12.777 – Supercomputadores sem limites? São criados os primeiros neurônios artificiais


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A história da computação está prestes a mudar: o centro de pesquisas da IBM em Zurique, na Suíça, criou os primeiros neurônios artificiais.
As pequenas células robóticas possuem uma membrana neuronal em torno de um núcleo, um dispositivo de entrada e outro de saída, o que lhes permite interagir com outros neurônios, emulando o funcionamento de um cérebro biológico.
O núcleo é fabricado com um material utilizado na confecção de discos óticos, o GST (germânio-antimônio-telúrio), que se alterna entre fases cristalinas e amorfas por causa do calor. A fase cristalina é condutora e a amorfa funciona como isolante elétrico. Isso faz com que os neurônios nanotecnológicos se comportem de maneira similar aos orgânicos, emitindo impulsos elétricos em padrões temporais imprevisíveis.
A descoberta facilitará a criação de supercomputadores capazes de processar a informação de forma inteligente a velocidades inusitadas.
Os cientistas do laboratório da IBM possuem atualmente 500 neurônios artificiais com essas características e estão desenvolvendo um software complexo que permitirá sua implementação.

12.776 – Inteligência artificial do Google vai ajudar a tratar câncer


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O Google DeepMind está trabalhando em um sistema de inteligência artificial que ajude a reduzir o tempo gasto por médicos para tratar certos tipos de câncer. O projeto, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido e do hospital universitário da University College London, tem como foco os cânceres de cabeça e pescoço, condições de díficil tratamento por sua proximidade com partes importantes do corpo.

Como vai funcionar?
Antes de começar qualquer tipo de tratamento de radiação, os médicos preparam um mapa detalhado de onde ela será administrada em cada paciente. Esse procedimento tem como objetivo evitar danificar tecidos próximos ao câncer. O Google explica que o processo demora até quatro horas para ser finalizado e que a ideia é automatizá-lo, reduzindo o tempo total para até uma hora.
Segundo o Dr. Yen-Ching Chang, que dirige a radioterapia no hospital universitário da College London, afirma que a tecnologia poderá liberar os médicos para se concentrar no atendimento do paciente e na pesquisa e ensino da doença.
Essa não é a primeira vez que o Google trabalha os sistemas de inteligência artificial para ajudar os médicos. Em julho a Deep Mind afirmou que vai desenvolver um sistema para detectar indícios de cegueira nos primeiros estágios da doença, evitando que os pacientes percam a visão.

12.775 – Cientistas detectam sinal de rádio que pode vir de uma civilização alienígena


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Uma equipe de cientistas do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence, ou “Busca por Inteligência Extraterrestre”), divulgaram recentemente a descoberta de um estranho sinal de rádio vindo do espaço. Para muitos, existe a possibilidade de que esse sinal tenha vindo de uma civilização alienígena.
É claro que os cientistas ainda precisam investigar a fundo a origem deste sinal antes de confirmar sua procedência, mas a hipótese de contato com outros seres não está descartada. O sinal de 11Ghz vem de uma estrela catalogada como HD164595, localizada a 95 anos-luz da Terra.
A estrela em si é bem parecida com o nosso Sol e, segundo cálculos anteriores, tem cerca de 6,3 bilhões de anos – enquanto a nossa tem 4,5 bilhões de anos. Astrônomos sabem de apenas um planeta orbitando a HD164595, chamado de HD164595 b, que tem um diâmetro parecido com o de Netuno (muito maior do que a Terra) e completa uma volta em torno de sua estrela a cada 40 dias terrestres.
Com essas características, o HD164595 b nunca foi cogitado como um local onde fosse possível encontrar vida – pelo menos não como a da Terra. Isso não descarta a possibilidade de que haja outros planetas na órbita da mesma estrela que ainda não pudemos detectar.
Segundo Paul Gilster, o astrônomo que divulgou a descoberta do SETI, há muitas possíveis origens para o sinal de rádio, incluindo fenômenos naturais ou interferências nos telescópios dos pesquisadores. No entanto, as possibilidades mais óbvias – como FRBs (fast radio bursts, ou “rápidos estouros de rádio”, que acontecem a todo momento no espaço sem uma explicação definitiva encontrada pela ciência) – já foram descartadas.
“Se isso for de uma fonte astronômica real, e não de origem alienígena, seria bem estranho”, explicou Nick Suntzeff, astrônomo da Universidade A&M do Texas, nos EUA, ao site Ars Technica. Os FRBs, como ele explica, geralmente duram apenas 10 milissegundos, enquanto os sinais detectados pelo SETI são muito mais longos.
Como é o caso de toda descoberta curiosa feita pelo SETI, cientistas que participam do projeto ao redor do mundo já começaram a se concentrar em estudar este misterioso sinal de rádio, detectado por um telescópio na Rússia. Novas informações sobre a descoberta devem ser divulgadas nas próximas semanas.

12.774 – Biologia e Veterinária – Cães conseguem entender a entonação e as palavras humanas


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Em um teste feito com uma cocker, eis o resultado:
“Lana, vamos passear?”
Supõe-se que ela entende a frase, mas presumem que a entonação com que ela é dita surte mais efeito. No entanto, quando a palavra “passear” foi dita de modo neutro, a cachorrinha começou a saltitar em torno da gaveta onde fica sua guia.
É mais ou menos esse o teste que cientistas húngaros fizeram com 13 cães. A conclusão é que os pets entendem tanto o vocabulário quanto o tom da voz de humanos.
A pesquisa feita pela equipe de Attila Andics, da Universidade Eötvös Loránd, de Budapeste, Hungria, mostrou ainda que cães têm a capacidade de distinguir palavras de um vocabulário e captar a entonação da fala dos seus donos usando regiões cerebrais semelhantes àquelas usadas por seres humanos.
O estudo sairá na edição da próxima sexta na revista americana “Science”.
Para Andics, a aprendizagem do vocabulário “não parece ser uma capacidade exclusivamente humana que se segue a partir do surgimento da linguagem, mas sim uma função mais antiga que liga sequências sonoras arbitrárias a significados”.
Para chegar à conclusão do estudo, os pesquisadores mediram a atividade do cérebro dos cães, mas antes foi preciso treinar os cães para ficarem quietos dentro dos aparelhos de ressonância magnética. Eles ouviam então gravações de vozes de seus donos ou treinadores usando várias combinações de vocabulário e entonação, ou elogiando ou de modo neutro.
“A imagem por ressonância magnética funcional fornece um método não invasivo e inofensivo de medição de que os cães gostam”, diz Marta Gácsi, etóloga e coautora do estudo.
Independentemente da entonação, cães reconheceram cada palavra como algo distinto e o fizeram de uma forma similar aos seres humanos, usando o hemisfério esquerdo do cérebro.
Também como acontece com humanos, os pesquisadores descobriram que os cães processam a entonação separadamente do vocabulário, nas regiões auditivas no hemisfério direito do cérebro.
Andics e colegas observaram que o elogio ativa o “centro de recompensa” do cérebro dos cães –a região que responde a estímulos de prazer, como comida, sexo, ser acariciado. Mas o centro de recompensa só era ativado quando o cão ouvia tanto palavras de louvor e com entonação adequada.
Isso mostra que, para os cães, um elogio pode funcionar muito bem como recompensa, mas funciona melhor ainda se as palavras e a entonação baterem. Ou seja: os bichos não só separam o que dizemos e como dizemos, mas também podem combinar os dois para uma melhor interpretação do que aquelas palavras realmente querem dizer –de novo, algo bem similar ao que nós fazemos.
Foram estudados apenas 13 cães, por isso os resultados não indicam diferenças significativas entre raças. Foram usados seis border collies, cinco golden retrievers, um pastor alemão e um cão de crista chinês.
“O único critério é que o cão tem de ser capaz de ficar imóvel para ser digitalizado”, disse Andics à Folha. “Mais tarde, poderemos comparar os padrões cerebrais através dos grupos.”
“Estou certo de que existem diferenças individuais, mas também acho que todas as raças têm essa capacidade”, conclui o pesquisador.
Os resultados indicam que os mecanismos neurais para processar palavras evoluíram bem antes do que se imaginava. Os autores afirmam que é possível que forças seletivas durante a domesticação do lobo possam ter ajudado a criar a estrutura cerebral subjacente a esta capacidade nos cachorros.
“O que torna itens léxicos [palavras] singularmente humanos não é a capacidade neural para processá-los”, dizem os autores. Seres humanos são únicos na sua capacidade de inventar palavras.
Para os amantes de gatos, Andics adianta: “Escolhemos cães para os nossos estudos, porque eles podem fazer isso… Mas assim que um gato for treinado e ficar imóvel, poderemos digitalizá-lo também”, brinca Andics.

12.773 – Economia – PIB do Brasil recua 0,6% no 2º tri e completa 6 trimestres de queda


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A economia seguiu em recessão no segundo trimestre deste ano. O PIB (Produto Interno Bruto), medida da produção e da renda do país, teve queda de 0,6% no segundo trimestre quando comparado aos três meses anteriores, para R$ 1,53 trilhão.
Os analistas consultados pela agência internacional Bloomberg previam uma queda de 0,5% do PIB, considerando o centro (mediana) das projeções, que variavam de queda de 0,9% a alta de 0,6%.
Foi o sexto trimestre consecutivo de queda do PIB, a mais longa sequência pela atual série histórica das Contas Nacionais, do IBGE, iniciada no primeiro trimestre de 1996.
Pelos critérios do Comitê de Datação de Ciclos da FGV (Fundação Getulio Vargas), em parceria com o Conference Board, o atual ciclo de contração da atividade econômica foi iniciado há mais tempo, no segundo trimestre de 2014. A FGV considera um conjunto amplo de indicadores da economia, como o rendimento do trabalhador, não apenas o PIB.
Por este critério, são agora nove trimestres de recessão, a mais longa sequência desde a contração verificada entre o terceiro trimestre de 1989 e o primeiro trimestre de 1992, nos governos de José Sarney (1985-1989) e de Fernando Collor (1990-1992). A recessão do início da década de 1990 durou 11 trimestres.
No período de abril a junho, houve uma melhora no humor dos empresários, que anteviram na possível saída de Dilma Rousseff da Presidência o fim do impasse político que paralisou a economia.
Quando comparado ao mesmo período do ano passado, o PIB recuou 3,8%. A projeção majoritária de analistas de bancos, corretoras e consultorias consultados pela Bloomberg era de retração de 3,6%.
Neste ano, a economia encolheu 4,6% (até junho) e 4,9% no acumulado de quatro trimestres (equivalente a 12 meses).

12.772 – Bolhas de ar presas em pedra de 800 milhões de anos revelam níveis de oxigênio da Terra primitiva


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Tal informação poderia fornecer uma nova visão sobre quando exatamente as condições favoráveis para a vida começaram a florescer na Terra. Os pesquisadores acreditam que a mesma técnica possa ser usada para outros planetas do nosso Sistema Solar.
Anteriormente, um grupo de cientistas conseguiu recolher sedimentos, em regiões da Austrália, EUA, Sicília e Tibet, que tinham o potencial de mostrar as condições atmosféricas mais antigas da Terra. No entanto, a primeira abordagem para fazer tal análise apresentava alguns desafios, entre eles, o fato de que fragmentos de diferentes períodos podem ter sido incorporados nas camadas de sedimentos, obscurecendo a verdadeira idade das amostras.
No entanto, agora, uma equipe internacional de pesquisadores apresentou uma maneira mais eficaz para medir essa atmosfera primitiva. Eles sugeriram que o gás oxigênio poderia estar preso dentro de cristais de halita (sal-gema). Como eles haviam se formado em meio as condições atmosféricas de 813 milhões de anos atrás, os níveis de oxigênio poderiam estar presos em microscópicas bolhas de ar, que foram observadas por meio de espectrômetros de massa.
Eles afirmaram que a técnica proporcionou a primeira medição direta da quantidade de oxigênio na atmosfera no momento em que se formaram, recuperando a oxigenação do nosso planeta de 300 milhões de anos atrás.
Acredita-se que a Terra tenha passado por dois grandes eventos de oxigenação (GOE) em seus 4,5 bilhões de anos, os quais liberaram oxigênio suficiente na atmosfera para que a vida tivesse condições de surgir em qualquer canto do planeta. Enquanto o primeiro é relatado para um período de cerca de 2,4 bilhões de anos atrás, entre o período Pré-Cambriano e Paleozoico, o segundo pico pode ter acontecido perto de 550 milhões de anos atrás.
Os cientistas acreditam que essas mudanças ocorridas durante os GOEs possam ter criado as condições adequadas para a explosão da vida no período Cambriano, quando as complexas formas multicelulares se expandiram para os grandes agrupamentos de vida.
Contudo, as análises do gás nas amostras da pedra acabaram empurrando a data do GOE para centenas de milhões de anos atrás, indicando que o teor médio de oxigênio na atmosfera há 815 milhões de anos atrás já estava em 10,9% – um pouco mais da metade da concentração de hoje.
De acordo com a geóloga Dra. Kathleen Benison, da Universidade de West Virginia, nos EUA, e uma das autoras do estudo, “a diversidade da vida surge em torno deste período de tempo”. Segundo ela, “costumávamos pensar que para ter essa diversidade, precisávamos de coisas mais específicas, incluindo uma certa quantidade de oxigênio. Os resultados mostraram que não era necessário tanto gás para os organismos se desenvolverem”, disse.
Em um artigo publicado na revista Geology, os autores explicaram que as medições de oxigênio realizadas indicaram um ambiente oxigenado que poderia ter dado início às formas mais complexas de vida. Mas, os resultados indicam que essa medição também poderia ser realizada para além da Terra, potencialmente oferecendo medições precisas de ambientes antigos presos em rochas extraterrestres.

12.771 – Cientistas acreditam que Vênus foi habitado no passado


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Cientistas do Planetary Science Institute (PSI), no Arizona, EUA, fizeram uma simulação da evolução de Vênus, com resultados surpreendentes.
Segundo suas conclusões, o planeta teria sido habitado há milhões de anos.
Atualmente, Vênus possui uma atmosfera composta por nuvens tóxicas incandescentes e sua temperatura média é de 463°C, o que faz do planeta um ambiente extremamente hostil para o desenvolvimento de vida.
Mas nem sempre foi assim. Os pesquisadores acreditam que, devido à alta quantidade de átomos de deutério na sua superfície, há uma probabilidade grande de que tenha havido muita água no planeta. Por isso, concluem que teriam existido nele as condições necessárias para o surgimento e evolução de vida inteligente.
Os especialistas tentam determinar agora quais são os fatores responsáveis por um planeta com as características similares às da Terra ter se transformado no que Vênus é hoje. Eles acreditam que, há aproximadamente 715 milhões de anos, seus oceanos se evaporaram e suas paisagens foram transformadas radicalmente com a erupção de toneladas de massa vulcânica.

12.770 – Saiba como impedir que o WhatsApp compartilhe seus dados com o Facebook


O WhatsApp deixou muitos usuários decepcionados ao revelar que vai começar a compartilhar seus dados com o Facebook. No entanto, ainda é possível impedir esse “vazamento” mesmo que você já tenha aceitado a atualização nos termos de uso.
Se você ainda não recebeu a atualização, fique atento. Quando receber, você verá a imagem abaixo assim que abrir o aplicativo. Não clique no botão “Aceitar”, mas, em vez disso, toque na seta para cima na parte debaixo da tela, ao lado de “leia mais sobre atualizações importantes”.

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Pronto. Seus dados não serão mais usados pelo Facebook para te direcionar propaganda ou sugestão de amigos. Se você já havia aceitado os termos antes, sem passar por essas etapas, porém, saiba que ainda há como interromper o compartilhamento de dados.
Vá até Configurações > Conta e desmarque a opção, no fim da tela, descrita como “Compart. dados da conta”, como mostra a imagem abaixo. Mas seja rápido, porque essa opção tem prazo para acabar: 30 dias a partir do momento em que o usuário tem acesso aos novos termos de uso e os aceita.

12.769 – Música – Mais uma Baixa – Maurice White, fundador do Earth, Wind & Fire, morre aos 74 anos


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Maurice White, fundador do Earth, Wind & Fire, morreu aos 74 anos. O irmão do cantor, Verdine White, disse à agência de notícias AP que ele morreu em casa, em Los Angeles. Maurice White sofria do mal de Parkinson.
O Earth, Wind & Fire vendeu mais de 90 milhões de discos pelo mundo, ganhou seis prêmios Grammy e entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll em 2000.
O grupo de R&B, soul e funk foi fundado em 1969 e teve o maior sucesso nos EUA com “Shining star”, em 1975. Eles emplacaram diversas outras músicas nas paradas norte-americanas, como “Sing a song”, “September”, “After the love has gone” e “Let’s groove”.
Maurice White revelou que sofria de Parkinson em 2000, na época em que a banda entrou no Hall da Fama do Rock. Mas ele já tinha sintomas do mal desde os anos 80. Ele parou de fazer turnês com o grupo em 1995, mas o Earth, Wind & Fire continuou em atividade.
Ele também foi produtor e trabalhou com cantoras como Barbra Streisand e Cher. Maurice escreveu e produziu o hit “Best of my love”, do grupo Emotions. Em 1985 ele lançou um disco solo com um cover de “Stand by me”, de Ben E.King.

12.768 – Especialistas alertam para esquema de ciberespionagem no Brasil


O grupo Citizen Lab, formado por especialistas da Universidade de Toronto, no Canadá, fez uma grande advertência sobre uma campanha de ciberespionagem que estaria se desenvolvendo desde 2008. Segundo os especialistas, a campanha é destinada principalmente a jornalistas e políticos, sobretudo do Brasil, Argentina, Venezuela e Equador.
A chamada Operação Packrat (que teria, segundo a Citizen Lab, algum tipo de patrocínio estatal), utiliza páginas da Internet e contas de redes sociais para enviar malwares que roubam identidades e publicam informações falsas. No Equador, por exemplo, de acordo com o jornal El Universo, os principais alvos são jornalistas, militantes ambientalistas e até um caricaturista.
Os hackers também desenvolveram uma página na web para conseguir nomes de usuários e senhas de políticos com o objetivo de invadir suas contas. Para operar, utilizam pacotes comerciais de trojans com acessos remotos que afetam computadores e smartphones, sem serem detectados por programas de antivírus.

12.767 – Vírus do chamado Projeto Sauron coloca em xeque a segurança mundial


Desde 2011, existe um vírus complexo e sofisticado que ataca a segurança cibernética de agências governamentais, organizações militares e centros de pesquisa.
Chamado de Projeto Sauron, ele já afetou 30 alvos diferentes no mundo todo, como o Irã, Ruanda, China, Rússia, Bélgica e Suécia, de acordo com um relatório publicado pela empresa de segurança com sede nos EUA, Symantec, e o Laboratório Kaspersky, na Rússia,

“O grupo utiliza um vírus avançado conhecido como Remsec para realizar seus ataques”, afirmou um porta-voz da Symantec. Além disso, um representante do Kaspersky afirmou que esse ataque facilita ações de ciberespionagem. O obstáculo principal colocado por esse vírus para não ser detectado é que ele tem a capacidade de deixar diferentes vestígios nas suas vítimas, por isso é impossível seguir um padrão para ajudar os pesquisadores a encontrar e prevenir outros ataques.

O vírus permite ao invasor acessar o computador afetado e roubar a informação que quiser. Embora os especialistas dessas empresas de segurança tenham conseguido avançar na pesquisa, ainda não foi possível encontrar uma forma de evitar que a segurança cibernética mundial esteja a salvo de seu ataque.

12.766 – Dicas psicológicas para lidar com a insônia


O filósofo suíço pop Alain de Botton disse certa vez que “a insônia é a vingança da mente por todos os pensamentos que evitamos durante o dia”. Não sabemos se ele proferiu a frase acordado às três da manhã, mas quem já passou pelo problema sabe que é difícil de discordar.
Tire da sua cabeça que você ficará péssimo no dia seguinte
É comum que insones passem por uma cruel fase de negociação com o despertador, que só piora o problema. Afinal, a percepção de que você passará o próximo dia com um imenso cansaço mental e físico pela falta de sono aumentará sua ansiedade e, por consequência, diminuirá mais ainda suas possibilidades de conseguir dormir.
Por isso, é uma ótima ideia colocar na sua cabeça que ocorrerá exatamente o contrário: acordarei muito bem, obrigado. O pensamento de que o próximo dia não será, afinal, tão ruim assim pode te ajudar a relaxar e pegar no sono no dia anterior.

Use a cama em horários precisos, para finalidades específicas
Isso doerá no fundo da alma, mas a afirmação acima também envolve não dormir mais do que o normal nos finais de semana. Adormecer e acordar no mesmo horário todos os dias, usar a cama só para o sono e evitar associá-la a atividades que não sejam “ZZZZZZZzzzz”, como assistir a uma série da Netflix ou estudar, são todas atitudes simples que podem mudar a maneira como sua mente encara a cama e ajudar a regularizar seu repouso. Essa abordagem quase militar não é um conselho incomum, e é conhecida como “higiene do sono”.

Evite usar remédios, se possível
Diversos estudos confirmam que a mudança de hábito induzida pela TCC é mais eficiente no tratamento de distúrbios no sono que vários alternativas farmacológicas. Esta pesquisa, por exemplo, publicada no JAMA International Medicine, atestou que a maior parte dos usuários do Ambiem (indutor de sono conhecido no Brasil como Zolpidem) apresentou uma melhora apenas razoável nos níveis de sono durante o uso e voltou à “estaca zero” após o término do tratamento. Além da baixa eficiência, há o risco de dependência química e de uma considerável diminuição do desempenho cognitivo e psicomotor ao longo do dia, o que os Mutantes chamariam de “Ando Meio Desligado”.

12.765 – Política – O maior pecado de Dilma: como um erro de meia década atrás levou ao impeachment


Todo mundo sabe qual é a resposta mais canalha para a tradicional pergunta de entrevista de emprego:
– Qual o seu maior defeito?
– Sou perfeccionista demais. Não sossego enquanto tudo não estiver c-e-r-t-i-n-h-o.

Tradução: “Eu não tenho defeitos”.
Dilma, esses dias, cometeu algo da mesma estirpe. À pergunta “Qual foi o seu maior erro?”, ela respondeu: “Ter aceitado o Temer como meu vice”.

Tradução: “Eu nunca errei”.

Diante uma resposta tão isenta de verdade, me atrevo a responder por conta própria. O maior erro de Dilma se deu no dia 31 de agosto de 2011. O Brasil vinha de um crescimento anual recorde: 7,5% em 2010 – o maior aumento de PIB desde 1986, quando o país teve um ano chinês em meio à (efêmera) euforia do Plano Cruzado.

2011 prometia um índice de crescimento bem mais modesto: na faixa de 3%. Mesmo assim, já era o dobro do crescimento dos EUA, em crise, e uma sambada na cara da Europa, que amargava sua maior recessão desde a Segunda Guerra.

A inflação também começava a sair da toca naquele agosto de cinco anos atrás. Tinha fechado 2010 em 5,9%, maior nível em seis anos. Natural: crescimento econômico puxa inflação – os ganhos da população aumentam, começa a circular mais dinheiro, e, se a produção de bens e serviços não acompanhar a quantidade extra de dinheiro na praça, os preços sobem.

Ciente do problema, o Banco Central vinha subindo a taxa de juros paulatinamente. De 8,5% no começo de 2010 até 12,5% em agosto de 2011. Subir a taxa de juros significa drenar dinheiro da economia, o que diminui a pressão inflacionária. O efeito colateral desse remédio contra a inflação não é banal. Ele freia o próprio crescimento da economia. Mas o País estava com a imunidade alta: mesmo com os juros subindo, vínhamos de um crescimento recorde. E caminhávamos para mais um ano de PIB gordo.

Aí entra Dilma. E seu maior erro. Ela e o trapalhão Guido Mantega chamaram o Banco Central na chincha e demandaram, exigiram, que os juros começassem a cair já, para deixar a economia crescer sem freio. Faltava combinar com a inflação. Ela continuava crescendo, com tudo apontando que o teto da meta do BC (6,5%) acabaria estourado naquela.

Mas dane-se. Numa atitude imperial, Dilma forçou o BC a baixar os juros, torcendo para a que a inflação caísse por vontade divina – ou por respeito aos seus milhões de votos.

A baixa dos juros, então, veio feroz. Quase 50% de queda – despencando dos 12,5% de agosto de 2011 para 7,15% no começo de 2013. A inflação continuou pressionando. Para segurar o dragão, Dilma adotou artificialismos: congelou o preço da gasolina (sangrando a Petrobras) e baixou as tarifas e energia ma marra. Esse cabresto nos preços controlados manteve a inflação relativamente quieta, na faixa dos 6%. E lhe garantiu a reeleição.

Fechadas as urnas, o governo liberou os aumentos dos preços controlados – de outra forma, levaria a Petrobras à lona e destruiria nossa infraestrutura de energia elétrica. Aí a barragem dos preços represados estourou, e a inflação deu as caras de vez. Saltamos de 6,5% em 2014 para 10,7% em 2015. Quase 50% de aumento. O que os juros tinham caído lá atrás a inflação subiu aqui na frente.

Não foi uma coincidência de números. Dilma apenas colhia a cicuta que tinha plantado em agosto de 2011, ao forçar uma baixa de juros no pior momento possível, ignorando 200 anos de teoria econômica.

Com a inflação, veio a queda de popularidade. Sem popularidade, ela perdeu o Congresso. Sem o Congresso acabou picada por sua cobra criada, o PMDB.

Sim, Dilma. Seu casamento com Temer não foi exatamente um acerto. Mas o erro que lhe custaria o cargo foi outro: o de agosto de 2011, que completa 5 anos justo agora. A economia não perdoa.

12.764 – Vacina contra esquistossomose feita no Brasil terá teste decisivo no Senegal


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Pesquisadores do Brasil, do Senegal e da França estão começando um teste decisivo de sua vacina contra a esquistossomose, doença causada por vermes que coloca em risco a saúde de 200 milhões de pessoas mundo afora.
Cerca de 350 voluntários que vivem em regiões fortemente afetadas pelos parasitas devem receber a imunização, após uma avaliação inicial que indicou que a vacina é capaz de estimular o organismo a enfrentar os invasores.
Para os cientistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, a chamada fase 2 dos testes clínicos da vacina, cujo objetivo é testar sua eficácia num grupo relativamente grande de pessoas, tem um sabor especial.
Faz 30 anos que o principal ingrediente da fórmula começou a ser estudado por eles, e é a primeira vez no mundo que uma vacina contra um verme –e não contra um vírus ou uma bactéria, como é usual– avança tão longe no árduo processo que antecede a liberação comercial para uso em seres humanos.
O objetivo da vacina é cortar essa dificuldade pela raiz fazendo o que as vacinas fazem de melhor: gerando imunidade contra o parasita antes mesmo que ele entre em contato com o organismo humano. Foi com esse propósito que eles identificaram a proteína Sm14 (“Sm” é a sigla de Schistosoma mansoni, a espécie de verme causador da doença que é prevalente no Brasil). Presente na superfície do verme, ela serve para que ele obtenha lipídios (moléculas de gordura) do hospedeiro humano.
A vacina contendo a Sm14 faz com que o organismo das pessoas vacinadas produza anticorpos (moléculas de defesa) que atuam especificamente contra a presença do S. mansoni, bem como células especializadas em proteger o corpo da invasão, conforme revelaram testes com 20 voluntários sadios recrutados no Rio de Janeiro.
Outro ingrediente importante da vacina é o adjuvante conhecido como GLA, originalmente derivado de bactérias, que faz com que a reação do sistema de defesa do organismo seja ainda mais robusta.
Ao longo de décadas de pesquisa, a equipe da Fiocruz descobriu que a Sm14 é capaz de produzir imunidade para diversas espécies de vermes que parasitam a região intestinal aparentados ao S. mansoni.
Isso permitiu que a descoberta também levasse à criação de uma vacina para o gado, hoje em estágio avançado de desenvolvimento, e à possibilidade de testar a imunização no Senegal, em regiões onde há grande quantidade de casos de esquistossomose, causados por duas espécies diferentes de verme, o S. haematobium e o S. mansoni. Cada voluntário receberá três doses da vacina, com intervalos de um mês entre cada uma delas.
O teste clínico na África, que deve começar na segunda quinzena de setembro de 2016, será feito em parceria com a ONG “Espoir pour La Santé” (“Esperança para a Saúde”, em francês) e o Instituto Pasteur de Lille, na França. “Eles tinham uma estrutura muito boa para testar em campo uma molécula deles, que acabou não funcionando. Mas a estrutura ficou, tínhamos um contato bom com eles, que se empolgaram para nos ajudar”, conta Miriam.
A Fiocruz também está negociando a realização de outro braço da fase 2 numa região do Nordeste, área do país em que ainda há focos endêmicos da moléstia (os novos casos no país hoje são relativamente raros, chegando a pouco menos de 30 mil no ano passado).
Outra parceria crucial envolve a empresa Orygen Biotecnologia, que participará das etapas finais de desenvolvimento e de produção da vacina. “Nossa intenção é mudar o rumo do desenvolvimento de tecnologias contra as doenças parasitárias, que hoje não são um grande mercado comercial, não despertam um grande interesse da indústria. Estamos tentando inverter essa lógica, com um país endêmico desenvolvendo essa tecnologia para ajudar outros países endêmicos”, resume Miriam.

12.763 – Psiquiatria – Alguns sinais para identificar um psicopata


Doença, transtorno ou falta de caráter? A psicopatia ainda vai dar trabalho aos especialistas. Por hora, o que temos são alguns sinais que servem de alerta.
Apesar de inspirar a literatura e o cinema há muito tempo, a psicopatia ainda é um mistério para a medicina. Os especialistas explicam que se trata de um transtorno antissocial da personalidade que difere em cada caso. Contudo, existem características psicológicas que podem indicar que uma pessoa é psicopata.

Nesta lista, descrevemos algumas das mais importantes.

Mentiras: são capazes de inventar e desconstruir uma história conforme a vontade própria. A única coisa importante é envolver suas vítimas até colocá-las exatamente onde querem.

Autoestima muito alta: sempre projetam confiança em si mesmas, mesmo quando as circunstâncias não justificam. Acreditam-se superiores a qualquer outro ser humano, por isso não se sentem ameaçadas pelas situações.

Encanto: são pessoas profundamente cativantes. Possuem uma habilidade marcante para fazer crer que estão em sintonia com seu interlocutor. Muitas vezes, são líderes.

Seguem somente suas próprias regras: apesar de entenderem perfeitamente seus usos sociais e legais, depreciam qualquer regra que não seja a sua própria. Costumam ser regidas por um código criado por elas mesmas, conforme sua vontade.

Manipulação: traçam planos sofisticados e são capazes de manipular as pessoas ao seu redor para cumprir seus objetivos. Especialistas em estratégias não hesitam em usar seus colegas para sua própria conveniência.

Falta de empatia: a característica dominante nas personalidades psicopáticas é a incapacidade de ter empatia com os demais. Essas pessoas não sentem culpa na hora de causar dor ou sofrimento, porque não consideram reais os sentimentos alheios.

12.762 – Em construção: o maior arranha-céu de madeira do mundo


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Os três porquinhos ficariam boquiabertos: madeira tem sido cada vez mais usada para construir prédios em várias cidades do mundo. Londres, Estocolmo, Vancouver e Bourdeaux – todas têm arranha-céus com a estrutura feita parcial ou completamente de grandes blocos do material. Agora, um novo projeto vem aí para deixar os porquinhos (e até o lobo) ainda mais espantados: o maior edifício de madeira do mundo está para ser erguido em Amsterdã, na Holanda.
O projeto é um prédio residencial de 21 andares. Batizado de Haut – que significa “topo”, em francês -, ele deve ficar pronto no segundo semestre do ano que vem, com seus 55 apartamentos que vão se destacar entre as construções baixas de Amsterdã.
Ao contrário do que os três porquinhos ensinam na história, o material é poderoso. Para começar, dependendo da montagem da construção, pode ser tão resistente quanto aço e concreto: é só pensar na altura que algumas árvores atingem – um exemplo é a sequoia, que pode chegar a 115 m (o que dá, mais ou menos, a altura de um prédio de 38 andares).
Madeira também é flexível, o que ajuda a manter a construção em pé em caso de terremoto, e (pasme) é um material que resiste bem ao fogo. Isso porque a que é usada nas construções é tão grossa que custa a queimar, igual a quando você vai acender uma fogueira – você precisa de muito esforço para botar fogo numa pilha de lenha, e ainda mais para mantê-la queimando.
Além disso, a produção de aço e concreto é responsável por 8% das emissões de carbono do mundo, enquanto a madeira é produzida naturalmente, apenas com energia solar – sem emissão de carbono nessa fase. Enquanto crescem, as árvores também consomem CO2 e liberam oxigênio na fotossíntese, o que equilibra um pouquinho mais a emissão da construção do prédio.
Tá, mas e o desmatamento? Isso também tem jeito: as árvores usadas para a extração de madeira para a construção são cortadas de forma sustentável: são sempre as mais jovens, que são replantadas logo em seguida – depois do solo ganhar um tempinho para se regenerar.
No caso do Haut, o cuidado com o meio ambiente vai além do material usado na construção: o prédio foi pensado para ser sustentável, com fachadas de alumínio que transformam a luz solar em energia, caixas para captar água da chuva e garagens onde há tomadas para carregar carros elétricos. Além disso, o térreo do edifício será uma horta comunitária, onde os moradores poderão plantar seus próprios alimentos.
E o prédio não é só sustentável: ele também é muito legal. Quem comprar um apê no Haut vai poder planejá-lo como quiser – isso inclui o número de quartos, andares, mezaninos e varandas.

12.761 – WhatsApp vai começar a compartilhar dados dos usuários com o Facebook


face whaqts
Uma das “promessas de campanha” feitas pelo WhatsApp na época em que o aplicativo foi comprado pelo Facebook era de que os dados dos usuários não seriam repassados aos novos donos. Nesta quinta-feira, 25, porém, essa promessa mudou um pouco.
O WhatsApp atualizou seus termos de uso, enviando aos usuários uma notificação para que os leiam e cliquem em “aceitar” para continuar usando o app. A principal mudança é que, agora, o aplicativo pode compartilhar seus dados com o Facebook por padrão.
De acordo com os novos termos de uso, o Facebook agora pode ter acesso ao seu número de telefone, horários em que você usa o app de mensagens e até se já conversou com empresas através dele. Tudo isso será usado pelo Facebook para lhe servir nova sugestões de amigos e “anúncios mais relevantes”, como diz o comunicado.
O aplicativo, porém, garante que nenhuma dessas informações será visível ao público. Ou seja, nenhum dos seus amigos do Facebook poderá saber seu número do WhatsApp. O conteúdo das suas conversas, fotos e vídeos trocados, também estão fora do alcance da rede social.
Por que a mudança agora? O Facebook diz que quer começar a oferecer o WhatsApp como uma ferramenta corporativa. A ideia é que o aplicativo possa ser usado de maneira mais formal por companhias aéreas que queiram avisar do atraso de um voo, por exemplo, ou bancos com o objetivo de informar sobre atividades suspeitas na sua conta.
Para começar a experimentar com esses novos recursos voltados para empresas e negócios, o WhatsApp é obrigado a atualizar seus termos de uso, que permaneceram os mesmos pelos últimos quatro anos. O aplicativo também ressalta que os usuários não verão propagandas dentro do app de mensagens.
Se você ainda não se sente confortável dividindo seus dados do WhatsApp com o Facebook, o aplicativo destaca que é possível desativar esse compartilhamento. Basta acessar a tela de configurações, seguir até “Conta” e desmarcar a opção “Compart. dados da conta”.

12.760 – Genética – Brasileiro tem medo de transgênico


transgenico
Ao ouvir a palavra “transgênicos”, algumas pessoas sentem calafrios, e mesmo quem gosta de ciência e biotecnologia tem um pé atrás com os organismos geneticamente modificados.
O cenário foi mostrado por uma pesquisa do Ibope Conecta, que coletou pela internet as respostas de 2.011 pessoas, de todas as regiões do país, das classes A, B e C e que não trabalham com biotecnologia e áreas correlatas. A pesquisa foi encomendada pelo Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).
A maioria (cerca de 80%) gosta de ciência e soube responder o que são transgênicos, mas 33% acham que consumi-los pode fazer mal. Isso apesar da pesquisa publicada em maio pela Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA que concluiu, após analisar mais de mil estudos, que os organismos geneticamente modificados, existentes desde a década de 1970, não só não trazem riscos à saúde como, se usados corretamente, propiciam benefícios para agricultores e ambiente.
Os pesquisadores não encontraram qualquer evidência de que esses organismos tiveram impacto sobre as prevalências de câncer, obesidade, diabetes, autismo, doença celíaca ou alergias. Não é claro, no entanto, se a tecnologia realmente aumenta a produtividade da agricultura.
A pesquisa mostra que as pessoas nem sabem quais são as plantas transgênicos cultivadas no país –soja, algodão e milho, principalmente. Só 11% acertaram a combinação. O motivo de tão poucas espécies é a rentabilidade de cada uma delas, explica a professora Maria Lúcia Vieira, professora titular da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP.
A inserção ou substituição de um gene em uma espécie pode fazer com que ela, por exemplo, seja mais resistente a intempéries, herbicidas ou pragas –ou fazer com que ela própria produza um larvicida, caso do milho Bt (abreviação do organismo doador Bacillus thuringiensis, que produz naturalmente uma proteína larvicida). Talvez a raiz do problema dessa relutância popular esteja na primeira variante transgênica de soja, hipotetiza Maria Lúcia.

12.759 – Cientistas já conseguem manipular memórias


Por um lado parece assustador: é possível apagar ou alterar nossas memórias. Por outro lado, pessoas que sofrem com traumas ou de Alzheimer podem se beneficiar da novidade científica.
O mecanismo da memória ainda é bastante desconhecido pela ciência, mas um grupo de pesquisadores de Stony Brook University, em Nova York, conseguiu manipular lembranças ao alterar uma substância chamada acetilcolina.
Essa substância é conduzida por neurônios colinérgicos até a amígdala e parece estar diretamente relacionada à memória emocional. Outros estudos mostram ainda que pessoas com doenças neurodegenerativas apresentam alterações nesse sistema de neurônios colinérgicos e amígdalas.
O que os cientistas de Nova York fizeram foi expor alguns camundongos a situações traumáticas. Depois selecionaram um grupo que teve os neurônios colinérgicos estimulados e outro grupo que teve a produção de acetilcolina interrompida. No primeiro grupo, os camundongos levaram até o dobro do tempo para “esquecer” um trauma. No segundo grupo, é como se a memória tivesse disso apagada e os animais não apresentavam mais o trauma.
“Esta segunda descoberta foi particularmente surpreendente, já que essencialmente criou camundongos sem medo através da manipulação de circuitos de acetilcolina no cérebro”, diz Lorna Role, professora de neurobiologia e comportamento da Stony Brook.
O estudo foi publicado na revista Neuron e abre a possibilidade para novas pesquisas sobre controle de memória como uma opção terapêutica para vítimas de violência, pessoas que sofrem de transtornos pós-traumáticos ou mesmo àquelas que sofrem com perda de memória, amnésia ou declínio cognitivo.
Mas, é claro, que tudo pode ser usado para o mal também. E é inevitável não pensarmos na possibilidade de manipulação das mentes, em que a realidade é reescrita.

12.758 – Origem da Vida – Nada de sopa primordial


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Nada de sopa primordial: novo estudo dá pistas alternativas sobre a origem da vida na Terra
A principal teoria sobre o início da vida por aqui fala sobre um caldo orgânico que foi energizado na superfície do nosso planeta. Agora, um novo estudo contesta a hipótese e reforça a ideia da origem em ambientes mais extremos.
A ciência está longe de chegar a um consenso sobre como a vida começou na Terra. Há anos, a hipótese defendida pela maioria dos cientistas é que a matéria orgânica essencial para a vida surgiu em uma “sopa primordial” ou, como dizia Darwin, em um pequeno laguinho aquecido.
A radiação solar e as tempestades elétricas na atmosfera primitiva do nosso planeta teria sido o grande gatilho para que começassem as reações químicas que acabariam culminando em moléculas simples e mais tarde, na síntese de proteínas, gorduras e carboidratos. Dessa piscina orgânica surgiria o primeiro ser vivo.
Mas um novo estudo recém-publicado na revista Nature vem questionar essa proposta – e, para isso, decidiu ir lá atrás na árvore da vida. Pesquisadores da Universidade Heinrich Heine, na Alemanha, reuniram mais de 6 milhões de genes de micróbios para tentar traçar o perfil do Luca (acrônimo para last universal common ancestral: último ancestral comum universal, em português), que teria vivido há 4 bilhões de anos e a partir do qual todas as formas de vida que temos hoje teriam surgido.
Usando computadores para filtrar as bases de dados, os cientistas conseguiram chegar a 355 genes que provavelmente formavam o Luca – o que já indica que tipo de substâncias ele era capaz de produzir e em que ambiente viveu.
O perfil final mostra que Luca era um ser unicelular que não dependia de oxigênio, mas absorvia gás hidrogênio para sobreviver. A partir dessas características, os pesquisadores concluíram que o habitat dele necessariamente foi um ambiente rico em H2, CO2 e ferro… O que está diretamente ligado a outra teoria de origem da vida terrestre, que se opõe à da sopa primordial e postula que a vida nasceu em fontes hidrotermais das profundezas oceânicas.
A ideia da sopa explica muito bem como as primeiras células passaram a sintetizar proteínas e a guardar informações (com um mecanismo parecido com o DNA). Mas as fontes de energia apontadas pela teoria são extremamente voláteis. Isso significa que o aproveitamento energético das formas de vida primordiais teria sido muito diferente do observado em estrutura biológicas atuais.
Os defensores da hipótese das origem da vida em fontes hidrotermais partem do princípio de que os seres vivos têm um fator em comum na hora de produzir energia: eles utilizam gradientes de íons dentro das suas células. As células humanas, por exemplo, usam a energia que tiramos da comida para criar um desequilíbrio na concentração de prótons (íons H+). Conforme esses prótons se mexem, eles levam à sintetização de ATP, nossa molécula de energia.
No fundo do oceano, a interação entre a água e a rocha levou ao surgimento de fissuras na crosta terrestre. Quatro bilhões de anos atrás, as fontes hidrotermais liberavam fluídos alcalinos, que interagiam com um oceano que provavelmente era ácido. Esse desequilíbrio de acidez geraria um gradiente de prótons parecido com o das nossas células.
Lá no fundo do mar, os primeiros seres vivos teriam ainda um suprimento estável de gás hidrogênio, CO2 e minerais, além de uma estrutura de microporos inorgânicos que funcionariam como membranas celulares.
Essa teoria, portanto, defende que no início da vida os processos de geração energética já eram bastante parecidos com os que ocorrem dentro de células modernas e muito mais complexas. Mais tarde, as células aprenderiam como produzir seu próprio gradiente de prótons, sem depender mais do ambiente, e aí a vida teria colonizado todo o planeta.
Uma das implicações dessa teoria é que a vida poderia surgir com muito mais facilidade do que se ela depender da sopa – basta um planeta molhado e rochoso. Por outro lado, ainda há quem proteste mesmo com as novas hipóteses sobre o Luca.
Para os cientistas que seguem defendendo a sopa primordial, é possível sim que um ancestral comum dos seres vivos atuais tenha vivido no fundo do oceano nas condições descritas pela nova pesquisa – porém, para eles, esse organismo é sofisticado demais para ser o primeiro a surgir na Terra e, por isso, seguem insistindo que a vida nasceu na superfície, em um grande caldo refogado pelo Sol.