14.139 – O que é a Teoria Quântica?


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As verdadeiras revoluções científicas são aquelas que além de ampliar os conhecimentos existentes, se fazem também acompanhar de uma mudança nas idéias básicas sobre a realidade. Um exemplo célebre foi a revolução do polonês Nicolau Copérnico, no século XVI, que derrubou o conceito segundo o qual a Terra estava imóvel no centro do Universo, afirmando em vez disso que nosso planeta gira em torno do Sol. Depois, o inglês Isaac Newton suplantou o conceito de espaço absoluto e dois séculos mais tarde o alemão Albert Einstein aposentou também a ideia do tempo absoluto. Embora importantes, nenhuma dessas grandes revoluções na ciência pode rivalizar com o impacto da revolução quântica. A partir dela, os físicos foram forçados a abandonar não apenas os conceitos do homem sobre a realidade – mas a própria realidade. Não admira que a Física Quântica tenha adquirido a reputação de algo bizarro ou místico. Tanto que o dinamarquês Niels Bohr, um dos criadores da nova ciência, chegou a afirmar certa vez que só não se escandalizou com a Física Quântica quem não a entendeu.
O ponto de partida para chegar às idéias quânticas é o átomo, já conhecido dos filósofos gregos, na Antigüidade. Eles acreditavam que toda matéria era constituída por minúsculos fragmentos indestrutíveis. Ora, o domínio da Física Quântica é formado justamente pelos fragmentos desses fragmentos. Desde 1909, de fato, o inglês Ernest Rutherford estabeleceu que os átomos, aparentemente indivisíveis, são compostos por um núcleo ao redor do qual giram outras partículas, os elétrons. Segundo esse modelo, o núcleo podia ser comparado ao Sol, enquanto os elétrons seriam os planetas orbitando a sua volta. E importante salientar a ideia de que os elétrons seguiam trajetórias bem definidas, de tal modo que a qualquer momento seria possível determinar a sua posição e a sua velocidade.
O problema é que, ao contrário dos planetas, os elétrons não seguem um trajeto claro e inequívoco quando se movem. Seus caminhos caprichosos só seriam revelados anos depois do modelo atômico proposto por Rutherford. O primeiro sinal de que a visão “planetária”não funcionava surgiu em 1911, quando Bohr escreveu uma nova fórmula sobre a emissão de energia pelos átomos. Para surpresa geral, a fórmula mostrava que havia lugares proibidos para o átomo – regiões inteiras, em torno do núcleo atômico, onde os elétrons não podiam girar. Podiam saltar de uma órbita mais distante a outra mais próxima, mas não podiam ocupar diversas órbitas intermediárias. E, nesse caso, emitiam um pacote inteiro de energia – nunca menos de certa quantidade bem definida, desde então chamada quantum de energia.
Era estranho, já que os planetas podiam girar a qualquer distância do Sol e mudar de órbita alterando o seu nível energético em qualquer quantidade, sem limite. Apesar disso, a fórmula de Bohr explicava com precisão os fatos conhecidos sobre a emissão de luz pelos átomos, de modo que a nova Física do quantum acabou se impondo com firmeza. Dez anos mais tarde, o enigma das órbitas proibidas foi resolvido de uma maneira que afastou ainda mais do átomo a ideia de um sistema solar em miniatura. Desde a década de 20, com efeito, as órbitas dos elétrons passaram a ser vistas como algo semelhante às ondas sonoras que compõem as notas de um instrumento musical: portanto. uma imagem muito distante dos corpos sólidos girando em torno do Sol.
O primeiro passo na direção das ondas eletrônicas surgiu em experiências nas quais um feixe de elétrons atravessava um cristal e se espalhava mais ou menos como a luz ao formar um arco-íris. O físico francês Louis de Broglie mostrou que o comprimento dessas inesperadas ondas podia ser relacionado com a velocidade dos elétrons. Segundo De Broglie, elétrons em alta velocidade se comportam como ondas curtas e elétrons em baixa velocidade, como ondas longas. Assim, tornou-se possível transformar uma característica dos movimentos mecânicos – a velocidade – em um traço típico dos fenômenos ondulatórios, o comprimento de onda.
Essa foi a deixa que o alemão Erwin Schrodinger aproveitou para criar a imagem musical do átomo mostrando que ela desvelava o enigma das órbitas proibidas. Basta ver que, ao vibrar, uma corda de violão produz uma nota fundamental, como o mi por exemplo, e diversas outras notas geralmente inaudíveis, que enriquecem o som mais forte.
São os chamados harmônicos, cujas vibrações são sempre múltiplos inteiros da vibração principal: pelo menos duas vezes mais rápidas do que esta, mas nunca 2,5 vezes, ou 3.5 vezes. O mesmo ocorre no átomo, imaginou Schrodinger: nesse caso, o elétron só gira onde o tamanho da órbita lhe permite formar ondas inteiras, excluindo as órbitas que, para serem completadas, exigiriam uma fração de onda.
O resultado confirmava a fórmula intuitiva de Bohr. dando início a uma nova teoria física, daí para a frente chamada Mecânica Quântica. Sua grande marca foi a introdução do conceito de onda de maneira tão fundamental quanto a noção de partícula. Coube ao alemão Max Born, outro dos grandes pioneiros do século, explicar como um elétron podia ser ao mesmo tempo onda e partícula. Para ele, a onda não era nenhum tipo de substância material, mas um meio de avaliar certas medidas, como a velocidade ou a posição de uma partícula, “Onda eletrônica”, na verdade, seria uma expressão com o mesmo sentido que se atribui à expressão “onda de criminalidade”. Assim, quando há uma onda de crimes numa cidade, há grande probabilidade de um crime ocorrer nessa cidade, a qualquer momento.
A onda descreve um padrão estatístico, dizendo em que período de tempo, ou em que locais, os crimes são mais prováveis. Da mesma maneira, a onda associada a um elétron descreve a distribuição estatística dessa partícula, determinando onde é mais provável que ela esteja. A ondulação nada tem a ver com a substância do elétron, mas em cada ponto do espaço diz qual a probabilidade de que ele se encontre ali. Essa interpretação de Max Born poderia parecer frustrante para quem esperasse ver as ondas ligadas a algum segredo sobre a natureza da matéria, mas é uma dramática mudança na própria ciência. Até então, havia grande convicção de que o Universo fosse estritamente determinístico e de que, portanto, sempre se poderia conhecer com precisão a posição de um corpo. Para a Mecânica Quântica, porém, o Universo é inerentemente não-determinístico, uma idéia que Albert Einstein nunca aceitou. “Deus não joga dados com o Universo”, respondia ele aos que argumentavam em favor da probabilidade quântica. Mas existe um método poderoso para tentar adivinhar os lances dos dados divinos: trata-se do célebre Princípio da Incerteza, enunciado pelo físico Wemer Heisenberg, em 1927.
Sua base é uma fórmula para medir pares de valores, como por exemplo velocidade e posição. O princípio diz que, se a posição for medida com grande precisão, é possível ter uma certa ideia do valor da velocidade. Se, em vez disso, se medir a velocidade com precisão, a posição pode ser avaliada dentro de certos limites. A regra vale para outros pares de valores, como tempo e energia. Muitas vezes, o princípio tem sido explicado como uma interferência do medidor sobre o objeto medido: para saber a posição de um elétron é preciso agir sobre ele, por meio de um raio de luz, por exemplo. O raio incide sobre o alvo e, dependendo do desvio que sofra permite avaliar a posição do alvo.
É o mesmo procedimento que se usa para ver um objeto grande, como um carro, e determinar onde está. É claro que o levíssimo impacto de um ponto de luz não tem nenhum efeito mensurável sobre o movimento do carro, enquanto no caso do elétron o choque é devastador, perturbando a medição. Em conseqüência, haveria uma incerteza inerente a toda medição em escala microscópica. Na realidade, segundo a concepção moderna, não há sentido dizer que um elétron tem ao mesmo tempo posição e velocidade bem definidas. A incerteza seria inseparável da própria natureza dos corpos quânticos.
É mais fácil imaginar que um elétron tem duas caras – como um ator desempenhando dois papéis em um filme. Ao medir sua posição, se estará observando O “elétron-em-posição”, um dos papéis do ator. O “elétron-em-velocidade ” entra em cena quando se faz uma medida de velocidade. No primeiro caso, o elétron se assemelha mais a uma partícula, já que a imagem que temos é a de um corpo bem localizado no espaço. Quando a medida mais precisa é a da velocidade e o corpo não tem uma posição definida – há diversos lugares com igual probabilidade -, então surge com mais força a sua característica de onda.
A experiência que melhor ressalta a dupla face dos elétrons é a das fendas de interferência, inicialmente realizada com luz pelo inglês Thomas Young, no início do século XIX. A comparação com a luz é importante. Um raio luminoso é dirigido para uma tela com uma estreita fenda de modo a projetar uma imagem difusa em uma segunda tela colocada atrás da primeira. Se a primeira tela tiver duas fendas em vez de uma, surgirão duas imagens difusas, mais ou menos circulares, que se sobreporão parcialmente. Mas as imagens sobrepostas não se tornam uma simples soma de luzes: em vez disso, aparecem diversas faixas intercaladas de luz e sombra. São as chamadas franjas de interferência.
O mesmo efeito é obtido se, em lugar de luz, se usar um feixe de elétrons. A franja eletrônica, desenhada em uma tela de TV, é uma demonstração da natureza ondulatória do elétron. As faixas “claras”, nesse caso, representam as posições onde é mais provável encontrar os elétrons. É impossível explicar a interferência de elétrons por meio da noção tradicional de partícula mecânica. E claro que um elétron não pode passar pelas duas fendas ao mesmo tempo, pelo menos enquanto se mantiver apenas como uma partícula, à maneira antiga. Mas a interferência é uma combinação daquilo que acontece nas duas fendas ao mesmo tempo. Então, se o elétron passa por uma única fenda, como será que a existência da outra fenda, por si só, pode criar as franjas claras e escuras?
A resposta é que a partícula está se comportando como uma onda. Mesmo quando só um elétron é atirado contra as fendas, o padrão de interferência surge na tela, interferindo, por assim dizer, consigo mesmo. Segundo o princípio da incerteza é possível fazer uma medida precisa da posição do elétron e decidir em qual das duas fendas ele está, mas o preço a pagar é uma perda de precisão sobre o rumo que ele tomará em seguida. De modo que se terá apenas uma vaga idéia de seu movimento entre uma placa e outra: a maior probabilidade é de que na segunda placa se formará uma imagem difusa e aproximadamente circular.
Não é possível avaliar a precisa distribuição de claros e escuros das franjas de interferência. Caso se queira medir diretamente esse padrão, será preciso abandonar qualquer pretensão de saber por qual fenda o elétron passou: é igualmente provável que tenha passado por qualquer uma delas, o que significa uma incerteza sobre sua posição. Um meio de entender tudo isso é imaginar que existam dois mundos, de tal forma que em um deles o elétron passe pela primeira fenda e no outro, pela segunda. Os dois mundos coexistem, misturando suas realidades, até o momento em que se faça uma medida direta da posição do elétron. Nesse caso, as franjas de interferência – formarão uma realidade bem definida apenas enquanto não se medir a posição do elétron em uma ou outra fenda.
O fato é que os pesquisadores podem escolher o que querem ver – uma outra face do elétron – e por isso se costuma dizer que a natureza do elétron depende do homem. Nem todos os físicos levam a sério a ideia de duas realidades existindo uma ao lado da outra, mas é possível puxar pela imaginação e penetrar ainda mais profundamente nos seus paradoxos. No caso do experimento com as franjas de interferência, o que aconteceria se o feixe de elétrons dirigido para as fendas alcançasse a segunda tela, sem que ninguém observasse o resultado? A tela poderia ser fotografada e a foto, arquivada, para que não fosse vista. Assim, algo teria acontecido, mas, como não foi observado, não poderia existir como realidade concreta – até que alguém finalmente se decidisse a lançar um olhar criador para o fantasma perpetuado no filme.
Trata-se de um célebre quebra-cabeça criado por Erwin Schrodinger e desde então apelidado “paradoxo do gato”.
Esse experimento mental, como dizia o físico, funciona da seguinte forma: um gato é aprisionado numa caixa junto com uma garrafa selada contendo gás venenoso. Sobre a garrafa pende um martelo pronto para quebrá-la. O gatilho dessa armadilha é uma substância radioativa que emite partículas a alta velocidade. Em 1 minuto, há uma chance de 50% de que a substância emita radiação e solte o martelo. fazendo quebrar a garrafa e liberar o gás venenoso. Assim, ao cabo de 1 minuto, coexistem dois mundos possíveis. Num deles, o gatilho foi acionado e o gato está morto; no outro, não houve emissão de radiação e o gato está vivo. Enquanto não se abrir a caixa, nenhuma das duas possibilidades poderá ser considerada real e o gato não será muito diferente dos mortos-vivos das histórias de terror. Ele permanece numa fantasmagórica superposição de realidades, entre a vida e a morte.
O físico inglês Anthony Leggett imagina que os enigmas quânticos não valem para os gatos – eles são complexos demais, do ponto de vista físico, para ficarem suspensos entre dois mundos-fantasmas. A mecânica probabilística está definitivamente confinada ao universo das partículas fundamentais, as formas mais simples da matéria. Leggett. dessa maneira, propõe que existem duas Físicas diferentes regendo o mundo, uma delas com leis para as partículas, individualmente, outra com leis para os vastos conjuntos de átomos que compõem os seres vivos e os objetos macroscópicos.
O físico americano Eugene Wigner, por sua vez, criou uma especulação radical segundo a qual é a mente do físico que cria toda a realidade. Seria a consciência do homem que filtra a confusão quântica do Universo e gera uma realidade bem definida. Roger Penrose é outro cientista a imaginar um entrelaçamento entre a mente e a realidade. Ele pensa que os mecanismos mentais do raciocínio estão submetidos às flutuações quânticas, dando origem, por exemplo, às inexplicáveis explosões criativas dos músicos ou dos matemáticos. Muitos pensadores, como Fritjof Capra, supõem além disso um paralelo entre a realidade quântica e as concepções místicas das religiões orientais.
Todas essas especulações indicam como são profundos os paradoxos que, há quase 1 século, entraram para os livros de Física por meio da Mecânica Quântica. O fato de continuarem sendo debatidos por tanto tempo pode não impressionar aqueles cientistas para os quais as teorias servem apenas como instrumento de trabalho. Mas poucos adotariam a opinião radicalmente cética de Einstein que, nas suas próprias palavras, enterrou a cabeça na areia “de medo do temível quantum”.
O sim, o não e o talvez

O uso da probabilidade nos cálculo da Física deu excelente resultado, levando a uma formidável ampliação dos horizontes do conhecimento e a inventos como a TV e o raio laser. Mas a probabilidade também tem as suas limitações e, quando aplicada a uma teoria fundamental, como é o caso da Mecânica Quântica, provoca certa inquietação. Uma coisa, por exemplo, é alguém olhar um carro e dizer: “A velocidade daquele carro é de 100 quilômetros por hora”. Outra, bem diferente, é dizer: “Aquele carro não tem velocidade definida; é provável que seja 100 quilômetros por hora, mas também pode ser 80 ou 120”.

Nas duas situações, existem informações básicas sobre o carro – calcular a velocidade é um dado absolutamente fundamental para qualquer teoria física. Mas, na primeira, a informação é inequívoca: um único número. Em lugar disso, a resposta probabilística fornece um conjunto de números, como se o carro pudesse desenvolver diversas velocidades ao mesmo tempo. Do ponto de vista científico, as respostas múltiplas da Mecânica Quântica significam apenas isso: a teoria, em certos casos, oferece um conjunto de resultados mais ou menos prováveis para determinado cálculo. Qualquer interpretação além disso é simples exercício de imaginação. Um problema é que, no caso de um corpo como o carro, a Física sempre dá uma resposta única e taxativa – a probabilidade só afeta os corpos microscópicos.

Esse fato força uma divisão do mundo físico em duas partes, numa das quais valem leis probabilísticas e deterministas, e no outro, apenas leis probabilísticas. Atualmente, a grande maioria dos cientistas aceita, sem preconceito e sem versões mirabolantes, as equações probabilísticas. O que nem todos aceitam é o casamento da nova Física com a religião. “Na minha opinião, não tem cabimento associar o misticismo à Mecânica Quântica”, pondera o professor Henrique Fleming, físico teórico da Universidade de São Paulo. Isso causa uma certa confusão entre o que é ciência e o que está mais próximo da religião ou da Filosofia, acabando por não esclarecer nem uma coisa nem outra.

14.138 -Mega Cientistas – Max Planck


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Max Karl Ernst Ludwig Planck, cientista alemão nascido em Kiel no dia 23 de abril de 1858, abriu caminho para o que hoje conhecemos como teoria quântica.
Pertencendo a uma família de grande tradição acadêmica, Planck estudou nas Universidades de Munique e Berlim, onde teve aulas com Helmholtz e Kirchhoff, e recebeu seu doutorado, em 1879. Até o contato com esses dois grandes cientistas, ainda tinha dúvidas entre seguir a carreira musical ou a científica.
Ele foi Professor em Munique de 1880 a 1885, em seguida, Professor Associado de Física Teórica, em Kiel, até 1889. Com a morte de Kirchkoff, assumiu a Cátedra de Física Teórica da Universidade de Berlim (1887), onde foi posteriormente reitor. Permaneceu trabalhando nesta Universidade até sua aposentadoria em 1926. Mais tarde ele se tornou presidente da Sociedade para a Promoção da Ciência Kaiser Wilhelm (hoje Sociedade Max Planck), um posto que ocupou até 1937. A Academia Prussiana de Ciências o nomeou membro em 1894 e Secretário Permanente, em 1912.
Os primeiros trabalhos de Planck foram sobre termodinâmica. Também publicou trabalhos sobre a entropia, termoeletricidade e na teoria das soluções diluídas.
Ao mesmo tempo, também os problemas da radiação envolveram sua atenção. A partir desses estudos, foi levado para o problema da distribuição de energia no espectro de radiação total. Levando em conta as teorias clássicas, a Energia emitida por um corpo que não reflete luz (objeto teórico conhecido como Corpo Negro) deveria variar na mesma proporção da temperatura. Na prática, não era isso que acontecia. Planck foi capaz de deduzir a relação entre a energia e a frequência da radiação. Em um artigo publicado em 1900, ele anunciou essa relação:
E=h.f
Onde E é energia, f é frequência e h é uma constante universal, hoje conhecida como Constante de Planck. Esta constante foi baseada na ideia revolucionária de que a energia emitida por um corpo negro só poderia assumir valores discretos conhecidos como quanta (palavra vinda do latim). Um quantum seria um pacote de energia emitido e quanta é plural de quantum.
Essa descoberta foi determinante para a física atômica, pois fundamentou o modelo atômico de Niels Bohr (1913) e abriu caminho para a teoria de Einstein que explica o efeito fotoelétrico. A introdução do conceito de descontinuidade contrariou o princípio do filósofo alemão Wilhelm Leibniz, “Natura non facit saltus” (a natureza não dá saltos), que dominava todos os ramos da ciência na época, tornando-se a teoria quântica, na grande revolução que levou à Física Moderna do século XX. Foi o ponto de partida de uma nova lógica nas várias pesquisas sobre a estrutura do átomo, radiatividade e ondulatória e rendeu a Max Planck o Prêmio Nobel de Física de 1918.
Planck enfrentou um período conturbado e trágico de sua vida durante o governo nazista na Alemanha, quando sentiu que era seu dever permanecer em seu país, mas era abertamente contrário a algumas das políticas do Governo, principalmente quanto à perseguição dos judeus. Nas últimas semanas da guerra sofreu grandes dificuldades após a sua casa ter sido destruída por um bombardeio.
Era venerado pelos seus colegas, não só pela importância de suas descobertas, mas também por suas qualidades pessoais. Foi um pianista talentoso, daí ter cogitado seguir carreira como músico durante a juventude.
Planck foi casado duas vezes. Após a sua nomeação, em 1885, para Professor Associado em sua cidade natal Kiel casou-se com uma amiga de infância, Marie Merck.

13.880 – Dica de Livro – Os Gênios Também Erram


erro de Einstein
Nas salas de aula, os professores de ciência ensinam que Albert Einstein e Charles Darwin são gênios incontestáveis. Nada mais justo. O primeiro decifrou a expansão do universo, e o segundo escancarou o parentesco entre homens e macacos. Mas o caminho que levou a essas descobertas não foi pavimentado apenas com acertos. Houve erros, e não foram poucos. É sobre eles que se debruça o astrofísico e escritor romeno Mario Livio no recém-lançado livro “Brilliant Blunders” (“Erros Geniais”, em tradução livre, com lançamento em maio de 2014 no Brasil).
Além de apontar os equívocos, o livro deixa claro o quanto a evolução científica não é necessariamente uma progressão linear do pensamento, em que um cientista passa o bastão para o seguinte. Darwin foi brilhante em desenvolver a teoria da seleção natural, mas não enxergou as repercussões dela sobre as regras da hereditariedade aceitas em sua época. “Mas isso levou outros cientistas a reescreverem completamente essas normas, levando às nossas noções modernas de genes”, diz a física e jornalista Marcia Bartusiak, professora de redação científica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Assim como no exemplo de Darwin, muitos equívocos forçaram outros pensadores a corrigir ou redirecionar ideias. Linus Pauling desenvolveu um modelo de DNA (ácido desoxirribonucleico) errado na essência, já que a estrutura pensada pelo cientista não era a de um ácido. “Os outros pensaram: ‘Como o maior químico do mundo poderia estar errado?’”, diz Marcia. Dois cientistas muito mais jovens, James Watson e Francis Crick, não só tinham certeza do erro como se apressaram e chegaram à descrição de DNA.
Um exemplo curioso de erro que não estava “tão errado” assim diz respeito a Einstein. Quando o cientista formulou a Teoria da Relatividade, as equações que desenvolveu só fariam sentido se o universo estivesse se expandindo ou se contraindo, mas os cientistas da época acreditavam que o cosmo era estável. Para “consertar” a teoria, o físico adicionou às equações uma constante cosmológica. Astrônomos descobriram que o cosmo não estava estático, mas se expandindo. Einstein baniu a constante e a chamou de seu maior erro. Contudo, outros cientistas reabilitaram-na, já que ela poderia explicar a “energia escura”, força hipotética que estaria acelerando a expansão do universo.
Outro ponto sobre o qual “Brilliant Blunders” joga luz é o fato de algumas dessas mentes brilhantes serem cabeças-duras na hora de admitir os erros. Exemplos são William Thomson, conhecido como Lord Kelvin, e Fred Hoyle. Mesmo diante de evidências de que estavam errados (Kelvin com o cálculo da idade da Terra e Hoyle com a sua teoria furada sobre o universo), eles se recusaram a admitir o lapso. Os acertos posteriores em suas carreiras deram um lustro na imagem que eles deixaram no panteão do conhecimento humano. Os erros flagrados no livro não diminuem a importância desses gênios. Mostram apenas que a ciência é um empreendimento humano e, como tal, sujeito às nossas fraquezas.

kelvin

linus pauling

13.704 – O Tempo é Relativo


soyuz
As leis da física são as mesmas para qualquer referencial inercial, e a velocidade da luz independe da fonte emissora e de quem a recebe, sendo ela (velocidade da luz) constante em todos os sistemas inerciais de referência.
Os postulados citados acima, propostos por Albert Einstein, foram os pilares pra o desenvolvimento da Teoria da Relatividade Especial, que tem como uma de suas implicações a dilatação do tempo.
No dia-a-dia é corriqueira a ideia de que o tempo é algo universal; que uma vez sincronizados dois relógios idênticos, esses irão sempre ser vistos indicando a mesma leitura, independentemente de suas posições, movimentos relativos, acelerações, ou de quem esteja a observá-los. A mesma ideia atrela-se à noção de separação espacial entre dois pontos. Espaço e tempo são, no dia-a-dia e no âmbito da mecânica newtoniana, entendidos como universais e absolutos; restando às velocidade serem relativa aos referenciais. Tal paradigma, ainda compatível com a maioria dos eventos encontrados no cotidiano, perdurou dentro da ciência até o início do século XX, quando a teoria da relatividade veio à tona, mostrando que a realidade natural é, contudo, bem mais sutil do que se pensava até então.
No novo paradigma a inferência de tempo deixa de ser absoluta e passa a ser algo estritamente pessoal, atrelada a cada referencial em particular; e dois referenciais em movimento relativo ou sob acelerações distintas geralmente não concordarão quanto às medidas de tempo ou intervalos de tempo. A noção de simultaneidade absoluta também cai por terra, e referenciais diferentes geralmente não concordarão quanto a simultaneidade de dois eventos, mesmo que em algum referencial eles sejam vistos de forma simultânea.
Dilatação do tempo designa, no âmbito da mecânica einsteiniana, entre outros o fenômeno pelo qual um observador percebe, em virtude do movimento relativo não acelerado entre os dois referenciais, que o relógio de um outro observador que encontra-se a afastar-se, fisicamente idêntico ao seu próprio relógio, está a “andar” mais devagar do que o tempo que observador infere, no caso mais devagar do que seu tempo próprio. A percepção do primeiro observador é de que o tempo “anda mais devagar” para o relógio móvel, mas isso é somente verdade no contexto do referencial do observador estático. Em ausência de aceleração, em princípio paradoxalmente, o outro observador também verá o relógio anexado ao primeiro referencial – esse agora móvel – “andar” mais devagar que seu próprio relógio. Localmente, i.e., da perspectiva de qualquer outro observador estático junto a qualquer um dos dois referenciais, dois relógios, se sincronizados e mantidos juntos – sem movimento relativo – não atrasarão ou adiantarão um em relação ao outro.
Ao passo que na relatividade restrita – teoria ainda atrelada ao conceito de referencial inercial – a dilatação do tempo é simétrica em relação aos referenciais, ou seja, para qualquer observador é o relógio móvel que atrasa-se em relação ao que carrega consigo, no contexto da relatividade geral, que estende-se a todos os referenciais (covariância geral), a dilatação temporal devida a acelerações não é simétrica, e nesse caso ambos os observadores concordarão sobre qual dos relógios se adianta e qual se atrasa, se o seu ou o do outro.
Considerando novamente a relatividade restrita, o intervalo de tempo entre dois eventos quaisquer é sempre o menor possível quando medido pelo observador que detém o relógio, sendo este conhecido como tempo próprio deste observador. Qualquer outro observador em movimento relativo medirá um intervalo de tempo maior entre os mesmos dois eventos considerados, sendo a expressão “dilatação do tempo” bem sugestiva, portanto.

13.643 – Novo estudo sugere que existia algo antes do Big Bang


O que é o Big Bang

Cerca de 90 anos atrás, um astrônomo belga chamado Georges Lemaître propôs que mudanças observadas na luz de galáxias distantes implicavam que o universo estava se expandindo.
Se o universo está ficando maior, isso significa que costumava ser menor.
Ao “voltar a fita” cerca de 13,8 bilhões de anos, chegamos finalmente em um ponto no qual o espaço deveria estar confinado a um volume incrivelmente pequeno, também conhecido como “singularidade”.
Os desdobramentos do Big Bang
Há uma série de modelos que os físicos usam para descrever o “nada” do espaço vazio. A relatividade geral de Einstein é um deles: descreve a gravidade em relação à geometria do tecido subjacente do universo.
Mas teoremas propostos por Stephen Hawking e o matemático Roger Penrose, por exemplo, afirmam que as soluções para as equações da relatividade geral em uma escala infinitamente densa – como dentro de uma singularidade – são incompletas.
Recentemente, Hawking deu sua opinião sobre o que havia antes do Big Bang em uma entrevista para Neil deGrasse Tyson, onde ele comparou as dimensões espaço-tempo do Big Bang com o polo sul. “Não há nada ao sul do Polo Sul, então não havia nada antes do Big Bang”, disse.
No entanto, outros físicos argumentam que há algo além do Big Bang. Uma das propostas, por exemplo, é de um universo espelho do outro lado desse evento, onde o tempo se move para trás.
A hipótese
Na nova pesquisa, os físicos Tim A. Koslowski, Flavio Mercati e David Sloan apresentaram um modelo que ressalta as contradições do Big Bang, conforme a relatividade geral.
Voltando a toda a questão da singularidade, os pesquisadores reinterpretaram o modelo existente do espaço em expansão, distinguindo o próprio espaço-tempo do “material” nele.
Eles chegaram a uma descrição do Big Bang onde a física permanece intacta conforme o estágio em que atua se reorienta.
Ao invés de uma singularidade, a equipe chama isso de “ponto de Janus”, em homenagem ao deus romano com dois rostos.
Entenda
Antes do ponto de Janus, as posições relativas e as escalas das coisas que compõem o universo efetivamente se achatariam em uma “panqueca” bidimensional à medida que voltamos no tempo.
Passando pelo ponto de Janus, essa panqueca se torna 3D novamente, apenas de trás para a frente.
É como se estivéssemos em um universo “invertido”. Os pesquisadores acreditam que isso poderia ter profundas implicações na simetria da física de partículas, talvez até produzindo um universo baseado principalmente em antimatéria.
Embora essa ideia de inversão não seja nova, a abordagem dos pesquisadores em torno do problema da singularidade é. “Não apresentamos novos princípios e não modificamos a teoria da relatividade geral de Einstein – apenas a interpretação que é colocada sobre os objetos”, disse um dos pesquisadores, David Sloan, da Universidade Oxford.

13.532 – Hasta la Vista Baby – Inteligência Artificial pode substituir todos os Humanos Afirmou STEPHEN HAWKING


exterminador
Se as pessoas projetam vírus de computador, alguém projetará uma Inteligência Artificial que vai se aperfeiçoar e reproduzir a si própria.” Concretizar essa profecia feita pelo físico teórico em entrevista à revistaWired parece uma questão de tempo.
Um exemplo é o projeto AphaGo, do Google, que criou um robô capaz de vencer os melhores jogadores de GO, um antigo jogo chinês. Em seguida o projeto de inteligência artificial criou outro robô, que se treinou sozinho, e venceu 100 partidas consecutivas o primeiro robô. Por enquanto é só um jogo, em um ambiente (teoricamente) controlado como o laboratório do Google.
Diariamente, no entanto, surgem novas notícias da evolução da inteligência artificial. Caso essa tecnologia esteja disponível nas mãos de alguém sem tanta preocupação ética, dando liberdades de parâmetros e limites aos robôs, um cenário similar à Skynet de O Exterminador do Futuro não parece tão impossível. “Será uma nova forma de vida que supera os humanos”, alerta Hawkings. Podemos ficar obsoletos.
Não é a primeira vez que o físico alerta sobre os perigos da inteligência artificial. Em uma entrevista concedida à revista Times, em março deste ano, garantiu que o apocalipse robô era iminente, e a criação de algum tipo de governo mundial seria necessário para controlar a tecnologia. Ele destacou principalmente os empregos que serão perdidos para os robôs e a criação de armas militares providas de inteligência artificial.
Para o cientista, já atingimos um ponto sem volta. Como parece que nenhum governante esteja muito preocupado com as ameaças, a opção para Hawking seria a colonização de outros planetas. Mas tem de ser rápido, já que ele colocou um prazo de 100 anos para deixarmos a Terra.
O engenheiro chefe do Google, Ray Kurzweil, já afirmou que a singularidade — quando máquinas inteligentes criam máquinas ainda mais inteligentes — deverá acontecer dentro dos próximos 30 anos. Seja qual for o resultado, o quase ilimitado potencial da inteligência artificial, com capacidade para o bem ou para o mal, precisa ser desenvolvido com o máximo de cautela.

13.466 – Não Se Iluda – “A morte é apenas uma ilusão! Continuamos a viver em um universo paralelo”


universo paralelo
Pelo menos é o que afirmou recentemente um cientista
Uma nova teoria científica sugere que a morte não é o evento terminal que pensamos.
Um tempo atrás, os cientistas relataram que encontraram a primeira evidência de universo paralelo.
Esta descoberta nos leva a um assunto instigante chamado de “Biocentrismo”
Robert Lanza, MD, cientista, teórico e autor de “O biocentrismo” – Como vida e consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo, pensa que há muitas razões pelas quais não vamos morrer.
Para ele, a morte não é o fim, como muitos de nós pensamos. Acreditamos que vamos morrer, porque é o que nos foi ensinado, Robert Lanza diz em seu livro.

Será que você continuar a viver em um universo paralelo?
Há muitas experiências científicas que questionam seriamente o termo morte, tal como a conhecemos.
De acordo com a física quântica certas observações não podem ser previstas com certeza. Em vez disso, há uma gama de possíveis observações cada uma com uma probabilidade diferente.
A interpretação “de muitos mundos”, afirma que cada uma dessas observações possíveis corresponde a um universo diferente, o que é geralmente chamado de “multiverso”. Robert Lanza tomou estas teorias ainda mais interessantes.
Ele acredita que “há um número infinito de universos, e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum universo.

 

Sua energia nunca morre
A morte não existe em qualquer sentido real nesses cenários. Todos os universos possíveis existem simultaneamente, independentemente do que acontece em qualquer um deles. Embora corpos individuais estão destinados a auto-destruição, o sentimento vivo – o “Quem sou eu?” – É apenas uma fonte de 20 watts de energia operando no cérebro. Mas esta energia não desaparece com a morte. Uma das mais seguras axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ele pode ser criada nem destruída “. Esta energia pode transcender de um mundo para outro.

A importância da consciência
“Considere o princípio da incerteza, um dos aspectos mais famosos e importantes da mecânica quântica. Experimentos confirmam que está integrada no tecido da realidade, mas ela só faz sentido de uma perspectiva biocêntrica. Se há realmente um mundo lá fora, com partículas saltando ao redor, então devemos ser capazes de medir todas as suas propriedades. Mas nós não podemos. Por que isso deveria importar a uma partícula que você decidir para medir?
Considere a experiência da dupla fenda: se um “relógio” uma partícula subatômica ou um pouco de luz passa através das fendas em uma barreira, ela se comporta como uma partícula e cria batidas de aspecto sólido por trás das fendas individuais sobre a barreira final que mede os impactos .
Como uma pequena bala, que logicamente passa através de um ou do outro furo. Mas se os cientistas não observam a trajetória da partícula, então ela exibe o comportamento de ondas que permitem que ela passe através de ambos os furos, ao mesmo tempo.
Por que a nossa observação pode mudar o que acontece? Resposta: Porque a realidade é um processo que requer a nossa consciência “, diz Lanza.
Você não existiria sem a consciência. Uma das razões para Robert Lanza achar que você não vai morrer, é porque você não é um objeto. Você é um ser especial. De acordo com biocentrismo, nada poderia existir sem consciência. Lembre-se que você não pode ver através do osso que circunda o cérebro.
O espaço e o tempo não são objetos duros, mas as ferramentas de nossa mente usa para tecer tudo junto.
Tudo o que você vê e experimenta agora é um turbilhão de informações que ocorre em sua mente. O espaço e o tempo são simplesmente as ferramentas para colocar tudo junto.
Lanza recorda que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal.
Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente.
A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente.
Albert Einstein disse uma vez: “A realidade é meramente uma ilusão, embora um muito persistente.”
Como podemos dizer o que é real e o que não é? Como podemos saber com certeza que o nosso cérebro não está nos dando a ilusão de um mundo físico?

12.646 – Cientista afirma ter descoberto um sexto sentido nos humanos


Até hoje, conforme nosso conhecimento, nós, humanos, acreditávamos ter cinco sentidos.
Por meio de um estudo inovador, Joe Kirschvink, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, descobriu que os seres humanos são capazes de detectar os campos magnéticos da Terra. Embora isso já tenha sido comprovado em mamíferos, ainda não haviam sido detectados sinais dessa habilidade nas pessoas.
Segundo a pesquisa de Kirschvink, que contou com a colaboração de 24 participantes, nós, humanos, possuímos receptores de magneto funcionais. Para chegar a essa conclusão, os participantes entraram em recintos chamados gaiolas de Faraday, onde foram expostos a ciclos de campos magnéticos parecidos com os do planeta Terra.
Diante de cada exposição, o pesquisador pôde observar as respostas cerebrais por meio de eletroencefalografias. De acordo com Kirschvink, essa capacidade sensorial faz parte da evolução da espécie, embora ele ainda não tenha conseguido determinar onde estariam esses receptores de ondas magnéticas.

12.643 – A Terra pode ser um zoológico criado por alienígenas, diz Neil deGrasse Tyson


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Nosso planeta pode ser um Big Brother intergaláctico mantido por alienígenas. Parece ideia de maluco, mas pense bem: até que os ETs apareçam por aqui, não dá para provar o contrário. E não é teoria de bar – quem disse isso foi o astrofísico Neil DeGrasse Tyson, na conferência Starmus, na Espanha. Para ele, só há três certezas: a vida alienígena existe, é muito mais inteligente do que a nossa e não está nem aí para o nosso planetinha azul.
Em sua palestra, Tyson afirma não acreditar que a humanidade conseguirá entrar em contato com uma civilização alienígena – pelo menos, não como os filmes e livros de ficção científica profetizam. De acordo com o cientista, qualquer vida extraterrestre desenvolvida deve ser muito mais inteligente que os seres humanos, e, por isso, fazer contato seria uma perda de tempo para eles – nos destruir, então, deve dar até preguiça.
Para explicar, o astrofísico comparou: “Os alienígenas inteligentes devem nos ver do mesmo jeito que você vê uma lagarta”. É, ninguém quer parar o que está fazendo para bater um papo com uma lagarta sobre a tecnologia dela. O físico continua: “Mesmo que você quisesse matar todas as lagartas do mundo, você rapidamente ficaria entendiado e iria fazer outra coisa”. A mesma coisa seria verdade para os ETs, afirma Tyson: nos aniquilar seria, no máximo, chato para eles.
Então, a única coisa que os alienígenas fariam (se realmente nos encontrassem), seria nos transformar em uma espécie de zoológico, só para poderem nos observar e se divertir com isso. Para o cientista, pode ser que os ETs estejam fazendo a política terráquea ficar maluca só para dar umas risadas. Ele deu exemplos: a crise do Brexit e a eleição dos Estados Unidos (e também seria uma boa resposta para todas as coisas ruins que têm acontecido no Brasil…).
Mas o mais provável, diz Tyson, é que eles não tenham se esforçado tanto. É que, numa escala intergaláctica, podemos ser tão burros que os aliens talvez nem tenham notado que por aqui existe vida inteligente. É um tapa na cara, mas o cientista coloca em perspectiva: só nos achamos inteligentes porque nós é que decidimos o que é ser inteligente. “As bactérias que vivem em nossos intestinos veem os humanos apenas como um recipiente de matéria fecal a serviço delas. Esse é o propósito da vida humana para elas”, diz ele.
As bactérias são muito diferentes dos humanos, mas se nos compararmos aos nossos parentes mais próximos, os primatas, dá para ter uma ideia melhor de como os alienígenas nos veriam: “Nós não conseguiríamos compreender mesmo os pensamentos mais simples dessa raça evoluída. Da mesma forma que um macaco não consegue entender as nossas frases mais simples. Para uma raça hiper inteligente, a mente brilhante de Stephen Hawking poderia ser equivalente à de um bebê extraterrestre”, ele conclui.

12.244 – O choque frontal e violento de planetas que criou a Lua


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Tal choque teria ocorrido há 4,5 bilhões de anos, quando um embrião planetário chamado Theia, do tamanho da Terra ou de Marte, colidiu contra o nosso planeta quando este tinha 100 milhões de anos.
Já era sabido que Theia e a Terra haviam colidido, porém as novas provas da equipe científica mostram que isso foi muito mais do que uma batida de lado, como se pensava, e mais um choque frontal violento.
Os pesquisadores estudaram rochas lunares obtidas de três missões Apollo. Elas foram comparadas com rochas vulcânicas encontradas no Havaí e Arizona. Surpreendentemente, não houve diferença nos isótopos de oxigênio, e a análise indicou que as rochas de cada missão possuíam marcadores químicos comuns.
“O planeta Theia ficou bem misturado com a Terra e como a Lua e, uniformemente, disperso entre eles. Isso explica por que nós não vemos traços diferentes de Theia na Lua em relação à Terra”, disse Edward Young, principal autor do estudo, publicado na revista Science.
Segundo Young, Theia teria se tornado um planeta caso não tivesse sido destruída na colisão.

12.130 – Suposto celular de 800 anos é encontrado em escavação e volta a levantar teorias na internet


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A história começou a circular há pouco tempo em blogs e redes sociais. Ao que tudo indica, o “telefone” foi encontrado por arqueólogos durante uma escavação em Fuschl am See, na Áustria. De acordo com a notícia, a peça tem 800 anos de idade e é coberta com símbolos cuneiformes. Porém, ela mais se parece com um telefone celular da Nokia, aquele em que muita gente se divertiu com o jogo da cobrinha.
Alguns acreditam que civilizações passadas tenham visto alienígenas usando este tipo de artefato e que este achado poderia ser uma reprodução do que foi visto com os visitantes extraterrestres. Já outros defendem que algum viajante no espaço-tempo possa ter mostrado o aparelho aos povos antigos.
Nenhuma fonte oficial é associada a esta imagem e também não se sabe de onde veio a informação de que o achado teria 800 anos. Sobre a escrita cuneiforme, ela caiu em desuso em torno dos séculos 7 a.C ou 6 a.C. Diante destes fatos, alguns preferem apostar na teoria de que tudo não passaria de uma grande brincadeira “arqueológica” para celebrar o começo de 2016.

12.062 – Definições absurdas (e possíveis) do universo


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O universo é um holograma

Imagine um holograma padrão, com aquelas figuras impressas em uma superfície bidimensional que aparentam estar em 3D. Agora, imagine que os pontos que compõem a imagem sejam infinitamente pequenos – ela se torna cada vez mais nítida. Nos anos 90, os físicos Leonard Susskind e Gerard ‘t Hooft demonstraram matematicamente que nosso universo pode ser justamente isso, um holograma, composto por grãos de informação bilhões de vezes menores do que prótons.
Quando tentaram combinar através de cálculos as descrições quânticas do espaço-tempo com aquelas da Relatividade de Einstein, os cientistas descobriram que estes grãos funcionam como os pontos de uma superfície 2D. De acordo com as leis da física, eles devem sofrer perturbações eventualmente, “borrando” a projeção. Pesquisadores desenvolveram um Holômetro, um arranjo de alta precisão de espelhos e lasers que deve descobrir em um ano se nossa realidade é granulada em sua menor escala.

O universo é uma simulação computacional

Sim, nós podemos estar vivendo em uma Matrix de verdade sem nem sequer desconfiar. Platão já havia levantado filosoficamente a possibilidade de que o mundo em que vivemos seja uma ilusão, e desde então a ideia não foi deixada de lado. Os matemáticos se perguntam: por que 2 + 2 tem sempre de ser 4, não importa a circunstância? Talvez porque simplesmente isso faça parte do código com o qual o universo foi programado.
Em 2012, físicos da Universidade de Washington afirmaram que existe uma forma de descobrir se vivemos mesmo em uma simulação digital. Eles argumentaram que modelos computacionais são baseados em grades 3D, e a própria estrutura às vezes causa anomalia nos dados. Se o universo for uma grande grade, os raios cósmicos, que são partículas altamente energéticas, devem apresentar anomalias semelhantes – uma espécie de falha na Matrix. Ano passado, um engenheiro do MIT escreveu um artigo ainda mais intrigante, no qual afirma que como o espaço-tempo é composto por bits quânticos, então o universo deve ser um gigante computador quântico. Se isso for verdade, então quem ou o que escreveu o código?

O universo é um buraco negro

Buracos negros são regiões tão densas do espaço-tempo que nada pode escapar de sua força gravitacional, nem mesmo a luz. Eles são formados a partir do colapso de objetos muito massivos, como grandes estrelas. Em 2010, um físico da Universidade de Indiana escreveu um artigo em que comprova que o cosmos pode ter se originado em um buraco negro, a partir da explosão de uma estrela da 4ª dimensão, e toda a matéria que vemos (e que não vemos) é proveniente desta supernova. O big bang seria justamente a explosão desta estrela.
Segundo o pesquisador, é possível testar esta teoria pois apenas um buraco negro que tenha rotação permite que a matéria não colapse completamente. Nós poderíamos detectar esta rotação através de medições do movimento das galáxias, que seria levemente influenciado para uma direção específica. O mais interessante é pensar na quantidade de universos paralelos que podem estar flutuando no espaço como buracos negros.

O universo é uma bolha

A descoberta das ondas gravitacionais reforçou a hipótese da inflação cósmica, que diz que logo após a grande explosão que deu origem ao universo, o espaço-tempo se expandiu de forma exponencial, só depois se estabilizando em uma taxa mais regular de expansão. Para alguns teóricos, se esta inflação for confirmada, então nós devemos viver em um oceano borbulhante de múltiplos universos, onde cada um deles seria análogo a uma bolha.
Alguns modelos dizem que, antes do big bang, o espaço-tempo continha um “vácuo falso”, ou um instável campo de alta energia desprovido de matéria e radiação. Para se tornar estável, o vácuo teria começado a borbulhar como uma água fervente, dando origem a um multiverso sem fim. A nossa melhor chance de comprovar esta teoria seria investigar possíveis efeitos de um impacto com um universo vizinho, e é isso que pesquisadores da Universidade da Califórnia estão fazendo. Pesquisas envolvendo a radiação cósmica de fundo (resquício do big bang) revelaram uma improvável “mancha fria” que pode indicar uma dessas colisões.

11-272 – Nó na Mente – A morte é uma mera ilusão da percepção humana?


Será que a vida é fundamentalmente diferente de coisas mortas? O físico Erwin Schrödinger definiu a vida da seguinte maneira: “Seres vivos evitam declinar para um estado de desordem e equilibrio.”
O que isto significa? Vamos supor que a tua pasta de downloads é o universo. Começou organizada, e tornou-se progressivamente caótica com o passar do tempo. Ao dedicar-lhe energia, você cria ordem e limpa a pasta. Isto é o que seres vivos fazem.
Todo o ser vivo neste planeta é composto de células. Basicamente, uma célula é um robô feito de proteínas pequeno demais para sentir ou experimentar o que quer que seja. Essas são as características que definimos para a vida:
Ela tem uma barreira que a separa das redondezas, criando ordem;
Ela se ajusta e mantém um estado constante;
Ela come coisas para se manter viva;
Ela cresce e se desenvolve;
Ela reage ao ambiente;
E é sujeita à evolução;
E ela produz cópias de si mesma.
Mas de todas as coisas que se constroem uma célula, nenhuma é viva. Materiais reagem quimicamente com outras coisas, formando reações que iniciam outras reações que iniciam outras reações.
Numa única célula, todo segundo vários milhões de reações químicas ocorrem, formando uma harmonia complexa. Uma célula pode fazer milhares de tipos de proteínas: algumas muito simples, outras como máquinas complexas e muito pequenas.
Imagine dirigir um carro a 100km/h enquanto constantemente reconstrói todas as partes dele com coisas que encontra pela rua. Isto é o que células fazem. Mas nenhuma parte da célula está viva; tudo é matéria morta movida pelas leis do universo.
Então seria a vida é um agregado de todos esses processos de reação?

Eventualmente, tudo que é vivo morrerá. O objetivo do processo todo é prevenir isso produzindo novas entidades; ou seja, com o DNA. A vida é, de certa forma, apenas um amontoado de coisas que carregam a informação genética por aí. Toda forma de vida está sujeita à evolução, e o DNA que desenvolve a melhor forma de vida para si continuará no jogo.
Então o DNA é a vida?

Se você considerar o DNA fora de seu invólucro, certamente será uma molécula muito complexa, mas que não pode fazer nada por si própria.
É aí que os vírus complicam as coisas. Eles são basicamente cadeias de RNA ou DNA num invólucro pequeno e precisam das células para conseguirem fazer qualquer coisa. Nós não sabemos se devemos considerá-los vivos ou mortos. Ainda assim, há 225 milhões m³ de vírus na Terra. Eles parecem não se importar do que pensamos deles.
Há ainda vírus que invadem células mortas e as reanimam assim elas podem hospedá-los, o que embaça a linha ainda mais.
Ou mitocôndrias. Elas são as usinas das células mais complexas e eram bactérias independentes que formaram uma parceria com células maiores. Elas ainda têm seu próprio DNA e podem se multiplicar por si próprias, mas elas não vivem mais; elas estão mortas.
Assim elas trocaram a própria vida para a sobrevivência do seu DNA, o que significa que formas de vida podem evoluir para coisas mortas contanto que seja benéfico para seu código genético.
Assim, talvez a vida seja uma informação que conduz a garantia de que haja uma existência contínua.
Mas e a inteligência artificial?

Por nossa definição comum, nós estamos muito próximos de criar vida artificial nos computadores. É apenas uma questão de tempo até que a nossa tecnologia chegue lá. E isto não é ficção científica, também; há muitas pessoas inteligentes trabalhando ativamente nisto.
Nós também podemos argumentar que vírus de computador são vivos: eles se reproduzem para manter sua informação.
O que é a vida então?
Coisas, processos, DNA, informação? Isto pode se tornar confuso rapidamente. Há uma certeza: a idéia que vida é fundamentalmente diferente de coisas mortas porque elas contém algum elemento não físico ou são governados por princípios diferentes dos objetos inanimados acabou sendo errada.