13.885 – Elementos Químicos


quimica
1789 foi o ano em que o químico Antoine Lavoisier ensaiou a primeira formação de uma tabela com 33 elementos químicos conhecidos, dividindo-a em categorias. A partir daí, a famosa tabela periódica só foi ficando mais sofisticada, organizada e maior. Atualmente, os 118 elementos químicos são sistematicamente ordenados de acordo com seus números atômicos, camadas eletrônicas, número de elétrons na camada de valência (camada mais externa) e propriedades físicas. Bom, entre os metais, semimetais, não metais e novos elementos que nem puderam ser bem classificados ainda, destacam-se alguns casos muito interessantes.
O elemento mais abundante do universo – compõe 75% de sua matéria – é o átomo mais simples existente, com número atômico 1 e massa atômica de aproximadamente 1,00 U. Apesar de sua abundância, o hidrogênio em seu estado natural é muito raro na atmosfera da Terra, por causa de sua baixa densidade (a menor entre todos os elementos conhecidos), a qual permite que ele facilmente escape do campo gravitacional do planeta.
Nas condições normais de temperatura e pressão da Terra, este elemento existe como gás diatômico, o H2, e na forma de compostos químicos como hidrocarbonetos e água. O hidrogênio não se enquadra perfeitamente em nenhum grupo da tabela periódica e seu isótopo de maior ocorrência é formado por um único próton, um elétron orbitando à sua volta e nenhum nêutron. O mais incrível em relação a este elemento talvez seja sua importância para a formação das estrelas e como principal combustível no ciclo de fusão nuclear das mesmas, sendo, portanto, primordial na fabricação de outros elementos, a começar pelo Hélio.

13.852 – Quando Surgiu a Alquimia?


alquimia
Ainda hoje, muitos acreditam que o pensamento racional foi o grande responsável pelo desenvolvimento de todo conhecimento científico até então acumulado. A observação e os experimentos auxiliaram o homem a desvendar grandes incógnitas da natureza. Nesse sentido, costuma-se observar as ciências naturais (Biologia, Física e Química) como as grandes beneficiárias de todas estas ações promovidas pelo interesse humano.
No entanto, as crenças e o pensamento religioso não se afastaram por completo no desenvolvimento das ciências. Uma prova cabal dessa ideia pode ser contemplada quando focamos nossa atenção para um misterioso grupo de estudiosos: os alquimistas. Os relatos sobre esses “cientistas” dizem que seus interesses pela manipulação de materiais químicos e orgânicos rondavam a busca incessante pelo elixir da vida eterna e pelas transformações dos metais em ouro.
Tendo seu auge entre os séculos XIV e XVI, a alquimia teve suas origens no Egito Antigo. Na cidade de Alexandria, centro de conhecimento erigido pelo imperador Alexandre, reuniam-se escritos de uma antiga técnica egípcia chamada kyniâ. Essa técnica egípcia envolvia o domínio dos processos químicos de embalsamamento e a manipulação de metais. Entrando em contato com a sabedoria grega, a kymiâ passou a considerar que toda matéria era constituída por quatro elementos básicos: terra, ar, água e fogo.
Durante a dominação romana sobre o Egito, a alquimia passou a ser condenada pelas autoridades imperiais. Com a oficialização do cristianismo, ordenada pelo imperador Constantino, em 330, um grupo de hereges ligados à prática da alquimia foram perseguidos pelas autoridades romanas. Conhecidos como nestorianos, esses praticantes da alquimia refugiaram-se da perseguição religiosa na Pérsia. Naquela época, muitos persas se interessaram pelo domínio dessas técnicas.
A expansão islâmica também foi de grande importância na preservação e ampliação dos conhecimentos alquímicos. O Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, previa que o conhecimento da natureza era uma forma louvável de aproximação com Alá. Por isso, muitos árabes desenvolveram estudos envolvendo elementos químicos e metais preciosos. Enquanto esse tipo de conhecimento desenvolvia-se no mundo islâmico, a Europa Medieval pouco sabia sobre esses estudos.
Com o movimento cruzadista, na Baixa Idade Media, a alquimia entrou em contato com os europeus. A sua busca pela vida eterna, proposta por alguns alquimistas, entrou em choque com o pensamento religioso da época. Este tipo de ousadia era visto como uma ofensa à ideia de que somente Deus poderia conceder a dádiva da vida eterna. Dessa forma, para evitar possíveis perseguições ou terem seus conhecimentos desvendados, os alquimistas costumavam utilizar uma complexa simbologia que guardava os processos e experimentos por eles desenvolvidos.
Mesmo sendo mal vista pela Igreja, a alquimia foi uma atividade comum entre alguns clérigos. Roger Bacon e São Tomas de Aquino redigiram alguns experimentos onde relatavam a obtenção de ouro através de outras substâncias e a criação de um homem mecânico. Durante o século XVI, a alquimia começava a ganhar uma nova compreensão. O filósofo britânico Francis Bacon (1561 – 1626), já acreditava que a alquimia poderia desenvolver outros promissores tipos de conhecimento científico.
No século XVII, Robert Boyle começou a lançar alguns dos pontos que fundaria o nascimento de uma nova ciência: a química. Aparentemente suas idéias procuravam afastar-se do lado místico da alquimia. No entanto, o próprio Boyle acreditava que um metal poderia ser transmutado. Isaac Newton (1643-1727) foi outro grande cientista interessado pela alquimia. O encontro da “pedra filosofal” ocupou vários de seus estudos.
Ao longo do século XVII, a popularização do conhecimento científico ganhou espaço frente os códigos e segredos da alquimia. Além disso, a separação entre fé e razão, defendida pelo pensamento iluminista, fez com que os conhecimentos alquímicos fossem vistos como mera invencionice.
Mesmo dotada de crenças que perseguiam a vida eterna e o conforto material, a alquimia não pôde ser colocada para fora da história do desenvolvimento das ciências. Muitos dos instrumentos utilizados nos processos químicos e o estudo de alguns elementos foram elaborados graças ao espírito empreendedor dos alquimistas. Além disso, a tese de transformação dos elementos químicos foi comprovada por diversos estudos desenvolvidos durante o século XX.

13.824 – Nobel 2018 – Cientistas que usaram evolução para criar proteínas ganham Nobel de Química


nobel de quimica
Os pesquisadores levaram a evolução para os tubos de ensaio, tornando o processo mais rápido e fácil. Com alterações e seleção genética, eles conseguiram desenvolver proteínas que ajudaram a solucionar alguns dos problemas químicos da sociedade.
Metade da premiação em dinheiro (9 milhões de coroas suecas, valor equivalente a cerca de R$ 4 milhões) será de Frances Arnold, responsável, em 1993, pela primeira evolução dirigida de enzimas —proteínas que catalisam, ou seja, facilitam reações químicas. Nesse experimento, a melhor proteína conseguida após análise das mutações era uma enzima 256 vezes melhor do que a original.
A pesquisa de Arnold, cientista do Instituto de Tecnologia da Califórnia, possibilita atualmente a produção de substâncias químicas mais amigáveis do ponto de vista ambiental além da possibilidade de desenvolvimento de combustíveis renováveis menos poluentes.
Arnold é a quinta mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Química. A última vencedora foi Ada E. Yonath, em 2009. Antes delas, nenhuma pesquisadora tinha sido laureada na área desde 1964.
A outra metade do prêmio será dividida entre George Smith, da Universidade do Missouri, e Gregory Winter, do MRC Laboratório de Biologia Molecular.
Smith é responsável pelo desenvolvimento, 1985, de um mecanismo no qual um bacteriófago —vírus que infecta bactérias— é usado para criar novas proteínas.
Winter, por sua vez, usou esse mecanismo para a evolução dirigida de anticorpos, o que já resultou em novas drogas. O primeiro medicamento a ser produzido a partir desse método —o adalimumab— foi aprovado em 2002 e é usado para o tratamento de artrite reumatoide, psoríase e doença inflamatória intestinal.
O mesmo mecanismo já possibilita hoje a criação de anticorpos que podem neutralizar toxinas, frear doenças do sistema imune e até mesmo curar câncer metastático, com imunoterápicos —área de pesquisa vencedora do Nobel de Medicina de 2018.
Segundo Sara Snogerup Linse, membro do Comitê do Nobel para Química, Arnold (na área de biocombustíveis) e Winter (com anticorpos) já detêm patentes relacionadas às suas pesquisas.
Para ter controle sobre a evolução, Arnold tomou em suas mãos a seleção natural —pelo menos quanto as enzimas com as quais estava trabalhando.
A cientista inseriu mutações nos genes de uma enzima e colocou esse código genético mutante em uma bactéria, que acabou por gerar milhares de variações da enzima original.
O próximo passo do trabalho da pesquisadora consistiu em selecionar as enzimas que eram mais aptas para o fim pretendido —conseguir que a proteína catalisasse reações em soluções além das baseadas em água.
Arnold estudava uma enzima que interage com a caseína, que é uma proteína do leite. A cientista, então, fez testes com a caseína no tipo de solução em que ela gostaria que as enzimas funcionassem. Desse modo, as enzimas mutantes que melhor quebrassem a caseína seriam selecionadas e passariam por novas mutações aleatórias.
Ao fim, o melhor resultado alcançado pela pesquisadora americana tinha a combinação de dez mutações diferentes.​
Parte do raciocínio de seleção presente na pesquisa de Arnold é semelhante ao que Smith e Winter desenvolveram em suas pesquisas. Eles, porém, usavam uma “pescaria” para fazer suas seleções.
Smith, primeiramente, teve que desenvolver uma “isca”. Para isso, inseriu um gene no DNA de um bacteriófago. Com isso, o cientista acreditava que a proteína resultante ficaria visível na parte externa do vírus. E foi isso mesmo que aconteceu.
Com essa isca (que pode ser um peptídeo —conjunto de aminoácidos—, um anticorpo), é possível pescar outras proteínas ou antígenos. A técnica de Smith ganhou o nome de fago display.
Por fim, o britânico Winter levou a técnica a frente e conseguiu que o local de ligação de anticorpos se manifestasse na área externa do bacteriófago. Basicamente, ele conseguiu aplicar a evolução dirigida à técnica de fago display. Uma revolução farmacêutica começa a partir daí, com a possibilidade da seleção de anticorpos com grande afinidade a determinados antígenos.
Já em 1994, Winter conseguiu desenvolver anticorpos que conseguem atacar com grande especificidade células cancerígenas.
“Com essa técnica você aumenta a chance de achar um ligante”, diz Paulo Sérgio de Oliveira, pesquisador do Cnpem (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais). Com o conhecimento já desenvolvido sobre a área, hoje é possível fazer essas varreduras computacionalmente.
Oliveira afirma que no Cnpem são pesquisadas, a partir dos mecanismos vencedores do nobel, formas de diagnóstico de zika e de tratamento de sepse —uma grave infecção generalizada.
Além da possibilidade de aperfeiçoar o que já existe, com a evolução dirigida é possível criar enzimas do zero, que não existem na natureza, diz Fábio Cesar Gozzo, do Instituto de Química da Unicamp. “É uma área que se inspira na natureza, mas na qual conseguimos ir muito além, fazer algo melhor do que existe.”
O design de proteínas —criar uma molécula— é um dos ramos relacionados à evolução dirigida. É esse tipo de criação que Allan Ferrari faz na Universidade de Washington, com auxílio de uma bolsa Fapesp.

nobel 2018 quimica
Esse tipo de toxina é produzida por fungos, pode afetar humanos e, por mais que os micro-organismos sejam eliminados, ela pode continuar nos alimentos. Uma abordagem mais radical ainda, segundo Ferrari, seria criar uma proteína que conseguisse quebrar a substância tóxica.
O laboratório de Arnold, ganhadora do nobel, também já realiza pesquisas na área de criação, trabalhando com uma química que não existe na natureza.
Além dos 9 milhões de coroas suecas, os vencedores também ganham uma medalha com a silhueta de Alfred Nobel e um diploma.
A láurea da área é destinada aos que fizeram as mais importantes descobertas ou aperfeiçoamentos químicos, segundo o testamento de Nobel (1833-1896).
Para a nomeação para o prêmio, o Comitê do Nobel para Química envia fichas confidenciais para pesquisadores qualificados —como membros da Academia Real Sueca de Ciências e laureados anteriores nas áreas de física e química— fazerem indicações. Ninguém pode indicar a si mesmo.
A láurea da área é destinada aos que fizeram as mais importantes descobertas ou aperfeiçoamentos químicos, segundo o testamento de Alfred Nobel (1833-1896).
A química era a ciência de maior importância no trabalho de Nobel, inventor da dinamite. Ele também foi responsável pelo desenvolvimento de borracha e couro sintéticos e seda artificial. Nobel registrou 355 patentes em seus 63 anos de vida.
Em 2017, o Nobel de Química premiou pesquisas de criomicroscopia eletrônica, processo pelo qual é possível congelar moléculas em meio a processos bioquímicos. Dessa forma, é possível ver com maior precisão a superfície delas e o funcionamento do organismo. Trata-se de uma fotografia da vida.
Os últimos premiados da área foram Jacques Dubochet, da Universidade de Lausanne, Joachim Frank, da Universidade Columbia e Richard Henderson, da Universidade de Cambridge.
Se na premiação de física deste ano, pela terceira vez na história, uma mulher recebeu a láurea da área, na química a situação não é muito melhor. Desde 1901 —primeiro ano da cerimônia—, o prêmio só acabou quatro vezes nas mãos de mulheres. A quinta ocorreu neste ano. Além de Frances Arnold e Ada Yonath, já receberam a láurea Marie Curie, Irène Joliot-Curie e Dorothy Crowfoot Hodgkin.
Na história do Nobel, em oito ocasiões, devido às duas guerras mundiais, a láurea de química não foi entregue —1916, 1917, 1919, 1924, 1933, 1940, 1941 e 1942.
Entre as pesquisas já premiadas estão a descoberta e trabalho com elementos químicos rádio e polônio (Marie Curie, 1911) e a pesquisa sobre ligações químicas (Linus Pauling – 1954).
Com a entrega do prêmio de química, agora restam as láureas da paz, a ser entregue nesta sexta (5), e de economia, que será divulgada na segunda-feira (8).
Por conta de uma série de denúncias e escândalos, a Academia Sueca anunciou que o Nobel de Literatura de 2018 não será entregue. A premiação de 2019 também corre risco de não ocorrer.
Em novembro de 2017, o jornal Dagens Nyheter informou que pelo menos 18 mulheres acusavam Jean-Claude Arnault –importante figura no meio cultural sueco– de assédio e agressão sexual. O homem é casado com uma membro da academia, a poeta Katarina Frostenson. Ambos são dirigentes de um clube cultural chamado Fórum, que recebia verbas da Academia Sueca.
Segundo o jornal, as agressões de Arnault a mulheres teriam ocorrido, nos últimos 20 anos, no clube e em imóveis de propriedade da Academia, em Estocolmo e Paris.
O escândalo, de acordo com o Dagens Nyheter, também envolve sete vazamentos do ganhador do Nobel de Literatura, desde 1996.

13.778 – O que é o Ouro dos Tolos?


ouro dos tolos - C.E.
Será mesmo verdade: existe ouro falso? Esta história já deu muito que falar desde os primórdios da civilização. O ouro é um dos elementos conhecidos pelo homem desde a Antiguidade (2600 a.C.), e possui a propriedade de formar ligas metálicas com outros metais. O ouro pertence à classe de metais preciosos e compõe um interessante assunto para ser abordado em sala de aula.
O ouro em seu estado natural é chamado de ouro nativo, a estimativa é que existem cinco quilates de ouro para cada milhão de toneladas de terra, por isso é considerado precioso, por ser metal raro. O ouro nativo (100 % puro) é designado como ouro 24 quilates, ele é maleável, ou seja, não apresenta consistência para fabricar objetos. Por isso, no processo de obtenção de jóias preciosas se faz necessário adicionar prata (Ag), cobre (Cu) ou Níquel (Ni) que formam uma liga metálica com o ouro.

Veja a seguir as misturas que permitem obter ouro apropriado para confeccionar jóia e outros utensílios:
Ouro branco: liga de ouro que contém 20 a 50 % de níquel.
Ouro 12 quilates: mistura de 12 gramas de ouro + 12 gramas de prata (ou cobre).
Ouro 18 quilates: mistura de 18 gramas de ouro + 6 gramas de prata (ou cobre).
Essas misturas permitem maior dureza ao material, tornando possível a confecção de anéis, colares, relógios, etc.
O ouro foi valorizado pelo fato de ser quimicamente estável, ou seja, não é atacado pela maioria dos reagentes, preservando assim sua beleza. Por esta razão foi escolhido para compor jóias, e justamente por esta valorização do ouro surgiram as imitações, a Pirita (FeS2) é uma delas. A pirita é uma liga de estanho e enxofre que possui características parecidas com as do Ouro: a mesma cor e o mesmo brilho, e por esta razão foi apelidada de “Ouro dos Tolos”. A passagem de corrente elétrica permite diferenciar as espécies, uma vez que ouro conduz corrente e pirita não.

 

13.727 – Química – O que é a Eletrólise da água?


eletrolise
Trata-se da decomposição de água (H2O) em oxigênio (O2) e hidrogênio (2H2) por efeito da passagem de uma corrente elétrica pela água. No entanto, este processo eletrolítico raramente é usado em aplicações industriais uma vez que o hidrogênio pode ser produzido mais acessivelmente através de combustíveis fósseis. Uma fonte de energia eléctrica está ligada a dois elétrodos (geralmente feitos a partir de alguns metais inertes como a platina ou o aço inoxidável, no caso da imagem, é usada a grafite) que estão colocados na água. Se tudo estiver corretamente montado, origina-se hidrogênio no cátodo (o eléctrodo ligado ao terminal negativo da fonte de energia) e oxigênio no ânodo (o eléctrodo ligado ao terminal positivo da fonte de energia).
É necessária uma enorme quantidade de energia para fazer a eletrólise da água pura uma vez que esta não é boa condutora eléctrica. Sem o excesso de energia a electrólise da água pura ocorre muito lentamente. Isto deve-se á limitada auto-ionização da água: a cada 555 milhões de moléculas, somente uma se ioniza.
A condutividade elétrica da água pura é cerca de um milhão de vezes menor que a da água do mar. A eficácia da eletrólise da água pode ser aumentada adicionando um electrólito (como sal, um ácido ou uma base) e/ou utilizando eletro catalisadores.
terminal positivo da fonte de energia).
É necessária uma enorme quantidade de energia para fazer a eletrólise da água pura uma vez que esta não é boa condutora eléctrica. Sem o excesso de energia a electrólise da água pura ocorre muito lentamente. Isto deve-se á limitada auto-ionização da água: a cada 555 milhões de moléculas, somente uma se ioniza. A condutividade eléctrica da água pura é cerca de um milhão de vezes menor que a da água do mar. A eficácia da electrólise da água pode ser aumentada adicionando um electrólito (como sal, um ácido ou uma base) e/ou utilizando eletro catalisadores.
História
Jan Rudolph Deiman e Adriaan Paets van Troostwijk usaram em 1789 uma máquina electro estática para produzir eletricidade que foi descarregada em eletrodos de ouro em uma garrafa de Leyden com água. Em 1800, Alessandro Volta inventou a pilha. Algumas semanas mais tarde William Nicholson e Anthony Carlisle usaram-na para a eletrólise da água. Quando Zenobe Gramme inventou a máquina de Gramme, em 1869, a eletrólise da água tornou-se um método barato para a produção de hidrogênio.
Tal esse processo ocorre quando há uma passagem de corrente elétrica numa solução aquosa, isto é, com um sal, um ácido ou uma base, dissolvidos em água e que se ionizam ou sofrem dissociação iônica, originando íons livres.
Os íons da água interferem nas eletrólises em meio aquoso, porque eles podem se depositar nos eletrodos se a sua tendência for maior do que a dos íons da substância dissolvida.
Quando está na sua forma pura, porém, a água (destilada) é má condutora de eletricidade e não é possível realizar a sua decomposição eletrolítica. Isso acontece porque a autoionização da água é muito pequena e insuficiente para conduzir corrente elétrica.
Então, se quisermos causar uma eletrólise do cátion e do ânion da água, teremos que dissolver algum soluto que contenha íons mais reativos que os da água, que não participem das reações envolvidas.

13.646 – Mega 30 Anos + Sobre Marie Curie


mariecurie
Maria Salomea Sklodowska nasceu em 1867 na cidade de Varsóvia, na Polônia. Em qualquer outra família, Maria e suas três irmãs mais velhas teriam sido criadas para serem boas esposas, mas não foi o caso: os Sklodowska lutaram para que as quatro filhas tivessem as mesmas oportunidades acadêmicas que seu único filho homem.
Os esforços tiveram resultados: décadas depois, Maria — que mudou seu nome para Marie ao se mudar para a França — se tornou uma das pioneiras nos estudos relacionados à radioatividade. Perdemos esta incrível cientista nesta mesma data (4 de julho) , mas fomos privilegiados com os diversos conhecimentos e descobertas que ela nos deixou.
Marie teve que se esforçar muito mais por ser mulher. Como aponta Alexander Rivkin, da Escola de Medicina David Geffen da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos: “Marie Curie foi uma gênia da ciência quando as oportunidades para as mulheres, especialmente na academia, eram escassas”. Apesar de ter terminado o colegial quando tinha apenas 15 anos, Marie não conseguiu estudar na Universidade de Varsóvia, na Polônia, porque a instituição não aceitava estudantes do sexo feminino. Aos 17 anos, ela se mudou para Paris para estudar física na Universidade Paris-Sorbonne. Marie optou por morar em um apartamento péssimo, mas que era próximo da universidade, de forma que pudesse ter mais tempo para estudar. Ela vivia sem dinheiro, e por muito tempo sobreviveu de pão e chá. No fim, Marie colheu os frutos do esforço: ela foi uma das melhores alunas de sua turma, recebeu o diploma em física em 1893 e ganhou uma bolsa para estudar matemática na mesma instituição.
Ao estudar a descoberta da radioatividade espontânea, feita por Henri Becquerel, Marie e seu marido Pierre desenvolveram a teoria da radioatividade. A cientista descobriu que é possível medir a força da radiação do urânio; que a intensidade da radiação é proporcional à quantidade de urânio ou tório no composto e que a habilidade de emitir radiação não depende da disposição dos átomos em uma molécula e sim com o interior do próprio átomo.
Quando percebeu que alguns compostos tinham mais radiação do que o urânio, Marie sugeriu a existência de outro elemento com mais radiação do que o urânio e o tório. A cientista estava certa: em 1898, ela e Pierre descobriram dois novos elementos radioativos, o rádio (900 vezes mais radioativo que o urânio) e o polônio (400 vezes mais radioativo que o urânio), cujo nome é uma homenagem à Polônia, país de origem de Marie.
Em 1903, Marie e Pierre dividiram o Prêmio Nobel de Física com Henri Becquerel pela descoberta da radioatividade e, em 1911, a cientista foi agraciada com o Prêmio Nobel de Química pela descoberta e pelos estudos em torno dos elementos rádio e polônio. Ela foi a primeira pessoa e única mulher a ter ganhado o Nobel duas vezes em áreas distintas.
A descoberta do rádio e do polônio colaborou para o desenvolvimento dos aparelhos de raio X. Durante a Primeira Guerra Mundial, Marie foi a campo levando aparelhos portáteis de raio X para ajudar nos cuidados dos soldados feridos.

13.489 – Holandês que trabalha em Campinas passou raspando no Nobel de Química


criomiscopia
Por volta de 1998 ou 1999, ele havia feito uma aposta com o cristalógrafo Venkatraman Ramakrishnan, presidente da Real Sociedade britânica: quem obtivesse primeiro a estrutura do ribossomo (máquina de fazer proteínas em cada célula) pagaria um jantar vegetariano.
Em 2009, Ramakrishnan ganhou o Nobel com Thomas Steitz e Ada Yonath. Eles tinham decifrado o ribossomo antes de Van Heel.
O holandês, que hoje trabalha no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNano/CNPEM), em Campinas, não esmoreceu. Seguiu desenvolvendo o método de preparação de amostras por resfriamento rápido em meio aquoso não congelado, útil para estudar moléculas biológicas difíceis de cristalizar.
Van Heel teve contato direto com dois dos nobelistas de 2017. Conheceu Richard Henderson no Instituto Max Planck Fritz Haber, em Berlim. Com Joachim Frank trabalhou no final de 1979 na Universidade do Estado de Nova York em Albany.
Com Henderson e Frank, conquistou o Prêmio Wiley de Ciências Biomédicas de 2017, justamente pelo desenvolvimento da criomicroscopia.
Em entrevista por telefone desde o LNNano, o pesquisador disse ter estranhado a ausência do nome de Jacques Dubochet (o outro nobelizado) no Wiley. Ele teria sido o pioneiro no campo da vitrificação da água para observar moléculas biológicas.
No Nobel, foi Van Heel quem ficou de fora. Mas ele não responde diretamente se ficou decepcionado, apenas ri. “Vamos sair dos indivíduos. Muito bom que o prêmio foi para microscopia”, diz.
“Você vê as biomoléculas em ação. Isso tem um valor enorme no mundo medicinal e farmacêutico. A indústria está entrando com muita força. Um país como o Brasil, do tamanho da Europa, precisa disso”, diz o cientista.
Van Heel tem uma longa história com o Brasil. Morou aqui até os 11 anos, em Porto Ferreira (SP), enquanto o pai era gerente da Nestlé e ensinava pecuaristas a criar gado leiteiro holandês. “É um país mágico para mim.”
Retomou contatos mais estreitos já nos anos 2000, com visitas periódicas para ensinar técnicas de criomicroscopia em cursos -“Single Particles in Brazil”- que hoje estão entre os mais requisitados do mundo. O primeiro deles, em 2005, foi na Fazenda Três Lúcias de sua infância, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), que se tornara o luxuoso Hotel Fazenda Glória.
Em maio passado, já aposentado compulsoriamente da Universidade de Leiden (Holanda) por ter feito 65 anos, começou a trabalhar no LNNano, com o qual já colaborara no passado.
Marin van Heel até hoje não pagou o jantar vegetariano para Venkatraman Ramakrishnan, mas promete fazê-lo em sua próxima
viagem a Londres.
E acrescenta, satisfeito, que sir Venki, como é conhecido, não usa mais cristalografia, e sim criomicroscopia, para investigar biomoléculas.

13.415 – Qual a maneira correta de descartar medicamentos vencidos?


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Remédios vencidos não devem ser descartados diretamente no lixo comum. Como são produtos químicos, eles podem causar impacto ambiental, principalmente se entrarem em contato com recursos hídricos.
Quando o remédio vencido está na farmácia, o próprio estabelecimento é o responsável. Ele tem que dar a destinação correta ao lixo que produz, incluindo equipamentos ambulatoriais como seringas e agulhas, além dos remédios com prazo de validade vencido.

Saiba mais sobre esse assunto, na matéria Resíduos hospitalares
A medida está regulamentada na resolução 306 desde 2004 pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ela prevê que cada farmácia deverá ter um Plano de Gerenciamento de Resíduos, especificando onde o material será depositado e que empresa fará o transporte deste material. Tanto o transporte como a destinação devem ser realizados por empresas licenciadas nos órgãos ambientais estaduais competentes.
A resolução da ANVISA divide as categorias de resíduos em quatro grupos que possuem destinações distintas, podendo ser aterradas no solo ou incineradas, dependendo do perigo que oferecem.
Medicamentos em estado sólido, como drágeas e pastilhas, podem ser depositados em aterros sanitários cadastrados para esse fim, após o vencimento. Se o medicamento estiver em estado líquido, deverá passar por um processo de solidificação para evitar contaminação de solos e lençóis freáticos. Em caso de substância inflamável, o produto deve ser incinerado em um centro de tratamento de resíduos autorizado.

Remédios em casa
Quem tiver remédios vencidos na farmacinha de casa deve procurar a Vigilância Sanitária municipal para dar destino adequado ao resíduo. A medida é importante para evitar casos de contaminação por medicamentos, em especial por parte de crianças, além de inibir a automedicação fora do prazo de prescrição de um remédio.
Como o Brasil é um país gigantesco, é inviável publicar uma lista de locais para coleta, mas todo município é responsável pelo gerenciamento de resíduos, portanto você pode e deve contar com sua prefeitura para isso. Se quiser pesquisar sobre a área de saúde do seu município, pode usar nossa área de buscas.
Se você joga no lixo comum ou no vaso sanitário, veja o perigo que está propagando, na matéria Nas águas, os medicamentos se convertem em veneno

Dicas:
Conserve medicamentos e bulas em suas embalagens originais.
Você tem algum medicamento em casa que não vai mais utilizar? Doe! Existem postos de coleta que recolhem medicamentos e os repassam a quem precisa. Vá a um posto de saúde e se informe, ou pesquise em nossa área de buscas.
Muitas pessoas não tem condições financeiras de comprar remédios. Não faz sentido você guardar os seus sem uso na gaveta até estragarem.
Medicamentos devem ser guardados longe da luz, umidade e do calor. Leia as embalagens com atenção: elas devem conter as condições indicadas de armazenagem e conservação.
Remédios, xampus, cremes, produtos de limpeza, inseticidas, graxas de sapato e produtos similares devem sempre estar fora do alcance de crianças e animais.
Não utilize medicamentos após o término do tratamento. Observe a data de validade antes de comprá-los e calcule o tempo de uso.
Caixas de remédio, bulas e cartelas de alumínio e plástico são materiais recicláveis e podem ser destinados para a coleta seletiva, desde que limpos e separados dos medicamentos.

13.391 – Química: Água dura em pedra mole…- O que é água dura?


agua dura
Muitas águas contêm os cátions cálcio (Ca2+(aq)), magnésio (Mg2+(aq)) e ferro II (Fe2+(aq)), que vêm acompanhados dos ânions carbonato, bicarbonato, cloreto e ou sulfato. É a quantidade dos cátions citados, principalmente o cálcio e o magnésio, que determina a dureza da água.
Se a água estiver apresentando teores desses cátions acima de 150 mg/L, então a água é dura; se estiver abaixo de 75mg/L, a água é mole; e se for entre 75 e 150 mg/L, a água é moderada.
A presença desses cátions dificulta a ação dos sabões na remoção da sujeira e da gordura. Os sabões são sais de ácidos graxos com uma longa cadeia apolar (hidrofóbica) formada por átomos de carbono e hidrogênio e uma extremidade hidrofílica. A longa cadeia polar é solúvel nas gorduras e a extremidade polar é solúvel em água. Desse modo, a parte apolar atrai as gorduras, possibilitando que a gordura desprenda-se na forma de pequenos aglomerados e, com todo o conjunto, é arrastada por água corrente.
O sabão é chamado de tensoativo aniônico, porque ele dissolve-se na água produzindo ânions e cátions. Seus ânions são os responsáveis por diminuir a tensão superficial da água e permitir a limpeza.
No entanto, os cátions de cálcio, magnésio e ferro II não são solúveis em água e reagem com os ânions do sabão formando compostos insolúveis. Dessa forma, esses cátions anulam a ação do sabão e aderem ao tecido que está sendo lavado (ou à beira da pia, do tanque, da banheira etc.).
Esse tipo de problema levou ao desenvolvimento dos detergentes sintéticos.
A água dura não pode ser usada na indústria, pois pode haver o risco de acidentes como a explosão de caldeiras, também não é boa para cozinhar vegetais, pois eles endurecem em vez de ficarem mais moles.
É possível abrandar ou eliminar essa dureza da água, sendo que o método utilizado dependerá dos ânions que acompanham os cátions cálcio, magnésio e ferro II. Por exemplo, se o ânion for o bicarbonato, a dureza da água é temporária e pode ser eliminada com apenas uma destilação, mas se os ânions forem o sulfato, o nitrato ou o cloreto, a dureza é permanente e são utilizados processos químicos.
Um desses processos é a adição de cal extinta ou soda, que reagem com os cátions e formam sais insolúveis.

13.387 – O Modelo Atômico de Niels Bohr


Bohr
Com a ideia do átomo consolidada, vários cientistas trabalhavam na tentativa de propor um modelo que explicasse de forma significativa as observações e resultados experimentais conhecidos. Um desses cientistas foi Rutherford que, em seu modelo, explicava o átomo como tendo quase toda sua massa em seu núcleo com carga positiva e que os elétrons com carga negativa giravam ao redor desse núcleo. Porém, pelas leis da física clássica, esse modelo não poderia existir, pois, de acordo com o eletromagnetismo clássico, os elétrons, como qualquer carga em movimento acelerado, ao girar ao redor do núcleo, emitem radiação e, ao emitir essa radiação, eles perdem energia. Assim, os elétrons perderiam toda sua energia e se chocariam com o núcleo.
Como era preciso a criação de um modelo para explicar a estrutura atômica, em 1913, Bohr propôs um modelo atômico. Seu modelo estava baseado em dois postulados:
1º. Os elétrons só podem girar ao redor do núcleo em órbitas circulares, essas órbitas são chamadas de órbitas estacionárias e enquanto eles estão nessas órbitas, não emitem energia.
2º. A energia absorvida ou emitida por um átomo é equivalente ao número inteiro de um quanta.

Cada quanta tem energia igual a h.f, em que f é a frequência da radiação e h é a constante de Planck. Portanto, a variação de energia produzida num átomo será igual à energia emitida ou recebida.
É importante ressaltar que as hipóteses de Niels Bohr tinham como objetivo explicar o comportamento do movimento do elétron ao redor do núcleo do átomo de hidrogênio e que não foi deduzida de teorias já conhecidas. Apesar de conseguir explicar o movimento do elétron no átomo de hidrogênio, o modelo proposto por Bohr não obteve o mesmo resultado quando aplicado a átomos de outros elementos, não sanando o problema da estrutura atômica. É aí que surge a mecânica quântica, para explicar de forma mais satisfatória a estrutura atômica.

13.386 – Física e Eletricidade – O Modelo Atômico de Thompson de 1897


Se a matéria é formada por átomos e também por cargas elétricas, é provável que estes também apresentem cargas elétricas. Novos experimentos com eletricidadem e transformações químicas, como a obtenção do metal alumínio a partir da bauxita, permitiu aos cientistas identificar e caracterizar as cargas elétricas.
O modelo até então aceito era o de Dalton, em que o átomo era considerado uma partícula maciça e indivisível, no entanto novos estudos exigiram alteração nesse modelo, acrescentando-se cargas elétricas.
Thomson propôs o modelo em que o átomo seria uma esfera positiva contendo corpúsculos de carga elétrica negativa.

thomson nobel

Joseph John Thompson ou JJ Thompson era um físico inglês que ganhou o prêmio Nobel de 1906 pela descoberta do elétron. Os estudos realizados por ele determinaram a relação entre carga elétrica, massa e partícula, como também o levaram a concluir que o átomo era formado por elétrons distribuídos em uma massa positiva, como as passas em um pudim.

13.385 – Por que a matéria se comporta como neutra do ponto de vista elétrico, se ela é formada por cargas positivas e negativas?


Quando um corpo está eletrizado, ele possui uma carga elétrica, já quando não se encontra eletrizado ele está neutro ou descarregado. Os cientistas constataram que dois quaisquer desses corpos, ao se aproximarem, apresentam dois comportamentos diferentes;

-os dois corpos se atraem;
-os dois corpos se repelem.

 

Os dois tipos de carga elétrica foram denominados:

-carga negativa;
-carga positiva.

Conclui-se que cargas elétricas de mesmo sinal se repelem, e as cargas de sinais opostos se atraem.

Simples assim:

cargas1

carga2

13.304 – Por que a mistura de água e álcool libera calor?


Dentro das moléculas de cada uma dessas duas substâncias existe um átomo de hidrogênio unido a um oxigênio, formando o grupo OH. Nesse par, o H possui uma carga elétrica positiva e o O uma negativa. “Quando a água é misturada com o álcool, o hidrogênio de uma molécula de um deles se junta ao oxigênio da molécula do outro e vice-versa, já que as cargas opostas se atraem”, explica o químico Atílio Vanin, da Universidade de São Paulo. “Por haver um casamento tão perfeito entre as moléculas, a ligação química entre elas é muito estável: não precisam de muita energia para se manterem unidas. Quando as substancias estão separadas, a ligação entre elas não é tão estável: e suas moléculas necessitam de uma quantidade maior de energia para ficarem juntas. Como a energia indispensável para que as moléculas da mistura se unam é, comparativamente, bem menor que a necessária para manter a união das moléculas de cada uma das substancias separadas, a energia que sobra é liberada em forma de calor.”

13.266 – Bioquímica – Como os primeiros compostos orgânicos teriam se formado na terra primitiva?


terra primitiva
há cerca de 3 biliões de anos atrás, quando a Vida começou na Terra… A jovem Terra, com 1,5 biliões de anos, tinha todas as condições para a vida como a conhecemos: uma temperatura estável, nem muito quente nem muito fria, energia abundante proveniente do Sol, massa suficiente para manter uma atmosfera e alguns ingredientes de que os organismos vivos são formados – carbono, oxigénio, hidrogênio e azoto, elementos estes que formam 98% dos organismos vivos. E como é que tudo começou? Como é que as moléculas complexas que foram os seres vivos se formaram a partir destes átomos e moléculas simples que existiam no nosso planeta?
Em 1923 A. I. Oparin, um químico russo, apresentou uma teoria sobre a forma como teria aparecido o primeiro composto orgânico, o precursor da Vida. Segundo ele na atmosfera da Terra havia pouco ou nenhum oxigénio livre, mas havia um conjunto de gases contendo vapor de água (H2O), assim como dióxido de carbono (CO2), azoto (N2), amoníaco (NH3) e metano (CH4). O Sol diminuiu de intensidade, formaram-se nuvens, relâmpagos, e a chuva caiu. As substâncias radioativas no interior da Terra decaíram libertando energia. A conjunção de todos estes factores permitiu que as primeiras moléculas orgânicas se formassem e evoluíssem permitindo a Vida. Ou seja, gases simples desintegraram-se e os seus componentes juntaram-se de forma mais complexa.

Um pouco mais:
Estima-se que o planeta Terra surgiu há aproximadamente 4,6 bilhões de anos e que, durante muito tempo, permaneceu como um ambiente inóspito, constituído por aproximadamente 80% de gás carbônico, 10% de metano, 5% de monóxido de carbono, e 5% de gás nitrogênio. O gás oxigênio era ausente ou bastante escasso, já que sua presença causaria a oxidação e destruição dos primeiros compostos orgânicos – o que não ocorreu, propiciando mais tarde o surgimento da vida.
Nosso planeta foi, durante muito tempo, extremamente quente em razão das atividades vulcânicas, jorrando gases e lava; ausência da camada de ozônio; raios ultravioletas, descargas elétricas e bombardeamento de corpos oriundos do espaço. Sobre isso, inclusive, sabe-se que a maioria do carbono e de moléculas de água existentes hoje foi parte constituinte de asteroides que chegaram até aqui.
Foi esta água que permitiu, ao longo de muito tempo, o resfriamento da superfície terrestre, em processos cíclicos e sucessivos de evaporação, condensação e precipitação. Após seu esfriamento, estas moléculas se acumularam nas depressões mais profundas do planeta, formando oceanos primitivos.
Agregadas a outras substâncias disponíveis no ambiente, arrastadas pelas chuvas até lá; propiciaram mais tarde o surgimento de primitivas formas de vida. Muitas destas substâncias teriam vindo do espaço, enquanto outras foram formadas aqui, graças à energia fornecida pelas descargas elétricas e radiações.
Um cientista que muito contribuiu para a compreensão de alguns destes aspectos foi Stanley Lloyd Myller, que, em 1953, criou um dispositivo que simulava as possíveis condições da Terra primitiva; tendo como resultado final a formação de moléculas orgânicas a partir de elementos químicos simples.

13.252 – Farmacologia – Brasileiros criam nanoantibióticos contra infecções resistentes


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Da Folha para o ☻Mega

Pesquisadores brasileiros criaram um método que combina minúsculas partículas de prata com um antibiótico para tentar vencer a crescente resistência das bactérias aos medicamentos convencionais.
Em testes preliminares de laboratório, a abordagem mostrou bom potencial para enfrentar formas resistentes do micróbio Escherichia coli, que às vezes causa sérios problemas no sistema digestivo humano.
“Alguns sistemas podem até funcionar melhor no que diz respeito à capacidade de matar as células bacterianas, mas o ponto-chave é que as nossas partículas combinam um efeito grande contra as bactérias com o fato de que elas são inofensivas para células de mamíferos como nós”, explica um dos responsáveis pelo desenvolvimento da estratégia, Mateus Borba Cardoso, do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas (SP).
Cardoso e seus colegas assinam estudo recente na revista especializada “Scientific Reports”, no qual descrevem o processo de produção da arma antibacteriana e seu efeito sobre os micróbios.
Esse mesmo grupo já utilizou nanopartículas para inativar o HIV e atacar somente as células tumorais, em caso de câncer de próstata, poupando as células saudáveis.
O aumento da resistência das bactérias causadoras de doenças aos antibióticos tradicionais é um caso clássico de seleção natural em ação que tem preocupado os médicos do mundo todo.
Em síntese, o que ocorre é que é quase impossível eliminar todos os micróbios durante o tratamento. Uma ou outra bactéria sempre escapa, e seus descendentes paulatinamente vão dominando a população da espécie e espalhando a resistência, já que os micro-organismos suscetíveis morreram sem deixar herdeiros.
Para piorar ainda mais o cenário, tais criaturas costumam trocar material genético entre si com grande promiscuidade, numa forma primitiva de “sexo”. Assim, os genes ligados à resistência diante dos remédios se disseminam ainda mais.
Já se sabe, porém, que as nanopartículas de prata (ou seja, partículas feitas a partir desse metal com dimensão de bilionésimos de metro) têm bom potencial para vencer as barreiras bacterianas e, de quebra, parecem induzir muito pouco o surgimento de variedades resistentes.
Por outro lado, essas nanopartículas, sozinhas, podem ter efeitos indesejáveis no organismo.
A solução bolada pelos cientistas brasileiros envolveu “vestir” as partículas de prata com diferentes camadas à base de sílica, o mesmo composto que está presente em grandes quantidades no quartzo ou na areia.
Testes feitos pela equipe mostraram que o conjunto afeta de forma específica as células da bactéria E. coli, tanto as de uma cepa de ação mais amena quanto a de uma variedade resistente a antibióticos, sem ter o mesmo efeito sobre células humanas –provavelmente porque a ampicilina se conecta apenas à parede celular das bactérias.
É claro que ainda é preciso muito trabalho antes que a abordagem dê origem a medicamentos comerciais.
Segundo Cardoso, o primeiro passo seria o uso de sistemas semelhantes em casos muitos graves, nos quais pacientes com infecções hospitalares já não respondem a nenhum antibiótico.
Para um emprego mais generalizado, provavelmente será necessário substituir o “recheio” de nanopartículas de prata por outras moléculas, mais compatíveis com o organismo.
O trabalho teve financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

resistencia bacteriana

13.185 – Química – Classificação de Ácidos Inorgânicos


bioquímica
Uma função química é caracterizada por um grupo de compostos que apresentam propriedades semelhantes. Inicialmente, pode-se ter compostos de natureza inorgânica (aqueles que não apresentam carbono, com algumas exceções) e orgânicos (os que apresentam carbono). As funções estudadas na química inorgânica são quatro: os ácidos, as bases, os sais e os óxidos.
Como meio teórico para identificação de uma função inorgânica pode-se adotar o critério estabelecido na tabela abaixo, a partir da fórmula molecular do composto.
A primeira das funções inorgânicas apresentadas, os ácidos, podem ser definidos conforme a teoria de Arrhenius, como sendo compostos que em solução aquosa se ionizam, liberando cátions H+.

O termo ionização refere-se à reação química que irá “produzir” cátions hidrônios (H+), liberados a partir de uma ligação química de natureza covalente.

Conforme seu comportamento físico e químico, os ácidos admitem algumas classificações essenciais, de acordo com os critérios abaixo:

QUANTO AO NÚMERO DE HIDROGÊNIOS
Monoácidos ou monopróticos: apresentam apenas um hidrogênio ionizável na molécula. Ex. ácido clorídrico (HCl).
Diácidos ou dipróticos: apresentam dois hidrogênios ionizáveis na molécula. Ex. ácido sulfúrico (H2SO4).
Triácidos ou tripróticos: apresentam três hidrogênios ionizáveis na molécula. Ex. ácido fosfórico (H3PO4).
QUANTO AO NÚMERO DE ELEMENTOS
Binários: apresentam apenas dois elementos distintos na molécula. Ex. ácido bromídrico (HBr).
Ternários: apresentam três elementos distintos na molécula. Ex. ácido fosfórico (H3PO4).
Quaternário: apresentam quatro elementos distintos na molécula. Ex. ácido tiocianóico (HSCN).
QUANTO À PRESENÇA DE OXIGÊNIO
Oxiácidos: possuem oxigênio na molécula. Ex. ácido perclórico (HClO).
Hidrácidos: não possuem oxigênio na molécula. Ex. ácido fluorídrico (HF).
QUANTO AO GRAU DE IONIZAÇÃO (força de acidez)
Os hidrácidos fortes são aqueles que apresentam os halogênios cloro, bromo ou iodo. Ex. ácido clorídrico (HCl).
Em relação aos oxiácidos, diminui-se o número de átomos de oxigênio pelo número de átomos de hidrogênio existentes na molécula. Quando a resposta for 2 ou mais, o ácido será considerado forte. Ex. ácido sulfúrico (H2SO4).
Os ácidos que não se enquadrarem em nenhuma das regras acima, incluindo todos os ácidos orgânicos (que apresentam carbono, excetuando-se o ácido carbônico, H2CO3, e o ácido cianídrico, HCN, que não são orgânicos, mas também são fracos) são considerados todos ácidos de baixo grau de ionização, portanto, fracos.
De acordo com as classificações ácidas apresentadas, os ácido clorídrico e sulfúrico, respectivamente mostradas abaixo, podem ser classificadas como:

HCl: monoácido, binário, hidrácido e forte.
H2SO4: diácido, ternário, oxiácido e forte.

13.054 – A vitamina C combate o câncer. Saiba Como.


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Vitamina C mata células cancerígenas. Isso já havia sido provado em testes de laboratório, com células in vitro, e em ratos. O problema é que, quando a coisa chegava ao ser humano, não importa quantos litros de suco de acerola alguém tomasse, a vitamina C não surtia efeito nenhum.
Um grupo de cientistas da Universidade de Iowa (EUA) acredita ter matado a charada de duas formas. Primeiro, o problema com outras pesquisas é que a vitamina C era administrada oralmente – como o corpo procura regular a quantidade dela no sangue, então, não importa o quanto você tome, a maioria acaba sendo expelida. Para driblar isso, os cientistas aplicam a vitamina C por via intravenosa e conseguem atingir concentrações de 100 a 500 vezes maiores que a normal.
O segundo avanço: uma dose cavalar de vitamina C mata o câncer, mas não as células normais – além disso, overdose de vitamina C não detona o corpo, ao contrário de outras vitaminas que podem ser tóxicas e até letais em excesso.
E tem uma surpresa também: segundo o grupo, o efeito “matador” das células cancerosas não vem da vitamina C, mas de outra substância, produzida quando ela começa a se decompor no sangue: peróxido de hidrogênio, popularmente conhecido como água oxigenada. Embora ela seja vendida na farmácia sem receita, é uma substância corrosiva, capaz de até mesmo queimar a pele e matar uma pessoa se injetada. O surpreendente é que, quando produzida pela decomposição da vitamina C no sangue, a água oxigenada não agride células saudáveis e destrói as cancerígenas.
O segredo está na enzima catalase, que serve como escudo celular contra a água oxigenada, e é produzida em quantidade muito baixa pelas células cancerígenas. “Por isso, elas são muito menos eficientes em remover o peróxido de hidrogênio que as células normais”, afirma o oncologista Garry Buettner, condutor do estudo. “Assim, são muito mais susceptíveis ao dano e morte diante de uma grande quantidade da substância”.
A Universidade de Iowa atualmente está testando a vitamina C combinada com quimioterapia e radioterapia em cânceres de pulmão e pâncreas. A próxima fase da pesquisa é começar a medir o nível de catalase em diferentes tipos de câncer. Quanto menor, mais eficiente será tratá-los com vitamina C.

13.046 – Saúde – O que é Desnutrição Úmida?


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A Desnutrição Úmida é consequência de uma alimentação rica em carboidratos, porém pobre em proteínas, gorduras, e vitaminas. A pessoa com desnutrição úmida não costuma a apresentar perda de peso, mas isso acontece por causa do acúmulo de água que provoca inchaço nas pernas, pés, rosto e barriga devido a falta dos outros nutrientes, mesmo que uma pessoa ingira grandes quantidades de carboidratos não são capazes de substituir as funções exercidas por outros nutrientes.
Quando não há proteínas, lipídios, e vitaminas nas refeições faltam materiais para construir ou recuperar as células do organismo
O Marasmo é o tipo de desnutrição que deixa a pessoa sem disposição para realizar as suas atividades, os marasmo ocorre quando não se ingere a quantidade suficiente de nutrientes durante muito tempo com a falta de alimentos ricos em nutrientes, a pessoa está sempre com fome, não cresce, emagrece e pega outras doenças com facilidade, os músculos ficam reduzidos.

Vamos ver agora a estrutura química do amido
Um dos carboidratos mais frequentes na nossa alimentação, por exemplo, existe amido no feijão, no arroz, na farinha de mandioca etc.
As unidades formadoras do amido são sempre iguais:
O que se repete em cada unidade é uma substância conhecida, a glicose. Muitas frutas também contem glicose, mas grande parte da glicose que o corpo utiliza vem do amido, através da digestão o amido ingerido é transformado em glicose e pode ser muito bem aproveitado pelas células. Outro grupo químico importante para a saúde do organismo são os lipídios. O olho de cozinha por exemplo, os lipídios também fornecem energia mas exercem outras funções veremos três delas

Qual é a mais conhecida das funções dos lipídios ?

Reservatório de Energia, uma parte da energia produzida
a partir dos alimentos que comemos é transformada em gordura e armazenada para ser utilizada no momento em que o organismo precisar suprir energeticamente as nossas células, o principal local de armazenamento da gordura fica sob a pele é o tecido adiposo
cujo acúmulo faz as pessoas engordarem. uma outra função dos lipídios é a formação da camada que envolve a célula, a membrana celular é formada por lipídios e proteínas, e a terceira função dos lipídios é a sua relação com as vitaminas, algumas vitaminas só podem ser absorvidas pelo organismo quando há lipídeos no intestino veja um exemplo de molécula de lipídio
se você comparar um lipídio com um amido notará semelhanças e diferenças, a semelhança é que os átomos que compõe os dois são os mesmos, a diferença é o modo como eles estão combinados, cada combinação tem suas propriedades e funções, por causa das diferenças os carboidratos não podem substituir os lipídios, isso nos leva a outra substancia nutriente as proteínas. As proteínas são substancias formadas por várias unidades, os aminoácidos, eles são capazes de se ligarem e formarem moléculas de vários tamanhos.

Vitaminas e Sais Minerais
A quantidade de vitaminas e sais minerais que precisamos é pequena, mas se faltar pode dar raquitismo, escorbuto entre outras doenças tanto as vitaminas quanto os sais minerais são chamados de necro nutrientes. O corpo depende do bom funcionamento dos processos bioquímicos eles são responsáveis pela formação, crescimento e funcionamento das células e tecidos e para tudo funcionar bem é indispensável variar os nutrientes
Todos os tipos de nutrientes são importantes e devem compor a dieta diária das pessoas somente com uma alimentação equilibrada estaremos mais seguros

Revisão
Hoje você conheceu as substancias que compões o nosso corpo: proteínas, lipídios, carboidratos, vitaminas e sais minerais.
Você aprendeu que uma alimentação equilibrada deve ter todos os nutrientes em proporção e que a falta de nutrientes provoca a desnutrição.

13.011 – Qual é o elemento químico mais abundante no Universo? E na Terra?


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O hidrogênio está presente em 93% dos átomos do cosmo. Esse elemento químico tomou conta do Universo por causa da sua simplicidade: em um átomo de hidrogênio, há um único próton no núcleo, que, por sua vez, é rodeado por apenas um elétron. “Esses núcleos foram os primeiros a aparecer, menos de um milésimo de segundo após o Big Bang (a grande explosão que teria dado origem ao Universo)”, diz o astrônomo Antonio Mário Magalhães, da USP. Os 7% dos átomos restantes espaço afora são praticamente todos de hélio. A soma dos outros elementos químicos conhecidos não chega nem perto de 1%. Na Terra, porém, a história é bem diferente. Nosso planeta é feito basicamente de elementos mais pesados, com muitos prótons no núcleo, coisa rara no resto do cosmo. O mais abundante por aqui é o oxigênio, que responde pela metade dos átomos do planeta. Em segundo lugar, vem o ferro e, em terceiro, o silício – todos eles elementos insignificantes na grande escala universal.
Ingredientes planetários
Três elementos químicos formam, juntos, mais de 80% dos átomos da Terra
49,78% – Oxigênio
Domina a superfície do planeta e está presente na água, em rochas e no ar
16,78% – Ferro
Principal elemento químico do núcleo da Terra
14,64% – Silício
Encontrado nas areias que margeiam e cobrem o fundo dos oceanos.

12.982 – Química – Tabela periódica ganha quatro novos elementos


nova-tabela
Se você se lembra das aulas de química do colegial, deve recordar que a fileira de baixo da tabela periódica tinha um espaço sobrando do lado direito. Agora, porém, esse espaço vai deixar de existir: a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, na sigla em inglês) aceitou oficialmente quatro novos elementos pesados para inclusão na tabela.
De acordo com o New York Times, esses quatro elementos foram sintetizados pela primeira vez entre 2002 e 2010, mas a IUPAC só reconheceu oficialmente as descobertas em dezembro de 2015. Os cientistas responsáveis por cada um, então, enviaram à União suas sugestões de nomes em junho deste ano e precisaram esperar por cinco meses. Finalmente, nesta quarta-feira, 30 de novembro, os nomes foram aprovados.
Segundo o Engadget, os quatro elementos têm átomos extremamente pesados e instáveis. Por isso, eles têm a tendência a decair em átomos menores e mais estáveis, o que torna difícil a sua síntese e detecção. Eles foram descobertos por equipes estadunidenses, russas e japonesas de químicos.

Os novos nomes
Os quatro novos elementos pesados da tabela periódica têm respectivamente 113, 115, 117 e 118 como números atômicos. O número atômico é o que define um elemento químico, e ele é determinado pelo número de prótons em seu núcleo. Eles receberam respectivamente os nomes (em inglês) de Nihonium, Moscovium, Tennessine e Oganesson.
Nihonium (pronunciado “nirrônium”, que provavelmente será aportuguesado para Nihônio) recebeu esse nome por causa da palavra japonesa “Nihon”, que significa Japão. De fato, o átomo de número atômico 113 foi descoberto por químicos japoneses e terá o símbolo Nh.
Moscovium (que em português deverá ficar algo como Moscóvio) é um caso parecido: ele foi descoberto por cientistas russos e estadunidenses, e seu nome foi dado em homenagem a Moscou, a capital da Rússia. O elemento 115 terá como símbolo Mc.
De maneira semelhante foi dado o nome do elemento de número atômico 117, Tennessine (que deverá ser escrito como Tenessina em português). Descoberto pela mesma equipe de nacionalidade mista que descobriu o Moscovium, seu nome é uma homenagem ao estado de Tennessee, nos EUA, e seu símbolo será Ts.
Finalmente, o elemento mais pesado da tabela periódica, de número atômico 118, será chamado de Oganesson (talvez Oganécio ou Oganessom em português). Sua descoberta é devida a uma equipe russa de pesquisadores que resolveram nomeá-lo em homenagem ao químico Yuri Oganessian, um físico nuclear “caçador de elementos” que ajudou a descobrir alguns dos elementos mais pesados conhecidos. Seu símbolo será Og.