13.415 – Qual a maneira correta de descartar medicamentos vencidos?


remedios-vencidos-720x419
Remédios vencidos não devem ser descartados diretamente no lixo comum. Como são produtos químicos, eles podem causar impacto ambiental, principalmente se entrarem em contato com recursos hídricos.
Quando o remédio vencido está na farmácia, o próprio estabelecimento é o responsável. Ele tem que dar a destinação correta ao lixo que produz, incluindo equipamentos ambulatoriais como seringas e agulhas, além dos remédios com prazo de validade vencido.

Saiba mais sobre esse assunto, na matéria Resíduos hospitalares
A medida está regulamentada na resolução 306 desde 2004 pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ela prevê que cada farmácia deverá ter um Plano de Gerenciamento de Resíduos, especificando onde o material será depositado e que empresa fará o transporte deste material. Tanto o transporte como a destinação devem ser realizados por empresas licenciadas nos órgãos ambientais estaduais competentes.
A resolução da ANVISA divide as categorias de resíduos em quatro grupos que possuem destinações distintas, podendo ser aterradas no solo ou incineradas, dependendo do perigo que oferecem.
Medicamentos em estado sólido, como drágeas e pastilhas, podem ser depositados em aterros sanitários cadastrados para esse fim, após o vencimento. Se o medicamento estiver em estado líquido, deverá passar por um processo de solidificação para evitar contaminação de solos e lençóis freáticos. Em caso de substância inflamável, o produto deve ser incinerado em um centro de tratamento de resíduos autorizado.

Remédios em casa
Quem tiver remédios vencidos na farmacinha de casa deve procurar a Vigilância Sanitária municipal para dar destino adequado ao resíduo. A medida é importante para evitar casos de contaminação por medicamentos, em especial por parte de crianças, além de inibir a automedicação fora do prazo de prescrição de um remédio.
Como o Brasil é um país gigantesco, é inviável publicar uma lista de locais para coleta, mas todo município é responsável pelo gerenciamento de resíduos, portanto você pode e deve contar com sua prefeitura para isso. Se quiser pesquisar sobre a área de saúde do seu município, pode usar nossa área de buscas.
Se você joga no lixo comum ou no vaso sanitário, veja o perigo que está propagando, na matéria Nas águas, os medicamentos se convertem em veneno

Dicas:
Conserve medicamentos e bulas em suas embalagens originais.
Você tem algum medicamento em casa que não vai mais utilizar? Doe! Existem postos de coleta que recolhem medicamentos e os repassam a quem precisa. Vá a um posto de saúde e se informe, ou pesquise em nossa área de buscas.
Muitas pessoas não tem condições financeiras de comprar remédios. Não faz sentido você guardar os seus sem uso na gaveta até estragarem.
Medicamentos devem ser guardados longe da luz, umidade e do calor. Leia as embalagens com atenção: elas devem conter as condições indicadas de armazenagem e conservação.
Remédios, xampus, cremes, produtos de limpeza, inseticidas, graxas de sapato e produtos similares devem sempre estar fora do alcance de crianças e animais.
Não utilize medicamentos após o término do tratamento. Observe a data de validade antes de comprá-los e calcule o tempo de uso.
Caixas de remédio, bulas e cartelas de alumínio e plástico são materiais recicláveis e podem ser destinados para a coleta seletiva, desde que limpos e separados dos medicamentos.

Anúncios

13.391 – Química: Água dura em pedra mole…- O que é água dura?


agua dura
Muitas águas contêm os cátions cálcio (Ca2+(aq)), magnésio (Mg2+(aq)) e ferro II (Fe2+(aq)), que vêm acompanhados dos ânions carbonato, bicarbonato, cloreto e ou sulfato. É a quantidade dos cátions citados, principalmente o cálcio e o magnésio, que determina a dureza da água.
Se a água estiver apresentando teores desses cátions acima de 150 mg/L, então a água é dura; se estiver abaixo de 75mg/L, a água é mole; e se for entre 75 e 150 mg/L, a água é moderada.
A presença desses cátions dificulta a ação dos sabões na remoção da sujeira e da gordura. Os sabões são sais de ácidos graxos com uma longa cadeia apolar (hidrofóbica) formada por átomos de carbono e hidrogênio e uma extremidade hidrofílica. A longa cadeia polar é solúvel nas gorduras e a extremidade polar é solúvel em água. Desse modo, a parte apolar atrai as gorduras, possibilitando que a gordura desprenda-se na forma de pequenos aglomerados e, com todo o conjunto, é arrastada por água corrente.
O sabão é chamado de tensoativo aniônico, porque ele dissolve-se na água produzindo ânions e cátions. Seus ânions são os responsáveis por diminuir a tensão superficial da água e permitir a limpeza.
No entanto, os cátions de cálcio, magnésio e ferro II não são solúveis em água e reagem com os ânions do sabão formando compostos insolúveis. Dessa forma, esses cátions anulam a ação do sabão e aderem ao tecido que está sendo lavado (ou à beira da pia, do tanque, da banheira etc.).
Esse tipo de problema levou ao desenvolvimento dos detergentes sintéticos.
A água dura não pode ser usada na indústria, pois pode haver o risco de acidentes como a explosão de caldeiras, também não é boa para cozinhar vegetais, pois eles endurecem em vez de ficarem mais moles.
É possível abrandar ou eliminar essa dureza da água, sendo que o método utilizado dependerá dos ânions que acompanham os cátions cálcio, magnésio e ferro II. Por exemplo, se o ânion for o bicarbonato, a dureza da água é temporária e pode ser eliminada com apenas uma destilação, mas se os ânions forem o sulfato, o nitrato ou o cloreto, a dureza é permanente e são utilizados processos químicos.
Um desses processos é a adição de cal extinta ou soda, que reagem com os cátions e formam sais insolúveis.

13.387 – O Modelo Atômico de Niels Bohr


Bohr
Com a ideia do átomo consolidada, vários cientistas trabalhavam na tentativa de propor um modelo que explicasse de forma significativa as observações e resultados experimentais conhecidos. Um desses cientistas foi Rutherford que, em seu modelo, explicava o átomo como tendo quase toda sua massa em seu núcleo com carga positiva e que os elétrons com carga negativa giravam ao redor desse núcleo. Porém, pelas leis da física clássica, esse modelo não poderia existir, pois, de acordo com o eletromagnetismo clássico, os elétrons, como qualquer carga em movimento acelerado, ao girar ao redor do núcleo, emitem radiação e, ao emitir essa radiação, eles perdem energia. Assim, os elétrons perderiam toda sua energia e se chocariam com o núcleo.
Como era preciso a criação de um modelo para explicar a estrutura atômica, em 1913, Bohr propôs um modelo atômico. Seu modelo estava baseado em dois postulados:
1º. Os elétrons só podem girar ao redor do núcleo em órbitas circulares, essas órbitas são chamadas de órbitas estacionárias e enquanto eles estão nessas órbitas, não emitem energia.
2º. A energia absorvida ou emitida por um átomo é equivalente ao número inteiro de um quanta.

Cada quanta tem energia igual a h.f, em que f é a frequência da radiação e h é a constante de Planck. Portanto, a variação de energia produzida num átomo será igual à energia emitida ou recebida.
É importante ressaltar que as hipóteses de Niels Bohr tinham como objetivo explicar o comportamento do movimento do elétron ao redor do núcleo do átomo de hidrogênio e que não foi deduzida de teorias já conhecidas. Apesar de conseguir explicar o movimento do elétron no átomo de hidrogênio, o modelo proposto por Bohr não obteve o mesmo resultado quando aplicado a átomos de outros elementos, não sanando o problema da estrutura atômica. É aí que surge a mecânica quântica, para explicar de forma mais satisfatória a estrutura atômica.

13.386 – Física e Eletricidade – O Modelo Atômico de Thompson de 1897


Se a matéria é formada por átomos e também por cargas elétricas, é provável que estes também apresentem cargas elétricas. Novos experimentos com eletricidadem e transformações químicas, como a obtenção do metal alumínio a partir da bauxita, permitiu aos cientistas identificar e caracterizar as cargas elétricas.
O modelo até então aceito era o de Dalton, em que o átomo era considerado uma partícula maciça e indivisível, no entanto novos estudos exigiram alteração nesse modelo, acrescentando-se cargas elétricas.
Thomson propôs o modelo em que o átomo seria uma esfera positiva contendo corpúsculos de carga elétrica negativa.

thomson nobel

Joseph John Thompson ou JJ Thompson era um físico inglês que ganhou o prêmio Nobel de 1906 pela descoberta do elétron. Os estudos realizados por ele determinaram a relação entre carga elétrica, massa e partícula, como também o levaram a concluir que o átomo era formado por elétrons distribuídos em uma massa positiva, como as passas em um pudim.

13.385 – Por que a matéria se comporta como neutra do ponto de vista elétrico, se ela é formada por cargas positivas e negativas?


Quando um corpo está eletrizado, ele possui uma carga elétrica, já quando não se encontra eletrizado ele está neutro ou descarregado. Os cientistas constataram que dois quaisquer desses corpos, ao se aproximarem, apresentam dois comportamentos diferentes;

-os dois corpos se atraem;
-os dois corpos se repelem.

 

Os dois tipos de carga elétrica foram denominados:

-carga negativa;
-carga positiva.

Conclui-se que cargas elétricas de mesmo sinal se repelem, e as cargas de sinais opostos se atraem.

Simples assim:

cargas1

carga2

13.304 – Por que a mistura de água e álcool libera calor?


Dentro das moléculas de cada uma dessas duas substâncias existe um átomo de hidrogênio unido a um oxigênio, formando o grupo OH. Nesse par, o H possui uma carga elétrica positiva e o O uma negativa. “Quando a água é misturada com o álcool, o hidrogênio de uma molécula de um deles se junta ao oxigênio da molécula do outro e vice-versa, já que as cargas opostas se atraem”, explica o químico Atílio Vanin, da Universidade de São Paulo. “Por haver um casamento tão perfeito entre as moléculas, a ligação química entre elas é muito estável: não precisam de muita energia para se manterem unidas. Quando as substancias estão separadas, a ligação entre elas não é tão estável: e suas moléculas necessitam de uma quantidade maior de energia para ficarem juntas. Como a energia indispensável para que as moléculas da mistura se unam é, comparativamente, bem menor que a necessária para manter a união das moléculas de cada uma das substancias separadas, a energia que sobra é liberada em forma de calor.”

13.266 – Bioquímica – Como os primeiros compostos orgânicos teriam se formado na terra primitiva?


terra primitiva
há cerca de 3 biliões de anos atrás, quando a Vida começou na Terra… A jovem Terra, com 1,5 biliões de anos, tinha todas as condições para a vida como a conhecemos: uma temperatura estável, nem muito quente nem muito fria, energia abundante proveniente do Sol, massa suficiente para manter uma atmosfera e alguns ingredientes de que os organismos vivos são formados – carbono, oxigénio, hidrogênio e azoto, elementos estes que formam 98% dos organismos vivos. E como é que tudo começou? Como é que as moléculas complexas que foram os seres vivos se formaram a partir destes átomos e moléculas simples que existiam no nosso planeta?
Em 1923 A. I. Oparin, um químico russo, apresentou uma teoria sobre a forma como teria aparecido o primeiro composto orgânico, o precursor da Vida. Segundo ele na atmosfera da Terra havia pouco ou nenhum oxigénio livre, mas havia um conjunto de gases contendo vapor de água (H2O), assim como dióxido de carbono (CO2), azoto (N2), amoníaco (NH3) e metano (CH4). O Sol diminuiu de intensidade, formaram-se nuvens, relâmpagos, e a chuva caiu. As substâncias radioativas no interior da Terra decaíram libertando energia. A conjunção de todos estes factores permitiu que as primeiras moléculas orgânicas se formassem e evoluíssem permitindo a Vida. Ou seja, gases simples desintegraram-se e os seus componentes juntaram-se de forma mais complexa.

Um pouco mais:
Estima-se que o planeta Terra surgiu há aproximadamente 4,6 bilhões de anos e que, durante muito tempo, permaneceu como um ambiente inóspito, constituído por aproximadamente 80% de gás carbônico, 10% de metano, 5% de monóxido de carbono, e 5% de gás nitrogênio. O gás oxigênio era ausente ou bastante escasso, já que sua presença causaria a oxidação e destruição dos primeiros compostos orgânicos – o que não ocorreu, propiciando mais tarde o surgimento da vida.
Nosso planeta foi, durante muito tempo, extremamente quente em razão das atividades vulcânicas, jorrando gases e lava; ausência da camada de ozônio; raios ultravioletas, descargas elétricas e bombardeamento de corpos oriundos do espaço. Sobre isso, inclusive, sabe-se que a maioria do carbono e de moléculas de água existentes hoje foi parte constituinte de asteroides que chegaram até aqui.
Foi esta água que permitiu, ao longo de muito tempo, o resfriamento da superfície terrestre, em processos cíclicos e sucessivos de evaporação, condensação e precipitação. Após seu esfriamento, estas moléculas se acumularam nas depressões mais profundas do planeta, formando oceanos primitivos.
Agregadas a outras substâncias disponíveis no ambiente, arrastadas pelas chuvas até lá; propiciaram mais tarde o surgimento de primitivas formas de vida. Muitas destas substâncias teriam vindo do espaço, enquanto outras foram formadas aqui, graças à energia fornecida pelas descargas elétricas e radiações.
Um cientista que muito contribuiu para a compreensão de alguns destes aspectos foi Stanley Lloyd Myller, que, em 1953, criou um dispositivo que simulava as possíveis condições da Terra primitiva; tendo como resultado final a formação de moléculas orgânicas a partir de elementos químicos simples.

13.252 – Farmacologia – Brasileiros criam nanoantibióticos contra infecções resistentes


alvo_bacteria

Da Folha para o ☻Mega

Pesquisadores brasileiros criaram um método que combina minúsculas partículas de prata com um antibiótico para tentar vencer a crescente resistência das bactérias aos medicamentos convencionais.
Em testes preliminares de laboratório, a abordagem mostrou bom potencial para enfrentar formas resistentes do micróbio Escherichia coli, que às vezes causa sérios problemas no sistema digestivo humano.
“Alguns sistemas podem até funcionar melhor no que diz respeito à capacidade de matar as células bacterianas, mas o ponto-chave é que as nossas partículas combinam um efeito grande contra as bactérias com o fato de que elas são inofensivas para células de mamíferos como nós”, explica um dos responsáveis pelo desenvolvimento da estratégia, Mateus Borba Cardoso, do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas (SP).
Cardoso e seus colegas assinam estudo recente na revista especializada “Scientific Reports”, no qual descrevem o processo de produção da arma antibacteriana e seu efeito sobre os micróbios.
Esse mesmo grupo já utilizou nanopartículas para inativar o HIV e atacar somente as células tumorais, em caso de câncer de próstata, poupando as células saudáveis.
O aumento da resistência das bactérias causadoras de doenças aos antibióticos tradicionais é um caso clássico de seleção natural em ação que tem preocupado os médicos do mundo todo.
Em síntese, o que ocorre é que é quase impossível eliminar todos os micróbios durante o tratamento. Uma ou outra bactéria sempre escapa, e seus descendentes paulatinamente vão dominando a população da espécie e espalhando a resistência, já que os micro-organismos suscetíveis morreram sem deixar herdeiros.
Para piorar ainda mais o cenário, tais criaturas costumam trocar material genético entre si com grande promiscuidade, numa forma primitiva de “sexo”. Assim, os genes ligados à resistência diante dos remédios se disseminam ainda mais.
Já se sabe, porém, que as nanopartículas de prata (ou seja, partículas feitas a partir desse metal com dimensão de bilionésimos de metro) têm bom potencial para vencer as barreiras bacterianas e, de quebra, parecem induzir muito pouco o surgimento de variedades resistentes.
Por outro lado, essas nanopartículas, sozinhas, podem ter efeitos indesejáveis no organismo.
A solução bolada pelos cientistas brasileiros envolveu “vestir” as partículas de prata com diferentes camadas à base de sílica, o mesmo composto que está presente em grandes quantidades no quartzo ou na areia.
Testes feitos pela equipe mostraram que o conjunto afeta de forma específica as células da bactéria E. coli, tanto as de uma cepa de ação mais amena quanto a de uma variedade resistente a antibióticos, sem ter o mesmo efeito sobre células humanas –provavelmente porque a ampicilina se conecta apenas à parede celular das bactérias.
É claro que ainda é preciso muito trabalho antes que a abordagem dê origem a medicamentos comerciais.
Segundo Cardoso, o primeiro passo seria o uso de sistemas semelhantes em casos muitos graves, nos quais pacientes com infecções hospitalares já não respondem a nenhum antibiótico.
Para um emprego mais generalizado, provavelmente será necessário substituir o “recheio” de nanopartículas de prata por outras moléculas, mais compatíveis com o organismo.
O trabalho teve financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

resistencia bacteriana

13.185 – Química – Classificação de Ácidos Inorgânicos


bioquímica
Uma função química é caracterizada por um grupo de compostos que apresentam propriedades semelhantes. Inicialmente, pode-se ter compostos de natureza inorgânica (aqueles que não apresentam carbono, com algumas exceções) e orgânicos (os que apresentam carbono). As funções estudadas na química inorgânica são quatro: os ácidos, as bases, os sais e os óxidos.
Como meio teórico para identificação de uma função inorgânica pode-se adotar o critério estabelecido na tabela abaixo, a partir da fórmula molecular do composto.
A primeira das funções inorgânicas apresentadas, os ácidos, podem ser definidos conforme a teoria de Arrhenius, como sendo compostos que em solução aquosa se ionizam, liberando cátions H+.

O termo ionização refere-se à reação química que irá “produzir” cátions hidrônios (H+), liberados a partir de uma ligação química de natureza covalente.

Conforme seu comportamento físico e químico, os ácidos admitem algumas classificações essenciais, de acordo com os critérios abaixo:

QUANTO AO NÚMERO DE HIDROGÊNIOS
Monoácidos ou monopróticos: apresentam apenas um hidrogênio ionizável na molécula. Ex. ácido clorídrico (HCl).
Diácidos ou dipróticos: apresentam dois hidrogênios ionizáveis na molécula. Ex. ácido sulfúrico (H2SO4).
Triácidos ou tripróticos: apresentam três hidrogênios ionizáveis na molécula. Ex. ácido fosfórico (H3PO4).
QUANTO AO NÚMERO DE ELEMENTOS
Binários: apresentam apenas dois elementos distintos na molécula. Ex. ácido bromídrico (HBr).
Ternários: apresentam três elementos distintos na molécula. Ex. ácido fosfórico (H3PO4).
Quaternário: apresentam quatro elementos distintos na molécula. Ex. ácido tiocianóico (HSCN).
QUANTO À PRESENÇA DE OXIGÊNIO
Oxiácidos: possuem oxigênio na molécula. Ex. ácido perclórico (HClO).
Hidrácidos: não possuem oxigênio na molécula. Ex. ácido fluorídrico (HF).
QUANTO AO GRAU DE IONIZAÇÃO (força de acidez)
Os hidrácidos fortes são aqueles que apresentam os halogênios cloro, bromo ou iodo. Ex. ácido clorídrico (HCl).
Em relação aos oxiácidos, diminui-se o número de átomos de oxigênio pelo número de átomos de hidrogênio existentes na molécula. Quando a resposta for 2 ou mais, o ácido será considerado forte. Ex. ácido sulfúrico (H2SO4).
Os ácidos que não se enquadrarem em nenhuma das regras acima, incluindo todos os ácidos orgânicos (que apresentam carbono, excetuando-se o ácido carbônico, H2CO3, e o ácido cianídrico, HCN, que não são orgânicos, mas também são fracos) são considerados todos ácidos de baixo grau de ionização, portanto, fracos.
De acordo com as classificações ácidas apresentadas, os ácido clorídrico e sulfúrico, respectivamente mostradas abaixo, podem ser classificadas como:

HCl: monoácido, binário, hidrácido e forte.
H2SO4: diácido, ternário, oxiácido e forte.

13.054 – A vitamina C combate o câncer. Saiba Como.


vitamina-c-matam-cc3a9lulas-cancerc3adgenas
Vitamina C mata células cancerígenas. Isso já havia sido provado em testes de laboratório, com células in vitro, e em ratos. O problema é que, quando a coisa chegava ao ser humano, não importa quantos litros de suco de acerola alguém tomasse, a vitamina C não surtia efeito nenhum.
Um grupo de cientistas da Universidade de Iowa (EUA) acredita ter matado a charada de duas formas. Primeiro, o problema com outras pesquisas é que a vitamina C era administrada oralmente – como o corpo procura regular a quantidade dela no sangue, então, não importa o quanto você tome, a maioria acaba sendo expelida. Para driblar isso, os cientistas aplicam a vitamina C por via intravenosa e conseguem atingir concentrações de 100 a 500 vezes maiores que a normal.
O segundo avanço: uma dose cavalar de vitamina C mata o câncer, mas não as células normais – além disso, overdose de vitamina C não detona o corpo, ao contrário de outras vitaminas que podem ser tóxicas e até letais em excesso.
E tem uma surpresa também: segundo o grupo, o efeito “matador” das células cancerosas não vem da vitamina C, mas de outra substância, produzida quando ela começa a se decompor no sangue: peróxido de hidrogênio, popularmente conhecido como água oxigenada. Embora ela seja vendida na farmácia sem receita, é uma substância corrosiva, capaz de até mesmo queimar a pele e matar uma pessoa se injetada. O surpreendente é que, quando produzida pela decomposição da vitamina C no sangue, a água oxigenada não agride células saudáveis e destrói as cancerígenas.
O segredo está na enzima catalase, que serve como escudo celular contra a água oxigenada, e é produzida em quantidade muito baixa pelas células cancerígenas. “Por isso, elas são muito menos eficientes em remover o peróxido de hidrogênio que as células normais”, afirma o oncologista Garry Buettner, condutor do estudo. “Assim, são muito mais susceptíveis ao dano e morte diante de uma grande quantidade da substância”.
A Universidade de Iowa atualmente está testando a vitamina C combinada com quimioterapia e radioterapia em cânceres de pulmão e pâncreas. A próxima fase da pesquisa é começar a medir o nível de catalase em diferentes tipos de câncer. Quanto menor, mais eficiente será tratá-los com vitamina C.

13.046 – Saúde – O que é Desnutrição Úmida?


fisiologia_digestao1
A Desnutrição Úmida é consequência de uma alimentação rica em carboidratos, porém pobre em proteínas, gorduras, e vitaminas. A pessoa com desnutrição úmida não costuma a apresentar perda de peso, mas isso acontece por causa do acúmulo de água que provoca inchaço nas pernas, pés, rosto e barriga devido a falta dos outros nutrientes, mesmo que uma pessoa ingira grandes quantidades de carboidratos não são capazes de substituir as funções exercidas por outros nutrientes.
Quando não há proteínas, lipídios, e vitaminas nas refeições faltam materiais para construir ou recuperar as células do organismo
O Marasmo é o tipo de desnutrição que deixa a pessoa sem disposição para realizar as suas atividades, os marasmo ocorre quando não se ingere a quantidade suficiente de nutrientes durante muito tempo com a falta de alimentos ricos em nutrientes, a pessoa está sempre com fome, não cresce, emagrece e pega outras doenças com facilidade, os músculos ficam reduzidos.

Vamos ver agora a estrutura química do amido
Um dos carboidratos mais frequentes na nossa alimentação, por exemplo, existe amido no feijão, no arroz, na farinha de mandioca etc.
As unidades formadoras do amido são sempre iguais:
O que se repete em cada unidade é uma substância conhecida, a glicose. Muitas frutas também contem glicose, mas grande parte da glicose que o corpo utiliza vem do amido, através da digestão o amido ingerido é transformado em glicose e pode ser muito bem aproveitado pelas células. Outro grupo químico importante para a saúde do organismo são os lipídios. O olho de cozinha por exemplo, os lipídios também fornecem energia mas exercem outras funções veremos três delas

Qual é a mais conhecida das funções dos lipídios ?

Reservatório de Energia, uma parte da energia produzida
a partir dos alimentos que comemos é transformada em gordura e armazenada para ser utilizada no momento em que o organismo precisar suprir energeticamente as nossas células, o principal local de armazenamento da gordura fica sob a pele é o tecido adiposo
cujo acúmulo faz as pessoas engordarem. uma outra função dos lipídios é a formação da camada que envolve a célula, a membrana celular é formada por lipídios e proteínas, e a terceira função dos lipídios é a sua relação com as vitaminas, algumas vitaminas só podem ser absorvidas pelo organismo quando há lipídeos no intestino veja um exemplo de molécula de lipídio
se você comparar um lipídio com um amido notará semelhanças e diferenças, a semelhança é que os átomos que compõe os dois são os mesmos, a diferença é o modo como eles estão combinados, cada combinação tem suas propriedades e funções, por causa das diferenças os carboidratos não podem substituir os lipídios, isso nos leva a outra substancia nutriente as proteínas. As proteínas são substancias formadas por várias unidades, os aminoácidos, eles são capazes de se ligarem e formarem moléculas de vários tamanhos.

Vitaminas e Sais Minerais
A quantidade de vitaminas e sais minerais que precisamos é pequena, mas se faltar pode dar raquitismo, escorbuto entre outras doenças tanto as vitaminas quanto os sais minerais são chamados de necro nutrientes. O corpo depende do bom funcionamento dos processos bioquímicos eles são responsáveis pela formação, crescimento e funcionamento das células e tecidos e para tudo funcionar bem é indispensável variar os nutrientes
Todos os tipos de nutrientes são importantes e devem compor a dieta diária das pessoas somente com uma alimentação equilibrada estaremos mais seguros

Revisão
Hoje você conheceu as substancias que compões o nosso corpo: proteínas, lipídios, carboidratos, vitaminas e sais minerais.
Você aprendeu que uma alimentação equilibrada deve ter todos os nutrientes em proporção e que a falta de nutrientes provoca a desnutrição.

13.011 – Qual é o elemento químico mais abundante no Universo? E na Terra?


hidrogenio

O hidrogênio está presente em 93% dos átomos do cosmo. Esse elemento químico tomou conta do Universo por causa da sua simplicidade: em um átomo de hidrogênio, há um único próton no núcleo, que, por sua vez, é rodeado por apenas um elétron. “Esses núcleos foram os primeiros a aparecer, menos de um milésimo de segundo após o Big Bang (a grande explosão que teria dado origem ao Universo)”, diz o astrônomo Antonio Mário Magalhães, da USP. Os 7% dos átomos restantes espaço afora são praticamente todos de hélio. A soma dos outros elementos químicos conhecidos não chega nem perto de 1%. Na Terra, porém, a história é bem diferente. Nosso planeta é feito basicamente de elementos mais pesados, com muitos prótons no núcleo, coisa rara no resto do cosmo. O mais abundante por aqui é o oxigênio, que responde pela metade dos átomos do planeta. Em segundo lugar, vem o ferro e, em terceiro, o silício – todos eles elementos insignificantes na grande escala universal.
Ingredientes planetários
Três elementos químicos formam, juntos, mais de 80% dos átomos da Terra
49,78% – Oxigênio
Domina a superfície do planeta e está presente na água, em rochas e no ar
16,78% – Ferro
Principal elemento químico do núcleo da Terra
14,64% – Silício
Encontrado nas areias que margeiam e cobrem o fundo dos oceanos.

12.982 – Química – Tabela periódica ganha quatro novos elementos


nova-tabela
Se você se lembra das aulas de química do colegial, deve recordar que a fileira de baixo da tabela periódica tinha um espaço sobrando do lado direito. Agora, porém, esse espaço vai deixar de existir: a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, na sigla em inglês) aceitou oficialmente quatro novos elementos pesados para inclusão na tabela.
De acordo com o New York Times, esses quatro elementos foram sintetizados pela primeira vez entre 2002 e 2010, mas a IUPAC só reconheceu oficialmente as descobertas em dezembro de 2015. Os cientistas responsáveis por cada um, então, enviaram à União suas sugestões de nomes em junho deste ano e precisaram esperar por cinco meses. Finalmente, nesta quarta-feira, 30 de novembro, os nomes foram aprovados.
Segundo o Engadget, os quatro elementos têm átomos extremamente pesados e instáveis. Por isso, eles têm a tendência a decair em átomos menores e mais estáveis, o que torna difícil a sua síntese e detecção. Eles foram descobertos por equipes estadunidenses, russas e japonesas de químicos.

Os novos nomes
Os quatro novos elementos pesados da tabela periódica têm respectivamente 113, 115, 117 e 118 como números atômicos. O número atômico é o que define um elemento químico, e ele é determinado pelo número de prótons em seu núcleo. Eles receberam respectivamente os nomes (em inglês) de Nihonium, Moscovium, Tennessine e Oganesson.
Nihonium (pronunciado “nirrônium”, que provavelmente será aportuguesado para Nihônio) recebeu esse nome por causa da palavra japonesa “Nihon”, que significa Japão. De fato, o átomo de número atômico 113 foi descoberto por químicos japoneses e terá o símbolo Nh.
Moscovium (que em português deverá ficar algo como Moscóvio) é um caso parecido: ele foi descoberto por cientistas russos e estadunidenses, e seu nome foi dado em homenagem a Moscou, a capital da Rússia. O elemento 115 terá como símbolo Mc.
De maneira semelhante foi dado o nome do elemento de número atômico 117, Tennessine (que deverá ser escrito como Tenessina em português). Descoberto pela mesma equipe de nacionalidade mista que descobriu o Moscovium, seu nome é uma homenagem ao estado de Tennessee, nos EUA, e seu símbolo será Ts.
Finalmente, o elemento mais pesado da tabela periódica, de número atômico 118, será chamado de Oganesson (talvez Oganécio ou Oganessom em português). Sua descoberta é devida a uma equipe russa de pesquisadores que resolveram nomeá-lo em homenagem ao químico Yuri Oganessian, um físico nuclear “caçador de elementos” que ajudou a descobrir alguns dos elementos mais pesados conhecidos. Seu símbolo será Og.

12.981 – Nobel de Química vai para cientistas que criaram máquinas feitas de moléculas


moleculas
Os pesquisadores Jean-Pierre Sauvage, Bernard L. Feringa e Sir J. Fraser Stoddart ganharam o Prêmio Nobel da Química de 2016 por seu “desenho e síntese de máquinas moleculares”. O trabalho dos pesquisadores permitiu uma nova forma de ligação e articulação de estruturas em nível molecular, que podem ter implicações revolucionárias para a medicina e a ciência da computação.

Mas o que é isso?
Basicamente, Sauvage deu o primeiro passo nesse trabalho em 1983, conforme a Royal Swedish Academy of Sciences explica (pdf). Moléculas geralmente se ligam umas às outras por meio de ligações covalentes, mas naquele ano ele descobriu uma maneira diferente de ligá-las, usando um íon de cobre.
Mais especificamente, ele descobriu como criar uma “corrente” de móléculas. Usando o íon de cobre, ele podia fazer com que moléculas fechadas se ligassem umas às outras, formando uma espécie de corrente. Feito isso, o íon de cobre podia ser removido. A imagem abaixo ilustra esse processo:
Ligadas dessa forma, as moléculas ainda têm liberdade de movimento, mas não se desprendem – da mesma forma que os elos de uma corrente. Com isso, foi possível começar a pensar em aplicações práticas para estruturas moleculares desse tipo.

De um ponto a outro
Uma das primeiras delas apareceria em 1991, no trabalho de Stoddart. O pesquisador usou essa técnica para criar um eixo de moléculas por meio do qual um anel podia se mover. Funcionava da seguinte forma: o eixo tinha alguns pontos com muitos elétrons. Em torno desse eixo ficava um anel (outra molécula) com poucos elétrons. Como o anel estava em torno do eixo, ele só podia se mexer sobre ele.
Tendo poucos elétrons, o anel ficava em um dos pontos com muitos elétrons. Quando calor era aplicado ao conjunto eixo-anel, no entanto, o anel se excitava e mudava de posição. Ele continuava, contudo, com poucos elétrons, e com isso acabava se deslocando até o próximo ponto com muitos elétrons. Era uma maneira de fazer uma molécula se mover por pontos determinados ao longo de outra.

Minimáquinas
Essa estrutura, conforme Stoddart mostraria depois, poderia ser usada para criar chips de computador extremamente pequenos – do tamanho de moléculas, aliás. Não apenas chips: estruturas desse tipo permitiam a reprodução de máquinas de diversos tipos em escalar molecular, com diversas possibilidades de aplicação.
Por exemplo, em 1999, Bernard Feringa mostrou como era possível criar motores mecânicos usando essa técnica. Para isso, ele utilizou moléculas específicas que giravam em uma única direção quando expostas a raios ultravioletas. Moléculas geralmente se movem de maneira errática, mas a criação de Feringa permitia o controle dessa rotação e, com isso, a criação de um motor molecular.
Feitos os motores, é possível fazer também o resto do carro. Foi isso que Feringa realizou em 2011: ele tinha motor, chassi e rodas e conseguia se mover após a aplicação de uma pequena tensão elétrica. Em 2016, segundo o Vox, acontecerá a primeira corrida de NanoCarros, na qual criações semelhantes à de Feringa em 2011 disputarão para ver qual delas consegue percorrer primeiro uma superfície de átomos de ouro.

12.561 – Química- Cientistas transformam CO2 em pedra para conter gases do efeito estufa


Pesquisadores relataram um experimento na Islândia em que injetaram gás carbônico e água no interior de rochas vulcânicas. Reações com os minerais nas camadas profundas de basalto converteram o dióxido de carbono em um sólido estável, com consistência de giz.
Outro resultado animador, como descreveu o grupo em artigo na revista “Science”, foi a velocidade do processo: questão de meses. “De 220 toneladas de gás carbônico injetado, 95% foi convertido em pedra calcária em menos de dois anos”, afirma o coordenador da pesquisa, Juerg Matter, da Universidade de Southampton, no Reino Unido.
“Foi uma grande surpresa para todos os cientistas envolvidos no projeto, e pensamos: ‘Uau, isso é realmente rápido!”, lembrou Matter em entrevista ao programa de rádio Science In Action (Ciência em Ação), da BBC.
Com o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera, e o consequente aquecimento do planeta, pesquisadores estão ansiosos para investigar as chamadas soluções de sequestro e conservação de carbono.
Experimentos anteriores injetaram gás carbônico puro em arenito, ou aquíferos profundos de água salgada. As locações escolhidas –que incluíram poços desativados de petróleo e gás– se valiam de camadas impermeáveis de rochas resistentes para conter o dióxido de carbono. Mas o temor era que o gás sempre encontraria um jeito de voltar à atmosfera.
O chamado Projeto Carbfix na Islândia, por outro lado, busca solidificar o carbono indesejado. Trabalhando com a usina geotérmica de Hellisheidi, no entorno de Reykjavik, a iniciativa combinou gás carbônico e água para produzir um líquido levemente ácido, injetado centenas de metros até as rochas basálticas que compõem grande parte dessa ilha do Norte do Atlântico.
A água de baixo pH (3.2) serviu para dissolver os íons de cálcio e magnésio nas camadas de basalto, que reagiram com o dióxido de carbono para gerar os carbonatos de cálcio e magnésio. Tubos inseridos no local dos testes coletaram pedras com os característicos carbonatos brancos ocupando os poros das rochas.
Os pesquisadores também “marcaram” o CO2 com carbono-14, uma forma radioativa do elemento. Desta maneira puderam verificar se parte do CO2 injetado estava voltando à superfície ou escoando por algum curso d’água. Nenhum vazamento foi detectado.
A usina geotérmica de Hellisheidi agora já avançou para além do experimento descrito na revista “Science”, e está injetando CO2 rotineiramente no subsolo, e em grandes volumes. A companhia também está enterrado sulfeto de hidrogênio – outro subproduto da usina. Isso ajuda moradores que tiveram que conviver com o eventual cheiro de ovo podre invadindo suas propriedades.

12.492 – Curiosidades – Mortos transformados em Diamantes


Na Suíça, um homem é pioneiro em uma tendência que cresce mundialmente e permite transformar a degradação do tempo em obras belas e imutáveis.
Suas instalações estão localizadas no oeste da Suíça, onde um laboratório sofisticado faz a transfiguração de mais de 850 restos humanos todos os anos, por um valor de US$ 5 a US$ 22 mil, dependendo do tamanho do diamante que se queira comprar.
O processo consiste no tratamento das cinzas resultantes da cremação de um cadáver, aplicando nelas diferentes agentes químicos para extrair seu carvão. Em seguida, o carvão é convertido em grafite.
Depois, o grafite é processado com máquinas capazes de emular o processo natural pelo qual os diamantes são formados nas profundezas da terra, a mais de 1.500 graus Celsius e a uma pressão praticamente inconcebível.
Finalmente, após dois meses de trabalho, chega-se a um diamante sintético que possui todas as propriedades de um diamante natural, embora, dada a sua origem, seja muito mais barato.

12.349 – Química – O Enigma do Chiclete


Chiclete, quando gruda debaixo da cadeira do cinema ou no chão, é um custo para tirar. Uma chatice. Mas será que as gomas de mascar não poderiam virar algum tipo de cola revolucionária, no futuro? Com essa idéia na cabeça, a indústria européia decidiu pesquisar de onde vem a força pegajosa da guloseima. Não é das ligações químicas dentro dela, que são frágeis. “Se dependesse só disso, o chiclete seria 10 000 vezes menos grudento do que é”, diz o físico Ludwick Leibler, da empresa francesa Elf Atochem. Para ele, o segredo está em bolhas de ar que se misturam à goma quando ela é mascada. Testes de laboratório mostram que, se você tenta desgrudá-la de algum lugar, as bolhas resistem ao puxão. Elas demoram para arrebentar e, só depois disso, a massa borrachenta se solta.