14.086 – Fitness – Quanto se gasta a cada exercício


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O gasto calórico de cada atividade é calculado com base no nível de condicionamento físico de cada indivíduo. Temos também outros fatores como: idade, peso corporal e estatura da pessoa.
Logo, os valores apresentados nas tabelas de gasto calórico são na verdade um cálculo médio.
O gasto calórico dos exercícios varia de acordo com o peso da pessoa e intensidade da atividade física, no entanto os exercícios que normalmente gastam mais calorias são corrida, pular corda, natação, jogar polo aquático e andar de patins, por exemplo.
Em média, uma pessoa de 50 kg gasta mais de 600 calorias por hora ao correr numa esteira, enquanto que quem tem cerca de 80 kg gasta cerca de 1000 calorias por hora para esta mesma atividade. Isso acontece porque quanto mais peso a pessoa tem, mais esforço seu corpo precisa fazer para garantir que não falte oxigênio e energia em todas as células do corpo.
Outros exemplos de exercícios que queimam muitas calorias são musculação intensa, futebol de salão, tênis, boxe, judô e jiu-jitsu, por exemplo. Porém, mais importante que começar a praticar um exercício só porque ele queima muitas calorias, é saber se alimentar bem, gostar do tipo de atividade que irá fazer e se dedicar praticando pelo menos 3 vezes por semana, durante 1 hora, ou diariamente durante 30 minutos, porque a regularidade do exercício também é importante para perder peso.
É possível aumentar a quantidade de calorias que se gasta por dia aumentando o metabolismo do corpo e aumentando os músculos, porque quanto mais massa magra a pessoa tiver, mais calorias ela irá gastar.

O que influencia o gasto calórico
O gasto calórico depende de alguns fatores relacionados com a pessoa e com o tipo de exercício, como:

Peso e estrutura corporal;
Altura;
Intensidade, tipo e duração da atividade física;
Idade;
Nível de condicionamento.
Assim, para saber a quantidade de calorias que cada pessoa gasta por dia é importante levar em consideração todos esses fatores. Além disso, é importante que sejam calculadas, pelo nutricionista, a quantidade de calorias que devem ser consumidas por dia para que haja emagrecimento, levando também em consideração hábitos de vida, idade, altura e peso.
A melhor forma de queimar mais calorias e emagrecer é adotar hábitos de vida saudáveis, praticando atividade física de forma intensa e regular e possuindo uma alimentação equilibrada e voltada para o objetivo, sendo, por isso, importante ter acompanhamento nutricional.

É importante também realizar uma atividade física que seja adequada aos hábitos e gosto da pessoa, pois assim é possível que a pessoa mantenha-se sempre motivada e realize o exercício de forma regular. Saiba como escolher o melhor esporte de acordo com o estilo de vida.
Ao começar a praticar algum tipo de atividade física aliada a uma alimentação saudável, o metabolismo é estimulado, favorecendo o gasto de calórico e promovendo o emagrecimento. Basicamente, quanto mais calorias a pessoa gasta fazendo um exercício, mais ela emagrece, mas quanto mais motivada a pessoa estiver, maior será seu esforço e isso irá queimar mais calorias.

13.599 – Medicina – Atividade Física = Panaceia?


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Nos últimos anos, diversos estudos comprovaram que o exercício incorporado à rotina diária reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, câncer, obesidade, problemas reumatológicos e ortopédicos, depressão e o declínio cognitivo característico das demências.
Essas publicações mostraram de forma consistente que a prática de exercícios está associada a cerca de 30% de redução dos índices de mortalidade.
Talvez a lógica devesse até ser invertida: não é que o exercício faça bem para o organismo, a vida sedentária é que faz muito mal. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o impacto nocivo do sedentarismo na saúde é comparável ao do cigarro.
Não é de estranhar: o corpo humano é uma máquina que a evolução de nossa espécie moldou para o movimento. Por esse longo processo que eliminou os menos aptos, chegaram até nós corpos com pernas e braços longos e articulações que fazem as vezes de dobradiças para ampliar a mobilidade e o alcance de objetos distantes.
Com base na experiência científica acumulada, os serviços de saúde passaram a recomendar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade mais intensa.
A crítica a esses trabalhos sempre foi a de que se baseavam na descrição dos níveis de atividade física colhidos em relatos individuais, que costumam ser imprecisos.
Um grupo da Universidade Harvard acaba de publicar, na revista “Circulation”, os resultados de um inquérito que envolveu 17.700 mulheres saudáveis, com idade média de 72 anos, cujos níveis de atividade foram avaliados por meio de acelerômetros, aparelhos que medem com mais acurácia a intensidade dos exercícios, o número de horas dedicadas a eles e o tempo gasto em inatividade.
As participantes usaram o acelerômetro os dias inteiros, durante uma semana típica de suas rotinas.
Metade das mulheres gastou 28 minutos diários na prática de exercícios moderados ou mais intensos (como andar bem depressa). A média diária de tempo dedicado a atividades leves (como o trabalho doméstico ou andar devagar) foi de 351 minutos.
Num período de observação, que teve a duração média de dois anos, ocorreram 207 óbitos.
De acordo com os níveis de atividade, as participantes foram divididas em quatro grupos. Na comparação com as menos ativas, as que se empenharam em exercícios mais intensos tiveram a mortalidade diminuída em 70%.
Os autores ressaltam que mesmo as que chegaram aos 80 anos se beneficiaram da prática de exercícios mais intensos e da redução do número de horas de inatividade.
A fragilidade mais importante desse estudo foi a de haver selecionado mulheres ativas e saudáveis. Teria sido interessante compará-las com sedentárias da mesma faixa etária.
O formato do estudo não permite estabelecer com segurança a relação de causa e efeito entre atividade física mais vigorosa e a longevidade, mas a probabilidade de se tratar de relação causal é alta.
No passado, os médicos recomendavam que as pessoas mais velhas fizessem repouso, para não “sobrecarregar” o organismo. A imagem dos avós aposentados que passavam os dias cochilando na poltrona da sala, até caírem fulminados pelo infarto do miocárdio ou derrame cerebral faz parte das memórias daquela época.
Pacientes operados ficavam proibidos de levantar da cama por três ou quatro dias para não “dificultar” a cicatrização.
Hoje, o coitado mal saiu do centro cirúrgico, o cirurgião aparece no quarto para expulsá-lo do leito, a pontapés, se necessário. O combate à imobilidade ajudou a reduzir significativamente o número de tromboses venosas e embolias pulmonares, responsáveis pelos altos índices de complicações e mortalidade pós-operatória daqueles dias.
A tendência atual é considerar tímida a recomendação de 150 minutos de exercícios leves ou 75 minutos de exercícios mais intensos, por semana, uma vez que o dia tem 1.440 minutos, e a semana 10.080.

13.019 – Ciclismo – Cuidados na Alta Temperatura


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No Brasil, nem precisa ser verão para as temperaturas subirem em muitas regiões do país.
O calor seco é um dos primeiros indicativos para o ciclista tomar uma série de cuidados para prolongar sua pedalada com eficiência.
É preciso estar preparado e entender os sinais do superaquecimento do corpo. Quando isso acontece existe o risco de choque térmico e até morte nos casos mais graves.
Numa Ultramaratona de Mountain Bike, uma prova ciclística por etapas ou até mesmo numa cicloviagem, com diversos dias consecutivos de pedal, o desafio para encarar o calor é o mesmo.
Por isso, consultamos o preparador físico Cadu Polazzo, Mestre em Fisiologia do Exercício e Treinamento Esportivo e atualmente, técnico da Seleção Brasileira de Mountain Bike, para compartilhar algumas dicas para enfrentar as altas temperaturas.

Atenção aos seus limites
A desidratação e o aquecimento do corpo vão acontecer durante a prova, não tem jeito. O corpo pode perder até 3 litros de água por hora nesses ambientes e somos capazes de absorver apenas 1 litro de água por hora. Quando a desidratação é mais grave, a consequência será um superaquecimento do corpo. Os sinais comuns nesses casos são distúrbios visuais, sede, cansaço, tonteira, cãibras, pulso fraco e rápido, queda de pressão arterial, cefaleia e vertigens. Se isso acontecer, pare de pedalar imediatamente, vá para uma sombra e, se possível, mergulhe na água fria para diminuir a temperatura corporal. Nos casos mais graves procure ajuda médica.

Hidratação antes da prova
Hidrate-se antes de todas as largadas, durante as sete etapas do Brasil Ride. O recomendado é que você beba de 400 a 600 ml de água gelada cerca de 20 minutos antes do início de cada prova.

Hidrate-se durante o pedal
É importante manter o seu corpo hidratado durante todo o percurso. O ideal é ingerir de 500 ml a 1 litro de água por hora, de preferência misturado com eletrólitos e entre 50 e 80 gramas de carboidrato, isso varia de acordo com o seu peso. Os carboidratos podem ser maltodextrina, gel ou algo do tipo. Mas fique atento: muita água pura pode dar hiponatremia (intoxicação por água) e deve ser evitada. Ingira eletrólitos junto com a água, para recuperar os sais minerais. Uma conta simples: a ingestão ideal é de 10-12 ml de água por quilo a cada hora. Funciona assim: se o seu peso for de 70 kg, multiplique por 10 ou 12 (referente ao ml): são de 700 a 840 ml de água por hora.

Hidrate-se após cada etapa
O tempo de reidratação pode levar 6 horas ou mais – e deve continuar até a hora de dormir. Além disso, logo após a prova é importante beber água com um carboidrato simples (maltodextrina, por exemplo) ou suco de frutas doce. Afinal, além da água é necessário recuperar a energia dos músculos e fígado, e sais minerais. Nos primeiros 30min pós-prova temos a janela de recuperação de glicogênio (energia para a contração muscular), que fica aberta por até 1 hora, embora o pico sejam os 30 minutos seguintes. Ingira mesmo que estiver “embrulhado” por causa do esforço da prova. Apenas depois dessa 1 hora que vai ingerir alimentos sólidos e ricos em carboidratos complexos (arroz, pão, macarrão etc).

Aclimate-se ao calor
É normal que os atletas de localidades mais frias, como o sul e o sudeste do país, sintam mais os efeitos do calor durante o Brasil Ride. O formato ideal de aclimatação é com 10 dias seguidos de treinos no calor, entre 20 minutos e 1 hora nas primeiras sessões e de 2 a 4 horas para que as adaptações ocorram com eficiência.
O corpo humano é capaz de se adaptar ao calor e controlar a temperatura corporal de forma efetiva. O importante é fazer a aclimatação ao calor antes da competição e se hidratar adequadamente antes, durante e depois de cada etapa da prova. Se mesmo assim perceber os sinais de superaquecimento durante o exercício, seja prudente e tome medidas necessárias para abaixar a temperatura corporal e evitar um choque térmico.
Importante: consulte sempre um nutricionista para ter uma dieta e ingestão de líquidos e carboidratos equilibrada com seu treinamento e a sua individualidade.

12.720 – Uma hora diária de exercício anula danos de ficar oito horas sentado


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Cientistas fizeram algumas contas e chegaram à conclusão que ficar sentado demais faz mal –a chance de alguém que não se mexe muito morrer é até 27% maior se ele ficar sentado oito horas por dia ou mais.
A boa notícia é que, com uma hora diária de atividade física moderada, é possível reverter esse prognóstico ruim. Quem se mexe bastante mas fica sentado durante as mesmas oito horas tem um risco 4% maior de morrer – considerando a “margem de erro” da estatística, é como se não houvesse prejuízo.
Esses resultados não querem dizer que ficar sentado faz mal per se, mas que a inatividade física associada a ela traz, sim, prejuízos importantes, especialmente para a saúde do sistema cardiovascular, cujas complicações são a principal causa de morte em países desenvolvidos.
Algo semelhante, porém ainda mais assustador, é o que acontece quando se vê muita televisão. O risco de morte chega a aumentar 44% em quem assiste a TV mais de 5 horas por dia.
Mesmo em pessoas que praticam uma hora por dia de atividade física moderada, o prejuízo da TV ainda continua presente, embora com menos impacto –15% de aumento da mortalidade.
O estudo que formalizou esses escores foi feito com base em 16 pesquisas anteriores, que, no total, possuem mais de 1 milhão de participantes. A pesquisa foi publicada pela revista científica “The Lancet” em uma série de artigos relacionados à atividade física.
Segundo Hallal, coordenador desse projeto da revista britânica, a publicação próxima à Olimpíada consegue atrair atenção para a pandemia de inatividade física pela qual passa o mundo.

PIOR QUE TABACO
Em um dos artigos da série de 2012, calculou-se que mais de 5 milhões de pessoas morrem, anualmente, por falta de exercício físico. “Isso é comparável às mortes devido ao tabaco anualmente e é muito mais do que as mortes por Aids [1,2 milhão em 2014], por exemplo”, diz o professor.
Outro achado aferiu a fração de adultos e adolescentes que são inativos fisicamente: 23% e 80%, respectivamente.
O alarmante índice de inatividade entre os adolescentes é devido a diferença do critério para os dois grupos. Enquanto os adultos ativos praticam 150 minutos de atividades moderadas por semana (o que equivale a 30 min por dia, de segunda a sexta), o sarrafo para adolescentes é mais acima –300 minutos por semana, ou 1h por dia útil. “Hoje em dia há muita tela e pouco movimento, comenta Hallal.
As consequências na saúde também são mensuráveis. Um em cada dez casos de câncer de colo e de mama poderia ser evitado se todos praticassem exercícios. O mesmo raciocínio vale para doenças coronarianas, diabetes e até demência.
A pergunta de um milhão de dólares é: como convencer as pessoas a desligar a TV, sair de casa e praticar exercícios?
Ninguém ainda achou a resposta, mas Hallal diz que a oferta de atividades e a comunicação devem ser melhoradas. “Não dá para vender a atividade física como remédio, tem que ser algo prazeroso e acessível. As pessoas não têm que pensar que precisam fazer uma hora de musculação ou algo que considerem chato. Se elas forem de bicicleta para o trabalho, já é o suficiente.”
Em um dos artigos da série de 2016, foi quantificado o prejuízo financeiro trazido pela falta de exercícios: US$ 53,8 bilhões (R$ 172 milhões). Desse total, 58% foi arcado pelo setor público.
O investimento do Brasil para realizar uma Olimpíada está calculado em US$ 11,6 bilhões. Infelizmente, no que diz respeito à prática de atividade física, não há evidências científicas claras de que haja um legado olímpico positivo ou negativo.

12.615 – Saúde – Fisiculturista morre de câncer pelo abuso de esteroides e dieta de 10.000 calorias diárias


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Dean Wharmby, 39 anos, de Greater Manchester, Reino Unido, dedicou vários anos de sua vida à melhora de seu físico.
Para ganhar peso ele devorava uma série de junk food e lanches calóricos, além de fazer uso de esteroides. Logo, ele acabou desenvolvendo problemas de saúde, e em 2010, descobriu ter um tumor em seu fígado. Naturalmente ele interrompeu o uso dos esteroides e apelou para a medicina. Apesar de lutar expressivamente contra a doença, o tumor agressivo acabou resultando na morte do fisiculturista.
Conforme reportado pelo Mail Online, Dean chegava a beber até 8 latas de energético por dia para conseguir ganhar peso. Obcecado pelo corpo ideal ele chegava a ingerir diariamente uma dieta de 10.000 calorias, que incluíam hambúrgueres, pizzas e bacon. Além disso, também fazia o uso de anabolizantes com a finalidade de esculpir os músculos.
Após dedicar cinco anos de sua vida a essa rotina, ele descobriu o tumor maligno em seu fígado. No entanto, se recusou a fazer as sessões de quimioterapia, optando por curas espirituais, incluindo reiki. Dean chegava a ingerir até 200 comprimidos naturais por dia. Por um certo tempo, seu corpo até respondeu bem ao tratamento, fazendo o tumor regredir e eventualmente desaparecer.
Curado, ele resolveu retomar seus antigos hábitos. Em 2013, enquanto trabalhava em uma academia como treinador, ele acabou entrando em colapso, precisando ser levado às pressas para um hospital. Assim, no ano seguinte ele voltou ao seu estilo de vida saudável, mas as coisas, novamente, começaram a dar errado. Em novembro, ele estava hospitalizado e os médicos informaram a família que ele tinha apenas três semanas de vida.
O tumor havia crescido de tal forma que era impossível para os médicos operá-lo. Assim, aos 39 anos de idade o fisiculturista acabou morrendo. De acordo com a legista do caso, Lisa Hashmi, a causa direta de sua morte foi uso contínuo de esteroides. Além disso, com o grande consumo de açúcar que ele tinha todos os dias (provenientes da alimentação e das bebidas energéticas), seu corpo foi intoxicado com este excesso, o que propiciou um aumento agressivo do tumor.
Como é de conhecimento geral, o uso de esteroides pode ser bastante prejudicial à saúde. Nos homens pode reduzir a contagem de espermatozoides, causar infertilidade, encolhimento dos testículos, disfunção erétil, calvície, acne e aumento do risco de câncer. Além disso, efeitos colaterais psicológicos também poder ser sentidos, como comportamento agressivo, mudanças de humor, comportamento maníaco, alucinações e delírios.

12.188 – Cientistas desenvolvem gadget que analisa suor e ajuda nas atividades físicas


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Uma pesquisa realizada por cientistas americanos da Universidade de Stanford e da Universidade de Berkeley promete mudar o conceito dos wearables fitness – gadgets que são acoplados ao corpo para ajudar os usuários na prática de atividades físicas. Os pesquisadores desenvolveram um dispositivo que analisa os componentes do suor das pessoas em tempo real.
Segundo o estudo, divulgado nesta semana pela publicação científica Nature, o monitoramento do suor pode ajudar a aprimorar e aumentar o rendimento durante os exercícios físicos. Médicos e atletas podem se beneficiar com os resultados do dispositivo ao avaliar e analisar, por exemplo, a fadiga muscular e os níveis de hidratação do corpo durante a prática esportiva. Essas informações estão nas substâncias secretadas pelas glândulas sudoríparas. Substâncias que, quando bem equilibradas, podem aprimorar o rendimento do corpo.
O aparelho, testado em uma faixa que envolve a cabeça, consegue captar os dados por meio de cinco sensores, que enviam as informações obtidas nos dejetos do suor para um smartphone integrado com o dispositivo via wireless, de acordo com o site The Verve. A ideia ainda não tem fins comerciais, portanto não há um parceiro que viabilize o projeto para o mercado. Mas os cientistas dizem que futuramente o recurso pode ser usado em smartwatches.
Wearables – Atualmente, os wearables se dividem basicamente em pulseiras e relógios inteligentes. No entanto, esses dispositivos, em sua maioria, se limitam em fornecer alguns recursos como batimento cardíaco e contador de passos. A tendência é que apareçam outras funcionalidades para esse tipo de tecnologia.

11.499 – Fitness – A ciência manda pegar leve


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Ninguém precisa se conformar com barriga flácida ou pernas finas. Mas, do jeito como a ginástica vem sendo praticada por aí, além de se machucar, seu corpo pode não entrar na melhor forma. Por isso, médicos e professores de Educação Física alertam: cuidado com as academias. A maioria ainda não entrou na era dos exercícios inteligentes.
As aparências enganam o 1 milhão de brasileiros que passam horas em cerca de 15 000 academias espalhadas pelo país. Em algumas delas, aparelhos gigantescos com luzes piscando fazem os mais franzinos se sentirem Rambos e dão a impressão de que ali está a mais alta tecnologia para atingir a boa forma física. Mas, atenção, os equipamentos de última geração são fantásticos desde que bem aplicados, o que nem sempre acontece. Prova disso é que muitos centros da boa forma endossam, quando não estimulam, que seus alunos passem mais de 3 horas malhando. Um erro da pesada.

Um Brasil de mil formas e vaidoso
“O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de aparelhagem de ginástica”, conta o técnico da seleção brasileira de triatlo, acostumado a uma rapaziada fanática que corre, nada e pratica ciclismo com garra olímpica. “Era de se esperar que eu defendesse os treinos pesados. Mas sou contra”, diz. “O que já estraga o corpo do atleta só pode ser péssimo para gente comum.”
Reis é um dos coordenadores do Projeto Acqua, em São Paulo, academia especializada nos esportes aquáticos. A especialidade do técnico são os exercícios aeróbicos, aqueles que exigem mais resistência do que força e botam coração e pulmão em ordem. “Um executivo não precisa pedalar mais do que 40 minutos por dia em uma ergométrica”, garante. “Esse tempo já lhe dá um ótimo fôlego.”
Para o fisiologista Turíbio Leite, da Universidade Federal de São Paulo, todo erro está no programa de exercícios. “Além de não impor várias horas de dedicação, ele deve considerar a heterogeneidade dos brasileiros”, explica. “Diante da nossa mistura de raças, é irresponsável fazer uma média da população para estabelecer metas de peso, medidas e mesmo capacidade respiratória, pois a gente sabe que ela também varia de acordo com os genes. No Brasil, mais do que em qualquer outro canto, vale o ditado de que cada caso é um caso.”

Derretendo a gordura
Outro erro comum nos templos da vaidade é não dar exclusividade para os exercícios aeróbicos, como correr, nadar ou pedalar, em uma fase inicial do treinamento. “Começar com aparelhos pode ser perda de tempo”, afirma Turíbio. Ocorre que os chamados aeróbicos são muito mais eficientes em derreter as gordurinhas extras: meia hora de caminhada consome o dobro de calorias que meia hora fazendo os dolorosos abdominais. Ou seja, a barriga de quem anda vai embora mais depressa. “Eliminada a gordura é que se pode notar, depois, músculos bem definidos.”

Os aparelhos definem os músculos
Os músculos precisam que o coração mande mais sangue enquanto dão duro nos aparelhos. Suas fibras terminam a ginástica com microscópicas rupturas. Mas, passadas 24 a 48 horas de repouso, uma série de substâncias entram em ação para restaurar essas lesões. Elas tampam as rachaduras musculares com mais proteínas do que havia ali antes, prevendo outras sessões de esforços. Assim, a fibra reconstruída acaba sendo mais forte. “Os aparelhos modernos são projetados para isolar a porção do músculo onde a gente pretende que isso aconteça”, explica o treinador paulista José Carlos Altieri, que fortaleceu seu currículo com mais de vinte cursos de especialização em definição muscular. “Assim, conseguimos resultados melhores” (veja quadros).

Quando a Genética é o limite
Na nova era da boa forma, é possível moldar o corpo até os limites da Genética. “Quem nasceu com tendência a ter quadris largos poderá fortalecer a musculatura torácica”, exemplifica Altieri. “Assim, o peito ficará mais largo também, criando a impressão de um corpo mais proporcional e harmonioso.” Hoje, justamente porque os aparelhos isolam melhor os grupos musculares, o bom professor de ginástica olha para um aluno como um escultor, notando o que precisa aumentar e o que precisa diminuir para se aproximar dos contornos desejados.
Na maioria das grandes academias, porém, embora os alunos até façam testes de avaliação, eles ganham uma ficha com a mesma seqüência de exercícios do vizinho de sala de aula. “É um absurdo”, lamenta Altieri, que hoje se dedica a alunos particulares. Segundo o treinador, não existe corpo moldado sem levantar pesinhos. “A gente já está acostumado com o peso dos próprios braços e pernas. Por isso exercícios localizados sem sobrecarga não dão bons resultados.”
Nos últimos anos, porém, ficou claro que os efeitos são melhores quando essas cargas extras são pequenas. Pois, como mostrou um estudo realizado no início deste ano pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, o peso mais leve faz o indivíduo agüentar muitas repetições. Essa insistência, por sua vez, aumenta ainda mais o fluxo de sangue para a região trabalhada. Com nutriente e oxigênio à vontade carregados pela circulação, o desempenho muscular é melhor (veja quadro à direita). As metas são atingidas mais depressa e, claro, o risco de lesões nas articulações despenca.

Vem aí o wellness
Há quem aposte, contudo, que o chamado fitness, a mania de conquistar a boa forma nas academias, será soterrado pela onda do wellness, termo que pretende designar bem-estar físico. “A idéia é de que todos podem ter saúde mexendo o corpo meia hora por dia”, explica o professor Luís Carlos de Oliveira, da Universidade do ABC, em São Paulo, e do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física São Caetano do Sul (Celafiscs), em São Paulo. Um dos maiores estudos a favor do wellness foi realizado por americanos da Universidade Harvard, chefiados pelo médico Ralph Paffenberguer.
O time de cientistas concluiu que o pulo do gato, capaz de diminuir em mais de 30% o risco de doenças ligadas ao sedentarismo, é sair da inércia e movimentar o corpo meia hora por dia. “Isso, em termos de saúde, é mais importante do que fazer aulas de ginástica três vezes por semana”, diz Oliveira (veja quadro abaixo). Segundo o médico do esporte Victor Matsudo, diretor do Celafiscs, essa meia hora diária não precisa ser ininterrupta. “Se alguém se exercita 10 minutos de manhã, mais 10 à tarde e 10 à noite”, exemplifica, “isso já basta.” Atividades mais pesadas exigem até menos tempo do que isso . “O melhor é que, diferente das academias, o wellness é acessível a todos, como crianças e idosos.”

11.385 – Fitness – Creatina, ingerida em suplementos por usuários de academia, pode provocar câncer de testículo


fitness na idade avançada
Não existe milagre

A pesquisa descobriu uma ligação entre os compostos contendo creatina ou androstenediona.
Os homens que começaram a tomar os suplementos antes dos 25 anos, e utilizaram mais de um tipo, por três anos ou mais, eram mais propensos a serem diagnosticados com câncer.
O professor Tongzhang Zheng, que liderou o estudo na Universidade de Yale, antes de ingressar na Universidade Brown, disse: “A relação observada foi forte. Se você usou anteriormente, o risco era mais elevado. Se você usou por um longo período de tempo, você também tinha um risco mais elevado. Se você usou vários tipos diferente, também”.
A pesquisa marca o primeiro estudo epidemiológico analítico da possível ligação entre suplementos e câncer testicular. Os pesquisadores investigaram a possível ligação após evidências passadas sobre alguns ingredientes de suplementos danificarem os testículos. A incidência de câncer testicular aumentou de 3,7 casos em 100.000 em 1975, para 5,9 casos em 100.000 homens em 2011, disse o professor Zheng.
Porém, os cientistas não têm certeza do que está por trás do aumento. “O câncer de testículo é muito misterioso. Nenhum dos fatores que temos como suspeitos, podem explicar o aumento”, disse Zheng.
O professor Russ Hauser, da escola de Harvard de saúde pública e um colaborador do estudo, disse: “Nosso estudo descobriu que o uso de suplementos foi relacionado a um risco maior de desenvolver câncer de testículo. Estes resultados são importantes porque existem poucos fatores de risco modificáveis ​​identificados para o câncer testicular”.
Os pesquisadores realizaram testes detalhados em cerca de 900 homens de Massachusetts e Connecticut. Desses, 356 foram diagnosticados com câncer de células germinativas testiculares, e 513 não tinham a doença. Nas entrevistas, os cientistas pediram aos homens, não só informações sobre o seu uso de suplementos, mas também sobre uma grande variedade de outros fatores de risco, incluindo fumar, beber, hábitos de exercício, histórico familiar e lesões anteriores nos testículos ou virilha.
Depois de contabilizar esses fatores, bem como idade, etnia e outros dados demográficos, os pesquisadores descobriram que os homens que usaram suplementos foram 65% mais propensos a desenvolver câncer de testículo.
As chances aumentaram em 177% entre os homens que usaram mais de um tipo de suplemento. Em homens que usaram os suplementos de fortalecimento muscular por três anos ou mais, o risco de câncer foi 2,56 vezes maior do que aqueles que nunca tomaram as substâncias. Aqueles que começaram a usar suplementos com 25 anos ou menos, tiveram risco 2,21 vezes maior do que os não-usuários.
Eles acrescentaram que mais pesquisas são necessárias para estabelecer um nexo de causalidade entre suplementos e câncer testicular, mas cautela é recomendável pois onde há fumaça há fogo. O estudo foi publicado no British Journal of Cancer.

11.034 – Nutrição – O que acontece com a gordura que o corpo queima?


Depois de questionar médicos, nutricionistas e outros profissionais da saúde sem obter resposta satisfatória, Meerman montou uma equipe com o professor Andrew Brown, diretor da Escola de Biotecnologia e Ciências Biomoleculares da Universidade de New South Wales (UNSW) para rastrear o destino dos quilogramas perdidos.
O resultado foi publicado no British Medical Journal. No artigo, os autores mostram que 10 kg de gordura requerem 29 kg de oxigênio, e os processos metabólicos transformam esta gordura em 28 kg de CO2 e 11 kg de água.
im, caros leitores, a gordura vira CO2 e sai pelo seu nariz. Se você rastrear cada átomo de 10 kg de gordura, 8,4 são exalados como gás carbônico pelos pulmões. Os 1,6 kg restantes são convertidos em água e são excretados na urina, fezes, suor, hálito, lágrimas e outros fluidos corporais.
E agora, você vai respirar mais para perder peso? Não vai funcionar, lamento dizer. Se você respirar mais que o necessário para o seu metabolismo, vai sofrer hiperventilação, que pode resultar em tontura, palpitação e perda de consciência.
Será que o CO2 que você está exalando enquanto emagrece vai contribuir para o aquecimento global? Se você estava contando com esta desculpa para não fazer uma dieta, novamente tenho más notícias. O CO2 que está causando o aquecimento global vem da queima de combustíveis fósseis.
O carbono que você está liberando na respiração muito provavelmente estava na atmosfera alguns meses ou anos atrás, até ser absorvido por uma planta e cair no seu prato na forma de salada ou açúcar ou algum produto vegetal, ou até mesmo na forma de carne e gordura animal.
A esperança dos autores é que os resultados de seu trabalho sejam incluídos nos cursos básicos de ciências, para que as crianças e os profissionais de saúde não andem com ideias erradas sobre o destino da gordura que é perdida em dietas (como dizer que ela vira calor ou energia).

10.912 – Fitness – 3 exercícios que não valem a pena ser feitos, aprenda a substituí-los


Praticar algum tipo de atividade física é sempre uma boa ideia. Quando seu corpo se exercita, sua circulação sanguínea melhora, seu cérebro libera substâncias que vão fazer com que você se sinta bem, feliz e disposto, seus músculos se fortalecem e, se esse for um dos seus objetivos, seu corpo pode ficar mais bem definido.
O que muita gente nem faz ideia é que alguns exercícios físicos famosos entre quem frequenta a academia parecem ter mais efeitos negativos do que positivos. A seguir, confira alguns exercícios que poderiam ser dispensados e trocados por outras atividades. As dicas são do The Active Times:

Problema: abdominais
Todo aquele seu sofrimento na academia para deixar a barriga impecável talvez não seja assim tão eficiente. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de São Diego, nos EUA, o exercício abdominal tradicional é o menos eficaz para quem quer fortalecer os músculos da região. Vixe!
E não é só isso! O movimento de deitar e levantar requer mais energia dos músculos frontais do que dos oblíquos, o que pode deixar seu corpo desproporcional. Será?
Solução: a prancha
Esse exercício exige muito mais de seus músculos abdominais do que o primeiro e, por isso, é mais eficiente. Além de tudo, essa posição é a mais adequada para diminuir as dores nas costas, que muitas vezes são causadas por exercícios físicos. Isso acontece porque durante a prancha seus músculos abdominais ficam contraídos e acabam se fortalecendo, deixando a coluna no lugar.

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Problema: aparelhos para peitoral – ou “pec deck”
Ainda que os exercícios de pec deck sejam ótimos para fortalecer a musculatura do peito, pesquisadores descobriram, recentemente, que o aparelho coloca as articulações dos ombros em uma posição bastante vulnerável, o que pode provocar lesões graves. Por isso a importância de ter sempre um bom instrutor por perto e não querer bancar o independente.

Solução: Crossover
Essa atividade trabalha os mesmos músculos exercitados pelo pec deck, de uma maneira rápida, efetiva e saudável, sem comprometer seus ombros. Fica a dica de substituição, caso você ache que vale a pena.

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Problema: Supino
Um dos favoritos de quem busca fortalecer os músculos do peitoral e do tríceps é também considerado o responsável por causar lesões nos ombros. Isso acontece porque o exercício limita os movimentos naturais das omoplatas, deixando toda a região mais suscetível a lesões. Alguns especialistas acreditam que o supino é um dos exercícios mais perigosos.

Solução: Flexão
Na dúvida, prefira fazer flexões, que são muito mais seguras e igualmente eficazes no fortalecimento muscular do tríceps, dos ombros e do peitoral. Sem colocar sua saúde em risco.

Fonte: The Active Times

10.560 – SARCOPENIA – O Envelhecimento e a Perda da Massa Muscular


fitness na idade avançada
Sarcopenia é a perda de massa e função muscular, e é uma conseqüência importante do envelhecimento. O predomínio de sarcopenia, dependendo da definição usada, varia de 10% a 30% em homens na faixa dos 60 anos e em mulheres na faixa dos 50 anos. A causa da diminuição na massa magra está na perda de massa muscular; há uma pequena mudança na massa magra não muscular.

Entre 20 e 80 anos de idade, o declínio cumulativo na massa muscular do esqueleto equivale a 35% a 40%. A perda de massa muscular não resulta em perda de peso, devido à natural substituição correspondente de gordura corporal.
A perda de massa muscular resulta de uma diminuição do número e da área da seção transversal das fibras musculares. Há uma atrofia, principalmente da contração muscular rápida, nas fibras do tipo II, e há um aumento em gordura intramuscular e no tecido conjuntivo. Essas mudanças reduzem o volume de tecido contrátil disponível para locomoção e para as funções metabólicas. O envelhecimento está associado com a síntese reduzida de proteínas musculares do esqueleto, com as cadeias pesadas de miosina e com as taxas de síntese atenuadas, os quais são importantes também para geração de adenosina trifosfato (ATP).
A perda de massa muscular que ocorre com o envelhecimento está associada à redução na força e potência muscular entre os 50 e 70 anos de idade, devido, principalmente, à perda de fibra muscular e à atrofia seletiva das fibras do tipo II. A perda de força muscular é ainda maior depois dos 70 anos; 28% dos homens com 74 anos não conseguem levantar sobre suas cabeças objetos com peso maior que 25 quilos. Com o aumento da idade, há uma redução progressiva na potência muscular, na velocidade da geração de força e na resistência à fadiga, que acabam diminuindo a capacidade de persistir em uma tarefa.
A perda de força e massa muscular leva a uma deterioração da função física, como indicado pela prejudicada habilidade de levantar de uma cadeira, subir degraus, acelerar o passo e manter o equilíbrio. A deterioração da função física contribui para a perda da independência, para a depressão e para o aumento do risco de quedas e fraturas no idoso.

Fique longe de mentiras sobre combate à gordura
Existe muita informação falsa sendo dada sobre como perder gordura apenas na parte central, como perder celulite, ou enrijecer certa área. O mito diz que se você exercitar mais tais áreas, você irá perder gordura naquela área. Isto não é o que ocorre. As pessoas precisam exercitar o corpo inteiro para estimular o processo de queima de gordura. Mulheres podem se livrar da celulite e homens podem se livrar da barriga de cerveja, mas isso não acontece exercitando apenas aquelas determinadas partes. Isto ocorre seguindo-se um programa completo – uma abordagem equilibrada e integrada – que traz o corpo de volta para onde ele supostamente deveria estar.

Levantamento de peso reduz a pressão sanguínea
Sabemos que exercícios aeróbicos e treinamento de resistência trabalham de mãos dadas para prevenir, reduzir, ou até mesmo eliminar doenças cardíacas, pois atuam no combate à diabetes (o fator de maior risco para doença cardíaca), ao colesterol alto, à pressão sangüínea, etc. Ambas as formas de exercício fortalecem o músculo cardíaco, fazendo-o trabalhar muito mais eficientemente.

É sabido que exercícios aeróbicos fazem um grande trabalho na diminuição da pressão sangüínea sistólica e que ajudam a reduzir a pressão sangüínea diastólica. Agora, uma pesquisa mais recente sugere que um programa regular de exercícios de resistência pode, de fato, diminuir a pressão sangüínea em repouso. As pessoas que participavam de um programa regular de treinamento com pesos, evidenciavam uma redução de cerca de três pontos na pressão sistólica e diastólica. Enquanto essas reduções possam parecer pequenas, as reduções pequenas como até dois pontos têm sido suficientes para reduzir a mortalidade por doenças coronárias.
Agora, médicos estão encorajando seus pacientes, tanto os de corações saudáveis (não importa a idade ou sexo) quanto os de problemas cardíacos, a usarem treinamento de resistência e treinamento aeróbico como parte do programa de prevenção ou tratamento de doenças do coração.

Mais uma vez, há razão para manter-se no levantamento de pesos, não somente por diversão, mas também por ser saudável.
“Metabolismo” é a energia que nós gastamos para manter todas as mudanças físicas e químicas em nosso corpo. Nossa “Taxa Metabólica” reflete o quão rapidamente nós usamos a energia armazenada. Esta taxa é influenciada por muitos fatores, incluindo genética, sexo, secreção hormonal, composição corporal, nosso biótipo e idade. A idade, nós não podemos controlar. Mas, na verdade, a idade tem um efeito mínimo sobre nossa Taxa Metabólica. No cálculo da Taxa Metabólica Basal de um homem de 20 anos de idade, pesando 75 quilos, comparado com a de um homem de mesmo peso, com 60 anos, usando fórmulas ajustadas à idade, o gasto de energia no descanso do homem de 20 anos é de 1750 calorias por dia, enquanto a do homem de 60 anos é de 1691 calorias por dia – somente 59 calorias a menos!
Mas a boa notícia é que nós podemos controlar muitos outros fatores, incluindo a massa mais magra (músculo) que temos e o número de calorias que queimaremos ao longo do dia. Podemos melhorar nossa composição corporal através de exercícios (treinamento de resistência e exercício aeróbico), o que fará com que aumentemos nosso gasto diário de energia e queimemos o excesso da mesma armazenada (gordura), caso o exercício seja intenso. Sabe-se que algumas substâncias ou hormônios, tais como os análogos da Leptina, Sibutraminas e drogas de prescrição para tratar Resistência a Insulina, têm sido mostrados como “queimadores de gordura” e consumidores de calorias. A supervisão de um médico é requerida para monitorar a dosagem dos suplementos e das drogas citadas.
Nós também podemos controlar nossa nutrição, a proporção de proteínas e gorduras em nossa dieta. Essas substâncias demandam muito mais energia (calorias) para serem metabolizadas.
Em um estudo recente, publicado no American Journal of Physiology, pessoas que se exercitavam e mantinham uma dieta rica em proteínas, queimavam mais gordura do que pessoas que seguiam uma dieta de proteínas próxima às recomendações diárias americanas. Os pesquisadores afirmaram que isto ocorreu, parcialmente, devido ao maior efeito térmico, ou o aumento no metabolismo, depois de comer. No grupo com dieta rica em proteínas, o efeito térmico foi elevado 42% depois de comer, comparado com 16% do outro grupo. Dado que este efeito, então chamado térmico ou calorífero, alcança seu máximo em uma hora depois da refeição, e tendo-se seis refeições ao dia, podemos tirar vantagem da maior Taxa Metabólica.
Assim, nós podemos aumentar nossa Taxa Metabólica e nos tornamos “máquinas queimadoras de gordura”. Isso é possível através de exercícios, suplementos, massa muscular e pequenas refeições freqüentes.

Exercício pode ser um antidepressivo potente
De acordo com um estudo lançado neste ano por pesquisadores no Duke University Medical Center, exercício pode ser benéfico para ajudar a eliminar sintomas de depressão.
Nesse estudo, 156 pacientes diagnosticados com a principal desordem depressiva (MDD) foram distribuídos em três grupos para avaliação: exercício, medicação, ou combinação de medicação e exercício. Os resultados mostraram que depois de 16 semanas, todos os grupos mostraram resultados similares, com melhoras significativas nas avaliações das depressões, incluindo o grupo que se exercitou sem o acréscimo da medicação.
“Uma das conclusões que podemos tirar disto é que o exercício pode ser tão efetivo quanto a medicação, chegando a ser uma alternativa melhor para certos pacientes”, diz o psicólogo e líder de estudo, Dr. James Bluementhal. Estas descobertas poderiam mudar a conduta com que alguns pacientes depressivos são tratados, especialmente aqueles que não estão interessados em tomar antidepressivos. Embora tenha sido provado que essas medicações são realmente efetivas, muitas pessoas querem evitar os efeitos colaterais ou estão procurando um meio mais ‘natural’ de se sentirem melhor”.
Enquanto os pesquisadores ainda não sabem precisamente por que os exercícios conferem tais benefícios, Dr. Bluementhal sugere seja porque os pacientes estão, na verdade, assumindo uma posição ativa e tentando melhorar.

O triste ponto inicial: não há modo fácil de ficar saudável
Pesquisadores da Universidade de Wisconsins-La Crosse foram incapazes de documentar a alegação de que máquinas poderiam enrijecer os músculos. Isto serve de evidência científica para assegurar as afirmações de muitos especialistas em aptidão física, de que dispositivos de estímulos elétricos não fortalecem ou tonificam os músculos enquanto você realiza atividades simples como ler um livro ou trabalha no computador, por exemplo.
Após oito semanas comparando pessoas que usaram dispositivos de estimulação elétrica dos músculos ,três vezes na semana e durante 45 minutos, àquelas que não realizavam o tratamento, os pesquisadores constataram que os 16 estudantes que usaram o dispositivo não sofreram alterações na musculatura.
Outro fato constatado foi o de que a maioria dos voluntários disseram que prefeririam ir a uma academia de ginástica, levantar peso por uma sessão média de 45 minutos.

10.431 – Atletismo e Cardiologia – Atletas possuem coração maior


atividade física

O coração do atleta se adapta às atividades intensas. O coração dos atletas é maior que o de indivíduos comuns.
Atualmente, apesar da queda no número de mortes, as doenças coronarianas e a pressão alta ainda afetam milhares de pessoas, inclusive jovens. O sedentarismo é cada vez mais comum. Jovens e crianças trocam as atividades físicas pelo computador e pela televisão, trocam legumes, frutas e sucos, por fast food e refrigerantes. E é nessa hora que o coração começa a reclamar.
A diferença entre o coração de um atleta ou praticante de exercícios físicos e o de um sedentário é a chamada hipertrofia, ou seja, o coração de um atleta é mais forte do que o de um indivíduo sedentário, devido à quantidade de exercícios que pratica. Os atletas também podem contar com o chamado condicionamento físico, ou seja, o organismo já está preparado para receber certas cargas de esforço, o coração foi preparado para aumentar a frequência cardíaca de acordo com o esforço de cada atleta. São fatores como esses que uma pessoa sedentária não possui e é a partir disso que as doenças coronarianas e o aumento de pressão começam a aparecer.
A pressão arterial de um praticante de exercícios tende a ser mais baixa do que a de um sedentário, porque com a prática de atividades físicas ocorre a diminuição da resistência vascular periférica, ou seja, os vasos são menos contraídos. Portanto a pressão arterial é mais baixa. A pressão arterial depende da resistência que os vasos oferecem a quantidade de sangue que o coração está lançando dentro dos vasos. Quanto menor a resistência, menor a pressão. Porém, isso não é uma regra. “Existem pessoas que não praticam exercício algum e têm a pressão baixíssima. O que ocorre é que pessoas que praticam, geralmente, têm a pressão mais baixa.
Para ter uma vida saudável e evitar os males do coração as pessoas devem fazer exercícios no mínimo três vezes por semana, durante 30 minutos. Mas o ideal é que se faça uma hora de atividades físicas por dia. “Mas a pessoa também não pode querer, de um dia para o outro, correr vários quilômetros. O condicionamento físico é feito aos poucos. O seu organismo tem que estar preparado para receber certa carga de exercícios. Não adianta, também, dizer que praticou esportes na juventude, tem que fazer a vida inteira. Se você pára, o risco das doenças retorna.
Além disso, deve-se ter um cuidado redobrado com a alimentação. A obesidade é um fator de grande risco para o coração. A dieta deve ter alto teor de fibras e baixo teor de gordura animal, saturada. Peixe, legumes, verduras e frutas devem ser a base de uma alimentação saudável, prolongando a vida das pessoas.
Os riscos maiores estão, normalmente, na classe pobre, que tem como base de sua alimentação a farinha e o biscoito, além da famosa “cervejinha do final de semana”, o álcool tem o mesmo número de calorias que a gordura. Esses tipos de alimentos em excesso podem levar a obstrução coronariana.
– Existem os fatores clássicos que levam aos problemas coronarianos que são excesso de peso, pressão alta, diabetes e colesterol alto. Mas existem também fatores que ainda não foram explicados, são mais de 200 – o que mostra que a cardiologia ainda desconhece muitas causas sobre as enfermidades do coração.
Dieta, exercícios físicos e o mínimo de drogas possível foi a dica do cardiologia para uma vida saudável.
Mas em esportes onde os exercícios são muito fortes como nas maratonas e no futebol, é essencial ter ao alcance da equipe médica todo o aparato de ressuscitação cardiovascular. Como o desfibrilador e todo material de entubação. “O material é necessário sim, mas o que deve ser feito são exames sérios e periódicos nos atletas, para que não corram o risco de morrerem enquanto praticam suas atividades. A ressuscitação só deve ser feita em último caso, pois as chances de salvar o paciente são pequenas.

10.425 – Nutrição e Fitness – Anvisa proíbe venda de lote de whey protein


Suplemento, cuidado com o excesso de carboidratos
Suplemento, cuidado com o excesso de carboidratos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e comercialização do lote 003522 2 do suplemento proteico para atletas, sabor baunilha, da marca Super Whey 3W, da empresa Integralmédica. A decisão foi publicada em resolução no Diário Oficial da União desta sexta-feira.
A Anvisa explica que o produto foi proibido após análise laboratorial detectar quantidade de carboidratos superior, em mais de 20%, ao valor declarado no rótulo do produto. O suplemento tem data de validade até abril de 2015. Em 27 de fevereiro de 2014, a agência já havia determinado a proibição deste lote, mas a empresa comprovou ter solicitado perícia de contraprova dentro do prazo previsto em lei. Após essa contraprova, o produto passou por uma terceira análise, a de testemunho.
O laudo, emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, comprovou o resultado insatisfatório para a concentração de carboidrato, de acordo com a agência. O suplemento apresentou 3,65 gramas de carboidratos na porção — mais que o valor de 2,2 gramas declarado na rotulagem.
Com a proibição, o lote não deve ser comercializado. Os produtos que ainda estão no mercado serão recolhidos pela Vigilância Sanitária. Os consumidores que adquiriram o produto devem entrar em contato com o fabricante, ressalta a Anvisa.
Liberação — Em outra decisão, a Anvisa liberou a importação, distribuição e comercialização do produto Carnivor Bioengineered Beef Protein Isolate produzidos a partir do lote 0297G3, de julho de 2013. O suplemento proteico é fabricado por MuscleMeds e distribuído por Nutrition Import Comércio Atacadista de Suplemento Ltda.
A liberação ocorre após o fabricante comprovar a adequação da composição da fórmula e da rotulagem à legislação brasileira. Os lotes do produto anteriores a julho de 2013 permanecem proibidos.

10.424 – Fitness – O Whey Protein


whay

Os suplementos conhecidos como whey protein são uma mistura de proteína, carboidrato e gordura, sendo que a proteína representa mais de 80% de sua composição — essa quantidade pode ser maior dependendo do tipo de whey. A proteína é extraída do soro do leite — o processo retém as proteínas de moléculas menores, deixando de lado as maiores, que são mais dificilmente absorvidas.
Tal suplemento vem sendo amplamente usado por pessoas que desejam aumentar a massa muscular. Sabe-se que uma atividade física de força provoca pequenas lesões nos músculos, e a proteína é importante por ajudar a regenerá-lo, aumentando a massa muscular. Por isso, além do carboidrato, recomenda-se consumir proteína após o exercício. O objetivo das pessoas que tomam whey protein após a atividade física é fornecer, de forma prática, uma maior quantidade de proteína ao corpo e que pode ser absorvida mais rapidamente, já que é composta por moléculas menores do que a proteína dos alimentos.
Suplementos são indicados quando a alimentação não é suficiente para oferecer todos os nutrientes que uma pessoa precisa — no caso do whey protein, quando um exercício físico exige mais proteínas para regenerar o músculo do que é possível obter pela dieta. Alguns especialistas, porém, dizem que quase sempre é possível obter a quantidade ideal do nutriente por meio dos alimentos. Outros defendem que o whey protein, além de prático, pode ser mais eficaz do que a comida no ganho de massa muscular por ser absorvida mais rapidamente. “Eu diria que o suplemento pode ser usado por qualquer atleta ou pessoa que possa pagar por ele e passar bastante tempo praticando exercícios”, diz Stuart Phillips, pesquisador do Grupo de Pesquisas em Metabolismo do Exercício da Universidade McMaster, no Canadá.

Faz mal à saúde?
Qualquer dieta rica em proteína gera aumento da produção de ureia no organismo, fazendo com que o rim passe a trabalhar mais. Essa alimentação pode ser prejudicial a pessoas que têm doenças renais graves ou alterações nos rins que passam despercebidas. “Em ambos os casos, o excesso de proteína sobrecarrega o rim e pode levar a lesões permanentes no órgão. Por isso, uma pessoa que pretende consumir o suplemento deve procurar um médico para saber como anda a saúde de seus rins”, diz o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital Albert Einstein.
De acordo com Andrea Matarazzo, nutricionista esportiva do Instituto Vita, o ideal é que pessoas que desejam ganhar massa muscular procurem um profissional especializado em alimentação, como um nutricionista ou nutrólogo, para avaliar se há necessidade de acrescentar mais proteína à dieta. “Além disso, pessoas que se sentem muito cansadas e têm muitas dores quando se exercitam devem procurar um profissional que indicará uma alimentação correta e, se necessário, o uso de um suplemento”.
Em exagero, o suplemento pode engordar, pois acrescenta calorias à dieta. O teor calórico do produto depende do tipo de whey protein — há diferenças na quantidade de proteína, carboidrato e gordura. Mas mesmo nas formas de whey protein que contêm a maior porcentagem de proteína as calorias estão presentes. Considerando que cada grama de proteína tem cerca de 4 calorias, uma bebida de whey com 30 gramas de proteína terá ao menos 120 calorias — quantidade semelhante a de dois filés de salmão grelhado.
O whey protein não possui todos os nutrientes de uma refeição completa, como vitaminas e fibras, e, portanto, não deve ser usado como forma de substituir as principais refeições do dia.

Prejudica a saúde a longo prazo?
Não existem estudos que acompanharam durante muitos anos pessoas que ingeriam whey protein para descobrir os efeitos do suplemento a longo prazo. Portanto, não há uma resposta definitiva para a questão. “O whey protein, no entanto, é usado há décadas e nenhum efeito adverso associado ao uso prolongado foi observado”, diz o pesquisador canadense Start Phillips.
Uma pessoa normal, que não é atleta e nem pretende aumentar a sua massa muscular, precisa de 1 a 1,2 gramas de proteína para cada quilo de seu peso total por dia. Assim, quem pesa 60 quilos deve consumir entre 60 e 72 gramas de proteína diariamente, independentemente de qual seja a fonte: vegetal, animal ou suplementar. Embora não exista um consenso em relação à quantidade ideal de whey protein para aumentar a massa muscular, estudos mostram que o organismo é capaz de absorver até 25 gramas de proteína por vez, segundo a nutricionista esportiva Andrea Matarazzo. Consumir de uma só vez uma quantidade superior pode não oferecer benefícios.
Não existe consenso em relação ao melhor momento do dia para fazer uso de whey protein. Segundo o pesquisador canadense Stuart Phillips, estudos atuais mostram que a hora em que o suplemento é tomado não parece interferir significativamente no efeito do produto. Nutricionistas costumam indicar o consumo após uma atividade física de força. Isso porque esse é o momento em que o músculo precisa se regenerar — papel desempenhado pela proteína, tanto a sintetizada pelas células do tecido muscular quanto a obtida pela alimentação.
Diferentes pesquisas já encontraram um benefício do suplemento no aumento da massa muscular — mas trata-se de estudos pequenos e que não acompanharam indivíduos durante muitos anos. Um trabalho holandês publicado em 2012, por exemplo, revisou uma série de pesquisas sobre o assunto que, ao todo, envolveram 680 pessoas. Os autores concluíram que esses suplementos são capazes de favorecer a formação de massa magra e melhorar o desempenho em exercícios de força, especificamente exercícios de membros inferiores, tanto em jovens quanto em pessoas mais velhas.

10.368 – Fitness – Como fazer exercícios sem gastar muito dinheiro?


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Caminhar regularmente é simples, de graça e um dos jeitos mais fáceis para perder peso e adotar uma vida saudável. Tudo o que você precisa é de um calçado confortável para evitar bolhas nos pés e de uma roupa leve que não limite seus movimentos. Lembre-se também de levar um pouco de água e um protetor solar. Veja abaixo algumas dicas para começar agora:
Sim. A principal dica é começar devagar e tentar fazer da caminhada uma rotina em sua vida. Para que seu corpo sinta os benefícios, é necessário que você ande um pouco mais rápido que o seu normal. O ritmo dos batimentos cardíacos imediatamente vai aumentar e você vai começar a suar. É até possível dar informação para quem está perdido na rua, mas cantar fica mais difícil.
Quantos passos?
Especialistas recomendam 10 mil passos por dia. A maioria das pessoas já está habituada a ficar entre 3 mil e 4 mil passos, então não será necessário percorrer uma maratona para atingir a marca ideal.
Como começar?
No início, não se preocupe em ser rápido o tempo todo, até porque seu corpo ainda precisa se acostumar aos exercícios e se libertar do sedentarismo causado por horas e horas diante da TV e do videogame. Uma boa ideia é dividir sua atividade em blocos de 10 minutos, alternando a intensidade.
Comece toda a caminhada devagar e vá aumentando o ritmo aos poucos. Após alguns minutos, parta para um ritmo mais acelerado. Quando estiver chegando perto do seu destino, que pode ser a escola, sua casa ou um parque, diminua novamente o ritmo para não parar totalmente por causa do cansaço. Encontre um espaço ao ar livre e faça alguns alongamentos para melhorar sua flexibilidade.
Quem pode me ajudar?
Não é preciso enganar a si mesmo na contagem dos passos. Os celulares atuais podem fazer isso facilmente. Em pouco tempo, é possível caminhar 1.000 passos em 10 minutos. Vale passear com o cachorro, usar escadas em vez do elevador e descer uma estação de metrô ou um ponto de ônibus antes para ter uma distância um pouco maior e aproveitar o exercício.
Por quanto tempo é recomendável caminhar?
Por toda a vida. Crianças e adolescentes devem praticar exercícios físicos por pelo menos uma hora por dia para que mantenha um peso adequado. Isso ajuda a criar hábitos para a vida adulta.

10.173 – Saúde – Começar a se exercitar depois dos 40 anos não é tarde demais


Um estudo apresentado nesta sexta-feira no Congresso EuroPRevent 2014, na Holanda, apontou que começar a fazer exercícios intensos antes dos 30 ou depois dos 40 anos oferece os mesmos efeitos positivos ao coração. Com isso, os pesquisadores concluíram que iniciar a prática de atividade física após os 40 anos não é tarde demais para beneficiar a saúde cardíaca.
O estudo contou com a participação de 40 homens saudáveis (que não apresentavam riscos cardiovasculares) com idades entre 55 e 70 anos. Os participantes foram divididos de acordo com a quantidade de exercício que realizavam e a idade em que deixaram o sedentarismo. Dez voluntários nunca tinham se exercitado por mais de duas horas por semana em toda a vida e trinta se exercitavam por pelo menos 7 horas semanais por cinco anos seguidos. Dos participantes fisicamente ativos, dezesseis iniciaram na atividade física antes dos 30 anos e catorze depois dos 40. As modalidades escolhidas eram, sobretudo, ciclismo ou corrida.
Cada um dos homens foi avaliado por teste ergométrico e ecocardiograma. Os exames constataram que a frequência cardíaca em repouso foi similar entre os dois grupos que faziam atividade física. No caso dos sedentários, a frequência era 10 batidas por minuto (bpm) mais rápida — ou seja, o coração deles precisa de mais batimentos para bombear sangue. O consumo máximo de oxigênio — medida de condicionamento físico — também foi parecido entre os que se exercitavam, mas significantemente menor nos sedentários.
Os cientistas constataram que a função diastólica (a capacidade do ventrículo esquerdo de se encher de sangue quando o coração está relaxado) foi melhor nos praticantes de atividades físicas, independentemente da idade em que tenham começado a se exercitar, do que entre sedentários. “Nunca é tarde demais para mudar o estilo de vida e começar a se exercitar. A atividade física sempre será benéfica para o coração e o bem-estar. Trocar o elevador pelas escadas já é um ótimo começo”, diz o coautor da pesquisa David Matelot, da Universidade de Rennes, na França.
De uma maneira geral, idosos estão liberados a praticar corrida — mesmo com o início tardio no exercício, esse grupo pode obter muitos benefícios à saúde. Uma pesquisa britânica publicada em 2013 mostrou que pessoas que passam a se exercitar na faixa dos 60 anos têm o triplo de chance de envelhecer sem doenças crônicas, grandes limitações físicas ou problemas cognitivos e mentais graves comparadas àquelas que permanecem sedentárias. Idosos, porém, devem ingressar na corrida com cautela. Segundo o educador físico Renato Carvalho do Nascimento, é fundamental que eles pratiquem, primeiro, caminhada. “Isso vai ajudá-los a trabalhar força, flexibilidade e consciência corporal”, diz. O ideal é que idosos sedentários pratiquem entre 30 e 45 minutos de caminhada três vezes por semana até que tenham condições de realizar treinos que intercalem caminhada e corrida. A indicação da mudança de treino deve ser feita por um profissional a partir do condicionamento de cada um.

10.002 – Fitness – Por que é tão difícil perder a gordura abdominal?


gordura da barriga

A gordura abdominal é a mais difícil de perder pois é o nosso reservatório natural de gordura do corpo, tendo uma quantidade maior de células adiposas.
Os abdominais fortalecem muito a musculatura da região e do CORE, porém, para perder a gordura abdominal é necessário, primeiro, reduzir o percentual geral de gordura do corpo. Mas, não ache você, que irá reduzir a gordura abdominal bem rápido, pois ela é a que mais demora.
É normal obesos (a obesidade é uma doença CRÔNICA, que não tem CURA, e sim, CONTROLE), mulheres que acabaram de ter filhos e sedentários ficarem com o aspecto de pele flácida, não só da barriga, mas também do corpo todo.
Pessoas MUITO sedentárias podem ter uma ATROFIA MUSCULAR com consequente aparência de “FLACIDEZ MUSCULAR”. Aí sim o exercício com alimentação pode ajudar muito.
Nosso metabolismo pode ser “recrutado” em seqüência. Primeiro o metabolismo anaeróbio, por meio da musculação, gerando energia pela via ATP-CP e, depois, entramos na via glicolítica e, depois, a oxidativa. A oxidativa é o processo que mais utilizamos a gordura corporal como fonte de energia.
Assim, esta via é ativada com exercícios aeróbios, que aumentam a frequência cardíaca e auxiliam no processo de queima de gordura. Exemplos de exercícios são: caminhada, corrida, natação, bike, exercícios em circuito com cardio etc.

Algumas dicas…

– Pratique exercícios de musculação antes do exercício aeróbio.

– Mantenha o ritmo do treinamento sempre constante.

– Mantenha uma rotina de treinamento. Treine de 3 a 5 vezes por semana, descansando os grupos musculares e respeitando os limites do seu corpo.

– Invista em uma alimentação balanceada com fibras, frutas, verduras, proteínas, carboidratos, evitando álcool e frituras. Ingira muita água!

– Tome cuidado com alimentos light e diet, pois, alguns, não são tão saudáveis quanto pensa e pode mais acumular gordura do que te ajudar.

Procure um profissional de educação física para te orientar sobre os melhores exercícios e um nutricionista para reeducar sua alimentação!

Fonte: Runner
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9032 – Fitness – O Perigo dos Anabolizantes


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São hormônios sintéticos que imitam o hormônio testosterona. Apesar de ser conhecido como um hormônio masculino, a testosterona também é encontrada nas mulheres, em quantidade bem menor.
A testosterona natural tem dois efeitos distintos no organismo:
– Efeito andrógeno: influencia nas características masculinas como mudança de voz, crescimento do órgão sexual, crescimento de bigode e barba, além de pêlos nas axilas e áreas genitais, e agressividade.
– Efeito anabólico: tem influencia no controle de gordura, aumento de massa muscular, força, etc.
O desenvolvimento dos esteróides anabólicos teve como objetivo o aumento do efeito anabólico e a diminuição do efeito andrógeno. No entanto, não houve sucesso na tentativa de obter um anabolizante sem o efeito andrógeno.
Os anabolizantes sintéticos são utilizados no tratamento de algumas doenças, porém, a maior parte dos usuários utiliza com o objetivo de aumentar a capacidade de treinamento (diminuição da fadiga), com conseqüente aumento da força física e da massa muscular. Entre os atletas profissionais, o uso dessa substancia caracteriza doping. O uso é maior entre os homens, mas o índice de mulheres usuárias de anabolizantes é crescente.
Os anabolizantes são encontrados como comprimidos, cápsulas e injeções intramusculares. Os usuários de anabolizantes podem desenvolver dependência.
São inúmeros os possíveis efeitos colaterais. Alguns são comuns a homens e mulheres, enquanto outros são específicos a cada sexo.
Os casos de morte causados por anabolizantes não são poucos. Um exemplo é o caso da fisiculturista carioca Lúcia Helena de Jesus Gomes, três vezes campeã brasileira, que morreu em decorrência do uso continuo de anabolizantes. Lúcia não competia mais, pois foi impedida por negar-se a fazer o teste antidoping.

8995 – Saúde – Preguiça, amiga do infarto


A eficácia de exercícios físicos no controle de doenças do coração sempre foi questionada por certos setores da Medicina, que os viam apenas como um fator secundário para a prevenção de ataques cardíacos. Um estudo de duas décadas atrás, publicado na revista especializada New England Journal of Medicine coloca os exercícios físicos como um fator essencial no combate às doenças. A pesquisa, que estudou 3106 homens adultos, nos Estados Unidos, considera a inatividade um alto fator de risco para o aparecimento das doenças do miocárdio. Segundo os autores do estudo, os riscos de morte por infarto são três vezes maiores para as pessoas que apreciam uma vida sedentária.

8906 – Saúde – Corpo em Movimento


Embora os benefícios dos exercícios sejam reconhecidos por boa parte das pessoas, poucos praticam diariamente.
Estudos recentes demonstraram que seus efeitos duram apenas 24 horas. Outra pesquisa canadense revelou que o exercício melhora a elasticidade das artérias, o que aumenta o fluxo sanguíneo, com mais oxigênio para os neurônios, as células cerebrais estão mais protegidas contra o AVC.
A substância de maior importância envolvida nas crises de enxaqueca bem como na depressão, é a serotonina. É o neurotransmissor responsável pelo bom humor, otimismo e auto-estima.
A caminhada ao ar livre, especialmente pela manhã, é o mais rápido e eficaz antidepressivo. Sua ação na enxaqueca potencializa os recursos do repouso e de uma alimentação saudável, rica em triptofáno (aminoácido precursor da serotinina), trazendo não só a eliminação das crises de enxaqueca, como aumentando a disposição e a auto-estima.