14.131 – O Rádio Transistorizado


radio Nissei
Rádio é Nissei, o resto eu não sei

Receptor de rádio portátil que usa circuito baseado em transistor. Os primeiros rádios foram desenvolvidos em 1954, seguido da invenção do transistor que foi em 1947, tornaram-se o dispositivo de comunicação eletrônico mais popular da história, sendo produzidos bilhões nos anos de 1960 a 1970. Seu tamanho de bolso provocou uma mudança nos hábitos de escuta de música, permitindo que as pudessem ouvir música em qualquer lugar. No começo da década de 1980, os rádios AM baratos foram substituídos por aparelhos com melhor qualidade de áudio como, CD players portáteis, leitores de áudio pessoais, e caixas de som.

Antes do transistor ter sido inventado, os rádios usados eram criados usando válvula eletrônica. Embora tenham sido criados rádios portáteis valvulados, eles eram volumosos e pesados, devido às grandes baterias necessárias para abastecer o alto consumo de energia dos tubos.
Bell Laboratories demonstrou o primeiro transistor em 23 de dezembro de 1947. Depois de obter a proteção das patentes, a empresa realizou uma coletiva de imprensa em 30 de junho de 1948, onde foi demonstrado um protótipo de rádio transistor.
Há muitos pretendentes ao título de primeira empresa a produzir rádios transistorizados. Texas Instruments havia demonstrado a utilização de rádios AM (modulação de amplitude) em 25 de maio de 1954, mas o seu desempenho foi bem inferior ao de modelos valvulados. Um rádio foi demonstrado em agosto de 1953 em uma Feira em Düsseldorf pela empresa alemã Intermetall. Foi construído com quatro de transistores feitos à mão pela Intermetall. No entanto, como acontece com as primeiras unidades, a Texas Instruments (e outros) construíram apenas protótipos. RCA havia demonstrado um protótipo de rádio transistorizado em 1952, mas Texas Instruments e Regency Divisão de IDEA, foram os primeiros a oferecerem um modelo de produto a partir de outubro 1954.
Durante uma viagem aos Estados Unidos em 1952, Masura Ibuka, fundador da Tokyo Telecommunications Engineering Corporation (atual Sony), descobriu que a AT&T estava prestes a tornar o licenciamento para o transistor disponível. Ibuka e seu parceiro, o físico Akio Morita, convenceu o Ministério do Comércio e Indústria Internacional (MITI) japonês para financiar a taxa de licenciamento $25.000. Durante vários meses Ibuka viajou por todo os Estados Unidos tomando ideias dos fabricantes de transistores americanos. Com as ideias melhoradas, Tokyo Telecommunications Engineering Corporation fez seu primeiro rádio transistor funcional em 1954. Dentro de cinco anos, Tokyo Telecommunications Engineering Corporation cresceu de sete funcionários para cerca de quinhentos.
Outras empresas japonesas logo seguiram a sua entrada no mercado americano e o total de produtos eletrônicos exportados do Japão em 1958 aumentou 2,5 vezes em comparação a 1957.

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14.120 – História da Eletrônica – O Tubo de Raios Catódicos


tubo
Um tubo de raios catódicos ou cinescópio (também conhecido pelo acrónimo CRT, derivado da expressão inglesa cathode ray tube) é um tipo de válvula termiônica contendo um ou mais canhões de elétrons e um ecrã fluorescente utilizado para ver imagens. Seu uso se dá principalmente em monitores de computadores e televisores (cinescópios de deflexão eletromagnética) e osciloscópios (cinescópios de deflexão eletrostática). Foi inventado por Karl Ferdinand Braun em 1897.
Foi em um tubo de raios catódicos que, em 1897, o físico J. J. Thomson verificou a existência do elétron.
As primeiras experiências com raios catódicos são creditadas a J. J. Thomson, físico inglês que, em seus três famosos experimentos, conseguiu observar a deflexão eletrostática, uma das funções fundamentais dos tubos de raios catódicos modernos. A primeira versão do tubo de raios catódicos foi inventada pelo físico alemão Ferdinand Braun em 1897, tendo ficado conhecida como tubo de Braun.
EM 1907, o cientista russo Boris Rosing usou um tubo de raios catódicos na extremidade receptora de um sinal experimental de vídeo para formar uma imagem. Ele conduziu o experimento para mostrar formas geométricas simples na tela. Foi a primeira vez em que a tecnologia de tubo de raios catódicos foi usada para o que agora conhecemos como televisão.
O primeiro tubo de raios catódicos a usar cátodos quentes foi desenvolvido por John B. Johnson e Harry Weiner Weinhart, da Western Electric, tendo se tornado um produto comercial em 1922.[citation needed]
O primeiro televisor comercializado com tubo de raios catódicos foi fabricado pela Telefunken, na Alemanha, em 1934.
A máscara de sombra, formada por uma chapa de aço com cerca de 150 micros de espessura e com cerca de 350 mil furos é conformada em uma fôrma convexa em prensas, lavada e passa por um processo de enegrecimento. Esta chapa é fixada em um anel metálico para dar rigidez e que é fixado à tela por molas.
A camada fotossensível (camada de fósforo) é aplicada na parte interna da tela usando um processo fotoquímico. O primeiro passo é um pré-tratamento da superfície seguido do recobrimento com uma suspensão de fósforo verde. Depois de seca, a máscara é inserida na tela e o conjunto é exposto a uma luz UV que reage na parte exposta pelos furos da máscara. Os raios de luz são emitidos de tal forma que as linhas de fósforo estejam no mesmo ponto que o feixe de elétrons colidirá. Então a máscara é removida da tela e a área não exposta à luz é lavada. Nas áreas que foi exposta, o fósforo adere à tela como resultado de uma reação fotossensível. Na sequência as outras duas cores (azul e vermelho) seguem no mesmo processo.
Para os tubos que utilizam a tecnologia de matriz, linhas de grafite são colocadas entre as linhas de fósforos antes do processo Flowcoating em um processo similar chamado de processo Matrix.
Toda a região da tela é coberta posteriormente com uma camada de alumínio, este alumínio conduz os elétrons e também reflete a luz emitida para trás (efeito espelho).
Em paralelo ao Processamento de Telas, a parte interna do cone de vidro foi recoberta com uma camada de material condutivo. Uma pasta de esmalte é aplicada à borda do cone que após o forno se funde com a tela. A partir do forno o cone e a combinação tela/máscara, incluindo o cone metálico que serve de blindagem magnética, são fundidos no esmalte em alta temperatura.
O canhão eletrônico é inserido e selado no pescoço do cone, o vácuo é formado no interior do bulbo, o qual em seguida é fechado. Neste momento o bulbo se torna um tubo. Um “getter” (elemento químico com alta capacidade de combinação com gases não inertes), montado em uma fase anterior do processo, é evaporado por meio de aquecimento com alta frequência, para que se combine com possíveis átomos residuais de gases, através de reações químicas.
A parte externa do cone do cinescópio é recoberta por uma camada condutiva e uma cinta metálica é colocada na borda do painel através de um processo que envolve o aquecimento da cinta, a sua aplicação à borda do painel, seu resfriamento e consequente contração, para proteger o tubo contra possíveis riscos de implosão.
Alguns cinescópios, dependendo do modelo e fabricante podem possuir metais nobres e até valiosos, tal como paládio, platina e eventualmente ouro, além de terras raras, algumas delas inclusive com pequeno potencial radioativo. Miligramas ou mesmo gramas desses metais e terras raras podem ser encontrados nos catodos e nas grades de difusão ou máscaras.
Dependendo de estudos de viabilidade, a extração desses metais pode compensar o custo de tratamento do descarte e da reciclagem, como já ocorre com os chips recobertos por filmes de ouro e entre outros, determinados conectores e soquetes utilizados em placas de circuito impresso, contatos de relés e etc.
Existem ainda alguns tubos de altíssima luminosidade que podem, apesar de não ser absolutamente certo isso – por estar entre os segredos de fabricação (vide referências) – conter diminutas quantidades de material radioativo pesado, tal como o tório, utilizado no endurecimento e aumento de resistência ao calor dos componentes do canhão eletrônico, tornando o negócio de reciclagem no mínimo desaconselhável para leigos e no pior caso exigindo inclusive disposição especial em áreas especialmente preparadas para recebê-los, para evitar graves contaminações, possivelmente cumulativas, no meio ambiente.
Lembrando que, ainda hoje no Brasil e em outros países, dispositivos mais simples tecnologicamente, mas submetidos a grande calor durante a operação, tal como “camisas de lampião”, são banhadas em material radioativo para permitir às cerdas das mesmas atingirem altas temperaturas sem romperem-se facilmente – o mesmo principio de tratamento por tório, costumava ser utilizado nos cátodos de alguns cinescópios.
Já os televisores mais antigos, aqueles com válvulas termiônicas, contêm algumas delas com cátodos compostos com terras raras, porém em diminutas quantidades. Apesar de encontrarem-se diversas dessas válvulas eletrônicas com informações relativas ao uso de terras raras radioativas nos cátodos, não se sabe exatamente se possuem ou não radioatividade inerente suficiente para causar danos, porém nos recicladores o contato constante com esses materiais poderá ser mais um fator para que não sejam reciclados em ambientes não controlados.
O que torna o assunto da reciclagem de componentes eletrônicos e válvulas termiônicas algo um tanto delicado e que exigiria sempre a presença de um técnico especializado para avaliar o impacto ao meio ambiente e para realizar o descarte seguro desses componentes.
Aparelhos antigos podem conter maior quantidade desses componentes.
Seria irresponsável dizer às pessoas que simplesmente os atirem ao lixo, mas também é irresponsável dizer que leigos poderiam cuidar desse assunto – mesmo descartando-os em Ecopontos como os muitos mantidos pela prefeitura em grandes cidades de São Paulo.

14.093 – Audiotecnologia – Como Funciona um Alto Falante


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Graças aos nossos ouvidos conseguimos ouvir sons produzidos por diversos dispositivos como buzinas, campainhas, bumbos, alto-falantes, etc. Os alto-falantes hoje estão em diversos aparelhos eletrônicos, sendo muito utilizados para incrementar carros de sons, como mostra a figura acima.
Podemos simplificar a definição de alto-falantes como sendo componentes que transformam sinais elétricos de uma corrente elétrica em oscilações de pressão no ar, em forma de onda sonora. Caso observemos bem de perto um alto-falante, poderemos verificar que seus componentes básicos são um ímã permanente, preso na armação do alto-falante, e uma bobina móvel, que está fixa no cone de papel.
Quando aplicamos uma corrente elétrica variável na bobina, esta é repelida ou atraída pelo campo magnético do ímã permanente. Desta forma, o conjunto bobina-cone é movido para frente e para trás, empurrando o ar em sua volta, criando uma onda de compressão e rarefação no ar, ou seja, uma onda sonora.
Por exemplo, aplicando uma corrente oscilante de 440 Hz na bobina, o cone do alto-falante vai se mover para frente e para trás com esta mesma frequência, produzindo uma onda sonora de 440 Hz.
A bobina, presa ao cone, é movida para frente e para trás por meio da força magnética, quando ela é percorrida por uma corrente elétrica.

14.075 -Robótica – Pesquisadores criam pele para robôs que pode regenerar seus circuitos sozinha


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Pesquisadores da Universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, podem ter encontrado uma solução para tornar os robôs mais resistentes. Trata-se de uma pele artificial feita de material híbrido e que pode se regenerar sozinha, permitindo a reconexão automática de circuitos. A expectativa é que a solução torne o reparo das máquinas mais barato, combatendo falhas elétricas comuns.
De acordo com a publicação da PhysicsWorld, a solução proposta pelos pesquisadores envolve um tipo de polímero. No entanto, para que o material se torne flexível e resistente a danos, são inseridas micro gotas de uma liga metálica à base de gálio-índio em uma casca macia e elástica. Com isso, cria-se um material híbrido “sólido-líquido” com propriedades macias, eletricamente isolantes e que pode se regenerar diversas vezes.
A “mágica” da solução proposta é a seguinte: quando há um dano no material desta pele robótica, as gotículas de metal presentes no material se rompem para formar novas conexões e redirecionar os sinais elétricos sem interrupção. Assim, as máquinas conseguem continuar as suas operações. De acordo com o chefe da pesquisa, Carmel Majidi, a inspiração para a técnica vem do sistema nervoso humano e sua capacidade de autorregeneração.
Embora o uso de materiais que se “curam” não seja uma novidade na indústria, há uma diferença importante em relação ao proposto pelos cientistas da universidade americana. A maior parte dos compostos atuais demandam exposição ao calor, aumento de umidade ou remontagem manual para que a recuperação ocorra. Já o composto híbrido pode fazer tudo automaticamente, reduzindo custos.

Além do uso em robôs, a equipe da Universidade de Carnegie Mellon acredita que o material também pode ser útil em computadores portáteis e dispositivos vestíveis. A tecnologia também pode ajudar a tornar realidade smartphones flexíveis, tão especulados para os próximos anos, uma vez que sua capacidade regenerativa pode ser usada para recuperar os circuitos internos dos aparelhos.
Apesar dessas características, ainda há espaço para avanços, especialmente no que diz respeito à danos estruturais e mecânicos. Segundo a equipe de pesquisadores norte-americano, o foco agora é desenvolver um material igualmente macio e flexível, mas que pode se regenerar de defeitos físicos.

13.922 – IBM acaba de revelar o primeiro computador quântico comercial do mundo


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A IBM, lançou o chamado IBM Q System One, que foi anunciado como sendo o primeiro computador quântico comercial que poderá ser usado por empresas. Infelizmente, o computador não será ofertado para os consumidores e você entenderá o motivo logo abaixo.
Os computadores com tecnologia quântica são considerados uma verdadeira revolução tecnológica por conseguirem processar mais dados de forma mais rápida, com possibilidade de mudar completamente o cenário atual de computadores no mundo.
Não espere instalar este computador na mesa do seu escritório tão cedo. Por enquanto, as empresas que querem pagar para usar a tecnologia poderão fazer uso da máquina apenas via cloud (ou seja, na nuvem) da IBM.

Computadores atuais X computadores quânticos
Os computadores usados por todos atualmente armazenam dados em binário, ou seja, 0 ou 1. No entanto, os quânticos são muito mais poderosos e armazenam dados usando qubits.
Os qubits permitem uma propriedade especial: 0 e 1 podem existir simultaneamente. Esse detalhe que parece uma “bobagem” dá aos computadores quânticos a capacidade de fazer exponencialmente mais cálculos de uma única vez, tornando-os tão poderosos que podem fazer tarefas incrivelmente complexas, como descobrir um novo medicamento, por exemplo – através de análises extremamente complicadas de atividade bioquímica e enzimática do corpo humano – ou criar códigos impossíveis de serem quebrados.
O computador encontra-se em uma caixa de vidro de borossilicato (um tipo de vidro que suporta temperaturas extremas) de 9 metros de altura por 9 metros de largura, em um ambiente completamente hermético. Sua aparência é elegante. O motivo de estar em uma caixa de vidro especial é simples: os qubits perdem suas propriedades de computação quântica se estiverem fora de condições extremamente específicas e controladas – uma delas é o frio!
Características
Um computador quântico precisa ser mantido bem gelado, muito abaixo de zero graus Celsius, em um ambiente completamente livre de radioatividade e eletromagnetismo.
A proposta da IBM é contornar estes desafios físicos de funcionamento para proporcionar aos futuros clientes uma experiência única. As dificuldades em estabilizar o computador em um ambiente tão controlado é o motivo pelo qual você não terá o pc em sua mesa de escritório – pelo menos não nos próximos anos. Ainda estamos longe de tornar este tipo de tecnologia acessível para consumidores.

13.552 – Primeiro modem comercial 5G da Intel já está sendo desenvolvido


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A empresa anunciou o desenvolvimento do seu primeiro modem 5G comercial, que deve ser lançado no mercado nos próximos anos.
O XMM 8060 é o primeiro modem 5G da Intel. Ele tem capacidade de funcionar em redes 5G, 4G, 3G e 2G. A expectativa da Intel é que os primeiros dispositivos com o chip cheguem às lojas em meados de 2019. Isso inclui smartphones, computadores, veículos e mais.
A expectativa é que as conexões 5G atinjam velocidades superiores a 5 Gbps. Além da Intel, outra empresa que trabalha na área é a Qualcomm, que já realizou uma conexão 5G que bateu a marca de 1 Gbps – ainda longe do potencial real da tecnologia.
O 5G só deve começar a operar comercialmente em 2020, e ainda assim deve demorar bastante até que as redes com a quinta geração de internet móvel estejam disponíveis para muita gente. Até lá, a Intel trabalha para ser um nome forte na área.

13.274 – Fundamentos de Eletricidade – Corrente Alternada e Corrente Contínua


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A corrente elétrica é um fluxo de elétrons (partículas de energia) que passa em um fio ou condutor. Quando os elétrons se movimentam em um sentido único, continuamente, essa corrente é chamada de contínua. Porém, se os elétrons mudam de direção constantemente, trata-se de uma corrente alternada.
Na prática, a principal diferença entre esses dois tipos de corrente elétrica está na capacidade de transmitir a energia. Em geral, a corrente alternada consegue atingir uma voltagem muito maior que a corrente contínua, o que significa que ela consegue chegar mais longe sem perder força.
A energia elétrica que consumimos nas nossas residências é produzida em usinas que ficam a muitos quilômetros de distância. Quando chega à tomada, portanto, a energia já percorreu um longo caminho, sendo transmitida por corrente alternada — o que, inclusive, evita desperdício de energia.
Apesar de ser mais vantajosa economicamente, a elevada tensão da corrente alternada pode ser muito perigosa, uma vez que pode provocar choques fatais. Justamente por isso, a alta voltagem é transformada em tensões mais baixas para entrar nas residências: geralmente 120 ou 220 volts.

Pulsante:

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Embora não altere seu sentido as correntes contínuas pulsantes passam periodicamente por variações, não sendo necessariamente constantes entre duas medidas em diferentes intervalos de tempo.
A ilustração do gráfico acima é um exemplo de corrente contínua constante.
Esta forma de corrente é geralmente encontrada em circuitos retificadores de corrente alternada.

13.219 – Eletricidade – Qual a função de um alternador?


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Todo carro tem uma alternador. É ele que que mantém a bateria sempre carregada, exatamente como ela saiu de fábrica. A função dele é a de converter a energia mecânica do motor em energia elétrica, devolvendo a carga à bateria.
Mesmo com o passar dos anos o alternador quase nada mudou, a não ser na aparência para ser instalado nos diversos modelos existentes, e na potência devido ao aumento dos componentes elétricos.
Mas o princípio do funcionamento é o mesmo. Ele é composto internamente por um rotor, escovas, regulador de voltagem, estator e mesa retificadora de diodos. Todos são assim, como o da foto acima, que é de um Ford Corcel com mais de 40 anos de fabricação.
Dizer que um alternador é um carregador de baterias é um exagero e pouco conhecimento dos fatos. Quase seria uma utopia esperar isso de uma peça como esta. Basta observar que quando sua bateria descarregou por um rádio ligado ou uma luz esquecida acesa, uma chupeta parece que resolveu tudo. Mas é apenas uma solução de emergência, para deslocar o carro de uma situação desagradável. Com o tempo a bateria vai arriar de novo. Um alternador gera energia apenas para repor uma determinada carga usada, como as que vem dos faróis, luz de freio, sistema de injeção, enfim, de toda a parte elétrica e eletrônica do carro. Confiar apenas no alternador para carregar sua bateria descarregada seria um erro, e uma troca de nome. Quem realmente carrega uma bateria descarregada é um carregador profissional, uma peça grande semelhante as usadas pelas fábricas. Algo parecido com a foto abaixo.

carregador de baterias

 

Uma bateria precisa ficar aos “cuidados”de um carregador como esse da foto acima por pelo menos 9 horas a uma carga constante de 10 amperes, o que é algo muito maior, em termos de gerar energia, do esperado de um alternador que subdivide a energia produzida.
Outro mito sobre um alternador é que ele aumenta o consumo de combustível do carro. Isso é irreal. O que pode causar isso é o equipamento interligado ao alternador, como o compressor do ar condicionado que também é tocado pela correia do motor, o que aumenta o esforço do motor e assim aumenta também o consumo. Alguns também afirmam que ao trocarmos uma bateria de menor capacidade por uma maior, devemos também trocar o alternador por um mais possante. Não é uma verdade. Basta pensar em um caminhão, dos antigos, que sempre foram equipados com baterias de 150 amperes (uma gigante do segmento) carregadas por um alternador de 35 amperes. Então por que um alternador de 60 amperes não conseguiria manter uma bateria de 60, ou 70?
O que importa é quanto de energia está sendo retirada da bateria do seu carro. Quanto mais equipamentos, acessórios como mídia, e som de competição, mais o alternador vai ser exigido.

12.787 – Transistores de carbono superam os de silício pela primeira vez


nanotubos
Pela primeira vez, cientistas conseguiram criar transistores usando nanotubos de carbono que tiveram melhor performance que os transistores de silício. Segundo os pesquisadores da University of Wisconsin-Madison, esse material deve levar à criação de processadores e antenas até cinco vezes mais rápidas ou eficientes que suas equivalentes de silício.
Os cientistas desenvolveram um método para depurar os nanotubos, eliminando interferências, e montá-los sobre os eletrodos metálicos de transistores em um suporte. Esse processo é semelhante ao da montagem de um processador.

Eliminando obstáculos
Já faz bastante tempo que os nanotubos de carbono são estudados como alternativa para o silício em processadores. Esses nanotubos são estruturas cilíndricas cujas paredes são feitas de carbono e têm a espessura de apenas um átomo. Por conta dessa característica, eles conduzem eletricidade muito melhor que o silício, e já foram usados para criar baterias, melhorar células solares e deixar materiais invisíveis.
Um dos desafios superados pelos cientistas foi o de selecionar nanotubos de carbono de alta pureza. Nanotubos com pequenas impurezas metálicas não podem ser usados na criação de transistores, já que elas atrapalham as propriedades semicondutivas do material. Usando polímeros, os pesquisadores encontraram condições nas quais é possível isolar os nanotubos sem resíduos, deixando menos de 0,01% dos nanotubos impuros.
Esse mesmo polímero também serve de isolante entre os nanotubos e os eletrodos metálicos. Após utilizá-lo para “purificar” os nanotubos, os pesquisadores usaram-no para alinhar o material na posição correta e, em seguida, levaram o conjunto para um forno a vácuo a fim de eliminar o polímero. Com isso, o alinhamento e a pureza dos transistores com nanotubos ficou muito melhor.

Ganhos de performance
Comparando o transistor de carbono com um transistor de silício de mesmo tamanho e geometria, os pesquisadores conseguiram passar 1,9 vezes mais corrente pelo de carbono. No futuro, eles acreditam que essa tecnologia permitirá a criação de transistores cinco vezes mais rápidos, ou cinco vezes mais eficientes, que os atuais de mesmo tamanho.
Isso permitiria a criação de processadores mais ágeis e com menor consumo de energia, o que, por sua vez, levaria a um aumento na duração da bateria de dispositivos portáteis. Além disso, as dimensões microscópicas dos nanotubos também permitem mudar rapidamente um sinal de corrente que viaja por eles, o que permitiria uma melhoria na largura de banda de dispositivos que usam redes sem fio.
No entanto, os pesquisadores ainda precisam encontrar maneiras de adaptar seu processo à geometria de transistores convencionais e de possibilitar a produção em larga escala dos novos transistores, segundo o Engadget. Por isso, essas novidades ainda estão a alguns anos de distância.
Além de todas essas vantagens, os nanotubos de carbono também seriam capazes de salvar a Lei de Moore. Com mais de 50 anos, a lei que dita o ritmo da evolução da indústria de chips já começa a dar claros sinais de desgaste.

12.556 – Tecnologia – Os Supercomputadores


Tianhe-1A
Ele já foi o supercomputador mais rápido do mundo em novembro de 2010 e, depois de dois anos e meio, está ainda entre os 10 mais velozes. Esta máquina é fabricada pela NUDT e pertence ao Centro Nacional de Supercomputador de Tianjin, China. Ela traz um processador com 183.638 núcleos, capaz de processar dados a uma velocidade média de 2,5 teraflops por segundo.

SuperMUC
Equipamento do Centro de Supercomputador de Leibniz, na Alemanha, o SuperMUC já foi o quarto mais veloz do mundo em junho de 2012. Atualmente, a nona posição que ocupa é graças ao processador de 147.456 núcleos, que processa dados a uma  velocidade média de 2,9 mil teraflops por segundo. Este computador é fabricado pela IBM.

Vulcan
O supercomputador Vulcan pertence ao Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, é fabricado pela IBM e traz 393.216 núcleos em seu processador. A unidade processa dados a uma velocidade média de 4,3 mil teraflops por segundo, além de contar com 393.216 GB de memória

Juqueen
Com processador de 458.752 núcleos, que alcança uma velocidade de 5 petaflops, esta máquina pertence ao Centro de Supercomputador de Jülich, na Alemanha. Ele tem memória de 458.752 GB e, em novembro de 2012, data da última medição feita pelo Top500, ocupava a quinta posição na lista.

Stampede
O Centro de Computação Avançada do Texas, localizado na Universidade do Texas, nos EUA, conta com o Stampede, sexto supercomputador mais rápido do planeta. Ele é fabricado pela Dell, traz 192.192 GB de memória e processador com mais de 462 mil núcleos, com velocidade de 5,1 mil teraflops por segundo.

Mira
O quinto colocado na lista pertence ao Departamento de Energia do Laboratório Nacional Argonne, nos Estados Unidos. Ele também é fabricado pela IBM e ocupava a quarta posição em novembro de 2012. A atual posição é garantida com um processador com mais de 786 mil núcleos, o qual processa dados a 8,5 petaflops por segundo.

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K Computer
O primeiro representante do Japão na lista está em quarto lugar. O K Computer pertence ao Instituto Avançado de Ciência do Computador RIKEN, no Japão. O mais rápido do mundo durante todo o ano de 2011, ele apresenta a seguinte configuração: processador com mais de 705 mil núcleos, velocidade de 10,5 petaflops por segundo e memória de 1.410.048 GB. Ele foi fabricado pela Fujitsu.

Sequoia
O Laboratório Nacional Lawrence Livermore é dono também do supercomputador Sequoia, terceiro mais rápido do mundo hoje. Fabricado pela IBM, esta máquina era a mais veloz do planeta há um ano, com mais de 1,5 milhão de núcleos, velocidade de mais de 17 petaflops por segundo e memória de 1.572.846 GB.

Titan
Há seis meses ele era o mais rápido do mundo, mas perdeu o topo da tabela mesmo com velocidade de 17,6 petaflops por segundo. Ele pertence ao Laboratório Nacional Oak Ridge, Estados Unidos, e seu processador traz mais de 560 mil núcleos. A memória aqui é de 710.144 GB e ele foi fabricado pela Cray Inc.

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Tianhe-2
E a China batalhou para retomar a liderança da lista de supercomputadores mais rápidos do planeta. O Tianhe-2, uma “versão atualizada” do décimo colocado desta lista, traz 3,1 milhões de núcleos, velocidade de 33,8 petaflops por segundo e memória de 1.024.000 GB. Esta máquina absurda é fabricada pela NUDT.

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10.862 – Telefonia Móvel – Como a inteligência artificial está melhorando o teclado do seu celular


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Se você já procurou algum teclado alternativo para Android ou iOS, certamente já conhece o SwiftKey. O aplicativo já é bastante popular graças a sua capacidade de aprender com o usuário e oferecer sugestões de texto, mas a empresa quer ir além. O próximo passo é a utilização de redes neurais em miniatura para conseguir oferecer resultados mais precisos.
Antes de tudo, é necessário entender como a versão atual do aplicativo funciona. Hoje, o SwiftKey utiliza um algoritmo baseado em probabilidade para prever qual é a próxima palavra, com um toque de aprendizado com o que o usuário costuma digitar. Ou seja: ele pega as duas últimas palavras e consulta um banco de dados para deduzir qual será a palavra seguinte e economizar algum tempo. Só que este modelo de duas palavras, chamado “modelo n-grama” é bastante limitado, porque analisar três ou quatro palavras iria requerer um banco de dados muito maior, dificultando a busca.
Já o modelo de redes neurais é diferente, usado no aplicativo SwiftKey Neural, aplica conceitos de inteligência artificial. O algoritmo é “treinado” com milhões de frases e cada uma é representada por um pedaço de código, que permite que permite que palavras sinônimas sejam associadas de forma mais precisa, possibilitando uma previsão de texto mais profunda e diversa.
Assim, o modelo usa frases para analisa a frase inteira para conseguir prever a próxima palavra. Um exemplo citado pelo Engadget é a frase “Meet you at the…” (uma frase informal como “te encontro no…”). O modelo antigo analisaria apenas as palavras “at the” (“no”) e sugeriria coisas sem sentido como “moment” (“momento”), “end” (“fim”) ou “same” (“mesmo”). Utilizando o conceito de redes neurais, é possível extrair um contexto do que foi digitado até então e sugerir palavras mais adequadas, como “hotel”, “aeroporto” ou “escritório”.
Contudo, vale observar que o aplicativo ainda não tem a personalização, que é o que faz o SwiftKey normal ser tão popular. O teclado ainda não é capaz de aprender com o usuário, e, portanto, não pode oferecer sugestões personalizadas, por funcionar de forma diferente do aplicativo básico. Isso não quer dizer que o recurso nunca vá existir, apenas que ele não existe neste momento.
Isso se deve ao fato de o aplicativo ainda está longe de estar pronto. Ele ainda está em fase alfa, que normalmente é um estágio antes de estar estável o suficiente para ser chamado de beta, o que significa que ele nem sequer é recomendável para o grande público, voltado apenas para entusiastas.

11.190 – Mega Cientistas – Alexander Graham Bell


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Filho de Eliza Grace Symonds e Alexander Melville Bell, nasceu em 3 de março de 1847, em Edimburgo (Escócia). Sua mãe era surda desde a adolescência, e seu pai era especialista em problemas auditivos e instrutor de deficientes auditivos. A família era tradicionalmente conhecida por treinar portadores de deficiência auditiva e trabalhar com a correção da fala. Alexander era o filho do meio dos três filhos do casal.
Quando Alexander Graham Bell tinha aproximadamente 14 anos, ele e seus irmãos construíram uma réplica do aparelho fonador, que continha palato, dentes, lábios e cordas vocais.
Mais tarde, entrou na universidade de Edimburgo. Posteriormente estudou na universidade de Londres e de Würzburg (Alemanha). Trabalhava como assistente de seu pai em Londres, quando seus irmãos faleceram, vítimas de tuberculose. Temendo a doença, seu pai resolveu sair da Inglaterra com a família em 1870. O destino escolhido foi à cidade de Ontário, no Canadá. Alexander Graham Bell tinha então 23 anos.
Um ano depois, em 1871, Alexander Graham Bell mudou-se para os Estados Unidos da América. Em 1872, na cidade de Boston, estado de Massachusetts Graham Bell abriu uma escola para alunos com dificuldades auditivas. Utilizava o método de pronuncia desenvolvido por seu pai em suas aulas aos surdos, chamado de “fala visível”, no qual são utilizados os lábios, a língua e a garganta na articulação do som.
Em 1873, Graham Bell passou a lecionar Fisiologia Vocal na universidade de Boston. Foi então que deu início a suas pesquisas sobre como utilizar a eletricidade na transmissão de sons, idéias que vinha desenvolvendo desde os 18 anos. No ano seguinte, enquanto trabalhava em um telégrafo múltiplo, desenvolveu as idéias básicas do que seria o telefone.
No dia 14 de fevereiro de 1876, entregou o pedido de patente de seu invento, o telefone, ao escritório responsável pelas patentes. Nesse mesmo ano apresentou sua invenção em uma exposição na Filadélfia, de onde a mesma foi lançada ao mundo. Em 11 de julho de 1877, Graham Bell casou-se com Mabel, ex-aluna em sua escola para surdos (havia ficado surda aos 5 anos). Em 1879, após fechar a recém lançada American Bell Telephone Company, fundou um laboratório no Canadá, onde continuaram suas experiências.
Alexander Graham Bell, além de inventar (e patentear) o telefone, teve em seu nome mais 17 patentes, e outras 12 em conjunto com alguns colaboradores. Em 1898, foi nomeado presidente da National Geographic Society. Morreu aos 75 anos, no dia 2 de agosto de 1922, na cidade de Beinn Bhreagh, no Canadá.

11.133 – Mega Techs – O Arsenieto de Gálio


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É um composto químico sintético, de fórmula mínima GaAs. É material semicondutor de interesse da indústria eletrônica/informática, muito utilizado na construção de circuitos integrados.
O arsenieto de gálio é obtido na forma de lâminas, a partir da combinação dos elementos químicos constituintes, arsênio e gálio, e permite, segundo a Revista da Siemens, a fabricação dos chips mais rápidos do mundo, os quais, embora mais caros do que os que utilizam substrato de apenas silício, são muito mais velozes na transmissão de informações, além de possibilitar uma redução significativa nos tamanhos dos equipamentos.
Depois de algumas décadas de uso, o silício foi desbancado por esse material.

11.110 – Internet pela luz atinge velocidade de 100 Gbps


Pesquisadores da Universidade de Oxford desenvolveram uma tecnologia que usa o Li-Fi, evolução do Wi-Fi que transfere dados utilizando luzes de LED, para entregar internet com velocidade de mais de 100 Gbps. De acordo com os responsáveis pelo projeto, a rede pode atingir taxas superiores a 3 terabits por segundo.
A Li-Fi é apontada como sucessora do Wi-Fi por oferecer velocidades superiores e custar menos do que as ondas de rádio. O usuário poderia, por exemplo, enviar e receber informações com a mesma velocidade, sendo que a rede também se destaca por ser acessível e de baixo custo.
No entanto, há algumas complicações: por utilizar a luz para transmitir dados, a nova rede não é capaz de atravessar paredes, o que limitaria seu uso em residências, por exemplo.
Por enquanto o projeto está em fase de testes. A equipe de pesquisas agora trabalha para desenvolver um sistema de rastreamento e localização para que a rede o encontre e crie um link automaticamente.

11.015 – Arma de Guerra – O super canhão eletromagnético da Marinha dos EUA


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A Marinha dos Estados Unidos vai mostrar publicamente o seu canhão eletromagnético na Naval Future Force Science and Technology Expo, uma exposição em Washington DC, no próximo 4 de fevereiro.
O canhão lança projéteis sólidos por mais de 100 milhas náuticas (cerca de 185 quilômetros) a mais de seis vezes a velocidade do som.
No futuro, em 2016, ele será testado a bordo deste navio de alta velocidade (e aparência assustadora). Salve-se quem puder!

10.948 – Mega Memória – Em 10-07-1962 foi lançado o primeiro satélite de comunicações


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No dia 10 de julho de 1962 era lançando ao espaço o Telstar 1, o primeiro satélite de comunicações, responsável pela primeira transmissão televisiva via satélite, ao vivo, entre Europa e Estados Unidos, no dia 23 de julho do mesmo ano. O Telstar foi ao espaço com o foguete Thor Delta, lançado de Cabo Canaveral, na Flórida. Sua atividade durou sete meses, até ser desativado. Apesar de não funcionar mais, ele ainda se encontra na órbita da Terra.

10.840 – Mega Techs – Novo circuito pode dobrar velocidade de conexões sem fio


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Pesquisadores da Universidade do Texas desenvolvem um novo circuito simples que pode mudar bastante o funcionamento de celulares e basicamente qualquer dispositivo que dependa de transmissão de dados por meio de comunicação sem fio. A tecnologia, quando finalizada, seria capaz de dobrar a velocidade do tráfego de informações.
O pequeno circuito, bastante barato, permitira algo chamado “comunicação full-duplex”, que possibilita que a transmissão e recepção de sinais no mesmo canal simultaneamente, agilizando bastante o processo.
Hoje os sistemas de emissão de ondas de rádio emitem e recebem sinais em momentos diferentes para evitar a interferência e falhas de comunicação. Como nota o site Technology Review, um celular conectado à internet fica alternando entre o recebimento e envio de dados, algo que pode ser comparado a como duas pessoas se alternam entre falar e escutar durante uma conversa.
O circulador, como é chamado o pequeno circuito, isola estes sinais que chegam daqueles que estão saindo, funcionando como um filtro na antena. Até hoje, circuladores sempre foram utilizados em sistemas como radares, mas dependiam de ímãs superpotentes e metais raros, tornando inviável a sua aplicação em algo tão trivial quanto um smartphone.
No entanto, os pesquisadores conseguiram evitar o uso de ímãs, confiando apenas em materiais comuns para circuitos. O resultado é barato, compacto e leve, ideal para um celular, afirma Andrea Alù, professor que liderou os estudos.
Outro pesquisador, Philip Levis, da Universidade de Stanford, elogia os resultados da pesquisa, afirmando se tartar de um passo importante e uma forma nova de olhar para um problema antigo. No entanto, existe diferença entre ter sucesso em um laboratório e conseguir transformá-lo em algo prático que possa ser usado nas frequências de Wi-Fi e internet móvel mundo afora. Por ainda se tratar de uma pesquisa, há muito caminho a ser percorrido até chegar a este ponto.

10.839 – Audiotecnologia – Como funciona um tweeter piezoelétrico?


Leson, o pioneiro
Leson, o pioneiro

Tweeter é um alto-falante de dimensões reduzidas (variando de 0,5″ a 3″) usado para reproduzir a faixa de alta frequência (5.000 Hz em diante) do espectro audível, ou seja, os sons mais agudos. Normalmente são feitos na forma de um domo de seda ou metal, como o alumínio. Alguns modelos são compostos de uma pastilha de cristal piezoelétrico que tem a propriedade de gerar sons quando alimentado por uma corrente alternada. É bom sempre ter pelo menos um tweeter no seu som.

Faça você mesmo
Para transformar um alto falante em tweeter é fácil, se não for subwoofer você compra um capacitor de 1 micro farad bipolar …… liga o fio negativo direto no falante e o positivo entra numa perninha do capacitor e a outra perninha você liga no conector positivo do falante …. esse capacitor vai cortar as frequências de grave do falante e só vai responder os agudos que é a frequência dos tweeters.
Você pode comprar em casas especializadas em componente para alto falantes e montar vc mesmo seu tweeter, precisa de um pouco de técnica.

O tweeter da Le Son, indústria sediada em Osasco, SP, foi o pioneiro na tecnologia e o mais vendido. Depois surgiram outras marcas.
Piezoeletricidade é a capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica. O termo piezoeletricidade provém do grego (piezein), que significa, apertar/pressionar. Referente a geração de corrente elétrica, juntou-se a designação eletricidade, de modo que piezoeletricidade é interpretado como a produção de energia elétrica devido a compressão sobre determinados materiais.
O cristal piezoelétrico é um cristal que, quando submetido a uma pressão, gera um campo elétrico (em um eixo transversal àquele onde foi aplicado a pressão) que pode ser coletado como tensão elétrica.
Esse é bastante utilizado em circuitos eletrônicos para se gerar o clock de Trigger em certos componentes síncronos do circuito, como contadores, registradores e etc. Os cristais mais utilizados são os de quartzo, embora cristais sintetizados estejam se tornando cada vez mais populares.
O cristal piezoelétrico é utilizado por exemplo, para fazer os relógios de pulso, em que é necessário obter uma alta precisão (até milionésimos de segundo) para exibir as horas, minutos e segundos. Também conhecido por estudantes de Engenharia Eletrônica pelo termo técnico XTAL.

10.782 – Energia e Iluminação – Adeus Lâmpadas Gastonas


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Aos poucos, todas as lâmpadas incandescentes estão sendo retiradas do mercado. No fim de junho, as de 75 W e 100 W vão parar de ser fabricadas no Brasil. Isso porque esse tipo de lâmpada gasta muito mais energia do que as outras. De toda energia que ela consome da rede, apenas 8% se torna luz de fato. O resto é transformado em calor. O prazo final para que todas as incandescentes deixem de ser comercializadas é junho de 2017. É bom já ir trocando as da sua casa. Veja as alternativas:

LED
É a mais econômica. Pode consumir até 95% menos energia do que a incandescente. Já existem modelos amarelados, que deixam o ambiente mais acolhedor.

FLUORESCENTE
Uma lâmpada fluorescente compacta eletrônica de 23 W pode substituir uma incandescente de 100 W. Você terá a mesma luz gastando 77% menos energia.

HALÓGENA
As lâmpadas incandescentes duram entre 750 e mil horas. As halógenas duram o dobro do tempo. Você vai gastar bem menos com a reposição do produto.

Até o fim deste ano, não haverá mais lâmpadas incandescentes de 100 W à venda. As versões de 60, 40 e 25 W desaparecerão gradativamente até 2016. O produto será banido por ser pouco sustentável – apenas 5% da energia consumida vira luz. Os outros 95% perdem-se em calor. “A fuorescente compacta fez fama por causa do apagão de 2001, mas os leds vieram para fcar”, avalia Marcos Santos, gerente de produto da Osram. Veja, abaixo, uma comparação entre os quatro tipos.

INCANDESCENTE
A versão de 60 W é, hoje, a mais vendida do Brasil. Uma de suas vantagens é a possibilidade de dimerização, característica difícil entre as concorrentes. O fluxo luminoso ocorre instantaneamente: ao ser acesa, já dá seu máximo. Seu tom amarelado é confortável aos olhos (temperatura de cor de 3000 k). Possui máximo índice de reprodução de cor (IRC): 100%. Tem vida curta: cercade mil horas. Para clarear 25 mil horas, são necessárias 25 lâmpadas (R$ 62,50). Por esse período, o gasto com energia elétrica é de 1 500 kWh, o que custa R$ 450*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 512,50.

HALÓGENA
Sua equivalente é a opção com 42 W, que representa uma economia de 30%. Assim como as incandescentes, aceita dimer com facilidade. Seu fluxo luminoso também é imediato. Oferece suave tom amarelado (temperatura de cor de 2700 k). Seu índice de reprodução de cor (IRC) é de 100%. Vida de aproximadamente mil horas. Trocam-se 25 lâmpadas para iluminar 25 mil horas (R$ 125). Com consumo de energia atinge 1 050 kWh, cerca de R$ 315*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 440.

FLUORESCENTE COMPACTA
Para obter o mesmo resultado de uma incandescente de 60 W, busque a versão de 15 w. Poupa-se 80% na conta de luz. No Brasil, é raro encontrar as opções que aceitam dimer. Para atingir seu máximo, pede entre um e dois minutos. Acender e apagar seguidamente reduz sua durabilidade. Há mais opções de cor – desde as brancas (6 500 k) até as amareladas (2 700 k). Tem bom IRC: 80%. Dura por volta de 8 mil horas. Apenas três lâmpadas clareiam por 25 mil horas (R$ 30). Foram gastos 375 kWh, o que equivale a R$ 112,50*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 142,50

LED
Com apenas 10 W, ela ilumina o mesmo que a incandescente de 60 W. No fim do mês, a economia ultrapassa os 80%. As versões dimerizáveis custam quase o dobro das comuns. Logo que acende, alcança sua capacidade total de clarear. Conta com opções de cor que vão das brancas (6 500 k) até as amarelas (2 700 k). Tem bom IRC: 80%. Oferece a maior vida útil: aproximadamente 25 mil horas. Basta uma lâmpada para 25 mil horas. (R$ 50). O consumo fica em 250 kWh, cerca de R$ 75*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 125.

10.738 – Noite Branca em Sampa – Lâmpadas de LED podem provocar impacto ecológico


Av 23 de Maio
Av 23 de Maio

No início de outubro, o prefeito de São Paulo anunciou uma Parceria Público-Privada (PPP) para modernizar toda a iluminação pública da capital. Fernando Haddad pretende, por meio de edital, definir um consórcio para substituir cerca de 600 mil lâmpadas, em sua maioria de vapor de sódio (amarelas) ou de vapor de mercúrio (brancas), por modelos de LED branco de última geração. Com um investimento inicial de R$ 1,8 bilhão, o parceiro escolhido deverá otimizar e gerir todas as instâncias do sistema ao longo de 24 anos. A prefeitura afirma que a tecnologia irá aumentar a eficiência da rede e proporcionar maior segurança aos paulistanos; por outro lado, especialistas chamam a atenção para o relativo desconhecimento de possíveis impactos ecológicos resultantes desta transição, que vem sendo implantada em grande escala em cidades do mundo inteiro.
Um estudo publicado em outubro no periódico Ecological Applications alerta que o processo pode levar a um potencial agravamento na infestação de insetos voadores nos ambientes urbanos, quadro que poderia resultar em uma cadeia de desequilíbrios na fauna e na flora. Os animais são mais intensamente atraídos pelo diodos emissores de luz (LED, na sigla em inglês) do que pelas lâmpadas amarelas. Os pesquisadores do centro de pesquisa Scion, da Nova Zelândia, descobriram que a atração aumenta 48% quando comparada com a taxa relacionada às lâmpadas de vapor de sódio.
A causa, segundo eles, tem a ver com a evolução biológica dos receptores de luz das espécies, responsáveis pela orientação espacial em situações noturnas. “O receptor mais comum tem sensibilidade ao ultravioleta, ao azul e ao verde, o que explica o motivo de os insetos serem mais atraídos pelos comprimentos de onda azuis, que compreendem uma proporção muito menor do total de luz que emana de lâmpadas amarelas”, diz o entomologista Steve Pawson, um dos autores da pesquisa. E azul é justamente a cor primária dos diodos emissores de luz branca produzidos industrialmente.
O tom aparentemente branco é adquirido a partir de um revestimento de fósforo que absorve os comprimentos de onda azuis mais curtos, e os reemite em comprimentos maiores, fazendo com que a luz pareça branca aos olhos humanos. Na tentativa de amenizar o efeito nos insetos, os cientistas aplicaram filtros para “esquentar” a temperatura da cor, ou seja, torná-la mais avermelhada. Ao contrário das expectativas, os resultados mostraram que a atração dos animais não é substancialmente reduzida com este procedimento. “Nós suspeitamos que a razão para isso seja que cada LED branco que testamos fosse baseado em um azul, portanto mesmo LEDs brancos quentes possuem uma significativa emissão na região azul do espectro visível”.
A invenção do diodo azul representou o pontapé inicial para a produção industrial do LED branco, que permitiu o desenvolvimento de grandes projetos de iluminação pública como o do prefeito Haddad. A descoberta foi tão celebrada que rendeu o Nobel de Física 2014 para os físicos japoneses Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura. A Fundação Nobel julgou pertinente laurear os pesquisadores por terem criado a chave para uma alternativa mais sustentável e eficiente às velhas fontes luminosas – além de emitirem uma quantidade maior de luz, gastam cerca de metade da energia e duram até três vezes mais do que os modelos mais antigos. “Lâmpadas incandescentes iluminaram o século XX; o século XXI será iluminado por lâmpadas de LED”, prenuncia a organização.
No entanto, de acordo com Alessandro Barghini, especialista em impacto da radiação eletromagnética sobre a biosfera pelo Instituto de Biologia da USP, a ampla adoção dos diodos traz um impasse a partir do ponto de vista ambiental. “O aumento da eficiência de um processo leva a um aumento do uso do mesmo processo: a disponibilidade de iluminação artificial mais eficiente corre o risco de aumentar ainda mais desnecessariamente o fluxo luminoso”, explica. E se os impactos ecológicos da poluição luminosa já são consideráveis atualmente, podem se tornar ainda maiores com o crescente deslumbramento pelo LED.
A PPP anunciada pela prefeitura de São Paulo é, de longe, o mais ambicioso projeto do gênero de que se tem registro – em parte porque a metrópole está entre as dez maiores do mundo e pretende atualizar toda a sua infraestrutura elétrica. Outras cidades já promoveram, ou estão promovendo, programas de substituição de luzes antigas por modelos de diodo, mas em nenhum lugar houve a iniciativa de trocar 600 mil lâmpadas como aqui. Londres, por exemplo, pretende substituir a iluminação de 35 mil postes até 2016, enquanto grandes capitais como Milão, Los Angeles, Houston e Nova Iorque fizeram a opção de implantar em suas ruas entre 150 e 250 mil LEDs nos próximos anos.
Quem mora na capital e transita regularmente pela Avenida 23 de Maio deve ter reparado que desde abril deste ano as lâmpadas nos postes são de diodo branco. O secretário de serviços Simão Pedro defende que a transição trouxe melhorias significativas ao tráfego. “Dois anos de gestão no Ilume nos mostrou que a melhor iluminação diminui os acidentes em grandes vias. Estamos para apresentar um estudo da CET [Companhia de Engenharia de Tráfego] para verificar o quanto diminuíram os problemas de trânsito na região da 23 de Maio entre o aeroporto e o Anhangabaú”, comenta. Outras áreas também já contam com a luz branca do LED, como o Parque Ibirapuera e algumas localidades do centro. “Ninguém nunca questionou, pelo contrário, a população tem gostado muito”, pontua.
Pawson enxerga a medida como uma chance de ouro para os pesquisadores brasileiros empreenderem estudos que avaliem o antes e o depois da transição e, assim, descobrirem de forma mais contundente se existe ou não um lado negro no LED branco. “Eu encorajo os cientistas locais a trabalharem em conjunto com os oficiais do governo para desenvolver um estudo que mensure o escopo e a magnitude de qualquer efeito ambiental deste plano tão ambicioso, de forma que possa ser útil ao processo de tomada de decisão de outras cidades”.

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