto. Como recomendação, o documento acredita que o primeiro passo é o aumento dos investimentos públicos, principalmente do Estado, em áreas que afetam mais diretamente as crianças e adolescentes, como a saúde e a educação. “Atualmente, mesmo se os recursos disponíveis fossem canalizados para a infância e adolescência e para as áreas apontadas neste relatório, não seriam suficientes”.

13.131 – Mega Biografia – Yasser Arafat


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(Cairo, 24 de agosto de 1929 — Clamart, 11 de novembro de 2004) foi o líder da Autoridade Palestiniana, presidente (desde 1969) da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), líder da Fatah, a maior das facções da OLP, e co-detentor do Nobel da Paz.
O estabelecimento da data e local de nascimento de Arafat são controversos. O seu registro de nascimento indica que ele nasceu no Cairo, Egipto, a 24 de Agosto de 1929. No entanto, alguns ainda tomam por verdadeira a afirmação de Arafat de que nasceu em Jerusalém a 4 de Agosto de 1929.
A descoberta do seu certificado de nascimento e outros documentos pela Universidade de Cairo puseram fim ao debate sobre o local de nascimento de Arafat (mesmo o seu biógrafo autorizado, Alan Hart, admite agora que ele nasceu no Cairo).
Arafat viveu a maior parte da sua infância no Cairo, com a exceção de quatro anos (após a morte de sua mãe, entre os seus 5 e 9 anos) em que ele viveu com o seu tio em Jerusalém.
Ele frequentou a Universidade do Cairo, onde se formou como engenheiro civil. Nos seus tempos de estudante, aderiu à Irmandade Muçulmana e à associação de estudantes, da qual foi presidente entre 1952 e 1956.
Ainda durante a sua estadia no Cairo, Arafat desenvolveu uma relação próxima com Haj Amin Al-Husseini, também conhecido como o Mufti de Jerusalém.
Em 1956 ele serviu ao exército egípcio durante a Crise do Suez. No Congresso Nacional Palestiniano, no Cairo, em 3 de Fevereiro de 1969, Arafat foi nomeado líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Arafat casou-se já nos seus anos mais tardios com uma palestiniana cristã. Sua esposa, Suha Arafat, deu à luz uma criança do sexo feminino (Zahwa). A sua esposa e filha vivem actualmente em Paris. Suha Arafat tornou-se recentemente cidadã francesa.
Arafat e os outros gradualmente fundaram o grupo que ficou conhecido como o Fatah. A data exata para o estabelecimento é desconhecida. No entanto, em 1959, a existência do grupo foi atestada nas páginas de uma revista nacionalista palestina, Filastununa Nida al-Hayat (Nossa Palestina, The Call of Life), que era escrita e editada por Abu Jihad.

Fatah dedicou-se à libertação da Palestina por uma luta armada realizada pelos próprios palestinos. Isso a diferenciava de outras organizações políticas e de guerrilha palestinos, a maioria dos quais acreditavam firmemente em uma resposta unida dos países Árabes.
Depois da guerra dos seis dias (1967), Arafat e a Fatah passam a actuar a partir da Jordânia, lançando ataques contra Israel a partir do outro lado da fronteira e regressando à Jordânia antes que os israelenses pudessem reagir.

Em 1968 a Fatah foi um alvo de um ataque israelense à vila jordana de Karameh, no qual 150 guerrilheiros palestinianos e 29 soldados israelenses foram mortos, sobretudo por forças armadas jordanianas. Apesar do falhanço no terreno, a batalha foi considerada pelos árabes como uma montra para a acção da Fatah porque os israelenses se retiraram e o perfil de Arafat e da Fatah cresceram. Nos finais da década de 1960 a Fatah passou a dominar a OLP e em 1969 Arafat foi nomeado presidente da OLP, substituindo Ahmed Shukairy, originalmente nomeado pela Liga Árabe.

Arafat tornou-se chefe do Estado Maior das Forças Revolucionárias Palestinianas dois anos mais tarde e em 1973 o líder político da OLP.

No seguimento da ambição da OLP em transformar a Jordânia num estado palestiniano (com o patrocínio da União Soviética), crescem neste tempo as tensões entre Palestinianos e o Governo da Jordânia, o que culminaria com o sequestro (e subsequente destruição) de quatro aviões pela OLP e na Guerra Civil Jordana de 1970-1971 (em particular com os eventos do Setembro Negro).
Depois desta derrota, Arafat transferiu-se juntamente com a OLP da Jordânia para o Líbano. Dada a fraqueza do governo central libanês, a OLP conseguia operar virtualmente como um estado independente (chamado “Fatahland” pelos israelenses).

A OLP começou então a usar este novo território para lançar ataques de artilharia e atentados contra civis israelenses, a exemplo do Massacre do liceu de Maalot de 1974.

Em Setembro de 1972 o grupo Setembro Negro, que é geralmente descrito como uma fachada operacional usada pelo grupo Fatah de Arafat, raptou 11 atletas de Israel durante os Jogos Olímpicos. O grupo executou dois atletas, e na tentativa de mover os restantes, um tiroteio com a polícia resultou na morte de todos os atletas, um agente policial alemão e cinco membros do grupo Setembro Negro, no que ficou conhecido como o Massacre de Munique. A condenação internacional do ataque fez com que Arafat se distanciasse publicamente de actos similares no futuro; em 1974 Arafat ordenou que a OLP se abstivesse de actos de violência fora de Israel, da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. No mesmo ano, Arafat tornou-se o primeiro representante de uma organização não governamental a discursar numa sessão plenária de uma Assembleia Geral das Nações Unidas.
Desde 1996, o título usado por Arafat como líder da Autoridade Palestiniana é a palavra árabe ra’is (cabeça) cuja tradução para o português é matéria de disputa. Documentos israelenses traduzem normalmente a palavra como “chairman”, (presidente de conselho) enquanto documentos palestinianos traduzem-no como “presidente”. Os Estados Unidos normalmente seguem a prática israelense, enquanto que as Nações Unidas normalmente seguem a prática palestiniana, que também é usada em Portugal.

Morte suspeita
Arafat, morreu dia 11 de Novembro de 2004, aos 75 anos, após treze dias internado no hospital militar Percy, em Clamart, a sudoeste de Paris.
De acordo com Christian Estripeau, porta-voz do hospital, Arafat morreu por falência múltipla dos órgãos. No entanto, seu biógrafo, Amnon Kapeliouk, levantou a possibilidade de sua morte ter sido decorrente de anos de contínuo envenenamento, realizado pelos serviços secretos israelenses.
Em 3 de julho de 2012, foi divulgado pelo Instituto de Radiofísica do Hospital Universitário da Universidade de Lausanne, na Suíça, o resultado de um trabalho de nove meses de análises do material biológico encontrado em objetos de uso pessoal de Arafat (roupas, escova de dentes e keffiyeh). O relatório apontou a presença de altos níveis de polônio 210 no material coletado.
Arafat, considerado como o mais importante líder palestino e tido, pelos israelenses, como um líder de intenções dúbias, não preparou um sucessor. Os testes realizados após a exumação de seu corpo mostraram um nível 20 vezes maior que o permitido para um ser humano normal da substância polônio 210, reforçando a tese que o líder foi envenenado. Contudo, uma equipe russa que examinou seu corpo afirmaram que não havia nada de anormal com Arafat e que provavelmente não foi envenenado. O assunto continua controverso.
Arafat aparece na lista anual da revista de negócios Forbes dos mais ricos “Reis, Rainhas e Déspotas”. Eles estimam a sua fortuna em “pelo menos 300 milhões de dólares”, o que lhe confere o sexto lugar na lista de 2003.
O Fundo Monetário Internacional conduziu uma auditoria à Autoridade Palestiniana que verificou que Arafat desviou 900 milhões de dólares de fundos públicos para uma conta bancária especial controlada por ele. Outras estimativas variam até 1 bilhão de dólares. Estima-se que a mulher de Arafat, Suha, receba um salário de 100.000 dólares por mês. De acordo com a Forbes, o novo Ministro das Finanças da AP, Salam Fayyad nomeado em junho de 2002, recebeu a tarefa de ordenar as finanças da AP, cortando grande parte do fluxo financeiro para Arafat.

13.130 – Já tá com “pé na cova”, deixa quieto – Egito absolve ex-ditador Mubarak de acusação de morte de manifestantes


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Hosni Mubarak

A Justiça do Egito absolveu nesta quinta-feira (2 de março) o ex-ditador Hosni Mubarak pela morte de manifestantes durante os protestos que levaram a sua deposição, em 2011.
Mubarak, seu ministro do Interior e seis auxiliares foram condenados em 2012 à prisão perpétua, mas o veredicto foi anulado dois anos depois por falhas técnicas no julgamento.
Na decisão desta quinta, o tribunal rejeitou os pedidos de vítimas para reabrir inquéritos sobre o caso, esgotando a possibilidade de recursos.
O ex-ditador 88 anos está em um hospital militar no Cairo, onde serviu uma pena de três anos de prisão, após ser condenado por corrupção em outro processo.
Centenas de manifestantes foram mortos pelas forças de segurança durante os protestos contra o regime de Mubarak, que fizeram parte do levante popular conhecido como Primavera Árabe.
As manifestações levaram à renúncia do mandatário, pondo fim a um regime de três décadas e abrindo o caminho para eleições livres no país.
O primeiro presidente eleito no Egito, o islamita Mohammed Mursi, foi deposto em um golpe militar em 2013 e cumpre pena de prisão perpétua por espionagem e vazamento de dados para outros países.

13.112 – Gigantes da Tecnologia X Donald Trump


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Cem empresas de tecnologia, incluindo Google, Facebook e Uber, assinaram uma ação judicial que tenta barrar a medida de Donald Trump que impede a entrada de imigrantes de sete países com maioria muçulmana em território norte-americano.
O documento declara que os Estados Unidos são uma “nação de imigrantes” e aponta que a ordem de Trump vai trazer problemas aos trabalhadores americanos e à economia do país.
“Essa instabilidade e incerteza tornarão muito mais difícil e caro para as empresas norte-americanas contratarem alguns dos melhores talentos do mundo – e as impede de competir no mercado global. As empresas e os empregados têm pouco incentivo para passar pelo laborioso processo de patrocinar ou obter um visto e mudar para os Estados Unidos, se um funcionário pode ser inesperadamente barrado na fronteira”, explica o documento, que continua:
“Os indivíduos qualificados não desejarão imigrar para o país, já que podem ser separados sem aviso de seus cônjuges, avós, parentes e amigos – eles não vão deixar suas raízes, nem correrão riscos econômicos significativos, e subordinarão suas famílias a uma incerteza considerável, ao imigrar para os Estados Unidos diante dessa instabilidade.”
A ação aponta ainda bases jurídicas que impedem a proibição, indicando que a discriminação de pessoas com base em sua nacionalidade viola uma lei federal de 1965. As empresas apontam ainda que a decisão do atual presidente faz parte de “uma doutrina enraizada no racismo e na xenofobia”.

12.924 – Mega de ☻lho no Mundo – Donald Trump é eleito presidente dos EUA


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O resultado contrariou a maioria das pesquisas, que, até a linha de chegada, o pintavam como uma zebra.
O empresário republicano será o primeiro presidente dos EUA sem uma carreira política, o mais velho já eleito e também o mais rico.
‘Lamento não termos ganho esta eleição’, diz Hillary em seu primeiro discurso
Em seu primeiro discurso, a candidata democrata Hillary Clinton pediu desculpas por não ter vencido o pleito para Presidência dos EUA e afirmou que “devemos aceitar o resultado”, informa Anna Virginia Balloussier, de Nova York.
“Lamento não termos ganhado esta eleição”, disse Clinton na abertura de seu discurso. “Nós apreciamos a transferência pacífica do poder. Nós devemos defender os valores americanos. O sonho americano é grande o suficiente para todos.”
Fogos de artifício já estavam a postos no local. Espatifariam, literalmente, o “telhado de vidro” ao qual Hillary se refere para falar dos limites impostos ao avanço feminino no país.
Ao virar a primeira mulher candidata à Casa Branca por um grande partido, ela comemorou ter provocado uma rachadura nessa barreira invisível no plano físico, mas tão real num país onde mulheres ganham em média US$ 0,64 para cada dólar faturado por homens para trabalhos similares (no Brasil é pior: US$ 0,48 para US$ 1, segundo o mesmo relatório do Fórum Econômico Mundial).
“Para todas as mulheres, sobretudo as meninas, que apostaram em mim, saibam que nada me fez mais orgulhosa do que ser sua campeã. Sei que a gente ainda não estilhaçou aquele teto de vidro. Mas, um dia, alguém vai. E espero que aconteça mais cedo do que hoje imaginamos.”

12.858 -Yahoo é acusada de repassar e-mails de usuários ao governo dos EUA


yahoo
A empresa de tecnologia Yahoo pode ter desenvolvido um programa para escanear os e-mails pessoais de seus usuários. Em matéria exclusiva publicada pela Reuters, fontes relacionadas ao caso afirmam que o conteúdo dos e-mails foi repassado ao serviço de inteligência americana.
Por ordem da Agência de Segurança Nacional (NSA) ou do FBI, segundo dois ex-funcionários da empresa e uma terceira fonte anônima, centenas de milhões de contas foram escaneadas em 2015 pela Yahoo.
Alguns especialistas em vigilância afirmam que a suspeita representa o primeiro caso revelado de uma organização que concorda com o pedido de uma agência de espionagem para repassar mensagens pessoais recebidas.
Segundo a Reuters, não se sabe quais informações específicas as agências buscavam, apenas que um conjunto de termos fazia parte da investigação. “A Yahoo é uma empresa cumpridora da lei e está em conformidade com as leis dos Estados Unidos”, afirmou a empresa em comunicado.
A agência de notícias não conseguiu determinar quais dados a empresa chegou a entregar às autoridades ou se o pedido também foi feito a outras corporações.

12.600 – De ☻lho no Mundo – Reino Unido deixa a União Européia


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O Reino Unido decidiu pela saída da União Europeia, numa disputa acirrada: 48% da população votou a permanência, enquanto 52% preferiu a saída – no total, a diferença de votos foi de 1,2 milhão. O primeiro-ministro David Cameron, que fazia campanha pela permanência, já anunciou a renúncia ao cargo. O resultado mostrou dois sinais: jovens e idosos pensam de formas bem diferentes; e o Reino Unido anda bem desunido.
Basta ver os dados da pesquisa boca de urna feita pelo instituto YouGov: 64% dos jovens entre 18 e 24 anos queriam que a região continuasse dentro da União Europeia. E só 33% dos britânicos entre 50 e 64 anos compartilhavam a mesma opinião.
Como, então, os membros do time pró-saída levaram a melhor? É fácil adivinhar: a população jovem compareceu menos às urnas, embora seja quem vai viver mais tempo na nova situação. No início de junho, só 50% deles diziam que participariam do referendo. Em contrapartida, mais de 60% das pessoas entre 33 a 54 anos e 80% dos idosos com mais de 80 anos confirmaram presença na votação.
Fora isso, os resultados foram bem diferentes na parte norte e sul da Grã-Bretanha. 62% dos escoceses e 56% dos cidadãos da Irlanda do Norte queriam a permanência no bloco – até porque, numa Europa unida, há mais contrapesos para o poder de Londres dentro do Reino Unido.
Resta agora saber como fica a região daqui para frente. E se a decisão britânica vai influenciar outros países, como a França, a tomar o mesmo caminho.

12.491 – Política – Brasil, o país sem ministras


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Temer anunciou um ministério 100% masculino – o primeiro desde a ditadura militar. A medida vai totalmente contra a corrente global, já que em vários países a mulheres ocupam pelo menos um terço da pastas. Em alguns casos, mais de 50%.

12.474 – A Ciência Política


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É o estudo da política, das estruturas e dos processos de governo.
O estudo da política surgiu na Grécia Antiga, quando Aristóteles se dedicou a compreender e a definir as diferentes formas de governo. Desde então, a política entrou em pauta e recebeu grande atenção de governantes e das respectivas sociedades, pois a política está presente em toda relação humana. Destacá-las fez com que ganhasse especial atenção para análises. Mas, embora a atenção tenha sido reforçada sobre a política, a Ciência Política propriamente dita só se constituiu muito mais tarde. Ela reuniu filosofia moral, filosofia política, política econômica e história, por exemplo, para compor análises sobre o Estado, sobre o governo e suas funções. A Ciência Política surgiu no decorrer do século XIX, reconhecido por ser o século de surgimento das Ciências Humanas, como Sociologia, Antropologia e História. Surgiria nessa época algo diferente da Filosofia Política praticada pelos gregos antigos.
O termo Ciência Política foi cunhado por Herbert Baxter Adamn, Professor de História na Universidade Johns Hopkins (EUA), em 1880. O termo hoje se aplica à teoria e à prática da política, assim como envolve descrições e análises dos sistemas políticos e dos comportamentos políticos. Como ciência de estudo da política, dedica-se aos sistemas políticos, às organizações e aos processos políticos. Atenta-se também para o estudo das estruturas e das mudanças nas estruturas, assim como análises de governo. Entre os focos de atenção dos cientistas políticos podem estar empresas, sindicatos, igrejas e vários outros tipos de organização dotados de estruturas e processos que se aproximem de um governo.
A Ciência Política abrange campos como a teoria e a filosofia políticas, os sistemas políticos, as ideologias, a economia política, a geopolítica, a geografia política, as políticas públicas, as relações internacionais, a administração pública e outros. Em sua prática há o emprego de diversos tipos de metodologia como o estruturalismo, o behaviorismo, o racionalismo, o realismo, o pluralismo e o institucionalismo. Assim, os métodos e as técnicas podem envolver fontes primárias e secundárias. Há, contudo, uma discussão interna na Ciência Política sobre seu objeto de estudo, pois alguns acreditam que o foco central é o Estado e outros acreditam que o poder. A maioria dos cientistas políticos defende o segundo, pois é mais abrangente que o primeiro.
Embora a Ciência Política tenha raízes muito antigas e tenha se consolidado há muito tempo na Europa e nos Estados Unidos, constituindo departamentos próprios de estudos nas universidades, no Brasil ela é relativamente recente ainda. Fruto de um processo que começou a se desenvolver em meados da década de 1960.

12.454 – FBI pode conseguir poder legal para hackear qualquer computador pelo mundo


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A Corte Suprema dos Estados Unidos aprovou uma alteração nas regras federais de procedimento criminal que pode dar ao FBI poder para hackear qualquer computador do país – e, potencialmente, do mundo.
A norma em questão é a Rule 41, que determina quando e sob quais circunstâncias um juiz pode emitir mandatos de busca e apreensão. Até então o texto dizia que o juiz só podia agir dentro de sua jurisdição, mas com a alteração essa restrição deixa de existir.
A mudança, que foi pedida pelo Departamento de Justiça em 2014, deixa claro que o juiz só pode extrapolar suas barreiras regionais se os alvos investigados estiverem usando mecanismos que escondem a origem do acesso (como Tor) ou se eles fizerem parte de uma rede infectada (botnets).
O Congresso americano tem até o dia 1º de dezembro para se pronunciar sobre a alteração, que caso contrário será transformada em lei. Se isso acontecer, ao menos um senador, Ron Wyden, de Oregon, já prometeu introduzir uma legislação capaz de reverter o texto.
O problema, como destaca o The Next Web, é que para que a atuação do Congresso seja efetiva os membros das duas Casas precisam concordar em agir de forma conjunta, o que parece improvável em ano de eleição presidencial.

11.178 – Dia Internacional da Mulher – 2015


Mulheres roncam menos
O fato das mulheres roncarem menos tem a ver com algumas diferenças anatômicas e biológicas entre o corpo masculino e o feminino.

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Mulheres têm um senso de perigo mais elevado
De acordo com os cientistas envolvidos na pesquisa, esse estado de alerta maior tem a ver com os altos níveis de progesterona.

Mulheres são ótimas em realizar múltiplas tarefas
Um grupo de psicólogos do Reino Unido fez um experimento dividindo em dois grupos homens e mulheres, e as mulheres se saíram melhor.

Instinto infalível durante a ovulação

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Quando estão ovulando, as mulheres conseguem identificar melhor se os homens à sua volta são homossexuais.
Sistema imunológico mais forte
Mulheres têm mais micro RNA, que é capaz de melhorar a capacidade do sistema imunológico.
O mundo pode ter mais mulheres por causa da mudança climática
A variação de temperatura é a causa de um número menor de bebês do sexo masculino nascendo.

Homens se arriscam mais de forma idiota
Ao mesmo tempo que são mais corajosos, também costumam se arriscar de forma idiota e desnecessária.

Homens sonham com desastres, mulheres, com relacionamentos
Os homens têm pesadelos diferentes das mulheres. Enquanto eles costumam “sofrer” com desastres e dores físicas, as mulheres “preferem” fins de relacionamentos e questões sociais.

Empatia
Para quem não sabe, empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, e essa capacidade ajuda nos julgamentos e na compaixão. Viva a inteligência emocional!

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11.066 – Ecologia – Em Busca da Energia Limpa


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Os 195 países que passaram duas últimas semanas discutindo na Cúpula do Clima (a COP), em Lima, no Peru, o acordo que promete cortar drasticamente as emissões globais de gás carbônico (CO2) até 2050 não apostam apenas no bom-mocismo e na vontade de preservar o planeta como motores para a transformação da sociedade.
Há um esforço conjunto em defender as energias limpas não mais como mera alternativa, mas como a principal forma, econômica e viável, de abastecer a humanidade em um futuro próximo. Para isso, a manobra principal dos preservacionistas é atacar o petróleo, cuja queima, principalmente pela indústria e como combustível de carros, faz o setor de energia representar dois terços das emissões de gases de efeito estufa.
Disse a secretária executiva da COP, a costarriquenha Christiana Figueres: “Os preços do petróleo oscilam muito, e essa imprevisibilidade é um dos maiores motivos para migrarmos para as energias sustentáveis”. Enquanto a exploração do óleo encarece a cada dia, as tecnologias verdes estão gradualmente mais baratas e eficientes. Hoje, 80% da energia vem do uso de combustíveis fósseis. A aposta é que o aumento do custo desse recurso nas próximas décadas, somado a manobras políticas – consolidadas na COP – para tornar sua extração burocraticamente mais difícil, fará com que as opções limpas passem a representar 40% do consumo até 2030 e 90% até 2060.
A economia do petróleo e o incentivo às energias limpas têm relação direta. Se o combustível fóssil fica caro, intensifica-se sua substituição por alternativas renováveis; se está estável ou barateia, diminuem as verbas para outras fontes energéticas. O custo do petróleo está em baixa nos últimos dois anos, o que fez com que empresas optassem mais pelo seu uso e dessem menos atenção a opções verdes. É esse o momento no qual vivemos.
Em dezembro de 2014, o barril do tipo Brent era negociado por cerca de 65 dólares, quase a metade do que era em 2012. “A curto prazo, pode brotar um círculo vicioso, em que diminui o uso das renováveis conforme o óleo, barato, vê sua demanda aumentar”, pontuou na COP o engenheiro alemão Sven Teske, diretor da área de energias renováveis do Greenpeace. “A médio prazo, porém, é inevitável a substituição das fontes sujas. Essa é a primeira COP em que já vemos energias renováveis serem mais econômicas que algumas não renováveis”, completa Teske. Nos últimos cinco anos, o custo de produção das energias solar e eólica caiu 50%, e, com subsídios do governo, elas já saem mais em conta que o gás natural ou o carvão nos Estados Unidos.
A projeção: com o aumento da oferta e da demanda – e ainda o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e baratas de captação -, o preço das fontes limpas continuará a despencar. Estima-se que o custo vá cair ao menos 35% até 2030, em todo o mundo, e 50% até 2050. Em paralelo, o preço do petróleo só aumentará, apesar do atual instante de queda. A expectativa da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) é que chegue a 130 dólares em 2035.
“Para cumprirem com suas metas de corte de emissão de gases de efeito estufa, e de quebra regularem o clima do planeta, os países terão de manobrar para controlar o preço e diminuir subsídios para a extração de combustíveis fósseis. E ainda se mostra necessário estabelecer um valor a ser pago para o que cada nação ou empresa utiliza de carbono”. Como uma dívida assumida por causar poluição e contribuir para o aquecimento global.
A conclusão não é que faltará petróleo no planeta, e por isso teremos de nos adaptar. Mas que a oferta será tão pequena, e controlada, que as energias limpas acabarão por ser a única escolha viável.

10.956 – Mega Byte – Anonymous reivindica ciberataque ao Ministério da Defesa da França


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O grupo de hackers Anonymous reivindicou um ataque virtual contra o Ministério francês da Defesa nesta terça-feira, alegando querer “vingar” um manifestante ambientalista falecido em outubro durante a repressão a um protesto. “O portal ficou instável todo o dia”, admitiu o Ministério, garantindo, porém, que o site “não foi pirateado” e que “sua integridade não foi ameaçada”.
O Ministério disse estar investigando “para determinar se foi, efetivamente, um ataque e a partir de quais endereços IP [protocolo de internet] foram enviados os pedidos que saturaram o servidor”. Em texto divulgado na internet, o Anonymous explicou que o ataque era para “vingar” a morte de Rémi Fraisse por parte da polícia francesa.
O ambientalista Rémi Fraisse, de 21 anos, foi vítima da deflagração de uma granada ofensiva lançada pelos gendarmes durante uma manifestação no lugar onde será construída a polêmica represa de Sivens (sul da França). Após a morte de Fraisse, vários protestos foram organizados em diferentes cidades. Alguns desses atos terminaram em confrontos entre policiais e manifestantes.
A morte de Fraisse foi a primeira registrada na França na repressão a uma manifestação desde 1986. O episódio colocou o governo socialista em uma difícil posição, já confrontado com inúmeras críticas, incluindo nas próprias fileiras partidárias.

10.941 – Brasil deve perder para a Índia o 7º lugar entre as maiores economias


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O fraco crescimento do Brasil deverá fazer o país perder o posto de sétima maior economia do mundo para a Índia já em 2015. A previsão é da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit).
Segundo a EIU, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deverá somar US$ 2,12 trilhões em termos nominais neste ano, ante US$ 2,48 trilhões da Índia, que também deixará para trás a Itália, hoje a oitava maior economia.
A tendência já era antevista por economistas para algum momento desta década por causa das altas taxas de expansão do país asiático.
O cenário de persistente fraco crescimento do Brasil e recuperação da economia indiana depois de percalços nos últimos anos contribui para a possível materialização da projeção em 2015.
O PIB brasileiro se expandiu a modestos 2% ao ano desde 2011, cerca de metade da taxa média que era projetada para o país em meados da década passada.
A Índia também desacelerou. O crescimento do país, que atingiu dois dígitos em 2010, chegou a cair para 4,7% dois anos depois.
Mas, em 2014, a economia indiana ensaiou uma recuperação, ao contrário da brasileira, que deve ter ficado praticamente estagnada.
Neste ano, a expectativa é de nova aceleração na Índia –a EIU projeta alta de 6,5%, ante 6% em 2014– e outro ano de expansão fraca no Brasil, inferior a 1%.
Mudanças de posição no ranking das maiores economias do mundo não são incomuns e, às vezes, provam-se insustentáveis. O Brasil chegou a desbancar o Reino Unido e alcançar a sexta posição em 2011, para recuar, novamente, em 2012.
A ascensão da Índia, porém, tende a ser definitiva devido à expansão demográfica e à urbanização, que favorecem altas taxas de expansão no país asiático.
A Índia começou sua retomada depois que o governo reformista do primeiro-ministro Narendra Modi assumiu, em maio de 2014. Modi tem conseguido destravar a agenda de reformas.
Segundo Omar Hamid, chefe do departamento de risco da Ásia da consultoria IHS, existe uma percepção de que o novo governo “está fazendo muito mais” do que a gestão anterior, minada por escândalos de corrupção.
Entre as mudanças implementadas, estão medidas para melhorar o ambiente de negócios. Em outubro, Modi anunciou, por exemplo, um plano para reduzir o elevado custo trabalhista no país.
Para Robert Wood, diretor-adjunto de risco da EIU, a mudança de humor em relação à Índia começou antes mesmo da posse do novo governo, com a indicação de Raghuram Rajan, ex-economista-chefe do FMI, para o comando do banco central, em setembro de 2013.
Assim que assumiu, Rajan promoveu três altas de juros que contribuíram para a desaceleração da inflação.
Além disso, a Índia se beneficia da queda do preço do petróleo, que favorece o declínio da inflação doméstica e a estabilização do deficit em conta-corrente.

10.817 – História – Guerra do Golfo, último capítulo


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Ano: 1991
Rico e poderoso, o Iraque desperdiçava a chance de um futuro promissor e sob o bombardeio de aliados se tornava um país em ruínas.
Era dono do exército mais poderoso do mundo árabe e 100 bilhões de barris de petróleo. caminhando para ser uma potência média. Nem os 8 anos de guerra com o Irã, que deixaram um rombo de 80 bilhões de dólares comprometeram. O erro foi invadir e saquear o Kuweit. Em pouco mais de um mês de guerra, o estado iraquiano entrava em colapso:
20 mil mortos, 60 mil feridos e um prejuízo de 200 bilhões de dólares.
Com um passado glorioso de já ter sido o país mais cosmopolita do planeta, enquanto a Europa ainda chafurdava no barbarismo, Bagdá fora reduzida a escombros só comparáveis a Beirute, com a diferença que a capital libanesa precisou de 15 anos de guerra civil para acabar num monte de ruínas.
Com seu exército mutilado, Saddam Hussein ia em busca de um final honroso para salvar o governo e disfarçar a humilhação da derrota.
Com o Iraque em ruínas, seu exército mutilado antes mesmo de conseguir acertar um único tiro e lutando contra 28 países, liderados pelos EUA, o massacre seria inexorável em campo de batalha. Com exceção de um suposto ataque com armas químicas, de duvidosa eficácia militar, todos os cartuchos de Bagdá já haviam sido queimados, com o mesmo destino dos Scud; os paleolíticos mísseis russos que no início causaram pânico em Israel, mas depois, eram até motivo de piada.

Os descalibrados mísseis iraquianos
Os descalibrados mísseis iraquianos

10.795 – Biodiversidade – A Biopirataria


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Trata-se da exploração ou apropriação ilegal de recursos da fauna e da flora e do conhecimento das comunidades tradicionais.
O conceito de biopirataria surgiu em 1992 com a “Convenção Sobre Diversidade Biológica” apresentada na Eco92. Desde então, a biopirataria vem sendo tema de infindáveis discussões sobre a apropriação indébita por parte de grandes laboratórios farmacêuticos internacionais dos conhecimentos adquiridos por povos indígenas, quilombolas e outros, acerca das propriedades terapêuticas ou comerciais de produtos da fauna e da flora de diversos países, ou de seus princípios ativos utilizados para a confecção de medicamentos.
Existem normas internacionais, como os tratados sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio (OMC – Organização Mundial do Comércio) que permitem aos pesquisadores patentear descobertas feitas através de pesquisas em outros países desde que estes tenham participação nos lucros obtidos com as descobertas. Entretanto, são inúmeros os casos em que a patente é feita, mas o país de origem sequer chega a ver a cor do dinheiro.
A biopirataria acontece em qualquer país do mundo que possua recursos naturais com potencial de comercialização e poucos investimentos em pesquisa e regulamentação, principalmente relacionada a medicamentos. Mas no Brasil o tema ganha uma dimensão enorme devido ao fato de este ser o país com a maior biodiversidade do planeta e de que aqui ainda há um potencial muito grande e inexplorado. Estima-se que o Brasil perca cerca mais de 5 bilhões de dólares por ano com o tráfico de animais, produtos da flora e de conhecimentos das comunidades tradicionais.
Geralmente associa-se a biopirataria com as indústrias farmacêuticas e princípios ativos de medicamentos. Mas, embora esse comércio movimente as maiores cifras (o mercado de remédios baseados em plantas medicinais lucra algo em torno de U$400 bilhões por ano; e do Brasil saem anualmente e de forma ilegal, mais de 20 mil extratos de plantas nativas), ele não é a única forma de exploração. A extração ilegal de madeira também figura como biopirataria.

Infelizmente, a reação brasileira ainda é incipiente. Por enquanto há apenas uma Medida Provisória (N. 2.186) sobre o assunto, criada logo após a conclusão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de 2003 que investigou a biopirataria no Brasil, porém sem grandes sucessos. Entretanto, é difícil dizer se essa MP ajudou ou piorou ainda mais a situação. A biopirataria ainda não é considerada como crime e a partir da MP o acesso a qualquer recurso genético depende da autorização da União. Ou seja, a MP não pune os praticantes da biopirataria e ainda tornou mais difícil o acesso dos pesquisadores brasileiros aos recursos genéticos.
Alguns dos recursos brasileiros pirateados por indústrias de outros países são os seguintes: o caso mais clássico é o do açaí, que chegou a ser patenteado pela empresa japonesa K. K. Eyela Corporation, mas que devido à pressão de diversas ONGs e da mídia, teve sua patente caçada pelo governo japonês (isso depois de mais de um ano…); o segundo caso famoso é o do veneno de jararaca que teve o princípio ativo descoberto por um brasileiro. Mas o registro acabou sendo feito por uma empresa americana (Squibb) que usou o trabalho e patentou a produção de um medicamento contra a hipertensão (o Captopril) nos anos 70.
No primeiro caso houve sucesso (mesmo que demorado) porque a patente havia sido feita recentemente, após a Convenção Sobre Diversidade Biológica. Mas, nos casos como o segundo, em que as patentes são antigas as chances de que isso ocorra são praticamente nulas e, como a maior parte dos recursos biopirateados vai para grandes e multimilionárias empresas e ainda não há legislação no Brasil que defina a biopirataria como crime, recorrer acaba sendo uma ação dispendiosa e quase sempre infrutífera.

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10.736 – Essa não!! Ele voltou…- Alemanha “reconstrói” Muro de Berlim para comemorar 25 anos da unificação do país


Marreta nele
Marreta nele

Durante 30 anos, o muro que dividia Berlim em dois representava a tensão da Guerra Fria. Não era apenas a capital alemã que estava partida em dois. O mundo se dividia entre países socialistas, encabeçados pela União Soviética, e capitalistas, ao lado dos Estados Unidos. Em novembro de 1989, com o fim da Guerra Fria, a separação da União Soviética e a predominância dos EUA, o muro foi derrubado. Mas agora, 25 anos depois, ele será reconstruído.
Mas, calma, isso não significa a volta da Guerra Fria e muito menos a transformação da Alemanha em um país comunista. A reconstrução do muro será simbólica: em vez de arames, concreto e vigilância militar, ele será feito de balões de luz. Isso aí. 8 mil balões vão dividir a capital alemã em dois, seguindo a mesma linha do muro, por 16 km.
A ideia de reerguer a barreira foi do artista Christopher Bauder e do cineasta Marc Bauder. Os balões vão cruzar Berlim do dia 7 ao dia 9 de novembro. Ao longo da linha, serão projetadas imagens que mostram como era a Alemanha na época da Guerra Fria e contam histórias de pessoas que tiveram suas vidas separadas pelo muro.
Voluntários também poderão escrever mensagens nos balões biodegradáveis da Lichtgrenze (alemão para “fronteira de luz”) e depois soltá-los no ar.

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