13.973 – Arquivo Mega – TV Tupi, a 1ª Emissora de TV do Brasil


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Operava no canal 4 VHF e era uma emissora própria e geradora da Rede Tupi. Foi inaugurada pelo empresário Assis Chateaubriand em 18 de setembro de 1950, sendo a primeira emissora de televisão do país e a quarta do mundo. Pertencia aos Diários Associados, que na época era um grande conglomerado de mídia, do qual faziam parte vários jornais, revistas e rádios. A partir de 1951, passou a gerar a programação juntamente com a TV Tupi Rio de Janeiro, servindo como embrião para a formação de um rede. Devido a problemas administrativos e financeiros, além de atrasos nos pagamentos e greves de seus funcionários, teve sua concessão cassada, juntamente com outras emissoras próprias, em julho de 1980.
Foi substituída pelo atual SBT.
Em 1949, os Diários Associados iniciaram a expectativa para a montagem de uma emissora de televisão na cidade de São Paulo. A direção técnica do projeto ficou a cargo de Mário Alderighi, com a assistência de Jorge Edo, que viajaram aos Estados Unidos para conhecer a estrutura de um canal de TV junto aos técnicos da RCA. Já Dermival Costa Lima foi convidado a ser o diretor artístico da futura emissora, tendo como assistente Cassiano Gabus Mendes.
Quase dois anos depois da experiência pioneira de Olavo Bastos Freire, Assis Chateaubriand, o Chatô, presidente dos Diários Associados, e alguns radialistas escolhidos treinaram e decidiram se aventurar no mundo da televisão. Foi então que em 18 de setembro de 1950, com equipamentos trazidos do Porto de Santos, era inaugurada exatamente às 22h00, a PRF-3, que logo ganharia o nome TV Tupi-Difusora. Os estúdios eram pequenos, o equipamento precário, mas o nascimento da emissora foi solene. Chateaubriand presidiu a cerimonia que contou com a participação de um cantor mexicano, Frei José Mojica, que entoou “A canção da TV”, hino composto pelo poeta Guilherme de Almeida, que contou também com a atriz Lolita Rodrigues, especialmente para a ocasião. Um balé de Lia Marques e declamação da poetisa Rosalina Coelho, nomeada madrinha do “moderno equipamento” fizeram parte do show. A jovem atriz Yara Lins foi convocada especialmente para dizer o prefixo da emissora — PRF-3 — e o de uma série de rádios que transmitiam em cadeia o acontecimento. A seguir entrou a programação na tela dos cinco aparelhos instalados no saguão do prédio dos Diários Associados.
Foi fundada em 18 de setembro de 1950 por Assis Chateaubriand, sendo a única emissora de televisão em todo o Brasil até o início de 1951, quando foi inaugurada a TV Tupi Rio de Janeiro, outra emissora própria dos Diários Associados. O monopólio como única emissora de São Paulo foi quebrado em 1952 com a inauguração da TV Paulista, canal 5 VHF. A Tupi SP operou no canal 3 até 1960, quando deixou o canal após interferências de sinal com a TV Cultura, passando a operar no canal 4 com os prefixos ZYE 439 (1970-1977) e ZYB 855 (1977-1980) até seu fechamento, em 18 de julho de 1980, quando a Tupi SP e mais seis concessões da Rede Tupi foram cassadas.
Desde 1981, um pouco mais de um ano do fechamento da Rede Tupi, o empresário Sílvio Santos adquiriu a concessão pelo Governo Federal, daí o canal 4 de São Paulo passou a ser SBT São Paulo, emissora própria, geradora e cabeça-de-rede do SBT. O prédio construído por Assis no alto do Sumaré, também foi sede da MTV Brasil, sob domínio do Grupo Abril até setembro de 2013.
O dia 18 de junho de 1980, marcou o fim da emissora, com funcionários lutando até o último minuto para manter a Tupi no ar. Apesar de pouco conhecida pelas gerações mais novas, a TV Tupi formou grande parte dos atores, roteiristas, produtores, diretores e técnicos que hoje estão espalhados pelas mais variadas emissoras de todo o Brasil.

Relembre aqui no Arquivo ☻ Mega

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10.092 – Narrador Luciano do Valle morre aos 66 anos após passar mal em voo


Luciano na Band
Luciano na Band

Luciano do Valle, 66, narrador esportivo da rede Bandeirantes, morreu neste sábado, após passar mal dentro de um avião com destino a Uberlândia, onde iria transmitir o jogo entre Atlético-MG e Corinthians no domingo. Ele chegou a ser levado para um hospital na cidade mineira, mas não resistiu.
Principal voz do esporte na emissora, Luciano do Valle teve duas passagens pelo grupo: de 1983 a 2003 e de 2006 até os dias de hoje.
Além de se especializar na narração do futebol, ele foi um dos grandes divulgadores dos esportes olímpicos. Narrou boxe, onde lançou Maguila, e foi um dos ícones da geração de prata do vôlei masculino na década de 80.
Casado com Flávia Comin, o locutor tem no currículo a cobertura de dez Copas e dez Olimpíadas.
De acordo com o repórter Fernando Fernandes, que acompanhava Luciano do Valle no voo para Uberlândia, o locutor se queixava de dores nas costas antes de embarcar. Já no avião, ele passou mal –começou a transpirar e a ficar pálido.
Um médico que viajava à cidade mineira prestou os primeiros atendimentos ao jornalista e solicitou uma ambulância para recebê-los no aeroporto.
Durante o trajeto até o hospital Santa Genoveva, em Uberlândia, o quadro de Luciano do Valle se agravou e ele apresentou dificuldades para respirar.
Após dar entrada no hospital por volta das 15h15, ele morreu às 16h15.
Para Roberto Botelho, cardiologista que socorreu Luciano do Valle no avião, o narrador sofreu uma morte súbita –”que acontece menos de uma hora após começarem os sintomas”.
“As hipóteses vão desde interdição de aorta, embolia pulmonar ou a um infarto, e isso só será definido após necropsia. Ele não sofreu e teve o atendimento que precisava”, afirmou.
O corpo de Luciano do Valle será velado neste domingo, na Câmara Municipal de Campinas. O enterro também acontecerá na cidade, no cemitério Parque Flamboyant, às 16h, ainda no domingo.
Em 1963, com apenas 16 anos, Luciano do Valle começou sua carreira como locutor da Rádio Brasil, de Campinas (SP). Quatro anos depois, foi para São Paulo e passou a trabalhar na Rádio Gazeta e ela foi o trampolim para a TV, em 1971.
Luciano passou 11 anos na Globo e narrou não só futebol como boa parte das conquistas de Emerson Fittipaldi na F-1 –mais tarde o acompanharia na Fórmula Indy, com a Bandeirantes.
Ele esteve na cobertura dos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, acompanhou do Rio a Copa da Alemanha, em 1974, e, em seguida, com a saída de Geraldo José, tornou-se o principal locutor da Globo, numa época pré-Galvão Bueno.
Após sair da Globo em 1982, teve passagem pela Record antes de chegar à Bandeirantes, sendo também o responsável pela criação do “Show do Esporte”, programa que durava até 11 horas no autointitulado “canal do esporte”.
Luciano não teve sua importância apenas na narração. Ele também era um investidor. Ele foi um incentivador da Fórmula Indy, esteve nos bastidores do crescimento de Maguila como ícone do boxe e organizou o jogo de vôlei entre Brasil e União Soviética no Maracanã, em 1983.
Em 2013, completou 50 anos de carreira. Sua última narração ocorreu no último domingo: a final do Campeonato Paulista entre Santos e Ituano. Ele estaria na equipe da Bandeirantes que cobriria a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

9977 – Morre aos 86 anos o humorista Canarinho, da ‘Praça é Nossa’


Simpático e boa praça, canarinho vai deixar saudades...!
Simpático e boa praça, canarinho vai deixar saudades…!

Canarinho também participou da primeira versão da novela “Meu Pedacinho de Chão” da Rede Globo, cujo remake como sabemos, está para estrear.
O humorista Aloísio Ferreira Gomes, mais conhecido como Canarinho, morreu aos 86 anos no início da tarde desta sexta-feira (21-março-2014), segundo informou a assessoria de imprensa do SBT.
Ele havia sofrido um infarto agudo do miocárdio no último domingo (16) e estava internado no hospital Santana, em Mogi das Cruzes (interior de São Paulo). O corpo será cremado, mas ainda não há informações sobre o velório.
Nascido em Salvador, Canarinho começou a trabalhar com 17 anos. Aos 20, já cantava na rádio Excelsior, da Bahia.
Em 1955, foi morar em São Paulo, e cantou com Russo do Pandeiro, ex-integrante do Bando da Lua, na rádio Nacional.
Trabalhou na TV Paulista, onde foi parte do humorístico “Praça da Alegria”, de Manoel da Nóbrega, pai de Carlos Alberto de Nóbrega. Manoel e Canarinho se tornaram amigos próximos. Passou também por outros programas, como “Folias do Golias” e “Balança, Mas não Cai”.
Além de atuar, era também redator, escrevendo para “Programa Show Canarinho”, “Domingo é Dia”, “Brincadeira tem Hora”, entre outras atrações televisivas cômicas.
Foi também ator de novelas, como “Meu Pedacinho de Chão”, “Paixão Proibida” e “Sinhá Moça”, além da série “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, da TV Globo. Além de “Pé de Vento”, da Bandeirantes, ao lado do também já falecido ator Fausto Rocha.
No cinema, participou de filmes da época da pornochanchada, entre os quais se destacam “Snuff, Vítimas do Prazer” (1977), de Cláudio Cunha, e “Nos Tempos da Vaselina” (1979), de José Miziara. Ao todo, trabalhou em mais de dez longas.
Foi colunista de esportes do jornal “Folha da Manhã”, jornal do Grupo Folha (que edita a Folha).
Com Carlos Alberto, fez o humorístico “A Praça é Nossa”, no SBT, onde trabalhava desde 1987. Como Canarinho, ele fazia um quadro em que, ao conversar no telefone, tirava sarro de um valentão da praça.
“Lamentamos a perda do humorista e deixamos nossos sentimentos aos familiares, amigos, admiradores e colegas de trabalho de Canarinho”, disse o SBT em nota.

9881 – História da Fórmula 1 – Jackie Stewart


Nascido em Milton, 11 de junho de 1939. É tricampeão mundial de Fórmula 1 e considerado um dos maiores pilotos da história do esporte.
Stewart começou sua carreira na F1 competindo pela BRM de 1965 a 1967; depois foi para a estreante Matra, em 1968. No ano seguinte conquistou seu primeiro título mundial.

Em 1970, foi para a Tyrrell, onde conquistou mais dois títulos mundiais, em 1971 e em 1973.

Conquistou 27 vitórias na Fórmula 1. Esse era o melhor registro da categoria, até que em 1987, o francês Alain Prost venceu o Grande Prêmio de Portugal e ultrapassou a marca do escocês.

Foi um dos pilotos a exigir mais segurança na Fórmula 1. Tudo começou num gravíssimo acidente que ele sofreu em 1966 na pista belga de Spa-Francorchamps. Uma tempestade atingiu o circuito e deixou seco somente o grid de largada. Na rápida Masta Straight, a BRM de Stewart girou e caiu em uma vala, e ele ficou preso no carro com o macacão encharcado de gasolina, enquanto Graham Hill e Bondurant tentavam desaparafusar o volante para poderem retirar Stewart de dentro do monocoque avariado. A partir daí, disse que não correria na equipe se não tivesse segurança no seu carro. Foi ele que idealizou o capacete que cobre toda a cabeça do piloto e o macacão antichamas. A partir daí ele chegou a ser ridicularizado por aqueles que achavam que as competições deviam ser um esporte de riscos. Ficou, inclusive, conhecido como o homem vacilante.
Logo sete anos depois em 1973 durante os treinos de classificação no circuito de Watkins Glen disputando o Grande Prêmio dos Estados Unidos, um fato que levaria Jackie Stewart a abandonar a competição. Seu parceiro da Tyrrell na época, o piloto francês François Cevert sofreu um grave acidente, o carro do piloto escapou da pista, bateu no guard rail do lado direito e ricocheteou em direção ao guard rail do lado esquerdo, virando de rodas para o ar e se arrastando pela “lâmina” de metal por mais de cem metros, foi degolado e teve morte instantânea. Chocado com a morte de François Cevert, Jackie Stewart decidiu abandonar de forma definitiva a Fórmula 1.

Stewart, velocidade com cautela
Stewart, velocidade com cautela

Em 1997, fundou a sua equipe, a Stewart. Os melhores resultados da equipe foram a vitória de Johnny Herbert no Grande Prêmio da Europa, disputado no circuito de Nürburgring em 26 de setembro de 1999, e a pole conquistada por Rubens Barrichello no Grande Prêmio da França do mesmo ano. Nesse ano a equipe alcançou a melhor colocação no mundial de construtores: 4° lugar. No final de 1999, atolado em dívidas, ele vendeu a sua equipe para a Jaguar.

Até hoje, Jackie Stewart é lembrado pelas suas conquistas na Fórmula 1.

8712 – Imprensa Internacional – A Revista Time


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É uma das mais populares dos Estados Unidos e uma das publicações mais conhecidas no mundo. Publicada semanalmente, possui edições para diversos outros mercados como o europeu, onde é intitulada Time Atlantic. Além disso, tem versões na América Latina, África, Oriente Médio, Ásia e Canadá. De acordo com especialistas do setor editorial, a Time é o periódico semanal com maior circulação em escala mundial.
No começo de 1923, a primeira edição da revista Time foi publicada e a capa trazia o político Joseph G. Cannon, da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. A publicação foi criada por Henry Luce e Briton Hadden, ambos já tinham experiência com o mercado editorial, pois haviam trabalhado no Yale Daily News, revista desenvolvida por estudantes da Universidade de Yale. Entre outros aspectos, os dois ajudaram a criar o conceito de periódico semanal com as notícias mais relevantes do momento. Essa receita foi uma das influências da revista Veja no Brasil.

Briton Hadden faleceu no ano de 1929. Desta forma, Henry Luce assume a totalidade da revista Time e torna-se um símbolo da influência da mídia durante o século 20. Hadden apresentava uma grande diferença em relação a Luce, considerava a importância da publicação, mas também conseguia ver o lado divertido da revista. Após sua morte, o tom editorial da Time mudou bastante, já que parte do público não achava-o suficientemente sério. Então a publicação focou-se na cobertura de famosos, cultura pop e entretenimento.
Um dos principais atrativos da revista Time é a escolha da Pessoa do Ano, que elege a personalidade ou o grupo que teve maior influência na mídia durante o período de um ano. Essa nomeação ocorre há cerca de 80 anos e não homenageia apenas pessoas, como no caso do ano de 1982, em que o computador pessoal IBM PC/AT foi eleito o Homem do Ano pelo periódico. Geralmente, as escolhas da Time causam bastante discussão. Em 1938, Adolf Hitler foi nomeado, assim como Josef Stalin em 1930 e 1942. Ambos foram responsáveis pela morte de milhares de pessoas. Outra polêmica ocorreu em 2013, quando a revista sobrepôs a foto de capa do Papa Francisco sobre o nome da revista, fazendo com que as pontas da letra M criassem dois pequenos chifres vermelhos na cabeça do religioso.
Ocorrida em 1999, a alteração da categoria Homem do Ano foi alterada para Pessoa do Ano, a alegação foi de que a revista era sexista. Curiosamente, Bill Clinton, que na época estava envolvido em um caso extraconjugal com Monica Lewinsky, e Kenneth Starr, promotor que perseguiu o então presidente, foram os últimos homens a serem considerados Homem do Ano pela Time. Em 1999, a revista elegeu Albert Einstein como a pessoa mais importante do século.

8654 – Imprensa e Sociedade Brasileira


A informatização nos jornais do Brasil, iniciou na Folha de S. Paulo, na década de 80. A introdução de computadores na redação gerou a demissão de mais de 70 jornalistas revisores, cujo papel o computador já realizava em programas de auto-correção.
Os jornalistas mais velhos que não se adaptaram à informática também perderam seus empregos, cujas vagas foram ocupadas por jovens jornalistas provindos de faculdades e de remuneração mais baixa. Tais jovens não carregavam a visão política “panfletária” que os jornalistas mais tradicionais, de certo modo, apresentavam.
Virtualmente, a ditadura no Brasil terminou com a eleição de Tancredo Neves em 1985. Em 1989, o país voltou a eleger o seu presidente pelo voto direto, fato que não ocorria desde 1960, porém o processo de abertura e redemocratização não conseguiu democratizar as consciências e o acesso à informação de maneira profunda, pelo menos a curto prazo.
Segundo o geógrafo Milton Santos, “Não há uma real ‘democratização’ na América latina, os governos mantiveram o processo eleitoral, mas não o resto(…) Não é propriamente uma democracia porque a ampliação dos direitos efetivos não foi feitas” . Nos dias de hoje, através do celular e internet, todo mundo comunica, mas poucos analisam ou se conscientizam perante uma notícia.
O avanço da tecnologia nas redações criou uma linha industrial de produção dentro dos jornais. O tempo de uma redação é industrial, o que diminui o tempo de produção das matérias e sua apuração com a sociedade.

8354 – Mega Memória – Romeu Tuma


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(São Paulo, 4 de outubro de 1931 — São Paulo, 26 de outubro de 2010). Foi um político brasileiro.

Descendente de sírios, Romeu Tuma foi investigador e depois, delegado de polícia concursado da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Bacharel em Direito pela PUC-SP, dois de seus quatro filhos seguiram a carreira política: Romeu Tuma Júnior foi deputado estadual por São Paulo, e Robson Tuma, deputado federal; ambos também delegados de polícia.
Foi diretor geral do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) paulista de 1977 a 1982. De acordo com o livro Habeas Corpus, lançado em janeiro de 2011 pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Tuma participou ativamente na ocultação de cadáveres de militantes políticos assassinados sob tortura e no falseamento de informações que poderiam levar à localização dos corpos dos desaparecidos políticos. Em 1982 tornou-se superintendente da Polícia Federal no Estado, e em 1985, torna-se diretor geral do órgão.
Durante sua gestão, o chamado “boi gordo” foi confiscado no âmbito do Plano Cruzado, foi descoberta a ossada do médico alemão Joseph Mengele, e houve a captura de Tommaso Buscetta, o mafioso cujas confissões ajudaram a desmantelar parte das máfias italiana e norte-americana presentes no Brasil. Permaneceu dirigindo a Polícia Federal até 1992, já no governo Fernando Collor de Mello quando também acumulou o cargo de Secretário da Receita Federal do Brasil.

Na Política
Em 1994, disputou sua primeira eleição e foi eleito senador de São Paulo pelo Partido Liberal (PL, atual PR), filiando-se posteriormente ao Partido da Frente Liberal (PFL, atual DEM). Concorreu à prefeitura de São Paulo em 2000, obtendo o 4º.lugar. Reelege-se senador em 2002, onde manteve o cargo de corregedor do Senado até 2010. Em 2007, filia-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Candidatou-se à reeleição em 2010, mas teve problemas de saúde no inicio de setembro, inicialmente divulgado como problema de afonia, e ficou internado até o fim das eleições. Assim, não pôde fazer campanha corpo-a-corpo e tampouco gravar programas eleitorais, o que refletiu na sua inexpressiva votação (se comparada com outras eleições). Tuma obteve apenas 3,8 milhões de votos, ficando assim em 5º lugar, atrás de Aloysio Nunes e Marta Suplicy, eleitos senadores, e Netinho de Paula e Ricardo Young. O jornal Folha de S. Paulo divulgou erroneamente a morte do senador no dia 24 de setembro de 2010. O diário assumiu o erro e lançou uma errata minutos mais tarde.
Faleceu em 26 de outubro de 2010, aos 79 anos de idade, no Hospital Sírio-Libanês na região Central de São Paulo, em decorrência de uma falência múltipla dos órgãos. Em sua vaga, assumiu o suplente Alfredo Cotait Neto, o qual cumpriu o restante do mandato, que terminou em 31 de janeiro de 2011. O corpo de Romeu Tuma foi sepultado em 27 de outubro de 2010, no Cemitério São Paulo.

8142 – Mega Tecnologias – A Escrita


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Na Pré-História o homem buscou se comunicar através de desenhos feitos na paredes das cavernas. Através deste tipo de representação (pintura rupestre), trocavam mensagens, passavam idéias e transmitiam desejos e necessidades. Porém, ainda não era um tipo de escrita, pois não havia organização, nem mesmo padronização das representações gráficas.

Criação da escrita e sua história
Foi somente na antiga Mesopotâmia que a escrita foi elaborada e criada. Por volta de 4000 a.C, os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época.
Os egípcios antigos também desenvolveram a escrita quase na mesma época que os sumérios. Existiam duas formas de escrita no Antigo Egito: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida dos faraós, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamada papiro, que era produzida a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para escrever.
Já em Roma Antiga, no alfabeto romano havia somente letras maiúsculas. Contudo, na época em que estas começaram a ser escritas nos pergaminhos, com auxílio de hastes de bambu ou penas de patos e outras aves, ocorreu uma modificação em sua forma original e, posteriormente, criou-se um novo estilo de escrita denominado uncial. O novo estilo resistiu até o século VIII e foi utilizado na escritura de Bíblias lindamente escritas.
Na Alta Idade Média, no século VIII, Alcuíno, um monge inglês, elaborou outro estilo de alfabeto atendendo ao pedido do imperador Carlos Magno. Contudo, este novo estilo também possuía letras maiúsculas e minúsculas.
Com o passar do tempo, esta forma de escrita também passou por modificações, tornando-se complexa para leitura. Contudo, no século XV, alguns eruditos italianos, incomodados com este estilo complexo, criaram um novo estilo de escrita.
No ano de 1522, um outro italiano, chamado Lodovico Arrighi, foi o responsável pela publicação do primeiro caderno de caligrafia. Foi ele quem deu origem ao estilo que hoje denominamos itálico.
Com o passar do tempo outros cadernos também foram impressos, tendo seus tipos gravados em chapas de cobre (calcografia). Foi deste processo que se originou a designação de escrita calcográfica.
A Paleografia é a ciência que estuda as escritas antigas, seus símbolos e significado.
A grafia é uma tecnologia de comunicação, historicamente criada e desenvolvida na sociedade humana, e basicamente consiste em registrar marcas em um suporte.
Como meio de representação, a escrita é uma codificação sistemática de sinais gráficos que permite registrar com grande precisão a linguagem falada por meio de sinais visuais regularmente dispostos; óbvia exceção a esta regra é a bastante moderna escrita Braille, cujos sinais são táteis. A escrita se diferencia dos pictogramas em que estes não só têm uma estrutura sequencial linear evidente. Existem dois principais tipos de escrita, a baseada em ideogramas, que representa a conceitos e a baseada em grafemas, que representam a percepção de sons ou grupos de sons; um tipo de escrita baseada em grafemas é a alfabética.
As escritas hieroglíficas são as mais antigas das escritas propriamente ditas (por exemplo; a escrita cuneiforme foi primeiramente hieroglífica até que certos hieróglifos obtiveram um valor fonético) e se observam como uma transição entre os pictogramas e os ideogramas.
Nos tempos modernos a escrita hieroglífica tem sido deixada de lado, existindo então atualmente dois conjuntos de escritas principais: as baseadas em grafemas (isto é, escritas cujos sinais representam a percepção de sons) e escritas ideogrâmicas (isto é, escritas cujos sinais representam conceitos, “ideias”).
Mesmo que, habitualmente, a função central atribuída à escrita seja a de registro de informações, não se pode negar sua relevância para a difusão de informações e a construção de conhecimentos. O avanço das novas tecnologias e as interações entre diferentes suportes (por exemplo, papel, tela) e linguagens (verbal ou não verbal) têm permitido, inclusive, o aparecimento de formas coletivas de construção de textos, como é exemplo o próprio ☻Mega Arquivo.
O(s) instrumento(s) usados para se escrever e os suportes em que ela é registrada podem, em princípio, ser infinitos. Embora, tradicionalmente, conceba-se que a escrita tem durabilidade enquanto a fala seria mais “volátil”, os instrumentos, suportes, formas de circulação, bem como a função comunicativa do texto escrito, são determinantes para sua durabilidade ou não.
Na maioria das vezes, a intenção da escrita é a produção de textos que serão alvos da atividade de leitura.
Origem
Como dissemos na introdução ao Mega Arquivo, não se sabe exatamente quem ou qual indivíduo começou a desenvolver a escrita, mas a escrita é um processo simbólico que possibilitou ao homem expandir suas mensagens para muito além do seu próprio tempo e espaço, criando mensagens que se manteriam inalteradas por séculos e que poderiam ser proferidas a quilômetros de distância. Acredita-se que tenha se originado a partir dos simples desenhos de ideogramas: por exemplo, o desenho de uma maçã a representaria, e um desenho de duas pernas poderia representar tanto o conceito de andar como de ficar em pé. A partir daí os símbolos tornaram-se mais abstratos, terminando por evoluir em símbolos sem aparente relação aos caracteres originais. Por exemplo, a letra M em português na verdade vem de um hieróglifo egípcio que retratava ondas na água e representava o mesmo som. A palavra egípcia para água contém uma única consoante: /m/. Aquela figura, portanto,veio representar não somente a ideia de água, mas também o som /m/.
O sistema de escrita original dos mesopotâmicos era derivado do seu método de contabilidade. Por volta do fim do quarto milênio a.C., isso envolvia usar um instrumento pontiagudo de forma triangular, pressionado em argila mole para gravar números. Este processo foi evoluindo para uma escrita pictográfica, usando instrumentos pontiagudos e afiados para indicar o que estava sendo contado. As escritas com instrumento pontiagudo foram gradualmente substituídas pela escrita usando um instrumento em forma de cunha, (de onde veio o termo cuneiforme), inicialmente apenas para logogramas, mas evoluindo para incluir elementos fonéticos por volta do século XXIX a.C. Em torno do século XXVI a.C., a escrita cuneiforme começou a representar silabários de fala suméria. Também neste período, a escrita cuneiforme tornou-se de uso geral para logogramas, silabários e números, e esta escrita foi adaptada para outra língua mesopotâmica, a acádia e dali para outras tais como a hurrita e hitita. Escritas similares em aparência incluem aquelas usadas na ugarítica e persa antiga.

escrita chinesa

China
Nos historiadores chineses encontrou-se muito sobre documentos deixados para trás referentes às suas antigas dinastias. Da dinastia Shang, a maioria dos escritos sobreviveu em ossos ou artefatos de bronze. Marcações em cascos de tartarugas (usados como ossos de oráculos têm idade estimada (com base no carbono) por volta de 1500 a.C. Historiadores descobriram que o tipo de material usado teve um efeito no qual a escrita era documentada e como ela era usada.
Geralmente a linha divisória entre a pré-história e a história é atribuída ao tempo em que surgiram os registros escritos. A importância da escrita para a história e para a conservação de registros vem do fato de que estes permitem o armazenamento e a propagação de informações não só entre indivíduos (privilégio também da linguagem), mas também por gerações.

7249 – O que é a “Imprensa Marrom”?


É uma expressão pejorativa utilizada para se referir a veículos de comunicação (principalmente jornais, mas também revistas e emissoras de rádio e TV) considerados sensacionalistas, ou seja, que buscam elevadas audiências e vendagem através da divulgação exagerada de fatos e acontecimentos, sem compromisso com a autenticidade.
É o equivalente brasileiro e português do termo em lingua inglesa “yellow journalism”. Em ambos os casos registam-se transgressões da ética jornalística.
Nos Estados Unidos, a expressão yellow press surgiu por causa do personagem de histórias em quadrinhos The Yellow Kid, criado por Richard Felton Outcault e um dos focos da disputa entre os jornais New York World e New York Journal American. Como as duas publicações se destacavam também pela competição levada às últimas consequências, os críticos começaram a se referir a ambas como “imprensa amarela”.
A expressão acabou se estendendo a outros jornais que se utilizavam dos mesmos expedientes do New York World: manchetes em letras garrafais, grandes ilustrações e exploração de dramas pessoais.
Há diferentes versões para a mudança de cor na tradução da expressão para o português. Segundo Alberto Dines, o conceito foi utilizado pela primeira vez no Diário da Noite, em 1960. Ao noticiar o suicídio de um cineasta, ele escreveu que a tragédia era resultado da atuação irresponsável da “imprensa amarela”. O suicida havia sido vítima de chantagem por parte da revista Escândalo. O chefe de reportagem Calazans Fernandes, então, mudou para “imprensa marrom”, alegando que o amarelo é uma cor alegre, enquanto o marrom seria mais apropriado por ser a cor dos excrementos.
Embora “imprensa marrom” seja normalmente considerada o equivalente da “yellow press” norte-americana, Leandro Marshall propõe uma diferenciação. Para ele, a imprensa amarela seria uma fase anterior, marcada pelo sensacionalismo, com fatos sendo exagerados nas páginas de jornais apenas com o objetivo comercial de atrair mais leitores. Já a imprensa marrom seria mais caracteristicamente definida como a manipulação da notícia com fins políticos.
Outros autores, porém, argumentam que o escândalo, a intriga política e a chantagem já faziam parte dos métodos utilizados pelos primeiros jornais sensacionalistas.

7248 – Jornal Notícias Populares


NP jornal mentiroso

Popularmente conhecido como o jornal que “você torce, sai sangue”. Muito sensacionalista, misturava mentiras com algumas verdades para confundir os leitores.
Foi um jornal que circulou em São Paulo entre 15 de outubro de 1963 e 20 de janeiro de 2001e era conhecido por suas manchetes violentas e sexuais. É considerado até hoje “sinônimo de crime, sexo e violência. Seu slogan era “Nada mais que a verdade”. O jornal era publicado pelo Grupo Folha, mesma empresa que publica os jornais Folha de S. Paulo e Agora São Paulo e publicava o jornal Folha da Tarde.
A decisão de extinguir o jornal foi tomada com o sucesso de programas de televisão como Aqui Agora, que usavam o mesmo estilo do jornal e reduziram o interesse do público pelo mesmo, e o Grupo Folha decidiu concentrar seu jornalismo popular no Agora São Paulo.
O jornal Notícias Populares atraiu muitos desafetos dentro do meio jornalístico, que acusavam o veículo de exagerar nos noticiários e até inventar notícias.

Bebê Diabo
Uma das mais famosas polêmicas em que o Notícias Populares esteve envolvido foi a série de reportagens sobre o “Bebê Diabo”. Na ocasião, jornalistas do NP aproveitaram-se da notícia de que um bebê havia nascido com deformações para inventar uma série de reportagens que iam se desenrolando ao decorrer das edições. Para os leitores os fatos inventados pela redação do periódico eram apresentados como se fossem verídicos.

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Outra polêmica famosa foi quando o NP noticiou o desaparecimento do cantor Roberto Carlos, em 1968. O jornal havia recebido a informação de que um repórter da Rede Record não conseguia entrar em contato com o cantor, que estava em Nova York, fato que a redação do NP usou como pretexto para lançar, em letras garrafais, a manchete “Desapareceu Roberto Carlos”. A manchete fez o jornal vender cerca de 20 mil exemplares a mais.No dia seguinte, o NP voltou a aproveitar-se do mesmo tema ao lançar a manchete “Acharam Roberto Carlos”.

Pelezão
História do indigente que virou “ídolo das madames” após ter sido “violentado” pela “psicóloga tarada de Perdizes”, na madrugada de 28 de agosto de 1984. O caso Pelezão rendeu tantas manchetes quantas teve o “Bebê-Diabo”, que, na metade da década de 1970, mexeu com os nervos e a imaginação dos leitores, seguindo o rastro do filme O Exorcista.

pelezao

Manchetes distorcidas

Uma das principais características do estilo NP era distorcer fatos de forma a criar manchetes polêmicas que atraíssem a atenção dos leitores. Algumas das polêmicas manchetes que o jornal publicou foram:
“Bicha põe rosquinha no seguro”
“Aumento de merda na poupança”
“Broxa torra o pênis na tomada”
“A morte não usa calcinha”
“Churrasco de vagina no rodízio do sexo”
“Traficantes derrubam avião no Jd. Ângela” (o avião no caso, é uma gíria para os garotos que repassam a droga entre o consumidor e o traficante)
Sucuri virou churrasco

6989 – TV Chutômetro – Como o Ibope sabe que programa eu estou vendo na televisão?


A audiência pela qual os canais tanto brigam, nada mais é do que uma amostragem.
A medição é feita a partir de uma metodologia batizada de “painel”. Para apurar os números de audiência, utiliza-se um aparelho eletrônico denominado DIB conectado a um televisor, para que o canal em que ele esteja sintonizando seja registrado automaticamente, assim que o aparelho for ligado, explicou uma diretora de operações de audiência de televisão do Ibope.
Cada casa pode ter até quatro desses aparelhos, que dão a possibilidade de cada morador identificar-se através de um botão numerado. Assim, é possível saber melhor quem está assistindo a o que e quando (Superpop em um quarto, Comédia MTV em outro…) A seleção dos domicílios que fazem parte da amostra é estatística, e o Ibope usa como base para a escolha desses lares os mesmos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o famosérrimo IBGE.

Um pouco+
O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (mais conhecido como IBOPE) é uma das maiores empresas de pesquisa de mercado da América Latina. A empresa fornece um amplo conjunto de informações e estudos sobre mídia, opinião pública, intenção de voto, consumo, marca, comportamento e mercado, no Brasil e em mais 14 países.
O nome da empresa virou gíria comum no Brasil e é um verbete oficial do dicionário brasileiro, além de constar como sinônimo de audiência e prestígio.
O IBOPE foi criado em 1942 pelo radialista Auricélio Penteado, proprietário da Rádio Kosmos, de São Paulo e por Arnaldo da Rocha e Silva, que posteriormente, também veio a ser, um dos fundadores da então conhecida atualamente Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Naquele ano, eles decidiram aplicar no Brasil técnicas de pesquisa aprendidas nos Estados Unidos com George Gallup, fundador do American Institute of Public Opinion, para saber como andava a audiência de sua emissora.
Ao medir a audiência das rádios de São Paulo, Penteado constatou que a Kosmos não estava entre as mais ouvidas. A partir de então, passou a dedicar-se exclusivamente às pesquisas. Em 1950, Penteado deixa a presidência da empresa a cargo de um grupo de diretores.
Em 1977, Paulo de Tarso Montenegro assume a presidência da empresa. Um ano depois, convida seus filhos, Carlos Augusto Montenegro e Luís Paulo Montenegro, a ingressarem na companhia. A empresa então realiza as primeiras pesquisas de boca de urna, antecipando com extrema precisão o resultado das disputas eleitorais, no final dos anos 70.
Nos anos 80, o IBOPE cria a empresa Painel e lança o Painel Nacional de Consumo (PNC). A empresa passa a utilizar o aparelho people meter, desenvolvido pela empresa inglesa Audits of Great Britain, viabilizando coleta, processamento e entrega dos dados de audiência em tempo real, uma espécie de première mundial.
Na década de 90, o IBOPE associa-se a empresários no México, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Chile e Argentina. A partir da parceria, dá inicio ao fornecimento de dados consolidados da América Latina para TV a cabo.
Atualmente, é composto por quatro unidades de negócios, com escritórios em 14 cidades do Brasil, 13 países da América Latina e nos Estados Unidos.
O IBOPE Media, joint venture entre o IBOPE e o maior grupo de serviços de comunicação do mundo, a WPP, é a unidade responsável por fornecer informações ao mercado de mídia, agências de publicidade e anunciantes. Seus serviços incluem monitoramento do investimento publicitário, medição de audiência e os hábitos de consumo de mídia.
O IBOPE foi a primeira empresa do mundo a oferecer o serviço de medição de audiência de TV em tempo real, a partir de 1988, em São Paulo.
Em cada cidade onde é realizada a medição de audiência de TV, o IBOPE sorteia um conjunto de domicílios que representam a população. Com a autorização dos moradores, é instalado um aparelho em cada televisor da casa (peoplemeter), que identifica e registra automaticamente qual canal está sendo assistido.
O aparelho envia, pelo sistema de telefonia celular, as informações de todas as mudanças de canais realizadas pelo telespectador para uma central de coleta dos índices que as processa, analisa e distribui para os clientes.
O IBOPE constrói sua amostra com base nos dados do censo demográfico brasileiro, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e nos estudos sociodemográficos do próprio IBOPE.
Atualmente, oito regiões metropolitanas do Brasil contam com o serviço de medição em tempo real: Grande São Paulo (na qual um ponto equivale a 60 mil domicílios), Grande Rio de Janeiro, Grande Belo Horizonte, Grande Porto Alegre, Grande Recife, Grande Curitiba, Distrito Federal e Grande Salvador. Nas regiões metropolitanas da Grande Florianópolis, Grande Fortaleza, Grande Belém, Grande Vitória, Grande Goiânia, Campinas e Manaus, os dados são enviados no dia seguinte. Segundo o próprio Instituto, em 2012 a medição ocorre em quatro mil e duzentos domicílios brasileiros.
Durante o apagão que afetou metade do Brasil em 10 de novembro de 2009, o IBOPE enfrentou instabilidade no recebimento de dados dos domicílios pertecentes à amostra de TV na Grande São Paulo. Esse fato criou dificuldades para todos os assinantes do serviço, entre eles a Rede Record, Rede Globo, SBT e grandes agências de comunicação.
O people meter, aparelho que mede em tempo real os números da audiência, parou de funcionar em 22 de novembro de 2009 durante uma disputa de audiência entre dois de seus principais clientes: Rede Record e Rede Globo. O atraso na publicação dos dados em tempo real, no dia 22 de novembro de 2009, gerou insatisfação na Rede Record, que reagiu ao apresentar no dia 29 de novembro de 2009, em seu programa Domingo Espetacular, uma matéria colocando em dúvida a credibilidade do Grupo IBOPE em seus negócios.
Na Argentina e na Colômbia, o IBOPE também está sob suspeita, no que diz respeito a sua metodologia de pesquisa. O governo da presidente Cristina Kirchner pretende lançar um sistema estatal de medição da audiência televisiva do país (similar ao BARB britânico) num claro ataque ao IBOPE, que hoje domina o mercado argentino.
No México a maior rede televisiva do país, a Televisa, exigiu que o IBOPE trocasse todos os domicílios pesquisados, depois que o ex-diretor geral do IBOPE AGB México se transferiu para a TV Azteca, principal concorrente da Televisa. Após várias reuniões e consultorias com especialistas e auditorias, foi recomendado não realizar a troca dos domicílios, já que foi demonstrado, por meio de auditorias externas, que o painel mantinha sua confidencialidade.

6784 – Espetáculo Mórbido – Programa de TV entrevista pessoas condenadas à morte


Um talk show com condenados à morte virou sucesso de audiência na China, com média de 40 milhões de espectadores. A própria jornalista criou o programa, que existe há 5 anos e já entrevistou 250 pessoas.
As entrevistas são gravadas algumas semanas, dias ou minutos antes da execução. Na China, 55 crimes são punidos com pena de morte – de homicídio a “crimes contra o Estado”, como espionagem e corrupção. Mas Yu só conversa com homicidas. “Muitos podem achar cruel pedir que um prisioneiro dê entrevista quando está prestes a ser executado. Ao contrário. Eles querem ser ouvidos”, disse ela à emissora inglesa BBC. Para ela, o programa cumpre uma função educativa, ajudando a prevenir o crime.
Com o escândalo causado no Ocidente pela entrevista à BBC, Yu foi proibida de falar com a imprensa, e o talk show da morte saiu do ar. Mas sua emissora (que é controlada pelo Estado) já afirmou que vai voltar. Para uma nova – e sangrenta – temporada.
Vale apelar de tudo pela audiência?

6312 – Mega Memória – O caso Cláudia Lessin Rodrigues


Considerado o crime do ano e amplamente divulgado pela mídia e de solução nebulosa. O principal acusado, Michel Frank, anos depois também foi assassinado na Suíça.

A morte de Claudia Lessin Rodrigues deixou o país inteiro estarrecido. Em julho de 1977, o corpo da moça foi encontrado próximo à praia do Leblon, no Rio de Janeiro. Ela havia sido atirada dos penhascos da Avenida Niemeyer, dentro de um saco plástico cheio de pedras. Apontado como suspeito, o milionário Michel Frank negava ter ligação com o crime. Segundo investigações, na noite em que morreu, Claudia participara de uma orgia animada com cocaína na casa de Frank. O rapaz confessara a um médico – entrevistado por VEJA – que vira a moça morrer de overdose e, descontrolado, tentara sumir com o corpo, jogando-o ao mar. Frank acabaria fugindo para a Suíça, onde foi morto em 1989.
A história da avenida Niemeyer começou em 1891, quando a Cia. Viação Férrea Sapucaí esboçou na encosta do Morro Dois Irmãos, 35 metros acima do nível do mar, o traçado da futura avenida. Por volta de 1930 ela se tornou o primeiro circuito automobilístico do Rio, conhecido também como Circuito do Diabo.
E desde o início – até os dias de hoje – a avenida nunca teve um crime mais hediondo do que o envolvendo a jovem Cláudia Lessin Rodrigues, jogada por dois suspeitos homens que frequentavam o hi-society carioca: Michel Frank, filho do empresário milionário Egon Frank – leia-se relógios Mondaine, entre outros negócios – e o cabeleireiro Georges Kour, que tinha salão no hotel Le Méridien, onde escovava muitas madeixas de socialites cariocas.
O crime chocou o Brasil por mais de uma década, pelo horror e crueldade, sem limites. Acabou virando enredo de livro e filme.

O corpo de Cláudia foi encontrado nu na manhã do dia 26 de julho de 1977, no rochedo do Chapéu dos Pescadores, na Niemeyer. O rosto completamente desfigurado e o corpo amarrado por arame, preso a uma mala cheia de pedras. Cláudia tinha apenas 21 anos. Não houve mistério mais discutido pela imprensa e pelo Brasil do que a morte de Cláudia Lessin Rodrigues que, numa noite de sábado, se despediu dos pais e foi a uma festa.
Filha de um casal classe média alta, o comandante Hilton e a dona de casa Maria, Cláudia sempre teve tudo: bons princípios e educação esmerada, mas não andava nas melhores fases da vida. Enfrentava uma depressão – não conseguia esquecer um namorado que teve nos Estados Unidos – mas estava sob controle: fazia terapia e tudo mais. Já tinha usado drogas, sim, como a maioria da sua geração, mas não era viciada e, se tinha algum vício, era cultura: adorava música clássica, ler e as sessões de filmes de arte do antigo Cine Veneza. Ela morava com a família, desde criança, na rua Fernando Mendes, esquina com a avenida Atlântica, com uma bela vista para o mar. Criados com amor e em bons colégios.
Foi o detetive Jamil Warwar que, 48 horas depois do crime, já havia descoberto tudo, e, em uma declaração publicada em 1986, afirma: “Houve um embalo de tóxico na casa de Frank. No dia seguinte, Frank e Kour, cheios de cocaína, caminhavam em cima da mureta da avenida Niemeyer e resolveram então estuprá-la ali mesmo. Ela resistiu, ameaçou denunciar o que vira no apartamento no dia anterior (Michel vendendo bastante pó)”. O ex-gordinho, que na adolescência não pegava nem gripe por causa da aparência, agora se firmara como um “grande” homem aspirando pó.

Segundo o que foi presumido pelo detetive Warwar, os dois, após violentá-la na própria Niemeyer, a mataram. Quando tentaram dar sumiço ao corpo, amarrado com uma mala cheia de pedras, foram vistos por um operário chamado Índio, que esclareceu o caso, como consta na revista Manchete, em reportagem publicada em 20 de dezembro de 1986.
Os laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, de acordo com a mesma revista, são taxativos: afirmam que Cláudia foi morta no local, pois havia sangue sobre as pedras. Declaram também que ela morreu por asfixia mecânica – viam-se claramente as marcas dos dedos, a olho nu, em seu pescoço. O exame toxicológico mostrava que não havia usado cocaína nem qualquer outra droga.

Filme
O Caso Cláudia é um filme brasileiro de 1979 dirigido por Miguel Borges. Baseado em um episódio real ocorrido em 1977, no Rio de Janeiro – o assassinato da jovem Cláudia Lessin Rodrigues, de 21 anos, na casa de Michel Frank, milionário suíço-brasileiro supostamente envolvido com o tráfico de drogas. Acusado do crime, Michel fugiu para a Suíça, onde foi morto a tiros em 1989, sem nunca ter sido julgado.
O acompanhamento do caso pelos jornalistas Valério Meinel (co-autor do roteiro do filme) e Amicucci Gallo, da revista Veja, foi decisivo para a divulgação pública das circunstâncias do crime, cujas investigações aparentemente estiveram sujeitas a tráfico de influência. Pela reportagem “O Assassínio de Cláudia Lessin Rodrigues”, Meinel e Gallo receberam o Prêmio Esso de Jornalismo em 1977.
De seu barraco na Avenida Niemeyer, o operário Ceará vê dois homens, que chegam em um automóvel, jogarem um volume nas pedras. Informado pelo noticiário de que o corpo de uma jovem foi encontrado no local, telefona sem se identificar para uma estação de rádio, fornecendo o número da placa do carro.
Na delegacia, o detetive Guerra constata pertencer o carro à imobiliaria de Pierre Dorf, filho de Otto Dorf, figuras da alta sociedade carioca. De posse desses dados, procura Seixas, um amigo repórter. Impedidos de levar adiante a apuração do fato, passam a fazê-lo à revelia de seus superiores.
Obstinados, chegam ao esclarecimento completo do caso. Seixas publica uma reportagem onde relaciona a morte da garota com uma quadrilha de traficantes de drogas. Seixas é ameaçado de demissão do jornal e o detetive afastado do caso. Ao verem seus nomes implicados com o crime, Pierre e seu amigo Mansur contratam um advogado. Pierre foge do país e Mansur é preso.
Prêmios

XII Festival de Cinema Brasileiro de Brasília, 1979:
Melhor montagem (Giuseppe Baldacconi)
Melhor trilha sonora (Remo Usai)
Melhor ator coadjuvante (Roberto Bonfim)

5.975 – Imprensa – O New York Times


Fachada do NY Times

É um jornal de circulação diária, internacionalmente conhecido, publicado na cidade de Nova Iorque e distribuído nos Estados Unidos e em muitos outros países. Pertence à The New York Times Company, que também publica outros jornais de grande circulação como o International Herald Tribune e o The Boston Globe e controla outros dezesseis jornais e cinquenta sites.
O jornal foi fundado em 18 de setembro de 1851 por Henry Jarvis Raymond e George Jones. Raymond também auxiliou na fundação da Associated Press em 1856. Originalmente o jornal circulava, em edições matutinas, todos os dias, menos no domingo. Durante a Guerra Civil Americana o NYT passou a circular também no domingo, juntamente com outros grandes jornais diários da época. Em 1896 Adolph Ochs obteve o controle do jornal quando este atravessou uma má situação financeira.
Ganhou seu primeiro Prêmio Pulitzer por reportagens e artigos sobre a Primeira Guerra Mundial em 1918. Em 1919 realizou sua primeira entrega transatlântica para Londres. Palavras-cruzadas começaram a aparecer em 1942. Comprou a estação de rádio de música clássica WQXR no mesmo ano.
A seção de moda foi introduzida em 1946. O Times também passou a ter uma edição internacional neste ano, mas parou de publicá-la em 1967 e juntou-se aos donos dos jornais Herald Tribune e The Washington Post para publicar o International Herald Tribune, em Paris.
Uma nova sede para o jornal, um arranha-céu projetado por Renzo Piano, foi construída em 2007, na ilha de Manhattan, em Nova Iorque.
The New York Times Company, a editora do jornal, foi afetada em 2008 pela crise, que atingiu a imprensa americana, assim como o conjunto da economia.
O jornal enfrenta graves problemas financeiros, com uma dívida em torno de um bilhão de dólares e reservas de caixa, em outubro de 2008, de menos de 50 milhões de dólares.
Em 2008, perdeu 57,8 milhões de dólares, frente ao lucro de 208,7 milhões de dólares no ano anterior.
A editora informou que no quarto trimestre de 2008 seu lucro caiu 47,8% em relação a 2007. O faturamento caiu 7,7% em 2008, e 10,8% no quarto trimestre, enquanto os gastos operacionais baixaram 4,7% e 8,5%, respectivamente. As receitas de publicidade registraram queda de 17,6% no trimestre e 13,1% no ano. O faturamento por venda de exemplares impressos, no entanto, cresceu 2,3% no ano e 3,7% no trimestre, graças ao aumento de preços.

5371 – Mistura de Valium, Xanax e álcool matou Whitney Houston


A causa da morte da cantora Whitney Houston teria sido a mistura dos remédios Valium e Xanax com álcool. A polícia encontrou os dois medicamentos no quarto onde Whitney foi encontrada morta com o rosto embaixo d’água na banheira de uma suíte do hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, no dia 11.
“Whitney tinha tomado Valium, Xanax e álcool, que levou à morte. O legista está esperando os resultados finais de toxicologia para determinar qual dos três foi o principal fator de sua morte”, afirmou uma fonte próxima do caso a um site.
“O legista vai examinar atentamente o álcool presente no sangue de Whitney no momento em que ela morreu também. Os sedativos e o álcool são quase certamente a causa da morte, e não afogamento. Seu coração parou de bater porque o seu sistema respiratório foi suprimido pelos medicamentos ansiolíticos, e combinado com a bebida, o que provavelmente aconteceu muito rapidamente.”
Ainda segundo o site, os últimos dias da cantora foram marcados pela briga que ela se envolveu com uma mulher em uma boate em Hollywood. A cantora achou que a mulher estava dando em cima de seu namorado, Ray J.
A diva pop saiu da boate naquela noite despenteada, embriagada e com sangue escorrendo pela perna. Testemunhas disseram que Whitney estava bebendo muito na área VIP.

5295 – Música – Morre A Diva Whitney Houston


Ela participou de diversas premiações do Greamy

Mais uma baixa para o mundo do R&B.
Conforme vimos no capítulo 3183 do ☻ Mega, uma cantora de carreira de muito sucesso, mundialmente conhecida e ganhadora de vários greamys (o oscar da música).
As causas são até então desconhecidas. A autópsia do corpo da cantora Whitney Houston, que morreu no sábado (11-02-2012) aos 48 anos, já foi concluída, mas não divulgada.
Whitney foi encontrada morta na banheiro do quarto do hotel em que estava hospedada em Los Angeles.
Segundo a imprensa americana, ela estava inconsciente e a cabeça dela estava submersa.
autoridades americanas acreditam que a combinação de remédios controlados e bebidas alcoólicas podem ter feito a cantora “apagado” antes de se afogar.
De acordo com a polícia de Beverly Hills, seguranças do hotel fizeram uma ligação de emergência às 15h43 (21h43 no horário de Brasília). Uma equipe de paramédicos, que já estava no hotel por conta da festa do Grammy, tentaram reanima-la, sem sucesso. Às 15h55, Houston foi declarada morta, e seu corpo foi levado ao necrotério para a realização da autópsia.
Ícone pop mundial, Whitney teve problemas com o vício em drogas e álcool, problema que ofuscou sua carreira. No ano passado, chegou a se internar novamente em uma clínica de reabilitação.
O ex-marido de Whitney Houston, Bobby Brown, está “devastado” com a morte da cantora, contou um parente próximo à revista “People”.
Ele era um ex-vocalista da banda New Edition, e único remanescente do grupo. Saiba mais sobre o New Edition no capítulo 4022 do ☻ Mega.
A Academia de Gravação dos Estados Unidos anunciou no site do Grammy, premiação pela qual é responsável, que fará uma homenagem especial a Whitney Houston, que foi encontrada morta em um quarto do hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, na tarde do último sábado (11).

Ouça o Megamix aqui no ☻ Mega

5230 – Imprensa – O JB


Edição destacava a ressaca no mar carioca

Fundado em 1891 por Rodolfo Dantas, com intenção de defender a monarquia recentemente deposta. De nível elevado, contava com a colaboração de José Veríssimo, Joaquim Nabuco, Aristides Spínola, Ulisses Viana, o Barão do Rio Branco e outros como Oliveira Lima, então apenas um jovem historiador. As afinidades da maioria desses elementos com o regime deposto foram sintetizadas por Nabuco como a melhor República possível. O periódico inovou por sua estrutura empresarial, parque gráfico, pela distribuição em carroças e a participação de correspondentes estrangeiros, como Eça de Queirós. O seu primeiro número veio a público em abril. Manteve sua orientação conservadora até que Rui Barbosa assumiu a função de redator-chefe (1893). Nesta fase inicial, o Barão do Rio Branco (1845-1912) colaborou, em suas páginas, com as célebres colunas Efemérides e Cartas de França.
Por ter sido o único periódico da então Capital Federal a publicar o manifesto do Contra-Almirante Custódio de Melo quando da eclosão da Segunda Revolta da Armada (6 de setembro de 1893), o presidente da República, Floriano Peixoto determinou o fechamento do jornal e mandou caçar Rui Barbosa, vivo ou morto. O jornal permaneceu fechado por um ano e quarenta e cinco dias.
A partir de 15 de novembro de 1894 voltou a circular, sob a direção da família Mendes de Almeida. A opção pela data assinalava o apoio à República, e a sua nova proposta editorial voltava-se para as reivindicações populares.
No início do Século XX, o Jornal do Brasil transferiu-se para um dos primeiros arranha-céus do Rio de Janeiro, na recém-inaugurada Avenida Central (hoje Avenida Rio Branco), onde permaneceu até a década de 1970, quando se transferiu para um novo prédio, na Av. Brasil, 500, em frente ao Cais do Porto.
Mais tarde, o Jornal do Brasil tornou-se propriedade dos Condes de Pereira Carneiro (Ernesto Pereira Carneiro e Maurina Pereira Carneiro) e depois de seu genro, Manuel Francisco do Nascimento Brito.
Nos anos 1950, o designer gráfico Amílcar de Castro revolucionou o design de jornais no Brasil, com a reforma gráfica pra o JB.
Em 2005, o JB instalou-se na “Casa do Bispo”, imóvel histórico e representativo do colonial luso-brasileiro, datado do início do século XVII, que já serviu de sede à Fundação Roberto Marinho.
Em julho de 2010, foi anunciado o fim da edição impressa do jornal que, a partir de 1 de setembro do mesmo ano, existiria somente em versão online, com alguns conteúdos restritos a assinantes, o JB Premium. O JB agora autodenomina-se “O Primeiro jornal 100% digital do País!”
E este deverá ser o caminho dos outros.
Após aposentar sua versão impressa em agosto de 2010, o centenário ‘Jornal do Brasil’ pode chegar novamente às bancas. A afirmação foi feita por Pedro Grossi, advogado, que já ocupou o cargo de vice-presidente do periódico e foi recontratado recentemente pelo empresário baiano Nelson Tanure, dono da holding Docas Investimentos, que administra a marca JB e outras empresas. Grossi havia deixado o comando do jornal por discordar da migração definitiva do papel para a internet e, assim que o jornal deixou de circular, pediu o seu desligamento. Agora, Tanure parece ter mudado de ideia e quer que o seu executivo redescubra o velho formato e traga lucros que ainda não consegue enxergar no modelo virtual. A decisão de retomar a versão impressa, porém, pode estar relacionada ao modelo de negócio on-line, que ainda não decolou. Antes da migração para o digital, o ‘Jornal do Brasil’ contabilizava aproximadamente 120 colaboradores, entre empregados contratados no regime celetista e outros como pessoas jurídicas. Este número foi drasticamente reduzido no novo modelo e, atualmente, cerca de dez jornalistas fazem a atualização do site.

4923 – Mega Memória Imprensa – A Revista Manchete


Foi uma revista brasileira publicada semanalmente de 1952 a 2000 pela Bloch Editores. Criada por Adolpho Bloch, posteriormente, o nome da revista foi dado à emissora de televisão, a extinta Rede Manchete.
Como outros títulos da Bloch Editores, foi comprada pelo empresário Marcos Dvoskin e relançada em 2002, pela Editora Manchete. No entanto, deixou de ter periodicidade semanal para passar a ser editada apenas em edições especiais sem periodicidade fixa, como os especiais de Carnaval.
A Manchete surgiu em abril de 1952, sendo considerada a segunda maior revista brasileira de sua época, atrás apenas da revista O Cruzeiro. Empregando uma concepção moderna, a revista tinha como fonte de inspiração a ilustrada parisiense Paris Match e utilizava, como principal forma de linguagem, o fotojornalismo. Em seu auge, a equipe de jornalistas e colaboradores tinha nomes como Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Manuel Bandeira, Fernando Sabino, David Nasser e Nelson Rodrigues, entre outros. O fotógrafo e cinegrafista francês Jean Manzon era o responsável pelas principais imagens da revista.
A Manchete atingiu rápido sucesso e em poucas semanas chegou a ser a revista semanal de circulação nacional mais vendida do país, destituindo a renomada e, até então, hegemônica O Cruzeiro. Em 2000, com a falência de Bloch Editores, a revista deixou de circular, sendo depois relançada com outros donos, de maneira esporádica.