14.003 – Aeronautica – Os Balões abriram caminho para o avião


histria-da-aviao-1-638
A aviação faz parte da alma brasileira. O Brasil possui a segunda maior frota de aeronaves de asas fixas e de helicópteros do mundo. Neste segmento, tem ainda a terceira maior indústria de aeronaves do planeta, a Embraer.
No início do século XVIII, o padre paulista Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685-1724) descobriu o atalho que levaria ao triunfo do avião. Aliás, a primeira prova de invenção reconhecida como de um brasileiro é dele, por “fazer subir água a toda a distância e altura que se quiser levar”, como assinala o certificado de propriedade intelectual que lhe foi outorgado, em 23 de março de 1707, de um sistema de canalização de água potável instalado no seminário em que estudava, em Salvador, na Bahia.
Padre Gusmão radicou-se em Lisboa, onde se dedicou a estudos matemáticos na busca da equação que lhe indicasse que o homem poderia voar por meio de um engenho. Encontrou a resposta na forma do aeróstato. Então, construiu um pequeno balão de papel inflado com ar quente. Em 1709, perante a Corte, no Paço Real, usando uma vela acesa na base como força de propulsão, fez uma demonstração bem-sucedida do engenho. Dois meses depois, no interior do palácio, usou outro artefato semelhante, mas ainda incapaz de transportar uma pessoa. O balão ascendeu livremente. Ao atingir o teto da sala, precipitou-se na direção das janelas do palácio, onde se enroscou nas cortinas, provocando um incêndio e o alvoroço na nobreza presente. O rei D. João V considerou o invento perigoso demais e proibiu o seu desenvolvimento e novas demonstrações práticas. Quando, em 1783, os matemáticos franceses Joseph e Étienne Montgolfier deram vida ao projeto do padre brasileiro e tiveram sucesso em um voo de balão diante da Corte de Luís XVI, Portugal se deu conta da importância daquela inovação. Chegou a exigir o reconhecimento pela autoria do invento, mas em vão.
Desde então, os balões se desenvolveram e ganharam novas formas aerodinâmicas, inflados e impulsionados por hidrogênio. Em São Paulo, o filho de um rico produtor de café acompanhava com vivo interesse o progresso aeronáutico na Europa. Era Alberto Santos- Dumont (1873-1932), que desembarcaria em Paris em 1897 para fazer uma verdadeira revolução tecnológica nos céus da capital francesa. Financiador, construtor, operário e condutor de seus próprios engenhos voadores, desenvolveu novos modelos de balões e dirigíveis, concebeu avançados conceitos e componentes fundamentais à navegação aérea e arrebatou prêmios e homenagens por sua inventividade. Perseguindo a inovação, construiu um novo tipo de aeronave motorizada mais pesada que o ar. No dia 23 de outubro de 1906, realizou o primeiro voo com a aeronave que criara e batizara de 14-Bis.
A viscondessa de Santa-Victória, amiga do inventor, escreveu sobre esse momento histórico: “Nós escutamos a buzina barulhenta do carro de Henrique [irmão de Santos- Dumont] à nossa porta. Era hoje que Alberto finalmente experimentaria seu curioso invento. Saímos apressadamente em direção ao ‘Champ de Bagatelle’. Lá já existia enorme multidão esperando o grande momento. Fiquei acomodada no banco do ‘Peugeot’, onde podia observar melhor a movimentação. Meu filho Affonso trouxe algumas garrafas de champanhe para comemorarmos e minha nora Zaira preparava umas torradinhas com geleias, pois saímos de casa ainda em jejum. Instantes se passaram e a multidão começou a gritar espantada. O aeroplano de Alberto, agora motorizado a gasolina, começava a se mover sozinho sem ajuda de ninguém e em poucos minutos tomou velocidade, subindo logo em seguida. Meus olhos não acreditavam no que viam”.
Santos-Dumont confirmou a proeza no dia 12 de novembro, no mesmo local, ocasião em que o 14-Bis voou 220 metros, a 6 metros de altitude, em pouco menos de 22 segundos, com velocidade média de 37,4 km/h. No primeiro voo, percorrera 60 metros. Não se falou em outro assunto na Europa e no Brasil. As homenagens ao brasileiro voltaram a se suceder. Mas o clima festivo durou pouco. Ao tomar conhecimento do triunfo do brasileiro, nos Estados Unidos, os irmãos Orville e Wilbur Wright movimentaram-se em busca do que consideravam lhes pertencer por direito: o reconhecimento pela primazia do voo mecânico.
Os irmãos americanos tinham projetado e construído três modelos de planador. Requereram a respectiva patente e, após os primeiros testes de voo, criaram um sistema de controle sobre três eixos para facilitar as manobras dos planadores no ar. Usaram, inclusive, um túnel de vento (que já existia) para testar as asas. Em 1901, em Kitty Hawk, na Carolina do Norte, numa região litorânea com bons ventos para os testes, eles fizeram voar seu segundo planador, que teve desempenho pífio. No ano seguinte, construíram o terceiro modelo, com o qual alcançaram 152 metros em voo. Aperfeiçoado, nos voos seguintes cobriu 190 metros de distância.
Em seguida construíram o Flyer, no qual o piloto conduzia a aeronave deitado de bruços na asa inferior do lado oposto do motor para contrabalançar o peso. Para alçar voo, o aeroplano americano usava um carro mecânico lançador, acomodado sobre um monotrilho de madeira de 18,3 metros de comprimento para alavancar a decolagem, que subitamente parava ao fim da plataforma. Com o movimento de inércia e a força do motor, o Flyer se projetava no ar e prosseguia em voo. O primeiro teste foi desastroso. Na manhã de 17 de dezembro de 1903, o segundo voo, conduzido por Orville, percorreu 37 metros em 12 segundos. O último cobriu 260 metros em 59 segundos. Os salva-vidas de Kill Devil presenciaram os voos. Um deles, John Daniel, fotografou o teste.
O mérito de inventores do avião coube, portanto, aos irmãos Wright. No entanto, o pioneirismo pela decolagem autônoma, sem auxílio de elementos externos – procedimento que prevaleceu na aviação, em que a aeronave corre livremente numa pista, ganha velocidade e alça voo impulsionada por seus próprios motores – pertence a Santos-Dumont.
No Brasil, embora o reconhecimento oficial aos irmãos Wright fosse em geral contestado, também houve quem os defendesse. Em 1909, o almanaque humorístico O Malho publicou o artigo “A conquista do ar em 1908”, enaltecendo o trabalho dos dois aviadores americanos: “os Wright tiveram a calma inaudita de deixar que Santos-Dumont, Farman e Delagrange ganhassem fama universal de precursores da aviação, quando eles, desde 1905, já tinham construído o seu aparelho e feito voos maravilhosos. Continuaram a fazer experiências e a aperfeiçoar o aparelho secretamente, em silêncio, contentando-se em tirar fotografias e autenticá-las devidamente com as datas para reivindicarem mais tarde a prioridade”.
Sobre o sigilo das experiências que realizaram com o Flyer, outros inventores adotaram idêntico procedimento para seus experimentos. Santos-Dumont agiu assim. Em 1906, ao falar do 14-Bis, comentou: “A questão do aeroplano estava, havia já alguns anos, na ordem do dia; eu, porém, nunca tomava parte nas discussões, porque sempre acreditei que o inventor deve trabalhar em silêncio; as opiniões estranhas nunca produzem nada de bom”.
Em 1914, um tribunal de Justiça dos Estados Unidos considerou Orville e Wilbur Wright os primeiros a obterem sucesso com o avião, embora o processo não tenha se originado com essa finalidade, pois julgava a questão da propriedade intelectual do planador. Os brasileiros jamais aceitaram a primazia conferida aos americanos. Por aqui, até hoje, Alberto Santos-Dumont é considerado o “pai da aviação”.

13.997 – História das Invenções – Papagaio come milho, piri quito leva a fama


radio
Você, como quase todos nós, deve ter aprendido que o inventor do rádio foi um italiano chamado Guglielmo Marconi. Mas provavelmente nunca ouviu falar de Roberto Landell de Moura, o padre brasileiro responsável por fazer em 1894 (dois anos antes de Marconi) uma expe­riência pioneira de radiodifusão – mas que acabou menosprezado pelos registros históricos.
Nascido em Porto Alegre e educado em Roma, Landell foi a São Paulo exibir seu invento ao público – e tentar arrumar um patrocinador. Ele transmitiu a voz humana por 8 quilômetros em linha reta, da avenida Paulista até o Alto de Santana, na zona norte da cidade. (Detalhe: o rádio inventado por Marconi só transmitia sinais telegráficos.) Ainda assim, o sucesso do experimento não se converteu em muito dinheiro.
Em 1900, Landell repetiu o experimento – agora na presença de jornalistas e de um representante do governo britânico. A notícia repercutiu, mas não do jeito que ele planejara: alguns religiosos se indignaram quando souberam que um padre estava fazendo “bruxarias”. Dois dias depois da demonstração, meia dúzia de fiéis invadiu o modesto laboratório do religioso para quebrar todos os seus aparelhos.
No ano seguinte, o padre foi tentar a sorte nos EUA, onde impressionou a comunidade científica. Eis que o esperado dinheiro parecia estar chegando: empresários americanos ofereceram uma fortuna a Landell. Só que, patriota ferrenho, ele a recusou. O padre acreditava que as invenções pertenciam ao Brasil. Ele conseguiu patentear suas invenções em 1904. Tarde demais: Marconi já o havia feito em 1896.
Ao voltar para o Brasil, Landell tentou mais uma vez convencer o governo a financiá-lo. Seu plano incluía uma demonstração envolvendo dois navios da Marinha. Ao ser perguntado sobre a distância que os navios deveriam ficar um do outro, o padre perdeu uma incrível chance de ficar calado. Sua resposta foi: “Coloquem-nos na maior distância possível, pois esse invento um dia permitirá até conversas interplanetárias!” Foi o suficiente para ser taxado de louco por querer falar com ETs. Desiludido com a falta de apoio, acabou abandonando a ciência e dedicando-se exclusivamente à vida religiosa.

Grandes momentos
• Como não há documentos oficiais da demonstração de 1894, muitos só aceitam o ano de 1900 como a data da primeira transmissão por rádio de Landell.
• Apesar da invenção do rádio ser freqüentemente creditada a Marconi, várias pessoas vinham fazendo pesquisas na área, como o alemão Heinrich Hertz, o austríaco Nikola Tesla e o próprio padre Landell.
• Marconi patenteou seu invento em 1896 e depois criou a Companhia Marconi para usar comercialmente suas patentes. Uma coisa não há como negar: ele foi o primeiro a investir na utilização comercial do rádio.

13.798 – Mega Curiosidades – Invenções que Foram Obras do Acaso


Borracha vulcanizada
Quando: 1839
Inventor: Charles Goodyear
O engenheiro descobriu a vulcanização (fortalecimento da borracha com enxofre) sem querer. Após produzir um lote de sacolas de borracha que derretia no calor ambiente, Goodyear cozinhou algumas partes para testar até que ponto o material resistia. Só que em vez de derreter, a borracha (cuja tinta continha enxofre) endurecia a altas temperaturas

Insulina
Quando: 1889
Inventores: Oscar Minkowski e Joseph von Mehring
Os médicos alemães retiraram o pâncreas de um cão para averiguar se isso mudaria a digestão no animal quando notaram, por acaso, que o xixi do coitado passou a atrair moscas. Examinando a urina, perceberam que ela estava cheia de açúcar. Então concluíram que o pâncreas produz uma secreção responsável pela absorção do açúcar pelo organismo: a insulina, usada hoje para tratar a diabetes

Super Bonder
Quando: 1942
Inventor: Harry Coover
A supercola foi criada quando o químico tentava inventar miras de plástico para armas. Ele e sua equipe acabaram com uma meleca que grudava em tudo – um fracasso. Só seis anos depois, já trabalhando na Kodak, Coover decidiu transformar a gosma em um líquido adesivo

Raio X
Quando: 1895
Inventor: Wilhelm Conrad Röntgen
O físico alemão estava trabalhando com um tubo de raios catódicos coberto com um papel grosso quando um ajudante notou que, mesmo coberto, o tubo iluminava a parede com uma luz verde. Röntgen nomeou esse raio que atravessava objetos de “raio X”, e depois descobriu que ele podia ser capturado em filmes fotográficos

LSD
Quando: 1938
Inventor: Albert Hofmann
Em seu laboratório, em Basel, o químico suíço estudava derivados da ergolina, uma substância natural de alguns fungos, em busca de algo que impedisse o sangramento excessivo após o parto. Ao manusear por certo tempo uma das substâncias isoladas, teve que interromper o trabalho, pois estava tendo alucinações. A substância era o LSD

Penicilina
Quando: 1928
Inventor: Alexander Fleming
O biólogo inglês estava atrás de substâncias que matassem bactérias em feridas. Durante algumas semanas de férias, ele esqueceu seu material de estudo sobre a mesa. Quando voltou, reparou que uma das suas culturas tinha sido contaminada por um fungo, e que uma substância no fungo tinha matado as bactérias. Era a penicilina

Viagra
Quando: 1998
Inventor: Pfizer
A empresa farmacêutica testava um novo medicamento contra a angina, doença que estreita veias que levam sangue ao coração, mas o estudo não estava trazendo bons resultados. Os farmacêuticos estavam prestes a desistir, quando notaram que o fluxo sanguíneo estava sendo estimulado, sim, só que não no coração…

Problemas deliciosos
Muitas das guloseimas e tecnologias da sua cozinha surgiram de pequenos fracassos

Picolé
Quando: 1905
Inventor: Frank Epperson
Frank tinha apenas 11 anos quando descobriu essa delícia gelada. Ele misturava um refresco em sua casa, quando esqueceu o copo, com o palito, na varanda. Na manhã seguinte, notou que a bebida tinha congelado com o palito dentro. O pequeno tinha criado o picolé, que só foi patenteado em 1923

Sacarina
Quando: 1879
Inventor: Constantin Fahlberg
Fahlberg tentava criar um conservante de alimentos derivado do alcatrão quando descobriu um dos primeiros adoçantes da história. Certa noite, ele estranhou um sabor adocicado na sua refeição e lembrou que não tinha lavado as mãos ao sair do laboratório. No dia seguinte, ele voltou ao local de pesquisa e descobriu a substância

Micro-ondas
Quando: 1945
Inventor: Percy Spencer
Spencer estava trabalhando em um radar de micro-ondas no laboratório de sua empresa, a Raytheon, quando reparou que o aparelho parecia emitir calor. Ele imediatamente testou o princípio em uma barra de chocolate, que derreteu. Depois de testes, Spencer usou o princípio para criar um novo tipo de forno

Cookies de chocolate
Quando: 1930
Inventora: Ruth Wakefield
Ruth era a responsável pela cozinha da pousada que mantinha nos EUA. Um dia, fazendo biscoitos, notou que estava sem chocolate em pó. Usou pedaços do doce em barra na esperança de que derreteriam e se misturariam à massa. Não rolou: quando tirou os biscoitos do forno, tinha inventado os cookies com gotas de chocolate

Palito de fósforo
Quando: 1826
Inventor: John Walker
Enquanto pesquisava uma maneira prática de obter fogo e transferi-lo a um material inflamável, o químico inglês notou que um dos palitos que ele estava usando para mexer uma mistura pegou fogo quando acidentalmente foi raspado contra o chão de pedra. Assim surgiu o palito de fósforo por fricção

Teflon
Quando: 1938
Inventor: Roy J. Plunkett
O químico realizava experiências com gases para refrigeração. Só que o experimento não saiu como o planejado e, por acaso, a amostra virou uma substância em que quase nada grudava. Os militares americanos foram os primeiros a usarem o produto: eles revestiram tubos e vedações com teflon para conseguir produzir material radioativo para a bomba atômica

Cereal matinal (tipo Sucrilhos)
Quando: 1894
Inventores: irmãos John Harvey Kellogg e Will Keith Kellogg
Os irmãos Kellogg descobriram o processo de criação de flocos de cereais por acidente. Eles deixaram uma massa de trigo descansar por tempo demais e a mistura ressecou. Em vez de jogar o produto fora, eles prensaram a massa tentando fazer folhas de pão. Conseguiram flocos, que assados viraram um “protótipo” sabor trigo do corn flakes

Coca-Cola
Quando: 1886
Inventor: John Pemberton
A fórmula do refrigerante mais famoso do mundo é secreta, mas o objetivo de Pemberton quando misturou vários ingredientes (entre eles folhas de coca e nozes-de-cola) era criar um remédio para dor de cabeça. A bebida foi vendida como tônico, em uma farmácia de Atlanta, e só se tornou o refrigerante que conhecemos após 1899

Batata chips
Quando: 1853
Inventor: George Crum
O chef do hotel Moon’s Lake, em Nova York, estava irritado com um cliente que reclamava que suas batatas eram encharcadas e decidiu sacaneá-lo. Cortou os tubérculos da maneira mais fina possível e fritou. O que era pra ser uma provocação virou um hit: o cliente adorou

13.639 – Joseph Nicéphore Niépce


Joseph_Nicéphore_Niépce
Niépce, nascido em 7 de março de 1765 e morto aos 68 anos em julho de 1833

(Chalon-sur-Saône, 7 de março de 1765 — Saint-Loup-de-Varennes, 5 de julho de 1833) foi um inventor francês responsável por uma das primeiras fotografias

Niépce começou seus experimentos fotográficos em 1793, mas as imagens desapareciam rapidamente. Ele conseguiu imagens que demoraram a desaparecer em 1824 e o primeiro exemplo de uma imagem permanente ainda existente foi tirada em 1826. Ele chamava o processo de heliografia e demorava oito horas para gravar uma imagem.
Em 1793, enquanto servia como oficial do exército francês, Niépce tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari. Aos 40 anos, Niépce retirou-se do exército francês para se dedicar a inventos técnicos, graças à fortuna que sua família possuía. Nesta época, a litografia era muito popular na França, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentou obter através da câmera escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa. Recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmera escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico. Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens positivas que pudessem ser utilizadas como placa de impressão, determinou-se a realizar novas tentativas.
Após alguns anos, Niépce recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judeia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na matéria a consideram como “a primeira fotografia permanente do mundo”. Esse processo foi batizado por Niépce como heliografia, gravura com a luz solar.
Em 1827, Niépce foi a Kew, perto de Londres, visitar Claude, levando consigo várias heliografias. Lá conheceu Francis Bauer, pintor botânico que de pronto reconheceu a importância do invento. Aconselhado a informar ao Rei Jorge IV e à Royal Society sobre o trabalho, Niépce, cauteloso, não descreve o processo completo, levando a Royal Society a não reconhecer o invento. De volta para a França, deixa com Bauer suas heliografias do Cardeal d’Amboise e da primeira fotografia de 1826.
Em 1829 substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho, e escurece as sombras com vapor de iodo. Este processo foi detalhado no contrato de sociedade com Daguerre, que com estas informações pode descobrir em 1831 a sensibilidade da prata iodizada à luz. Niépce morreu em 1833 deixando sua obra nas mãos de Daguerre.

13.506 – Inventor do Bina morre aos 77 anos


inventor bina
O engenheiro eletrotécnico Nélio José Nicolai, inventor do sistema identificador de chamadas por telefone mais conhecido como Bina, morreu na quarta-feira, 11 de outubro de 2017, em Brasília, aos 77 anos. Nicolai apresentou complicações pulmonares enquanto estava se recuperando de um AVC (acidente vascular-cerebral).
Além do Bina, invento pelo qual ele brigou na justiça por mais de 20 anos pelo reconhecimento de direito de uso, o engenheiro tem 41 produtos INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).
icolai detalhou algumas das dezenas de tecnologias que inventou. Um dos exemplos é o sistema de mensagem instantânea de movimentação de cartão de crédito e débito, atualmente usado por bancos e empresas de pagamento.
“Apresentei isto ao Bradesco e Unibanco em 1992, época que registrei a carta patente, mas eles lançaram o serviço sem falar comigo. Hoje o mundo inteiro está usando e as companhias me disseram que eu devo recorrer à justiça”, comentou.
Segundo Nicolai, o mesmo ocorreu com o telefone fixo celular. Em 2004, ele registrou sua ideia no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), assim como fez com todas suas invenções, mas, as operadoras como a Tim, Claro e Vivo passaram a oferecer o serviço de telefone residencial com as mesmas características do celular, a partir de 2010. Outras tecnologias que o mineiro afirma ter inventado são o ‘Salto’, aviso sonoro que indica que a pessoa está recebendo outra chamada, e o ‘Bina Lo’, que registra chamadas perdidas.
“A patente é um patrimônio do país e não das empresas. Elas estão roubando isto do povo. O INPI que decide se a patente é válida e isso não pode mudar. Um juiz não pode contestar o que o instituto faz e uma empresa não pode ignorar uma carta patente”, comentou relembrando o caso do Bina, em que ele assinou contratos de licença de exploração da patente com a Ericsson, mas afirma não ter tido o devido reconhecimento.

13.137 – Mega Biografia – Joseph Nicéphore Niépce


Joseph_Nicéphore_Niépce
Ele também era de 7 de Março
7 de março de 1765 — Saint-Loup-de-Varennes, 5 de julho de 1833) foi um inventor francês responsável por uma das primeiras fotografias.
Em 1793, enquanto servia como oficial do exército francês, Niépce tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari. Aos 40 anos, Niépce retirou-se do exército francês para se dedicar a inventos técnicos, graças à fortuna que sua família possuía. Nesta época, a litografia era muito popular na França, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentou obter através da câmera escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa. Recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmera escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico. Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens positivas que pudessem ser utilizadas como placa de impressão, determinou-se a realizar novas tentativas.
Após alguns anos, Niépce recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judeia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na matéria a consideram como “a primeira fotografia permanente do mundo”. Esse processo foi batizado por Niépce como heliografia, gravura com a luz solar.
Em 1827, Niépce foi a Kew, perto de Londres, visitar Claude, levando consigo várias heliografias. Lá conheceu Francis Bauer, pintor botânico que de pronto reconheceu a importância do invento. Aconselhado a informar ao Rei Jorge IV e à Royal Society sobre o trabalho, Niépce, cauteloso, não descreve o processo completo, levando a Royal Society a não reconhecer o invento. De volta para a França, deixa com Bauer suas heliografias do Cardeal d’Amboise e da primeira fotografia de 1826.
Em 1829 substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho, e escurece as sombras com vapor de iodo. Este processo foi detalhado no contrato de sociedade com Daguerre, que com estas informações pode descobrir em 1831 a sensibilidade da prata iodizada à luz. Niépce morreu em 1833 deixando sua obra nas mãos de Daguerre.

13.071 – Arquivo Mega – Em 17-01-1706 Nasceu Benjamin Franklin, político, inventor e diplomata


Almanaque de Franklin
Almanaque de Fraklin

No dia 17 de janeiro de 1706 nascia, em Boston (EUA), Benjamin Franklin, jornalista, escritor, diplomata, inventor e político. Ele ainda ficou conhecido por suas experiências com a eletricidade e por ter sido um dos líderes da Revolução Americana. Também ganhou fama de estadista por seus serviços diplomáticos, atuando no diálogo entre as colônias com a Grã-Bretanha e mais tarde com a Rússia.
Entre os anos de 1776 e 1785, Benjamin Franklin morou na França, onde foi emissário dos Estados Unidos e figura de prestígio na sociedade parisiense. Após seu retorno, ele se dedicou à questão da abolição da escravatura. Benjamin Franklin morreu no dia 17 de abril de 1790, na Filadélfia.

No dia 17 de janeiro de 1706 nascia, em Boston (EUA), Benjamin Franklin, jornalista, escritor, diplomata, inventor e político. Ele ainda ficou conhecido por suas experiências com a eletricidade e por ter sido um dos líderes da Revolução Americana. Também ganhou fama de estadista por seus serviços diplomáticos, atuando no diálogo entre as colônias com a Grã-Bretanha e mais tarde com a Rússia.
Entre os anos de 1776 e 1785, Benjamin Franklin morou na França, onde foi emissário dos Estados Unidos e figura de prestígio na sociedade parisiense. Após seu retorno, ele se dedicou à questão da abolição da escravatura. Benjamin Franklin morreu no dia 17 de abril de 1790, na Filadélfia.

12.936 – Brasileiro cria braço mecânico com sucata após ser amputado com choque


A vida de José Arivelton Ribeiro nunca mais foi a mesma depois de 5 de setembro de 2012. Naquele dia, a energia da lojinha de eletrônicos da família, em Fortaleza, foi cortada por falta de pagamento.
Como ninguém sabia quando a luz iria voltar, Arivelton decidiu retirar a antena de TV da loja para usá-la em casa. Pendurou-se na janela, no segundo andar, e cometeu um erro quase fatal.
Por descuido, a antena tocou um fio de alta tensão. A descarga de 18 mil volts arremessou Arivelton para dentro da sala, e chegou a derrubar a iluminação dos postes da região.
O choque feriu o pescoço e a língua de Arivelton, e também comprometeu o braço direito, que precisou ser amputado na altura do antebraço. Seria mais um obstáculo na vida desse cearense de 48 anos, que nasceu surdo e não aprendeu a falar. Mas rendeu uma bela história de dedicação.
Ari, como é conhecido, passa boa parte do dia enfurnado numa oficina de quintal. Em meio a peças recolhidas em depósitos e na cozinha da mãe, colocou na cabeça: irá construir a prótese mais barata existente, para devolver movimentos a si e a qualquer amputado como ele.
Em pouco tempo, ele produziu duas próteses do braço direito, uma mecânica e outra elétrica, e já trabalha na terceira, que deseja ser computadorizada. “Meu sonho é ajudar as pessoas”, diz Ari à BBC Brasil, sempre com ajuda da mãe na tradução.
O inventor autodidata, que se comunica por meio de sinais com a mão remanescente, construiu as próteses com peças descartáveis e partes de utensílios domésticos.
Sua primeira criação tem o antebraço em cano de PVC e tampa de panela; o punho é um bico de secador de cabelo; os dedos são canos de alumínio, acionados por elásticos de prender dinheiro; e a palma da mão exibe uma borracha, para garantir aderência ao segurar objetos.
Bastou um mês de trabalho, ainda no ano do acidente. Ao todo, Ari investiu R$ 400, até 20 vezes menos do que uma prótese similar no mercado. A inspiração veio em vídeos na internet. O braço, porém, não é fixo, como a maioria das próteses mecânicas. O punho é flexível e ele aciona os dedos com movimentos no ombro esquerdo. Era a independência que o inventor buscava.
Na escala evolutiva das próteses de braços, o degrau seguinte de uma mecânica é a elétrica. Nela, o movimento dos dedos é acionado por uma bateria, com comandos feitos com a outra mão ou por meio de eletrodos que captam os impulsos dos nervos na região da amputação.
O inventor leu sobre isso em tutoriais na internet e decidiu fazer sua prótese elétrica. Em oito meses, o dispositivo estava pronto. Bem mais moderno que o primeiro.
O irmão o ensinou a usar serra e solda para moldar peças. Isso possibilitou uma flexibilidade ainda maior no punho e nos dedos da prótese. O inventor, contudo, não gostou do resultado final: os materiais não eram ideais e o braço ficou com 4 kg, o dobro de um modelo com funções similares.
Agora, Ari está trabalhando em uma prótese semelhante à segunda, porém mais leve. Tanto a segunda quanto a terceira deverão custar menos de R$ 2.000, até 15 vezes mais baratas do que uma convencional nesse patamar.
O pai de Ari, José Auri Ribeiro, comandou durante mais de três décadas a Eletrônica O Louro, a cem metros de casa. O mais velho dos cinco filhos começou a trabalhar aos sete anos, e logo herdou a habilidade no conserto de televisores. Até que o pupilo superou o mestre. “Ele ficou muito melhor do que eu”, afirma Auri, eletrônico de 72 anos.
Aquele final da tarde de setembro de 2012, data que a família não esquece, sumiu da memória de Ari. “Eu apaguei. Não me lembro de nada.” Sorte que ele estava acompanhado da mãe, técnica de enfermagem. “Fiz massagem cardíaca e respiração, então o coração voltou a bater”, relembra Socorro.
Ari foi socorrido de carro a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde esperou por cinco horas. A alternativa, conta a mãe, foi atendê-lo numa ambulância, e depois transferi-lo a um hospital no centro da cidade, a 10 km de distância.
Ari mora com a mãe e a filha Sara, numa casa simples no bairro boêmio da Varjota. Conheceu a mulher, Zenaide, também surda, na escola para pessoas com deficiência auditiva. Mas ela partiu cedo, aos 34 anos, em 1998, vítima de câncer de mama.
O cearense nasceu com perda total da audição, limitação constatada quando ainda era bebê. Ao longo da infância e da juventude, aulas de Libras (Língua Brasileira de Sinais), no Instituto Cearense de Educação de Surdos, minimizaram dificuldades de comunicação com os pais e os irmãos.
Porém, a condição financeira prejudicou o desenvolvimento da fala, o que talvez fosse possível através de fonoaudiologia. “Como nunca ouviu, ele não consegue fazer nenhum som”, explica a filha, Sara Ribeiro, universitária de 24 anos.
Os pais de Ari se separaram pouco antes do acidente –hoje Auri mora em Fortim (a 135 km de Fortaleza). Socorro se divide com a neta, e também com o filho Rusivelton, no suporte ao filho mais velho. Essa atenção é importante, sobretudo para “controlar” o ímpeto criativo de Ari.

12.739 – Manuscritos provam que Da Vinci esboçou leis do atrito 2 séculos antes de elas surgirem


Professor voltou a analisar os rabiscos do gênio e descobriu que Da Vinci havia pensado no atrito em 1493, 200 anos antes da publicação das leis.
O pintor de Mona Lisa pode ter sido também o gênio que pensou nas leis do atrito. Mas isso teria ocorrido 200 anos antes dessas leis terem sido publicadas.
O professor Ian Hutchings, da Universidade de Cambridge, voltou a analisar alguns rabiscos de Da Vinci em um caderno de 1493. Outros pesquisadores já haviam classificado o caderno como “irrelevante”. Mas Hutchings descobriu que alguns desenhos e anotações tratam do que viria a ser anos mais tarde as leis do atrito.
Da Vinci chegou a descrever essa força da Física tempos depois, em 1508, mas não detalhou as leis. Ao que tudo indica, no entanto, ele já havia esboçado as ideias. A página traz o desenho de uma mulher com a inscrição “cosa bella mortal passa e non dura”, que significa “a beleza mortal passa e não dura”.
Hutchings descobriu que as inscrições estão acompanhadas de figuras geométricas puxadas por um peso que paira sobre uma roldana – exatamente o mesmo estudo que é utilizado atualmente para explicar as forças do atrito.
“O esboço e os textos mostram que Leonardo compreendeu os fundamentos da fricção em 1493”, diz o pesquisador. “Sabemos que a força do atrito entre duas superfícies que deslizam uma contra a outra é proporcional ao somatório das pressões exercidas pelas superfícies isoladas e que o atrito é independente à suposta área de contato entre as duas superfícies. São premissas da lei do atrito que normalmente creditamos a um cientista francês, Guillaume Amontons, que as desenvolveu dois séculos mais tarde”, argumentou o investigador britânico.

Abaixo, a imagem da página do manuscrito de Da Vinci.

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12.164 – Paraquedismo – Saltando com Da Vinci


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O primeiro projeto conhecido de um pára-quedas foi rabiscado em 1485 pelo pintor e inventor italiano Leonardo da Vinci, no canto de um caderno de anotações. Ninguém acreditou que ele funcionasse até o inglês Adrian Nicholas tirar a prova dos nove saltando de um balão a 3 000 metros de altitude, em Mpumalanga, na África do Sul. O artefato é preso numa engenhoca de madeira, de 85 quilos, coberta por um pano grosso. Compare com um pára-quedas moderno, que pesa 1 quilo, e você terá uma ideia da ousadia. Nicholas está acostumado a saltar, é verdade, pois é considerado um dos maiores skydivers do mundo, detentor do recorde mundial de queda livre, com duração de 5 minutos. Mas até a engenheira que construiu o pára-quedas de Da Vinci, a sueca Katarina Ollikainem, duvidava da eficácia da coisa. “Ela achava que o pára-quedas poderia virar de lado por não ter uma abertura na parte superior para escoar parte do ar”.
Mas a descida acabou sendo mais suave e mais lenta do que a dos pára-quedas modernos. A comparação foi feita na hora porque dois pára-quedistas pularam junto com o inglês radical. Mas Nicholas também soube evitar o risco: depois de descer 2 400 metros em 7,5 minutos, desvencilhou-se da pirâmide de pano e usou um pára-quedas de verdade para aterrissar. Agora ele quer fazer o salto completo com a geringonça de Da Vinci. Mas não há pressa, diz ele. “Demorou cinco séculos para aparecer um bobo capaz de testar a idéia de um gênio”.

12.031 – Projeções – Existência de smartphone foi prevista há quase cem anos


smartphone velocidade
Apesar das muitas e úteis criações desse inventor visionário (principalmente no campo da engenharia elétrica), algumas de suas afirmações contundentes sobre o futuro da ciência e da humanidade fizeram com que muitos o considerassem um excêntrico, uma espécie de cientista louco. Hoje, à luz de um século de avanços tecnológicos, ainda podemos nos surpreender com várias das previsões acertadas de Nikola Tesla, que não teve seu reconhecimento na época.
Por exemplo, em 1926, durante uma entrevista realizada pelo jornalista John B. Kennedy para o programa de rádio The Collier Hour, Tesla antecipou o smartphone com uma precisão impressionante. Estas foram suas palavras: “Quando conseguirmos aplicar perfeitamente a tecnologia sem fio, a Terra se transformará em um cérebro gigante, e de fato o é, com todas as coisas atuando como partículas de um todo real e rítmico. Não apenas isso; por meio da televisão e da telefonia vamos poder nos ver e nos ouvir uns aos outros tão perfeitamente como se estivéssemos cara a cara, apesar de estarmos a quilômetros de distância; e os instrumentos, por meio dos quais poderemos fazer isso serão incrivelmente simples em comparação com nosso telefone atual. Um homem será capaz de levá-lo no bolso do seu casaco”.

11.285 – Mega Memória – Nasce Leonardo da Vinci, um dos homens mais brilhantes da história – 15-04-1452


leonardo
No dia 15 de abril de 1452 nascia em Vinci, próximo à cidade de Florença, na Itália, Leonardo di ser Piero da Vinci, artista florentino. Por conta de suas inúmeras contribuições em praticamente todos os campos do conhecimento humano, Leonardo da Vinci é apontado com um dos homens mais brilhantes da história. Filho ilegítimo de um chanceler e embaixador e uma jovem camponesa, foi criado e educado pela família do pai, logo após o casamento da mãe com um camponês local. Seu primeiro contato com as artes foi através da avó paterna, Lucia di ser Piero de Zoso, que era ceramista. Comenta-se que, desde muito pequeno, Leonardo da Vinci demonstrava um talento raro para todas as atividades criativas, especialmente o desenho e a pintura. Em 1469, ele ingressou como aprendiz em um renomado atelier, sob a supervisão de Andrea del Verrocchio, de quem recebeu parte de sua formação multidisciplinar. O artista aprendeu os fundamentos da Química, Metalurgia, Mecânica, Carpintaria, assim como técnicas para trabalhar com couro, gesso, mármore e bronze; seguiu entretanto, dedicando especial atenção ao desenho e à pintura. Quando seus dotes artísticos ficaram evidenciados, o mestre Verrocchio decidiu comissionar seu aluno com a finalização de alguns de seus próprios trabalhos. Dizem que o mestre sentiu-se rapidamente superado pelo aluno, o que resultou na consagração de Da Vinci no mundo das artes. Ele também se destacou como arquiteto e engenheiro, recebendo diversos projetos de construção, nos anos seguintes. Entre 1480 e 1500 entregou-se quase por completo à engenharia, disciplina na qual ainda hoje, seus trabalhos artísticos, urbanos e militares são admirados. Mesmo assim, seguia produzindo como pintor. Datam deste período quadros como “A Última Ceia” e “A Dama do Arminho”. Entre 1508 e 1515, em breves lapsos, Leonardo da Vinci pintou o quadro mais controverso da história: “La Gioconda” ou “A Monalisa”. Oficialmente tido como um retrato de Lisa Gherardini, apesar das diversas teorias, entre as quais de que o quadro seria um autorretrato. Leonardo da Vinci morreu em 2 de maio de 1519, aos 67 anos de idade. Apesar de seu nome estar mais associado à pintura, o artista incursionou em muitas das disciplinas, obtendo destaque em todas: Medicina, Filosofia, Óptica, Química, Culinária, Arquitetura e Fotografia. Como engenheiro e inventor, Da Vinci desenvolveu ideias extremamente adiantadas para sua época, como o helicóptero, o automóvel, o tanque de guerra e o submarino.