13.954 – Longevidade – droga antienvelhecimento é testada com sucesso pela primeira vez em pacientes humanos


envelhecimento celular
Células senescentes

Nem todas as células danificadas morrem. Algumas permanecem nos nossos corpos como células senescentes, incapazes de se dividir, mas ainda capazes de produzir sinais químicos.
Tais células podem desempenhar um papel importante na batalha contra o envelhecimento.
“Acredita-se que essas células e as substâncias que elas produzem estão envolvidas no processo de envelhecimento”, disse o pesquisador de longevidade Nicolas Musi, da Universidade do Texas em Austin (EUA), ao portal MIT Technology Review. “A ideia é que remover essas células pode ser benéfico para promover o envelhecimento saudável e também prevenir doenças do envelhecimento”.
Musi e seus colegas trataram 14 pacientes que sofriam de fibrose pulmonar idiopática (FPI) com uma combinação de medicamentos que eles acreditavam que eliminariam as células senescentes.
Ao longo de três semanas, os pacientes tomaram nove doses de um medicamento para leucemia chamado dasatinibe, casado com quercetina, um suplemento.
Até o final do estudo, os pacientes foram capazes de andar mais na mesma quantidade de tempo, bem como outros sinais de melhoria do bem-estar, sem nenhum efeito colateral grave.
“Apesar de pequeno, este estudo piloto marca um grande avanço na forma como tratamos doenças relacionadas à idade, como a FPI”, explicou o pesquisador Jamie Justice em um comunicado à imprensa.
O que os cientistas fizeram foi alvejar terapeuticamente uma característica biológica fundamental do envelhecimento que está implicada na FPI, com resultados precoces, mas promissores.
No momento, é difícil dizer se a combinação de drogas seria eficaz como uma terapia antienvelhecimento, mas a equipe pretende descobrir.

Os pesquisadores já estão testando o tratamento em um grupo de mais 15 pacientes de pulmão, bem como 20 pessoas que sofrem de doença renal crônica.
“Se virmos sinais de eficácia e não encontrarmos efeitos colaterais muito ruins, tentaremos chegar a pessoas com condições cada vez menos ameaçadoras à vida”, esclareceu o pesquisador James Kirkland, da Clínica Mayo, ao MIT Technology Review. [Futurism, MITTechReview]

12.952 – Longevidade – Europeus vivem cada vez mais, mas nem sempre com boa saúde


envelhecimento
A proporção de pessoas com mais de 65 anos na UE passou de menos de 10% em 1960 para cerca de 20% em 2015, e pode chegar a 30% em 2060, de acordo com as projeções.
Em 18 estados do bloco (só um deles do leste, a Eslovênia), a esperança de vida é de mais de 80 anos. Porém, isso nem sempre é sinal de boa saúde, visto que na UE há cerca de 50 milhões de pessoas com doenças crônicas, indica o relatório.
Além disso, cerca de meio milhão de europeus em idade ativa morrem a cada ano por doenças crônicas, o que gera cerca de 115 bilhões de euros em gastos públicos.
A UE também destina 1,7% do seu PIB por ano a ajudas para as pessoas com incapacidade laboral ou que estejam de licença, um montante maior que o dos subsídios ao desemprego.
O comissário europeu de Saúde, Vytenis Andriukaitis, citado em um comunicado, lamentou que “um grande número de pessoas morram a cada ano por doenças evitáveis relacionadas com fatores de risco como o tabaco ou a obesidade”.
Na UE, uma entre cada cinco pessoas é fumante, e 16% dos adultos são obesos, em comparação com 11% em 2000.
A obesidade, junto ao consumo excessivo de álcool, são problemas “cada vez maiores” em muitos países da UE, a região onde mais se consome álcool no mundo, indica o relatório.
Os gastos de saúde na UE representaram 9,9% do PIB em 2015, em comparação com 8,7% em 2005.

12.582 – O segredo do homem mais velho da história


Li Ching Yuen teria vivido 256 anos e sua vida é objeto de admiração e curiosidade para todos aqueles que acreditam no poder da sobrevivência.
Médico, herborista e mestre taoísta chinês, ele viajou por seu país para colher pedras e plantas e, depois, passou a se dedicar à alquimia enquanto residia no templo taoísta de Yu Qing.
De acordo com os papéis que um amigo seu levou ao The New York Times, em 6 de maio de 1933, o dia de sua morte, ele teria nascido em 1677. No mesmo jornal, em 1928, um de seus correspondentes escreveu um artigo no qual os anciões do antigo bairro de Yuen afirmavam que seus avós o haviam conhecido quando eram crianças e Li Ching já era um adulto.
Wu Chung Chieh, diretor do Departamento de Educação da Universidade de Chengdu, afirmou ter encontrado uma nota do Governo Imperial Chinês de 1827, na qual Li Ching era parabenizado por seus 150 anos de idade. Segundo o artigo do professor, ele teve 180 filhos e 23 esposas ao longo de sua vida.
Da Liu, discípulo do famoso ancião, revelou que seu maestro aprendeu técnicas de respiração, movimentos coordenados com sons, exercícios e dietas que conseguiram aumentar sua longevidade, além do consumo de ginseng e gotu kola.
“Mantenha o coração tranquilo, sente-se como uma tartaruga, caminhe alegre como um pombo e durma como um cão”, seriam as palavras que, segundo o jornal, Li Ching disse em resposta à pergunta de como alcançar uma longa vida.

12.572 – Projeções – Envelhecimento terá ‘cura’ daqui a 25 anos


Se as previsões de Aubrey de Grey estiverem certas, a primeira pessoa a comemorar seu aniversário de 150 anos já nasceu. E a primeira pessoa a viver até os mil anos pode demorar menos de 20 anos para nascer.
Biomédico gerontologista e cientista-chefe de uma fundação dedicada a pesquisas de longevidade, De Grey calcula que, ainda durante a sua vida, os médicos poderão ter à mão todas as ferramentas necessárias para “curar” o envelhecimento, extirpando as doenças decorrentes da idade e prolongando a vida indefinidamente.
“Eu diria que temos uma chance de 50% de colocar o envelhecimento sob aquilo que eu chamaria de nível decisivo de controle médico dentro de mais ou menos 25 anos”, disse De Grey numa entrevista antes de uma palestra no Britain’s Royal Institution, academia britânica de ciências.
“E por ‘decisivo’ quero dizer o mesmo tipo de controle médico que temos sobre a maioria das doenças infecciosas hoje”, acrescentou.
De Grey antevê uma época em que as pessoas irão ao médico para uma “manutenção” regular, o que incluiria terapias genéticas, terapias com células-tronco, estimulação imunológica e várias outras técnicas avançadas.
Ele descreve o envelhecimento como o acúmulo de vários danos moleculares e celulares no organismo. “A ideia é adotar o que se poderia chamar de geriatria preventiva, em que você vai regularmente reparar o dano molecular e celular antes que ele chegue ao nível de abundância que é patogênico”, explicou o cientista, cofundador da Fundação Sens (sigla de “Estratégias para a Senilitude Programada Desprezível”), com sede na Califórnia.

TENDÊNCIA
Não se sabe exatamente como a expectativa de vida vai se comportar no futuro, mas a tendência é clara. Atualmente, ela cresce aproximadamente três meses por ano, e especialistas preveem que haverá um milhão de pessoas centenárias no mundo até 2030.
Só no Japão já existem mais de 44 mil centenários, e a pessoa mais longeva já registrada no mundo foi até os 122 anos.
Mas alguns pesquisadores argumentam que a epidemia de obesidade, espalhando-se agora dos países desenvolvidos para o mundo em desenvolvimento, poderá afetar a tendência de longevidade.
As ideias de De Grey podem parecer ambiciosas demais, mas em 2005 o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ofereceu um prêmio de US$ 20 mil para qualquer biólogo molecular que provasse que as teorias da Fundação Sens são “tão erradas que nem são dignas de um debate bem informado”. Ninguém levou a bolada.
O prêmio foi instituído depois que um grupo de nove cientistas influentes atacou as teorias de Grey, qualificando-as de “pseudociência”. Os jurados concluíram que o rótulo não era justo, e argumentaram que o Sens “existe em um meio-termo de ideias ainda não testadas que algumas pessoas podem considerar intrigantes, mas das quais outras estão livres para duvidar.”

12.508 – Longevidade – Italiana é a última pessoa nascida no século 19 ainda viva


Uma senhora que mora na pequena localidade de Verbania, na Itália, é a última pessoa nascida no século 19 que ainda está viva.
Emma Morano veio ao mundo em 29 de novembro de 1899. Aos 116 anos, não há ninguém mais velho do que ela no planeta, segundo Grupo de Pesquisas de Gerontologia dos Estados Unidos.
Morano assumiu o posto de pessoa mais idosa do mundo com a morte na semana passada da norte-americana Susannah Mushatt Jones, que era cinco meses mais velha que ela. A recordista de idade mora sozinha em um apartamento, mas recebe visitas frequentes de parentes, enfermeiros e de seu médico.
Mas qual o segredo da longevidade de Emma Morano? Segundo ela, sua saúde de ferro se deve à ingestão diária de três ovos crus e por não ter marido (é separada desde 1938). Mas a genética também conta pontos: sua irmã morreu aos 107 anos e sua mãe viveu até os 91 anos.
Morano viu inúmeras mudanças em seu tempo de vida. O mundo em que ela nasceu era completamente diferente do atual. A Rainha Vitória da Inglaterra ainda era viva, os aviões não existiam e as Olimpíadas modernas ainda não tinham chegado em sua segunda edição. Fatos que só conhecemos pelos livros de história foram vividos por ela.

12.193 – OMS ALERTA SOBRE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO


envelhecimento terapias
A organização revela que o número de pessoas com 60 anos no mundo passará de 12,3% para 21,5% até 2050. No Brasil, o ritmo deve ser ainda mais acelerado. Nos próximos 35 anos, idosos devem passar de 12,5% (23 milhões) para 30% (64 milhões) da população do país. Passaríamos a ser, então, uma nação de idosos (classificação dada aos países com mais de 14% da população constituída por pessoas da terceira idade).
Para se ter uma ideia, uma criança nascida hoje no Brasil vai viver 20 anos mais do que as que nasceram há cinco décadas. A questão é: o Brasil está preparado? Segundo Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional para Longevidade Brasil e membro da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigáveis aos Idosos da OMS, o país está envelhecendo antes de se tornar rico, e isso é um problema.
Na verdade, enquanto países como o Canadá, que têm a metade do número de idosos do Brasil, já estão com políticas públicas e de infraestrutura preparadas, aqui o processo ainda está caminhando e com muitos gargalos estruturais. “O Brasil está entrando num buraco sem fundo. Atualmente, a expectativa de vida da população é de 75 anos. Entretanto, sabemos que os últimos 10 anos, na maioria das vezes, são vividos de maneira muito precária por conta de enfermidades. O idoso não se torna autossuficiente. Doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que são as grandes causas de morte na terceira idade, começam a dar sinais cedo e poderiam ser controladas. A falta de informação, acesso a dietas mais saudáveis e colocar atividade física como prioridade influenciam diretamente nessa questão. Por isso a necessidade da prevenção. As consequências, portanto, são péssimas, já que teremos idosos doentes. O resultado é que o país terá que destinar verbas de outros setores para a saúde”, esclarece.
O documento da OMS explica que, enquanto algumas pessoas estão de fato vivendo mais e mais saudáveis, elas geralmente pertencem a classes mais ricas da sociedade. O chefe do departamento de Idosos da OMS, John Beard, afirmou que “as pessoas dos países mais pobres e com menos oportunidades e recursos são as que apresentam as condições de saúde mais frágeis”.
No relatório, eles destacam algumas medidas fundamentais para que os países não sejam surpreendidos pela demanda de idosos, como desenvolver sistemas de cuidados de longo prazo — que devem ser iniciados antes de a pessoa idosa perder alguma de suas capacidades, e não quando o processo de degradação da saúde já está ativado, além de um alinhamento real dos sistemas de saúde às necessidades das pessoas mais velhas.

A velocidade de envelhecimento dos órgãos depende de nossos genes. Existe uma doença herdada geneticamente chamada progeria, na qual um menino de sete anos parece mais velho do que o avô. Poucos deles sobrevivem aos derrames cerebrais, reumatismo e à decrepitude dos 15 anos. Por outro lado, há famílias que dão inveja: passam dos 90, todos lúcidos e saudáveis.

Viver muito não é para quem quer. Por mais que hesitemos em admitir, é evidente que a natureza é injusta. Uns vêm para ficar cem anos; outros morrem de câncer antes de ir para a escola. Como não nos é dado o privilégio de escolhermos os pais, só podemos contar com um caminho para a fonte da juventude: a sabedoria humana, habilidade por meio da qual povoamos a Terra e aprendemos a voar.

Na década de 1930, Clive McCay, da Universidade Cornell, observou que ratos mantidos com dieta de baixo conteúdo calórico viviam mais tempo. Como em outras descobertas relevantes, a comunidade acadêmica interpretou o achado como simples curiosidade. Afinal, a quem interessa aumentar a longevidade de ratos?

Nos últimos vinte anos, diversos trabalhos provaram que McCay tinha razão: restrição calórica retarda o envelhecimento e aumenta a longevidade do animal. A mesma afirmação vale para seres unicelulares, pulga d’água, aranha, caranguejo, peixe, sapo, rato e, provavelmente, também para os primatas, nossos parentes mais próximos.

As conclusões principais desses estudos sobre o envelhecimento são as que se seguem:

1) Respeitados os limites da desnutrição, a expectativa máxima de vida é inversamente proporcional ao número de calorias ingeridas diariamente. Se dividirmos ratos geneticamente iguais em dois grupos, deixarmos o primeiro comer à vontade e cortarmos 50% das calorias do segundo, estes viverão muito mais tempo.

2) O exercício físico aumenta a sobrevida média de uma população, mas não altera o limite de idade de quem o pratica. Quer dizer o seguinte: se todos andassem míseros 30 minutos por dia, em São Paulo, haveria menos ataques cardíacos, diabetes e hipertensão. Como conseqüência, aumentaria a média de idade dos paulistanos (em vez de 70 anos, digamos, passaria para 73 anos); a longevidade, é pena, permaneceria inalterada.

É lógico que, em termos pessoais, mil vezes morrer de pneumonia aos 90 do que de infarto aos 40, por isso a atividade física é fundamental. Mas, nem correndo uma maratona por dia, o recorde de 120 e poucos anos será quebrado na espécie humana.

11.744 – Longevidade – O segredo para se chegar aos 100 anos


Baixos níveis de inflamação podem ser a resposta, sugere um novo estudo com centenários realizado por pesquisadores na Inglaterra e no Japão. Pessoas com poucos marcas de inflamações crônicas também tendem a ter menor propensão à doenças, o que significa que evitar inflamações pode ser a chave não só para viver mais, mas também para manter-se saudável com a idade avançada.
“Centenários e supercentenários (aqueles que atingem a marca dos 110 anos) são diferentes – essencialmente, eles envelhecem mais devagar”, disse num comunicado Thomas von Zglinicki, gerontologista celular da Universidade de Newcastle e autor do estudo. “Elas conseguem evitar doenças por muito mais tempo que o resto da população.”
Cheri Gostic, geriatra da Universidade Stony Brook que estudou os efeitos da atividade física nas inflamações, diz que os resultados, publicados online na revista EBioMedicine, não são inteiramente surpreendentes.

“As pesquisas mostram que inflamações crônicas e sistêmicas são um fator chave no desenvolvimento de muitas doenças crônicas, incluindo ataques cardíacos, doenças vasculares periféricas e a maioria dos derrames”, afirmou Gostic. “A idade não mata; quem mata é a doença. Se se minimizarem as inflamações e os riscos ou a progressão das doenças, faz sentido que as pessoas tenham melhores chances de viver mais.”
Além dos baixos níveis de inflamação, centenários e supercentenários (pessoas que passam dos 110 anos de vida) saudáveis também têm telômeros mais longos. Telômeros são as pontas das cadeias de DNA que protegem os cromossomos do envelhecimento.
Acredita-se que o comprimento dos telômeros seja o melhor preditivo da saúde na idade avançada. Mas os pesquisadores descobriram que, quando uma pessoa chega aos 100 anos, os níveis de inflamação são mais confiáveis para indicar as perspectivas de saúde e capacidade cognitiva.

O fator da inflamação
No estudo, os pesquisadores analisaram dados de 1 500 adultos entre 50 e 115 anos, incluindo 684 centenários ou supercentenários e 167 filhos de centenários. Eles mediram vários marcadores de saúde relacionados ao envelhecimento, incluindo metabolismo, contagem de células vermelhas, comprimento dos telômeros, inflamação e funções hepáticas e renais.
Eis algumas das principais descobertas:
– Mesmo aos 80 anos e além, os filhos de centenários (que também têm boas chances de chegar aos 100 anos) tinham telômeros típicos de uma pessoa de 60 anos.
– Os centenários com os níveis mais baixos de marcadores de inflamação crônica tinham boa cognição e se mantinham independentes por mais tempo. Eles também eram os mais longevos.
– A inflamação era um preditivo mais preciso da capacidade cognitiva em pessoas que vivem até os 105 anos que gênero ou idade biológica.
Os pesquisadores também descobriram que filhos de centenários tendem a ter menos marcadores de inflamações crônicas, o que significa que as chances de uma vida longa e saudável são possivelmente explicadas pela genética.
Os cientistas sabem há muito tempo que a inflamação está ligada ao envelhecimento e às doenças, e um estudo com camundongos aponta que as inflamações podem até mesmo acelerar o processo de envelhecimento. A nova pesquisa oferece mais evidências de que as inflamações crônicas podem ser o fator mais importante na velocidade do envelhecimento.

Chegando aos 100 anos
Entender por que os centenários vivem tanto – e qual a importância das inflamações no processo de envelhecimento – pode ajudar todos nós a viver mais e melhor.
Quer entrar para o clube dos centenários? Uma dieta antiinflamatória é um bom começo. Alimentos saudáveis, exercícios e o cultivo de emoções positivas – sem falar em reduzir o consumo de açúcar e comidas processadas, evitar o estresse e dormir bem – ajudam a manter as inflamações sob controle.

“Controle as inflamações regularmente”, aconselha von Zglinicki. “Isso deve desacelerar o envelhecimento e, portanto, pode retardar várias doenças relacionadas à idade avançada, incluindo potencialmente a demência.”
Remédios anti-inflamatórios não devem ser usado por longos períodos por causa dos efeitos colaterais, mas a pesquisa pode abrir avenidas para novas pesquisas em busca de novas drogas que melhorem a qualidade de vida dos idosos.

11.690 – Projeto que estuda DNA de idosos vê relação entre educação e longevidade


longevidade japão
Um conjunto pesquisado pela faculdade contava com 30% de analfabetos ou analfabetos funcionais e os pesquisadores perceberam que quem teve mais atividade intelectual durante a vida parece estar com a mente melhor na velhice.
Naslavsky explica que, segundo a teoria da reserva cognitiva, a partir do exercício intelectual, criam-se conexões entre os neurônios. Se alguém tem muitas conexões, quando surgem bloqueios em um caminho, os impulsos nervosos podem seguir trajetos alternativos.
A coordenadora do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano, Mayana Zatz, diz que essa amostra maior vai permitir analisar os impactos da alfabetização. “Não sabemos como, mas as pessoas que não foram alfabetizadas têm uma maneira de raciocinar diferente da nossa.”
Atenta à conversa, Eugênia Fischer diz que lê muito desde a infância. Formada em letras e turismo, em seu aniversário de cem anos ela ganhou vários livros. Revistas e jornais também estão em seu cardápio.
Além de listar fatores que influenciam na longevidade, o objetivo é ter uma base de comparação para pesquisar mutações que podem causar doenças genéticas, como o Alzheimer.

11.682 – Acredite se Quiser – Cientistas espanhóis criam elixir da juventude


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Uma equipe de cientistas desenvolveu o tão cobiçado elixir da juventude, ao prolongar, com sucesso, a esperança de vida de animais em laboratório em até 65%. Como tantos avanços científicos, esse elixir da juventude surgiu acidentalmente quando os pesquisadores da Universidade de Oviedo, na Espanha, estudavam medicamentos para tratar doenças raras, associadas ao envelhecimento prematuro.
Eles realizaram experimentos com ratos de laboratório, nos quais introduziram duas moléculas que bloquearam a ação de uma proteína capaz de inibir a formação de células-tronco. O resultado foi surpreendente: as moléculas não apenas reduziram os efeitos das doenças associadas ao envelhecimento prematuro, mas também rejuvenesceram as células do organismo.
Se reproduzido com sucesso em seres humanos, o experimento será a chave para se chegar a uma expectativa de vida de até os 135 anos.

11.650 – Medicina – Metformina: Medicamento usado para diabetes pode aumentar expectativa de vida


remedio
A pesquisa sugere que a metformina, que controla os níveis de glicose, também pode evitar doenças cardiovasculares e até mesmo câncer, independente do paciente ter diabetes ou não.
Os cientistas que estudaram mais de 180.000 pessoas constataram uma “melhora pequena, mas estatisticamente significativa na sobrevivência” daqueles que tomaram metformina, em comparação àqueles que tomaram outros medicamentos antidiabéticos. Um grupo de pessoas sem diabetes também foi parte do novo estudo.
No entanto, os especialistas disseram que o período de cinco anos e meio que se seguiu ao tratamento foi relativamente curto, considerando que a diabetes pode se agravar com o passar do tempo e está relacionado a uma expectativa de vida mais curta.
O autor principal do estudo, o professor Craig Currie, da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, afirmou que mais pesquisas sobre os efeitos da metformina em pessoas saudáveis é algo merecido, especialmente pelo fato dessas pessoas terem apresentado efeitos colaterais mínimos. Prescrito na dose mais alta, o medicamento custa um pouco mais de R$ 38,00 por dia, em valores comparativos do Reino Unido.
Ele diz: “Surpreendentemente, os resultados indicam que este medicamento barato e amplamente prescritos pode ter efeitos benéficos, não só em pacientes com diabetes, mas também para as pessoas sem diabetes”.
Craig Currie também acrescentou que a “metformina tem demonstrado possuir benefícios contra o câncer e doenças cardiovasculares. Ela também pode reduzir para um terço as chances de pessoas pré-diabéticas de desenvolverem a doença. Porém, o autor do estudo ressaltou que pacientes com diabetes tipo 2 verão sua saúde deteriorar independente do remédio que utilizarem.”.
“As pessoas perdem, em média, cerca de oito anos a partir de sua expectativa de vida após o desenvolvimento de diabetes. A melhor maneira de evitar a doença por completo é se manter moderadamente magro e praticar alguns exercícios leves regularmente”, acrescentou.
Os dados utilizados no estudo vieram do UK Clinical Practice Research Datalink, a partir da qual os pesquisadores identificaram 78.241 pacientes com prescrição de metformina como tratamento de primeira linha e 12.222 pacientes que haviam sido prescritos com sulfonilureias.
Estes dados foram então comparados com dados de pacientes não diabéticos, utilizando critérios que incluíram idade, sexo, tabagismo e estado clínico, e sua expectativa de vida em comparação.
Os resultados foram publicados na revista Diabetes, Obesity and Metabolism. Eles mostram que o tempo médio de sobrevivência foi 15% menor em pessoas saudáveis em comparação com os diabéticos tratados com metformina, e 38% mais baixo em pacientes diabéticos que fizeram uso de medicamentos mais antigos.
O controle efetivo da glicose em diabéticos é importante na redução do risco de complicações como acidente vascular cerebral ou doença arterial coronariana, e metformina é recomendada como terapia de primeira linha para o diabetes tipo 2. As sulfonilureias devem ser prescritas se a metformina não for apropriada, mas podem acarretar efeitos colaterais.
Para Kevin McConway, professor de Estatística Aplicada da Open University, disse que a aparente diferença na sobrevida entre os diabéticos tratados com metformina e pessoas saudáveis do estudo, foi relativamente pequena e que na verdade pode ter ocorrido devido a outros fatores. Tais como diabéticos, provavelmente, obtendo um melhor acompanhamento e tratamento para os problemas relacionados com o coração, com resultados potencialmente melhores em curto prazo.

11.420 -Em busca da Longevidade – Cientistas descobrem medicamento que rejuvenesce os tecidos musculares e cerebral


A pesquisa está em seus estágios iniciais, realizada apenas em ratos, mas poderia representar o primeiro passo para um tratamento que restaura a juventude em várias partes do corpo, de uma só vez.
À medida que envelhecemos, um dos motivos para as falhas de nossos corpos, é a interrupção da substituição de células-tronco adultas às células danificadas. Mas os cientistas descobriram que uma droga conhecida como “inibidora de quinase Alq5” pode ‘reanimar’ as células-tronco mais velhas em vários tipos de tecidos ao redor do corpo, restaurando sua capacidade de se manter jovem.
“Nós estabelecemos que é possível usar uma única pequena molécula para resgatar a função essencial, não só o tecido cerebral envelhecido, como também os músculos”, disse um dos autores da pesquisa, David Schaffer, do Centro de Células-Tronco nos EUA, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. “Essa é uma ótima notícia, porque se todos os tecidos tivessem um mecanismo molecular diferente para o envelhecimento, não seríamos capazes de ter uma única intervenção para resgatar a função de múltiplos tecidos”.
Esta pesquisa é particularmente interessante porque, em vez de focar em órgãos individuais, esta nova droga poderia ajudar a tornar todo o corpo, incluindo o cérebro, rejuvenescido. A chave para esse processo foi alterar o ambiente das células-tronco, o que naturalmente muda à medida que envelhecemos e, nesta fase, as células-tronco param de fazer o seu trabalho.
Uma equipe liderada por Irina Conboy, também da Universidade da Califórnia, fez este primeiro estudo em 2005, quando ficou claro ser possível infundir ratos velhos com o sangue de seus colegas mais jovens, revertendo o envelhecimento de células-tronco. Com base nesta pesquisa, um estudo começou no ano passado para ver se essa abordagem poderia ajudar a tratar pacientes humanos com Alzheimer.
Infelizmente, as transfusões de drogas são impraticáveis ​​e podem ser perigosas, por isso, a equipe de Conboy tentou descobrir o que havia, especificamente, no sangue dos ratos velhos que estava causando o envelhecimento das células-tronco. Durante a última década, um culpado surgiu – um fator de crescimento conhecido como TGF-beta 1, que a equipe descobriu ser regulado positivamente à medida que envelhecemos, suprimindo a atividade das células-tronco.
A inibidora de quinase Alq5, que já está sendo testada como um agente anticancerígeno, é capaz de bloquear os receptores do fator de crescimento em ratos. “Esta é realmente a primeira demonstração de que podemos encontrar uma droga que faça com que TGF-beta 1, que é elevada pelo envelhecimento, se comporte de forma mais jovem, em sistemas de múltiplos órgãos”, disse Conboy.
No entanto, os pesquisadores advertem que este é apenas um caminho bioquímico envolvido no envelhecimento. Outros processos celulares, tais como a inflamação, também desempenham um grande papel no processo. Eles estão agora procurando outras maneiras de mudar o ambiente de células-tronco para mantê-las mais jovens por ainda mais tempo.
Uma vez que possam trabalhar mantendo as células-tronco sustentáveis, ele irá, efetivamente, desbloquear a própria capacidade do nosso corpo para curar a si mesmo e permanecer jovem por tempo “indeterminado”.

11.364 – Medicina – Expectativa de Vida para 100 Anos


COISAS 4 PG
A expectativa de vida durante o século 20 experimentou um salto quantitativo jamais vivido nos 5 milhões de anos da espécie humana. Em 1900, para quem nascia na Europa mais desenvolvida, ela andava ao redor do 40 anos; quando o século terminou, havia chegado aos 80 anos em diversos países. O salto espetacular atiça a esperança de repetirmos o feito nos próximos cem anos. Quem não gostaria de chegar saudável aos 120 ou 150 anos?
A duração da vida é tecnicamente definida pela idade atingida pelo indivíduo no dia da morte. Para grandes populações heterogêneas, os demógrafos calculam a expectativa de vida com base em tabelas que consideram os valores médios de duração da vida dos indivíduos.
Estatisticamente, à medida que a expectativa de vida, ao nascer, cresce numa população, ela se torna menos sensível a variações nos índices de mortalidade. Assim, num país com expectativa de vida de 20 anos, um aumento de longevidade para 80 anos em 10% da população puxaria a média mais para cima, do quem em outro cuja expectativa inicial fosse de 70 anos.
Esse fenômeno é conhecido com o nome de entropia das tabelas de vida. Para ilustrá-lo, a seguinte situação costuma ser citada: as mulheres francesas nascidas no início do século 20 apresentavam expectativa de vida ao redor de 50 anos. Para aumentar-lhes essa expectativa média em mais 365 dias, foi preciso reduzir a mortalidade da população feminina em 4,1% a cada ano de vida. Em contraste, para aumentar mais um ano na expectativa atual de cerca de 80 anos, seria preciso conseguir uma redução de 9,1% por ano de vida.
Ainda usando o caso das francesas, mulheres que em 1987 ultrapassaram a barreira dos 80 anos de expectativa de vida, a partir dessa data, seria necessário reduzir-lhes a mortalidade em 26%, ano por ano de vida, para chegarmos à expectativa de 85 anos.
Nos Estados Unidos, para essa expectativa atingir os mesmos 85 anos a mortalidade atual precisaria cair pela metade, em cada ano de vida.
Até entre as mulheres japonesas, cuja expectativa de 83 anos é a mais alta da espécie humana, a queda de mortalidade anual para ser atingida a meta dos 85 anos seria alta: 20%.
A diminuição dos índices de mortalidade entre as mulheres americanas possibilitou um aumento da expectativa de vida de 49 anos em 1900, para 79 anos em 2000. Se declínio idêntico de mortalidade puder ser repetido neste século 21, a expectativa aumentará para 89,1 anos. E, se no século 22 ele for novamente repetido, o aumento será de apenas mais 6,1 anos.
A persistirem entre os mais velhos índices de mortalidade semelhantes aos de hoje, a média de 100 anos de vida só será alcançada quando nenhum dos filhos dos leitores desta coluna estiver presente. A expectativa de vida dos franceses (homens e mulheres) atingirá meros 85 anos em 2033, a dos japoneses em 2035, e a dos americanos em 2182.
Na verdade, reduções de mortalidade na população abaixo de 50 anos da ordem daquelas ocorridas no século passado não serão mais possíveis em países desenvolvidos, porque as infecções e doenças parasitárias não representam mais causas de morte em massa. Isso quer dizer que se pretendermos aumentar significativamente a longevidade, seremos forçados a obter grandes quedas de mortalidade na população com mais de 50 anos.
Será preciso acrescentar décadas de vida aos que chegam aos setenta anos, o que significa convencer a imensa maioria a não fumar, beber pouco, praticar atividade física diária, comer com moderação. Significa, também, aprendermos a prevenir todas doenças cardiovasculares, encontrarmos a cura do câncer, das doenças reumatológicas e, a tarefa mais difícil, evitarmos a deterioração neurológica que aflige os que insistem em permanecer vivos. Teremos muito trabalho pela frente.

Três autores, S. Olshansky, B. Carnes e A. Désesquelles, acabam de publicar um estudo na revista “Science” que joga um balde de água fria em nossas pretensões de longevidade ilimitada.

Os autores compararam os dados demográficos de três países (Estados Unidos, França e Japão) no período de 1985 a 1995 e chegaram às seguintes conclusões:

1) nos três países, de fato, a expectativa de vida aumentou nesse período;

2) quando a média de duração da vida de uma população se aproxima de 80 anos, os ganhos futuros em longevidade caminham em passos cada vez mais lentos;

3) nas próximas décadas, para que a expectativa de vida alcance 85 anos, deverão ocorrer reduções muito drásticas nos índices de mortalidade em todas as faixas etárias. Para atingir esse objetivo entre as mulheres japonesas, o subgrupo que está mais próximo dele, a mortalidade geral deverá cair 20%; no caso das francesas, 26% e, no das americanas, mais do que 50%;

4) projetando os números obtidos no período de 1985 a 1995, a expectativa de vida dos franceses (homens e mulheres) só chegará aos 85 anos em 2033, a dos japoneses, em 2035 e a dos americanos, em 2182;

5) para a expectativa de vida ultrapassar 100 anos, mesmo em países com populações de grande longevidade, como França e Japão, será preciso eliminar todos os riscos de morte antes dos 85 anos.

ENTROPIA DAS TABELAS DEMOGRÁFICAS
Os números mostram que, à medida que aumenta, a expectativa de vida fica menos sensível à queda dos índices de mortalidade. Esse fenômeno, conhecido como entropia das tabelas demográficas, pode ser ilustrado com as mulheres francesas que, em 1900, tinham expectativa de vida ao redor de 50 anos. Nessa época, bastava uma redução de 4,1% na mortalidade para que a expectativa aumentasse um ano. Nos dias atuais, para aumentá-la de 80 para 81 anos, a mortalidade na França precisa cair 9,1% em todas as faixas etárias.
Nos países industrializados, o impacto da redução da mortalidade ocorrida no século XX dificilmente será repetido nos próximos cem anos porque foi conseqüência do controle das doenças infecciosas. No futuro, só haverá aumento significativo da expectativa de vida nesses países se ocorrer redução expressiva dos índices de mortalidade da população acima dos 50 anos, portadora de doenças degenerativas.
Os autores concluem que as análises demográficas do período estudado deixam claro que os próximos aumentos da expectativa de vida serão contados em dias ou meses, não em anos. Para saltos numéricos comparáveis aos do século passado, será necessário acrescentar décadas de vida aos que já viveram mais de 70 anos. Isso só será possível quando a ciência desenvolver métodos eficazes para retardar o envelhecimento do corpo humano.

longevidade japão

10.814 – “Que Mané Matusalém!” – Quais as pessoas viveram mais tempo sobre a Terra?


Estamos no século 21 e a atual tecnologia não é capaz de fazer ninguém chegar sequer aos 150 anos. Há uma corrente de cientistas otimistas em relação a breves avanços na longevidade. Quanto a lenda bíblica de Matusalém, é apenas uma questão de fé (e racionalidade).
As pessoas mais velhas de todos os tempos:
Maggie Barnes (1882 – 1998)
Idade: 115 anos e 319 dias
Maggie Barnes nasceu em 1882, mesmo ano do assassinato do icônico cowboy Jesse James pelo covarde Robert Ford. Natural do estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a supercentenária era filha de escravos e foi casada com um arrendatário rural. Teve quinze filhos, mas apenas quatro deles ainda estavam por aqui quando a simpática velhinha faleceu em 1998.

O Homem mais velho de todos os tempos: 116 anos
O Homem mais velho de todos os tempos: 116 anos

Jiroemon Kimura (1897 – 2013)
Idade: 116 anos e 54 dias
Jiroemon Kimura era o detentor do cinturão de Decano da Humanidade até a sua morte, no mês de junho de 2013. Mas seus feitos não param por aí: o longevo japonês é o homem mais velho que já viveu – único representante do sexo masculino a ter comprovadamente chegado à marca dos 116 anos. Nada mal.

Besse Cooper (1896 – 2012)
Idade: 116 anos e 100 dias
Besse Cooper também soprou velinhas 116 vezes. No seu último aniversário, em agosto de 2012, a ex-professora comemorou ao lado da família – tinha quatro filhos, onze netos, quinze bisnetos e um trineto. Nascida no Tennessee, a estadunidense contava que sua receita para viver longos anos era simples: cuidava da própria vida e não comia besteiras.

Elizabeth Bolden (1890 – 2006)
116 anos e 118 dias
Elizabeth Bolden – ou Lizzie, como costumava ser chamada – com certeza tinha um bocado de história para contar: a norte-americana, nascida em 1890, viveu parte de três séculos diferentes. Também nascida no estado do Tennessee, filha de escravos alforriados, ela passou grande parte de sua vida trabalhando ao lado do marido em uma plantação de algodão. Quando faleceu, em 2006, Lizzie tinha 40 netos, 75 bisnetos e 450 trinetos e tetranetos.

Tane Ikai (1879 – 1995)
116 anos e 175 dias
A japonesa Tane Ikai era a terceira filha de seis irmãos em uma família que se dedicava à agricultura. Apesar de ser a mais anciã representante da Ásia, Tane nunca recebeu o título de Decana da Humanidade. Isso porque ela foi – durante muitos anos – contemporânea da representante #1 desta lista.

Maria Capovilla (1889 – 2006)
116 anos e 347 dias
Representante da América do Sul no clube dos 110, a equatoriana Maria Esther Capovilla também pôde acompanhar um pouquinho de três diferentes séculos. Filha de um coronel, Maria frequentava os círculos da alta sociedade e estudava arte. Ao longo de sua vida, Maria preferiu ficar longe de cigarros e bebidas (um fator comum entre os centenários) e passava seus dias vendo TV, lendo jornais e caminhando, mesmo depois da avançada idade. Ela faleceu em 2006, apenas 17 dias antes de completar 117 anos.

Marie Louise Meilleur (1880 – 1998)
Idade: 117 anos e 230 dias
Foi o ano em que Thomas Edison inventou a luz incandescente. Foi também o ano em que Werner von Siemens construiu o primeiro elevador elétrico. Marie Louise Meilleur nasceu em 1880 no Canadá, seis meses depois de Maria Olívia da Silva, a supercentenária brasileira que supostamente teria vivido 130 anos (o topo do ranking seria verde e amarelo caso a idade de Maria fosse comprovada). A canadense, que passou a maior parte de sua vida na região de Ontário, teve 10 filhos, 85 netos, 80 bisnetos, e 61 trinetos e tetranetos.

Lucy Hannah (1875 – 1993)
Idade: 117 anos e 248 dias
Lucy Hannah carrega a medalha de bronze no aspecto longevidade. Mas, apesar de ter vivido 117 anos e 248 dias, a norte-americana é a mais velha representante do clube dos 110 a não ter garantido uma entrada no Livro Guinness de Recordes. O título lhe escapou por conta de Jeanne Calment (ela de novo!), a insuperável primeirinha do grupo. No caso de Lucy, o segredo para a longa vida parece estar no código genético: duas de suas irmãs alcançaram a marca dos 100 anos, e sua mãe viveu 99 anos.

Sarah DeRemer Knauss (1880 – 1999)
Idade: 119 anos e 97 dias
Sarah Knauss foi uma habilidosa costureira – foi ela quem fez o próprio vestido de noiva. A estadunidense acompanhou duas Guerras Mundiais, 23 presidentes dos Estados Unidos e o naufrágio do Titanic. O seu segredo da longevidade? Segundo Kathryn, sua única filha, sua mãe sempre foi uma pessoa muito tranquila e não se irritava com nada. Pelo visto, a filha aprendeu bem: Kathryn viveu 101 anos. Tranquilidade ou um ótimo DNA?

Jeanne Calment (1875 – 1997)
Idade: 122 anos e 164 dias
Não são apenas os muitos anos vividos por esta francesa que tornam sua história fascinante. Jeanne Calment, nascida em 1875 na cidade de Arles, a francesa (que acompanhou a construção da Torre Eiffel) tinha uma boa anedota para contar: aos 13 anos, ela conheceu Vincent Van Gogh. O pintor visitou a loja do tio da garota para comprar materiais. O encontro certamente causou uma impressão forte em Jeanne, que era categórica ao afirmar que Van Gogh era “sujo, mal vestido e desagradável”. Apesar de nunca ter praticado esportes, não ter aberto mão do cigarro até os 117 anos e de ter tido como hábito comer quase 1kg de chocolate por semana (pode estar aí o segredo!), Jeanne nunca ficou parada: andou de bicicleta até os 100 anos.
Estamos no século 21 e a atual tecnologia não é capaz de fazer ninguém chegar sequer aos 150 anos. Há uma corrente de cientistas otimistas em relação a breves avanços na longevidade. Quanto a lenda bíblica de Matusalém, é apenas uma questão de fé (e racionalidade).
As pessoas mais velhas de todos os tempos:
Maggie Barnes (1882 – 1998)
Idade: 115 anos e 319 dias
Maggie Barnes nasceu em 1882, mesmo ano do assassinato do icônico cowboy Jesse James pelo covarde Robert Ford. Natural do estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a supercentenária era filha de escravos e foi casada com um arrendatário rural. Teve quinze filhos, mas apenas quatro deles ainda estavam por aqui quando a simpática velhinha faleceu em 1998.

Jiroemon Kimura (1897 – 2013)
Idade: 116 anos e 54 dias
Jiroemon Kimura era o detentor do cinturão de Decano da Humanidade até a sua morte, no mês de junho de 2013. Mas seus feitos não param por aí: o longevo japonês é o homem mais velho que já viveu – único representante do sexo masculino a ter comprovadamente chegado à marca dos 116 anos. Nada mal.

Besse Cooper (1896 – 2012)
Idade: 116 anos e 100 dias
Besse Cooper também soprou velinhas 116 vezes. No seu último aniversário, em agosto de 2012, a ex-professora comemorou ao lado da família – tinha quatro filhos, onze netos, quinze bisnetos e um trineto. Nascida no Tennessee, a estadunidense contava que sua receita para viver longos anos era simples: cuidava da própria vida e não comia besteiras.

Elizabeth Bolden (1890 – 2006)
116 anos e 118 dias
Elizabeth Bolden – ou Lizzie, como costumava ser chamada – com certeza tinha um bocado de história para contar: a norte-americana, nascida em 1890, viveu parte de três séculos diferentes. Também nascida no estado do Tennessee, filha de escravos alforriados, ela passou grande parte de sua vida trabalhando ao lado do marido em uma plantação de algodão. Quando faleceu, em 2006, Lizzie tinha 40 netos, 75 bisnetos e 450 trinetos e tetranetos.

Tane Ikai (1879 – 1995)
116 anos e 175 dias
A japonesa Tane Ikai era a terceira filha de seis irmãos em uma família que se dedicava à agricultura. Apesar de ser a mais anciã representante da Ásia, Tane nunca recebeu o título de Decana da Humanidade. Isso porque ela foi – durante muitos anos – contemporânea da representante #1 desta lista.

Maria Capovilla (1889 – 2006)
116 anos e 347 dias
Representante da América do Sul no clube dos 110, a equatoriana Maria Esther Capovilla também pôde acompanhar um pouquinho de três diferentes séculos. Filha de um coronel, Maria frequentava os círculos da alta sociedade e estudava arte. Ao longo de sua vida, Maria preferiu ficar longe de cigarros e bebidas (um fator comum entre os centenários) e passava seus dias vendo TV, lendo jornais e caminhando, mesmo depois da avançada idade. Ela faleceu em 2006, apenas 17 dias antes de completar 117 anos.

Marie Louise Meilleur (1880 – 1998)
Idade: 117 anos e 230 dias
Foi o ano em que Thomas Edison inventou a luz incandescente. Foi também o ano em que Werner von Siemens construiu o primeiro elevador elétrico. Marie Louise Meilleur nasceu em 1880 no Canadá, seis meses depois de Maria Olívia da Silva, a supercentenária brasileira que supostamente teria vivido 130 anos (o topo do ranking seria verde e amarelo caso a idade de Maria fosse comprovada). A canadense, que passou a maior parte de sua vida na região de Ontário, teve 10 filhos, 85 netos, 80 bisnetos, e 61 trinetos e tetranetos.

Lucy Hannah (1875 – 1993)
Idade: 117 anos e 248 dias
Lucy Hannah carrega a medalha de bronze no aspecto longevidade. Mas, apesar de ter vivido 117 anos e 248 dias, a norte-americana é a mais velha representante do clube dos 110 a não ter garantido uma entrada no Livro Guinness de Recordes. O título lhe escapou por conta de Jeanne Calment (ela de novo!), a insuperável primeirinha do grupo. No caso de Lucy, o segredo para a longa vida parece estar no código genético: duas de suas irmãs alcançaram a marca dos 100 anos, e sua mãe viveu 99 anos.

Sarah DeRemer Knauss (1880 – 1999)
Idade: 119 anos e 97 dias
Sarah Knauss foi uma habilidosa costureira – foi ela quem fez o próprio vestido de noiva. A estadunidense acompanhou duas Guerras Mundiais, 23 presidentes dos Estados Unidos e o naufrágio do Titanic. O seu segredo da longevidade? Segundo Kathryn, sua única filha, sua mãe sempre foi uma pessoa muito tranquila e não se irritava com nada. Pelo visto, a filha aprendeu bem: Kathryn viveu 101 anos. Tranquilidade ou um ótimo DNA?

Jeanne Calment (1875 – 1997)
Idade: 122 anos e 164 dias
Não são apenas os muitos anos vividos por esta francesa que tornam sua história fascinante. Jeanne Calment, nascida em 1875 na cidade de Arles, a francesa (que acompanhou a construção da Torre Eiffel) tinha uma boa anedota para contar: aos 13 anos, ela conheceu Vincent Van Gogh. O pintor visitou a loja do tio da garota para comprar materiais. O encontro certamente causou uma impressão forte em Jeanne, que era categórica ao afirmar que Van Gogh era “sujo, mal vestido e desagradável”. Apesar de nunca ter praticado esportes, não ter aberto mão do cigarro até os 117 anos e de ter tido como hábito comer quase 1kg de chocolate por semana (pode estar aí o segredo!), Jeanne nunca ficou parada: andou de bicicleta até os 100 anos.

A mulher mais velha de todos os tempos
A mulher mais velha de todos os tempos

10.370 – Longevidade- Má Notícia: Perda de olfato pode diminuir a expectativa de vida


O olfato pode ser um indicador de longevidade, revelou uma pesquisa da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, publicada nesta quarta-feira no periódico Plos One.
De acordo com os cientistas, um sistema olfativo saudável tem células tronco capazes de se regenerarem. A perda de olfato, então, seria um sinal da diminuição da capacidade do organismo de se reconstruir e um indicativo de problemas mais sérios de saúde.
Participaram da pesquisa 3 005 pessoas com idades entre 57 e 85 anos. Foram testadas suas habilidades em identificar cinco cheiros: rosa, couro, laranja, peixe e hortelã-pimenta. Cinco anos depois, os estudiosos repetiram o teste com os mesmos voluntários.
No intervalo dos dois exames, 430 participantes morreram. Desses, 39% erraram todos os odores no primeiro teste, 19% duas ou três vezes e 10% uma vez. Isso significa que as pessoas com os piores desempenhos no primeiro teste apresentaram quatro vezes mais risco de morrer nos cinco anos seguintes do que os indivíduos que tinham melhor olfato.
“Disfunção olfativa é um fator de risco independente para a morte. Ela é mais forte do que várias causas comuns, como insuficiência cardíaca, doença pulmonar e câncer. Por isso, quando a pessoa percebe que teve uma perda nesse sentido, o ideal é ela procurar um médico”, disseram os pesquisadores.

10.183 – Descoberta revelações sobre a logevidade humana em sangue de senhora de 115 anos


Um estudo celular realizado com o sangue da holandesa Hendrikje van Andel-Schipper, falecida em 2005, aos 115 anos de idade, revelou ser uma das ferramentas para a compreensão da longevidade.
Na verdade, Andel-Schipper não era apenas a pessoa mais idosa do mundo, porém a mais velha a doar seu corpo e órgãos para estudos científicos, o que permitiu que cientistas holandeses e norte-americanos pesquisassem diversos aspectos de sua história celular, especialmente, a das células sanguíneas.
Em 2011, seu genoma, que durante sua vida havia passado por mais de 400 mutações, foi cuidadosamente analisado e revelou um segredo aos cientistas. “Para nossa surpresa, descobrimos que no momento da morte, o sangue periférico vinha das duas únicas células tronco sanguíneas ativas”, comentou um membro da equipe”. “A medula óssea possui em torno de 11 mil células-tronco hepatopáticas, das quais 1.300 estão ativamente renovando nossas células sanguíneas. No caso de Hendrikje van Andel-Schipper, a maioria das células era derivada apenas de duas destas células estaminais.”
Isto indica que, à medida que envelhecemos, a reserva das células-tronco diminui até que todas as nossas células sejam clones de apenas umas poucas. Os pesquisadores destacaram que, grande parte das alterações ocorridas no sangue da holandesa ocorreram de forma inofensiva, permitindo que, no momento de sua morte, todas as funções vitais e mentais estivessem intactas.

9948 – A morte pode esperar… Sentada!


Um famoso casal resolveu congelar o sangue do cordão umbilical de seu filho, um celeiro de células-tronco que estará “válido para uso” pelos próximos 50 anos. A esperança dos pais é que a medicina evolua a tal ponto de conseguir usar essas células (uma espécie de célula curinga que se especializa formando diferentes tecidos humanos) para produzir em laboratório órgãos inteiros, seja um rim, um fígado, um coração ou uma parte do cérebro, substituindo qualquer região doente do organismo. Ainda não se sabe exatamente como chegar lá, mas como as pistas não param de aparecer, a corrida pela longevidade já começa na maternidade: assim como a de José Pedro, estima-se que atualmente existam mais de 100 mil amostras de sangue de cordões umbilicais congelados em diversos locais do mundo.
Essas crianças serão salvas de uma série de doenças que assombram atualmente a humanidade – a leucemia, por exemplo – e conseguirão viver mais. Num futuro um pouco menos próximo, a batalha pela vida longa vai começar antes mesmo da concepção: destrinchando o papel dos genes do envelhecimento, cientistas poderão conseguir manipulá-los em laboratório, programando os bebês para viver muito mais.
Em linhas gerais, é na direção das pesquisas celular e genética que apontam os esforços para aumentar a longevidade humana. O que fazer para não morrer tão cedo, ou pelo menos para dominar o processo do envelhecimento, é o sonho da ciência – e a ideia fixa de todos nós. Só para se ter uma ideia, em 1999, os cremes e as loções antienvelhecimento movimentaram nada menos do que R$ 466 milhões. Foram feitas mais de 300 mil cirurgias plásticas nos hospitais brasileiros no mesmo ano, o que representa um crescimento de quase 500% em dez anos. Ninguém quer ficar velho, enrugado, e muito menos encarar a morte, momento, aliás, que estamos conseguindo prorrogar cada vez mais: em 1900, a expectativa média de vida no Brasil ao nascer era de 33 anos. Hoje, já estamos na marca dos 67.
Estudos demográficos apontam que, em 2025, o brasileiro viverá em média 75,3 anos e, por volta do ano de 2050, 2 bilhões de pessoas terão mais de 60 anos. “Quem consegue chegar bem aos 60 tem uma expectativa de pelo menos mais 23 anos pela frente”, afirma João Toniolo Neto, chefe da disciplina de geriatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Se estamos vivendo mais, é graças aos avanços no saneamento básico, a descobertas de novas drogas como antibióticos, a fatores ambientais e de prevenção. Para chegar mais longe, cientistas querem primeiro saber sobre o processo de envelhecimento em si, assunto que só vem sendo estudado com rigor científico há cerca de 30 anos. A primeira seta aponta para a descoberta dos genes que determinam a longevidade. Em condições normais, alguns genes existem para fabricar proteínas responsáveis pelo limite da vida de cada indivíduo. Se esses genes forem modificados em laboratório, poderiam então aumentar a longevidade. A divisão celular também está sendo pesquisada com rigor. Sabe-se que nossas células nascem com um número programado de divisões e que ele está diretamente ligado ao tempo de vida.
As células humanas podem se dividir 50 vezes e nosso limite de vida é de 122 anos – marca estabelecida pela francesa Jeanne Calment, morta em 1997, que, segundo registros oficiais, foi o ser humano mais longevo a passar pelo planeta. As células de ratos, por exemplo, que vivem cerca de três anos, se dividem apenas 15 vezes. A cada divisão celular, os cromossomos perdem uma parte de seu telômero – um emaranhado de DNA que fica na ponta do cromossomo – até que ele se acaba e a célula morre. Pois bem, uma pista para a imortalidade foi a descoberta de enzimas que evitam a perda do telômero e, portanto, a morte da célula. Acontece que são exatamente essas danadas que produzem células cancerosas. Por isso geriatras e oncologistas trabalham juntos para que tal “efeito colateral” desapareça.
Cientistas estão realizando inúmeros testes em laboratórios para prolongar a vida – por enquanto, as criaturas beneficiadas são vermes, leveduras e moscas de banana, que por incrível que pareça têm semelhanças genéticas com nossas células. Uma experiência interessante está acontecendo em um dos laboratórios na Universidade da Califórnia. Ali, vivem milhares de Drosophila melanogaster, as mosquinhas de frutas. O biólogo Michael Rose, coordenador da experiência, conseguiu dobrar a vida dos insetos mexendo em seu processo de seleção genética. Por gerações e gerações, os ovos do inseto foram colocados em locais ideais de crescimento. Depois de dois anos nascendo em condições melhores, o laboratório tem moscas que vivem duas vezes mais. No verme C. elegans, pesquisadores descobriram que a alteração de um único gene aumenta significativamente o tempo de vida. Esse gene fabrica, no verme, uma proteína que se parece com a insulina.
Nos seres humanos, a insulina controla diversas funções, tais como o metabolismo de glicose e o crescimento celular. Portanto, embora ainda não haja estudos conclusivos, especula-se que aí possa estar uma das chaves da longevidade. A questão agora é descobrir de que forma os seres humanos reagem a tais intervenções, uma vez que os genes interagem com os fatores ambientais. “As causas do envelhecimento estão 75% ligadas às condições de vida e apenas 25% à herança genética”, afirma Clineu de Mello Almada Filho, diretor do Instituto de Geriatria e Gerontologia da Unifesp.

Boca fechada não entra mosquito e aumenta a sobrevida
Até agora, o único método que vem demonstrando força para intervir no processo natural de envelhecimento é a restrição calórica – uma dieta de baixas calorias, correspondentes a dois terços do que se come normalmente, apenas o necessário para manter os sistemas vitais operando. Ainda não se sabe exatamente o porquê, mas a experiência já dobrou a expectativa de vida de ratos. Estudos em andamento com 75 macacos no Instituto Nacional do Envelhecimento dos Estados Unidos, em Maryland, parecem ir pelo mesmo caminho. Mas trata-se de um experimento um tanto radical – para não dizer temerário – para ser realizado em humanos. Segundo Donald Ingram, coordenador do trabalho com os macacos, suspeita-se que a dieta de fome reduza a produção de radicais livres, que nascem durante a transformação de glicose em energia dentro da célula.
São os radicais livres, aliás, os grandes vilões do envelhecimento. Por serem potencialmente reativos com moléculas biológicas, eles são capazes de causar a oxidação e danos irreversíveis às células. Com isso em mente, o uso de antioxidantes, como as vitaminas E e C, foi amplamente divulgado para o combate ao envelhecimento. O problema é que até agora não foi provado – a não ser em vermes – que doses extras de antioxidantes realmente funcionam em humanos. O mesmo pode-se dizer das tão badaladas reposições hormonais. É verdade, sim, que os hormônios são poderosas substâncias químicas que mantêm o funcionamento normal do organismo. E também é verdade que, com a idade, despenca a produção de hormônios, como a testosterona e o estrógeno. Mas não está claro como os hormônios influenciam diretamente no envelhecimento e, pior, quais os efeitos da reposição hormonal a longo prazo. “Cada caso deve ser analisado individualmente. Para algumas pessoas, a reposição pode ser benéfica.

O mal de Alzheimer, doença degenerativa que age no sistema nervoso central e que afeta pelo menos 15 milhões de pessoas no mundo, conta com uma novidade que consegue retardar sua evolução: um medicamento chamado memantina. Segundo Barry Reisberg, psiquiatra da Escola de Medicina de Nova York, que testou a droga por seis meses em doentes americanos, o tratamento é o primeiro a demonstrar uma resposta imediata do cérebro na proteção contra a doença. Para diabetes, outro mal que assombra idosos, médicos têm usado com sucesso o Xenical – sim, aquele remédio para dieta que provoca diarréia. “O Xenical atua diminuindo o índice de glicose em pacientes com predisposição a diabetes, impedindo, ou no mínimo retardando, o aparecimento da doença”, afirma João Toniolo Neto, chefe da disciplina de geriatria da Unifesp.
Mas não tem jeito. Enquanto as pesquisas ainda engatinham, quem quiser realmente retardar o envelhecimento e viver infinitamente mais e melhor vai ter de dar ouvidos à máxima dos médicos: levar uma vida saudável. Não fumar, não beber, praticar exercícios físicos e mentais, comer e dormir, não ficar muito estressado. Essa é a única fórmula que está cientificamente comprovada. Repare nas fotos do jovem senhor de 75 anos que ilustram esta reportagem. O engenheiro capixaba Joel Guimarães faz ginástica regularmente há pelo menos 20 anos. Atualmente, ele exagera um pouco: acorda todos os dias às 3h da manhã para treinar para suas maratonas, que já lhe renderam mais de uma centena de medalhas. A morte, por Joel Guimarães: “Para que viver 130 anos sofrendo em uma cama? Não penso em viver muito. Penso em viver bem”.

9521 – Biologia – Conheça a espécie que pode viver 300 anos sem envelhecer


Antes de ler este artigo publicado pela revista Nature, qualquer pessoa poderia acreditar na existência de apenas uma forma de envelhecimento, que poderia ser aplicada para qualquer ser vivo. No entanto, esta investigação, realizada por uma equipe internacional de pesquisadores mostra o contrário: esta forma de envelhecimento, própria dos seres humanos, não é sequer a mais comum, diante das variadas maneiras de envelhecimento e fertilidade manifestadas entre diversas espécies. Diante deste cenário, seria impossível desenvolver uma única teoria que se aplique a todos. Entre as 46 espécies de plantas, insetos, aves, répteis, mamíferos (entre eles os seres humanos), de variados ambientes e épocas, algumas mostraram padrões de comportamento absolutamente surpreendentes, a tal ponto que para nós, humanos, é difícil entender como algo assim poderia existir. Por exemplo, o caso dos seres vivos que possuem uma taxa de mortalidade que vai caindo à medida que envelhecem e outros que, ao longo do tempo, se tornam cada vez mais férteis.
Entre os casos mais intrigantes está o da Borderea pyrenaica, uma plantinha dos Pirineos, de cinco centímetros de tamanho e apenas 5 gramas de peso. Ela pode viver 300 anos sem mostrar sinais de envelhecimento. Ou seja, ela pode viver três séculos em plena juventude. Outro caso é a Hydra, um pequeno animal hermafrodita de água doce, que é talvez o mais longevo do planeta: pode chegar a viver 1400 anos. Uma das vantagens adaptativas que lhe permitem uma vida tão longa está na sua capacidade de regeneração. No artigo, também são mencionados outras espécies como a tartaruga do deserto, em que a taxa de mortalidade se reduz ao longo do tempo, e a já mencionada Borderea, cujo índice de fertilidade aumenta de acordo com a velhice e segue em ritmo crescente até sua morte.

9038 – Biologia – Quais são os animais que vivem mais tempo?


O animal que viveu mais tempo
O animal que viveu mais tempo

As tartarugas Marion das Ilhas Sechelles, no oceano Índico, detêm o recorde de longevidade entre os animais, já se constatou um espécime com 150 anos de idade. O mamífero de vida mais longa é o homem. Alguns seres humanos vivem cerca de 110 anos. Segue-se o elefante asiático, com 78.
Tartaruga-das-seychelles (Dipsochelys hololissa) é uma espécie de jabuti nativa das Seychelles.

Morre na Índia tartaruga de 250 anos (?)
CALCUTÁ, Índia – Uma tartaruga gigante, que especialistas acreditavam se tratar do animal mais velho do mundo, morreu no zoológico de Calcutá. Ela teria presenciado uma grande parte da história indiana moderna. Ditos locais dizem que Addwaita, uma tartaruga de Aldabra, estava com cerca de 250 anos.
Isso transformaria a tartaruga no animal catalogado que viveu pelo maior período, mais até do que Harriet, a tartaruga de Galápagos, com 176 anos que está no zoológico da Austrália. Harriet foi tirada da Ilha de Santa Cruz pelo pesquisador Charles Darwin no século 19. O diretor do zoológico de Calcutá, Subir Chowdhury, entretanto, insiste que, de acordo com os registros do zoológico, Addwaita era muito mais velha.
Chowdhurry pretende fazer um exame de carbono no casco de Addwaita para determinar exatamente a idade da tartaruga. Addwaita chegou no zoológico em 1875. Autoridades dizem que ela era um dentre quatro tartarugas trazidas à Índia por marinheiros britânicos das ilhas Seychelles como um presente para o Lorde Robert Clive, da Companhia das Índias Orientais. Clive estabeleceu o controle britânico na Índia, depois retornou à Inglaterra em 1767.
Enquanto as outras três tartarugas morriam, Addwaita continuou firme e forte, vivendo no jardim de Clive antes de ser transferida para o zoológico.
As tartarugas de Aldabra vêm do atol de Aldabra, nas ilhas Seychelles, e normalmente vivem mais de 100 anos. Machos chegam a pesar mais de 250 kg.
Addwaita, que não se sentia bem há alguns dias, foi encontrada morta em sua gaiola na quarta-feira, autoridades confirmaram que Addwaita foi cremada.

9013 – Biologia – Cérebro controla o envelhecimento do corpo


Morreremos quando os órgãos falharem. Essa falha pode ser causada por acidentes, doenças ou pelo desgaste natural dos tecidos ao longo da vida. Mas pode existir também um quarto elemento: a ação do seu próprio cérebro. Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, descobriu que o cérebro humano possui uma espécie de relógio interno – que determina quanto tempo o organismo irá viver. Isso acontece no hipotálamo, uma região no meio do cérebro que controla diversas reações do corpo, como fome, sede e sono. Em estudos com ratos, os pesquisadores notaram algo interessante: conforme o animal envelhece, o hipotálamo vai elevando o nível de um conjunto de proteínas chamado NF-kB. Os cientistas resolveram fazer um teste. Usando manipulação genética, criaram ratos imunes a essas proteínas. Surpreendentemente, os bichos viveram 23% a mais que a média.
Ainda não se sabe por que a proteína está ligada ao processo de envelhecimento. Uma possível explicação é que ela gere processos inflamatórios crônicos no corpo – que, no longo prazo, desgastariam os órgãos e poderiam predispor a doenças. “Não temos como acabar com o envelhecimento. Mas talvez possamos estender o tempo de vida das pessoas”, acredita Cai.

8959 – Biologia & Genética – Mudar o estilo de vida pode reverter envelhecimento celular


telômero

Os pesquisadores sabem há bastante tempo que mudanças no estilo de vida — como a adoção de dietas e a prática de exercícios físicos — podem melhorar a saúde de um indivíduo, prevenindo problemas cardíacos e aumentando sua expectativa de vida. Uma pesquisa publicada na revista The Lancet Oncology nesta terça-feira mostra, pela primeira vez, que essas mesmas mudanças também podem impedir, e até reverter, o envelhecimento das próprias células do indivíduo — e do DNA em seu interior.
Os telômeros são estruturas de proteína localizados no final de cada cromossomo. Eles fornecem uma proteção semelhante à presente nas pontas dos cadarços. Eles costumam envolver as extremidades do DNA, ajudando a mantê-lo estável e impedindo seu desgaste. No entanto, conforme as células se dividem, os telômeros se tornam mais curtos e mais frágeis. Assim, com o passar do tempo, eles se tornam menos capazes de proteger os cromossomos e podem ser usados como uma espécie de indicador da idade das células.
Os pesquisadores já sabem que comprimentos menores dos telômeros estão associados a um risco maior de morte prematura e doenças relacionadas com a idade, incluindo muitas formas de câncer — como o de mama, próstata, pulmão e colorretal —, doenças cardiovasculares, demência, AVC, osteoporose e diabetes.
Em seu estudo, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, analisaram se mudanças no estilo de vida poderiam ter influência direta no próprio tamanho dos telômeros e não só na saúde geral do corpo. Para isso, analisaram o DNA de um pequeno grupo de homens diagnosticados com câncer de próstata de baixo risco, e que não tinham sido submetidos a tratamentos convencionais como cirurgia ou radioterapia.
Dez desses homens foram selecionados para passar por um tratamento que incluía uma mudança completa em seu estilo de vida, incluindo a adoção de uma dieta vegetariana, um regime de exercícios físicos moderados, a prática de técnicas de gerenciamento de stress — como meditação e ioga — e uma maior proximidade com família e amigos. Outros 25 homens serviram como um grupo de controle, e não passaram por nenhum tipo de tratamento.
Os cientistas mediram o comprimento dos telômeros de todos os participantes antes do início do estudo e após cinco anos. Como resultado, descobriram que os indivíduos que não passaram por nenhum tratamento apresentaram um leve envelhecimento no nível celular, com o comprimento de seus telômeros diminuindo 3%. Já os voluntários que adotaram mudanças abrangentes em seu estilo de vida rejuvenesceram — seus telômeros aumentaram, em média, 10%.
Além disso, o estudo mostrou que existe uma relação significativa entre o grau com que os indivíduos adotaram o novo estilo de vida e a alteração em seus telômeros: quanto mais os participantes assumiram os novos comportamentos, mais seus telômeros aumentaram de tamanho. Mostraram assim que essas mudanças podem, sim, reverter o envelhecimento das células. “Se confirmarmos esses resultados em estudos de grande escala, vamos ser capazes de provar que mudanças globais no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de uma grande variedade de doenças e mortalidade prematura”, diz Dean Ornish, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e autor do estudo.

Glossário:
TELÔMEROS
São as ‘tampas’ das extremidades do cromossomo, uma forma de proteção similar à presente nas pontas de um cadarço de tênis. Sempre que um cromossomo é replicado para a divisão celular, os telômeros encurtam. Esse encurtamento tem sido visto por diversos cientistas como um marcador biológico do envelhecimento, o relógio que marca a duração da vida de uma pessoa e sua condição de saúde.