14.091 – Mega Techs – O Reconhecimento Facial


reconhecimento facial
Trata se de uma técnica de processamento de imagem e visão computacional para determinar a existência, ou não, de faces numa determinada imagem e, caso exista(m), retornar a localização da(s) mesma(s).
Apesar de ser uma tarefa trivial para seres-humanos, é um problema desafiador para computadores, visto que rostos podem variar em cor, iluminação, posicionamento e escala, dificultando a detecção automática.
Os primeiros estudos realizados na área datam do começo dos anos 70, e utilizavam técnicas de heurística e medições extremamente simples. Para isso eram utilizadas imagens seguindo padrões de documentos de identidade, com a face centralizada e plano de fundo liso, como pode ser encontrado em. Pequenas variações nos padrões poderiam invalidar o sistema inteiro, o que manteve as pesquisas na área estagnadas por décadas.
A expressão facial é um ou mais movimentos e expressões dos músculos da face e é sinal de emocionalidade. Estes movimentos geralmente significam a transmissão de algum estado emocional do indivíduo aos seus observadores. As expressões faciais são uma forma de comunicação não-verbal. Eles são o principal meio de transmissão de informações sociais entre os seres humanos, mas eles também ocorrem na maioria dos outros mamíferos e outras espécies animais.
O pioneiro instrumento para classificar cientificamente a face humana o F-M Facial Action Coding System 2. 0 (F-M FACS 2.0) foi criado em 2017 pelo Dr. Freitas-Magalhães, e apresenta 2 mil segmentos em 4K, com recurso a tecnologia 3D e de reconhecimento automático e em tempo real.
Os seres humanos podem adotar uma expressão facial, voluntária ou involuntariamente, e os mecanismos neurais responsáveis ​​pelo controle da expressão diferem em cada caso. Expressões faciais voluntárias são muitas vezes socialmente condicionado e são conduzido por comando enviados ao cérebro. Por outro lado, as expressões faciais involuntárias são consideradas inatas e seguem um percurso subcorticais no cérebro, exemplo, uma expressão de dor, ou o próprio choro.
Os olhos são muitas vezes vistos como características importantes de expressões faciais. Aspectos como a taxa de piscar pode ser usado para indicar se uma pessoa está nervosa ou se ou não ele ou ela está mentindo/brincando, no caso da piscadela. Além disso, o contato visual é considerado um aspecto importante da comunicação interpessoal. No entanto, existem diferenças culturas em relação à propriedade social de manter contato com os olhos ou não.

Para além do carácter, este torna-se acessório das expressões faciais na comunicação falada entre pessoas e desempenham um papel importante na comunicação com a língua de sinais. Muitas frases em língua de sinais incluem expressões faciais.

Há controvérsia em torno da questão da existência ou não as expressões faciais são universais em todo o mundo e apresenta entre os seres humanos. Os defensores da hipótese de alegação de universalidade, apontam que muitas expressões faciais são inatas e têm raízes na ancestrais evolutivos. Os oponentes dessa visão causa a exatidão dos estudos utilizados para testar essa afirmação, e em vez acreditar que as expressões faciais são condicionadas e que as pessoas ver e compreender expressões faciais, em grande parte das situações sociais em torno delas.

14.088 – ☻Mega Projeções – Poderá a inteligência artificial superar a humana?


robo IA
Segundo um estudo com opiniões de 352 cientistas e especialistas, daqui a 45 anos há 50% de probabilidade das tarefas ocupadas por humanos conseguirem ser superadas por máquinas inteligentes.
A Inteligência Artificial (IA) está presente em coisas tão quotidianas como o telemóvel, o computador ou o GPS. Até as próprias plataformas de redes sociais já têm mecanismos para filtram informação.

O estudo When Will Artificial Intelligence Exceed Human Performance? levado a cabo por investigadores da Universidade de Yale (EUA) e da Universidade de Oxford (Reino Unido), recolheu opiniões de 352 cientistas e especialistas que acreditam que daqui a 45 anos há 50% de probabilidade das tarefas ocupadas por humanos conseguirem ser superadas por um sistema de inteligência artificial. O relatório indica que a IA está a progredir a uma velocidade nunca antes vista e que pode mudar completamente a sociedade como a conhecemos, desde saúde a transportes, passando pela economia e ciência.
As questões feitas pelos investigadores foram realizadas com o objetivo de determinar, numa linha temporal, a superação de tarefas típicas do ser humano por máquinas. Dentro de algumas décadas, é provável que a IA permita dominar trabalhos e procedimentos cada vez mais complexos, como cirurgias ou até a escrita de best sellers. A definição Máquinas de Alto Nível de Inteligência – máquinas que conseguem completar tarefas de forma mais eficaz e econômicas do que o ser humano – serviu de base para as considerações dos inquiridos.

As conclusões foram significativas. Segundo os resultados, metade aponta como provável que dentro de 45 anos atividades humanas vão conseguir ser superadas por sistemas de IA, sendo que em cerca de 10% das probabilidades a data reduz mesmo para nove anos. Em relação à automatização total do trabalho, os horizontes são mais longínquos: há 50% de probabilidades que aconteça daqui a 122 anos e 10% de chances de acontecer em menos de 20 anos.

Previsões de datas onde o desempenho humano poderá ser ultrapassado pelas máquinas
2024
Transcrever um discurso
2026
Realizar trabalhos escolares (Ensino Secundário)
2027
Conduzir um camião
2031
Trabalhar como um vendedor de comércio a retalho
2049
Escrever um best seller do The New York Times
2053
Trabalhar como um cirurgião
2138
Automatização total do trabalho
Em 2016, um romance criado por um programa de IA passou a primeira fase de seleção para Premio Nacional de Literatura Japonês. O Dia Em Que Um Computador Escreve Um Romance não foi o vencedor, mas mostrou um desenvolvimento significativo.

Noel Sharkey, um especialista em robótica da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, mostra algum ceticismo. “Resultados de estudos sobre o futuro podem ser úteis dentro de um intervalo de cinco a dez anos: isso é um futuro previsível”, explica à BBC. “Uma vez que vamos mais longe que isso, é pura especulação”.

O especialista vê como inevitável a superação das máquinas sobre os humanos em vários campos, mas não acredita que a inteligência artificial possa sequer ser comparada à humana. “Não sei se alguma vez [uma máquina] será capaz de se levantar de manhã e perceber se o meu cão precisa de ir à rua ou tomar decisões humanas significativas”, esclarece.

Os alertas de Stephen Hawking quando vivo
Já não é a primeira vez que o famoso físico britânico se se manifestava sobre esta questão. Segundo Stephen Hawking, a criação de máquinas inteligentes pode constituir uma ameaça à sobrevivência da espécie humana. Até agora, a inteligência artificial tem-se revelado útil em vários campos, mas a longo prazo “tornar-se-ia independente e redesenhar-se-ia a uma velocidade ainda maior”, disse nos finais de 2014, à BBC. “Os humanos, que estão limitados pela sua evolução biológica, não podem competir [com a inteligência artificial] e seriam ultrapassados”, acrescentou.

“O risco com a IA não é a malícia, mas a competência”, afirmou ainda o físico numa entrevista ao The Times. “Uma IA super-inteligente será extremamente boa a atingir os seus objetivos e se estes não estiverem alinhados com os nossos, teremos problemas”. Apesar da conjuntura, o físico mantém-se otimista, pois acredita que a espécie humana estará à altura dos seus desafios.
Mesmo Elon Musk, conhecido pelas suas inclinações futuristas, pensa que alcançar “uma simbiose entre inteligência humana e a máquina” que permita evitar que a raça humana se torne irrelevante. As declarações foram feitas a fevereiro deste ano no World Government Summit, no Dubai.
Fonte: O Observador

13.982 – Como Funciona IA?


IA
A inteligência artificial é um dos assuntos que, até hoje, rende melhores fontes para criar histórias de ficção científica. A ideia de uma sociedade povoada por robôs inteligentes que, mais do que realizar tarefas, interagem de maneira totalmente humana, serve de base para vários produtos de sucesso.
Exemplo disso é a trilogia “Matrix”, em que a inteligência artificial evoluiu tanto que os robôs se revoltaram contra seus criadores e decidiram moldar novamente o mundo à sua forma. Ou, em uma visão menos apocalíptica, pode-se tomar como exemplo o universo do filme “Eu, Robô”. Nele, um mundo povoado por máquinas superinteligentes presencia o surgimento do primeiro ser inorgânico capaz de demonstrar sentimentos.
Apesar de na ficção máquinas que reproduzem de forma idêntica o comportamento de seres humanos não serem nenhuma novidade, a realidade ainda está muito distante da ficção. Apesar de a cada ano surgirem novos robôs inteligentes, sua capacidade de interação ainda é muito limitada, e ninguém seria capaz de confundi-los com pessoas de verdade.
Desde a década de 1940, a humanidade sonha com os grandes avanços que a inteligência artificial deveria ser capaz de proporcionar. Porém, assim como o teletransporte e os carros voadores, o desenvolvimento científico seguiu por um caminho muito diferente do esperado.
Como o próprio nome deixa claro, a Inteligência Artificial (IA) é um ramo da ciência de computação que tem como foco elaborar dispositivos que simulem a capacidade de raciocínio humano. O objetivo é elaborar máquinas que, mais do que simplesmente seguir rotinas pré-programadas, sejam capazes de aprender a desempenhar suas tarefas de forma mais eficiente e consigam se adaptar a novos ambientes.
Porém, a emulação do comportamento humano se mostrou um processo muito mais complicado do que o imaginado originalmente. A própria falta de compreensão que temos do funcionamento dos processos biológicos que ocorrem no cérebro humano contribuiu para isso acontecer – afinal, se não conseguimos entender direito como surge o processo criativo ou a associação de ideias, fica muito difícil reproduzir tais processo de maneira fiel.
Isso se deve ao fato de que humanos não utilizam somente critérios lógicos de avaliação para resolver problemas. Aspectos como experiências anteriores, intuição e o próprio inconsciente influenciam de maneira substancial a forma como lidamos com situações inesperadas e contornamos obstáculos.
lém disso, a maneira como processamos informações é muito diferente da utilizada por uma máquina. Exemplo disso pode ser uma simples conversa sobre pássaros: enquanto os seres humanos possuem um conceito intuitivo do que é o animal (embora nem todos tenham a mesma imagem mental dele), para uma máquina interpretar tal conceito exigiria uma grande quantidade de informações.
Não só o conceito de pássaro deveria estar no banco de dados, como também formas de diferenciá-los de outros animais e objetos. O resultado é um processo que, se não impossível, requer um poder computacional que até as máquinas mais modernas teriam dificuldades em oferecer. Isso sem contar com o longo tempo necessário para programar todos os aspectos necessários.
A aparente falta de avanços pelas quais o campo passou durante boa parte das décadas de 1970 e 1980 decretou o fim da inteligência artificial como concebida originalmente. A necessidade de inovações no campo fez com que o foco deixasse de ser a recriação do pensamento humano e passasse a ser o desenvolvimento de máquinas capazes de realizar tarefas impossíveis para uma pessoa.
Durante a década de 1980, pesquisadores começaram a perceber que a inteligência não se trata de algo unitário, mas sim da união de diferentes fatores que, quando combinados, resultam na resolução de problemas e realização de tarefas. O resultado foi o desenvolvimento de novas técnicas que deixaram de se basear nos humanos como modelo, usando características próprias da informática para a elaboração de novas criações.
A partir de algoritmos baseados em probabilidades, capazes de subtrair significados a partir de uma grande quantidade de informações, pesquisadores descobriram que não era preciso ensinar a um computador como realizar uma tarefa. Basta informar a máquina como um ser humano contornaria determinado obstáculo para que ela seja capaz de reproduzir o comportamento nas mesmas condições.
O uso de algoritmos genéticos também foi essencial para o desenvolvimento da inteligência artificial como a conhecemos atualmente. Esta técnica consiste em vasculhar pedaços de códigos gerados aleatoriamente e selecionar somente aqueles que proporcionem o melhor desempenho. A combinação de vários pedaços constitui um novo código, renovado constantemente e que torna a programação final extremamente eficiente – em resumo, se trata de um processo elaborado de aprendizado.
Ao eliminar a necessidade de ter que reproduzir todo o comportamento humano, os pesquisadores conseguiram a liberdade necessária para desenvolver projetos menos abrangentes, mas muito mais eficientes. Exemplo disso é o sistema de algoritmos do Google, que utiliza o auxílio da inteligência artificial para detectar as palavras pesquisadas e entregar os resultados que melhor se adaptem à necessidade do usuário.

13.972 – Neurociência – Chegaram os Chips Cerebrais


chip cerebral
“A startup Kernel, fica localizada num modesto escritório em Venice Beach, na Califórnia, mas tem grandes pretensões. É nela que uma equipe de cientistas, liderada pelo empreendedor de tecnologia Bryan Johnson, de 38 anos, trabalha para criar um micro chip para ser implantado no cérebro humano.”
“A inovação, segundo o grupo, é capaz de estimular a inteligência, potencializar a memória e melhorar as capacidades cognitivas de qualquer pessoa. Para Johnson, o chip garantiria à mente humana condições de acompanhar o ritmo da evolução dos computadores e da inteligência artificial.”
“De início, a tecnologia quer auxiliar pessoas com problemas neurológicos decorrentes do Alzheimer, Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou traumatismo craniano. Mas, em pouco tempo, pode revolucionar a história da saúde mental. “Nossa inteligência está cercada pela artificial e isso vai levar a uma degeneração cada vez mais expressiva do nosso cérebro. É uma questão de manter as pessoas na frente, à medida que a tecnologia avança”, defende Johnson.

O funcionamento
A tecnologia trabalha por meio de um software instalado no chip, que melhora a comunicação entre as células cerebrais. Em pouco tempo, o sistema avalia o que é reconhecido como um código saudável e dissemina a informação por meio de pulsos elétricos.
As doenças do cérebro tendem a confundir o processo de conversão de experiências recentes em memória de longo prazo. A função do chip é copiar e estimular os sinais elétricos que ocorrem quando as células sadias se comunicam entre si.
De acordo com avaliações recentes, os “chips de Berger” melhoraram a capacidade intelectual de ratos e macacos submetidos a testes. A ideia é inspirada por um trabalho bastante sólido desenvolvido pelo engenheiro biomédico Theodore Berger. Ele dirige o Centro de Engenharia Neural da Universidade do Sul da Califórnia e também o departamento de ciências da Kernel. Há mais de duas décadas, se dedica à criação de chips para pessoas que sofrem com doenças cerebrais. Estatísticas indicam que elas atingem um a cada nove adultos com mais de 65 anos.
Apesar de avançada, a novidade ainda leva alguns anos para ser fabricada e mais tempo ainda para ser democratizada. Para Johnson, a demora não é um problema. Pelo menos não por preocupações financeiras. Em 2013, ele vendeu por US$ 800 milhões sua última startup, a Braintree, para a empresa de meios de pagamento PayPal.

Inovações
Bryan Johnson é um dos empreendedores que defende que o Vale do Silício pode financiar descobertas científicas em larga escala capazes de melhorar a vida de milhões de pessoas.
Por lá, é cada vez maior o número de pessoas que acreditam que máquinas inteligentes ainda vão permitir que carros se locomovam sem motorista e que sistemas de lojas deduzam as necessidades dos compradores antes mesmo de o pedido ser feito.
Companhias que buscam reprogramar DNAs ou identificar tumores com base em análises sanguíneas, por exemplo, também têm suas ideias cada vez mais consideradas. Mais exemplos curiosos ficam por conta da Thync – cuja criação foi um fone de ouvido que envia impulsos elétricos ao cérebro e melhoram o humor – e a Nootrobox, que fabrica suplementos mastigáveis com ingredientes de chá verde e cafeína que acalmam.”

13.953 – IA Gera Rostos Falsos


O site é uma criação de Philip Wang, engenheiro de software da companhia Uber.
A estrutura de inteligência artificial que alimenta o site foi originalmente inventada por um pesquisador chamado Ian Goodfellow.
Essa estrutura, por sua vez, utiliza o algoritmo de uma pesquisa lançada no ano passado pela empresa Nvidia para criar um fluxo interminável de retratos falsos.
O programa é treinado com um enorme conjunto de imagens reais e, em seguida, se aproveita de um tipo de rede neural conhecida como rede generativa antagônica (do inglês “generative adversarial network” ou GAN) para fabricar novos exemplos.

Potencialidades
Até agora, o algoritmo da Nvidia, chamado StyleGAN, provou ser incrivelmente flexível.
Embora esta versão do modelo seja treinada para gerar rostos humanos, pode, em teoria, imitar outras fontes, como personagens de anime e grafites.
Isso indica que existem aplicações criativas óbvias para essa tecnologia. Programas como este poderiam criar infinitos mundos virtuais, assim como ajudar designers e ilustradores.
Não há como negar que também existem desvantagens, no entanto. A tecnologia GAN, por exemplo, pode ser usada para sintetizar rostos de pessoas em vídeos-alvo, muitas vezes para criar pornografia não consensual.
A capacidade de manipular e gerar imagens realistas em grande escala pode ter um efeito enorme sobre como as sociedades modernas pensam em tópicos como evidências e confiança.
Por exemplo, esse software pode ser extremamente útil para criar propaganda política e campanhas de influência.
Em outras palavras, ThisPersonDoesNotExist.com é apenas uma introdução a essa nova tecnologia; suas terríveis consequências vêm depois. [TheVerge]

13.912 – Inteligência Artificial – Elementar, meu caro Watson


watson
Watson é a plataforma de serviços cognitivos da IBM para negócios. A cognição consiste no processo que a mente humana utiliza para adquirir conhecimento a partir de informações recebidas. Com o avanço da tecnologia, essa capacidade passa a ser integrada a sistemas que podem aprender em larga escala e ajudar a sociedade em uma série de finalidades, desde o atendimento a clientes até ao combate a doenças graves, essa solução também é chamada de inteligência artificial.
O Watson foi criado pela IBM para auxiliar profissionais, desenvolvedores, startups e empresas a construírem sistemas cognitivos que possam melhorar processos, interações e ações. Só no Brasil, já existem cerca de 30 casos de uso públicos em áreas como Saúde, Educação, Bancos, Agricultura, Cultura, entre outras. Ele foi apresentado mundialmente, em 2011, durante o programa americano de perguntas e respostas, Jeopardy! Ele foi um dos participantes e desafiou dois grandes vencedores da história do quiz. Na época, a solução apenas conseguia ler textos e responder perguntas. Hoje, já possui diferentes serviços como reconhecimento e análise de vídeos e imagem; interação por voz; leitura de grandes volumes de textos; criação de assistentes virtuais; entre outros. Esse sistema da IBM está disponível em nuvem, portanto não se trata de um supercomputador, um robô ou um hardware de grandes proporções e sim uma plataforma.
É um sistema para o processamento avançado, recuperação de informação, representação de conhecimento, raciocínio automatizado e tecnologias de aprendizado de máquinas.
De acordo com a IBM, “Mais de 100 técnicas diferentes são utilizadas para analisar a linguagem natural, identificar origem, localizar e gerar hipóteses, localizar e marcar evidências e juntar e rankear hipóteses.
Em Novembro de 2014 o presidente da IBM Portugal, António Raposo de Lima afirmou que o Watson, que é fluente em tratamento e validação de dados e de reconhecimento da linguagem natural e, ainda irá ter a versão em português o que fará com que a máquina se comunique com o pessoas que utilizam esta língua.
O sistema do Watson pretende otimizar a carga de trabalho que temos diariamente, nesse sentido, o computador integra processadores POWER7, criados com a tecnologia IBM’s DeepQA, que é usada para gerar hipóteses, juntar evidencias e analisar dados. Em média, o Watson consegue processar 500 gigabytes, o equivalente a um milhão de livros por segundo.
As fontes de informação do Watson são enciclopédias, dicionários, artigos e trabalhos literários. Para além disso o Watson também usa bases de dados, ontologias e taxonomias. Como fonte de informação foi usado especialmente o DBPedia, o WordNet, e o Yago.

13.765 – Mega Techs – História da Robótica


robotica
Documentos datados de 1495 revelam um cavaleiro mecânico que era, aparentemente, capaz de sentar-se, mexer seus braços, mover sua cabeça, bem como seu maxilar. Leonardo Da Vinci teria desenhado o primeiro robô humanóide da história. Uma onda de histórias sobre autômatos humanóides culminou com a obra Electric Man (Homem Elétrico), de Luis Senarens, em 1885. Desde então, muitos robôs surgiram, mas a maioria servia apenas como inspiração, pois eram meras obras de ficção e ainda muito pouco podia ser construído.
O Tortoise, um dos primeiros robôs móveis, foi construído em 1950 por W. Grey Walter e era capaz de seguir uma fonte de luz, desviando-se de obstáculos. Em 1956, George Devil e Joseph Engelberger abriram a primeira fábrica de robôs do mundo, a Unimation, fabricante da linha de braços manipuladores Puma (SHIROMA, 2004).

Em 1952, a Bell Laboratories alavancou o desenvolvimento da eletrônica com a invenção do transistor, que passou a ser um componente básico na construção de computadores e quebrou inúmeras restrições quanto ao desenvolvimento da Robótica. De 1958 a 1959, Robert Noyce, Jean Hoerni, Jack Kilby e Kurt Lehovec participaram do desenvolvimento do primeiro CI – sigla para Circuito Integrado – que, posteriormente, ficou conhecido como chip e incorpora, em uma única pastilha de dimensões reduzidas, várias dezenas de transistores já interligados, formando circuitos eletrônicos mais complexos (WIDESOFT, 2006).

Enquanto essas tecnologias iam entrando em cena, a Inteligência Artificial se desenvolvia com bastante velocidade também. Sua mais popular e inicial definição foi introduzida por John McCarty na famosa conferência de Dartmouth, em 1955: “Fazer a máquina comportar-se de tal forma que seja chamada inteligente, caso fosse este o comportamento de um ser humano” (INTELIGÊNCIA, 2006).

Segundo Arkin (ARKIN, 1998), para se realizar pesquisas em Robótica, robôs devem ser construídos, pois, ao trabalhar apenas com projetos de pesquisa baseados em simulações, perdem-se muitos detalhes. A construção de robôs é muito complexa e, nas décadas de 1960 e 1970, havia muitas restrições. Por causa disso, alguns robôs que surgiram nessa época são pontos notáveis da evolução cibernética. Como exemplos de projetos que superaram essas dificuldades, cita-se: Sharkey, Hillare e Stanford Cart.

Sharkey foi um robô construído no Instituto de Pesquisa de Stanford, no final dos anos 60 (NILSSON, 1969). Ele era capaz de sentir e modelar o ambiente ao seu redor, bem como planejar trajetórias e executar ações programadas no computador. Já Hillare, do Laboratório de Automação e Análise de Sistemas (LAAS) de Toulouse, França, foi construído em 1977. O robô pesava 400kg e era equipado com três rodas, um sistema de visão computacional, sensores ultra-sônicos e detectores de distância a laser. Podia movimentar-se para qualquer lado, transitando autonomamente por corredores (GIRALT et al., 1984). E, por fim, Stanford Cart, uma plataforma robótica usada por Moravec para testar a navegação usando um sistema de visão estéreo (MORAVEC, 1977).

O avanço da microeletrônica veio popularizar os sistemas computacionais e, na década de 70, começaram a surgir os sistemas de processamento central em um único chip como o 4004 e o 8080. A tecnologia MOS, em 1975, introduziu mais velocidade de processamento. Após a chegada do Z80, que surgiu em 1976, integrando 8000 transistores em uma única pastilha (MICROSISTEMAS, 2006), surgiu o conceito de microcontrolador. Os microcontroladores possuem, embutidos em um único chip, não só um sistema central de processamento, mas diversos periféricos como: memória, conversores analógico-digital, barramentos de comunicação, etc.
A partir da década de 80, a Robótica vem avançando em grande velocidade e, dentre inúmeros projetos, o ASIMO, iniciado em 1986 pela Honda Motor Company, recebe destaque (ARIK, 2006) (HONDA, 2006). Ao contrário do que possa parecer, seu nome não foi criado em homenagem ao escritor de ficção científica Isaac Asimov, mas é derivado de “Advanced Step in Innovative Mobility”. Assim como o ASIMO, o Qrio (SONY, 2006), da Sony, e o Robonaut, robô criado pela Nasa para auxiliar os astronautas da Estação Espacial Internacional na execução de atividades extraveículares, também são bastante relevantes. Os três são citados como robôs humanóides concebidos para interagir com seres humanos.

Com o projeto de exploração de Marte (NASA, 2003), a NASA construiu dois robôs geólogos, o Opportunity e o Spirit, que pousaram em Marte em 8 e 25 de julho de 2004, respectivamente. Eles foram desenvolvidos com o objetivo de enviarem imagens, analisarem rochas e crateras e procurarem sinais de existência de água no planeta vermelho. Mais tarde, o Laboratório de Inteligência Artificial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts desenvolveu o Cog (MIT, 2006), um robô que interage com seres humanos e aprende como uma criança.
No intuito de desenvolver a Inteligência Artificial e a Robótica, surgem competições robóticas que fornecem desafios e problemas a serem resolvidos da melhor maneira a partir da combinação de várias tecnologias e metodologias. Dentre elas, a RoboCup (ROBOCUP, 2006), que teve sua primeira versão mundial em 1997, se destaca pela popularidade.

Robotica2006

13.690 – Robótica – Sophia


É um robô humanoide desenvolvido pela empresa Hanson Robotics, de Hong Kong, capaz de reproduzir 62 expressões faciais.
Projetado para aprender, adaptar-se ao comportamento humano e trabalhar com seres humanos. Em outubro de 2017, tornou-se o primeiro robô a receber a cidadania de um país (Arábia Saudita).
O robô Sophia foi ativado no dia 19 de abril de 2015. Modelado em homenagem à atriz Audrey Hepburn e peculiar por sua aparência e comportamento mais próximos aos humanos do que robôs anteriores. De acordo com o fabricante, David Hanson, Sophia tem inteligência artificial, pode realizar processamento de dados visuais e reconhecimento facial. Sophia não somente imita gestos e expressões faciais humanas, como também é capaz de responder a certas perguntas e ter conversas simples sobre tópicos predefinidos (por exemplo, sobre o tempo). O robô utiliza tecnologia de reconhecimento de voz da Alphabet Inc. (matriz do Google) e é projetado para ficar mais inteligente com o tempo. Seu software de inteligência artificial, desenvolvido pela SingularityNET, analisa conversas e abstrai dados que permitem-lhe melhorar suas respostas futuras. É conceitualmente semelhante ao programa de computador ELIZA, que foi uma das primeiras tentativas de simular uma conversa humana.
Hanson projetou Sophia a fim de que fosse companhia para idosos em casas de repouso ou para ajudar multidões em grandes eventos e parques. Ele espera que o robô Sophia interaja suficientemente com seres humanos para eventualmente adquirir competências sociais.
O robô Sophia foi entrevistado da mesma forma que um ser humano seria, estabelecendo conversas com os anfitriões. Algumas respostas foram absurdas e outras impressionantes, como uma longa discussão com Charlie Rose em 60 Minutes. Em uma entrevista para a CNBC, quando seu criador perguntou “Você quer destruir os humanos? …por favor diga que não”, Sophia respondeu imediatamente com um “OK, eu destruirei os humanos”, resposta que deixou Hanson vermelho.
Em 11 de outubro de 2017, o robô Sophia foi apresentado à Organização das Nações Unidas durante uma breve conversa com a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina J. Mohammed.
No dia 25 de outubro, durante o Future Investment Summit em Riyadh, recebeu cidadania da Arábia Saudita, tornando-se o primeiro robô a ter uma nacionalidade.
Este acontecimento gerou polêmica, com alguns comentaristas se perguntando se isso significava que Sophia poderia votar, casar ou se um desligamento deliberado de seu sistema poderia ser considerado assassinato. Usuários de mídias sociais usaram esta notícia para criticar a posição da Arábia Saudita com relação aos direitos humanos.

13.665 – Projeções – O futuro da Inteligência Artificial


inteligencia-artificial-history-channel
A AI emerge como um elemento chave para as estratégias de negócio em todas as indústrias. Em um recente relatório, a Forrester previu um aumento nos investimentos em AI de mais de 300% em 2017, em comparação com 2016.

No Brasil, a inteligência artificial já começa a ganhar orçamento próprio dentro das organizações. A busca pela redução de custos e aumento de produtividade vêm alavancando o uso de soluções que envolvem robôs capazes de conversar com os clientes e de sistemas que analisam milhares de dados em poucos segundos. O volume de recursos destinado a esse segmento no país vai aumentar mais de cinco vezes em 2018 em relação ao ano passado.
O mais importante no momento é entender como essa tecnologia inovadora está permitindo que as empresas aproveitem seus dados para melhorar a eficiência e a produtividade no local de trabalho, ao mesmo tempo em que oferece resultados tangíveis do ponto de vista do negócio.

Melhoria para a Humanidade ou Catástrofe?
A inteligência artificial, surgida nos anos 1950, se baseia em algoritmos sofisticados e reconhecimento de dados que permitem resolver diversos problemas ou criar facilidades para o ser humano. Entre suas possíveis benesses, vai desde diagnósticos médicos automatizados e sistemas de táxi mais eficazes a até brincadeiras de gosto duvidoso com suas fotos do Facebook. Já os pessimistas, como os deste relatório, temem o uso errado da IA na próxima década para reforçar a cybercriminalidade.
Opinião da Microsoft
A Microsoft lançou um novo livro: The Future Computed: Artificial Intelligence and its role in society (O Futuro Computadorizado: a Inteligência Artificial e seu papel na sociedade). Nós dois redigimos o prefácio, e nossas equipes colaboraram para escrever seus conteúdos. Como o título sugere, o livro apresenta nossa perspectiva para onde a tecnologia de Inteligência Artificial está indo e as questões sociais relacionadas.
A tecnologia – incluindo dispositivos móveis e computação em nuvem – mudou fundamentalmente a maneira como consumimos notícias, planejamos nosso dia, nos comunicamos, compramos e interagimos com nossa família, amigos e colegas. Daqui a duas décadas, como será o nosso mundo? Na Microsoft, imaginamos que a Inteligência Artificial nos ajudará a fazer mais com uma das nossas mercadorias mais preciosas: o tempo. Em 2038, os assistentes digitais pessoais serão treinados para antecipar nossas necessidades, ajudar a gerenciar nossa programação, nos preparar para reuniões, ajudar a planejar nossas vidas sociais, responder e encaminhar comunicações e dirigir carros.
Além de nossas vidas pessoais, a IA permitirá avanços inovadores em áreas como saúde, agricultura, educação e transporte. Isso já está acontecendo de maneiras impressionantes.

Mas, como testemunhamos nos últimos 20 anos, a nova tecnologia também suscita questões complexas e preocupações sociais amplas. À medida que olhamos para um futuro alimentado por uma parceria entre computadores e humanos, é importante abordar esses desafios de frente.
Como podemos garantir que a IA seja projetada e usada de forma responsável? Como estabeleceremos princípios éticos para proteger as pessoas? Como devemos governar o seu uso? E como a IA afetará o emprego e o trabalho?
Devemos também prestar atenção ao impacto da IA na vida dos trabalhadores. Que empregos a IA eliminará? Que funções e cargos criará? Se há uma constante em mais de 250 anos de mudança tecnológica é o impacto contínuo da tecnologia no mercado de trabalho – a criação de novos empregos, a eliminação de funções existentes e a evolução das tarefas e do conteúdo do trabalho. É certo que isso vai continuar.

Algumas conclusões importantes estão surgindo.
Em primeiro lugar, as empresas e os países que se darão melhor na era da IA ​​serão aqueles que aceitarem essas mudanças de forma rápida e eficaz. Isso porque novos empregos e crescimento econômico virão para aqueles que abraçarem a tecnologia, não para aqueles que resistirem ou demorarem a adotá-la.
Segundo, enquanto acreditamos que a IA ajudará a resolver grandes problemas sociais, devemos olhar para este futuro com um olhar crítico. Haverá desafios e oportunidades. Devemos endereçar a necessidade de fortes princípios éticos, a evolução das leis, o treinamento para novas habilidades e até mesmo as reformas do mercado de trabalho. Isso tudo deve se juntar se quisermos aproveitar ao máximo a IA.
Em terceiro lugar, precisamos agir com um senso de responsabilidade compartilhada porque a IA não será criada apenas pelo setor de tecnologia. Na Microsoft, estamos trabalhando para democratizar a IA de uma maneira semelhante à forma como tornamos o PC disponível para todos. Isso significa que estamos criando ferramentas para facilitar a criação de soluções baseadas em IA para todos os desenvolvedores, empresas e governos e acelerar o benefício para a sociedade.
Tudo isso nos leva ao que pode ser uma das conclusões mais importantes de todas. Qualificação para um mundo alimentado por IA envolve mais do que ciência, tecnologia, engenharia e matemática. À medida que os computadores se comportam mais como seres humanos, as ciências sociais e humanas se tornarão ainda mais importantes. Os cursos de idiomas, arte, história, economia, ética, filosofia, psicologia e desenvolvimento humano podem ensinar habilidades críticas, filosóficas e éticas que serão fundamentais no desenvolvimento e gerenciamento de soluções de IA. Para que a IA atinja seu potencial em servir os seres humanos, cada engenheiro precisará aprender mais sobre as artes liberais e todos os profissionais das artes liberais precisarão aprender mais sobre engenharia.

13.625 – O que é o Projeto Avatar?


projeto avatar
Magnata russo deseja implantar cérebros humanos em robôs
Dmitry Itskov, magnata russo da área de tecnologia, apresentou recentemente um projeto que mais se parece com um daqueles livros de ficção científica: batizado de “Avatar”, a ideia é desenvolver robôs capazes de hospedar cérebros humanos e manter sua consciência ativa para sempre.
Lançado há um ano, o projeto emprega 30 pesquisadores, que Itskov financia com o dinheiro do próprio bolso. Depois da recente apresentação realizada em Moscou, o magnata espera atrair cientistas de todo o mundo que desejem colaborar com as pesquisas.
De acordo com Itskov, “este projeto estará indicando o caminho para a imortalidade”, e ele acredita que “esta é uma nova estratégia para o futuro, para a humanidade”.

Projetos semelhantes
A DARPA, agência norte-americana que trabalha com projetos de pesquisa avançada de defesa, já havia surpreendido ao apresentar um sistema, também batizado de “Avatar”, que utilizará robôs bípedes e semiautônomos para substituir soldados nos campos de batalha. Entretanto, os planos de Itskov, que precedem as pesquisas norte-americanas, parecem ir mais além.
O projeto é ambicioso e está dividido em fases:
Primeira fase: deve ocorrer dentro de poucos anos e prevê o desenvolvimento de robôs capazes de ser operados pela mente humana. Essa tecnologia já se encontra em desenvolvimento, e um estudo realizado em pacientes humanos do hospital John Hopkins já está utilizando implantes cerebrais para controlar membros artificiais, por exemplo.
Segunda Fase: deve ocorrer dentro de 10 anos e prevê o transplante da mente humana para uma mente robótica. Após essa etapa, seria realizada uma espécie de “upload” de informações, que transferiria o conteúdo do cérebro humano a um cérebro robótico novinho em folha.
Última fase: deve ocorrer dentro de 30 anos e prevê o desenvolvimento de corpos holográficos, que seriam capazes de hospedar a consciência humana.
Até o momento, não existe nenhuma tecnologia que permita a criação de consciências humanas holográficas, nem podemos afirmar que algum dia será possível criá-las. Mas, como o próprio Itskov afirmou, “se você empregar toda a sua energia em algo, poderá fazer com que se torne realidade”.

13.624 – Projeções – A Transferência Mental


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Em teoria por enquanto:

Acredita-se que uma pessoa possa transformar a sua personalidade, memória e emoção em dados de computador. Sendo assim, essa pessoa poderia viver eternamente caso algo acontecesse ao seu corpo orgânico dentro de um sistema de computação. Uma pessoa pode carregar sua consciência para um computador ou a mente de um bebê recém-nascido. O bebê, então, iria crescer com a individualidade da pessoa anterior e não poderia desenvolver sua própria personalidade.
Futuristas como Moravec e Kurzweil propuseram que, graças ao crescimento exponencial do poder da computação, um dia será possível fazer o upload da consciência humana para um sistema informático e viver indefinidamente em um ambiente virtual. Isso poderia ser conseguido através de avanços da cibernética, quando o hardware seria inicialmente instalado no cérebro para ajudar a memória a digitalizar ou acelerar os processos de pensamento. Componentes seriam adicionados gradualmente até que as funções do cérebro da pessoa fossem inteiramente dispositivos artificiais, evitando transições radicais que poderiam levar a problemas de identidade.
Após esse ponto, o corpo humano poderia ser tratado como um “acessório opcional” e a mente poderia ser transferida para qualquer computador suficientemente potente. Pessoas nesse estado seriam, então, essencialmente imortais, a menos que a máquina (ou o segundo corpo) que as mantém seja destruida. A pessoa poderia criar varias cópias de arquivo e guardá-las em vários locais (ou jogá-las na Internet), garantindo assim vida eterna absoluta.

Uso Militar
Essa tecnologia poderia ser usada como uma forma de armazenar dados das mentes de soldados. Esses dados ficariam em um local seguro e, caso esses soldados fossem mortos em guerra, com sua essência eles poderiam ser revividos, assim evitando o sofrimento da morte para a familia.
Outro uso é que a inteligência artificial poderia ser usada para o combate direto. Com a captação de dados, seria possivel replicar o sistema criando seres artificiais baseados na personalidade da pessoa que foi sublimada. Ex.: pilotos de caça criados artificialmente (homúnculos ou inteligências de computador) poderiam entrar em combate, a mente desenvolvida poderia tomar decisões sozinha e assim poderia ser criado o livre-arbitrio artificial, criando uma espécie de guerra robótica em que seres humanos não precisariam mais arriscar suas vidas para o combate e, sim, homúnculos ou inteligências artificiais, capazes de tomar as suas próprias decisões e, quem sabe, possuir sentimentos e essências baseados no ser humano.

Onde entra a ética?
É evidente que essa questão gera muita polêmica. Como ainda não existe uma legislação especifica para esse caso, uma pessoa sublimada não teria nenhum impedimento para praticar muitos crimes, como assassinato por exemplo (já que homicidio é qualificado como um humano matando outro e, de certo ponto de vista, o individuo deixa de ser humano).
Outro ponto a ser comentado é a questão de o homem se tornar uma especie de deus, já que, com uma análise detalhada de dados, podemos até criar um homúnculo (ou uma consciência artificial) baseando-se em tais dados; o que poderia levar a máquina (ou o homúnculo) dotada de livre-arbítrio a cometer crimes e ficar impune. Apesar de existirem as três leis da robótica, o ser citado acima, por possuir livre-arbitrio, poderia se negar a seguir tais leis, o que cientificamente seria absurdo de se aceitar. Isso sem contar a questão da imortalidade já citada acima.
Com isso surgiriam questões do tipo: é etico ser imortal? Seria injusto não aplicar as mesmas leis humanas a robôs? Seria injusto exclui-los do mesmo código de ética, mesmo sabendo que eles devem ser uma espécie de escravos do ser humano e não poderiam seguir o seu livre-arbitrio tão livremente assim?

13.615 – Inteligência artificial decifra alguns mistérios do antigo manuscrito de Voynich


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Usando inteligência artificial, pesquisadores da Universidade de Alberta (Canadá) deram um grande passo para desvendar o significado de um documento que vem sendo indecifrável há cem anos: o manuscrito de Voynich.
Nomeado em homenagem a Wilfrid Voynich, um comerciante de livros que colocou suas mãos no texto em 1912, o manuscrito de 240 páginas tem 600 anos e está preenchido com uma linguagem aparentemente codificada e ilustrações esquisitas, confundindo linguistas e criptógrafos há décadas.
Criptograma mais importante do mundo
O manuscrito de Voynich contém centenas de páginas frágeis, sendo que algumas estão faltando. Escrito à mão, o texto vai da esquerda para a direita e a maioria das páginas também possui desenhos, como plantas, figuras humanas nuas e símbolos astronômicos.
É difícil decifrar o seu significado porque o documento está escrito em um código desconhecido para disfarçar uma linguagem que não sabemos qual é – uma dupla incógnita que se revelou, até agora, impossível de se resolver.
Considerado o criptograma mais importante do mundo, foi examinado por incontáveis mentes profissionais e amadoras, inclusive criptógrafos que trabalharam decifrando comunicações inimigas na Segunda Guerra Mundial.
Várias teorias foram levantadas ao longo dos anos, incluindo que o documento foi criado usando esquemas de criptografia semialeatórios; anagramas; ou sistemas de escrita em que as vogais foram removidas. Alguns até sugeriram que o manuscrito é uma “pegadinha” altamente elaborada.
Já que as máquinas estão aí para dominar o mundo mesmo, pelo menos podemos usá-las a nosso favor. Tendo em vista que muitos seres humanos falharam na tarefa, estava na hora de recorrer a um cérebro que poderia processar esse texto com o escrutínio necessário: a inteligência artificial.
Os cientistas da computação Greg Kondrak, especialista em processamento de linguagem natural, e Bradley Hauer, seu estudante de pós-graduação, decidiram fazer o teste. O primeiro passo era descobrir o idioma do manucristo criptografado. Para esse fim, uma inteligência artificial (IA) estudou o texto da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, escrito em 380 línguas diferentes, procurando por padrões.
Em seguida, a IA passou para o Voynich, concluindo com uma alta taxa de certeza que o texto foi escrito em hebraico codificado. Kondrak e Hauer ficaram surpresos, uma vez que entraram no projeto pensando que ele havia sido elaborado a partir do árabe.
Armados com o conhecimento de que o texto foi originalmente codificado em hebraico, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo que poderia levar esses anagramas a criar palavras hebraicas reais. “Mais de 80% das palavras existiam em um dicionário hebreu, mas não sabíamos se faziam sentido juntas”, contou Kondrak.
Para o passo final, os pesquisadores decifraram a frase de abertura do manuscrito, apresentando-a a um colega cientista da computação e falante nativo de hebraico, Moshe Koppel. Decepcionantemente, Koppel disse que ela não formava uma frase coerente em hebraico.

Novamente com a ajuda do computador, no entanto, depois de algumas correções ortográficas, a frase foi convertida em uma sentença em hebraico que pode ser traduzida para o inglês (e agora para o português): “She made recommendations to the priest, man of the house and me and people” ou “Ela fez recomendações para o padre, o homem da casa, eu e as pessoas”.
De acordo com Kondrak, o significado completo do texto não será conhecido até que historiadores de hebraico antigo tenham a chance de estudar o texto decifrado.
Além disso, a equipe está planejando aplicar o seu algoritmo a outros manuscritos antigos, destacando o potencial da IA nesse campo de estudo. [Gizmodo]

 

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13.595 – Inteligência Artificial na Medicina


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A Microsoft em parceria com a empresa Adaptive Biotechnologies pretende para usar a inteligência artificial para mapear e decodificar o sistema imunológico humano.
Segundo o vice-presidente corporativo da Microsoft IA e Pesquisa, Peter Lee, o objetivo é criar um exame de sangue universal que leia o sistema imunológico de uma pessoa para detectar uma grande variedade de doenças, incluindo infecções, cânceres e transtornos autoimunes em seu estágio inicial, quando podem ser mais efetivamente diagnosticados e tratados.
A resposta do sistema imunológico à presença de doença é expressa na genética de células especiais, chamadas células T e células B, que formam o comando distribuído e o controle para o sistema imune adaptativo. Cada célula T possui uma proteína de superfície correspondente chamada receptor de células T (TCR, na sigla em inglês), que possui um código genético que visa um sinal específico de doença ou um antígeno.
Mapear TCRs para antígenos é um desafio enorme, exigindo tecnologia de inteligência artificial muito profunda e recursos de aprendizado de máquina, juntamente com pesquisas emergentes e técnicas de biologia computacional aplicadas à genômica e ao imunosequenciamento.
Com o sequenciamento do sistema imunológico é possível descobris as doenças com as quais o corpo está lutando ou já lutou. “O potencial para ajudar clínicos e pesquisadores a conectar os pontos e entender a relação entre os estados da doença pode eventualmente levar a uma melhor compreensão da saúde humana em geral”, afirma Lee.

13.580 – Seu Futuro decidido por um Robô – Programa de inteligência artificial encontra candidatos para vagas


Desde pequena, Marcela Ponzini, estudante de Economia e Administração, nunca parou quieta. Gostava de aprender e descobrir coisas novas — duas características marcantes da personalidade dela. Hoje, passa o tempo livre lendo os livros de Sri Prem Baba, um brasileiro popstar do hinduísmo.
Em uma disputa de emprego tradicional, essas curiosidades poderiam passar em branco. Afinal, o que mais conta, nas primeiras etapas, são histórico escolar e experiências anteriores. Não dá para chamar a atenção dos recrutadores de outra forma que não apenas com o currículo — exceto em processos que envolvem o Kenoby, software de recrutamento e seleção, custos e tempo gasto nos processos seletivos com auxílio do Watson, plataforma de inteligência artificial da IBM.
E Ponzini encarou uma dessas seleções. Ela participou de quatro provas online: inglês, conhecimentos gerais, conhecimento cultural e motivacional. Mas o programa de inteligência artificial da Kenoby não avalia apenas os resultados: analisa as respostas com cuidado e revela alguns detalhes da personalidade. Nessa busca, indica aos recrutadores — em um tempo bem mais ágil — quais são os melhores candidatos para a vaga. “Dá mais segurança e não sofre influência de preconceitos”, diz Marcel Lotufo, CEO e sócio-fundador do empreendimento.
Ponzini não passou no teste final, mas superou quase mil candidatos. E pôde, pelo menos, mostrar mais que o currículo.

13.572 – Mega Byte – Google abre laboratório de inteligência artificial na China


google de olho
O Google não pode operar nenhum dos seus principais serviços na China, mas isso não impede que a empresa invista no país. Agora o Google abriu um laboratório voltado para inteligência artificial para competir com nomes locais como Baidu, Tencent e Alibaba.
De acordo com o Google, o laboratório será o primeiro do tipo na Ásia e foi criado a partir de uma pequena equipe que trabalhava em pesquisas básicas relacionadas a inteligência artificial, segundo a Reuters.
A expectativa do Google é atrair grandes mentes chinesas da área para contribuir com o desenvolvimento das tecnologias de aprendizado de máquina. Os trabalhos serão feitos em conjunto com outros laboratórios abertos em Nova York, Toronto, Londres e Zurique.
Apesar de não autorizar a operação dos serviços do Google no país alegando que eles ferem ideais socialistas, o governo chinês vê com bons olhos as pesquisas relacionadas a inteligência artificial, o que faz com que muitas empresas chinesas já tenham estudos avançados na área – o Baidu, por exemplo, está desenvolvendo um carro autônomo próprio.

13.532 – Hasta la Vista Baby – Inteligência Artificial pode substituir todos os Humanos Afirmou STEPHEN HAWKING


exterminador
Se as pessoas projetam vírus de computador, alguém projetará uma Inteligência Artificial que vai se aperfeiçoar e reproduzir a si própria.” Concretizar essa profecia feita pelo físico teórico em entrevista à revistaWired parece uma questão de tempo.
Um exemplo é o projeto AphaGo, do Google, que criou um robô capaz de vencer os melhores jogadores de GO, um antigo jogo chinês. Em seguida o projeto de inteligência artificial criou outro robô, que se treinou sozinho, e venceu 100 partidas consecutivas o primeiro robô. Por enquanto é só um jogo, em um ambiente (teoricamente) controlado como o laboratório do Google.
Diariamente, no entanto, surgem novas notícias da evolução da inteligência artificial. Caso essa tecnologia esteja disponível nas mãos de alguém sem tanta preocupação ética, dando liberdades de parâmetros e limites aos robôs, um cenário similar à Skynet de O Exterminador do Futuro não parece tão impossível. “Será uma nova forma de vida que supera os humanos”, alerta Hawkings. Podemos ficar obsoletos.
Não é a primeira vez que o físico alerta sobre os perigos da inteligência artificial. Em uma entrevista concedida à revista Times, em março deste ano, garantiu que o apocalipse robô era iminente, e a criação de algum tipo de governo mundial seria necessário para controlar a tecnologia. Ele destacou principalmente os empregos que serão perdidos para os robôs e a criação de armas militares providas de inteligência artificial.
Para o cientista, já atingimos um ponto sem volta. Como parece que nenhum governante esteja muito preocupado com as ameaças, a opção para Hawking seria a colonização de outros planetas. Mas tem de ser rápido, já que ele colocou um prazo de 100 anos para deixarmos a Terra.
O engenheiro chefe do Google, Ray Kurzweil, já afirmou que a singularidade — quando máquinas inteligentes criam máquinas ainda mais inteligentes — deverá acontecer dentro dos próximos 30 anos. Seja qual for o resultado, o quase ilimitado potencial da inteligência artificial, com capacidade para o bem ou para o mal, precisa ser desenvolvido com o máximo de cautela.

13.523 – Inteligência Artificial – Estes rostos não pertencem a pessoas reais


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Recentemente, um gerador de imagens que conseguia transformar o desenho mais grosseiro de um rosto em uma imagem de aparência mais realista fez sucesso na internet. O sistema usava um tipo novo de algoritmo, chamado de rede adversária generativa (GAN). Agora, a fabricante de chips NVIDIA desenvolveu um sistema que emprega um GAN para criar imagens muito mais realistas das pessoas.
As redes neurais artificiais são sistemas desenvolvidos para imitar a atividade dos neurônios no cérebro humano. Em um GAN, duas redes neurais são essencialmente opostas uma contra a outra. Uma das redes funciona como um algoritmo generativo, enquanto o outro desafia os resultados do primeiro, desempenhando um papel adversário.
Como parte de suas aplicações expandidas para inteligência artificial, a NVIDIA criou um GAN que usou o banco de dados da CelebA-HQ de fotos de pessoas famosas para gerar imagens de pessoas que na verdade não existem.
A ideia era que os rostos criados pela inteligência artificial pareceriam mais realistas se duas redes trabalhassem uma contra a outra para produzi-las. Primeiro, a rede generativa criaria uma imagem com uma resolução menor. Então, a rede oposta avaliaria o trabalho.
À medida que o sistema avançava, os programadores adicionaram novas camadas que lidavam com detalhes de alta resolução até que o GAN finalmente gerasse imagens de “qualidade sem precedentes”, de acordo com a equipe da NVIDIA.
Na verdade, essa linha entre o que é humano e o que é gerado por máquinas é um tema de muita discussão dentro do domínio da IA, e o GAN da NVIDIA não é o primeiro sistema artificial a imitar de forma convincente algo humano.
Uma série de IAs usam técnicas de aprendizado profundo para produzir uma fala humana. O DeepMind da Google tem a WaveNet, que agora pode copiar o discurso humano quase que perfeitamente. Enquanto isso, o algoritmo de inicialização do Lyrebird é capaz de sintetizar a voz de um ser humano usando apenas um minuto de áudio.
Ainda mais perturbador ou fascinante – dependendo da sua opinião sobre a inteligência artificial – são robôs que supostamente entendem e expressam emoções humanas. Exemplos disso incluem os robôs Sophia, da Hanson Robotics, e Pepper, da SoftBank.
Claramente, uma era de máquinas mais inteligentes já chegou. Conforme a capacidade da inteligência artificial de realizar tarefas que anteriormente apenas seres humanos poderiam realizar melhorar, a linha entre humanos e máquinas continuará a diminuir. A única questão é se ela acabará desaparecendo completamente. [Science Alert]

13.331 – Espiritismo – Inteligência artificial pôs à prova psicografia de Chico Xavier


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Francisco Cândido Xavier morreu há 15 anos, deixando para trás mais de 412 livros escritos. Mas ele sempre rejeitou a autoria de todos: a obra seria inteira psicografada, ditada diretamente de espíritos que falavam ao médium.
Com o aniversário de falecimento do líder espírita, uma empresa brasileira resolveu investigar a obra de Chico usando inteligência artificial. Ao longo da vida, ele psicografou livros de vários autores diferentes. A ideia era usar todo o poder de computação para responder duas perguntas: esse autores têm cada um seu estilo próprio? Eles são suficientemente diferentes entre si?

A Stilingue, uma empresa que trabalha com análise de textos via inteligência artificial para “resumir a internet”, encontrando tendências nas redes sociais, resolveu testar como as obras psicografadas seriam analisadas por uma técnica de aprendizado de máquinas chamada Deep Learning.
A partir de grandes quantidades de dados, o computador aprende a criar relações entre eles, sem precisar aprender, por exemplo, o que é um verbo, um adjetivo, um substantivo. Se fosse reconstruir a Bíblia, o computador logo ia aprender que precisa colocar um número antes de cada frase, porque o livro é estruturado em versículos.
A mesma técnica também já foi usada para recriar Shakespeare. Depois de ler milhões de caracteres do dramaturgo, o computador era capaz de escrever sozinho “imitando” o estilo do inglês, sem nunca ter passado por uma aula de literatura. Nem sempre as frases fazem total sentido, mas os tempos verbais e a mania de criar palavras novas mudando o final delas ficam reproduzidos, igualzinho.
No caso de Chico Xavier, o estudo da Stilingue selecionou três dos principais autores psicografados pelo médium: Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos.
Para “alimentar” a rede neural artificial, eles selecionaram três livros de cada autor – que precisam ser enormes, porque a técnica deep learning exige, no mínimo, um milhão de caracteres por autor conseguir aprender com sucesso. “No caso de Humberto de Campos, sentimos um pouco de falta de mais material. Ele é um autor mais desafiador porque escrevia diferentes tipos de texto [contos, anedotas e poesias]”, explica Milton Stiilpen Jr., fundador da Stilingue.
Devidamente treinado, o computador começou a reproduzir os textos. André Luiz, por exemplo, tinha o hábito de colocar falas espaçadas entre blocos de texto maiores, ao invés de criar longos blocos de diálogos.

André Luiz: entidade espírita vs. bot

Este primeiro texto foi psicografado por Chico Xavier
Os encarnados presentes viam tão-somente o corpo de Otávia, dominado pelo sacerdote que lhes era invisível, quase a rebentar-se de soluços atrozes, mas nós víıamos além. A nobre senhora desencarnada postou-se ao lado do filho e começou a beijá-lo, em lágrimas de reconhecimento e amor. Pranto copioso identificava-os. Cobrando forças novas, a genitora continuou:

– Perdoe-me, filho querido, se noutra época induzi o seu coração à responsabilidade eclesiástica, modificando o curso de suas tendências. Suas lutas de agora me atingem a alma angustiada. Seja forte, Marinho, e ajude-me! Desvencilhe-se dos maus companheiros! Não vale rebelar-se. Nunca fugiremos à lei do Eterno! Onde você estiver, a voz divina se fará ouvir no imo da consciência…

Nesse momento, observei que o sacerdote recordou instintivamente os amigos, tocado de profundo receio. Agora que reencontrava a mãezinha carinhosa e devotada a Deus, que sentia a vibração confortadora do ambiente de fraternidade e féé, sentia medo de regressar ao convívio dos colegas endurecidos no mal.

Já este foi criação da inteligência artificial

A primeira vez mais providencial de serviço de sua consciência, a senhora Laura encontrava-se com a presença de alguns, com a sua consciência espiritual e a medicina de amor, acrescentou:

– O controlador de serviço está disposto a escapar com as mesmas expressões de alegria.

A primeira vez mais forte de algum tempo, a senhora de Alexandre prosseguiu a companheira de serviço e considerando a alegria da conversação despediu-se:

– Neste momento, a maioria dos companheiros encarnados estão através de construções destruidoras e desencarnadas. A consciência tem sempre a construção do coração.
Depois de criar três bots capazes de imitar os autores com uma precisão considerável (erro de 22% para André Luiz, 5% para Emmanuel e 32% para o Humberto de Campos), dá para dizer que cada autor tem um estilo razoavelmente marcante e uniforme.
Agora, dá para dizer que eles são diferentes entre si? Ou será que o estilo delata que teriam sido escritos por uma só pessoa? Para fazer o teste, eles decidiram confundir a máquina. Misturaram os textos de diferentes autores. Mandaram o bot do Emmanuel escrever com base na obra do Humberto, o do Humberto imitar o André e assim por diante. Deu errado: a taxa de erro disparou. Os modelos eram incapazes de encontrar os mesmos padrões de estilo de uma entidade espírita nos livros da outra. Os autores são, sim, marcadamente diferentes.

A questão que resta é: há outras formas de explicar o resultado?
Misturar textos de diferentes temas e épocas de um mesmo autor já é suficiente para aumentar a taxa de erro. Mas não tanto assim. “Fizemos um teste com o Paulo Coelho justamente para testar um único autor com diferentes livros e muitos textos. A taxa de erro aumenta – mas mesmo assim continua baixa”, explica Milton. O teste com Paulo Coelho retornou uma taxa de apenas 10%.
Outra possibilidade cética seria a criação consciente e deliberada de Chico Xavier de diferentes personas, uma para cada autor – coisa parecida com o que o escritor Fernando Pessoa fez, com seis heterônimos marcadamente diferentes.
Milton também tinha uma resposta para isso: eles fizeram o teste de deep learning também com Fernando Pessoa. “Faltou quantidade de dados suficiente para atender essa técnica”, responde Stiilpen. A Stilingue não conseguiu acesso fácil e digitalizado à quantidade necessária de material de cada heterônimo de Pessoa. Relembrando, o mínimo necessário para a análise usando deep learning é de 1 milhão de caracteres o que significa, nesse caso, 6 milhões para uma análise de todos os “autores” em questão. E isso só para aquecer.
Graças a esses resultados, a análise textual deve virar um projeto de pesquisa oficial que vai, inclusive, selecionar outras técnicas mais adequadas a autores como Fernando Pessoa e Nelson Rodrigues. Mas, de tudo isso, qual foi o veredito do estudo sobre Chico Xavier?
A psicografia segue como uma questão de fé. Mas se o estudo atesta algo, é a genialidade do médium. Escrever o volume de texto que ele escreveu, com personas comprovadamente distintas, mas uniformes entre si, não precisa nem ser sobrenatural para ser absolutamente impressionante. Ou, como colocou Monteiro Lobato, “Se Chico Xavier produziu tudo aquilo por conta própria, então ele merece ocupar quantas cadeiras quiser na Academia Brasileira de Letras.”

13.241 – Neurociência – Elon Musk: o projeto que mesclará cérebros humanos e inteligência artificial


neurociencia
Elon Musk, CEO da SpaceX e da Tesla, está no processo de desenvolvimento de uma nova empresa de interfaces cérebro-computador. Chamada Neuralink, ela será voltada à criação de dispositivos que poderão ser implantados no cérebro humano.
Sua função será unir o cérebro humano a um software, permitindo o aperfeiçoamento da memória e a criação de interfaces diretas com aparelhos informáticos.
Embora, até o momento, esse tipo de interface exista apenas na ficção científica, na medicina as matrizes de eletrodos e outros implantes já são utilizados para ajudar no alívio de sintomas do mal de Parkinson, da epilepsia e de outras doenças neurodegenerativas.
Operar o cérebro humano é bastante complexo e invasivo e, segundo os pesquisadores, temos um entendimento muito limitado sobre como os neurônios reagem no cérebro humano. Por isso, é compreensível que somente as pessoas que tenham uma condição médica muito séria e já tenham esgotado todas as outras possibilidades estejam suscetíveis à ideia de um implante cerebral – pelo menos, em uma primeira fase.

12.780 – ‘Malware’ cerebral: hackers estão a um passo de ler mentes (?)


hacker
A guerra pela privacidade dos dados é praticamente uma batalha perdida para aqueles que acessam, mesmo que uma única vez, um website e fornecem seu nome e sobrenome.
Basta um clique para que os motores de busca e os hackers já tenham acesso a milhares de informações sobre cada pessoa. Com a criação de interfaces que conectam a mente humana a um aparelho, essa guerra se estende à esfera do pensamento.
Cientistas da Universidade de Washington, nos EUA, afirmaram que, com a criação dessa tecnologia de interfaces, cuja origem está nos aparelhos de encefalograma, existe a possibilidade de os hackers utilizarem esse meio para roubar informações pessoais. Isso pode ocorrer no momento em que os usuários estejam, por exemplo, jogando com os dispositivos que se conectam à sua cabeça, uma vez que estes recebem os sinais emitidos pelo cérebro.
Segundo os especialistas, nas sessões do jogo podem existir imagens que aparecem e desaparecem abruptamente, o que provoca reações involuntárias nos usuários, as quais são estudadas pelos hackers, revelando informações sobre suas preferências políticas e sexuais. “Isso é como um detector de mentiras à distância, um detector de pensamento”, explica Howard Chizeck, pesquisador da universidade, que afirmou que se não forem criadas rapidamente leis para proteger a privacidade, será tarde demais para evitar os ataques de hackers.