13.388 – Engenharia Genética – Cientistas criam banana transgênica


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A banana foi desenvolvida pela Universidade de Queensland, na Austrália, e contém 20 vezes mais betacaroteno do que as bananas tradicionais. Essa molécula (naturalmente presente em alimentos como cenoura, espinafre e ervilha) é essencial para o bom funcionameno do corpo humano, pois é transformada pelo organismo em vitamina A. Em crianças pequenas, com menos de cinco anos, a falta de vitamina A é especialmente grave – pois pode prejudicar o sistema imunológico, levando a infecções graves. Acredita-se que, a cada ano, de 600 mil a 750 mil crianças morram por problemas de saúde relacionados à deficiência de vitamina A.
A maioria dos casos acontece na África, em países como Uganda – onde a banana cozida é um elemento central da alimentação. Os cientistas australianos receberam US$ 10 milhões da Fundação Bill & Melina Gates para criar a banana transgênica, que foi batizada de “banana dourada”. Ela é uma banana do tipo Cavendish, o mais comum (inclusive no Brasil) que recebeu genes de outra espécie de banana: a Fe’i, que é nativa de Papua Nova Guiné e conhecida por conter alto teor de betacaroteno.

O resultado do transplante genético foi a banana dourada, que contém muito mais betacaroteno que a Cavendish comum – e, por isso mesmo, é bem mais amarela. Após 12 anos de testes de laboratório e em plantações, os cientistas finalmente chegaram à nova espécie. Ela ainda tem de ser aperfeiçoada, ficando mais resistente e produtiva, para que possa ser cultivada em grande escala na África – o que, segundo os pesquisadores, pode acontecer até 2021. Veja, abaixo, um vídeo da nova banana:

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13.378 – Filosofia – Liceu


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Na Grécia Antiga, o Liceu (do grego antigo Λύκειον, transl. Lykeion) era um gymnasion perto de Atenas. A palavra designa também a escola filosófica fundada por Aristóteles, em 335 a.C. (a escola peripatética), cujos membros se reuniam no local. Ali havia um bosque consagrado a Apolo Lykeios – de onde provavelmente deriva o termo Lykeion.
O Liceu de Aristóteles tinha cursos regulares, de manhã e à tarde. Pela manhã, os discursos do filósofo eram esotéricos, isto é, direcionados a um público interno, mais restrito, com maiores e mais avançados conhecimentos sobre lógica, física, metafísica. Os discursos da tarde (chamados exotéricos) destinavam-se ao público em geral e diziam respeito a temas mais acessíveis, como retórica, política, literatura.
Na atualidade, em alguns países, o termo “liceu” designa estabelecimento do ensino secundário.
Na França, o liceu (lycée em francês) é o tipo de estabelecimento de ensino onde são ministrados os três últimos anos do ensino secundário, aos adolescentes com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos. A conclusão dos estudos num liceu pode conferir três tipos de diploma, de acordo com o curso seguido: o bacharelato, o certificado de aptidão profissional (CAP) e o brevê de estudos profissionais (BEP).
Conforme o tipo de ensino ministrado, existem quatro tipos de liceus: liceus de ensino geral e tecnológico (ou simplesmente “liceus”), liceus profissionais, liceus agrícolas e liceus da defesa.
Os liceus públicos eram genericamente designados “liceus nacionais”. Os liceus onde era ministrado o curso complementar eram designados “liceus centrais”. Os liceus anexos às escolas normais superiores, para estágio dos professores do ensino liceal, eram chamados “liceus normais”.

A a Lei n.º 5/73, de 25 de julho previu a unificação do ensino secundário liceal e técnico que deveria ser ministrado em estabelecimentos designados “escolas secundárias polivalentes”, ainda que as mesmas pudessem manter as designações tradicionais. Na sequência do 25 de abril de 1974, é contestada a separação entre o ensino técnico e o liceal, sendo este considerado demasiado elitista. A partir de 1975 e na sequência do Decreto-Lei n.º 260-B/75 de 26 de maio, os liceus e as escolas técnicas começaram a ser transformados em escolas secundárias que deveriam ministrar tanto o ensino liceal como o técnico. Em junho de 1975, inicia-se a extinção do ensino técnico e a sua incorporação no ensino liceal que passa a ser conhecido como “ensino secundário unificado”. O processo de extinção dos liceus fica concluído em 1978, altura em que todos os liceus ainda remanescentes com esta designação passaram obrigatoriamente a ter a designação de “escola secundária”.

Hoje em dia, apesar de já não ter significado formal, o termo “liceu” ainda é usado na linguagem corrente para designar as escolas secundárias que tiveram origem em antigos liceus, bem como para designar o ensino correspondente ao antigo ensino liceal (atuais terceiro ciclo do ensino básico e ensino secundário).
O termo “liceu” também é usado para designar os estabelecimentos de ensino secundário de outros países como: Itália (Liceo), Bulgária (Лицей), Chipre (Ενιαίο Λύκειο), Estónia (Lyceum), Grécia (Λύκειο), Polónia (Liceum), Roménia (Liceu), Turquia (Lise) e Uruguai (Liceo). Além destes, o termo é usado em regiões francófonas do Canadá e da Suíça.

12.862 – Cão mais antigo achado no Brasil indica domesticação pré-europeus


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Dois dentes (ambos molares) e fragmentos do maxilar encontrados pelos arqueólogos foram os indícios usados para determinar que se tratava de um cão doméstico, provavelmente de porte médio.
Os pedaços da anatomia do animal foram comparados com os de parentes selvagens dos cachorros que, ao contrário deles, são nativos da América do Sul, como o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e o graxaim (Lycalopex gymnocercus) -esses dois, na verdade, estão mais para raposas do que para lobos ou cães. Detalhes das cúspides (as partes “pontudas” dos dentes) e do esmalte dentário, por exemplo, são suficientemente diferentes entre uma espécie e outra para que a identificação seja feita de forma confiável.
Datações feitas com o método do carbono-14, a partir de amostras de colágeno do fragmento de maxilar, indicam que o cão morreu entre 1.700 e 1.500 anos atrás.
O local de origem dos fragmentos, conhecido como Pontal da Barra, abriga um complexo de 18 pequenos morros artificiais de um tipo relativamente comum no Rio Grande do Sul, no Uruguai e na Argentina. São os chamados cerritos, formados por séculos da presença de grupos de caçadores-coletores, muitos dos quais exploravam recursos marinhos (no caso dos cerritos do litoral propriamente dito) ou aquáticos (no caso da lagoa dos Patos).
Também há quem fale na construção de cerritos como monumentos funerários. Coincidência ou não, no morrinho de 36 m de largura apelidado de PSG-07, onde foram encontrados os restos do cachorro, também havia três fragmentos de um crânio humano e um dente de uma pessoa, cerca de meio metro abaixo dos ossos de cão.
Se havia mesmo uma associação entre funerais humanos e o enterro de um cão, a situação em Pelotas talvez não fosse muito diferente da registrada em alguns dos poucos sítios América do Sul afora onde também foram encontrados cachorros da época pré-colombiana. Em escavações na Argentina e no Uruguai, também foi revelada a presença de cães em contextos mortuários.
De fato, a história da domesticação dos cães parece ter sido mais complicada no continente americano do que no Velho Mundo. A espécie certamente foi o primeiro animal a se transformar em parceiro do ser humano em tempo integral, talvez há cerca de 20 mil anos, quando a nossa espécie estava prestes a colonizar as Américas.
Nas Américas do Norte e Central há registros da presença do cachorro doméstico com cerca de 10 mil anos de idade, enquanto na América do Sul só há sinais da espécie a partir de 7.500 anos atrás, com presença mais clara nas regiões montanhosas dos Andes. Por outro lado, entre as sociedades indígenas das chamadas terras baixas sul-americanas -termo que inclui todo o atual Brasil-, quase não se vê sinal dos cachorros domésticos antes da conquista europeia.
Essa história complexa pode indicar que a domesticação do animal ocorreu mais de uma vez de forma independente, e por motivos diferentes. No México pré-colombiano, por exemplo, cães de pequeno porte e pouco pelo, talvez aparentados aos chihuahuas modernos, eram criados como fonte de alimento.
Apesar dos restos esparsos do animal gaúcho, foi possível realizar uma análise química preliminar que indica a possibilidade de que ele tinha uma dieta baseada em recursos aquáticos, como peixes. Mais estudos são necessários para comprovar a hipótese -se esse era mesmo o caso, é plausível que os bichos fossem alimentados com a sobra das pescarias conduzidas pelos moradores da lagoa dos Patos.

11.179 – A Águia Marinha Gigante


águia gigante

Haliaeetus pelagicus, mais conhecida como águia-marinha-de-steller é uma ave falconiforme (accipitriforme segundo a União Ornitológica Internacional) da família Accipitridae. Apresenta duas subespécies Haliaeetus pelagicus pelagicus e Haliaeetus pelagicus niger.
Mede entre 87 e 105 cm de comprimento, com envergadura de até 2,4 metros, e chega a pesar mais de 9 kg quando adulto. Alimenta-se principalmente de peixes, especialmente salmão e truta. Eventualmente come outras aves, mamíferos e carniça.
Constrói seu ninho no alto de árvores ou sobre rochas. Após o cortejo, que ocorre normalmente entre fevereiro e março, a fêmea coloca ovos branco-esverdeados, dos quais apenas um filhote sobrevive. O período de incubação dura entre 40 e 45 dias, com o filhote aprendendo a voar após 10 semanas de vida. Atingem a maturidade sexual com 4 ou 5 anos de idade.
Encontrado na península da Coreia, Japão, norte da China e regiões costeiras do leste da Rússia. Sua população é estimada em 5000 indivíduos. As principais ameaças para esta espécie são a alteração de seu habitat, poluição e sobrepesca.

11.038 – Geografia – O Fuso horário


terra geografia

Conforme a Terra dá voltas em torno do Sol e gira sobre o próprio eixo, partes dela são iluminadas – e outras ficam no escuro. Por isso é dia em alguns pontos enquanto é noite em outros, e há diferenças de horário entre os lugares. Mas, até o século 19, isso era uma bagunça: cada cidade definia sua própria hora, sem coordenação central. Nos EUA, as ferrovias eram obrigadas a manter tabelas com mais de 300 horários diferentes. Em 1884, a Conferência Internacional do Meridiano botou ordem no planeta estabelecendo as regras que usamos hoje: 24 fusos horários, com o horário central baseado em Greenwich (um distrito de Londres). Houve resistência, pois cada país queria que o centro fosse sua própria capital, mas todos acabaram aceitando (o Brasil, em 1913). Os fusos horários foram essenciais para a globalização. Mas alguns países os adotam de um jeito peculiar. Na China, o país todo segue um fuso, de Pequim, o que gera distorções: nas cidades mais a Oeste, às vezes a manhã só começa às 10h, e há dias em que já é meia-noite quando o sol se põe.

10.375 – Tecnologia para Despoluir


A água está cada vez mais poluída e mais escassa. Existem muitos lugares no mundo onde há água, mas ainda não é filtrada. Mais de um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água limpa. Isso leva à morte de uma criança com menos de 5 anos a cada minuto no mundo.

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O holandês Boyan Slat, de 19 anos, criou a Ocean Cleanup, uma tecnologia capaz de limpar o lixo do Oceano Pacífico em uma década. O sistema funciona como uma barreira flutuante que aproveita as correntes oceânicas para bloquear os resíduos encontrados no mar.
Nos testes com um protótipo, a barreira foi capaz de coletar plásticos em até três metros de profundidade. O sistema também recolheu pouca quantidade de zooplâncton, o que facilita o reaproveitamento e a reciclagem do plástico. A estimativa é de que o sistema remova 65 metros cúbicos de lixo por dia
Uma piscina de tamanho olímpico flutuará sobre o East River da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. O objetivo é limpar as águas do rio e ao mesmo tempo oferecer um lugar inusitado para a população se refrescar durante o verão.
Segundo o site do projeto, “o sistema de filtração em camadas gradualmente elimina as bactérias e contaminantes, garantindo água limpa segundo as normas municipais e estaduais de qualidade. Sem produtos químicos, sem aditivos, água natural apenas”.
Orçado em 15 milhões de dólares, o sistema de filtragem da piscina limpará as águas enquanto flutua sobre elas. O formato de sinal positivo possibilita que haja diferentes alas na piscina, separadas umas das outras e para diferentes tipos de atividades
Cascas de banana trituradas podem funcionar como um remédio eficaz em águas poluídas por pesticidas. Esse poder de despoluir a água por um custo zero foi descoberto por uma equipe de cientistas liderados pela pesquisadora Claudineia Silva, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.
Os pesquisadores secaram cascas de banana maduras em um forno a 60ºC por um dia, equivalente ao material exposto ao Sol durante uma semana. Depois, as cascas foram trituradas e peneiradas, o que gerou um pó de consistência parecida com a de uma ração. Esse material foi, então, misturado com a água dos rios Piracicaba e Capivari, agitado por 40 minutos e filtrado.
A casca da banana tem grande capacidade de absorção de metais pesados e compostos orgânicos. O método pode ser usado no tratamento de água de abastecimento público, vindas de regiões com intensa prática agrícola.

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Peixe Robô
Cientistas da Michigan State University (MSU) criaram um peixe robótico, o Grace. O objetivo da tecnologia é analisar a água e detectar substâncias tóxicas em rios e lagos.
Sensores no aparelho permitem a coleta de dados sobre temperatura e qualidade da água. Grace pode fazer viagens de longa distância sem que a bateria descarregue graças a uma bomba que empurra a água para dentro e para fora do robô

Lente Solar
Deshawn Henry, estudante de Engenharia Civil da Universidade de Buffalo, criou uma lente solar capaz de filtrar a água. O sistema de baixo custo tem potencial para ajudar as comunidades mais carentes. Para criar a lente, Henry usou materiais baratos de uma loja de hardware. O resultado foi um equipamento capaz de filtrar 99,9% das impurezas de um litro de água em cerca de uma hora.
A ideia de Henry tem potencial para ajudar a população de países menos desenvolvidos. A lente aumenta a luz solar e aquece um litro de água a uma temperatura suficiente para filtrá-la. À medida que o Sol muda de posição no céu, o recipiente de água precisa ser ajustado a fim de ficar no ponto focal da lente. O processo de aquecimento elimina os agentes patogênicos presentes na água, deixando-a limpa e potável.

8756 – Evolução de Espécies – Chineses descobrem “tio-avô distante” dos humanos, com 165 milhões de anos


Apesar de se parecer com um esquilo ou outro roedor, o Megaconus mammaliaformis, um animal pré-histórico descoberto por meio de um fóssil encontrado na China, não é um mamífero. Ele habitou a Terra há cerca de 165 milhões de anos, antes do surgimento desses animais. Porém, por apresentar algumas características que o aproximam dessa classe, como o corpo coberto de pelos, ele é considerado um proto-mamífero, ou seja, um precursor desses animais. Ele pertence ao grupo Haramiyida, já extinto, que compartilha um ancestral em comum com os mamíferos modernos. O Megaconus foi descrito em um artigo publicado na primeira semana de agosto pela revista Nature.
“Nós finalmente temos uma ideia do que pode ser a condição ancestral de todos os mamíferos, observando o Megaconus”, afirma Zhe-Xi Luo, professor da Universidade de Chicago e integrante da equipe de pesquisadores.
Descoberto na Mongólia Interior, região autônoma da China, o Megaconus é um dos fósseis mais bem preservados de ancestrais mamíferos já encontrados. Com cerca de 165 milhões de anos, ele coexistiu com os dinossauros emplumados no período Jurássico, antes do surgimento do Tiranossauro Rex, que viveu entre 70 e 65 milhões de anos atrás.
O fóssil apresenta marcas de pelos, que são menos evidentes no abdômen, o que indica que ele provavelmente não os possuía nessa região. Nos calcanhares, ele possui uma espécie de espinho, provavelmente venenoso, semelhante aos encontrados em alguns mamíferos, como o ornitorrinco. “O Megaconus confirma que algumas funções biológicas encontradas nos mamíferos modernos apareceram antes deles”, afirma Luo.
Os pesquisadores encontraram no fóssil do Megaconus mammaliaformis, um antecessor dos mamíferos, características semelhantes a esses animais, como a presença de pelos no corpo e a formação dentária.
As estruturas dentárias do animal também lembram a dos mamíferos. Foram identificados molares com pontas apropriadas para mastigar plantas. Os dentes anteriores mais largos, que seriam usados para comer insetos e vermes e talvez até mesmo pequenos vertebrados. A análise dos ossos desse animal sugere que ele teria um deslocamento semelhante ao dos tatus modernos.

Diferenças
Os pesquisadores encontraram também características que diferem o Megaconus dos mamíferos. Seu ouvido médio se parece mais com o dos répteis, assim como a coluna vertebral e os ossos do tornozelo.

6651 – Como funciona as armas de pressão?


Pistola de Pressão

Para entender como funcionam as armas de ar comprimido, vejamos primeiro as armas convencionais. A idéia básica por trás de quase todas as armas de fogo (de pistolas a canhões) é criar uma pequena explosão exatamente atrás de um projétil posicionado em um cilindro. Quando a explosão tenta se expandir, o espaço é muito limitado: as barreiras do cilindro são mais fortes do que a explosão, de forma que ela não pode se expandir em qualquer direção. A única maneira que tem de se expandir é pelo cilindro, isto é, pelo cano da arma. Se um projétil (uma bala, por exemplo) está na direção, o material expandido irá empurrar o projétil, que fará o seu trajeto para fora do cano da arma.
O modo de funcionamento das armas de ar comprimido é quase igual aos das armas de fogo, exceto que não há explosão. O material expandido é ar normal, dióxido de carbono ou algum outro gás. Antes que você dispare a arma, o gás é comprimido, tendo assim maior densidade e conseqüentemente maior pressão do que o ar da atmosfera. O gás comprimido é armazenado em um recipiente impermeável até que você puxe o gatilho. Isto abre o recipiente de gás, que correrá pelo cano, exatamente até o projétil. Visto que está mais comprimido, o gás atrás do projétil é empurrado para fora com força maior do que o ar que a atmosfera empurra para dentro, levando o projétil junto em alta velocidade. Esta é a idéia básica de todas as armas movidas a gás, incluindo rifles de ar e marcadores de paintball .
Existe uma grande variedade de modelos de armas de ar comprimido, que diferem principalmente na origem da compressão de ar.

Em modelos de ar comprimido, é construído um reservatório de gás comprimido por extração manual de ar. A alavanca móvel na base da arma move um pequeno pistão em um tubo. Dentro do tubo existe uma válvula de controle que deixa o ar correr, porém não o deixa recuar. Desta forma, cada bombeada em na arma aumenta a quantidade de ar no reservatório, que tem um volume fixo. Uma vez que a massa de ar aumenta e o volume permanece constante, a densidade e pressão do ar aumentam em cada bombeada.
Outro sistema comum é o modelo de mola de ar. Neste tipo de arma, a alavanca de bombeamento é empurrada para trás por um pequeno pistão que comprime uma mola por trás. Como o pistão desliza, torna-se uma pequena mola fechada, que faz rotação em um pino muito pequeno. Este fecho, normalmente chamado de mola de gatilho, segura o pistão em posição, de forma que a mola permanece comprimida. Quando o gatilho é apertado, a mola do gatilho se solta liberando o pistão. Com o pistão desengatado, a mola pode se expandir, empurrando o pistão adiante. Isso, rapidamente comprime o ar na câmara por trás do projétil, conseguindo a pressão necessária para empurrá-lo para fora do cano da arma.
Algumas armas de ar comprimido não têm nenhum tipo de ação de bombeamento. O gás é pré-comprimido e armazenado em cilindros como o ar em um tanque de respiração para mergulhadores . Para atirar um projétil, o mecanismo da arma apenas precisa abrir o caminho entre esta fonte de gás e a câmara por trás do projétil. Existem vários modelos de armas de ar comprimido que realizam esta façanha. Um dos melhores modelos é a bomba de ação, encontrada em armas de paintball.
No centro da arma, existe uma grande válvula de tubo, que corre através do cano da arma para uma câmara atrás, onde o cartucho de gás é conectado. Ela tubo passa pelo grampo, pela mola principal, pelo martelo e, na entrada de gás no final da arma, a válvula é fixada. Na extremidade da arma, o tubo está sempre aberto. Mas as aberturas na outra ponta, que são posicionadas ao longo das laterais do tubo, são bloqueadas pela válvula fixada circundante. O tubo é mantido na posição por um vedante, pressionado contra o tubo por uma pequena mola e a pressão do gás na câmara.

Quando a arma não é engatilhada, o grampo se estende pelo cano, bloqueando a entrada da munição. Para carregar a arma, o atirador puxa o grampo para trás, empurrando a mola, que golpeia o martelo. Este movimento faz duas coisas:

Como a mola desliza para trás, a entrada de munição se abre e o projétil (ou paintball) pode cair para dentro do cano da arma;
na parte inferior do martelo existe uma pequena mola, que segura o grampo quando é pressionado contra o martelo. Isto amarra o grampo e o martelo, de maneira que eles se movam como uma unidade.
Depois de puxar o grampo novamente, o atirador empurra o grampo (junto com o martelo) para a frente. Para disparar a arma, o atirador puxa o gatilho. O gatilho é empurrado contra o final da mola, assim a parte da frente se move para baixo. Isto libera o martelo do grampo e a mola rapidamente empurra o martelo para trás. Como o martelo se move para trás, ele empurra uma aba levantada ao redor da válvula do tubo. Isto empurra a válvula do tubo para trás com um estouro de força maior do que a força exercida pela mola de trás e a pressão do gás. A válvula do tudo é pressionada novamente por um instante, até que a mola a pressione de volta a seu lugar. Neste instante, os lados abertos no tubo são expostos e o gás pressurizado pode correr através do cano da arma. Este estouro de gás é forte o bastante para expulsar o projétil para frente com razoável velocidade.

3452 – Química e Física: De que somos feitos?


A resposta depende da época em que você nasceu. O primeiro a tentar solucionar o problema foi o filósofo grego Empédocles (490 a 430 a.C.). Para ele, era possível construir tudo o que existe na Terra com apenas quatro elementos: ar, água, fogo e terra. De acordo com a concentração de cada um na mistura, dava para fazer coisas tão diferentes como a rocha, a madeira, o vapor ou o barro. Para haver o equilíbrio e a vida continuar a existir, tais substâncias estariam sujeitas à ação de dois princípios: amor e ódio. Os dois se comportariam como as forças responsáveis por organizar e harmonizar as quatro partes essenciais, ora misturando, ora separando cada uma delas. Pronto, estava explicado o mundo.
Era uma idéia tão engenhosa que foi aceita pelas mentes mais afiadas da Grécia, entre elas a de Aristóteles (384 a 322 a.C.), que aprimorou o sistema. Para ele, amor e ódio não só misturavam os elementos como podiam transformar um em outro. Cada um dos ingredientes básicos tinha uma temperatura e uma umidade (veja ilustração ao lado) e era só mudar essas propriedades que os elementos se transformavam. Esfriando o ar, por exemplo, consegue-se água; molhando o fogo surge o ar, e assim por diante. Essa possibilidade deu origem ao sonho de encontrar a “pedra filosofal”, capaz de fazer qualquer metal virar ouro. Os chamados alquimistas se esforçavam, sempre sem sucesso, para chegar lá.
Os mistérios do fogo tiveram que esperar até o século 17 para ganharem uma explicação – mesmo assim, bastante peculiar. Nessa época, imaginou-se que as chamas não seriam um elemento em si, mas sim uma essência inflamável contida em praticamente todas as substâncias – chamada de flogístico -, que poderia ser liberada com o fornecimento de calor. Essa teoria mudou para sempre a história da química, principalmente porque nem todos concordaram em diminuir para três a lista de ingredientes no mundo. Um dos céticos era o pastor inglês Joseph Priestley (1733-1804). Ele descobriu que, com o aquecimento do óxido de mercúrio, havia liberação de um gás especial (na verdade, oxigênio) em cuja presença era possível produzir fogo com chamas muito mais intensas. Segundo a ciência da época, isso era um problema: o fogo estava aumentando quando o flogístico já havia sido consumido. O pastor denominou esse no gás de “ar sem flogístico” e, em estudos seguintes, notou que ele possuía propriedades milagrosas, capazes até mesmo de prolongar a vida. Um ratinho, colocado em uma caixa lacrada cheia do intrigante gás, sobrevivia por mais tempo que outro roedor envolto em ar comum.
Quatro anos depois, em 1778,0 químico francês Antoine Lavoisier interpretou essas observações como indícios de que esse gás era um novo elemento e batizou-o de oxigênio. A teoria do flogístico veio abaixo. Até então, acreditava-se que uma substância queimando dentro de um recipiente fechado se apagasse uma hora porque o ar ficava saturado de flogístico. Já a nova teoria propunha que o oxigênio era consumido durante a combustão, de modo que a queima terminava quando o ar ficava pobre desse gás. A compreensão mais exata do processo de queima permitiu ainda a Lavoisier identificar os três estados físicos da matéria: sólido, líquido e gasoso. Com isso, foi possível distinguir as variações de cada substância. Era o fim definitivo das confusões que descabelaram os velhos pesquisadores – água, gelo e vapor passaram a ser simplesmente água.
A partir desse momento, tudo era uma questão de saber se o elemento se apresentava em sua versão mais simples. Se ele pudesse ser dividido em duas coisas diferentes, é porque não era ainda o ingrediente básico. Em 1800, já se conheciam mais de 36 elementos e a tendência era que essa lista aumentasse rapidamente. Conscientes disso, os químicos passaram a ter a preocupação de criar uma maneira fácil de representar e organizar esse monte de substâncias.
O pontapé inicial foi dado por John Dalton. Ele comparou a mesma quantidade dos 36 elementos e viu quais eram mais pesados. Dividiu então os elementos tendo por base o peso, associando um desenho para cada um deles. O resultado foi um painel confuso, formado por três dúzias de símbolos esféricos. Uma solução mais prática veio do sueco Jons Jacob Berzelius em 1811. Ele propôs que cada elemento fosse representado pela inicial do nome em latim e, em caso de coincidência, pelas duas primeiras letras. Assim, oxigênio virou O e carbono passou a ser C, enquanto o cobalto tomou-se Co.
O próximo passo seria separar os elementos em grupos, de acordo com alguns critérios. O primeiro deles, proposto por Lavoisier, era dividir as substâncias em gases, não-metais, metais e “terrenos”, que incluíam a lima. Dezenas de outras tentativas se seguiram até a elaboração do modelo mais aceitável, que se tornaria a base para a tabela periódica atual. O pai dessa nova disposição foi o russo Dmitri Mendeleyev (1834-1907). Ele bolou um arranjo em que os elementos apareciam identificados pelo esquema de Berzelius e dispostos em colunas verticais (a disposição horizontal era mais comum na época). Também estavam divididos por propriedades físicas e químicas e em ordem crescente de peso. Mendeleyev teve até o cuidado de deixar lacunas na tabela, para elementos a serem descobertos (e que de fato o foram). O resultado final foi a primeira versão da tabela que aparece acima.
Essa representação ganhou força com a descoberta de partículas ainda menores que os átomos. Descobriram-se prótons – partículas de carga positiva no núcleo do átomo – e nêutrons – sem carga elétrica mas capazes de aumentar o peso do núcleo. Por fim, existem pedaços minúsculos de matéria girando em volta disso tudo, os elétrons, que têm carga negativa. A diferença entre os elementos está no número de prótons que possuem. Com essa descoberta, pode-se contar o número de ingredientes do Universo: 92. Junte todos os itens da tabela acima até chegar ao urânio e você terá material para construir um planetinha bacana.
Não era só na química primitiva de Aristóteles que um elemento podia se transformar em outro. Milênios depois, os cientistas observaram em laboratório uma série de metamorfoses misteriosas. Um punhado de átomos de tório, por exemplo, podia começar a emitir outro elemento, o radônio, mesmo que este não estivesse ali originalmente. Como pode?
Para chegar à resposta, os cientistas precisaram conhecer as misteriosas substâncias emitidas por alguns elementos (que hoje conhecemos como radiativos”). Essas partículas – chamadas de alfa e beta – conseguem aumentar ou diminuir o número de prótons no átomo. Aprenda a lidar com elas e será possível transformar um elemento em outro. O tórío (com 90 prótons), por exemplo, emite partículas alfa até ficar com apenas 86 prótons e, assim, virar radônio.
A descoberta reviveu o sonho dos alquimistas – produzir ouro a partir de metais comuns. Os químicos tentaram até conseguir, o que ocorreu em 1941, ao extraírem um próton do núcleo de mercúrio e transformarem o metal em ouro. Só que a experiência não era tão simples, o que acabou com o sonho de riqueza instantânea desses desbravadores. A tecnologia permitia, no entanto, aumentar a tabela. Os cientistas conheciam agora os ingredientes do Universo, mas, como qualquer químico ou dona-de-casa pode lhe dizer, ater-se à receita original é coisa de principiante. A lista, na verdade, não tem fim: sempre é possível colocar um próton a mais no núcleo e conseguir um novo componente da tabela periódica. Um átomo de urânio com um próton a mais vira um netúnio, uma substância que ninguém nunca havia visto, mas que poderia ser feita em laboratório. Desde então, o grupo formado por elementos artificiais não parou de crescer, em parte graças à variedade de reações nucleares que os cientistas descobriram.
Até hoje, os químicos conseguiram produzir e observar 116 elementos. E provável que, no futuro, essas pesquisas levem não só a mais substâncias como a uma compreensão melhor a respeito daquelas que já conhecemos. Não é pouca coisa. O nível atômico abriga as maiores energias que o homem conhece e, por conseqüência, as maiores oportunidades. Se desvendarmos os quebra-cabeças escondidos na tabela periódica, poderemos até, quem sabe, descobrir uma receita para construir novos planetas. Mas não é preciso sonhar tanto: mudar a Terra já seria um tremendo avanço.
Modelo grego
Até o século 18, acreditava-se que o mundo era feito com esses quatro ingredientes. Cada um possuía uma temperatura e uma umidade – a terra, por exemplo, era fria e seca. Para misturar tudo, era só usar amor ou ódio
HIDROGÊNIO
ESTILO:O mais simples e Leve de todos na tabela. Se não estiver ligado a nenhum outro elemento, a gravidade não consegue segurá-Lo e ele vai literalmente para o espaço
HISTÓRIA: A cobaia favorita dos químicos, foi a partir dele que cientistas descobriram como funcionam os átomos
CURIOSIDADE: É o elemento mais abundante no Universo
LANTANÍDEOS e ACTINÍDIOS
ESTILO: Cada grupo tem características parecidas com o elemento que dá nome a eles – os actinídeos parecem o actínio e os lantanídeos, o lantãnio
HISTÓRIA: Foram uma das poucas mudanças na tabeLa periõdica depois de ela ser inventada por Mendeleyev, em 1869
CURIOSIDADE: São todos radiativos. Mantenha longe de crianças – e de adultos também!
CARBONO
ESTILO: Com os mesmos átomos, faz coisas tão diferentes como um diamante ou um grafite. Além disso, é a base de toda a química orgânica
HISTÓRIA: Foi a referência para medir a massa dos demais elementos
CURIOSIDADE: É bem fácil de ser manuseado em laboratório
OXIGÊNIO
ESTILO: Componente de 21% da atmosfera e essencial à vida
HISTÓRIA: Foi o primeiro elemento a ser isolado. Com isso, derrubou o modelo clássico grego, que dividia o mundo em água, fogo, terra e ar
CURIOSIDADE: Todo oxigénio existente na Terra surgiu a partir da ação de seres vivos, como plantas e bactérias
URÂNIO
ESTILO: O mais pesado dos elementos da natureza. Emite radiação, como todo bom actinídio
HISTÓRIA: Foi o último elemento natural a ser descoberto, pondo fim à pergunta que dá nome a esta reportagem
CURIOSIDADE: Atualmente é usado para geração de energia nuclear e na coloração de vidros
ELEMENTO 118
ESTILO: Ninguém sabe ao certo, até porque ele se decompõe em milésimos de segundo
HISTÓRIA: Feito em laboratório em 1999, nunca mais deu as caras. Foi retirado da tabela periódíca dois anos depois, por Ninguém confirmar a experiência que lhe deu origem. O elemento 117, por sua vez, nunca foi isolado
CURIOSIDADE: Feito com a fusão de chumbo (Pb) com criptônio (Kr)

2044 – ☻Mega Notícias: Comida orgânica pode alterar o DNA


Uma experiência feita com galinhas no Instituto Louis Bolk, na Holanda, constatou que a ingestão regular de alimentos orgânicos modifica a atividade de 49 genes das aves – que, por causa disso, passam a apresentar um sistema imunológico mais ativo. Os cientistas ainda não sabem explicar o motivo da mudança.

Como é feito o `sabor pizza´ do miojo?
É basicamente uma mussarela em pó
O macarrão miojo continua o mesmo, mas o tempero, quanta diferença: sabores tradicionais, como carne, galinha e legumes, ganharam a companhia de pozinhos que prometem gosto de 4 queijos, caldo de feijão e até pizza. Mas qual pizza? “Os ingredientes principais são tomate, queijo e orégano. O tempero contém ainda uma mistura de fermento e goma guar, para dar consistência.

Na prática, o pó vermelho que vem no saquinho para ser jogado sobre o macarrão remete a outros produtos “sabor pizza” – como o saudoso salgadinho Zambinos. Tudo dentro da melhor tradição da culinária industrial