13.370 – CIENTISTA RUSSO EXPLICA O QUE ACONTECE COM O CÉREBRO APÓS A MORTE


morte cerebral
O neurocientista russo e doutor em filosofia Yuri Serdiukov se dedicou, por anos, à análise dos processos psíquicos e fisiológicos da morte clínica. Em uma conferência internacional sobre a neurofilosofia dada recentemente na Universidade Estatal de Moscou, Serdiukov explicou o que ocorre no cérebro após a morte e como essa experiência se relaciona com a ideia de paraíso e inferno.
Após a morte, a atividade cerebral continua ativa por um período indeterminado. O doutor explicou que, nesses estados, o sujeito perde as capacidades lógicas e verbais e mergulha em um estado onírico prolongado, criado pela atividade espontânea do cérebro.
Aparentemente, o conteúdo desses sonhos post-mortem é dado por vários fatores, como a condição psíquica de cada pessoa, as recordações acumuladas desde a fase uterina e as diversas estruturas genéticas ativadas em decorrência do estresse causado pela morte clínica. É por isso que certas experiências são relatadas como prazerosas ou paradisíacas e outras como obscuras ou infernais.
Serdiukov afirma que é possível treinar o cérebro para que ele tenha acesso a uma morte prazerosa. Além disso, ressaltou que, uma vez que não existe noção do tempo nesse estado, a experiência pode ser percebida como infinita.

13.118 – Paradoxos – Empatia não é crucial para formar uma boa pessoa


Pelo menos é o que afirma uma matéria de The Guardian.

A empatia é, entre outras coisas, algo que acreditamos melhorar nossos relacionamentos pessoais, motivar a caridade e incentivar comportamentos sociais.
No entanto, em seu livro, Bloom argumenta que ela é na verdade um guia moral muito pobre, e compila uma série de evidências que comprovam que a empatia pode ser parcial, paroquial, inconsistente, pode nos leva à inação, na melhor das hipóteses, bem como ao racismo e à violência, na pior das hipóteses.

Faça esse experimento em casa
Você pode entender melhor o consenso de Bloom a partir de um experimento de escolha de posições. Trata-se de um exemplo adaptado de um estudo clássico feito em 1995 por Batson e colegas. Primeiramente, leia a história e tente imaginar como a criança se sente e como o que acontece afeta sua vida. Tente sentir o impacto total do que a criança e sua família passaram.
Sheri Summers é uma menina brilhante de 10 anos de idade que está sofrendo de uma condição potencialmente fatal que já a paralisou. A menos que ela receba tratamento, é bem provável que ela morra. Se ela receber o tratamento a condição poderá ser revertida. Mas, o tratamento que poderia ajudá-la só está disponível através de cuidados de saúde privados e sua família não pode pagar. Eles então se uniram a uma organização de caridade infantil que ajuda as famílias a pagarem tratamentos caros para doenças que ameaçam a vida de crianças, mas ela está quase no final da lista de espera. Dito isso, você tem a opção de passá-la para o topo da lista de espera, mas isso significa que as outras crianças na frente da lista, com maiores necessidade ou menores expectativa de vida, terão de esperar mais tempo.
Agora, você a passaria para o topo da fila? E se você tivesse lido uma entrevista com ela, em que fica claro seu sofrimento e suas esperanças sobre o tratamento? Mudaria sua resposta? Agora leia o cenário novamente, mas desta vez tente tomar uma decisão baseada em uma perspectiva o mais objetiva possível. Tente não se envolver com a criança, ou como ela se sente. Apenas permaneça objetivo. Há uma maior ou menor probabilidade de você colocar Sheri para o topo da lista?
De acordo com Bloom, este é o problema com a empatia. Trata-se de um holofote que brilha em indivíduos específicos. Ela pode até funcionar com relacionamentos próximos, mas é extremamente fraca quando lidamos com questões maiores que podem afetar centenas de milhares de pessoa, em casos que não temos uma vítima conhecida, ou outras que, por algum motivo, não despertam nossa empatia.

Tendenciosa e inconsistente
O autor ainda argumenta que o sentimento é inconsistente e tendencioso. Como você deve ter aprendido com o exemplo, apenas uma mudança sútil de contexto pode nos fazer rever nossas prioridades. Em voluntários entrevistas em estudos, imagens cerebrais mostraram significativamente uma menor empatia se a pessoa a ser observada apresenta raça, classe social, time de futebol ou partido político diferentes do indivíduo entrevistado.

Empatia e crueldade
Bloom também sugere que a empatia pode vir acompanha de excessiva crueldade. Em um experimento, participantes foram informados que um aluno pobre estava competindo para ganhar um prêmio em dinheiro. Posteriormente, participantes administraram uma dose maior de molho de pimenta do lanche do concorrente, embora ele não tivesse feito nada de errado. Logo, a relação entre empatia e agressão foi manipulada em inúmeras ocasiões, como os políticos que pedem empatia com histórias de vitimização, a fim de obter apoio público.

Seria a empatia o fundamento da moralidade?
De acordo com o autor, dois novos estudos sugerem que há uma confusão em torno do significado da palavra e sua suposta utilidade para criar uma sociedade melhor. Basicamente, ele considera que a empatia não e um motivador confiável para o comportamento moral, embora reconheça que ela pode ser uma coisa boa, uma vez que promove um maior prazer na arte, ficção, esportes e pode ser um aspecto valioso para as relações íntimas além de motivar comportamentos generosos.
O que ele refuta é a noção difundida de quem uma maior empatia é tudo o que necessário para que sejamos pessoas boas e morais. Para isso, ele argumenta que uma compaixão racional, com cálculos utilitários de custo-benefício e aderência de princípios morais são guias mais justos e confiáveis para o comportamento moral.

12.933 – Medicina – Definição atual de morte pode não ser suficiente


morte
Em janeiro, Justin Smith, de 25 anos, sofreu um acidente na neve e permaneceu em temperaturas abaixo de zero por cerca de 12 horas. Quando seu pai o encontrou, ele não tinha pulso, pressão arterial e não respirava. Ele estaria morto, exceto pelo fato de que ele acordou semanas mais tarde com sua função cerebral intacta. A morte, em teoria, deveria ser clara, mas suas definições técnicas e médicas são amplas. Como o corpo ainda pode funcionar sem o cérebro? E como podemos chamar alguém de morto se há alguma chance de podermos ressuscitá-lo mais tarde?
O século XXI acabou com nossas concepções antigas da morte. Graças aos avanços na medicina e tecnologia, evoluímos na questão de definir a morte, mas essa incerteza vai além do mundo médico. “A luta sobre o que significa estar morto é essencialmente filosófica ou religiosa“, disse Robert Veatch, professor de Ética Médica no Kennedy Institute of Ethics da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos à emissora de rádio, NPR. “Em muitos aspectos, é a questão do aborto no outro extremo da vida”, completa Veatch.

Definições
A definição mais simples de morte parece definitiva: “O fim da vida“. Mas isso é inútil quando consideramos a incerteza que envolve a vida, o debate entre as pessoas consideradas pró-vida e a questão – politicamente mais leve – de determinar se um vírus está “vivo” demonstram o problema.
A Lei Uniforme de Determinação da Morte (UDDA), em 1980 estabeleceu duas ocasiões em que um indivíduo pode ser legalmente declarado morto: “Cessação irreversível de funções circulatórias e respiratórias, ou cessação irreversível de todas as funções de todo o cérebro, incluindo o tronco cerebral“. Embora estas situações pareçam claras, não são raros os casos de enterrar pessoas que não estão no extremo dessa definição.

Assuntos do coração
A forma mais comum de morte ocorre quando o coração para, e, posteriormente, a pessoa para de respirar. Se prolongada, a falta de oxigênio prejudica irreparavelmente o cérebro e pode causar morte cerebral. No entanto, muitas paradas cardíacas ocorrem no hospital, onde os médicos podem imediatamente utilizar um aparelho de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) ou um desfibrilador. Se tudo correr bem, essas técnicas podem restabelecer um ritmo cardíaco normal e assim, restabelecer a vida.
Embora o coração de uma pessoa possa ficar parado por alguns momentos, a cessação não se revelou irreversível, então a pessoa não estava, e não está legitimamente morta. Em vez disso, o indivíduo estava clinicamente morto, considerado o estágio final antes da morte legítima.
Segundo o que explica o livro “Encyclopedia of Death and Dying”, a morte clínica reconhece a presença de “um dos critérios básicos para determinar a morte“, mas não impede os esforços de ressuscitação. Este termo provou ser problemático, no entanto, a ideia de uma morte temporária parece a melhor das hipóteses – e uma contradição fundamental, na pior das hipóteses. O público leigo e profissionais médicos têm questionado a quantidade de tempo que um médico deve persistir em tentativas de ressuscitação cardiopulmonar. Por exemplo, houve casos de pessoas sendo ressuscitadas após receberem RCP por mais de 45 minutos, embora um estudo de 2012 descobriu que o tempo médio que os hospitais gastam em uma RCP após um paciente ter parada cardíaca, é de 16 a 25 minutos. Esta variação no tempo gasto levanta uma pergunta desconfortável: um médico deixa uma pessoa morrer se parar a RCP antes?
Esgotamento cerebral
O segundo critério aceito para a morte legal, relativo à cessação de toda a função cerebral, é ainda mais controverso do que o primeiro. O cérebro é mais complicado do que o coração. É um órgão que pode realizar reparos milagrosos em si mesmo e se adaptar a muitas circunstâncias. Pode ser difícil dizer quando um cérebro é irreversivelmente danificado, e mesmo que seja, o resto do corpo pode estar fazendo um bom trabalho em manter uma aparência de vida.
“Muitas pessoas confundem morte encefálica com coma, estado vegetativo ou outros distúrbios da consciência. Em um estado coma ou vegetativo, uma pessoa está viva. Em ambos os casos, há evidência de função neurológica, ou seja, os pacientes geralmente podem respirar por conta própria, seus reflexos ainda podem estar intactos e podem responder a estímulos externos. Na morte cerebral, há zero função cerebral”, comenta o diretor do programa de ética clínica do Centro Médico Dartmouth-Hitchcock, e membro do comitê da Organização Mundial da Saúde sobre o padrão de Determinação de Morte.
A atividade do tronco cerebral, particularmente, pode ser a coisa mais importante a considerar. A parte mais primitiva do cérebro, o tronco cerebral controla funções básicas como respiração, reflexos e coordenação entre o cérebro e a medula espinhal. Mas, mesmo sem qualquer função cerebral, a morte permanece incerta. No caso de Jahi McMath, de 13 anos, a menina perdeu todas as funções cerebrais após complicações cirúrgicas e um médico legista emitiu um certificado de óbito. No entanto, sua família ganhou o direito de manter sua filha ligadas aos aparelhos. No extremo oposto do espectro, Marlise Munhoz, de 33 anos, estava grávida de 14 semanas no momento de sua morte cerebral e a mantiveram ligada a aparelhos por dois meses, apesar dos desejos da família.
Como alguém pode ser legalmente considerado morto, mas ganhar o direito legal de permanecer ligado a aparelhos? E, no segundo caso, parece irracional que uma mulher possa ser considerada morta enquanto, literalmente, gera vida. Situações como a de McMath e a de Munhoz fomentam questões morais e éticas sobre o suporte à vida. As questões éticas são apenas uma parte da equação, já que os avanços tecnológicos têm levado a mais perguntas do que respostas.
Com os avanços no restabelecimento da função cerebral de uma pessoa, ou na substituição de sangue com solução salina para impedir a morte, pesquisadores e médicos estão criando cada vez mais camadas desse gradiente confuso. Então, não é provável que tenhamos essa definição sólida tão cedo. “Não vejo nenhuma razão para termos um acordo unânime sobre essa questão“, disse Veatch.

[ Medical Daily / Death Reference ]

12.570 – Um caso de reencarnação documentado pela ciência


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Ian Stevenson, doutor em medicina e professor universitário de psiquiatria canadense, estudou mais de 3 mil casos de crianças que pareciam se lembrar de vidas passadas.
Um dos mais significativos foi o das gêmeas Pollock. O dia 5 de maio de 1957 amanheceu com um sol esplêndido em Whitley-Bay, no Reino Unido, às margens do Mar do Norte. Como todos os domingos, as famílias locais se dirigiam apressadas à igreja, para celebrar a missa. As duas pequenas filhas da família Pollock, Joanna e Jacqueline, de 11 e seis anos, respectivamente, foram antes de seus pais para garantir um lugar.
Quando dobravam uma esquina, uma carruagem com cavalos desenfreados as atropelou, matando-as instantaneamente. Seus corpos ficaram praticamente destruídos, assim como o coração de seus pais ao receber a trágica notícia. Mas eles não sabiam que o destino traria um dos casos mais estranhos de que já se houve notícia.
Mais de um ano após o acidente, os Pollock voltaram a ter filhos, dessa vez, as gêmeas Gillian e Jennifer, nascidas em 4 de outubro de 1958. Quando tinham somente três anos, as pequenas começaram a falar e, então, seus pais notaram que acontecia algo estranho. Incrivelmente, elas eram capazes de lembrar eventos passados da vida de suas irmãs, falecidas em 1957.
Elas mostravam conhecer à perfeição cada canto da casa e as pessoas da cidade. E também praticavam hábitos e costumes idênticos aos de suas irmãs e, inclusive, falavam do mesmo jeito. Embora fossem gêmeas, uma parecia ser maior e protegia a outra, que aceitava o papel de irmã menor.
Enquanto Gillian recordava a vida de sua irmã Joanna, morta aos 11 anos, Jennifer recordava a de Jacqueline, de seis. Elas conheciam as brincadeiras de suas irmãs e colocavam nas bonecas exatamente os mesmos nomes. Houve uma vez em que seus pais as ouviram falar do acidente, descrevendo sensações e a lembrança do sangue saindo de suas bocas. Além disso, demonstravam uma fobia a veículos que passavam pela rua.
Entretanto, precisamente aos cinco anos, idade em que os cientistas coincidem em apontar um limiar para a recordação de vidas passadas, as pequenas deixaram de experimentar esses comportamentos estranhos. O caso teve tanto impacto que foi publicado no livro European Cases of the Reincarnation Type.

12.362 – Espiritismo – A Psicografia


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Segundo o vocabulário espírita, é a capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por Espíritos.
Objeto de estudo da pseudociência da parapsicologia, o consenso científico atual não suporta as alegações deste e de outros supostos fenômenos paranormais.
Segundo a doutrina espírita, a psicografia seria uma das múltiplas possibilidades de expressão mediúnica existentes. Allan Kardec classificou-a como um tipo de manifestação inteligente, por consistir na comunicação discursiva escrita de uma suposta entidade incorpórea ou espírito, por intermédio de um homem.
O mecanismo de funcionamento da psicografia, ainda segundo Kardec, pode ser consciente, semi-mecânico ou mecânico, a depender do grau de consciência do médium durante o processo de escrita.
No primeiro caso, o menos passível de validação experimental, o médium tem plena consciência daquilo que escreve, apesar de não reconhecer em si a autoria das ideias contidas no texto. Tem a capacidade de influir nos escritos, evitando informações que lhe pareçam inconvenientes ou formas de se expressar inadequadas.
No segundo, o médium poderia até estar consciente da ocorrência do fenômeno, perceber o influxo de ideias, mas seria incapaz de influenciar voluntariamente o texto, que basicamente lhe escorreria das mãos. O impulso de escrita é mais forte do que sua vontade de parar ou conduzir voluntariamente o processo.
No terceiro caso, o mais adequado para uma averiguação experimental controlada, o médium poderia escrever sem sequer se dar conta do que está fazendo, incluindo-se aí a possibilidade de conversar com interlocutores sobre determinado tema enquanto psicografa um texto completamente alheio ao assunto em pauta .
Isso porque, segundo Kardec, esses médiuns permitiriam ao espírito agir diretamente sobre sua mão ou seu braço, sem recorrer à mente.
Além da doutrina espírita, há várias correntes espiritualistas em que é bem evidente a admissão da possibilidade de ocorrência desse fenómeno, como a Teosofia e a Umbanda.
Entre os textos ditos psicografados encontram-se obras atribuídas a autores famosos — uns adeptos, em vida, de doutrinas compatíveis com esta prática, como Victor Hugo e Bezerra de Menezes.
A Classificação das obras psicografadas, segundo o CIP-Brasil (do Sindicato Nacional dos Editores de Livros) é feita no tema Espiritismo, devendo ser citado como autor aquele que assina a obra, seguida da indicação de que foi um ser espiritual. Por exemplo: Ângelis, Joanna de (Espírito).
Já para citações, segue-se o modelo: título, autor espiritual, médium, local, editora, ano e edição (da segunda em diante), como se vê no modelo:
Plenitude/ Joanna de Ângelis; psicografado por Divaldo Pereira Franco – Niterói, Arte & Cultura, 1991.
Em bibliotecas de instituições espíritas a autoria de obras psicografadas é atribuída ao espírito que as teria ditado; em bibliotecas normais a autoria é atribuída ao médium, com a referência à alegada autoria do espírito sendo indicada sob “Observações”.
O pesquisador da Universidade Estadual de Londrina Carlos Augusto Perandréa estudou 400 cartas psicografadas por Chico Xavier em transes mediúnicos, utilizando as mesmas técnicas com que avalia assinatura para bancos, polícias e o Poder Judiciário, a grafoscopia. Perandréa comparou a letra padrão dos indivíduos antes da morte e depois nas cartas psicografadas, chegando à conclusão de que todas as psicografias que estudou possuem autenticidade gráfica dos referidos mortos.
Mais recentemente, em 2008 foi feita uma pesquisa científica nos EUA por cientistas da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal de Juiz de Fora, da Universidade Federal de Goiás, da Universidade da Pensilvânia e da Universidade Thomas Jefferson, em que utilizando-se recursos da Neurociência moderna foram medidas as atividades cerebrais de dez médiuns brasileiros saudáveis, enquanto psicografavam. Os cientistas constataram que durante os transes psicográficos, as áreas menos ativadas no cérebro dos médiuns foram as que são as mais ativadas enquanto qualquer pessoa escreve em estado normal de vigília (ou seja, as áreas relacionadas ao raciocínio, ao planejamento e à criatividade), sendo que os textos psicografados resultaram mais complexos que os produzidos em estado normal de vigília. Como a pesquisa registra, nos textos psicografados os médiuns produziram mensagens espelhadas – escritas de trás para a frente -, redigiram em línguas que não dominavam bem, descreveram corretamente ancestrais dos cientistas que os próprios cientistas diziam desconhecer, entre outras coisas. Para tais cientistas, os resultados da pesquisa são compatíveis com a hipótese que os médiuns defendem – a de que autoria dos textos psicografados não seria deles, mas sim dos espíritos comunicantes. E um dos outros pontos em comum que observaram em tais médiuns, foi que são enormes admiradores de Chico Xavier.
Em 1990 a Associação Médico-Espírita de São Paulo realizou uma pesquisa sobre 45 cartas psicografadas por Chico Xavier e consideradas autênticas pelos destinatários, concluindo que “As evidências da sobrevivência do espírito são muito fortes. A vida é uma fatalidade, segundo o depoimento desses 45 companheiros que se expuseram, por inteiro, revelando as nuances de suas personalidades através das mãos humildes do medianeiro”.

Nos Tribunais
No Brasil, em alguns casos, a psicografia foi utilizada como prova em tribunal. Textos psicografados por Chico Xavier foram aceitos como provas judiciais (entre outras que também foram apresentadas pela defesa) e mostraram-se como elementos decisivos nas sanções aplicadas em três casos de julgamento de homicídio internacionalmente repercutidos, ocorridos nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná entre os anos de 1976 e 1982.
Um dos casos mais recentes registrou-se em maio de 2006, em Porto Alegre (RS), tendo a ré, Iara Marques Barcelos sido inocentada do assassinato do ex-amante, Ercy da Silva Cardoso, graças a uma carta que teria sido ditada pelo falecido.
Mais recentemente, em 17 de maio de 2007, o julgamento do réu, Milton dos Santos, pelo assassinato de Paulo Roberto Pires (o “Paulinho do Estacionamento”) em abril de 1997, foi suspenso devido a uma carta recebida pelo médium Rogério Leite em uma sessão espírita realizada em 2004, na qual Paulinho inocenta o acusado. No entanto, o advogado Roberto Selva da Silva Maia indicou em um artigo que os documentos psicografados podem ser aceitos no tribunal como documento particular, mas não como prova judicial. Segundo ele, isso se dá porque a lei estabelece que a morte extingue a personalidade humana, logo um morto não poderia gerar documento legal. Também segundo ele, a psicografia depende da aceitação de premissas religiosas, e o judiciário não é religioso visto que nosso estado é laico e, não haveria forma de se usufruir do princípio do contraditório e da ampla defesa.
“Verificamos que a prova psicografada não ofende o princípio do Estado Laico, que prevê a liberdade de crenças e cultos religiosos, haja vista que a psicografia, como fenômeno mediúnico, é faculdade natural do ser humano, estudado pela ciência e não se trata de elemento religioso”.

12.331 – Conheça o experimento que pode ter comprovado a existência da alma


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Na década de 1940, o médico R.A. Watters realizou uma série de experimentos com animais para provar a existência da alma.
Sua hipótese era que a alma é uma energia localizada no espaço entre os átomos das células. As pesquisas foram realizadas no laboratório da Fundação de Pesquisa Biofísica William Bernard Johnston, em Reno, nos Estados Unidos.
Para provar sua teoria, a qual ele denominou “hipótese atômica da alma”, Watters prendeu pequenos animais besuntados com éter em um recinto chamado “Câmara de Wilson”, para que morressem ali. A câmara continha vapor d’água resfriado e adensado ao máximo, e que, ao entrar em contato com uma partícula energética, deixava um rastro de neblina.
A ideia do Dr. Watters era que, se o animal morria dentro dessa câmara, ele deixaria um desenho que permitiria provar a existência da alma. O médico afirmou em seus relatórios ter observado o traço energético ao lado dos animais recém-falecidos, uma forma desencarnada parecida com o corpo do animal, e que levava até 8 horas para se dissolver. Esses dados lhe foram suficientes para concluir que existe um corpo anímico que abandona o corpo físico no momento da morte.
As vozes contrárias não demoraram a se manifestar. Diferentes pesquisadores alegaram que, após realizarem o mesmo experimento, não observaram nenhum resultado. Outros, também céticos, afirmaram que ou o processo ou a câmara tinha algum defeito. Mas a grande maioria concordou que era necessária uma grande dose de imaginação para ver o mesmo que o Dr. Watters.
Embora a ciência tenha ignorado as descobertas de Watters, nos arquivos da Sociedade para a Pesquisa Psíquica de Cambridge, conservam-se suas fotografias e anotações.

11.294 – Parapsicologia – Cientistas realizam maior estudo já realizado sobre consciência após a morte


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O cientista Sam Parnia, da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, coordenou a maior pesquisa já feita sobre a consciência no momento exato após a morte, através do estudo de 2 mil casos de infarto em 15 hospitais do Reino Unido, EUA e Áustria. Trinta e nove por cento dos sobreviventes relataram ter experimentado algum estado de consciência, e 9% deles teriam tido uma “experiência de quase morte” (EQM).
Um desses pacientes disse ter visto, do canto da sala de operações, as tentativas dos médicos em reanimá-lo: “Ele esteve consciente por um período de três minutos, durante os quais estava sem pulso. E isso é contraditório, já que, normalmente, o cérebro deixa de funcionar entre 20 e 30 segundos depois de o coração parar e não retoma sua atividade até ele voltar a bater”, explicou Parnia.
Seu estudo não pretende comprovar eventos sobrenaturais, mas defender a tese que a consciência talvez não seja tão dependente do sistema nervoso. “Temos algumas provas de que a consciência poderia se manter mesmo depois de o cérebro parar de funcionar. No entanto, precisamos examinar este fato com estudos mais detalhados, de forma imparcial e sem preconceitos, para dar respostas mais claras e precisas”. Respostas essas que poderão revolucionar a ideia que temos sobre o misterioso ato de morrer. Por enquanto, existem avanços promissores, embora não definitivos.

11.241 – Fé e Polêmica – A Comunicação com os Mortos


comunicação com os mortos

Quando perdemos um parente ou amigo próximo, surge o desejo de estabelecermos algum contato. Para uns, isso acontece por meio de oração, sonhos ou pequenos sinais no cotidiano, para outros,isso acontece em cartas psicografadas.
Tal tentativa é uma prática realizada há milênios e faz parte da resposta a uma das mais pertubadoras das dúvidas:o que acontece quando morremos?
Há cerca de 4 mil anos os nobres egípcios já ornavam as tumbas de seus parentes próximos como se fossem moradas, com roupas, talheres e móveis. Na Mesopotâmia, arqueólogos encontraram indícios de que por volta de 1340 aC, os reis assírios acreditavam jantar com seus ancestrais nos dias de lua nova, quando o mundo dos vivos e dos mortos se aproximava. Mas o mundo dos mortos ainda não tem sua existência comprovada pela ciência atual, mas está inserido na cultura humana.
Na opinião dos estudiosos da paranormalidade, muitos fenômenos relacionados a uma possível capacidade de ver e ouvir espíritos estariam diretamente ligadas ao psiquismo humano. Há quem minta deliberadamente e outros que sofrem de desordens psiquiátricas que resultam em alucinações de conteúdo religioso e há também quem interprete eventos naturais como “coisa de outro mundo”.
Para outra corrente de especialistas pode se tratar de comunicação de nosso próprio inconsciente,um baú de memórias esquecidas e o gatilho seria um estado emocional profundo. Quando a Ciência não tem as respostas, entra en cena a Religião.

Podemos falar com os mortos?
Nos anos 20, o americano Thomas Edison – o mesmo que inventou a lâmpada elétrica – previu que, um dia, o homem seria capaz de construir uma máquina para falar com os mortos. Ele nem chegou perto de patentear tal equipamento, mas despertou o interesse de cientistas e religiosos, principalmente os ligados ao espiritismo. Nas décadas de 30 a 50, ganhou força a tese de que os espíritos poderiam enviar mensagens por meio de rádios, vitrolas e outros equipamentos eletrônicos.
Em 1952, o frade franciscano Agostino Ernetti e o monge beneditino Pellegrino Gemelli copiavam cantos gregorianos num gravador de rolo. De repente, a fita arrebentou. Gemelli olhou para o céu e, em tom de brincadeira, pediu ajuda a seu pai. Mais tarde, no meio das músicas, escutaram a voz do pai de Gemelli dizendo: “Certo, vou ajudá-lo. Estou sempre com você”. Chocados, eles repetiram o experimento, e a mesma voz disse: “Zucchini, é claro, você não sabe que sou eu?”. Zucchini era o apelido de criança de Gemelli e ninguém, além dele próprio e do pai, sabia. Os dois contaram a história ao papa Pio XII, mas o caso só veio à tona em 1994, pouco antes de Ernetti morrer.
O EVP também surgiria de ataques de pareidolia e apofenia, mecanismos perceptivos que levam as pessoas a ver imagens e ouvir sons que não existem. Os cientistas batem pesado no fato de que as gravações mostram geralmente frases isoladas, como “alô?”, “você está aí?” ou “não estamos sozinhos”. É só isso que os mortos têm para nos revelar?
A polêmica entre defensores e detratores é tamanha que sobrou até para o padre católico Roberto Landell de Moura, o primeiro brasileiro a fazer uma transmissão experimental de rádio, em 1894, no alto da Avenida Paulista, em São Paulo. Os estudiosos da transcomunicação instrumental dizem que, paralelamente ao rádio, ele teria trabalhado numa máquina para falar com os mortos – inclusive, teria obtido sucesso na empreitada. Já os céticos afirmam que, como o homem era um católico convicto, dificilmente teria tentado se comunicar com o além, um assunto que, certamente, desagradaria o Vaticano.

Diversas crenças se apoiam na teoria da reencarnação para explicar o elo que envolve a vida cotidiana e o outro lado. O ciclo de reencarnações se completaria quando a alma atingisse plena evolução, ficando livre da reencarnação e vivendo a partir de então somente do outro lado. a mediunidade é a capacidade de se comunicar com os espíritos e é um fenômeno tido como comum.
O Espiritismo é uma das doutrinas que aceitam a relação com o além. A possibilidade de uma mãe saber notícias de um filho que morreu num acidente é aceitável e natural. Há o caráter consolador nesse intercâmbio mediúnico.
Nem todos os adeptos, porém conseguem estabelecer contato direto. O Kardecismo explica que os espíritos podem agir sobre a alma do médium e faze-lo por intuição, escrever a mensagem ou ainda atuar diretamente sobre o corpo, sem que o comunicador saiba o que está ocorrendo. Na clarividência pode se ver espíritos, mas já é mais rara. Deve se ter em mente que qualquer tipo de espírito, bom ou mal, pode se manifestar.
Outras religiões admitem o contato com o além, contudo, limitam tal comunicação aos antepassados, tidos como espíritos mal evoluídos, livres do ciclo de reencarnação, portanto, sábios.

11.193 – ☻Mega Polêmica – Vida Após a Morte


reencarnação

As expressões vida após a morte, além, além-túmulo, pós-vida, ultravida e outro mundo referem-se à suposta continuidade da alma, espírito ou mente de um ser após a morte física. Os principais pontos-de-vista sobre o além provém da religião, esoterismo e metafísica. Sob vários pontos de vista populares, esta existência continuada frequentemente toma lugar num reino espiritual ou imaterial. Acredita-se que pessoas falecidas geralmente vão para um reino ou plano de existência específico após a morte, geralmente determinado por suas ações em vida. Em contraste, o termo reencarnação refere-se ao renascimento em um novo corpo físico após a morte, isto é, a doutrina da reencarnação postula um período de existência do ser em outros planos sutis, que ocorre entre duas existências físicas ou renascimentos.
Céticos, tais como materialistas-reducionistas, acreditam na impossibilidade da vida após a morte e a declaram como inexistente, sendo ilógica ou incognoscível.

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O primeiro caso baseia-se em supostas observações feitas por humanos ou instrumentos (por exemplo, um rádio ou um gravador de voz, usados em psicofonia).Tais supostas observações são feitas a partir de pesquisa de reencarnação, experiências de quase-morte, experiências extracorporais, projeção astral, psicofonia, mediunidade, várias formas de fotografias etc. A investigação acadêmica sobre tais fenômenos pode ser dividida, grosso modo, em duas categorias: a pesquisa física geralmente concentra-se no estudo de casos, entrevistas e relatórios de campo, enquanto a parapsicologia científica está relacionada estritamente à pesquisa em laboratório.
O segundo tipo baseia-se numa forma de fé, usualmente fé nas histórias que são contadas pelos ancestrais ou fé em livros religiosos como a Bíblia, o Qur’an, o Talmude, os Vedas, o Tripitaka etc. Este artigo trata principalmente deste segundo tipo.
Nos modelos metafísicos, teístas geralmente acreditam que algum tipo de ultravida aguarda as pessoas quando elas morrem. Os ateus geralmente não acreditam que haja uma vida após a morte. Membros de algumas religiões geralmente não-teístas, como o budismo, tendem a acreditar numa vida após a morte (tal como na reencarnação), mas sem fazer referências a Deus.
Os agnósticos geralmente mantém a posição de que, da mesma forma que a existência de Deus, a existência de outros fenômenos sobrenaturais tais como a existência da alma ou a vida após a morte são inverificáveis, e portanto, permanecerão desconhecidos. Algumas correntes filosóficas (por exemplo, humanismo, pós-humanismo, e, até certo ponto, o empirismo) geralmente asseveram que não há uma ultravida.
Muitas religiões, crendo ou não na existência da alma num outro mundo, como o cristianismo, o islamismo e muitos sistemas de crenças pagãos, ou em reencarnação, como muitas formas de hinduísmo e budismo, acreditam que o status social de alguém na ultravida é uma recompensa ou punição por sua conduta nesta vida.

livro dos mortos

Os egípcios também acreditavam que ser mumificado era a única forma de garantir a passagem para o outro mundo. Somente se o corpo fosse devidamente embalsamado e sepultado numa mastaba, poderia viver novamente nos Campos de Yalu e acompanhar o Sol em sua jornada diária. Devido aos perigos apresentados pela ultravida, o Livro dos Mortos era colocado na tumba, juntamente com o corpo.

Mitologia Grego-Romana
Na Odisseia, Homero refere-se aos mortos como “espectros consumidos”. Uma ultravida de eterna bem-aventurança existe nos Campos Elísios, mas está reservada para os descendentes mortais de Zeus.
Em seu Mito de Er, Platão descreve almas sendo julgadas imediatamente após a morte e sendo enviadas ou para o céu como recompensa ou para o submundo como punição. Depois que seus respectivos julgamentos tenham sido devidamente gozados ou sofridos, as almas reencarnam.
O deus grego Hades é conhecido na mitologia grega como rei do submundo, um lugar gélido entre o local de tormento e o local de descanso, onde a maior parte das almas residem após a morte. É permitido que alguns heróis das lendas gregas visitem o submundo. Os romanos tinham um sistema de crenças similar quanto a vida após a morte, com Hades sendo denominado Plutão. O príncipe troiano Enéas, que fundou a nação que se tornaria Roma, visitou o submundo de acordo com o poema épico Eneida.

10.890 – Acredite se Quiser – Câmeras de TV registram aparição de um suposto fantasma em partida de futebol


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Durante uma partida do campeonato da primeira divisão argentina, quando o Racing recebeu o River Plate em casa, as câmeras de TV aberta captaram uma estranha aparição no campo. Não demorou muito para que surgisse nas redes sociais um vídeo que, pelo menos à primeira vista, parece claro: em dois momentos diferentes, é possível observar um jogador de futebol espectral correndo em um dos lados do campo, quase na linha da lateral, de um extremo ao outro, indo e voltando.
O Racing relacionou a aparição fantasmagórica a um jogador emblemático do clube, Natalio Perinetti, que se destacou na década de 30 como lateral-direito. O craque do século passado conquistou uma grande quantidade de títulos com a camiseta do seu time e foi vice-campeão do mundo com a seleção da argentina na Copa do Mundo de 1930, no Uruguai. A partida em questão terminou com a vitória do Racing por 1 a 0, embora, estranhamente, o único gol tenha sido marcado por um jogador do River Plate contra seu próprio gol, o que os torcedores rivais não hesitaram em atribuir à intervenção do falecido Perinetti.
Abaixo segue o vídeo com a suposta aparição. Você acredita se tratar realmente de um fantasma?

10.809 – A pineal na filosofia, no espiritualismo e no misticismo


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A glândula pineal tem sido considerada – desde René Descartes (século XVII), que afirmava ser a glândula o ponto da união substancial entre corpo e alma.
Além de Descartes, um escritor inglês com o pseudônimo de Lobsang Rampa, entre outros, dedicaram-se ao estudo deste órgão.
Com a forma de pinha (ou de grão), é considerada por estas correntes religioso-filosóficas como um terceiro olho devido à sua semelhança estrutural com o órgão visual. Localizada no centro geográfico do cérebro, seria um órgão atrofiado em mutação com relação em nossos ancestrais.
Os defensores destas capacidades transcendentais deste órgão, consideram-no como uma antena. A glândula pineal tem na sua constituição cristais de apatita. Segundo esta teoria, estes cristais vibram conforme as ondas eletromagnéticas que captassem, o que explicaria a regulação do ciclo menstrual conforme as fases da lua, ou a orientação de uma andorinha em suas migrações. No ser humano, seria capaz de interagir com outras áreas do cérebro como o córtex cerebral, por exemplo, que seria capaz de decodificar essas informações. Já nos outros animais, essa interação seria menos desenvolvida. Esta teoria pretende explicar fenômenos paranormais como a clarividência, a telepatia e a mediunidade.
Em Missionários da Luz, obra espírita psicografada por Chico Xavier atribuída ao espírito André Luiz, a epífise é descrita como a glândula da vida espiritual e mental que caracteriza um órgão de elevada expressão no corpo etéreo onde presidem os fenômenos nervosos da emotividade, devido a sua ascendência sobre todo o sistema endócrino, e desempenha papel fundamental no campo sexual (no terreno concreto, tal função é apontada desde 1958 e, atualmente passou a ser amplamente aceita em terreno concreto); é descrita ainda como ligada à mente espiritual através de princípios eletromagnéticos do campo vital (o que até agora a ciência formal não pode identificar), comandando as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade.
Apesar da vida após a morte não estar provada através do método científico; em artigo publicado na revista científica Neuroendocrinology Letters em 2013, cientistas compararam conhecimento médico recente com doze obras psicografadas pelo médium Chico Xavier atribuídas ao espírito André Luiz e identificaram nelas diversas informações corretas altamente complexas sobre a fisiologia da glândula pineal e que só puderam ser confirmadas cientificamente cerca de 60 anos após a publicação das obras. Os cientistas ressaltaram que o fato de que o médium possuía baixa escolaridade e não era envolvido no campo da saúde levanta questões profundas sobre as obras serem ou não fruto de influência espiritual.
O psiquiatra brasileiro Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, neurocientista, defende em pesquisas que a glândula pineal seria o órgão sensor que capta as informações por ondas eletromagnéticas devido as propriedades dos cristais de apatita, que as converteriam em estímulos neuroquímicos de forma análoga à antena do aparelho celular para sinais eletrônicos.
Atualmente, as pesquisas científicas parecem ter se voltado definitivamente para o estudo mais atento desta glândula. Estaria a humanidade próxima da comprovação científica da integração entre o corpo e a alma? Haveria um órgão responsável pela interação entre o homem e o mundo espiritual? Seria a mediunidade, de fato, um atributo biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec? Para responder a estas e outras perguntas, a revista Espiritismo & Ciência conversou com o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Diretor-clínico do Instituto Pineal Mind, e diretor presidente da AMESP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), Sérgio Felipe de Oliveira é um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica da USP, e vem ganhando destaque nos meios de comunicação com suas pesquisas acerca do papel da glândula pineal em fenômenos ligados à mediunidade.

10.771 – Parapsicologia – Anneliese Michel e a verdadeira história que inspirou o filme


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Anneliese Michel (Leiblfing, 21 de setembro de 1952 – Klingenberg am Main, 1 de julho de 1976) foi uma jovem alemã que dizia estar possuída por demônios. Ela foi submetida a 67 sessões de exorcismo durante, aproximadamente, 10 meses, entre 1975 e 1976, no que ficou conhecido como Caso Klingenberg.
A jovem começou a apresentar problemas psiquiátricos a partir dos 16 anos. Criada em uma família bastante religiosa, ela, inicialmente, passou por tratamento médico. Ela não se alimentava, rasgava suas roupas, andava nua, comia insetos e defecava em qualquer lugar. Com o passar do tempo, recusou ser tratada e dizia estar possuída por demônios, pedindo pela realização de um exorcismo.
O procedimento foi autorizado pelo bispo local e pelos pais da garota. Dois padres conduziram as sessões de exorcismo. Ao final de tudo, Anneliese não resistiu e morreu aos 23 anos por conta de desnutrição e desidratação ao longo de quase um ano. Os padres e os pais da jovem foram indiciados pela morte e condenados. O caso foi levado ao cinema e inspirou o filme “O Exorcismo de Emily Rose” (2005).

10.770 – A macabra história de Friedrich Jürgenson, um dos pioneiros nos estudos de fenômenos paranormais.


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Qual seria a “fronteira final” da ciência quando falamos de pesquisas sobre a vida e morte? Onde exatamente acabaria a nossa jornada por este mundo? Ao longo do tempo, estas perguntas já tentaram ser respondidas por mentes brilhantes como as de Thomas Edison, Gugliemo Marconi e Nikola Tesla que, de uma forma direta ou indireta, com sucessos ou fracassos, tiveram algum tipo de contato com um recurso hoje denominado Transcomunicação Instrumental (TCI). Este termo, que significa comunicação com o mundo extrafísico, foi batizando apenas nos anos 80, na Alemanha, pelo físico Ernst Senkowski.
Os primeiros experimentos modernos em torno do que viria ser conhecido como TCI foram realizados pelo sueco Friedrich Jürgenson, um artista plástico que tinha como hobby gravar sons de pássaros na natureza. Um fato que mudaria a sua percepção aconteceu em 1959, quando ele passou a analisar com mais atenção e paciência o que havia gravado e, para sua surpresa, encontrou nos seus registros sons anormais, no caso, o de vozes humanas. Jürgenson ficou intrigado com o ocorrido já que estava completamente só e no meio de um bosque. Em um segundo momento, Jürgenson analisou os sons e percebeu palavras em idiomas diferentes, o que o levou a descartar qualquer hipótese de interferências de rádios próximas à sua localização. O principal acontecimento que o levou a se inteirar completamente nesse tipo de estudo foi quando percebeu que as vozes o chamavam pelo nome e por apelidos.
A partir daí e até os dias atuais, os seus estudos deram impulso a uma área de conhecimento voltada ao mundo extrafísico, na tentativa de definir até onde seria possível avançar, cientificamente, em relação ao que acontece conosco depois que morremos. Atualmente, alguns médicos já buscam respostas para eventos de “quase morte”, como os que são vivenciados por pacientes que sofrem ataques cardíacos, mas uma pesquisa mais abrangente, sobre o que acontece depois que morremos, é praticamente um tabu na ciência, pois, fisiologicamente falando, a morte cerebral representaria um ponto final.

10.690 – Estudo científico encontra primeira prova de que existe vida depois da morte


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O ser humano é dotado de uma inteligência que lhe permitiu grandes progressos ao longo de sua história, mas também lhe deu a consciência de sua própria mortalidade – seu fim inexorável, aonde suas invenções e avanços não podem chegar. Pelo menos, foi nisso em que se acreditou até o momento. No entanto, um ambicioso estudo científico realizado por pesquisadores da Universidade de Southampton encontrou a primeira prova de que existe vida depois da morte. Essa descoberta, que fala sobre um suposto estado de consciência, após cessarem as funções do cérebro, pode começar a mudar todas as certezas que tínhamos sobre a misteriosa passagem da vida para a morte.
A pesquisa foi baseada em dois mil casos de pessoas que sofreram paradas cardíacas, e observou que 40% dos que sobreviveram relataram ter experimentado alguma consciência entre o momento de sua morte clínica e o reinício do funcionamento do coração. Um dos testemunhos mais impactantes foi o de um homem de 57 anos, que descreveu ter visto os médicos que o reanimavam de fora do seu corpo – e certos detalhes do depoimento foram confirmados pelos profissionais que o atenderam enquanto ele estava clinicamente morto. Neste e em muitos outros casos ocorreu o fato surpreendente de a consciência ter se mantido por, no mínimo, três minutos depois de o coração parar, enquanto o cérebro costuma morrer após 20 ou 30 segundos.
O diretor de pesquisa, Sam Parnia, explicou que muitas outras pessoas podem ter sido testemunhas diretas desse fato, porém, por mais estranho que pareça, o teriam atribuído a uma ilusão. Esse estudo abre caminho para futuras investigações, que poderão dar novas revelações sobre a transição da vida para a morte.

10.684 – Parapsicologia – O maior estudo já feito sobre pacientes ressuscitados indica consciência após a morte


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A ideia de que a consciência pode continuar após o seu coração parar de bater e seu cérebro parar de funcionar é bem ousada e, naturalmente, enfrenta muito ceticismo. Porém, quanto mais os cientistas estudam o suposto fenômeno, mais certas tendências são reforçadas, dando-nos um vislumbre do que realmente pode ocorrer quando morremos.
Uma equipe de cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, acaba de concluir um estudo de quatro anos com 2.060 pessoas que sofreram paradas cardíacas em 15 hospitais no Reino Unido, EUA e Áustria. Tendo conduzido entrevistas sobre suas memórias do acontecimento com cada uma das 330 pessoas que sobreviveram, os pesquisadores descobriram que 40% delas se sentiram “conscientes” no período de tempo em que foram declaradas clinicamente mortas. A equipe médica nos hospitais conseguiu reiniciar com sucesso os seus corações para que eles pudessem viver para contar a história.
Dos entrevistados, 46% experimentaram uma ampla gama de lembranças mentais que eram incompatíveis com o que consideramos ser verdadeiras experiências de quase morte (EQMs), incluindo sentimentos de medo e de perseguição. Apenas 9% tiveram experiências compatíveis com as EQMs e escassos 2% apresentaram plena consciência compatível com experiência fora do corpo, com lembrança explícita de ver e ouvir eventos.
Mas estes 2% são muito interessantes.
Um homem que participou do estudo descreveu a sensação de que estava assistindo o seu tratamento sob o ponto de vista do canto da sala, enquanto uma mulher conseguir recontar exatamente as ações da equipe de enfermagem, que a ressuscitou após um período de três minutos. Ela conseguiu descrever com muita precisão o som das máquinas que rodeavam seu corpo “morto”.
“Sabemos que o cérebro não pode funcionar quando o coração para de bater, mas neste caso a consciência parece ter continuado por até três minutos enquanto o coração não estava batendo, mesmo que o cérebro normalmente pare de funcionar dentro 20 a 30 segundos depois de o coração ter parado”, conta Sam Parnia, líder do estudo e ex-professor assistente de medicina na Universidade de Southampton, agora sediado na Universidade Estadual de Nova York, nos EUA.
“O homem descreveu tudo o que aconteceu na sala, mas o mais importante é que ele ouviu dois bips de uma máquina que faz um barulho de três em três minutos. Assim, pudemos determinar quanto tempo a experiência durou. Ele parecia muito credível e tudo o que ele disse que tinha acontecido com ele realmente aconteceu”, disse Parnia.
Embora nem todas as pessoas que sobreviveram à provação lembrem ao certo de algum tipo de experiência com a morte clínica – talvez porque a medicação que lhes foi dada alterou a sua função cerebral -, certas tendências emergiram dos que se lembram. Um em cada cinco relataram sentir-se tranquilos e um terço disse que sentiu tempo o acelerar ou desacelerar. Alguns descreveram luzes brilhantes, outros descreveram sentir-se desligados de seus corpos. Alguns sentiram medo de que estivessem afogando.
“As estimativas sugerem que milhões de pessoas tiveram experiências vívidas em relação à morte, mas as evidências científicas são ambíguas na melhor das hipóteses”, explica Parnia. “Muitas pessoas deduziram que eram alucinações ou ilusões, mas parecem corresponder a eventos reais. Essas experiências merecem uma investigação mais aprofundada”.
Dentre as conclusões do pesquisador, uma delas é que os termos “experiência de quase morte” ou “experiência fora do corpo” podem não ser suficientes para descrever a experiência real da morte. Além disso, estudos futuros devem se concentrar em parada cardíaca, que é biologicamente um sinônimo de morte. Além disso, ele também considera que as evidências encontradas em seu estudo indicam que este tipo de fenômeno “merece uma pesquisa genuína e sem preconceitos”.
É claro que qualquer pesquisa sobre o que realmente se passa depois da morte será sempre controversa, devido às enormes dificuldades em reunir provas suficientes para apoiar qualquer coisa que seja cientificamente sólida. contudo, estudos como este são, pelo menos, um intrigante ponto de partida.

10.102 – Paranormal – Acredite se Quiser


Por mais cético que você se considere, é bem possível que, em algum tempo distante, você tenha sentido medo de alguns fenômenos ou criaturas sobrenaturais. Nesse sentido, uma palavra capaz de nos deixar de cabelos arrepiados é “paranormal”. Conheça a seguir algumas histórias bizarras envolvendo esse tipo de fenômeno:

Fantasma das viúvas
Alguns homens da Tailândia são vítimas de um fenômeno conhecido como Síndrome dos Pesadelos de Morte. Todos eles morreram enquanto dormiam, e parece que quem os matou foram espíritos de viúvas, especialmente daquelas que tiveram uma morte violenta. O objetivo desses espíritos femininos é matar homens e tornar as almas dos mortos, seus novos maridos.
Nos anos de 1990, a Tailândia viveu com medo das tais viúvas da morte e, já que esses espíritos malignos atacavam apenas homens, muitos cuecas começaram a dormir maquiados e com as unhas pintadas, na tentativa de enganar os fantasmas.

Outra estratégia, ainda mais comum do que a anterior, consistia em esculpir pênis em madeira e deixar o falso membro ao lado da cabeça da possível vítima. Isso também parecia assustar a viúva fantasmagórica. Os homens de Ban Thung Nang Oak eram orgulhosos de seus pênis de madeira, que chegavam a medir quase um metro.
Alguns medrosos até mesmo faziam espantalhos com o pênis gigante, com alguns escritos como “caçador de viúvas fantasmas”. Em um vilarejo alguns rumores diziam que as viúvas já tinham almas masculinas o suficiente e que iriam começar a matar mulheres, para dar uma variada.
A verdade sobre as mortes: autópsias realizadas nos homens que morriam dormindo revelaram que eles apresentavam sinais de desnutrição, afinal muitos deles comiam apenas arroz doce, o que causava uma grande produção de insulina e também acarretava na falta de muitos outros nutrientes.

9519 – Experiências de quase morte: um truque da nossa mente ou algo real?


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Depois de inúmeros relatos de experiências de quase morte, que datam desde a Grécia antiga, a ciência parece determinada a explorar a natureza deste fenômeno. Um novo projeto tem como objetivo determinar se essa experiência é um evento fisiológico (como um truque da nossa mente) ou se é uma evidência de que a consciência humana é muito mais complicada do que jamais se pensou. Em meio a tantas perguntas, o Projeto Consciência Humana vai tentar responder algumas por meio de um estudo em colaboração com mais de 25 centros médicos nos EUA, Canadá e Europa. Com a expectativa de recrutamento de 1.500 pacientes durante 36 meses, o estudo irá analisar tudo o que acontece com o cérebro humano durante uma parada cardíaca, desde níveis de oxigênio até a capacidade de recordar imagens. O estudo da consciência humana durante a morte clínica (quando não há atividade cerebral) é o aspecto mais intrigante do estudo. Cogita-se que a experiência de quase morte poderia ser outro estado de consciência, com um conjunto diferente de regras que os métodos científicos atuais não podem explicar.
Separação do corpo e luz no fim do túnel De acordo com pesquisadores do projeto, entre 10% e 20% dos pacientes que foram ressuscitados de uma parada cardíaca passam por experiências de quase morte (contudo, este número pode variar). Tipicamente, ela é descrita em uma progressão de estágios. Primeiro, a pessoa sente uma sensação de paz, depois parece que ocorre uma separação do corpo. Então, a pessoa entra numa escuridão e vê uma luz no fim do túnel. Finalmente, a pessoa interage com alguma entidade descrita como Deus, Alá ou uma força cósmica do universo. Durante o tempo que as pessoas descrevem estar fora do seu corpo físico, ela falam que experimentam uma sensação de estar flutuando sobre o corpo ou perto do teto onde tudo está acontecendo. Este aspecto da experiência é importante no estudo. Em uma fase inicial, os ambientes médicos que participarão do projeto terão prateleiras fixadas no alto das paredes, onde serão colocadas imagens estáticas, de modo que só possam ser vista do teto. Os pesquisadores vão testar se os pacientes são capazes de lembrar dessas imagens. Se alguns conseguirem, então o estudo seguirá outras vertentes. Contudo, se não houver nenhuma lembrança das imagens, o estudo irá concluir que a sensação de flutuação é um truque da mente. Isso pode estar acontecendo? Os pesquisadores dizem que o projeto é importante por duas razões: primeiro, estudos publicados mostram que pessoas que passam por uma parada cardíaca possuem lembranças específicas e demonstram consciência. Segundo, durante o ataque cardíaco não há atividade cerebral registrada. Então, o cruzamento destes fatos leva à inúmeras perguntas, entre elas: será que isso é real? Isso pode estar realmente acontecendo? Ainda assim, a resposta poderá estar atribuída à complexidade da mente humana, e não, como alguns acreditam, uma experiência espiritual universal, ou mesmo um novo campo da ciência. O certo é que nosso cérebro esconde muitos mistério que, provavelmente, nunca serão revelados.

8804 – A Ciência e a Reencarnação


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Em uma das mais prestigiosas universidades públicas dos Estados Unidos, a Universidade de Virgínia, pesquisadores da área de saúde mental dedicam-se há décadas a desafiar os céticos. Ali são estudados, entre outros casos que ultrapassam os contornos da ciência convencional, relatos sobre reencarnação, muitos deles submetidos à checagem. Resultados conclusivos não há, mas eles são, no mínimo, intrigantes. À frente da Divisão de Estudos da Personalidade está o mais famoso pesquisador sobre o assunto, o já octogenário Ian Stevenson. Seus livros e textos em publicações científicas descrevem casos de crianças que se recordariam de vidas passadas e de pessoas com marcas de nascença que teriam sido originadas por cicatrizes de existências anteriores.
Stevenson e sua equipe avaliam casos de reencarnação da forma que consideram a mais acurada possível. Fazem entrevistas, confrontam a versão narrada com documentações, comparam descrições com fatos que só familiares da pessoa morta poderiam saber. Por tudo isso, ele se tornou um dos maiores responsáveis por ajudar a deslocar – ainda que apenas um pouco – o conceito de reencarnação do campo da fé e do misticismo para o campo da ciência.
Mas o que leva esse renomado médico, com mais de 60 anos de carreira, e tantos outros pesquisadores a encararem a reencarnação como uma hipótese válida?
Bem, são histórias como, por exemplo, a de Swarnlata Mishra, uma menina nascida em 1948 de uma rica família da Índia e que se tornou protagonista de um dos casos clássicos – digamos assim – da literatura médica sobre vidas passadas. A história é descrita em um dos livros de Stevenson, Twenty Cases Suggestive of Reincarnation (“Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, sem versão brasileira), e se assemelha a outros registrados pelo mundo sobre lembranças reveladoras ocorridas, principalmente, na infância. Mas, ao contrário da maioria, não está relacionado a mortes violentas, confrontos ou traumas.
A história de Swarnlata é simples. Aos 3 anos de idade, viajava com seu pai quando, de repente, apontou uma estrada que levava à cidade de Katni e pediu ao motorista que seguisse por ela até onde estava o que chamou de “minha casa”. Lá, disse, poderiam tomar uma xícara de chá. Katni está localizada a mais de 160 quilômetros da cidade da menina, Pradesh. Logo em seguida, Swarnlata começou a descrever uma série de detalhes sobre sua suposta vida em Katni. Disse que lá seu nome fora Biya Pathak e que tivera dois filhos. Deu detalhes da casa e a localizou no distrito de Zhurkutia. O pai da menina passou a anotar as “memórias” da filha.
Sete anos depois, em 1959, ao ouvir esses relatos, um pesquisador de fenômenos paranormais, o indiano Sri H. N. Banerjee, visitou Katni. Pegou as anotações do pai de Swarnlata e as usou como guia para entrevistar a família Pathak. Tudo o que a menina havia falado sobre Biya (morta em 1939) batia. Até então, nenhuma das duas famílias havia ouvido falar uma da outra.
Naquele mesmo ano, o viúvo de Biya, um de seus filhos e seu irmão mais velho viajaram para a cidade de Chhatarpur, onde Swarnlata morava. Chegaram sem avisar. E, sem revelar suas identidades ou intenções aos moradores da cidade, pediram que nove deles os acompanhassem à casa dos Mishra. Stevenson relata que, imediatamente, a menina reconheceu e pronunciou os nomes dos três visitantes. Ao “irmão”, chamou pelo apelido.
Semanas depois, seu pai a levou para Katni para a casa onde ela dizia ter vivido e morrido. Swarnlata, conta Stevenson, tratou pelo nome cada um dos presentes, parentes e amigos da família. Lembrou-se de episódios domésticos e tratou os filhos de Biya (então na faixa dos 30 anos) com a intimidade de mãe. Swarnlata tinha apenas 11 anos.
As duas famílias se aproximaram e passaram a trocar visitas – aceitando o caso como reencarnação. O próprio Stevenson testemunhou um desses encontros, em 1961. Ao contrário de muitos casos de memórias relatadas como de vidas passadas, as da menina continuaram acompanhando-a na fase adulta – quando Swarnlata já estava casada e formada em Botânica.
Assim como esse, há milhares de outros episódios intrigantes, alguns mais e outros menos verificáveis. Somente na Universidade da Virgínia há registros de mais de 2500 casos desse gênero. Acontece que, para a ciência, a ocorrência de casos isolados, ainda que numerosos, não prova nada. Os céticos atribuem essas histórias a fraudes, coincidências ou auto-induções às vezes bem intencionadas.
Mas, embora a ciência duvide da reencarnação, a humanidade convive com a crença nela faz tempo. De acordo com algumas versões, o conceito de reencarnação chegou ao Ocidente pelas mãos do matemático grego Pitágoras.
Durante uma viagem que fizera ao Egito, ele teria ouvido diversas histórias e assistido a cerimônias em que espíritos afirmavam que vinham mais de uma vez à Terra, em corpos humanos ou de animais. O mesmo conceito – com variações aqui e ali – marcou religiões orientais, como o bramanismo e o hinduísmo (e, mais tarde, o budismo), e também religiões africanas e de povos indígenas, segundo Fernando Altmeier, professor de Teologia da PUC de São Paulo. Na verdade, “a reencarnação nasce quase ao mesmo tempo que a idéia religiosa tanto no Ocidente quanto no Oriente, com os egípcios, os gregos, os africanos e os indígenas”.
No século 19, o francês Hippolyte Leon Denizard Rivail – ou Allan Kardec – e outros estudiosos dedicaram-se a um tema então em voga na Europa: os fenômenos das mesas giratórias, em que os sensitivos alegavam que espíritos se manifestavam com o mundo dos vivos. Kardec escreveu uma série de livros sobre as experiências mediúnicas que observou e, tendo como base a idéia da reencarnação, fundou a doutrina espírita. Para os espíritas, reencarnação é um ponto pacífico. Mas muitos deles preferem dar crédito a relatos embasados no cientificismo. “Dirijo a área de assistência espiritual na Federação Espírita do Estado de São Paulo, por onde passam 200 mil pessoas por mês, mas, no que diz respeito à fenomenologia, sou mais pé no chão, sou muito rigoroso”, afirma o advogado Wlademir Lisso, de 58 anos.

Tinta fresca
Para pesquisador, há fortes indícios de que muitas crianças conseguem se lembrar de suas vidas anteriores
O professor Jim B. Tucker, da Divisão de Estudos da Personalidade do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, estuda e atende casos de depressão e outros distúrbios em crianças e adolescentes. Tem especial interesse por casos de crianças que alegam ter lembranças de vidas passadas.

Vejamos trechos de uma entrevista:

P: Quantos casos de crianças que alegam lembrar de vidas passadas o senhor já observou?
R:Temos mais de 2 500 casos registrados em nossos arquivos. Eu, pessoalmente, vi vários.

P: Quais são as principais características desses casos?
R: Os casos geralmente envolvem crianças pequenas que dizem se lembrar de uma vida passada. Elas podem descrever a vida de um membro falecido da família ou um amigo da família ou podem descrever a vida de um estranho num outro local. Outros fatos incluem marcas de nascença que combinam com os ferimentos no corpo da pessoa falecida e comportamentos que parecem ligados à vida anterior.

P: Há uma explicação para o fato de as lembranças ocorrerem principalmente durante a infância?
R: As crianças começam a fazer seus relatos numa idade precoce, logo que começam a falar. Isso faz sentido, porque parecem ser memórias que elas carregam consigo desde a vida anterior.

P: Quais tipos de evidências mais impressionaram o senhor?
R: Ainda acho que a mais forte evidência envolve declarações documentadas que alguma criança tenha feito e que se provaram verdadeiras em relação a uma pessoa que viveu a uma distância significativa. O dr. Jünger Keil (pesquisador da Universidade de Tasmânia, na Austrália) investigou um caso na Turquia no qual um garoto deu muitos detalhes sobre um homem que tinha vivido a 850 quilômetros e morrido 50 anos antes de o menino ter nascido.

P: Como médico, o senhor considera possível explicar esses relatos de uma perspectiva científica?
R: Nenhum desses casos é “prova” da reencarnação, e um cético pode sempre encontrar um ponto fraco em um caso ou, como objetivo de desacreditá-lo, em qualquer estudo médico. Entretanto, como um todo, os casos mais significativos constituem um forte argumento de que algumas crianças parecem, sim, possuir memórias de vidas anteriores.

8786 – Neurociência – As Experiências de Quase Morte


As experiências de quase morte são conhecidas há muito tempo pela ciência. O que se sabe é que muitos pacientes que estão à beira da morte (por causa de um afogamento ou uma parada cardíaca, por exemplo) e conseguem sobreviver descrevem visões incrivelmente poderosas e realistas. Os relatos coletados são inúmeros: algumas pessoas enxergam o brilho de uma tênue luz no final de um longo caminho, outras narram o encontro com parentes mortos ou seres sobrenaturais como anjos e demônios, entre outros.
Nove ratos foram anestesiados, nos quais os pesquisadores induziram paradas cardíacas usando injeções de cloreto de potássio.
Resultado: Por meio de eletroencefalogramas, os pesquisadores descobriram que o cérebro dos ratos continuava funcionando por 30 segundos depois de parar de receber sangue.
Tais visões costumam ser usadas pelos religiosos como uma prova da existência da alma e da vida após a morte. Já os cientistas, até agora, não tinham muito a dizer. Uma série de estudos havia mostrado que as experiências de quase morte acontecem quando o coração dos pacientes para de bombear sangue para o cérebro — o que é conhecido como morte clínica —, e os médicos conseguem trazê-los de volta a vida (pelo menos 20% dos sobreviventes de paradas cardíacas relatam ter tido esse tipo de visão). O que parecia difícil de explicar era o fato de o cérebro, já sem sangue e a caminho da morte definitiva, ser capaz de produzir visões tão claras e significativas.

Uma nova pesquisa publicada na na revista PNAS sugeriu, pela primeira vez, uma resposta científica para essa questão. Em testes realizados com ratos (experiências do gênero obviamente são impossíveis de serem conduzidas com humanos por razões éticas), os pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriram que o cérebro pode continuar ativo por até 30 segundos após a morte clínica. “Este estudo, realizado em animais, é o primeiro a lidar com o que acontece ao estado neurofisiológico do cérebro que está morrendo”, diz a neurologista Jimo Borjigin, professora da Universidade de Michigan e uma das autoras do estudo.
Os cientistas usaram eletroencefalogramas para medir a atividade cerebral de nove ratos anestesiados. Após sofrerem paradas cardíacas induzidas pelos pesquisadores, os animais apresentaram durante 30 segundos um aumento generalizado na atividade cerebral, que apresentou características semelhantes ao de um cérebro acordado e altamente excitado. Depois desse período, os animais morreram definitivamente, e mais nada foi registrado em seu cérebro. “A previsão de que iríamos encontrar alguns sinais de atividade consciente no cérebro durante a parada cardíaca foi confirmada com os nossos dados”, diz Borjigin.
Os pesquisadores realizaram a mesma experiência com ratos que foram submetidos à morte por asfixia e o resultado foi o mesmo: um pico de atividade cerebral registrado logo depois que o sangue parou de chegar ao cérebro do animal. “O estudo nos mostra que a redução de oxigênio — ou de oxigênio e glicose — durante a parada cardíaca pode, na verdade, estimular a atividade cerebral característica da consciência”.
Segundo os pesquisadores, a experiência deve ajudar a explicar a origem das visões realistas e marcantes relatadas pelos pacientes que estiveram à beira da morte. “Ela fornece a primeira estrutura científica para estudar as experiências de quase morte relatadas por muitos sobreviventes de parada cardíaca”, diz Borjigin. No entanto, eles reconhecem que muitos outros estudos precisam ser feitos para que seja possível explicar toda a complexidade do fenômeno nos seres humanos.

Ceticismo
Anders Sandberg, pesquisador da Universidade de Oxford que não esteve envolvido com a pesquisa, afirma que os resultados apresentados são importantes, mas demandam cuidado ao serem interpretados. Ele alerta, principalmente, que a experiência não deve ser vista como uma prova da existência da alma ou do além. Ao contrário, ela mostra que a experiência de quase morte tem origem biológica, no cérebro humano. “Não duvido que algumas pessoas vão alegar que o resultado seja uma evidência da existência de vida após a morte. Se alguém acredita nisso, então devíamos concluir que a vida após a morte inclui muitos ratos de laboratório”, afirmou.

Mas
O neurocientista Kevin Nelson, da Universidade do Kentucky, havia previsto que a ciência algum dia iria conseguir descobrir o mecanismo por trás do fenômeno da quase morte. Ele afirmava que, mesmo assim, não seria possível provar a inexistência da alma — isso ficaria a cargo da crença de cada pessoa. “A ciência pode dizer como o cérebro funciona, mas não pode dizer por que ele funciona desse jeito. Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuaria existindo. E sempre haverá um espaço para a fé de cada um.”

8184 – A Fronteira da Morte


Hoje um coração parado não significa que seu dono vá, necessariamente, passar para o lado de lá. Graças a uma série de procedimentos médicos e um aparelhinho chamado desfibrilador, uma parcela razoável de pacientes dados como mortos tem sido “ressuscitada” nas UTIs mundo afora. Várias dessas pessoas têm histórias para contar. São histórias que desconcertam a ciência com perguntas muito difíceis – e que só agora começam a ser respondidas.
Muitos dos que estiveram na fronteira da morte – algo entre 6% e 23% – relatam experiências místicas: túneis que terminam em luzes celestiais, encontros com seres igualmente luminosos, memórias de uma consciência descolada do corpo físico, uma sensação indescritível de paz. Essas lembranças não raro incluem descrições detalhadas de fatos ocorridos entre a “morte” e a “ressurreição”. Coisas que, diz a lógica dos vivos, não poderiam ser recordadas por pessoas com atividade cerebral nula.
A veracidade desses relatos nunca pôde ser provada. Mas os pontos comuns a todas as narrações trouxeram a desconfiança de que se tratava de algo além de mentiras ou delírios. Como é cientificamente inadmissível que mortos tenham qualquer experiência, as estranhas ocorrências foram batizadas de experiências de quase-morte (EQM) – tradução aproximada de near-death experiences, termo cunhado pelo médico americano Raymond Moody Jr., pioneiro no estudo do assunto.
A primeira obra de Moody sobre EQMs, A Vida Depois da Vida, foi publicada 30 anos atrás. Nela, a pesquisa de campo – o autor catalogou 150 casos -– culmina em conclusões de forte inclinação espiritualista. Sejamos razoáveis: mesmo para os céticos, não é difícil se deixar impressionar pelas histórias dessas pessoas. Assim, foram poucos os cientistas com um nome a zelar que se atreveram a explorar a área. O campo ficou livre para os esotéricos, embalados pelos mais de 13 milhões de livros vendidos por Moody. “Por ser muito explorado em meios nada científicos, o assunto virou tabu”, afirma a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, da UFRJ, para quem as experiências refletem reações normais de cérebros moribundos.
A situação começou a mudar na virada do milênio. Sem ligar para a rejeição da academia, meia dúzia de corajosos dos EUA e da Europa entrou de avental e tudo nesse pântano entre a ciência, a religião e a filosofia. Seus trabalhos detectaram os processos cerebrais que detonam os eventos da experiência de quase-morte. E mais, fornecem indícios de que a luz no fim do túnel talvez seja experimentada por todo mundo na hora derradeira.
Isso não é pouca coisa. Mas faltam ainda encaixes essenciais para que o quebra-cabeça faça sentido. Se não foi encontrada nenhuma prova da existência da vida além-túmulo, também não se acharam provas de que ela não existe. Falta descobrir o que é a luz. Decifrar o que nos reserva a morte. Para isso, a ciência vai ter de entrar mais fundo no pântano e, quem sabe, expandir suas próprias fronteiras.
Um caso famoso
Em 1998, Lars Grael velejava em Vitória, ES, quando foi atropelado por uma lancha, perdeu uma perna e muito sangue. Seu coração parou de bater. Lars teve uma experiência de quase-morte. Nas palavras do próprio, “é uma coisa muito difícil de descrever”. O médico José Carlos Ramos de Oliveira, outro sobrevivente de parada cardíaca, endossa Lars: “só quem passou por isso sabe do que estou falando”.
Apesar da dificuldade em verbalizar a experiência, os relatos de EQMs são muito mais claros e detalhados que narrativas de sonhos ou de alucinações por drogas. Os depoimentos são semelhantes, mas nunca iguais. Algumas pessoas “flutuam” sobre o próprio corpo e observam o trabalho dos médicos; outras são guiadas por parentes mortos até uma luz brilhante. O túnel, descrito por tantos, assume formas diversas. “A maioria disse ter visto um túnel longo e escuro, mas outros o descreveram como um caleidoscópio ou um túnel de ladrilhos coloridos”, afirma o médico britânico Sam Parnia, da Universidade Cornell, em Nova York, EUA.
Era preciso criar critérios para avaliar um fenômeno com tantas variações. Em 1980, o psicólogo americano Kenneth Ring dividiu em 5 fases seqüenciais os eventos da EQM (veja infográfico na pág. 53) – nem sempre eles seguem a ordem do esquema, contudo. Em outro esforço metodológico, Bruce Greyson, psiquiatra da Universidade da Virgínia, EUA, elaborou uma escala em que 16 das ocorrências mais comuns de uma experiência de quase-morte ganham conceito 0, 1 ou 2. Na escala Greyson, a nota mínima de uma EQM legítima é 7 em 32.
Se os roteiros são aleatórios e nunca se repetem, as impressões deixadas pela experiência raramente fogem de um padrão. “Apenas 3% das experiências de quase-morte são negativas”, diz a psicóloga Willoughby Britton, da Universidade do Arizona, EUA. Mesmo quem teme arder no inferno experimenta algo descrito como paz, serenidade ou bem-estar.
Qualquer um que tenha sobrevivido a uma EQM volta transformado. Passa a agir de forma mais solidária, desprendida de valores materiais. O medo da morte evapora. Para Suzana Herculano-Houzel, isso é uma postura sensata dos que escaparam de morrer por um fio. “Eles ganharam uma segunda chance”, afirma. Só que nem todos dão o mesmo valor a essa chance – é o que sugere um estudo feito na Holanda, publicado em 2001 na revista médica inglesa The Lancet pela equipe do cardiologista Pim van Lommel. Ele acompanhou sobreviventes de paradas cardíacas por 14 anos: quem recordava uma EQM apresentou mais mudanças positivas de atitude do que aqueles que não se lembravam do período em que estavam “mortos”.
Frases
“É uma coisa muito difícil de descrever. Nem imaginava que isso pudesse acontecer. Tive uma morte momentânea e me senti mais leve, com menos dor. Senti muita paz. Também me vi levantando do meu corpo. Voltei à vida, mas tive uma segunda parada e de novo me senti saindo do meu corpo. Era uma sensação menos nítida, acho que estava partindo mesmo. Foi coisa de segundos. Mas parece que o tempo ficou parado. Hoje vejo a vida por uma outra ótica. Meus valores mudaram e aprecio as coisas mais simples – um gole de água, um beijo de cada um da minha família. Tudo, tudo mudou.”
Lars Grael é iatista, detentor de 2 medalhas olímpicas e secretário de Esportes do Governo do Estado de São Paulo. Teve 2 paradas cardíacas depois que sua perna direita foi amputada por uma lancha que o atropelou durante uma regata em 1998.
“No momento do acidente, eu me senti tragada por um ‘túnel de vento’. Fiquei flutuando no asfalto e vendo o carro capotar num barranco. Outro carro parou e 3 homens saíram dele. Um deles desceu o morro e disse: ‘Tem uma mulher morta ali’. Era eu. Não tive nenhum choque ao ver o corpo – apenas lamentei, em pensamento, o que tinha sofrido. Fora do corpo, conseguia enxergar em todas as direções ao mesmo tempo. Então eu avistei 2 pessoas flutuando acima do morro. Uma delas era uma mulher morena. A outra, a silhueta de um homem alto, me pareceu conhecida – apesar de ser transparente. A moça esticou o braço direito e disse, sem mexer a boca: ‘tenha calma; isso está na sua programação’. Essa frase funcionou para mim como uma senha. Era como se eu resgatasse toda a minha memória. Deslizei em direção à dupla, mas lembrei que meu único filho de 12 anos estava sozinho num chalé sem vizinhos e sem telefone. Alguém precisava resgatá-lo. Nesse mesmo instante, fui tragada de novo pelo túnel e voltei ao corpo. Daí senti uma dor horrível. Foi o único jeito de avisar a família sobre o acidente e resgatar meu filho.”
Maria Aparecida Cavalcanti é radialista e professora universitária em São Paulo. Diz ter passado por 3 experiências de quase-morte. O relato acima se refere à segunda dessas experiências, ocorrida depois de um desastre automobilístico em Santa Catarina, em 1994.

A paz
No início da experiência, a dor desaparece. Somem também as noções de tempo e espaço. A pessoa é tomada por um sentimento indescritível de paz e serenidade. Essa fase ocorre em cerca de 60% das EQMs.
A viagem
A sensação é de se desprender do corpo físico e flutuar. Muitos dizem ver e ouvir o que se passa no ambiente em que o corpo está. Outros vão a lugares distantes – há até viagens espaciais.
O túnel
Segue-se uma etapa transitória de escuridão. São comuns as descrições de viagens muito velozes por um túnel, como se a pessoa estivesse sendo tragada por um aspirador de pó gigante.
A luz
No fim desse túnel, quase sempre há uma luz. Sobreviventes de experiências de quase-morte dizem que essa é a luz mais brilhante que poderia existir no Universo e, ainda assim, não ofusca a visão.
A fronteira
Em cerca de 10% dos casos, a pessoa relata entrar na luz do fim do túnel. Além dela, há ambientes paradisíacos e um limite que, ser for ultrapassado, tornaria a morte irreversível. A pessoa acorda em seu corpo e volta a sentir dor.

Isto também pode acontecer
Restrospectiva
A pessoa recorda vividamente todos os fatos de sua vida – não é comum que essa lembrança apareça de uma vez, fugindo do conceito terreno de tempo.
Companhia
Alguns relatos de EQMs incluem encontros com os espíritos de parentes mortos. Ou de amigos mortos. Ou com conhecidos vivos. Ou com completos desconhecidos.
O Ser Iluminado
Mesmo pessoas sem religião narram encontros com uma entidade bondosa, caridosa e acolhedora. Quando lhe atribuem uma identidade, ela varia de acordo com a fé.
Conhecimento Global
Durante a EQM, a pessoa pode vir a encontrar uma esfera que encerra todo o conhecimento do Universo. O ego desaparece, tudo e todos passam a ser uma coisa só.