13.092 – Eco Tour – O Parque Estadual Serra do Mar


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Fonte: Polo de ecoturismo de São Paulo

O Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Curucutu possui 37.518 hectares abrangendo 4 municípios, sendo São Paulo, Juquitiba, Itanhaém e Mongaguá. O Núcleo foi criado a partir da antiga Fazenda Curucutu, desapropriada pelo Estado em 1958, quando a principal atividade realizada em seus limites era a produção de carvão vegetal. O Núcleo não tem ocupação humana intensa e se localiza em um dos trechos mais intocados da Mata Atlântica de São Paulo. A APA Capivari-Monos sobrepõe o Núcleo Curucutu.
O Parque Estadual da Serra do Mar foi criado em 1977. Ele é considerado a maior área de proteção integral de toda a Mata Atlântica. O Parque protege cerca de um quinto de todas as espécies de aves que existem no Brasil, quase metade do total da Mata Atlântica. Algumas espécies ameaçadas de extinção, como a jacutinga, o macuco, o papagaio-de-cara-roxa, o papagaio-chaua, a sabiacica e o gavião-pombo-grande.
Existe o registro também de 270 espécies de mamíferos. Destas, 20% são exclusivas da Mata Atlântica e 22% estão ameaçadas de extinção, principalmente os macacos, como o mono-carvoeiro e o bugio.
O Parque Estadual Serra do Mar possui 332.000 hectares. Desta área, o Núcleo Curucutu protege 37.518 hectares de floresta atlântica de rara beleza.
As paisagens naturais da Serra do Mar são as escarpas, florestas, cachoeiras e campos nebulares. A vegetação é diversa, com destaque para as bromélias e orquídeas.
Clima de serra nos mares de morros e a presença marcante da neblina.

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Trilha da Bica – 1,4 km
Agradável caminhada na Floresta até chegar a uma bica d’água. Ideal para terceira idade e crianças, esta bica é a nascente do Rio Embu Guaçu que contribui para o abastecimento da Represa de Guarapiranga.

Trilha Mirante – 1,6 km
Por entre o divisor de águas dos rios Embu-Guaçu e Capivari, observando a diversidade de paisagens de mar de morros e encostas da Serra do Mar. Atinge o cume da serra, no limite entre os municípios de Itanhaém e São Paulo. Em dias de céu claro, é possível avistar as praias do litoral sul.

Trilha da Travessia – 15 km
Trilha histórico-cultural que atravessa a Serra, por onde passava a linha do telégrafo que fazia a ligação entre São Paulo e o sul do Brasil. Percurso com 8 horas de duração.
Obs.: Esta trilha está em fase final de estruturação.

Serviço:
Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Curucutu (70km de São Paulo)
Rua da Bela Vista, 7090 – Embura do Alto
Tel.: (11) 5975-2000
pesm.curucutu@fflorestal.sp.gov.br
De quarta a domingo, das 9h às 16h30. É necessário agendamento para visitas.

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10.945 – Ecologia – Formigas ajudam a reduzir pragas urbanas ao comer quilos de lixo nas ruas


Já pensou no que uma formiga pode fazer por você? Além de ter um papel fundamental no ecossistema da Amazônia, as formigas são espécies de heróis invisíveis, responsáveis por reduzir pragas urbanas ao comer o lixo que deixamos pelas ruas.
Alguns pesquisadores americanos decidiram medir o tamanho da ajuda de alguns artrópodes, filo de animais invertebrados que têm patas articuladas, como aranhas, formigas e centopeias.
A estratégia foi engenhosa. Os cientistas disponibilizaram comida em canteiros centrais e em parques de Nova York de duas maneiras: com e sem uma grade em volta. Animais maiores, como ratos, não eram capazes de se enfiar por entre as barras.
Conclusão: artrópodes conseguem contribuir tanto quanto ou até mais que roedores e outros animais maiores para a eliminação dos restos de comida.
O prêmio de artrópode do ano vai para as formigas do gênero Tetramorium. Com a ajuda delas, o time dos artrópodes consegue ter um desempenho bem melhor, consumindo 35% mais restos de comida.
O desempenho chega a impressionar no médio prazo. Os artrópodes, capitaneados pelas formigas, conseguem remover 65 kg de restos de comida por ano, especialmente salgadinhos e bolachas, por quilômetro.
Numa avenida como a Brigadeiro Faria Lima, na zona sul de São Paulo, esse esforço significa 300 kg a menos de lixo por ano.
Em toda a cidade de São Paulo, que coleta 12 mil toneladas de lixo todos os dias e tem 17 mil km de vias, esse serviço pode facilmente chegar às dezenas de milhares de toneladas de resíduos removidos por ano.
O serviço das formigas e outros artrópodes é particularmente importante porque eles impedem o crescimento da população de ratos.
Não é só nas cidades que as formigas têm papel relevante. Ele pode ser até maior do que se imagina em ecossistemas naturais como a Amazônia.
Se fôssemos capazes de pegar todos os bichos da Amazônia, colocá-los em uma sacola e pesá-la, um terço de todo o peso seria formado por formigas e cupins.
Em peso, teríamos mais formigas que vertebrados, como onças, tucanos e cobras.
Em número, não há como questionar a grandeza desses insetos. Em 1 hectare (10000 m²), há mais de 8 milhões de formigas, e uma mesma colônia pode ter mais de um milhão de indivíduos.
Além de servirem de alimento para diversos animais como pássaros, lagartos e tamanduás, as formigas acumulam a função de espalhadoras de sementes.
Frutas carnosas que caem no chão da floresta podem facilmente apodrecer, e a semente pode ser atacada por fungos. As formigas ajudam tanto ao “limpar” a semente, alimentando-se da polpa da fruta e impedindo que fungos matem o embrião contido na semente, mas também “plantando”, sem querer, a semente no formigueiro.
Mais importante ainda do que salvar e espalhar sementes, porém, é o “serviço funerário” que prestam. Ao se alimentarem das carcaças de animais e de insetos mortos, elas removem detritos e adubam o solo.
Algumas espécies de formigas também são excelentes caçadoras, controlando pragas agrícolas.
Kleber Del Claro, professor do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia, afirma que as formigas predam o bicudo-de-algodoeiro, um besouro que causa perdas anuais de vários milhões de dólares, e só com a ajuda das formigas é possível reduzir o prejuízo em 30%. Também não é incomum vê-las atacando gafanhotos ou minhocas.

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10.801 – Naturalistas Viajantes – Henry Bates (1825-1892)


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Foi um entomólogo e naturalista inglês. Famoso por sua viagem à Amazônia, junto com Alfred Russel Wallace, com o objetivo de recolher material zoológico e botânico para o Museu de História Natural de Londres.
Permaneceu no Brasil durante onze anos, enviando cerca de 14.712 espécies (8000 delas novas), a maior parte insetos para a Inglaterra.

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Após o seu trabalho nas florestas tropicais do Brasil, propôs o mecanismo de Mimetismo batesiano, uma uma forma de mimetismo em que uma espécie evolui características morfológicas ou outras que a fazem aparentar com outra espécie considerada repugnante pelo predador, concedendo-lhe uma certa protecção contra predação.
Em 1861 casou com Sarah Ann Mason e a partir de 1864 trabalhou como secretário assistente da Royal Geographical Society.
Henry Bates foi parte de um grupo de destacados naturalistas-exploradores que apoiavam a teoria da evolução pela seleção natural , outros membros deste grupo eram J.D. Hooker, Fritz Müller, Richard Spruce e Thomas Henry Huxley.
Faleceu, vítima de bronquite.

10.796 – Como gatos passaram de felinos selvagens a animais domesticados?


O raríssimo gato maracajá da fauna brasileira
O raríssimo gato maracajá da fauna brasileira

Pesquisadores compararam os genomas de gatos domesticados e de felinos selvagens para descobrir as diferenças entre ambos. Publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo sugere que a ‘conversão’ está relacionada aos genes da memória, do medo e às ameaças. A pesquisa também pode explicar a razão de gatos domésticos gostarem tanto de comer carne e de praticar poucas atividades físicas.
Gatos compartilham a vida com humanos há mais de 9 mil anos, mas se sabe muito pouco sobre a sua domesticação. “Os humanos provavelmente aceitaram os gatos dentro de casa por eles controlarem os roedores de seus jardins”, conta o autor Wesley Warren. “Na nossa hipótese, as pessoas ofereciam comida aos animais para que eles ficassem próximos”.
Para identificar as alterações no genoma, Warren e seus colegas compararam animais selvagens com gatos domésticos. E com a intenção de ficar ainda mais exato, os pesquisadores também estudaram alguns mamíferos como tigres, cachorros, vacas e até seres humanos.
“Diferente dos cachorros, gatos são apenas ‘semi-domesticáveis’”, conta Warren. “Eles não se separaram por completo de seus ascendentes selvagens – alguns ainda copulam com eles, inclusive. Ficamos surpresos em encontrar evidência doméstica no DNA”.
A comparação resultou em uma descoberta: as diferenças estão nos genes ligados à memória, ao condicionamento do medo e às recompensas; todas relacionadas ao efeito doméstico. “Eles tiveram de se tornar menos “medrosos” nas novas locações. A promessa de comida também fez com que ficassem com os humanos”.
Os gatos domésticos também sofreram outras variações genéticas. Como por exemplo, no metabolismo, na visão e audição e até no olfato. Esses animais conseguem ouvir em uma camada ultrassônica, são capazes de expandir a área de audição e melhorar sua visão de longa distância.

10.795 – Biodiversidade – A Biopirataria


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Trata-se da exploração ou apropriação ilegal de recursos da fauna e da flora e do conhecimento das comunidades tradicionais.
O conceito de biopirataria surgiu em 1992 com a “Convenção Sobre Diversidade Biológica” apresentada na Eco92. Desde então, a biopirataria vem sendo tema de infindáveis discussões sobre a apropriação indébita por parte de grandes laboratórios farmacêuticos internacionais dos conhecimentos adquiridos por povos indígenas, quilombolas e outros, acerca das propriedades terapêuticas ou comerciais de produtos da fauna e da flora de diversos países, ou de seus princípios ativos utilizados para a confecção de medicamentos.
Existem normas internacionais, como os tratados sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio (OMC – Organização Mundial do Comércio) que permitem aos pesquisadores patentear descobertas feitas através de pesquisas em outros países desde que estes tenham participação nos lucros obtidos com as descobertas. Entretanto, são inúmeros os casos em que a patente é feita, mas o país de origem sequer chega a ver a cor do dinheiro.
A biopirataria acontece em qualquer país do mundo que possua recursos naturais com potencial de comercialização e poucos investimentos em pesquisa e regulamentação, principalmente relacionada a medicamentos. Mas no Brasil o tema ganha uma dimensão enorme devido ao fato de este ser o país com a maior biodiversidade do planeta e de que aqui ainda há um potencial muito grande e inexplorado. Estima-se que o Brasil perca cerca mais de 5 bilhões de dólares por ano com o tráfico de animais, produtos da flora e de conhecimentos das comunidades tradicionais.
Geralmente associa-se a biopirataria com as indústrias farmacêuticas e princípios ativos de medicamentos. Mas, embora esse comércio movimente as maiores cifras (o mercado de remédios baseados em plantas medicinais lucra algo em torno de U$400 bilhões por ano; e do Brasil saem anualmente e de forma ilegal, mais de 20 mil extratos de plantas nativas), ele não é a única forma de exploração. A extração ilegal de madeira também figura como biopirataria.

Infelizmente, a reação brasileira ainda é incipiente. Por enquanto há apenas uma Medida Provisória (N. 2.186) sobre o assunto, criada logo após a conclusão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de 2003 que investigou a biopirataria no Brasil, porém sem grandes sucessos. Entretanto, é difícil dizer se essa MP ajudou ou piorou ainda mais a situação. A biopirataria ainda não é considerada como crime e a partir da MP o acesso a qualquer recurso genético depende da autorização da União. Ou seja, a MP não pune os praticantes da biopirataria e ainda tornou mais difícil o acesso dos pesquisadores brasileiros aos recursos genéticos.
Alguns dos recursos brasileiros pirateados por indústrias de outros países são os seguintes: o caso mais clássico é o do açaí, que chegou a ser patenteado pela empresa japonesa K. K. Eyela Corporation, mas que devido à pressão de diversas ONGs e da mídia, teve sua patente caçada pelo governo japonês (isso depois de mais de um ano…); o segundo caso famoso é o do veneno de jararaca que teve o princípio ativo descoberto por um brasileiro. Mas o registro acabou sendo feito por uma empresa americana (Squibb) que usou o trabalho e patentou a produção de um medicamento contra a hipertensão (o Captopril) nos anos 70.
No primeiro caso houve sucesso (mesmo que demorado) porque a patente havia sido feita recentemente, após a Convenção Sobre Diversidade Biológica. Mas, nos casos como o segundo, em que as patentes são antigas as chances de que isso ocorra são praticamente nulas e, como a maior parte dos recursos biopirateados vai para grandes e multimilionárias empresas e ainda não há legislação no Brasil que defina a biopirataria como crime, recorrer acaba sendo uma ação dispendiosa e quase sempre infrutífera.

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10.775 – Mega Bloco – Biodiversidade


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Já foram descritas pelos biólogos cerca de 1,4 milhão de espécies diferentes, mas esse número aumenta a cada ano.
Risco de Extinção:
Da admiração à preocupação. Boa parte da vida do planeta que ainda é desconhecida, pode estar sendo extinta. O desmatamento é um dos principais motivos. A destruição de um ambiente consequentemente destrói os seres vivos que dele dependiam.
A Mata Atlântica é um exemplo típico. Estima-se que somente nos últimos 35 anos, ela tenha perdido cerca de 50 mil espécies, o que dá 4 espécies extintas por dia.
A Mata Atlântica encontra-se, infelizmente, em processo de extinção. Isto ocorre desde a chegada dos portugueses ao Brasil (1500), quando iniciou-se a extração do pau-brasil, importante árvore da Mata Atlântica. Atualmente, a especulação imobiliária, o corte ilegal de árvores e a poluição ambiental são os principais fatores responsáveis pela extinção desta mata.
O problema é tão grave, sobretudo na amazônia, que em breve, estaremos medindo a taxa de extinção por hora e não mais por ano.

Vida na floresta tropical
Elas são consideradas o centro da biodiversidade. Estima-se que que cerca da metade de todas as espécies de seres vivos que existem se concentrem no que resta dessas florestas.
Numa floresta tropical podem existir milhões de espécies desconhecidas, vivendo em seus diferentes ambientes: ao, água e solo.
A partir de uma única planta leguminosa na Reserva Tambopata , no Peru, foram recuperadas 43 espécies de formigas, o mesmo que a fauna inteira de formigas das Ilhas Britânicas. Peter Ashton encontrou 700 espécies de árvores em 10 lugares selecionados de um hectare cada, em Bornéu; o mesmo que em toda a América do Norte.

10.695 – Ciências Biológicas – Conceitos de Biodiversidade


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De todas as espécies atualmente conhecidas, a maioria é formada por insetos. Eles representam cerca de 50% de todas as espécies conhecidas. Depois vêm os outros animais, fungos, vegetais, protozoários e bactérias. Os vírus, apesar da polêmica vista em capítulos anteriores, também entram nessa contagem.
Plantas e insetos: uma vida comum
Existirem mais insetos e plantas não é mera coincidência, pois estes interagem de várias formas, dependendo uns dos outros. O que é chamado em Biologia de co-evolução. O grande grupo de insetos depende das plantas para se alimentar. Eles consomem as suas folhas, frutos, flores, caule ou raízes. Usam as plantas como abrigo ou habitat. Uma considerável parcela de espécies de plantas dependem dos insetos para carregarem o seu pólen de uma flor a outra, auxiliando na reprodução. Outras dependem dos pássaros. Também dependem que alguns besouros decomponham tecidos mortos, o que torna os minerais novamente disponíveis no solo, que por sua vez são reabsorvidos pelas plantas. O desaparecimento de insetos da Terra pode provocar um caos, provavelmente, as plantas que produzem flores também desapareceriam na sequência. A mesma situação ocorreria com muitos anfíbios, répteis, aves e mamíferos, cuja alimentação depende direta ou indiretamente dos insetos. Poucas espécies sobreviveriam.
5 ou 100 Milhões?
1.400.000 é o número conhecido, imagine o desconhecido.
Quase nada se conhece por exemplo de fungos, bactérias e protozoários, que são grupos de seres vivos pouco estudados.
Mesmo entre animais e vegetais, o que se conhece é muito pouco. O número de espécies estimado pela biologia varia muito, mas todos concordam que há muito a descobrir.
A biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.
Refere-se, portanto, à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos.
A espécie humana depende da biodiversidade para a sua sobrevivência.
Não há uma definição consensual de biodiversidade. Uma definição é: “medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas”. Esta definição inclui diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas.
Outra definição, mais desafiante, é “totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região”. Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:
diversidade genética – diversidade dos genes em uma espécie.
diversidade de espécies – diversidade entre espécies.
diversidade de ecossistemas – diversidade em um nível mais alto de organização, incluindo todos os níveis de variação desde o genético.
Para os biólogos geneticistas, a biodiversidade é a diversidade de genes e organismos. Eles estudam processos como mutação, troca de genes e a dinâmica do genoma, que ocorrem ao nível do DNA e constituem, talvez, a evolução.
Para os biólogos zoólogos ou botânicos, a biodiversidade não é só apenas a diversidade de populações de organismos e espécies, mas também a forma como estes organismos funcionam. Organismos surgem e desaparecem. Locais são colonizados por organismos da mesma espécie ou de outra. Algumas espécies desenvolvem organização social ou outras adaptações com vantagem evolutiva. As estratégias de reprodução dos organismos dependem do ambiente.
Para os ecólogos, a biodiversidade é também a diversidade de interações duradouras entre espécies. Isto se aplica também ao biótipo, seu ambiente imediato, e à ecorregião em que os organismos vivem. Em cada ecossistema os organismos são parte de um todo, interagem uns com os outros mas também com o ar, a água e o solo que a cultura humana tem sido determinada pela biodiversidade, e ao mesmo tempo as comunidades humanas têm dado forma à diversidade da natureza nos níveis genético, das espécies e ecológico.
Um “ponto crítico” (hot spot) de biodiversidade é um local com muitas espécies endêmicas. Ocorrem geralmente em áreas de impacto humano crescente. A maioria deles está localizada nos trópicos
Alguns deles:
O Brasil tem 1/5 da biodiversidade mundial, com 50 000 espécies de plantas, 5000 de vertebrados, 10-15 milhões de insectos, milhões de microorganismos.
A Índia apresenta 8% das espécies descritas, com 47 000 espécies de plantas e 81 000 de animais.

10.691 – Escultura inspirada em árvore africana produz água potável para comunidades carentes


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A Warka é uma frondosa figueira, nativa da Etiópia. Tradicionalmente conhecida como símbolo de fertilidade e generosidade, a árvore também se tornou local de encontro para moradores de muitos vilarejos africanos.
Inspirado pela forma exuberante da Warka, o artista italiano Arturo Vittori criou uma imensa estrutura que produz água através da condensação do vapor. A WarkaWater Tower é feita com hastes de bambu e junco entrelaçadas, que formam a base da torre. No interior, uma malha de plástico de fibras de nylon e polipropileno funciona como microtúneis ou poros para a condensação.
A medida que as gotas de água se formam, elas fluem através da malha e se depositam no recipiente na base da torre. A WarkaWater Tower consegue fornecer quase 100 litros de água potável por dia.
A ideia de Vittori é que pelo menos duas torres sejam instaladas em vilarejos da Etiópia em 2015. Segundo estudo das Nações Unidas, o país é o que tem a menor disponibilidade de água no mundo e a de pior qualidade.
Geralmente são as mulheres, que caminham longas distâncias e muitas horas, para conseguir água para o consumo da família. Crianças também participam destas viagens diárias – difíceis e perigosas. Muitas vezes a água encontrada é contaminada e insalubre.
O artista italiano acredita que as torres possam ser feitas pelas próprias comunidades, com material disponível localmente, tornando este um projeto sustentável e de longo prazo. A WarkaWater Tower leva em média uma semana para ser construída por um grupo de quatro pessoas.

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10.679 – Aqui tá Sobrando Água – Estrada de Ferro Madeira–Mamoré: Fim da linha


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É tempo de chuva. Com o Rio Madeira correndo cheio sobre a planície amazônica, é possível ouvir suas águas a certa distância. Enquanto caminhamos mata adentro, alguém sussurra atrás de nós. “Aqui”, diz Lord Jesus Brown, um senhor negro de quase 2 metros de altura. Ele para diante de um pedaço de concreto cravado no solo. É a lápide de um estrangeiro morto em 1910. Tentamos ler seu nome, mas as letras estão muito esmaecidas. Não faz diferença. “O povo morria igual a bicho”, diz Lord. “Muitos acreditavam que este lugar era amaldiçoado.”
O cemitério da Candelária fica a poucos quilômetros do Centro de Porto Velho, a capital de Rondônia. Aqui jazem mais de 1 500 homens que morreram entre 1907 e 1912, durante a terceira e última tentativa de construção da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Somando esse contingente aos que pereceram antes, o total de mortos beira os 10 mil. O matagal já ocultou quase todas as sepulturas desses aventureiros, vindos de países tão diversos quanto Irlanda e Índia, Alemanha e Barbados, Estados Unidos e Grécia.

É incrível que se tenha conseguido abrir um caminho de 366 quilômetros em uma das regiões mais inóspitas do planeta para tudo se perder em tão pouco tempo. Feita para escoar a imensa produção de borracha amazônica, que abasteceu o mundo e permitiu o boom da indústria automobilística até o começo do século 20, a Madeira-Mamoré demorou quatro décadas para ficar pronta. Tanto tempo que, ao ser concluída, em 1912, o ciclo da borracha na América do Sul já estava em declínio. O mercado migrou para as colônias britânicas da Ásia após os ingleses levarem para lá 70 mil sementes da Hevea brasileira, das quais 2 800 germinaram. Sessenta anos depois de inaugurada, a estrada de ferro foi desativada pelo governo militar, que construiu uma rodovia para substituí-la e destruiu boa parte do maquinário e dos documentos históricos. Rondônia chora até hoje o fim da ferrovia. Todos lamentam que ela tenha sido fechada, todos gostariam que ela um dia voltasse. As pessoas recordam o trem avançando sobre os trilhos, cortando a floresta: as lembranças mais singelas parecem ser as mais marcantes. Quando a via completou 100 anos, em 2012, uma das locomotivas foi preparada para apitar e soltar fumaça, num gesto simbólico. Muitos foram às lágrimas.
A CRISE FINANCEIRA que tomou conta dos Estados Unidos em 1873 acabou conduzindo os americanos para o que seria a primeira grande obra do país em território estrangeiro. Com a quebra de bancos, os projetos de ferrovias no país foram interrompidos, deixando uma legião de engenheiros e trabalhadores desempregados. Quando souberam que a respeitada firma P&T Collins, dos irmãos Peter e Thomas Collins, fora contratada para criar uma ferrovia na Amazônia, 80 mil homens se candidataram a uma vaga.

O navio Mercedita, com 210 homens e 1 050 toneladas de material, deixou o cais de Willow Street, na Filadélfia, na tarde de 3 de janeiro de 1878. Anunciada com destaque pelos jornais americanos, a partida era também um marco, uma vitória em uma empreitada na qual os ingleses saíram derrotados. Vinte anos antes, a construtora Public Works, de Londres, abandonou equipamentos à beira do Rio Madeira sem assentar um único quilômetro de linha. Nos tribunais londrinos, declarou que “a zona era um antro de podridão onde seus homens morriam qual moscas” e que, “mesmo se dispondo de todo o dinheiro do mundo e de metade de sua população, seria impossível construir a estrada”.
Mas nada parecia arrefecer o otimismo dos americanos – até que chegaram à Amazônia. O acordo era que fossem feitos 10 quilômetros de trilhos por mês. Passados quatro meses, contudo, apenas 3 quilômetros estavam prontos. A malária atacava os homens sem piedade. As condições eram tão ruins que um grupo de 300 americanos abandonou a obra e fugiu de barco, sem um tostão, para Belém. Lá, encontraram situação igual ou pior do que na frente de trabalho. Tiveram de pedir esmola nas ruas para sobreviver. Thomas Collins investiu o que tinha no projeto – tanto que se mudou com a mulher para Santo Antônio, onde as obras seguiam a duras penas. Esperava um financiamento que viria da Inglaterra, o qual nunca chegou. Sem ter como pagar os homens, assistiu de mãos atadas à debandada daquele exército de flagelados. Ele próprio esteve entre a vida e a morte quando um índio lhe atravessou o pulmão com uma flechada. Foram três meses de agonia antes de o empresário voltar para casa, derrotado e com uma dívida de 800 000 dólares. O historiador Manuel Rodrigues Ferreira conta no livro A Ferrovia do Diabo, de 1960, que a senhora Collins enlouqueceu na floresta. Ao regressar, teve de ser internada num hospital para doenças mentais, onde morreu. Os 7 quilômetros de trilhos, assentados ao longo de 18 meses, passaram 28 anos entregues à selva. A pequena locomotiva Baldwin se transformou em galinheiro.
Corria o ano de 1907 quando teve início a última tentativa de conclusão da obra. O Brasil passara de Império a República, e a concessão da ferrovia, entregue ao americano George Earl Church, foi transferida para seu conterrâneo Percival Farquhar. Agora havia um motivo a mais para a obra: em 1903, o Brasil tornara-se signatário do Tratado de Petrópolis, em que se comprometia com a Bolívia a fazer a linha férrea em troca do território do Acre. A maior parte dos trabalhadores veio do Caribe, de ilhas como Barbados e Antilhas, onde não se sabia do suplício enfrentado antes por ingleses e americanos.
Para combater a malária, construiu o hospital da Candelária. Em 1910, contratou Oswaldo Cruz, médico sanitarista de reputação internacional, para realizar uma inspeção na região. As palavras dele, em carta enviada para a esposa, não deixam dúvidas sobre as condições precárias: “Não se conhece pessoas nascidas no local: essas morrem todas. A região está de tal modo infectada que a população não tem noção do que seja o estado hígido e para ela a condição de ser enfermo constitui normalidade”. Os operários foram obrigados a tomar doses altas de quinino; muitos se recusaram, preferindo o risco de adoecer a ingerir o remédio amargo. Mas, com a constante troca de operários – em 1910, a média foi de 500 novos a cada mês –, a obra foi enfim concluída.

10.368 – Ecologia – Metade das florestas tropicais do planeta já desapareceram


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A humanidade conquistou um progresso impressionante nas últimas gerações: as pessoas vivem mais, menos crianças morrem, a extrema pobreza está dimuindo e o ensino e a educação estão pouco a pouco, se tornando direitos universais.
Todavia, na área ambiental, não há motivo para celebração. Estamos emitindo cada vez mais gases de efeito estufa e com isso o planeta está mais e mais quente. O resultado direto deste comportamento é a perda irreparável de espécies da fauna e da flora e da degradação de diversos biomas.
O texto acima está no prefácio do relatório State of the Rainforest 2014, divulgado agora em setembro, na Noruega. Esta é a terceira edição do documento, publicado pela Rainforest Foundation Norway, e que utiliza informações de organizações e comunidades locais do mundo todo para analisar as condições das florestas tropicais do planeta.
O relatório norueguês aponta, entretanto, divergências entre os números calculados por suas duas principais fontes, que utilizaram diferentes metodologias e tecnologias: o Global Forest Resources Assessment, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), de 2010, e o levantamento da Universidade de Maryland, de 2013. De acordo com o primeiro, 130 mil km2 de florestas são perdidas por ano no planeta, a maior parte delas nos trópicos. Já a universidade americana afirma que seriam 92 mil km2.
Mesmo não havendo consenso sobre o número exato, ambas instituições concordam que a destruição atingiu um nível alarmante. Segundo os pesquisadores de Maryland, somente 1,1 milhão de km2 desapareceu entre os anos de 2000 e 2012. Para efeito de comparação, seria o mesmo que três Noruegas tivessem simplesmente sumido do mapa.
Apesar de ocuparem apenas 6% da superfície terrrestre, em regiões equatoriais da América, África, Sudeste da Ásia e Oceania, as florestas tropicais têm papel importantíssimo para a regulação do clima, o equilíbrio ambiental de biomas e a sobrevivência de muitas comunidades. Mas a crescente destruição destas áreas continua, apesar do tema ter se tornado foco principal em várias discussões e encontros globais, e da ciência já ter provado a importância destes ecossistemas para a mitigação do aquecimento global.
No passado, as florestas tropicais cobriram cerca de 18 milhões de km2 da superfície terrestre. Atualmente, esta extensão foi reduzida à metade. Estes biomas são como um termômetro da saúde do planeta.
Estima-se que mais de 50% das plantas e animais terrestres vivam nestas regiões, ou seja, quase 1 milhão de espécies identificadas que têm as florestas tropicais como habitat. Mas os cientistas acreditam que este número possa chegar a 5 ou 10 milhões – só na Amazônia foram descobertos 441 novos animais e plantas desde 2010. “É a biblioteca biológica da Terra. A maior parte da informação dela ainda nem é conhecida pela ciência”, afirmou Dag Hareide, diretor executivo da Rainforest Foundation Norway. “Estamos queimando esta biblioteca”.
Além da perda de biodiversidade, as florestas contêm uma quantidade enorme de carbono armazenada. A destruição delas gera emissões de CO2 iguais àquelas provocadas por todos os automóveis do mundo.
O relatório europeu afirma ainda que, a maior parte das perdas das florestas tropicais ocorreu nos últimos 50 e 60 anos. O Brasil recebeu elogios, por ter sido o único a reduzir o desmatamento de forma significativa globalmente. Nosso país e a Indonésia têm as duas maiores áreas de florestas tropicais do planeta, mas também aparecem entre os principais emissores de gases de efeito estufa no mundo.
Fazem parte do State of the Rainforest 2014 artigos de especialistas internacionais, entre eles, um assinado pelo engenheiro florestal brasileiro Tasso de Azevedo, curador do Blog do Clima, aqui no site Planeta Sustentável. “Herói florestal, mas ainda campeão em desmatamento” é o título do texto de Azevedo, que afirma que a atual redução na taxa de destruição das florestas brasileiras se deve, entre outros fatores, ao retrocesso provocado pela aprovação do novo Código Florestal. Segundo ele, há necessidade de demarcar mais áreas e reservas de proteção ambiental e incrementar políticas inovadoras, como foi feito no início dos anos 2000.

9827 – Pesquisadores descobrem 169 espécies na Amazônia


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Pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi anunciaram nesta terça-feira a descoberta de 169 novas espécies da fauna e da flora amazônica. O levantamento foi concluído após quatro anos de trabalho.
Entre os achados, estão catorze plantas e 155 animais, sendo a maioria (112) de aracnídeos. Há ainda doze espécies de peixes, dez de aves, dez de anfíbios, seis de répteis, quatro de dípteros (grupo dos mosquitos e moscas) e um mamífero — um pequeno primata.
Segundo os pesquisadores, o fato de haver muito mais invertebrados entre as espécies de animais descobertas não é uma surpresa, já que eles ocorrem em maior quantidade na natureza. As descobertas nessa área sempre foram mais lentas, tanto pelas inúmeras dificuldades em estudar animais tão diminutos quanto pelo pouco interesse do público em espécies que não estão claramente à vista.
Entre os animais maiores descritos, destaca-se um novo macaco, o Mico rondoni, que, como o nome leva a entender, existe somente em Rondônia, na área entre os Rios Mamoré, Madeira e Ji-Paraná. Por muito tempo ele foi confundido com outra espécie, o Mico emiliae, que vive no Pará. A nova espécie está ameaçada pelo desmatamento no Estado.

9788 -☻Mega Recordes


O ponto mais elevado da Terra
– Monte Everest – Nepal – Tibet – 8.844,43 m (rocha) e 8.848 m (gelo)

Ponto mais baixo (maior depressão)
Mar Morto – Israel, Jordânia – A superfície da água está 396 metros abaixo do nível do mar.

Maior profundidade
Fossas Marianas, no Oceano Pacífico – 11.034 m

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Maior Continente – Ásia – 8,6% da superfície planetária (ou 29,5% das terras emersas)

Menor Continente – Ocenia – 9.008.458 km² (7.686.850 km² só da Austrália)

Maior Oceano – O Pacífico – 180 milhões km²

Menor oceano, o Ártico – 13 milhões km². É a menor e a mais rasa das cinco grandes divisões oceânicas do mundo.

Maior desfiladeiro – Grand Canyon – EUA – 446 km de extensão e 1.600 m de profundidade

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Maior Monólito – Monte Augustus, Austrália – O Monte Augustus fica a 1.105 metros de altitude e, com aproximadamente 860 m de altura, cobre uma área de 47.95 km². Ele possui um cume central de 8 km de comprimento.

Maior rocha – Ayers Rock – Austrália – 860 m de de altura e cume de 8 km de comprimento.

Maior mina de cobre a céu aberto (tamanho) – Bingham Canyon Mine – EUA

Maior mina de cobre a céu aberto (produção) – Chuquicamata, Chile – 3 km de extensão e 850 metros de profundidade.

Maior mina de diamantes a céu aberto – Mina de Mirny
Rússia – 525 metros de diâmetro e 1200 de profundidade

Maior ilha – Groelândia – Dinamarca – 2.166.086 km² (se a Austrália não for considerada ilha)

Menor Ilha – Ilhas Pitcairn, Reino Unido – 47 km²

Maior iceberg – B15A – 110 quilômetros de extensão por 20 de largura. A área total: quase 1 700 km²

Território terrestre mais isolado – Ilha de Páscoa – Chile – Situada a 3.510 km da costa oeste do Chile e a 2.075 km da costa sudeste das Ilhas Pitcairn

Maior praia – Praia do Cassino, Brasil – 240 km

Praia do Cassino, a maior do mundo
Praia do Cassino, a maior do mundo

Menor praia – Praia de Gulpiyuri, Espanha – 50 m de diâmetro a 100 m da costa.

Maior caverna – Sarawak, Malásia – 70 m x 700 m x 300 m

Maior deserto – Saara – Argélia, Chade, Egito, Marrocos, Líbia, Sudão, Tunísia – 9 065 000 km²

Menor deserto – Deserto de Maine, EUA – 160.000 m²

Maior deserto de sal – Salar de Uyuni, Bolívia – 12.000 km² de área

Maior floresta – Floresta Amazônica – Brasil, Peu, Venezuela – 7.000.000 km²

Rio mais longo – Amazonas – Peru, Brasil – 7.026 km (fontes citam o Rio Nilo)

Mar mais longo Mediterrâneo – Aproximadamente 2,5 milhões de km²

Maior vulcão – Guallatiri – Chile – Seu cume situa-se a 6.071 metros acima do nível do mar.

Menor vulcão – Taal, nas Filipinas

Maior lago de água doce – Lago Superior – Canadá, EUA – 82.414 km²

Maior lago de água salgada – Mar Cáspio – Rússia, Irã – 371.000 km²

Lago mais profundo – Baikal, Rússia – 1.600m de profundidade

Mar mais raso – Azov, Rússia – Profundidade máxima de 14 metros.

Lago mais alto (navegável) – Lago Titicaca -Peru, Bolívia – 3.811 metros acima do nível do mar

9626 – As 10 florestas mais devastadas do planeta


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A atividade humana gera impactos nem sempre positivos no planeta. A agricultura, extração de recursos naturais e a caça, por exemplo, podem destruir florestas e arruinar ecossistemas. Veja agora as 10 florestas mais devastadas do mundo, de acordo com a organização Conservation International.
Os rios e lagos da Indo-Birmânia anbrigam diversas espécies de peixes e tartarugas, incluindo alguns dos maiores peixes de água doce do mundo. No entanto, esses importantes ecossistemas aquáticos estão ameaçados pela destruição das florestas nas planícies aluviais, causada pela expansão do cultivo de arroz. Além disso, os rios foram represados para gerar energia elétrica, o que causou um alargamento dos bancos de areia. Por todos esses motivos, estima-se que apenas 5% da área permaneça preservada.

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Isolado e distante, o arquipélago que forma a Nova Zelândia é casa de espécies que não existem em nenhuma outra parte do mundo, como o simpático kiwi. No entanto, desde o século 19, a entrada de espécies estrangeiras nas ilhas vem causando o desequilíbrio ecológico nesse ecossistema. Soma-se a isso o impacto da caça, da destruição das florestas e da drenagem dos pântanos e o resultado é a extinção de inúmeros seres vivos.
A flora e a fauna da região do arquipélago indo-malaio, que inclui as ilhas de Bornéu e Sumatra – estão em grave perigo devido à expansão da indústria florestal e do tráfico internacional de animais. Entre as atividades comerciais mais predatórias da região estão a extração de borracha, óleo de dendê e celulose, além do corte ilegal de madeira.

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Historicamente devastadas pela atividade madeireira, as florestas filipinas sofrem também com a expansão agrícola. Algo preocupante em um país onde cerca de 80 milhões de pessoas dependem de recursos naturais das florestas para sobreviver.
Inicialmente devastada pelas plantações de café e cana-de-açúcar, a Mata Atlântica conta hoje com apenas 10% de sua área original. Cerca de duas dúzias de espécies vertebradas nativas dessa região brasileira lutam contra a extinção, entre elas o mico-leão-dourado.
A construção da barragem de Três Gargantas, a maior do mundo, a caça, a extração de madeira e o pasto são os principais fatores que estão levando à destruição o habitat do panda gigante, no centro-sul da China.
A Província Florística da Califórnia nos Estados Unidos, possui diversas espécies de flores e abriga o maior organismo vivo do planeta, a Sequoia Gigante. Há séculos ameaçada pela agricultura comercial, a região já presenciou a extinção do urso cinzento e de outros animais.
As florestas costeiras da África Oriental também são ameaçadas pela expansão agrícola. Neste caso, o solo pobre, o crescimento populacional e a agricultura de subsistência são os principais responsáveis pela drenagem dos recursos naturais da região.
Casa dos lêmures e de outras diversas espécies que só se desenvolveram ali, Madagascar sempre foi um exemplo de biodiversidade. No entanto, estima-se que apenas 10% do ecossistema original da ilha ainda exista, devido à caça, à extração de madeira, à mineração e à agricultura.

9620 – Esse é um trabalho para o “Batman” – Morcegos ajudam a recuperar Mata Atlântica


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Restam, apenas, cerca de 8,5% da cobertura original da Mata Atlântica no Brasil – o que significa que o homem destruiu, aproximadamente, 91,5% do bioma em nome do “progresso”. Mas, felizmente, enquanto os seres humanos inssitem em destruir a natureza, os animais que vivem na floresta estão lutando para preservá-la.
Um bom exemplo são os morcegos frugívoros – isto é, que só se alimentam de frutos. Estudo coordenado pelo pesquisador Marcelo Guimarães Rubio, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, aponta que esses animais têm papel fundamental na recuperação da Mata Atlântica que o homem destruiu.
Os morcegos frugívoros comem pequenos frutos e infrutescências e, depois, espalham as sementes desses alimentos por toda a floresta, ao fazer cocô enquanto voam. Ou seja, eles são verdadeiros jardineiros da natureza.
Outros animais, como a anta, também cumprem esse papel de “reflorestadores”, mas a pesquisa revela que os morcegos são mais eficazes. Isso porque eles voam grandes distâncias todas as noites, podendo levar as sementes muito mais longe, e têm um processo digestivo mais acelerado, o que faz com que espalhem as sementes mais rapidamente. Algumas espécies de morcego levam, apenas, 30 minutos para transformar o que comem em cocô, sabia?
E ainda tem mais: além de ajudar a recuperar a floresta, os morcegos contribuem para melhorar a vida de milhares de pessoas e, também, a economia do país, já que o bioma presta serviços ambientais que geram cerca de 70% do PIB do Brasil.
Realizada desde 2011, a pesquisa comandada por Rubio para entender o comportamento dos morcegos e seu padrão de dispersão de sementes na Mata Atlântica foi realizada na Reserva Natural Salto Morato, que fica no litoral norte do Paraná e é mantida pela Fundação Grupo Boticário. O local foi escolhido por abranger parte do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil e abrigar 28% das espécies de morcegos que vivem no Paraná, sendo que duas delas estão ameaçadas de extinção.

9410 – Ecossistemas – O Pantanal Matogrossense


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É um bioma constituído principalmente por uma savana estépica, alagada em sua maior parte, com 250 mil km² de extensão, altitude média de 100 metros,1 situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, ambos Estados do Brasil, além de também englobar o norte do Paraguai e leste da Bolívia (que é chamado de chaco boliviano), considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, localizado na região o Parque Nacional do Pantanal. Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira. Além disso, tem poucas montanhas, o que facilita o alagamento.
A origem do Pantanal não é, como se pensava, resultado da separação do oceano há milhões de anos. Todos os geólogos concordam que não há ali indícios da presença do mar, e um dos que melhor conhecem a região, Fernando Flavio Marques de Almeida, diz que ele representa uma área que se abateu por falhamentos de blocos durante o período Terciário.2 Animais que estão presentes no mar também existem no pantanal, formando o que se pode chamar de mar interior. A área alagada do pantanal se deve a lentidão de drenagem das águas que fluem lentamente, pela região do médio Paraguai, num local chamado de Fecho dos Morros do Sul. Atraído pela existência de pedras e metais preciosos (que eram usados por indígenas, que já povoavam a região, como adornos), entre eles o ouro. O português Aleixo Garcia, em 1524, acabou sendo o primeiro a visitar o território, que alcançou o rio Paraguai através do rio Miranda, atingindo a região onde hoje está a cidade de Corumbá. Nos anos de 1537 e 1538, o espanhol Juan Ayolas e seu acompanhante Domingos Martínez de Irala seguiram pelo rio Paraguai e denominaram Puerto de los Reyes à lagoa Gayva. Por volta de 1542-1543, Álvaro Nunes Cabeza de Vaca (espanhol e aventureiro) também passou por aqui para seguir para o Peru. Entre 1878 e 1930, a cidade de Corumbá/MS (situada dentro do Pantanal) tornou-se o principal eixo comercial e fluvial no Mato Grosso (antes da divisão dos estado, ocorrida em 1977). Depois acabou perdendo sua importância para as cidades de Cuiabá e Campo Grande, iniciando assim um período de decadência econômica.
O incentivo dado pelos governos a partir da década de 1960 para desenvolver a região Centro-Oeste onde se localiza Mato Grosso através da implantação de projetos agropecuários trouxe muitas alterações nos ambientes do cerrado, ameaçando a sua biodiversidade. Preocupada com a conservação do Pantanal, a Embrapa instalou, em 1975, em Corumbá, uma unidade de pesquisa para a região, com o objetivo de adaptar, desenvolver e transferir tecnologias para o uso sustentado dos seus recursos naturais. As pesquisas se iniciaram com a pecuária bovina, principal atividade econômica, e hoje, além da pecuária, abrange as mais diversas áreas, como recursos vegetais, pesqueiros, faunísticos, hídricos, climatologia, solos, avaliação dos impactos causados pelas atividades humanas e sócio-economia. Nos últimos anos houve investimentos maciços no setor do ecoturismo, com diversas pousadas pantaneiras praticando esta modalidade de turismo sustentável. E hoje o maior pecuária, agricultura entre outros estão em Mato Grosso.
O Pantanal é uma das maiores extensões (alagadas) contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 150.000 km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso.
O rio Paraguai passa pela cidade de Cáceres, Mato Grosso, onde é conhecida como “Princesinha do Rio Paraguai” e seus afluentes percorrem o Pantanal, formando extensas áreas inundadas que servem de abrigo para muitos peixes, como o pintado, o dourado, o pacu, e também para outros animais, como os jacarés, as capivaras e ariranhas, entre outras espécies. Muitos animais ameaçados de extinção em outras partes do Brasil ainda possuem populações vigorosas na região pantaneira, como o cervo-do-pantanal, a capivara, o tuiuiú e o jacaré.
Devido a baixa declividade desta planície no sentido norte-sul e leste-oeste, a água que cai nas cabeceiras do rio Paraguai chega a gastar quatro meses ou mais para atravessar todo o Pantanal. Os ecossistemas são caracterizados por cerrados e cerradões sem alagamento periódico, campos inundáveis e ambientes aquáticos, como lagoas de água doce ou salobra, rios, vazantes e corixos.
O clima é quente e úmido, no verão, e embora seja relativamente mais frio no inverno, continua apresentando grande umidade do ar devido à evapotranspiração associada à água acumulada no solo no horizonte das raízes durante o período de cheia. A maior parte dos solos do Pantanal é arenosa e suporta pastagens nativas utilizadas pelos herbívoros nativos e pelo gado bovino, introduzido pelos colonizadores da região. Uma parcela pequena da pastagem original foi substituída por forrageiras exóticas, como a Braquiária (4.5% em 2006).
O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de maio a outubro, aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, bancos de areia, ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos).
Nos campos extensos cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado, a água de superfície chega a escassear, restringindo-se aos rios perenes, com leito definido, a grandes lagoas próximas a esses rios, chamadas de baías, e a algumas lagoas menores e banhados em áreas mais baixas da planície. Em muitos locais, torna-se necessário recorrer a águas subterrâneas, do lençol freático ou aquíferos, utilizando se bombas manuais e ou tocadas por moinhos de vento para garantir o fornecimento às moradias e bebedouros de animais domésticos.
Herdado da tradição guarani, o Tereré é uma bebida servida em cuia, com erva-mate e água gelada. É bastante consumido pelos pantaneiros, principalmente antes do meio-dia, depois da realização do trabalho matutino. Também se toma o tereré a tarde e antes da noite, quase sempre em rodas de conversas entre famílias, peões ou amigos. Esse costume também chegou nas cidades pantaneiras, locais onde as pessoas se reúnem nas calçadas para uma “conversa à-toa” e se refrescar com a bebida. Em outras regiões, como no Oeste do Paraná, ele é tomado com refrigerante, mas o tereré original é composto apenas por erva-mate e água natural. Na região norte de Mato Grosso do Sul o tereré tem como objetivo resgatar lendas,mitos,músicas regionais nas rodas de tereré.

Jacarés

Jacarés são répteis bem adaptados ao meio ambiente e dominam ainda hoje muitos habitats. Ao contrário do que se pensa o jacaré não é lento, se for ameaçado ou estiver preste a dar o bote, adquire velocidade impressionante. Dentro da água, seu ataque é geralmente mortal, já que é um exímio nadador. Os jacarés do Pantanal são diferentes dos da Amazônia. O do Pantanal mede até 2,5m e se alimenta de peixes e é quase inofensivo ao homem. Enquanto o da Amazônia é um pouco maior (quase 6 metros) e ataca quando ameaçado. Sua carne é comestível, a parte mais nobre do corpo do animal que é aproveitada é o rabo. É uma carne branca e consistente. Lembra muito a carne de frango, mas tem um leve sabor de carne de peixe de água doce. Pode ser servida frita ou ensopada como os peixes.

Piranhas são um grupo de peixes carnívoros de água doce que habitam alguns rios do pantanal e demais regiões brasileiras, existem 3 espécies de piranha no Pantanal e elas podem ser perigosas. Por isso, em local onde se costuma limpar peixes não é aconselhável mergulhar, pois ela poderá mordê-lo por engano. A piranha também pode morder depois de morta. Seus dentes afiados podem cortar carne e até osso num movimento brusco. Na região do Pantanal sua carne é utilizada para se fazer o famoso Caldo de Piranha. Como preparar o caldo: Limpe as piranhas, deixe-as com a cabeça e tempere-as com o limão, a cebola, o alho, o cheiro-verde, o sal e a pimenta. Deixe repousar por uma hora. Esquente o óleo, frite as piranhas por alguns minutos com todos os temperos, adicione o pimentão e o tomate, junte o extrato de tomate e a água, tampe a panela e deixe ferver. Após uma hora verifique se o tempero está bom. Coe numa peneira grossa e sirva.

© Bruno CBarbosa. All rights reserved. Not to be used without my permission.

9406 – Projeções – Em quanto tempo a Amazônia acabará?


Considerando a extinção de 100% da floresta e a atual taxa de devastação, de cerca de 0,2% ao ano, levará em torno de dois séculos. Mas alguns cientistas defendem que se o homem detonar entre 30% e 40% da Amazônia, ela entrará em um processo irreversível de destruição e desertificação. Assim, se a taxa continuar em torno de 0,2% ao ano, este futuro negro se concretizará em 2053. Se o ritmo de desmatamento voltar ao de 1995, quando atingiu o pico de 0,75%, o verde sumirá em pouco mais de uma década! “Por isso, é fundamental manter a taxa baixa (0,1%) e, até 2020, eliminar de vez o desmatamento”.

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9348 – Constituição – O Novo Código Florestal


É popularmente conhecido como Novo Código Florestal a lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Os conflitos de diferentes pontos de vista fizeram com que a nova lei sofresse desde o início com vetos a dispositivos importantes em situações consolidadas. Além disso, o Poder Executivo encaminhou ao Congresso a Medida Provisória nº 571, de 2012, que altera tantas outras matérias.
Em termos gerais, o código não traz mudanças em relação à lei nº 4.771 (Código Florestal de 1965). O código novo trouxe apenas ajustes pontuais para que a situação de fato se encaixe à situação de direito pretendida pela legislação ambiental. A proteção do meio ambiente natural continua sendo obrigação do proprietário mediante a manutenção de espaços protegidos de propriedade privada, divididos entre Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL). A lei inova apenas na implementação e fiscalização desses espaços, agora sujeito ao Cadastro Ambiental Rural (CAR).
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é sem dúvida a grande novidade do Código Florestal. Da maneira como é definido, promete ser importante ferramenta do Poder Público para a gestão do uso e ocupação do solo quanto às questões ambientais. De inscrição obrigatória para todos os proprietários rurais, o CAR é um novo registro público, onde são inscritas as propriedades, com perímetro identificado e delimitado a partir de coordenadas geográficas, assim como todos os espaços protegidos no interior do imóvel, especialmente APPs e Reserva Legal. Ele trará não apenas o perímetro do imóvel georreferenciado, mas também a delimitação geográfica das áreas do interior da propriedade, cujo acompanhamento e fiscalização poderá ser feito por imagens de satélite. A efetividade do cadastro, no entanto, depende da capacidade do Poder Público em implementar essa ferramenta e garantir que sua disponibilidade em todo o território nacional.
Com relação a uma possível condenação de proprietários rurais que desmataram legalmente suas propriedades, a nova lei nada trouxe. Foi cogitada uma condenação a tais proprietários, para que restaurassem as áreas de florestas nativas em tamanho equivalente ao que seriam suas reservas legais, mas a lei trouxe que somente será necessária a recomposição das áreas de reserva legal caso o desmatamento tiver sido efetuado em desacordo com legislação vigente à época do ato. É princípio fundamental de direito, de acordo com o artigo 5º, XXVI, da constituição, que a Lei nova não afeta o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido. No Superior Tribunal de Justiça há o entendimento de que não há direito adquirido contra o meio ambiente. O mesmo entendimento foi transferido ao novo código, que não trouxe novidade alguma neste assunto.

9052 – Meio Ambiente – Floresta e cerrado sob risco de extinção


Segundo estudos recentes, o cerrado corre sérios riscos de desaparecer até 2030, enquanto a Amazônia não veria o alvorecer do próximo século.
Dois dos maiores biomas (nome dado a regiões onde predomina um conjunto de espécies de fauna e flora) do país, o cerrado ocupa 2,04 milhões de km2 (22% do território brasileiro), enquanto a floresta Amazônica responde por 3,4 milhões de km2 (mais de 40% do Brasil).
Coincidentemente os dois alertas foram dados em julho passado. Primeiro, a revista Nature publicou nota sobre um estudo feito pela ONG Conservação Internacional (CI) revelando que cerca de 20 mil km2 de cerrado são destruídos todos os anos para dar lugar ao cultivo de soja, trigo e algodão. “É o equivalente a 2,6 campos de futebol por minuto”, diz o biólogo Ricardo Machado, um dos autores do estudo. Os pesquisadores compararam imagens de satélites de 2002 com dados de 1993. Naquele ano, 49% da área total do cerrado havia sido destruída. Em 2002, a devastação chegou a 54%. Nesse ritmo o cerrado poderá acabar em 2030, dando lugar a áreas agrícolas e urbanas.
Segundo Machado, ainda há possibilidades de reverter esse quadro, desde que a legislação ambiental seja cumprida e as áreas de preservação (5% da área total do cerrado hoje), ampliadas.
O mais irônico dessa história é que, se o cerrado sumir, ele poderá ressurgir em outra região do país, como fruto de mais um desastre ecológico: a devastação da floresta Amazônica. Em estudo recente, o meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre analisou como a floresta tem interagido com o clima nos últimos 20 mil anos e fez uma projeção. “O aquecimento global e o crescente desmatamento podem trazer mudanças climáticas importantes, principalmente com a diminuição de chuvas”.

Glossário:
A FLORESTA AMAZÔNICA É…
• Principal bioma do país, ocupa uma área de 3,4 milhões de km2 (mais de 40% do Brasil, nove Estados) e tem um quinto da disponibilidade mundial de água doce
• Abriga cerca de 30 mil espécies de plantas, o que corresponde a 10% de todo o planeta. Só em árvores há cerca de 5 mil espécies
• Conta com, no mínimo, 1 300 espécies de peixes. Mas esse número pode ser 40% maior, já que nem todos são conhecidos
O CERRADO É…
• Segundo maior bioma do Brasil, estende-se continuamente por 11 estados, contabilizando 2,04 milhões de km2 (22% do território nacional)
• Reúne 112 espécies animais ameaçadas de extinção
• Espécie de “caixa-d’água” da América do Sul, abriga nascentes e cursos de água que escoam para as bacias dos rios Amazonas, Tocantins, Parnaíba, São Francisco, Paraná e Paraguai

8953 – Crescimento Econômico – De ☻lho na Amazônia


Foz do Amazonas, imagem da Nasa. Observe a quantidade de água barrenta lançada no Atlântico
Foz do Amazonas, imagem da Nasa. Observe a quantidade de água barrenta lançada no Atlântico

Nos anos de 2010, o Brasil iniciou o projeto de concessão de áreas da floresta amazônica como estratégia de desenvolvimento sustentável na região. A proposta inicial do governo é implantar um conjunto de políticas de concessão de florestas nacionais para a exploração comercial de madeireiras.
A expectativa é que a concessão seja outorgada pelo governo por intermédio de valores que realmente compensem, por meio de edital e leilão público, para que não haja perda ambiental e de direitos da sociedade civil. Os editais devem respeitar o código florestal, e não permitir transferências indevidas de recursos públicos para a iniciativa privada.
Também deve impedir o desperdício de recursos naturais, principalmente a geração de riscos à espécies da fauna e flora. Os editais de concessão visam somente a valorização financeira de cada hectare concedido pelo governo para a exploração, sem detalhar o valor ambiental, biológico e geológico.
Torna-se necessário prever os benefícios ambientais e sociais da exploração, para não haver incertezas para as comunidades que vivem ao redor das florestas e o próprio meio ambiente.
No mês de setembro de 2013, o SFB (Serviço Florestal Brasileiro) lançou o terceiro edital do ano para a concessão de exploração de áreas florestais da Amazônia. Inicialmente, foram outorgados regiões da Floresta Nacional de Altamira, no Pará, com área de 360 mil hectares. A previsão é a de novos editais para conceder direito de exploração em mais de 1 milhão de hectares na Amazônia.
Segundo o governo, o principal objetivo das concessões é organizar a atividade madeireira e incentivar a economia florestal sustentável, permitindo a extração e venda de madeira legal, com origem rastreada, com geração de empregos e renda para as regiões situadas na Amazônia.
Historicamente, o desordenamento territorial gerou conflitos, desmatamentos ilegais, venda de madeira ilegal, grilagem de terras e posses não autorizadas. Atualmente, na Amazônia há propriedades privadas, mas o governo ainda é o maior detentor de terras na região amazônica.
Até 2013, o SFB editou 200.000 hectares de floresta para concessão, predominantemente, nas florestas nacionais do Jamari, em Rondônia, e de Saracá-Taquera, no Pará.

8928 – Meio Ambiente – Conservação de área privada em São Paulo surpreende cientistas


Mata Atlântica em São Paulo
Mata Atlântica em São Paulo

Quando o ecólogo Ricardo Rodrigues visitou o entorno das hidrelétricas da Votorantim no rio Juquiá, duas horas a sudoeste de São Paulo, pensava que tudo o que havia para ver lá era uma vegetação já degradada, sem interesse de conservação. O que encontrou, porém, foi uma das áreas mais biodiversas de toda a mata atlântica.
Rodrigues, professor da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP, foi um dos primeiros biólogos a explorarem a região em mais de meio século. A área de 35 mil hectares, adquirida pelo empresário Antônio Ermírio de Moraes na década de 1950, estava fechada a expedições desde então.
Sua única função até hoje era proteger as nascentes na bacia do rio –sem elas, as represas das usinas ressecariam e não poderiam enviar energia para a fábrica da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), que a Votorantim mantém perto de Sorocaba.

“A empresa nos procurou para discutir o que fazer com a área, e a proposta inicial era promover o manejo sustentável de espécies nativas para aproveitamento econômico”, conta Rodrigues.
Depois de o cientista fazer um levantamento da diversidade vegetal na região em abril com 25 alunos de pós-graduação, porém, a ideia mudou. “Agora, a prioridade é mesmo a conservação, e só uma parte deve ser voltada a manejo sustentável.” A Votorantim já havia assinado no ano passado um protocolo de intenções perante o governo do Estado, prometendo transformar a área numa unidade de conservação particular.

o raro Saíra 7 cores
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