13.420 – Você é Manipulado – Entenda como funciona o Jabá nas rádios


JOVEM PAN 2 - 1977_
O dono do Pânico é um homem de difícil trato. E uma máquina de fazer dinheiro. Proprietário da rádio Jovem Pan, de um portal de internet, de uma empresa de telefonia e de vários outros negócios (incluindo uma pequena gravadora, a Bacana Records, e a Rádio Daslu, que toca na loja de madames), Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, ou simplesmente Tutinha Amaral, é um sujeito durão, insone e hipocondríaco. Do tipo que vai à farmácia e pergunta quais as novidades do mercado. Ou que, ao deparar com uma funcionária que aparente estar tranqüila, solicita a ela que elabore, em meia hora, um relatório com todas as suas atividades e resultados obtidos. Não é à toa que ele inspirou um ex-funcionário, o comediante Felipe Xavier, a criar o Dr. Pimpolho, personagem que encarna o estereótipo do chefe irritado, mal-educado e explorador – apresentado diariamente na Rádio Mix, concorrente de Tutinha.

Os desafetos não são novidade na vida deste paulistano que não tem papas na língua. O curioso é que quase ninguém fala mal dele publicamente. “Sou o homem mais temido da indústria fonográfica nacional”, afirma. Faz sentido. Aos 20 anos, em 1976, quando foi para a Jovem Pan, Tutinha adotou o conceito de FM falada e acabou com o marasmo da programação de sala de espera de dentista. Sua rádio foi responsável pelo lançamento de boa parte das bandas de rock dos anos 80. Hoje ela tem 50 afiliadas no Brasil inteiro e influencia inúmeras rádios pequenas no interior. Junto com as rádios Mix, Transamérica e 89, domina o segmento que mais forma opinião – os jovens das classes A e B. Ou seja, influi decisivamente no que “pega” no mundo da música. Por isso é tão escandalosa a crítica mais recorrente a Tutinha: de que ele cobra jabá (presentes, dinheiro ou vantagens) para que artistas toquem em sua rádio. Ele não nega, embora não goste do termo – prefere falar que é um “acordo comercial”. Sem constrangimento, Tutinha diz ter ganhado 1 milhão de dólares por ter lançado a cantora colombiana Shakira no Brasil. Também afirma ter conhecido vários países graças aos pacotes pagos pelas gravadoras de artistas internacionais. Nesta entrevista, ele revela candidamente seu método de escolha dos músicos que tocam na Jovem Pan: “Recebo 30 artistas novos por dia na rádio. Seleciono dez, vou à gravadora e, para aquela que me dá alguma vantagem, eu dou preferência”. Além de músicos, Tutinha lançou apresentadores. Luciano Huck começou na Jovem Pan. Adriane Galisteu fez sucesso por lá antes de ir para a televisão. Emílio Surita iniciou sua carreira ao lado de Tutinha, e com ele criou o programa Pânico, inspirado nos talk shows do radialista americano Howard Stern. A lógica: metralhadora giratória que não poupa ninguém, desde o ouvinte até a celebridade mais badalada. A fórmula deu certo. O programa foi campeão de audiência e Tutinha resolveu levá-lo para a televisão. Bateu na porta da Gazeta, do SBT, da Bandeirantes, até que conseguiu um patrocínio da operadora de telefonia Vivo e emplacou na Rede TV!. O programa fez sucesso e foi cobiçado por Silvio Santos. As negociações com o SBT não prosperaram, mas o contrato com a Rede TV! termina em 2007. Tutinha pensa em montar sua própria rede. “Aos poucos, estou colocando o pezinho na televisão”, revela. Seria uma espécie de volta à infância. Ele praticamente nasceu dentro de uma emissora. Seu avô, Paulo Machado de Carvalho, foi dono da TV Record. O pai, Tuta, era diretor da rede no auge dos festivais da canção. Ainda criança, assistiu de camarote aos primeiros acordes da turma da Jovem Guarda. Suas lembranças são as de um típico filhinho de papai. Levava os amigos da escola para assistir a Perdidos no Espaço no cineminha da Record.

Trechos de uma entrevista com a Revista Playboy:

TUTINHA> Sou o mais temido, lógico. Sou assim mesmo. Se não tocar na minha rádio, a Jovem Pan, o artista não estoura. E não sou bonzinho. Se a música é ruim, digo para o artista: “Não vou tocar, seu disco é uma porcaria. Tchau e não me amola”.

TUTINHA> Se você tem um produto novo, você paga pra lançar. Era isso o que eu fazia. Eu tocava, mas queria alguma coisa. Promoção, dinheiro. Ah, bota aí 100 mil reais de anúncio na rádio. Me dá um carro pra sortear para o ouvinte. Mas hoje não tem mais isso. As gravadoras não têm mais dinheiro. O que pode existir é o empresário fazer acordo. Ah, toca aí meu artista e eu te dou três shows. Ou uma porcentagem da venda dos discos.
Na Jovem Pan nunca teve jabá. Antigamente as rádios tinham. Quando eu comecei a trabalhar, até me assustava. A Rádio Record ficava junto com a Jovem Pan. Na época, chegava o cara da gravadora e dava dinheiro, walkman, relógio para o radialista. Quando eu entrei, eu pegava essas coisas para a Jovem Pan. Nas outras rádios, os donos não estavam. Eu não tinha interesse em roubar a Jovem Pan. Queria fazer negócio. Antes o rádio era muito amador. Então a gravadora dava uma coisa pro cara, dava mulher.

PLAYBOY> Com quem mais você brigou?
TUTINHA> Com o Roger, do Ultraje a Rigor. A Jovem Pan foi a primeira a tocar aquela música deles, “quem quer dinheiro, índio quer dinheiro”, uma coisa assim. E eu combinei com o empresário de me dar três shows. Muito bem, você quer tocar o Roger? Eu quero três shows de graça e vou fazer promoção para a Jovem Pan. Pois ele estourou e não me deu os shows.

PLAYBOY> Tocou É o Tchan?
TUTINHA> Não, mas tocamos Netinho, Ivete, Banda Eva e Banda Mel. Depois a gente achou que a rádio caiu e podia ser o axé. É que essa rádio é conceito, sabe? Por exemplo, a molecada gosta de samba. Mas a gente acha que conceitualmente tocar Inimigos da HP, por exemplo, atrapalha a rádio. Então a gente prefere tocar rock, house e música brasileira e não arriscar a audiência.

13.371 – História do Rádio – Derrocada do FM


nova fm2

O que aconteceu com as rádios FM? Por que a programação mudou tanto? Por que n é possível mais ouvir músicas de qualidade. A antiga programação das FMs, mais voltada para músicas, desde as primeiras emissoras na década de 70, foi paulatinamente se assemelhando mais as emissoras de AM, com programação direcionada para notícias, esportes e prestação de serviço.

E aí pessoal da Revista Som 3, estão satisfeitos? Faço referência a uma matéria dessa revista escrita em 1980 onde dizia que o FM tinha que se espelhar na “dinâmica” do AM e que o “listão das músicas do FM era chato único e repetitivo”, O listão das músicas do FM era chato único e repetitivo…chato único e repetitivo…chato único e repetitivo…

O que é Rádio FM?

A faixa de transmissão FM, utilizado para transmissão por emissoras de rádio FM difere entre as diferentes partes do mundo. Na Europa e África (Região 1 UIT), abrange 87,5-108,0 megahertz (MHz), enquanto na América (ITU Região 2) varia entre 87,7-108,0MHz. A faixa de transmissão FM no Japão usa 76,0-90MHz. A banda OIRT na Europa Oriental é 65,8-74,0MHz, embora esses países agora usam principalmente a banda 87,5-108MHz, como no caso da Rússia. Alguns outros países já descontinuaram a banda OIRT e mudaram para a banda 87,5-108MHz.
Uma rádio em FM apresenta uma ótima qualidade sonora mas com limitado alcance, chegando em média a 100 quilômetros de raio de alcance. Em condições esporádicas de propagação, é possível sintonizar emissores a centenas de quilômetros. A potência dos sistemas de emissão pode variar entre poucos watts (rádios locais) até centenas de quilowatts, no caso de retransmissores de grande cobertura.
O FM dispõe de um sistema de envio de informação digital, o RDS (Radio Data System) que permite apresentar informações sobre a emissora sintonizada. Também, a boa qualidade de som desta gama de frequências de radiodifusão é adequada ao uso da estereofonia.

Cronologia:
1933 – O americano Edwin Armstrong demonstra o sistema FM para os executivos da Radio Corporation of America (RCA).
1939 – Armstrong inicia operação da primeira FM em Alpine, Nova Jersey, nos Estados Unidos.
1942 – Os primeiros emissores em frequência modulada (FM) são produzidos nos EUA, pela General Electric.
1968 – Entra no ar, em Manaus, Amazonas, a Rádio Tropical FM, a primeira rádio em FM no Brasil e a segunda na América do Sul.
1969 – É criado o Grupo Bel e com ele a primeira rádio em FM estéreo no Brasil e na América do Sul, a Rádio Del Rey FM de Belo Horizonte, atual 98FM.
A FM permite uma recepção em alta-fidelidade (qualidade técnica), mas seu alcance é pequeno (quase o mesmo da TV).

No Brasil
Diversas rádios AM retransmitem seu sinal em FM (caso da Rádio Gaúcha, da Rádio Globo da Rádio Bandeirantes, Rádio Jovem Pan).
Outras rádios resolveram transferir seu sinal de AM pra FM (caso da CBN Curitiba).
Outras rádios em FM investem apenas em conteúdo jornalismo (caso BandNews FM).
Outras rádios nasceram com sinal FM e como pioneiras em algumas regiões, especialmente no Estado de São Paulo
As mais comuns rádios FM no Brasil são aquelas que transmitem música, especialmente de público jovem, adulto, sertanejo e religioso.
É o sinal mais ouvido no Brasil. Muitas rádios FM se conectam em Redes (caso da Rede Transamérica, Jovem Pan e Mix FM)
É muito usada pra transmissão ilegal de rádio (rádio pirata), sendo isso crime.

Processo irreversível
Em 7 de novembro de 2013, foi assinado o decreto que permite a migração às emissoras de rádio que operam na faixa AM migrarem para a faixa FM.
A Rádio Progresso de Juazeiro do Norte no Ceará, foi a primeira emissora a fazer a migração do AM para o FM no país. A solenidade que marcou a mudança de faixa ocorrer sexta-feira dia 18 de março de 2016, às 20h30, na sede da emissora, e contou com a participação do ministro das Comunicações, André Figueiredo..

AM não será extinto
De acordo com o site Tudo Rádio, o serviço de rádios AMs continuará existindo no Brasil. As estações que não solicitaram a migração para o FM poderão continuar no ar em AM. O que será extinto é a categoria de AM local, ou seja, as estações de baixa potência. Das locais que operam em AM e não desejam ir para o FM, deverão migrar para outras categorias de operação na faixa AM (regional e nacional), ou seja, entendo que deverá ter remanejamento de frequências.
As emissoras que ocuparão as faixas do FM estendido deverão ficar no ar ainda por 5 anos, retransmitindo a mesma programação do AM.

 

13.077 – Mega Mídia – Como eram as rádios de FM na Década de 70


Muito diferente do que são agora, as emissoras de FM da década de 70 tinham uma programação elitizada e tocavam música de qualidade. Também não havia locução, exceto em alguns programas específicos. A locução generalizada com acontecia no AM só surgiu em 1980.
Uma programação com música importada baseada nas revistas Cash Box e Bilboard e MPB de qualidade esse era o cenário do FM nos anos 70, uma era de ouro que deixou saudades.

Os adolescentes dos anos 70, viviam as influências das músicas européias ou norte-americanas da Rádio Excelsior (SP), Rádio Difusora (SP) ou Rádio Mundial (RJ) todas AM e que, praticamente, não tocavam músicas brasileiras. Elas eram emissoras de rádio para os jovens transformadores. Naquela época feliz em que, para conseguir um bom emprego bastava ter cursado o científico ( colegial ) e ser um bom datilógrafo, nós sonhávamos em equipar o som do carro com um rádio ou rádio e toca-fitas k-7. Para poder curtir o som das Rádios……
RÁDIO MUNDIAL Newton Duarte (Big Boy) nasceu em 01.06.1943 e faleceu em 07.03.1977 de infarto, sozinho, em um hotel na cidade de São Paulo RITMOS DE BOATE 1970.

Abaixo vinhetas da Jovem Pan 2

12.999- Rádio – Mesmo com apresentador chato, o Energia na Véia da Energia 97 ainda resiste duas décadas no ar


energia-na-veia
A ideia era boa, a de trazer os grandes clássicos dos anos 70, 80 e 90 de volta, mas o formato do programa deixa muito a desejar.
Um programa de 2 horas de duração que traz no máximo meia hora de música e onde os DJs que deveriam ser protagonistas, são meros coadjuvantes. Os outros 90 minutos são de piadas sem graça, informações de trânsito e participações de ouvintes, muito parecido com a obsoleta e popularesca programação das rádios AM.
Com 4 décadas de experiência em programas de rádio,lanço o meu olhar crítico para esse programa que poderia ser melhor se destacasse o trabalho dos DJs. Em vez disso, tem como apresentador um chato de galochas, um tal de Sílvio Ribeiro, que só quer aparecer.
Falo da Energia na Véia e acho incrível como esse programa ainda resiste no ar, o Disco Classics da Alfa FM, por exemplo, que era muito melhor, extinguiu-se depois de pouco mais de uma década no ar.
Mas é claro que o programa tem o mérito de manter as grandes clássicas da era Disco, do R&B e da House ainda no ar, coisa que nenhuma outra emissora aberta faz. E faço ainda uma ressalva sobre essa crítica porque um programa que participa feras como o DJ Akeen e Iraí Campos não poderia ter um formato tão pobre e se por isso é digno de crítica, ressalto que a programação musical da maioria da outras emissoras está abaixo da crítica.

chato-de-galochas

Eis o chato de galochas

Preste atenção nesse vídeo, ele diz que é o “melhor” programa de flash back, só esqueceu de dizer que era o único”

12.973 – Música – DJs no rádio


julinho-mazzei
Vamos falar aqui só de FM, embora um programa famoso da rádio
Mundial do RJ, o Ritmo de Boate, tenha também se destacado.

O primeiro programa que me vem a lembrança, foi o Jovem Pan Disco Dance, na Jovem Pan 2, apresentado por Mike Nelson (na realidade Tutinha, o “Boss” da rádio) e Jackie Costeau (Alaor Coutinho).
Este programa estreou em fevereiro de 1978 e tinha como base os lançamentos internacionais, mixagens, excelentes vinhetas e muito, mas muito humor, característica herdada da Jovem Pan AM com seu famoso “Show de Rádio”.
As mixagens e a plástica do programa ficavam a cargo de Tuta Aquino e também do Dj Grego , já consagrado DJ, que sempre estava por lá fazendo suas edições clássicas.
Mike Nelson comandou também por algum tempo, o programa “Super-Quente”, que chegou até ter o nome inicial de “Cidade Quente”, mas que por razões óbvias teve que ser trocado.

Era o típico programa de “as melhores do dia”, sempre às 6 da tarde. Este programa evoluiu depois para o Hit Parade da Pan. Mas não vem ao caso.

Entre 1977 e 79, a febre “Disco” era fortíssima, embalada pelo filme Saturday Night Fever e pela Novela Dancing Day´s, com isto praticamente todas as emissoras mantinham programas especializados na Dance Music.

Começava uma super safra de deejays no dial paulistano.

Um exemplo era a Excelsior FM (90,5), que todos os dias tinha programas de discotecagem.

Com os deejays de discotecas famosas de Sampa. Ali estavam os DJ´s : Newton e Sergio Luiz do Banana Power,
DJ Robertinho do Papagaio´s,
Mister Sam (aquele mesmo da Gretchen !!),
DJ Toni da FM Disco Show,
Super-Zé e o DJ Grego, que chegou a ter dois programas na semana, um deles nas madrugadas de sábado da Excelsior FM 90,5, o “Disco Mix”.

DJ Grego e Greguinho eram os reis da edição e sempre eram convidados a participar de diversos outros programas em outras emissoras.

Na FM Record o programa era o Disco Mix, homônimo do programa do DJ Grego. As características mais marcantes do programa da FM Record era a “Reverberação” (Aliás, toda a programação era com eco, chegava a irritar) e a abertura com o “apito de trem” da música Disco Moscow do Telex.

A Transamérica Quadri-Stereo tinha o programa “Discoteque” apresentado por Carlos Townsend e também por Elói De Carlo, aos sábados à noite.

Carlos Townsend, foi o cara que mudou o conceito do FM no Brasil criando a Rádio Cidade, primeiro no Rio, depois em Sampa.

Ele comandava este programa que era mixado por um jovem DJ carioca, Giancarlo Secci, que fazia muitas montagens e medleys no programa e acabou sendo o deejay da boate mais famosa de São Paulo, The Gallery.
Com o fim do “Discoteque”, Giancarlo Secci comandou um programa próprio, que era transmitido pela Rede Transamérica e para outras emissoras no Brasil inteiro, o “Dancing Nights”.

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Este programa fez muito sucesso nas noites de sexta-feira, como uma avant-premiere do final de semana.
Para ser transmitido por todas filiadas da Rede, Giancarlo Secci gravava uma fita de rolo Master e na filial de São Paulo, replicava em, pelo menos , mais 23 fitas que eram enviadas as outras emissoras. Um trabalho e tanto para nos presentear com os últimos lançamentos.

Outro grande programa, em caráter nacional, foi o “The Big Apple Show” com Julinho Mazzei.

Início da carreira no rádio, deste que é até hoje um ícone do FM, um apaixonado por música que vivia em Nova York na época.
Julinho Mazzei começou a produzir os primeiros TBAS para a antiga Rádio Difusora de São Paulo, o programa, começou na emissora de AM e depois passou para a Difusora FM 98,5 , período que comecei a ouvir e gravar (1978).
Julinho mandava a gravação do programa, em Fita de Rolo, por qualquer pessoa, que encontrasse, no Aeroporto de Nova York e que estivesse embarcando para São Paulo. Um ritual semanal, que só mesmo um apaixonado pelo que faz, teria todo este trabalho.
Para ter a falsa impressão que o programa era transmitido, ao vivo, via-satélite (algo inviável, financeiramente, naqueles tempos), a Rádio Difusora estragava o material, adicionando um efeito, que parecia que tinha sido feito dentro de um balde. Era muito esquisito, mas as músicas e a apresentação, nota 10, eram totalmente diferentes do padrão que existia e compensavam esperar até às 11 da noite para ouvir este programa.
No final de 82, aparece a Nova Bandeirantes FM, com uma linha “Black Music” e trazendo de volta os deejays, que haviam sumido temporariamente do dial, para sua programação.

Uma rádio que começou a incomodar a concorrência, que torcia o nariz para aquela linha musical.
Todas as noites havia o programa “Meia hora para você gravar” que com o sucesso evoluiu para “Uma hora…”.

Muitos devem se lembrar de programas com os deejays Carmo da Contra-Mão, Iraí da Toco, Grande Master Ney da Chic Show, entre outros.

Uma curiosidade: Emílio Surita do Pânico, foi o locutor do horário da noite em 1983, (antes de ir para a Jovem Pan 2), e apresentava os set´s desses DJ´s.

A verdadeira Rádio DJ, foi sem dúvida, a 89 Pool FM, que tinha deejays mixando o tempo todo quase que integralmente. Se não fosse em programas específicos, era em remixes veiculados na programação normal.

A Rádio era uma verdadeira festa. Foi na 89 Pool que ficamos conhecendo novos pilotos das pick-up´s : DJ Cuca, Sílvio Muller, Dynamic Duo, Ricardo Guedes e outros já consagrados, como, Julinho Mazzei, Grego, Iraí Campos. Cabelo.

Mas como o que é bom sempre dura pouco, menos de um ano depois a rádio já estava esvaziada e ao completar 13 meses, foi substituída.

Depois da fase da 89 Pool FM, ocorreu uma entresafra de rádios dance e consequentemente os programas de mixagens tinham sumido do dial paulistano.

Um período de 2 anos que parecia uma eternidade, até que em 1987, a Bandeirantes FM (96,1), agora somente Band FM, coordenada pelo locutor João Carlos, o Joca, apostou em um estilo musical recente : A House Music.

Voltam os DJ´s e pela primeira vez acontece, programas de mixagens, “ao vivo”, no rádio, com o programa “Band Dance” com Iraí Campos, às sextas-feiras.
A Band FM, comprou um par de Technics SL-1200MKII e os deejays poderiam ali brincar.
Foi também na Band que surgiu os programas de mixagens ao meio-dia.
Com apresentação do jovem locutor Hamilton “Banana”, o Fresh Music, conquistou os amantes das pistas, neste novo horário.
Cada dia da semana uma casa noturna enviava seu deejay residente para apresentar 30 minutos do estilo musical da casa.

Já nos referimos em outra matéria aos programas Discotheque e Dancing Nights, ambos da Transamérica que também marcaram época e mereceram um capítulo a parte.

Em 1989, uma nova opção, aparece, com a proposta de realmente ser nova.
A Nova FM Record. Uma rádio que marcou. Com o slogan ” A Radio Dance”, a Nova FM Record e posteriormente Nova FM, acredito que foi a rádio mais marcante (junto com a Pool 1), com presença e influência na cena Dance de São Paulo.
Muito se deve , é claro, a boa fase musical internacional, que a rádio atravessou no final dos anos 80 e começo dos 90, com a fase de ouro da House, passando por novas tendências, como o Tecno e o Jungle, o Rap, Reggae até o Grunge.
Novamente o programa , mais famoso era na hora do almoço, nada mais sugestivo, que “Lunch Break”.
Outros programas também tiveram seu sucesso e não poderia ficar de fora : Megamix, DJ 40, Rap Attack, Seis e Dance e até o Grafite.
Junto com os DJ´s, os locutores também marcaram a Nova FM : Beto Keller, Bob Fernandes, Alexandre Medeiros, Hamilton Banana, Edu Mello, entre outros.
Nesta fase, a Nova FM, só teve mesmo um pouco de concorrência, com a Manchete FM, que tocava mais o estilo Hip-House, Miami Bass, influência da matriz da rádio. Destaco o programa “Drive Time”, nos finais de tarde, com apresentação de Ritchie (nada a ver com o cantor).

A partir dos anos 90, as rádios de público jovem, sofreram uma “pasteurização” e praticamente todas tocavam de tudo, para agradar gregos e troianos.
Mas uma Phoenix ressurgiria das cinzas, numa nova frequência (95,3), de concessão do mesmo grupo da frequência 89,1, a 95 Pool FM viria a dar as cartas novamente, tirando do marasmo em que se encontrava, o FM.
Com a coordenação do DJ Ricardo Guedes, a proposta desta rádio era resgatar as boas músicas, sem muito blá,blá,blá. O negócio era música boa e o estilo “Zero Talk”. Aí nem precisava de programas especiais, a programação era um verdadeiro oásis no deserto FM.
Mas novamente o oásis secou e junto foram as nossas esperanças de uma rádio com qualidade adulta, mas na linha Dance.
Até chegarmos na Energia 97, que mantém o mesmo estilo há mais de 10 anos, sem concorrência e sem o impacto daqueles tempos de ouro.

DJ Robertinho do Gallery

 

DJ Iraí Campos

 

 

11.073 – Tecnologia e Entretenimento – Pirataria x Streaming


Usuários de sites de streaming de música têm 31% menos o hábito de baixar arquivos musicais ilegalmente em relação àqueles que não utilizam esse tipo de serviço. A pesquisa, feita pelo Instituto Opinion Box, mostra que sites como Deezer, Spotify, Rdio, Google Play Music e Napster são conhecidos por 56,5% da população. O levantamento foi divulgado na em rencente pesquisa e o instituto ouviu 1.112 pessoas em todos os brasileiros.
Com cada vez mais opções, os serviços de streaming se consolidam entre as preferências na hora de ouvir música no país. De acordo com o estudo, 28,2% preferem escutar seus artistas favoritos dessa maneira. Porém, ainda hoje, o rádio continua sendo o campeão de popularidade. 76,4% dos questionados o consideram a melhor maneira de ouvir música(?)*. Completando a lista dos sete mais lembrados, plataformas de vídeo online, MP3, CD, televisão e vinil são as demais alternativas prediletas dos brasileiros para ouvir música.
A receita do sucesso do streaming, segundo especialistas, está na combinação de grandes repertórios musicais e um baixo custo para o assinante. O Deezer, por exemplo, conta com 35 milhões de músicas disponibilizadas para seus usuários, que podem ouvir gratuitamente com algumas restrições ou pagar planos a partir de R$ 14,90 para diminuir as barreiras. Já o Spotify, com mais de 30 milhões de músicas, além do plano gratuito, tem pacotes a partir de R$ 19,90.
Ter fácil acesso a tanta coisa, faz o uso ser mais frequente. De acordo com a Opinion Box, mais de 40% dos usuários de streaming de música utilizam o serviço diariamente e 40,6% acessam o serviço, pelo menos, uma vez por semana.
De acordo com o estudo, 78,8% dos entrevistados escutam música em casa, quase metade deles (45,5%) usam o streaming principalmente enquanto fazem faxina (não é só você, afinal!). No trabalho são 33,7%. No trânsito, 33,6%. E na academia, 28,8%. 21,4% ouvem enquanto estudam e preferencialmente em festas são 13,7% dos usuários. A pesquisa foi encomendada pelo Comitê de Desenvolvimento da Música Digital, que reúne representantes brasileiros dos principais serviços de streaming com presença no país.

* ☻ Nota:
Discordamos

10.847 – Mega Mídia – Lombardi, a voz mais famosa do Brasil


Falecido em 02-12-2009

É com você, Lombardi…

Ele ficou conhecido do grande público por causa da sua voz no programa do Silvio Santos, com quem trabalhou por mais de 40 anos. O rosto de Luís Lombardi Neto não era muito conhecido, porém muitos sabiam o seu nome. Ele morreu em um dia como este, no ano de 2009, em Santo André (SP), aos 69 anos. O locutor sofreu um infarto agudo e foi encontrado sem vida pela esposa, pela manhã. Silvio Santos, após saber do falecimento de seu amigo, interrompeu a gravação de um programa especial de Ano Novo, mas voltou aos trabalhos em respeito a Lombardi e à plateia.
Lombardi nasceu no dia 22 de dezembro de 1940, em São Paulo, e cresceu no bairro do Bixiga. Ele começou sua carreira de locutor na TV Paulista, atual TV Globo São Paulo, onde conheceu Silvio Santos. Depois de 15 anos, deixou a emissora para seguir com Silvio Santos, que estava abrindo a sua própria televisão. Na época de sua morte, Lombardi apresentava um programa em uma estação de rádio de Santo André.

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10.383 – Morre Carlos Townsend, o pai da Rádio Cidade


Mais um do tempo que se fazia rádio de qualidade, se foi
Mais um do tempo que se fazia rádio de qualidade, se foi

Ele também foi um dos apresentadores da primeira fase do programa Discoteque da Transamérica, sendo substituído por Elói de Carlo na segunda fase.
Ele tinha descoberto um câncer há 6 meses e vinha tentando lutar contra a doença. Ele faleceu no final de semana em Fort Lauderdale na Flórida (USA). Townsend é considerado o “pai da antiga Rádio Cidade”. Ele deixa esposa e dois filhos adolescentes.
Carlos Townsend teve seu primeiro contato com a música aos 4 anos de idade quando ganhou sua primeira “vitrola” que tocava apenas singles importados de 45 RPM. Aos 14 anos já montava fitas cassete caseiras e aos 16 tornou-se DJ profissional fazendo festas na zona sul do Rio de Janeiro. Seu primeiro emprego registrado foi aos 18 anos, na TV Globo, convidado por Antonio Faya para ser Assistente de Sonoplastia.
Pouco depois foi para os Estados Unidos fazer vários cursos de rádio e TV. Acabou formado em “Radio-TV Broadcast Technology” pela Miami-Dade College, na Flórida. Voltou ao Brasil com a intenção de continuar a trabalhar em televisão, mas o destino acabou levando-o para o rádio quando venceu uma concorrência interna no Sistema de Rádio Jornal do Brasil para o desenvolvimento de uma nova emissora, quando elaborou a proposta da “Rádio Cidade”. Seu projeto foi o vencedor. Com isso selecionou e treinou os primeiros apresentadores da rádio FM. Criou o conceito de rádio TOP 40 brasileira, pesquisou e elaborou a programação musical. Alem do Rio de Janeiro também implantou as Rádios Cidade de São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Goiânia. Todas as cinco emissoras chegaram ao 1º lugar do Ibope. Também atuou nas rádios Manchete e Transamérica.
Após 10 anos de atuação no meio rádio, Carlos decidiu buscar novos desafios. Foi convidado por Aloysio Reis para ingressar na indústria fonográfica como “Label Manager” do departamento internacional da CBS Discos (hoje Sony Music) onde ficou por 5 anos. Trabalhou com artistas como George Michael e Santana entre outros. Na sequencia foi convidado por Jorge Davidson para ser Gerente de Marketing e A&R Internacional na EMI Music.
Em 1992 montou sua própria empresa, a Work Station Produções. com o propósito inicial de trazer ao Brasil artistas internacionais. Chegou a realizar shows com Chris Montez e Papa Winnie. Entretanto, o Plano Collor acabou por então inviabilizar este ramo de negócio. Curiosamente, neste período, pediu Nelson Meirelles para montar uma banda para acompanhar Papa Winnie que, mais tarde, tornou-se “O Rappa”.
Em 1994, resgatando o desejo inicial de trabalhar com áudio & vídeo, mudou o ramo de atuação da Work Station Produções, que hoje é uma produtora que atende exclusivamente à indústria de entretenimento produzindo comerciais para Internet, TV e rádio, bem como planos e “cases” de Marketing em vídeo para produtoras, agências de publicidade, gravadoras e distribuidoras de cinema.
Em 2005 fundou a RadioMakers com o objetivo de desenvolver conteúdo de entretimento para mídias avançadas. Faz locução em inglês para a VoiceOver tendo feito centenas de narrações para os vídeos da TV Globo, COB e as empresas de Eike Batista!

10.382 – História da Dance Music no Rádio – Quando se produziam grandes programas


Programa Discotheque
Esse foi um dos melhores do gênero, saiu do ar em 1980. Na época da explosão da Disco tinha 3 horas de duração. Depois já na última fase, diminuiu para 2 horas de duração. Era transmitido pela Rede Transamérica.

Clique no link e baixe uma edição especial do programa:

http://www.4shared.com/mp3/sInwNM1tba/Discoteque_Transamrica_-_Edita.html?

Mazzei em NYC, de lá para a Rua Augusta em Sampa
Mazzei em NYC, de lá para a Rua Augusta em Sampa

The Big Apple Show
Direto de NYC, mixado e apresentado pelo radialista e DJ Julinho Mazzei, passou por várias emissoras de rádio.
Radio Fly da Jovem Pan
Também produzido e mixado por Julinho Mazzei, já no final dos anos 80, trazia os grandes singles do mundo dances e as viradas dos melhores DJs de Sampa.

Ritmos de Boate
O programa Ritmo de Boate foi ao ar por mais de 15 anos na extinta Rádio Mundial do RJ, atual CBN. Eu conheci o programa aqui de Sampa, a rádio pegava aqui e em outros estados (fraquinho mas pegava) o sinal chegava nos estados de ES, MG e aqui.
O programa ia ao ar diariamente de segunda a domingo da meia noite a 1h (hora que a emissora saía do ar) pela rádio Mundial do Rio de Janeiro e agitou a noite dos cariocas e de cidades vizinhas de 1980 a 1995, quando a rádio foi extinta, surgindo a CBN. Com a popularização do FM e em função das limitações técnicas do AM quanto a qualidade de som, foi ficando inviável a continuidade de emissoras com programação musical na faixa AM.

House Definition de 2001
Do fundo do baú um house definition, extinto programa da Energia 97 que marcou época, mas saiu do ar um pouco antes da morte do DJ Ricardo Guedes.

Programa Night Session Edit
Esse é um dos poucos programas no ar atualmente no dial paulistano que ainda vale a pena ouvir.
Uma referência
O programa Night Sessions da Enegia 97 é uma boa referência para aqueles que querem ficar por dentro dos lançamentos da house. O time de DJs é uma verdadeira seleção.

Dancing Nights
Muita gente gravou em K7 outro programa que marcou época no Rádio brasileiro, o Dancing Night, transmitido em rede nacional pela Transamérica, plantou a semente da Disco/Dance music nas mais longínquas cidades brasileiras que só conheciam o forró e outras coisas do gênero.

Ouça e baixe trechos do programa através desse link:

http://www.4shared.com/mp3/z-ICQZVKce/DN_varios_trechos.html?

Edição Especial

http://www.4shared.com/mp3/NuA9x4SVce/Dancing_Nights_Editado.html?

10.321 – Mega Sampa Vida Noturna – A Over Night está de volta


Over Night V Olímpia
Over Night V Olímpia

Quem não se lembra da badalada Over Night? Muito conhecida na década de 80 e 90, a balada de sucesso localizada na Mooca, junto com a TOCO, na Vila Matilde, e a Contra-Mão, do Tatuapé, foi uma das responsáveis pelo boom da música eletrônica na cidade de São Paulo, agora está de volta.
Famosa por criar tendências e festas Back to the Dates, a casa está sendo reconstruída pelo DJ Badinha e vem lançando diariamente teasers na rádio Energia 97 FM, porém o endereço será outro, pois o atual dono do ponto não quis negociar. Sem data definida para a reabertura, a nova Over Night funcionará na Rua Gomes de Carvalho, 799 – Vila Olímpia.
Inaugurada em 1988, pelo empresário Carmo Cunfli, e fechada em 2004, a Over Night destacou-se na época pela sua alta tecnologia de som e iluminação e pela carência de danceterias do gênero, principalmente na Zona Leste. Com capacidade para cerca de 1.300 pessoas, o clube vivia cheio.
Para quem não sabe, por lá já passaram todos os grandes DJs brasileiros, como Marky, Mau Mau, Patife, Grace Kelly Dum, Renato Lopes e o último grande residente DJ Andy, além de astros estrangeiros como Sasha e Bad Company.

10.221 – Mega Almanaque – O Prof. Júlio Mazzei


O professor e o gênio
O professor e o gênio

O professor de educação física Júlio Herculano Pedroso Mazzei, morreu aos 78 anos numa noite de domingo, em 2009, por complicações do mal de Alzheimer. Mazzei tem familiares em Araçatuba. Ele morou dez anos na cidade, onde foi, inclusive, jogador de futebol: zagueiro, vestiu camisa do São Paulo, o time profissional local que teve atividades nas décadas de 1940 e 50.
Sobrinho por parte de pai do monsenhor Vítor Ribeiro Mazzei, o padre com a mais destacada atuação na comunidade à mesma época, Júlio Mazzei também foi treinador de equipes de basquete, inclusive em Araçatuba, e preparador físico de Palmeiras e Santos.
Na Vila Belmiro, ele conheceu Pelé, fazendo grande amizade com o Atleta do Século e sendo, inclusive, responsável principal pela transferência do Rei do Futebol do alvinegro santista para o Cosmos de Nova York, nos EUA (1976).
Júlio Mazzei morou em Araçatuba de 1940 a 50, ano em que se mudou para São Paulo, para fazer faculdade de educação física na USP. Já com a graduação, passou por outras cidades. “Seu primeiro emprego foi em Mirandópolis, onde ele deu aula por dois anos após se formar”.
“Naquela época, ninguém fazia preparação física de forma tão científica como ele fazia; Júlio era tecnicamente especializado e alcançou muito sucesso com seu trabalho”, conta Henrique. “Lembro-me de que, naquela fase áurea do Santos, que tinha um timaço, o Palmeiras derrotou o Peixe e, segundo os cronistas da época, a preparação física elaborada por ele foi um dos fatores fundamentais à vitória”, disse.
Júlio Mazzei foi, então, contratado pelo Santos, onde ficou 12 anos, junto com Edson Arantes do Nascimento e companhia. “Ele era o maior amigo do Pelé, e foi quem intermediou negociação com o Cosmos, indo para os EUA junto com o Rei”, revelou. “No time, ele foi treinador do Pelé, chegando a ser campeão americano; depois de três anos, voltaram ao Brasil”, relatou.
O esportista escolheu Santos para morar com a mulher, mas durante bom tempo quase não parava na cidade do litoral porque começou a dar grande quantidade de palestras sobre educação física por todo o País. A sua especialização também incluiu cursos nos EUA.
“A doença foi descoberta em 2001 e, de lá para cá, ele ficou aos cuidados da família”, revelou Henrique. “Seu desejo era ser cremado e que suas cinzas fosse jogadas sob um coqueiro, na praia, em Santos, para que descansasse em paz”.
Júlio Mazzei ficou bem mais conhecido no País no fim dos anos 1980 e início dos 90. Na ocasião, ele participou de projetos esportivos em parceria com o narrador Luciano do Valle, da TV Bandeirantes. Entre eles, o da seleção brasileira de futebol master, que lhe rendia aparições constantes na emissora.
Ele estava internado numa clinica de repouso para idosos em Santos (SP), na Rua Pasteur, no bairro do Gonzaga, e diariamente recebia a visita de sua fiel e querida esposa, dona Maria Helena Mazzei.
Júlio morreu no dia 10 de maio de 2009.
Só deixou Santos por sete anos, quando mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou no New York Cosmos e no escritório de marketing esportivo que o Rei Pelé mantinha na “capital do mundo”.
Júlio Mazzei estava mal de saúde, pois era portador do “Mal de Alzheimer?. Daí, sua internação, pela família, na referida clinica para idosos, bem parecida com aquela em que Leônidas da Silva viveu por 12 anos, antes de sua morte.
Júlio Mazzei, pai do músico e radialista (excelente) Julinho Mazzei, sucedeu ao professor Financial no Palmeiras, foi campeão paulista de 63 e 66, campeão do Rio-São Paulo pelo Verdão em 65, e, no Santos, ganhou os paulistas de 67, 68, 69 e 73, a Recopa de 68, o Robertão de 68 e já conheceu 62 paises do planeta. E é também o grande responsável pela ida de Pelé para os EUA. “Lá, ele conheceu o marketing esportivo e a força de seu nome. Nova Iorque foi o grande gol de Pelé?, sempre dizia o querido Júlio Mazzei.
Na foto abaixo, você vê os jogadores da Seleção Brasileira “B” no dia 21 de novembro de 1965. Essa foto é histórica porque naquele domingo foi a única vez na história do futebol brasileiro que nossa seleção jogou duas vezes no mesmo dia e contra duas seleções europeias.

Júlio na seleção
Júlio na seleção

Naquele 21 de novembro de 1965 a seleção “A” do Brasil, com Pelé, dirigida por Vicente Feola, empatou em 2 a 2 com a União Soviética, à tarde, no Maracanã. O Brasil “A” jogou com Manga(Botafogo-RJ), Djalma Santos(Palmeiras-SP), Bellini(São Paulo-SP) depois Mauro Ramos(Santos-SP), Orlando Peçanha(Santos-SP) e Rildo(Botafogo-RJ); Dudu(Palmeiras-SP) depois Roberto Dias(São Paulo-SP) e Gérson(Botafogo-RJ); Jairzinho(Botafogo-RJ), Flávio(Corinthians-SP) depois Ademar Pantera(Palmeiras-SP); Pelé(Santos-SP) e Paraná(São Paulo-SP). Os mais de 113 mil pagantes viram no estádio Mário Filho, o Maracanã, os gols de Gérson e Pelé para o Brasil, e os gols de Banichevski e Slava Metreveli para a União Soviética. O último gol foi o célebre episódio em que o goleiro Manga, em pleno Maracanã, bateu o tiro de meta na nuca do jogador soviético (Slava Metreveli). A bola voltou em direção à meta de Manga e só parou no fundo do gol.

10.206 – Mundo dos DJs – Grand Master Flash X Malcom Maclaren


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Joseph Saddler (Bridgetown, 11 de janeiro de 1958), mais conhecido como Grandmaster Flash, é um músico de hip-hop e DJ. Alguns especialistas atribuem à Grandmaster Flash a invenção do ” scratch”, como Hermano Vianna cita na página 21 de seu livro ” O mundo funk carioca” : “Grandmaster Flash, talvez o mais talentoso dos discipulos do Dj Jamaicano¹, criou o “scratch”, ou seja, a utilização da agulha do toca-discos, arranhando o vinil em sentido anti-horário, como instrumento musical. Além disso, Flash entregava um microfone para que os dançarinos pudessem improvisar discursos acompanhando o ritmo da música, uma espécie de repente-eletrônico que ficou conhecido como Rap.
É possível que vários DJs tenham bolado paralelamente o scratchim, mas antes de Malcom Maclaren eu não vi ninguém fazer isso. Também discordo que Grand Master tenha sido o pioneiro do Rap. O primeiro conjunto que ouvi fazer isso foi Sugarhill Gang em 1979 com a clássica Rapers Deligh, um sumpler da Good Times do Chic.

10.170 – Música – Pet Shop Boys


É uma dupla de música pop britânica formada por Neil Francis Tennant e Christopher Sean Lowe no início dos anos 1980.
São, ao lado de outros grupos, responsáveis pela ascensão da música pop eletrônica entre meados das décadas de 80 e 90, sendo considerados, por grande parte da imprensa britânica especializada, a maior dupla de pop eletrônico devido às letras inteligentes e à ousadia de muitos de seus arranjos.
É a dupla de maior sucesso na história do Pop Inglês, com 36 músicas no top 20, 22 músicas no Top 10 e 11 álbuns top 10 na Inglaterra, atingindo vendas superiores a 100 milhões de discos no mundo inteiro. Em dezembro de 2006, o Pet Shop Boys foi indicado a 2 Grammy Awards por Best Dance Recording (I’m With Stupid) e Best Electronic/Dance Album (Fundamental – EMI).
Em Março de 2009 lançam seu mais novo álbum, chamado Yes, aclamado por público e crítica é considerado o sucessor de Very, álbum de 1993 e de maior sucesso da dupla até hoje.De Yes saíram os sucessos Love etc e Did you see me coming? (Ambas 1º lugar na billboard).
Seus maiores sucessos incluem as canções West End Girls, Domino Dancing, It’s A Sin, Always On My Mind (versão original de Elvis Presley) e Go West (versão original do Village People).
Em setembro de 2012 os Pet Shop Boys lançaram seu 11º álbum, chamado Elysium, gravado em Los Angeles. E teve como single a música Winner.Depois vieram mais dois singles a música Leaving (10ª posição na Billboard Dance) e Memory of The Future.
Em Julho de 2013 os Pet Shop Boys lançaram o 12ª álbum da carreira, chamado de Electric, com produção de Stuart Price (que já produziu álbuns para Madonna e New Order), e tem como o single a música Axis.O álbum tem recebido pela crítica internacional aclamação como um dos melhores trabalhos de toda sua carreira, segundo um crítico comentou: Com Electric, os Pet Shop Boys se sucedem espetacularmente!
Neil Francis Tennant nasceu em 1954, no dia 10 de julho, em North Shields, Inglaterra. Em 1959, quase 5 anos depois, em 4 de outubro, nascia Christopher Sean Lowe, em Blackpool, também na Inglaterra. A inclinação para a música começou cedo: Neil compunha desde os 11 anos de idade e Chris tocava trombone e piano também desde pequeno. Entre 70 e 71, Neil tocou violão e cantou numa banda folk chamada Dust. Em 72, mudou-se para Londres para estudar história na Polytechnic of North London. Começou a trabalhar como editor correspondente da Marvel Comics, passando por outras duas editoras e finalmente foi parar na revista Smash Hits, especializada em música pop. Chris chegou a ser tecladista numa banda heavy chamada Stallion, na escola onde estudava. Na mesma escola fazia parte da orquestra tocando trombone, além de ser um dos 7 integrantes de uma banda de jazz local: One Under The Eight. Em 78 foi estudar Arquitetura na Liverpool University. Os dois se conheceram em 81, numa loja de discos de King’s Road – Neil já trabalhava como crítico musical e Chris estagiava como arquiteto. De um simples bate-papo sobre gostos musicais surgiram os Pet Shop Boys. No início eles se denominaram West End (região da cidade de Londres), mas depois adotaram definitivamente o nome “Pet Shop Boys” por causa de uns amigos de Chris que trabalhavam numa loja de animais de estimação (Pet Shop).

Go West foi lançada como single em 6 de Setembro de 1993, embora seja um cover do grupo Village People. Foi tocado pela primeira vez pelos Pet Shop Boys no club The Haçienda, um ano antes. A ideia do cover Go West partiu de Chris Lowe (tecladista dos Pet Shop Boys). Ele estava em seu apartamento tocando, como algumas vezes faz, o álbum Greatest Hits do Village People, quando pensou que Go West seria uma ótima música a ser tocada, uma música sobre idealizações que, cantada por Neil Tennant (vocalista dos Pet Shop Boys) soaria esperançosa, já que a letra é muito inspiradora mas parece que o objetivo nunca é alcançado. O vídeo, com cenas na Praça Vermelha de Moscou, cativa um lado que faz lembrar a Guerra Fria, com os Pet Shop Boys fantasiados, Neil de Azul e Chris de Amarelo, ambos com “capacetes” azul e amarelo na cabeça.
A dupla se apresentou ao vivo no Brasil em várias ocasiões.
A primeira vez foi em 1994, quando realizou shows no Rio de Janeiro, depois em São Paulo pela Discovery Tour.
Musicalmente, a dupla mostrou influências assumidamente brasileiras no álbum Bilingual, de 1996, álbum imediatamente posterior à primeira passagem pelo Brasil, onde utilizaram um excerto da obra da artista Astrud Gilberto e sons de percussão semelhante ao grupo Olodum. As influências mais explícitas estão na música Se a vida é, do mesmo álbum.
Voltaram somente em 2004, apresentando-se apenas uma vez, no TIM Festival, que aconteceu em São Paulo.
Em 2007 estiveram em São Paulo, nos 16 e 17 de março de 2007, apresentando-se no Credicard Hall. Na mesma época passaram pelo Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte.
Em Outubro de 2009, pela turnê Pandemonium, apresentaram-se em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e, pela primeira vez, em Brasília.
Retornaram em 2010 para tocar num evento fechado de operadora de TV.
Em Maio de 2013 apresentaram o seu novo álbum Elysium no Sónar 2013 (Festival de Música Avançada e New Art Media) em São Paulo.

10.165 – Audiotecnologia – O que é Frequência Modulada?


Receiver da Gradiente, desing exuberante e poderoso
Receiver da Gradiente, desing exuberante e poderoso

Para se ter uma ideia das vantagens da Frequencia Modulada, é preciso saber-se inicialmente o que seja modulação. Quando a voz, tom ou som penetra no microfone de uma estação de radio, as ondas sonoras se transformam em ondas eletricas. Estas viajam através do espaço para o nosso aparelho receptor em uma onda “portadora”, que se poderia comparar a uma “esteira sem fim”. Ao atingir o receptor, a onda “portadora” é abandonada e as ondas eletricas transformam-se novamente em ondas sonoras.
A palavra modulação significa precisamente as modificações sofridas pela onda “portadora” ao conduzir as ondas sonoras. Com o equipamento de “amplitude modulada” ou ” modulação de amplitude”, os varios sons são distinguidos uns dos outros, modificando-se a espessura da onda “portadora”. Com o equipamento FM, base do radio moderno, os diferentes sons se diferenciam, modificando-se a velocidade dos impulsos eletricos, ou para usarmos a nossa comparação, a velocidade da “esteira sem fim” imaginaria.
A diferença no metodo de modulação dá ao FM a vantagem de eliminar virtualmente a estatica, o “fading”, a interferencia de estações, etc., e torna possivel uma tonalidade natural.

Maior Fidelidade de Som
No equipamento FM, as ondas “portadoras” situam-se a 10.000 ciclos, umas das outras. Se conseguissemos uma modulação até 15.000 (ou mesmo acima de 5.000 ciclos, os sinais interfeririam uns com os outros. Cada “esteira sem fim” iria virar mais em espessura do que em distancia entre as “esteiras” adjacentes.
As ondas “portadoras” em “broadcasting” FM, entretanto estão situadas a 200.000 ciclos umas das outras, o que permite uma reprodução completa do alcance total do ouvido humano. As “esteiras sem fim” estão bem espaçadas e a sua velocidade pode ser modificada sem que haja interferencia mutua. Dessa maneira, a onda “portadora” de FM é capaz de levar todos os sons que o nosso ouvido possa captar bem protegidos no meio dessa “esteira”.
Com o equipamento FM todos os sons podem ser ouvidos, tal como são produzidos no estudio, desde o mais profundo baixo à mais delicada nota. Alem disso, com o equipamento FM o controlador de som no estudio tem constantemente que elevar o volume do mesmo nas passagens musicais mais tranquilas e diminuí-los justamente quando a orquestra ou o artista executa uma nota muito alta. Desta forma, nós ouvimos a musica tal como é interpretada pelo sonoplastico e não pelo maestro. Mas, com o FM o controlador do som não precisa “censurar” o volume de um programam. Ouví-lo-emos tal como os artistas o interpretam. Esse fato isolado contribui sobremodo para o realismo da musica transmitida.

9961 – Luther Vandross – O Pavarotti da R&B


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Se voce conheceu o trabalho de Luther Vandross viu que ele fez jus ao título.
Luther Ronzoni Vandross (20 de abril de 1951 – 1 de julho de 2005) foi um popular cantor e compositor norte-americano de R&B e soul. Durante sua carreira, Vandross vendeu mais de 25 milhões de cópias de seus álbuns e ganhou oito prêmios Grammys, incluindo Melhor Cantor de R&B 4 vezes. Ele ganhou 4 prêmios Grammys em 2004, incluindo o Grammy de Melhor Canção do Ano pela música “Dance With My Father”, co-escrita com Richard Marx. O cantor de soul americano morreu aos 54 anos de idade. Vandross havia sofrido um grave derrame dois anos antes, do qual nunca se recuperou completamente. Mas mesmo numa cadeira de rodas, ele continuava a gravar discos e no ano de 2004 ele recebeu quatro Grammys pelo álbum “Dance With My Father?” lançado logo depois do derrame.
Durante a sua carreira, Vandross também recebeu quatro Grammys por melhor artista de R&B.

O single “Never to Much” é um dos mais regravados.

9934 – Por que celulares não sintonizam rádio AM?


Por razões técnicas e mercadológicas. “O sinal de AM, por operar numa frequência baixa, consome mais energia para ser captado do que o de FM. A instalação do receptor aumentaria o consumo de bateria e encareceria o valor do produto”, explica um engenheiro eletrônico da Faculdade de Tecnologia da Informação (FIAP). Outro empecilho é que, quanto mais baixa for a frequência da onda, maior precisa ser a antena para captá-la. “Nos aparelhos que sintonizam FM, a antena é o próprio fone de ouvido. Para rádio AM, a antena precisa ser maior”, acrescenta. Além dos entraves operacionais, os fabricantes entendem que não há procura que justifique a implantação de receptores para rádio AM nos celulares. Em 2008, a Sony Ericsson até tentou, mas o modelo R306 não durou muito.

9932 – I Like Chopin – A Clássica da Clássica


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Uma das músicas mais executadas nas rádios na primeira metade dos anos 80 foi “I Like Chopin”, que chegou ao primeiro lugar nas paradas em diversos países europeus. Vendeu cerca de 8 milhões de cópias mundialmente.
Produzida e gravada na Itália em 1983 pelo libanês Paul Mazzolini, mais conhecido como Gazebo, “I Like Chopin” recebeu diferentes versões e remixes, inclusive dançantes, contribuindo para a popularização do estilo que ficaria conhecido como ítalo-dance.

“I Like Chopin” é dessas músicas que tocaram demais em sua época e, como se não bastasse, a maioria das rádios preferia a versão completa, com duração de aproximadamente 8 minutos. A música recebeu o apelido de “I Like Chopinho”.

Vale lembrar que o primeiro single de Gazebo foi lançado em 1982, com a música “Masterpiece”. Também fez bastante sucesso na Europa, porém não chegou ao primeiro lugar. É pouco conhecida por aqui.
Gazebo não conseguiu emplacar na parada americana.

Um pouco +
Filho de um diplomata italiano e de uma cantora americana, foi figura de proa do Ítalo-disco, movimento musical italiano dos anos 80 com o estilo do synthpop. Artistas como Baltimora, Matia Bazar, Giorgio Moroder, P. Lion, Scotch, Miko Mission, Den Harrow, Spagna e Silver Pozzoli fazem parte do Italo Disco e synthpop italiano.
Paul correu os quatro cantos do mundo, aprendeu guitarra clássica em Paris, interessou-se, em Londres, pelo movimento punk, mas foi na Itália que construiu uma carreira dedicada à música eletrônica.
Na companhia do seu braço direito, Pier Luigi Giombini (compositor), iniciou a sua aventura musical com o single Masterpiece, que foi um grande sucesso na Itália em 1982.
É com a canção “I Like Chopin”, que fez parte do álbum homônimo de estréia, que Gazebo ficou reconhecido internacionalmente.

9915 – Mundo dos DJs – O Universo Hip Hop


hip hop

Hip hop é um gênero musical, com uma subcultura iniciada durante a década de 1970, nas áreas centrais de comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas da cidade de Nova Iorque. Afrika Bambaataa, reconhecido como o criador oficial do movimento, estabeleceu quatro pilares essenciais na cultura hip hop: o rap, o DJing, a breakdance e o graffiti.Outros elementos incluem a moda hip hop e as gírias.
Desde quando emergiu primeiramente no South Bronx, a cultura hip hop se espalhou por todo o mundo. No momento em que o hip hop surgiu, a base concentrava-se nos disc jockeys que criavam batidas rítmicas para pausas “loop” (pequenos trechos de música com ênfase em repetições) em dois turntables, que atualmente é referido como sampling. Posteriormente, foi acompanhada pelo rap e identificado como um estilo musical de ritmo e poesia, com uma técnica vocal diferente para utilizar dos efeitos dos DJs. Junto com isto, surgiram formas diferentes de danças improvisadas, como a breakdance, o popping e o locking.
A relação entre o grafite e a cultura hip hop surgiu quando novas formas de pintura foram sendo realizadas em áreas onde a prática dos outros três pilares do hip hop eram frequentes, com uma forte sobreposição entre escritores de grafite e de quem praticava os outros elementos.
O termo “hip” é usado no Inglês vernáculo afro-americano (AAVE) desde 1898, onde significa algo atual, que está acontecendo no momento; e “hop” refere-se ao movimento de dança. Keith “Cowboy” Wiggins e Grandmaster Flash são creditados com a primeira aplicação do termo hip hop, em 1978, ao mesmo tempo que Flash provocava um amigo que acabava de ingressar ao Exército dos Estados Unidos, proferindo as palavras “hip/hop/hip/hop”, imitando a cadência rítmica dos soldados.8 Mais tarde, Cowboy classificou a cadência uma das atividades para um MC fazer no palco.9 Como os grupos frequentemente eram compostos por um DJ e um rapper, os artistas foram chamados de “hip-hoppers”. O nome originalmente foi concebido como um sinal de desrespeito, mas logo veio a identificar-se com esta nova forma de música e cultura.
As canções “Rapper’s Delight”, do grupo Sugarhill Gang e “Superrappin”, de Grandmaster Flash foram lançadas em 1979 e obtiveram um alto sucesso. Dois anos depois, Lovebug Starski, DJ do Bronx, lançou um single intitulado “The Positive Life”, com referências a rappers. Então, DJ Hollywood utilizou o termo para se referir a um novo estilo de música, chamado rap. O pioneiro do hip hop Afrika Bambaataa reconhece Starski como a primeira pessoa a utilizar o termo “hip hop”, para se referir a esta cultura.

https://www.youtube.com/watch?v=WZ-1DYwaxrE

9786 – Homenagem dos Commodores a Michael Jackson


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O grupo The Commodores, famoso por sucessos como “Easy”, “Three Times a Lady”, “Machine Gun”, “Still” e tantos outros, adaptou o clássico “Nightshift” para homenagear Michael Jackson. A música foi criada em 1984 para fazer um tributo a Marvin Gaye e Jackie Wilson, falecidos no mesmo ano.
Walter “Clyde” Orange, um dos fundadores dos Commodores, informou que a homenagem a Michael Jackson começou em junho, durante a turnê do grupo pela Europa. No primeiro show após a morte de Michael, o vocalista JD Nicholas substituiu o nome “Jackie” por “Michael” na letra da música.
Devido à ótima resposta dos espectadores, os Commodores têm feito desde então referência a Michael toda vez que tocam “Nightshift”. O grupo pediu aos autores da música uma nova versão para que a homenagem seja definitiva. O pedido foi bem aceito.
Os Commodores estiveram próximos a Michael e seus irmãos. O grupo fez a abertura dos shows dos Jackson Five quando assinaram com a Montown.

8089 – Rádio – Siglas esquisitas são a sua identidade


As siglas são o RG da emissora. Elas surgiram durante a II Guerra Mundial para organizar o tráfego aéreo e marítimo e continuam em uso. Segundo o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Paulo Menecucci, toda emissora, quando começa a funcionar, recebe um prefixo (as letras) e um canal (os números). O ZY significa apenas que se trata de uma rádio. A letra que se segue determina se é AM, FM ou ondas curtas, mas a convenção varia regionalmente. Os números indicam a faixa de freqüência na qual ela transmite sua programação. “É como se fosse uma rua, reservada apenas para um tipo de onda sonora”. Assim, as transmissões de uma não interferem nas da outra, desde que não seja pirata, é claro.
O prefixo indica o caminho que a transmissão da emissora deve fazer no ar. Veja o exemplo da Rádio Guaíba AM, de Porto Alegre.
AM 720
ZYK276
O ZY mostra apenas que se trata de uma rádio comercial.
A letra K indica que a emissora é AM. Dependendo da região, outras letras podem ser usadas.
O 276 significa que a rádio encontra-se na freqüência 720 do mostrador. O número é determinado pelo Ministério das Comunicações.