14.263 – Boletim do Corona Vírus – PM compra 60 mil máscaras de proteção


A Polícia Militar comprou cerca de 60 mil máscaras de proteção para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Elas vão fazer parte do uniforme dos agentes que estiverem em contato com a população. Segundo o porta-voz da PM, coronel Mauro Fliess, 10 mil máscaras já chegaram e as outras vão chegando com intervalos de dois dias. O material utilizado para confecção desses itens de proteção são mais duradouros e podem ser reutilizadas.

14.249 – Nova York pode ser o novo epicentro do coronavírus


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Com a cidade possuindo 35 mil infectados até o momento, a agência de saúde alerta para a possibilidade de um aumento significativo no número de casos.
No entanto, antes da divulgação do relatório consolidado, representantes da agência conversaram com alguns jornalistas na Suíça e revelaram que o mundo deve registrar um “aumento significativo” em comparação ao que foi contabilizado até o momento.
Até a noite de ontem, segunda-feira (23), a OMS reconheceu 334 mil casos, além de registrar 14,5 mil mortes em diversas partes do mundo. Com os EUA, mais especificamente Nova York, sendo o local com o maior registro de casos confirmados.
Com isso, a OMS acredita que os norte-americanos podem enfrentar o ápice da doença em breve. Eles ainda alertam para a possibilidade do país se tornar o novo epicentro da pandemia. “Estamos vendo uma progressão muito rápida do número de casos nos EUA”, alertou Margaret Harris, porta-voz da OMS.
Ainda segundo Harris, cerca de 85% dos novos casos registrados vem da Europa e dos EUA – com os norte-americanos sendo detentores de 40% desse total. Até o momento, 35 mil pessoas foram contaminadas pelo novo coronavírus nos Estados Unidos.
A OMS se preocupa principalmente com Nova York, apontada como principal local de transmissão dentro do país. A taxa de infecção na cidade é cinco vezes maior do que a média de todo os EUA. Esse rápido crescimento foi atribuído principalmente à demora para aplicação de medidas emergenciais e de isolamento social.
Margaret ainda alerta que os números podem ser ainda maiores do que os conhecidos. Isso porque, recentemente, a OMS destacou que os números divulgados até este momento– de infectados e de mortes – são reflexos da transmissão ocorrida há cinco ou seis dias. Por esse motivo, um aumento significativo nas confirmações pode acontecer a qualquer momento.

14.246 – Supercomputador da IBM identifica substâncias para conter coronavírus


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33 quadrilhões de cálculos por segundo

O supercomputador Summit, da IBM, identificou 77 substâncias químicas que podem ser usadas para conter o avanço do contágio do novo coronavírus no mundo. Os pesquisadores do Laboratório Nacional Oak Ridge National publicaram os resultados no periódico científico ChemRxiv.
Um supercomputador pode fazer operações que um computador comum simplesmente não consegue. O Summit foi o primeiro do mundo a atingir velocidade de exaop, ou seja, um quintilhão de operações por segundo. Em uma análise genômica, ele já atingiu velocidade de 1,88 exaop.
Com isso, a máquina pode realizar uma série de cálculos para identificar potenciais tratamentos para frear o avanço da Covid-19. Mas, em média, ele realiza 200 quadrilhões de cálculos por segundo, o que é 1 milhão de vezes mais do que um notebook comum.
Após analisar mais de 8 mil substâncias, o supercomputador encontrou algumas que conseguem se ligar ao pico de material genético que o vírus libera no organismo, desse modo, contendo o contágio.
Com a identificação de substâncias, o Summit deixa a ciência global mais perto da criação de uma vacina contra o novo coronavírus.
Os pesquisadors agora irão executar simulações novamente com um modelo do vírus mais preciso para confirmar a eficácia dos resultados encontrados neste primeiro estudo.
“Os resultados que obtivemos não significam que encontramos uma cura ou um tratamento para novo coronavírus”, afirma Jeremy Smith, diretor de Universidade do Tennessee e do Centro de Biofísica Molecular do Laboratório Nacional de Oak Ridge.
A proposta das operações realizadas no Summit é fornecer um norte para as pesquisas científicas que podem levar à criação de tratamentos, vacina ou mesmo cura para o novo coronavírus.

14.245 – O que é a hidroxicloroquina?


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Hidroxicloroquina, cloroquina e remdesivir. Esses são os medicamentos que, segundo estudos científicos, podem ser eficazes no combate ao novo coronavírus.
A hidroxicloroquina, também conhecida pelo nome comercial Reuquinol, é a mais promissora. O remédio é usado para o tratamento da malária desde os anos 1930, mas também já foi usado para combater doenças como artrite reumatoide e lúpus.
O remédio chegou a ser substituído por outros recentemente porque o protozoário parasita plasmodium falciparum, causador da malária, tornou-se resistente à sua ação. A hidroxicloroquina podia ser usada para prevenir ou combater a malária.
O medicamento já se mostrara anteriormente eficaz contra a Sars, uma doença respiratória aguda que surgiu na China em 2002 e pertence ao grupo coronavírus, assim como o vírus causador da atual pandemia de Covid-19.
Em um estudo publicado por cientistas chineses em 18 de março na revista científica Nature, as drogas hidroxicloroquina e remdesivir se mostraram capazes de inibir a infecção do SARS-CoV-2 (nome do novo coronavírus) em simulação in vitro.
Outro estudo feito na França, realizado pelo Instituto Mediterrâneo de Infecção de Marselha, publicado no periódico científico International Journal of Antimicrobial Agents, mostra que a hidroxicloroquina teve desempenho positivo. Em alguns casos, foi usado também um antibiótico chamado azitromicina, que combate infecções pulmonares causadas por bactérias.
Gregory Rigano, orientador de pesquisa na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e coautor de um estudo sobre o uso de hidroxicloroquina em humanos para combater o coronavírus. Em um experimento feito com dois grupos, um que recebeu o medicamento e outro que não o recebeu, o resultado da droga no combate ao novo coronavírus foi eficaz. O antibiótico azitromicina foi usado em conjunto com a cloroquina, como no estudo feito na França.
O estudo ainda está para ser publicado, mas Rigano já concedeu uma entrevista a uma rádio americana falando sobre o tema. “Esse será o estudo mais importante a ser lançado sobre o tema. Ponto”, disse Rigano. O bilionário Elon Musk também publicou uma mensagem no seu perfil no Twitter nesta semana afirmando que a droga poderia ser eficaz contra o novo coronavírus. A FDA realiza testes com a cloroquina para combater a Covid-19.
Apesar de promissora, a droga ainda precisa de mais testes clínicos antes de ser distribuída amplamente para a população de forma segura. Por isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pediu que a Federal Drug Administration, análoga à Anvisa brasileira, seja ágil com o processo de testes e aprovação do medicamento.
Outro medicamento que tem se mostrado promissor contra o novo coronavírus é o remdesivir. Porém, por ser um medicamento experimental, não se espera que ele esteja amplamente disponível para o tratamento de um grande número de pessoas tão cedo quanto a hidroxicloroquina. A farmacêutica americana Gilead detém a patente do remdesivir.
Os medicamentos anti-virais lopinavir e favipiravir chegaram a ser considerados como drogas em potencial para tratar a Covid-19, mas um estudo divulgado na noite de ontem mostrou que elas são ineficazes. Com isso, os esforços dos cientistas de todo o mundo agora se voltam à hidroxicloroquina.

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14.242 -Farmacologia – hidroxicloroquina e cloroquina na lista de remédios controlados


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A procura por hidroxicloroquina aumentou depois que algumas pesquisas indicaram que o produto pode ser utilizado no tratamento do Sars-Cov-2. Mas não há nenhuma comprovação sobre o benefício da substância no tratamento do novo vírus.
As substâncias estão presentes em medicamentos contra a malária, reumatismo, inflamação nas articulações, lúpus, entre outros.
A medida é para evitar que pessoas que não precisam do medicamento provoquem o desabastecimento do mercado. A Anvisa informou que os medicamentos que possuem a substância não são recomendados no tratamento da Covid-19.
Com a nova determinação da Anvisa, os pacientes que já fazem uso de medicamentos com as substâncias poderão continuar utilizando a receita simples para a compra do produto durante o prazo de 30 dias.
Na nova categoria, o medicamento só poderá ser entregue mediante receita branca especial em duas vias. Médicos que fazem a prescrição de hidroxicloroquina ou cloroquina já devem começar a utilizar este formato. A venda irregular em farmácias é considerada infração grave.

14.240 – Vacina do coronavírus será testada direto em humanos – sem passar por animais


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O primeiro caso confirmado do novo coronavírus foi detectado na China em 7 de janeiro. Pouco tempo depois do anúncio, a empresa de biotecnologia Moderna Therapeutics já estava trabalhando no desenvolvimento de uma vacina para o vírus. Agora, eles afirmaram que vão iniciar os testes diretamente em humanos, sem passar pelo protocolo padrão de testar em animais.
Os ensaios clínicos (com humanos) e pré-clínicos (com animais) que garantem a segurança de uma vacina levam meses ou anos em uma situação ideal. Porém, diante de uma pandemia global, as farmacêuticas estão interessadas em encontrar a uma forma de barrá-la o mais rápido possível – o que abre uma brecha para pular etapas e começar logo de cara as aplicações em voluntários Homo sapiens.
A Moderna começou a procurar voluntários saudáveis no início de março. A ideia é testar 45 pessoas entre 18 e 55 anos, que vão tomar duas doses da vacina com intervalo de um mês. Cada cobaia receberá US$ 100 por visita feita ao laboratório ao longo do estudo, e serão aproximadamente 11 visitas (com a cotação a R$ 5,00, muito brasileiro ficaria ouriçado para participar – e embolsar R$ 5,5 mil). Os experimentos estão rolando no Instituto de Pesquisa em Saúde de Seattle (EUA).
A atitude de pular os ensaios pré-clínicos evidentemente põe em risco a saúde dos voluntários e está gerando objeções éticas da comunidade científica. Muitos pesquisadores se manifestaram contrários à decisão. Para piorar, a Moderna desenvolveu um mecanismo de imunização inédito – não há nenhuma outra vacina no mercado que utilize a mesma técnica, o que torna a experiência ainda mais arriscada.
Explicando: atualmente, há dois tipos diferentes de vacina. Algumas utilizam o próprio micróbio, morto ou quimicamente atenuado, para que ele não seja capaz de causar infecção. Outras utilizam apenas um pedacinho do micróbio – no caso dos vírus, geralmente uma proteína – que sirva de gabarito para o sistema imunológico a criar anticorpos. Nos dois casos, a ideia é treinar o corpo para a chegada da ameaça real.
A vacina da Moderna, por outro lado, usa uma molécula chamada RNA mensageiro (RNAm). No nosso organismo, o RNAm transmite informações contidas em nosso DNA para os ribossomos e possibilita a produção de proteínas. A nova vacina nada mais é do que um monte de RNAm sintético – que instrui o corpo a produzir proteínas iguais às do coronavírus. A ideia é que nosso corpo, ao se ver inundado por essas proteínas alienígenas, aprenda a reconhecê-las para depois identificar e derrotar o corona de verdade.
Se vai funcionar é outra história. A Moderna tentou testar o truque em ratos de laboratório, mas os animais não se mostraram ideais para tal experimento, pois suas células não são atacadas pelo vírus da mesma maneira que as nossas (cada mamífero tem seus próprios parasitas, e eles raramente são intercambiáveis).
Alguns camundongos foram geneticamente modificados no ano 2000, durante o surto da SARS – que também foi causada por um coronavírus –, de maneira a torná-los mais suscetíveis a vírus humanos. Isso permitia utilizá-los como cobaias eficazes em ensaios pré-clínicos. Infelizmente, essa linhagem não sobreviveu aos últimos vinte anos – era muito caro mantê-la. O jeito é começar do zero: a Mersana já está trabalhando em ratinhos com especificações parecidas, que deverão ficar prontos em algumas semanas
Uma vacina que utiliza a técnica de RNAm foi desenvolvida contra o coronavírus causador da MERS, outra epidemia que encheu os jornais nas últimas décadas. Ela foi testada nos ratos mencionados anteriormente. A resposta imune foi suficiente para protegê-los, o que é um dado otimista. Obviamente, porém, não se pode afirmar nada sobre sua aplicabilidade à Covid-19.
Estima-se a vacina estará disponível para uso humano em cerca de um ano – o que obviamente não é rápido o suficiente para barrar a pandemia. Sem contar que, se algo der errado – e isso acontece com frequência em ensaios clínicos –, os testes recomeçam do zero, o que atrasa ainda mais a solução. Os fabricantes de vacinas acreditam que o caso do Covid-19 é um teste importante para demonstrar como lidaremos, no futuro, com surtos de outras infecções desconhecidas.

14.239 – Medicina – 4 vacinas que estão sendo testadas contra o coronavírus


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Com a Covid-19 ultrapassando a marca de 100 mil casos confirmados no mundo, cientistas e empresas farmacêuticas estão correndo contra o tempo para desenvolver uma vacina capaz de conter o espalhamento da epidemia.
Há pelo menos oito iniciativas de desenvolvimento de vacinas contra o SARS-cov-2 em andamento. Mas o desafio é grande – qualquer vacina precisa passar muitos testes pré-clinicos e clínicos (isto é, com humanos) antes de ser fornecida à população. Para o setor privado, isso é sinônimo de um investimento alto em um produto que talvez não dê certo.
Uma vacina como a da gripe já é conhecida há anos: basta adaptá-la à versão do vírus que está pegando naquele inverno. Por isso, o processo é incomparavelmente mais rápido, e pode rolar anualmente. Por outro lado, nunca houve uma vacina contra os coronavírus. O trabalho está começando basicamente do zero.
Toda vacina se baseia no mesmo princípio: treinar o sistema imunológico para lutar contra os patógenos que se aventuram para dentro do seu corpo. Isso já acontece naturalmente – ninguém pega catapora duas vezes porque, depois da primeira infecção, seu corpo já aprendeu a lutar contra o vírus até então desconhecido e tem um exército de anticorpos prontos para eliminá-lo novamente, caso apareça. A vacina nada mais é do que um meio de ensinar seu corpo a se proteger sem precisar passar pelo perrengue da infecção.
Para isso, há dois tipos diferentes de vacina. Algumas utilizam o próprio patógeno, morto ou quimicamente atenuado – para que ele não seja capaz de causar infecção, mas seja o suficiente para fazer seus glóbulos brancos armazenarem a “impressão digital” da ameaça. Outras utilizam apenas um pedacinho do micróbio – no caso dos vírus, geralmente uma proteína – que sirva de gabarito para o corpo criar anticorpos.
A maioria das vacinas está sendo desenvolvida por empresas privadas ou em parceria com elas. Nenhum dos concorrentes quer divulgar detalhes de sua receita. Afinal, quem encontrar a bala de prata contra o coronavírus terá em mãos algo mais valioso que a receita do molho do Big Mac – e, no estágio atual, ainda é impossível saber qual é a solução mais promissora. O mais seguro é esconder o próprio baralho – e blefar.
Sabe-se que a Johnson & Johnson está estudando uma vacina baseada no vírus desativado, e a Clover Biopharmaceuticals, em parceria com a Universidade de Queensland, na Austrália, está pesquisando versões da vacina que usam uma proteína do vírus para gerar resposta imune. Perceba que essas são as duas estratégias clássicas, já mencionadas acima.
Há uma terceira forma de se fazer vacinas, mais moderna e talvez mais eficaz no caso do novo coronavírus. São as chamadas vacinas de mRNA. O RNA mensageiro, no interior de uma célula humana, é o responsável por carregar a receita para fabricar uma proteína do DNA, onde ela fica armazenada, para o ribossomo, a linha de produção onde ela será montada. Os coronavírus, porém, não têm DNA: armazenam seu código genético em RNA, mesmo.

Ao invés de injetar o patógeno inteiro ou uma proteína dele em você, essas vacinas injetam um trecho do código genético do vírus, que contém as instruções para fabricar alguma proteína reconhecível pelo nosso sistema imunológico. Repetindo: em vez de injetar a proteína pronta, essa vacina injeta a receita para fabricá-la.

Nossas células comuns não são muito boas em reconhecer que o material genético que vem na vacina é estrangeiro – então elas vão simplesmente ler aquela receita e produzir a proteína codificada nos ribossomos. Ou seja, a vacina transforma suas células em verdadeiras fábricas de proteínas virais. Nosso sistema imunológico, porém, é mais esperto na hora de reconhecer o que vem de fora, e vai ler as proteínas como corpos estranhos. Assim, começará a produção de anticorpos contra eles.
Essa é técnica pela qual optou a empresa de biotecnologia Moderna Therapeutics. As autoridades sanitárias dos EUA anunciaram recentemente que começaram a testá-la em humanos. Outra empresa, a alemã CureVac, também está desenvolvendo uma vacina de mRNA, mas ela ainda está em estágio pré-clínico (ou seja: não está sendo testada em humanos ainda)
Existe ainda um outro método parecido, que utiliza o mesmo mecanismo, mas com moléculas de DNA em vez de RNA. A ideia é soltar um pedacinho de DNA com a receita para uma proteína do vírus no interior das nossas células, e torcer para o maquinário de fabricação de proteínas detectar o dito cujo e começar a usá-lo inocentemente. Esse DNA não vem do vírus, naturalmente (afinal, o corona só tem RNA). Ele precisa ser “cultivado” com auxílio de estruturas bacterianas chamadas plasmídeos, que não vem ao caso explicar aqui.
É esse método que a Inovio Pharmaceuticals vem explorando em seus estudos. O único problema é o risco desse pedacinho de DNA se incorporar definitivamente ao nosso material genético nativo. O que não é legal por motivos óbvios – ninguém quer virar um transgênico de vírus (ainda que ao longo de nossa evolução muitos genes fornecidos por vírus tenham acabado nos beneficiando).
Enquanto nenhuma vacina fica pronta, diversas equipes pelo mundo também vem tentando desenvolver tratamentos para os infectados. Uma técnica é testar diversos medicamentos que já existem no mercado para outras doenças em pacientes com Covid-19. A lógica é mais ou menos assim: talvez esses medicamentos consigam afetar algum mecanismo de ação do novo coronavírus – qual, não sabemos. É um tiro no escuro.

Mas não custa tentar. Na lista dos candidatos, há drogas que são usadas no tratamento de HIV, ebola e malária, por exemplo. O mais avançado e promissor de todos é o remdesivir, desenvolvido pela Gilead Sciences inicialmente para tratar ebola, mas que se mostrou mais eficiente em vírus respiratórios. Mas, mesmo assim, estimativas iniciais dizem que as chances da substância de fato funcionar para a Covid-19 é só de 50%.

14.238 – Já era um Pandemônio agora é uma Pandemia


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A Organização Mundial da Saúde declarou estado de pandemia do novo coronavírus. Segundo o órgão, o número de casos, mortes e países afetados só deve aumentar. Mais de 100 países já são afetados pelo vírus – incluindo o Brasil, com mais de 200 casos confirmados até o fechamento desse artigo.
O nome “pandemia” assusta, mas não muda nada na realidade da proliferação do vírus. Ela é usada quando uma doença não se restringe apenas a uma região específica, mas sim por todo o globo. Inicialmente, o vírus estava apenas na China, mas se espalhou rápido assim que saiu da região. Metade dos países infectados pelo coronavírus apresentou seu primeiro caso nos últimos 10 dias.
Assim que surgiu, o coronavírus era classificado como um surto. Ele acontece quando há o aumento brusco de casos de uma doença em determinada região. Foi o que aconteceu na província de Hubei em janeiro deste ano. Um vírus misterioso apareceu na população em Wuhan, a maior cidade da província, e começou a se espalhar rapidamente. Em uma semana, os cientistas chineses já haviam sequenciado o genoma do coronavírus e compartilhado as informações com pesquisadores de todo o mundo por meio de um banco de dados.
Depois, o Covid-19 começou a se espalhar para outras regiões – primeiro a China, a Ásia, e depois chegou em países de todos os continentes. Alguns territórios classificaram a doença como uma epidemia, que é quando há um número de casos acima do esperado pelas autoridades em várias localidades. É comum, por exemplo, cidades ou estados brasileiros declararem epidemia de dengue, fazendo com que as ações de combate ao mosquito se intensifiquem.
Agora, o vírus não infecta apenas quem viajou para a China, mas também é transmitido entre outros países. O primeiro caso brasileiro, por exemplo, foi de um homem que pegou o vírus na Itália. Com a disseminação do coronavírus em escala global, a classificação evoluiu para pandemia. Na escala de disseminação de doenças, a pandemia é a mais abrangente. A gripe suína, causada pelo vírus H1N1, se encaixou nessa categoria em 2009, chegando a atingir 120 territórios do mundo em oito semanas.
Há ainda uma outra classificação, na qual o coronavírus não se encontra: a endemia. Ela não está relacionada ao número de casos, e sim à presença e sazonalidade da doença em determinada região. Acontece quando ela está permanentemente no local ano após ano. A febre amarela, por exemplo, é uma doença endêmica no Norte do Brasil.
“A declaração de uma pandemia não é como a de uma emergência internacional – é uma caracterização ou descrição de uma situação, não é uma mudança nela, disse o diretor-executivo de emergências da OMS, Michael Ryan. Segundo a OMS, o novo estado não muda a posição da organização frente ao vírus. As recomendações para o combate ao vírus continuam as mesmas. Tanto a OMS quanto os países afetados devem manter e ampliar as ações que já vêm sendo feitas.

14.237 – Corona Vírus – A Historia (Histeria) se repete


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Diante do coronavírus, é aconselhável evitar a psicose, mas também sua banalização: na maioria dos casos, o COVID-19 é uma doença benigna, mas também tira vidas entre os mais frágeis e pode acabar saturando hospitais, com consequências dramáticas.

Quem está mais exposto?
A mortalidade claramente aumenta com a idade: isso é o que demonstra uma ampla análise publicada em 24 de fevereiro por pesquisadores chineses na revista médica americana “Jama”.
Dos quase 45.000 casos confirmados, a taxa média de mortalidade foi de 2,3%, sem mortes entre crianças menores de 10 anos. Até 39 anos, a taxa é muito baixa, 0,2%. Aumenta para 0,4% entre os quadragenários, 1,3% entre 50-59 anos, 3,6% entre 60-69 anos e 8% entre 70-79 anos.
Pessoas com mais de 80 anos são as mais expostas, com uma taxa de mortalidade de 14,8%.
Outro fator de risco é o fato de sofrer uma doença crônica, como insuficiência respiratória, doença cardíaca, câncer, histórico de AVC…
Um estudo chinês publicado pela revista “The Lancet”, envolvendo 191 pacientes, estudou fatores associados ao risco de mortalidade.
“Uma idade avançada, o fato de apresentar sinais de sepse (ou septicemia, infecção generalizada) ao chegar no hospital e doenças subjacentes como hipertensão e diabetes foram fatores importantes associados à morte dos pacientes”, afirmou um dos autores, o doutor Zhïbo Liu.
Mas as pessoas mais expostas ao novo coronavírus não devem entrar em pânico.
“Quando uma pessoa infectada morre aos 85 anos, o coronavírus não é o que a mata”, mas muitas vezes “as complicações sofridas por seus órgãos que não estavam mais funcionando adequadamente”, afirma Michel Cymes, médico e figura televisiva na França.

O mesmo vale para pacientes com doenças crônicas.
Para o professor francês Jean-Christophe Lucet, o risco diz respeito principalmente a pacientes que sofrem de formas severas dessas doenças. “Devemos ser extremamente claros” sobre este ponto, enfatiza à AFP.

Quantas pessoas podem morrer?
Segundo o estudo de 24 de fevereiro, a doença é benigna em 80,9% dos casos, grave em 13,8% e crítica em 4,7%.
Do número total de casos confirmados no mundo, o COVID-19 matou cerca de 3,5% dos pacientes, com disparidades entre os países. O último número oficial de mortos é superior a 5.000.
Mas essa taxa não é confiável, já que se ignora o número de pessoas realmente infectadas. Como muitos pacientes quase não apresentam sintomas ou são assintomáticos, o número de infectados é provavelmente muito maior do que o detectado e, portanto, a taxa é certamente mais baixa.
Se considerarmos uma estimativa que inclui casos não detectados, “a taxa de mortalidade é de cerca de 1%”, afirmou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas dos EUA.
No entanto, o perigo de uma doença depende não apenas de sua letalidade, mas também de sua capacidade de expansão.
Mesmo com uma taxa de mortalidade de 1%, “esse número pode ser consistente se 30 ou 60% da população estiver infectada”, diz Simon Cauchemez, do Instituto Pasteur de Paris.
Por outro lado, entre os 130.000 casos registrados desde o início da pandemia no mundo, mais da metade já foi curada, segundo a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Quais as diferenças com a gripe?
Apesar de compartilhar sintomas como febre e tosse, o coronavírus não é como uma “simples” gripe.
Em primeiro lugar, parece mais letal, já que a gripe tem “uma mortalidade de 0,1% e esta doença é 10 vezes mais mortal”, segundo Fauci. A OMS estima que a gripe deixa a cada ano entre 290.000 e 650.000 mortes em todo o mundo.
Além disso, os especialistas temem que formas graves do COVID-19 possam afetar uma parte maior da população do que a gripe.
O COVID-19 “não é uma simples gripe, pode se manifestar seriamente em pessoas não tão velhas”, enfatiza o número dois do ministério da Saúde da França, Jérôme Salomon.
De acordo com um estudo chinês – em um pequeno número de pacientes, de 1.099 – 41% dos casos graves tinham entre 15 e 49 anos e 31% entre 50 e 64 anos (em comparação com 0,6% para menores de 14 anos e 27% para os maiores de 65 anos).
Além disso, diferentemente da gripe, “não estamos protegidos” contra o COVID-19, Salomon lembra: “Não há vacinas, não há tratamento” e o ser humano não é naturalmente imunizado contra esse novo vírus.
Os vírus da gripe e do COVID-19 têm em comum que sua propagação é combatida da mesma maneira em nível individual.
Essas são as medidas de precaução: evitar apertar as mãos, beijar, lavar as mãos com frequência, tossir e espirrar na cavidade do cotovelo ou em um lenço descartável, usar máscara quando estiver doente…

Os hospitais ficarão saturados?
É o principal perigo da pandemia: um aumento brusco dos casos, o que levaria a um fluxo maciço de pacientes nos hospitais, causando a superlotação.
Isso não apenas complicaria a hospitalização de pacientes críticos com COVID-19, mas também de todos os outros. A situação pioraria se a equipe médica começasse a ser infectada, deixando de cuidar dos pacientes.

“Devido a esse duplo fator – uma sobrecarga de trabalho com menos funcionários -, os pacientes com patologias urgentes não poderiam ser tratados a tempo e correriam o risco de morrer”, explica à AFP o médico belga Philippe Devos, especialista em reanimação.
Nas redes sociais, muitos médicos alertam para o risco de saturação dos hospitais.
Esses especialistas lembram aos usuários da internet a importância de cada um aplicar as medidas para combater o coronavírus, com alertas no Twitter.
A comunidade médica procura, dessa forma, chamar a atenção para a responsabilidade de cada um, a fim de frear a epidemia prolongando-a ao longo do tempo. Desse modo, o “boom” será menos abrupto e o volume de pacientes simultâneos não sobrecarregará o sistema hospitalar.

– E os animais de estimação?
O caso de um cão diagnosticado “um pouco positivo” em Hong Kong com um dono infectado levantou a questão de possíveis contágios entre o ser humano e os animais.
Mas os cientistas insistem no fato de que este é um caso isolado e que não serve para tirar conclusões.
“À luz do conhecimento científico disponível, não há evidências de que animais de estimação ou de gado tenham um papel importante na disseminação do vírus SARS-CoV-2”, estimou a agência francesa de segurança sanitária ANSES na quarta-feira.
Segundo seus especialistas, a detecção do vírus nas cavidades nasais e orais do cachorro de Hong Kong não é prova de infecção do animal. Em vez disso, estão considerando a possibilidade de um “contágio passivo” (sobrevivência do vírus sobre uma mucosa sem que se reproduza), apesar de exigir estudos complementares.

histeria

14.178 – Composto Imobiliza Célula do Câncer e Impede Metástase


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Os testes foram feitos com a molécula KBU2046, composto que inibiu o movimento de células do câncer em quatro diferentes tipos de células do câncer humanas: câncer de mama, próstata, colorretal e pulmão.
O cientista explica que ele e a sua equipe fizeram diversos estudos na química para pensar um composto que só inibiria o movimento de células do câncer — e não tivesse nenhum outro efeito em células saudáveis.
Substância bloqueia proteína associada ao movimento
Bergan cita ainda que o laboratório de Karl Scheidt, professor de química e farmacologia da Universidade de Northwestern, foi o responsável por pensar em novos compostos que pudessem impedir a motilidade de tumores. O desafio era encontrar substâncias com poucos efeitos colaterais.
Scheidt explica que o KBU2046 se liga a proteínas das células de forma específica para somente impedir o movimento. Não há outra ação sobre as estruturas celulares, o que diminui os efeitos colaterais e a toxicidade. “Levamos anos para descobrir”, comemora, em nota.

Pesquisadores almejam que a droga possa ser administrada em cânceres iniciais para diminuir ao máximo que o tumor se espalhe para o resto do corpo e o paciente tenha um tumor intratável no futuro.
Cientistas estimam que serão necessários dois anos e US$ 5 milhões para que os primeiros testes sejam realizados em seres humanos.

14.175 – Remédio Contra o cansaço e a Fadiga


fadiga
Fadiga é o nome que se dá a um sintoma que está caracterizado pela sensação de desgaste, cansaço e falta de energia. Como é de se esperar, este é um sintoma bastante recorrente entre os mais diferentes tipos de doenças e condições. A fadiga está muito presente no dia a dia da população, mas que pode ter causas diversas.
Assim, tem causas diversas e entende-se “fadiga” como uma sensação de desgaste, cansaço excessivo e falta de energia. Como é de se esperar, este é um sintoma bastante recorrente entre os mais diferentes tipos de doenças e condições.
Fadiga muscular
A fadiga muscular é causada pelo excesso de atividade física. Isso pode significar maior intensidade, frequência e/ou uso de pesos em exercícios; e/ou menor intervalo de descanso entre os exercícios.

Costuma causar cansaço físico intenso e dor no músculo trabalhado exageradamente.

Pode ser dividida em dois subtipos:

-Fadiga muscular central:incapacidade ou ausência de força em região localizada, normalmente no músculo afetado;Fadiga muscular periférica: falta de energia e indisposição em todo corpo

Fadiga adrenal
A fadiga adrenal é um sintoma relacionado à dificuldade do corpo em lidar com altos e prolongados níveis de estresse, resultando na disfunção nas glândulas adrenais (que compõem o sistema endócrino).

É uma fadiga que pode ser considerada crônica, pois costuma ser mais duradoura e ter origem patológica (doenças).

Assim, pode levar à dificuldade de concentração, compulsão alimentar, exaustão persistente, irritabilidade e alterações constantes de humor.

Fadiga crônica
A fadiga crônica é geralmente causada por uma enorme carga de estresse na rotina, estando principalmente ligada ao âmbito profissional, amoroso e familiar.

Porém, diferente da fadiga adrenal, a fadiga crônica tem duração de no mínimo seis meses e é incapacitante. Ou seja, faz com que o paciente não consiga realizar normalmente as atividades que lhe eram habituais, além de ter tendência à depressão.

Fadiga mental
A fadiga mental é decorrente do desgaste intelectual. Isso acontece devido ao estresse gerado pelo excesso de informações que nosso cérebro recebe.

Ficar horas vendo noticiários, navegando na internet, estudando ou concentrado em um mesmo trabalho intelectual pode levar ao problema. Como resultado, há dificuldade de concentração, irritabilidade, indisposição e dor de cabeça.

Fadiga sensorial
A fadiga sensorial é a exaustão relacionada aos órgãos sensoriais, principalmente olhos e ouvidos. Os sintomas costumam estar diretamente correlacionados a, portanto, estes órgãos.

Fadiga auditiva: exaustão causada pela exposição prolongada a ruídos (de volume alto em fones de ouvido a shows ou turbinas de avião), causando, principalmente, zumbido, pressão e sensação de ouvidos tampados (e até surdez).
Fadiga ocular: também chamada de fadiga visual, ocorre pelo uso de óculos ou lentes com grau incorreto, excesso de leitura em dispositivos móveis e computador. Resulta em olhos secos, visão embaçada, cansaço, dificuldade de foco, alteração na percepção das cores, aumento da sensibilidade à luz, tontura e cefaleia.
Fadiga de verão (natsubane)
Com nome de origem japonesa, a fadiga de verão é a exaustão ocasionada por temperaturas altas. Em dias mais quentes pode ocorrer a desidratação e transpiração excessiva, resultando em cansaço excessivo, indisposição e irritabilidade.

Causas
Pare um pouco e repense todos os seus hábitos de vida. O que pode estar por trás de seu cansaço? Fazer-se essa pergunta é o primeiro passo para identificar as possíveis causas de um sintoma muito comum: a fadiga.

Em geral, a maioria dos casos de fadiga pode ser atribuída a três grandes fatores: estilo de vida, condições de saúde e problemas psicológicos.

Confira as principais possíveis causas para cada um desses fatores:

Estilo de vida
Consumo excessivo de bebidas alcóolicas
Consumo excessivo de cafeína
Uso e abuso de drogas recreativas
Excesso de atividade física
Sedentarismo e inatividade
Falta de sono em geral
Medicamentos, como anti-histamínicos e xaropes para tosse
Hábitos alimentares pouco saudáveis e dietas não balanceadas
Problemas psicológicos
Ansiedade excessiva
Depressão
Sentimentos de pesar e culpa
Estresse
Tristeza
Quaisquer doenças mentais ou problemas psicológicos que possam levar aos sintomas acima também podem estar relacionados à fadiga. Procure um médico se você apresentar os problemas acima.

Condições médicas
A fadiga pode ser um sinal de uma condição médica subjacente, como:

Insuficiência hepática aguda
Anemia
Câncer
Síndrome da fadiga crônica
Doença renal crônica
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Enfisema
Doença cardíaca
Hipertireoidismo
Hipotireoidismo
Uso de medicamentos, como sedativos, antidepressivos e os prescritos para dor, coração e pressão arterial
Obesidade
Dor persistente
Síndrome das pernas inquietas
Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2
Doença de Addison
Distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia
Artrite e artrite reumatoide
Doenças autoimunes, como lúpus
Insuficiência cardíaca, principalmente a congestiva
Distúrbios do sono, como insônia, apneia do sono e narcolepsia
Desnutrição
Doenças renais e hepáticas
Diagnóstico e Exames
Na consulta médica
Especialistas que podem diagnosticar a fadiga são:

Clínico geral
Cardiologista
Pneumologista
Psiquiatra
Psicólogo
Endocrinologista
Neurologista
Gastroenterologista
Nutricionista
Angiologista
Otorrinolaringologista
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições e medicamentos ou suplementos que tome com regularidade
Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Como você poderia descrever a fadiga que sente?
Ela é um problema comum?
Com que frequência você se sente cansado ou indisposto?
Geralmente a fadiga vem acompanhada de outros sintomas? Quais?
Você já tomou alguma medida caseira para aliviar a fadiga? E funcionou? O que você fez?
Você já se auto medicou para tratar a fadiga? O que você tomou?
Você já foi diagnosticado com alguma outra condição de saúde física? Qual? Já iniciou tratamento? Que tipo de medicamentos você toma para essa condição?
Você já foi diagnosticado com alguma outra condição de saúde mental? Qual? Já iniciou tratamento? Que tipo de medicamentos você toma para essa condição?
Você tem feito atividades físicas? Com que frequência?
Você teve alguma alteração de apetite recentemente?
Você faz acompanhamento psicológico?
Você toma algum tipo de medicamento? Qual? Com que finalidade?
Você costuma se sentir fadigado durante todo o dia ou durante algum momento específico do seu dia?
Como é sua rotina de sono?
E sua rotina no trabalho e nos estudos, como é?
Você tem problemas de relacionamento ou com sua família?
O que você acredita que está por trás da fadiga?
Marque uma consulta com um médico se você sentir cansaço persistente por pelo menos duas semanas ou mais, principalmente se você for do tipo de pessoa que naturalmente adota hábitos de vida saudáveis.

Casos de emergência
No entanto, você deve procurar assistência médica emergencial se a fadiga for acompanhada de:

Sangramento anormal, incluindo o sangramento pelo reto ou presença de sangue no vômito
Dor nas costas, dor abdominal e dor pélvica
Dor de cabeça muito forte ou enxaqueca
Você também deve obter ajuda médica de emergência se a fadiga está relacionada a algum problema de saúde mental, principalmente se, entre os sintomas manifestados, estão:

Tentativas de autoagressão ou de suicídio
Preocupação em poder prejudicar ou machucar outra pessoa
Chame a emergência se a fadiga também por acompanhada por:

Dor no peito
Falta de ar
Batimento cardíaco irregular ou rápido
Desmaio
Tratamento de Fadiga
O diagnóstico da fadiga depende muito da avaliação médica feita no próprio consultório. Por isso, os tipos de tratamento disponíveis para este sintoma também dependem muito da causa subjacente à fadiga.

Na verdade, o tratamento desta causa costuma trazer alívio para o sintoma de fadiga também. Mas existem algumas dicas e medidas que podem ser tomadas independentemente do diagnóstico e que servem única e exclusivamente para tratar e aliviar o sintoma.

Durma horas suficientes todas as noites
Siga uma dieta saudável, balanceada
Beba bastante água durante o dia
Faça exercícios regularmente e sem exageros
Adote técnicas de relaxamento, como yoga e meditação
Mantenha uma agenda pessoal e profissional equilibrada, a fim de evitar estresse em seu cotidiano
Evite o consumo exacerbado de álcool, nicotina e drogas
Evite estimulantes em excesso, como a cafeína, pois tendem a piorar a fadiga no longo prazo
Medicamentos para Fadiga
Fadiga pode ter diversas causas e tipos, de modo que o tratamento medicamentoso varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico.

Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Os medicamentos mais comuns no tratamento de fadiga são:

Cinarizina
Coristina D
Engov
Naldecon Dia
Naldecon Noite
Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

14.090 – Cadê Meu Elixir da Longa Vida? Cientistas na busca da “cura” do envelhecimento


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Um dos mitos da Grécia Antiga, que remonta a 700 a.C., conta a história de amor de Eos, a deusa do amanhecer, e Titono, irmão mais velho do rei de Troia. Eos se apaixonou por Titono e pediu a Zeus que concedesse a ele a imortalidade dos deuses. Mas se esqueceu de pedir eterna juventude. Titono viveu por anos a fio, definhando, esquecido pela própria Eos, que o trancou em um quarto escuro até que, finalmente, ele se transformou em uma cigarra.
Alguns milênios depois, a longa busca da humanidade pela vida e juventude eternas ganha, pela primeira vez, contornos científicos. No Vale do Silício, pesquisadores têm tentado unir medicina e tecnologia para encontrar maneiras de nos fazer viver mais e mais jovens, encarando o envelhecimento como uma causa para as tantas doenças associadas a ele e, portanto, passível de tratamento ou mesmo cura.
“Depois de assegurar níveis sem precedentes de prosperidade, saúde e harmonia, e considerando nossa história pregressa com nossos valores atuais, as próximas metas da humanidade serão provavelmente a imortalidade, a felicidade e a divindade”, escreveu Yuval Harari em Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, best-seller publicado no Brasil em 2016 pela Companhia das Letras. “Reduzimos a mortalidade por inanição, a doença e a violência; objetivaremos agora superar a velhice e mesmo a morte”, sentencia o professor de História da Universidade Hebraica de Jerusalém.
O primeiro laboratório biomédico dos Estados Unidos dedicado inteiramente a pesquisar o envelhecimento foi criado em 1999 em Novato, na Baía de São Francisco, a poucos quilômetros do Vale do Silício. Com a missão de acabar com as doenças relacionadas à passagem do tempo, o Instituto Buck acredita que é possível as pessoas aproveitarem a vida aos 95 anos tanto quanto o faziam aos 25.
“Nesses anos de pesquisa, chegamos a duas conclusões: a primeira é de que podemos mudar o ritmo do envelhecimento em animais, modificando a genética e a alimentação”, diz o geneticista Gordon Lithgow, chefe de pesquisas no instituto. “A segunda é que o processo de envelhecimento é um gatilho — ou mesmo uma causa — para as doenças crônicas em idade avançada.” A grande hipótese, segundo Lithgow, é que a medicina talvez esteja olhando para as doenças crônicas associadas ao envelhecimento da forma errada — e, se conseguirmos reverter ou retardar o processo, talvez seja possível proteger o corpo dos danos causados por ele.
Além do Buck, laboratórios como o Calico e o Unity Biotechnology têm como objetivos explícitos “resolver a morte” e “combater os efeitos do envelhecimento” e são financiados pelos bilionários Sergey Brin e Larry Page, fundadores do Google, Jeff Bezos, da Amazon, e Peter Thiel, do PayPal. Mas é a Fundação SENS, criada em 2009 pelo cientista da computação inglês Aubrey de Grey, entre outros nomes, que desperta as maiores polêmicas na comunidade científica.
Na visão de Aubrey de Grey, de 56 anos, o envelhecimento deve ser tratado como um fenômeno simples, e nosso corpo visto como uma máquina ou uma engenhoca que pode ser consertada. “O motivo de termos carros que ainda rodam após cem anos é o fato de eliminarmos os estragos antes mesmo de as portas caírem. O mesmo vale para o corpo humano”, afirmou o britânico em entrevista.
Para desenvolver o modelo que chama de SENS, sigla para Strategies for Engineered Negligible Senescence (estratégias para engenharia de uma senescência negligenciável, em tradução livre), ele olhou para os principais processos que levam ao envelhecimento conhecidos hoje: perda e degeneração das células; acúmulo de células indesejáveis, como de gordura ou senescentes (velhas); mutações nos cromossomos e nas mitocôndrias; acúmulo de “lixo” dentro e fora das células, o que pode causar problemas em seu funcionamento; ligações cruzadas em proteínas fora da célula, que podem gerar perda de elasticidade no tecido em questão.

Para De Grey, basta tratar cada um desses itens e pronto: nossos problemas de saúde que surgem com a idade acabariam — quase tão simples quanto aplicar e remover um filtro do FaceApp, aplicativo que se tornou febre nas redes sociais nas últimas semanas, com um algoritmo que faz uma simulação fotográfica da aparência que poderemos ter quando mais velhos. “Não haveria limite, assim como não há limite para os carros funcionarem. Morreríamos somente de causas que não têm a ver com quanto tempo atrás nascemos. Impactos de asteroides, acidentes etc.”

14.086 – Fitness – Quanto se gasta a cada exercício


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O gasto calórico de cada atividade é calculado com base no nível de condicionamento físico de cada indivíduo. Temos também outros fatores como: idade, peso corporal e estatura da pessoa.
Logo, os valores apresentados nas tabelas de gasto calórico são na verdade um cálculo médio.
O gasto calórico dos exercícios varia de acordo com o peso da pessoa e intensidade da atividade física, no entanto os exercícios que normalmente gastam mais calorias são corrida, pular corda, natação, jogar polo aquático e andar de patins, por exemplo.
Em média, uma pessoa de 50 kg gasta mais de 600 calorias por hora ao correr numa esteira, enquanto que quem tem cerca de 80 kg gasta cerca de 1000 calorias por hora para esta mesma atividade. Isso acontece porque quanto mais peso a pessoa tem, mais esforço seu corpo precisa fazer para garantir que não falte oxigênio e energia em todas as células do corpo.
Outros exemplos de exercícios que queimam muitas calorias são musculação intensa, futebol de salão, tênis, boxe, judô e jiu-jitsu, por exemplo. Porém, mais importante que começar a praticar um exercício só porque ele queima muitas calorias, é saber se alimentar bem, gostar do tipo de atividade que irá fazer e se dedicar praticando pelo menos 3 vezes por semana, durante 1 hora, ou diariamente durante 30 minutos, porque a regularidade do exercício também é importante para perder peso.
É possível aumentar a quantidade de calorias que se gasta por dia aumentando o metabolismo do corpo e aumentando os músculos, porque quanto mais massa magra a pessoa tiver, mais calorias ela irá gastar.

O que influencia o gasto calórico
O gasto calórico depende de alguns fatores relacionados com a pessoa e com o tipo de exercício, como:

Peso e estrutura corporal;
Altura;
Intensidade, tipo e duração da atividade física;
Idade;
Nível de condicionamento.
Assim, para saber a quantidade de calorias que cada pessoa gasta por dia é importante levar em consideração todos esses fatores. Além disso, é importante que sejam calculadas, pelo nutricionista, a quantidade de calorias que devem ser consumidas por dia para que haja emagrecimento, levando também em consideração hábitos de vida, idade, altura e peso.
A melhor forma de queimar mais calorias e emagrecer é adotar hábitos de vida saudáveis, praticando atividade física de forma intensa e regular e possuindo uma alimentação equilibrada e voltada para o objetivo, sendo, por isso, importante ter acompanhamento nutricional.

É importante também realizar uma atividade física que seja adequada aos hábitos e gosto da pessoa, pois assim é possível que a pessoa mantenha-se sempre motivada e realize o exercício de forma regular. Saiba como escolher o melhor esporte de acordo com o estilo de vida.
Ao começar a praticar algum tipo de atividade física aliada a uma alimentação saudável, o metabolismo é estimulado, favorecendo o gasto de calórico e promovendo o emagrecimento. Basicamente, quanto mais calorias a pessoa gasta fazendo um exercício, mais ela emagrece, mas quanto mais motivada a pessoa estiver, maior será seu esforço e isso irá queimar mais calorias.

14.078 – Correr turbina o cérebro?


Se você está querendo exercitar o cérebro, mas não pretende enfiar a cara nos livros, aí vai uma sugestão: corra. E olha, óbvio que se for para uma biblioteca pode ser ótimo para a educação, mas seu destino nem é tão importante assim. O principal aqui é que você use a corrida como exercício.
Pesquisadores da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, estão afirmando que correr pode aumentar o número de células cerebrais — pelo menos em ratos. Os cientistas colocaram os roedores para malhar em três equipes diferentes: a primeira corria, outra levantava peso, e a última fazia um treinamento de alta intensidade, um crossfit para ratinhos. A conclusão foi que, enquanto o primeiro grupo demonstrou uma multiplicação nas células do cérebro, os outros dois times não tiveram nenhuma mudança significativa.
Os exercícios foram adaptados para o corpo dos animais. Para o time da corrida, uma pequena esteira foi colocada para os ratos, que corriam por meia hora durante três dias da semana. No caso dos que levantavam peso, amarraram pequenos pesos aos rabos dos roedores e os fizeram subir escadas. O terceiro grupo fazia o rato correr com arrancadas maiores e depois diminuir a velocidade, mas aplicando choques para fazer o animal correr sempre no seu limite.
De acordo com a pesquisa, o estresse pode estar relacionado com o fato de as células não se reproduzirem nos outros casos. Tanto o levantamento de peso quanto o treinamento de alta intensidade deixavam os ratos mais estressados. “Estresse é comumente considerado um inibidor na neurogênese adulta”, explica o texto. Por outro lado, os ratos que resolveram correr na esteira por livre e espontânea vontade foram os que registraram o maior número de células cerebrais.
Apesar de não mostrar um aumento no número de células, Miriam Nokia, autora da pesquisa, afirma que os benefícios cerebrais de levantar peso podem existir, só que ainda não foram notados. “Os efeitos do treino anaeróbico sobre o cérebro em definitivamente, algo que eu quero estudar mais”, disse Nokia em entrevista ao site americano.

14.067 – Medicina – Estão Chegando os Órgãos Artificiais


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De acordo com o Ministério da Saúde, só no Brasil, são mais de 40 mil pessoas na fila de espera para um transplante de órgão. Apesar de salvar vidas, muitas pessoas ainda se recusam a doar órgãos. A taxa de rejeição a doação em nosso país é de 43%, enquanto que a média mundial é de 25%.
São números bastante significativos e que custam a vida de muitas pessoas todos os anos. No primeiro trimestre de 2018, 664 pessoas morreram na fila de espera pela doação de um órgão que fosse compatível. Por isso, sem dúvida alguma, os órgãos artificiais têm uma grande importância para a medicina e ajudará a salvar milhares de vidas.
O primeiro transplante da história foi realizado entre gêmeos. Um transplante de rim realizado em 1954 pelo médico Joseph Murray foi um grande sucesso e um marco na história da medicina. Isso foi realizado com o objetivo de evitar a rejeição dos órgãos, mas, de lá para cá, muita coisa mudou.
Hoje, existem medicamentos imunossupressores que são capazes de evitar essa rejeição e, assim, aumentar o sucesso do transplante.
Há, basicamente, dois tipos de transplante: o autólogo e o alogênico. No primeiro caso, o órgão ou tecido é retirado da própria pessoa e implantado em outra parte do corpo. Já no segundo caso, o receptor recebe uma parte do corpo de outra pessoa, conhecida como doadora.
O grande problema do transplante é a questão da compatibilidade entre os indivíduos. Quando o órgão implantado não é compatível com o corpo, os anticorpos começam a atacar, destruindo o que consideram um “agente invasor”. O paciente acaba indo a óbito.
Nesse aspecto, o uso dos órgãos artificiais seria um grande avanço nas cirurgias de transplantes, evitando essa incompatibilidade.
A ideia é que, até 2021, os órgãos artificiais sejam bastante populares. Quando algum órgão do corpo humano entrar em falência, como o pâncreas — que pode reduzir drasticamente ou mesmo parar a produção de insulina –, possa ser rapidamente substituído por um órgão artificial. Este, por sua vez, conseguirá exercer todas as funções do órgão original.
Os órgãos artificiais já estão sendo produzidos em laboratório com a ajuda de uma impressora 3D e de outros diversos equipamentos. Um excelente exemplo é o de um coração artificial que já está sendo criado e também um pâncreas. Eles já foram, inclusive, aprovados pelo órgão institucional que cuida dos alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration).
São inovações que levam esperanças para milhares de pessoas. Por exemplo, um pâncreas artificial pode representar a cura para o diabetes, uma doença que atinge mais de 14 milhões de brasileiros, sendo que muitos ainda não sabem que são portadores da doença.
Atualmente, no Brasil, a tecnologia já permite que tecidos mais simples sejam fabricados em laboratório: valvas cardíacas, vasos sanguíneos, pele, ossos e outros tecidos de baixa complexidade. Para que o órgão artificial possa substituir o de origem, são usadas as biomoléculas (fragmentos de células-tronco), que são fatores de crescimento e, assim, conseguem aumentar a produção de células nesse órgão.
Depois de algum tempo, em um ambiente propício, as células começam a ocupar o lugar do polímero, dando uma estrutura biológica ao órgão em questão. Ocorrerá uma diferenciação específica e as células passam a apresentar as características de uma determinada parte do corpo. Tudo isso graças aos avanços em estudos com as células-tronco e ao seu poder de diferenciação e regeneração de tecidos.
A grande dificuldade na criação dos órgãos artificiais é justamente a elevada complexidade de alguns deles. Por exemplo, no coração, encontramos diversos tipos de tecidos. É também um órgão repleto de cavidades e com uma rica rede de vascularização.
Uma das formas encontradas de tentar driblar esse bloqueio foi o uso da impressão em 3D, ou melhor dizendo, o uso da bioimpressão. Ela funciona de forma bem simples: uma substância chamada de hidrogel, rica em células e biomoléculas, é colocada, na impressora que consegue imprimir o órgão exatamente da forma desejada. Por exemplo, pode-se usar um exame de imagem 3D para replicar, com exatidão, o coração de um indivíduo.

Quais são os principais tecidos desenvolvidos?
Muitos órgãos e diversas partes do corpo estão sendo transformados em órgãos artificiais. Veja abaixo quais são os principais e que estão em processo de criação:

Pele
Há um tempo considerável os pesquisadores já estão trabalhando na criação da pele humana em laboratório. Células humanas são cultivadas e então são introduzidas em uma estrutura feita de colágeno. Com essa técnica, é possível produzir até 5 mil lâminas de tecido epitelial por mês.

Vasos sanguíneos
A criação de novos vasos sanguíneos artificiais pode ser a esperança para o tratamento de problemas diabéticos, renais e cardíacos. Muitos testes já estão sendo realizados com a utilização das células dos próprios pacientes.

Fígado
A espera por esse órgão costuma formar uma longa fila. Diversas doenças como a hepatite tendem a destruir o fígado e, assim, esse órgão precisa ser rapidamente substituído.
É um dos mais complexos e, consequentemente, o que os cientistas sentem maior dificuldade em reproduzir, sem contar o seu tamanho. Mas algumas miniaturas já foram criadas e o transplante em ratos tem dado resultados muito positivos.

Bexiga
A bexiga é um dos órgãos artificiais que já estão sendo testados em humanos e vem apresentando um resultado bastante positivo. A bexiga artificial é produzida a partir de células dos próprios pacientes e levam cerca de 2 meses para serem produzidos.

Traqueia
A traqueia é outro órgão artificial que já está sendo testado em seres humanos. Uma menina nos EUA recebeu uma traqueia artificial fabricada a partir de suas próprias células. Ela nasceu sem o órgão e sem a réplica artificial só sobreviveria com a ajuda de aparelhos.

Coração
Por ser um órgão bastante complexo, nenhum dos corações artificiais já produzidos foram capazes de substituir com maestria o órgão original. Atualmente, estão sendo realizados testes em ratos com um coração feito a partir de tecido animal. Alguns pesquisadores estimam que um coração artificial funcional conseguirá ser produzido até 2030.

Orelha
Uma orelha artificial já foi produzida em laboratório com a utilização de células e cartilagem produzida em laboratório. Ficou conhecida como orelha biônica, pois consegue captar outras frequências que os ouvidos humanos não são capazes de ouvir.

O pesquisador do Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, Anthony Atala, deu uma das palestras de maior repercussão da edição de 2011 do TED — conferência anual na Califórnia que reúne pensadores para apresentar suas melhores ideias em palestras de 15 minutos. No palco, Atala segurou nas mãos o molde de um rim impresso no dia anterior. O processo levou sete horas e usou células humanas e materiais biológicos que são inseridos no cartucho de uma impressora 3D. Em casos assim, o paciente teria o corpo escaneado para que se identificasse o formato exato do órgão a ser reproduzido. Ainda em desenvolvimento — por enquanto é possível imprimir apenas a carcaça do órgão, mas não sua parte interna —, o método sinaliza o início de uma espécie de revolução industrial dos transplantes. Uma era em que pode ser possível produzir órgãos em larga escala e até sob encomenda. “Queremos resolver o problema das longas filas de espera pelos transplantes”, afirmou Atala em entrevista à galileu. No Brasil, elas duram, em média, quatro anos. E 70% das cirurgias são para ganhar um novo rim.

As tecnologias emergentes que mais apontam para a produção em massa de órgãos e tecidos a partir de materiais biológicos são novíssimas impressoras 3D. Usando células do próprio paciente em vez de tinta, espera-se que a precisão robótica destas máquinas imprima estruturas de órgãos para transplantes. No ano passado, a start-up de biotecnologia norte-americana Organovo lançou a primeira máquina comercial para imprimir tecido humano. Fabricada para pesquisas desenvolvidas em laboratórios universitários, custa cerca de US$ 250 mil e produz vasos sanguíneos. A máquina já imprimiu estruturas de órgãos implantados em animais. “Chegaremos ao ponto de fabricar órgãos prontos para serem transplantados em pessoas”, afirmou à galileu o cientista húngaro Gabor Forgacs, um dos fundadores da Organovo e inventor do protótipo da impressora.

 DAS MÃOS ÀS MÁQUINAS

Anthony Atala é um pioneiro da fabricação de órgãos. Quatro dias após sua palestra no TED, ele, que é urologista pediátrico, publicou em um dos mais importantes periódicos científicos do mundo, The Lancet, o resultado de um estudo que acompanhou cinco mexicanos de 10 a 14 anos após receberem, em 2004, transplante de uretras criadas em seu laboratório. Os órgãos funcionaram normalmente ao longo dos seis anos de monitoramento. Em 1998, sua equipe já havia criado e implantado bexigas em nove crianças, tornando-se a primeira a transplantar em pessoas órgãos feitos em laboratório.

Atualmente, Atala e sua equipe desenvolvem e testam mais de 30 tipos de tecidos e órgãos, entre eles pele, rins, pâncreas, fígado e válvulas cardíacas. O cientista leva cerca de seis semanas para fabricar um órgão oco e relativamente simples como uma bexiga. O processo começa com a coleta de um pedaço de tecido, menor que a metade de um selo postal, da bexiga do paciente. Depois, as células são cultivadas em laboratório e colocadas dentro e fora de uma carcaça feita à base de colágeno. Assim, elas se espalham e se organizam por conta própria. Na última etapa, o órgão “semeado” é colocado em uma espécie de forno que simula as condições de um corpo humano, com 370 C de temperatura e 95% de oxigênio. Por utilizar células do paciente, o procedimento diminui muito as chances de rejeição.

Em outubro do ano passado, pesquisadores do mesmo instituto desenvolveram uma miniatura funcional de um fígado humano. Os cientistas retiraram o órgão de um animal morto. O fígado foi lavado com um detergente neutro para remover todas as células, deixando apenas o esqueleto de colágeno do órgão original. Feito isso, células humanas foram inseridas no suporte natural. Após uma semana dentro de uma máquina bombeada por nutrientes e oxigênio, o tecido de fígado humano começou a ser formado. Até agora, órgãos produzidos por este processo não foram colocados em pessoas. Mas é assim que Atala pretende fazer o primeiro transplante de rim de laboratório. O método também pode reutilizar órgãos humanos.

 PEÇA COM ANTECEDÊNCIA

Além da redução das filas para transplantes, a produção de órgãos em escala traria a diminuição de custos. Um procedimento como o dos garotos que receberam as uretras criadas no laboratório de Atala sai por cerca de US$ 5 mil (e não está disponível para o público). “O interesse comercial nestas tecnologias deve estimular sua industrialização e reduzir preços”, diz Atala. Ainda assim, a fabricação não será instantânea. O ideal, então, poderá ser a encomenda antecipada. “Se sua família tiver um histórico de problemas cardíacos, poderemos produzir vasos sanguíneos e guardá-los para o dia em que você precisar deles”, diz Forgacs, da Organovo. Com fabricação em massa e sob encomenda, você poderá comprar uma bexiga ou fígado novo quando os seus falharem. Quem sabe até parcelar no cartão.

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14.050 – Alcoolismo – Embriaguez e suicídio de indígenas na atualidade


alcoolismo indios
O corpo de Brasil Lopes, índio da etnia Caiuá, foi encontrado na manhã do dia 19 de maio de 2011 na aldeia Bororó, no Mato Grosso do Sul. Ele se enforcou depois de passar a noite embriagado. Longe de ser um caso isolado, o excesso do consumo de bebidas alcoólicas e o suicídio entre as populações indígenas têm chamado a atenção das autoridades públicas. Já em 2000, a Fundação Nacional do Índio (Funai) indicou, a partir de um estudo, que o alcoolismo estava entre as enfermidades mais comuns nos grupos indígenas brasileiros. A Comissão Especial sobre as Causas e Consequências do Consumo Abusivo de Bebida Alcoólica, da Câmara de Deputados Federal, chegou a organizar um debate, em junho, sobre a ingestão exagerada feita pelos índios. Uma das questões abordadas foi justamente a relação entre o abuso de álcool e o aumento de suicídios.
Segundo informações do Distrito Sanitário Especial Indígena dessa região, a média de suicídios entre índios do Alto Solimões, na Amazônia, chegou a ser quase oito vezes maior que a média nacional em 2008, que varia de 3,9 a 4,5 para cada 100 mil habitantes. Embora seja preciso levar em conta os aspectos culturais, como os sentidos da morte para os diferentes grupos, o elevado número de suicídios, que chegou a 38,32 para cada 100 mil habitantes na região, pode ter no consumo excessivo de álcool uma de suas causas. Reportagem do programa “Fantástico”, da Rede Globo, exibida em 30 de janeiro de 2011, apresentou diversos exemplos que indicaram o tamanho da questão, como o caso da índia Márcia Soares Isnardi, de 21 anos, da aldeia Bororó, que morreu depois de ter consumido bebida alcoólica.
Além dos suicídios, o alcoolismo também está diretamente ligado ao agravamento dos casos de violência nessas comunidades. Em outubro de2010, após seminário promovido pelo Ministério Público de Tocantins, foram criadas algumas normas para tentar coibir o consumo de álcool e drogas nas aldeias da nação Karajá daquele estado e do Mato Grosso. Foi instituída, por exemplo, a criação de uma polícia indígena destinada a proteger os integrantes das aldeias de pessoas violentas devido à embriaguez, bem como incentivos à prática de esportes. Tentativas de interromper o crescimento dessa estatística assustadora.

14.025 – Gordura no Fígado – O Preço da Inatividade


gordura no figado
Complicados, os termos “esteatose hepática” e “doença hepática gordurosa não alcoólica” podem até confundir quem os lê. Mas fique tranquilo: eles denominam um só distúrbio, mais fácil de entender quando chamado simplesmente de gordura no fígado. Estamos falando da disfunção hepática mais comum no mundo inteiro!
Atualmente, as estimativas são de que 30% da população sofra com esteatose hepática. Em resumo, a gordura vai se alojando no fígado com os anos, sobrecarregando-o de pouco em pouco. Mais pra frente, falaremos de hábitos que promovem essa invasão gordurosa.
Embora leve anos até ser descoberto, por não apresentar sintomas claros, o distúrbio acarreta complicações bem graves – como cirrose e até câncer, conforme explica Edison Parise, hepatologista na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente do Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig).
O médico lista, entre as principais causas da esteatose hepática, a síndrome metabólica, um conjunto de problemas que envolve obesidade, pressão alta e níveis elevados de glicose, colesterol e triglicérides. Também podem ter culpa no cartório complicações na tireoide, sedentarismo e exposição excessiva a agentes químicos, como pesticidas ou certos medicamentos.
Após o diagnóstico médico de um daqueles nomes complicados, a principal recomendação costuma abranger mudanças no estilo de vida. Isso inclui a adoção daqueles hábitos que, na verdade, todo mundo já prega como saudáveis (fazer exercício, comer com moderação, maneirar no álcool). Mas eles nem sempre são fáceis de incorporar na rotina, o que inclusive ajuda a justifica a “epidemia” de gordura no fígado.
Quando o assunto é a relação entre a alimentação e a saúde do fígado, os profissionais cobram muita cautela com o álcool. “Entre quem apresenta esteatose, o consumo deve ser restringido, porque pode agravar as lesões hepáticas”, explica Juliana Vieira Meireles, nutricionista clínica do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Para quem ainda não tem a condição, no entanto, alguns estudos têm apontado que a ingestão moderada de vinho, por exemplo, pode favorecer a saúde do órgão. De acordo com Juliana, esse tipo de vantagem só se demonstra verdadeiro nos indivíduos ativos com uma dieta equilibrada e sem histórico da doença na família. E cabe reforçar: os goles devem vir em quantidades moderadas!
Probióticos
Segundo Juliana, estudos têm demonstrado que, quando associado ao consumo de fibras, o de probióticos (como é o caso de iogurte, queijos e leite fermentado) está relacionado a melhoras no metabolismo das gorduras. A nutricionista explica ainda que esse tipo de alimento ajuda na eliminação do colesterol pelas fezes – uma ótima notícia para quem tem esteatose. “Controlar principalmente a presença do LDL, o colesterol ‘ruim’, diminui a quantidade de gorduras que chegam ao fígado”, comenta a especialista.

Gordura alimentar
Existem diferentes tipos desse nutriente, e é essencial distingui-los para compreender quais devem fazer parte da dieta de quem está com o fígado cheio de banha – e quais não devem.
As gorduras saturadas, presentes em produtos de origem animal como manteigas e carnes ou queijos gordos, estão ligados ao aumento do LDL, considerado o colesterol “ruim”.
Já as insaturadas, vindas em sua maioria dos vegetais, diminuem o LDL e aprimoram o perfil de colesterol do organismo. Com moderação, elas fazem bem para o organismo como um todo.
Por último, as gorduras trans: modificadas industrialmente, elas catapultam o nível de LDL e fazem o mesmo com os triglicérides, além de reduzir o colesterol considerado bom, o HDL. São ainda mais prejudiciais à saúde do que as saturadas – tanto que estão sendo abolidas dos produtos. Hoje, restringem-se mais a sorvetes e bolachas.
Carboidratos
Dizem por aí que quem sofre com a gordura no fígado deve evitar os carboidratos por completo. Mas não se desespere: o cardápio não precisa ser tão restritivo assim. “A estratégia de boas escolhas de fontes de carboidrato parece ser fundamental”, explica Juliana. Sim, como com as gorduras, maneirar e optar pelas fontes mais saudáveis é bem importante.
Os carboidratos simples, como os encontrados no açúcar de mesa e em cereais refinados, são absorvidos com mais velocidade, o que joga a glicemia lá para o alto. Além disso, eles se convertem em gordura no fígado com maior facilidade. Portanto, não exagere.
Já os complexos, presentes em alimentos integrais e os tubérculos, acessam a circulação e o fígado de maneira mais vagarosa. Isso minimiza o risco de sobrecargas.
Um recado final antes de deixarmos a alimentação de lado: essas particularidades mostram como é bom visitar um nutricionista, em especial se o fígado já está repleto de banha. “Os carboidratos devem ser adequados em quantidade e em tipo ao gasto energético de cada paciente”.
Os sedentários que me perdoem, mas exercício é fundamental
“Quando você vai propor uma mudança de estilo de vida, modificações na dieta e o incentivo à atividade física são os principais fatores. Cerca de 70% dos pacientes são inativos ou têm um índice baixo de exercício no dia a dia”, explica o médico Edison Parise. “A atividade física, seja aeróbica ou de resistência, aumenta a capacidade de perder gordura”, completa.

Tabagismo
Apesar de não engordar o fígado, fumar prejudica muito a capacidade de o órgão se recuperar depois de adversidades. Isso acontece por causa da falta de oxigenação adequada das células – não é fácil encontrar ar puro em meio a tanta fumaça, mesmo dentro do corpo. Isso, aliás, prejudica a recuperação de quase todos os nossos tecidos.

Sono
O ato de dormir tem sido cada vez mais reconhecido pela ciência por seu papel na saúde. Além de atrapalhar o desempenho da insulina (o que indiretamente contribui para a degeneração do fígado), a falta de sono tira a vontade de se exercitar.

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DIETA

13.920 – Chinês que vendeu rim para comprar iPad é internado por… insuficiência renal


No já longínquo ano de 2011, Wang Shangkun, um chinês que tinha 18 anos na época, achou que seria uma boa ideia vender um de seus rins no mercado negro para ter dinheiro para comprar um iPad. Ele conseguiu o seu objetivo, comercializando o órgão por cerca de R$ 11,8 mil, comprando assim o tablet da Apple, além de um iPhone 4. Só que agora a conta chegou.
Shangkun, hoje com 25 anos, deu entrada no hospital na província de Anhu, com o diagnóstico de insuficiência renal. E agora, ele depende da hemodiálise para evitar a falência total do órgão e, claro, sua morte.
Segundo a reportagem do jornal inglês Mirror, o jovem fanático por tecnologia começou a mostrar deficiências renais não muito tempo depois da cirurgia que retirou o primeiro rim. Ela pode ter sido causada por uma infecção, já que o ambiente onde ocorreu a operação totalmente ilegal, convenhamos, não devia ser dos mais limpos. Além disso, não houve um tratamento pós-operatório após o procedimento.

13.888 – Tecnologia na Saúde – Novo sensor de raios solares ajuda a prevenir o câncer de pele


Fonte: Veja

Cientistas americanos criaram um pequeno sensor capaz de avisar ao usuário quando os níveis de luz solar estão altos o suficiente para danificar a pele. O dispositivo – que também alerta sobre os níveis de poluição e alérgenos – é o menor dispositivo do mundo e pode ser preso a qualquer parte do corpo, roupas e acessórios.

Essa não é a primeira tecnologia a oferecer este tipo de proteção, mas o que a diferencia das demais é o seu tamanho realmente pequeno – 8 milímetros de largura, 1 milímetro de espessura e pesa 50 miligramas –, ser à prova d’água, ou seja, dá para usar na praia ou na piscina, e o preço acessível – 60 dólares (cerca de 235 reais). Segundo a L’Óreal, marca responsável pela invenção, o sensor não precisa de bateria (funciona com energia solar) e interage com smartphones para enviar ao usuário os dados captados no ambiente.
De acordo com os pesquisadores da Northwestern University, nos Estados Unidos, um dos principais objetivos do estudo foi criar uma forma de proteger as pessoas contra as ações negativas do sol sobre a pele e, assim, diminuir a incidência de câncer de pele na população. Isso porque mesmo que as pessoas estejam ciente da necessidade de adotar medidas de proteção, no dia a dia é muito difícil determinar a quantidade de radiação UV, poluição ao qual estamos expostos e que podem prejudicar a nossa saúde.
Para isso eles criaram um sensor capa de converter a luz UV em corrente elétrica, cuja magnitude indica o nível de exposição ao sol. As informações captadas são enviadas para o smartphone através de uma antena de rádio embutida no produto. O aplicativo instalado no celular recebe os dados e pode utilizá-los para fazer uma busca comparativa na internet sobre os índices UV atuais, o clima e outras condições climáticas na região. O usuário ainda pode inserir informações próprias: seu tipo de pele, quanto protetor solar passou (ou se não passou) e o estilo de roupa que está usando. “Isso permite que eles recebam uma recomendação muito específica”.
Além de rastrear a exposição geral aos raios UV, o dispositivo ainda notifica sobre o tipo de luz ultravioleta com a qual os usuários estão entrando em contato. Isso porque ele mede a exposição através da leitura dos comprimentos de onda: diferentes comprimentos estão associados a níveis de risco distintos. Os raios mais curtos, como o UVB, são os mais perigosos em termos de desenvolvimento de câncer. “Ser capaz de separar e medir separadamente a exposição a diferentes comprimentos de onda da luz é realmente importante”, ressaltou Rogers.
Testes do sensor
Os testes das capacidades do sensor foram realizados com nove voluntários brasileiros e 13 americanos. Eles utilizaram o produto em partes variadas do corpo enquanto faziam atividades recreativas no telhado, nadavam, tomavam banho ou faziam longas caminhadas. “Neste momento, as pessoas não sabem o quanto de luz UV elas realmente estão recebendo. Este dispositivo ajuda você a manter uma consciência. Para os sobreviventes de câncer de pele, também pode ser uma maneira de manter seus dermatologistas informados”, comentou Rogers.

Já para verificar a durabilidade e resistência do sensor, os pesquisadores recrutaram alguns alunos que deveriam tentar destruí-lo com qualquer método que quisessem. Os estudantes jogaram dentro de um balde com água, colocaram na máquina de lavar-louça e até mesmo tentaram esmagar o dispositivo, que sobreviveu a tudo. “Não há interruptores ou interfaces para desgastar, e [o sensor] é completamente selado com uma fina camada de plástico transparente. Achamos que durará para sempre”, comentou John Rogers, principal autor da pesquisa, ao Daily Mail.
Com o sucesso dos experimentos, a La Roche Posey (linha de luxo da L’Óreal) já disponibilizou o dispositivo para venda nos Estados Unidos.

Câncer de pele
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente de câncer no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país.A doença é mais comum em indivíduos maiores de 40 anos, principalmente com pele clara, sensível à ação dos raios solares.
A doença se manifesta em duas formas principais: o carcinoma basocelular, mais frequente e com maior chance de cura já que geralmente apresenta menos metástase (quando o câncer se espalha para outras partes do organismo), e o carcinoma epidermoide ou espinocelular, câncer de pele mais agressivo que aparece nas regiões do corpo com maior exposição ao sol, como rosto, cabeça, pescoço, braços mãos e pés. O carcinoma epidermoide pode dar origem a metástases nos pulmões, colo do útero e na mucosa da boca.
A exposição excessiva ao sol também pode causar o envelhecimento da pele (fotoenvelhecimento), que manifesta sintomas como pele ressecada (craquelada), áspera e manchada; além de deixar as rugas mais profundas e evidentes.

cancer de pele

13.777 – Os efeitos do café no corpo humano


Café é energia, mas também traz um monte de outros benefícios para o seu corpo. Isso porque o principal componente do café é a cafeína. Ao ser absorvida pelo corpo, passa pela corrente sanguínea, que a leva até o cérebro.
Nesse processo, as moléculas de cafeína impedem a recepção da adenosina, substância responsável pela sensação de sono. Mas a bebida não combate apenas o sono: o café tem propriedades vasoconstritoras, ou seja, tem efeito analgésico.
Além disso, traz outros benefícios para a sua saúde, como no rim e para as vias respiratórias. Quer saber outros benefícios da bebida para a sua saúde?

Confira o ☻Mega Vídeo a seguir e descubra: