13.546 – Do Micro ao Macro


Microscópios e telescópios foram fundamentais para a ciência. Eles serviram para ajudar a fazer grandes descobertas e simbolizam o interesse do homem tanto pelo micro – as coisas pequenas, invisíveis a olho nu, quanto pelo macro – a vastidão do Universo. Hoje, como você vai ver nestas e nas próximas páginas, a ciência caminha ainda mais para o estudo dessas duas pontas, mas em uma escala nunca vista antes. O estudo de coisas previstas apenas na teoria, como partículas subatômicas muitas vezes menores que o átomo, passa a ser possível também na prática, assim como a observação de galáxias cada vez mais distantes. E o que empurra a ciência nessa direção é o avanço das técnicas de investigação da natureza, que ficam cada vez mais sofisticadas.
A verdade é que o homem sempre gostou de estudar esses dois extremos. Até o século 16, contudo, os experimentos nessa área eram limitados por aparelhos rudimentares e teorias difíceis de provar. Foi no século 17 que surgiram o microscópio e o telescópio, dois equipamentos fundamentais, que permitiram testar teorias e avançar na observação do céu e das partículas.
O telescópio foi criado em 1606 por um holandês e adaptado pelo astrônomo Galileu Galileu, o primeiro a usá-lo para estudar o céu. O aparato permitiu que o italiano de Pisa descobrisse fenômenos como o relevo da Lua, os satélites de Júpiter e a natureza da Via Láctea. Algumas décadas depois, veio o microscópio. O holandês Antonie van Leeuwenhoek foi o primeiro a usar o equipamento para observar materiais biológicos, como plantas, glóbulos de sangue e espermatozoides do sêmen.
Hoje, ambos evoluíram. Parece até coisa do Obama, mas o que motiva a realização de estudos em níveis tão profundos é, simplesmente, porque nós podemos. Assim como a astronomia e a biologia floresceram no século 17 graças ao telescópio e ao microscópio, hoje é possível desbravar as fronteiras mais longínquas do micro e do macro porque temos as ferramentas necessárias. Os instrumentos tradicionais ficaram bem mais poderosos – chegamos à era dos extremely large telescopes (“telescópios extremamente grandes”), que têm espelhos de mais de 30 metros e permitem fotografar e catalogar o céu inteiro.
Também surgiram outras tecnologias, impensáveis há até pouco tempo. A ferramenta mais significativa é o megaprocessamento de dados. A capacidade de armazenar e processar quantidades inimagináveis de informações é uma das formas de aprender sobre tudo que está ao redor de nós, em todas as escalas
Microscópios e telescópios modernos geram tanta informação por dia que é impossível para o ser humano compilá-la e condensá-la. Mas um computador consegue encará-la – e é na análise dessa montanha monstruosa de dados que moram respostas para muitas das nossas dúvidas.
Mas, quando os números são muito grandes, mesmo as respostas do computador podem ser difíceis de digerir. É para isso que surgiram técnicas como a visualização de dados. Na prática, são programas que produzem gráficos simples a partir de informações complexas. Só de olhar dá para entender o que eles querem dizer. Esse é o trabalho do arquiteto da informação Manuel Lima, criador do projeto Visual Complexity, que reúne projetos inovadores de visualização de redes, e do Many Eyes, que fornece ferramentas para a interpretação visual de dados. Com a técnica, é possível enxergar desde a interação entre proteínas até a forma como as pessoas usam a internet, e fica mais simples entender conhecimentos complexos, gerados a partir de um monte de estatísticas. O uso das novas ferramentas permite não só que as pessoas explorem o micro e o macro de uma forma nunca vista antes mas também que possam compreender com facilidade o que isso significa para elas.

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13.543 – Antigravidade – Como se consegue anular a gravidade nos laboratórios da Nasa?


antigravidade

Não se pode simplesmente “desligar” a gravidade. Cintos antigravitacionais só existem no cinema ou nas histórias em quadrinhos. A Nasa e outras agências espaciais utilizam um artifício que permite simular a ausência de gravidade: a queda livre. Imagine-se dentro de um elevador, carregando alguns livros na mão. Quando o elevador chega ao último andar, alguém corta os cabos e ele despenca. De repente, a sensação será de ausência de peso, os pés perderão o contato com o chão e os livros flutuarão no ar. Como o elevador está fechado, você irá flutuar sem sentir a resistência do ar, como em um ambiente sem gravidade. Nos experimentos das agências espaciais, um avião a jato sobe até determinada altitude e, em seguida, é posto em queda livre durante certo tempo – não mais que 30 segundos. Na acolchoada cabine de passageiros, os futuros astronautas sentem a ausência de peso, até que o piloto retome o curso da aeronave.
Os testes não são utilizados apenas como “curso preparatório” para viagens espaciais. Dentro dos aviões, pesquisadores submetem equipamentos, procedimentos médicos e substâncias químicas, por exemplo, às mesmas condições encontradas no espaço. O que passar no teste pode entrar na nave.

Queda livre simula ausência de peso 11 000 metros (início da descida)
Gravidade = 1 G (normal)

1. Na simulação de gravidade zero, o piloto sobe até uma determinada altitude – de 10 000 a 12 000 metros – e abaixa o nariz do avião em 45 graus. Se a inclinação for menor que isso, a ausência de peso não é total

11 000 a 8 000 metros (descida)

Gravidade = Zero

2. Na descida, que dura entre 20 e 25 segundos, os ocupantes da cabine de passageiros flutuam no ar. Nessa mínima fração de tempo, são realizados os testes médicos que avaliam os efeitos da ausência de gravidade no organismo humano

8 000 metros (final da descida)

Gravidade = 1 G (normal)

4. A sequência de descidas e subidas é repetida de 30 a 40 vezes pelo piloto, até completar um total de três horas de voo

5. Quando alcança a marca de 8 000 metros de altitude, o piloto retoma a subida. Nessa etapa do voo, a gravidade, em vez de diminuir, aumenta para 1,8 G (1 G equivale à força gravitacional ao nível do mar)

13.537 – Tumba de esqueleto grego de 3.500 anos possui obra-prima detalhada gravada em uma minúscula pedra preciosa


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Uma impressionante obra de arte gravada em uma pedra preciosa com pouco mais de três centímetros foi descoberta por pesquisadores da Universidade de Cincinnati (EUA), depois que eles lavaram milhares de anos de calcário e sujeira do artefato.
A obra-prima foi encontrada há dois anos, mas, na época, foi difícil perceber sua importância.
A arte fazia parte de uma coleção de 1.400 artefatos desenterrados no túmulo de 3.500 anos de um guerreiro da Idade do Bronze, enterrado no sudoeste da Grécia.
A pedra, denominada “Pylos Combat Agate”, provavelmente era usada como uma pequena joia.
tendo em vista que abrigava o esqueleto bem conservado do chamado “Griffin Warrior”, sendo que “warrior” significa “guerreiro”, e “griffin” remete a uma criatura mitológica chamada “grifo”, um animal com cabeça, bico e asas de águia e corpo de leão. O guerreiro foi enterrado com uma placa descrevendo tal criatura.
Entre as riquezas encontradas com o esqueleto, havia uma coleção de anéis dourados e uma espada de bronze. A pedra preciosa também foi coletada, mas sua arte só foi revelada após uma limpeza rotineira dos artefatos.
Os pesquisadores levaram quase um ano para conseguir ver os intrincados detalhes esculpidos em sua superfície. Seus achados foram publicados na revista Hesperia.

Repensando toda a história da arte
A escultura só pode ser bem observada com uma lente fotomicroscópica. Alguns dos detalhes do desenho possuem apenas meio milímetro.
Uma lupa pode ter sido usada para criar essa obra, mas, de acordo com Shari Stocker, uma das principais escavadoras da tumba, nenhum tipo de ferramenta de ampliação desse período já foi encontrado.
Na verdade, obras de arte feitas com tanto detalhe só aparecem cerca de 1.000 anos mais tarde.

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Que lenda esta pedra conta?
O túmulo em que a pedra foi encontrada está localizado na península do Peloponeso, em Pylos, no local do palácio do rei Nestor, conforme escrito no poema épico de Homero, “Odisseia”.
A cena mostra um guerreiro vitorioso que, depois de vencer seu primeiro oponente, levanta sua espada para mergulhá-la no pescoço de outro inimigo. Até músculos individuais podem ser vistos nos corpos humanos esculpidos na pedra. A representação tem toda a grandiosidade de outros épicos gregos posteriores, como “A Ilíada” e “Odisseia”.
Exatamente qual história retrata, no entanto, é um mistério. Os pesquisadores não têm pistas suficientes para vincular a descrição pictórica às tradições orais que mais tarde inspirariam Homero, em 700 aC.
Stocker e seus colegas pesquisadores acreditam que a cena provavelmente descreve uma lenda que teria sido bem conhecida na época.

Quem foi este guerreiro?
Os historiadores precisam agora repensar o calibre da arte sendo feita durante esse período, uma vez que não foram encontradas outras esculturas comparativamente detalhadas da Idade do Bronze.
O “Griffin Warrior” foi enterrado por volta de 1450 aC, durante um momento politicamente tumultuado da Grécia antiga – os micênicos, moradores do continente grego, haviam conquistado os minoicos, nativos da ilha de Creta. A arte minoica influenciou grandemente o continente grego, e muitos dos artefatos minoicos encontrados durante este período podem ter sido importados ou roubados.
Quanta influência os minoicos exerceram sobre a Grécia continental tem sido objeto de debate, e a descoberta do túmulo do guerreiro foi importante, porque indicou um alto nível de intercâmbio cultural.
O número de artefatos minoicos em seu túmulo sugere que o indivíduo enterrado poderia ter sido um membro da elite minoica, ou um micênico cativado pela cultura minoica. [NatGeo]

13.530 – Os Lugares Mais Secretos do Mundo


area 51
Área 51: É estritamente proibido o acesso a pessoas não autorizadas. Essa base da Força Aérea americana é provavelmente o local mais citado nos relatórios ufológicos e teorias conspiratórias, especialmente por causa do famoso Caso Roswell.

Cofre do fim do mundo: No arquipélago norueguês de Svalbar, está o também chamado “banco mundial de sementes”, um depósito subterrâneo gigante construído para preservar milhares de sementes de plantas de cultivo no caso de eventuais cataclismos mundiais.

Cheyenne Mountain Complex: Dentro da montanha Cheyenne, no estado do Colorado, nos Estados Unidos, está localizada a principal instalação do Comando de Defesa Aerospacial da América do Norte. O edifício está literalmente enterrado debaixo de meio quilômetro de granito, e todos seus acessos são blindados com portas de 25 toneladas.

Fort Knox: Nessa base, no estado do Kentucky, estão armazenadas aproximadamente 5 mil toneladas de ouro. É por esse motivo que se trata da instalação mais segura do seu tipo no mundo inteiro. Não só protege metais preciosos como abriga documentos históricos de grande importância, como a Declaração da Independência dos Estados Unidos.

Bunker Yamantau: Na Rússia, em alguma região desconhecida do Monte Yamantau, está localizada uma instalação subterrânea tão secreta que seu objetivo é absolutamente desconhecido. Enquanto alguns rumores dizem que poderia se tratar de um depósito para mísseis nucleares, outros afirmam que seria um abrigo destinado a abrigar milhares de pessoas.

13.525 – Austrália proíbe escalada em monte considerado sagrado por aborígenes


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Estão proibidas as escaladas no monólito Uluru, ou Ayers Rock, que fica na zona central da Austrália.
A rocha, composta de arenito, tem 348 metros de altura e é considerada a maior do mundo.
O lugar é considerado sagrado pelos membros da etnia Anangu, aborígenes proprietários do terreno.
As escaladas começaram nos anos 30, quando o terreno ainda pertencia ao governo australiano. Desde que tomaram posse, em 1985, os Anangu tentam proibir a prática.
A decisão para encerrar esse tipo de atividade foi tomada em conjunto com a diretoria do parque nacional Uluru-Kata Tjuta, em que se localiza o monólito.
“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

monte sagrado

13.524 – Ig Nobel – Descobertas Bizarras da Ciência de 2017


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Depois do Furacão Harvey atingir o Texas, nos Estados Unidos, uma criatura marinha misteriosa sem face e com dentes afiados apareceu na costa do estado. As imagens viralizaram nas redes sociais e internautas começaram a criar hipóteses sobre a origem do estranho animal: de alienígenas a monstros.
Kenneth Tighe, biólogo do Museu Nacional de História Natural de Washington, afirmou ao jornal Earth Touch News que o animal aparenta ser uma enguia da espécie Aplatophis chauliodus, da família Ophichthidae. Contudo, o pesquisador não conseguiu determinar exatamente a espécie da criatura, e declarou que ela ainda pode ser uma Bathyuroconger vicinus ou Xenomystax congroides.
Em 2017 pudemos registrar o anelídeo conhecido como Eunice aphroditois se alimentando e, nossa, que coisa estranha! Esses predadores de emboscada enterram seus corpos no sedimento no fundo do oceano, com apenas suas cabeças emergindo da areia, aguardando a presa. Quando elas passam: BAM! A minhoca sai rapidamente do esconderijo para agarrá-las e levá-las para debaixo da areia.

Olhando para o abismo
O horizonte de eventos de um buraco negro é um ponto sem volta. Uma vez que algo está passando por ele, nunca sairá — ao menos é o que se sabe até então. Isso inclui a luz, o que torna os buracos negros impossíveis de serem vistos.
Entretanto, o telescópio Event Horizon examinará o horizonte de eventos do (suposto) buraco negra conhecido como Sagitário A * para fornecer a primeira imagem de um dos fenômenos mais misteriosos do universo.

Torre com cerca de 700 crânios astecas é achada na Cidade do México
Uma torre com aproximadamente 700 crânios humanos foi encontrada próxima ao Templo Mayor, templo de Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, onde atualmente fica a Cidade do México.
Cobertos com cal, foram encontrados crânios de homens, mulheres e crianças, colocando em questão o que se sabe até hoje sobre as práticas da civilização. “Esperávamos encontrar apenas crânios de homens, principalmente jovens, possíveis guerreiros, pois não pensávamos que mulheres e crianças lutassem”, disse Rodrigo Bolanos, antropólogo biológico, em entrevista à agência Reuters.

Você nasceu com medo de aranhas e cobras
Uma pesquisa feita com bebês provou que já nascemos com medo de animais como aranhas e cobras. Para chegar à conclusão, especialistas mostraram imagens de alguns animais para os pequenos voluntários, que reagiram mal a esses bichos mesmo sendo novos demais para terem desenvolvido o medo racionalmente.

Descobriram um inseto tão bizarro que uma nova Ordem precisou ser criada
Dois insetos presos em âmbar há 100 milhões de anos são diferentes de qualquer coisa que os paleontologistas já tinham visto, então foi preciso criar uma nova Ordem para os animais. Para você entender melhor a grandeza da esquesitice desses bichos: mais de 1 milhão de espécies já foram descobertas e classificadas em apenas 32 Ordens (sendo uma delas essa nova).

A matéria assustadora que liga o universo
Quando olhamos para o céu é difícil imaginar o que mantém todas as estrelas, planetas e galáxias ligados. Estudos recentes sugerem que o que une tudo isso é, na realidade, uma porção de filamentos de matéria escura.
Agora, astrônomos da Universidade de Waterloo, no Canadá, conseguiram desenvolver uma técnica capaz de ver o invisível. Usando as dobras espaciais promovidas pelo misterioso material, os cientistas capturaram a primeira imagem de uma rede de matéria escura que compõe o Universo.
Uma escavação arqueológica descobriu os restos de um golfinho na pequena ilha Chapelle Dom Hue, ao largo da costa de Guernsey, no Canal da Mancha, cuidadosamente enterrado em um cemitério medieval. “É muito peculiar, não sei o que fazer com isso”, disse o arqueólogo Philip de Jersey.

Morcegos-vampiro começam a se alimentar de humanos
Um tipo de vampiro-morcego do sul e do centro da América Latina que se alimenta de pássaros fez uma mudança surpreendente em sua dieta e, pela primeira vez, tem sido observado se alimentando de sangue humano.

Sua presa habitual vem desaparecendo devido ao desmatamento, por isso não é surpreendente que esteja buscando refeições em outro lugar. O que é um enigma é como um morcego que evoluiu para digerir o sangue aviário rico em gordura pode digerir o sangue rico em proteínas dos humanos.

(Com informações de Science Alert.)

13.522 – Pré História – Homens homenageiam seus mortos (c. 50.000 a.C. – Europa/Ásia)


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Elaborados ritos de sepultamento vêm sendo adotados por comunidades do homem de Neandertal na Europa e na Ásia, indicando crescente respeito pelos mortos e sugerindo que idéias e crenças sobre algum tipo de vida após a morte são agora geralmente aceitas.

Ritos Fúnebres
Na gruta de Shanidar, no Iraque, um homem é enterrado em meio a coroas de flores de cores vivas e doces aromas. Na França, um jovem desce à cova com ferramentas de pedra e ossos de animal espalhados em torno dele. Num abrigo rochoso em La Ferrassie, na França, um homem, uma mulher, duas crianças e um recém-nascido são enterrados em um pequeno cemitério. Na Ásia Central, uma criança é enterrada com um anel de chifres de cabra montado na terra em torno de sua cabeça. Não se sabe se esses enterros são de membros especialmente importantes das comunidades, mas um fato tem sido notado: os homens são geralmente sepultados com alimentos, ferramentas ou outros itens, enquanto as mulheres não parecem conseguir semelhante tratamento. Menos Respeito Nem todas as comunidades Neandertal mostram tanto respeito pelos mortos. Em Krapina, no norte da Iugoslávia, ossos humanos esmagados foram atirados à terra juntamente com ossos de animais, sem nenhuma tentativa de enterrá-los, e alguns mostram marcas de cortes. Suspeita-se de canibalismo, mas não há nenhuma certeza disso.

13.521 – Ufologia – Qual Seria de Fato a Aparência dos ETS?


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Diversos astrobiólogos foram consultados com relação à fisionomia dos seres vivos que poderão existir em várias das luas do nosso sistema solar com possibilidades de abrigar vida microbiana.
Doug Vakoch, presidente do METI International, um projeto que procura sinais de rádio emitidos do espaço sideral, afirmou que ninguém deveria esperar se deparar com seres fisionomicamente similares aos seres humanos fora da Terra.
Ele acredita que em Encélado, uma das luas de Saturno, poderão ser encontradas formas de vida que se alimentam de hidrogênio, sob a crosta de gelo. No entanto, ele afirmou que “as águas de Encélado são tão frias que seria difícil imaginar uma vida maior que uma bactéria”.
Enquanto isso, Rocco Manicelli, astrobiólogo da NASA, concordou com seu colega ao afirmar que um meio-ambiente tão extremo não deixa muitas possibilidades a formas de vida multicelulares. Em vez disso, de acordo com sua opinião, seria um mundo bacteriano.
Se, por acaso, esse tipo de vida for encontrado, Seth Shostak, principal astrônomo do SETI, acredita que seria mais parecido aos insetos do nosso planeta.
Por último, Catlin Ahrens, astrofísica da Universidade do Arkansas, ressaltou que a vida extraterrestre não estaria necessariamente baseada ano carbono, como acontece na Terra, mas que poderia ser constituída por outros elementos, como o enxofre.

13.520 – Física – Curiosidades sobre o Tempo


super tempo
Da Super para o ☻Mega

Relatividade
A passagem do tempo é mais rápida para o seu rosto do que para os seus pés (supondo que você esteja de pé). A teoria da relatividade de Einstein afirma que, quanto mais perto você estiver no centro da Terra, mais lento o tempo passará – e isso já foi medido. Por exemplo, no topo do Monte Everest, um ano é cerca de 15 microssegundos menor do que no nível do mar.

Segundo
Tecnicamente, um segundo não é definido como 1/60 de um minuto, mas como “a duração de 9.192.631.770 períodos da radiação consistente com a transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133”.

Dinossauros
Quando os dinossauros governavam a Terra, havia quase 370 dias em um ano. A rotação da Terra está ficando mais lenta porque a gravidade da lua está agindo sobre ela. Isso significa, por sua vez, que os dias no planeta estão ficando mais longos, por cerca de 1,7 milissegundos por século.

Mercúrio
Em Mercúrio, um dia tem dois anos terrestres de duração.

Tempo de Planck
O tempo de Planck é uma unidade científica de tempo. Leva cerca de 550.000 trilhões de trilhões de trilhões de vezes o tempo de Planck para piscar uma vez, rapidamente.

Agora
Não existe o “agora”, de acordo com a física. Espaço e tempo são como fluidos, afetados pela gravidade e até mesmo pela sua velocidade. Disse Albert Einstein: “Para nós físicos, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, ainda que uma persistente”.

Luz
Uma vez que a luz leva tempo para nos alcançar, tudo o que vemos no espaço está no passado. O sol que você pode ver no céu é um sol de oito minutos e 20 segundos atrás. A luz da estrela mais próxima da Terra, depois do sol, Proxima Centauri, tem cerca de 4 anos.

Envelhecimento e memória
Novas experiências certamente parecem mais fortes na memória do que as mais conhecidas. Isso é conhecido como “efeito estranho”, e provavelmente é devido ao fato do tempo parecer passar mais rápido à medida que você envelhece – já que mais coisas são familiares para você.

Relógio de estrôncio
O relógio mais preciso já construído é o relógio de estrôncio. Ele tem uma margem de erro de apenas um segundo em 15 bilhões de anos.

A velha do universo
A mais antiga coisa conhecida no universo é uma galáxia chamada z8_GND_5296. Ela tem 13,1 bilhões de anos, o que significa que é apenas 700 milhões de anos mais nova do que o próprio cosmos.

Trens e fusos horários
A causa por trás do fato dos relógios mostrarem a mesma hora em países inteiros é que torna os horários de transportes mais fáceis. Até o século 19, as cidades estabeleciam seus relógios pela hora local, então a hora em municípios próximos podia ser diferente – por exemplo, Bristol ficava 11 minutos atrás de Londres. Isso fazia com que as pessoas comumente perdessem seus trens, de forma que as empresas ferroviárias começaram a usar o “tempo padrão britânico” baseado em Londres a partir de 1840.

Aceleração e expansão do universo
As galáxias distantes da Terra parecem estar se movendo mais rápido do que as próximas, significando que o universo está se acelerando à medida que se expande. A teoria normal para explicar tal expansão é uma força misteriosa no cosmos, conhecida como “energia escura”. Um físico espanhol sugeriu uma perspectiva alternativa de que as galáxias mais distantes e mais antigas parecem estar se movendo mais rápido porque no passado o tempo era mais rápido. Se ele estiver correto, em alguns bilhões de anos, “tudo ficará congelado, como uma foto instantânea”.

24 horas
O fato de que a rotação da Terra está gradualmente desacelerando e, consequentemente, os dias estão ficando mais longos, significa que nossos relógios estão errados e nosso dia de 24 horas está mudando. De vez em quando, o Serviço Internacional de Rotação da Terra, a organização que padroniza o tempo astronômico, precisa adicionar um segundo – chamado “segundo de salto” – ao relógio para manter as coisas consistentes. O último segundo de salto foi adicionado em 30 de junho de 2015. [PhysicsAstronomy]

13.516 – Antropologia – Londres da Idade Média era o local mais violento da Inglaterra


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A arqueóloga Kathryn Krakowka, da Universidade de Oxford, acaba de publicar um trabalho que traz mais detalhes sobre a vida na Idade Média em Londres. “Parece que a violência em Londres medieval estava ligada ao gênero e status social”, aponta ela.
A arqueóloga analisou 399 crânios enterrados em cemitérios de Londres entre 1050 e 1550. Alguns desses cemitérios ficavam em monastérios e custavam muito dinheiro para as famílias dos mortos, enquanto outros eram cemitérios de igrejas que não cobravam nada para enterrar os mortos mais pobres.
A pesquisadora concluiu que 6,8% dos crânios examinados mostraram sinais de trauma, sendo que a maioria das vítimas era homens com idades entre 26 e 35 anos. 25% dos ferimentos aconteceram perto da hora da morte, sugerindo que essas pessoas morreram de golpes na cabeça.
Krakowka aponta que mortes violentas eram comuns na Europa nesta época, e que cemitérios medievais da Croácia, por exemplo, contêm impressionantes 20% de corpos com fraturas no crânio.
O que tornou a pesquisa interessante é a diferença entre o número de crânios com sinais de trauma em cemitérios de Londres em comparação com cemitérios em outras grandes cidades da época do país. Londres tem quase o dobro de mortes violentas que York.

Diferença entre classes sociais
Os resultados encontrados por Krakowka também variam conforme o tipo de cemitério do qual o crânio foi retirado. Os cemitérios utilizados pela classe baixa contêm mais crânios com sinais de fratura, enquanto os utilizados pela classe alta têm menos desses sinais.
Isso sugere que a classe alta tinha acesso ao sistema legal da época, enquanto os mais pobres tinham que resolver seus problemas no muque.
Outra observação com base em informações sobre o dia da morte das pessoas estudadas é que a maior parte dos homicídios aconteciam nas noites de domingo ou nas primeiras horas da segundas-feiras. Esta era a noite em que os trabalhadores iam descansar nas tabernas, gastando parte de sua renda em bebidas alcóolicas.

“Isso, em combinação com meus resultados, possivelmente sugere que aqueles com status mais baixo resolviam conflitos através de brigas informais que podem ter sido causadas pela bebedeira”, diz a pesquisadora.

“Pessoas de status baixo não têm acesso à lei. Eles apelam para a violência como forma de resolver conflitos”, acrescenta o antropólogo Luke Glowacki, do Instituto de Estudos Avançados de Toulouse (França).
Em comparação, pessoas das classes altas brigavam em sistemas mais formais de duelos, talvez envolvendo espadas, cavalos ou lanças, nos quais os oponentes contavam com armaduras para proteger a cabeça.
O estudo foi publicado na revista American Journal of Physical Anthropology. [NewScientist]

13.510 – Propulsor quebra recordes e pode nos levar para Marte


íons
Um propulsor que está sendo desenvolvido para uma futura missão da NASA para Marte quebrou vários recordes durante seus testes, sugerindo que a tecnologia está no caminho para levar os humanos ao planeta vermelho nos próximos 20 anos, segundo membros da equipe do projeto.
O propulsor X3, projetado por pesquisadores da Universidade de Michigan, em cooperação com a NASA e a Força Aérea dos EUA, é um propulsor Hall – um sistema que impulsiona a espaçonave acelerando uma corrente de átomos eletricamente carregados, conhecidos como íons. Na recente demonstração realizada no Centro de Pesquisa Glenn da NASA, o X3 quebrou recordes do máximo de potência, impulso e corrente operacional alcançados por um hélice Hall até hoje, de acordo com a equipe de pesquisa da Universidade de Michigan e representantes da NASA.
“Nós mostramos que o X3 pode operar com mais de 100 kW de potência”, disse Alec Gallimore, que lidera o projeto, em entrevista ao site Space. “Ele funcionou em uma enorme variedade de energia de 5 kW a 102 kW, com corrente elétrica de até 260 amperes. Ele gerou 5,4 Newtons de impulso, que é o maior nível de impulso alcançado por qualquer propulsor de plasma até o momento”, acrescentou Gallimore, que é decano de engenharia da Universidade de Michigan. O recorde anterior era de 3,3 Newtons.

40 km por segundo
Os propulsores Hall e outros tipos de motores de íons usam eletricidade (geralmente gerada por painéis solares) para expelir o plasma – uma nuvem semelhante a gás de partículas carregadas – para fora de um bocal, gerando impulso. Esta técnica pode impulsionar a nave espacial a velocidades muito maiores do que os foguetes de propulsão química podem, de acordo com a NASA.
É por isso que os pesquisadores estão tão interessados ​​na aplicação potencial de propulsão iónica para viagens espaciais de longa distância. Considerando que a velocidade máxima que pode ser alcançada por um foguete químico é de cerca de 5 quilômetros por segundo, um propulsor Hall poderia levar uma embarcação até 40 quilômetros por segundo, diz Gallimore.

Os motores de íons também são conhecidos por ser mais eficientes do que os foguetes de potência química. Uma nave espacial com propulsão Hall levaria carga e astronautas para Marte usando muito menos material propulsor do que um foguete químico. Um propelente comum para propulsores de íons é o xenônio. A nave espacial Dawn da NASA, que atualmente está em órbita no planeta anão Ceres, usa esse gás.
Em busca de mais Watts

O ponto negativo dos propulsores de íons, no entanto, é que eles possuem um impulso muito baixo e, portanto, devem operar por um longo tempo para acelerar uma nave espacial a altas velocidades, de acordo com a NASA. Além disso, os propulsores de íons não são poderosos o suficiente para superar a atração gravitacional da Terra, portanto não podem ser usados ​​para lançar a nave espacial.

“Os sistemas de propulsão química podem gerar milhões de kilowatts de energia, enquanto os sistemas elétricos existentes só conseguem 3 a 4 quilowatts”, explica Gallimore. Os propulsores Hall comercialmente disponíveis não são poderosos o suficiente para impulsionar uma nave tripulada até marte, acrescentou.

“O que precisamos para a exploração humana é um sistema que pode processar algo como 500.000 watts (500 kW), ou mesmo um milhão de watts ou mais”, aponta Gallimore. “Isso é algo como 20, 30 ou mesmo 40 vezes o poder dos sistemas convencionais de propulsão elétrica”.

É aí que entra o X3. Gallimore e sua equipe estão abordando o problema da energia, tornando o propulsor maior do que esses outros sistemas e desenvolvendo um design que aborda uma das falhas da tecnologia. “Nós descobrimos que, em vez de ter um canal de plasma, onde o plasma gerado é esgotado do propulsor e produz impulso, teríamos vários canais no mesmo propulsor”, explica. “Nós chamamos isso de canal aninhado”.
De acordo com Gallimore, o uso de três canais permitiu que os engenheiros tornassem o X3 muito menor e mais compacto do que um propulsor de Hall de canal único equivalente deveria ser. A equipe da Universidade de Michigan vem trabalhando na tecnologia em cooperação com a Força Aérea desde 2009. Primeiro, os pesquisadores desenvolveram uma hélice de dois canais, o X2, antes de passar para o X3, mais poderoso e com três canais.
Em fevereiro de 2016, a equipe se associou ao fabricante de foguetes com sede na Califórnia Aerojet Rocketdyne, que está desenvolvendo um novo sistema de propulsão elétrica, chamado XR-100, para o programa NASA Next Space Technologies for Exploration Partnerships ou NextSTEP. O propulsor X3 é uma parte central do sistema XR-100.
Scott Hall, doutorando da Universidade de Michigan que trabalhou no projeto X3 nos últimos cinco anos, disse que o trabalho tem sido bastante desafiador devido ao tamanho do propulsor.
“É pesado – 227 quilos. Tem quase um metro de diâmetro”, diz Hall. “A maioria dos propulsores Hall são o tipo de coisa que uma ou duas pessoas podem pegar e carregar ao redor do laboratório. Precisamos de um guindaste para mover o X3”.
No próximo ano, a equipe executará um teste ainda maior, que visa provar que o propulsor pode operar a plena potência por 100 horas. Gallimore diz que os engenheiros também estão projetando um sistema especial de blindagem magnética que deixaria o plasma longe das paredes do propulsor para evitar danos e permitir que o propulsor funcione de forma confiável por períodos de tempo ainda mais longos. Gallimore diz que, sem a blindagem, uma versão de vôo X3 provavelmente começaria a ter problemas após várias mil horas de operações. Uma versão blindada magneticamente pode ser executada por vários anos com força total, segundo ele. [Space]

13.507- Pré História – Humanos caçam renas e mamutes (c. 18.000 a.C. – Europa)


pinturas de renas e mamutes
Nos últimos estágios desta glaciação, as vastas planícies da Europa e da Ásia vêm sendo invadidas por bandos de renas, cavalos, bisões e mamutes lanosos, e os humanos aproveitam a oportunidade para explorar esses animais, que lhes fornecem abundância de alimento, peles, ossos e marfim.

Novas Táticas
Os humanos tiveram de desenvolver novas estratégias e táticas para apanhar os enormes mamutes e bisões, bem como para enfrentar a velocidade da corrida de cavalos e renas. Quando alguém descobre um meio eficiente de lidar com certo tipo de animal, imediatamente outras pessoas o imitam. Desse modo, o sucesso com determinados tipos de caça estimula as comunidades a se concentrarem em certas espécies em detrimento de outras. Para caçadores da Ucrânia, o bisão foi ocasionalmente a presa favorita, mas tanto lá quanto na Europa Central agora eles preferem o mamute. Na Europa Ocidental, os mais caçados são os cavalos e as renas.

Em Busca da Presa
Grupos caçadores habitantes de cavernas e abrigos rochosos, como os de La Madeleine, no sudoeste da França, têm participado de migrações sazonais, perseguindo renas ao norte, no verão, e posteriormente ao sul, no inverno. Muitos acampamentos para esses caçadores, chamados madalenianos, foram estabelecidos ao norte. Os madalenianos também são pescadores. Suas moradias ficam perto de margens fluviais, e isso permite que eles pesquem o salmão que agora sobe os rios do sudoeste para a desova.

13.502 – Física – A Bomba de Antimatéria


antimateria
O mundo foi testemunha do terrível poder destrutivo das bombas nucleares durante a Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos as utilizaram sobre Hiroshima e Nagasaki. Até hoje, mais de 70 anos depois, as consequências dessas bombas continuam se manifestando.
Mas nesse meio tempo, as potências nucleares criaram artefatos centenas de vezes mais poderosos. A Rússia, por exemplo, tem em seu poder a Tsar, cujo poder destrutivo é três mil vezes maior que o da bomba de Hiroshima.
Ainda assim, a Tsar parece fichinha perto desta que, se fosse produzida, chegaria a ser cinco vezes mais poderosa que a russa. A bomba em questão utilizaria a “antimatéria”, que, assim como a matéria, teve sua origem no Big Bang. São partículas com propriedades exatamente contrárias à matéria. Sabe-se que, quando uma partícula e uma antipartícula interagem, é causada uma destruição entre elas e ambas são aniquiladas.
Se os cientistas conseguirem criar e conservar átomos de antimatéria nas condições necessárias para ser utilizadas, seus efeitos seriam catastróficos para a vida do planeta Terra. Felizmente, as complicações para criar essa bomba são muitas, e a primeira é o seu valor: acredita-se que para obter 1 g de antimatéria seriam necessários algo em torno de 62,5 trilhões de dólares.

13.496 – Cenários da Desolação


picher
Picher, Oklahoma, Estados Unidos: Esta cidade fantasma era o epicentro da mineração de chumbo. Aos poucos, a má administração de resíduos a transformou em um lugar inabitável. Várias pessoas morreram de envenenamento por chumbo, o que deu início a um êxodo que desencadeou no fechamento da cidade, em 2009.

aral

Mar de Aral, Ásia Central: Este mar interior, ou lago endorreico, localizado na fronteira do Cazaquistão com o Uzbequistão, foi, até algumas décadas atrás, uma região próspera para ambas as nações. Atualmente, seu volume diminuiu 90% devido à mudança climática, o que transformou o lugar em um deserto altamente contaminado.

Centralia, Pensilvânia, Estados Unidos: Em 1981, o vilarejo tinha uma população de mais de mil habitantes, mas, por causa do incêndio de uma antiga mina de carvão subterrânea, que ainda queima debaixo da terra, seus habitantes fugiram precipitadamente. Atualmente, ainda se conservam as casas e os negócios, mas o clima torna o lugar inabitável.

Wittenoom, Austrália: Esta cidade paradisíaca da Austrália Ocidental foi fechada em 2016 por causa do alto nível de contaminação do ar. Lá, funcionava uma grande fábrica de amianto e as partículas contaminantes desse material tornaram seu território perigosamente tóxico.

wittenoom

13.489 – Holandês que trabalha em Campinas passou raspando no Nobel de Química


criomiscopia
Por volta de 1998 ou 1999, ele havia feito uma aposta com o cristalógrafo Venkatraman Ramakrishnan, presidente da Real Sociedade britânica: quem obtivesse primeiro a estrutura do ribossomo (máquina de fazer proteínas em cada célula) pagaria um jantar vegetariano.
Em 2009, Ramakrishnan ganhou o Nobel com Thomas Steitz e Ada Yonath. Eles tinham decifrado o ribossomo antes de Van Heel.
O holandês, que hoje trabalha no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNano/CNPEM), em Campinas, não esmoreceu. Seguiu desenvolvendo o método de preparação de amostras por resfriamento rápido em meio aquoso não congelado, útil para estudar moléculas biológicas difíceis de cristalizar.
Van Heel teve contato direto com dois dos nobelistas de 2017. Conheceu Richard Henderson no Instituto Max Planck Fritz Haber, em Berlim. Com Joachim Frank trabalhou no final de 1979 na Universidade do Estado de Nova York em Albany.
Com Henderson e Frank, conquistou o Prêmio Wiley de Ciências Biomédicas de 2017, justamente pelo desenvolvimento da criomicroscopia.
Em entrevista por telefone desde o LNNano, o pesquisador disse ter estranhado a ausência do nome de Jacques Dubochet (o outro nobelizado) no Wiley. Ele teria sido o pioneiro no campo da vitrificação da água para observar moléculas biológicas.
No Nobel, foi Van Heel quem ficou de fora. Mas ele não responde diretamente se ficou decepcionado, apenas ri. “Vamos sair dos indivíduos. Muito bom que o prêmio foi para microscopia”, diz.
“Você vê as biomoléculas em ação. Isso tem um valor enorme no mundo medicinal e farmacêutico. A indústria está entrando com muita força. Um país como o Brasil, do tamanho da Europa, precisa disso”, diz o cientista.
Van Heel tem uma longa história com o Brasil. Morou aqui até os 11 anos, em Porto Ferreira (SP), enquanto o pai era gerente da Nestlé e ensinava pecuaristas a criar gado leiteiro holandês. “É um país mágico para mim.”
Retomou contatos mais estreitos já nos anos 2000, com visitas periódicas para ensinar técnicas de criomicroscopia em cursos -“Single Particles in Brazil”- que hoje estão entre os mais requisitados do mundo. O primeiro deles, em 2005, foi na Fazenda Três Lúcias de sua infância, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), que se tornara o luxuoso Hotel Fazenda Glória.
Em maio passado, já aposentado compulsoriamente da Universidade de Leiden (Holanda) por ter feito 65 anos, começou a trabalhar no LNNano, com o qual já colaborara no passado.
Marin van Heel até hoje não pagou o jantar vegetariano para Venkatraman Ramakrishnan, mas promete fazê-lo em sua próxima
viagem a Londres.
E acrescenta, satisfeito, que sir Venki, como é conhecido, não usa mais cristalografia, e sim criomicroscopia, para investigar biomoléculas.

13.488 – Nobel 2017 – Prêmio Nobel de Física vai para pesquisadores de buracos negros


nobel 2017
O Prêmio Nobel de Física deste ano foi dado aos cientistas Rainer Weiss, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e Kip Thorne e Barry Barish, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, pela descoberta de ondulações no espaço-tempo, conhecidas como ondas gravitacionais.
Essas “ondas” foram previstas por Albert Einstein um século atrás, mas não tinham sido detectadas diretamente até pouco tempo.
O Dr. Weiss receberá metade do prêmio de 9 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 3,47 bilhões, no câmbio atual) e Dr. Thorne e Dr. Barish dividirão a outra metade.

A teoria
A importante descoberta aconteceu em fevereiro de 2016, quando uma colaboração internacional de físicos e astrônomos anunciou que haviam registrado ondas gravitacionais provenientes da colisão de um par de buracos negros maciços, a um bilhão de anos-luz de nós.
O trabalho validou uma previsão de longa data de Einstein. Em 1916, o físico propôs a teoria da relatividade geral, afirmando que o universo era como um tecido feito de espaço e tempo. Esse tecido podia se dobrar devido a objetos maciços, como estrelas e planetas.
Einstein também propôs que, quando dois objetos maciços interagem, eles podem criar uma ondulação no espaço-tempo. Tais ondulações deveriam ser detectáveis se pudéssemos construir instrumentos suficientemente sensíveis.

Os avanços
Weiss, Thorne e Barish foram os arquitetos e líderes do LIGO, o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser, o instrumento que finalmente foi capaz de detectar essas ondas. Mais de mil cientistas participaram de uma colaboração para analisar os dados do LIGO.
Tal instrumento permaneceu um sonho até a década de 1970. Foi nessa época que Rainer Weiss sugeriu um projeto que ele pensava poder detectar ondas gravitacionais. Suas ideias foram então traduzidas em realidade através de uma série de pesquisadores, incluindo Kip Thorne, Ronald Drever e Barry Barish, no que se tornaria o LIGO.
Muitas etapas, US$ 1 bilhão em gastos e 40 anos se passaram até que a versão mais avançada do observatório, lançada em setembro de 2015, finalmente capturou o primeiro sinal que significaria a abertura de todo um novo campo da astronomia.

13.487 – O Fim da era Glacial


era glacial
Extinta a caça de grande porte (c. 8.000 a.C. – América do Norte): Há algum tempo vem se reduzindo o número de exemplares da megafauna, a caça de grande porte que era uma característica típica desta área e que, provavelmente, foi o que atraiu para cá os primeiros colonizadores. Agora, esses animais parecem ter desaparecido totalmente. Tudo indica que mastodontes, mamutes lanosos, preguiças terrestres gigantes, antas, camelos e tatus gigantes estão extintos na América do Norte.

Morte em Massa
Uma das razões para a extinção em massa é que a glaciação está terminando e, com o clima tornando-se mais quente e mais seco, o tipo de alimento exigido por esses grandes animais praticamente desapareceu. Mas a caça excessiva talvez tenha sido também um fator importante. As pontas estriadas das flechas mostraram-se armas eficientes.
E houve ainda numerosas ocasiões em que os caçadores provocaram o estouro de manadas inteiras, para fazer os animais caírem do alto de rochas ou cercá-los em estreitas passagens e, em seguida, abatê-los. Ainda existem muitos animais de caça, mas o desaparecimento das espécies de maior porte e o clima, cada vez mais quente, inevitavelmente produzirão profundas mudanças no modo de vida das pessoas.

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13.486 – Pré História – A Revolução Agrícola


caça nomade
Revolução agrícola muda estilo de vida (c. 6.000 a.C. – Grécia)
No Oriente Médio, agricultores que haviam sido pioneiros na vida sedentária e no cultivo de cereais estão agora criando ampla variedade de animais domésticos, ovelhas, cabras e gado. Eles têm viajado rumo aos Bálcãs, através da Anatólia, em busca de terras férteis e boas pastagens.

Caçadores Nômades
Seus ancestrais, nômades que viviam da caça e de alimentos vegetais, seguiam sazonalmente bandos de animais selvagens e colhiam os cereais que encontravam pelo caminho. Mais tarde, começaram a se fixar em regiões férteis. Com o tempo, aprenderam a cultivar seus próprios cereais: limpavam o terreno, plantavam sementes e realizavam ao colheitas. Havia terra de sobra e, por isso, eles cultivavam cada área até que o solo se esgotasse.

13.485 – Pinturas nas cavernas


pinturas rupestres
Nas cavernas, artistas retratam a vida (c. 20.000 a.C. – Europa): Foi provavelmente antes da atual glaciação que as pessoas começaram a fazer representações artificiais do mundo em que viviam. Mas as primeiras tradições artísticas surgiram somente ao longo dos últimos 20 mil anos. Agora, aspectos essenciais da vida são retratados com uma habilidade e um realismo antes desconhecidos.

Figuras e Símbolos
Parte do avanço artístico consiste no fato de que essses artistas estão começando a avaliar seu ambiente e a observar cuidadosamente seus detalhes físicos. Em outras palavras, o trabalho deles pode ser tanto simbólico quanto figurativo. Trabalhando à luz de lamparinas, nas profundezas dos sistemas de cavernas, eles pintam símbolos misteriosos e também imagens naturalistas de um cenário que inclui mamutes, renas, bisões e outros animais que encontram diariamente. De fato, talvez eles acreditem na pintura de animais como uma espécie de magia para aumentar a probabilidade de uma caça bem-sucedida, possivelmente porque o gélido clima está tornando a vida cada vez mais difícil para os habitantes da cavernas.

Luz e Cor
A decoração de cavernas começou a ser feita regularmente há uns 10 mil anos. Entre os pigmentos disponíveis para os artistas das cavernas estão o amarelo, o vermelho e o preto, fabricados de minérios como hematita em pó, fosfato de cálcio e dióxido de manganês, alguns deles recolhidos a distâncias de até 50 quilômetros das cavernas. Grandes animais de caça, como mamutes lanosos, cavalos, bisões, veados e bois selvagens constituem os temas habituais desses pintores, embora leões e até peixes também, às vezes, sejam retratados. Embora os artistas mostram-se capazes de pintar, entalhar e mesmo esculpir figuras humanas e de animais, imagens de pessoas são notavelmente raras. Quando existem, são quase sempre mulheres.

Estatuetas
São particularmente comuns certas estatuetas de osso ou de marfim, conhecidas pelo nome genérico de Vênus, porque se supõe que possam ser símbolos de fertilidade. Freqüentemente desprovidas de rostos, elas constituem representações estilizadas da forma feminina, com seios e nádegas extremamente exagerados.

13.484 – Mega Bloco Pré História – O homem de Neandertal predomina


neandertal
Homem de Neandertal predomina (c. 100.000 a.C. – Europa): Uma robusta subspécie de Homo sapiens assumiu como grupo dominante na Europa, na África Setentrional e no Sudoeste Asiático. O homem de Neandertal, como se conhece essa subespécie, é mais alto do que outras espécies (chega a cerca de 1,72 metro), tem cérebro grande, mandíbula poderosa e grandes dentes, rosto projetado para frente e destacada borda de testa acima do nariz largo e achatado. Nos climas mais quentes do Sudoeste Asiático, porém, ele é menos corpulento e tem feições menos rudes.

Ameaça das Feras
Sabe-se muito pouco sobre seus hábitos e aptidões, embora seja provável que se desloque em grupos, numa forma de proteção contra ataques de feras. Ele não usa suas armas de pedra e outros instrumentos apenas para cortar carne e fazer uma comida mais palatável, mas também para arrancar peles e transformá-las em peças de vestuário. Os homens de Neandertal que vivem na Europa Ocidental são geralmente do que seus irmãos da África Setentrional e da Ásia.
Alguns observadores acreditam que esses europeus adquiriram tais características físicas como uma adaptação às condições mais frias do continente, uma vez que pessoas de compleição robusta têm mais facilidade em se manter aquecidas. Com um clima aparentemente para mais uma grande mudança, provavelmente outra grande glaciação, os homens de Neandertal na Europa terão de decidir entre se juntar aos irmãos de climas mais quentes ou ficar na área, que, embora familiar, vai se tornar cada vez mais hostil.
O Homem de Neandertal conheceu um mundo hostil. A espécie surgiu há cerca de 200 mil anos e desapareceu há pouco mais de 30 mil. Viveu na Europa, parte da Ásia e Oriente Médio. O mundo do neandertal era mais frio e habitado por ursos imensos, mamutes e rinocerontes peludos.
Como as feras que foram suas contemporâneas, ele era talhado para o frio. Seu nariz era mais largo, o corpo baixo – não passava de 1,65 metro – e musculoso. Essas adaptações permitiram-lhe resistir melhor ao rigor do clima, mas não foram suficientes para fazê-lo superar o homem moderno, com o qual conviveu por milhares de anos.
Hoje, não são poucos os cientistas que supõem que foi a competição com o homem moderno o principal motivo da extinção do neandertal.
Basicamente, neandertais e homens modernos compartilham muitas características físicas, embora os primeiros tivessem a testa mais retraída e as sobrancelhas proeminentes.
Os neandertais foram capazes de fazer jóias e instrumentos, enterrar seus mortos, caçar organizadamente e acredita-se que tenham desenvolvido alguma forma de linguagem, ainda que mais primitiva.

O que é neandertal?
Era uma espécie do gênero Homo neanderthalensis, que habitou a Europa e alguns lugares do oeste da Ásia acerca de 230.000 a aproximadamente 29.000 anos atrás. Os Neandertais eram adaptados ao frio, seus cérebros eram aproximadamente 10% maiores em volume que os dos humanos modernos. Na média, os Neandertais tinham cerca de 1,65 m de altura e eram muito musculosos. Seu estilo característico de fabricação de ferramentas de pedra é chamado de cultura musteriense.

São características físicas dos Neandertais:

Crânio
– Fossa suprainíaca, um canal sobre a protuberância occipital externa do crânio
– Protuberância ocipital
– Meio da face projetado para frente
– Crânio alongado para trás
– Toro supraorbital proeminente, formando um arco sobre as orbitas oculares
– Capacidade encefálica entre 1200 e 1700 cm³ (levemente maior que a dos humanos modernos)
– Ausência de queixo
– Testa baixa, quase ausente
– Espaço atrás dos molares
– Abertura nasal ampla
– Protuberâncias ósseas nos lados da abertura nasal
– Forma diferente dos ossos do labirinto no ouvido

Pós-Crânio
– Consideravelmente mais musculosos
– Dedos grandes e robustos
– Caixa torácica bastante arredondada
– Forma diferente da pélvis
– Rótulas grandes
– Clávícula alongada
– Omoplatas curtos e arqueados
– Ossos da coxa robustos e arqueados
– Tíbias e fíbulas muito curtas

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