13.607 – Mineradora reduz catedral histórica a escombros na Alemanha


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Por mais de um século, os habitantes de Immerath, oeste da Alemanha, iam à catedral de São Lamberto para adorar o santo que foi bispo da cidade holandesa de Maastricht entre 670 e 700 da era cristã. Até que uma companhia alemã de mineração e energia levou a cabo a completa destruição da igreja, erguida entre 1880 e 1890.
Após o templo vir abaixo, concluiu-se a última etapa da demolição de todo o vilarejo, que foi reconstruído a sete quilômetros de distância e teve seus 1,2 mil residentes deslocados. A empresa RWE Power identificou reservas importantes de lignito na região — um tipo de carvão fácil de se minerar e principalmente utilizado na produção de energia elétrica.
Segundo o site Catholic Herald, nenhuma missa era celebrada na igreja desde 2013, ano em que foi destituída de sua consagração. Mas, ainda assim, as características arquitetônicas e o valor histórico do edifício que deixou de existir se destacavam.
Dotado de duas torres imponentes, seguia a arquitetura neorromânica: buscava reviver e reinterpretar o estilo românico, que imperava entre os séculos 11 e 13 na Europa medieval. Como forma de compensação à perda dos moradores, a RWE Power construiu na nova Immerath uma capela com design moderno.
A antiga igreja da São Lamberto continua presente no novo local, porém apenas como uma pequena réplica em uma praça. Outra ação que a companhia teve de assegurar foi o deslocamento do cemitério local: os corpos foram exumados e reenterrados no novo vilarejo.

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13.591 – A partir desta idade, você é considerado velho demais para balada


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Chegar aos 37 anos é como receber uma segunda carta de Hogwarts. Mas ao invés da mensagem da coruja ser um convite para uma escola de magia, ela traz um aviso: já está na hora de parar com essa história de cair na noitada. Antes de sair esbravejando contra a ciência, saiba que as baladas que você frequenta provavelmente estão cheias de pessoas que pensam exatamente assim – ou vão pensar algum dia.
Ter pique para continuar frequentando casas noturnas aos 37 foi considerado “trágico” para boa parte dos 5 mil entrevistados de um estudo britânico. Segundo 37% das cobaias, não há nada mais deprimente do que ter mais de 40 e permanecer rodeado de jovens de 20 em bares ou pistas de dança.
A nova pesquisa demonstrou que, de acordo com os participantes, os 31 anos são a idade perfeita para começar a deixar de lado essa ideia de curtir a noite. Nessa época, o combo filme + cobertor pareceu mais atraente que qualquer outro programa para quase metade deles.
O fato dos passeios noturnos serem caros demais foi a desculpa preferida de 6 em cada 10 entrevistados. Preocupações como arranjar um meio de transporte e uma babá para cuidar dos filhos também foram listados entre os principais motivos.
Para quase 70% deles, arranjar uma alma gêmea elimina a necessidade de se frequentar esse tipo de local. E 29% tem um porquê ainda mais prático: não tem vontade nenhuma de lidar com a ressaca do dia seguinte. Optar pelo conforto do lar, dessa forma, seria a escolha perfeita para cortar o mal pela raiz.
Matt Walburn, da Currys PC World, que trouxe à público os resultados do estudo, deu uma explicação prática para a preguiça que chega com os 30. “É quase impossível ficar entediado em casa, com todo o conforto e toda a tecnologia que podemos contar”, disse em entrevista ao NME. Para Walburn, essas vantagens normalmente costumam superar os ganhos fora de casa. “Passar um tempo nas mídias sociais, fazendo compras online ou jogando em rede com amigos pode trazer satisfação maior”.
Então, é aquela velha história. É proibido frequentar baladas depois dos 37. Mas quem quiser – e não se importar com a opinião dos outros –, pode.

13.582 – Mega Curiosidades – Quem inventou o pebolim?


pebolim
Um espanhol e um alemão disputam a paternidade do jogo. O espanhol que jura ter inventado o pebolim é Alejandro Campos Ramirez, hoje com 86 anos. Em 1936, após ser ferido por uma bomba na Guerra Civil Espanhola, Alejandro teria criado o jogo num hospital, inspirado no tênis de mesa. Já os alemães sustentam que o inventor é Broto Wachter, que comercializou a mesa pioneira de pebolim nos anos 1930. A criação do alemão tinha quase o mesmo tamanho da atual. A diferença é que tudo era de madeira: as barras, a bola e os “jogadores”, pequenos retângulos sem a forma de bonequinhos. Atrás do gol, ficava um saco para não deixar as bolas caírem. Só para comparar, hoje os jogadores são de plástico e as mesas mais iradas têm barras de titânio e até placar eletrônico! Ao Brasil, o esporte chegou na década de 1950, provavelmente trazido por imigrantes espanhóis. Difícil mesmo foi encontrar um nome único para a coisa: em São Paulo, o jogo é chamado de pebolim. No Rio Grande do Sul, de fla-flu. No Rio de Janeiro e em outros estados, é o famoso totó. No resto do mundo, é a mesma confusão: nos Estados Unidos, o esporte é chamado foosball. Na Espanha, futbolín. Na Argentina, metegol. E em Portugal, matraquilhos. Não existe um campeonato mundial de pebolim, mas alguns torneios americanos reúnem participantes de todo o mundo, pagando até 130 mil dólares em prêmios. O Brasil nunca venceu um desses grandes torneios internacionais. No futebol de pauzinhos, quem dá a bola são Estados Unidos, Alemanha, França e Japão.

Regras
SAÍDA COM EFEITO VALE?
Não. Aliás, nas regras oficiais, a saída no meio nem existe. Quando acontece um gol, o jogo recomeça com a bola na defesa do time que levou o tento. No início de jogo, é a mesma coisa. A diferença é que os dois times decidem a posse de bola no cara-ou-coroa.

GOL QUE ENTRA E SAI VALE?
Sim, pelo menos no Brasil. Devido à forma das mesas brasileiras, é comum o cara enfiar um petardo, a bola bater no fundo do gol e voltar. Nos Estados Unidos e em outros países, o fundo do gol é mais distante e a bola raramente volta depois de uma bicuda

PODE GIRAR A BARRA?
Em jogos oficiais, não. A mão do jogador não pode sair da manopla. Ou seja, só é possível dar um giro de 360 graus. Quando ocorre a irregularidade, a bola passa para o adversário. Ele pode colocá-la na sua defesa ou no pé de um de seus jogadores na região da falta;

Gol de placa
“PUXA TIRO”

1. Para começar essa jogada clássica, pare a bola do lado do atacante central, de frente para o gol adversário

2. Para tirar o zagueiro e o goleiro da jogada, puxe a bola com um movimento rápido para o lado e chute com força com o mesmo jogador

13.576 – Por que os escoceses usam “saia”?


saia escocesa
Para começar, não é exatamente uma saia – ai de você se chamar o kilt de saia na frente de um escocês!
No final do século 14, ele já era usado pelo povo gaélico, que vivia na Irlanda. Com a migração dos gaélicos para a região úmida e chuvosa das Highlands, no norte e no oeste da Escócia, o aparato foi adotado pelos escoceses da região. Os kilts serviam para a proteção contra a umidade e o frio típicos de lá.
O tecido era feito de lã escovada, que impermeabilizava à água. Naquela época, a peça única era presa ao corpo, como um tipo de manto. É aí que está a origem do nome “kilt”, que, na antiga língua falada na Escócia, significa o ato de “prender uma roupa no corpo”. O tipo de xadrez do kilt (chamado de tartan) mudava de estampa de acordo com o clã daqueles que o usavam. A peça atual, em formato de saia, é criação escocesa e só passou a ser usada a partir do século 18.
No século seguinte, foi adotada como símbolo de identidade nacional e hoje é vestida por cidadãos escoceses e de outros países, como Inglaterra, em ocasiões diversas, como festas formais, eventos da moda ou pela plateia de jogos esportivos.

13.575 – Biologia – Peixes que tem anticongelante natural


peixes
Enquanto a temperatura despenca ao ponto mais baixo do ano, aqueles de nós que vivem em latitudes mais altas se recolhem a abrigos aconchegantes. Podemos simpatizar com os esquilos e passarinhos, sujeitos ao frio abaixo de zero que varre o mundo exterior, e deixar-lhes comida, mas não pensamos muito em criaturas menores e menos fofinhas: por exemplo os insetos e aranhas que habitam quintais e bosques durante o verão. Eles ressurgirão na primavera, o que significa que de alguma forma sobrevivem ao frio intenso. Mas como o fazem, se não contam com a proteção de pêlos ou penas?
A ameaça à vida nas baixas temperaturas não é o frio, mas o gelo. Já que células e corpos se compõem primordialmente de água, o gelo pode ser letal porque sua formação perturba o equilíbrio entre os fluidos externos e internos das células, o que resulta em encolhimento celular e dano irreversível a tecidos.
Os insetos desenvolveram múltiplas maneiras de evitar congelamento. Uma estratégia é escapar de vez ao inverno. Borboletas como a monarca migram para o sul. Uma ótima solução, mas a capacidade é rara. A maioria dos insetos permanece em seu habitat de origem, e precisa encontrar outra forma de evitar congelamento. Eles fogem ao gelo rastejando para buracos ou fendas por sob a cobertura de neve ou linha de congelamento, ou, como algumas larvas de insetos, hibernam nos fundos de lagos que não se congelem de todo.
Mas muitos insetos e outros animais se defendem contra a exposição direta a temperaturas abaixo de zero por meio da engenhosidade bioquímica, ou seja, produzem anticongelantes.
O primeiro anticongelante de origem animal foi identificado décadas atrás no plasma sanguíneo de peixes da Antártida, por Arthur DeVries, hoje na Universidade do Illinois, e seus colegas. Os mares antárticos são muito frios, com temperaturas da ordem de menos dois graus. A água é salgada o suficiente para que se mantenha líquida a alguns graus abaixo da temperatura de congelamento da água fresca.
As abundantes partículas de gelo flutuando nessas águas representam risco para os peixes porque, caso ingeridas, podem iniciar formação de gelo nas tripas dos animais, com consequências devastadoras. A menos que algo impeça o crescimento dos cristais de gelo.
É isso que as proteínas anticongelantes dos peixes fazem. Os tecidos e corrente sanguínea de cerca de 120 espécies de peixes pertencentes à família dos Notothenioidei estão repletos de anticongelante. As proteínas têm uma estrutura incomum de repetição que permite que se conectem aos cristais de gelo e reduzam para menos três graus a temperatura em que os cristais de gelo crescem. Isso fica um pouco abaixo da temperatura mais baixa do Oceano Antártico, e cerca de dois graus acima da temperatura de congelamento do plasma sanguíneo de peixes que não produzem o anticongelante. Essa pequena margem de proteção tem consequências profundas. Os peixes produtores de anticongelante hoje dominam as águas antárticas.
A capacidade de sobreviver e prosperar em águas frígidas impressiona, mas os insetos sobrevivem a temperaturas muito mais baixas em terra. Alguns, como a pulga da neve, ficam ativos até no inverno e são vistos saltando sobre montes de neve em temperaturas de menos sete graus ou mais baixas. Na verdade, esses insetos não são pulgas, mas Collembolae, um inseto sem asas primitivo capaz de saltar por longas distâncias usando a cauda.
Laurie Graham e Peter Davies, da Universidade Queen¿s, em Kingston, Canadá, isolaram as proteínas anticongelantes das pulgas de neve e descobriram que elas também constituem uma estrutura repetitiva simples que se aglutina ao gelo e impede que os cristais cresçam.
As proteínas anticongelantes das pulgas de neve diferem completamente das que foram isoladas em outros insetos, como o besouro vermelho, que apresenta proteínas anticongelantes por sua vez diferentes das encontradas nas Choristoneurae, uma espécie de lagarta. E todos os anticongelantes desses insetos diferem da espécie que impede o congelamento dos peixes antárticos. O anticongelante de cada espécie é uma invenção evolutiva separada.
Mas a inovação dos insetos vai além dos anticongelantes. Biólogos descobriram outra estratégia para enfrentar o frio extremo. Alguns insetos simplesmente toleram o congelamento.
Nas latitudes mais setentrionais, como o interior do Alasca, as temperaturas de inverno caem a menos 50 graus, e a neve e temperaturas abaixo de zero podem perdurar até maio. Nessas temperaturas extremas, a maioria dos insetos vira picolé. O besouro upis, do Alasca, por exemplo, congela em torno dos menos oito graus. Mas ainda assim pode sobreviver mesmo se exposto a temperaturas de menos 73 graus.
Para tolerar o congelamento, é crucial que os insetos minimizem os danos do congelamento e do degelo. Os insetos desenvolveram diversas substâncias protetoras. Quando o inverno se aproxima, muitos desses insetos produzem elevada concentração de glicerol e outras moléculas de álcool. Elas não previnem o congelamento, mas retardam a formação de gelo e permitem que os fluidos que cercam as células congelem de modo mais controlado, enquanto o conteúdo da célula não congela.
Para proteção máxima, alguns insetos árticos combinam materiais protetores e anticongelantes. De fato, um novo tipo de anticongelante foi recentemente descoberto no besouro upis. Ao contrário das proteínas anticongelantes de outros besouros, mariposas e pulgas de neve, o produto do upis é um complexo açúcar de alta eficiência.
A necessidade de evitar o congelamento de fato foi mãe de muitas invenções evolutivas. Essa nova descoberta torna mais provável que tenhamos truques químicos a aprender dos métodos de proteção contra o frio extremo usados por insetos.
E a questão não envolve apenas entomologia ártica esotérica. Um desafio persistente para a preservação de órgãos humanos é exatamente o problema que esses insetos resolveram – como congelar tecidos por um longo período e depois degelá-los sem dano. Equipes de pesquisa agora estão estudando como aplicar percepções ganhas no mundo animal às salas de cirurgia.

13.574 – Mega Sampa – Vamos ás compras na rua Rua José Paulino


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A rua José Paulino, antiga rua dos Imigrantes, está localizada no bairro do Bom Retiro, região central da cidade de São Paulo, no Brasil. A rua é célebre por atrair “sacoleiros” de todo o Brasil que vão ao Bom Retiro em busca das inúmeras lojas de vestuário feminino, em grande parte comandadas por imigrantes coreanos. A rua foi o lugar de fundação do Sport Club Corinthians Paulista em setembro de 1910.
Bom Retiro é um dos bairros do distrito do Bom Retiro, na região central da cidade de São Paulo.
É conhecido pelo seu comércio, por ser o local onde foi fundado o Sport Club Corinthians Paulista e por ser o bairro da torcida organizada e escola de samba Gaviões da Fiel. É também onde se localiza a escola de samba Tom Maior.
Seu nome se origina da “Chácara do Bom Retiro”, uma das destinadas ao recreio das famílias ricas nos idos do século XIX, dentre elas a do marquês de Três Rios, Joaquim Egídio de Sousa Aranha, abastado fazendeiro campineiro, que por três vezes foi presidente da Província de São Paulo, onde ficava o Solar do Marquês, mais tarde sede da Escola Politécnica da USP, onde se hospedou a família imperial. No bairro resta o nome da Rua Três Rios. O Bom Retiro abrigou também o primeiro prédio no Brasil destinado à instalação de uma linha de montagem de automóveis, com a inauguração da fábrica da Ford do Brasil na Rua Solon em 1921. Esse prédio, que ainda existe, foi a sede da filial brasileira da Ford até 1953, quando esta mudou-se para uma fábrica maior (que foi recentemente demolida), no bairro de Vila Prudente.
No bairro situa-se a sede da escola de samba e torcida organizada Gaviões da Fiel, um campus da FATEC e o Museu de Arte Sacra de São Paulo.
O Bom Retiro é relativamente extenso e limita-se com os bairros de Santana, Ponte Grande, Ponte Pequena, Canindé, Pari, Luz e Campos Elísios.
Possui três estações de metrô: Luz,Tiradentes e Armênia.
Passam pelo bairro vias largas e movimentadas como: Avenida Tiradentes, Avenida do Estado e Avenida Santos Dumont.
Outros importantes logradouros são: Rua João Teodoro, Rua Ribeiro de Lima, Rua Três Rios e Rua José Paulino – esta última, importante reduto de comércio de roupas.
Trata-se de um bairro multicultural, com pessoas de diversas origens, principalmente italianas, judaicas, gregas, coreanas e, mais recentemente, bolivianas.
Cerca de 70% do comércio local é administrado pelos coreanos. Boa parte do comércio se modernizou e hoje exibe vitrines dignas de figurar em endereços de alto padrão.

museu de arte sacra

13.573 – Instrumentos Musicais – O que é um diapasão?


diapasão
Trata-se de um instrumento metálico em forma de forquilha, que serve para afinar instrumentos e vozes através da vibração de um som musical de determinada altura. Foi inventado por John Shore (1662–1752) em 1711, trompetista de Georg Friedrich Haendel. A forquilha é afinada em uma determinada frequência (atualmente o mais comum é o Lá de 440 Hz). Ao ser golpeado contra uma superfície, as duas extremidades da forquilha do diapasão vibram produzindo a nota que será utilizada para afinar o instrumento musical. Em geral, é necessário encostar a outra extremidade do diapasão na caixa de ressonância do instrumento para amplificar seu som e permitir que seja ouvido à distância. O mesmo efeito pode ser conseguido se a extremidade do diapasão for encostada na caixa craniana próximo à orelha. Com as mesmas finalidades, existe também o diapasão de sopro, normalmente utilizado para afinar guitarras e outros instrumentos de cordas. Esses diapasões são como pequenas gaitas, que têm uma palheta afinada para a altura de cada corda do instrumento a afinar. Essas pequenas gaitas, são conhecidos por Lamiré (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa), forma aglutinada das notas “Lá”, “Mi” e “Ré”. Daí a expressão “dar um lamiré”.
O diapasão permite determinar a característica de um som relacionada com a frequência de vibração das ondas sonoras. Os sons agudos têm frequências mais altas do que os sons graves. Quando um violinista afina seu instrumento, ajusta cada corda de maneira que vibrem um certo número de vezes por segundo. Na realidade, a maioria dos sons que ouvimos é uma mistura de várias frequências. Os sons produzidos por um instrumento musical, um apito ou uma sirene têm várias frequências ao mesmo tempo. A frequência mais baixa, chamada fundamental, é considerada a frequência da nota musical. A fundamental é produzida pela vibração do objeto de acordo com o comprimento, massa ou outras características físicas. As frequências mais altas, chamadas harmônicas, são produzidas por vibrações secundárias desse corpo. As frequências harmônicas são múltiplos inteiros da frequência fundamental.

13.547 – Mega Cult – Os Ditos Populares de outros países


“Quando um navio está afundando, os ratos são os primeiros a pular fora”
Alemanha
Esse provérbio , que tem equivalentes ao redor de todo o mundo, surgiu no tempo das grandes navegações. Seu significado é o de que, quando as coisas começam a ficar ruins, as pessoas egoístas – e também covardes – só se preocupam com si mesmas.

“A manhã tem ouro na boca”
(Morgenstund hat Gold im Mund)

Alemanha
Essa rima alemã (acredite, em alemão essas palavras rimam) é um recado direto para os dorminhocos e procrastinadores. Ele diz algo como o nosso “Deus ajuda quem cedo madruga”. Sua origem está em um antigo ditado latino: “Aurora musisamica” (algo como “A aurora é a amiga das musas”).

“Muito trabalho e pouca diversão tornam Jack um menino aborrecido”
(All work and no play makes Jack a dull boy)

Inglaterra
E vai dizer que isso não é a pura verdade? Quem só trabalha e não se diverte costuma se aborrecer muito – além de aborrecer os outros. O ditado, que surgiu na Inglaterra do século 17, faz referência à obra do sábio Ptah-Hotep, do Egito antigo.

“Da Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”
(De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento)

Portugal
Foi da eterna rixa da Península Ibérica que surgiu esse ditado um tanto maldicente. As cortes de Portugal e da Espanha se notabilizaram por casamentos mal-sucedidos entre os nobres dos dois países – como no caso de Carlota Joaquina e dom João VI. Mas a expressão também tem uma explicação geográfica: como a Espanha tem um território montanhoso, os ventos que chegam a Portugal do leste, durante o inverno, são mais secos e rigorosos que os do oceano, ao oeste.

“Estão chovendo cães e gatos”
(It’s raining cats and dogs)

Inglaterra e EUA
Um clichê sobre o clima em língua inglesa (algo como “Estão chovendo canivetes”). Existem várias origens dessa expressão; a mais lúdica diz que seria uma espécie de conexão das tempestades a Odin (deus nórdico do trovão, associado a cães) e a bruxas (associadas a gatos).

“Veio para passar khol nos olhos dela, deixou-a cega”
(Ija mishan Kahila, Amaha)

Arábia Saudita
Às vezes, você quer melhorar algo e acaba piorando a situação… Isso não acontece só com você, acredite. Pois é exatamente o recado desse ditado árabe que usa a figura de uma mulher que quer deixar os olhos mais vistosos (khol é uma espécie de lápis preto), mas acaba se dando mal.

“Até a Virgem de Pilar, o tempo começa a mudar”
(Hacia la Virgen del Pilar comienza el tiempo a cambiar)

Espanha
A Virgem de Pilar é a padroeira da Espanha. Em 12 de outubro o povo de todo aquele país – e especialmente da cidade de Saragoza, no nordeste espanhol – celebra de o dia da santa em uma grande festividade. Como essa época do ano coincide com o final do calor e começo das chuvas no Hemisfério Norte, a cultura espanhola acabou cunhando esse ditado, que por aqui é um tanto desconhecido.

“Não existe tempo ruim, apenas roupas ruins”
(Det finns inget dåligt väder, bara dåliga kläder)

Suécia
Também encontrado em inglês no romance Dombey e Filho, de Charles Dickens, o provérbio é muito popular na Suécia. A ideia central é de que tudo é uma questão de adaptação. Assim como qualquer clima é aceitável se estivermos com as roupas certas, tudo na vida pode ser ajustado de acordo com a situação.

“Mais quente que sovaco de tosador de ovelhas”
(Hotter than a shearer’s armpit)

Austrália
Expressões sobre o tempo têm variantes em diversos idiomas. A cultura da Austrália, um país de clima quente e com uma população gigantesca de ovinos, moldou esse ditado, que, cá entre nós, faz sentido: afinal, não deve ser muito agradável segurar uma ovelha e tosar sua lã sob um calor escaldante.

“Primeiro vem a comida, depois a moral”
(Erstkommt das Fressen, dann die Moral)

Alemanha
Essa expressão popular que também parece uma regra deconduta é uma citação da obra A Ópera dos Três Vinténs, do dramaturgo Bertold Brecht. É uma amostra de que as necessidades básicas (a fome, no caso) conseguem impedir-nos de nos preocupar com as questões que deveriam ser mais importantes.

“Melhor bolinhos que flores”
(Hana-yoridango)

Japão
O ditado está relacionado ao Hanami, tradicional costume japonês de contemplar a beleza das cerejeiras na primavera. Aqui, a ideia é a ironia: durante os festivais é comum as pessoas levarem lanches para se alimentar e a gulodice acaba deixando de lado a apreciação das flores.

“Na falta de pão, boas são tortas”
(A falta de pan, buenas son tortas)

Espanha
A expressão espanhola vem de uma situação pela qual muita gente já passou alguma vez na vida: chegar tarde demais à padaria e não ter mais pão para comprar. A torta em questão era um tipo de pão seco que dura muitos dias, menos saborosa que o pão comum. Nosso equivalente mais conhecido seria “Quem não tem cão caça com gato”, que tem origem diferente, mas mesmo sentido.

“A neve é a manta do agricultor”
(Kar çiftçinin yorganidi)

Turquia
Surgiu a partir da atividade agrícola, importante para a economia turca. O sudeste turco tem invernos longos e é justamente a neve que protege o solo: ela é um bom isolante térmico e evita que as plantas congelem, garantindo as safras de inverno.

13.536 – Curiosidades sobre sexo no Reino Animal


Já ouviu falar que as fêmeas das abelhas só ferroam uma vez? Ao picar alguém, o ferrão da doce ofensora se desprende do corpo, causando sua morte. A natureza foi cruel com o gênero feminino, mas espere até ficar sabendo o que acontece com o macho. Dica: ele não tem ferrão, mas tem um orgão reprodutor. Acertou quem imaginou que o sexo entre abelhas não termina bem – ao se afastar do corpo da fêmea após a penetração, o macho perde seu aedaegus (equivalente a um pênis), que permanece dentro do corpo da companheira. Seu fim não poderia ser mais trágico: ele sangra até a morte. Não está fácil pra ninguém.

Ácaros (Red Velvet Mites)
Sexo é um ato solitário (e esquisito) para os ácaros Trombidiidae. O macho procura o ninho perfeito para o acasalamento, com muitas folhas e galhinhos, para criar a perfeita atmosfera para o casal. E então, ele espalha seu sêmem por todo o lugar. Depois de completar o serviço, o próximo passo é atrair uma fêmea – com suas fezes. Ela segue o rastro deixado pelo macho e, chegando ao ninho “cuidadosamente” preparado, deve se virar sozinha para ser inseminada.

Antequino-Marrom
O vício em sexo não é um problema enfrentado apenas por humanos. A condição também atinge esse pequeno marsupial. O Antequino-Marrom é tão frenético que, durante o período reprodutivo, chega a passar até 12 horas se acasalando com apenas uma parceira. Como é insaciável, passa de fêmea pra fêmea, até seu sistema imunológico começar a falhar. Ele geralmente desenvolve úlceras graves e contrai infecções de parasitas, e morre não muito tempo depois da sessão de acasalamento.

Argonautas
Os argonautas são um gênero de polvo bastante comum, que habita águas tropicais e subtropicais de todo o mundo. Seu momento de reprodução, no entanto, está longe do “regular”: a fêmea desenvolve uma concha gigante para abrigar e proteger os ovos e embriões, enquanto os machos – que também possuem uma concha, mas em tamanho significativamente menor – começam a acumular uma bola de espermatozóides em um tentáculo especial. Quando, passeando por aí, o macho encontra uma fêmea por quem se interessa, o tentáculo se destaca do corpo e sai nadando sozinho até a fêmea.

Caracóis
O caracol é um dos favoritos na disputa de localização mais bizarra do pênis: seu órgão reprodutivo fica no pescoço. Os caracóis são hermafroditas e precisam de um companheiro para conseguirem se reproduzir. E para convencer o parceiro, eles costumam “flertar” apunhalando um ao outro com dardos constituídos de carbonato de cálcio ou quitina e usados para injetar no receptor hormônios que estimulam os órgãos genitais femininos.

caracol

Hienas
As fêmeas representam o gênero dominante entre as hienas. Mais agressivas que os machos, no momento de escolher um parceiro elas não dão bola para os esquentadinhos, preferindo aqueles que se mostram mais submissos. O companheiro terá então um desafio à frente: habilidosamente inserir seu pênis no pseudo-pênis da fêmea, que esconde sua vagina. Contorcionismo no mundo animal.

Hipopótamo
O hipopótamo macho possui uma forma bastante diferente de chamar a atenção de uma fêmea. Ele se coloca em lugar de destaque, defeca em si mesmo e utiliza a sua cauda como uma espécie de hélice, espalhando as fezes por todos os lados na tentativa de encontrar uma parceira. E o mais incrível: a nojeira funciona.

Macaco-rhesus
O primata, também conhecido como Reso, tem muitos motivos para ser um tanto paranoico. No Reino Animal é bem comum que as disputas entre os machos por uma companheira acabem sendo um tanto violentas. Mas poucas espécies são tão cruéis (e, ao mesmo tempo, espertas): os macacos-rhesus atacam seus oponentes no momento em que eles estão tendo um orgasmo. Sim, é isso mesmo. Um estudo da University of Utrecht apontou que mais da metade dos encontros sexuais dos macacos reso terminam com o macho sendo brutalmente atacado. Até 9 macacos podem se aproveitar da vulnerabilidade do coleguinha para tentar roubar sua fêmea.

Marreca-pé-na-bunda
A marreca-pé-na-bunda, também conhecida como Oxyura vittata, possui orgãos reprodutores mais estranhos do que seu nome. Além de ser dono de um pênis de aproximadamente 40 centímetros de comprimento, o orgão do macho tem formato de saca rolhas e possui uma espécie de ~pincel~ na ponta. A vagina da fêmea também é em espiral, mas no sentido oposto – o que permite o encaixe. Durante o ato sexual, o macho utiliza a sua “escova” para remover qualquer esperma deixado por um macho anterior.

Morcegos (Chinese Fruit Bat)
Cientistas do Guangdong Entomological Institute in Guangzhou, na China, descobriram que os morcegos da espécie Cynopterus sphinx usam o sexo oral para prolongar o ato sexual. A descoberta é um tanto inusitada, já que se pensava que somente humanos tinham essa prática. Mas o que é ainda mais curioso é que, através de um grande contorcionismo, a fêmea consegue agradar o macho enquanto ainda estão envolvidos no ato sexual. Provavelmente não é seguro tentar isso em casa.

Peixe actinopterígeo
Estes peixes, que habitam exclusivamente ambientes marinhos, redefinem o conceito de namorado folgado. Alguns machos do subgênero, bem mais franzinos que suas companheiras de espécie, nascem com sistema digestivo rudimentar, que logo passa a dificultar sua alimentação. Para contornar este problema quase-fatal, os peixes usam de seu olfato apurado para encontrar uma fêmea no oceano. No primeiro encontro, nada de rituais de acasalamento: o macho logo morde a fêmea e libera uma enzima digestiva que corrói a pele de sua boca e o corpo da companheira, fundindo o par para toda a vida. Conectado ao sistema circulatório da fêmea, o corpo do macho se atrofia. Sua única função agora é liberar esperma sempre que hormônios na corrente sanguínea de sua “parceira” indicam que ela está ovulando. Ah, o amor… Não bastasse apenas um namorado parasita, é comum que a fêmea da espécie seja mordida por múltiplos machos.

Peixe-palhaço
Descobrir a verdade sobre a reprodução dos peixes-palhaço vai ajudar a entender melhor o filme Procurando Nemo. Em um núcleo familiar, a fêmea é sempre o maior membro do grupo. Quando ela morre, o maior macho assume seu lugar – literalmente. Como estes peixes são hermafroditas, isso significa que o macho muda de papel. Ou seja: o pai de Nemo, na verdade, passaria a ser a mãe do Nemo.

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Percevejos
A reprodução dos percevejos pode ser comparada a um ato de violência sexual. Os machos das espécies costumam possuir um pênis tão afiado que, na hora de se reproduzirem, praticamente dão diversas “facadas” no corpo da fêmea até conseguirem depositar o seu esperma. Já que a espécie não está em extinção, presume-se que a fêmea sobrevive ao traumático ataque.

13.535 – Biologia – Pra que serve o pênis na Hiena Fêmea?


penis hienas
Na verdade, o que acontece é que as hienas-malhadas fêmeas contam com um clitóris muito, muito grande, e essa estrutura — que, aliás, é homóloga do pênis — inclusive é maior do que a genitália dos machos.
Graças a esse “pseudopênis” presente nas fêmeas, por muito tempo se acreditou que as hienas fossem hermafroditas. O mais estranho é que os clitóris, além de chegarem a medir mais de 15 centímetros de comprimento — e inclusive serem capazes de ficar eretos —, vêm acompanhados de uma espécie de saco composto de gordura e outros tecidos que fica pendurado por ali, para, você sabe, compor melhor o conjunto.
Além de terem “pênis” maiores do que o dos machos, quem manda em casa são as fêmeas, já que elas são superagressivas e são quem dominam os clãs! Essa peculiaridade anatômica provavelmente ocorre por que, durante a gestação, as mães produzem uma grande quantidade de hormônio masculino, o que garante, entre outras coisas, que os filhotes nasçam agressivos, característica indispensável para a sobrevivência desses animais.
Entretanto, essa dose extra de hormônios, além de prejudicar o desenvolvimento de outros órgãos do sistema reprodutivo, também faz com que os clitóris das fêmeas sejam superdesenvolvidos. Além disso, com um “pênis” no lugar de uma “vagina”, o acasalamento entre as hienas não é uma tarefa nada fácil, já que evidentemente existe uma espécie de… conflito.
Para que o ato ocorra, os machos precisam introduzir o pênis em um pequeno orifício — que mede cerca de 2,5 centímetros de diâmetro — presente no superclitóris, em uma manobra complexa que requer alguma habilidade. Portanto, os machos principiantes precisam treinar um durante alguns meses antes de completar o acasalamento com sucesso.
E no caso de que ocorra uma gestação, as fêmeas têm seus filhotes através desse orifício presente em seus clitóris — meninos, já imaginaram a dor? —, e não é raro que ocorram rupturas no canal durante os nascimentos, provocando a morte das mães em 20% dos casos.

13.530 – Os Lugares Mais Secretos do Mundo


area 51
Área 51: É estritamente proibido o acesso a pessoas não autorizadas. Essa base da Força Aérea americana é provavelmente o local mais citado nos relatórios ufológicos e teorias conspiratórias, especialmente por causa do famoso Caso Roswell.

Cofre do fim do mundo: No arquipélago norueguês de Svalbar, está o também chamado “banco mundial de sementes”, um depósito subterrâneo gigante construído para preservar milhares de sementes de plantas de cultivo no caso de eventuais cataclismos mundiais.

Cheyenne Mountain Complex: Dentro da montanha Cheyenne, no estado do Colorado, nos Estados Unidos, está localizada a principal instalação do Comando de Defesa Aerospacial da América do Norte. O edifício está literalmente enterrado debaixo de meio quilômetro de granito, e todos seus acessos são blindados com portas de 25 toneladas.

Fort Knox: Nessa base, no estado do Kentucky, estão armazenadas aproximadamente 5 mil toneladas de ouro. É por esse motivo que se trata da instalação mais segura do seu tipo no mundo inteiro. Não só protege metais preciosos como abriga documentos históricos de grande importância, como a Declaração da Independência dos Estados Unidos.

Bunker Yamantau: Na Rússia, em alguma região desconhecida do Monte Yamantau, está localizada uma instalação subterrânea tão secreta que seu objetivo é absolutamente desconhecido. Enquanto alguns rumores dizem que poderia se tratar de um depósito para mísseis nucleares, outros afirmam que seria um abrigo destinado a abrigar milhares de pessoas.

13.529 – Curiosidades – Este fungo tem mais de 23 mil sexos


fungo

Os fungos são criaturas maravilhosas e desinibidas que não respeitam as construções de gênero e se acasalam livremente com quase qualquer outro membro de sua espécie.
A chave para esse mundo perfeito? Não sei, pode ser devido ao fato de que eles são inconscientes.
De qualquer forma, existe um fungo, conhecido cientificamente como Schizophyllum commune, que é particularmente desconstruído: tem cerca de 23 mil sexos.
Esse fungo prospera em madeira apodrecida e vive em partes das Índias Orientais, Tailândia, Madagáscar e Nigéria, onde muitas pessoas o comem, apesar de guias ocidentais o classificarem como “não comestível”. Aparentemente, sua textura dura e borrachuda não é um problema para outras culturas.
Também é usado medicinalmente, pois, como muitos outros fungos, tem propriedades antivirais e antifúngicas para mantê-lo seguro na natureza.
Se você não sabe nada sobre micologia, nunca esperaria que um humilde fungo de podridão de madeira tivesse dezenas de milhares de variações sexuais.

Diferentão

O S. commune possui um número invulgarmente elevado de sexos, realmente, mas ter muitas variantes não é de fato algo incomum no mundo dos fungos.
No reino animal, a maioria das espécies é bastante limitada em suas opções de sexo biológico, porque a compatibilidade reprodutiva geralmente depende da compatibilidade anatômica: em outras palavras, algum tipo de pênis deve se encaixar em algum tipo de vagina.
Existem animais que fertilizam ovos externamente, mas essas espécies geralmente também têm um organismo que coloca os ovos e outro que os fertiliza. Alguns hermafroditas possuem um mecanismo mais igualitário, mas até nesses seres ainda há algo fálico fertilizando alguma coisa. É simplesmente a vida.
Menos para os fungos. Eles não são limitados pelas mesmas restrições anatômicas. Eles precisam se fundir fisicamente para procriar, mas podem recombinar material genético de maneira mais direta.

A transferência
O acasalamento nada mais é do que fazer duas células se fundirem em uma, de modo que seu DNA possa se combinar.
Para isso, os fungos não precisam passar pelo processo de ejaculação – eles produzem células sexuais de forma semelhante aos humanos, mas simplesmente misturam seu DNA através de transferência celular direta.
Eles se combinam essencialmente criando uma “conexão”, que permite aos fungos transferir núcleos de uma célula para outra. Os animais e as plantas fazem o mesmo utilizando algum “veículo de transporte” para essas células, seja esperma ou pólen, por exemplo, enquanto os fungos apenas chegam perto um do outro e deixam a diversão começar.

Complexo

De forma bastante resumida, os fungos possuem um conjunto de dois genes em dois cromossomos diferentes. Esses “locais genéticos” são chamados de A e B. Cada um desses genes também possui dois alelos, ou formas alternativas, chamadas de alfa e beta.
Assim, no total, existem quatro pontos distintos no genoma do S. commune onde a variação sexual pode ocorrer: A-alfa, A-beta, B-alfa e B-beta.
Aqui é onde fica mais complicado. Cada um desses quatro locais pode ter múltiplas variantes, que são todas versões ligeiramente diferentes do mesmo conjunto de proteínas. A-beta tem aproximadamente 32 especificidades possíveis, e o resto tem cerca de nove. Então, para determinar o sexo de um organismo, você teria que ordená-lo geneticamente para criar algo como A-alfa-1, A-beta-8, B-alfa-3, B-beta-5…
Para dois S. commune acasalarem, eles têm que ter variantes diferentes em algum lugar em A e em algum lugar em B. Então, dois fungos que possuem A-alfa-1 e B-beta-5, mas têm diferentes A-betas e B-alfas, podem se reproduzir. Mas se eles tiverem A-alfas e A-betas correspondentes, não podem.
Ainda não está claro como os componentes alfa e beta afetam a compatibilidade, mas sabemos que certos tipos genéticos se recombinam mais frequentemente do que outros e que, no geral, o S. commune pode se acasalar com a grande maioria de sua própria população.
Esta é realmente uma ótima estratégia para preservar a diversidade sexual. O fungo literalmente tem que se acasalar com um indivíduo geneticamente distinto, por isso aumenta constantemente o número de variações sexuais que existem em uma população.
Como existem muitas maneiras do sexo variar em S. commune, acaba que existem mais de 23 mil deles. Este tipo de sistema de acasalamento é comum entre os fungos, só é mais raro existirem tantas variações.
Então, da próxima vez que você comer um cogumelo, lembre-se que ele provavelmente teve uma vida sexual mais agitada do que a sua. [POPSCI]

13.524 – Ig Nobel – Descobertas Bizarras da Ciência de 2017


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Depois do Furacão Harvey atingir o Texas, nos Estados Unidos, uma criatura marinha misteriosa sem face e com dentes afiados apareceu na costa do estado. As imagens viralizaram nas redes sociais e internautas começaram a criar hipóteses sobre a origem do estranho animal: de alienígenas a monstros.
Kenneth Tighe, biólogo do Museu Nacional de História Natural de Washington, afirmou ao jornal Earth Touch News que o animal aparenta ser uma enguia da espécie Aplatophis chauliodus, da família Ophichthidae. Contudo, o pesquisador não conseguiu determinar exatamente a espécie da criatura, e declarou que ela ainda pode ser uma Bathyuroconger vicinus ou Xenomystax congroides.
Em 2017 pudemos registrar o anelídeo conhecido como Eunice aphroditois se alimentando e, nossa, que coisa estranha! Esses predadores de emboscada enterram seus corpos no sedimento no fundo do oceano, com apenas suas cabeças emergindo da areia, aguardando a presa. Quando elas passam: BAM! A minhoca sai rapidamente do esconderijo para agarrá-las e levá-las para debaixo da areia.

Olhando para o abismo
O horizonte de eventos de um buraco negro é um ponto sem volta. Uma vez que algo está passando por ele, nunca sairá — ao menos é o que se sabe até então. Isso inclui a luz, o que torna os buracos negros impossíveis de serem vistos.
Entretanto, o telescópio Event Horizon examinará o horizonte de eventos do (suposto) buraco negra conhecido como Sagitário A * para fornecer a primeira imagem de um dos fenômenos mais misteriosos do universo.

Torre com cerca de 700 crânios astecas é achada na Cidade do México
Uma torre com aproximadamente 700 crânios humanos foi encontrada próxima ao Templo Mayor, templo de Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, onde atualmente fica a Cidade do México.
Cobertos com cal, foram encontrados crânios de homens, mulheres e crianças, colocando em questão o que se sabe até hoje sobre as práticas da civilização. “Esperávamos encontrar apenas crânios de homens, principalmente jovens, possíveis guerreiros, pois não pensávamos que mulheres e crianças lutassem”, disse Rodrigo Bolanos, antropólogo biológico, em entrevista à agência Reuters.

Você nasceu com medo de aranhas e cobras
Uma pesquisa feita com bebês provou que já nascemos com medo de animais como aranhas e cobras. Para chegar à conclusão, especialistas mostraram imagens de alguns animais para os pequenos voluntários, que reagiram mal a esses bichos mesmo sendo novos demais para terem desenvolvido o medo racionalmente.

Descobriram um inseto tão bizarro que uma nova Ordem precisou ser criada
Dois insetos presos em âmbar há 100 milhões de anos são diferentes de qualquer coisa que os paleontologistas já tinham visto, então foi preciso criar uma nova Ordem para os animais. Para você entender melhor a grandeza da esquesitice desses bichos: mais de 1 milhão de espécies já foram descobertas e classificadas em apenas 32 Ordens (sendo uma delas essa nova).

A matéria assustadora que liga o universo
Quando olhamos para o céu é difícil imaginar o que mantém todas as estrelas, planetas e galáxias ligados. Estudos recentes sugerem que o que une tudo isso é, na realidade, uma porção de filamentos de matéria escura.
Agora, astrônomos da Universidade de Waterloo, no Canadá, conseguiram desenvolver uma técnica capaz de ver o invisível. Usando as dobras espaciais promovidas pelo misterioso material, os cientistas capturaram a primeira imagem de uma rede de matéria escura que compõe o Universo.
Uma escavação arqueológica descobriu os restos de um golfinho na pequena ilha Chapelle Dom Hue, ao largo da costa de Guernsey, no Canal da Mancha, cuidadosamente enterrado em um cemitério medieval. “É muito peculiar, não sei o que fazer com isso”, disse o arqueólogo Philip de Jersey.

Morcegos-vampiro começam a se alimentar de humanos
Um tipo de vampiro-morcego do sul e do centro da América Latina que se alimenta de pássaros fez uma mudança surpreendente em sua dieta e, pela primeira vez, tem sido observado se alimentando de sangue humano.

Sua presa habitual vem desaparecendo devido ao desmatamento, por isso não é surpreendente que esteja buscando refeições em outro lugar. O que é um enigma é como um morcego que evoluiu para digerir o sangue aviário rico em gordura pode digerir o sangue rico em proteínas dos humanos.

(Com informações de Science Alert.)

13.520 – Física – Curiosidades sobre o Tempo


super tempo
Da Super para o ☻Mega

Relatividade
A passagem do tempo é mais rápida para o seu rosto do que para os seus pés (supondo que você esteja de pé). A teoria da relatividade de Einstein afirma que, quanto mais perto você estiver no centro da Terra, mais lento o tempo passará – e isso já foi medido. Por exemplo, no topo do Monte Everest, um ano é cerca de 15 microssegundos menor do que no nível do mar.

Segundo
Tecnicamente, um segundo não é definido como 1/60 de um minuto, mas como “a duração de 9.192.631.770 períodos da radiação consistente com a transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133”.

Dinossauros
Quando os dinossauros governavam a Terra, havia quase 370 dias em um ano. A rotação da Terra está ficando mais lenta porque a gravidade da lua está agindo sobre ela. Isso significa, por sua vez, que os dias no planeta estão ficando mais longos, por cerca de 1,7 milissegundos por século.

Mercúrio
Em Mercúrio, um dia tem dois anos terrestres de duração.

Tempo de Planck
O tempo de Planck é uma unidade científica de tempo. Leva cerca de 550.000 trilhões de trilhões de trilhões de vezes o tempo de Planck para piscar uma vez, rapidamente.

Agora
Não existe o “agora”, de acordo com a física. Espaço e tempo são como fluidos, afetados pela gravidade e até mesmo pela sua velocidade. Disse Albert Einstein: “Para nós físicos, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, ainda que uma persistente”.

Luz
Uma vez que a luz leva tempo para nos alcançar, tudo o que vemos no espaço está no passado. O sol que você pode ver no céu é um sol de oito minutos e 20 segundos atrás. A luz da estrela mais próxima da Terra, depois do sol, Proxima Centauri, tem cerca de 4 anos.

Envelhecimento e memória
Novas experiências certamente parecem mais fortes na memória do que as mais conhecidas. Isso é conhecido como “efeito estranho”, e provavelmente é devido ao fato do tempo parecer passar mais rápido à medida que você envelhece – já que mais coisas são familiares para você.

Relógio de estrôncio
O relógio mais preciso já construído é o relógio de estrôncio. Ele tem uma margem de erro de apenas um segundo em 15 bilhões de anos.

A velha do universo
A mais antiga coisa conhecida no universo é uma galáxia chamada z8_GND_5296. Ela tem 13,1 bilhões de anos, o que significa que é apenas 700 milhões de anos mais nova do que o próprio cosmos.

Trens e fusos horários
A causa por trás do fato dos relógios mostrarem a mesma hora em países inteiros é que torna os horários de transportes mais fáceis. Até o século 19, as cidades estabeleciam seus relógios pela hora local, então a hora em municípios próximos podia ser diferente – por exemplo, Bristol ficava 11 minutos atrás de Londres. Isso fazia com que as pessoas comumente perdessem seus trens, de forma que as empresas ferroviárias começaram a usar o “tempo padrão britânico” baseado em Londres a partir de 1840.

Aceleração e expansão do universo
As galáxias distantes da Terra parecem estar se movendo mais rápido do que as próximas, significando que o universo está se acelerando à medida que se expande. A teoria normal para explicar tal expansão é uma força misteriosa no cosmos, conhecida como “energia escura”. Um físico espanhol sugeriu uma perspectiva alternativa de que as galáxias mais distantes e mais antigas parecem estar se movendo mais rápido porque no passado o tempo era mais rápido. Se ele estiver correto, em alguns bilhões de anos, “tudo ficará congelado, como uma foto instantânea”.

24 horas
O fato de que a rotação da Terra está gradualmente desacelerando e, consequentemente, os dias estão ficando mais longos, significa que nossos relógios estão errados e nosso dia de 24 horas está mudando. De vez em quando, o Serviço Internacional de Rotação da Terra, a organização que padroniza o tempo astronômico, precisa adicionar um segundo – chamado “segundo de salto” – ao relógio para manter as coisas consistentes. O último segundo de salto foi adicionado em 30 de junho de 2015. [PhysicsAstronomy]

13.496 – Cenários da Desolação


picher
Picher, Oklahoma, Estados Unidos: Esta cidade fantasma era o epicentro da mineração de chumbo. Aos poucos, a má administração de resíduos a transformou em um lugar inabitável. Várias pessoas morreram de envenenamento por chumbo, o que deu início a um êxodo que desencadeou no fechamento da cidade, em 2009.

aral

Mar de Aral, Ásia Central: Este mar interior, ou lago endorreico, localizado na fronteira do Cazaquistão com o Uzbequistão, foi, até algumas décadas atrás, uma região próspera para ambas as nações. Atualmente, seu volume diminuiu 90% devido à mudança climática, o que transformou o lugar em um deserto altamente contaminado.

Centralia, Pensilvânia, Estados Unidos: Em 1981, o vilarejo tinha uma população de mais de mil habitantes, mas, por causa do incêndio de uma antiga mina de carvão subterrânea, que ainda queima debaixo da terra, seus habitantes fugiram precipitadamente. Atualmente, ainda se conservam as casas e os negócios, mas o clima torna o lugar inabitável.

Wittenoom, Austrália: Esta cidade paradisíaca da Austrália Ocidental foi fechada em 2016 por causa do alto nível de contaminação do ar. Lá, funcionava uma grande fábrica de amianto e as partículas contaminantes desse material tornaram seu território perigosamente tóxico.

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13.492 – Curiosidades – Entenda por que cortar cebola provoca lágrimas


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Se quer chorar, que tal uma cebola?

Quando qualquer vegetal é cortado ou quebrado, suas células são rompidas. Como um sistema de defesa eficiente, algumas plantas liberam substâncias químicas chamadas polifenóis com cheiro amargo que podem espantar animais famintos que estão tentados a comê-las.
O sistema de defesa da cebola, porém, vai além, e produz uma substância ainda mais irritante, o syn-propanethial-S-oxide, que tem como objetivo impedir que a planta seja consumida por insetos e outros animais.
Essa substância volátil tem o que é chamado de fator lacrimogêneo. Sua volatilidade significa que quando é liberada, ela evapora rapidamente e encontra os nossos olhos rapidamente. Ali ela se dissolve na água que cobre nossos olhos e forma ácido sulfênico.
Esse ácido irrita a nossa glândula lacrimal, mas a quantidade produzida é tão pequena que é apenas irritante, e não causa estragos no nosso corpo.
A liberação do syn-propanethial-S-oxide era inicialmente creditada à enzima da cebola chamada allicinase, um catalizador biológico que aumenta a velocidade da produção do componente que irrita os olhos. Mas uma outra pesquisa sugere que duas enzimas podem ser necessárias para produzir os efeitos irritantes de olhos.
Essa explicação mais complexa começa com o enxofre que a cebola absorve do solo e armazena em um composto chamado PRENCSO 1. Quando a cebola danificada libera a alicinase, ela reage com o PRENCSO para produzir amônia e o ácido 1-propenilsulfênico.
A segunda enzima, chamada de sintase fator lacrimatório, se transforma no syn-propanethial-S-oxide.
Mas por que algumas cebolas têm efeito mais forte que outras? Há várias possíveis respostas para isso. Uma delas está relacionada à quantidade de enxofre que a cebola absorveu do solo, que depende da qualidade do solo e das condições de crescimento da planta.

14.453 – Cães Que Mudaram a História Da Ciência


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Belka and Strelka
Foram as primeiras cadelas do programa espacial soviético a voltarem vivas para a Terra. Decolaram na missão Sputinik 5 em 19 de agosto 1960, e passaram um dia em órbita. Não ficaram tão famosas quanto Laika, mas forneceram dados científicos ainda mais valiosos sobre as condições de vida no espaço. Segundo a CNN, Strelka teve uma ninhada de filhotes logo após a missão – um dos quais (chamado Pushinka) foi dado de presente à filha do então presidente John F. Kennedy, Caroline. Talvez a provocação mais criativa da Guerra Fria.

snupi

Snuppy, nascido na Coreia do Sul em 2004, é o primeiro cão clonado do mundo. A matriz para sua produção foi uma célula tirada da orelha de seu pai (ou seria irmão gêmeo? Na foto, o menor é Snuppy, ainda bebê, e o maior é sua matriz).

Ele também é, acima de tudo, um sobrevivente: foram implantados óvulos em 123 úteros. Destes, três chegaram ao final da gestação, e apenas Snuppy alcançou a vida adulta. Em 2008, seu esperma foi usado para inseminar artificialmente duas fêmeas que também eram clonadas. Nasceram 10 filhotes, nove sobreviveram.
A técnica se popularizou rápido. Em 2009, sete labradores retriever clonados – todos chamado Toppy – começaram a trabalhar na alfândega sul-coreana. O projetou custou 240 mil dólares, e o resultado foi bem fofo.

Marjorie
Em 1921, o médico canadense Frederick Banting e seu assistente Charles Best entraram para a história da medicina por terem isolado a insulina – o hormônio que os diabéticos quase não têm, responsável por manter sob controle o nível de açúcar no sangue (isso na tipo 1. Na tipo 2, o hormônio é produzido, mas o corpo não reage a ele.
O que ninguém sabe é que a primeira pacientes deles foi Marjorie, uma vira lata que sobreviveu 70 dias sem pâncreas. Não era um problema congênito. O órgão foi retirado só para fazer os testes, o que soa cruel hoje em dia, mas era uma prática aceitável no começo do século – vale lembrar que ratos de laboratório passam por isso até hoje.

Marjorie não foi a única. Segundo a Harvard Magazine, dez cães ao todo morreram nas mãos de Banting e Best. A descoberta – que salva a vida milhões de pessoas com diabetes todos os dias – até hoje divide opiniões e gera longas discussões sobre ética e direitos dos animais.

O cão marrom de William Bayliss
O cão marrom, até hoje sem nome, foi o gatilho de uma polêmica que tomou conta dos jornais da Inglaterra entre 1903 e 1910. O resumo da ópera: no final do século de 19, professores de medicina abriam animais vivos em aulas de anatomia – uma prática chamada vivissecção. A ideia era treinar futuros cirurgiões (e também fazer pesquisas científicas) usando organismos vivos, e não cadáveres.
Às vezes isso era feito com anestesia. Às vezes, sem. Em 1903, William Bayliss, professor do University College de Londres, levou um cão marrom à aula. E não fez questão de anestesiá-lo. Um grupo de ativistas suecas que assistiu à cena se revoltou, apurou o caso e levou a pauta para as ruas.
O acadêmico, é claro, alegou que o animal estava inconsciente, mas não colou – a vivissecção era considerada cruel até para os padrões da época, e sua prática era regulamentada por lei desde 1876. A causa mobilizou a opinião pública e uma estátua de bronze em homenagem ao cão marrom foi erguida em 1906.

A inscrição na base relata sua história – ele foi submetido a cirurgias “pedagógicas” por dois meses antes de perecer –, e então provoca a escola de medicina de Bayliss com um pouco de estatística: “Também em memória dos 232 cães (…) dissecados no mesmo local durante o ano de 1902. Homens e mulheres da Inglaterra, por quanto tempo isso ainda acontecerá?”
Os estudantes não gostaram nada do monumento. Após uma série de disputas judiciais, em dezembro de 1907 mil deles foram às ruas de Londres contra o movimento de defesa dos direitos dos animais. A manifestação virou pancadaria e a polícia precisou intervir – vários receberam multas de três libras por atacarem os guardas. Parece pouco? Pois, considerando a inflação, é equivalente a 239 libras em 2017, mais de R$ 1 mil na cotação atual.

Jofi
O felpudo chow chow Jofi era um dos vários mascotes de Freud – apesar de intelectual, ele era fã de cachorros, e não de gatos. Na opinião do pai da psicanálise, manter animais de estimação na sala durante a consulta era um ótimo jeito de confortar seus pacientes.

Em seus diários, ele observa que Jofi era um bom “termômetro” de emoções – se afastava de pacientes ansiosos e interagia com os mais amigáveis. Essas anotações são as primeiras menções ao uso de cães para fins de diagnóstico e terapia. Hoje eles são presenças comuns em hospitais infantis e asilos – e artigos científicos como este aqui comprovam que fazer carinho em um cachorro ajuda com picos de pressão alta.

Bluey
Agora um caso mais light. Bluey, da raça boiadeiro australiano, nasceu em 1910 e morreu em 1939 – viveu exatamente 29 anos e 5 meses. É o cão mais velho já verificado pelo Guinness Book, o livro dos recordes. Trabalhou no campo durante dois terços de sua vida.
Depois dele veio Chilla, um cruzamento entre boiadeiro australiano e labrador que teria vivido 32 anos. Jornais deram a notícia de sua morte em 1984, mas ele não bateu Bluey no Guinness Book – sua data de nascimento nunca foi comprovada com exatidão. Seja como for, os boiadeiros australianos são uma das raças mais longevas que existem: vivem em média 13 anos. Um fato científico útil se você quiser um mascote para passar um longo, longo tempo ao seu lado.

Do Guiness:
A maior idade confiável registrada para um cachorro é de 29 anos e 5 meses para um cão de gado australiano chamado Bluey, de propriedade de Les Hall of Rochester, Victoria, Austrália. Bluey foi obtido como cachorro em 1910 e trabalhou entre gado e ovelha por quase 20 anos antes de dormir para 14 de novembro de 1939.
A maioria dos cães vive por 8-15 anos, e registros autênticos de cães que vivem mais de 20 anos são raros e geralmente envolvem as raças menores.

13.426 – Curiosidades Geográficas – Quais os Lugares Mais Quentes do Planeta?


lugares quentes
Não suporta o verão? Tem vontade de mudar de país quando as temperaturas ultrapassam os 30°? Então fique bem longe desses lugares:
Dallol, Etiópia
Se você acha que alguns lugares no Nordeste brasileiro são muito quentes e até perigosos para a saúde dos habitantes, saiba que o ponto mais quente do Brasil ainda está longe de Dallol, uma cidade na Etiópia que marca 35 °C quando o dia está fresco.
Cercada pelo deserto de Danakil, Dallol tem uma temperatura média de 40 °C durante o ano e, entre junho e agosto, é comum que os moradores sobrevivam sob um sol de 47 °C. O cenário na cidade até lembra outro planeta: calor extremo, muitas rochas e areia.

etiopia
Wadi Halfa, Sudão
É uma cidade que está localizada no centro do deserto do Saara. O ar que dessa região subtropical tem uma forte influência na região vizinha, produzindo um seco e extremamente quente deserto.
A precipitação média é de 2,45 mm por ano.

Vale da Morte, EUA
Habitado por ao menos mil anos pela tribo dos Timbisha, o Vale da Morte ganhou o nome dos aventureiros que se atreveram a cruzá-lo no início do século 19, atraídos pela febre de ouro.
Em 1994, o local foi declarado parque nacional. Atualmente, cerca de 1 milhão de pessoas visitam o Vale da Morte a cada ano para desfrutar de sua espetacular paisagem desértica.
Entrar neste lugar quando as previsões meteorológicas apontam para temperaturas superiores a 53°C não parece ser uma boa ideia.

vale da morte
Deserto Lut, Irã
Na área, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, as temperaturas chegam a até 70°C.
Em persa, a região é chamada Dasht-e-Loot, o que significa algo como “deserto do vazio”. Mas apesar desse nome, foram descobertos ali água, insetos, répteis e raposas do deserto.

Tirat Tzvi, Israel
Nessa pequena cidade foi registrada a temperatura recorde asiática de 53,9°C (129,0°F) em 21 de junho de 1942.

Timbuktu, Mali – a cidade já registrou a sufocante temperatura de 54,4°C
É uma cidade no centro do Mali, capital da região de mesmo nome. Apesar de não mostrar o esplendor da sua época áurea, no século XIV e estar a ser engolida pela areia do deserto do Saara, ainda tem uma importância tão grande, como depositório de saber, que foi inscrita pela UNESCO, em 1988, na lista do Patrimônio Mundial.
A desertificação e a acumulação de areia trazida pelo vento seco harmattan já destruíram a vegetação, o abastecimento em água e muitas estruturas históricas da cidade.

Queesland, Austrália – caso visite o estado australiano de Queensland se prepare para temperaturas de até 68,9°C.
O clima de Queensland é essencialmente tropical e permite a existência vastas florestas tropicais e mangais junto à costa. O interior é seco e semidesértico.Graças ao seu clima e grande extensão de costa, Queensland é um destino bastante apreciado por veranistas australianos bem como turistas estrangeiros. As atracções principais do estado são a Grande Barreira de Coral e as ilhas costeiras.

Turfan, China – esta área fica a noroeste da província chinêsa de Xinjiang e já viu temperaturas acima de 50°C.
No local existe um peculiar sistema de irrigação subterrânea, que utiliza poços interligados por túneis que fornecem irrigação nas áreas desérticas. Este método de irrigação foi difundido em Xinjiang durante a época da Dinastia Han. Os poços recolhem a água corrente de neve derretida e são interligados de modo que a parte inferior de um poço é ligada com outro poço escavado em um terreno mais abaixo. A maioria desses túneis de irrigação se estendem por cerca de 3 Km, mas alguns chegam a ter 30 km de extensão. Há cerca de 1.100 desses poços na região de Hami e da Depressão de Turpan. Atualmente, o comprimento total desses túneis subterrâneos de irrigação na região de Xinjiang é estimado em 3.000 Km. Trata-se de uma façanha de engenharia comparável à Grande Muralha e ao Grande Canal. A plantação de uvas na região, somente é possível devido a existência desses poços.

Kebili, Tunísia – esta cidade tunisiana já registrou 55º C.
Situa-se à beira de um oásis do deserto do Saara, entre o Chott el Jerid (a noroeste) e o Chott el Fejaj (a nordeste), o território a norte constitui aquilo a que se poderia chamar uma península se os chotts fossem verdadeiramente lagos, já que é uma faixa de terra que separa os dois chotts que estão ligados por uma faixa estreita no sentido este-oeste. A cidade encontra-se 95 km a sudeste de Tozeur, 30 km a norte de Douz, 120 km a oeste de Gabès, 110 km a sul de Gafsa e 470 km a sul de Tunes (distâncias por estrada).

Ghadames, Líbia – Já registrou temperatura de 55°C

A boa notícia é que não há uma temperatura definida de quanto os humanos não conseguem mais aguentar e o grande problema é mesmo lidar com a umidade.

13.425 – Geologia – Há um Imenso Oceano no Interior da Terra (?)


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Apesar de todos os avanços tecnológicos das últimas décadas, a composição do interior da Terra continua a ser uma grande interrogação científica. Uma hipótese, entretanto, ganha força entre os geólogos encarregados de elucidar o mistério: trata-se da possibilidade de que abaixo do manto terrestre, a uma profundidade entre 410 e 660 quilômetros, exista um gigantesco oceano.
Embora essa teoria venha sendo estudada há muito tempo, a primeira evidência apareceu em 2008, após a descoberta de um pequeno diamante, com apenas 3 milímetros de largura e pouco valor comercial. Na composição da pedra foi encontrado um mineral chamado ringwoodita, capaz de conter grandes proporções de água.
Após anos de análises, foi possível determinar que o diamante vem exatamente das profundidades da Terra, o que consiste na primeira prova da presença de um grande corpo subterrâneo de água. Se as evidências avançarem nesse sentido, se trataria de uma verdadeira revolução para a geologia e a compreensão do planeta.

13.424 – Vai um Gelinho aí? Os lugares mais frios do mundo


frio
Se você é daqueles que passa frio quando o termômetro cai alguns graus, passe longe desta lista. Com temperaturas abaixo de -56˚C, esses lugares são os mais congelantes do planeta.
Rogers Pass, Canadá: Roger Pass é o nome da passagem entre as montanhas Selkirk, usada por duas importantes estradas do Canadá. No inverno, as temperaturas na região não são nada agradáveis. A mais baixa já registrada foi de -56,5ºC.
Fort Selkirk, Canadá: -50C
Prospect Creek, Alasca :
Prospecto Creek era o destino de diversas expedições de mineração e já foi lar de mais de 27 mil pessoas que construíram um oleoduto, finalizado em 1977. Desde então, há pouca atividade na área. Em 1971 foi registrada a temperatura mais baixa: -62ºC. Por incrível que pareça, mesmo com esse frio, o petróleo do oleoduto não congela, pois fica protegido por uma camada de isolamento térmico de fibra de vidro.
Eismitte, Groenlândia: verão -12 inverno -64
Não há muito o que se ver em Eismitte além de muito gelo. Em pleno verão, em julho, a temperatura média é de −12.2 °C. A mais baixa já registrada foi de refrescantes -64°C.
Snag, Canadá: -63.9C
Norte da Groelândia: -35
Verkhoyansk, Rússia: -64
Mais de 1.400 pessoas vivem em Verkhoyansk, uma cidade conhecida principalmente por suas temperaturas baixas. Em janeiro, a média é de -50°C. A menor temperatura registrada foi em 1892, de -69,8ºC.
Oymyakon, Rússia: -50C
É o lugar permanentemente habitado mais gelado do planeta, sendo o lar de mais de 200 mil pessoas. Lá é tão frio que o leite geralmente é vendido apenas congelado nos mercados e os carros precisam ficar ligados o dia todo para continuarem funcionando. Antigamente, essa região era conhecida como “Anel da morte de Stalin”, pois era destino de alguns dos exilados políticos do regime soviético. A menor temperatura já registrada foi de -71,1ºC.

Estação Plateau, Antártica: -84C
Claro que as temperaturas mais baixas do planeta estariam na Antártida. Na região onde está localizada a estação de pesquisa americana Plateau, a temperatura mais baixa já registrada foi de -84ºC. A base está hoje desativada.

Estação Vostok, Antártica : temperatura – 62 a -78°C
A base russa Vostok é a mais isolada do mundo e o lugar mais frio do planeta. Em julho de 1983 a temperatura registrada foi de incríveis -89,2ºC. Próximo à estação e abaixo de 4km de gelo está um dos maiores lagos do mundo, com 250km de comprimento e 50km de largura.

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