13.888 – Tecnologia na Saúde – Novo sensor de raios solares ajuda a prevenir o câncer de pele


Fonte: Veja

Cientistas americanos criaram um pequeno sensor capaz de avisar ao usuário quando os níveis de luz solar estão altos o suficiente para danificar a pele. O dispositivo – que também alerta sobre os níveis de poluição e alérgenos – é o menor dispositivo do mundo e pode ser preso a qualquer parte do corpo, roupas e acessórios.

Essa não é a primeira tecnologia a oferecer este tipo de proteção, mas o que a diferencia das demais é o seu tamanho realmente pequeno – 8 milímetros de largura, 1 milímetro de espessura e pesa 50 miligramas –, ser à prova d’água, ou seja, dá para usar na praia ou na piscina, e o preço acessível – 60 dólares (cerca de 235 reais). Segundo a L’Óreal, marca responsável pela invenção, o sensor não precisa de bateria (funciona com energia solar) e interage com smartphones para enviar ao usuário os dados captados no ambiente.
De acordo com os pesquisadores da Northwestern University, nos Estados Unidos, um dos principais objetivos do estudo foi criar uma forma de proteger as pessoas contra as ações negativas do sol sobre a pele e, assim, diminuir a incidência de câncer de pele na população. Isso porque mesmo que as pessoas estejam ciente da necessidade de adotar medidas de proteção, no dia a dia é muito difícil determinar a quantidade de radiação UV, poluição ao qual estamos expostos e que podem prejudicar a nossa saúde.
Para isso eles criaram um sensor capa de converter a luz UV em corrente elétrica, cuja magnitude indica o nível de exposição ao sol. As informações captadas são enviadas para o smartphone através de uma antena de rádio embutida no produto. O aplicativo instalado no celular recebe os dados e pode utilizá-los para fazer uma busca comparativa na internet sobre os índices UV atuais, o clima e outras condições climáticas na região. O usuário ainda pode inserir informações próprias: seu tipo de pele, quanto protetor solar passou (ou se não passou) e o estilo de roupa que está usando. “Isso permite que eles recebam uma recomendação muito específica”.
Além de rastrear a exposição geral aos raios UV, o dispositivo ainda notifica sobre o tipo de luz ultravioleta com a qual os usuários estão entrando em contato. Isso porque ele mede a exposição através da leitura dos comprimentos de onda: diferentes comprimentos estão associados a níveis de risco distintos. Os raios mais curtos, como o UVB, são os mais perigosos em termos de desenvolvimento de câncer. “Ser capaz de separar e medir separadamente a exposição a diferentes comprimentos de onda da luz é realmente importante”, ressaltou Rogers.
Testes do sensor
Os testes das capacidades do sensor foram realizados com nove voluntários brasileiros e 13 americanos. Eles utilizaram o produto em partes variadas do corpo enquanto faziam atividades recreativas no telhado, nadavam, tomavam banho ou faziam longas caminhadas. “Neste momento, as pessoas não sabem o quanto de luz UV elas realmente estão recebendo. Este dispositivo ajuda você a manter uma consciência. Para os sobreviventes de câncer de pele, também pode ser uma maneira de manter seus dermatologistas informados”, comentou Rogers.

Já para verificar a durabilidade e resistência do sensor, os pesquisadores recrutaram alguns alunos que deveriam tentar destruí-lo com qualquer método que quisessem. Os estudantes jogaram dentro de um balde com água, colocaram na máquina de lavar-louça e até mesmo tentaram esmagar o dispositivo, que sobreviveu a tudo. “Não há interruptores ou interfaces para desgastar, e [o sensor] é completamente selado com uma fina camada de plástico transparente. Achamos que durará para sempre”, comentou John Rogers, principal autor da pesquisa, ao Daily Mail.
Com o sucesso dos experimentos, a La Roche Posey (linha de luxo da L’Óreal) já disponibilizou o dispositivo para venda nos Estados Unidos.

Câncer de pele
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente de câncer no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país.A doença é mais comum em indivíduos maiores de 40 anos, principalmente com pele clara, sensível à ação dos raios solares.
A doença se manifesta em duas formas principais: o carcinoma basocelular, mais frequente e com maior chance de cura já que geralmente apresenta menos metástase (quando o câncer se espalha para outras partes do organismo), e o carcinoma epidermoide ou espinocelular, câncer de pele mais agressivo que aparece nas regiões do corpo com maior exposição ao sol, como rosto, cabeça, pescoço, braços mãos e pés. O carcinoma epidermoide pode dar origem a metástases nos pulmões, colo do útero e na mucosa da boca.
A exposição excessiva ao sol também pode causar o envelhecimento da pele (fotoenvelhecimento), que manifesta sintomas como pele ressecada (craquelada), áspera e manchada; além de deixar as rugas mais profundas e evidentes.

cancer de pele

13.777 – Os efeitos do café no corpo humano


Café é energia, mas também traz um monte de outros benefícios para o seu corpo. Isso porque o principal componente do café é a cafeína. Ao ser absorvida pelo corpo, passa pela corrente sanguínea, que a leva até o cérebro.
Nesse processo, as moléculas de cafeína impedem a recepção da adenosina, substância responsável pela sensação de sono. Mas a bebida não combate apenas o sono: o café tem propriedades vasoconstritoras, ou seja, tem efeito analgésico.
Além disso, traz outros benefícios para a sua saúde, como no rim e para as vias respiratórias. Quer saber outros benefícios da bebida para a sua saúde?

Confira o ☻Mega Vídeo a seguir e descubra:

13.743 – O Café e a Vigília


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Após dez anos estudando o sono, as forças armadas dos Estados Unidos revelaram o quanto de café você precisa beber para ficar desperto, de acordo com a quantidade de horas dormidas. Com as informações, os militares estão desenvolvendo um aplicativo que deve ser lançado em breve.
Se você dorme cinco horas por noite, o indicado é consumir o equivalente a duas xícaras de café fraco quando acordar, seguido por mais duas outras xícaras, quatro horas depois. A “xícara de café fraca” deve ter cerca de 100 miligramas de cafeína.
Para quem obtêm quantidade razoável de sono, mas trabalha de madrugada, o recomendável é beber duas xícaras rápidas de café fraco logo no início do turno.
Já numa situação mais extrema, na qual a pessoa não será poderá dormir muito por um dia ou dois, o sugerido é beber o equivalente a duas xícaras de café à meia-noite, 4h da madrugada e 8h da manhã.
Publicada na revista Sleep, a pesquisa foi impulsionada pelo costume de sono de militares norte-americanos. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) disse que humanos precisam de oito a nove horas de sono. Contudo, cerca de 40% dos soldados dos EUA dormem menos de cinco horas. E isso vale para quando eles estão na própria casa. Quando estão em combate, a privação do sono se torna ainda mais extrema.
“Como os humanos respondem à privação contínua de sono de 60 horas? Como isso é diferente de quando você dorme três horas por noite durante 10 dias? O que estamos fazendo agora é desenvolver equações matemáticas que descrevam o fenômeno”, falou Jaques Reifman, do Departamento de Pesquisa Médica e Material do Exército dos EUA em Fort Detrick, Maryland, co-autor do estudo.
Reifman explicou que o objetivo da análise é extrair o máximo de benefício da bebida, assegurando ao mesmo tempo que a cafeína total na corrente sanguínea não exceda o limite de 400 miligramas.
O algoritmo criado foi a primeira parte da pesquisa, e agora os estudiosos estão buscando uma forma de determinar especificamente, pessoa a pessoa, em tempo quase real, a quantidade específica de cafeína que fará aumentar o nível de alerta dela.

13.734 -Está Provado – Cápsulas de ômega-3: estudo mostra que são inúteis para o coração


omega3
A reputação dos suplementos alimentares, que já não andava boa, acaba de sofrer um novo golpe. Desta vez, as vítimas foram as populares cápsulas de ômega-3. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que seu consumo seria capaz de prevenir problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. Um estudo encomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, mostrou que não existem evidências de que isso ocorra.
“Há muitas coisas que podemos fazer para proteger nosso coração, como não fumar, ter uma alimentação saudável e uma vida mais ativa”, disse a VEJA a líder da pesquisa, Lee Hooper, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra. “Mas as cápsulas de óleo de peixe não vão nos ajudar.”

13.726 – Me engana que eu Posto – Dietas, câncer e diabetes são os maiores alvos das fake news na saúde


Dr google

Emagrecimento, câncer e diabetes são os temas mais frequentes em notícias falsas sobre saúde no Brasil. A conclusão é de um levantamento inédito de VEJA, que avaliou quase 1000 posts campeões de compartilhamentos do Facebook publicados entre fevereiro e junho em seis páginas que são notórias divulgadoras de enganações sobre o tema. Cerca de 35% versavam sobre fake news médicas.
São elas: “Bruno Gagliasso Amor e Fé” (que não qualquer tem relação nenhuma com o ator da Globo ou foi tirada do ar nas últimas semanas), “Cura Pela Natureza”, “Cura Verde”, “Milagre da Natureza”, “Natureza & Saúde” e “Saúde e Bem-Estar”.
Cerca de 26,4% dos posts traziam notícias sobre obesidade e emagrecimento; 12% a respeito de câncer; 8%, diabetes; 4,5%, gordura no fígado; 3,6% infecção urinária; 2,7% artrite ou dores nas articulações.
Os dados estão em reportagem de capa da revista Veja, uma das revistas de maior circulação pelo Brasil.
O texto mostra como a curandeirice digital representa uma ameaça à saúde pública, prejudica pacientes, preocupa governos e enche de dúvidas os consultórios médicos.
Mais: representam um desafio para campanhas de vacinação, em meio à ameaça da volta da poliomielite. Além disso, confira onde procurar informações confiáveis e tirar suas dúvidas sobre o que pode ser uma fraude.

Fake news

13.718 – Saúde – Vírus da Obesidade


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Fonte: Hospital das Clínicas, São Paulo

O estudo publicado pela New England Journal of Medicine mostra que obesidade pode ser transmitida de uma pessoa para outra, assim como um vírus. Isto traz à tona alguns estudos que mostram que vírus também podem causar ganho de peso. Vamos aos fatos, à luz da ciência: há muitos anos sabe-se que alguns tipos de vírus podem causar obesidade em animais, principalmente afetando áreas do cérebro responsáveis pelo apetite. Por outro lado, já foram publicados casos – raros, aliás – de obesidade humana quase certamente causadas por infecções virais do sistema nervoso central. Galinhas gordas A história deste vírus – o AD36 -, que foi objeto da publicação, é um pouco diferente e, a meu ver, bastante curiosa. Há vários anos, um médico de sobrenome Dhurandhar, da Índia, teve a oportunidade de verificar um fenômeno curioso: galinhas afetadas por um vírus aviário – chamado de SMAM-1 -, quando não morriam pela infecção, tinham grande chance de engordar muito. Sendo um indivíduo com espírito científico, o médico pensou na hipótese de que talvez alguns humanos poderiam sofrer o mesmo fenômeno. Sendo assim, colheu sangue de indivíduos obesos e de não obesos para verificar a percentagem de reações sorológicas – que atestam o contato com o vírus – positivas de cada grupo. Batata: muito mais pacientes obesos apresentavam reação positiva que não obesos. O médico ficou tão fascinado pela descoberta que não teve dúvidas: mudou-se – com sua família – para os Estados Unidos, para aprofundar seu estudo. Como o SMAM-1 é um tipo que chamamos de adenovírus, ele procurou por adenovírus humanos – aliás, muito freqüentes e transmissíveis pelo ar – para verificar a possibilidade de alguns deles engordarem. O primeiro a ser estudado foi o AD36. Seria ele capaz de causar obesidade? Mais uma vez, batata: animais (galinhas, camundongos, etc.) injetados com o AD36 engordaram! E quanto a nós, humanos? Seria antiético, é claro, injetar vírus na nossa raça, mas à semelhança do que ocorrera na Índia, estudos de reações sorológicas para o AD36 mostraram também muito mais indivíduos que tiveram contato com o vírus entre os obesos que os não obesos. Ganho de peso saudável Curiosamente, os modelos animais (não humanos) de obesidade induzida pelo vírus mostraram que o aumento de peso é paralelo à diminuição das gorduras (triglicérides e colesterol) no sangue. Trata-se, em suma, de um ganho de peso sob certo ponto de vista saudável. Estudando a razão desta obesidade induzida pelo AD36, o dr. Dhurandhar e sua equipe verificaram que o vírus ativa um mecanismo de proliferação de células de gordura, com uma maior incorporação de gorduras do sangue nas mesmas – e, portanto, diminuição delas no sangue. Evidentemente, com estes dados na mão, os autores sugeriram a possibilidade de uma vacina contra o AD36 prevenir a obesidade em uma certa proporção de pessoas. Na minha opinião, a obesidade produzida por vírus deve ser rara, mas vou aguardar um tempo a mais para ter um julgamento decisivo. O mais importante, no entanto, é verificar mais uma vez que obesidade é doença muito mais complexa do que se imagina, com várias causas e que um simples vírus pode, modificando o funcionamento do organismo, causar um grande excesso de gordura em nossos corpos.

13.713 – O Mega não “come bola” – Diferença entre Malária e Febre Amarela


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A malária mata 1.400 crianças por dia em todo o mundo. O número divulgado pela Organização das Nações Unidas só reforça a importância do Dia Mundial de Combate à Malária, comemorado neste dia 25 de abril. No Brasil, porém, os números são mais baixos: segundo o Ministério da Saúde, 99% dos casos da doença ocorrem nos estados que compõem a Amazônia e houve uma redução de 603 mil casos, em 2005, para aproximadamente 217 mil, de janeiro a outubro de 2011. O número de internações também passou de 3.859, em 2010, para 3.215 em 2011.
Assim como a dengue e a febre amarela, a malária é transmitida pela picada de um mosquito. Embora as três doenças típicas de países tropicais tenham alguns sintomas semelhantes (febre, cansaço e dor muscular), apresentam muitas outras especificidades – desde a espécie de mosquito até o tipo de tratamento. Você sabe identificar quais são essas diferenças?
Assim como a dengue e a febre amarela, a malária é transmitida pela picada de um mosquito. Embora as três doenças típicas de países tropicais tenham alguns sintomas semelhantes (febre, cansaço e dor muscular), apresentam muitas outras especificidades – desde a espécie de mosquito até o tipo de tratamento. Você sabe identificar quais são essas diferenças?

No Juruá, interior do Acre, fica uma região recordista em casos de malária no país. Só no ano passado, mais de 20 mil pessoas ficaram doentes. Algumas contraíram a doença até mais de uma vez. Em 2018 já são mais de quatro mil casos diagnosticados. A doença pode ter complicações principalmente em grupos especiais, como diabéticos, hipertensos, cardiopatas.
A malária é transmitida pelo mosquito Anopheles. Os principais sintomas são: dor de cabeça e no corpo, calafrios, tremores intensos, febre alta, náusea e vômitos. Não existe vacina para combater a doença. Prevenir é a única forma de se livrar. O Ministério da Saúde indica o uso de repelentes, mosquiteiros e borrifação.

Principal diferença entre as 2 doenças:
A malária é causada por um protozoário e transmitida por um mosquito. A febre amarela, apesar de ser transmitida também pela picada de um mosquito, é causada por um vírus.

13.632 – Odontologia – Solução Caseira para Tártaros


Escove bem os dentes
Esta primeira dica não vem como surpresa, afinal, escovar os dentes regularmente é o tratamento número um para evitar a placa. O ideal é escová-los meia hora após cada uma das refeições. Isso ajudará a reduzir significativamente a probabilidade de desenvolver manchas de placas desagradáveis. Tenha em mente que uma escovação adequada deve ter pelo menos 3 minutos de duração, pressionando uniformemente e cobrindo cada parte da boca bem.

Aloe vera e glicerina
A aloe vera (babosa) tem uma série de benefícios que há décadas vem sendo registrados, entre eles, a manutenção dos dentes. A planta pode ajudar a prevenir o tártaro e a placa bacteriana. Para isso, basta seguir uma receita bem simples: misture a um copo de água, meia xícara de bicarbonato de sódio e uma colher de chá de gel (baba) de aloe vera. Em seguida, adicione uma pequena quantidade de óleo essencial de limão e quatro colheres de chá de glicerina vegetal. Em seguida, esfregue os dentes durante um longo período de tempo com a mistura. Você verá que seus dentes ficarão brancos e brilhantes.

Casca de laranja
Se a receita anterior não lhe pareceu muito agradável, você pode optar pela casca de laranja. O contato direto com a casca pode ajudar a combater os microrganismos responsáveis pelo tártaro e que estão presos ao esmalte. Basta apenas esfregar a casca da laranja (a parte interna), deixar descansar por alguns minutos e em seguida enxaguar bem.

Sementes de gergelim
A semente de gergelim também pode ser usada para uma higiene dental apropriada. De fato, ela é capaz de remover a placa e o tártaro sem danificar os dentes. Para isso, basta colocar uma porção de sementes na boca e mastigar, sem engolir. Em seguida, com a ajuda de uma escova, escove os dentes enquanto as sementes ainda estão na boca. Elas atuarão como um esfoliante e limparão delicadamente a superfície dos dentes manchados.
Figos
Você sabia que os figos são ótimos para combater bactérias e outros desconfortos nos dentes? Basta mastigar três a quatro figos, devagar e deliberadamente, para que eles fiquem expostos o máximo possível às gengivas e dentes. Essa mastigação ativará as glândulas salivares, que se misturarão às boas propriedades antibacterianas da fruta, eliminando as placas e tártaro.
Use enxaguante bucal com água oxigenada
Uma maneira bem simples de acabar com a placa e tártaro é usando um enxaguante bucal ou limpador à base de peróxido de hidrogênio. Se você não conseguir encontrar um produto nessas condições, faça você mesmo ele em casa. Para isso, basta adicionar três colheres de sopa de peróxido de hidrogênio (3%), também conhecido como água oxigenada, a uma tampa de qualquer enxaguante bucal. Certifique-se de que a concentração do produto seja adequada, ou ele poderá danificar seus dentes.

Raspador dental
O raspador é uma ferramenta utilizada pelos dentistas para limpar o tártaro dos dentes. No entanto, ele também pode ser encontrado em farmácias. Ele possui a forma de uma foice e serve para limpezas mais profundas. Obviamente que, se você se sentir intimidado a raspar suavemente e cuidadosamente os dentes, peça para um dentista fazê-lo.

13.614 – É mais difícil morrer usando estas drogas do que ingerindo álcool


alcoolDrogas são proibidas por lei pelo grande risco que causam à saúde. Mas não é segredo para ninguém que drogas permitidas por lei, como o álcool e o cigarro, também nos trazem grandes riscos. Os danos causados pelo cigarro são bem conhecidos, e a proibição de propagandas e os alertas nas embalagens ajudam a população a ter pleno conhecimento sobre os riscos do produto que está consumindo. Com o álcool, é um pouco diferente. Não há proibição da publicidade e o único alerta feito diz respeito à faixa etária permitida.
Por isso, a impressão que fica é que bebidas alcoólicas não representam um risco tão grande, mas isso não é verdade. O manual de orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre o álcool diz que a Organização Mundial de Saúde aponta que o consumo de álcool excessivo no mundo é responsável por 2,5 milhões de mortes a cada ano. O percentual equivale a 4% de todas as mortes, o que faz com que o álcool se torne mais letal que a Aids e a tuberculose.
O Brasil é um dos grandes consumidores de álcool do mundo. De acordo com um relatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), somos o terceiro país das Américas com o maior número de mortes relacionadas ao álcool entre os homens – e o mesmo estudo aponta que as Américas possuem uma taxa de consumo de álcool maior do que o resto do planeta. O relatório aponta que 73,9 homens a cada 100 mil morreram em 2010 no país devido ao álcool. As mulheres não ficam em uma posição muito melhor: somos o 11º país neste ranking. O álcool mata 11,7 em cada 100 mil mulheres – o número é muito menor que o dos homens porque o consumo entre eles é maior. Proporcionalmente, o número de mortes entre as mulheres brasileiras é alto também, considerando que o primeiro lugar na lista, a Argentina, tem 21,1 mortes por cada 100 mil habitantes.
Um estudo de 2010 feito por cientistas britânicos chegou até mesmo a colocar o álcool como a droga mais perigosa, a frente de substâncias como heroína e crack.
Existem várias maneiras de calcular o perigo de uma droga além de quantas pessoas ela mata – já que isso poderia desvirtuar a análise, uma vez que o álcool, por exemplo, é mais difundido, é legal e possui mais propaganda do que outras drogas e, portanto, chega a mais pessoas. Um método é medir a diferença entre uma dose efetiva da droga e uma dose letal. Considerando isso, as dez drogas listadas abaixo são menos mortais que o álcool tanto no número total de pessoas que matam quanto em relação à diferença entre uma dose letal e uma dose comum – há mais espaço entre uma dose efetiva e uma dose letal entre elas do que no álcool.
Cafeína
A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central e é a única droga psicoativa que não é rigorosamente regulada. É preciso, antes de tudo, diferenciar a cafeína do café. Casos de overdose de cafeína geralmente acontecem com pílulas ou outros tipos de cafeína concentrada. A xícara média de café tem apenas cerca de 100 miligramas de cafeína. Seria preciso um exagero muito grande de café para arriscar uma sobredosagem. Se você pesa cerca de 68 quilos, você precisaria tomar mais de 50 xícaras de uma só vez para que o café seja letal.
A ciência não sabe exatamente qual seria uma dose letal de cafeína, já que pesquisas sugerem que a tolerância à cafeína é algo individual. O que sabemos com certeza é que mulheres são mais vulneráveis ​​aos seus efeitos do que os homens.
Casos de sobredosagem com cafeína noticiados na imprensa são raros e tendem a acontecer quando ela está em formas irregulares, como em pílulas ou em pó, e os indivíduos tomam uma quantidade excessiva muito rápido.

Cocaína
Só por que uma droga é menos perigosa do que o álcool não quer dizer que ela não seja perigosa, e a cocaína é definitivamente perigosa. Ela é o principal estimulante associado à sobredosagem e à morte, superando drogas como a anfetamina e a metanfetamina. Como a cafeína, a cocaína é um estimulante do sistema nervoso central. Ela funciona como um carro em uma via rápida em direção à via mesolímbica do cérebro, onde a sensação de recompensa é processada.
A cocaína funciona bloqueando a remoção de dopamina das sinapses do cérebro, deixando-a acumular, o que causa sentimentos de euforia intensa. Em excesso, a cocaína está associada a irregularidades de humor, alucinações, colapso do septo e psicose. Ela é menos mortal do que o álcool. Porém, quando tomada em conjunto com bebidas alcoólicas, ela cria algo chamado de cocaetileno. O cocaetileno é uma droga nova produzida por uma dose de uma só vez de cocaína e álcool, e seus níveis de toxicidade podem ser 30% maiores do que o da cocaína sozinha.

Óxido nitroso
O óxido nitroso, o famoso gás do riso, é um gás incolor e não inflamável. Ele possui um ligeiro odor metálico e a capacidade de causar uma intensa tontura. O óxido nitroso é famoso por seu uso médico como analgésico e anestésico. No entanto, ele também é usado de forma recreativa.
O óxido nitroso foi inventado no final do século 18 e logo tornou-se comum nas festas da classe alta da Grã-Bretanha, e somente depois de superar a resistência dos médicos da época passou a ser usado nos consultórios. Hoje, é possível encontrar óxido nitroso também como oxidante em foguetes e sendo usado para aumentar a produção do motor durante corridas de automóveis.

Ketamina
Conhecida como “Special K”, a ketamina, ou cetamina, é um tranquilizante de cavalos que também é usado como droga recreativa – apesar ou mesmo por causa disso. Ela é relativamente comum como anestesia pediátrica e veterinária e é considerada um anestésico disassociativo, causando efeitos parecidos de anestesia do que drogas como o PCP, ou pó de anjo, e a DXM, substância presente em xaropes para tosse, drogas que manipulam as percepções sensoriais de alguém.
Atualmente, pesquisas pioneiras sobre as propriedades químicas da cetamina sugerem que seus usos medicinais são mais amplos do que apenas um anestésico. Pesquisas mostram que ela pode ser útil no tratamento da depressão. Um estudo da Universidade de Yale mostrou que a cetamina, quando administrada corretamente, pode curar partes inteiras do cérebro desgastadas por anos de estresse e fadiga. Quando usada com abuso, ela traz riscos. O uso excessivo pode levar o usuário a uma síndrome clínica que se assemelha a uma psicose esquizofrênica.
Maconha
Não há dúvidas de que a maconha é muito menos tóxica para nossos corpos do que o álcool.
Além disso, a maconha possui efeitos medicinais comprovados para aqueles que sofrem de glaucoma, epilepsia, esclerose múltipla e ansiedade, entre muitos outros males.
A maconha é uma das drogas psicoativas menos ameaçadoras do planeta. É praticamente impossível morrer com uma overdose de maconha. Na verdade, é uma das poucas drogas sem sobredosagens relatadas. Isso não significa que fazer algo estúpido sob efeito da erva, como dirigir ou tentar pular em um rio, não o matará. Mas é impossível que o corpo consuma níveis elevados de THC, o ingrediente ativo na maconha, a ponto de causar overdose. Seria preciso ingerir centenas de quilos de maconha em poucos minutos para morrer.

Ecstasy
A metilenodioximetanfetamina, conhecida pela sigla MDMA e popularmente como Ecstasy, é um composto sintético produzido pela primeira vez por químicos alemães em 1912. Sua composição química é uma mistura entre a metanfetamina e a mescalina alucinógena. O ecstasy provoca diversas reações químicas no corpo, potencializadas pelo fato de que muitas vezes ele é tomado em conjunto com outras drogas. A droga catalisa uma onda de serotonina no cérebro, levando a sentimentos de euforia, empatia e serenidade que podem durar várias horas.

Quando ela começa a sair do nosso sistema, entretanto, desencadeia reações que causam sentimentos muito fortes de depressão e fadiga.
Overdoses de ecstasy, que geralmente ocorrem em raves e shows de música, levam a desidratação e, em alguns casos, insuficiência cardíaca. Mas o maior perigo da MDMA é que ela raramente é comprada em forma pura. Em vez disso, a droga é misturada a outros compostos que podem ser tóxicos para a saúde.

Codeína
Os EUA vivem atualmente uma epidemia de opiáceos, e a inclusão da codeína em xaropes contra a tosse desempenhou um papel nisso. A codeína é o único opiáceo que aparece nesta lista. Quando utilizados corretamente, os opiáceos ajudam a aliviar níveis moderados ou severos de dor. A codeína também é utilizada como supressora da tosse, muitas vezes em conjunto com acetaminofeno ou um fármaco antiinflamatório não esteróide (AINE).

Muitas pessoas vão atrás da codeína acreditando incorretamente que é uma droga mais segura do que outras, mais “pesadas” como a heroína.
A codeína no xarope contra a tosse é misturada com prometazina, uma substância que tem que tem um efeito sedativo. Como a codeína e a prometazina são depressores do sistema nervoso central, a overdose pode levar a uma insuficiência respiratória. Os adolescentes americanos são o subgrupo mais adepto à codeína. Um em cada dez entre eles admitiu usar xarope contra a tosse para fins recreativos em 2014.

LSD
O LSD, também conhecido como ácido, é a sigla em inglês para dietilamida de ácido lisérgico. O cientista suíço Albert Hofmann sintetizou o LSD em 1938 enquanto trabalhava com o ergot, um fungo encontrado em grãos. Cinco anos depois, ele acidentalmente engoliu algumas de suas criações. Hofmann experimentou formas e imagens estranhas, efeitos comuns do LSD. Três dias depois, ele tomou uma dose maior da substância, no que seria a primeira viagem intencional de LSD no mundo.
O LSD é um alucinógeno que dá a seus usuários novas sensações auditivas, visuais e sensoriais. Em termos de toxicidade, a overdose de LSD é quase tão improvável quanto a do THC. Para ter uma overdose, um indivíduo precisaria aumentar em 1000 vezes a dose média. No entanto, as pessoas certamente podem fazer coisas estúpidas e perigosas sob a influência do LSD.
Outra característica em comum entre o LSD e a maconha são seus fins medicinais. Cientistas estudam como utilizar o LSD como um remédio contra a depressão. Testes em laboratório e com acompanhamento médico já mostraram que essa e outras drogas alucinógenas podem ser muito eficientes nestes casos.

Psilocibina
Ao contrário do LSD, a psilocibina é um psicodélico natural. Ela pode ser encontrada em várias espécies de cogumelos, conhecidos coloquialmente como “cogumelos mágicos”. Os cogumelos contendo psilocibina têm sido utilizados por suas propriedades “mágicas” para fins religiosos há milhares de anos.

Em termos de toxicidade, a psilocibina pura, como o LSD, é quase impossível de causar overdose. Assim como com o LSD, a dose efetiva média teria que ser aumentada 1000 vezes para alguém morrer de psilocibina, o que a torna muito menos letal do que o álcool.
Quando a psilocibina foi introduzida na cultura ocidental, seu potencial uso para tratamento da saúde mental já foi observado. Hoje, os médicos estão estudando como a psilocibina pode ajudar aqueles que sofrem de uma variedade de doenças mentais, e os resultados por enquanto são bastante positivos.

Mescalina
A mescalina é mais um alucinógeno. Porém, ao contrário do LSD ou dos cogumelos, não é muito difícil ter uma overdose com ela. Seria preciso aumentar a dose efetiva média em “apenas” 24 vezes – algo ainda distante do perigo do álcool.
Como a psilocibina, a mescalina é um alucinógeno natural, principalmente encontrado no cacto peiote, comum no sudoeste dos EUA e em boa parte do México. A mescalina tem uma história antiga, sendo usada desde a era pré-colombiana. Os astecas usavam o peiote por suas qualidades “divinas”.
O mais irônico é que alguns especialistas acreditam que a mescalina e os outros alucinógenos poderiam ser a chave para uma cura para o alcoolismo. [Listverse]

13.613 – Saúde – Tontura e Vertigem


vertigens
Tontura é um termo difícil de ser definido, sendo muitas vezes equivocadamente usado para descrever sensações como desequilíbrio, náuseas, hipotensão, fraqueza, visão dupla, turvação visual ou mal-estar. A tontura verdadeira é aquela que se apresenta como uma falsa sensação de movimento próprio ou do ambiente, estando frequentemente associada a desequilíbrio e/ou enjoos. Quando a tontura é causada por uma sensação de movimento rotatório, ou seja, parece que tudo ao redor está girando, damos o nome de vertigem. A vertigem é o tipo mais comum de tontura.

Neste texto vamos explicar por que a tontura surge e quais as doenças que a provocam. Se você está a procura de informações sobre cinetose, os enjoos que surgem ao andar de carro ou de navio, ou sobre desmaios e síncope, seus textos são estes:

– CINETOSE | ENJOO DE MOVIMENTO
– DESMAIO, SÍNCOPE E REFLEXO VAGAL
Para nos mantermos em equilíbrio, para saber em que posição estamos em relação ao meio ambiente (deitado, em pé, inclinado, de lado, pernas esticadas, braços levantados, etc.) e para saber se estamos parados ou em movimento, é preciso que o nosso corpo forneça informações detalhadas ao cérebro.

Temos basicamente três meios para mandar estas informações para o sistema nervoso central:

1. Visão, que nos orienta onde estamos e como está o meio ao nosso redor.
2. Propriocepção, que é a capacidade do cérebro reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. É a propriocepção que nos permite, de olhos fechados, reconhecer que estamos com o braço levantado, de cabeça para baixo, inclinados para frente, com as pernas dobradas, etc.
3. Ouvido interno, que é o maior responsável pelas tonturas e vertigens. É dele que vamos falar um pouco agora.

OUVIDO INTERNO – LABIRINTO E APARELHO VESTIBULAR
Dentro do ouvido interno temos um órgão chamado labirinto que faz parte do aparelho vestibular, responsável pela manutenção do equilíbrio.
O labirinto é um conjunto de arcos semicirculares que possuem líquidos em seu interior. A movimentação destes líquidos é interpretado pelo cérebro ajudando a identificar movimentos e a nos manter em equilíbrio.
As informações passadas pelo labirinto através da movimentação destes líquidos, ajudam o cérebro a interpretar movimentos angulares, acelerações lineares e forças gravitacionais.

Apenas como curiosidade: você sabe por que ficamos tontos depois de rodarmos várias vezes? Porque quando paramos de rodar, apesar de já estarmos parados, os líquidos dentro do nosso ouvido interno ainda ficam em movimento rotacional por alguns segundos, fazendo com que o cérebro interprete que ainda estamos rodando. Se fecharmos os olhos, a tontura aumenta ainda mais, pois de olhos abertos a visão consegue atenuar a mensagem errada que o ouvido interno está mandando ao cérebro.
Diferenças entre a vertigem e outros tipos de tontura
A caracterização de uma tontura como vertigem é importante porque este sintoma é típico de doenças do aparelho vestibular. As causas mais comuns de vertigens são as doenças que acometem assimetricamente o ouvido interno, seja por calcificação de áreas do labirinto, por inflamação, por infecções, por traumas ou por excesso de líquido dentro dos aparelho vestibular.
Como já foi citado na introdução deste texto, a vertigem é um tipo de tontura onde há ilusão de movimentos rotatórios. Este dado é essencial para distingui-la de outros tipos de tonturas. Também é característico da vertigem o fato da tontura ser intermitente, ou seja, vai e volta ao longo das semanas. Uma tontura permanente, que não melhora nunca, dificilmente se trata de vertigem. A vertigem costuma piorar com movimentos da cabeça, sendo um modo simples de identificar o tipo da tontura que o paciente apresenta.

SINTOMAS DA VERTIGEM
De forma resumida, os sintomas da vertigem são:

– Tonturas rotatórias. A sensação é de que você ou o ambiente estão rodando
– Dificuldade em manter o equilíbrio
– Tonturas que vão e voltam frequentemente ao longo de vários dias
– Tonturas que pioram com a movimentação da cabeça ou do tronco, quando tossimos ou quando espirramos
– Também podem estar associados a tontura: dor de cabeça, sensibilidade a luz ou barulho, sensação de fraqueza, visão dupla, taquicardia (coração acelerado) e dificuldades para falar.
Um sinal importante de vertigem é a presença do nistagmo: involuntários, rápidos e curtos movimento dos olhos, geralmente em direção lateral, como no vídeo abaixo.

CAUSAS DE VERTIGEM E TONTURAS
Cerca de 40% dos casos de tonturas se devem a doenças do aparelho vestibular, 10% são devidos a lesões cerebrais, 15% a distúrbios psiquiátricos, 25% não são verdadeiramente tonturas, mas sim pré-síncopes e desequilíbrios, e 10% são de origem indeterminada. Vamos citar rapidamente algumas causas comuns de tonturas e vertigens. Posteriormente escreverei um texto individual sobre cada uma destas causas.

a.Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB)

A vertigem posicional paroxística benigna, também chamada de vertigem posicional ou vertigem postural é a a causa nais comum de vertigem; é causado por calcificações nos pequenos canais dentro do sistema vestibular. A vertigem posicional apresenta curta duração (segundos a poucos minutos) e costuma ser desencadeada por certos movimentos da cabeça. A doença pode estar presente por várias semanas.

Para mais informações sobre a Vertigem posicional paroxística benigna, leia: VERTIGEM POSICIONAL PAROXÍSTICA BENIGNA.

b. Doença de Ménière

A doença de Ménière é causada por excesso de líquido no labirinto, o que provoca vertigens, perda auditiva e zumbidos. As crises de tonturas da doença de Meniere duram entre vários minutos até horas.
Na doença de Ménière o paciente pode apresentar perda permanente da audição e ficar com dificuldades de manter o equilíbrio de forma crônica.
Para mais informações sobre a doença de Ménière, leia: DOENÇA DE MÉNIÈRE.

c. Labirintite (neurite vestibular)

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A labirintite é causada por uma inflamação do labirinto ou do ramo vestibular do nervo auditivo que leva as informações do ouvido interno até o cérebro. A principal causa desta inflamação parece ser uma infecção viral. Pacientes com labirintite apresentam um quadro súbito de vertigem fortes, associado a náuseas, vômitos e dificuldade em se manter em pé. Podem também existir perda de audição e zumbidos. Na labirintite os sintomas podem durar vários dias. Para mais informações, leia: LABIRINTITE | Sintomas e tratamento.

d. Vertigens da enxaqueca
Pacientes com enxaqueca também podem podem apresentar episódios de vertigens (leia: DOR DE CABEÇA | Enxaqueca , cefaleia tensional e sinais de gravidade).

e. AVC ou ataque isquêmico transitório
Isquemia ou infarto cerebral podem causar tonturas (leia: AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL | DERRAME CEREBRAL). O quadro é mais comum em idosos, em pacientes com história de diabetes, hipertensão, tabagismo ou doenças cardiovasculares. No AVC costumam estar presentes outros sintomas além da tontura, como perda de movimentos e/ou sensibilidade em um ou mais membros, desorientação, dificuldades para falar, etc.

f. Medicamentos
Intoxicação por algumas drogas podem causar lesão do ouvido interno, entre elas, cisplatina, fenitoína e antibióticos da classe dos aminoglicosídeos.

g. Entupimento do ouvido por cera
Raramente, pacientes com impactação de cera no ouvido podem se queixar de tonturas (leia: CERÚMEN | Cera do ouvido).

h. Esclerose múltipla (leia: ESCLEROSE MÚLTIPLA | Sintomas, diagnóstico e tratamento)

i. Traumatismo craniano

j. Crises de ansiedade ou ataques de pânico

SINAIS DE GRAVIDADE DAS TONTURAS
A maioria dos casos de vertigens são autolimitados e, apesar dos sintomas serem bastante incômodos, não trazem maiores riscos. O otorrinolaringologista é o especialista indicado para avaliar casos de tonturas. Entretanto, se a tontura vier acompanhada de alguns outros sintomas, um quadro mais grave pode estar por trás.
Portanto, se você apresenta tonturas e alguns dos sinais e sintomas descritos abaixo, procure imediatamente atendimento médico:

– Febre alta.
– Dor de cabeça muito intensa (exceto nos pacientes já sabidamente portadores de enxaqueca).
– Fraqueza em algum membro.
– Dificuldade para falar.
– Perda da consciência.
– Dor no peito
– Desorientação.
– Vômitos incoercíveis.

13.610 – História – IDADE ANTIGA


idade antiga
Quando adentramos o estudo da Antiguidade ou Idade Antiga, é bastante comum ouvir dizer que esse período histórico é marcado pelo surgimento das primeiras civilizações. Geralmente, ao adotarmos a expressão “civilização” promove-se uma terrível confusão que coloca os povos dessa época em uma condição superior se comparados às outras culturas do mesmo período.
Na verdade, a existência de uma civilização não tem nada a ver com essa equivocada ideia de que exista um povo “melhor” ou “mais evoluído” que os demais. O surgimento das primeiras civilizações simplesmente demarca a existência de uma série de características específicas. Em geral, uma civilização se forma quando apontamos a existência de instituições políticas complexas, uma hierarquia social diversificada e de outros sistemas e convenções que se aplicam largamente a uma população.
Ao contrário do que se possa imaginar, não podemos apontar uma localidade específica onde encontremos a formação das primeiras civilizações da história. O processo de fixação e desenvolvimento das relações sociais aconteceu simultaneamente em várias regiões e foi marcado pelo contato entre civilizações, bem como a incorporação de duas ou mais culturas na formação de outra civilização.
Reportando-se ao Mundo Oriental, podemos assinalar o desenvolvimento das milenares civilizações chinesa e indiana. Partindo mais a oeste, localizamos a formação da civilização egípcia e dos vários povos que dominaram a região Mesopotâmica, localizada nas proximidades dos rios Tigre e Eufrates. Também conhecidas como civilizações hidráulicas, essas culturas agruparam largas populações que sobreviviam da exploração das águas e terras férteis presentes na beira dos rios.
Na parte ocidental do planeta, costuma-se dar amplo destaque ao surgimento da civilização greco-romana. O prestígio dado a gregos e romanos justifica-se pela forte e visível influência que estes povos tiveram na formação dos vários conceitos, instituições e costumes que permeiam o Ocidente como um todo. Contudo, não podemos também deixar de dar o devido destaque aos maias, astecas, incas e olmecas que surgem no continente americano.
Sem dúvida, o estudo das civilizações antigas se mostra importante para que possamos entender melhor sobre as várias feições que a nossa cultura assume atualmente. Contudo, sob outro ponto de vista, o estudo da Antiguidade também abre caminho para que possamos contrapor os valores e parâmetros que um dia foram comuns a alguns homens e hoje se mostram tão distantes do que vivemos. É praticamente infinito o leque de saberes que se aplica a esse período histórico.

13.609 – Febre amarela: as principais dúvidas sobre a doença


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Há dois tipos de febre amarela, a silvestre e a urbana. Qual é a diferença entre elas?
A silvestre é disseminada pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, circulantes em matas, e não em cidades. A versão urbana é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do zika e da chikungunya. Não há registro de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. As mortes de agora foram causadas pela versão silvestre, unicamente.

Existe a possibilidade de os mosquitos Haemagogus e Sabethes irem para a área urbana?
Não. Os mosquitos Haemagogus e Sabethes são de gêneros diferentes, mas tem comportamentos parecidos. Eles vivem em áreas de florestas densas, com vegetação abundante. Voam alto e geralmente ficam na copa das árvores. Sua fonte principal de alimentação é o sangue dos macacos que estão lá em cima. Ou seja, estão totalmente adaptados a hábitos silvestres que não vão encontrar na cidade.

Por que a versão urbana é um problema?
Porque seu potencial de disseminação é grande, na medida em que circularia nas cidades, em meio a um número muito maior de pessoas.

O macaco pode transmitir febre amarela?
Não. A febre amarela não é uma doença contagiosa, por isso sua transmissão não é feita de animal para animal, tampouco de animal para humanos nem entre humanos. A única forma de transmissão é pela picada de mosquitos infectados.

Qual é o papel de primatas na transmissão?
Primatas podem se contaminar com o vírus, exercendo também o papel de hospedeiros. Se picados, os animais transmitem o vírus para o mosquito, aumentando, assim, os riscos de propagação da doença.

Se uma pessoa que foi infectada com febre amarela em uma área silvestre estiver no centro de São Paulo e for picada por um mosquito urbano, o Aedes aegypti, esse mosquito contrai o vírus e passa a espalhar a doença?
Sim e esse seria o início do ciclo urbano da doença. A febre amarela urbana acontece justamente quando o Aedes aegypti pica uma pessoa doente e depois pica outra pessoa susceptível, transmitindo a doença. Exatamente como acontece com a dengue, zika e chikungunya. Por isso é importante que todas as pessoas que moram ou frequentam áreas de risco se vacinem.

Quem precisa tomar a vacina?
O Ministério da Saúde recomenda a vacinação em crianças a partir de 9 meses de idade (6 meses em áreas endêmicas) e pessoas que moram próximo a áreas de risco.

Onde ela está disponível?
A vacina está disponível gratuitamente em unidades básicas de saúde da rede pública. Também é possível encontrá-la em clínicas particulares, ao custo de cerca de 250 reais.

Quem não deve tomar a vacina?
Crianças com menos de 6 meses não devem tomar a vacina sob hipótese nenhuma. Mães que estão amamentando crianças nessa idade também devem evitar se imunizar. Caso seja necessária a vacinação, o ideal é ficar dez dias sem amamentar o bebê. Em crianças entre 6 e 9 meses de idade, a vacinação só deverá ser realizada mediante indicação médica. A mesma recomendação vale para gestantes. Pacientes imunodeprimidos, como pessoas em tratamento quimioterápico, radioterápico, com aids ou que tomam corticoides em doses elevadas e pessoas com alergia grave a ovo também não devem se vacinar.
Já sou vacinado. Preciso repetir a dose?
Não. Desde o início de 2017, o Brasil segue a recomendação da OMS de uma única dose. Ou seja, adultos vacinados não precisam repeti-la. Estudos científicos demonstram que apenas uma dose é suficiente para que o organismo continue com anticorpos o resto da vida.

Como funciona a vacina fracionada?
Na vacina fracionada, uma única dose de 0,5 ml será utilizada em cinco pessoas, o equivalente a 0,1 ml por pessoa.

A vacina fracionada será aplicada no país inteiro?
Não. Por enquanto a recomendação é apenas para alguns municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, regiões que não tinham recomendação para a vacina e onde a maior parte da população não está imunizada.

Os 54 municípios do Estado de São Paulo que vão fazer a vacinação fracionada da febre amarela são: Aparecida, Arapeí, Areias, Bananal, Bertioga, Caçapava, Cachoeira Paulista, Canas, Caraguatatuba, Cruzeiro, Cubatão, Cunha, Diadema, Guaratinguetá, Guarujá, Igaratá, Ilha Bela, Itanhaém, Jacareí, Jambeiro, Lagoinha, Lavrinhas, Lorena, Mauá, Mongaguá, Monteiro Lobato, Natividade da Serra, Paraibuna, Peruíbe, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Praia Grande, Queluz, Redenção da Serra, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Roseira, Santa Branca, Santo André, Santos, São Bento do Sapucaí, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José do Barreiro, São José dos Campos, São Luís do Paraitinga, São Paulo, São Sebastião, São Vicente, Silveiras, Taubaté, Tremembé e Ubatuba.
No Rio de Janeiro, dezessete municípios realizarão a vacinação fracionada. São eles: Aparecida, Arapeí, Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica.

Na Bahia, são oito municípios: Camaçari, Candeal, Itaparica, Lauro de Freitas, Mata de São João, Salvador, São Francisco do Conde e Vera Cruz.

Qualquer pessoa pode tomar a dose fracionada?
Não. Os seguintes grupos devem continuar a receber a dose integral: crianças de 9 meses até 2 anos de idade e pessoas condições clínicas especiais como HIV/aids (mediante recomendação médica), doenças hematológicas ou após término de quimioterapia. Pessoas que vão viajar para países que exigem o certificado internacional de vacinação também devem receber a dose integral. Basta acessar o site da Anvisa para saber quais países têm essa exigência.

Quem tomou a vacina fracionada, deverá repetir a dose?
Sim. Ao contrário da dose padrão, a fracionada tem validade de oito anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Quem tomou a dose fracionada e tem viagem marcada para algum dos 135 países que adotam o certificado internacional de vacinação precisará tomar a dose padrão mesmo que o intervalo entre as doses seja inferior a oito anos. Isso é necessário porque o certificado internacional não é concedido pela Anvisa a quem toma a dose fracionada. Lembrando que deve haver intervalo de pelo menos trinta dias entre cada dose, por se tratar de uma vacina com vírus vivo.

Por que o governo decidiu usar doses fracionadas?
Para fazer uma ação rápida de vacinação e bloquear o avanço do vírus, diante de um estoque limitado de vacinas.

Como saber qual dose – integral ou fracionada – foi aplicada?
O tipo de vacina deverá ser informado pelo agente de saúde. O selo do comprovante de vacinação também será diferente para a dose fracionada.

Quais são as reações possíveis à vacina?
Os efeitos colaterais graves são raros. Mas 5% da população pode desenvolver sintomas como febre, dor de cabeça e dor muscular de cinco a dez dias. Não é frequente a ocorrência de reações no local da aplicação.

Quem tem maior risco de evento adverso relacionado à vacina da febre amarela?
Crianças menores de 6 meses, idosos, gestantes, imunodeprimidos, mulheres que estão amamentando e pessoas com alergia grave à proteína do ovo.

Quando começa a campanha de vacinação?
A vacina contra a febre amarela está disponível em todos os estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Mas, nesses locais, a campanha de vacinação, com início da aplicação da dose fracionada da vacina começa no dia 29 de janeiro e vai até 17 de fevereiro em São Paulo. No Rio de Janeiro, em razão do Carnaval, a campanha acontece entre 19 de fevereiro e 9 de março. A campanha acontece no mesmo período em oito cidades da Bahia.

Nos três estados, o “Dia D de mobilização” acontece no dia 24 de fevereiro, sábado. Em São Paulo, haverá reforço na campanha também no dia 3 de fevereiro.

Não encontrei a vacina em postos ou nas clínicas, mas moro em área urbana. Qual o risco de não me vacinar?
Baixo. Quem mora em áreas distantes dos locais com transmissão mais constante da infecção e não frequenta esses lugares pode esperar até a situação se normalizar para se vacinar. A prioridade é imunizar pessoas que vivem ou visitam essas regiões. Mas é possível se proteger com medidas simples, como o uso adequado de repelente que consiste em reaplica-lo a cada 4 horas e nunca passar protetor solar por cima.

Moro perto de um parque. Corro mais risco?
Não, a menos que esse parque tenha a presença de macacos.

Por que a OMS classificou todo o Estado de São Paulo – e não só regiões específicas — como área de risco?
Recentemente, a Organização Mundial da Saúde indicou a inclusão de todo o Estado de São Paulo como área de risco para a febre amarela. Isso significa que todos que desejam viajar para a região, incluindo a capital, devem se vacinar com dez dias de antecedência. Segundo os especialistas, a recomendação faz sentido porque a OMS precisa ter uma noção abrangente das regiões do país onde há risco para fazer uma recomendação geral. O órgão não tem como saber exatamente quais locais o turista vai visitar durante sua estadia e se vai ou não se colocar em risco.

A febre amarela é uma doença fatal?
Se houver diagnóstico precoce, não. De 40% a 50% dos casos podem evoluir para a forma grave da doença. Nestes, em 30% a 40% a doença pode ser fatal.

Quais são os sintomas da febre amarela?
Cerca de 35% das pessoas infectadas apresentam sintomas semelhantes aos de um resfriado, como dor de cabeça, febre, perda de apetite e dores musculares, três dias depois de terem sido picadas pelo mosquito. Após essa fase, 35% desenvolverão a forma grave da doença, com sintomas severos, como dor abdominal, falta de ar, vômito e urina escura. O restante não apresenta sintomas.

É possível contrair a doença mais de uma vez?
Não. Quem já foi infectado está imune para sempre, diferentemente do que ocorre com a dengue.

Qual é o tratamento para a febre amarela?
Não há um tratamento específico para febre amarela. A medida mais eficaz é a vacinação, para evitar a contaminação da doença.

Como se proteger contra a doença?
O ideal é tomar a vacina, mas para aqueles que não podem tomar o imunizante ou que estão no período de dez dias após a aplicação, a melhor forma de prevenção é evitar a picada do mosquito. Algumas formas de colocar isso em prática são: usar repelente, aplicar o protetor solar antes do repelente, evitar áreas silvestres (se possível), vestir roupas compridas e claras, usar mosqueteiros e telas e evitar perfume em áreas de mata

Qualquer repelente funciona contra o mosquito?
Não. No Brasil, são mais de 120 com registro na Anvisa, mas somente os que contêm alguma das seguintes substâncias têm garantia de eficácia: DEET, IR3535 e icaridina. Vitamina do complexo B não tem efeito comprovado contra o mosquito.
Como e onde emitir um Certificado Internacional de Vacinação que registre a imunidade permanente para quem já tomou uma dose?

ANVISA

13.603 – Em SP, 3 em cada 4 casos de febre amarela são de áreas sem risco


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São definidas como regiões com recomendação aquelas em que há risco de circulação do vírus. Nesses casos, devem se vacinar todos os moradores e viajantes que planejam visitar esses locais. Desde 2000, 445 dos 645 municípios paulistas, todos no interior, estão nesse grupo.
As áreas mais populosas do Estado, no entanto, como as regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo, não estavam nessa lista, mas foram as que registraram o maior número de casos no recente avanço da doença. Na terça-feira, 16, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que todo o Estado seja considerado de risco.
Foram também nas regiões sem recomendação de vacina em que o Estado registrou, já há quatro meses, o aumento expressivo de casos de macacos mortos pela doença, dado que já indicava o avanço do vírus para áreas antes consideradas livres dele. O número de animais doentes, que entre julho de 2016 e junho de 2017 foi de 187, saltou para 508 no mesmo período de 2017/2018.
Questionada sobre suposta falha na definição de áreas de risco, a Secretaria Estadual da Saúde informou que, desde o ano passado passou a oferecer a vacina em 77 municípios, além dos considerados de risco. “Quem define a área de recomendação é o Ministério da Saúde. Mas estamos promovendo vacinação nos municípios que registraram casos de macacos mortos pela doença”, disse Regiane de Paula, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da secretaria.
Já o Ministério da Saúde afirmou, em nota, que desde 2016 vem acompanhando a circulação viral da febre, “o que permitiu realizar ações de bloqueio de vacinação em localidades que não pertencem a áreas de recomendação permanente”, como São Paulo. O órgão afirmou que tais decisões são tomadas em conjunto com Estados e municípios.

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13.597- Álcool pode causar câncer devido aos danos permanentes que provoca no DNA


Segundo uma recente pesquisa, o álcool é quebrado para formar um químico extremamente tóxico chamado acetaldeído que, quando em quantidades excessivas no corpo, é responsável pela formação de tumores. Ele também é capaz de “confundir” as hélices do DNA afetando as células do corpo.
Os pesquisadores consideraram os resultados do estudo, que foi publicado na revista Nature, como a primeira “explicação plausível” de como o álcool pode modificar nossas células, causando danos ao DNA. Este também explica como são formados diferentes tipos de tumores, incluindo os da boca e garganta, fígado, cólon, intestino e mama.
Estima-se que quase seis por cento de todas as mortes por cânceres no mundo estejam relacionadas ao álcool. Só no Reino Unido, as bebidas alcoólicas estão ligadas a 12.800 casos de cânceres (4% do total). Destes, 3.200 são casos de cânceres de mama causados ​​pelo consumo álcool, segundo a Cancer Research UK.
Para o estudo em questão, os pesquisadores usaram ratos para mostrar como a exposição ao álcool provocava danos genéticos irreparáveis ​​no DNA das células estaminais (células-tronco). Uma equipe do Medical Research Council Laboratory of Molecular Biology, em Cambridge, deu álcool diluído (quimicamente conhecido como etanol) aos roedores. Então, analisaram o DNA destes para determinar os danos causados pelo acetaldeído.
O acetaldeído há muito tempo é conhecido por ser cancerígeno. No entanto, o mecanismo pelo qual funciona ainda não ficou claro. Os pesquisadores descobriram que ele quebra e danifica o DNA dentro das células estaminais do sangue, alterando permanentemente suas sequências. Com isso, causa rupturas nas hélices duplas do DNA, tornando-as confusas.
“Alguns tipos de cânceres se desenvolvem devido aos danos do DNA em células estaminais”, explicou o Professor Ketan Patel, principal autor do estudo. “Enquanto alguns ocorrem por acaso, nossos achados sugerem que beber álcool pode aumentar o risco desse dano“.
Como um mecanismo de proteção, o corpo pode eliminar o acetaldeído produzindo enzimas que quebram o produto químico. Outra forma é uma variedade de sistemas de reparo de DNA que, na maioria das vezes, permite a correção de diferentes tipos de danos. No entanto, há limites para essa reparação e, em algumas pessoas, o processo ocorre de maneira defeituosa.
“Nosso estudo ressalta que não ser capaz de processar o álcool efetivamente pode levar a um risco ainda maior de danos causados ​​pelo álcool e, portanto, de certos tipos de cânceres”, ressaltou o pesquisador. “Mas, é importante lembrar que a eliminação de álcool e os sistemas de reparo de DNA não são perfeitos e o álcool ainda pode causar cânceres de diferentes maneiras – mesmo em pessoas cujos mecanismos de defesa estão intactos“.
De acordo com a professora Linda Bauld, especialista em prevenção do câncer da Cancer Research UK, e que financiou parcialmente o estudo, “a pesquisa estimulante destaca o dano que o álcool pode fazer às nossas células – custando a algumas pessoas mais do que apenas uma ressaca”.

13.515 – Saúde – Relação entre a Depressão e o Vegetarianismo


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Homens vegetarianos correm maior risco de depressão do que homens que comem carne, segundo uma nova pesquisa. O estudo, feito pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA com mais de 9600 homens, mostrou que aqueles que relataram ser vegetarianos ou veganos tiveram pontuações significativamente maiores em uma escala de medição de depressão do que os não vegetarianos.
Além disso, significativamente mais pessoas do grupo vegetariano e vegano apresentaram uma pontuação maior que 10 na medida, o que significa depressão leve a moderada. “As deficiências nutricionais (por exemplo, em vitamina B12 ou ferro) são uma possível explicação para esses achados”, escreveram os pesquisadores.
O autor principal, Joseph R. Hibbeln, chefe interino da Seção sobre Neurociências Nutricionais no Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo no NIH, acrescentou que, como a carne vermelha é rica em vitamina B12, esse nutriente pode ter desempenhado um papel importante nos resultados.
“Se alguém optar por ser vegetariano ou optar por comer menos carne, deve seguir as recomendações para garantir que tenha um bom estado de vitamina B12”, disse o Dr. Hibbeln ao site Medscape Medical News.

Consequências adversas
Dietas vegetarianas já foram associadas a vários benefícios para a saúde, mas pouco se sabe sobre seus benefícios ou riscos para a saúde mental, observam os pesquisadores.
“As dietas vegetarianas têm sido associadas à diminuição dos riscos de morte cardiovascular, obesidade e diabetes, levando a perguntas sobre se os benefícios potenciais se estendem à saúde mental ou, em contraste, se a ingestão diminuída de nutrientes que são abundantes em alimentos excluídos causa conseqüências adversas para o bem-estar mental”, eles escrevem.
Pesquisas anteriores mostraram que baixos níveis de vitamina B12 e B9 estão associados a um risco maior de depressão e “uma meta-análise sugere que a intervenção com vitamina B12 pode prevenir sintomas depressivos em populações especializadas”, relatam os pesquisadores. No entanto, são necessários ensaios melhor construídos para aprofundar essas questões.
Os resultados obtidos agora na verdade começaram a ser obtidos no início da década de 90. O estudo populacional Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), registrou 14.541 mulheres grávidas que viviam no Reino Unido. As datas de entrega esperadas estavam entre abril de 1991 e dezembro de 1992. Os questionários foram preenchidos pelas mulheres e por 9845 dos seus parceiros – 9668 desses homens foram incluídos na análise atual.
Os questionários pediram informações básicas, bem como informações sobre a dieta alimentar dos participantes. Como relativamente poucos dos homens se auto-declaravam veganos (39 deles), veganos e vegetarianos foram combinados em um único grupo (350 indivíduos, 3,6% do total).
Os homens também preencheram a Escala de Depressão Pós-Natal de Edimburgo (EPDS), um questionário criado para verificar se as mulheres possuem depressão pós-parto, entre as semanas 18 e 20 da gestação de suas parceiras. Um resultado maior que 10 indicava uma alta probabilidade de depressão leve a moderada.
Os resultados mostraram que para o grupo vegetariano e vegano, o resultado médio do EPDS foi de 5,26, versus um resultado médio 4,18 para o grupo não vegetariano.
Além disso, 12,3% dos vegetarianos ou veganos contra 7,4% do grupo não vegetariano apresentaram um resultado maior que 10; 6,8% contra 3,9% tiveram uma pontuação maior que 12, significando uma provável depressão grave.
Embora não significativa, houve também uma tendência para uma associação entre os sintomas depressivos e a duração do vegetarianismo.
Os pesquisadores observam que nem todos os indivíduos que se identificam como vegetarianos comem as mesmas coisas, especialmente quando se trata de peixe, ovos e produtos lácteos. Não surpreendentemente, os não vegetarianos nesta análise comeram mais carne, salsichas, aves e peixe branco do que o grupo vegetariano. Mas os números de pessoas que comiam peixes oleosos e moluscos nos dois grupos eram bastante parecidos.

“Este é o primeiro grande estudo epidemiológico a mostrar uma relação entre vegetarianismo e sintomas depressivos significativos entre homens adultos”, escrevem os pesquisadores. “Uma vez que a exclusão da carne vermelha caracteriza principalmente os vegetarianos, as menores ingestões de vitamina B12 merecem consideração como fator contribuinte para a depressão”, acrescentam.
Ainda assim, eles observam que “a causalidade reversa não pode ser descartada”. O Dr. Hibbeln diz que mais estudos, especialmente ensaios controlados randomizados, são definitivamente necessários.
Mas o especialista está otimista em relação ao futuro – segundo ele, a primeira conferência da Sociedade Internacional de Pesquisa em Psiquiatria Nutricional (ISNPR), realizada na metade de 2016, atraiu mais de 500 participantes. “É minha opinião que, depois dos muitos anos que tenho trabalhado nesta área, ela está sendo reconhecida como um campo (de pesquisa)”, se alegra Hibbeln.

Dieta como tratamento para depressão
Segundo a especialista, não é possível generalizar a respeito dos hábitos alimentares. “As pessoas parecem metabolizar e responder aos alimentos de forma bastante diferente, com base no seu microbioma intestinal. E isso é algo em que estamos cada vez mais interessados ​​e pesquisando”, aponta. “À medida que avançamos para fazer recomendações individuais, acho que vamos conseguir muito mais detalhes nos dados”.
As conclusões do estudo SMILES da Dra. Jacka e seus colegas foram publicadas no início deste ano. SMILES foi um estudo controlado randomizado que avaliou uma intervenção alimentar em um grupo de 67 adultos com depressão grave.
Após 12 semanas, o grupo de intervenção alimentar apresentou melhora significativamente maior em relação à linha de base na Escala de Avaliação de Depressão de Montgomery-Ǻsberg (MADRS) do que um grupo de controle de “apoio social”.
Além disso, 32% do grupo tratado com base na dieta conseguiu remissão, definida como uma pontuação menor que 10 no MADRS, enquanto o grupo do apoio social conseguiu uma remissão de 8%.
No estudo atual do Dr. Hibbeln e colegas, bem como em outros estudos, “os dados observacionais mostram que não consumir carne vermelha pode ser um fator de risco para a depressão em algumas pessoas”. [Medscape]

13.431 – Homeopatia terá de vir com aviso de que não funciona


A Comissão Americana do Comércio (Federal Trade Comission) decidiu que todos os remédios homeopáticos vendidos no país deverão apresentar dois avisos em suas embalagens.
Primeiro, o de que não há evidências científicas sobre a eficácia da homeopatia e, segundo, que esses remédios são baseados em ciência do século 18.
A recomendação foi lançada em resposta à Anvisa americana, que faz vista grossa para os homeopáticos e não os avalia com o mesmo rigor dos alopáticos.
A ideia é alertar os consumidores de que a homeopatia consiste em princípios ativos tão diluídos em água com açúcar que não têm efeitos constatáveis sobre a saúde.
Especialistas, porém, duvidam que o aviso funcione – já que quem usa esse tipo de tratamento não costuma acreditar na medicina tradicional mesmo.

13.402 – Saúde – Quanto de água temos que beber por dia?


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O Reader’s Digest resolveu abordar essa questão e, de fato, é importante frisar que o consumo exagerado de água, especialmente em um curto intervalo de tempo, pode ser fatal – uma curiosidade: o ecstasy é uma droga que faz com que as pessoas fiquem com muita sede, e não são raros os casos de usuários que morreram por tomar muita água em pouco tempo, sabia?
Isso acontece porque o excesso de água, a hiponatremia, reduz o equilíbrio eletrólito do corpo e faz com que ele entre em colapso. O ideal, portanto, é ter informação sobre esse assunto e saber a quantidade ideal de ingestão de água, até mesmo porque a desidratação, que é a falta de água no corpo, é também muito perigosa.
Para garantir o bom funcionamento do corpo e a boa saúde das células, que dependem de água para viver, o ideal é que um homem adulto consuma 3,7 litros de água por dia e uma mulher, 2,6 litros.
E você, será que está dentro da recomendação? Uma boa forma de saber se o seu corpo está bem hidratado é olhar a cor do seu xixi, que deve ser o mais claro possível – a coloração parecida com a do chá já indica que você precisa tomar água.

13.349 – Medicina – Aparelho quase igual ao pâncreas chega ao país


pancreas artificial
O número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8% nos últimos 10 anos, de acordo com dados recentes do Ministério da Saúde. Significa que 8,9% da população sofre da doença — eram 5,5% em 2006. Ao todo, estima-se que há mais de 14 milhões de homens e mulheres vivendo com diabetes e, a cada ano, surgem 60 mil novos casos no país.
Assegurar que os níveis de glicose no sangue estejam sempre adequados é um desafio para a maioria desses pacientes. A hipoglicemia (queda drástica destas taxas de açúcar no sangue), por exemplo, pode levar à perda de consciência, convulsões e, em casos mais graves, ao óbito. A boa notícia é que agora eles poderão contar com uma novidade: a primeira bomba de infusão de insulina (equipamento computadorizado e portátil), com liberação contínua do hormônio em pacientes diabéticos que, pela primeira vez, é capaz de suspender o hormônio antes do episódio de hipoglicemia– evitando, assim, até 75% destes casos.
De tamanho de um celular, o aparelho é o primeiro no país a, automaticamente, suspender a infusão de insulina quando prevê uma crise de hipoglicemia e a reiniciar a administração do hormônio quando a taxa de glicose volta a atingir um nível seguro. “Sem dúvida é um passo à frente para um dia chegarmos no caminho do pâncreas artificial”, observa Freddy Eliaschewitz, endocrinologista.
Já existem bombas de insulina no Brasil. Essa, no entanto, é a primeira de circuito fechado, ou seja: o glicosímetro (que mede o nível de glicose, ou açúcar no sangue) e a bomba de insulina (que libera a insulina na corrente sanguínea) estão no mesmo sistema e se “comunicam”. O glicosímetro avisa a bomba de insulina o quanto de insulina o corpo está precisando, ou se é necessário interromper a entrega da mesma, evitando o episódio de hipoglicemia (queda de açúcar no sangue), que pode causar desmaios, coma e até levar a óbito.

Dispositivo:
Fabricado pela irlandesa Medtronic, a bomba MiniMed 640G libera insulina através de um pequeno tubo e uma cânula (conhecidos como conjunto de infusão), colocada sob a pele do paciente. Com uma espécie de dispositivo inovador, o sistema imita a forma como um pâncreas saudável fornece insulina ao corpo.
Com base nos valores de glicose enviados pelo sensor a cada cinco minutos,durant 24 horas por dia, a tecnologia SmartGuard do sistema MiniMed640 consegue prever, com 30 minutos de antecedência, quando o nível de glicose do paciente estará próximo do limite mínimo e, assim, interrompe automaticamente a administração de insulina.
Totalmente personalizável, o novo dispositivo possibilita ao paciente configurar múltiplos limites ao longo do dia, de acordo com suas necessidades individuais, proporcionando conforto e mais proteção contra a hipoglicemia. Quando o nível de glicose no sangue diminui ou aumenta fora dos parâmetros, um alarme de advertência é ativado.
Pessoas de todas as idades com diabetes de tipo 1 ou tipo 2 podem usar a bomba de infusão de insulina. No entanto, um médico deve aconselhar sobre o melhor tratamento para cada paciente.
O Brasil é o terceiro país da América Latina, além do México e Colômbia, a disponibilizar a tecnologia.

13.348 – Medicina – O sistema imunológico é a chave para a cura do câncer?


cancer
Há alguns anos, os imunoterápicos, medicamentos que utilizam o próprio sistema imunológico do paciente para combater o câncer, têm sido os grandes protagonistas dos congressos médicos sobre o assunto e a grande aposta de médicos e pesquisadores.
A Food and Drug Administration (FDA), agência americana que regula fármacos, aprovou uma nova droga para o tratamento de câncer de pulmão. Trata-se do pembrolizumabe, medicamento indicado como primeira linha de tratamento para pacientes com tumores pulmonares em estágio de metástase.
A aprovação é importante pois essa é a primeira vez que um fármaco imunoterápico é indicado como primeiro tratamento para pacientes com esse diagnóstico, em vez da tradicional quimioterapia. A FDA também expandiu a aprovação para o tratamento de pessoas com a doença que tenham realizado quimioterapia.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que entre 2016 e 2017 haverá 28.190 novos casos de câncer de pulmão no país. Um estudo conduzido pela Sociedade Americana do Câncer em parceria com a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), aponta que o câncer de pulmão é a principal causa de morte pela doença entre homens e mulheres em países desenvolvidos.
Dos 30 000 brasileiros que recebem o diagnóstico a cada ano, apenas 6 000 sobreviverão à doença em cinco anos. Estudos com pembrolizumabe mostraram que o composto reduziu pela metade o risco de progressão da doença e em 40% o risco de morte.
O medicamento age bloqueando a PD-1, proteína presente nas células de defesa do corpo humano, os linfócitos T, mas que, em pessoas com câncer, permite que o tumor se esconda do sistema imunológico. Ao bloquear a PD-1, o medicamento faz com que os linfócitos-T ataquem o câncer.
Para Philip Greenberg, chefe de imunologia do Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson em Seattle, nos Estados Unidos, a imunoterapia já é o quarto pilar do tratamento anticâncer, ao lado da radioterapia, quimioterapia e cirurgia, segundo informações da rede americana CNN. “Há momentos em que ela será usada sozinha, e haverá momentos em que será usada em conjunto com outras terapias, mas há muito pouco a questionar que esta vai ser uma parte importante do tratamento do câncer daqui para frente.”

Surgimento da imunoterapia
No verão de 1890, a jovem de 17 anos Elizabeth Dashiell, carinhosamente chamada de “Bessie”, prendeu sua mão entre dois assentos de um trem e mais tarde notou um nódulo doloroso na área que ficou presa, de acordo com o Instituto de Pesquisa do Câncer dos Estados Unidos. As informações são da rede americana CNN.
Em Nova York, ela procurou o médico William Coley, com 28 anos na época, para tratar a lesão. Após a realização de uma biópsia, em vez encontrar pus na massa colhida, como esperado, ele encontrou uma pequena massa cinzenta no osso. Era um tumor maligno conhecido como sarcoma.
Para tratar o câncer, Elizabeth teve seu braço amputado. Mas, mesmo com a medida, a doença se espalhou rapidamente para o resto do seu corpo e ela faleceu em janeiro de 1891. Coley ficou devastado e dedicou sua carreira à investigação do câncer. Hoje, o médico é conhecido como “pai da imunoterapia do câncer”, de acordo com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, nos Estados Unidos.
Durante sua carreira, Coley percebeu que infecções em pacientes com câncer foram associadas com a regressão da doença. A surpreendente descoberta o levou a especular se produzir intencionalmente uma infecção em um paciente poderia ajudar a tratar o câncer. Para testar a ideia, ele criou uma mistura de bactérias e usou esse ‘coquetel’ para criar infecções em pacientes com câncer em 1893.
As bactérias, às vezes, estimulam o sistema imunológico de um paciente para atacar não só a infecção, mas também qualquer outra coisa estranha ao corpo, incluindo um tumor. Em um caso, quando Coley injetou bactérias estreptocócicas em um paciente com câncer para causar erisipela, uma infecção bacteriana na pele, o tumor desse paciente desapareceu – presumivelmente porque foi atacado pelo sistema imunológico.
A hipótese levantada por Coley foi estudada por vários pesquisadores na década de 1900, mas não foi amplamente aceita como uma abordagem de tratamento do câncer, até recentemente. “A imunoterapia passou por uma espécie de revolução na última década no sentido de que algo que era experimental – e ainda havia dúvidas sobre o papel que teria no caminho do tratamento do câncer – se tornou algo claramente eficaz “, disse Greenberg.
Apesar do médico alemão Paul Ehrlich, ganhador do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1908, ter proposto o uso do sistema imunológico na supressão da formação de tumores em uma hipótese chamada “vigilância imunológica” – uma ideia semelhante à de Coley, foi somente no início dos anos 2000 que a hipótese tornou-se amplamente aceita.
Uma revisão publicada na revista científica Nature Immunology, em 2002, apoiou a validade da vigilância imunológica contra o câncer. “A imunoterapia do câncer se refere a tratamentos que usam o seu próprio sistema imunológico para reconhecer, controlar e espero que, em última análise, curar cânceres”, disse Jill O’Donnell-Tormey, CEO do Instituto de Pesquisa do Câncer, durante uma conferência realizada em setembro em Nova York, nos Estados Unidos.
A imunoterapia aparece em muitas formas de tratamento – vacinas, terapias de anticorpos e medicamentos – que pode ser administradas através de uma injeção, comprimido, cápsula, pomada ou creme tópico e cateter. Em 2010, a FDA aprovou a primeira vacina para o tratamento do câncer, chamada sipuleucel-T ou Provenge. Ela estimula uma resposta do sistema imunológico a células de câncer de próstata e foi estudo clínicos mostraram que ela aumenta a sobrevida de homens com um certo tipo de cancro da próstata em cerca de quatro meses.
A FDA aprovou também algumas terapias com anticorpos. Os anticorpos são uma proteína do sangue que desempenham um papel chave no sistema imunológico do paciente e podem ser produzidos em laboratório para ajudar esse sistema a combater as células cancerosas,
Outro tipo de terapia aprovada são os chamados inibidores de checkpoint, que bloqueiam alguns dos danos que as células cancerosas podem causar e enfraquecer o sistema imunológico. O Keytruda, nome comercial do pembrolizumabe, fabricado pelo laboratório americano MSD, é uma dessas drogas. Além dela, também já estão aprovadas o nivolumabe, fabricado pela Bristol-Myers Squibb com o nome de Opdivo, para tratar linfoma Hodgkin, melanoma avançado, uma forma de câncer renal e câncer de pulmão avançado; Tecentriq para o tratamento de câncer da bexiga e Yervoy para melanoma em estágio avançado. Muitos outros medicamentos, com essas e outras formas de atuação já estão em desenvolvimento.

Desafios da imunoterapia
Alguns dos principais desafios da imunoterapia são o preço elevado – algumas estimativas sugerem que um tratamento com um inibidor de checkpoint, por exemplo, pode custar até 1 milhão de dólares por paciente – e os terríveis efeitos colaterais. Estimular o sistema imunológico pode causar reações cutâneas, sintomas semelhantes aos da gripe, palpitações cardíacas, diarreia, infecções e até artrite.
Outro desafio está em entender por que pacientes podem ter diferentes respostas à tratamentos imunoterápicos e por que alguns têm recaídas e outros não. Para isso, os pesquisadores precisam entender melhor não só o comportamento do nosso sistema imunológico, mas também dos tumores.

13.335 – Saúde – Morte por raiva humana é confirmada no Recife


raiva humana
Recife confirmou o primeiro caso de raiva humana em dezenove anos, de acordo com Jurandir Almeida, gerente de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde do Recife. Adriana Vicente da Silva, de 36 anos, morreu na última quinta-feira, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), mas o resultado do exame realizado pela Instituto Pasteur, de São Paulo, que confirmou a causa do óbito, foi divulgado somente nesta segunda-feira, 3/07.
O laudo do exame mostrou que o vírus encontrado em Adriana é de origem silvestre (cepa 3), proveniente de um morcego hematófago (que se alimenta de sangue). Jurandir acredita que o gato que transmitiu a doença para a mulher tenha entrado em contato com um morcego contaminado.
Antes mesmo da confirmação, após ser levantada a suspeita de raiva, o Centro de Vigilância Ambiental do Recife iniciou as medidas necessárias para evitar novos casos da doença. “Em um raio de 1 quilômetro da residência da vítima nós iniciamos a vacinação de cães e gatos em cada domicílio. Também instalamos postos de vacinação em um raio de 5 quilômetros do local e iniciamos uma vistoria para capturar morcegos que estejam escondidos em residências abandonadas, por exemplo, além de orientar a população sobre a importância de vacinar os animais e notificar caso encontrem algum morcego, cão ou gato com características alteradas”, diz Jurandir .

O caso
Adriana era dona de uma pet shop e havia sido ferida na mama direita por um gato no dia 26 de abril. Na época, a mulher não procurou nenhuma unidade de saúde para relatar o ocorrido e tomar as medidas de saúde necessárias. Somente no dia 18 de junho, quando os sintomas começaram a se desenvolver, ela foi internada no Hospital Agamenon Magalhães, localizado na Zona Norte do Recife. Na última segunda-feira, em razão do agravamento do quadro, ela foi transferida para o HUOC, onde faleceu.
Segundo Jurandir, o fato de ela ter demorado para notificar o acidente e procurar ajuda foi um agravante, tanto de seu estado de saúde quanto do combate a novas transmissões.

Raiva em humanos
A raiva é uma doença de origem viral transmitida, em geral, pelo contato com a saliva ou secreções de animais infectados, como mordidas, arranhões ou lambidas. Nos animais, os sintomas da doença geralmente são dificuldade para engolir, salivação abundante, mudança de comportamento, mudança de hábitos alimentares e paralisia das patas traseiras.
Nos cães, o latido torna-se diferente do normal, parecendo um “uivo rouco”, segundo informações do Ministério da Saúde. “Gatos agressivos, morcegos voando de dia ou caídos no chão são sinais de alerta”.
Em humanos, os sintomas começam com transformação de caráter, inquietude, perturbação do sono, sonhos tenebrosos, alterações na sensibilidade, queimação, formigamento e dor no local da infecção. Posteriormente, instala-se um quadro de alucinações, febre e crises convulsivas. Como provoca inflamações no cérebro e na medula, o índice de letalidade da doença é de aproximadamente 100%.
Uma vez mordida ou agredida por um animal, mesmo se ele estiver vacinado contra a doença, o ideal é lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar com urgência o serviço de saúde mais próximo para avaliação e prescrição de profilaxia antirrábica humana adequada, que consiste em tomar vacina e soro logo após o incidente.