10.438 – Farmacologia – O Cloridrato de trazodona


donaren graf

É um antidepressivo derivado da triazolopiridina que difere dos atuais antidepressivos atualmente disponíveis. Embora a Trazodona apresente certa semelhança com os benzodiazepínicos, fenotiazidas e antidepressivos tricíclicos, seu perfil farmacológico difere desta classe de drogas.
Indicado para
> Depressão maior com ou sem episódios de ansiedade.
> Dor neurogênica (neuropatia diabética) e outros tipos de dores crônicas.
> Tratamento da depressão maior.
Contra indicação
> Pacientes com hipersensibilidade à Trazodona e no período de recuperação do Infarto do Miocárdio.
Advertências
A trazodona está associada à ocorrência de priapismo. Os pacientes do sexo masculino com ereções prolongadas ou com duração inadequada devem suspender imediatamente o tratamento com o medicamento e consultar o médico.
Foram relatados casos de detumescência do priapismo e ereções do pênis induzidas por medicamentos por injeção intracavernosa com estimulantes alfa-adrenérgicos tais como epinefrina e metaraminol. Em um caso de priapismo (de 12 a 24 horas de duração) em paciente tratado com trazodona, no qual foi aplicada a injeção intracavernosa de epinefrina, ocorreu detumescência imediata com retorno de atividade erétil normal.
Esse procedimento deve ser realizado sob a supervisão de um urologista ou um médico familiarizado com o tratamento e não deve ser iniciado sem consulta urológica, se o priapismo persistir por mais de 24 horas.
A trazodona não é recomendada para uso durante a fase inicial de recuperação do infarto do miocárdio.
-Embora 75% dos pacientes apresentem melhora em 2 semanas, às vezes é necessário um período superior a 30 dias para produzir efeitos terapêuticos significativos.
-Suspender a medicação gradualmente.
-Evitar bebidas alcoólicas ou outros depressores do SNC.
-Cuidado ao levantar-se ou sentar-se abruptamente, pode ocorrer vertigem.
-Evitar funções onde a falta de atenção aumenta o risco de acidentes.
-O risco/benefício deve ser considerado em situações clínicas como doenças cardíacas, alcoolismo, comprometimento hepático ou renal e gravidez.
A possibilidade de suicídio em pacientes seriamente deprimidos é inerente à doença e pode persistir até que ocorra melhora significativa. Portanto, deve-se prescrever o menor número possível de comprimidos adequando o tratamento às necessidades do paciente.
Há relatos sobre a ocorrência de hipotensão, incluindo a hipotensão ortostática e síncope em pacientes sob tratamento com cloridrato de trazodona. A administração concomitante de terapia anti-hipertensiva com trazodona pode exigir uma redução da dose do medicamento anti-hipertensivo.
Pouco se sabe sobre a interação entre a trazodona e anestésicos em geral; portanto, antes de cirurgia eletiva, o tratamento com trazodona deve ser interrompido pelo tempo que for clinicamente viável.
Deve-se tomar precauções ao administrar cloridrato de trazodona a pacientes com distúrbios cardíacos e tais pacientes devem ser monitorados cuidadosamente, visto que medicamentos antidepressivos (incluindo a trazodona) estão associados com a ocorrência de arritmias cardíacas. Estudos clínicos recentes relativos a pacientes com distúrbios cardíacos pré-existentes indicam que a trazodona pode ser arritmogênica em alguns pacientes desse grupo. Devido a sua fraca atividade adrenolítica, a trazodona pode provocar bradicardia e hipotensão acompanhada de eventual taquicardia compensatória, o que exige cuidados no uso em pacientes cardiopatas, especialmente nos que apresentam distúrbios de condução ou bloqueio aurículoventricular.
Assim como ocorre com todos os antidepressivos, o uso da trazodona deve ser recomendado pelo médico levando em consideração se os benefícios da terapia superam os fatos potenciais de risco.
Como foi relatada a ocorrência do priapismo em pacientes que receberam cloridrato de trazodona, os pacientes com ereção prolongada ou inapropriada do pênis devem interromper imediatamente o tratamento com o medicamento e consultar o médico.
A trazodona pode intensificar o efeito do álcool, barbitúricos e outros depressores do SNC (sistema nervoso central).
A trazodona deve ser administrada logo após uma refeição ou um pequeno lanche. Em qualquer paciente, a absorção total do medicamento pode ser até 20% maior quando é tomado com alimento ao invés de ingeri-locom estômago vazio. O risco de tontura/delírio pode aumentar sob condições de jejum.

10.437 – Mega Almanaque – Futebol: Charles Miller


Charles Miller
Charles Miller

Esse esporte chegou ao Brasil 1894 através do paulistano Charles Miller, filho de imigrantes ingleses, radicados em SP, Miller conhecera o esporte na Inglaterra, onde estudou por 10 anos. No período em que ficou fora do Brasil, nosso país deixou de ser império para se tornar república. Mas, o criquete era o esporte praticado pelas elites. Quando desembarcou no porto de Santos, Miller trouxe 2 bolas de couro debaixo dos braços e dentro da bagagem, regras de futebol e uniformes. Não demorou para ele convencer os jogadores de criquete do São Paulo Atletic Club a jogar futebol. O primeiro jogo foi em abril de 1894, num campo do bairro do Brás e reuniu as equipes do São Paulo Railway e do Gás Company.

10.436 – Fábrica de mosquitos transgênicos para combate à dengue abre em Campinas


mosquito transgnico

A empresa britânica Oxitec inaugurou nesta terça-feira (29) em Campinas sua primeira fábrica de mosquitos transgênicos Aedes aegypti, nova tecnologia de combate à dengue.
Com capacidade inicial para produzir 2 milhões de mosquitos machos estéreis por semana, a empresa já está em negociação com alguns municípios paulistas para implementar sua estratégia de erradicação do inseto transmissor da doença.
Entre as prefeituras que enviaram representantes à inauguração da fábrica ontem, a de Piracicaba era aquela que estava em conversação mais adiantada para levar o serviço biotecnológico à cidade. Os municípios de Campinas, Nova Odessa e Americana também sondaram a Oxitec, mas não há nenhum acordo em negociação ainda.
Apenas a fêmea de Aedes aegypti pica pessoas e transmite a doença. O inseto transgênico macho criado pela Oxitec impede a proliferação delas ao fecundá-las com esperma que gera filhotes inviáveis. Ao perder a oportunidade de copular com os machos saudáveis, as fêmeas deixam de se reproduzir, e a população do mosquito começa a diminuir.
Por enquanto, a fábrica de Campinas –localizada no Techno Park, um loteamento empresarial que recebe isenções fiscais– está produzindo mosquitos só a título de demonstração de sua capacidade. Apesar de parecer grande, a taxa de produção atual é suficiente para um plano combate apenas em uma zona habitada por 10 mil a 15 mil pessoas.
A linhagem do mosquito usada pela Oxitec foi criada 12 anos atrás em pesquisas na Universidade de Oxford. Os animais usados hoje são descendentes de mosquitos que foram geneticamente modificados em laboratórios. De lá até aqui, foram R$ 80 milhões investidos em pesquisa e desenvolvimento
A fábrica de Campinas não requer infraestrutura sofisticada de engenharia genética, porém, apenas gaiolas e recipientes para manter a colônia de mosquitos. Os insetos se alimentam de ração de peixe. As fêmeas recebem também um suprimento de sangue de carneiro, necessário à sua ovulação.
As fêmeas de mosquito não podem ser liberadas na natureza. Para separar os mosquitos por sexo, os cientistas precisam coletar as pupas (casulos) na hora certa e usar peneiras especiais que isolam as fêmeas. Quando o mosquito chega ao tamanho maduro, os machos são colocados separadamente em potes para transporte até o local de soltura.
Os primeiros testes de campo da empresa já foram realizados na Malásia, nas Ilhas Cayman, no Panamá e no Brasil. Distritos nas cidades de Juazeiro (BA) e Jacobina (BA) registraram quedas de até 93% nas populações de mosquito, em testes feitos antes de a Oxitec se instalar no Brasil. Os primeiros testes foram planejadas pela organização Moscamed, criada para implementar a tecnologia no país.
Segundo os técnicos da empresa, os insetos transgênicos superam em eficácia a fumigação de inseticida, hoje uma das principais ações para combater a disseminação do mosquito.

10.435 – Tartarugas invadem o aeroporto JFK


Tartaruga na pista atrasa o jato
Tartaruga na pista atrasa o jato

Foi uma das razões mais curiosas para o atraso de um voo: dezenas de tartarugas-de-dorso-de-diamante atravessaram lentamente a pista de pouso do aeroporto internacional JFK, em Nova York.
O incidente ocorreu em 2009 e fez manchetes. Sempre houve tartarugas no Refúgio de Fauna e Flora Jamaica Bay, logo ao sul do aeroporto, mas sua presença ocasional na área do aeroporto não costumava causar confusão.
Mas naquele dia de julho, Russell Burke, diretor do departamento de biologia da Universidade Hofstra, na vizinha Hempstead, comentou: “Alguma coisa levou um número enorme de tartarugas a subir a pista 4L”.
Dois anos mais tarde o fenômeno se repetiu. E no último 3 de julho um grupo de tartarugas voltou a aparecer na pista 4L, não obstante as medidas tomadas para mantê-las à distância.
Sempre que uma tartaruga atravessa uma barreira de plástico montada no aeroporto após a primeira invasão, biólogos são despachados para buscá-la. As tartarugas muitas vezes são vistas pelos pilotos, para os quais mesmo um animal pequeno é um risco potencial. Os biólogos então determinam se a tartaruga está grávida. Se sim, eles a levam para uma praia arenosa, do outro lado da cerca, onde ela poderá escavar seu ninho. Se não estiver, os biólogos tiram uma impressão de seu casco e a tartaruga é devolvida à natureza.
Estudando as impressões das carapaças, Burke observou alguma coisa sobre as tartarugas que estavam indo ao aeroporto. Muitas eram jovens, com entre 7 e 9 anos. Essa é a idade em que as tartarugas atingem a maturidade sexual -e quanto retornam às praias onde nasceram para ali escavar seus ninhos.
O crescimento da população de tartarugas em Jamaica Bay é tradicionalmente controlado pelos guaxinins, que matam mais ou menos 95% dos filhotes recém-nascidos a cada ano. Esse fato, associado à idade das tartarugas, levou Burke a formular uma hipótese.
“Meu palpite”, ele disse, “é que sete a nove anos atrás aconteceu alguma coisa aos guaxinins no JFK. Isso porque muitos dos ovos postos naquele ano sobreviveram, e quando essas tartarugas chegaram à idade de reproduzir, começaram a invadir a pista de pouso.”
Burke descobriu que de fato, muitos guaxinins do refúgio natural morreram em 2008 devido a um surto de cinomose.
Agora há sinais de que a população de tartarugas está voltando ao normal, pelo menos as do aeroporto Kennedy. Em junho de 2012, biólogos contaram 800 tartarugas de dorso de diamante. Um ano mais tarde, havia 400. Este ano, cerca de 300.
Mas as tartarugas continuam a fazer visitas ocasionais ao aeroporto, como a de 3 de julho, quando uma maré alta levou 86 delas a passar sobre a barreira na extremidade pantanosa onde a pista 4L termina.
De acordo com Ron Marsico, um representante do aeroporto, naquele dia os aviões puderam utilizar uma pista diferente.

10.434 – Saúde – por que o surto de Ebola está fora de controle?


EbolaGraph-

A pior epidemia de Ebola da história, como classificou Organização Mundial da Saúde (OMS), já infectou mais de 1 000 pessoas e matou ao menos 660 no oeste da África. A doença, para a qual não existe cura ou vacina, é conhecida por ser altamente transmissível e mortal: a taxa de óbitos entre infectados pode chegar a 90%. Neste fim de semana, com a confirmação do primeiro óbito na Nigéria, o surto passou a afetar quatro países, incluindo Serra Leoa, Guiné e Libéria.
O vírus Ebola foi descoberto em 1976, quando houve 431 mortes. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995 (254 óbitos), 2000 (224) e 2007 (224), todos na África. O atual surto teve início em março na Guiné e, em maio, se espalhou para Serra Leoa após um curandeiro infectado transitar entre os dois países. Profissionais de saúde que ajudam a tratar pacientes infectados estão entre as vítimas, como o médico que liderava o combate à doença na Libéria, morto no sábado, e o que chefiava o combate à moléstia em Serra Leoa, nesta terça-feira 29/julho.
Alguns fatores ajudam a explicar por que a epidemia cresceu tanto. Um deles é o fato de que, pela primeira vez, o vírus ultrapassou áreas rurais e chegou às capitais, onda a densidade demográfica é mais alta. “Os surtos anteriores foram localizados, o que facilitou o isolamento dos pacientes e o controle da doença”, disse ao jornal britânico The Guardian Nestor Ndayimirije, representante da OMS.
Além disso, crenças populares e falta de informação atrapalham o combate à moléstia. Como não existe prevenção contra a doença, medidas como identificar pessoas infectadas rapidamente e colocá-las em quarentena para evitar transmissão do vírus ajudam a controlar o surto. No entanto, nos países endêmicos, há relatos de pessoas que escondem familiares doentes; de pacientes que fogem do isolamento; e de famílias que mantêm o cadáver de um parente por vários dias em suas casas.
A OMS afirma que divulgar o maior número de informações sobre a doença para a população é importante para prevenir os surtos de Ebola. Mas o baixo investimento em saúde nos países acometidos pela doença dificulta essa estratégia. Segundo reportagem da rede americana CNN, na Guiné, por exemplo, onde a expectativa de vida da população é de 58 anos, o governo gastou uma média em 7 dólares por pessoa em saúde em todo o ano de 2011. No mundo, a média em 2010 foi de 571 dólares per capita.
Algumas autoridades de saúde africanas, porém, acreditam que os relatos de casos e mortes têm dado mais atenção ao Ebola. “Não estamos dizendo que está tudo bem, mas agora há menos pessoas morrendo em silêncio”, disse Sakouba Keita, ministro da Saúde da Guiné.
Um comunicado da OMS divulgado na semana passada exigiu que os governantes adotassem medidas “drásticas” para combater o surto atual diante da preocupação com a possibilidade de transmissão a países vizinhos.
No domingo, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, anunciou o fechamento da maior parte das fronteiras terrestres do país. Os poucos pontos que não foram interditados, segundo ela, terão centros para auxiliar na prevenção da epidemia. Ellen também determinou que hotéis e restaurantes exibam a seus clientes um vídeo de 5 minutos contendo informações sobre a moléstia e proibiu eventos públicos e manifestações, para reduzir o risco de contágio.
A OMS considera baixo o risco de contágio entre pessoas que viajam a regiões endêmicas, já que a transmissão do vírus acontece a partir do contato com fluidos corporais dos doentes (como sangue, suor, urina e saliva) – e não pelo ar.
Nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que o governo brasileiro segue as recomendações da OMS – não há indicação para que pessoas deixem de viajar a países endêmicos. “A situação nesses países se agrava pois são regiões em conflito, aonde os profissionais de saúde muitas vezes têm dificuldades para chegar. Mas, pelas características de transmissão da doença, não há risco de disseminação global”, afirmou Chioro.
O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, acredita que o risco de o surto de Ebola se espalhar pelo país é remoto. Dois americanos contraíram o vírus na Libéria, onde estão recebendo tratamento.

10.433 – Surto de Ebola na África


Ebola - 04-04

O vírus Ebola foi descoberto em 1976 a partir de diagnósticos simultâneos na República Democrática do Congo e no Sudão, na África. Ele provoca uma grave doença conhecida como febre hemorrágica Ebola, que pode afetar seres humanos e primatas, como macacos e chipanzés. O surto de Ebola pode chegar a provocar a morte de 90% das pessoas infectadas. Atualmente, não existe vacina e nem cura para a doença.
O Ebola é transmitido de pessoa para pessoa principalmente a partir do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas. A transmissão também pode acontecer a partir do contato com ambientes e objetivos contaminados por esses fluidos, como roupas. Segundo a OMS, não há risco de contágio no período de incubação do vírus — ou seja, entre a infecção e os primeiros sintomas. No caso do Ebola, esse tempo pode variar de 2 a 21 dias.
A doença costuma aparecer com quadros de febre, fraqueza e dores musculares, de cabeça e de garganta. Em seguida, surgem sinais como náusea, diarreia, feridas na pele, problemas hepáticos e hemorragia interna e externa. O tempo entre a infecção pelo vírus e o os primeiros sintomas variam de 2 a 21 dias.
Não existe um tratamento específico para a febre hemorrágica Ebola. Pacientes graves recebem cuidados intensivos, que incluem reidratação oral e intravenosa, e devem ser isolados e receber a visita apenas de profissionais de saúde que seguem todas as medidas de prevenção contra a infecção.
Segundo a OMS, as pessoas com maior risco de contágio são profissionais de saúde e familiares de pacientes contaminados. A organização considera que as probabilidades de infecção entre turistas que visitam uma área endêmica são baixas.

10.432 – Microcosmos, filme – A Ciência no Cinema


Microcosmos

Através de microcâmeras de última geração, aventure-se num mundo desconhecido, onde minúsculos seres vivos habitam e interagem com a natureza. O ciclo da vida – nascimento, transformação, comida, luta pela sobrevivência, acasalamento e morte – faz parte do cotidiano de cada uma dessas criaturas. Uma jornada inesquecível que tem como personagens principais os insetos.
É um filme de 1996 , um documentário de Claude Nuridsany e Marie Pérennou e produzido por Jacques Perrin .
Este filme é basicamente um registro de interações detalhadas entre insetos e outros pequenos invertebrados.
O filme foi exibido fora de competição no Festival de Cannes 1996 .
Cenas do filme foram usadas no vídeo da música para o single “Você não me ama (como você costumava fazer)” do The Philosopher Reis álbum ‘ famoso, rico e bonito .

Assista o filme completo:

10.431 – Atletismo e Cardiologia – Atletas possuem coração maior


atividade física

O coração do atleta se adapta às atividades intensas. O coração dos atletas é maior que o de indivíduos comuns.
Atualmente, apesar da queda no número de mortes, as doenças coronarianas e a pressão alta ainda afetam milhares de pessoas, inclusive jovens. O sedentarismo é cada vez mais comum. Jovens e crianças trocam as atividades físicas pelo computador e pela televisão, trocam legumes, frutas e sucos, por fast food e refrigerantes. E é nessa hora que o coração começa a reclamar.
A diferença entre o coração de um atleta ou praticante de exercícios físicos e o de um sedentário é a chamada hipertrofia, ou seja, o coração de um atleta é mais forte do que o de um indivíduo sedentário, devido à quantidade de exercícios que pratica. Os atletas também podem contar com o chamado condicionamento físico, ou seja, o organismo já está preparado para receber certas cargas de esforço, o coração foi preparado para aumentar a frequência cardíaca de acordo com o esforço de cada atleta. São fatores como esses que uma pessoa sedentária não possui e é a partir disso que as doenças coronarianas e o aumento de pressão começam a aparecer.
A pressão arterial de um praticante de exercícios tende a ser mais baixa do que a de um sedentário, porque com a prática de atividades físicas ocorre a diminuição da resistência vascular periférica, ou seja, os vasos são menos contraídos. Portanto a pressão arterial é mais baixa. A pressão arterial depende da resistência que os vasos oferecem a quantidade de sangue que o coração está lançando dentro dos vasos. Quanto menor a resistência, menor a pressão. Porém, isso não é uma regra. “Existem pessoas que não praticam exercício algum e têm a pressão baixíssima. O que ocorre é que pessoas que praticam, geralmente, têm a pressão mais baixa.
Para ter uma vida saudável e evitar os males do coração as pessoas devem fazer exercícios no mínimo três vezes por semana, durante 30 minutos. Mas o ideal é que se faça uma hora de atividades físicas por dia. “Mas a pessoa também não pode querer, de um dia para o outro, correr vários quilômetros. O condicionamento físico é feito aos poucos. O seu organismo tem que estar preparado para receber certa carga de exercícios. Não adianta, também, dizer que praticou esportes na juventude, tem que fazer a vida inteira. Se você pára, o risco das doenças retorna.
Além disso, deve-se ter um cuidado redobrado com a alimentação. A obesidade é um fator de grande risco para o coração. A dieta deve ter alto teor de fibras e baixo teor de gordura animal, saturada. Peixe, legumes, verduras e frutas devem ser a base de uma alimentação saudável, prolongando a vida das pessoas.
Os riscos maiores estão, normalmente, na classe pobre, que tem como base de sua alimentação a farinha e o biscoito, além da famosa “cervejinha do final de semana”, o álcool tem o mesmo número de calorias que a gordura. Esses tipos de alimentos em excesso podem levar a obstrução coronariana.
– Existem os fatores clássicos que levam aos problemas coronarianos que são excesso de peso, pressão alta, diabetes e colesterol alto. Mas existem também fatores que ainda não foram explicados, são mais de 200 – o que mostra que a cardiologia ainda desconhece muitas causas sobre as enfermidades do coração.
Dieta, exercícios físicos e o mínimo de drogas possível foi a dica do cardiologia para uma vida saudável.
Mas em esportes onde os exercícios são muito fortes como nas maratonas e no futebol, é essencial ter ao alcance da equipe médica todo o aparato de ressuscitação cardiovascular. Como o desfibrilador e todo material de entubação. “O material é necessário sim, mas o que deve ser feito são exames sérios e periódicos nos atletas, para que não corram o risco de morrerem enquanto praticam suas atividades. A ressuscitação só deve ser feita em último caso, pois as chances de salvar o paciente são pequenas.

10.430 – Tempestade solar quase causou ‘apagão geral’ na Terra


erupcao-solar-20110819-size-598

A tempestade solar mais forte dos últimos 150 anos passou muito perto da Terra em 23 de julho 2012, revelou a Nasa. Se ela tivesse nos atingido, seria poderosa o suficiente para levar a civilização a condições semelhantes ao século XVIII. “Se a erupção tivesse ocorrido uma semana antes, a Terra estaria na linha de fogo”, afirmou Daniel Baker, professor de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, em comunicado da agência espacial americana.
O evento foi uma explosão solar, conhecida como Ejeção de Massa Coronal (EMC). Essas rajadas solares não chegam até nós, mas sua radiação eletromagnética e partículas energizadas sim. Elas podem induzir flutuações elétricas na superfície do planeta, destruindo transformadores, afetando redes de comunicação, provocando erros em GPS e sistemas de rádio e danificando satélites.
A Nasa só soube da tempestade porque ela atingiu um observatório solar chamado Stereo-A, construído para medir eventos semelhantes. Ele recolheu informações sobre o frenômeno sem ser destruído porque não estava orbitando a Terra no momento da erupção, mas viajando pelo espaço interplanetário. No entanto, isso demonstra que outras tempestades podem ter passado próximas da Terra sem terem sido detectadas por nenhum sistema espacial.
“Com os últimos estudos, me convenci ainda mais do quanto os habitantes da Terra foram sortudos de que a erupção de 2012 tenha acontecido dessa maneira. Se tivesse nos atingido, ainda estaríamos recolhendo nossos pedaços”, afirmou Baker.
No caso de ter chegado ao nosso planeta, a tempestade solar de 2012 teria sido comparável à tempestade solar Carrington, de 1859, a mais poderosa já registrada. Na ocasião, postos de telégrafo foram incendiados, redes elétricas tiveram panes e foram percebidos distúrbios no campo magnético da Terra.
De acordo com um estudo da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, um evento como esse custaria hoje 2 trilhões de dólares ou 20 vezes mais que o furação Katrina. Segundo a Nasa, há 12% de probabilidade que uma tempestade solar poderosa como essa realmente chegue até a Terra nos próximos dez anos.

10.429 – Instituições bancárias vão trocar caixas eletrônicos por terminais do Banco24Horas


caixa-eletronico-banco

Os bancos de varejo no Brasil informaram nesta sexta-feira um novo acordo de acionistas com a TecBan, empresa que gere a Rede Banco24Horas. De acordo com os comunicados, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Santander Brasil, HSBC, Caixa Econômica Federal e Citibank deverão substituir, em quatro anos, boa parte da sua rede externa de Terminais de Autoatendimento (TAA) pelos caixas da Rede Banco24Horas.
No novo acordo, a rede externa abrange os TAAs situados fora do ambiente de agências bancárias, onde o acesso não é restrito, exclusivo ou controlado, como os terminais em shopping centers, postos de gasolina, supermercados, etc.
As instituições bancárias acreditam que, assim, terão “aumento de eficiência, bem como maior qualidade e capilaridade de atendimento” aos clientes.
Outras 40 instituições financeiras são clientes da TecBan, de forma que tal crescimento da Rede Banco24Horas também beneficiará significativamente essas instituições e seus clientes.

10.428 – O que são Leucemias?


sangue
sangue

A leucemia é uma doença maligna originada na medula óssea, local onde as células do sangue são produzidas. Os glóbulos brancos (leucócitos) são as células acometidas e se reproduzem de forma descontrolada, gerando os sinais e sintomas da doença.
As leucemias se dividem nas categorias mielóide e linfóide, de acordo com a célula envolvida. No primeiro caso, deriva da célula-tronco mielóide, e pode ser o granulócito, o eosinófilo, o basófilo, o monócito ou o eritrócito. No segundo caso, o linfócito é a célula doente.
Há, ainda, uma classificação de acordo com a velocidade de divisão dessas células: leucemia crônica, quando essa divisão é mais lenta, e leucemia aguda, quando a velocidade é rápida. As leucemias crônicas se desenvolvem lentamente e as células envolvidas são mais parecidas com a célula normal (mais diferenciadas), permitindo que, mesmo doentes, mantenham algumas de suas funções normais no organismo da pessoa. Já as leucemias agudas são de progressão rápida e afeta as células jovens, ainda não completamente formadas (chamados blastos), que não preservam suas funções e afetam de forma importante a capacidade de defesa do organismo.

Há, então, quatro tipos principais de leucemias:
Leucemia mielóide aguda (LMA)
Leucemia mielóide crônica (LMC)
Leucemia linfóide aguda (LLA)
Leucemia linfóide crônica (LLC)

O melhor conhecimento das células e de suas características levou a melhoria no diagnóstico e ao reconhecimento de vários subtipos dentro desses quatro grandes grupos, com diferenças de tratamento e sobrevida.

Causas (fatores predisponentes)
As leucemias se originam de uma alteração genética adquirida, ou seja, não hereditária. A divisão e morte celular são controladas por informações contidas nos genes, dentro dos cromossomos. Erros que acontecem no processo de divisão da célula podem causar uma alteração genética que ativa os chamados oncogenes, que promovem a divisão celular, ou que desativam os genes supressores de tumor, responsáveis pela morte celular (apoptose). Em ambos os casos há, então, multiplicação exagerada de uma mesma célula, levando ao surgimento do clone (câncer).
Apesar de sabermos que existem alguns fatores de risco que propiciam o surgimento do câncer, a causa exata ainda é desconhecida. No caso das leucemias, os fatores de risco já identificados são:
Exposição a produtos químicos, principalmente os derivados de benzeno, que estão presentes, por exemplo, em indústrias petroquímicas e fábricas de produtos químicos (cola, tinta, entre outros).
Tratamento prévio com quimioterapia ou radioterapia.
Exposição a radiação ionizante, como observado em sobreviventes da bomba atômica ou em vazamento nuclear. A exposição a níveis mais baixos de radiação, como acontece em RX ou tomografia não é um fator predisponente bem definido.
Certas doenças genéticas, como anemia de Fanconi, síndrome de Down, neurofibromatose, entre outras.
Algumas doenças do sangue como mielodisplasia e neoplasias mieloproliferativas.
Fator de risco é algo que afeta a chance de adquirir uma doença. Entretanto, ter um fator de risco ou mesmo vários fatores de risco não significa que a pessoa vai definitivamente ter aquela doença.
Prevenção
A única prevenção possível para leucemia é evitar os fatores de risco conhecidos.

Sinais e sintomas
Os sintomas das leucemias agudas estão relacionados à diminuição na produção de células normais da medula óssea. Com a queda na produção de glóbulos vermelhos (hemácias), o paciente pode apresentar anemia que, por sua vez, causa palidez, cansaço fácil e sonolência.
Já a diminuição na produção de plaquetas pode ocasionar manchas roxas em locais não relacionados a traumas, pequenos pontos vermelhos sob a pele (chamados de petéquias ) ou sangramentos prolongados após pequenos ferimentos.
O paciente que tem sua imunidade reduzida (queda na produção de glóbulos brancos) fica mais susceptível a infecções e pode apresentar febre.
Outros sintomas encontrados são: dores ósseas e nas juntas, causando dificuldade de andar; dores de cabeça e vômitos; aumento dos linfonodos (gânglios linfáticos), aumento do baço (esplenomegalia) ou do fígado (hepatomegalia).
As leucemias crônicas são menos sintomáticas e frequentemente são descobertas em exames realizados para outros fins (exames de rotina, pré-operatório, etc). Quando em estágios avançados, apresentam os mesmos sintomas descritos para as leucemias agudas.
Um sintoma freqüente é o emagrecimento. Também pode-se observar aumento dos linfonodos, do fígado ou do baço, sendo este último um achado muito comum da LMC, com consequente desconforto no lado esquerdo do abdome e empachamento. Na LLC, quadros de infecções recorrentes de pele, pulmões, rins e em outros órgãos podem ser vistos, pois há queda na defesa natural do organsimo.

Diagnóstico
A leucemia é suspeitada quando há alterações no hemograma.
confirmação, é necessária coleta de medula óssea para exames: mielograma, biópsia, imunofenotipagem e cariótipo.
De acordo com a suspeita diagnóstica, podem ser necessários mais estudos para subclassificação e estratificação de risco, como exames de biologia molecular.

Tratamento
O tratamento varia com o tipo e subtipo de leucemia. Nos casos de LLC por exemplo, boa parte dos pacientes não necessita de tratamento logo que é feito o diagnóstico. Já a leucemia aguda deve ser tratada de forma emergencial com quimioterapia. Alguns pacientes serão encaminhados para transplante de medula óssea, de acordo com sua estratificação de risco e com sua resposta à quimioterapia inicial.
A grande arma terapêutica para tratamento das leucemias é a quimioterapia. Vários esquemas podem ser utilizados, desde os que envolvem apenas um tipo de droga até os que contam com dez ou mais quimioterápicos em combinação. A escolha do protocolo a ser usado depende do diagnóstico, da idade e da estratificação de risco de cada paciente. A aplicação pode ser oral, venosa, intra-muscular ou subcutânea. Alguns portadores de leucemia aguda precisarão, ainda, de quimioterapia intra-tecal, que é feita através de punção lombar e serve para tratar um possível acometimento do sistema nervoso pela doença.
A LMC em fase crônica é tratada com quimioterapia-alvo, um tratamento que age especificamente nas células leucêmicas. Esse tipo de leucemia possui uma característica única, que é a presença de uma alteração genética específica, o cromossomo Philadelphia, resultado da translocação entre dois cromossomos, o 9 e o 22. Essa alteração gera um gene chamado bcr-abl e uma proteína do tipo tirosino-quinase, que é o alvo desses quimioterápicos. São de uso oral (comprimidos) e seu desenvolvimento teve enorme impacto na qualidade de vida e sobrevida dos portadores de LMC.
O tratamento cirúrgico não é uma opção para a maioria dos casos de leucemia. Raramente é usada em portadores de LLC com aumento muito importante e sintomático do baço e que não responderam a outros tipos de tratamento.
Radioterapia é utilizada ocasionalmente, principalmente em portadores de LLC, para diminuir massas linfonodais que estejam comprimindo estruturas nobres ou causando sintomas importantes. A radioterapia craniana pode ser necessária em portadores de LLA ou alguns subtipos de LMA, onde há risco de acometimento do sistema nervoso. Finalmente, radioterapia corporal total pode ser usada para preparar o paciente para o transplante de medula óssea.
A decisão da realização do transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) depende das características da leucemia, da idade do paciente e do balanço risco x benefício de um transplante. A presença de fatores prognósticos desfavoráveis ou a recidiva (recaída) da doença habitualmente leva a uma abordagem terapêutica mais agressiva, podendo incluir o TCTH. O transplante alogeneico é limitado pela presença ou não de doador na família ou no banco de medula óssea, enquanto o transplante autólogo só tem papel em alguns casos de LMA.

10.427 – Oncologia – O que é o SARCOMA DE EWING?


MEDICINA simbolo

O Sarcoma de Ewing é uma neoplasia indiferenciada que faz parte da família dos Tumores de Ewing, derivados de células embrionárias que migraram da crista neural. As localizações mais comuns são os ossos, predominantemente na pelve, fêmur, tíbia e úmero. Ossos chatos e longos são igualmente acometidos. Os tumores que ocorrem em tecidos moles são chamados Sarcoma de Ewing extra ósseos e correspondem a cerca de 8% casos. São mais frequentes na segunda década de vida (64%), seguido da primeira década de vida (27%). É o 2º tumor ósseo mais frequente na faixa pediátrica, e cerca de 9% de todos eles podem ocorrer na terceira década de vida.

Diagnóstico
Geralmente, o sintoma inicial é uma tumoração ou dor óssea no local comprometido pelo tumor. Outros sintomas como febre e calor local podem ocorrer. Após suspeita clínica, realizam-se exames de imagem para identificar a localização adequada e a relação do tumor com as demais estruturas. Estes incluem radiografia simples, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Em alguns casos, pela radiografia simples podem-se observar lesões líticas ou mistas, com o aspecto característico de “casca de cebola”.
Exames laboratoriais também fazem parte da análise inicial. Outros exames específicos como a Imunohistoquímica podem ser solicitados a depender do quadro. A conformação do diagnóstico se dá pela biópsia do tumor.

Causas
A causa é desconhecida e não parece ser hereditária

Tratamento
O tratamento primário do Sarcoma de Ewing consiste em cirurgia sempre que possível. Para se obter o melhor resultado, é necessário a combinação racional das modalidades de tratamento, que podem incluir radioterapia e quimioterapia, podendo ser pré e/ou pós operatórias. Fatores adversos incluem presença de metástases ao diagnóstico, tumor em ossos pélvicos de grandes volumes e idade superior a 17 anos, Como a maioria dos tumores apresenta-se com micrometástases ao diagnóstico (células que não são detectadas pelos métodos habituais), utiliza-se a quimioterapia como tratamento sistêmico.

10.426 – Medicina – Os avanços que a tecnologia 3D trouxe à saúde


Na década de 1980, quando a impressora 3D foi criada, seu principal uso era fabricar peças para a indústria automobilística, que se aproveitou da possibilidade de rapidamente produzir protótipos e testá-los antes de criar todas as ferramentas para a linha de produção. Desde então, armas, chocolate, canetas, brinquedos, roupas espaciais já saíram de dentro do equipamento. Nos últimos três anos, foi o setor de saúde que passou a investir na tecnologia.
Plásticos e metais estão sendo agora utilizados para criar: réplicas personalizadas de órgãos ou partes do esqueleto que permitem o planejamento preciso de cirurgias; guias cirúrgicas que indicam lugar de cortes e inserções; implantes que substituem ossos ou corrigem problemas de formação de órgãos; e próteses para membros mutilados.
O princípio da impressora 3D é o mesmo da convencional. No lugar de tinta, cientistas introduzem no aparelho pó, gel ou filamento de metal ou de plástico, que, no lugar de letras, imprime camada por camada peças tridimensionais como dedos, crânios ou dentes. A técnica permite uma personalização sem precedentes na medicina. Para criar um crânio de plástico de um paciente, por exemplo, são utilizadas como base imagens de ressonância magnética ou tomografia computadorizada da pessoa, de modo que a cópia saia idêntica ao original. Cientistas acreditam que, no futuro, será possível, em vez de metal ou plástico, utilizar células vivas como matéria-prima das peças — a chamada biotinta. Nesse processo, serão impressos órgãos idênticos aos naturais, o que pode acabar com as filas de espera para transplantes.
O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) lançou em junho um site dedicado ao compartilhamento de arquivos para impressão em 3D, relacionados à saúde e à ciência, como peças de laboratório e modelos anatômicos humanos. “A impressão 3D é um potencial divisor de águas para a pesquisa médica. No NIH nós vimos um incrível retorno dos investimentos: um plástico que vale centavos ajudou pesquisadores a investigar questões científicas importantes, economizando tempo e dinheiro”.
Um dos principais usos das impressoras 3D mundo afora é a produção de implantes para reconstituir partes do corpo, geralmente ossos. Em março, o Centro de Tecnologias de Reconstrução Aplicadas em Cirurgia (Cartis, na sigla em inglês), no País de Gales, realizou uma das mais complexas operações para reconstituir a face de um paciente, vítima de um acidente de moto, em 2012. O objetivo era restaurar a simetria do rosto do britânico Stephen Power, que fraturou ossos da face, mandíbula superior, nariz e crânio.
A cirurgia utilizou a tecnologia 3D em diversos momentos. A primeira parte foi o planejamento, feito no computador e em moldes impressos. “Durante a operação, só é possível ver um lado da face”, explica Peter Evans, especialista em próteses maxilofaciais e um dos fundadores do Cartis. “Fica difícil manter a orientação.”
Os cientistas imprimiram dois implantes de titânio: um para a base da órbita ocular e outro para uma placa que uniu pedaços de ossos quebrados. “Foi a primeira vez que utilizamos todos esses procedimentos na mesma operação”, conta Evans. Para o pesquisador, o uso de implantes feitos em impressoras 3D está começando a se tornar mais comum – ele estima que ocorra um caso por mês no Reino Unido, focados principalmente nas regiões craniana e maxilar.
Em março deste ano, um implante feito com impressora 3D salvou a vida do bebê americano Garrett Peterson, de 18 meses. Ele sofre de traqueobroncomalacia, um defeito nos brônquios e na traqueia que impede a passagem de ar. Ligado a um sistema de ventilação para evitar o sufocamento, Garrett nunca havia saído do hospital e, nos últimos meses, vivia em coma induzido. Médicos implantaram um tubo impresso sob medida para desobstruir as vias aéreas do bebê e, dois meses depois, ele foi para casa.
Afora o benefício à saúde, a tecnologia proporcionou também economia: enquanto o tratamento com ventilação chega a 1 milhão de dólares em até dois anos, o procedimento com o implante custa cerca de 200.000 dólares.
Em outro caso experimental de destaque, estudantes de engenharia da Universidade de Washington criaram em 3D um braço robótico para uma adolescente de 13 anos. O protótipo customizado custou cerca de 200 dólares, enquanto os tradicionais podem ultrapassar 6.000 dólares. Charles Goldfarb, professor de cirurgia ortopédica e um dos mentores do projeto, conta que a equipe trabalha para publicar um artigo na literatura médica e compartilhá-lo com outros centros. “Nossos principais desafios são produzir uma prótese econômica, funcional, durável. Ela deve atender as necessidades de uma criança e ter uma aparência atrativa para ela”, diz. A prótese da adolescente foi feita em plástico cor-de-rosa.
O uso de implantes personalizados ainda não é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para experimentar a técnica, é preciso enfrentar a burocracia do órgão e obter uma autorização especial.
O que já existe é a produção de instrumentos de planejamento cirúrgico, como a reprodução de um crânio ou de maxilar de um paciente, que auxiliam cirurgiões a simular o passo a passo de uma operação. Nesse campo, a entidade pioneira é o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), em Campinas, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Desde 2000, o CTI produziu peças para 3 385 cirurgias. “Atendemos quase 500 casos por ano, e o número tem aumentado”, diz o engenheiro Jorge Lopes da Silva, chefe da divisão de tecnologias tridimensionais do CTI.
O CTI atende praticamente apenas o Sistema Único de Saúde (SUS). A solicitação do serviço fica a critério do cirurgião, e os casos mais comuns são de reconstituição óssea — principalmente crânio, mandíbula e face —, decorrentes de acidentes, tumores ou anomalias genéticas. Em alguns casos, o rosto do paciente é impresso em máscaras para planejar a reconstituição.
Além das réplicas, o CTI produz guias cirúrgicas, que orientam o cirurgião e o ajudam a realizar incisões no local exato. “A técnica reduz o tempo de cirurgia em cerca de uma hora e meia, diminui a quantidade de anestesia aplicada no paciente e o cansaço da equipe. No conjunto, esses benefícios diminuem o risco de erros”, explica Rodrigo Rezende, engenheiro e pesquisador da Divisão de Tecnologias Tridimensionais do centro.
A Anvisa informa que, diante do desenvolvimento da tecnologia, firmou uma parceria com o CTI para regulamentar o uso da impressão 3D na medicina.
Os custos com a impressão 3D podem ser relativamente modestos. Um crânio de plástico, por exemplo, custa 2.000 reais. E, de acordo com Jorge Lopes Silva, o investimento vale a pena: a qualidade da cirurgia aumenta, e as despesas totais caem, pois a operação dá menos trabalho para equipe médica, usa menos o centro cirúrgico e reduz a estadia do paciente no hospital.
Em São Paulo, a empresa UP! 3D Brasil, voltada para impressão 3D, há quatro anos produz modelos para planejamento de cirurgias no setor privado. Atualmente, atende quatro ou cinco casos por mês. “A tendência é que o uso de impressoras 3D na saúde fique mais barato e abrangente. Trata-se de uma perspectiva mundial com enorme potencial de crescimento”, afirma o diretor da empresa, Flávio Ulbrich, engenheiro mecatrônico especializado em engenharia clínica.
Órgãos impressos — Para o futuro, a grande promessa são órgãos humanos impressos em 3D. Células do próprio paciente — de preferência as de fácil acesso, como da pele — seriam cultivadas em laboratório e introduzidas na impressora, que produziria partes do corpo como rim, pâncreas e fígado. O órgão passaria um tempo em uma espécie de incubadora, para maturar, e poderia, enfim, ser implantado no paciente.
Pode parecer ficção, mas as pesquisas já começaram.​ O Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, um dos mais avançados na área de bioimpressão (impressão feita diretamente com células), desenvolveu o protótipo de um rim impresso com células e um biomaterial próprio para fixá-las, e a Organovo, primeira empresa a fabricar bioimpressoras, já imprimiu protótipos de tecido do fígado que reproduzem a composição e arquitetura naturais.
Vasos em 3D — Um obstáculo para a produção de órgãos é a vascularização dos tecidos, que precisam de uma circulação constante de nutrientes e oxigênio para sobreviver. No início de julho, um grande avanço foi obtido nessa área, quando cientistas das universidades de Sydney, Harvard e Stanford e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts utilizaram a impressão 3D para fabricar vasos sanguíneos.
A equipe imprimiu um molde em três dimensões de vasos sanguíneos e aplicou nas cavidades células endoteliais (que compõem as paredes dos canais sanguíneos) para formar os vasos propriamente ditos. Por enquanto, os cientistas fizeram apenas uma demonstração com células ósseas ao redor dos vasos e ainda não deixaram elas se desenvolverem completamente. “Queríamos provar que essa tecnologia não é tóxica para as células”, diz o brasileiro Luiz Bertassoni, especialista em engenharia biomédica, que participou da pesquisa.
Há mais desafios. Quanto maior a complexidade do órgão, maior a dificuldade em lidar simultaneamente com os diversos tipos de células que o compõe. “No laboratório, a gente costuma estudar um tipo de célula de cada vez, e ainda assim é complicado. Para criar um órgão funcional é preciso trabalhar com células de diferentes tipos, em diferentes pontos. A vascularização facilita esse processo, mas a gente ainda precisa aprender a replicar essas interações intercelulares”, afirma Bertassoni. Segundo o pesquisador, deve levar cerca de três décadas para um órgão impresso ser utilizado clinicamente. “Mas eu adoraria estar errado na minha previsão.”

10.425 – Nutrição e Fitness – Anvisa proíbe venda de lote de whey protein


Suplemento, cuidado com o excesso de carboidratos
Suplemento, cuidado com o excesso de carboidratos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e comercialização do lote 003522 2 do suplemento proteico para atletas, sabor baunilha, da marca Super Whey 3W, da empresa Integralmédica. A decisão foi publicada em resolução no Diário Oficial da União desta sexta-feira.
A Anvisa explica que o produto foi proibido após análise laboratorial detectar quantidade de carboidratos superior, em mais de 20%, ao valor declarado no rótulo do produto. O suplemento tem data de validade até abril de 2015. Em 27 de fevereiro de 2014, a agência já havia determinado a proibição deste lote, mas a empresa comprovou ter solicitado perícia de contraprova dentro do prazo previsto em lei. Após essa contraprova, o produto passou por uma terceira análise, a de testemunho.
O laudo, emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, comprovou o resultado insatisfatório para a concentração de carboidrato, de acordo com a agência. O suplemento apresentou 3,65 gramas de carboidratos na porção — mais que o valor de 2,2 gramas declarado na rotulagem.
Com a proibição, o lote não deve ser comercializado. Os produtos que ainda estão no mercado serão recolhidos pela Vigilância Sanitária. Os consumidores que adquiriram o produto devem entrar em contato com o fabricante, ressalta a Anvisa.
Liberação — Em outra decisão, a Anvisa liberou a importação, distribuição e comercialização do produto Carnivor Bioengineered Beef Protein Isolate produzidos a partir do lote 0297G3, de julho de 2013. O suplemento proteico é fabricado por MuscleMeds e distribuído por Nutrition Import Comércio Atacadista de Suplemento Ltda.
A liberação ocorre após o fabricante comprovar a adequação da composição da fórmula e da rotulagem à legislação brasileira. Os lotes do produto anteriores a julho de 2013 permanecem proibidos.

10.424 – Fitness – O Whey Protein


whay

Os suplementos conhecidos como whey protein são uma mistura de proteína, carboidrato e gordura, sendo que a proteína representa mais de 80% de sua composição — essa quantidade pode ser maior dependendo do tipo de whey. A proteína é extraída do soro do leite — o processo retém as proteínas de moléculas menores, deixando de lado as maiores, que são mais dificilmente absorvidas.
Tal suplemento vem sendo amplamente usado por pessoas que desejam aumentar a massa muscular. Sabe-se que uma atividade física de força provoca pequenas lesões nos músculos, e a proteína é importante por ajudar a regenerá-lo, aumentando a massa muscular. Por isso, além do carboidrato, recomenda-se consumir proteína após o exercício. O objetivo das pessoas que tomam whey protein após a atividade física é fornecer, de forma prática, uma maior quantidade de proteína ao corpo e que pode ser absorvida mais rapidamente, já que é composta por moléculas menores do que a proteína dos alimentos.
Suplementos são indicados quando a alimentação não é suficiente para oferecer todos os nutrientes que uma pessoa precisa — no caso do whey protein, quando um exercício físico exige mais proteínas para regenerar o músculo do que é possível obter pela dieta. Alguns especialistas, porém, dizem que quase sempre é possível obter a quantidade ideal do nutriente por meio dos alimentos. Outros defendem que o whey protein, além de prático, pode ser mais eficaz do que a comida no ganho de massa muscular por ser absorvida mais rapidamente. “Eu diria que o suplemento pode ser usado por qualquer atleta ou pessoa que possa pagar por ele e passar bastante tempo praticando exercícios”, diz Stuart Phillips, pesquisador do Grupo de Pesquisas em Metabolismo do Exercício da Universidade McMaster, no Canadá.

Faz mal à saúde?
Qualquer dieta rica em proteína gera aumento da produção de ureia no organismo, fazendo com que o rim passe a trabalhar mais. Essa alimentação pode ser prejudicial a pessoas que têm doenças renais graves ou alterações nos rins que passam despercebidas. “Em ambos os casos, o excesso de proteína sobrecarrega o rim e pode levar a lesões permanentes no órgão. Por isso, uma pessoa que pretende consumir o suplemento deve procurar um médico para saber como anda a saúde de seus rins”, diz o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital Albert Einstein.
De acordo com Andrea Matarazzo, nutricionista esportiva do Instituto Vita, o ideal é que pessoas que desejam ganhar massa muscular procurem um profissional especializado em alimentação, como um nutricionista ou nutrólogo, para avaliar se há necessidade de acrescentar mais proteína à dieta. “Além disso, pessoas que se sentem muito cansadas e têm muitas dores quando se exercitam devem procurar um profissional que indicará uma alimentação correta e, se necessário, o uso de um suplemento”.
Em exagero, o suplemento pode engordar, pois acrescenta calorias à dieta. O teor calórico do produto depende do tipo de whey protein — há diferenças na quantidade de proteína, carboidrato e gordura. Mas mesmo nas formas de whey protein que contêm a maior porcentagem de proteína as calorias estão presentes. Considerando que cada grama de proteína tem cerca de 4 calorias, uma bebida de whey com 30 gramas de proteína terá ao menos 120 calorias — quantidade semelhante a de dois filés de salmão grelhado.
O whey protein não possui todos os nutrientes de uma refeição completa, como vitaminas e fibras, e, portanto, não deve ser usado como forma de substituir as principais refeições do dia.

Prejudica a saúde a longo prazo?
Não existem estudos que acompanharam durante muitos anos pessoas que ingeriam whey protein para descobrir os efeitos do suplemento a longo prazo. Portanto, não há uma resposta definitiva para a questão. “O whey protein, no entanto, é usado há décadas e nenhum efeito adverso associado ao uso prolongado foi observado”, diz o pesquisador canadense Start Phillips.
Uma pessoa normal, que não é atleta e nem pretende aumentar a sua massa muscular, precisa de 1 a 1,2 gramas de proteína para cada quilo de seu peso total por dia. Assim, quem pesa 60 quilos deve consumir entre 60 e 72 gramas de proteína diariamente, independentemente de qual seja a fonte: vegetal, animal ou suplementar. Embora não exista um consenso em relação à quantidade ideal de whey protein para aumentar a massa muscular, estudos mostram que o organismo é capaz de absorver até 25 gramas de proteína por vez, segundo a nutricionista esportiva Andrea Matarazzo. Consumir de uma só vez uma quantidade superior pode não oferecer benefícios.
Não existe consenso em relação ao melhor momento do dia para fazer uso de whey protein. Segundo o pesquisador canadense Stuart Phillips, estudos atuais mostram que a hora em que o suplemento é tomado não parece interferir significativamente no efeito do produto. Nutricionistas costumam indicar o consumo após uma atividade física de força. Isso porque esse é o momento em que o músculo precisa se regenerar — papel desempenhado pela proteína, tanto a sintetizada pelas células do tecido muscular quanto a obtida pela alimentação.
Diferentes pesquisas já encontraram um benefício do suplemento no aumento da massa muscular — mas trata-se de estudos pequenos e que não acompanharam indivíduos durante muitos anos. Um trabalho holandês publicado em 2012, por exemplo, revisou uma série de pesquisas sobre o assunto que, ao todo, envolveram 680 pessoas. Os autores concluíram que esses suplementos são capazes de favorecer a formação de massa magra e melhorar o desempenho em exercícios de força, especificamente exercícios de membros inferiores, tanto em jovens quanto em pessoas mais velhas.

10.423 – Literatura – Sérgio Buarque de Holanda


Sérgio Buarque de Holanda
Sérgio Buarque de Holanda

(São Paulo, 11 de julho de 1902 — São Paulo, 24 de abril de 1982) foi um dos mais importantes historiadores brasileiros. Foi também crítico literário e jornalista.
De volta ao Brasil no começo dos anos 30, continuou a trabalhar como jornalista. Em 1936, obteve o cargo de professor assistente da Universidade do Distrito Federal. Neste mesmo ano, casou-se com Maria Amélia de Carvalho Cesário Alvim, com quem teria sete filhos: Sérgio, Álvaro, Maria do Carmo, além dos músicos Ana de Hollanda, Cristina Buarque, Heloísa Maria (Miúcha) e Chico Buarque. Ainda em 1936, publicou o ensaio “Raízes do Brasil”, que foi seu primeiro trabalho de grande fôlego e que, ainda hoje, é o seu escrito mais conhecido.
Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde obteve o título de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1925. Em 1936, obteve o cargo de professor assistente da Universidade do Distrito Federal (atual UERJ). Em 1939, extinta a Universidade do Distrito Federal, passou a trabalhar na burocracia federal. Em 1941, passou uma longa temporada como visiting scholar em diversas universidades dos Estados Unidos.
Reuniu, no volume intitulado “Cobra de Vidro”, em 1944, uma série de artigos e ensaios que anteriormente publicara nos meios de imprensa. Publicou, em 1945 e 1957, respectivamente, “Monções” e “Caminhos e Fronteiras”, que consistem em coletâneas de textos sobre a expansão oeste da colonização da América Portuguesa entre os séculos XVII e XVIII.
Em 1946, voltou a residir em São Paulo, para assumir a direção do Museu Paulista, que ocuparia até 1956, sucedendo então ao seu antigo professor escolar Afonso Taunay. Em 1948, passou a lecionar na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, na cátedra de História Econômica do Brasil, em substituição a Roberto Simonsen.
Viveu na Itália entre 1953 e 1955, onde esteve a cargo da cátedra de estudos brasileiros da Universidade de Roma. Em 1958, assumiu a cadeira de “História da Civilização Brasileira”, agora na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. O concurso para esta vaga motivou-o a escrever “Visão do Paraíso”, livro que publicou em 1959, no qual analisa aspectos do imaginário europeu à época da conquista do continente americano. Ainda em 1958, ingressou na Academia Paulista de Letras e recebeu o “Prêmio Edgar Cavalheiro”, do Instituto Nacional do Livro, por “Caminhos e Fronteiras”.
A partir de 1960, passou a coordenar o projeto da “História Geral da Civilização Brasileira”, para o qual contribuiu também com uma série de artigos. Em 1962, assumiu a presidência do recém-fundado Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Entre 1963 e 1967, foi professor convidado em universidades no Chile e nos Estados Unidos e participou de missões culturais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura em Costa Rica e Peru. Em 1969, num protesto contra a aposentadoria compulsória de colegas da Universidade de São Paulo pelo então vigente regime militar, decidiu encerrar a sua carreira docente.
No contexto da “História Geral da Civilização Brasileira”, publicou, em 1972, “Do Império à República”, texto que, a princípio, fora concebido como um simples artigo para a coletânea, mas que, com o decurso da pesquisa, acabou por ser ampliado num volume independente. Trata-se de um trabalho de história política que aborda a crise do império brasileiro no final do século XIX, explicando-a como resultante da corrosão do mecanismo fundamental de sustentação deste regime: o poder pessoal do imperador.
Permaneceu intelectualmente ativo até 1982, tendo ainda, neste último decênio, publicado diversos textos. De 1975 é o volume “Vale do Paraíba – Velhas Fazendas” e de 1979, a coletânea “Tentativas de Mitologia”. Nestes últimos anos, trabalhou também na reelaboração do texto de “Do Império à República” – que não chegou a concluir.
Recebeu em 1980 tanto o Prêmio Juca Pato, da União Brasileira de Escritores, quanto o Prêmio Jabuti de Literatura, da Câmara Brasileira do Livro.
Também em 1980, participou da cerimônia de fundação do Partido dos Trabalhadores, recebendo a terceira carteira de filiação do partido, após Mário Pedrosa e Antonio Candido.
Por conta de sua participação no PT e na condição de intelectual destacado é que o centro de documentação e memória da Fundação Perseu Abramo (fundação de apoio partidária instituída pelo PT em 1996), recebe seu nome: Centro Sérgio Buarque de Holanda: Documentação e Memória Política.
Alguns de seus livros
Raízes do Brasil. Rio de Janeiro, 1936.
Cobra de Vidro. São Paulo, 1944.
Monções. Rio de Janeiro, 1945.
Expansão Paulista em Fins do Século XVI e Princípio do Século XVII. São Paulo, 1948.
Caminhos e Fronteiras. Rio de Janeiro, 1957.
Visão do Paraíso. Os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil. São Paulo, 1959.
Do Império à República. São Paulo, 1972. (História Geral da Civilização Brasileira, Tomo II, vol. 5).
Tentativas de Mitologia. São Paulo, 1979.
Sergio Buarque de Hollanda: História (org. Maria Odila Dias). São Paulo, 1985.
O Extremo Oeste [obra póstuma]. São Paulo, 1986.

Sérgio e Chico
Sérgio e Chico

10.422 – Celebridades do Cinema – Aos 50 anos, Sandra Bullock ganha homenagem do museu de cera


Sandra-Bullok

Um Oscar, um Globo de Ouro e outros 60 prêmios, e, agora, uma estátua no Madame Tussauds de Nova York. Sandra Bullock chega aos 50 anos neste sábado (26-julho) em uma das melhores fases da carreira.
A homenagem no museu de cera é justa. Sandra completa meio século em plena forma (não esticada como o boneco), como comprovou “Gravidade”, filme que exigiu muito fisicamente da atriz e lhe rendeu uma indicação ao Oscar (perdido para Cate Blanchett, por “Blue Jasmine”). “Física e mentalmente, foi a coisa mais maluca, bizarra e desafiadora que já fiz. Mas você descobre do que é feita”, disse à época do lançamento do filme de Alfonso Cuarón.
Recentemente, o evento Guys Choice Awards condecorou a estrela de Hollywood como a “mulher mais quente da década”. O prêmio foi recebido das mãos do trio de bonitões Matthew McConaughey, Keanu Reeves e Hugh Grant, espécie de pares românticos em “Tempo de Matar” (1996), “A Casa do Lago” (2006) e “Amor à Segunda Vista” (2002).
Boa parte dos prêmio de Sandra foram conquistados nos últimos anos, incluindo o Oscar, por “Um Sonho Possível” (na cerimônia de 2010).
Para não dizer que tudo são flores, a atriz passou recentemente por momentos de terror. Sua mansão em Beverly Hills foi invadida por um fã mais exaltado, o que fez a atriz pensar seriamente em se mudar. Sandra vive com seu filho, adotado, e, desde o ano passado, circulam notícias de que ela quer adotar uma irmãzinha para Louis.
Nos cinemas, a atriz, considerada “queridinha da América”, associou-se a Tate Taylor (“Histórias Cruzadas”) para um filme sobre a vida da executiva de vendas Brownie Wise. A história começa nos anos 1940, quando Earl Tupper lança no mercado o tupperware. E a dona de casa Brownie torna o produto popular usando o método de vendas da “demonstração domiciliar”.

bullock

10.421 – Mega Byte – Tecnologia que promete internet 10x mais rápida quer substituir TCP/IP


O protocolo TCP/IP merece respeito, já que levou a internet nas costas desde sua criação até hoje. No entanto, cientistas das Universidade de Aalborg, do MIT e da Caltech desenvolvem uma maneira de driblar suas limitações, que poderia multiplicar por 10 vezes a velocidade de transmissão de dados, com uma tecnologia chamada “network coding”, ou codificação de rede. A novidade poderia ser uma chave para a criação das redes 5G futuramente.
O problema com o bom e velho TCP/IP, segundo os pesquisadores, é que ele pode ser bastante ineficiente e, às vezes, inseguros, abrindo espaço para espionagem e roubo de informações. Atualmente, os nós da rede recebem os pacotes de dados e os reencaminham exatamente como foram recebidos e na ordem de chegada. Já com a nova tecnologia, os nós seriam capazes de redirecionar e recodificar os pacotes conforme necessário, evitando também a interceptação das informações.
O professor Frank Fitzek, da Universidade de Aalborg, relata que os experimentos até o momento tiveram sucesso, obtendo velocidades entre 5 a 10 vezes maiores do que o comum. Nos testes, um vídeo de quatro minutos foi baixado cinco vezes nesta rede sem interrupções.
O pesquisador diz que a tecnologia poderia ser aplicada em comunicação com satélites, internet móvel ou simplesmente a internet comum com computadores.
Os nós inteligentes podem receber os pacotes em qualquer ordem para transmissão dos dados, o que não é possível no TCP/IP. Assim, além de melhorar a velocidade de transferência, a interceptação fica mais complexa já que os pacotes viajam quase de forma aleatória, ficando difícil remontar a informação no meio do caminho.

10.420 – Cineminha Pirata – “Mercenários 3” vaza na internet 22 dias antes do lançamento


mercenários3

Apreciadores de filmes de ação costumam ficar de olho na série “Mercenários”, que escala grande número de atores e cenários improváveis para brigas e trocas de tiros. O longa mais recente, no entanto, já vazou via torrent, três semanas antes do lançamento nos cinemas, marcado para 15 de setembro.
O filme apareceu em diversos sites de torrents no último dia 24 de julho, tendo sido baixado mais de 200 mil vezes nas últimas 24 horas. O grupo responsável pela cópia e divulgação é chamado de Drarbg, mas não se sabe quem adquiriu o DVD e onde foi feita a reprodução.
Costumeiramente, cópias em alta qualidade, como esta em questão, não estão disponíveis até o lançamento do DVD e Blu-Ray do filme, meses depois da estreia no cinema. Em geral, o que cai na internet são os arquivos captados em baixa qualidade durante a sessão.

10.419 – Sociologia: E então, cadê a justiça social? IDH do Brasil cairia 16 posições com cálculo de desigualdade social


Isso sim, é motivo pra manifestação
Isso sim, é motivo pra manifestação

Na 79ª posição no ranking internacional de desenvolvimento humano em 2013, o Brasil registraria posição pior se a desigualdade social fosse incluída no cálculo.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o país perde 16 colocações com o ajuste do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) pela desigualdade. O IDH do Brasil cairia 27%, de 0,744 para 0,542 por esse critério, fazendo-o passar para a 95ª colocação no ranking global, que tem 187 países.
Divulgado hoje (24), o IDH ajustado pela desigualdade social segue os mesmos parâmetros do IDH tradicional, mas desconta a desigualdade na renda, na educação e na expectativa de vida da população.
No caso do Brasil, a maior desigualdade ocorre na renda, com 39,7% de diferença média entre ricos e pobres. Os índices correspondem a 24,7% para a educação e a 14,5% na expectativa de vida. Os valores são maiores que a média da América Latina e do Caribe, com desigualdade de 36,3% na renda, 22,2% na educação e 13,2% na expectativa de vida.
“O Brasil tem uma trajetória de progresso acumulada durante anos, mas ainda tem muito a fazer. Mesmo com a redução da pobreza nos últimos anos, o Brasil continua desigual”, diz o representante residente do Pnud no Brasil, Jorge Chediek.
De acordo com o órgão, a cada ano, o país tem reduzido o impacto do cálculo da desigualdade no IDH. Em 2006, a nota brasileira tinha sido diminuída em 29,6% após o ajuste.
Em outros países do Brics, grupo das principais economias emergentes do mundo (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), as formas de desigualdade são diferentes do Brasil. Na Índia, a principal fonte de desigualdade social está na educação, com índice de 42,1%, enquanto a diferença média de renda corresponde a 16,1%.
Na Rússia, o índice de desigualdade de renda está em 22,9%, mas praticamente não há disparidade na educação, cujo indicador de desigualdade é de apenas 2,1%. Por falta de dados com padronização internacional, China e África do Sul não tiveram o IDH ajustado pela desigualdade calculado.
De acordo com a coordenadora do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, Andréa Bolzon, o IDH ajustado complementa a análise do IDH. Ela, no entanto, esclarece que a inclusão da desigualdade no cálculo permite melhor representação da realidade.
“O IDH tradicional só reflete a média [de um país]. O IDH ajustado pensa em oferecer uma análise a mais, um índice de apoio, mas o índice tradicional não deve ser deixado de lado”, explica.
A Argentina seria o país da América Latina cujo IDH seria menos impactado pelo ajuste do índice pela desigualdade, com queda de 15,8% na nota (de 0,808 para 0,680). O país vizinho tem índices de desigualdade de 9,3% para a expectativa de vida, 8,6% para a educação e 28,1% para a renda.
No Chile, país latino-americano com maior IDH pelo critério tradicional (0,822), a nota cairia 19,6% com o ajuste, com desigualdade de 5,9% na expectativa de vida, 13,7% na educação e 36% na renda.
A menor perda de nota seria registrada na Finlândia, cujo IDH cairia apenas 5,5% com o ajuste de desigualdade (de 0,879 para 0,830). O país mais prejudicado seria Serra Leoa, na costa oeste da África, com queda de 44,3% (de 0,374 para 0,208). De acordo com o Pnud, 42 países não tiveram o IDH recalculado pela desigualdade social por falta de dados internacionais.