11.253 – Acredite se Quiser – Anunciado o Transplante de Cabeça para 2017


Se essa onda pega...
Se essa onda pega…

Será possível transplantar a cabeça de uma pessoa para o corpo de outra? O debate voltou à tona depois da publicação recente, de um polêmico artigo na revista científica NewScientist. No texto, o cirurgião italiano Sergio Canavero argumenta que a operação de “mudança de corpo” poderia ser possível já em 2017.
De acordo com Canavero, o procedimento pode ajudar pacientes que sofram com doenças degenerativas ou mesmo portadores de câncer em casos extremos. Junto com uma equipe, o cirurgião acredita que já é o momento de passar os experimentos para humanos e garante possuir voluntários dispostos a participar das pesquisas.
Resfriamento anterior e, depois, coma induzido de quatro semanas
O artigo apresenta uma explicação do procedimento que seria realizado. A técnica passa pelo resfriamento tanto do corpo doador, quanto do crânico do receptor para preservar as células em condições de baixo oxigênio. Durante a operação, seria necessário fazer todas as conexões com de veias e artérias com o suporte de tubos minúsculos específicos.
Para unir as medulas, Canavero sugere o uso de um tipo específico de polietilenoglicol, que deverá ser usado em seguidas aplicações ao longo de algumas horas.
Mesmo após o fim do complexo processo cirúrgico, o paciente precisaria ser mantido em coma induzido por três ou quatro semanas. Isso para evitar a movimentação desnecessária e ajudar na recuperação. E, depois dessa longa jornada, a estimativa do pesquisador é que ainda seria necessário pelo menos um ano de fisioterapia para os movimentos fossem reaprendidos pelo paciente.
A divulgação da proposta do cirurgião italiano resgatou o debate sobre a validade do procedimento. No próprio artigo da revista científica, outros especialistas foram convidados a comentar o tema, alguns levantam argumentos de que, mesmo que funcionasse, o procedimento rapidamente seria usado para fins estéticos. Outros são céticos quanto as reais possibilidades de a técnica funcionar ou então em relação ao curtíssimo prazo de dois anos citado por Canavero.