11.138 – Livros – Ceticismo²


umbigo capa

Numerologia, homeopatia, astrologia, ufologia… Para Martin Gardner, tudo não passa de balela. No livro O Umbigo de Adão (Ediouro), o ex-colunista da revista americana Scientific American critica diversas modalidades do que considera “pseudociência” e levanta a fragilidade de cada uma dessas teorias. Os bons argumentos e o humor fino prevalecem. O umbigo no título é uma referência aos religiosos que acreditam que o homem foi criado por Deus e não descende de primatas… Logo não teriam umbigo.
Ceticismo ao quadrado.

11.137 – Nutrição – Ovos comuns e caipiras, qual a diferença?


Eles são cerca de 30% menores, têm a casca mais grossa e a cor da gema mais escura – de um alaranjado forte, em comparação com o amarelo claro dos ovos de granja. “São apenas diferenças superficiais: em termos nutricionais ambos são idênticos”. Essas características indicam simplesmente que a galinha não foi estimulada a botar mais ovos do que o normal e que houve mais tempo para a formação deles – ao contrário das aves de granja, que, confinadas em ambientes iluminados 24 horas por dia, são artificialmente induzidas a produzir mais ovos. A verdadeira diferença está, portanto, na galinha. A caipira é criada solta – por isso, fica menos gorda e tem acesso a uma alimentação mais variada (de besouros, larvas e minhocas a frutas, verduras, capim e grãos de milho), enquanto a de granja só come ração.
Tudo isso faz com que as galinhas caipiras ponham cerca de 80 ovos por ano e seus frangos atinjam o ponto de corte aos 60 dias de vida, enquanto as de granja põem em torno de 300 ovos por ano e seus frangos estão prontos para serem abatidos com apenas 45 dias.

11.136 – Teoria do Caos – Por que os acidentes acontecem?


Concorde, o supersônico
Concorde, o supersônico

Em 25 de julho de 2000, um Concorde da Air France acelerava na pista do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, para atingir a velocidade de 400 quilômetros por hora, como fazia em todas as decolagens. No caminho, passou em cima de uma pedaço de titânio de 45 centímetros que um DC-10 deixara no asfalto minutos antes. Um dos pneus da asa esquerda explodiu e lançou uma tira de borracha de 4,5 quilos contra o fundo do tanque de combustível que estava um pouco à frente. O choque fez um furo no tanque e gerou calor suficiente para incendiar a gasolina que começou a vazar. As chamas atingiram as duas turbinas do avião, que estavam logo atrás. Elas continuaram a funcionar, mas com menos potência, e espalhando o combustível em um rastro de 60 metros. O Concorde subiu. Os sistemas de segurança do avião detectaram então que a origem do fogo eram as turbinas – e não o tanque –, o que fez o piloto desligá-las e tentar um pouso de emergência com os motores que sobravam.
A falta das turbinas fez com que, segundos depois, o avião atingisse o ponto crítico em que o ar sob as asas não faz pressão suficiente para garantir a sustentação. O Concorde – o mais veloz avião de passageiros do mundo – caiu sobre um hotel em Paris. Foram 113 mortos – quatro deles estavam em terra –, um hotel em ruínas, um avião destruído. E tudo começou com um pedacinho de metal de nem 0,5 metro de comprimento.
Diagnóstico: azar. Certo? Talvez não. Claro que ninguém supunha que um simples pedaço de metal poderia derrubar um avião tão moderno. Mas acidentes como esse – em que uma sucessão de pequenas falhas insignificantes dá origem a enormes catástrofes – são corriqueiros. E, segundo os pesquisadores que estudam a chamada “teoria do caos, um dos ramos mais interessantes da Matemática, tendem a se tornar cada vez mais comuns. É como se estivesse funcionando a todo momento, na vida de todos nós, a Lei de Murphy, aquela segundo a qual “se uma coisa pode dar errado, ela dará, e na pior hora possível”.
A explicação para a prevalência cada vez maior da Lei de Murphy é que, pela teoria do caos, os riscos de que fatores insignificantes se transformem em tragédia aumentam à medida que aumenta a potência das fábricas, dos veículos e das máquinas. “Quanto mais energia você concentra em um espaço pequeno, maiores as conseqüências de qualquer ato”, diz Moacyr Duarte, especialista em contenção de catástrofes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Um acidente em uma fábrica no início do século XX poderia ser grave, mas não chega aos pés de um descuido em uma usina nuclear. Quanto maior a complexidade do sistema, mais elementos interagem entre si e maiores as chances de acidente.
Muitas vezes, os próprios equipamentos que cuidam da segurança aumentam a complexidade e acabam causando acidentes. Automatizar o gerenciamento de uma rede de trens, por exemplo, abre a possibilidade de as pessoas não estarem acostumadas com essas máquinas e as configurarem mal, ou de esses equipamentos quebrarem e levarem a colisões ou descarrilamentos. “É impossível eliminar todas as possibilidades de erro. O nosso trabalho consiste em reduzir o risco a níveis aceitáveis”, diz o engenheiro João Batista Camargo Júnior, da Universidade de São Paulo, que pesquisa formas de evitar acidentes em redes de transportes.
Da mesma forma, nossos equipamentos são compostos de várias partes que interagem, se movimentam e podem dar origem a momentos de instabilidade. É nesses momentos que a catástrofe fica mais próxima. As redes elétricas, que estão entre as construções mais complexas já feitas, podem absorver interferências corriqueiras como a queda de uma central. Mas, se essa falha acontecer em um momento de grande demanda, o sistema tende a chegar perto da área de instabilidade, bastando mais um empurrão para o desastre. Uma situação como essa aconteceu em janeiro, quando uma conexão entre Ilha Solteira e Araraquara, no interior de São Paulo, falhou em um momento de sobrecarga. Na tentativa de resolver o problema, outra linha na mesma região foi desligada, piorando a situação e jogando todo o sistema em uma instabilidade irreversível. Resultado: 11 Estados sem luz.
Fenômenos do mesmo tipo são encontrados em campos como engenharia, biologia, medicina, química e, principalmente, nos sistemas humanos. “Empresas e instituições financeiras são formadas por múltiplos agentes interagindo, trocando materiais e informações em uma dinâmica complexa. Às vezes, eles adquirem uma configuração tal em que basta uma fagulha para desencadear o desastre.
A dinâmica desses desastres parece desafiar a lógica da maioria das pessoas. “Quando indivíduos tentam resolver problemas complicados, trazem à tona um tipo de raciocínio que estimula erros. A partir daí, a situação se torna cada vez mais complexa e encoraja decisões que tornam as falhas ainda mais prováveis”, diz o psicólogo Dietrich Dörner, da Universidade de Bamberg, Alemanha, no livro The Logic of Failure (A lógica do fracasso, inédito no Brasil).

A teoria do caos
No século XVII, Isaac Newton mudou a ciência ao descobrir que alguns fenômenos da natureza poderiam ser explicados com leis matemáticas. A partir daí, muitos pesquisadores acreditaram que as leis poderiam explicar e prever o comportamento de todos os fenômenos se fossem reunidas informações suficientes. Até que, em 1961, o meteorologista Edward Lorenz, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), descobriu por acaso um dos mais importantes argumentos contra essa idéia. Ele havia programado um modelo, nos primitivos computadores da época, que simulava o movimento de ventos e de massas de ar. Um dia, quis repetir uma situação em seu programa e digitou os números correspondentes a ela, só que com algumas casas decimais a menos. Acreditava-se que essa ligeira imprecisão levaria a um resultado só um pouco diferente, mas ele se transformou totalmente. Era como se o bater de asas de uma borboleta na Ásia causasse, meses depois, um tornado na América.
Lorenz percebeu que seu modelo, embora construído com equações simples, poderia se tornar caótico e imprevisível. Nascia a “teoria do caos”. Pesquisas feitas depois mostraram que o “efeito borboleta”, como ficou conhecido, poderia ser encontrado em milhões de fenômenos, como o trânsito, o movimento de partículas em um líquido e as cotações da Bolsa. Cada um desses sistemas, apesar de obedecer a regras simples, pode adquirir infinitas configurações, de acordo com a influência de fatores aparentemente insignificantes – como casas decimais ou o bater das asas das borboletas. “A própria história funciona dessa forma”, diz o físico Celso Grebogi, da USP. “A modificação de um pequeno acontecimento séculos atrás poderia levar o mundo para uma outra situação”.

Como evitar desastres
Segundo o psicólogo alemão Dietrich Dörner, operar sistemas complexos é como jogar xadrez sem saber todas as regras, em um tabuleiro com peças amarradas entre si, onde movimentar um peão muda a posição de todas as outras figuras. Ele dá as dicas de como se dar bem nessas situações:
1. Defina objetivos
Saiba com clareza o que você quer fazer. Se for algo pouco específico, como “aumentar a produtividade da empresa”, procure desdobrar em outras metas, tomando o cuidado de não perder de vista o objetivo final. Evite objetivos contraditórios: saiba sempre qual deles é prioritário.
2. Crie um modelo
Estude os elementos do sistema e as relações entre eles, sem se confundir com detalhes excessivos nem reunir todos os fatores em uma explicação só. Entenda com0 o sistema funciona.
3. Faça previsões e extrapolações
Mais importante do que o estado atual de um sistema é a forma como ele tem evoluído. Uma dúzia de casos de uma doença infecciosa pode dar origem a uma epidemia em pouquíssimo tempo. Concentre-se nas tendências.
4. Planeje e execute as ações
Mas não sem antes imaginar quais serão os efeitos secundários de cada ato. Evite repetir uma solução vitoriosa para todos os casos. Os generais mais experientes foram os que mais sofreram baixas nas guerras do começo do século XX. Acostumados às guerras do século anterior, perderam todos os soldados quando a metralhadora foi inventada.
5. Analise os efeitos
Use suas ações como laboratório para saber se o modelo e a estratégia ainda são válidos. Se o trator não virou quando você girou o volante, problema: o modelo que você tinha do veículo precisa ser revisto urgentemente, antes que aquele muro chegue.

11.135 – O Homem é um Vírus (?)


Vejamos o homem como apenas mais um animal disputando espaço na Terra. É aí que a compulsão auto-elogiosa vai toda por água abaixo. Assim como no filme Matrix, a raça humana pode ser encarada como uma espécie de praga violenta, egoísta, insensível ao resto do mundo e ao seu próprio destino. Uma espécie de vírus.
O argumento do filme é bem conhecido: sob o controle absoluto das máquinas, num futuro distante, o planeta é transformado num imenso computador em que os antes gloriosos Homo sapiens representam meras tomadas – ou “pilhas”, que servem para alimentar essas máquinas. Mas não se dão conta disso por que têm o cérebro conectado em um programa de computador global, simulação perfeita de toda uma “realidade” que pensam ver, sentir, tocar. É nesse mundo virtual que trabalha o agente Smith, um programa encarregado de perseguir os seres humanos que se tornam conscientes da empulhação eletrônica. Ao capturar o líder humano, Morpheus, Smith confessa que tudo o que quer é largar o emprego o quanto antes para ficar longe do vírus da humanidade.
Do ponto de vista biológico, a comparação de Smith não é descabida. Até onde sabemos, os vírus se diferenciam de outros microorganismos por um comportamento autodestrutivo. Para se multiplicarem, eles atacam às cegas e terminam destruindo seus próprios meios de multiplicação. Conclusão: o êxito dos vírus, ao eliminar seus hospedeiros, é uma espécie de suicídio. São bem diferentes das bactérias, que, embora sejam mortais, também podem conviver democraticamente com as células dos outros organismos e até ajudá-las, em muitos casos. É o caso do corpo humano, que contém um número infindável de bactérias, muitas delas fundamentais em funções como a nossa digestão.
É provável que o homem esteja mais próximo do ímpeto suicida dos vírus do que das bactérias. Há pouca dúvida de que o Homo erectus, desde que surgiu no planeta, entre 100000 e 200000 anos atrás, deixou um rastro assustador. Primeiro, porque revela uma proliferação contínua e, pelo menos até agora, em ritmo cada vez mais rápido, em termos evolutivos. Passamos de um conjunto esparso de bandos nômades, com uma população mundial estimada em apenas cinco ou dez milhões de indivíduos, para uma multidão de seis bilhões. Basta desenhar um mapa-múndi numa folha branca de caderno e representar a população humana com pontos pretos, como o ponto final dessa frase, para você ter uma idéia da nossa proliferação. Se cada um dos pontos representar um milhão de habitantes, o mapa ficará quase totalmente negro, com 6000 pontos cobrindo os continentes.
O segundo aspecto, ainda mais desanimador, consiste na aparente irracionalidade viral dessa evolução. A paleontologia revela que os humanos eram numerosos, inicialmente; havia dezenas de espécies semelhantes, com características distintas. Hoje só há uma, o que pode ser sinal de um beco sem saída, como chamou a atenção, diversas vezes, o paleontólogo americano Stephen Jay Gould (falecido este ano). Do ponto de vista das outras espécies, está bem claro agora que nenhum dos grandes mamíferos e boa parte dos menores terá condições de resistir se a raça humana continuar crescendo assim. E só uma parte dos restantes, provavelmente, poderá ser preservada em reservas e parques. As aves, os répteis, os peixes e as árvores terão destino parecido. Isso para não falar no reino mineral: nos rios, nas montanhas e nos oceanos poluídos, explorados inconsequentemente pelos homens.

11.134 – A Biofísica


biofísica

É uma ferramenta que amplia a visão da ciência como um leque de explicações sobre o funcionamento de organismos vivos, fazendo um elo com a biologia e a física que por hora, pode parecer distante uma da outra e que vão se entrelaçando quando lemos esse artigo e botamos em funcionamento a máquina que é o corpo humano.
A biofísica tem como característica o estudo da Biologia usando métodos e princípios científicos da Física. Podemos considerar que a ciência não orbita suas disciplinas marcantes como a química, biologia, e física, em órbitas separadas, e sim como um conjunto interdisciplinar. Estudar a Física aplicado nos seres vivos, pode ser muito útil em áreas como a Medicina, Biomedicina, Educação Física, Fisioterapia por exemplo.
Sua área de atuação é vasta como vimos acima, sem falar que o estudante pode compreender vários fenômenos que fazem parte do seu corpo que diariamente se transforma e esta sempre repetindo seus ciclos vitais para vida. Aspectos como eletricidade, eletromagnetismo, mecânica, e física nuclear fazem parte da composição de vários fenômenos biológicos. Em óptica estudamos a óptica da visão que estuda o funcionamento do olho que focaliza objetos e produz uma imagem do mesmo nítida quando não possui algum tipo de anomalia.
Nesta unção da Biologia com a Física o compartilhamento de teorias possibilita criar novos horizontes científicos, tais como a bioacústica que estuda a propagação sonora em meios elásticos e sua recepção pelos animais, incluindo os humanos, os avanços dessa área em especifico possibilitou o desenvolvimento de aparelhos auditivos que trouxe um maior conforto para quem sofre de alguma deficiência no aparelho auditivo.
Uma outra frente de pesquisa que deriva da Biofísica é a biomecânica que estuda ou aplica a mecânica na Biologia, sendo muito utilizada em áreas como a Educação Física, Fisioterapia, enquanto ciência, ela visa tratar aspectos cinemáticos do movimento humano ou seja o movimento mecânico dos sistemas vivos. A bioeletricidade esta relacionada com a voltagem estática das células bem como a corrente elétrica que flui através de nervos e músculos proveniente de um potencial de ação.

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11.133 – Mega Techs – O Arsenieto de Gálio


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É um composto químico sintético, de fórmula mínima GaAs. É material semicondutor de interesse da indústria eletrônica/informática, muito utilizado na construção de circuitos integrados.
O arsenieto de gálio é obtido na forma de lâminas, a partir da combinação dos elementos químicos constituintes, arsênio e gálio, e permite, segundo a Revista da Siemens, a fabricação dos chips mais rápidos do mundo, os quais, embora mais caros do que os que utilizam substrato de apenas silício, são muito mais velozes na transmissão de informações, além de possibilitar uma redução significativa nos tamanhos dos equipamentos.
Depois de algumas décadas de uso, o silício foi desbancado por esse material.

11.132-A Biomecânica


biomecânica

Trata-se do estudo da mecânica dos organismos vivos. É parte da Biofísica. De acordo com Hatze, apud Susan Hall, é “O estudo da estrutura e da função dos sistemas biológicos utilizando métodos da mecânica”. A Biomecânica externa estuda as forças físicas que agem sobre os corpos enquanto a biomecânica interna estuda a mecânica e os aspectos físicos e biofísicos das articulações, dos ossos e dos tecidos histológicos do corpo.
A Biomecânica, além de ser atualmente uma ciência com laboratórios específicos e diversos níveis de pesquisas, nas Universidades, é também uma especialidade e uma disciplina oferecida pelos Cursos superiores de Engenharia Biomédica, Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.
As referências iniciais relativas à análise dos aspectos biomecânicos dos movimentos corporais – humanos e animais – remontam à antiguidade clássica e pertencem a Aristóteles, que registrou as primeiras observações sobre o ato de caminhar do Homem e dos animais, como consequência da ação dos membros inferiores e patas contra o solo.
As observações de Aristóteles, que aparecem na História como as primeiras explicações para o gesto de deambulação humana, foram ratificadas quase dois mil anos depois pela Terceira Lei de Newton. Mas a história ainda haveria que caminhar muito para transportar impressões observacionais subjetivas em quantificação do gesto, que só foi iniciada a partir da invenção da fotografia. Esta invenção representou o surgimento de uma nova possibilidade metodológica para as pesquisas sobre aspectos do movimento corporal, e deu origem a um ramo da Biomecânica conhecido como cinemetria, que propicia o congelamento dos movimentos, o registro e, consequentemente, a quantificação geométrica por meio dos instantâneos – ou fotograma – possibilitando sua descrição precisa. Até os dias atuais, este tipo de aplicação da fotografia à biomecânica consiste num dos principais meios de obtenção de informações sobre a geometria do movimento, e é denominada Fotogrametria Não-Cartográfica.
Os primeiros filmes utilizados para a análise biomecânica de movimentos animais e humanos, incluindo-se atividades ginásticas e marcha em diversas situações, foram feitos por um fotógrafo anglo-americano chamado Edouard Muybridge (1830-1904).

11.131-Evolução da Inteligência Artificial preocupa a Ciência


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Diversos aplicativos e funções específicas em computadores e dispositivos móveis já utilizam técnicas de Inteligência Artificial. A tecnologia permite a tomada de decisão autônoma por uma máquina; como se ela tivesse vontade própria! É isso que vemos ao usarmos, por exemplo, funções de voz no smartphone – como o Siri, da Apple – ou ainda, quando aquele aplicativo descobre a música que está tocando em questão de segundos.
As pesquisas em torno do assunto exploram inúmeros problemas e abordagens há mais de 20 anos. Apesar de não ser tão nova assim, a tecnologia vem se aprimorando e está prestes a sair definitivamente dos laboratórios de pesquisas para o mercado. Por enquanto, focada em problemas pequenos e bastante específicos, a Inteligência Artificial não oferece perigo e deve começar a fazer cada vez mais parte do nosso dia a dia.
A eminência é tamanha que dois grandes cientistas resolveram divulgar uma carta aberta alertando sobre os riscos do desenvolvimento crescente da Inteligência Artificial. O documento assinado por Stephen Hawking e Elon Musk defende uma supervisão responsável para garantir que os interesses da humanidade continuem em primeiro lugar. No texto, eles reconhecem que os benefícios potenciais são enormes, já que tudo que a civilização tem a oferecer é um produto da inteligência humana; no entanto, é impossível prever o que poderá ser alcançado quando essa inteligência for ampliada pelas ferramentas que a Inteligência Artificial pode prover. Assim, eles defendem que a maximização do benefício social através da Inteligência Artificial.
A questão é que nada impede que um dia essas máquinas inteligentes e com vontade própria saiam do controle. Imagine a Rose se rebelando e transformando os Jetsons em seus escravos! Tecnologia… a gente sabe como é… Por enquanto, as falhas seriam pequenas como, por exemplo, um computador bagunçar o mercado de ações ou um carro autônomo errar o caminho e entrar na contramão. Mas no momento em que a Inteligência Artificial começa a ter uma demanda cada vez maior por sistemas mais inteligentes – aí, sim, podemos correr o risco de um dia máquinas superinteligentes virem a controlar os seres humanos!
Stephen Hawking diz: “uma inteligência artificial bem sucedida seria o maior evento da história humana. Infelizmente, também poderia ser o último.”
O grande medo surge quando a Inteligência Artificial se alinha a robôs humanóides. Até hoje, um dos maiores desafios da ciência é implantar as três leis da robótica: a primeira lei diz que um robô nunca pode ferir um ser humano; a segunda, que ele deve sempre respeitar a ordem de um ser humano, desde que não infrinja a primeira lei; e a terceira diz que o robô deve proteger a si mesmo, claro, isso sem desrespeitar as duas primeiras leis. Um pouco complicado… e, atualmente, nem a robótica, nem a Inteligência Artificial conseguem implementar direito essas leis.
A chegada da Internet das Coisas é mais uma ameaça. Se os robôs com inteligência artificial buscam suas informações para tomar decisões na web e teremos bilhões de dispositivos conectados muito em breve, eles certamente serão bem mais informados e inteligentes que qualquer ser humano. Afinal, ninguém sabe de tudo…
Outro grande risco: ainda que essas máquinas inteligentes possam tomar decisões como seres humanos, elas não têm qualquer noção de moral. Para não sair do controle, equipamentos com Inteligência Artificial precisariam ter consciência, ou seja, saber as consequências de suas decisões… mas isso é praticamente impossível.
Será que corremos o risco de assim como em alguns filmes, sermos dominados e controlados por robôs? Ou viveremos pacificamente com máquinas inteligentes entre nós, caminhando na mesma calçada? A preocupação não é só dos grandes futuristas. Recentemente, quando o Google comprou a DeepMind, uma empresa de Inteligência Artificial baseada na neurociência, as duas empresas criaram um conselho de ética e segurança para garantir que essas tecnologias sejam desenvolvidas sem oferecer qualquer risco aos seres humanos.

11.130 – A Biologia da Conservação


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Mais uma derivação da Biologia.
O termo Biologia da Conservação foi introduzido pela primeira vez em 1978, como o título de uma conferência realizada na Universidade da Califórnia, em San Diego, Estados Unidos, organizado por biólogos Bruce Wilcox e Michael E. Soulé. O motivo do encontro foi a preocupação acerca do desmatamento tropical, desaparecimento de espécies e a erosão da diversidade genética dentro das espécies. A conferência buscou preencher uma lacuna existente na época entre teoria e prática, no que se referia à conservação e, com isso, fez nascer a Biologia da Conservação e o conceito de diversidade biológica (biodiversidade).
É uma matéria interdisciplinar que busca recursos em ciências naturais, sociais e na prática de gestão de recursos naturais, definida como o estudo científico da natureza e do estado da biodiversidade do planeta, com o objetivo de proteger espécies, seus habitats e ecossistemas das excessivas taxas de extinção e de erosão das interações entre os seres vivos.

Os biólogos da conservação pesquisam e educam sobre as tendências e processos de perda de biodiversidade, extinção de espécies, e o efeito negativo que têm sobre a manutenção do bem-estar da sociedade humana. Nesta tarefa, são guiados por alguns pressupostos básicos: (I) Toda espécie tem o direito de existir, pois são frutos de uma história evolutiva e são adaptadas; (II) Todas as espécies são interdependentes, pois estas interagem de modo complexo no mundo natural, e a perda de uma espécie leva a consequente influência sobre as demais; (III) Os humanos vivem dentro das mesmas limitações que as demais espécies, que são restritas a um desenvolvimento, em razão a capacidade do meio ambiente, e a espécie humana deveria seguir esta regra, para não prejudicar a sua e as outras espécies; (IV) A sociedade tem responsabilidade de proteger a Terra, devendo usar os recursos de modo a não esgotá-los para as próximas gerações; (V) O respeito pela diversidade humana é compatível com o respeito pela diversidade biológica, pois como apreciamos a diversidade cultural humana deveríamos apreciar a diversidade biológica; (VI) A natureza tem um valor estético e espiritual que transcende o seu valor econômico, e isto deve ser mantido independente de qualquer coisa; (VII) A diversidade biológica é necessária para determinar a origem da vida, espécies que vão se extinguindo poderiam ser importantes nas pesquisas sobre a origem da vida (PRIMACK, R. B.; Rodrigues, E. Biologia da conservação. Londrina: Vida, 2001).
Além dos pressupostos, a Biologia da Conservação adota três principais diretrizes (Groom, Meffe & Carroll 2006): (I) A evolução é o axioma básico que unifica toda a biologia (papel evolutivo); (II) o mundo ecológico é dinâmico e comumente não está em equilíbrio (O teatro ecológico, ou o contexto ecológico); (III) a presença humana deve ser incluída no planejamento da conservação (humanos são parte do jogo).
Uma vez que os campos da Antropologia, da Biogeografia, da Ecologia, dos Estudos Ambientais, da Biologia Evolucionária, da Genética, da Biologia de Populações, Sociologia e da Taxonomia aplicados não são abrangentes o suficiente para tratar das ameaças à diversidade biológica, a Biologia da Conservação se utiliza de todos eles para oferecer novos enfoques e ideias à gestão de recursos ambientais. Esta base multidisciplinar tem levado ao desenvolvimento de várias novas subdisciplinas como a filogeografia, a genética da conservação, ciências sociais da conservação, comportamento e fisiologia da conservação.
A Biologia da Conservação se propõe a responder às questões surgidas no processo, por exemplo, de determinar as melhores estratégias para proteger espécies raras e ameaçadas, de conceber reservas naturais, em programas de reprodução para manter a variação genética de pequenas populações e até na harmonização das preocupações de conservação quando conflitam com as necessidades do povo e governo locais. Ela vem para dar a orientação necessária que os governos, as empresas e o público em geral necessitam quando têm de tomar decisões cruciais.

11.129 – A Bioinformática


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É uma ciência multidisciplinar que surgiu da necessidade de se compreender as funções biológicas, mais especificamente os genes. A engenharia de softwares, a matemática, a física, a química, a estatística, a ciência da computação e a biologia molecular são algumas áreas do conhecimento relacionadas a ela.
Essa ciência é responsável por armazenar e relacionar dados biológicos, com o auxílio de métodos computacionais e algoritmos matemáticos. Assim, reconhece padrões que provavelmente seriam impossíveis de serem analisados sem tal ajuda.
Um bioinformata, além de dominar conhecimentos específicos da Biologia, como a Biologia Molecular, deve ser capaz de desenvolver programas e também utilizar aqueles que não foram feitos por ele. A linguagem de programação amplamente adotada por esses profissionais é a PERL (Practical Extract and Report Language).
Prever estruturas e resultados, estudar e simular o metabolismo de células, construir árvores evolutivas, estudar estruturas tridimensionais de moléculas, analisar imagens e sinais biológicos, e até mesmo desvendar a função biológica de determinada sequência de DNA, são algumas atividades que a bioinformática possibilita. O armazenamento de informações em um banco de dados permite que pesquisadores de todo o mundo compartilhem informações, sendo o GenBank um dos mais conhecidos e completos.

11.128 – A Água


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É o componente biológico essencial à manutenção da vida animal e vegetal. No entanto existem organismos que possuem homeostase (equilíbrio interno) submetida às condições sazonais do ecótopo onde estão inseridos, conseguindo sobreviver na ausência de água. A este estado denominamos de anidrobiose, onde todas as reações metabólicas: nutrição, locomoção e reprodução ficam suspensas, em estado latente, aguardando condições propícias para sua expressão.
Esta substância compõe proporção de 75 – 85% da estrutura corpórea dos seres vivos. Sua origem pode ser endógena: quando proveem de reações internas, ou exógenas: através da ingestão direta de água ou alimentos.
Assim, o teor de água em um organismo pode variar segundo três fatores: a atividade funcional do tecido ou órgão, faixa etária do organismo e estudos envolvendo a espécies.
A molécula de água (H2O) é formada pelo grupamento de dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. O arranjo destes átomos no espaço, com disposição não linear das ligações (pontes de hidrogênio) estabelece zonas positivas e negativas na molécula que assim forma um ângulo de 104,5°, garantindo propriedades intrínsecas e fundamentais a vida.
Devido esta polaridade, as moléculas de água se organizam através da atração mantida entre polos opostos (+ com –) entre moléculas distintas. Isso permite uma forte atração, denominada coesão molecular, que no estado líquido desta substância promove alta tensão superficial.
A polaridade também garante à molécula de água, desempenhar importantes reações extra e intra-celular, como: a solubilidade de outros compostos (proteínas, carboidratos, lipídios) na presença de água, sendo denominadas hidrofílicas, as que se dissolvem na água e hidrofóbicas, as que não se dissolvem na água; bem como participando de reações metabólicas (catabólicas ou anabólicas), que podem ser sínteses por desidratação (ligação peptídica entre dois aminoácidos gerando uma molécula de água) ou quebra por hidrólise (hidrólise da Adenosina Trifosfato – ATP, para geração de “energia” Celular).
Esta incrível molécula, se não bastasse, também tem grande participação na regulação térmica dos seres vivos. Seu alto calor específico permite a absorção de uma elevada quantidade de calor, com baixa variação de temperatura, ou seja, uma pessoa em estado febril tem sua sudorese aumentada para que a evaporação da água contida no suor absorva o calor corpóreo, para diminuição da temperatura do indivíduo.
Sem estas propriedades físico-químicas, da substância água: insípida, inodora e incolor, provavelmente não existiria vida neste magnífico planeta.

11.127 – A Bioquímica


bioquímica

Estuda, basicamente, as reações químicas de processos biológicos que ocorrem nos organismos vivos. Para isso, a estrutura e a função das biomoléculas – aminoácidos, peptídeos, enzimas, proteínas, carboidratos, lipídeos, ácidos nucleicos, hormônios, vitaminas, dentre outros – são trabalhadas nessa disciplina. Também é destaque a importância biológica e propriedades físico-químicas da água, além dos sistemas-tampão e pH.
Quanto ao metabolismo, o enfoque é dado no que se diz respeito à produção e utilização de energia pelos seres vivos: glicólise, ciclo de Krebs, síntese e oxidação de ácidos graxos, metabolismo de compostos nitrogenados, cadeia transportadora de elétrons e fosforilação oxidativa.
As vitaminas não constituem um grupo molecular específico, mas qualquer substância orgânica em quantidades suficientes às necessidades de um organismo. Formando, portanto, um grupo de substâncias heterogêneas com origens distintas.
Algumas podem atuar como cofatores na ativação de reações enzimáticas, sendo muito importantes para o equilíbrio homeostático. Sua ausência acarreta deficiências irreversíveis: insuficiência cardíaca e distúrbio mental (carência de vitamina B1), distúrbios nervosos (carência de vitamina B2), raquitismo (carência de vitamina D), anemia e esterilidade (carência de vitamina E), ausência ou dificuldade de coagulação sanguínea (carência de vitamina K) e problemas de visão, xeroftalmia (carência de vitamina A).
Para o bom funcionamento do corpo, prevenindo numerosas doenças, é necessário adquirir esses nutrientes por meio da alimentação. Assim, a falta de vitaminas, um estado de avitaminose, pode ser prejudicial. Como também a ingestão demasiada, estado de hipervitaminose, não é recomendada. Uma alimentação variada complementa a demanda orgânica diária de vitaminas.
As vitaminas são classificadas em dois grupos, de acordo com a solubilidade:
Vitaminas hidrossolúveis: quando solúveis em água, por exemplo, as vitaminas do complexo B e vitamina C. O fato da não acumulação dessas vitaminas no organismo, consequente eliminação na urina, requer ingestão diária para reposição contínua.
Vitaminas lipossolúveis: quando solúveis em lipídios, sendo acumuladas e absorvidas em conjunto com as gorduras. São exemplos de vitaminas lipossolúveis: D, E, K e A.
Um interessante aspecto envolvendo esses nutrientes ocorreu no período das grandes navegações, quando perceberam que doenças específicas, escorbuto e beribéri, estavam acometendo os marinheiros e tripulantes.
A alimentação inadequada dos marinheiros, dieta baseada em biscoitos e carne salgada, carente em frutas e legumes, provocava sintomas específicos: fraqueza, hemorragias nasais, desatenção e até a morte. Quando em terra firme, retornando os hábitos alimentares, os sintomas desapareciam.
Por esse problema, a Marinha Inglesa chegou a instituir uma lei determinando a inclusão de frutas (laranja e limão) e verduras na dieta alimentar dos marinheiros.
Apesar de precisarem ser consumidas em pequenas quantidades, se houver deficiência de algumas vitaminas, essas podem provocar doenças específicas, como: beribéri, escorbuto, raquitismo e xeroftalmia.

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11.126 – Astrobiologia


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Também conhecida como exobiologia e xenobiologia, é um ramo da Ciência atualmente considerado com muita seriedade. Ela investiga a existência nos planos extraterrestres, como a vida se processa fora da Terra e como ela exerce influência sobre o funcionamento do Universo.
Os profissionais deste campo buscam indícios de qualquer espécie de vida em outros astros e até mesmo em nuvens interestelares, procurando também entender como contextos externos ao Planeta Terra influenciam o desenvolvimento de seres vivos. Esta complexa área de pesquisas une-se a disciplinas como a Astronomia, a Geologia, a Física, a Química e a Biologia para melhor compreender seu objeto de estudo, constituindo-se assim em uma ciência interdisciplinar.
Esta expressão surgiu no começo dos anos 60, elaborada por Joshua Lederberg, médico norte-americano, especialista em biologia molecular. Ele trabalhou para a Nasa em projetos experimentais que envolviam a procura de vida no planeta Marte. A Astrobiologia é uma área de estudos bem recente e deriva da Biologia. Ela se dedica a compreender como a vida é preservada e em que condições ela pode existir no âmbito externo da Terra.
Os especialistas tentam entender melhor o contexto da vida no nosso Planeta, como ela nasceu e se aprimorou na esfera terrena, que princípios a regem, o que possibilita a Terra ser uma dimensão capaz de abrigar uma variada e rica gama de espécies vivas. Assim estes estudiosos vão poder usar estes dados para orientar sua procura de organismos vivos em outras esferas.
A Astrobiologia se preocupa em descobrir, assim, como a existência se tornou possível na Terra; se já houve ou há seres vivos em outras esferas do Sistema Solar; se a vida é algo comum no Universo ou uma exceção; se há uma conexão entre o surgimento do Universo e o aparecimento da vida; se a existência é um resultado compulsório da evolução universal ou uma casualidade que só ocorreu em nosso Planeta – se há aqui a interferência dos planos divinos, então não cabe a esta ciência adotar como alvo de investigação a vida no Universo, pois o Homem não tem como acessar os complexos propósitos de Deus -; se os organismos vivos são regidos por leis gerais; entre outras indagações.
Há atualmente na NASA um vasto projeto de estudos e pesquisas neste campo. Em várias universidades do Planeta há estudiosos atentos a este tema, e já é possível encontrar vários cursos de graduação nesta área. A Astrobiologia tende a crescer nos próximos anos; há previsões inclusive de que ela venha a se converter no ramo mais ativo, estimulante e fascinante da Astronomia.
Recentemente os astrônomos encontraram no Universo a presença de mais de oitenta planetas, exteriores ao Sistema Solar, o que reforça a certeza de que no Cosmos pode haver inúmeros astros e aumenta a possibilidade de se encontrar planetas como o nosso, igualmente habitados. Ou seja, torna-se mais viável a existência de ambientes que preencham os requisitos necessários para o florescimento da vida.

11.125-Anatomia-Sistema Genital Feminino


sistemareprodutor

O sistema reprodutor e genital engloba os órgãos que produzem, transportam e armazenam as células germinativas, que são as responsáveis por dar origem aos gametas.
E são os gametas que, ao se unirem, formam um novo indivíduo, que será abrigado em um órgão durante seu desenvolvimento. Esse órgão, chamado útero, faz com que o sistema reprodutor feminino seja considerado mais complexo que o masculino em razão da função de abrigar e propiciar o desenvolvimento de um novo indivíduo.
Ovários, tubas uterinas, útero, vagina, hímen, grandes lábios, pequenos lábios e clitóris são as estruturas encontradas no sistema de reprodução feminino. Além disso, as mamas também são de grande importância na manutenção da vida. Os órgãos externos desse sistema permitem a entrada do esperma no organismo, além de protegerem os órgãos genitais internos contra micro-organismos infecciosos.
Os grandes lábios e os pequenos lábios são dobras de pele e mucosa que protegem a abertura vaginal. Os pequenos lábios, durante o processo de excitação, ficam intumescidos e aumentam sensivelmente seu tamanho durante a penetração nas relações sexuais. Os grandes lábios ficam entre o monte púbico (ou monte de Vênus) e se estendem até o períneo, espaço entre ânus e vulva, e são cobertos por pelos pubianos após a puberdade.
A vagina é um canal com cerca de 7,5 a 10 centímetros que se estende do útero, órgão interno, à vulva, estrutura genital externa. Suas paredes normalmente se tocam e no exame clínico o médico utiliza um aparelho para afastá-las. Esse canal é responsável por receber o pênis durante a relação sexual e serve de canal de saída tanto para o fluxo menstrual quanto para o bebê no momento de parto normal. É um órgão musculoso cujo orifício é denominado introito. Próximos ao introito existem pequenas glândulas chamadas glândulas de Bartholin, que secretam muco para lubrificar a vagina sob a ação de estímulos sexuais.
O hímen é uma membrana de tecido conjuntivo forrada por mucosa tanto interna como externamente. Ele pode variar de tamanho e forma. No primeiro ato sexual sofre ruptura, permanecendo apenas pequenos fragmentos no local, chamados carúnculas himenais.
O clitóris é uma pequena saliência, bastante sensível ao tato, situada na junção anterior aos pequenos lábios. Tem função muito importante na excitação sexual feminina e pode ser considerado similar ao pênis no homem.
O útero é o órgão responsável por alojar o embrião e mantê-lo durante todo o seu desenvolvimento até o nascimento. Tem a forma de uma pera invertida, mas pode variar de forma, tamanho, posição e estrutura. É formado por tecido muscular que se estende amplamente durante a gravidez e apresenta camadas, sendo o endométrio aquele que sofre modificações com o ciclo menstrual, preparando-se mensalmente para receber o ovo já fecundado e, caso isso não ocorra, apresenta descamação e é eliminado pela menstruação.
Os ovários são duas glândulas situadas uma em cada lado do útero, abaixo das trompas. São responsáveis por produzir gametas ou óvulos e também por produzir hormônios sexuais femininos, estrógeno e progesterona. Esses hormônios vão controlar o ciclo menstrual, provocar o crescimento do endométrio e estimular o desenvolvimento dos vasos sanguíneos e glândulas do endométrio, tornando-o espesso, vascularizado e cheio de secreções nutritivas.
As tubas uterinas são aquelas que transportam os óvulos que romperam a superfície do ovário para a cavidade do útero. São dois canais finos que saem de cada lado do fundo do útero e terminam com as extremidades próximas aos ovários. Nas tubas, os espermatozoides unem-se aos óvulos quando há fecundação para então se fixar no útero. Pode ocorrer também do óvulo já fecundado fixar-se na tuba uterina e iniciar o desenvolvimento do embrião, o que se denomina gravidez tubária.

11.124 – Sistema Reprodutor Masculino


ap reprod masculino

O sistema reprodutor masculino, também chamado de sistema genital masculino, é composto pelos testículos, bolsa escrotal, pênis, um sistema de ductos ou canais e glândulas anexas.
No sistema reprodutor masculino, encontramos um par de testículos. Eles são as gônadas masculinas e se localizam no interior da bolsa escrotal. Ambos os testículos são constituídos por milhares de túbulos seminíferos e no interior desses túbulos ocorre a produção dos espermatozoides num processo chamado de espermatogênese. Também é nos testículos que encontramos as células intersticiais ou células de Leydig, cuja função é produzir o hormônio testosterona.
Após a formação dos espermatozoides nos túbulos seminíferos, eles são encaminhados através de ductos eferentes ao epidídimo, onde ganharão mobilidade e ficarão armazenados até serem eliminados na ejaculação. Quando o homem é estimulado sexualmente, os espermatozoides saem do epidídimo, através dos ductos deferentes, e são encaminhados até as glândulas seminais, e, em seguida, para a próstata. Tanto as glândulas seminais quanto a próstata são glândulas anexas que produzem substâncias que nutrem os espermatozoides. Depois de passar por essas glândulas anexas, o esperma ou sêmen é encaminhado à uretra, de onde será expulso.
Quando estimulado sexualmente, o homem libera um líquido que lubrifica a extremidade do pênis, além de atuar na limpeza da uretra. Esse líquido é produzido pelas glândulas bulbouretrais, que se localizam abaixo da próstata.
O pênis é o órgão copulador do sistema reprodutor masculino. Ele é composto por tecidos esponjosos que se enchem de sangue, deixando-o rígido e com maior volume.

11.123 – A Anatomia


Anatomical_chart,_Cyclopaedia

É o campo da Biologia responsável por estudar a forma e a estrutura do organismo humano, bem como as suas partes. O nome anatomia origina-se do grego ana, que significa parte, e tomnei, que significa cortar, ou seja, é a parte da Biologia que se preocupa com o isolamento de estruturas e seu estudo.
A anatomia utiliza principalmente a técnica conhecida como dissecação, que se baseia na realização de cortes que permitem uma melhor visualização das estruturas do organismo. Essa prática é muito realizada atualmente nos cursos da área da saúde, tais como medicina, odontologia e fisioterapia.
Acredita-se que as primeiras dissecações em seres humanos tenham acontecido no século II a.C. por intermédio de Herófilo e Erasístrato em Alexandria. Posteriormente, a área ficou praticamente estagnada, principalmente em decorrência da pressão da Igreja, que não aceitava esse tipo de pesquisa.
Os estudos na área retornaram com maior força durante o período do Renascimento, destacando-se as obras de Leonardo da Vinci e Andreas Vesalius. Leonardo da Vinci destacou-se na anatomia por seus espetaculares desenhos a respeito do corpo humano, os quais preparou por cerca de 15 anos. Para a realização de desenhos, esse importante artista fez vários estudos, participando inclusive de dissecações.
O primeiro livro de atlas de anatomia, o “De Humani Corporis Fabrica”, foi produzido em 1543 por Vesalius, atualmente considerado o pai da anatomia moderna. Seu livro quebrou falsos conceitos e contribuiu para um aprofundamento maior na área, marcando assim a fase de estudos modernos sobre a anatomia.
Essa área foi e é, sem dúvidas, extremamente importante para a compreensão do funcionamento do corpo humano. Atualmente, podemos dividi-la em várias partes, mas duas merecem destaque:

→ Anatomia Sistêmica: Essa parte da anatomia estuda os sistemas do corpo humano, tais como o sistema digestório e o circulatório. Ela não se preocupa com o todo, realizando uma descrição mais aprofundada das partes que compõem um sistema.

→ Anatomia Regional ou Topográfica: Essa parte da anatomia estuda o corpo humano por regiões, e não por sistemas. Esse estudo facilita na orientação correta ao analisar um corpo.

Normalmente, ao estudar anatomia humana no Ensino Fundamental e Médio, o foco maior é dado à anatomia sistêmica. Os sistemas estudados normalmente são o tegumentar, esquelético, muscular, nervoso, cardiovascular, respiratório, digestório, urinário, endócrino e reprodutor. Veja a seguir as principais características desses sistemas:

→ Sistema tegumentar: É formado pela pele, que é responsável por isolar nosso corpo, protegê-lo contra a entrada de patógenos e regular a temperatura.

→ Sistema esquelético: Formado por ossos e cartilagens, esse sistema fornece sustentação e garante movimento ao nosso corpo.

→ Sistema muscular: Formado pelos músculos estriados cardíacos, estriados esqueléticos e não estriados, esse sistema atua, por exemplo, na locomoção, nos movimentos do coração e no transporte de alimento por meio do tubo digestório.

→ Sistema nervoso: Formado por encéfalo, medula espinhal e nervos, esse sistema ajuda na percepção de mudanças no meio externo e interno do nosso corpo.

→ Sistema cardiovascular: Formado pelo coração e vasos sanguíneos, esse sistema atua na distribuição de substâncias para todas as células do corpo.

→ Sistema respiratório: Formado pelo nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos e pulmões, esse sistema atua garantindo a entrada do oxigênio no nosso corpo e a eliminação de gás carbônico.

→ Sistema digestório: Formado pela boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e glândulas acessórias, a principal função do sistema digestório é retirar e absorver os nutrientes dos alimentos que ingerimos.

→ Sistema urinário: Formado pelos rins, ureteres, bexiga e uretra, esse sistema é responsável por eliminar substâncias tóxicas ao corpo.

→ Sistema endócrino: É formado por todas as glândulas endócrinas do corpo e está envolvido com a produção de hormônios, que regulam as mais variadas funções do nosso organismo.

→ Sistema reprodutor: Na mulher é formado por ovários, tuba uterina, útero, vagina e vulva, enquanto no homem é formado por testículo, epidídimo, ductos deferentes, uretra, pênis e algumas glândulas. A função desse sistema é garantir a reprodução da espécie.

11.122 – A Agricultura Biodinâmica


Trata-se de um modelo agrícola de produção, que nasceu em 1924, através de um ciclo de oito palestras proferidas por Rudolf Steiner, criador da Antroposofia.
Assim como na Agricultura Orgânica, a Agricultura Biodinâmica não utiliza adubos químicos, venenos, herbicidas, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios.
A diferença, é que, além disto, ela busca a individualidade agrícola, procurando a integração e harmonia entre as várias atividades de uma propriedade como horta, pomar, campo de cereais, criação animal e florestas nativas.
Trabalha também com o conhecimento do ciclo cósmico, pois para os agricultores biodinâmicos, o reino vegetal não se emancipou das forças cósmicas, sendo um reflexo do que se passa no Cosmo.
Para intensificar as relações e forças terrestres e cósmicas que agem nas plantas, a Biodinâmica usa preparados homeopáticos feitos de minerais, esterco bovino e plantas medicinais, promovendo assim, a vitalidade nos alimentos.
Os agricultores usam o Calendário Astronômico Agrícola como uma importante ferramenta de orientação para os melhores momentos de se trabalhar a terra: plantio, tratos culturais, colheita, etc.
Segundo Steiner, criador da agricultura biodinâmica, “a única coisa que torna viável a vida física na Terra, é sem dúvida, a agricultura”. E que, “é a agricultura, a atividade que mais foi afetada pela vida espiritual moderna”. Com isto, as pessoas passaram a se alimentar de forma incorreta. Os alimentos já não continham mais o que “realmente” os animais e seres humanos necessitavam para seu desenvolvimento pleno.

Pfeiffer diz que quando foi perguntado a Steiner:

“Como pode ocorrer que o impulso espiritual, especialmente a força da vontade para transformar os conhecimentos em ações, produza tão poucos frutos na prática?”

Steiner teria respondido:
“Isto é um problema de nutrição. A nutrição tal como se apresenta hoje não mais supre a energia necessária para manifestar o espírito na vida física. Não proporciona a construção da ponte ou conexão essencial entre o pensar, o querer e a ação. As plantas alimentícias não mais contêm as forças que as pessoas necessitam para isso”.

11.121 – Mega Byte – O que é o “Flood”?


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Flood” é um termo em inglês que significa “encher” ou “inundar”, mas na internet ele é usado para designar uma atitude bem irritante. Virtualmente, a palavra virou uma expressão para definir o ato de postar informações sem sentido ou finalidade nenhuma, de modo que uma ou mais pessoas sejam prejudicadas.
Imagine a seguinte situação: você acabou de entrar no seu Facebook e aquela pessoa apaixonada por você não parou de mandar recados desde ontem. Dessa maneira, ela lotou a sua timeline e deixou sua página cheia de atualizações, não é? Pois bem, ela é um flooder — nome dado para quem é “adepto” do flood.
No Twitter, situações bem parecidas com a descrita anteriormente também acontecem. Basta identificar a pessoa que vai postando sem parar, enchendo a sua página com diversos posts irrelevantes e que ninguém gostaria de ler. Neste caso, você pode dizer sem dúvidas: esta pessoa floodou a sua timeline.
Contudo, postar repetidamente a mesma informação — por mais útil que ela seja — também acaba por ser uma espécie de flood. Por haver uma repetição, as postagens copiadas perdem todo o seu sentido e também vão servir somente para ocupar espaço ou incomodar.
Apesar de não gerar problemas graves, este é um grande motivo para que pessoas sejam banidas de fóruns e comunidades ou excluídas de algumas redes sociais. No entanto, o flood é feito de maneira inconsciente e é exercido por pessoas sem nenhuma intenção de prejudicar terceiros — na maioria das vezes.

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11.120 – ☻Mega Bloco – Biologia, a Ciência da Vida


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Uma ciência que, em rápida expansão atinge proporções que começa a se subdividir em em numerosas ciências derivadas.
Da Zoologia e da Botânica sistemática, todos podemos colher uma visão geral das diferentes espécies de seres vivos e das múltiolas relaçlões entre eles. Da Anatomia e da Fisiologia, uma compreensão clara do nosso próprio corpo. Do estudo da Embriologia e da Reprodução temos a percepção do lugar que ocupamos na escala da vida. a Genética, cada vez mais explorada, emergiu de discussões e controvérsias, mas que apresenta princípios exatos na hereditariedade.
A Ecologia ocupa-se das diversas espécies vivas como partes interdependentes numa única cadeia. A Medicina que era o estudo das doenças, vem se tornando o estudo da Saúde. a Psicologia aborda os mais fascinantes problemas e tem o trabalho de explicar como se desenvolveu a mente, desde as suas nebulosas origens até o aspecto que reveste a espécie humana.

Você vai mergulhar em mais um ☻Mega Bloco.

Agricultura biodinâmica
Anatomia
Astrobiologia
Bioquímica
Bioinformática
Biologia
Biologia da conservação
Biomaterial
Biomecânica
Biofísica
Biopolímeros
Biotecnologia
Botânica
Biologia celular
Biologia do desenvolvimento
Biologia evolutiva
Biologia estrutural
Biologia molecular
Biologia marinha
Biologia sistémica
Bromatologia
Ciências do ambiente
Ciências da saúde
Controlo biológico
Dinâmica populacional
Ecologia
Etologia
Farmacogenética
Farmacologia
Fisiologia
Genética
Genómica
Imunogenética
Imunologia
Imunoterapia
Imagiologia médica
Microbiologia
Neurociência
Neurociência cognitiva
Neurociência computacional
Neuroetologia
Nutrição
Oncologia
Optometria
Parasitologia
Patologia
Proteómica
Zoologia

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11.119 – Sinais do Espaço – Blitzar, uma poderosa e desconhecida explosão eletromagnética, é captada a 5,5 milhões de anos-luz da Terra


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Foi detectado um sinal estranho e poderosíssimo, vindo do espaço exterior profundo, a uma distância de 5.500 milhões de anos luz. Supõe-se tratar de uma explosão massiva de ondas de rádio, um fenômeno cósmico conhecido como blitzar.
Os chamados blitzar são uma explosão de radiação eletromagnética, que dura somente um milésimo de segundo, embora produzam uma energia equivalente à gerada pelo Sol durante milhões de anos. Segundo Emily Petroff, da Universidade Swinburne, na Austrália, e membro da equipe que monitorou o fenômeno através de radiotelescópios, a origem do clarão está localizada nas proximidades da constelação de Aquário. E essa informação permite aos especialistas descartar outras causas, como surtos de raios gama e supernovas.
Os dados obtidos no observatório tornaram possível a descoberta de novas propriedades sobre os blitzar. A onda de radiação eletromagnética é polarizada de forma circular, e não linear, como se acreditava anteriormente, o que prova que ela vibra em duas superfícies planas. A partir das fontes de energia dessas ondas, os astrônomos podem calcular a densidade do meio interestelar, o que lhes permitiria decifrar um dos maiores enigmas sobre a evolução do universo.