13.823 – O Socialismo Científico


socialismo

O Socialismo é um sistema político-econômico ou uma linha de pensamento criado no século XIX para confrontar o liberalismo e o capitalismo. A ideia foi desenvolvida a partir da realidade na qual o trabalhador era subordinado naquele momento, como baixos salários, enorme jornada de trabalho entre outras.
Nesse sentido, o socialismo propõe a extinção da propriedade privada dos meios de produção e a tomada do poder por parte do proletariado e controle do Estado e divisão igualitária da renda.
Os precursores dessa corrente de pensamento foram Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837), Louis Blanc (1811-1882) e Robert Owen (1771-1858), conhecidos como criadores do socialismo utópico.
Outros pensadores importantes que se enquadram no socialismo científico são os conhecidos Karl Marx e Friedrich Engels.
Apesar das idéias socialistas terem sido criadas ainda no século XIX, foram somente no século XX colocadas em vigor. O primeiro país a implantar esse regime político foi a Rússia, a partir de 1917, quando ocorreu a Revolução Russa, momento em que o governo monarquista foi retirado do poder e instaurado o socialismo. Após a Segunda Guerra Mundial, esse regime foi introduzido em países do leste europeu, nesse mesmo momento outras nações aderiram ao socialismo em diferentes lugares do mundo, a China, Cuba, alguns países africanos e outros do sudeste asiático.
Diante de todas as considerações, a seguir os principais aspectos do socialismo que deixam claro a disparidade com o sistema capitalista.

• Socialização dos meios de produção: todas as formas produtivas, como indústrias, fazendas entre outros, passam a pertencer à sociedade e são controladas pelo Estado, não concentrando a riqueza nas mãos de uma minoria.
• Não existem classes, ou seja, existe somente a classe trabalhadora e todos possuem os mesmos rendimentos e oportunidades.

• Economia planificada: corresponde a todo controle dos setores econômicos, dirigidos pelo Estado, determinando os preços, os estoques, salários, regulando o mercado como um todo.
O socialismo que foi desenvolvido no decorrer do século XX e que permanece em alguns países até os dias atuais é conhecido por socialismo real, em outras palavras foi executado de forma prática.
Por outro lado, o socialismo ideal é aquele desenvolvido no século XIX, que pregava uma sociedade sem distinção e igualitária, que acabava com o capitalismo. Os pensadores dessa vertente socialista eram em sua maioria anarquistas.
O principal pensador do socialismo foi Karl Marx, para ele esse regime surgiu a partir do capitalismo e seus meios de produção, tendo seu controle desempenhado pelo proletário, assim como o Estado, que posteriormente seria extinto, dando origem ao comunismo que corresponde a uma sociedade sem governo, polícia, forças armadas entre outros, além de não possuir classes sociais e economia de mercado.
Após o declínio do socialismo, a partir de 1991 com a queda da União Soviética, o sistema perdeu força no mundo, atualmente poucos países são socialistas, é o caso da China, Vietnã, Coréia do Norte e Cuba.

13.770 – Filósofos Contestam a Exatidão das Ciências Exatas


ciencia exata
Argumentos em que se baseiam:
“De tão caricatural, a separação entre exatas e humanas está se tornando tóxica. Rende bons memes, mas traz uma imagem errada sobre o papel de cada uma das ciências e da urgente integração entre elas. Exatidão, assim como precisão, rigor ou objetividade, são noções cujos significados mudaram ao longo da história.
Para Descartes, por exemplo, eram exatos procedimentos que permitiam construir curvas por meio de equações algébricas. Ao invés de fazer um círculo geometricamente, usando o compasso, tornou-se possível construir essa figura por meio da equação . Essa noção de “exatidão”, como mostra o historiador da matemática Henk Bos em Redefining Geometrical Exactness: Descartes’ Transformation of the Early Modern Concept of Construction (NY, Springer, 2001), era típica do século 17. Surgiu no contexto de matemáticos-filósofos tentando ampliar os métodos de construção de curvas geométricas, que também serviam à ótica.
Bem mais tarde, em meados do século 19, a ciência viu-se às voltas com a ideia de objetividade. Observar o mundo e enxergar relações implícitas, não observáveis à primeira vista, era tarefa dos “homens de ciência” – a expressão é da época, pois a tarefa era mesmo considerada atribuição dos homens mais do que das mulheres. Como cientistas são humanos, tendem a projetar valores e afetos em suas observações, o que pode comprometer as conclusões. Para que isso não acontecesse, quem praticava a ciência precisava segurar a onda. Tinha que limitar suas tendências mais íntimas – sua subjetividade – e treinar o corpo e o olhar para garantir a objetividade de suas observações. No livro Objectivity (NY, Zone Books, 2007), Lorraine Daston e Peter Galison, renomados historiadores da ciência, mostram que a objetividade tornou-se, assim, uma virtude científica.
Seria possível dar inúmeros outros exemplos, mas a moral da história é que predicados como exatidão e objetividade, atribuídos hoje a certos ramos do conhecimento, foram inventados para ampliar os procedimentos aceitos ou para limitar traços humanos que pudessem prejudicar a observação científica. Hoje, as ciências ditas exatas são aquelas que usam a matemática. O modelo mais bem acabado é o da física. Esses saberes foram construídos como exatos, em contextos específicos, para lidar com as possibilidades e os limites humanos para conhecer.”
Ciências Exatas ou Naturais?
A Filosofia da Ciência possui um papel extremamente importante para a evolução dos diversos ramos da ciência. Quando se fala em ciências o que vem a mente é justamente métodos e análises precisamente matemáticas pautadas na exatidão e pesquisadores usando laboratórios, vidrarias e roupas brancas. Erroneamente o termo ciências acaba se restringindo apenas as ditas Ciências Exatas. Porém, muito se tem questionado se realmente existe uma ciência exata. Exata na forma literal da palavra. Atualmente os ramos da Física, Química, Biologia e até mesmo a própria Matemática preferem a alcunha de Ciências da Natureza em detrimento de Ciências Exatas.
Isso se deve principalmente pela evolução da própria Ciências Naturais. Queda de Leis, paradigmas, teorias, conceitos fizeram com que cientistas percebessem que até mesmo as ciências ditas exatas como Física, Química, Astronomia, Matemática, Biologia, etc. Deveriam ser constantemente reformuladas. Prova disto está na evolução da teoria atômica (Química), da queda do lamarkismo para o evolucionismo (Biologia), da mecânica clássica para a mecânica quântica (Física), do universo estável e infinito para instável e finito (Astronomia).
Com o desenvolvimento da história, as Ciências Naturais percebeu que o nome de “exatas” não lhe cabia mais. Perceberam o quanto as Ciências Naturais estava tão próxima das Ciências Humanas e Sociais. Na Química isso fica mais evidente ainda com as diversas descobertas em relação ao atomismo. A evolução do átomo que vem desde John Dalton, passando por Thomson, Rutherford, Bohr e culminando em Schrödinger é uma prova cabal de que Ciências Exatas não existe. O que existe é Ciência. Seja ela da Natureza, Social, Médica, Engenharia, Computacional, Humana, Filosófica ou Teológica. O que temos é a Ciência.

13.659 – Medicina – A verdade sobre a maconha


maconha
Por que a maconha é proibida? Porque faz mal à saúde. Será mesmo? Então, por que o bacon não é proibido? Ou as anfetaminas? E, diga-se de passagem, nenhum mal sério à saúde foi comprovado para o uso esporádico de maconha. A guerra contra essa planta foi motivada muito mais por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos. E algumas dessas razões são inconfessáveis. Tem a ver com o preconceito contra árabes, chineses, mexicanos e negros, usuários freqüentes de maconha no começo do século XX. Deve muito aos interesses de indústrias poderosas dos anos 20, que vendiam tecidos sintéticos e papel e queriam se livrar de um concorrente, o cânhamo. Tem raízes também na bem-sucedida estratégia de dominação dos Estados Unidos sobre o planeta. E, é claro, guarda relação com o moralismo judaico-cristão (e principalmente protestante-puritano), que não aceita a idéia do prazer sem merecimento – pelo mesmo motivo, no passado, condenou-se a masturbação.
Não é fácil falar desse assunto – O tema é tão carregado de ideologia e as pessoas têm convicções tão profundas sobre ele que qualquer convite ao debate, qualquer insinuação de que estamos lidando mal com o problema já é interpretada como “apologia às drogas” e, portanto, punível com cadeia. O fato é que, apesar da desinformação dominante, sabe-se muito sobre a maconha. Ela é cultivada há milênios e centenas de pesquisas já foram feitas sobre o assunto.
Por que é proibido?
“O corpo esmagado da menina jazia espalhado na calçada um dia depois de mergulhar do quinto andar de um prédio de apartamentos em Chicago. Todos disseram que ela tinha se suicidado, mas, na verdade, foi homicídio. O assassino foi um narcótico conhecido na América como marijuana e na história como haxixe. Usado na forma de cigarros, ele é uma novidade nos Estados Unidos e é tão perigoso quanto uma cascavel.” Começa assim a matéria “Marijuana: assassina de jovens”, publicada em 1937 na revista American Magazine. A cena nunca aconteceu. O texto era assinado por um funcionário do governo chamado Harry Anslinger. Se a maconha, hoje, é ilegal em praticamente todo o mundo, não é exagero dizer que o maior responsável foi ele.
Nas primeiras décadas do século XX, a maconha era liberada, embora muita gente a visse com maus olhos. Aqui no Brasil, maconha era “coisa de negro”, fumada nos terreiros de candomblé para facilitar a incorporação e nos confins do país por agricultores depois do trabalho. Na Europa, ela era associada aos imigrantes árabes e indianos e aos incômodos intelectuais boêmios. Nos Estados Unidos, quem fumava eram os cada vez mais numerosos mexicanos – meio milhão deles cruzaram o Rio Grande entre 1915 e 1930 em busca de trabalho. Muitos não acharam. Ou seja, em boa parte do Ocidente, fumar maconha era relegado a classes marginalizadas e visto com antipatia pela classe média branca.
Pouca gente sabia, entretanto, que a mesma planta que fornecia fumo às classes baixas tinha enorme importância econômica. Dezenas de remédios – de xaropes para tosse a pílulas para dormir – continham cannabis. Quase toda a produção de papel usava como matéria-prima a fibra do cânhamo, retirada do caule do pé de maconha. A indústria de tecidos também dependia da cannabis – o tecido de cânhamo era muito difundido, especialmente para fazer cordas, velas de barco, redes de pesca e outros produtos que exigissem um material muito resistente. A Ford estava desenvolvendo combustíveis e plásticos feitos a partir do óleo da semente de maconha. As plantações de cânhamo tomavam áreas imensas na Europa e nos Estados Unidos.
Em 1920, sob pressão de grupos religiosos protestantes, os Estados Unidos decretaram a proibição da produção e da comercialização de bebidas alcoólicas. Era a Lei Seca, que durou até 1933. Foi aí que Henry Anslinger surgiu na vida pública americana – reprimindo o tráfico de rum que vinha das Bahamas. Foi aí, também, que a maconha entrou na vida de muita gente – e não só dos mexicanos. “A proibição do álcool foi o estopim para o ‘boom’ da maconha”, afirma o historiador inglês Richard Davenport-Hines, especialista na história dos narcóticos, em seu livro The Pursuit of Oblivion (A busca do esquecimento, ainda sem versão para o Brasil). “Na medida em que ficou mais difícil obter bebidas alcoólicas e elas ficaram mais caras e piores, pequenos cafés que vendiam maconha começaram a proliferar”, escreveu.
Anslinger foi promovido a chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição e sua tarefa era cuidar do contrabando de bebidas. Foi nessa época que ele percebeu o clima de antipatia contra a maconha que tomava a nação. Clima esse que só piorou com a quebra da Bolsa, em 1929, que afundou a nação numa recessão. No sul do país, corria o boato de que a droga dava força sobre-humana aos mexicanos, o que seria uma vantagem injusta na disputa pelos escassos empregos. A isso se somavam insinuações de que a droga induzia ao sexo promíscuo (muitos mexicanos talvez tivessem mais parceiros que um americano puritano médio, mas isso não tem nada a ver com a maconha) e ao crime (com a crise, a criminalidade aumentou entre os mexicanos pobres, mas a maconha é inocente disso). Baseados nesses boatos, vários Estados começaram a proibir a substância. Nessa época, a maconha virou a droga de escolha dos músicos de jazz, que afirmavam ficar mais criativos depois de fumar.
Anslinger agarrou-se firme à bandeira proibicionista, batalhou para divulgar os mitos antimaconha e, em 1930, quando o governo, preocupado com a cocaína e o ópio, criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório nos moldes do FBI para lidar com drogas), ele articulou para chefiá-lo. De repente, de um cargo burocrático obscuro, Anslinger passou a ser o responsável pela política de drogas do país. E quanto mais substâncias fossem proibidas, mais poder ele teria.
Mas é improvável que a cruzada fosse motivada apenas pela sede de poder. Outros interesses devem ter pesado. Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew Mellon, dono da gigante petrolífera Gulf Oil e um dos principais investidores da igualmente gigante Du Pont. “A Du Pont foi uma das maiores responsáveis por orquestrar a destruição da indústria do cânhamo”, afirma o escritor Jack Herer, em seu livro The Emperor Wears No Clothes (O imperador está nu, ainda sem tradução). Nos anos 20, a empresa estava desenvolvendo vários produtos a partir do petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira. Esses produtos tinham uma coisa em comum: disputavam o mercado com o cânhamo.
Seria um empurrão considerável para a nascente indústria de sintéticos se as imensas lavouras de cannabis fossem destruídas, tirando a fibra do cânhamo e o óleo da semente do mercado. “A maconha foi proibida por interesses econômicos, especialmente para abrir o mercado das fibras naturais para o náilon”, afirma o jurista Wálter Maierovitch, especialista em tráfico de entorpecentes e ex-secretário nacional antidrogas.
Anslinger tinha um aliado poderoso na guerra contra a maconha: William Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais. Hearst era a pessoa mais influente dos Estados Unidos. Milionário, comandava suas empresas de um castelo monumental na Califórnia, onde recebia artistas de Hollywood para passear pelo zoológico particular ou dar braçadas na piscina coberta adornada com estátuas gregas. Foi nele que Orson Welles se inspirou para criar o protagonista do filme Cidadão Kane. Hearst sabidamente odiava mexicanos. Parte desse ódio talvez se devesse ao fato de que, durante a Revolução Mexicana de 1910, as tropas de Pancho Villa (que, aliás, faziam uso freqüente de maconha) desapropriaram uma enorme propriedade sua. Sim, Hearst era dono de terras e as usava para plantar eucaliptos e outras árvores para produzir papel. Ou seja, ele também tinha interesse em que a maconha americana fosse destruída – levando com ela a indústria de papel de cânhamo.
Hearst iniciou, nos anos 30, uma intensa campanha contra a maconha. Seus jornais passaram a publicar seguidas matérias sobre a droga, às vezes afirmando que a maconha fazia os mexicanos estuprarem mulheres brancas, outras noticiando que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga (um número tirado sabe-se lá de onde). Nessa época, surgiu a história de que o fumo mata neurônios, um mito repetido até hoje. Foi Hearst que, se não inventou, ao menos popularizou o nome marijuana (ele queria uma palavra que soasse bem hispânica, para permitir a associação direta entre a droga e os mexicanos). Anslinger era presença constante nos jornais de Hearst, onde contava suas histórias de terror. A opinião pública ficou apavorada. Em 1937, Anslinger foi ao Congresso dizer que, sob o efeito da maconha, “algumas pessoas embarcam numa raiva delirante e cometem crimes violentos”.
Os deputados votaram pela proibição do cultivo, da venda e do uso da cannabis, sem levar em conta as pesquisas que afirmavam que a substância era segura. Proibiu-se não apenas a droga, mas a planta. O homem simplesmente cassou o direito da espécie Cannabis sativa de existir.
Anslinger também atuou internacionalmente. Criou uma rede de espiões e passou a freqüentar as reuniões da Liga das Nações, antecessora da ONU, propondo tratados cada vez mais duros para reprimir o tráfico internacional. Também começou a encontrar líderes de vários países e a levar a eles os mesmos argumentos aterrorizantes que funcionaram com os americanos. Não foi difícil convencer os governos – já na década de 20 o Brasil adotava leis federais antimaconha. A Europa também embarcou na onda proibicionista.
“A proibição das drogas serve aos governos porque é uma forma de controle social das minorias”, diz o cientista político Thiago Rodrigues, pesquisador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos. Funciona assim: maconha é coisa de mexicano, mexicanos são uma classe incômoda. “Como não é possível proibir alguém de ser mexicano, proíbe-se algo que seja típico dessa etnia”, diz Thiago. Assim, é possível manter sob controle todos os mexicanos – eles estarão sempre ameaçados de cadeia. Por isso a proibição da maconha fez tanto sucesso no mundo. O governo brasileiro achou ótimo mais esse instrumento para manter os negros sob controle. Os europeus também adoraram poder enquadrar seus imigrantes.
A proibição foi virando uma forma de controle internacional por parte dos Estados Unidos, especialmente depois de 1961, quando uma convenção da ONU determinou que as drogas são ruins para a saúde e o bem-estar da humanidade e, portanto, eram necessárias ações coordenadas e universais para reprimir seu uso. “Isso abriu espaço para intervenções militares americanas”, diz Maierovitch. “Virou um pretexto oportuno para que os americanos possam entrar em outros países e exercer os seus interesses econômicos.”
Estava erguida uma estrutura mundial interessada em manter as drogas na ilegalidade, a maconha entre elas. Um ano depois, em 1962, o presidente John Kennedy demitiu Anslinger – depois de nada menos que 32 anos à frente do FBN. Um grupo formado para analisar os efeitos da droga concluiu que os riscos da maconha estavam sendo exagerados e que a tese de que ela levava a drogas mais pesadas era furada. Mas não veio a descriminalização. Pelo contrário. O presidente Richard Nixon endureceu mais a lei, declarou “guerra às drogas” e criou o DEA (em português, Escritório de Coação das Drogas), um órgão ainda mais poderoso que o FBN, porque, além de definir políticas, tem poder de polícia.

Maconha realmente faz mal?
Depois de mais de um século de pesquisas, a resposta mais honesta é: faz, mas muito pouco e só para casos extremos. O uso moderado não faz mal. A preocupação da ciência com esse assunto começou em 1894, quando a Índia fazia parte do Império Britânico. Havia, então, a desconfiança de que o bhang, uma bebida à base de maconha muito comum na Índia, causava demência. Grupos religiosos britânicos reivindicavam sua proibição. Formou-se a Comissão Indiana de Drogas da Cannabis, que passou dois anos investigando o tema. O relatório final desaconselhou a proibição: “O bhang é quase sempre inofensivo quando usado com moderação e, em alguns casos, é benéfico. O abuso do bhang é menos prejudicial que o abuso do álcool”.
Em 1944, um dos mais populares prefeitos de Nova York, Fiorello La Guardia, encomendou outra pesquisa. Em meio à histeria antimaconha de Anslinger, La Guardia resolveu conferir quais os reais riscos da tal droga assassina. Os cientistas escolhidos por ele fizeram testes com presidiários (algo comum na época) e concluíram: “O uso prolongado da droga não leva à degeneração física, mental ou moral”. O trabalho passou despercebido no meio da barulheira proibicionista de Anslinger.
A partir dos anos 60, várias pesquisas parecidas foram encomendadas por outros governos. Relatórios produzidos na Inglaterra, no Canadá e nos Estados Unidos aconselharam um afrouxamento nas leis. Nenhuma dessas pesquisas foi suficiente para forçar uma mudança. Mas a experiência mais reveladora sobre a maconha e suas conseqüências foi realizada fora do laboratório. Em 1976, a Holanda decidiu parar de prender usuários de maconha desde que eles comprassem a droga em cafés autorizados. Resultado: o índice de usuários continua comparável aos de outros países da Europa. O de jovens dependentes de heroína caiu – estima-se que, ao tirar a maconha da mão dos traficantes, os holandeses separaram essa droga das mais pesadas e, assim, dificultaram o acesso a elas.
Nos últimos anos, os possíveis males da maconha foram cuidadosamente escrutinados – às vezes por pesquisadores competentes, às vezes por gente mais interessada em convencer os outros da sua opinião. Veja abaixo um resumo do que se sabe:

Câncer
Não se provou nenhuma relação direta entre fumar maconha e câncer de pulmão, traquéia, boca e outros associados ao cigarro. Isso não quer dizer que não haja. Por muito tempo, os riscos do cigarro foram negligenciados e só nas últimas duas décadas ficou claro que havia uma bomba-relógio armada – porque os danos só se manifestam depois de décadas de uso contínuo. Há o temor de que uma bomba semelhante esteja para explodir no caso da maconha, cujo uso se popularizou a partir dos anos 60. O que se sabe é que o cigarro de maconha tem praticamente a mesma composição de um cigarro comum – a única diferença significativa é o princípio ativo. No cigarro é a nicotina, na maconha o tetrahidrocanabinol, ou THC. Também é verdade que o fumante de maconha tem comportamentos mais arriscados que o de cigarro: traga mais profundamente, não usa filtro e segura a fumaça por mais tempo no pulmão (o que, aliás, segundo os cientistas, não aumenta os efeitos da droga).

Em compensação, boa parte dos maconheiros fuma muito menos e pára ou reduz o consumo depois dos 30 anos (parar cedo é sabidamente uma forma de diminuir drasticamente o risco de câncer). Em resumo: o usuário eventual de maconha, que é o mais comum, não precisa se preocupar com um aumento grande do risco de câncer. Quem fuma mais de um baseado por dia há mais de 15 anos deve pensar em parar.

Dependência
Algo entre 6% e 12% dos usuários, dependendo da pesquisa, desenvolve um uso compulsivo da maconha (menos que a metade das taxas para álcool e tabaco). A questão é: será que a maconha é a causa da dependência ou apenas uma válvula de escape. “Dependência de maconha não é problema da substância, mas da pessoa”, afirma o psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Escola Paulista de Medicina. Segundo Dartiu, há um perfil claro do dependente de maconha: em geral, ele é jovem, quase sempre ansioso e eventualmente depressivo. Pessoas que não se encaixam nisso não desenvolvem o vício. “E as que se encaixam podem tanto ficar dependentes de maconha quanto de sexo, de jogo, de internet”, diz.
Muitos especialistas apontam para o fato de que a maconha está ficando mais perigosa – na medida em que fica mais potente. Ao longo dos últimos 40 anos, foi feito um melhoramento genético, cruzando plantas com alto teor de THC. Surgiram variedades como o skunk. No último ano, foram apreendidos carregamentos de maconha alterada geneticamente no Leste europeu – a engenharia genética é usada para aumentar a potência, o que poderia aumentar o potencial de dependência. Segundo o farmacólogo Leslie Iversen, autor do ótimo The Science of Marijuana (A ciência da maconha, sem tradução para o português) e consultor para esse tema da Câmara dos Lordes (o Senado inglês), esses temores são exagerados e o aumento da concentração de THC não foi tão grande assim.
Para além dessa discussão, o fato é que, para quem é dependente, maconha faz muito mal. Isso é especialmente verdade para crianças e adolescentes. “O sujeito com 15 anos não está com a personalidade formada. O uso exagerado de maconha pode ser muito danoso a ele”, diz Dartiu. O maior risco para adolescentes que fumam maconha é a síndrome amotivacional, nome que se dá à completa perda de interesse que a droga causa em algumas pessoas. A síndrome amotivacional é muito mais freqüente em jovens e realmente atrapalha a vida – é quase certeza de bomba na escola e de crise na família.

Danos cerebrais
“Maconha mata neurônios.” Essa frase, repetida há décadas, não passa de mito. Bilhões de dólares foram investidos para comprovar que o THC destrói tecido cerebral – às vezes com pesquisas que ministravam doses de elefante em ratinhos –, mas nada foi encontrado.

Muitas experiências foram feitas em busca de danos nas capacidades cognitivas do usuário de maconha. A maior preocupação é com a memória. Sabe-se que o usuário de maconha, quando fuma, fica com a memória de curto prazo prejudicada. São bem comuns os relatos de pessoas que têm idéias que parecem geniais durante o “barato”, mas não conseguem lembrar-se de nada no momento seguinte. Isso acontece porque a memória de curto prazo funciona mal sob o efeito de maconha e, sem ela, as memórias de longo prazo não são fixadas (é por causa desse “desligamento” da memória que o usuário perde a noção do tempo). Mas esse dano não é permanente. Basta ficar sem fumar que tudo volta a funcionar normalmente. O mesmo vale para o raciocínio, que fica mais lento quando o usuário fuma muito freqüentemente.
Há pesquisas com usuários “pesados” e antigos, aqueles que fumam vários baseados por dia há mais de 15 anos, que mostraram que eles se saem um pouco pior em alguns testes, principalmente nos de memória e de atenção. As diferenças, no entanto, são sutis. Na comparação com o álcool, a maconha leva grande vantagem: beber muito provoca danos cerebrais irreparáveis e destrói a memória.

Coração
O uso de maconha dilata os vasos sangüíneos e, para compensar, acelera os batimentos cardíacos. Isso não oferece risco para a maioria dos usuários, mas a droga deve ser evitada por quem sofre do coração.

Infertilidade
Pesquisas mostraram que o usuário freqüente tem o número de espermatozóides reduzido. Ninguém conseguiu provar que isso possa causar infertilidade, muito menos impotência. Também está claro que os espermatozóides voltam ao normal quando se pára de fumar.

Depressão imunológica
Nos anos 70, descobriu-se que o THC afeta os glóbulos brancos, células de defesa do corpo. No entanto, nenhuma pesquisa encontrou relação entre o uso de maconha e a incidência de infecções.

Loucura
No passado, acreditava-se que maconha causava demência. Isso não se confirmou, mas sabe-se que a droga pode precipitar crises em quem já tem doenças psiquiátricas.

Gravidez
Algumas pesquisas apontaram uma tendência de filhos de mães que usaram muita maconha durante a gravidez de nascer com menor peso. Outras não confirmaram a suspeita. De qualquer maneira, é melhor evitar qualquer droga psicoativa durante a gestação. Sem dúvida, a mais perigosa delas é o álcool.

Maconha faz bem?
No geral, não. A maioria das pessoas não gosta dos efeitos e as afirmações de que a erva, por ser “natural”, faz bem, não passam de besteira. Outros adoram e relatam que ela ajuda a aumentar a criatividade, a relaxar, a melhorar o humor, a diminuir a ansiedade. É inevitável: cada um é um.
O uso medicinal da maconha é tão antigo quanto a maconha. Hoje há muitas pesquisas com a cannabis para usá-la como remédio. Segundo o farmacólogo inglês Iversen, não há dúvidas de que ela seja um remédio útil para muitos e fundamental para alguns, mas há um certo exagero sobre seus potenciais. Em outras palavras: a maconha não é a salvação da humanidade. Um dos maiores desafios dos laboratórios é tentar separar o efeito medicinal da droga do efeito psicoativo – ou seja, criar uma maconha que não dê “barato”. Muitos pesquisadores estão chegando à conclusão de que isso é impossível: aparentemente, as mesmas propriedades químicas que alteram a percepção do cérebro são responsáveis pelo caráter curativo. Esse fato é uma das limitações da maconha como medicamento, já que muitas pessoas não gostam do efeito mental. No Brasil, assim como em boa parte do mundo, o uso médico da cannabis é proibido e milhares de pessoas usam o remédio ilegalmente. Conheça alguns dos usos:

Câncer
Pessoas tratadas com quimioterapia muitas vezes têm enjôos terríveis, eventualmente tão terríveis que elas preferem a doença ao remédio. Há medicamentos para reduzir esse enjôo e eles são eficientes. No entanto, alguns pacientes não respondem a nenhum remédio legal e respondem maravilhosamente à maconha. Era o caso do brilhante escritor e paleontólogo Stephen Jay Gould, que, no mês passado, finalmente, perdeu uma batalha de 20 anos contra o câncer (veja mais sobre ele na página 23). Gould nunca tinha usado drogas psicoativas – ele detestava a idéia de que interferissem no funcionamento do cérebro. Veja o que ele disse: “A maconha funcionou como uma mágica. Eu não gostava do ‘efeito colateral’ que era o borrão mental. Mas a alegria cristalina de não ter náusea – e de não experimentar o pavor nos dias que antecediam o tratamento – foi o maior incentivo em todos os meus anos de quimioterapia”.

Aids
Maconha dá fome. Qualquer um que fuma sabe disso (aliás, esse é um de seus inconvenientes: ela engorda). Nenhum remédio é tão eficiente para restaurar o peso de portadores do HIV quanto a maconha. E isso pode prolongar muito a vida: acredita-se que manter o peso seja o principal requisito para que um soropositivo não desenvolva a doença. O problema: a cannabis tem uma ação ainda pouco compreendida no sistema imunológico. Sabe-se que isso não representa perigo para pessoas saudáveis, mas pode ser um risco para doentes de Aids.

Esclerose múltipla
Essa doença degenerativa do sistema nervoso é terrivelmente incômoda e fatal. Os doentes sentem fortes espasmos musculares, muita dor e suas bexigas e intestinos funcionam muito mal. Acredita-se que ela seja causada por uma má função do sistema imunológico, que faz com que as células de defesa ataquem os neurônios. A maconha alivia todos os sintomas. Ninguém entende bem por que ela é tão eficiente, mas especula-se que tenha a ver com seu pouco compreendido efeito no sistema imunológico.

Dor
A cannabis é um analgésico usado em várias ocasiões. Os relatos de alívio das cólicas menstruais são os mais promissores.

Glaucoma
Essa doença caracteriza-se pelo aumento da pressão do líquido dentro do olho e pode levar à cegueira. Maconha baixa a pressão intraocular. O problema é que, para ser um remédio eficiente, a pessoa tem que fumar a cada três ou quatro horas, o que não é prático e, com certeza, é nocivo (essa dose de maconha deixaria o paciente eternamente “chapado”). Há estudos promissores com colírios feitos à base de maconha, que agiriam diretamente no olho, sem afetar o cérebro.

Ansiedade
Maconha é um remédio leve e pouco agressivo contra a ansiedade. Isso, no entanto, depende do paciente. Algumas pessoas melhoram após fumar; outras, principalmente as pouco habituadas à droga, têm o efeito oposto. Também há relatos de sucesso no tratamento de depressão e insônia, casos em que os remédios disponíveis no mercado, embora sejam mais eficientes, são também bem mais agressivos e têm maior potencial de dependência.

Dependência
Dois psiquiatras brasileiros, Dartiu Xavier e Eliseu Labigalini, fizeram uma experiência interessante. Incentivaram dependentes de crack a fumar maconha no processo de largar o vício. Resultado: 68% deles abandonaram o crack e, depois, pararam espontaneamente com a maconha, um índice altíssimo. Segundo eles, a maconha é um remédio feito sob medida para combater a dependência de crack e cocaína, porque estimula o apetite e combate a ansiedade, dois problemas sérios para cocainômanos. Dartiu e Eliseu pretendem continuar as pesquisas, mas estão com problemas para conseguir financiamento – dificilmente um órgão público investirá num trabalho que aposte nos benefícios da maconha.

13.474 – Mega Polêmica – O Ensino Religioso nas Escolas


religião
A Constituição brasileira e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) permite, desde que não sejam obrigatórias para os alunos e a instituição assegure o respeito à diversidade de credos e coíba o proselitismo, ou seja, a tentativa de impor um dogma ou converter alguém. Mas faz sentido oferecer a disciplina na rede pública?

Argumento Contra:
O que fazer com os estudantes que, por algum motivo, não queiram participar das atividades? Organizar a grade para que eles tenham como opção atividades alternativas é o que se espera da escola. Porém, não é o que acontece em muitas redes. Nelas, nenhum aluno é obrigado a frequentar as aulas da disciplina, mas, se não o fizerem, têm de descobrir sozinhos como preencher o tempo ocioso. A lei não obriga a rede a oferecer uma aula alternativa, mas é contraditório permitir que as crianças fiquem na escola sem uma atividade com objetivos pedagógicos.
A questão da diversidade, outro item previsto na lei, também não é uma coisa simples de ser resolvida. Como garantir que todos os grupos religiosos – incluindo divisões internas e dissidências – sejam respeitados durante o programa em um país plural como o nosso? Dados do Censo Demográfico 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que 64,6% da população se declara católica, 22,2% evangélica, 2% espírita, 3% praticante de outras religiões e 8% sem religião.
De que forma assegurar que o professor responsável por lecionar Ensino Religioso não incorra no erro de impor seu credo aos estudantes? Ou que aja de maneira preconceituosa caso alguém não concorde com suas opiniões? É fato que todos, educadores e alunos, têm o direito de escolher e exercer sua fé. Está na Constituição também. Não há mal algum em rezar, celebrar dias santos, frequentar igrejas (ou outros templos), ter imagens de devoção e portar objetos, como crucifixos e véus. Porém, em hipótese alguma, a escola pode ser usada como palco para militância religiosa e manifestações de intolerância. É bom lembrar que a mesma carta magna determina que o Estado brasileiro é laico e, por meio de suas instituições, deve se manter neutro em relação a temas religiosos.
Cabe a escola usar os dias letivos para ensinar aos estudantes os conteúdos sobre os diversos campos do conhecimento. Há tempos, sabe-se que estamos longe de cumprir essa obrigação básica. Os resultados de avaliações como a Prova Brasil e o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, sigla em inglês) comprovam com clareza essa falta grave. Boa parte dos estudantes conclui o Ensino Fundamental sem alcançar proficiência em leitura, escrita e Matemática.

Educação e verdades incontestáveis não combinam. Enquanto os credos são dogmáticos e pautados na heteronomia (quer dizer, as normas são reguladas por uma autoridade ou um poder onipresente), a escola é o lugar para a conquista e o desenvolvimento da autonomia moral. Isso quer dizer que crianças e adolescentes devem aprender e ser estimulados a analisar seus atos por meio da relação de respeito com o outro, compreendendo as razões e as consequências de se comportar de uma ou outra maneira. Bons projetos de Educação moral, que abrem espaço para questionamentos e mudanças de hábito, dão conta do recado.

Mesmo sem oferecer a disciplina, muitas instituições pecam ao usar a religião no dia a dia. Segundo respostas dadas por 54.434 diretores ao questionário da Prova Brasil 2011, independentemente de oferecer a matéria, 51% das escolas cultivam o hábito de cantar músicas religiosas ou fazer orações no período letivo, no horário de entrada ou da merenda, entre outros(leia outros dados no gráfico abaixo).

Outro exemplo de como os limites são extrapolados é apresentado no estudo O Uso da Religião como Estratégia de Educação Moral em Escolas Públicas e Privadas de Presidente Prudente, de Aline Pereira Lima, mestre em Educação e docente da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Felicam). Na instituição pública analisada, mesmo sem a presença da matéria na grade dos anos iniciais do Ensino Fundamental, a religião estava muito mais presente do que nas duas escolas particulares visitadas, que tinham caráter confessional declarado. O discurso teológico permeava o dia a dia dos estudantes: era usado para solucionar casos de indisciplina e até de violência. A pesquisadora observou também que os professores diziam aos estudantes frases como “Deus castiga os desobedientes”.

Sem contestar ou ameaçar a liberdade de credo de ninguém, espera-se que os educadores sigam buscando ensinar o que realmente interessa. Sem orações, imagens e afins.

Religiosidade e Educação

Contrariando a laicidade do Estado, as escolas têm manifestações de crenças

66% ministram aulas de Ensino Religioso

51% têm o costume de fazer orações ou cantar músicas religiosas

22% têm objetos, imagens, frases ou símbolos religiosos expostos

Argumento pró:
As religiões fazem parte de um mosaico cultural da história da humanidade. São fortemente ligadas as civilizações e se apresentadas de maneira imparcial sem imposição de ideias e dogmas pode ser uma ferramenta de auxílio na formação moral dos alunos além de aumentar a bagagem cultural. Desde é claro, que expostas sem preconceito ou favorecimento.
1988
A nova Constituição diz no artigo 210, parágrafo primeiro: “O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. O artigo 5 define: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. No artigo 19, consta: É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II – recusar fé aos documentos públicos; III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
“Art. 11 – A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do País, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa. §1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”.

ensino religioso

13.466 – Não Se Iluda – “A morte é apenas uma ilusão! Continuamos a viver em um universo paralelo”


universo paralelo
Pelo menos é o que afirmou recentemente um cientista
Uma nova teoria científica sugere que a morte não é o evento terminal que pensamos.
Um tempo atrás, os cientistas relataram que encontraram a primeira evidência de universo paralelo.
Esta descoberta nos leva a um assunto instigante chamado de “Biocentrismo”
Robert Lanza, MD, cientista, teórico e autor de “O biocentrismo” – Como vida e consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo, pensa que há muitas razões pelas quais não vamos morrer.
Para ele, a morte não é o fim, como muitos de nós pensamos. Acreditamos que vamos morrer, porque é o que nos foi ensinado, Robert Lanza diz em seu livro.

Será que você continuar a viver em um universo paralelo?
Há muitas experiências científicas que questionam seriamente o termo morte, tal como a conhecemos.
De acordo com a física quântica certas observações não podem ser previstas com certeza. Em vez disso, há uma gama de possíveis observações cada uma com uma probabilidade diferente.
A interpretação “de muitos mundos”, afirma que cada uma dessas observações possíveis corresponde a um universo diferente, o que é geralmente chamado de “multiverso”. Robert Lanza tomou estas teorias ainda mais interessantes.
Ele acredita que “há um número infinito de universos, e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum universo.

 

Sua energia nunca morre
A morte não existe em qualquer sentido real nesses cenários. Todos os universos possíveis existem simultaneamente, independentemente do que acontece em qualquer um deles. Embora corpos individuais estão destinados a auto-destruição, o sentimento vivo – o “Quem sou eu?” – É apenas uma fonte de 20 watts de energia operando no cérebro. Mas esta energia não desaparece com a morte. Uma das mais seguras axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ele pode ser criada nem destruída “. Esta energia pode transcender de um mundo para outro.

A importância da consciência
“Considere o princípio da incerteza, um dos aspectos mais famosos e importantes da mecânica quântica. Experimentos confirmam que está integrada no tecido da realidade, mas ela só faz sentido de uma perspectiva biocêntrica. Se há realmente um mundo lá fora, com partículas saltando ao redor, então devemos ser capazes de medir todas as suas propriedades. Mas nós não podemos. Por que isso deveria importar a uma partícula que você decidir para medir?
Considere a experiência da dupla fenda: se um “relógio” uma partícula subatômica ou um pouco de luz passa através das fendas em uma barreira, ela se comporta como uma partícula e cria batidas de aspecto sólido por trás das fendas individuais sobre a barreira final que mede os impactos .
Como uma pequena bala, que logicamente passa através de um ou do outro furo. Mas se os cientistas não observam a trajetória da partícula, então ela exibe o comportamento de ondas que permitem que ela passe através de ambos os furos, ao mesmo tempo.
Por que a nossa observação pode mudar o que acontece? Resposta: Porque a realidade é um processo que requer a nossa consciência “, diz Lanza.
Você não existiria sem a consciência. Uma das razões para Robert Lanza achar que você não vai morrer, é porque você não é um objeto. Você é um ser especial. De acordo com biocentrismo, nada poderia existir sem consciência. Lembre-se que você não pode ver através do osso que circunda o cérebro.
O espaço e o tempo não são objetos duros, mas as ferramentas de nossa mente usa para tecer tudo junto.
Tudo o que você vê e experimenta agora é um turbilhão de informações que ocorre em sua mente. O espaço e o tempo são simplesmente as ferramentas para colocar tudo junto.
Lanza recorda que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal.
Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente.
A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente.
Albert Einstein disse uma vez: “A realidade é meramente uma ilusão, embora um muito persistente.”
Como podemos dizer o que é real e o que não é? Como podemos saber com certeza que o nosso cérebro não está nos dando a ilusão de um mundo físico?

13.461 – Psicanálise funciona?


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A psicanálise, ou terapia psicanalítica, é uma forma de tratar problemas psicológicos de longa data que se baseia nos comportamentos de crença. Esses comportamentos têm mecanismos subjacentes que podem não ser reconhecidos, e se manifestar de forma inconsciente.
Com este entendimento, é possível pensar sobre o significado e as razões por trás de uma determinada postura e conduzir a possibilidade de mudança.
Embora a psicologia da mente descrita por Freud tenha se baseado na existência de um estado inconsciente, ele não foi o criador do termo. Os filósofos ocidentais do século XVII, John Locke e René Descartes e, mais tarde, Gottfried Wilhelm Liebniz, propuseram a ideia de um inconsciente, especulando a existência de algo dentro da mente, além da consciência, que também é capaz de influenciar comportamentos.

Razões para buscar tratamento psicanalítico
As pessoas podem buscar assistência psicanalítica por muitas razões – padrões de relação fracassados ou destrutivos, estresse no trabalho, depressão ou ansiedade, distúrbios de personalidade ou problemas em torno da autoidentidade e da sexualidade. Alguns buscam terapia após uma perda significativa, seja por morte ou divórcio, ou como resultado de um evento traumático ou abuso na infância ou na adolescência.
Um paciente pode consultar um psicoterapeuta psicoanalítico uma ou mais vezes por semana ao longo de meses ou anos. Um psicanalista pode receber um mesmo paciente por quatro ou cinco vezes por semana.
As consultas regulares e consistentes de 45 a 50 minutos permitem, ao longo do tempo, acompanhar e reunir informações sobre os padrões de pensamento e comportamento e a forma como estes afetam a pessoa em termos de seu estado emocional, bem como relacionamentos com parceiros, famílias, amigos, trabalho e a comunidade.

Psicanálise pelo mundo
Na Austrália, as pessoas que consultam um psicanalista ou um terapeuta psicanalítico que são medicamente treinados, seja como psiquiatra ou outra modalidade médica, podem conseguir as sessões pelo programa Medicare de forma contínua.
As pessoas que estão em terapia ou análises com profissionais não médicos podem solicitar até dez consultas por ano civil sob o Medicare, dependendo das qualificações profissionais do terapeuta.
O treinamento em psicanálise e terapia psicanalítica geralmente ocorre em um período de, pelo menos, cinco anos. É aberto a profissionais de várias áreas de formação, como psiquiatria, prática geral, psicologia, serviço social e enfermagem.
Esse treinamento inclui uma perspectiva de desenvolvimento, que considera o impacto que experiências da primeira e segunda infância podem ter sobre o indivíduo na vida adulta.
Ele engloba teoria, trabalho clínico supervisionado e observação de um bebê desde o nascimento, por um ano, com seminários de acompanhamento. Todos os formandos realizam análises pessoais ou terapia psicanalítica durante o período de treinamento.

O processo de tratamento
Em uma sessão, os pacientes tentam dizer tudo o que lhes vem à mente, permitindo que exteriorizem pensamentos, sentimentos, memórias e sonhos. Para habilitar seu depoimento, alguns deitam em um sofá com o terapeuta sentado atrás deles; outros se sentam cara a cara com o psicanalista.
Nessa configuração confidencial, e à medida que se cria confiança, pistas para o mundo inconsciente e interno do paciente começam a se formar, e padrões de relacionamento e possibilidades de evitá-los tornam-se visíveis.
O analista escuta cuidadosamente os reflexos, sonhos, memórias e pensamentos do paciente e tenta avaliar o que eles significam.
Espera-se que o paciente desenvolva uma visão sobre os padrões de vida destrutivos e a forma como estes foram formados, e entendê-los como uma resposta aos eventos pelos quais passou e relacionamentos que vive ou viveu.

Isso é eficaz?
Há um debate considerável sobre a eficácia do tratamento psicanalítico. Um problema apontado frequentemente é a relutância da profissão psicanalítica em reconhecer o valor da pesquisa formal e suas evidências ao desenvolvimento de diferentes trabalhos. Outro é a dificuldade de estudar o tratamento devido à sua natureza de longo prazo.

Um artigo de 2012 declarou:
“… a psicanálise já não é recomendada para tratar doenças mentais devido à falta de sólidas evidências. Uma revisão publicada recentemente não foi capaz de encontrar um único ensaio clínico apurado avaliando a psicanálise clássica. A evidência de uma psicanálise ‘moderna’ a longo prazo era conflitante, na melhor das hipóteses.
No entanto, desde então estudos com resultados mais positivos foram realizados e publicados.
Em 2015, o estudo Tavistock Adult Depression foi publicado. Ele examinava a eficácia da terapia psicanalítica. A pesquisa utilizou o modelo de teste do controle aleatório para examinar o tratamento de um grupo de pacientes diagnosticados com depressão profunda de longa data, que não tiveram sucesso em, pelo menos, dois tratamentos diferentes.
Um dos grupos foi submetido à terapia psicanalítica por dois anos; outro grupo de controle foi tratado com terapia cognitiva-comportamental, na qual os pacientes aprendem novas maneiras de pensar e se comportar.
Embora os resultados não tenham sido significativamente distintos entre os dois grupos ao final do tratamento, surgiram diferenças mais evidentes após 24, 30 e 42 meses.
Os resultados de depressão baseados em observação e questionários de autorrelatos mostraram declínios mais acentuados no grupo de terapia psicanalítica, junto a maiores melhorias na forma como se relacionam socialmente em relação ao grupo que passou por terapias cognitivo-comportamentais. Isso sugere que a terapia psicanalítica de longo prazo é útil para melhorar o desfecho da depressão resistente ao tratamento.

Entre pais e filhos

Um segundo estudo liderado pelo mesmo autor, publicado em 2016, analisou a terapia psicanalítica pai-bebê, que visa melhorar a interação entre pais e filhos. Os participantes foram alocados aleatoriamente nessa modalidade de psicoterapia, para garantir cuidados primários de suporte.
Não houve diferença significativa no resultado das medidas de desenvolvimento infantil, interação pai-bebê ou a capacidade de o progenitor considerar o estado mental do bebê, bem como o seu próprio estado.
No entanto, aqueles que receberam psicoterapia pai-bebê apresentaram melhorias em vários aspectos da saúde mental materna, incluindo no estresse parental e nas representações parentais do bebê e sua relação com os progenitores. Isso sugere que a terapia psicanalítica tem potencial para melhorar o relacionamento pai-bebê.
Os críticos da psicanálise argumentaram contra a duração do tratamento e seu alto custo, inacessível à maior parte das pessoas. Um paciente que procura psicoterapia pode não querer nem exigir tratamento de longo prazo, buscando apenas resolver alguns assuntos pontuais. Pode ser que a terapia comportamental cognitiva ou outros tipos de tratamento sejam a opção mais apropriada para esses pacientes em particular.
Muitas vezes, não é possível sustentar a terapia psicanalítica de longo prazo dentro das restrições de financiamento do sistema público de saúde mental e bem-estar social. Mais terapias centradas em solução e de sessão única podem ser aplicadas em indivíduos e famílias com dificuldades.
A terapia psicanalítica não está prontamente disponível em áreas regionais, rurais e remotas. Embora a “terapia à distância” esteja disponível através de tecnologias como Skype, Facetime, Zoom e por telefone, isso precisa ser avaliado para verificar se teria o mesmo efeito que a terapia cara a cara.

13.431 – Homeopatia terá de vir com aviso de que não funciona


A Comissão Americana do Comércio (Federal Trade Comission) decidiu que todos os remédios homeopáticos vendidos no país deverão apresentar dois avisos em suas embalagens.
Primeiro, o de que não há evidências científicas sobre a eficácia da homeopatia e, segundo, que esses remédios são baseados em ciência do século 18.
A recomendação foi lançada em resposta à Anvisa americana, que faz vista grossa para os homeopáticos e não os avalia com o mesmo rigor dos alopáticos.
A ideia é alertar os consumidores de que a homeopatia consiste em princípios ativos tão diluídos em água com açúcar que não têm efeitos constatáveis sobre a saúde.
Especialistas, porém, duvidam que o aviso funcione – já que quem usa esse tipo de tratamento não costuma acreditar na medicina tradicional mesmo.

13.420 – Você é Manipulado – Entenda como funciona o Jabá nas rádios


JOVEM PAN 2 - 1977_
O dono do Pânico é um homem de difícil trato. E uma máquina de fazer dinheiro. Proprietário da rádio Jovem Pan, de um portal de internet, de uma empresa de telefonia e de vários outros negócios (incluindo uma pequena gravadora, a Bacana Records, e a Rádio Daslu, que toca na loja de madames), Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, ou simplesmente Tutinha Amaral, é um sujeito durão, insone e hipocondríaco. Do tipo que vai à farmácia e pergunta quais as novidades do mercado. Ou que, ao deparar com uma funcionária que aparente estar tranqüila, solicita a ela que elabore, em meia hora, um relatório com todas as suas atividades e resultados obtidos. Não é à toa que ele inspirou um ex-funcionário, o comediante Felipe Xavier, a criar o Dr. Pimpolho, personagem que encarna o estereótipo do chefe irritado, mal-educado e explorador – apresentado diariamente na Rádio Mix, concorrente de Tutinha.

Os desafetos não são novidade na vida deste paulistano que não tem papas na língua. O curioso é que quase ninguém fala mal dele publicamente. “Sou o homem mais temido da indústria fonográfica nacional”, afirma. Faz sentido. Aos 20 anos, em 1976, quando foi para a Jovem Pan, Tutinha adotou o conceito de FM falada e acabou com o marasmo da programação de sala de espera de dentista. Sua rádio foi responsável pelo lançamento de boa parte das bandas de rock dos anos 80. Hoje ela tem 50 afiliadas no Brasil inteiro e influencia inúmeras rádios pequenas no interior. Junto com as rádios Mix, Transamérica e 89, domina o segmento que mais forma opinião – os jovens das classes A e B. Ou seja, influi decisivamente no que “pega” no mundo da música. Por isso é tão escandalosa a crítica mais recorrente a Tutinha: de que ele cobra jabá (presentes, dinheiro ou vantagens) para que artistas toquem em sua rádio. Ele não nega, embora não goste do termo – prefere falar que é um “acordo comercial”. Sem constrangimento, Tutinha diz ter ganhado 1 milhão de dólares por ter lançado a cantora colombiana Shakira no Brasil. Também afirma ter conhecido vários países graças aos pacotes pagos pelas gravadoras de artistas internacionais. Nesta entrevista, ele revela candidamente seu método de escolha dos músicos que tocam na Jovem Pan: “Recebo 30 artistas novos por dia na rádio. Seleciono dez, vou à gravadora e, para aquela que me dá alguma vantagem, eu dou preferência”. Além de músicos, Tutinha lançou apresentadores. Luciano Huck começou na Jovem Pan. Adriane Galisteu fez sucesso por lá antes de ir para a televisão. Emílio Surita iniciou sua carreira ao lado de Tutinha, e com ele criou o programa Pânico, inspirado nos talk shows do radialista americano Howard Stern. A lógica: metralhadora giratória que não poupa ninguém, desde o ouvinte até a celebridade mais badalada. A fórmula deu certo. O programa foi campeão de audiência e Tutinha resolveu levá-lo para a televisão. Bateu na porta da Gazeta, do SBT, da Bandeirantes, até que conseguiu um patrocínio da operadora de telefonia Vivo e emplacou na Rede TV!. O programa fez sucesso e foi cobiçado por Silvio Santos. As negociações com o SBT não prosperaram, mas o contrato com a Rede TV! termina em 2007. Tutinha pensa em montar sua própria rede. “Aos poucos, estou colocando o pezinho na televisão”, revela. Seria uma espécie de volta à infância. Ele praticamente nasceu dentro de uma emissora. Seu avô, Paulo Machado de Carvalho, foi dono da TV Record. O pai, Tuta, era diretor da rede no auge dos festivais da canção. Ainda criança, assistiu de camarote aos primeiros acordes da turma da Jovem Guarda. Suas lembranças são as de um típico filhinho de papai. Levava os amigos da escola para assistir a Perdidos no Espaço no cineminha da Record.

Trechos de uma entrevista com a Revista Playboy:

TUTINHA> Sou o mais temido, lógico. Sou assim mesmo. Se não tocar na minha rádio, a Jovem Pan, o artista não estoura. E não sou bonzinho. Se a música é ruim, digo para o artista: “Não vou tocar, seu disco é uma porcaria. Tchau e não me amola”.

TUTINHA> Se você tem um produto novo, você paga pra lançar. Era isso o que eu fazia. Eu tocava, mas queria alguma coisa. Promoção, dinheiro. Ah, bota aí 100 mil reais de anúncio na rádio. Me dá um carro pra sortear para o ouvinte. Mas hoje não tem mais isso. As gravadoras não têm mais dinheiro. O que pode existir é o empresário fazer acordo. Ah, toca aí meu artista e eu te dou três shows. Ou uma porcentagem da venda dos discos.
Na Jovem Pan nunca teve jabá. Antigamente as rádios tinham. Quando eu comecei a trabalhar, até me assustava. A Rádio Record ficava junto com a Jovem Pan. Na época, chegava o cara da gravadora e dava dinheiro, walkman, relógio para o radialista. Quando eu entrei, eu pegava essas coisas para a Jovem Pan. Nas outras rádios, os donos não estavam. Eu não tinha interesse em roubar a Jovem Pan. Queria fazer negócio. Antes o rádio era muito amador. Então a gravadora dava uma coisa pro cara, dava mulher.

PLAYBOY> Com quem mais você brigou?
TUTINHA> Com o Roger, do Ultraje a Rigor. A Jovem Pan foi a primeira a tocar aquela música deles, “quem quer dinheiro, índio quer dinheiro”, uma coisa assim. E eu combinei com o empresário de me dar três shows. Muito bem, você quer tocar o Roger? Eu quero três shows de graça e vou fazer promoção para a Jovem Pan. Pois ele estourou e não me deu os shows.

PLAYBOY> Tocou É o Tchan?
TUTINHA> Não, mas tocamos Netinho, Ivete, Banda Eva e Banda Mel. Depois a gente achou que a rádio caiu e podia ser o axé. É que essa rádio é conceito, sabe? Por exemplo, a molecada gosta de samba. Mas a gente acha que conceitualmente tocar Inimigos da HP, por exemplo, atrapalha a rádio. Então a gente prefere tocar rock, house e música brasileira e não arriscar a audiência.

13.401 – Mega Polêmica na Teledramarturgia – Namorada homenageia Carol Duarte pela virada de Ivana


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Não foram apenas os colegas de elenco que congratularam a atriz Carol Duarte pelas cenas em que Ivana revela à família ser transexual e corta os cabelos, num ritual de libertação. “Ela mostrou um pouquinho da força que tem! Porque ela tem muita força. Força, doçura e coragem”, escreveu no Instagram a geógrafa Aline Klein, namorada da atriz da novela A Força do Querer. “Pula, Caru, se joga que a vida é curta, e você tem muito a dizer. Pula que o mundo é grande! Eu vou estar aqui!”, continua a legenda de uma foto em que Carol Duarte aparece de cabelo curto, o novo visual de Ivana, que vai passar a se chamar Ivan na trama de Gloria Perez.
Carol Duarte e Aline Klein namoram há mais de dois anos, e aparecem juntas em diversas fotos do perfil mantido pela geógrafa no Instagram.

 

☻Mega Opinião

Alguns setores da sociedade vem tentando influenciar a opinião pública em prol de homo e bissexualismo, transexualismo, lesbianismo e travestismo como sendo práticas naturais, comuns e devem ser aceitas normalmente por uma questão de liberdade individual. Nós do ☻Mega longe de sermos conservadores, acreditamos que todos devem ser respeitados como cidadãos independente de sua escolha sexual, mas não venha a mídia querer nos fazer engolir goela abaixo essas práticas como sendo “naturais”. Pra mim são anomalias.

 

13.366 – Nacionalismo e Ufanismo – Nacionalismo Levou o Mundo a Uma Catástrofe


ditadura militar
O nacionalismo ufanista, também chamado de nacionalismo exagerado ou exacerbado é o caso de um orgulho excessivo pela pátria. Neste caso, é comum que um nacionalista ufanista se considere superior aos outros e a outros tipos de ideologias, suprimindo qualquer tipo de dialogo ou livre escolha de ideias. Este tipo de presunção pode levar a atos de discriminação contra pessoas de outro país. Ou contra pessoas do mesmo país com ideias contrarias ou diferentes ao nacionalismo. Assim o nacionalista ufanista defende sua bandeira pátria e reforça a ideologia de um Estado total, onde seu poder inflige os direitos democráticos e alimentando a xenofobia, aversão irracional ou antipatia a estrangeiros.
Como vimos em outros artigos aqui do Mega, tivemos um período de ufanismo na época da ditadura militar (anos 60, 70 e início dos anos 80).
Essa frase da ilustração foi amplamente propagada pelo governo militar para implantar seus ideais à mentalidade do povo brasileiro e conquistar a aderência por meio de “lavagem cerebral midiática” no qual “amar” é sinônimo de aceitar o arbítrio institucionalizado e “deixe-o” é justificativa para prisões e exílio a que centenas foram submetidos no período da ditadura.
Durante o período de governo ditatorial militar no Brasil (1964 – 1985), iniciou-se um movimento de campanhas ufanistas que exaltavam o sentimento nacionalista do povo brasileiro, conquistando assim sua simpatia e aglutinando as massas em uma direção estratégica e concomitantemente a uma ideologia totalitarista. Levantando gritos de guerra como “Ninguém segura este país” e “Brasil, ame-o ou deixe-o”, e se utilizando de músicas que continha refrão como “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo; ninguém segura a juventude do Brasil”, ““Este é um país que vai pra frente (…)”. A euforia gerada pelo governo ditatorial levou os cidadãos às ruas para cantar versinhos patrióticos, misturando ideologias de extrema direita e movimentos populares em um carnaval fora de época. Reforçando e internalizando os ideais da Ditadura Militar.
Exemplos graves de nacionalismo ufanistas são: Nazismo, Fascismo e as ditaduras na America latina.

13.340 – Técnica controversa quer trazer os mortos de volta a vida


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Em 1985, o clássico longa-metragem Re-animator: a hora dos mortos vivos narrava a possibilidade de trazer pessoas que já morreram de volta à vida. Os projetos do jovem médico Herbert West, interpretado por Jeff Combs, envolviam a aplicação de um líquido fluorescente chamado “reanimator”, supostamente capaz de reanimar cadáveres.
A descoberta que até então só existia no universo da ficção científica pode, agora, estar mais próxima da realidade. Funcionários da empresa Bioquark, localizada na Filadélfia, anunciaram que estão perto de iniciar ensaios clínicos para um procedimento controverso, que será realizado em pessoas declaradas clinicamente mortas. Os testes serão conduzidos para verificar se uma série de terapias administradas em uma pessoa que, tecnicamente, já faleceu, podem trazê-la de volta à vida.
O CEO da empresa, Ira Pastor, informou à imprensa que a intenção é começar “muito em breve” os testes clínicos em um país não identificado na América do Sul. Junto ao cirurgião dentista Himanshu Bansal, eles foram notícia ao final do ano passado, quando tentaram conduzir testes semelhantes na Índia. O Conselho Indiano de Pesquisa Médica encerrou a conversa pouco tempo depois, levando a empresa a procurar outro lugar para suas pesquisas.
Inicialmente, as terapias envolvem injetar no paciente suas próprias células-tronco, coletadas a partir da gordura ou do sangue. Depois, é aplicada uma injeção de peptídeos na medula espinhal do paciente. Por fim, segue-se uma rotina de estimulação nervosa e terapia a laser, aplicadas durante 15 dias. A ideia é induzir um novo crescimento neuronal, na esperança de reiniciar as funções cerebrais regulares. Cada um dos tratamentos foram testados em outras situações por diferentes pesquisadores, com resultados variados, mas nenhum deles jamais foi usado para reverter a morte clínica de um paciente. De fato, Pastor admite que a companhia sequer testou os procedimentos em animais – ele e seus colegas não fazem ideia se o procedimento terá resultado, ou mesmo se funcionará parcialmente. Mesmo assim, o objetivo é perseguir essa descoberta, e por isso eles vêm trabalhando nos bastidores para negociar com um país disposto a permitir o avanço do estudo.
Críticos pontuaram que as técnicas irão falhar e apontaram seus porquês. Observaram, ainda, questões éticas que poderiam vir à tona – uma delas é se, apontam, por ventura, a atividade mínima for restaurada. Isso significaria que a pessoa ainda estaria em um estágio de quase-morte ou num estado vegetativo parcial? Quem pagaria pelos cuidados desses pacientes? Provavelmente haverá dificuldades em conseguir que os membros da família concordem em permitir que um ente querido com morte cerebral se submeta a um procedimento de tal natureza; o grupo já carrega essa dificuldade desde os trabalhos na Índia, quando não haviam muitas pessoas dispostas a participar da pesquisa.

13.321 – Cerveja é melhor que paracetamol para combater a dor (?)


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Para a dor de cabeça, paracetamol. Para a de cotovelo, cerveja. O hábito, tão comum entre nós, encontra respaldo tanto na medicina tradicional quanto na crença popular.
Mas alguns cientistas discordam.
Pesquisadores da Universidade de Greenwich, em Londres, publicaram um estudo afirmando que a cerveja é boa tanto para a dor de cabeça quanto para a de cotovelo.
Publicado no Journal of Pain, a pesquisa diz que o álcool contido em duas canecas de cerveja é mais eficaz que uma dose de paracetamol. É que, em quantidades razoáveis (não vale exagerar), a bebida pode aumentar a resistência à dor e se tornar mais eficaz que alguns medicamentos conhecidos.
Mas não se anime tanto. A pesquisa não muda em nada a recomendação da comunidade médica de reduzir ao máximo o consumo de qualquer bebida alcoólica.
E não custa lembrar: jamais beba antes de dirigir, nem que seja pra se livrar daquela dorzinha inocente.

13.296 – Mega Polêmica – Ciência confirma que a origem da vida não é divina


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Físicos e biólogos alemães conseguiram determinar o mecanismo pelo qual simples gotículas líquidas evoluíram até se transformarem em células vivas, dentro da teoria da sopa primordial da Terra.
A investigação tenta responder à clássica pergunta sobre como surgiram as primeiras células, partindo dos precursores primitivos, também conhecidos como “protocélulas”, e como estes chegaram a ganhar vida.
Em 1924, o bioquímico russo Aleksandr Oparin propôs, pela primeira vez, que a fonte da vida planetária teria sido uma sopa primordial quente, que continha “protocélulas” misteriosas. Na época, ele sugeriu que estas poderiam ser algumas gotículas líquidas.
Nesse novo trabalho, foi estudada a física de pequenas gotas quimicamente ativas, capazes de reciclar componentes químicos dentro e fora do líquido circundante. Descobriu-se que gotículas desse tipo tendem a crescer e chegar ao tamanho de uma célula.
Quando alcançaram o tamanho de uma célula, começaram a se dividir, assim como as células vivas – fenômeno que sustenta a teoria de que houve um surgimento espontâneo de vida a partir da sopa primordial.

13.282 – Mega Polêmica – Empresa vende sangue de jovens por R$ 26 mil para ‘reverter envelhecimento’


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Aquele mito de que o sangue de virgens pode garantir vida eterna pode estar ganhando uma versão do século XXI. Uma empresa do Vale do Silício chamada Ambrosia está oferecendo transfusões de sangue de jovens para pessoas mais velhas para supostamente reverter os sintomas do envelhecimento. E cada transfusão custa US$ 8.000 (cerca de R$ 26 mil, na cotação atual).
Segundo a CNBC, mais de 100 pessoas já receberam transfusões por meio da Ambrosia. Embora qualquer pessoa com mais de 35 anos de idade possa se tornar cliente da empresa, seu fundador, Jesse Karmazin, diz que a maioria de seus primeiros clientes tem idade de aposentadoria. Karmazin afirma que os primeiros a testar o procedimento reportaram alguns sintomas positivos, e nenhum negativo.
O sangue, por sua vez, é sempre de pessoas com menos de 25 anos de idade, e tipicamente de adolescentes. Ele é comprado pela Ambrosia dos mesmos bancos de sangue que também vendem para empresas farmacêuticas, o que significa que adolescentes bem intencionados, que vão doar sangue para pessoas doentes, podem acabar tendo seu material usado em idosos ricos e saudáveis.

Isso é Ciência?
Karmazin baseia a ideia de sua empresa em um procedimento chamado de “parabiose”, que consiste justamente no tratamento de problemas por meio da transfusão de sangue de indivíduos sãos para o paciente. Alguns estudos sobre esse assunto já foram conduzidos com ratos e mostraram que a injeção de plasma sanguíneo de ratos jovens nos mais velhos revertia alguns sintomas do envelhecimento.
No entanto, os resultados desses estudos já foram bastante contestados por médicos. Dentre as críticas levantadas estão a falta de evidências da eficácia desse tratamento em humanos, o fato de que os benefícios para o receptor são possivelmente menores que os prejuízos para o doador e a questão de que o sangue poderia ser usado para motivos mais urgentes. Além disso, levantou-se também a questão ética de que os pacientes estariam pagando um preço exacerbado por um tratamento sem eficiência comprovada.
Mas Karmazin, de acordo com o Mashable, não promete que o serviço oferecido pela sua empresa possa “curar” o envelhecimento. Ele diz que o que ele quer é estudar os efeitos desse procedimento para reverter os sintomas associados ao envelhecimento – embora o site aponte que os idosos dispostos a pagar US$ 8.000 por transfusão provavelmente imaginam que estão ganhando mais do que participar em um experimento.
O Mashable também perguntou a Karmazin se ele próprio estava recebendo transfusões de sangue de jovens, mas não obteve resposta.

13.281 – Acredite se Quiser – Pesquisadores vão usar células-tronco para tentar ressuscitar pessoas


celulas tronco ressuscita
Células-tronco são o milagre da medicina moderna e há pesquisadores explorando seu potencial para tudo quanto é problema, incluindo diabetes e esclerose lateral amiotrófica (ALS), a doença que inspirou o desafio do balde de gelo em 2013. Uma empresa, porém, quer extrapolar os limites do que vem sendo estudado para descobrir se essas células são capazes de reviver pessoas que já se foram.
A ideia partiu da Bioquark, que fica na Filadélfia. Segundo reporta o STAT, a empresa planeja lançar um estudo até o final deste ano sobre a possibilidade.
A ideia deles é injetar células-tronco na medula espinhal de gente que tenha tido a morte cerebral declarada. Isso, em conjunto com a injeção de uma mistura de proteínas, estimulações elétricas do sistema nervoso e terapia a laser no cérebro, supostamente faria com que o morto deixasse de ser morto.
Os pesquisadores esperam que o tratamento force o crescimento de novos neurônios e a sua conexão uns com os outros, fazendo o cérebro voltar a funcionar.
A Bioquark ainda sequer chegou a testar o método em animais. A empresa vinha conduzindo estudos em Rudrapur, na Índia, desde abril de 2016, mas, em novembro daquele ano, foi interrompida pelo governo, que disse não ter concedido qualquer autorização à empresa. Agora, o CEO Ira Pastor diz que eles estão de mudança para um país na América Latina.

Os vários poréns
O STAT conversou com uma série de especialistas, inclusive aqueles responsáveis por experimentos nos quais a Bioquark se apoia para o seu estudo, e nenhum deles acredita que a empresa terá sucesso. No ano passado, quando se soube das intenções, dois médicos publicaram um artigo criticando fortemente a equipe de Pastor, que acusaram de dar uma “esperança cruel e falsa de recuperação” a familiares.
Além da desconfiança, há também problemas éticos e conceituais a se levar em conta. Um deles diz respeito à declaração de morte: um estudo sobre 38 trabalhos publicados ao longo de 13 anos descobriu que, se as diretrizes da Academia Americana de Neurologia sobre morte cerebral fossem seguidas à risca, nenhum paciente jamais teria sido tratado para recuperar as funções do cérebro no país.
Há que se considerar ainda que existem drogas e venenos que imitam morte cerebral; se a Bioquark fizesse testes em pessoas assim, poderia matá-las de verdade. Além disso, como uma pessoa tecnicamente morta poderia concordar com sua participação num experimento como esse?

13.253 – Ta doente? Vai uma macoinha aí – Maconha pode ser regulamentada como planta medicinal


maconha
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária incluiu a Cannabis Sativa L. na sua lista de Denominação Comum Brasileira. A ação oficializa a cannabis, dando-lhe um número de identidade para referência posterior entre médicos e órgãos reguladores.
A medida foi oficializada com a publicação da Resolução nº 156, no dia 5 de maio de 2017. Agora, a maconha é uma substância reconhecida dentro do país, o que permite às agências reguladoras nacionais se referirem à planta em suas diretrizes.
“É um primeiro passo muito importante. A partir de agora, podemos esperar uma regulamentação da planta para fins medicinais”, explica Paulo Mattos, doutorando em Biologia Molecular pela UNIFESP e membro do Grupo Maconhabras do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) e da Associação Cultural Canabica de São Paulo (ACUCA).
A inclusão, porém, não altera as normas regentes atuais. “O cultivo e uso não autorizado da substância ainda é criminalizado”, explica ele. A Anvisa permite a prescrição de medicamentos derivados do canabidiol e tetrahidrocanabinol perante uma autorização especial dada por ela. Um dos exemplos mais conhecidos é o Mevatyl, responsável por diminuir a rigidez excessiva em pacientes que sofrem de esclerose múltipla.
Segundo Mattos, existem três famílias com autorização para cultivar a erva com fins medicinais, mas nenhuma produtora nacional. Com uma regulamentação oficial futura, a possibilidade para o cultivo em grande escala estará aberta.

Fonte: Galileu

13.243 – Universidade Mackenzie de SP abre centro que questiona a evolução


markenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais tradicionais de São Paulo, acaba de inaugurar um núcleo de ciência, fé e sociedade que tem como um de seus objetivos a realização de pesquisas sobre a chamada teoria do DI (Design Inteligente).
Os defensores do DI, cujas ideias são rejeitadas pela maioria da comunidade científica, argumentam que os seres vivos são tão complexos que ao menos parte de suas estruturas só poderia ter sido projetada deliberadamente por algum tipo de inteligência.
O novo centro recebeu o nome de Núcleo Discovery-Mackenzie por causa da parceria entre a universidade brasileira e o Discovery Institute, nos EUA.
A instituição americana está entre os principais promotores da causa do DI e já sofreu derrotas judiciais em seu país por defender que a ideia fosse ensinada em escolas públicas em paralelo com a teoria da evolução, hoje a explicação mais consolidada sobre a diversidade da vida.
Tribunais dos EUA consideraram que o DI seria, na essência, muito semelhante ao criacionismo bíblico (a ideia de que Deus criou diretamente o homem e os demais seres vivos) e, portanto, seu ensino violaria a separação legal entre religião e Estado no país.
“É importante destacar que não é um núcleo de DI, e sim um núcleo de fé, ciência e sociedade”, declarou à Folha o teólogo e pastor presbiteriano Davi Charles Gomes, chanceler da universidade. “Nossa instituição é confessional, o que significa que ela tem uma visão segundo a qual o mundo tem um significado transcendente. E não existe ciência que, no fundo, não reflita também sobre coisas transcendentes.”

DE BACTÉRIAS AO TRÂNSITO
Segundo Gomes, o contato com o Discovery Institute já acontece desde a década passada, quando a universidade começou a organizar o ciclo de simpósios Darwinismo Hoje, trazendo biólogos defensores da teoria da evolução e palestrantes que questionam o consenso científico.
Para especialistas, o projeto tem sabor de fracasso. “É triste e extremamente preocupante”, diz o paleontólogo Mario Alberto Cozzuol, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). “As premissas do DI foram derrubadas e expostas já faz muito tempo. Seus proponentes não têm aportado nenhuma novidade para a discussão. O único motivo pelo qual isso continua atraindo gente é a falta de educação em ciências.”

argumento pro

argumento contra

13.193 – Mega Polêmica – Contra o consenso atual, historiador defende que Jesus foi apenas um mito


Livro polêmico promete colocar lenha na fogueira:

A tese de que Jesus Cristo nunca existiu é um prato cheio para teóricos da conspiração da internet, embora seja rejeitada pela grande maioria dos especialistas. Uma das raras obras sérias que tentam defender essa ideia, escrita pelo historiador e ativista ateu americano David Fitzgerald, acaba de chegar ao Brasil em versão eletrônica.

O livro, chamado “Nailed: Dez Mitos Cristãos Que Mostram Que Jesus Nunca Sequer Existiu”, manteve o trocadilho em inglês do título original (“nailed” quer dizer “pregado”, literalmente, mas também pode ser usado no sentido de “resolvido”, em situações como a resolução de um enigma ou problema).

Ao montar a lista de dez mitos, Fitzgerald, que foi protestante antes de abraçar o ateísmo, teve como alvo principalmente as afirmações sobre os textos do Novo Testamento feitas por cristãos mais conservadores. Seu primeiro passo é mostrar que, diferentemente do que afirmam os literalistas bíblicos –ou seja, aqueles que acreditam que todos os detalhes descritos na Bíblia são fatos históricos que ocorreram literalmente–, há uma longa lista de contradições nos diferentes retratos de Jesus traçados pelos Quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João).

Isso significa que eles provavelmente não foram escritos por testemunhas oculares da vida de Cristo, mas incorporam a visão teológica de cada autor em passagens tão importantes quanto o nascimento do Nazareno, o batismo no rio Jordão, a morte na cruz e a Ressurreição.

Até aí, poucos historiadores do cristianismo primitivo achariam os argumentos dele controversos –ninguém defende, hoje em dia, que os chamados Reis Magos apareceram com presentes quando Jesus nasceu, ou que o rei Herodes de fato mandou matá-lo quando ainda era bebê.

Pilares da Dúvida
Nínguém ouviu falar dele: Autores não cristãos do século 1º d.C. nunca teriam mencionado Jesus – as poucas menções não passariam de falsificações criadas por copistas cristãos.

Argumento pró: – Há passagens genuínas sobre Cristo na obra do judeu Flávio Josefo e do historiador romano Tácito. Outros nomes não falaram dele porque no início o impacto do Cristianismo era modesto.

Evangelhos ‘plagiaram’ outros mitos
Semelhanças entre a trajetória de Jesus e a de outras figuras divinas que morrem e ressuscitam, como Baal, mostrariam que a fé cristã apenas deu nova roupagem a antigas religiões do Oriente Próximo
O consenso atual: embora esses elementos possam ter influenciado os evangelistas, o núcleo da biografia de Cristo, como o batismo no Jordão e a morte na cruz, possui fortes indicações de historicidade.

Para Paulo, Jesus nunca foi humano
Cartas do apóstolo Paulo, que são os mais antigos documentos cristãos, descreveriam um Jesus com poderes celestiais que existia desde o começo do Universo, e não um profeta de carne e osso.
O consenso atual: apesar de não se interessar muito pelo que Jesus fez e pregou em vida, Paulo claramente o descreve como “nascido de mulher” e com parentes vivos, como Tiago, o que derrubaria essa tese.

Autores bíblicos traçam retratos muito variados sobre Jesus
Há muitas contradições ente os diferentes evangelhos.

O mais importante desses historiadores, o judeu Flávio Josefo (37 d.C.-100 d.C.), deixou obras que, na versão que chegou até nós, citariam Jesus em dois trechos. Um deles, mais extenso, realmente foi adulterado por copistas cristãos para dar a entender que Josefo via Jesus como o Messias, mas a maioria dos historiadores afirma que, por trás da passagem alterada, é possível restaurar uma versão original que também falava de Cristo.

Já Fitzgerald diz que essa passagem maior foi totalmente inventada, enquanto no trecho mais curto um personagem chamado Tiago teria recebido o apelido de “irmão de Jesus, chamado Cristo” por intervenção de copistas cristãos.

Além do que vê como silêncio dos cronistas não cristãos, Fitzgerald enfatiza o silêncio do apóstolo Paulo, autor de diversas cartas a comunidades cristãs escritas entre os anos 40 e 60 do século 1º e preservadas no Novo Testamento.
Paulo, de fato, quase não aborda os episódios da vida de Jesus e os ensinamentos do Nazareno, o que, para Fitzgerald, seria indício de que o Cristo no qual ele acreditava era uma figura cósmica, de origem celestial, na qual o apóstolo teria passado a acreditar por meio de revelações místicas e da análise das Escrituras judaicas (o Antigo Testamento cristão). Não teria sido, portanto, um homem de carne e osso.
Outra objeção séria às ideias dos chamados miticistas (os que defendem que Jesus foi apenas um mito, sem base numa figura histórica real) envolve o chamado critério do constrangimento. Esse critério de análise histórica propõe que ninguém em sã consciência inventaria informações potencialmente constrangedoras sobre a trajetória de uma figura muito admirada. Portanto, é razoável admitir que tais fatos realmente aconteceram.
Esse critério é usado para postular que ao menos alguns fatos básicos da biografia de Jesus –a origem em Nazaré (cidadezinha insignificante), o batismo feito por João Batista (se Jesus é superior a João, por que foi batizado?) e a morte na cruz (martírio reservado a criminosos e subversivos de quinta categoria)– aconteceram mesmo.
Para Fitzgerald, porém, todos esses dados são uma criação do mais antigo Evangelho, o de Marcos.

Obra
NAILED: DEZ MITOS CRISTÃOS QUE MOSTRAM QUE JESUS NUNCA SEQUER EXISTIU
AUTOR David Fitzgerald
EDITORA Amazon

13.150 – Espiritismo – Por que a Bíblia proíbe invocar os mortos?


espiritismo e biblia
O que diz os evangélicos:

A Bíblia é o livro, dentre outros, que nos dá a história do espiritismo. Em Êxodo ela mostra que os antigos egípcios foram praticantes de fenômenos espíritas, quando os magos foram chamados por Faraó para repetir os milagres operados por Moisés. Quando Moisés apareceu diante desse monarca com a divina incumbência de tirar o povo de Israel da escravidão egípcia, os magos repetiram alguns dos milagres de Moisés (Êx 7.10-12, 8.18).
Mais tarde, já nas portas de Canaã, Deus advertiu o povo de Israel contra os perigos do ocultismo. A mediunidade, por exemplo, era uma prática abominável aos seus olhos (Dt 18.9-12). O castigo para quem desobedecesse aos mandamentos de Deus nesse particular era a morte:
“Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles”. (ACF) (Lv 20.27, ver também Êx 22.18).
A Bíblia também indica que as pessoas com ligações com espíritos familiares e feiticeiras são amaldiçoadas por Deus:
“Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR”. (ACF) (Lv 19.31). Portanto, invocar espíritos é uma prática condenada na Bíblia.

O que diz o Espiritismo
O Espiritismo não tem nada a ver com adivinhação, feitiçaria ou encantamento. Quem prega essas coisas, atribuindo-as ao Espiritismo, age por ingenuidade, ignorância ou por absoluta má-fé
O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-los, a submeter os seus ensinos ao crivo da razão, antes do aceitá-los.
A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.
Afirmar que Deus proíbe a comunicação com mortos, como fazem os evangélicos, é DESCONHECER as Escrituras.
A proibição feita por Moisés tinha a sua razão de ser, porque o legislador hebreu queria que o seu povo rompesse com todos os hábitos trazidos do Egito e de entre os quais o de que tratamos era objeto de abusos.
Não se evocava então os mortos pelo respeito e afeição tributados a eles, nem com sentimento de piedade, mas, sim, como meio de adivinhar, como objeto de tráfico vergonhoso, explorado pelo charlatanismo e pela superstição;
nessas condições, Moisés teve razão de proibi-lo.
Se ele pronunciou contra esse abuso uma penalidade severa, é que eram precisos meios rigorosos para conter esse povo indisciplinado; também quanto à pena de morte, era pródiga a sua legislação.
Havia na lei moisaica duas partes:
1ª, a lei de Deus, resumida nas tábuas do Sinai; lei que foi conservada porque é divina, e o Cristo não fez mais que desenvolvê-la;

2ª, a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes do tempo, e que o Cristo aboliu.

Hebreus 8 : 13 – Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.
Exemplos de leis disciplinares de Moisés que Cristo aboliu:

Levítico 24 : 17, 19, 20

17 – Quem matar alguém será morto.

19 – Se alguém causar defeito em seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito:

20 – fratura por fratura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará.

Mateus 5 : 38 – 40

38 – Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente.

39 – Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;

40 – e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa.
Levítico 20 : 10 – Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.

João 8 : 3 – 11

3 – Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,

4 – disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.

5 – E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?

6 – Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.

7 – Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.

8 – E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9 – Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
10 – Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 – Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.

13.139 – Clarlatanismo – Uri Gueller, o entortador de colheres


(Tel Aviv, 20 de dezembro de 1946), é um israelense, naturalizado britânico, que se tornou famoso nos anos 1970 ao se clamar paranormal em programas de televisão em que realizava demonstrações de seus supostos poderes paranormais – telecinese, rabdomancia e telepatia. Muitos o consideram charlatão.
Tais demonstrações incluíam dobrar colheres, identificar objetos ocultos e parar ou acelerar ponteiros de relógios à distância. Geller afirmava que esses efeitos eram provocados pela força de sua mente e pelo poder de sua vontade e que ele havia recebido esses poderes de extraterrestres. Em seu site, Geller conta a sua versão de como teria conseguido seus alegados poderes.
São muitos os seus críticos, entre os quais se destaca James Randi, segundo o qual Geller não seria dotado de paranormalidade. Para sustentar sua tese, Randi repetiu várias vezes os experimentos de Geller, obtendo os mesmos resultados surpreendentes, mas sempre afirmando ter usado apenas truques e ilusionismo.
O ilusionista, Criss Angel ofereceu 1 milhão dólares para Uri Geller e Jim Callahan se eles pudessem psiquicamente determinar o conteúdo dentro de um envelope que ele tinha na mão. A oferta foi recusada.
Geller levou à justiça várias pessoas que alegavam que ele não possuía poderes paranormais e perdeu em todas as causas.
Atualmente Uri Geller não se diz um paranormal. Hoje se dedica a vender jóias com seu design em um canal de vendas diretas pela televisão.
Em janeiro de 2017, a CIA liberou mais de 13 milhões de páginas com grau de sigilo, até então, para consulta pública. Entre os registros considerados mais “exóticos” estão os documentos do chamado programa Stargate, que analisava poderes psíquicos e percepções extrassensoriais. Nesses documentos estão incluídos os testes feitos para analisar as habilidades psíquicas de Uri Geller em 1972, quando ele já era famoso por apresentações demonstrando seus “poderes”.
Os memorandos detalham como Geller conseguiu reproduzir em parte figuras que foram desenhadas por outras pessoas em uma sala separada de onde ele estava. Ele reproduziu os desenhos com graus variáveis de precisão – em algumas vezes, replicando o que estava sendo criado por outras pessoas.
A CIA concluiu a pesquisa dizendo que ele “exibiu habilidade perceptiva paranormal de modo contundente”.

Dúvidas??