13.880 – Dica de Livro – Os Gênios Também Erram


erro de Einstein
Nas salas de aula, os professores de ciência ensinam que Albert Einstein e Charles Darwin são gênios incontestáveis. Nada mais justo. O primeiro decifrou a expansão do universo, e o segundo escancarou o parentesco entre homens e macacos. Mas o caminho que levou a essas descobertas não foi pavimentado apenas com acertos. Houve erros, e não foram poucos. É sobre eles que se debruça o astrofísico e escritor romeno Mario Livio no recém-lançado livro “Brilliant Blunders” (“Erros Geniais”, em tradução livre, com lançamento em maio de 2014 no Brasil).
Além de apontar os equívocos, o livro deixa claro o quanto a evolução científica não é necessariamente uma progressão linear do pensamento, em que um cientista passa o bastão para o seguinte. Darwin foi brilhante em desenvolver a teoria da seleção natural, mas não enxergou as repercussões dela sobre as regras da hereditariedade aceitas em sua época. “Mas isso levou outros cientistas a reescreverem completamente essas normas, levando às nossas noções modernas de genes”, diz a física e jornalista Marcia Bartusiak, professora de redação científica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Assim como no exemplo de Darwin, muitos equívocos forçaram outros pensadores a corrigir ou redirecionar ideias. Linus Pauling desenvolveu um modelo de DNA (ácido desoxirribonucleico) errado na essência, já que a estrutura pensada pelo cientista não era a de um ácido. “Os outros pensaram: ‘Como o maior químico do mundo poderia estar errado?’”, diz Marcia. Dois cientistas muito mais jovens, James Watson e Francis Crick, não só tinham certeza do erro como se apressaram e chegaram à descrição de DNA.
Um exemplo curioso de erro que não estava “tão errado” assim diz respeito a Einstein. Quando o cientista formulou a Teoria da Relatividade, as equações que desenvolveu só fariam sentido se o universo estivesse se expandindo ou se contraindo, mas os cientistas da época acreditavam que o cosmo era estável. Para “consertar” a teoria, o físico adicionou às equações uma constante cosmológica. Astrônomos descobriram que o cosmo não estava estático, mas se expandindo. Einstein baniu a constante e a chamou de seu maior erro. Contudo, outros cientistas reabilitaram-na, já que ela poderia explicar a “energia escura”, força hipotética que estaria acelerando a expansão do universo.
Outro ponto sobre o qual “Brilliant Blunders” joga luz é o fato de algumas dessas mentes brilhantes serem cabeças-duras na hora de admitir os erros. Exemplos são William Thomson, conhecido como Lord Kelvin, e Fred Hoyle. Mesmo diante de evidências de que estavam errados (Kelvin com o cálculo da idade da Terra e Hoyle com a sua teoria furada sobre o universo), eles se recusaram a admitir o lapso. Os acertos posteriores em suas carreiras deram um lustro na imagem que eles deixaram no panteão do conhecimento humano. Os erros flagrados no livro não diminuem a importância desses gênios. Mostram apenas que a ciência é um empreendimento humano e, como tal, sujeito às nossas fraquezas.

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linus pauling

13.704 – O Tempo é Relativo


soyuz
As leis da física são as mesmas para qualquer referencial inercial, e a velocidade da luz independe da fonte emissora e de quem a recebe, sendo ela (velocidade da luz) constante em todos os sistemas inerciais de referência.
Os postulados citados acima, propostos por Albert Einstein, foram os pilares pra o desenvolvimento da Teoria da Relatividade Especial, que tem como uma de suas implicações a dilatação do tempo.
No dia-a-dia é corriqueira a ideia de que o tempo é algo universal; que uma vez sincronizados dois relógios idênticos, esses irão sempre ser vistos indicando a mesma leitura, independentemente de suas posições, movimentos relativos, acelerações, ou de quem esteja a observá-los. A mesma ideia atrela-se à noção de separação espacial entre dois pontos. Espaço e tempo são, no dia-a-dia e no âmbito da mecânica newtoniana, entendidos como universais e absolutos; restando às velocidade serem relativa aos referenciais. Tal paradigma, ainda compatível com a maioria dos eventos encontrados no cotidiano, perdurou dentro da ciência até o início do século XX, quando a teoria da relatividade veio à tona, mostrando que a realidade natural é, contudo, bem mais sutil do que se pensava até então.
No novo paradigma a inferência de tempo deixa de ser absoluta e passa a ser algo estritamente pessoal, atrelada a cada referencial em particular; e dois referenciais em movimento relativo ou sob acelerações distintas geralmente não concordarão quanto às medidas de tempo ou intervalos de tempo. A noção de simultaneidade absoluta também cai por terra, e referenciais diferentes geralmente não concordarão quanto a simultaneidade de dois eventos, mesmo que em algum referencial eles sejam vistos de forma simultânea.
Dilatação do tempo designa, no âmbito da mecânica einsteiniana, entre outros o fenômeno pelo qual um observador percebe, em virtude do movimento relativo não acelerado entre os dois referenciais, que o relógio de um outro observador que encontra-se a afastar-se, fisicamente idêntico ao seu próprio relógio, está a “andar” mais devagar do que o tempo que observador infere, no caso mais devagar do que seu tempo próprio. A percepção do primeiro observador é de que o tempo “anda mais devagar” para o relógio móvel, mas isso é somente verdade no contexto do referencial do observador estático. Em ausência de aceleração, em princípio paradoxalmente, o outro observador também verá o relógio anexado ao primeiro referencial – esse agora móvel – “andar” mais devagar que seu próprio relógio. Localmente, i.e., da perspectiva de qualquer outro observador estático junto a qualquer um dos dois referenciais, dois relógios, se sincronizados e mantidos juntos – sem movimento relativo – não atrasarão ou adiantarão um em relação ao outro.
Ao passo que na relatividade restrita – teoria ainda atrelada ao conceito de referencial inercial – a dilatação do tempo é simétrica em relação aos referenciais, ou seja, para qualquer observador é o relógio móvel que atrasa-se em relação ao que carrega consigo, no contexto da relatividade geral, que estende-se a todos os referenciais (covariância geral), a dilatação temporal devida a acelerações não é simétrica, e nesse caso ambos os observadores concordarão sobre qual dos relógios se adianta e qual se atrasa, se o seu ou o do outro.
Considerando novamente a relatividade restrita, o intervalo de tempo entre dois eventos quaisquer é sempre o menor possível quando medido pelo observador que detém o relógio, sendo este conhecido como tempo próprio deste observador. Qualquer outro observador em movimento relativo medirá um intervalo de tempo maior entre os mesmos dois eventos considerados, sendo a expressão “dilatação do tempo” bem sugestiva, portanto.

13.643 – Novo estudo sugere que existia algo antes do Big Bang


O que é o Big Bang

Cerca de 90 anos atrás, um astrônomo belga chamado Georges Lemaître propôs que mudanças observadas na luz de galáxias distantes implicavam que o universo estava se expandindo.
Se o universo está ficando maior, isso significa que costumava ser menor.
Ao “voltar a fita” cerca de 13,8 bilhões de anos, chegamos finalmente em um ponto no qual o espaço deveria estar confinado a um volume incrivelmente pequeno, também conhecido como “singularidade”.
Os desdobramentos do Big Bang
Há uma série de modelos que os físicos usam para descrever o “nada” do espaço vazio. A relatividade geral de Einstein é um deles: descreve a gravidade em relação à geometria do tecido subjacente do universo.
Mas teoremas propostos por Stephen Hawking e o matemático Roger Penrose, por exemplo, afirmam que as soluções para as equações da relatividade geral em uma escala infinitamente densa – como dentro de uma singularidade – são incompletas.
Recentemente, Hawking deu sua opinião sobre o que havia antes do Big Bang em uma entrevista para Neil deGrasse Tyson, onde ele comparou as dimensões espaço-tempo do Big Bang com o polo sul. “Não há nada ao sul do Polo Sul, então não havia nada antes do Big Bang”, disse.
No entanto, outros físicos argumentam que há algo além do Big Bang. Uma das propostas, por exemplo, é de um universo espelho do outro lado desse evento, onde o tempo se move para trás.
A hipótese
Na nova pesquisa, os físicos Tim A. Koslowski, Flavio Mercati e David Sloan apresentaram um modelo que ressalta as contradições do Big Bang, conforme a relatividade geral.
Voltando a toda a questão da singularidade, os pesquisadores reinterpretaram o modelo existente do espaço em expansão, distinguindo o próprio espaço-tempo do “material” nele.
Eles chegaram a uma descrição do Big Bang onde a física permanece intacta conforme o estágio em que atua se reorienta.
Ao invés de uma singularidade, a equipe chama isso de “ponto de Janus”, em homenagem ao deus romano com dois rostos.
Entenda
Antes do ponto de Janus, as posições relativas e as escalas das coisas que compõem o universo efetivamente se achatariam em uma “panqueca” bidimensional à medida que voltamos no tempo.
Passando pelo ponto de Janus, essa panqueca se torna 3D novamente, apenas de trás para a frente.
É como se estivéssemos em um universo “invertido”. Os pesquisadores acreditam que isso poderia ter profundas implicações na simetria da física de partículas, talvez até produzindo um universo baseado principalmente em antimatéria.
Embora essa ideia de inversão não seja nova, a abordagem dos pesquisadores em torno do problema da singularidade é. “Não apresentamos novos princípios e não modificamos a teoria da relatividade geral de Einstein – apenas a interpretação que é colocada sobre os objetos”, disse um dos pesquisadores, David Sloan, da Universidade Oxford.

13.532 – Hasta la Vista Baby – Inteligência Artificial pode substituir todos os Humanos Afirmou STEPHEN HAWKING


exterminador
Se as pessoas projetam vírus de computador, alguém projetará uma Inteligência Artificial que vai se aperfeiçoar e reproduzir a si própria.” Concretizar essa profecia feita pelo físico teórico em entrevista à revistaWired parece uma questão de tempo.
Um exemplo é o projeto AphaGo, do Google, que criou um robô capaz de vencer os melhores jogadores de GO, um antigo jogo chinês. Em seguida o projeto de inteligência artificial criou outro robô, que se treinou sozinho, e venceu 100 partidas consecutivas o primeiro robô. Por enquanto é só um jogo, em um ambiente (teoricamente) controlado como o laboratório do Google.
Diariamente, no entanto, surgem novas notícias da evolução da inteligência artificial. Caso essa tecnologia esteja disponível nas mãos de alguém sem tanta preocupação ética, dando liberdades de parâmetros e limites aos robôs, um cenário similar à Skynet de O Exterminador do Futuro não parece tão impossível. “Será uma nova forma de vida que supera os humanos”, alerta Hawkings. Podemos ficar obsoletos.
Não é a primeira vez que o físico alerta sobre os perigos da inteligência artificial. Em uma entrevista concedida à revista Times, em março deste ano, garantiu que o apocalipse robô era iminente, e a criação de algum tipo de governo mundial seria necessário para controlar a tecnologia. Ele destacou principalmente os empregos que serão perdidos para os robôs e a criação de armas militares providas de inteligência artificial.
Para o cientista, já atingimos um ponto sem volta. Como parece que nenhum governante esteja muito preocupado com as ameaças, a opção para Hawking seria a colonização de outros planetas. Mas tem de ser rápido, já que ele colocou um prazo de 100 anos para deixarmos a Terra.
O engenheiro chefe do Google, Ray Kurzweil, já afirmou que a singularidade — quando máquinas inteligentes criam máquinas ainda mais inteligentes — deverá acontecer dentro dos próximos 30 anos. Seja qual for o resultado, o quase ilimitado potencial da inteligência artificial, com capacidade para o bem ou para o mal, precisa ser desenvolvido com o máximo de cautela.

13.466 – Não Se Iluda – “A morte é apenas uma ilusão! Continuamos a viver em um universo paralelo”


universo paralelo
Pelo menos é o que afirmou recentemente um cientista
Uma nova teoria científica sugere que a morte não é o evento terminal que pensamos.
Um tempo atrás, os cientistas relataram que encontraram a primeira evidência de universo paralelo.
Esta descoberta nos leva a um assunto instigante chamado de “Biocentrismo”
Robert Lanza, MD, cientista, teórico e autor de “O biocentrismo” – Como vida e consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo, pensa que há muitas razões pelas quais não vamos morrer.
Para ele, a morte não é o fim, como muitos de nós pensamos. Acreditamos que vamos morrer, porque é o que nos foi ensinado, Robert Lanza diz em seu livro.

Será que você continuar a viver em um universo paralelo?
Há muitas experiências científicas que questionam seriamente o termo morte, tal como a conhecemos.
De acordo com a física quântica certas observações não podem ser previstas com certeza. Em vez disso, há uma gama de possíveis observações cada uma com uma probabilidade diferente.
A interpretação “de muitos mundos”, afirma que cada uma dessas observações possíveis corresponde a um universo diferente, o que é geralmente chamado de “multiverso”. Robert Lanza tomou estas teorias ainda mais interessantes.
Ele acredita que “há um número infinito de universos, e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum universo.

 

Sua energia nunca morre
A morte não existe em qualquer sentido real nesses cenários. Todos os universos possíveis existem simultaneamente, independentemente do que acontece em qualquer um deles. Embora corpos individuais estão destinados a auto-destruição, o sentimento vivo – o “Quem sou eu?” – É apenas uma fonte de 20 watts de energia operando no cérebro. Mas esta energia não desaparece com a morte. Uma das mais seguras axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ele pode ser criada nem destruída “. Esta energia pode transcender de um mundo para outro.

A importância da consciência
“Considere o princípio da incerteza, um dos aspectos mais famosos e importantes da mecânica quântica. Experimentos confirmam que está integrada no tecido da realidade, mas ela só faz sentido de uma perspectiva biocêntrica. Se há realmente um mundo lá fora, com partículas saltando ao redor, então devemos ser capazes de medir todas as suas propriedades. Mas nós não podemos. Por que isso deveria importar a uma partícula que você decidir para medir?
Considere a experiência da dupla fenda: se um “relógio” uma partícula subatômica ou um pouco de luz passa através das fendas em uma barreira, ela se comporta como uma partícula e cria batidas de aspecto sólido por trás das fendas individuais sobre a barreira final que mede os impactos .
Como uma pequena bala, que logicamente passa através de um ou do outro furo. Mas se os cientistas não observam a trajetória da partícula, então ela exibe o comportamento de ondas que permitem que ela passe através de ambos os furos, ao mesmo tempo.
Por que a nossa observação pode mudar o que acontece? Resposta: Porque a realidade é um processo que requer a nossa consciência “, diz Lanza.
Você não existiria sem a consciência. Uma das razões para Robert Lanza achar que você não vai morrer, é porque você não é um objeto. Você é um ser especial. De acordo com biocentrismo, nada poderia existir sem consciência. Lembre-se que você não pode ver através do osso que circunda o cérebro.
O espaço e o tempo não são objetos duros, mas as ferramentas de nossa mente usa para tecer tudo junto.
Tudo o que você vê e experimenta agora é um turbilhão de informações que ocorre em sua mente. O espaço e o tempo são simplesmente as ferramentas para colocar tudo junto.
Lanza recorda que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal.
Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente.
A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente.
Albert Einstein disse uma vez: “A realidade é meramente uma ilusão, embora um muito persistente.”
Como podemos dizer o que é real e o que não é? Como podemos saber com certeza que o nosso cérebro não está nos dando a ilusão de um mundo físico?

12.646 – Cientista afirma ter descoberto um sexto sentido nos humanos


Até hoje, conforme nosso conhecimento, nós, humanos, acreditávamos ter cinco sentidos.
Por meio de um estudo inovador, Joe Kirschvink, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, descobriu que os seres humanos são capazes de detectar os campos magnéticos da Terra. Embora isso já tenha sido comprovado em mamíferos, ainda não haviam sido detectados sinais dessa habilidade nas pessoas.
Segundo a pesquisa de Kirschvink, que contou com a colaboração de 24 participantes, nós, humanos, possuímos receptores de magneto funcionais. Para chegar a essa conclusão, os participantes entraram em recintos chamados gaiolas de Faraday, onde foram expostos a ciclos de campos magnéticos parecidos com os do planeta Terra.
Diante de cada exposição, o pesquisador pôde observar as respostas cerebrais por meio de eletroencefalografias. De acordo com Kirschvink, essa capacidade sensorial faz parte da evolução da espécie, embora ele ainda não tenha conseguido determinar onde estariam esses receptores de ondas magnéticas.

12.643 – A Terra pode ser um zoológico criado por alienígenas, diz Neil deGrasse Tyson


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Nosso planeta pode ser um Big Brother intergaláctico mantido por alienígenas. Parece ideia de maluco, mas pense bem: até que os ETs apareçam por aqui, não dá para provar o contrário. E não é teoria de bar – quem disse isso foi o astrofísico Neil DeGrasse Tyson, na conferência Starmus, na Espanha. Para ele, só há três certezas: a vida alienígena existe, é muito mais inteligente do que a nossa e não está nem aí para o nosso planetinha azul.
Em sua palestra, Tyson afirma não acreditar que a humanidade conseguirá entrar em contato com uma civilização alienígena – pelo menos, não como os filmes e livros de ficção científica profetizam. De acordo com o cientista, qualquer vida extraterrestre desenvolvida deve ser muito mais inteligente que os seres humanos, e, por isso, fazer contato seria uma perda de tempo para eles – nos destruir, então, deve dar até preguiça.
Para explicar, o astrofísico comparou: “Os alienígenas inteligentes devem nos ver do mesmo jeito que você vê uma lagarta”. É, ninguém quer parar o que está fazendo para bater um papo com uma lagarta sobre a tecnologia dela. O físico continua: “Mesmo que você quisesse matar todas as lagartas do mundo, você rapidamente ficaria entendiado e iria fazer outra coisa”. A mesma coisa seria verdade para os ETs, afirma Tyson: nos aniquilar seria, no máximo, chato para eles.
Então, a única coisa que os alienígenas fariam (se realmente nos encontrassem), seria nos transformar em uma espécie de zoológico, só para poderem nos observar e se divertir com isso. Para o cientista, pode ser que os ETs estejam fazendo a política terráquea ficar maluca só para dar umas risadas. Ele deu exemplos: a crise do Brexit e a eleição dos Estados Unidos (e também seria uma boa resposta para todas as coisas ruins que têm acontecido no Brasil…).
Mas o mais provável, diz Tyson, é que eles não tenham se esforçado tanto. É que, numa escala intergaláctica, podemos ser tão burros que os aliens talvez nem tenham notado que por aqui existe vida inteligente. É um tapa na cara, mas o cientista coloca em perspectiva: só nos achamos inteligentes porque nós é que decidimos o que é ser inteligente. “As bactérias que vivem em nossos intestinos veem os humanos apenas como um recipiente de matéria fecal a serviço delas. Esse é o propósito da vida humana para elas”, diz ele.
As bactérias são muito diferentes dos humanos, mas se nos compararmos aos nossos parentes mais próximos, os primatas, dá para ter uma ideia melhor de como os alienígenas nos veriam: “Nós não conseguiríamos compreender mesmo os pensamentos mais simples dessa raça evoluída. Da mesma forma que um macaco não consegue entender as nossas frases mais simples. Para uma raça hiper inteligente, a mente brilhante de Stephen Hawking poderia ser equivalente à de um bebê extraterrestre”, ele conclui.

12.244 – O choque frontal e violento de planetas que criou a Lua


terra e planeta antigo
Tal choque teria ocorrido há 4,5 bilhões de anos, quando um embrião planetário chamado Theia, do tamanho da Terra ou de Marte, colidiu contra o nosso planeta quando este tinha 100 milhões de anos.
Já era sabido que Theia e a Terra haviam colidido, porém as novas provas da equipe científica mostram que isso foi muito mais do que uma batida de lado, como se pensava, e mais um choque frontal violento.
Os pesquisadores estudaram rochas lunares obtidas de três missões Apollo. Elas foram comparadas com rochas vulcânicas encontradas no Havaí e Arizona. Surpreendentemente, não houve diferença nos isótopos de oxigênio, e a análise indicou que as rochas de cada missão possuíam marcadores químicos comuns.
“O planeta Theia ficou bem misturado com a Terra e como a Lua e, uniformemente, disperso entre eles. Isso explica por que nós não vemos traços diferentes de Theia na Lua em relação à Terra”, disse Edward Young, principal autor do estudo, publicado na revista Science.
Segundo Young, Theia teria se tornado um planeta caso não tivesse sido destruída na colisão.

12.130 – Suposto celular de 800 anos é encontrado em escavação e volta a levantar teorias na internet


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A história começou a circular há pouco tempo em blogs e redes sociais. Ao que tudo indica, o “telefone” foi encontrado por arqueólogos durante uma escavação em Fuschl am See, na Áustria. De acordo com a notícia, a peça tem 800 anos de idade e é coberta com símbolos cuneiformes. Porém, ela mais se parece com um telefone celular da Nokia, aquele em que muita gente se divertiu com o jogo da cobrinha.
Alguns acreditam que civilizações passadas tenham visto alienígenas usando este tipo de artefato e que este achado poderia ser uma reprodução do que foi visto com os visitantes extraterrestres. Já outros defendem que algum viajante no espaço-tempo possa ter mostrado o aparelho aos povos antigos.
Nenhuma fonte oficial é associada a esta imagem e também não se sabe de onde veio a informação de que o achado teria 800 anos. Sobre a escrita cuneiforme, ela caiu em desuso em torno dos séculos 7 a.C ou 6 a.C. Diante destes fatos, alguns preferem apostar na teoria de que tudo não passaria de uma grande brincadeira “arqueológica” para celebrar o começo de 2016.

12.062 – Definições absurdas (e possíveis) do universo


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O universo é um holograma

Imagine um holograma padrão, com aquelas figuras impressas em uma superfície bidimensional que aparentam estar em 3D. Agora, imagine que os pontos que compõem a imagem sejam infinitamente pequenos – ela se torna cada vez mais nítida. Nos anos 90, os físicos Leonard Susskind e Gerard ‘t Hooft demonstraram matematicamente que nosso universo pode ser justamente isso, um holograma, composto por grãos de informação bilhões de vezes menores do que prótons.
Quando tentaram combinar através de cálculos as descrições quânticas do espaço-tempo com aquelas da Relatividade de Einstein, os cientistas descobriram que estes grãos funcionam como os pontos de uma superfície 2D. De acordo com as leis da física, eles devem sofrer perturbações eventualmente, “borrando” a projeção. Pesquisadores desenvolveram um Holômetro, um arranjo de alta precisão de espelhos e lasers que deve descobrir em um ano se nossa realidade é granulada em sua menor escala.

O universo é uma simulação computacional

Sim, nós podemos estar vivendo em uma Matrix de verdade sem nem sequer desconfiar. Platão já havia levantado filosoficamente a possibilidade de que o mundo em que vivemos seja uma ilusão, e desde então a ideia não foi deixada de lado. Os matemáticos se perguntam: por que 2 + 2 tem sempre de ser 4, não importa a circunstância? Talvez porque simplesmente isso faça parte do código com o qual o universo foi programado.
Em 2012, físicos da Universidade de Washington afirmaram que existe uma forma de descobrir se vivemos mesmo em uma simulação digital. Eles argumentaram que modelos computacionais são baseados em grades 3D, e a própria estrutura às vezes causa anomalia nos dados. Se o universo for uma grande grade, os raios cósmicos, que são partículas altamente energéticas, devem apresentar anomalias semelhantes – uma espécie de falha na Matrix. Ano passado, um engenheiro do MIT escreveu um artigo ainda mais intrigante, no qual afirma que como o espaço-tempo é composto por bits quânticos, então o universo deve ser um gigante computador quântico. Se isso for verdade, então quem ou o que escreveu o código?

O universo é um buraco negro

Buracos negros são regiões tão densas do espaço-tempo que nada pode escapar de sua força gravitacional, nem mesmo a luz. Eles são formados a partir do colapso de objetos muito massivos, como grandes estrelas. Em 2010, um físico da Universidade de Indiana escreveu um artigo em que comprova que o cosmos pode ter se originado em um buraco negro, a partir da explosão de uma estrela da 4ª dimensão, e toda a matéria que vemos (e que não vemos) é proveniente desta supernova. O big bang seria justamente a explosão desta estrela.
Segundo o pesquisador, é possível testar esta teoria pois apenas um buraco negro que tenha rotação permite que a matéria não colapse completamente. Nós poderíamos detectar esta rotação através de medições do movimento das galáxias, que seria levemente influenciado para uma direção específica. O mais interessante é pensar na quantidade de universos paralelos que podem estar flutuando no espaço como buracos negros.

O universo é uma bolha

A descoberta das ondas gravitacionais reforçou a hipótese da inflação cósmica, que diz que logo após a grande explosão que deu origem ao universo, o espaço-tempo se expandiu de forma exponencial, só depois se estabilizando em uma taxa mais regular de expansão. Para alguns teóricos, se esta inflação for confirmada, então nós devemos viver em um oceano borbulhante de múltiplos universos, onde cada um deles seria análogo a uma bolha.
Alguns modelos dizem que, antes do big bang, o espaço-tempo continha um “vácuo falso”, ou um instável campo de alta energia desprovido de matéria e radiação. Para se tornar estável, o vácuo teria começado a borbulhar como uma água fervente, dando origem a um multiverso sem fim. A nossa melhor chance de comprovar esta teoria seria investigar possíveis efeitos de um impacto com um universo vizinho, e é isso que pesquisadores da Universidade da Califórnia estão fazendo. Pesquisas envolvendo a radiação cósmica de fundo (resquício do big bang) revelaram uma improvável “mancha fria” que pode indicar uma dessas colisões.

11-272 – Nó na Mente – A morte é uma mera ilusão da percepção humana?


Será que a vida é fundamentalmente diferente de coisas mortas? O físico Erwin Schrödinger definiu a vida da seguinte maneira: “Seres vivos evitam declinar para um estado de desordem e equilibrio.”
O que isto significa? Vamos supor que a tua pasta de downloads é o universo. Começou organizada, e tornou-se progressivamente caótica com o passar do tempo. Ao dedicar-lhe energia, você cria ordem e limpa a pasta. Isto é o que seres vivos fazem.
Todo o ser vivo neste planeta é composto de células. Basicamente, uma célula é um robô feito de proteínas pequeno demais para sentir ou experimentar o que quer que seja. Essas são as características que definimos para a vida:
Ela tem uma barreira que a separa das redondezas, criando ordem;
Ela se ajusta e mantém um estado constante;
Ela come coisas para se manter viva;
Ela cresce e se desenvolve;
Ela reage ao ambiente;
E é sujeita à evolução;
E ela produz cópias de si mesma.
Mas de todas as coisas que se constroem uma célula, nenhuma é viva. Materiais reagem quimicamente com outras coisas, formando reações que iniciam outras reações que iniciam outras reações.
Numa única célula, todo segundo vários milhões de reações químicas ocorrem, formando uma harmonia complexa. Uma célula pode fazer milhares de tipos de proteínas: algumas muito simples, outras como máquinas complexas e muito pequenas.
Imagine dirigir um carro a 100km/h enquanto constantemente reconstrói todas as partes dele com coisas que encontra pela rua. Isto é o que células fazem. Mas nenhuma parte da célula está viva; tudo é matéria morta movida pelas leis do universo.
Então seria a vida é um agregado de todos esses processos de reação?

Eventualmente, tudo que é vivo morrerá. O objetivo do processo todo é prevenir isso produzindo novas entidades; ou seja, com o DNA. A vida é, de certa forma, apenas um amontoado de coisas que carregam a informação genética por aí. Toda forma de vida está sujeita à evolução, e o DNA que desenvolve a melhor forma de vida para si continuará no jogo.
Então o DNA é a vida?

Se você considerar o DNA fora de seu invólucro, certamente será uma molécula muito complexa, mas que não pode fazer nada por si própria.
É aí que os vírus complicam as coisas. Eles são basicamente cadeias de RNA ou DNA num invólucro pequeno e precisam das células para conseguirem fazer qualquer coisa. Nós não sabemos se devemos considerá-los vivos ou mortos. Ainda assim, há 225 milhões m³ de vírus na Terra. Eles parecem não se importar do que pensamos deles.
Há ainda vírus que invadem células mortas e as reanimam assim elas podem hospedá-los, o que embaça a linha ainda mais.
Ou mitocôndrias. Elas são as usinas das células mais complexas e eram bactérias independentes que formaram uma parceria com células maiores. Elas ainda têm seu próprio DNA e podem se multiplicar por si próprias, mas elas não vivem mais; elas estão mortas.
Assim elas trocaram a própria vida para a sobrevivência do seu DNA, o que significa que formas de vida podem evoluir para coisas mortas contanto que seja benéfico para seu código genético.
Assim, talvez a vida seja uma informação que conduz a garantia de que haja uma existência contínua.
Mas e a inteligência artificial?

Por nossa definição comum, nós estamos muito próximos de criar vida artificial nos computadores. É apenas uma questão de tempo até que a nossa tecnologia chegue lá. E isto não é ficção científica, também; há muitas pessoas inteligentes trabalhando ativamente nisto.
Nós também podemos argumentar que vírus de computador são vivos: eles se reproduzem para manter sua informação.
O que é a vida então?
Coisas, processos, DNA, informação? Isto pode se tornar confuso rapidamente. Há uma certeza: a idéia que vida é fundamentalmente diferente de coisas mortas porque elas contém algum elemento não físico ou são governados por princípios diferentes dos objetos inanimados acabou sendo errada.