14.101 – Recordes Insólitos do Guiness


Guiness 2019
O Livro de Recordes do Guinness celebra mais um ano e traz consigo mais um conjunto de recordistas. Na edição de 2019 pode encontrar-se desde o homem com mais modificações corporais, mais precisamente 516, um repetente que já tinha sido eleito o homem com mais piercings em 2010, ao gato que consegue equilibrar mais dados numa só pata.
A estes recordes pouco comuns a que o Guinness nos tem habituado ao longo dos anos, junta-se Ash Randall, um britânico que foi considerado a pessoa que conseguiu controlar uma bola de futebol, com a sola dos pés, durante mais tempo, em cima do tejadilho de um carro em movimento – num total de 93 segundos.
Segue-se Josh Horton, que conseguiu balançar uma guitarra na cabeça durante 7 minutos e 3,9 segundos e a estudante de arte Elizabeth Bond que conseguiu criar as maiores agulhas de tricot do mundo, com 4,42 metros de comprimento cada uma.
No campo alimentar e em apenas um minuto, o irlandês Barry John Crows consegue fazer 78 salsichas e Kevin Strahle consegue comer nove donuts açucarados.
E como a idade é só um número, aos 85 anos Betty Goedhart é a trapezista mais velha do mundo – depois de ter começado a ter aulas aos 78 – e SumiRock a DJ mais velha, com 83.
A alemã Dunja Kuhn conseguiu ter 59 arcos hula-hoop a rodopiar em várias partes do corpo ao mesmo tempo e Mirko Hansen, do mesmo país, conseguiu fazer o melhor tempo a percorrer 50 metros a patinar com as mãos.
Mas nem só as pessoas bateram recordes, como o gato acima já fazia adivinhar. Jessica e a sua humana, Rachael Grylls, saltaram 59 vezes à corda juntas, o maior número de vezes registado entre uma pessoa e um cão juntos. Ainda no que a patudos diz respeito, Feather, uma cadela norte-americana conseguiu saltar a uma altura de 191,7 centímetros.

14.092 – Teorias – Mamíferos podem ter dormido durante a extinção dos dinossauros


roedor
Os Tenrecs de Madagascar são os primeiros mamíferos tropicais conhecidos com capacidade de hibernar por longos trechos sem acordar.

Os mamíferos são capazes de feitos incríveis enquanto estão hibernando, podem retardar o envelhecimento para ter relações sexuais. Mas os animais que hibernam geralmente vivem em regiões temperadas e entrar em um torpor em condições frias de inverno, a fim de economizar energia. O tenrec é o primeiro mamífero tropical encontrado conhecido que consegue hibernar por longos períodos sem excitação.
O tenrec comum (Tenrec ecaudatus) é um mamífero indescritível, pesando até 2 kg, e é encontrado nas florestas de Madagascar. Ele se alimentam de insetos, é considerado um fóssil vivo a partir do Cretáceo Superior, mais de 66 milhões de anos atrás, diz o Dr. Barry Lovegrove, fisiologista evolutivo da Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul, principal autor do o relatório publicado esta semana no Proceedings of the Royal Society B.

Os resultados sugerem que os mamíferos pré-históricos podem ter usado o modo de hibernação, como forma de dormirem com segurança através do evento de extinção em massa que dizimou os dinossauros.

No estudo, 15 tenrecs foram marcados com rádio-transmissores e medidores de temperatura, o que permitiu aos pesquisadores registrar o quanto esses animais dormiam e as variações de sua temperatura corporal.

Depois de acompanhar os animais durante um período de dois anos, os pesquisadores descobriram alguns resultados extremos. “Um macho adulto hibernado durante nove meses, até que foram obrigados a desenterrá-lo, porque as baterias do transmissor de rádio estavam morrendo”, diz Barry.

Esse longo período de hibernação é um achado excepcional em mamíferos tropicais, diz Barry. “Mas o que era totalmente original sobre a hibernação foi que não foi uma vez interrompido por uma excitação que é visto em todos os hibernadores temperados”, acrescenta. Os períodos de vigília, é um padrão geralmente visto em mamíferos e pode ter evoluído para ajudar um organismo restaurar desequilíbrios metabólicos.
Enquanto os dados da temperatura corporal é um indicador indireto de ciclos de sono / vigília, medindo metabolismo seria fornecer uma imagem mais clara do sono dos tenrecs, diz o Dr. Sandy Martin, um biólogo da Universidade de Colorado School of Medicine, nos EUA. “Vai ser importante realmente medir taxas metabólicas durante este período de hibernação prolongada em tenrecs em experimentos futuros”, diz ela.

A pesquisa também sugere que as estratégias de sono de mamíferos pode ser mais sutil do que atualmente pensava. “Eu acho que ‘flexibilidade metabólica” [a capacidade de reduzir o metabolismo durante longo tempo] é muito mais difundido em mamíferos do que havíamos apreciado “, diz Sandy. “Nós temos, até muito recentemente, tentar colocar todos os mamíferos, com a exceção de hibernantes, em duas ou três caixas, quando na verdade há um continuo de flexibilidade metabólica”.
A estratégia de sobrevivência simples: Hibernação

Por volta de 65.500 mil anos atrás, um meteorito caiu na Terra em Chicxulub, no México, causando uma dos maiores extinções em massa do mundo, cobrindo a Terra com uma grande cortina de fumaça impedindo a luz do sol entrar na Terra por vários anos, dizem teorias, e com isso matando todas as grandes criaturas terrestres e plantas. Esse período, conhecido como o limite Cretáceo-Palaeogene (K-Pg), representa um ponto de viragem para muitas espécies. Enquanto a maioria dos dinossauros desapareceram, os mamíferos começaram a florescer. No entanto, até recentemente, era apenas especulado como os mamíferos sobreviveram ao impacto de um asteroide e o ambiente inóspito que se seguiu.
“Para hibernar por nove meses, e talvez até mais, sem uma vez a necessidade de despertar, pode explicar como os mamíferos sobreviveram à devastação ecológica de um ano, que ocorreu em todo o planeta, quando o meteorito se chocou com a Terra”, diz Barry. A nova descoberta também tem implicações potenciais para além do mundo dos tenrecs.

Com esse estudo pode ajudar identificar estudos futuros ‘on’ e ‘off’ interruptores metabólicas encontrados dentro de fisiologia humana, diz Barry, que é “uma informação extremamente útil para que se possa ser usado para induzir hipotermia em procedimentos médicos que envolvem cirurgia geral , traumas, acidentes vasculares cerebrais, e asfixiado recém-nascidos. Além disso, pode fornecer as informações necessárias para induzir um estado de hibernação em astronautas para a viagem de nove meses a Marte “.

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14.076 – Ganhadores do IGnobel 2018


Ig-Nobel-Prize-winners-in-2018
Não é só de prêmios Nobel que vive a comunidade científica. Todos os anos, pesquisadores do mundo todo também são contemplados com um troféu um pouco mais divertido: o prêmio Ig Nobel, que contempla as pesquisas mais bizarras, porém úteis, submetidas no ano.
Dez troféus foram entregues a grupos de pesquisadores, em categorias de medicina e química a economia e antropologia. E como nos anos anteriores, as pesquisas premiadas não decepcionaram: na medicina, por exemplo, o Ig Nobel ficou nas mãos de uma dupla que avaliou a relação das montanhas-russas com a eliminação de pedras nos rins. Na literatura, por sua vez, a pesquisa premiada mostrou que as pessoas realmente não leem manuais de instruções.
Na medicina
Quem levou foram os pesquisadores e urologistas Marc Mitchell e David Wartinger, ambos norte-americanos. Depois de ouvirem relatos de pacientes, eles testaram o efeito de passeios em uma montanha-russa na velocidade de saída de pedras nos rins — e descobriram que, em alguns casos, a força-G pode ajudar mesmo.

Os testes deles foram realizados com 60 modelos que simulavam pacientes com diferentes tamanhos de cálculos renais, e os passeios foram feitos na Big Thunder Mountain Railroad na Disney de Orlando, na Flórida. Explicando de forma resumida, as viagens nos bancos da frente não foram tão bem-sucedidas, com apenas 4 das 24 pedras nos rins saindo. Já as feitas nos bancos de trás surpreenderam: 23 dos 36 cálculos renais passaram com sucesso.
Na antropologia
Os vencedores foram Tomar Persson, Gabriela-Alina Sauciuce e Elainie Madsen, que conseguiram provas em um zoológico de que não só os seres humanos que imitam chimpanzés: o contrário também acontece com frequência. E as imitações são até boas, na avaliação dos pesquisadores. O estudo foi conduzido no Zoológico de Furuvik Zoo, na Suécia, e publicado em agosto do ano passado depois de 52 horas de observação.

Na biologia
O grupo que levou era composto por Paul Becher, Sebastien Lebreton, Erika Wallin, Erik Hedenstrom, Felipe Borrero-Echeverry, Marie Bengtsson, Volker Jorger e Peter Witzgall, de cinco países, incluindo Alemanha e Colômbia. Eles provaram que os enólogos — especialistas em vinhos — são realmente bons no que fazem e conseguem identificar, com boa dose de certeza, a presença de uma mosca em uma taça só pelo cheiro. A pesquisa foi feita com a ajuda de oito especialistas da área de Baden, na Alemanha, todos responsáveis por garantir a qualidade dos vinhos produzidos na região.
Na química
Você já parou para pensar em quão eficaz é lamber algo sujo para limpar? Bem, os portugueses Paula Romão, Adilia Alarcão e César Viana já, e levaram o prêmio na categoria de química por terem medido isso. O estudo é antigo, datando do começo da década de 90, e ajudou a descobrir que sim, as enzimas do “cuspe” até ajudam em superfícies mais frágeis.

No ensino médico
A colonoscopia não é exatamente fácil, mas o japonês Akira Horiuchi levou o prêmio por fazer exames do tipo em si mesmo. Os achados foram compartilhados por ele no relatório médico “Colonoscopy in the Sitting Position: Lessons Learned From Self-Colonoscopy”, ou, em uma tradução livre, “Colonoscopia Sentado: Lições Aprendidas a partir da Auto-Colonoscopia”. O pesquisador é médico e encabeça a área de doenças digestivas no Hospital Geral de Showa Inan, em Nagano, no Japão. Em entrevista ao Japan Times, no entanto, ele não recomenda que ninguém tente fazer isso em casa.

Na literatura
Você muito provavelmente não lê o manual de instruções e sabe que muita gente também não o faz. E agora você tem provas disso, graças à pesquisa de Thea Blackler, Rafael Gomez, Vesna Popovic e M. Helen Thompson, que levaram o prêmio por documentar que a maioria das pessoas que usa um produto complicado de fato não lê o manual.

O estudo, intitulado “A Vida é Muito Curta para Ler a **** do Manual: Como Usuários se Relacionam com a Documentação e Excesso de Recursos em Produtos” (tradução livre), foi publicado em 2014.

Na nutrição
O pesquisador James Cole levou o Ig Nobel por uma pesquisa sobre canibalismo. Ele calculou que o ingestão de calorias em um dieta canibal é significativamente menor do que a de outras dietas baseadas em carnes. Ou seja, comparando por peso, comer um bife de vaca é mais nutritivo do que um bife feito a partir de uma pessoa. A pesquisa, apesar de estranha, ajudou a provar que as dietas canibais do passado não eram motivadas exatamente pelo valor nutricional, e sim por algum tipo de ritual mesmo.
Na paz
O trânsito pode ser estressante, e os pesquisadores Francisco Alonso, Cristina Esteban, Andrea Serge, Maria-Luisa Ballestar, Jaime Sanmartín, Constanza Calatayud e Beatriz Alamar, da Colômbia e da Espanha, foram descobrir o quanto ele faz as pessoas xingarem.

Eles levaram o prêmio por medir a frequência, a motivação e os efeitos de gritar e reclamar no volante. A pesquisa descobriu que esse tipo de comportamento é muitas vezes motivado não apenas por estresse, mas também por fadiga e motivos pessoais. O estudo também notou que, ainda que representem um risco, há um certo grau de tolerância social aos xingamentos no trânsito, justamente por serem comuns.

Na medicina reprodutiva
Os selos de cartas não têm lá muitas utilidades, mas só John Barry, Bruce Blank e Michael Boileau parecem ter pensado em colá-los ao redor de um órgão sexual masculino. O objetivo? Testar o funcionamento dele. É isso mesmo. Eles levaram o prêmio na categoria pelo relato no estudo “Monitoramento da Tumescência Peniana Noturna com Selos” (título em tradução livre), publicado ainda em 1980.
A ideia dos pesquisadores era relacionar ereções noturnas (que acabavam por rasgar o pedaço de pedaço) com doenças mais graves. Eles descobriram que quem acordava com o papel inteiro — 18 dos 37 pacientes impotentes analisados — tinham neuropatia diabética mais séria, tendências à depressão, perda de libido e fumavam bem mais.

Na economia
Sabe aqueles bonequinhos de vodu? Os pesquisadores Lindie Hanyu Liang, Douglas Brown, Huiwen Lian, Samuel Hanig, D. Lance Ferris e Lisa Keeping levaram o prêmio por analisar a eficácia deles nas mãos de funcionários querendo se vingar de chefes abusivos. Eles descobriram que machucar os bonecos não provoca o mesmo nos chefes, mas ao menos ajuda a aliviar a tensão. No entanto, só funciona no curto prazo. No longo, é melhor discutir a relação com a gerência mesmo.

14.070 – Mega Curiosidades – Quem Inventou o Lápis?


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O lápis que você conhece atualmente tem um aspecto bastante popular em todo o mundo, porém, vale destacar que nem sempre foi assim. Antigamente as barras de grafite eram cortadas em pedaços e embrulhadas em cordões, ou em pele de ovelha.
A história do novo lápis deu início então quando a República Francesa passava por um momento sob bloqueio econômico, incapaz de importar grafite da Grã-Bretanha, a principal fonte do material. Eis então que Lazare Nicolas Marguerite Carnot, um político e matemático francês, resolveu fazer um pedido ao grande Nicholas Jacques Conté, um francês, químico, pintor e militar, para que criasse um lápis que não dependesse de importações estrangeiras.
Após dias quebrando a cabeça, Conté teve a brilhante ideia de misturar grafite em pó com argila para criar a mina interna, uma combinação que possibilitou diferentes misturas, para desenvolvimento de diversos graus de dureza do grafite.
Para fechar o lápis, pressionou a mina entre duas tábuas cilíndricas de madeira, chegando assim no que conhecemos como o lápis moderno.
O criador então patenteou a invenção em 1795, e formou a Société Conté, uma empresa francesa que produz lápis de cor e grafite, bem como diversas outras ferramentas de desenho. A empresa foi comprada em 1979 pela Bic, e posteriormente, a parte de arte e a marca Conté a Paris foram compradas pelo grupo britânico ColArt em 2004.
Nicholas também inventou o lápis conté, um bastão de pastel duro, usado por artistas.
Em 1898, em uma exposição dos produtos da indústria francesa Conté, ganhou uma honrosa distinção, o mais alto prêmio, pelos seus “crayons de várias cores”.
O precursor mais remoto do lápis talvez tenham sido as varas queimadas cujas pontas foram utilizadas pelos primitivos para gravar inscrições nas cavernas, as famosas pinturas rupestres. Há cerca de 3500 anos, no Egito, as “varas” de rabiscar evoluíram para pequenos pincéis capazes de produzir linhas finas e escuras nas superfícies.
Há cerca de 1500 anos, os gregos e depois os romanos perceberam que estiletes metálicos serviam também ou até melhor ao propósito de registrar dados em superfícies. Pelas suas qualidades, o chumbo passou a ser amplamente empregado para tal fim.
O verdadeiro antepassado do lápis talvez seja o seu equivalente romano, o stilus, que consistia num pedaço de metal fino, normalmente chumbo, revestido com alguma proteção, usualmente madeira, a fim de evitar que os dedos se sujassem. O stylus era utilizado nos papiros.
Os primeiros lápis livres de chumbo datam do século XVI. Nessa época foi descoberta perto de Borrowdale (Inglaterra), uma grande mina com material bastante puro e sólido – o grafite – chamado de “chumbo negro” em alusão ao mineral concorrente e às suas aplicações.
Os habitantes locais logo descobriram que o “chumbo negro” era muito útil para se marcarem as ovelhas. Atando-se o grafite a varas de madeira, rapidamente surgiram os lápis rústicos, livres de chumbo e parecidos com os que hoje conhecemos.
De acordo com os registros de Giovanbattista Palatino, que escreveu um livro sobre a arte da escrita, sabe-se que os lápis de grafite não eram muito comuns, antes de 1540. Entretanto, numa obra sobre fósseis, Konrad Gesner informava que o grafite já se tinha popularizado, em 1565.
A primeira produção de lápis em massa foi atribuída a Friedrich Staedtler, em 1622, na cidade de Nuremberga (Alemanha). O lápis é o utensílio mais utilizado pelo homem, desde as primeiras civilizações até aos dias atuais, mesmo em países com baixos níveis educacionais.
A mina de grafite de Borrowdale permaneceu por muito tempo como fornecedora da melhor matéria prima para o fabrico dos lápis. Apenas em 1795, na época de Napoleão Bonaparte, o francês Nicolas-Jacques Conté encontrou uma forma viável de produzir grafite aplicável à escrita a partir de material de qualidade inferior. Contudo, em 1832, a importância daquela mina era notória e uma fábrica de lápis instalou-se nas redondezas.
Mesmo com a ascensão dos lápis de grafite, os lápis de chumbo mantiveram a sua presença até ao século XIX e só se extinguiram definitivamente no século XX, quando se comprovou a toxicidade do chumbo.
Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de lápis, fabricando 1,9 bilhões de unidades. Anualmente, são produzidos 5,5 bilhões de lápis em todo o mundo. O maior consumidorde lápis são os Estados Unidos, com 2,5 bilhões de unidades por ano.

14.069 – Automóvel – Por que os velocímetros nunca marcam a velocidade real?


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A primeira resposta é simples: marketing. O fabricante procura passar a impressão de alto desempenho ao adotar um velocímetro cuja grafia vai muito além da velocidade máxima efetiva — mesmo que se considere nesta o erro do velocímetro, a influência de vento a favor, de declives, etc. Como exemplo extremo, o Clio nacional vem, desde seu lançamento, com velocímetro grafado até 240 km/h, incluindo a versão 1,0 de 59 cv, cuja máxima real (de acordo com o fabricante) é de 144 km/h. Nada menos que 66% de sobra!
Há, porém, uma atenuante: como muitas vezes o painel é o mesmo em diferentes versões de motorização, o carro mais fraco pode “passar por mentiroso” porque seu velocímetro prevê a abrangência da velocidade das versões mais potentes.
Quanto à diferença entre a velocidade indicada e a real, ela varia de modelo para modelo, de unidade para unidade e até em um mesmo automóvel durante sua vida útil. O simples desgaste dos pneus ou a variação de sua pressão de enchimento pode produzir diferenças na indicação. Em regra, porém, os velocímetros marcam cerca de 5% a mais que a velocidade real.
Isso acontece, de um lado, para causar a impressão de melhor desempenho e menor consumo (calculado a partir da quilometragem percorrida, o consumo parecerá menor que o efetivo), e de outro, para que pequenos excessos de velocidade não representem infração na realidade, livrando o motorista da multa. Assim, em muitos automóveis, pode-se trafegar a 130 km/h em uma estrada com limite de 120 km/h sem estar, na verdade, acima da velocidade permitida. Mas, em função das variações mencionadas, é melhor não contar com essa margem.

14.064 – Como os pássaros voam?


falcao
Esse dom invejável está intimamente associado às penas, que, embora leves e flexíveis, são, ao mesmo tempo, fortes e resistentes. Dependendo da espécie, um pássaro pode ter entre 1 000 e 25 000 penas espalhadas pelo corpo. Mas elas não são as únicas responsáveis pelos shows aéreos que as aves costumam apresentar – na verdade, cada elemento da anatomia desses animais foi feito para que eles pudessem voar. “O formato aerodinâmico do corpo, o esqueleto, a musculatura, o modo de vida e o hábitat são outros fatores que ajudam no deslocamento aéreo”, afirma o ornitólogo Martin Sander, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, RS. Ainda assim, as asas são as peças principais, por exercerem dois papéis fundamentais: como um propulsor, elas impulsionam o pássaro à frente; e, como um aerofólio, dão a sustentação necessária para mantê-lo flutuando no ar.

Hoje, voar é uma capacidade quase exclusiva das cerca de 9 600 espécies de aves existentes, mas nem sempre foi assim. Outros animais de médio porte também já foram capazes de deslizar pelo céu. Era o caso dos pterodátilos. Os cientistas acreditam que esse réptil se comportava como uma ave marinha, voando em bandos e freqüentando praias há cerca de 200 milhões de anos. Já o mais antigo fóssil de ave encontrado é o de uma espécie do período jurássico, entre 208 e 144 milhões de anos atrás. Batizado de Archaeopteryx lithographica, ele foi achado na Alemanha em 1860.

Obra-prima de anatomia As aves têm penas, ossos e músculos feitos sob medida para vencer a gravidade
Flap orgânico

O polegar dos pássaros tem a mesma função do flap das asas dos aviões, aumentando ou diminuindo a força de sustentação que mantém o pássaro no ar

Esqueleto light

Alguns dos ossos do crânio, do peito e da região das asas são ocos – e, portanto, bem mais leves que o normal. Isso facilita ainda mais o vôo

Vigor muscular

O esterno (osso do peito) possui uma quilha na maioria das aves de onde saem os músculos peitorais. Essa musculatura é a mais forte e desenvolvida, porque movimenta as asas

Leque natural

Cada pena tem um eixo de onde partem inúmeras ramificações, que vão sendo enganchadas umas nas outras. A estrutura transforma a pena num leque ultra-resistente ao vento

Radar meteorológico

Na região do peito existem penas especiais que funcionam como órgãos sensores, detectando as alterações na velocidade e na direção das correntes de ar – informações das quais os pássaros sabem tirar proveito durante o vôo

Esquerda, volver
As penas da cauda auxiliam na direção, orientando o vôo para a direita ou para a esquerda

Plumas de impulsão
As asas têm vários tipos de penas, mas nem todas desempenham um papel fundamental no vôo. As que mais se destacam nessa função são: rêmiges primárias (1) – servem para dar o impulso à frente durante o bater das asas; rêmiges secundárias (2) – ajudam a sustentar a ave no ar; álulas (3) – têm função aerodinâmica, regulando o ar que bate na asa

Aerofólio animal
Não foi à toa que os aviões copiaram das asas dos pássaros o formato de aerofólio. Ele faz com que o ar que passa por cima delas (seta menor) tenha pressão inferior ao que passa por baixo (seta maior). Esse efeito aerodinâmico gera a força de sustentação necessária para vencer a gravidade
Uma questão de estilo Dois casos especiais provam que nem todas as aves voam de modo igual
Planador emplumado
Os albatrozes não gostam de fazer esforço para voar – preferem pegar carona em massas de ar quente. Para isso, eles ficam com as asas abertas, mas sem batê-las: apenas planando

Velocista imbatível
O pássaro mais rápido do mundo é o falcão-peregrino, que voa a 160 km/h. Quando está perseguindo uma presa, porém, ele é capaz de mergulhar a velocidades de até 320 km/h!

14.057 – Como Funciona o Trem Bala?


trem bala ima
Eles conseguem fazer isso graças a poderosos eletroímãs – peças que geram um campo magnético a partir de uma corrente elétrica – instalados tanto no veículo quanto nos trilhos. Os maglevs (abreviação de “levitação magnética”), como são chamados, nada têm a ver com os famosos trens-bala que circulam no Japão e na Europa com motores elétricos e rodas comuns e atingem até 300 km/h. Já os maglevs, que ainda não entraram em operação em nenhum lugar do mundo, poderão superar os 500 km/h, pois não sofrerão nenhum atrito com o solo. As vantagens não param por aí. Eles consumirão menos energia, serão mais silenciosos e não precisarão de tanta manutenção. A expectativa é de que esses trens flutuantes possam competir até com vôos regionais, revolucionando o transporte entre cidades.
Um maglev venceria a distância entre Rio e São Paulo em 50 minutos, praticamente o mesmo tempo da ponte aérea, mas a um custo bem inferior. Por que, então, eles ainda não estão em funcionamento? O problema é o enorme investimento necessário para instalar linhas totalmente novas – enquanto os trens-bala comuns podem aproveitar as ferrovias já existentes.
Transporte revolucionário O trem alemão Transrapid levita a 10 milímetros de altura
CABINE DE COMANDO
Apesar de ter, na frente, uma cabine de comando tripulada, como os trens tradicionais, o maglev não possui uma locomotiva propriamente dita, já que o “motor” não fica no trem e sim nos trilhos inteiros. Cada vagão tem seus próprios ímãs e é capaz de levitar sozinho

TRILHOS MAGNÉTICOS
O verdadeiro motor do maglev está na linha que ele irá percorrer. Uma bobina de cabos ao longo dos trilhos produz um campo magnético variável que impulsiona o trem a velocidades de até 500 km/h. Para economizar energia, apenas a parte da linha sobre a qual o trem está passando permanece ligada

CHASSI INFERIOR
Essa estrutura embaixo dos vagões carrega os ímãs responsáveis pela levitação e pela direção do veículo. Apesar de envolver as guias da linha (para evitar descarrilamento), o chassi não toca nelas e fica suspenso no ar, a 10 milímetros de distância

ÍMÃS DE DIREÇÃO
Quatro eletroímãs, dois de cada lado do trem, são atraídos para a guia. O resultado é um equilíbrio de forças (seta amarela) que impede o trem de tocar nos trilhos. Nas curvas, a potência dos ímãs é automaticamente ajustada por computadores para que o trem vire suavemente, sem solavancos

ÍMÃS DE LEVITAÇÃO
Ficam embaixo dos trilhos e apontados para cima, sustentando o trem no ar com sua força magnética (seta verde). São eles que impulsionam o trem para a frente, reagindo às variações na corrente elétrica que passa pela linha

BOBINA DE CABOS
A bobina é formada por três cabos elétricos trançados que percorrem todo o trilho. A diferença de corrente elétrica entre eles gera o campo magnético que faz o trem avançar (seta vermelha). Para freá-lo, basta inverter a direção desse campo

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tecnicaslev

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14.055 – De Olho no Eclipse – Eclipse total do Sol é festejado no Chile e na Argentina


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Da região de La Serena, no Chile , até a província de San Juan, na Argentina , centenas de milhares de pessoas acompanharam na tarde desta terça-feira o eclipse total do Sol. Considerado por muitos cientistas o fenômeno astronômico do ano , o evento só foi observado em sua totalidade por aqueles que se dirigiram a uma faixa de 150 quilômetros que se estendeu sobre os dois países vizinhos. Entre jornalistas, pesquisadores e curiosos, cerca de mil convidados estavam no Observatório de La Silla , situado no topo de uma montanha chilena próxima ao deserto do Atacama, quando a Lua se colocou entre o astro e a Terra. Por cerca de dois minutos, o dia se transformou em noite e a temperatura baixou 15ºC.
Quem foi até lá se deparou com um clima favorável e livre de nuvens. Quando finalmente a sombra da Lua ocupou completamente o céu, aplausos e gritos deram lugar ao silêncio total. Coquimbo, onde La Silla se situa, conta com um dos céus mais propícios para a observação astronômica. Por conta disso, a região responde por cerca de 45% de toda a atividade mundial nesta área.
— Estar em um planalto bem acima do nível do mar, onde a pressão atmosférica é menor, favorece muito a observação — explica o brasileiro Eugênio Reis, do Observatório Nacional. — Além disso, o Atacama faz com que haja menos umidade, o que também é positivo. É claro que o governo chileno deu todos os incentivos para que os observatórios se instalassem ali, mas a localização em um planalto desértico é muito boa.
Localizado a 2.400m acima do nível do mar, La Silla foi inaugurado em 1960 e é administrado pelo Observatório Europeu do Sul. O presidente chileno Sebastián Piñera visitou o lugar antes de se dirigir ao povoado de La Hilguera para assistir ao eclipse.
— Hoje é um dia muito importante que nós esperamos por muito tempo. O Chile é a capital do mundo em matéria de astronomia. Somos os olhos e os sentidos da humanidade para observar e estudar o Universo.
Ao se dar sobre os telescópios do observatório chileno, o eclipse apresentou uma oportunidade incomum para os cientistas. Nos últimos cinquenta anos, apenas duas vezes um fenômeno semelhante pode ser observado com ajuda dos equipamentos de observatórios astronômicos: em 1961, no francês Observatoire de Haute-Provence, e em 1991, no Mauna Kea, situado no Havaí (EUA). Cientistas dos observatórios chilenos de La Silla e de Cerro Tololo pretendiam realizar experimentos que podem revelar fatos desconhecidos sobre o Sol e a coroa solar.
Os pesquisadores planejaram repetir, inclusive, um experimento feito na cidade cearense de Sobral em 1919, quando ficou provado que a força de gravidade do astro altera o caminho da luz de outras estrelas até a Terra. O fato ajudou a comprovar a Teoria da Relatividade Geral proposta por Albert Einstein.
No Brasil, apenas em 2045
De acordo com a Sociedade Chilena de Astronomia, a região de Coquimbo não assistia a um eclipse desde 1592. O próximo deve acontecer por lá apenas em 2165. No Chile, autoridades estimam que entre 300.000 e 350.000 mil turistas se dirigiram à região onde foi possível acompanhar o eclipse total. Todas as vagas nos hotéis de Vicuña, La Serena e Coquimbo estavam reservadas há meses.
Na capital chilena, o fenômeno foi parcial e a lua encobriu 92% do Sol. Colégios liberaram estudantes e uma multidão se reuniu nos parques e no topo de prédios para olhar os céus. Em Buenos Aires, no entanto, o clima ruim e os arranha-céus impediram que o evento fosse observado. Além dos dois países, Brasil, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Panamá puderam ver o eclipse de maneira parcial.
O próximo eclipse total do Sol vai acontecer novamente no ano que vem, em dezembro. Ele vai passar por Argentina e Chile outra vez, além de partes da África e da Antártida. Em 2024, fenômeno semelhante se dará nos EUA, Canadá e México. Quem quiser acompanhar um evento deste porte no Brasil terá que esperar até 2045.

14.035 – O Xis da Questão – O ‘X’ SE TRANSFORMOU NA VARIÁVEL DESCONHECIDA DA MATEMÁTICA


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Mesmo que você não seja um gênio das ciências exatas, certamente sabe que a letra “X” na matemática representa um termo utilizado para substituir outro que, geralmente, é desconhecido. Mas você sabe como é que essa letra se transformou nessa variável? A resposta a essa questão, ao contrário do que você poderia imaginar, não está relacionada a nenhum cálculo secreto, mas sim com a fonética.
O pessoal da TED — uma respeitada fundação privada sem fins lucrativos que organiza conferências em todo o mundo para disseminar conhecimento — postou um vídeo no YouTube, no qual Terry Moore, durante uma das palestras, explica por que o X foi o escolhido para representar o desconhecido.
Basicamente, quando os textos árabes sobre matemática e outras ciências começaram a chegar na Europa — mais precisamente, na Espanha — lá nos séculos 11 e 12, obviamente os sábios da época se empenharam em traduzir todo esse conhecimento para um idioma europeu comum.
No entanto, alguns sons verbalizados em árabe não possuem correspondência com os idiomas europeus, sem contar que os caracteres desse alfabeto tampouco contam com equivalentes ocidentais. Assim, uma letra árabe muito comum — ? pronunciada “shin” — tem o mesmo som que “shhh” e é utilizada para escrever a palavra “Shalam”, que em árabe significa “algo”, ou seja, ela descreve alguma coisa indefinida.
Assim, os árabes utilizavam o termo “al-shalam” para designar “o desconhecido” que, por sua vez aparecia muito nos antigos textos matemáticos. O problema, contudo, é que, como no idioma espanhol não existe o som “shhh”, os estudiosos que traduziram os antigos textos árabes tiveram que encontrar uma alternativa, adotando o som “ck”, proveniente do grego clássico, para criar uma convenção.
No grego clássico, o som “ck” é representado pela letra “Kai”, cuja grafia é “χ”. E mais tarde, quando os textos espanhóis foram transcritos para o latim — que era o idioma mais comum da época —, o caractere grego foi substituído pela letra X. Uma vez em latim, esses textos serviram de base para os livros de matemática por quase 600 anos, e o “X” acabou se tornando o que é hoje simplesmente porque os espanhóis não têm uma letra para o som “shhh”.

14.030 – Toxicologia – Qual é o veneno mais potente?


cianureto
Quando você pensa em envenenamento, provavelmente você imagina líquidos densos, guardados em frascos pequenos, com uma caveira no rótulo. Mas, na vida real a coisa não é bem assim.
Só para que você tenha ideia, o veneno mais mortal do mundo é utilizado em tratamentos de beleza. Ou você você não sabia que a toxina botulínica é capaz de matar?
E não é preciso muito para que o veneno mais mortal seja letal. Apenas 0,4 nanograma por quilo já é o suficiente para tirar a vida de um adulto jovem e saudável, de 50 quilos, por exemplo.
Cianureto
Essa substância pode ser encontrada naturalmente em vegetais, como na mandioca; ou sintetizada, em gás ou em pó; e é extremamente tóxica se ingerida ou inalada. Uma pequena dose de 5 miligramas já é o suficiente para matar.
O cianureto age destruindo as células do sangue, causando parada respiratória e destruindo o sistema nervoso central. Seu único antídoto é o nitrito de sódio.

Estricnina
Retirada de uma plantinha conhecida como Strychnos nux vomica, a estricnina está entre os venenos mais fatais do mundo. Se você ingerir, inalar ou mesmo deixar entrar em contato com a pele apenas 2,3 miligramas do veneno, pode ser seu fim.
O pior de tudo é que não existe antídoto para esse tipo de veneno, embora o Diazepan intravenoso amenize os sintomas da estricnina. Sobre seu envenenamento, a substância, utilizada desde o século 19 no extermínio de ratos, gera convulsões, espasmos musculares e morte por asfixia (muito embora já tenha sido utilizada como anabolizante, para aumentar as contrações musculares dos atletas).

Sarin
A substância é sintetizada em laboratório e contamina se for inalada. Apenas 0,5 miligrama é suficiente para envenenar. Aliás, para quem não sabe, esse era o gás utilizado em uma das armas químicas mais poderosas que existem.
Em contato com o organismo, o veneno desabilita os músculos, causa parada cardíaca e respiratória. Mas, esses efeitos podem ser interrompidos com o remédio atropina.

Ricina
Extraída da mamona, a ricina contamina pela ingestão ou pela inalação. Ela não tem antídoto e 22 microgramas já são suficientes para matar.
Esse é considerado o veneno mais mortal do mundo de origem vegetal. No organismo, ele provoca dor de estômago, diarreia, vômito com sangue e, claro, a morte. No caso de crianças, apenas uma semente de mamona já é letal.

Toxina diftérica
Essa toxina vem de um bacilo, chamado Corynebacterium diphtheriar. A contaminação com esse tipo de veneno acontece por meio de gotículas de saliva, vindas da fala ou do espirro das pessoas contaminadas, por exemplo.
Para que você tenha noção da potência desse veneno, 100 nanogramas já pode ser considerada uma dose letal. Mas, a boa notícia é que o soro antidfitérico suspende o efeito mortal da toxina.
Agora, se ele não for administrado em tempo hábil, a difteria atinge órgãos como o coração, o fígado e os rins.

Shiga-toxina
Essa toxina é produzida pelas bactérias dos gêneros Shigella e Escherichia. Ele contamina pela ingestão de bebidas ou de alimentos contaminados. Com apenas 1 nanograma você já pode morrer envenenado e o pior de tudo é que não existe antídoto para isso.
Normalmente, tratam-se os sintomas até que o veneno seja expelido pelo corpo, mas isso pode não resolver completamente o problema.
No organismo, o veneno causa diarreia, destrói a mucosa do intestino, causa hemorragia, impede a absorção de água e pode acabar levando à morte por desidratação.

toxina

Toxina tetânica
Vinda da bactéria Clostridium tetani, essa toxina envenena só de entrar em contato com a pele, especialmente se estiver com ferimentos. Uma porção minúscula de 1 nanograma já é o suficiente para matar, caso não seja administrado o soro antitetânico.
A toxina, inclusive, causa o tétano, doença que ataca o sistema nervoso provocando espasmos musculares, dificuldade de deglutição, rigidez muscular do abdome e taquicardia.

Toxina botulínica
Proveniente da bactéria Clostridium botulinum, essa é a mesma toxina que, em pequenas doses, ajuda a mulherada a lutar contra as rugas, por meio de aplicações locais. Mas, não se engane.
Essa toxina é o veneno mais mortal do mundo, muito mais potente que os venenos de cobra, por exemplo.
No organismo, em doses iguais ou superiores a 0,4 nanograma, ela age diretamente no sistema neurológico, causa paralisia respiratória e pode levar até a morte, caso seu antídoto, a antitoxina trivalente equina, não for administrado em tempo hábil.

14.022 – De onde vem o Dito Popular Maria vai com as Outras?


maria vai com as outras
Maria vai-com-as outras designa pessoa sem vontade própria, cujo nome se deve à mãe de dom João VI (1767-1826), a rainha Maria I, a Louca (1734-1816), que não podia mais sair de casa por vontade própria, sozinha, e saía sempre com outras marias, que a amparavam, guiavam e cuidavam, pois tinha enlouquecido.
É uma pessoa que não tem opinião, que segue o comando dos outros, que se deixa convencer com facilidade. Essa expressão surgiu a partir de uma associação com Dona Maria, mãe de D. João VI. Enlouquecida e incapaz de governar, foi afastada do trono e só era vista quando saia para caminhar a pé, juntamente com as damas de companhia.

14.017 – Psiquiatria – Gênios com Transtornos Mentais


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Vincent van Gogh, (o homem que pintava o 7) famoso por quadros como A Noite Estrelada e A Cadeira de Van Gogh, sofria de transtornos mentais. Além disso, de tanto beber absinto, ele adquiriu uma lesão no cérebro que causava ataques epilépticos. Certa vez, devido a uma crise, decepou sua própria orelha esquerda. Alguns autores afirmam que ele poderia ter transtorno bipolar, pois tinha variações constantes de humor. Suicidou-se aos 37 anos de idade.

John Nash, o matemático que inspirou o filme Uma Mente Brilhante e ganhador do Nobel de Economia, tem esquizofrenia paranoide. Ele já passou por vários hospitais psiquiátricos, sempre contra sua vontade, nos quais recebeu tratamentos com drogas antipsicóticas e injeções de insulina (que provocam períodos de coma). Gradualmente, Nash se recupera e eventualmente dá aulas de matemática na Universidade de Princeton.

O aviador, produtor de filmes e empresário Howard Hughes tinha uma estranha fobia de germes. Por causa do transtorno, ele tornou-se recluso e adquiriu o vício em codeína. Era compulsivo por higienização e obrigava seus empregados a seguirem suas ordens à risca. Para servir comida, por exemplo, eles precisavam usar luvas de papel toalha. Em certa fase, Hughes tirava toda a roupa e ficava deitado por horas em quartos escuros (que chamava de zonas higiênicas); e calçava caixas de lenços nos pés.

De acordo com alguns autores, o escritor Edgar Allan Poe, famoso por suas histórias de terror, sofria de transtorno bipolar. Ele bebia muito e certa vez escreveu uma carta descrevendo seus pensamentos suicidas.

Ernest Hemingway, ganhador de um Nobel de Literatura e um prêmio Pulitzer, tinha depressão e alcoolismo. Sua saúde mental tornou-se debilitada por causa do uso intenso de medicamentos, pelas bebedeiras, e devido a uma terapia baseada em choques elétricos, que causou perda de memória. , Assim como seu pai, seu irmão e sua irmã, Hemingway se suicidou.

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Tennessee Williams, dramaturgo, autor de Um Bonde Chamado Desejo e vencedor do Prêmio Pulitzer, sofria de depressão, alcoolismo e dependência química. Seu quadro se agravou ainda mais quando, sua irmã esquizofrênica passou por uma lobotomia; e seu namorado de longa data morreu de câncer de pulmão.

O famoso compositor Ludwig Van Beethoven tinha transtorno bipolar, de acordo com autores. Quando jovem, sofreu muito com o pai – que o agredia fisicamente e o pressionava a estudar música. As surras constantes contribuíram para que ele perdesse a audição. Beethoven tinha períodos de grande excitação e energia , seguidos de momentos de extrema depressão. Para se ver livre das crises, usava drogas e álcool.

Abraham Lincoln é conhecido por seus grandes feitos como presidente dos Estados Unidos. Mas apesar do sucesso, ele era descrito como um indivíduo de tendências melancólicas. Tinha crises profundas de depressão e ficava debilitado com frequência. Alguns autores afirmam que Lincoln tentou cometer suicídio.

Isaac Newton foi um dos maiores gênios de todos os tempos. Ele inventou o cálculo, desenvolveu a Lei da Gravidade e construiu o primeiro telescópio refletor. Mas, apesar do brilhantismo, era conhecido por seus transtornos mentais. Newton era uma pessoa de difícil convivência e apresentava mudanças drásticas de humor. Alguns autores sugerem que ele tinha transtorno bipolar e esquizofrenia.

14.013 – Arma de Guerra – Campo Minado


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Trata-de de determinada área infestada por minas, artefatos bélicos que são enterrados no solo com o objetivo de causar danos permanentes a um inimigo quando este a toca, ativando seu mecanismo de detonamento. Há uma séria controvérsia envolvendo a utilização dessas armas, pelo fato de muitas vezes não afetarem apenas o inimigo a qual são endereçadas, mas também a população local e também os demais seres vivos habitantes da região. A explosão de uma mina pode ser fatal ou causar ferimentos, tais como cegueira, queimaduras, membros danificados, e ferimentos causados por estilhaços.
São dois os tipos de minas utilizados:

a) minas antipessoais – são artefatos projetados para ferir ou matar pessoas. Feita de plástico, metal ou outros materiais, elas geralmente contêm explosivos ou então fragmentos e estilhaços.Ao pisar em uma mina antipessoal, o indivíduo terá invariavelmente lesões nos pés e pernas, infecções secundárias que geralmente resultam em amputação.
Há ainda as minas de fragmentação, cujos fragmentos de metal dispostos dentro do artefato podem infligir ferimentos profundos à vítima.
Algumas destas são projetadas para surgir a cerca de um metro da vítima e em seguida, explodir, atirando fragmentos de metal ao longo de um grande raio.
b) minas antitanque – são projetadas para destruir ou incapacitar veículos. Tais minas contêm mais explosivos do que as minas antipessoal e muitas vezes exigem mais pressão ou peso em cima deles para serem acionadas. São certamente mais peri gosas, com uma maior capacidade de destruição que as minas antipessoais.
As minas antipessoais estão proibidas nos termos do Tratado de Proibição de Minas em seu artigo 2.1, mas, ao contrário, as minas antitanque (a menos que tenham fusíveis sensíveis e funcionam como minas antipessoal) não são.
O problema deste tipo de armamento é que, além de ter um baixo custo, é utilizado nos mais diversos conflitos pelo mundo. Elas podem permanecer dormentes por anos e mesmo décadas sobre ou perto do chão até que uma pessoa ou animal acione seu mecanismo de detonação. Isto ocorre por meio de pressão direta a partir de cima, por pressão exercida sobre um fio ou filamento ligado a um comutador de puxar, por um sinal de rádio ou método de ativação remoto, ou ainda simplesmente pela proximidade de uma pessoa dentro de uma distância predeterminada.
Atualmente, muitos movimentos foram organizados para eliminar a ameaça das minas terrestres e explosivos remanescentes de guerra, com destaque para o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Prevenção e Recuperação de Crises. Países como Angola, Afeganistão, Camboja, Vietnã, Croácia e Colômbia são os mais afetados pelo problema, devido a décadas de conflitos armados, onde o artefato foi utilizado indiscriminadamente, e até hoje são uma ameaça aos civis não envolvidos em qualquer ação armada.

14.012 – Quem são os Esquimós?


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(ou inuit como se autodenominam) vivem no Ártico, uma das regiões mais frias da Terra. As teorias mais propagadas afirmam que seu assentamento nas regiões mais frias do planeta se deve ao rechaço de que foram objeto por parte dos índios americanos (há 12.000 anos), quando chegaram ao Alaska, vindos do nordeste da Ásia e através do Estreito de Bering.
Hoje, os esquimós não formam nem pertencem a alguma nação. Trata-se de um povo solidário, acolhedor e muito pacífico. São nômades por natureza. Sua civilização se baseia na família, patriarcal e poligâmica, na qual o homem tem mais mulheres na medida em que possui mais riquezas.
As crianças são muito importantes para os esquimós porque, de acordo com suas crenças, os pequenos são reencarnações de seus antepassados. Os inuit crêem na existência de seres superiores aos quais não é necessário cultuar ou mesmo fazer orações.
A estatura dos esquimós é pequena, os homens medem, em média, 1,60 m e as mulheres 10 cm menos. Seus corpos são fortes e seus membros curtos.
As terras do norte, extremamente frias, não permitem o crescimento de plantas, as únicas coisas que os esquimós podem fazer para sobreviver é caçar e pescar. É muito característico dos esquimós andar acompanhados de cães, usados para caçar e puxar os trenós, seu principal meio de transporte.
Dentro de suas casas, as mulheres se dedicam a cozinhar e costurar, enquanto os homens preparam seus utensílios para caçar e pescar focas e baleias. Os esquimós aproveitam tudo dos animais caçados: carne, gordura, pele, ossos e intestinos. Sua dieta habitual era a carne fervida, mas devido à lentidão deste processo e a escassez do combustível animal que era necessário, este povo passou a comer carne crua. A origem da palavra esquimó (no idioma algonquino) quer dizer comedor de carne crua.
As roupas dos esquimós são feitas com pele de foca, com a pelagem voltada para dentro e forradas com pele de urso ou de raposas, que as mulheres mascam com seus dentes e curtem com urina. Estas roupas são costuradas com os tendões dos animais.
Durante o inverno é comum que os alimentos fiquem escassos, época em que os homens saem para viajar e caçar. Quando as expedições duram muitos dias, é necessário construir casas temporárias, feitos com gelo, os iglus são estes famosos refúgios.
A língua esquimó está dividida em quatro dialetos bem parecidos, que só tem Substantivos e verbos.

13.985 – Uma Vila de Castelos Fantasmas


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Imagine poder viver em um lugar onde todas as casas são como réplicas dos castelos dos filmes da Disney. Sonho de princesa? Bem, na Turquia, essa era exatamente a proposta do Burj Al Babas, um condomínio de luxo cuja construção foi interrompida em novembro de 2018. O motivo? A empresa faliu.
Tudo começou em 2014. Na época, o Sarot Group, uma empresa de construção, decidiu levantar um empreendimento de alto padrão para os ricaços do país e de outras nações do Oriente Médio. O resort, que iria contar com mansões, piscinas, um shopping e uma mesquita, começou a ser construído em uma região de colinas a 250 quilômetros à leste de Istambul.
Ao todo, o complexo custaria algo em torno dos US$ 200 milhões para construir. As 732 casas são inspiradas nos châteaux: as residências de campo da antiga nobreza francesa, cujos palácios e mansões se tornaram famosos pontos turísticos – e que serviram de clara inspiração para os contos de fadas europeus.
O recanto turco, portanto, era cheio de fachadas ornamentadas e o projeto acrescentou às casas até pequenas torres a. Já o design do interior de cada “chalé” ficaria a gosto do comprador. O preço, de acordo com a Bloomberg, era de US$ 370 mil a US$ 530 mil.Processo de falência
Mas, enquanto construía seu paraíso da imaginação, o Sarot Group acumulou uma dívida de US$ 27 milhões – segundo o presidente da empresa, Mehmet Emin Yerdelen, porque boa parte dos ricaços foram atrasando pagamentos além do combinado, e a grana estava investida em terminar as obras.
De acordo com o jornal Hurriyet, a Sarot entrou na justiça pedindo proteção para negociar a dívida com seus credores – e retomar as vendas de moradias. Bastariam 100 chateaux para tirar a empresa do vermelho, segundo os cálculos otimistas do presidente. Mas a decisão não foi favorável: eles ganharam apenas 3 meses resolver o problema, e não rolou.
A onda de problemas da empreitada também se soma à tremenda má impressão que o condomínio deixou para os moradores dos arredores. Ele chega a ser chamado de “vila grotesca” por alguns. Tudo porque o distrito de Mudurnu já tem seu próprio estilo de construção – a arquitetura por lá é tipicamente otomana. A disputa não é só estética (é claro): mexe no bolso dos moradores. Ser um lugar que preserva a antiga arquitetura do Império Otomano deu a Mudurnu a chance de ser candidata à Patrimônio da Humanidade da UNESCO – o que, naturalmente, atrairia turistas para a região e movimentaria a economia local.
O medo dos moradores de perder sua “essência” otomana (e os dólares de viajantes procurando arquitetura exótica para suas fotos no Instagram) se somou ainda a problemas ambientes. A construtora foi acusada de derrubar árvores ilegamente para a construção do condomínio estilo Disney – e de ter despejado a terra proveniente das obras em áreas florestais.
Apesar dos problemas, o último discurso de Yellen ainda afirmava, com muito otimismo, que tudo pode ser resolvido nos próximos cinco meses, e que em breve as pessoas poderão se mudar para o Burj – que, por ora, parece mais com um cenário de um filme de terror (ou de um parque de diversões mal-assombrado)

13.984 – De onde surgiu a expressão “sair do armário”?


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Os brasileiros literalmente traduziram a gíria dos EUA: “come out of the closet”. Esta, por sua vez, provavelmente foi criada a partir de outras duas expressões da língua inglesa. Nos séculos 19 e 20, “come out” (“sair” ou “se revelar”) era o verbo usado quando as debutantes se apresentavam à sociedade, em grandes festas, para atrair possíveis maridos. Era como se as meninas agora “se revelassem” adultas.

13.973 – Arquivo Mega – TV Tupi, a 1ª Emissora de TV do Brasil


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Operava no canal 4 VHF e era uma emissora própria e geradora da Rede Tupi. Foi inaugurada pelo empresário Assis Chateaubriand em 18 de setembro de 1950, sendo a primeira emissora de televisão do país e a quarta do mundo. Pertencia aos Diários Associados, que na época era um grande conglomerado de mídia, do qual faziam parte vários jornais, revistas e rádios. A partir de 1951, passou a gerar a programação juntamente com a TV Tupi Rio de Janeiro, servindo como embrião para a formação de um rede. Devido a problemas administrativos e financeiros, além de atrasos nos pagamentos e greves de seus funcionários, teve sua concessão cassada, juntamente com outras emissoras próprias, em julho de 1980.
Foi substituída pelo atual SBT.
Em 1949, os Diários Associados iniciaram a expectativa para a montagem de uma emissora de televisão na cidade de São Paulo. A direção técnica do projeto ficou a cargo de Mário Alderighi, com a assistência de Jorge Edo, que viajaram aos Estados Unidos para conhecer a estrutura de um canal de TV junto aos técnicos da RCA. Já Dermival Costa Lima foi convidado a ser o diretor artístico da futura emissora, tendo como assistente Cassiano Gabus Mendes.
Quase dois anos depois da experiência pioneira de Olavo Bastos Freire, Assis Chateaubriand, o Chatô, presidente dos Diários Associados, e alguns radialistas escolhidos treinaram e decidiram se aventurar no mundo da televisão. Foi então que em 18 de setembro de 1950, com equipamentos trazidos do Porto de Santos, era inaugurada exatamente às 22h00, a PRF-3, que logo ganharia o nome TV Tupi-Difusora. Os estúdios eram pequenos, o equipamento precário, mas o nascimento da emissora foi solene. Chateaubriand presidiu a cerimonia que contou com a participação de um cantor mexicano, Frei José Mojica, que entoou “A canção da TV”, hino composto pelo poeta Guilherme de Almeida, que contou também com a atriz Lolita Rodrigues, especialmente para a ocasião. Um balé de Lia Marques e declamação da poetisa Rosalina Coelho, nomeada madrinha do “moderno equipamento” fizeram parte do show. A jovem atriz Yara Lins foi convocada especialmente para dizer o prefixo da emissora — PRF-3 — e o de uma série de rádios que transmitiam em cadeia o acontecimento. A seguir entrou a programação na tela dos cinco aparelhos instalados no saguão do prédio dos Diários Associados.
Foi fundada em 18 de setembro de 1950 por Assis Chateaubriand, sendo a única emissora de televisão em todo o Brasil até o início de 1951, quando foi inaugurada a TV Tupi Rio de Janeiro, outra emissora própria dos Diários Associados. O monopólio como única emissora de São Paulo foi quebrado em 1952 com a inauguração da TV Paulista, canal 5 VHF. A Tupi SP operou no canal 3 até 1960, quando deixou o canal após interferências de sinal com a TV Cultura, passando a operar no canal 4 com os prefixos ZYE 439 (1970-1977) e ZYB 855 (1977-1980) até seu fechamento, em 18 de julho de 1980, quando a Tupi SP e mais seis concessões da Rede Tupi foram cassadas.
Desde 1981, um pouco mais de um ano do fechamento da Rede Tupi, o empresário Sílvio Santos adquiriu a concessão pelo Governo Federal, daí o canal 4 de São Paulo passou a ser SBT São Paulo, emissora própria, geradora e cabeça-de-rede do SBT. O prédio construído por Assis no alto do Sumaré, também foi sede da MTV Brasil, sob domínio do Grupo Abril até setembro de 2013.
O dia 18 de junho de 1980, marcou o fim da emissora, com funcionários lutando até o último minuto para manter a Tupi no ar. Apesar de pouco conhecida pelas gerações mais novas, a TV Tupi formou grande parte dos atores, roteiristas, produtores, diretores e técnicos que hoje estão espalhados pelas mais variadas emissoras de todo o Brasil.

Relembre aqui no Arquivo ☻ Mega

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13.956 – Curiosidades – A MAIOR PEPITA DE OURO JÁ DESCOBERTA NO MUNDO


pepeta de ouro
Golpe de muita sorte

Segundo Kaushik, os dois sortudos se chamavam John Deason e Richard Oates, e a dupla se deparou com o pepitão enquanto procurava por ouro na cidadezinha de Moliagul, situada em Victória, e bateram com uma picareta no pedregulho. Incrivelmente, a pepita se encontrava relativamente próxima da superfície e, quando um dos britânicos se abaixou para checar o que era o que tinham atingido, ele viu que tinha dado um baita golpe de sorte. Literalmente.
Na época, estava rolando uma corrida do ouro em Victoria, o que significa que não faltvamm mineiros na região. Então, antes de sair festejando, a dupla de britânicos escondeu seu achado e esperou até o pôr do sol para desenterrar o pepitão. Nós falamos que a pepita bateu mais ou menos 70 kg na balança, certo? De acordo com os registros históricos, ela tinha por volta de 60 centímetros de comprimento e 30 cm de largura e, desde então, nunca mais tanto ouro em uma peça só foi encontrado.

Depois de a noite cair, Deason e Oates levaram a peça até a cabana de um deles, botaram a pepita no fogo para que eles pudessem remover outros minerais incrustrados sobre o ouro e uma camada de quartzo que havia em sua superfície. Aliás, mais de 27 kg de ouro foi retirado só dos fragmentos desse cristal.

Pequena fortuna
Segundo Kaushik, o restante do metal precioso foi transportado de carroça – escondido debaixo da saia da esposa de Deason! – até a cidade de Dunolly, a pouco mais de 14 quilômetros de distância de Moliagul, e levada imediatamente a um banco para evitar o risco de que ela acabasse sendo roubada. No fim, a peça teve que ser dividida em 3 partes para poder ser pesada, e a dupla guardou um pouco do ouro e vendeu um total de 66 kg aos banqueiros.
A pepita encontrada por Deason e Oates ficou conhecida como “Welcome Stranger” – “Bem-Vindo Estranho” em tradução livre – e, com o negócio, os mineiros embolsaram o equivalente a 43 anos de salário de um trabalhador médio da época, ou seja, uma pequena fortuna. Deason, entretanto, não soube investir muito bem a sua parte a bolada e acabou perdendo quase todo o dinheiro que ganhou. Já Oates se casou, comprou uma fazenda na Austrália e viveu tranquilamente nela pelo resto da vida.

13.955 – Maior superlua de 2019 ocorre nesta terça-feira, 19 de fevereiro


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Depois da superlua de sangue, que ocorreu no dia 21 de janeiro, o céu será novamente iluminado por uma superlua na terça-feira, 19 de fevereiro. O evento não é tão raro quanto o fenômeno astronômico do mês passado, um eclipse lunar total que coincidiu com a Lua estar no ponto mais próximo da Terra. Mas será imperdível mesmo assim, pois será a maior superlua do ano — e a estimativa é que só em 2026 o satélite apareça tão grande quanto.
Na data, a Lua estará na fase cheia e no perigeu — ponto mais próximo da Terra — a 356.761 quilômetros de distância do nosso planeta. É tão perto que alguns astrônomos o chamam de perigeu extra-próximo. Embora atinja o perigeu às 7h09 no horário de Brasília, ela só estará completamente cheia a partir das 13h54, o que ajuda a aumentar o efeito do fenômeno.
O termo superlua não é um nome astronômico oficial. Ele foi cunhado em 1979, pelo astrólogo americano Richard Nolle, que a definiu como “uma Lua nova ou cheia que ocorre quando a Lua está na ou próxima (a pelo menos 90%) de sua maior proximidade da Terra”. O porquê ele escolheu os 90%, porém, não é claro.
Além do fenômeno astronômico principal da semana, na segunda-feira, 18, será possível observar alguns planetas a olho nu. Antes do nascer do Sol, haverá uma conjunção entre Vênus e Saturno a sudeste, na constelação de Sagitário. Após o pôr do sol, Mercúrio ficará visível no horizonte ocidental.

13.938 – Mega Mitos – Não se Deve Acordar um Sonâmbulo?


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O sonambulismo é curioso por si só: de repente, em meio ao sono, uma pessoa pode agir quase como se estivesse acordada, seja falando coisas, andando, acendendo as luzes ou fazendo alguma outra estripulia. Quando isso acontece, no entanto, a crença popular nos diz que não podemos acordar o sonâmbulo de jeito nenhum – mas será que é isso mesmo?
É totalmente possível e geralmente inofensivo acordar uma pessoa sonâmbula. No entanto, é preciso ter alguns cuidados: o sonambulismo acontece no estágio 3 do sono, conhecido como sono de onda lenta, que é quando a pessoa está dormindo profundamente.
É difícil acordar rápido desse estágio do sono, e quando alguém é despertado nesse momento, é normal que essa pessoa acorde meio lenta, digamos assim – essa inércia do sono demora cerca de 30 minutos para passar totalmente.
Quando acordamos alguém que está em estado profundo de sono, essa pessoa pode se assustar, ficar confusa e agitada por algum tempo. Nesses primeiros instantes, é normal, inclusive, que a pessoa não reconheça o indivíduo que a está acordando – por isso, ela pode tentar se defender, empurrando quem a acorda ou tentando fugir.
Alguns sonâmbulos conseguem fazer atividades mais elaboradas, como cozinhar e dirigir enquanto dormem, e, nesses casos, é preciso cuidado redobrado na hora de acordar a pessoa. Na dúvida, especialistas nos recomendam encaminhar o sonâmbulo para sua cama, onde pode continuar dormindo de maneira tradicional e segura.