13.616 – Peixe considerado o mais raro do mundo teve sua população Aumentada nos oceanos


peixe raro
O Thymichthys politus, ou simplesmente peixe-mão-vermelha, pensado como sendo o mais raro do mundo – mais isso até recentemente, quando os cientistas conheciam apenas 20-40 membros de sua população. No entanto, após uma descoberta casual feita pela Reef Life Survey, verificou-se que seus cardumes dobraram, segundo informações da Science Alert.
Antes da recente descoberta, a única população conhecida da espécie vivia na costa sudoeste da bacia de Frederick Henry, na Tasmânia. Já o novo clã vive em uma área diferente, que não foi divulgada para que proteção e gerenciamento dos peixes. Tudo o que se sabe é que eles foram encontrados vivendo em uma área de cerca de 50 metros de profundidade.
No entanto, para os pesquisadores, encontrar um novo grupo é emocionante, dada a raridade da espécie e possibilidade de aumentar ainda mais sua população, que era estimada em algo entre 20 e 40 peixes.
Mas, a raridade do peixe-mão-vermelha não é a única coisa impressionante sobre a espécie. Como o próprio nome indica, o peixe tem curiosos apêndices que se parecem com mãos, que usam para se movimentar ao redor no fundo do oceano.
Agora, o título de peixe mais raro do mundo poderá ser dado a um primo de espécie do T. politus, o peixe-mão-de-Ziebell, que não é avistado há mais de uma década, embora os pesquisadores temam que tenha sido extinto.

13.615 – Inteligência artificial decifra alguns mistérios do antigo manuscrito de Voynich


inteligencia-artificial-decifrar-manuscrito-Voynich-2
Usando inteligência artificial, pesquisadores da Universidade de Alberta (Canadá) deram um grande passo para desvendar o significado de um documento que vem sendo indecifrável há cem anos: o manuscrito de Voynich.
Nomeado em homenagem a Wilfrid Voynich, um comerciante de livros que colocou suas mãos no texto em 1912, o manuscrito de 240 páginas tem 600 anos e está preenchido com uma linguagem aparentemente codificada e ilustrações esquisitas, confundindo linguistas e criptógrafos há décadas.
Criptograma mais importante do mundo
O manuscrito de Voynich contém centenas de páginas frágeis, sendo que algumas estão faltando. Escrito à mão, o texto vai da esquerda para a direita e a maioria das páginas também possui desenhos, como plantas, figuras humanas nuas e símbolos astronômicos.
É difícil decifrar o seu significado porque o documento está escrito em um código desconhecido para disfarçar uma linguagem que não sabemos qual é – uma dupla incógnita que se revelou, até agora, impossível de se resolver.
Considerado o criptograma mais importante do mundo, foi examinado por incontáveis mentes profissionais e amadoras, inclusive criptógrafos que trabalharam decifrando comunicações inimigas na Segunda Guerra Mundial.
Várias teorias foram levantadas ao longo dos anos, incluindo que o documento foi criado usando esquemas de criptografia semialeatórios; anagramas; ou sistemas de escrita em que as vogais foram removidas. Alguns até sugeriram que o manuscrito é uma “pegadinha” altamente elaborada.
Já que as máquinas estão aí para dominar o mundo mesmo, pelo menos podemos usá-las a nosso favor. Tendo em vista que muitos seres humanos falharam na tarefa, estava na hora de recorrer a um cérebro que poderia processar esse texto com o escrutínio necessário: a inteligência artificial.
Os cientistas da computação Greg Kondrak, especialista em processamento de linguagem natural, e Bradley Hauer, seu estudante de pós-graduação, decidiram fazer o teste. O primeiro passo era descobrir o idioma do manucristo criptografado. Para esse fim, uma inteligência artificial (IA) estudou o texto da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, escrito em 380 línguas diferentes, procurando por padrões.
Em seguida, a IA passou para o Voynich, concluindo com uma alta taxa de certeza que o texto foi escrito em hebraico codificado. Kondrak e Hauer ficaram surpresos, uma vez que entraram no projeto pensando que ele havia sido elaborado a partir do árabe.
Armados com o conhecimento de que o texto foi originalmente codificado em hebraico, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo que poderia levar esses anagramas a criar palavras hebraicas reais. “Mais de 80% das palavras existiam em um dicionário hebreu, mas não sabíamos se faziam sentido juntas”, contou Kondrak.
Para o passo final, os pesquisadores decifraram a frase de abertura do manuscrito, apresentando-a a um colega cientista da computação e falante nativo de hebraico, Moshe Koppel. Decepcionantemente, Koppel disse que ela não formava uma frase coerente em hebraico.

Novamente com a ajuda do computador, no entanto, depois de algumas correções ortográficas, a frase foi convertida em uma sentença em hebraico que pode ser traduzida para o inglês (e agora para o português): “She made recommendations to the priest, man of the house and me and people” ou “Ela fez recomendações para o padre, o homem da casa, eu e as pessoas”.
De acordo com Kondrak, o significado completo do texto não será conhecido até que historiadores de hebraico antigo tenham a chance de estudar o texto decifrado.
Além disso, a equipe está planejando aplicar o seu algoritmo a outros manuscritos antigos, destacando o potencial da IA nesse campo de estudo. [Gizmodo]

 

inteligencia-artificial-decifrar-manuscrito-Voynich-838x472

13.614 – É mais difícil morrer usando estas drogas do que ingerindo álcool


alcoolDrogas são proibidas por lei pelo grande risco que causam à saúde. Mas não é segredo para ninguém que drogas permitidas por lei, como o álcool e o cigarro, também nos trazem grandes riscos. Os danos causados pelo cigarro são bem conhecidos, e a proibição de propagandas e os alertas nas embalagens ajudam a população a ter pleno conhecimento sobre os riscos do produto que está consumindo. Com o álcool, é um pouco diferente. Não há proibição da publicidade e o único alerta feito diz respeito à faixa etária permitida.
Por isso, a impressão que fica é que bebidas alcoólicas não representam um risco tão grande, mas isso não é verdade. O manual de orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre o álcool diz que a Organização Mundial de Saúde aponta que o consumo de álcool excessivo no mundo é responsável por 2,5 milhões de mortes a cada ano. O percentual equivale a 4% de todas as mortes, o que faz com que o álcool se torne mais letal que a Aids e a tuberculose.
O Brasil é um dos grandes consumidores de álcool do mundo. De acordo com um relatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), somos o terceiro país das Américas com o maior número de mortes relacionadas ao álcool entre os homens – e o mesmo estudo aponta que as Américas possuem uma taxa de consumo de álcool maior do que o resto do planeta. O relatório aponta que 73,9 homens a cada 100 mil morreram em 2010 no país devido ao álcool. As mulheres não ficam em uma posição muito melhor: somos o 11º país neste ranking. O álcool mata 11,7 em cada 100 mil mulheres – o número é muito menor que o dos homens porque o consumo entre eles é maior. Proporcionalmente, o número de mortes entre as mulheres brasileiras é alto também, considerando que o primeiro lugar na lista, a Argentina, tem 21,1 mortes por cada 100 mil habitantes.
Um estudo de 2010 feito por cientistas britânicos chegou até mesmo a colocar o álcool como a droga mais perigosa, a frente de substâncias como heroína e crack.
Existem várias maneiras de calcular o perigo de uma droga além de quantas pessoas ela mata – já que isso poderia desvirtuar a análise, uma vez que o álcool, por exemplo, é mais difundido, é legal e possui mais propaganda do que outras drogas e, portanto, chega a mais pessoas. Um método é medir a diferença entre uma dose efetiva da droga e uma dose letal. Considerando isso, as dez drogas listadas abaixo são menos mortais que o álcool tanto no número total de pessoas que matam quanto em relação à diferença entre uma dose letal e uma dose comum – há mais espaço entre uma dose efetiva e uma dose letal entre elas do que no álcool.
Cafeína
A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central e é a única droga psicoativa que não é rigorosamente regulada. É preciso, antes de tudo, diferenciar a cafeína do café. Casos de overdose de cafeína geralmente acontecem com pílulas ou outros tipos de cafeína concentrada. A xícara média de café tem apenas cerca de 100 miligramas de cafeína. Seria preciso um exagero muito grande de café para arriscar uma sobredosagem. Se você pesa cerca de 68 quilos, você precisaria tomar mais de 50 xícaras de uma só vez para que o café seja letal.
A ciência não sabe exatamente qual seria uma dose letal de cafeína, já que pesquisas sugerem que a tolerância à cafeína é algo individual. O que sabemos com certeza é que mulheres são mais vulneráveis ​​aos seus efeitos do que os homens.
Casos de sobredosagem com cafeína noticiados na imprensa são raros e tendem a acontecer quando ela está em formas irregulares, como em pílulas ou em pó, e os indivíduos tomam uma quantidade excessiva muito rápido.

Cocaína
Só por que uma droga é menos perigosa do que o álcool não quer dizer que ela não seja perigosa, e a cocaína é definitivamente perigosa. Ela é o principal estimulante associado à sobredosagem e à morte, superando drogas como a anfetamina e a metanfetamina. Como a cafeína, a cocaína é um estimulante do sistema nervoso central. Ela funciona como um carro em uma via rápida em direção à via mesolímbica do cérebro, onde a sensação de recompensa é processada.
A cocaína funciona bloqueando a remoção de dopamina das sinapses do cérebro, deixando-a acumular, o que causa sentimentos de euforia intensa. Em excesso, a cocaína está associada a irregularidades de humor, alucinações, colapso do septo e psicose. Ela é menos mortal do que o álcool. Porém, quando tomada em conjunto com bebidas alcoólicas, ela cria algo chamado de cocaetileno. O cocaetileno é uma droga nova produzida por uma dose de uma só vez de cocaína e álcool, e seus níveis de toxicidade podem ser 30% maiores do que o da cocaína sozinha.

Óxido nitroso
O óxido nitroso, o famoso gás do riso, é um gás incolor e não inflamável. Ele possui um ligeiro odor metálico e a capacidade de causar uma intensa tontura. O óxido nitroso é famoso por seu uso médico como analgésico e anestésico. No entanto, ele também é usado de forma recreativa.
O óxido nitroso foi inventado no final do século 18 e logo tornou-se comum nas festas da classe alta da Grã-Bretanha, e somente depois de superar a resistência dos médicos da época passou a ser usado nos consultórios. Hoje, é possível encontrar óxido nitroso também como oxidante em foguetes e sendo usado para aumentar a produção do motor durante corridas de automóveis.

Ketamina
Conhecida como “Special K”, a ketamina, ou cetamina, é um tranquilizante de cavalos que também é usado como droga recreativa – apesar ou mesmo por causa disso. Ela é relativamente comum como anestesia pediátrica e veterinária e é considerada um anestésico disassociativo, causando efeitos parecidos de anestesia do que drogas como o PCP, ou pó de anjo, e a DXM, substância presente em xaropes para tosse, drogas que manipulam as percepções sensoriais de alguém.
Atualmente, pesquisas pioneiras sobre as propriedades químicas da cetamina sugerem que seus usos medicinais são mais amplos do que apenas um anestésico. Pesquisas mostram que ela pode ser útil no tratamento da depressão. Um estudo da Universidade de Yale mostrou que a cetamina, quando administrada corretamente, pode curar partes inteiras do cérebro desgastadas por anos de estresse e fadiga. Quando usada com abuso, ela traz riscos. O uso excessivo pode levar o usuário a uma síndrome clínica que se assemelha a uma psicose esquizofrênica.
Maconha
Não há dúvidas de que a maconha é muito menos tóxica para nossos corpos do que o álcool.
Além disso, a maconha possui efeitos medicinais comprovados para aqueles que sofrem de glaucoma, epilepsia, esclerose múltipla e ansiedade, entre muitos outros males.
A maconha é uma das drogas psicoativas menos ameaçadoras do planeta. É praticamente impossível morrer com uma overdose de maconha. Na verdade, é uma das poucas drogas sem sobredosagens relatadas. Isso não significa que fazer algo estúpido sob efeito da erva, como dirigir ou tentar pular em um rio, não o matará. Mas é impossível que o corpo consuma níveis elevados de THC, o ingrediente ativo na maconha, a ponto de causar overdose. Seria preciso ingerir centenas de quilos de maconha em poucos minutos para morrer.

Ecstasy
A metilenodioximetanfetamina, conhecida pela sigla MDMA e popularmente como Ecstasy, é um composto sintético produzido pela primeira vez por químicos alemães em 1912. Sua composição química é uma mistura entre a metanfetamina e a mescalina alucinógena. O ecstasy provoca diversas reações químicas no corpo, potencializadas pelo fato de que muitas vezes ele é tomado em conjunto com outras drogas. A droga catalisa uma onda de serotonina no cérebro, levando a sentimentos de euforia, empatia e serenidade que podem durar várias horas.

Quando ela começa a sair do nosso sistema, entretanto, desencadeia reações que causam sentimentos muito fortes de depressão e fadiga.
Overdoses de ecstasy, que geralmente ocorrem em raves e shows de música, levam a desidratação e, em alguns casos, insuficiência cardíaca. Mas o maior perigo da MDMA é que ela raramente é comprada em forma pura. Em vez disso, a droga é misturada a outros compostos que podem ser tóxicos para a saúde.

Codeína
Os EUA vivem atualmente uma epidemia de opiáceos, e a inclusão da codeína em xaropes contra a tosse desempenhou um papel nisso. A codeína é o único opiáceo que aparece nesta lista. Quando utilizados corretamente, os opiáceos ajudam a aliviar níveis moderados ou severos de dor. A codeína também é utilizada como supressora da tosse, muitas vezes em conjunto com acetaminofeno ou um fármaco antiinflamatório não esteróide (AINE).

Muitas pessoas vão atrás da codeína acreditando incorretamente que é uma droga mais segura do que outras, mais “pesadas” como a heroína.
A codeína no xarope contra a tosse é misturada com prometazina, uma substância que tem que tem um efeito sedativo. Como a codeína e a prometazina são depressores do sistema nervoso central, a overdose pode levar a uma insuficiência respiratória. Os adolescentes americanos são o subgrupo mais adepto à codeína. Um em cada dez entre eles admitiu usar xarope contra a tosse para fins recreativos em 2014.

LSD
O LSD, também conhecido como ácido, é a sigla em inglês para dietilamida de ácido lisérgico. O cientista suíço Albert Hofmann sintetizou o LSD em 1938 enquanto trabalhava com o ergot, um fungo encontrado em grãos. Cinco anos depois, ele acidentalmente engoliu algumas de suas criações. Hofmann experimentou formas e imagens estranhas, efeitos comuns do LSD. Três dias depois, ele tomou uma dose maior da substância, no que seria a primeira viagem intencional de LSD no mundo.
O LSD é um alucinógeno que dá a seus usuários novas sensações auditivas, visuais e sensoriais. Em termos de toxicidade, a overdose de LSD é quase tão improvável quanto a do THC. Para ter uma overdose, um indivíduo precisaria aumentar em 1000 vezes a dose média. No entanto, as pessoas certamente podem fazer coisas estúpidas e perigosas sob a influência do LSD.
Outra característica em comum entre o LSD e a maconha são seus fins medicinais. Cientistas estudam como utilizar o LSD como um remédio contra a depressão. Testes em laboratório e com acompanhamento médico já mostraram que essa e outras drogas alucinógenas podem ser muito eficientes nestes casos.

Psilocibina
Ao contrário do LSD, a psilocibina é um psicodélico natural. Ela pode ser encontrada em várias espécies de cogumelos, conhecidos coloquialmente como “cogumelos mágicos”. Os cogumelos contendo psilocibina têm sido utilizados por suas propriedades “mágicas” para fins religiosos há milhares de anos.

Em termos de toxicidade, a psilocibina pura, como o LSD, é quase impossível de causar overdose. Assim como com o LSD, a dose efetiva média teria que ser aumentada 1000 vezes para alguém morrer de psilocibina, o que a torna muito menos letal do que o álcool.
Quando a psilocibina foi introduzida na cultura ocidental, seu potencial uso para tratamento da saúde mental já foi observado. Hoje, os médicos estão estudando como a psilocibina pode ajudar aqueles que sofrem de uma variedade de doenças mentais, e os resultados por enquanto são bastante positivos.

Mescalina
A mescalina é mais um alucinógeno. Porém, ao contrário do LSD ou dos cogumelos, não é muito difícil ter uma overdose com ela. Seria preciso aumentar a dose efetiva média em “apenas” 24 vezes – algo ainda distante do perigo do álcool.
Como a psilocibina, a mescalina é um alucinógeno natural, principalmente encontrado no cacto peiote, comum no sudoeste dos EUA e em boa parte do México. A mescalina tem uma história antiga, sendo usada desde a era pré-colombiana. Os astecas usavam o peiote por suas qualidades “divinas”.
O mais irônico é que alguns especialistas acreditam que a mescalina e os outros alucinógenos poderiam ser a chave para uma cura para o alcoolismo. [Listverse]

13.613 – Saúde – Tontura e Vertigem


vertigens
Tontura é um termo difícil de ser definido, sendo muitas vezes equivocadamente usado para descrever sensações como desequilíbrio, náuseas, hipotensão, fraqueza, visão dupla, turvação visual ou mal-estar. A tontura verdadeira é aquela que se apresenta como uma falsa sensação de movimento próprio ou do ambiente, estando frequentemente associada a desequilíbrio e/ou enjoos. Quando a tontura é causada por uma sensação de movimento rotatório, ou seja, parece que tudo ao redor está girando, damos o nome de vertigem. A vertigem é o tipo mais comum de tontura.

Neste texto vamos explicar por que a tontura surge e quais as doenças que a provocam. Se você está a procura de informações sobre cinetose, os enjoos que surgem ao andar de carro ou de navio, ou sobre desmaios e síncope, seus textos são estes:

– CINETOSE | ENJOO DE MOVIMENTO
– DESMAIO, SÍNCOPE E REFLEXO VAGAL
Para nos mantermos em equilíbrio, para saber em que posição estamos em relação ao meio ambiente (deitado, em pé, inclinado, de lado, pernas esticadas, braços levantados, etc.) e para saber se estamos parados ou em movimento, é preciso que o nosso corpo forneça informações detalhadas ao cérebro.

Temos basicamente três meios para mandar estas informações para o sistema nervoso central:

1. Visão, que nos orienta onde estamos e como está o meio ao nosso redor.
2. Propriocepção, que é a capacidade do cérebro reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. É a propriocepção que nos permite, de olhos fechados, reconhecer que estamos com o braço levantado, de cabeça para baixo, inclinados para frente, com as pernas dobradas, etc.
3. Ouvido interno, que é o maior responsável pelas tonturas e vertigens. É dele que vamos falar um pouco agora.

OUVIDO INTERNO – LABIRINTO E APARELHO VESTIBULAR
Dentro do ouvido interno temos um órgão chamado labirinto que faz parte do aparelho vestibular, responsável pela manutenção do equilíbrio.
O labirinto é um conjunto de arcos semicirculares que possuem líquidos em seu interior. A movimentação destes líquidos é interpretado pelo cérebro ajudando a identificar movimentos e a nos manter em equilíbrio.
As informações passadas pelo labirinto através da movimentação destes líquidos, ajudam o cérebro a interpretar movimentos angulares, acelerações lineares e forças gravitacionais.

Apenas como curiosidade: você sabe por que ficamos tontos depois de rodarmos várias vezes? Porque quando paramos de rodar, apesar de já estarmos parados, os líquidos dentro do nosso ouvido interno ainda ficam em movimento rotacional por alguns segundos, fazendo com que o cérebro interprete que ainda estamos rodando. Se fecharmos os olhos, a tontura aumenta ainda mais, pois de olhos abertos a visão consegue atenuar a mensagem errada que o ouvido interno está mandando ao cérebro.
Diferenças entre a vertigem e outros tipos de tontura
A caracterização de uma tontura como vertigem é importante porque este sintoma é típico de doenças do aparelho vestibular. As causas mais comuns de vertigens são as doenças que acometem assimetricamente o ouvido interno, seja por calcificação de áreas do labirinto, por inflamação, por infecções, por traumas ou por excesso de líquido dentro dos aparelho vestibular.
Como já foi citado na introdução deste texto, a vertigem é um tipo de tontura onde há ilusão de movimentos rotatórios. Este dado é essencial para distingui-la de outros tipos de tonturas. Também é característico da vertigem o fato da tontura ser intermitente, ou seja, vai e volta ao longo das semanas. Uma tontura permanente, que não melhora nunca, dificilmente se trata de vertigem. A vertigem costuma piorar com movimentos da cabeça, sendo um modo simples de identificar o tipo da tontura que o paciente apresenta.

SINTOMAS DA VERTIGEM
De forma resumida, os sintomas da vertigem são:

– Tonturas rotatórias. A sensação é de que você ou o ambiente estão rodando
– Dificuldade em manter o equilíbrio
– Tonturas que vão e voltam frequentemente ao longo de vários dias
– Tonturas que pioram com a movimentação da cabeça ou do tronco, quando tossimos ou quando espirramos
– Também podem estar associados a tontura: dor de cabeça, sensibilidade a luz ou barulho, sensação de fraqueza, visão dupla, taquicardia (coração acelerado) e dificuldades para falar.
Um sinal importante de vertigem é a presença do nistagmo: involuntários, rápidos e curtos movimento dos olhos, geralmente em direção lateral, como no vídeo abaixo.

CAUSAS DE VERTIGEM E TONTURAS
Cerca de 40% dos casos de tonturas se devem a doenças do aparelho vestibular, 10% são devidos a lesões cerebrais, 15% a distúrbios psiquiátricos, 25% não são verdadeiramente tonturas, mas sim pré-síncopes e desequilíbrios, e 10% são de origem indeterminada. Vamos citar rapidamente algumas causas comuns de tonturas e vertigens. Posteriormente escreverei um texto individual sobre cada uma destas causas.

a.Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB)

A vertigem posicional paroxística benigna, também chamada de vertigem posicional ou vertigem postural é a a causa nais comum de vertigem; é causado por calcificações nos pequenos canais dentro do sistema vestibular. A vertigem posicional apresenta curta duração (segundos a poucos minutos) e costuma ser desencadeada por certos movimentos da cabeça. A doença pode estar presente por várias semanas.

Para mais informações sobre a Vertigem posicional paroxística benigna, leia: VERTIGEM POSICIONAL PAROXÍSTICA BENIGNA.

b. Doença de Ménière

A doença de Ménière é causada por excesso de líquido no labirinto, o que provoca vertigens, perda auditiva e zumbidos. As crises de tonturas da doença de Meniere duram entre vários minutos até horas.
Na doença de Ménière o paciente pode apresentar perda permanente da audição e ficar com dificuldades de manter o equilíbrio de forma crônica.
Para mais informações sobre a doença de Ménière, leia: DOENÇA DE MÉNIÈRE.

c. Labirintite (neurite vestibular)

Labirintite1

A labirintite é causada por uma inflamação do labirinto ou do ramo vestibular do nervo auditivo que leva as informações do ouvido interno até o cérebro. A principal causa desta inflamação parece ser uma infecção viral. Pacientes com labirintite apresentam um quadro súbito de vertigem fortes, associado a náuseas, vômitos e dificuldade em se manter em pé. Podem também existir perda de audição e zumbidos. Na labirintite os sintomas podem durar vários dias. Para mais informações, leia: LABIRINTITE | Sintomas e tratamento.

d. Vertigens da enxaqueca
Pacientes com enxaqueca também podem podem apresentar episódios de vertigens (leia: DOR DE CABEÇA | Enxaqueca , cefaleia tensional e sinais de gravidade).

e. AVC ou ataque isquêmico transitório
Isquemia ou infarto cerebral podem causar tonturas (leia: AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL | DERRAME CEREBRAL). O quadro é mais comum em idosos, em pacientes com história de diabetes, hipertensão, tabagismo ou doenças cardiovasculares. No AVC costumam estar presentes outros sintomas além da tontura, como perda de movimentos e/ou sensibilidade em um ou mais membros, desorientação, dificuldades para falar, etc.

f. Medicamentos
Intoxicação por algumas drogas podem causar lesão do ouvido interno, entre elas, cisplatina, fenitoína e antibióticos da classe dos aminoglicosídeos.

g. Entupimento do ouvido por cera
Raramente, pacientes com impactação de cera no ouvido podem se queixar de tonturas (leia: CERÚMEN | Cera do ouvido).

h. Esclerose múltipla (leia: ESCLEROSE MÚLTIPLA | Sintomas, diagnóstico e tratamento)

i. Traumatismo craniano

j. Crises de ansiedade ou ataques de pânico

SINAIS DE GRAVIDADE DAS TONTURAS
A maioria dos casos de vertigens são autolimitados e, apesar dos sintomas serem bastante incômodos, não trazem maiores riscos. O otorrinolaringologista é o especialista indicado para avaliar casos de tonturas. Entretanto, se a tontura vier acompanhada de alguns outros sintomas, um quadro mais grave pode estar por trás.
Portanto, se você apresenta tonturas e alguns dos sinais e sintomas descritos abaixo, procure imediatamente atendimento médico:

– Febre alta.
– Dor de cabeça muito intensa (exceto nos pacientes já sabidamente portadores de enxaqueca).
– Fraqueza em algum membro.
– Dificuldade para falar.
– Perda da consciência.
– Dor no peito
– Desorientação.
– Vômitos incoercíveis.

13.612 – Mega Almanaque – Orlando Duarte


orlando duarte
Orlando Duarte Figueiredo, nascido no dia 18 de fevereiro de 1932, em Rancharia (SP), é um dos mais completos cronistas esportivos do Brasil.
Hoje, ele é colunista de dezenas de jornais brasileiros que publicam sua coluna “O Informal” e apresenta o programa “Câmara Esporte Clube”, na TV Câmara-SP.
Além disso, Orlando Duarte é sempre convidado para dar palestras em universidades e eventos esportivos.
O consagrado cronista sempre é requisitado para falar de sua experiência em Jogos Pan-Americanos.

Ele cobriu oito Olimpíadas e todas as Copas do Mundo a partir de 1950. Escreveu 32 livros sobre esportes, conhece 50% do mundo, preencheu 17 passaportes.
Vestiu as camisas das rádios Bandeirantes (duas vezes), Jovem Pan, Trianon e Gazeta, além das TVs Cultura (que dirigiu), Jovem Pan UHF, SBT, Globo, Band e Gazeta.
Na mídia impressa, militou em A Gazeta Esportiva, A Gazeta, Mundo Esportivo, A Gazeta Esportiva Ilustrada, O Tempo, Última Hora e Diário da Noite.

Orlando Duarte, dois casamentos, tem seis filhos e seis netos.
Em 25 de abril de 2011, Orlando Duarte concedeu uma entrevista ao repórter Marcos Júnior, do Portal Terceiro Tempo na noite de lançamento do livro “São Paulo FC, o Supercampeão”, que ele escreveu em parceria com Mário Vilela. Ele falou sobre a obra, o São Paulo e outros assuntos do futebol.
Em 08 de novembro de 2011, Orlando Duarte compareceu à coletiva de Pelé, no lançamento do livro “Primeiro Tempo”, de Benedito Ruy Barbosa, sobre o Rei do Futebol.
No dia 4 de julho de 2017, após cirurgia no quadril, Orlando Duarte escreveu a seus amigos, através de seu perfil no Facebook, sobre o seu estado de saúde:

“Amigos!

Venho aqui depois muito tempo, para dizer que estou atento na medida do possível, para sempre estar ligado no esporte, que é a razão e a dedicação da minha vida. No entanto, em cima dos meus 85 anos de idade, me sinto evidentemente, mais cansado, mais exigente e ao mesmo tempo, mais descontraído.

A idade me deixa sensível às coisas que acontecem no nosso país, como esse caso da mulher que estava grávida e foi atingida por uma bala no Rio de Janeiro, causando um mal terrível ao neném, a ela e a nossa sociedade.

Observo um mundo extremamente desumano, interesseiro e violento. Me faz um mal danado esses ataques sem sentido, – terroristas, que matam apenas por matar, por fanatismo.

Apesar disso tudo, evidentemente tenho amor a vida, aos meus e tenho paixão pelas crianças, que enfeitam e alegram nosso mundo, sem dúvida.

Estou neste momento me recuperando de uma cirurgia de quadril. Não é nada fácil. Preciso aprender a andar novamente.

Não estou em nenhuma mídia, como costumam me perguntar.

Estou apenas na vida. Na vida, com os limites que ela impõe e o sistema também.

Boa tarde a todos e obrigado por estarem por aqui”.

13.611 – Aniversário de São Paulo tem tradicional Bolo do Bixiga


aniversario-de-sao-paulo
Moradores do tradicional bairro do Bixiga montaram o tradicional bolo de aniversário para festejar o aniversário de São Paulo. O “bolo do Bixiga”, que já entrou até para o Livro dos Recordes, é fruto da colaboração entre vizinhos, empresários locais e patrocinadores. Cada um leva uma quantidade de pão de ló e tudo é unido em uma longa mesa, para ser confeitado e formar um único bolo.
O comerciante Walter Taverna, de 84 anos, está à frente da organização do evento desde 1994, quando Armandinho do Bixiga, idealizador da festa, faleceu. Taverna, que também é conhecido como o “Primeiro-ministro da República do Bixiga”, lembra que o primeiro bolo, em 1986, tinha mil e quinhentos metros de comprimento. Em 2015, a Câmara de Vereadores votou para incluir o evento no calendário oficial das comemorações pelo aniversário da cidade.
A jornalista Nádia Garcia, que também é uma das organizadoras do evento, explica que o Bolo do Bixiga surgiu como uma forma de agradecer a cidade por acolher os imigrantes.
Por falta de patrocínio, o bolo deixou de ser feito entre 2009 e 2016, mas a tradição foi retomada no ano passado. Para este ano, os organizadores preferiram não criar expectativa quanto ao tamanho da guloseima, deixando em destaque a união dos moradores do bairro: “não é uma questão de quantidade. Quanto maior o bolo, maior será a participação da comunidade”.

13.610 – História – IDADE ANTIGA


idade antiga
Quando adentramos o estudo da Antiguidade ou Idade Antiga, é bastante comum ouvir dizer que esse período histórico é marcado pelo surgimento das primeiras civilizações. Geralmente, ao adotarmos a expressão “civilização” promove-se uma terrível confusão que coloca os povos dessa época em uma condição superior se comparados às outras culturas do mesmo período.
Na verdade, a existência de uma civilização não tem nada a ver com essa equivocada ideia de que exista um povo “melhor” ou “mais evoluído” que os demais. O surgimento das primeiras civilizações simplesmente demarca a existência de uma série de características específicas. Em geral, uma civilização se forma quando apontamos a existência de instituições políticas complexas, uma hierarquia social diversificada e de outros sistemas e convenções que se aplicam largamente a uma população.
Ao contrário do que se possa imaginar, não podemos apontar uma localidade específica onde encontremos a formação das primeiras civilizações da história. O processo de fixação e desenvolvimento das relações sociais aconteceu simultaneamente em várias regiões e foi marcado pelo contato entre civilizações, bem como a incorporação de duas ou mais culturas na formação de outra civilização.
Reportando-se ao Mundo Oriental, podemos assinalar o desenvolvimento das milenares civilizações chinesa e indiana. Partindo mais a oeste, localizamos a formação da civilização egípcia e dos vários povos que dominaram a região Mesopotâmica, localizada nas proximidades dos rios Tigre e Eufrates. Também conhecidas como civilizações hidráulicas, essas culturas agruparam largas populações que sobreviviam da exploração das águas e terras férteis presentes na beira dos rios.
Na parte ocidental do planeta, costuma-se dar amplo destaque ao surgimento da civilização greco-romana. O prestígio dado a gregos e romanos justifica-se pela forte e visível influência que estes povos tiveram na formação dos vários conceitos, instituições e costumes que permeiam o Ocidente como um todo. Contudo, não podemos também deixar de dar o devido destaque aos maias, astecas, incas e olmecas que surgem no continente americano.
Sem dúvida, o estudo das civilizações antigas se mostra importante para que possamos entender melhor sobre as várias feições que a nossa cultura assume atualmente. Contudo, sob outro ponto de vista, o estudo da Antiguidade também abre caminho para que possamos contrapor os valores e parâmetros que um dia foram comuns a alguns homens e hoje se mostram tão distantes do que vivemos. É praticamente infinito o leque de saberes que se aplica a esse período histórico.

13.609 – Febre amarela: as principais dúvidas sobre a doença


mosquito4
Há dois tipos de febre amarela, a silvestre e a urbana. Qual é a diferença entre elas?
A silvestre é disseminada pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, circulantes em matas, e não em cidades. A versão urbana é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do zika e da chikungunya. Não há registro de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. As mortes de agora foram causadas pela versão silvestre, unicamente.

Existe a possibilidade de os mosquitos Haemagogus e Sabethes irem para a área urbana?
Não. Os mosquitos Haemagogus e Sabethes são de gêneros diferentes, mas tem comportamentos parecidos. Eles vivem em áreas de florestas densas, com vegetação abundante. Voam alto e geralmente ficam na copa das árvores. Sua fonte principal de alimentação é o sangue dos macacos que estão lá em cima. Ou seja, estão totalmente adaptados a hábitos silvestres que não vão encontrar na cidade.

Por que a versão urbana é um problema?
Porque seu potencial de disseminação é grande, na medida em que circularia nas cidades, em meio a um número muito maior de pessoas.

O macaco pode transmitir febre amarela?
Não. A febre amarela não é uma doença contagiosa, por isso sua transmissão não é feita de animal para animal, tampouco de animal para humanos nem entre humanos. A única forma de transmissão é pela picada de mosquitos infectados.

Qual é o papel de primatas na transmissão?
Primatas podem se contaminar com o vírus, exercendo também o papel de hospedeiros. Se picados, os animais transmitem o vírus para o mosquito, aumentando, assim, os riscos de propagação da doença.

Se uma pessoa que foi infectada com febre amarela em uma área silvestre estiver no centro de São Paulo e for picada por um mosquito urbano, o Aedes aegypti, esse mosquito contrai o vírus e passa a espalhar a doença?
Sim e esse seria o início do ciclo urbano da doença. A febre amarela urbana acontece justamente quando o Aedes aegypti pica uma pessoa doente e depois pica outra pessoa susceptível, transmitindo a doença. Exatamente como acontece com a dengue, zika e chikungunya. Por isso é importante que todas as pessoas que moram ou frequentam áreas de risco se vacinem.

Quem precisa tomar a vacina?
O Ministério da Saúde recomenda a vacinação em crianças a partir de 9 meses de idade (6 meses em áreas endêmicas) e pessoas que moram próximo a áreas de risco.

Onde ela está disponível?
A vacina está disponível gratuitamente em unidades básicas de saúde da rede pública. Também é possível encontrá-la em clínicas particulares, ao custo de cerca de 250 reais.

Quem não deve tomar a vacina?
Crianças com menos de 6 meses não devem tomar a vacina sob hipótese nenhuma. Mães que estão amamentando crianças nessa idade também devem evitar se imunizar. Caso seja necessária a vacinação, o ideal é ficar dez dias sem amamentar o bebê. Em crianças entre 6 e 9 meses de idade, a vacinação só deverá ser realizada mediante indicação médica. A mesma recomendação vale para gestantes. Pacientes imunodeprimidos, como pessoas em tratamento quimioterápico, radioterápico, com aids ou que tomam corticoides em doses elevadas e pessoas com alergia grave a ovo também não devem se vacinar.
Já sou vacinado. Preciso repetir a dose?
Não. Desde o início de 2017, o Brasil segue a recomendação da OMS de uma única dose. Ou seja, adultos vacinados não precisam repeti-la. Estudos científicos demonstram que apenas uma dose é suficiente para que o organismo continue com anticorpos o resto da vida.

Como funciona a vacina fracionada?
Na vacina fracionada, uma única dose de 0,5 ml será utilizada em cinco pessoas, o equivalente a 0,1 ml por pessoa.

A vacina fracionada será aplicada no país inteiro?
Não. Por enquanto a recomendação é apenas para alguns municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, regiões que não tinham recomendação para a vacina e onde a maior parte da população não está imunizada.

Os 54 municípios do Estado de São Paulo que vão fazer a vacinação fracionada da febre amarela são: Aparecida, Arapeí, Areias, Bananal, Bertioga, Caçapava, Cachoeira Paulista, Canas, Caraguatatuba, Cruzeiro, Cubatão, Cunha, Diadema, Guaratinguetá, Guarujá, Igaratá, Ilha Bela, Itanhaém, Jacareí, Jambeiro, Lagoinha, Lavrinhas, Lorena, Mauá, Mongaguá, Monteiro Lobato, Natividade da Serra, Paraibuna, Peruíbe, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Praia Grande, Queluz, Redenção da Serra, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Roseira, Santa Branca, Santo André, Santos, São Bento do Sapucaí, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José do Barreiro, São José dos Campos, São Luís do Paraitinga, São Paulo, São Sebastião, São Vicente, Silveiras, Taubaté, Tremembé e Ubatuba.
No Rio de Janeiro, dezessete municípios realizarão a vacinação fracionada. São eles: Aparecida, Arapeí, Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica.

Na Bahia, são oito municípios: Camaçari, Candeal, Itaparica, Lauro de Freitas, Mata de São João, Salvador, São Francisco do Conde e Vera Cruz.

Qualquer pessoa pode tomar a dose fracionada?
Não. Os seguintes grupos devem continuar a receber a dose integral: crianças de 9 meses até 2 anos de idade e pessoas condições clínicas especiais como HIV/aids (mediante recomendação médica), doenças hematológicas ou após término de quimioterapia. Pessoas que vão viajar para países que exigem o certificado internacional de vacinação também devem receber a dose integral. Basta acessar o site da Anvisa para saber quais países têm essa exigência.

Quem tomou a vacina fracionada, deverá repetir a dose?
Sim. Ao contrário da dose padrão, a fracionada tem validade de oito anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Quem tomou a dose fracionada e tem viagem marcada para algum dos 135 países que adotam o certificado internacional de vacinação precisará tomar a dose padrão mesmo que o intervalo entre as doses seja inferior a oito anos. Isso é necessário porque o certificado internacional não é concedido pela Anvisa a quem toma a dose fracionada. Lembrando que deve haver intervalo de pelo menos trinta dias entre cada dose, por se tratar de uma vacina com vírus vivo.

Por que o governo decidiu usar doses fracionadas?
Para fazer uma ação rápida de vacinação e bloquear o avanço do vírus, diante de um estoque limitado de vacinas.

Como saber qual dose – integral ou fracionada – foi aplicada?
O tipo de vacina deverá ser informado pelo agente de saúde. O selo do comprovante de vacinação também será diferente para a dose fracionada.

Quais são as reações possíveis à vacina?
Os efeitos colaterais graves são raros. Mas 5% da população pode desenvolver sintomas como febre, dor de cabeça e dor muscular de cinco a dez dias. Não é frequente a ocorrência de reações no local da aplicação.

Quem tem maior risco de evento adverso relacionado à vacina da febre amarela?
Crianças menores de 6 meses, idosos, gestantes, imunodeprimidos, mulheres que estão amamentando e pessoas com alergia grave à proteína do ovo.

Quando começa a campanha de vacinação?
A vacina contra a febre amarela está disponível em todos os estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Mas, nesses locais, a campanha de vacinação, com início da aplicação da dose fracionada da vacina começa no dia 29 de janeiro e vai até 17 de fevereiro em São Paulo. No Rio de Janeiro, em razão do Carnaval, a campanha acontece entre 19 de fevereiro e 9 de março. A campanha acontece no mesmo período em oito cidades da Bahia.

Nos três estados, o “Dia D de mobilização” acontece no dia 24 de fevereiro, sábado. Em São Paulo, haverá reforço na campanha também no dia 3 de fevereiro.

Não encontrei a vacina em postos ou nas clínicas, mas moro em área urbana. Qual o risco de não me vacinar?
Baixo. Quem mora em áreas distantes dos locais com transmissão mais constante da infecção e não frequenta esses lugares pode esperar até a situação se normalizar para se vacinar. A prioridade é imunizar pessoas que vivem ou visitam essas regiões. Mas é possível se proteger com medidas simples, como o uso adequado de repelente que consiste em reaplica-lo a cada 4 horas e nunca passar protetor solar por cima.

Moro perto de um parque. Corro mais risco?
Não, a menos que esse parque tenha a presença de macacos.

Por que a OMS classificou todo o Estado de São Paulo – e não só regiões específicas — como área de risco?
Recentemente, a Organização Mundial da Saúde indicou a inclusão de todo o Estado de São Paulo como área de risco para a febre amarela. Isso significa que todos que desejam viajar para a região, incluindo a capital, devem se vacinar com dez dias de antecedência. Segundo os especialistas, a recomendação faz sentido porque a OMS precisa ter uma noção abrangente das regiões do país onde há risco para fazer uma recomendação geral. O órgão não tem como saber exatamente quais locais o turista vai visitar durante sua estadia e se vai ou não se colocar em risco.

A febre amarela é uma doença fatal?
Se houver diagnóstico precoce, não. De 40% a 50% dos casos podem evoluir para a forma grave da doença. Nestes, em 30% a 40% a doença pode ser fatal.

Quais são os sintomas da febre amarela?
Cerca de 35% das pessoas infectadas apresentam sintomas semelhantes aos de um resfriado, como dor de cabeça, febre, perda de apetite e dores musculares, três dias depois de terem sido picadas pelo mosquito. Após essa fase, 35% desenvolverão a forma grave da doença, com sintomas severos, como dor abdominal, falta de ar, vômito e urina escura. O restante não apresenta sintomas.

É possível contrair a doença mais de uma vez?
Não. Quem já foi infectado está imune para sempre, diferentemente do que ocorre com a dengue.

Qual é o tratamento para a febre amarela?
Não há um tratamento específico para febre amarela. A medida mais eficaz é a vacinação, para evitar a contaminação da doença.

Como se proteger contra a doença?
O ideal é tomar a vacina, mas para aqueles que não podem tomar o imunizante ou que estão no período de dez dias após a aplicação, a melhor forma de prevenção é evitar a picada do mosquito. Algumas formas de colocar isso em prática são: usar repelente, aplicar o protetor solar antes do repelente, evitar áreas silvestres (se possível), vestir roupas compridas e claras, usar mosqueteiros e telas e evitar perfume em áreas de mata

Qualquer repelente funciona contra o mosquito?
Não. No Brasil, são mais de 120 com registro na Anvisa, mas somente os que contêm alguma das seguintes substâncias têm garantia de eficácia: DEET, IR3535 e icaridina. Vitamina do complexo B não tem efeito comprovado contra o mosquito.
Como e onde emitir um Certificado Internacional de Vacinação que registre a imunidade permanente para quem já tomou uma dose?

ANVISA

13.608 – Google cria recurso que reconhece e apaga imagens de ‘bom dia’ do WhatsApp


golpe whats3
Você já ficou incomodado com as pessoas que enviam as infames imagens e GIFs de “bom dia” em grupos do WhatsApp? Se você não ficou, as chances são grandes de você ser um dos perpetradores dessa prática. O fato é que muita gente detesta esse tipo de mensagem, que além de não ter utilidade, ainda enche o armazenamento do celular com imagens desnecessariamente.
Agora o Google decidiu tomar uma medida para conter esse problema. A empresa vai utilizar o seu recém-lançado Files Go como uma ferramenta capaz de reconhecer essas mensagens de bom dia para poder apaga-las do celular, o que, de quebra, também faz com que elas sumam das conversas do WhatsApp.
Apesar de o Brasil ser um dos principais alvos desse tipo de prática, o Google criou o recurso pensando, primeiramente, na Índia, um povo que apresenta algumas similaridades com o brasileiro em relação ao seu comportamento online. Por lá, a praga do “bom dia” se tornou ainda mais grave do que no Brasil.
De acordo com uma pesquisa do Google, um em cada três usuários de smartphones na Índia fica sem espaço no celular diariamente. Para um país com mais de 1 bilhão de habitantes, esse número é bastante significativo. O motivo para isso são justamente as mensagens de “bom dia”, que chegam aos montes e se acumulam no armazenamento do celular em um país onde os aparelhos mais modestos e sem muito espaço disponível dominam o mercado.
Para solucionar o problema, o Google começou a utilizar sua experiência com inteligência artificial e aplicá-la ao Files Go, aplicativo cuja função primordial é limpar arquivos desnecessários de celulares Android. Assim, a empresa só precisou treinar suas máquinas, alimentando-as com toneladas de mensagens motivacionais e imagens de “bom dia”, para que o sistema fosse capaz de reconhecer esse tipo de publicação automaticamente.
No início, porém, a inteligência artificial demorou um pouco para reconhecer o DNA e os padrões desse tipo de mensagem. A máquina confundia as mensagens de “bom dia” com imagens de crianças com algum tipo de frase escrita em suas camisetas, segundo Josh Woodward, gerente de produto responsável pelo Files Go, em entrevista ao Wall Street Journal. Com mais treino, no entanto, hoje o sistema cumpre a missão de forma adequada.
O recurso foi pensado para a Índia, de forma que ainda não funciona no Brasil, mas não seria surpresa se o Google expandisse a função. Enquanto isso, se quiser impedir que imagens e vídeos recebidos pelo WhatsApp entupam seu celular, uma boa opção é impedir que o aplicativo faça o download automático desse tipo de conteúdo; só não é possível filtrar apenas mensagens de “bom dia” como faz o Google.

13.607 – Mineradora reduz catedral histórica a escombros na Alemanha


demolicao-igreja-de-sao-lamberto
Por mais de um século, os habitantes de Immerath, oeste da Alemanha, iam à catedral de São Lamberto para adorar o santo que foi bispo da cidade holandesa de Maastricht entre 670 e 700 da era cristã. Até que uma companhia alemã de mineração e energia levou a cabo a completa destruição da igreja, erguida entre 1880 e 1890.
Após o templo vir abaixo, concluiu-se a última etapa da demolição de todo o vilarejo, que foi reconstruído a sete quilômetros de distância e teve seus 1,2 mil residentes deslocados. A empresa RWE Power identificou reservas importantes de lignito na região — um tipo de carvão fácil de se minerar e principalmente utilizado na produção de energia elétrica.
Segundo o site Catholic Herald, nenhuma missa era celebrada na igreja desde 2013, ano em que foi destituída de sua consagração. Mas, ainda assim, as características arquitetônicas e o valor histórico do edifício que deixou de existir se destacavam.
Dotado de duas torres imponentes, seguia a arquitetura neorromânica: buscava reviver e reinterpretar o estilo românico, que imperava entre os séculos 11 e 13 na Europa medieval. Como forma de compensação à perda dos moradores, a RWE Power construiu na nova Immerath uma capela com design moderno.
A antiga igreja da São Lamberto continua presente no novo local, porém apenas como uma pequena réplica em uma praça. Outra ação que a companhia teve de assegurar foi o deslocamento do cemitério local: os corpos foram exumados e reenterrados no novo vilarejo.

13.606 – Os Robôs Estão Chegando – Automação vai mudar a carreira de 16 milhões de brasileiros até 2030


emprego3
Além das já conhecidas ameaças geopolíticas e ambientais, as transformações do mercado de trabalho também ganharam lugar de destaque na agenda do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Só no Brasil, 15,7 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação até 2030, segundo estimativa da consultoria McKinsey.
No mundo, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7,1 milhões de empregos, principalmente aqueles relacionados a funções administrativas e industriais.
A avaliação de especialistas da área é que o mercado de trabalho passa por uma grande reestruturação, semelhante à revolução industrial. A diferença é que agora tudo acontece muito mais rápido: desde 2010, o número de robôs industriais cresce a uma taxa de 9% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
No Brasil, cerca de 11.900 robôs industriais serão comercializados entre 2015 e 2020, segundo a Federação Internacional de Robótica.
A Roboris, que tem entre seus clientes a Embraer, é uma das fornecedoras que atuam no país. Segundo o presidente da empresa, Guilherme Souza, 30, o interesse da indústria brasileira pela automação vem crescendo.
No mundo, entre 400 milhões e 800 milhões serão afetados pela automação até 2030, a depender do ritmo de avanço tecnológico, segundo a McKinsey. Isso equivale a algo entre 11% e 23% da população economicamente ativa global, calculada pela OIT em 3,5 bilhões de pessoas.
Isso não significa que todos perderão o emprego, mas que serão impactados em algum grau, que vai de desemprego a ter um “cobot” (colega de trabalho robô com quem divide as funções).
O Fórum Econômico Mundial, por exemplo, projeta um aumento na demanda nas áreas de arquitetura, engenharia, computação e matemática, entre outras.
Esse incremento de vagas, contudo, não será suficiente para absorver quem perdeu o trabalho em outros setores, além de exigirem alta qualificação, avalia a organização.
Nesse cenário de extinção grande de trabalhos que exigem pouca qualificação e criação de um número menor que exige muita, a tendência é de aumento da desigualdade, alerta a OIT.
O fim de funções hoje exercidas pela população de baixa e média renda vai gerar desemprego e pressionar para baixo o salário das que restarem, diante da massa de pessoas buscando trabalho.
Mesmo quem tem uma visão mais positiva sobre o futuro, como a McKinsey, sugere a criação de uma renda básica universal (principal bandeira do petista Eduardo Suplicy) como uma opção diante do enxugamento de vagas de menor qualificação.
Um sintoma já perceptível desse processo é a queda ou estagnação da renda fruto de salários e capital em dois terços dos lares das economias avançadas entre 2005 e 2014, maior retrocesso desde os anos 1970, diz a consultoria.
Um caminho para contornar o problema é treinar a força de trabalho para que aqueles de menor qualificação profissional não fiquem para trás, diz o diretor da OIT.
Estudo na Unicef divulgado em dezembro alerta para o risco da tecnologia digital transformar-se em um novo motor de desigualdade. Embora 1 em cada 3 usuários da internet seja uma criança, há ainda 346 milhões de jovens sem acesso ao mundo digital.
Segundo pesquisa feita pelo Fórum Econômico Mundial com diretores das áreas de recursos humanos em empresas de 15 países, 44% deles acreditam que o maior impacto no mercado hoje vem das mudanças no ambiente de trabalho, como home office, e nos arranjos flexíveis, como contratação de pessoas físicas para trabalhar por projeto (a chamada “pejotização ). O percentual é semelhante entre os brasileiros (42%).
Outra forma emergente de trabalho são os relacionados à “gig economy”, como plataformas online e aplicativos –programadores freelance e motoristas de Uber entram nessa categoria.
A tendência é de que as empresas reduzam ao máximo o número de empregados fixos dentro do contrato tradicional, terceirizando para consultores o que for possível como forma de redução de custos e ganho de eficiência, segundo o Fórum Econômico Mundial.
Assim, embora a tecnologia gere uma demanda por novas atividades altamente qualificadas, como programação de um aplicativo, a probabilidade é que as empresas terceirizem a função, em vez de contratar diretamente esse profissional.
Um desafio extra para o Brasil é que ele precisa começar a lidar com essas questões novas ao mesmo tempo em que ainda não resolveu problemas antigos, como o alto índice de informalidade, que voltou a subir durante a crise e hoje atinge 44,6% dos trabalhadores, segundo o IBGE.
É preciso estender a cobertura da legislação ao “velho” e ao “novo” mercado, Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para a América Latina e Caribe.

emprego2

emprego grafico

13.605 – ESTRESSE EXTREMO E ESQUIZOFRENIA


esquizofrenia 2

O Peso da Genética

Não se sabe a causa exata da esquizofrenia, mas são conhecidos alguns fatores que influenciam o seu aparecimento.“O estresse por si só não é capaz de provocar esquizofrenia. Não temos acesso detalhado ao diagnóstico nem ao histórico desse caso específico, mas pressupondo que ele não tivesse a doença antes, é pouco provável que tivesse desenvolvido lá”, afirma o dr. Mario Louzã, coordenador do Programa de Esquizofrenia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de SP. Em geral, o transtorno que o estresse causa é o chamado “pós-traumático”, caracterizado por insônia, sonhos e flashbacks, entre outros sintomas.
Segundo o psiquiatra, há alguns fatores de risco ambientais para o desenvolvimento de esquizofrenia. “A predisposição genética é um fator importante, assim como problemas durante a gestação, parto ou nos primeiros anos de vida. Quanto a fatores ambientais, o uso de drogas na adolescência, viver em zona urbana e até ser migrante contribui para o quadro”, explica Louzã. O peso da genética, entretanto, é o maior. “Sabemos que traumas são fatores de risco bem documentados. No entanto, a compreensão que prevalece é que somente indivíduos que apresentam predisposição genética desenvolvem a doença. De fato, sabemos que muitos indivíduos sofrem eventos traumáticos diariamente e apenas uma minoria desenvolverá esquizofrenia”, afirma o dr. Ary Gadelha, coordenador do Proesq (Programa de Esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo).
Ter os dois problemas – esquizofrenia e bipolaridade –, entretanto, não é possível. “São quadros com caraterísticas, curso e evolução diferentes. O que pode acontecer é um tipo de transtorno classificado como esquizoafetivo, em que a pessoa desenvolve sintomas tanto da esquizofrenia como do transtorno bipolar”, explica o dr. Alfredo Maluf, coordenador do Serviço de Psiquiatria do Hospital Albert Einstein.
A psiquiatria, em especial, é uma especialidade médica que lida frequentemente com investigações desafiadoras. Não pode contar com parâmetros fisiológicos, como aqueles que guiam a identificação precisa de uma úlcera ou até um câncer. Suas pistas são muito mais movediças e nebulosas, já que alguns sintomas são comuns a diversas patologias, e diferenças sutis levam o diagnóstico para diferentes direções.

13.604 – Mal das Pernas – Recuperação do nível de emprego ainda será lenta em 2018


economia-emprego
O desemprego deve continuar caindo em 2018, mas em velocidade menor. A redução de ritmo será influenciada pelo aumento da procura por emprego – pessoas que tinham desistido de achar uma vaga voltarão a tentar a sorte no mercado de trabalho.
Com a recessão na economia, a taxa de desemprego quase dobrou em três anos, indo de um patamar mínimo histórico no fim de 2014 para mais de 13,3% no início de 2017. Desde então, o indicador que calcula a quantidade de pessoas que não conseguiram emprego em relação ao total da população em condições de trabalhar vem caindo. A última leitura, de novembro, indicava 11,9%, e as estimativas indicam que deve subir para mais de 12% em dezembro, cuja divulgação será feita pelo IBGE no fim de janeiro.
A avaliação é que esse movimento de queda vai permanecer em 2018, impulsionado pela forma como a economia está se recuperando: sustentada no aumento do consumo das famílias – efeito que deve se refletir na indústria pelo aumento da demanda por produto.
Para Carlos Henrique Corseuil, do Ipea, é importante notar que mesmo com mais busca, a recuperação tem se refletido no mercado de trabalho. “Tem mais gente participando do mercado de trabalho e, mesmo assim, o desemprego tem caído”, disse.
O país voltou a registrar aumento na atividade no último ano, após dois anos em queda, e a aposta dos economistas é de que a produção do país crescerá 2,69%, segundo o último Boletim Focus. “Setores ligados ao consumo costuma ser intensivos na contratação de mão de obra”, afirma Gustavo Arruda, economista do BNP Paribas.
Um problema é que o ritmo ainda está baixo e deve ter mais gente procurando emprego, com o fim do que os economistas chamam do “efeito desalento”. Quando a situação está difícil, uma parcela dos desempregados deixa de procurar emprego porque o mercado fica menor, o que reduz a taxa de desocupação.
Além do contingente que deve voltar a procurar emprego, existe outro grupos de pessoas que deve aumentar na busca por vagas, o de pessoas que chegaram à idade de trabalhar. Segundo o economista Bruno Ottoni, do Ibre/FGV, esse movimento acontece sempre, e o crescimento da economia tem que ser forte o bastante para absorver tanto quem chega quanto quem já estava desempregado. “Um crescimento na casa de 3% já começa a entrar na esfera de robusto. O necessário para uma queda mais significicativa talvez seria em torno de 4%”, estima.
Para o especialista, a taxa de desocupação (pessoas procurando emprego em relação ao total da força de trabalho) deve subir no começo de ano, como sempre ocorre neste período, chegando a 13,4% em março. Depois, deve cair e fechar o ano em 11%.

Mudanças na ocupação
A queda no desemprego até agora tem sido puxada pelas informalidade e pelo trabalho por conta própria. Para Rodolfo Margato, economista do Santander, deve haver migração desse tipo de ocupação informal para o trabalho com carteira assinada. “Num primeiro momento, em saídas de recessão, é normal haver crescimento de emprego informal. Mas o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Empregados, do Ministério do Trabalho) também indica uma criação líquida de vagas formais”, explica.

Reforma trabalhista
Em relação aos efeitos da reforma trabalhista, que o governo alardeava que elevaria o número de empregos formais, os especialistas ainda têm dúvidas sobre seu efeito no curto prazo.
Em novembro, foram criadas apenas 3.120 vagas de emprego intermitente, modalidade criada na nova lei trabalhista. Segundo os especialistas, a reforma trabalhista deve ter mais resultados conforme dúvidas sobre a legalidade de alguns itens for resolvida, e houver mais segurança jurídica. “É difícil alguém falar que a reforma trabalhista vai atrapalhar”.

13.603 – Em SP, 3 em cada 4 casos de febre amarela são de áreas sem risco


Ministerio-da-Saude---Febre-Amarela-Mapa2
São definidas como regiões com recomendação aquelas em que há risco de circulação do vírus. Nesses casos, devem se vacinar todos os moradores e viajantes que planejam visitar esses locais. Desde 2000, 445 dos 645 municípios paulistas, todos no interior, estão nesse grupo.
As áreas mais populosas do Estado, no entanto, como as regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo, não estavam nessa lista, mas foram as que registraram o maior número de casos no recente avanço da doença. Na terça-feira, 16, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que todo o Estado seja considerado de risco.
Foram também nas regiões sem recomendação de vacina em que o Estado registrou, já há quatro meses, o aumento expressivo de casos de macacos mortos pela doença, dado que já indicava o avanço do vírus para áreas antes consideradas livres dele. O número de animais doentes, que entre julho de 2016 e junho de 2017 foi de 187, saltou para 508 no mesmo período de 2017/2018.
Questionada sobre suposta falha na definição de áreas de risco, a Secretaria Estadual da Saúde informou que, desde o ano passado passou a oferecer a vacina em 77 municípios, além dos considerados de risco. “Quem define a área de recomendação é o Ministério da Saúde. Mas estamos promovendo vacinação nos municípios que registraram casos de macacos mortos pela doença”, disse Regiane de Paula, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da secretaria.
Já o Ministério da Saúde afirmou, em nota, que desde 2016 vem acompanhando a circulação viral da febre, “o que permitiu realizar ações de bloqueio de vacinação em localidades que não pertencem a áreas de recomendação permanente”, como São Paulo. O órgão afirmou que tais decisões são tomadas em conjunto com Estados e municípios.

051341240117_febre-amarela

febre 1

13.602 – Golpe do falso processo seletivo via WhatsApp atinge 1 milhão de pessoas


golpe whats3
Os cibercriminosos estão se aproveitando da alta do desemprego entre os brasileiros para espalhar golpes. De acordo com o DFNDR Lab, da PSafe, mais de 1 milhão de pessoas caíram em um golpe que está circulando pelo Whatsapp e que divulga um falso processo seletivo para trabalhar em uma rede de supermercados atacadista.
O usuário recebe uma mensagem que promete a participação em um processo seletivo com salários de até R$ 2.800, além de benefícios, como assistência média, vale-refeição, vale-transporte e seguro de vida, e que para participar, a pessoa precisa acessar um link e responder três perguntas.
Ao entrar clicar no link e responder as perguntas, a vítima é encaminhada para uma nova página que contém uma mensagem perguntando se ela gostaria de agendar uma entrevista. Ao clicar na opção “Sim, claro”, a pessoa acaba autorizando o hacker a enviar notificações de outros golpes por push. A página ainda solicita o compartilhamento da oportunidade com todos os contatos e grupos do WhatsApp.
Para evitar cair nesse tipo de golpe, a orientação é de que os internautas não abram links suspeitos, mesmo quando enviados por pessoas conhecidas, e desconfiem de promoções e oportunidades muito vantajosas, além de erros gramaticais. No caso de mensagens ligadas à empresas, verifique no site e redes sociais da mesma se a promoção ou seleção de emprego são verdadeiras.

13.601 – MPB – Benito de Paula


Uday Vellozo ganhou fama nacional com o pseudônimo de Benito di Paula. Nascido em 1941, em Nova Friburgo, RJ, é um dos grandes nomes da canção nacional dos anos 70. Foi crooner de boates do Rio de Janeiro, e depois continuou tocando na noite paulistana.
Iniciou carreira pela gravadora Copacabana no início dos anos 70
Seu estilo musical é conhecido como “samba-jóia”, ao combinar o samba tradicional com piano e arranjos românticos e jazzisticos.
Seu primeiro disco “Benito Di Paula” de 1971, foi censurado por trazer a música “Apesar de Você” de Chico Buarque.
eu segundo LP, “Ela” também não trouxe grande êxito. Mas estourou nas paradas de sucesso com o terceiro, “Um Novo Samba”, onde já aparecia na capa com sua longa barba e cabelos, inúmeras correntes, brincos, pulseiras, etc. O grande sucesso desse disco foi a música “Retalhos de Cetim”.
Teve inúmeros sucessos ao longo de sua carreira como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown”, “Vai Ficar Na Saudade”, “Se Não For Amor”, “Amigo do Sol, Amigo da Lua”, “Mulher Brasileira” e “‘Ah! Como Eu Amei”. Chegou nos anos 70, a disputar a venda de LPs juntamente com Roberto Carlos, tendo composto muitas músicas para este
Comandou o programa “Benito di Paula e seus convidados – Brasil Som 75” na TV Tupi. Tem mais de 35 discos gravados, tendo parte importante de sua obra relançada em CD, devido ao sucesso de suas músicas. Chegou a fazer sucesso em nível internacional como no México, Japão, Estados Unidos e principalmente na América Latina.
Após 10 anos sem gravar, Benito di Paula lançou, em 2009, pela EMI Music seu segundo CD e primeiro DVD ao vivo, gravado no Vivo Rio, e que traz seus maiores sucessos, como Retalhos de Cetim, Sanfona Branca e Charlie Brown.
No dia 25 de outubro de 2017, em votação na Câmara dos deputados onde 251 integrantes da bancada governista barraram a segunda denúncia (participação em organização criminosa) da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, Benito di Paula teve sua música “Tudo Está no seu Lugar” cantarolada e parodiada pelo deputado Carlos Marun (PMDB/MS) em comemoração à vitória da base aliada. Dois dias após, Benito di Paula publica um vídeo respondendo ao ato de Marun sentindo-se desrespeitado pois “tem nojo de política”. Contando ainda que quando precisou da ajuda de prefeitos para consertar o telhado da casa de sua mãe, não obteve. Trabalhou muito em São Paulo, enfrentou a ditadura militar, “levou porrada” e compôs a referida música quando conseguiu comprar outra casa para ela, disse Benito.

Uma Extensa Discografia:
1971 – Benito di Paula (Copacabana)
1972 – Ela (Copacabana)
1973 – Um Novo Samba (Copacabana)
1974 – Gravado ao Vivo (Copacabana)
1975 – Benito di Paula e Seus Convidados – Brasil Som 75 (Copacabana)
1975 – Benito di Paula (Copacabana)
1976 – Benito di Paula (Copacabana)
1977 – Benito di Paula / Assobiar ou Chupar Cana (Copacabana)
1978 – Benito di Paula (Copacabana)
1978 – Caprichos de La Vida Copacabana)
1979 – Benito di Paula (Copacabana)
1980 – Benito di Paula (Copacabana)
1981 – Benito di Paula (WEA)
1982 – Benito di Paula (WEA)
1983 – Bom Mesmo É o Brasil (WEA)
1984 – Que Brote Enfim o Rouxinol que Existe em Mim (RGE)
1985 – Nação (RGE)
1986 – Benito di Paula / Instrumental
1987 – Quando a Festa Acabar (Copacabana)
1990 – Fazendo Paixão (BMG Ariola)
1992 – A Vida Me Faz Viver (Copacabana)
1994 – Pode Acreditar (RGE)
1996 – Baileiro (Paradoxx Music)
1999 – Raízes do Samba
2009 – Ao Vivo (CD e DVD, EMI Music)
2016 – Essa Felicidade É Nossa (RYB8 Music)

13.600 – Envelhecimento – Como Prevenir Demências


neurologia
O risco de demência aumenta com a idade. À medida que as sociedades envelhecem, a imagem de mulheres e homens alheios ao mundo que os cerca, é cada vez mais frequente no ambiente familiar.
Hoje, sabemos que as alterações cerebrais do processo demencial começam a aparecer anos antes que os sintomas se instalem. Esse longo período de latência oferece a possibilidade teórica de adoção de medidas preventivas.
Estudos epidemiológicos mais recentes sugerem que a prevalência da doença de Alzheimer e de outras demências esteja diminuindo nos países de renda per capita mais elevada. Embora as conclusões ainda sejam preliminares, começa a ganhar corpo a ideia de adotarmos estratégias preventivas que impeçam ou retardem a evolução dessas enfermidades.
Acaba de ser publicado um relatório da National Academies of Sciences, Engineering and Medicine, indicando que três intervenções oferecem “evidências inconclusivas mas encorajadoras” de que seja possível interferir com o declínio cognitivo.
São elas: treinamento cognitivo, controle da pressão arterial nos hipertensos e aumento da atividade física.
O relatório sugere que os médicos exponham aos pacientes os benefícios potenciais dessas três medidas, deixando claras as limitações do conhecimento atual. A orientação difere daquela publicada em 2010, na qual o mesmo comitê afirmava haver “evidências insuficientes para recomendar qualquer tipo de prevenção”.
A recomendação de treinamento cognitivo foi baseada principalmente no estudo Active, que apresentou resultados positivos de que o treinamento cognitivo consegue melhorar as funções como arrazoamento, resolução de problemas, memória e velocidade de processamento, por um período de pelo menos dois anos. Ganho que não se mantém por cinco a dez anos.
O relatório ressalta que o treinamento cognitivo se refere a “um largo espectro de intervenções que podem incluir o aprendizado de uma língua nova ou atividades diárias como palavras cruzadas e jogos no computador”.
As empresas que apregoam benefícios cognitivos nos jogos de computador desenvolvidos por elas, enfrentam forte oposição nos meios acadêmicos. Segundo os especialistas, os resultados apresentados não permitem chegar a essa conclusão.
As evidências de que o controle da pressão arterial (especialmente a partir dos 40 anos) é capaz de retardar a instalação das demências, foram baseadas em diversos estudos randomizados que confirmaram a associação, embora outros não tenham conseguido demonstrá-la.
No caso do aumento da atividade física, os dados são mais consistentes, mas existem publicações com resultados contraditórios.
Na verdade, o relatório está de acordo com as recomendações que os médicos devem fazer a seus pacientes mais velhos: é preciso permanecer ativo física, mental e socialmente, adotar dieta saudável para o sistema cardiovascular e controlar fatores de risco como obesidade, diabetes, hipertensão arterial e o colesterol.

13.599 – Medicina – Atividade Física = Panaceia?


exercicio2
Nos últimos anos, diversos estudos comprovaram que o exercício incorporado à rotina diária reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, câncer, obesidade, problemas reumatológicos e ortopédicos, depressão e o declínio cognitivo característico das demências.
Essas publicações mostraram de forma consistente que a prática de exercícios está associada a cerca de 30% de redução dos índices de mortalidade.
Talvez a lógica devesse até ser invertida: não é que o exercício faça bem para o organismo, a vida sedentária é que faz muito mal. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o impacto nocivo do sedentarismo na saúde é comparável ao do cigarro.
Não é de estranhar: o corpo humano é uma máquina que a evolução de nossa espécie moldou para o movimento. Por esse longo processo que eliminou os menos aptos, chegaram até nós corpos com pernas e braços longos e articulações que fazem as vezes de dobradiças para ampliar a mobilidade e o alcance de objetos distantes.
Com base na experiência científica acumulada, os serviços de saúde passaram a recomendar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade mais intensa.
A crítica a esses trabalhos sempre foi a de que se baseavam na descrição dos níveis de atividade física colhidos em relatos individuais, que costumam ser imprecisos.
Um grupo da Universidade Harvard acaba de publicar, na revista “Circulation”, os resultados de um inquérito que envolveu 17.700 mulheres saudáveis, com idade média de 72 anos, cujos níveis de atividade foram avaliados por meio de acelerômetros, aparelhos que medem com mais acurácia a intensidade dos exercícios, o número de horas dedicadas a eles e o tempo gasto em inatividade.
As participantes usaram o acelerômetro os dias inteiros, durante uma semana típica de suas rotinas.
Metade das mulheres gastou 28 minutos diários na prática de exercícios moderados ou mais intensos (como andar bem depressa). A média diária de tempo dedicado a atividades leves (como o trabalho doméstico ou andar devagar) foi de 351 minutos.
Num período de observação, que teve a duração média de dois anos, ocorreram 207 óbitos.
De acordo com os níveis de atividade, as participantes foram divididas em quatro grupos. Na comparação com as menos ativas, as que se empenharam em exercícios mais intensos tiveram a mortalidade diminuída em 70%.
Os autores ressaltam que mesmo as que chegaram aos 80 anos se beneficiaram da prática de exercícios mais intensos e da redução do número de horas de inatividade.
A fragilidade mais importante desse estudo foi a de haver selecionado mulheres ativas e saudáveis. Teria sido interessante compará-las com sedentárias da mesma faixa etária.
O formato do estudo não permite estabelecer com segurança a relação de causa e efeito entre atividade física mais vigorosa e a longevidade, mas a probabilidade de se tratar de relação causal é alta.
No passado, os médicos recomendavam que as pessoas mais velhas fizessem repouso, para não “sobrecarregar” o organismo. A imagem dos avós aposentados que passavam os dias cochilando na poltrona da sala, até caírem fulminados pelo infarto do miocárdio ou derrame cerebral faz parte das memórias daquela época.
Pacientes operados ficavam proibidos de levantar da cama por três ou quatro dias para não “dificultar” a cicatrização.
Hoje, o coitado mal saiu do centro cirúrgico, o cirurgião aparece no quarto para expulsá-lo do leito, a pontapés, se necessário. O combate à imobilidade ajudou a reduzir significativamente o número de tromboses venosas e embolias pulmonares, responsáveis pelos altos índices de complicações e mortalidade pós-operatória daqueles dias.
A tendência atual é considerar tímida a recomendação de 150 minutos de exercícios leves ou 75 minutos de exercícios mais intensos, por semana, uma vez que o dia tem 1.440 minutos, e a semana 10.080.

13.598 – Neurologia – Nanotecnologia para tratar Alzheimer


nanotecnologia_alzheimer
O neurocientista William Klein e o nanotecnólogo Vinayak Dravid, da Universidade North-western em Illinois, trabalham no desenvolvimento de estratégias de detecção e intervenção precoce do Alzheimer por meio da nanotecnologia, isto é, máquinas minúsculas, do tamanho de moléculas, capazes de agir dentro do corpo.
O Alzheimer é marcado pela formação de placas de proteína beta-amiloide no cérebro. Os pesquisadores criaram um anticorpo artificial capaz de detectar toxinas específicas e de ligar-se a partículas alteradas dessa proteína. “Podemos usá-lo, no futuro, para identificar o acúmulo de placas no cérebro logo no início e também para conduzir substâncias terapêuticas ao cérebro”, diz Klein.
Por enquanto, o anticorpo é utilizado pelos pesquisadores para diferenciar amostras de tecidos cerebrais post-mortem saudáveis de doentes. O próximo passo, previsto para o final do ano, é fazer o mesmo no cérebro de ratos vivos. Pesquisas anteriores com roedores já mostraram que sprays nasais podem realmente enviar nanopartículas para o órgão. É possível que o mesmo ocorra com humanos.

13.597- Álcool pode causar câncer devido aos danos permanentes que provoca no DNA


Segundo uma recente pesquisa, o álcool é quebrado para formar um químico extremamente tóxico chamado acetaldeído que, quando em quantidades excessivas no corpo, é responsável pela formação de tumores. Ele também é capaz de “confundir” as hélices do DNA afetando as células do corpo.
Os pesquisadores consideraram os resultados do estudo, que foi publicado na revista Nature, como a primeira “explicação plausível” de como o álcool pode modificar nossas células, causando danos ao DNA. Este também explica como são formados diferentes tipos de tumores, incluindo os da boca e garganta, fígado, cólon, intestino e mama.
Estima-se que quase seis por cento de todas as mortes por cânceres no mundo estejam relacionadas ao álcool. Só no Reino Unido, as bebidas alcoólicas estão ligadas a 12.800 casos de cânceres (4% do total). Destes, 3.200 são casos de cânceres de mama causados ​​pelo consumo álcool, segundo a Cancer Research UK.
Para o estudo em questão, os pesquisadores usaram ratos para mostrar como a exposição ao álcool provocava danos genéticos irreparáveis ​​no DNA das células estaminais (células-tronco). Uma equipe do Medical Research Council Laboratory of Molecular Biology, em Cambridge, deu álcool diluído (quimicamente conhecido como etanol) aos roedores. Então, analisaram o DNA destes para determinar os danos causados pelo acetaldeído.
O acetaldeído há muito tempo é conhecido por ser cancerígeno. No entanto, o mecanismo pelo qual funciona ainda não ficou claro. Os pesquisadores descobriram que ele quebra e danifica o DNA dentro das células estaminais do sangue, alterando permanentemente suas sequências. Com isso, causa rupturas nas hélices duplas do DNA, tornando-as confusas.
“Alguns tipos de cânceres se desenvolvem devido aos danos do DNA em células estaminais”, explicou o Professor Ketan Patel, principal autor do estudo. “Enquanto alguns ocorrem por acaso, nossos achados sugerem que beber álcool pode aumentar o risco desse dano“.
Como um mecanismo de proteção, o corpo pode eliminar o acetaldeído produzindo enzimas que quebram o produto químico. Outra forma é uma variedade de sistemas de reparo de DNA que, na maioria das vezes, permite a correção de diferentes tipos de danos. No entanto, há limites para essa reparação e, em algumas pessoas, o processo ocorre de maneira defeituosa.
“Nosso estudo ressalta que não ser capaz de processar o álcool efetivamente pode levar a um risco ainda maior de danos causados ​​pelo álcool e, portanto, de certos tipos de cânceres”, ressaltou o pesquisador. “Mas, é importante lembrar que a eliminação de álcool e os sistemas de reparo de DNA não são perfeitos e o álcool ainda pode causar cânceres de diferentes maneiras – mesmo em pessoas cujos mecanismos de defesa estão intactos“.
De acordo com a professora Linda Bauld, especialista em prevenção do câncer da Cancer Research UK, e que financiou parcialmente o estudo, “a pesquisa estimulante destaca o dano que o álcool pode fazer às nossas células – custando a algumas pessoas mais do que apenas uma ressaca”.