13.967 – Acidente Aéreo – Queda de avião na Etiópia mata todas as 157 pessoas a bordo


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Companhia aérea confirmou que não há sobreviventes do acidente com a aeronave que seguia de Adis Adeba para Nairóbi, no Quênia
O voo ET 302 saiu de Adis Adeba, capital da Etiópia, rumo a Nairóbi, capital do Quênia, e caiu pouco depois de decolar. O Boeing 737 levava 149 passageiros e oito tripulantes. Segundo a televisão estatal da China, oito chineses estão entre as vítimas.
A Ethiopian Airlines informou que a aeronave caiu seis minutos depois da decolagem no aeroporto internacional de Adis Abeba, às 8h44 do horário local (2h44 de Brasília), perto da cidade de Bishoftu. O local fica cerca de 50 quilômetros ao sul da capital da Etiópia. O site Flightradar 24, que monitora voos ao redor do mundo, registrou que a aeronave apresentava velocidade “instável” após a decolagem.
O primeiro-ministro etíope, Aby Ahmed, expressou “suas mais profundas condolências às famílias daqueles que perderam seus entes queridos”.
Em nota, a Boeing lamentou a tragédia e comunicou que “uma equipe técnica” está preparada para dar assistência nas investigações do desastre.
O último acidente de grande porte envolvendo a Ethiopian Airlines aconteceu em 2010, quando uma aeronave da companhia caiu no mar depois de decolar de Beirute, no Líbano, rumo a Adis Abeba, matando as noventa pessoas a bordo.

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13.961 – Dica de Livro – O Rastro da Bruxa: História da aviação brasileira através de seus acidentes: 1928-1996


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O acidente com o voo 1907, no dia 29 de setembro de 2006, mostrou mais uma vez o quanto desastres aéreos envolvendo aviões de passageiros nos mobilizam: plantões nos telejornais, reportagens especiais, manchetes em toda a mídia, e nós acompanhando passo a passo o desenrolar das investigações. Somos informados de que uma comissão apontará as causas do acidente. O tempo passa e temos a impressão de que mesmo as tragédias caem no esquecimento.
O livro do comandante Carlos Germano ensina que acidentes aéreos não são fatalidades – são gestados ao longo do tempo por problemas latentes do sistema que, em determinadas circunstâncias, se alinham à espera de uma falha operacional que os desencadeie. Ao rever a história dos acidentes aéreos brasileiros, o autor nos conforta ao mostrar que nenhuma dessas tragédias passa em branco. A análise minuciosa de cada uma delas contribui de forma decisiva para melhorar o nível de segurança dos nossos vôos.
O livro merecia um glossário para ajudar os leigos a acompanhar essa história.

13.943 – Mar de Lama – Vale foi autorizada a ampliar em 70% exploração na área do desastre


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A área da barragem que rompeu nesta em Brumadinho (MG), estava prestes a ter uma intensificação na atividade de exploração mineral de ferro. A Vale pediu e o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas (Semad), aprovou, em 11 de dezembro do ano passado, a licença para que a empresa ampliasse a capacidade produtiva da Mina de Jangada e da Mina Córrego do Feijão, estruturas vizinhas, das atuais 10,6 milhões de toneladas por ano para 17 milhões de toneladas por ano. O governador ainda era Fernando Pimentel, do PT.
A votação no Copam só teve um voto contrário entre os nove conselheiros que decidiram a questão. Mas ambientalistas apontam uma série de problemas na análise do projeto, como a falta de um mapeamento detalhado dos impactos do novo empreendimento, principalmente na bacia hidrográfica do Paraopeba, cujas águas complementam o abastecimento da capital Belo Horizonte, além de cerca de 50 cidades da região metropolitana e do entorno.
A tramitação do pedido se beneficiou ainda de uma mudança em uma deliberação normativa que reduziu as exigências para intervenções de grande potencial poluidor e degradante.
O único voto contrário à aprovação partiu da ambientalista Maria Teresa Corujo. Segundo ela, a análise do pedido de ampliação das atividades na mina da Vale foi feito às pressas. “Não foi apresentado um balanço hídrico completo, de quais seriam os reais impactos nas águas do local e do entorno”, disse. “Aquela área já precisa muitas vezes de caminhão-pipa para ser abastecida.”

13.895 – Mega Notícias de Dezembro de 2018 – Acidente com trem bala na Turquia


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O trem, que seguia de Ancara para Konya (230 km ao sul, no centro do país), colidiu com uma locomotiva que passava por uma avaliação de rotina na mesma via, informou o governador da capital, Vasip Sahin
Turhan indicou que o acidente aconteceu seis minutos após a entrada da composição na estação de Marsandiz, a menos de 10 km da estação central de Ancara.
O governador afirmou que os trabalhos de busca e resgate de vítimas prosseguem e que uma “investigação técnica” foi iniciada para esclarecer as causas da tragédia.
De acordo com o jornal Hurriyet, 206 pessoas estavam a bordo do trem.
As imagens exigidas por canais locais mostram alguns vagões descarrilados e parte do trem sobre a ferrovia, coberta de neve.
Uma passarela de pedestres desabou em consequência do acidente.
A linha de trem-bala Ancara-Konya foi inaugurada em 2011. Três anos depois foi inaugurada a linha Ancara-Istambul.

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13.803 – Fotos Raras do Interior do Real Titanic


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O naufrágio do RMS Titanic foi descoberto em 1985 por Robert Ballard. Antes disso, houve várias expedições que falharam. A razão por trás da descoberta do Titanic foi a invenção do Argo, um submersível em águas profundas que pode ser controlado remotamente.
Graças ao Argo, uma das três hélices foi encontrada nos destroços do navio. A mesma era, na verdade, do lado estibordo do navio. As hélices laterais do Titanic tinham 23 pés de largura, enquanto a do meio tinha 16 pés de diâmetro.

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A imagem que foi feita perto do final da construção do Titanic dá uma idéia clara de quão enorme era o navio e suas hélices. O navio tinha 883 pés de comprimento, tornando-o mais alto do que qualquer edifício que existia naquela época se o navio fosse colocado na posição vertical.
O Titanic transportou vários passageiros, incluindo dois recém-casados, Sr. e Sra. George A. Harder, que estavam em viagem de lua de mel. A mulher sobreviveu ao naufrágio, mas o marido morreu, infelizmente. O fotógrafo que tirou uma foto dos dois, Bernie Palmer, vendeu os direitos de suas fotos por apenas US$10. Ele não teria feito isso se soubesse o quanto suas fotos valeriam anos depois.

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Quando o Titanic e seu navio irmão Olympic foram construídos, eles eram os maiores navios criados até então. Naquela época não havia nenhuma via de circulação que pudesse acomodar sua construção. Então, para seguir em frente, a empresa teve que construir uma rampa gigante primeiro. A rampa de lançamento foi chamada de “Grande Pórtico” e custou cerca de US $150.000.
O leme é uma das partes essenciais do navio, usado para dirigir esse transporte gigantesco. O leme do RMS Titanic era enorme e pesava mais de 20.000 libras.
Quando comparado a todos os outros navios no cais, o Titanic realmente se destacava. Porém, mover a estrutura gigantesca da terra para a água foi um processo bastante desgastante. O processo em si durou apenas 62 segundos, mas, para completá-lo, foram necessárias 23 toneladas de lubrificantes. Óleo de trem, sabão e graxa foram usados ​​como lubrificantes.
O RMS Titanic deixou Belfast com a ajuda de rebocadores. Cinco rebocadores foram necessários para guiar a grande embarcação para fora do cais. Isso foi feito durante um teste no mar, que é uma das fases de teste perto do final da construção de um navio.
Havia cerca de 700 tripulantes no Titanic. Edward J. Smith, o homem de barba branca no meio da fila da frente, era o capitão do navio. Havia rumores de que a viagem inaugural do Titanic seria sua última viagem antes da aposentadoria. Os outros homens apresentados na foto são vários oficiais e engenheiros, incluindo o Engenheiro Chefe.
Edward John Smith era o comandante da companhia de transporte White Star Line e também o capitão do RMS Titanic. Existem vários relatos das últimas palavras e ações de Smith, bem como sua morte no desastre. Mas todos sugerem que suas ações finais foram verdadeiramente heróicas. Algumas pessoas culparam o Capitão Smith pelo incidente, sugerindo que ele erroneamente correu através do gelo a toda velocidade. No entanto, ele foi exonerado postumamente já que o que ele fez era uma prática comum na época.
Vários dos sobreviventes alegaram em suas cartas que o capitão Smith estava bebendo logo antes do incidente. A carta de um sobrevivente escrita a bordo do navio de resgate Carpathia foi vendida em um leilão em 2012.
O infame iceberg foi a causa do naufrágio do Titanic. Ele quebrou o lado do navio gigante e perfurou todos os cinco estanques da nave que deveriam mantê-lo à tona.
O convés de passeio estava localizado diretamente abaixo do convés superior. Este convés foi feito para uso geral, mas havia quatro cabines que contavam com seus próprios decks privados de 50 pés. Essas cabines eram chamadas de Suítes Parole e eram os quartos mais caros do navio. A mais cara delas custou mais de US $ 4.000 em 1912, o que equivale a cerca de US $ 100.000 hoje.
O RMS Titanic foi carregado com quase 6.000 toneladas de carvão para sua viagem inaugural. O navio queimou cerca de 690 toneladas por dia e pessoas tiveram que trabalhar dia e noite para cavar carvão em caldeiras, a fim de criar energia a vapor.
A sala de comunicações do navio era administrada pela Marconi Company. Os operadores a bordo do Titanic eram, na verdade, funcionários da empresa, e não os tripulantes do navio.
O Titanic tinha 20 botes salva-vidas no convés que poderiam transportar cerca de 1.200 pessoas na capacidade máxima. Embora a capacidade fosse maior do que a exigida na época, ainda era menos da metade da ocupação da embarcação, que era cerca de 2.500, incluindo os passageiros e a tripulação.
Mais de 700 sobreviventes foram resgatados por um transatlântico chamado Carpathia. Os sobreviventes estavam no meio do oceano, sofrendo de estresse e hipotermia. A tripulação do transatlântico imediatamente entregou aos sobreviventes algumas roupas quentes.
Foram tiradas fotos de botes salva-vidas cheios de passageiros fugindo do navio afundando. Mas há uma triste história por trás deles. Os tripulantes temiam que as cordas não suportassem o peso dos botes salva-vidas a plena capacidade. Assim, muitos dos botes salva-vidas foram lançados abaixo da capacidade. O primeiro bote salva-vidas que foi lançado estava com menos da metade de sua capacidade para 65 pessoas, e outro saiu com apenas 12 pessoas a bordo.
Passageiros a bordo do transatlântico Carpathia tiraram algumas fotos dos sobreviventes sendo resgatados dos botes salva-vidas. Carpathia foi o navio que respondeu a um sinal de emergência e veio para resgatar os sobreviventes. Apenas cerca de 700 pessoas foram realmente resgatados.
Os passageiros que fugiram em botes salva-vidas passaram pelo menos duas horas no frio antes de o Carpathia conseguir chegar. E, como já mencionado, muitos dos botes salva-vidas estavam pouco cheios e havia espaço para muito mais passageiros.
Depois que os passageiros foram trazidos de volta ao Pier 54 sãos e salvos em Nova York, todos os botes salva-vidas ficaram vazios. Este cais, na verdade, pertencia à White Star Lines.
O Titanic foi bem equipado com muitas comodidades de luxo, incluindo uma academia. Assim como o navio-irmão Olympic, o Titanic foi o primeiro transatlântico a incluir uma academia. Outras amenidades que chamavam atenção eram a piscina, uma quadra de squash e até mesmo uma banheira turca.
Uma das partes mais maravilhosas do Titanic foi sua grande escadaria, que também foi reproduzida no filme. Olímpico, navio irmão do Titanic, tinha praticamente o mesmo. As únicas imagens existentes das escadarias são as do Olympic. Não existem imagens conhecidas da escadaria do Titanic.
A primeira parte do Titanic que foi encontrada por Robert Ballard em sua expedição de 1985 foi uma grande caldeira. Ballard comparou a caldeira às imagens do navio de 1911. No dia seguinte, ele usou seu Argo novamente e descobriu uma grande parte do naufrágio.
A expedição de Ballard em 1985 também é responsável pela descoberta da popa do navio ou, pelo menos, pelo que restou dela. Até o naufrágio ser descoberto, muitos cientistas não acreditavam que o casco do navio tivesse partido pela metade antes de o navio afundar. No entanto, depois de descobrir a popa e a proa a um terço de uma milha de distância, foi confirmado que o navio se dividiu em duas partes.
O Titanic foi construído na gigante rampa de lançamento do “Grande Pórtico”. A localização da construção foi no Estaleiro Harland & Wolff, e mais de 11.000 trabalhadores foram necessários para concluir o projeto.
Quando os destroços foram descobertos, uma das três âncoras foi encontrada dentro de seu compartimento. O Titanic na verdade tinha três âncoras e cada uma pesava cerca de 10 toneladas.
Acredita-se que o personagem de Jack Dawson foi inspirado em Emilio Portaluppi. Ele embarcou no Titanic com um bilhete de segunda classe. Ele deveria estar em um navio diferente, mas, em vez disso, a rica família Astor o convidou a bordo do Titanic. Alguns dizem que ele tinha uma queda por Madeleine Astor.
É impossível mencionar o verdadeiro Jack sem dizer nada sobre a verdadeira Rose. Madeleine Talmage Astor era a esposa de John Jacob Astor IV, um magnata dos negócios. Acredita-se por alguns que ela tenha sido a inspiração para a Rose do filme Titanic. No entanto, nunca foi sugerido que ela realmente teve um caso com Emilio Portaluppi.
John Jacob Astor IV foi a pessoa mais rica a morrer no naufrágio. No início dos anos 1900, ele era uma das pessoas mais ricas do mundo. John Astor e sua esposa embarcaram no Titanic porque Madeleine estava grávida e insistiu que queria dar a luz a seu filho nos EUA.
Após o incidente, muitos jornais começaram a publicar histórias relacionadas ao Titanic. Alguns mencionaram as pessoas que desapareceram, como Astor. Na época da morte de John Astor IV, seu patrimônio líquido era de US $ 87 milhões, o que equivale a cerca de US $ 2,16 bilhões nos dias de hoje. Comparado com as pessoas mais ricas agora, isso não colocaria Astor nem entre os dez primeiros!
Uma foto do menu de 12 de abril de 1912 mostra as opções que estavam disponíveis para o almoço a bordo do Titanic. As refeições apresentam uma quantidade aparentemente infinita de carne, peixe, salgadinhos e itens especiais.
Uma incrível imagem de toda a proa do navio foi feita durante uma missão de retorno aos destroços do RMS Titanic, quase 20 anos depois de ter sido descoberto. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) lançou a missão para estudar a deterioração do navio.
O número de passageiros de primeira classe era restrito apenas a alguns dos membros mais altos da tripulação e a um pequeno número de famílias ricas. A maioria dos passageiros de elite eram membros da família Astor e Allison, que asseguraram que suas empregadas domésticas, enfermeiras e criados também estivessem na primeira classe.
Depois de ouvir sobre o naufrágio, um grande número de parentes e amigos foram para as docas de Southampton e esperaram os sobreviventes chegarem. Claro, muitas fotografias foram tiradas para gravar este evento. As pessoas que estavam sorrindo nas fotos eram provavelmente aquelas que sabiam que seus amigos ou familiares haviam sobrevivido ao desastre e estavam voltando em segurança.

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13.780 – Luzia: a vítima mais preciosa do incêndio no Museu Nacional


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Entre 11 mil e 8 mil anos atrás, as grutas de pedra calcária que se espalham pela região do atual município de Lagoa Santa, a cerca de 50 quilômetros de Belo Horizonte, eram frequentadas por uma gente muito especial. A mais famosa representante desse grupo é a mulher apelidada de Luzia, cujo crânio foi descoberto na década de 1970 e que é considerada o mais antigo habitante do continente americano. O fóssil foi consumido pelas chamas que tomaram o Museu Nacional na noite de ontem. “A gente não vai ter mais Luzia. Ela morreu no incêndio”, disse Kátia Bogéa, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, ao jornal O Estado de S. Paulo.
Trata-se de uma perda descomunal, pois, para os pesquisadores brasileiros que estudam Luzia e sua “família”, não restam dúvidas: eles eram representantes de um povo ancestral que chegou à América do Sul antes dos antepassados dos índios atuais.
As pistas sobre as características únicas desses “paleoíndios” de Lagoa Santa, como são conhecidos, estão em seus crânios, dezenas dos quais já foram encontrados no município mineiro. A análise detalhada do formato da cabeça de Luzia e companhia e sua comparação com os crânios de outros povos do mundo inteiro sugerem que eles são muito mais parecidos com os de aborígenes australianos, de habitantes da Melanésia e mesmo com os dos africanos modernos. Seriam negros, portanto. Por outro lado, os indígenas brasileiros de hoje são geneticamente bem mais próximos dos povos do nordeste da Ásia, como os grupos nativos da Sibéria.
Isso significa que os primeiros seres humanos a caminhar por aqui se aventuraram numa jornada épica pelo mar, atravessando o Atlântico (se vindos da África) ou o Pacífico (se saídos da Austrália)? Provavelmente não, afirmam os cientistas que defendem o caráter único do povo de Luzia. O mais provável, segundo essa corrente, é que os paleoíndios de Lagoa Santa sejam descendentes de populações que compartilhavam ancestrais comuns com os aborígenes da Austrália, mas que acabaram migrando rumo ao norte da Ásia e chegando ao continente americano pelo estreito de Bering. Só depois de se espalharem pelas Américas é que eles teriam chegado a Lagoa Santa.
A jornada
O coordenador do grupo que defende a origem peculiar para o povo de Luzia é o bioantropólogo Walter Alves Neves, que lidera o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos da USP. Ele conta que, no final dos anos 1980, decidiu fazer uma análise do formato de crânios de Lagoa Santa pertencentes ao acervo de um museu de Copenhague, na Dinamarca, em parceria com um colega argentino, Héctor Puciarelli.
A hipótese ganhou mais força em 1998, quando ficou provado que Luzia tinha as mesmas características dessa amostra de crânios e que, com 11.500 anos, ela realmente era o mais antigo ser humano das Américas. Neves e sua equipe conseguiram financiamento para um grande projeto de escavações em Lagoa Santa, descobrindo vários outros crânios com a mesma morfologia “australomelanésia” e com idades um pouco mais recentes – algo entre 9.500 e 8.500 anos. Fora daquela região, curiosamente, há pouquíssimos crânios americanos tão antigos, mas Neves e seus colegas afirmam que outros exemplares, achados em lugares distantes, como o México e a Colômbia, têm morfologia que parece coincidir com a de Luzia e companhia.
Como explicar, então, a diferença entre os paleoíndios e os índios encontrados por Cabral e Colombo? Os pesquisadores acreditam que houve duas grandes ondas migratórias para o nosso continente. A primeira teria cruzado o estreito de Bering por volta de 15 mil anos atrás e corresponderia aos paleoíndios. A ideia é que eles seriam parentes relativamente próximos dos nativos australianos e melanésios, com uma morfologia craniana considerada “generalizada” -ou seja, próxima do “modelo básico” dos crânios de seus ancestrais africanos (lembre-se de que o Homo sapiens moderno evoluiu na África e depois se espalhou pelos demais continentes). Ao se expandir pela costa da Ásia de forma relativamente rápida, eles teriam mantido esse padrão craniano ancestral.
Alguns milhares de anos depois, por volta de 10 mil a.C., teria chegado às Américas uma segunda onda de povoamento humano, dessa vez formada pelos ancestrais dos índios atuais. Esse povo teria passado mais tempo nas regiões frias do nordeste da Ásia e desenvolvido a morfologia craniana tipicamente oriental, com os olhos puxados.
O que teria acontecido, então, com os paleoíndios? Eles poderiam ter se miscigenado com os recém-chegados ou guerreado com eles e perdido. Mas existe a possibilidade de que alguns grupos deles tenham sobrevivido até bem perto do presente.
Análises cranianas sugerem que os principais candidatos são os botocudos, grupo de caçadores-coletores do interior de Minas Gerais e do Espírito Santo que foram exterminados no século 19. “Está cada dia mais claro que eles são descendentes dos paleoamericanos”, afirma Neves.
Uma pista intrigante a esse respeito veio da pesquisa genética: em 2013, cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificaram DNA típico de grupos da Polinésia em crânios de botocudos preservados no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Os polinésios seriam parte do grande grupo de humanos com crânio “modelo básico”. “Mas isso talvez indique, também, que ocorreu de fato uma migração marítima, ideia à qual eu sempre resisti”, diz o bioantropólogo.
O DNA polinésio de alguns botocudos, na verdade, é o único indício genético que, por enquanto, parece apoiar os pesquisadores da USP. O calcanhar de aquiles da teoria é mesmo o DNA, porque praticamente todas as tribos indígenas modernas carregam genes compartilhados com populações da Sibéria. Para os críticos de Walter Neves, seria muito difícil que os paleoíndios não deixassem nenhum rastro genético em pessoas vivas hoje.
Tigres e ursos
Seja como for, o certo é que os estudos levados a cabo na região de Lagoa Santa têm ajudado a traçar um retrato fascinante de como era a vida desses primeiros americanos. A começar por um paradoxo: está comprovado que Luzia e seu povo conviveram com os últimos exemplares das feras da Era do Gelo – animais como tigres-dente-de-sabre, grandes ursos e preguiças-gigantes. As datas da última aparição desses bichos no interior mineiro giram em torno de 9.500 anos – bem depois da própria Luzia, portanto. Mas não há sinais de que os paleoíndios brasileiros comessem essas feras.
Difícil saber se esse fato tinha a ver com algum tabu ou com a simples dificuldade de capturar os animais, mas o fato é que os restos de almoços pré-históricos achados nas cavernas mineiras são de uma dieta à base de plantas e de animais de pequeno e médio porte, como porcos-do-mato, veados, tatus e lagartos. Poucos artefatos de pedra feitos pelo povo de Luzia foram encontrados por enquanto, mas há muitas lascas de quartzo nos abrigos rochosos, provavelmente restos do trabalho de produção dessas ferramentas rudimentares.
Os paleoíndios faziam pinturas e gravuras rupestres (leia mais no quadro a seguir), mas sua principal forma de arte parece ter envolvido os mortos. As mais recentes escavações em Lagoa Santa revelaram sepultamentos nos quais o crânio de uma pessoa era pintado, queimado ou usado para abrigar uma coleção de ossos de outro indivíduo. Também foram identificados casos em que os dentes de um morto acabaram sendo arrancados de sua boca e encaixados na mandíbula de outro cadáver. Os motivos desse tipo de ritual bizarro dificilmente serão esclarecidos algum dia.

13.642 – Barbeiragem Eletrônica – Carro autônomo da Uber pode não ser culpado por morte de pedestre


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Um carro autônomo da Uber se envolveu no primeiro acidente fatal deste tipo de tecnologia. O veículo atropelou uma mulher em Tempe, Arizona, nos Estados Unidos, que morreu a caminho do hospital.
O acidente aconteceu no início do dia numa rodovia movimentada. O carro da Uber estava circulando com o modo autônomo ativado e, segundo a polícia, estaria entre 61 e 64 quilômetros por hora, numa via em que o limite é de 72 quilômetros por hora.
O The Verge, o sargento Ronald Elcock afirmou que o carro não diminuiu a velocidade antes de se chocar com a pedestre, uma mulher chamada Elaine Herzberg, de 49 anos. Ainda havia um motorista de segurança no carro, um funcionário da Uber chamado Rafael Vasquez, de 44 anos.
Segundo a polícia de Tempe, Elaine entrou na pista “abruptamente” empurrando uma bicicleta coberta por sacos plásticos, apurou o Ars Technica. É provável que a vítima fosse moradora de rua. Não se sabe ainda se o motorista de emergência tentou impedir o acidente.
Após checar os vídeos gravados pelas câmeras do carro autônomo, a chefe de polícia Moir disse que “é muito claro que teria sido difícil evitar esta colisão em qualquer modo, autônomo ou dirigido por um humano, pela maneira como ela saiu das sombras direto para o meio da rodovia”.
O inquérito, porém, ainda não foi concluído, de modo que a Uber ainda pode, sim, ser ao menos parcialmente responsabilizada pelo acidente. Um órgão federal de segurança em transporte, o NTSB, está também conduzindo uma investigação paralela à da polícia de Tempe.
A Uber diz que está colaborando com as autoridades, e também confirmou que os testes com sua tecnologia de carros autônomos foram suspensos não apenas em Tempe, mas em todas as outras cidades dos EUA em que eles estavam sendo realizados.

13.579 – Mais uma vítima da Máquina Mortífera – Jogador ex-Atlético-MG morre em acidente de carro no MS


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Morreu neste domingo (18) o jogador de futebol Fernando Pavão, de 25 anos. Ele sofreu um grave acidente de automóvel na Rodovia MS-295, que liga Paranhos a Amambai, no Mato Grosso do Sul, e não resistiu.
Segundo o site GazetaNews, o carro de Fernando capotou em uma curva. O atleta viajava em um carro modelo Uno, da Fiat, e estava acompanhado dos irmãos Rafael e Carlos Pavão, além de um amigo, identificado como Jean, que também é jogador de futebol. Eles sobreviveram. O grupo voltava de uma confraternização familiar.
Fernando chegou a ser atendido, foi levado para o Hospital Municipal de Paranhos, mas faleceu antes de dar entrada na unidade.
Fernando Pavão se destacou nas categorias de base do Atlético Mineiro, onde se profissionalizou. Em 2010, ele chegou a trabalhar com nomes como o dos atacantes Obina e Diego Tardelli, como é possível ver na foto acima. Depois do Galo, o volante voltou para o Mato Grosso do Sul, onde defendeu equipes como o Sete de Setembro, Cene, Ubiratã e Itaporã.

13.356 – Acidente Aéreo – Praia onde aviões passam ‘raspando’ faz primeira vítima fatal


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A ilha de Saint Martin é famosa por duas coisas: o mar muito azul e a praia de Maho, que é literalmente colada ao aeroporto local. Por isso, ali é possível ver aviões de grande porte passando muito baixo, a apenas 30 metros do chão. A praia se tornou atração turística por causa disso, tanto que seus restaurantes e bares têm placas com os horários dos voos que chegam e saem do aeroporto. Mas o que era apenas turismo bizarro acabou em morte. A vítima foi uma turista neozelandesa de 57 anos, atingida pela descarga de ar da turbina de um jato. Ela sofreu ferimentos graves e morreu ao chegar ao hospital.
A vítima estava bem atrás da pista 10, onde um avião se preparava para decolar. Quando a aeronave começou a acelerar, a mulher foi atingida por uma onda de vento fortíssima.
O lugar tem uma placa que alerta sobre risco de morte e orienta os turistas a não ficarem ali, mas a advertência nem sempre é respeitada. Depois da morte, as autoridades locais voltaram a pedir que os turistas não se aproximem da pista 10 – mas, ao menos por enquanto, não construíram nenhuma barreira para isolar o local.

12.967 – Acidente Aéreo – Encontradas as caixas pretas do voo da Chapecoense


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A informação foi inicialmente divulgada pelo general José Acevedo Ossa, membro da polícia local e responsável pelo resgate, e foi posteriormente confirmada pelo prefeito de Medellín Federico Guitiérrez Zuluaga. Contudo, as autoridades colombianas ainda não localizaram todos os corpos, por isso, pode haver alteração no número de vítimas.
Sobreviveram os jogadores Alan Ruschel, Jackson Ragnar Follmann e Hélio Hermito Zampier Neto e o jornalista Rafael Henzel Valmorbida, além dos integrantes da tripulação Ximena Suárez e Erwin Tumiri.
As autoridades aeronáuticas colombianas inicialmente divulgaram uma lista com seis nomes que não incluía Zampier Neto -o jogador não havia sido encontrado pela equipe de resgate. Na listagem oficial, constava o goleiro Marcos Danilo Padilha que, segundo a Cruz Vermelha colombiana, havia sido resgatado, mas não havia sobrevido aos ferimentos. Contudo, a entidade voltou atrás e recolocou o atleta entre os feridos que seguem sob cuidados médicos.
Quatro pessoas que estavam na lista do voo não embarcaram
Inicialmente foi divulgada uma lista com 81 passageiros, mas quatro pessoas não embarcaram no voo por razões distintas: Luciano Buligon, prefeito de Chapecó (SC); Plinio de Nes Filho, presidente do Conselho Deliberativo do clube; Gelson Merisio (PSD), presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc); e Ivan Agnoletto, coordenador da rádio Super Condá.
Caixas pretas foram encontradas, diz diretor
De acordo com Alfredo Bocanegra Varón, diretor da agência de aviação civil colombiana, as duas caixas pretas da aeronave já foram encontradas.

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12.965 – Futebol – Comentarista e ex-atleta Mario Sérgio morre em acidente


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Entre as vítimas do acidente aéreo com o avião da Chapecoense estava o comentarista e ex-jogador da Seleção Brasileira Mario Sérgio. Confirmado na transmissão da Fox Sports, ele é um dos 21 profissionais de imprensa vítimas da tragédia.
Mario Sérgio Pontes de Paiva sempre foi polêmico, como jogador, técnico e comentarista esportivo. As declarações desconcertantes desse carioca nascido em 7 de setembro de 1950 o fizeram ser amado e odiado por companheiros e torcedores desde que começou a jogar bola, em 1969, no Flamengo. Mesmo assim, foi ídolo por onde passou: Fla, Botafogo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Vitória.
Quando era jogador, em 1983, por exemplo, teve a oportunidade de jogar o Mundial Interclubes pelo Grêmio. O problema é que nenhum jogador queria Mario Sérgio no time, segundo conta o técnico Valdir Espinoza. “Eu é que insisti. Na primeira vez que falei, todo mundo pipocou: ‘Ah, ele é isso, aquilo, é bagunceiro…’. Mas eu conhecia ele. Joguei com ele, morei com ele. Eu reconhecia nele a sua qualidade extraordinária”, lembrou o treinador, em entrevista do Globoesporte.com. A aposta deu certo e a equipe gaúcha acabou campeã mundial contra o Hamburgo, da Alemanha.
Como técnico, por exemplo, deu declarações explosivas, responsáveis até por demissões, como ocorreu no Atlético-PR, em 2001. “Ou o Atlético acaba com a noite ou a noite acaba com o Atlético”, detonou certa vez, criticando o abuso das saídas e do álcool por parte dos jogadores do Furacão. Os jogadores não suportaram e pediram a cabeça de Mario Sérgio. Como comentarista, a língua ferina também não deu trégua. Desde 2012, assumiu o posto no Fox Sports. Lá, disse, por exemplo, que o esquema tático do supertécnico Pep Guardiola nunca daria certo no Brasil.
A unanimidade: foi um ótimo jogador e tinha um espírito guerreiro. Foi assim que sobreviveu a um assalto, no qual sofreu um atropelamento, em 2013. Parou na UTI, os médicos não acreditavam que ele sobreviveria por causa de uma infecção hospitalar. “Quase morri”, lembrou Mario Sérgio. Pois ele saiu do hospital e ainda teve uma crise de angina nas semifinais da Copa do Mundo do Brasil. Também se livrou dessa e continuou com seus comentários afinados e afiados.

12.963 – Acidente Aéreo – Acidente com avião da Chapecoense deixa 75 mortos


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A informação foi inicialmente divulgada pelo general José Acevedo Ossa, membro da polícia local e responsável pelo resgate, e foi posteriormente confirmada pelo prefeito de Medellín Federico Guitiérrez Zuluaga. Contudo, as autoridades colombianas ainda não localizaram todos os corpos, por isso, pode haver alteração no número de vítimas.
O voo da empresa Lamia, proveniente da Bolívia, transportava 9 tripulantes e 72 passageiros. Ao menos 22 jornalistas da Fox TV, da Globo, RBS e rádios estavam no voo. As autoridades colombianas informaram que havia seis sobreviventes -um não teve o nome divulgado.
Entre os sobreviventes estão: o jornalista Rafael Hensel da rádio Oeste Capital, os jogadores Alan Luciano Ruschel, Jackson Ragnar Follmann, Marcos Danilo Padilha e um tripulante Ximena Suárez. Eles foram encaminhados para hospitais da região, alguns em estado grave.
A Aeronave Avro RJ85, da LAMIA, que caiu na Colômbia deixando ao menos 75 mortos e que transportava o time da Chapecoense, estava em baixa velocidade no momento da queda.
Segundo o sistema de acompanhamento de aeronaves FlightRadar, no momento em que a aeronave deixou de emitir sinais, ela voava com velocidade de 142 nós (263 km/h).
Segundo o consultor em aviação Lito Sousa, uma velocidade tão baixa só é compatível com uma grande aproximação da pista de pouso, o que não era o caso. O avião estava a cerca de 30 km do aeroporto Internacional José Maria Córdova, em Rio Negro, ao lado da cidade de Medellín.
Segundo informações do sistema, antes da queda, a aeronave fez duas voltas no sentido anti-horário, o que pode indicar que o avião estava aguardando autorização para pousar.
O trajeto do avião não aponta para anormalidades. A manobra costuma ser feita quando uma aeronave aguarda a autorização para o pouso.
Durante a manobra, a velocidade da aeronave é constantemente reduzida, mas ainda não há indícios de problemas. Após realizar a segunda volta, a aeronave reduz ainda mais a sua velocidade: de 409 km/h para 263 km/h. Às 0h55, a aeronave emite seu último sinal antes da queda.
Ao menos 25 pessoas morreram e seis foram resgatadas com vida em um acidente na noite desta segunda-feira (28) na Colômbia com o avião que transportava a equipe da Chapecoense. O time disputaria nesta quarta (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional.
Autoridades que trabalham no local da tragédia falam em 76 mortos, número que ainda não foi confirmado oficialmente.
O trajeto do avião não aponta para anormalidades. A manobra costuma ser feita quando uma aeronave aguarda a autorização para o pouso.
Durante a manobra, a velocidade da aeronave é constantemente reduzida, mas ainda não há indícios de problemas. Após realizar a segunda volta, a aeronave reduz ainda mais a sua velocidade: de 409 km/h para 263 km/h. Às 0h55, a aeronave emite seu último sinal antes da queda.
Ao menos 25 pessoas morreram e seis foram resgatadas com vida em um acidente na noite desta segunda-feira (28) na Colômbia com o avião que transportava a equipe da Chapecoense. O time disputaria nesta quarta (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional.
Autoridades que trabalham no local da tragédia falam em 76 mortos, número que ainda não foi confirmado oficialmente.

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12.951 – Estranho fenômeno dos céus pode explicar mistério do Triângulo das Bermudas


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Um grupo de cientistas teria descoberto o mistério por trás dos inexplicáveis desaparecimentos de navios e aviões no Triângulo das Bermudas.
Steve Miller, responsável pela pesquisa de um grupo de cientistas da Universidade do Colorado, explica que sua equipe conseguiu detectar nessa zona formações de nuvens hexagonais, capazes de produzir “bombas de ar” poderosas. Esse fenômeno pode causar ventos fortes de até 140 km/h e ondas de até 14 metros de altura, capazes de gerar desastres aéreos ou marítimos.
Nuvens com características similares também foram encontradas nos mares do norte. Os pesquisadores acreditam que as duas descobertas poderão estar relacionadas.
Dentre as centenas de casos de embarcações perdidas no Triângulo das Bermudas, destacam-se os desaparecimentos do navio de carga USS Cyclops, da marinha norte-americana, em 1918, do avião comercial British York, em 1952 (com 33 passageiros a bordo) e de um esquadrão de cinco bombardeiros e um barco enviado posteriormente para encontrá-lo em 1945.

12.379 – Acidente Nuclear – Japão usará muralha de gelo para impedir radiação de Fukushima


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O governo japonês aprovou a ativação de um sistema que criará uma muralha de gelo em seu território. A ideia não é defender reinos – como em Game of Thrones – e sim tentar impedir que a radiação exalada pelos destroços da usina de Fukushima continue a ser espalhada pelos mares.
A usina de Fukushima produzia energia da seguinte forma: uma série de reatores (que possuem temperaturas altíssimas) era colocada em contato com toneladas de água. O material fazia com que o líquido evaporasse e o vapor movimentava turbinas, consequentemente gerando energia.
Acontece que em 2011, um terremoto atingiu a usina, esses reatores entraram em contato com a água do mar, e desde então contaminam a região. Os japoneses já até tentaram tirar o material dali, mas as altas temperaturas e radioatividade dificultaram o processo. A ideia da barreira de gelo é deixar os reatores ali, mas evitando que a água contaminada se misture ao resto do oceano.
Não é exagero chamar a coisa de muralha. O projeto consiste em tubos refrigeradores localizados a 30 metros de profundidade. Ao serem ligados, criarão a barreira de gelo, que deve ter 1,5km de extensão, cercando todo o complexo nuclear. Trata-se de uma forma ao menos viável de construir uma barreira dessas – já que fazer uma de concreto no meio do mar seria virtualmente impossível. E os custos foram relativamente baixos para algo desse porte: o equivalente a R$ 1 bilhão. A usina de Belo Monte, que é grande, mas não passa de uma construção convencional, está em R$ 30 bilhões (tire R$ 5 bilhões, ou R$ 10 bilhões, de eventuais propinas e corrupções, e ainda assim ela fica bem mais cara que a muralha japa).
O projeto todo, na verdade, é uma grande aposta. Tanto pode ser que tudo saia exatamente como o planejado, e crie-se a muralha de gelo quando os tubos congeladores forem acionados, quanto é possível que a situação apenas agrave os problemas do acidente nuclear. “As consequências continuam desconhecidas. Isso porque o resultado esperado é baseado em simulações”.

12.247 – Acidente Nuclear – Chernobyl 3 décadas depois


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De acordo com um novo estudo, publicado na revista Scientific Reports, ratazanas que habitam áreas com um histórico alto de radiação são mais propensos a sofrer da doença do que aqueles que ocupam locais com níveis mais baixos.
Os pesquisadores alegam que a radiação provoca um desequilíbrio molecular no corpo que resulta no estresse oxidativo, o que poderia explicar o desenvolvimento da catarata nestes animais.
Ao avaliar o desgaste dos dentes das ratazanas, os autores calcularam a idade dos animais e puderam estabelecer por quanto tempo eles ficaram expostos à radiação.

Ratazanas fêmeas
Curiosamente, isso serviu para correlacionar diretamente a frequência de cataratas em ratazanas fêmeas, mas não em machos. Embora os pesquisadores não consigam explicar por que isso acontece, eles sugerem que poderia ter algo a ver com a reprodução provocar um maior estresse oxidativo nas fêmeas.
Outro achado é que as ratazanas com catarata mais severa também procriaram menos. Uma das supostas razões para isso é que a cegueira poderia atrapalhar para encontrar um parceiro ou poderia ser algum efeito próprio da radiação.
A zona de exclusão de Chernobyl é uma área de 30 km, que foi evacuada após a explosão na usina nuclear na Ucrânia, e que hoje continua desabitada por seres humanos. É necessário uma autorização especial para entrar no local.

12.196 – Acidente Aéreo – Míssil derruba voo MH17


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No dia 17 de julho de 2014, ao meio-dia no fuso horário holandês, o jovem músico Cor Pan postou uma foto no Facebook. Era um Boeing 777 da Malaysia Airlines – no qual o próprio Cor Pan estava prestes a embarcar. Na legenda da foto, ele escreveu: ?Se meu voo desaparecer a caminho da Malásia, fiquem aí com uma imagem do avião?. A piadinha era referência a outro Boeing da mesma companhia: o voo MH 370, que desaparecera no Oceano Índico apenas cinco meses antes.
Os amigos acharam graça: “Boa viagem!” e “Divirta-se” foram as respostas quase imediatas à postagem. Menos de duas horas depois, a tirada do holandês passara de cômica a premonitória. Num desses casos raros em que o relâmpago atinge duas vezes o mesmo lugar (ou a mesma companhia), a Malaysia Airlines voltou a protagonizar uma grande catástrofe.
Ao partir de Amsterdã em direção a Kuala Lumpur, capital da Malásia, o voo MH17 levava 298 pessoas, dentre as quais 193 eram holandesas. O músico Cor e sua namorada, Neeltje, planejavam passar alguns dias à beira-mar em alguma praia do Oceano Índico.
Por volta das 13 horas, o avião passou a sobrevoar a província de Oblatsk, no leste da Ucrânia. Em abril daquele ano, grupos separatistas, apoiados pelo governo russo, haviam declarado a independência da região, dando início a conflitos com o exército ucraniano. Desde o início dos combates, vários aviões e helicópteros das forças armadas da Ucrânia foram abatidos pelos insurgentes no espaço aéreo de Oblatsk. A Associação Internacional de Aviação Civil, no entanto, ainda considerava a região segura, pois até então nenhum voo comercial fora atacado. Mesmo assim, algumas companhias, como a British Airways, já evitavam a área.
Até as 13 horas e 15 minutos, o avião trocava informações sobre a rota com os operadores de voo do aeroporto de Dnipopetrovsk, cidade ucraniana próxima. De repente, veio o silêncio. Pouco depois, a Malaysia Airlines anunciou por meio do Twitter que perdera contato com o avião, e a agência Reuters anunciou que pedaços de fuselagem, cadáveres e bagagens fumegantes foram avistados nas redondezas de Hrabove, aldeia a 40 km da fronteira russa. Os escombros do voo MH17 se espalharam por uma área de mais de 30 km2 ? o equivalente a cerca de 20 Parques do Ibirapuera.
A catástrofe desencadeou uma tempestade diplomática. A Agência de Segurança Aérea da Holanda fez uma investigação cujo relatório preliminar foi liberado em setembro de 2014. Segundo o documento, a fuselagem e a cabine de comando foram perfuradas por diversos projéteis de artilharia pesada, o que levou a aeronave a explodir e se desintegrar ainda no ar. Segundo os governos dos EUA e da Ucrânia, o avião foi alvejado por separatistas, com mísseis de um sistema antiaéreo fornecido pela Rússia.
O governo russo negou essa versão, jogando a culpa para o outro lado: um caça ucraniano, em combate com os rebeldes, teria alvejado o avião por engano. Por enquanto, são poucos os detalhes conhecidos sobre os últimos momentos do voo. Segundo o Conselho de Segurança da Ucrânia, a aeronave explodiu no ar. Nesse caso, é provável que todos a bordo tenham morrido na hora. Mas, entre os escombros, um corpo foi encontrado usando uma máscara de oxigênio. Isso pode indicar que houve algum tempo, mesmo que mínimo, em que os passageiros encararam a morte.

12.182 – Meio Ambiente – Estudo revela potencial ruptura de novas barragens em Mariana


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Um estudo feito pela mineradora Samarco a pedido da Justiça considera a possibilidade de rompimento das barragens de Santarém e Germano, as únicas que ficaram de pé em Mariana (MG), após a tragédia em 5 de novembro que aniquilou o distrito de Bento Rodrigues. Segundo o jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira, o levantamento estima que seriam liberados 105 bilhões de litros de rejeitos em caso de novos rompimentos.
Quando a barragem de Fundão se rompeu, avalia-se que 40 bilhões de litros de rejeitos de minério foram despejados da estrutura. O volume foi suficiente para riscar do mapa Bento Rodrigues e devastar a fauna e a flora da Bacia do Rio Doce – a quinta maior bacia hidrográfica brasileira. O “mar de lama” chegou ao Oceano Atlântico, ameaçando ainda o recife de corais de Abrolhos, que possui a maior biodiversidade do Brasil.
As estruturas de Germano e Santarém foram danificadas após o rompimento da barragem de Fundão, mas a mineradora afirma que os reservatórios remanescentes estão “estáveis”. A empresa diz ainda que trabalha para reforçá-los até o fim de fevereiro.
No documento obtido pela Folha, cinco possibilidades foram avaliadas, mas todas levam em conta que a barragem de Santarém, que armazena água para a produção mineral e fica mais próxima de Bento Rodrigues, transborde ou se rompa. O pior cenário supõe que isso aconteceria após a ruptura da barragem de Germano, que fica atrás de Santarém.
Também são exibidos cenários que chagariam, ao menos, até a hidrelétrica Risoleta Neves (Candonga), a 109 quilômetros das barragens. Além do assoreamento e da mudança do curso de rios, foram levados em consideração também a destruição de áreas de preservação ambiental, o que acabaria com a vida animal, interromperia os fornecimentos de água e luz e inundaria propriedades urbanas e rurais.
As previsões indicam que a lama chegaria em dez minutos ao local onde antes morava o povoado de Bento Rodrigues, que hoje está completamente submerso pela lama de Fundão. O município de Barra Longa, a 77 quilômetros de distância, seria atingido após 11 horas, intervalo próximo ao do dia da tragédia.
A consultoria Pimenta de Ávila, que fez o estudo, pede que a Samarco cadastre as habitações que podem ser atingidas, a fim de facilitar a evacuação. Ela pede também que a mineradora elabore um novo plano de emergência para as barragens. O Ministério Público de Minas Gerais vai solicitar que a Justiça determine as medidas. Conforme a mineradora informou ao jornal, o plano já está em “fase de elaboração de escopo para a contratação de empresa especializada”.

12.123 – Pequeno país paradisíaco poderá ser varrido do mapa


tuvalu
Tuvalu, um dos menores países do mundo, solicitou uma ajuda urgente à União Europeia para evitar que seu território desapareça debaixo d’água. Enele Sopoaga, primeiro-ministro do país, foi pessoalmente a Bruxelas com o objetivo de reunir o apoio dos líderes europeus na Conferência do Clima, realizada em Paris.
Tuvalu está localizada em uma pequena ilha da Polinésia, de 26 km², e conta com 10 mil habitantes. O ponto mais alto da região supera em apenas 2 metros o nível do mar, o que significa um risco extremo, sobretudo levando em consideração o aumento do nível do mar por causa do aquecimento global.
“Nos dizem que até mesmo um aquecimento global de dois graus Celsius é muito perigoso, porque significaria que Tuvalu desaparecia debaixo d’água. Sim, podemos evacuar os habitantes de Tuvalu para outros territórios, mas isso não vai deter as mudanças climáticas”, afirmou Spoaga, em declarações à mídia.
À medida que a temperatura planetária aumenta, o degelo das calotas polares se acelera e, consequentemente, aumenta o volume de água no mar, que tem seu nível elevado. “Temos que salvar Tuvalu para salvar o mundo (…). Temos que trabalhar juntos para salvar a espécie humana. O aquecimento global significa o desaparecimento do meu país”, declarou o primeiro-ministro tuvaluano.

12.061 – O Sol pode ser capaz de produzir erupções catastróficas


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Todo mundo já teve o dia de pegar um giz de cera e desenhar o Sol como uma carinha feliz. Mas o fato é que nossa estrela é bem ranzinza. Com uma frequência que varia entre minutos e semanas, partes da superfície solar entram em erupção, emitindo uma tempestade de partículas para o espaço – geralmente acompanhadas de espetaculares ejeções de massa coronal: os “tentáculos” como da foto acima.
Isso é um fato da vida desde sempre e, até hoje, nenhuma dessas erupções causou mais que problemas regionais e ligeiros. Mas talvez sejamos apenas sortudos. Um estudo da Universidade de Warwick (Reino Unido) comparou o Sol à estrela binária KIC9655129, que produz erupções milhares de vezes mais potentes que as dele. A conclusão é que a física das emissões aqui e lá é a mesma, e que não há nada que impeça o Sol de ter uma supererupção a qualquer momento.
Uma erupção solar média emite o equivalente a 100 milhões de bombas nucleares de 1 megaton. Uma supererupção poderia chegar a 100 bilhões. “Estrelas muito parecidas com o Sol foram observadas produzindo imensas erupções, chamadas de supererupções”, afirma Chloë Pugh, condutora do estudo. “Se o Sol produzisse uma supererupção seria desastroso para a vida na Terra”.
A catástrofe, porém, não é exatamente como você deve estar imaginando. Numa tempestade solar, a maioria da energia não vem na forma de luz visível. Quer dizer que não seríamos fritos pelo Sol. O que aconteceria, numa simulação da Nasa, viria em três fases: primeiro, chegando à velocidade da luz, uma imensa emissão de raios-x e ultravioleta, que ionizaria a camada superior da atmosfera e interferiria com sistemas de rádio e GPS. Logo depois, uma emissão de fótons e elétrons, que poderia destruir alguns satélites. E, mais ou menos um dia depois, a ejeção de massa coronal, uma quantidade colossal de plasma. Isso atingiria a superfície, induzindo eletricidade em fios e transformadores, destruindo as centrais elétricas e outros equipamentos grandes.
Celulares e computadores, sem tamanho suficiente para serem destruídos por indução eletromagnética, poderiam sobreviver. Mas seriam inúteis. Por semanas, talvez mesmo meses ou anos, as pessoas ficariam sem eletricidade e comunicação. Seria como uma volta instantânea ao século 18. A civilização, se não entrasse em colapso, levaria décadas para se recuperar.
Aliás, em 2012, escapamos por pouco de uma tempestade solar que podia ter causado exatamente isso. Essa foi a simulação da Nasa. Sorte nossa que a Terra estava do lado errado (ou certo) do Sol. Em 1859, uma erupção fritou todos os telégrafos – houve casos até de máquinas pegando fogo.
Pelo lado positivo, teríamos auroras boreais – que são causadas pela ionização da atmosfera – como nunca vistas antes.

12.035 – Desastre Ambiental – Lama tóxica atinge ponto de desova de tartarugas gigantes


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Os ambientalistas tentaram, mas, infelizmente, não conseguiram barrar a lama que chegava pelo Rio Doce. Os rejeitos de minério do desastre ambiental em Mariana chegaram à reserva de Comboios, no Espírito Santo, único ponto fixo de desova de tartarugas gigantes no Brasil. Alguns filhotes conseguiram ser salvos e foram liberados em outros pontos do mar, mas ainda não dá para saber se eles serão ou não contaminados.
Há uma semana, 9km de boias foram colocadas na região, como medida emergencial para barrar a entrada da lama. A Samarco, mineradora responsável pelo caso, informou que a ação conseguiria barrar até 80% dos resíduos. Não foi isso que aconteceu.
A tartaruga gigante está criticamente ameaçada no Brasil, e pesa em média 400 quilos. O único lugar em que ela desovava regularmente era na reserva, mas, ocasionalmente, o processo acontece em outros lugares, como Rio Grande do Norte, Bahia e Rio de Janeiro. As tartarugas fêmeas sempre botam os seus ovos na praia em que nasceram, em intervalos de dois a quatro anos.” O mecanismo que permite que isso aconteça é chamado de orientação magnética. As tartarugas marinhas possuem cristais de magnetismo no cérebro, que fazem com que elas registrem o local do nascimento e consigam se localizar geograficamente, voltando sempre à mesma região”, explica o biólogo Jonathas Barreto.
Segundo o Projeto Tamar, a reserva de Comboios é uma das pioneiras, instalada em 1982. Protege 37 quilômetros de prais semi-desertas, e foi criada com com o objetivo principal de preservar a fauna, flora e desovas de tartarugas marinhas.

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