14.070 – Mega Curiosidades – Quem Inventou o Lápis?


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O lápis que você conhece atualmente tem um aspecto bastante popular em todo o mundo, porém, vale destacar que nem sempre foi assim. Antigamente as barras de grafite eram cortadas em pedaços e embrulhadas em cordões, ou em pele de ovelha.
A história do novo lápis deu início então quando a República Francesa passava por um momento sob bloqueio econômico, incapaz de importar grafite da Grã-Bretanha, a principal fonte do material. Eis então que Lazare Nicolas Marguerite Carnot, um político e matemático francês, resolveu fazer um pedido ao grande Nicholas Jacques Conté, um francês, químico, pintor e militar, para que criasse um lápis que não dependesse de importações estrangeiras.
Após dias quebrando a cabeça, Conté teve a brilhante ideia de misturar grafite em pó com argila para criar a mina interna, uma combinação que possibilitou diferentes misturas, para desenvolvimento de diversos graus de dureza do grafite.
Para fechar o lápis, pressionou a mina entre duas tábuas cilíndricas de madeira, chegando assim no que conhecemos como o lápis moderno.
O criador então patenteou a invenção em 1795, e formou a Société Conté, uma empresa francesa que produz lápis de cor e grafite, bem como diversas outras ferramentas de desenho. A empresa foi comprada em 1979 pela Bic, e posteriormente, a parte de arte e a marca Conté a Paris foram compradas pelo grupo britânico ColArt em 2004.
Nicholas também inventou o lápis conté, um bastão de pastel duro, usado por artistas.
Em 1898, em uma exposição dos produtos da indústria francesa Conté, ganhou uma honrosa distinção, o mais alto prêmio, pelos seus “crayons de várias cores”.
O precursor mais remoto do lápis talvez tenham sido as varas queimadas cujas pontas foram utilizadas pelos primitivos para gravar inscrições nas cavernas, as famosas pinturas rupestres. Há cerca de 3500 anos, no Egito, as “varas” de rabiscar evoluíram para pequenos pincéis capazes de produzir linhas finas e escuras nas superfícies.
Há cerca de 1500 anos, os gregos e depois os romanos perceberam que estiletes metálicos serviam também ou até melhor ao propósito de registrar dados em superfícies. Pelas suas qualidades, o chumbo passou a ser amplamente empregado para tal fim.
O verdadeiro antepassado do lápis talvez seja o seu equivalente romano, o stilus, que consistia num pedaço de metal fino, normalmente chumbo, revestido com alguma proteção, usualmente madeira, a fim de evitar que os dedos se sujassem. O stylus era utilizado nos papiros.
Os primeiros lápis livres de chumbo datam do século XVI. Nessa época foi descoberta perto de Borrowdale (Inglaterra), uma grande mina com material bastante puro e sólido – o grafite – chamado de “chumbo negro” em alusão ao mineral concorrente e às suas aplicações.
Os habitantes locais logo descobriram que o “chumbo negro” era muito útil para se marcarem as ovelhas. Atando-se o grafite a varas de madeira, rapidamente surgiram os lápis rústicos, livres de chumbo e parecidos com os que hoje conhecemos.
De acordo com os registros de Giovanbattista Palatino, que escreveu um livro sobre a arte da escrita, sabe-se que os lápis de grafite não eram muito comuns, antes de 1540. Entretanto, numa obra sobre fósseis, Konrad Gesner informava que o grafite já se tinha popularizado, em 1565.
A primeira produção de lápis em massa foi atribuída a Friedrich Staedtler, em 1622, na cidade de Nuremberga (Alemanha). O lápis é o utensílio mais utilizado pelo homem, desde as primeiras civilizações até aos dias atuais, mesmo em países com baixos níveis educacionais.
A mina de grafite de Borrowdale permaneceu por muito tempo como fornecedora da melhor matéria prima para o fabrico dos lápis. Apenas em 1795, na época de Napoleão Bonaparte, o francês Nicolas-Jacques Conté encontrou uma forma viável de produzir grafite aplicável à escrita a partir de material de qualidade inferior. Contudo, em 1832, a importância daquela mina era notória e uma fábrica de lápis instalou-se nas redondezas.
Mesmo com a ascensão dos lápis de grafite, os lápis de chumbo mantiveram a sua presença até ao século XIX e só se extinguiram definitivamente no século XX, quando se comprovou a toxicidade do chumbo.
Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de lápis, fabricando 1,9 bilhões de unidades. Anualmente, são produzidos 5,5 bilhões de lápis em todo o mundo. O maior consumidorde lápis são os Estados Unidos, com 2,5 bilhões de unidades por ano.

14.002 – História da Aviação


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A atenção do caçador pré-histórico é distraída por uma grande águia que paira sobre a savana. De repente, em um mergulho certeiro, a águia captura a sua presa. Como seria mais fácil, pensa ele, se eu também pudesse me elevar e olhar o campo do alto. Ultrapassar rios e montanhas, chegar depressa a lugares distantes, lançar-me de lugares altos sobre a minha presa ou meus inimigos. Ah, se eu tivesse asas…
Praticamente todas as antigas mitologias se referem a um dos mais antigos e arraigados desejos humanos: voar. Concretizar este sonho levaria milênios. Os mais antigos e notórios esboços de máquinas voadoras surgiram no século XV, e, se chegaram até nós, foi pela fama de seu criador: Leonardo Da Vinci. O florentino concebeu desenhos de paraquedas e helicópteros, além de uma análise sobre o voo dos pássaros. O conhecimento de física de sua época, entretanto, ainda era insuficiente para materializar aquelas ideias.
Duas teorias surgidas no século XVII pavimentaram as conquistas que viriam. Galileo Galilei introduziu o conceito de inércia por volta de 1605, abrindo o caminho para que Newton pudesse formular suas três leis do movimento em 1687. E em 1644 o físico italiano Evangelista Torricelli demonstraria que o ar tinha peso. Começava a deixar de ser um mistério, por exemplo, o funcionamento das pipas, há séculos conhecidas dos chineses.
Nesse momento, o sonho de voar se bifurca em duas vertentes: construir um aparelho capaz de imitar o voo dos pássaros ou inventar um veículo leve, que flutue no ar como um navio flutua sobre a água?
O brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão inspirou-se nas fogueiras que observara na infância para construir balões de ar quente cujo funcionamento demonstrou à Corte portuguesa em 1709. Apesar de pouco divulgada, a experiência foi precursora de todos os balões construídos depois. No ano de 1783, outros pioneiros voaram alto. Os irmãos Montgolfier, na França, fizeram um balão de ar quente levantar uma ovelha, um pato e um galo. Dois meses depois, Étienne Montgolfier fez um voo cativo, com o balão preso ao solo. Foi um feito histórico: ele era o primeiro a voar em um artefato feito pelo homem. Pilâtre de Rozier e o marquês d’Arlande realizaram o primeiro voo livre tripulado em 21 de novembro do mesmo ano, subindo a 1.000 metros e percorrendo uma distância de 9 quilômetros. Mas voaram ao sabor dos ventos – ainda não se conhecia um meio de dirigir o balão. Eo holandês Daniel Bernoulli publicou seu tratado Hydrodynamica,de 1738, estabelecendoos princípios matemáticos básicos para explicar a dinâmica do voo. Mas ainda levaria tempo até que esse conhecimento beneficiasse os construtores das máquinas voadoras.
Embasamento teórico não faltava ao engenheiro inglês Sir George Cayley, 6° baronete de Brompton. Seus interesses abrangiam um amplo espectro, desde ótica e eletricidade até balística e arquitetura teatral. Mas destacou-se mesmo no campo da aerodinâmica. Experimentando com modelos de planadores, Cayley alcançou em 1804 a configuração que viria a se tornar o paradigma para a aeronáutica do século XX: asas colocadas no meio de uma haste comprida e um estabilizador ajustável na cauda. Um peso no nariz permitia ajustar a posição do centro de gravidade. O modelo era naturalmente estável, voava bem e já se parecia com o que entendemos hoje como avião.
Em 1809 e 1810, Cayley publicou um tratado profético, em três partes, intitulado Sobre a navegação aérea. Nele, compara a musculatura peitoral de aves e humanos e conclui que para voar precisaríamos de uma fonte externa de energia. Por causa do peso envolvido, descarta os novos motores a vapor. Sugere que a solução seria um motor de combustão interna – invento que só surgiria 28 anos depois! O texto também oferece critérios para estimar as quatro forças básicas da aerodinâmica: peso, empuxo, sustentação e arrasto. Por tudo isso, Cayley é considerado por muitos como o primeiro engenheiro aeronáutico.
A partir dali, o desenvolvimento se acelera. Em 1852, Henri Giffard acopla um pequeno motor a vapor a um balão de hidrogênio com lemes de direção para construir um protótipo de dirigível. Mas a pequena potência do motor impede a eficácia do invento. Em fins do século XIX, a Revolução Industrial prometia um motor que, agregado a um planador eficaz, permitiria concretizar o velho sonho. Entre 1891 e 1896, o alemão Otto Lilienthal construiu uma série de planadores projetados na configuração básica do modelo apresentado por Cayley em 1804. Com eles, realizou mais de 2 mil voos, saltando do alto de colinas próximas a Berlim e alcançando distâncias de até 250 metros. Um dia o sucesso cobrou seu preço: Lilienthal tentou esticar demais o planeio, perdeu sustentação e mergulhou no solo, fraturando a coluna. Morreu no dia seguinte.
As notícias dos voos de Lilienthal correram o mundo. Nos Estados Unidos, o franco-americano Octave Chanute, que mantivera extensa correspondência com ele, deu continuidade aos experimentos. Por sua vez, influenciou fortemente dois irmãos talentosos, fabricantes de bicicletas, com limitada formação acadêmica. Chamavam-se Orville e Wilbur Wright. Eles voaram com planadores tripulados de projeto próprio de 1900 a 1902. Temendo a repetição do acidente de Lilienthal, colocaram o estabilizador à frente das asas e do piloto, de modo a funcionar como uma espécie de para-choque. Com isso, seus projetos afastaram-se do modelo de Cayley, o que resultou em aparelhos mais instáveis. As máquinas dos Wright voavam bem, mas eram potencialmente perigosas e exigiam intervenção constante do piloto para não se desestabilizarem. Envolvidos em disputas contratuais, os irmãos Wright pararam de se dedicar à aeronáutica por dois anos. Mais tarde, porém, conquistariam o reconhecimento por seu pioneirismo.
Enquanto isso, na Europa, a conquista do ar havia se transformado em uma verdadeira corrida. O Aéro-Club, criado na França em 1898 para estimular a “locomoção aérea”, estabeleceu regras para o reconhecimento da precedência dos inventos, envolvendo critérios técnicos e observadores oficiais. Foi nesse ambiente que Alberto Santos-Dumont, então com 24 anos, chegou a Paris em 1897. Quase imediatamente, interessou-se pelos balões, percebendo logo as limitações de voar sem destino certo. Bebendo em todas as fontes e aprendendo com seus erros, chegou em 1901 ao seu dirigível N° 6. Com um motor de 20 hp pendurado sob um charuto cheio de hidrogênio, Santos-Dumont resolveu o problema da dirigibilidade e conquistou o Prêmio Deutsch para o primeiro dirigível que fizesse um trajeto preestabelecido, circundando a Torre Eiffel em menos de 30 minutos. Sua maior façanha viria em 1906, ao ser oficialmente reconhecido pela Fedération Aéronautique Internationale como o autor do primeiro voo completo de um aparelho mais pesado do que o ar. Estava a bordo do 14-Bis.
Mas não se deu por satisfeito. Colocar o estabilizador à frente no 14-Bis havia sido um erro, e Santos-Dumont aprimorou seus projetos até chegar ao N° 19, o primeiro Demoiselle, que voou em 1909. Os Demoiselles voltavam à configuração Cayley de 1804 e eram velozes, estáveis e seguros. Cerca de 40 foram construídos, por Santos-Dumont e outros. São os precursores do avião moderno. Naquela época, Blériot, Voisin e dezenas de outros pioneiros já voavam regularmente. O ser humano realizara, enfim, o ancestral sonho de voar.

13.997 – História das Invenções – Papagaio come milho, piri quito leva a fama


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Você, como quase todos nós, deve ter aprendido que o inventor do rádio foi um italiano chamado Guglielmo Marconi. Mas provavelmente nunca ouviu falar de Roberto Landell de Moura, o padre brasileiro responsável por fazer em 1894 (dois anos antes de Marconi) uma expe­riência pioneira de radiodifusão – mas que acabou menosprezado pelos registros históricos.
Nascido em Porto Alegre e educado em Roma, Landell foi a São Paulo exibir seu invento ao público – e tentar arrumar um patrocinador. Ele transmitiu a voz humana por 8 quilômetros em linha reta, da avenida Paulista até o Alto de Santana, na zona norte da cidade. (Detalhe: o rádio inventado por Marconi só transmitia sinais telegráficos.) Ainda assim, o sucesso do experimento não se converteu em muito dinheiro.
Em 1900, Landell repetiu o experimento – agora na presença de jornalistas e de um representante do governo britânico. A notícia repercutiu, mas não do jeito que ele planejara: alguns religiosos se indignaram quando souberam que um padre estava fazendo “bruxarias”. Dois dias depois da demonstração, meia dúzia de fiéis invadiu o modesto laboratório do religioso para quebrar todos os seus aparelhos.
No ano seguinte, o padre foi tentar a sorte nos EUA, onde impressionou a comunidade científica. Eis que o esperado dinheiro parecia estar chegando: empresários americanos ofereceram uma fortuna a Landell. Só que, patriota ferrenho, ele a recusou. O padre acreditava que as invenções pertenciam ao Brasil. Ele conseguiu patentear suas invenções em 1904. Tarde demais: Marconi já o havia feito em 1896.
Ao voltar para o Brasil, Landell tentou mais uma vez convencer o governo a financiá-lo. Seu plano incluía uma demonstração envolvendo dois navios da Marinha. Ao ser perguntado sobre a distância que os navios deveriam ficar um do outro, o padre perdeu uma incrível chance de ficar calado. Sua resposta foi: “Coloquem-nos na maior distância possível, pois esse invento um dia permitirá até conversas interplanetárias!” Foi o suficiente para ser taxado de louco por querer falar com ETs. Desiludido com a falta de apoio, acabou abandonando a ciência e dedicando-se exclusivamente à vida religiosa.

Grandes momentos
• Como não há documentos oficiais da demonstração de 1894, muitos só aceitam o ano de 1900 como a data da primeira transmissão por rádio de Landell.
• Apesar da invenção do rádio ser freqüentemente creditada a Marconi, várias pessoas vinham fazendo pesquisas na área, como o alemão Heinrich Hertz, o austríaco Nikola Tesla e o próprio padre Landell.
• Marconi patenteou seu invento em 1896 e depois criou a Companhia Marconi para usar comercialmente suas patentes. Uma coisa não há como negar: ele foi o primeiro a investir na utilização comercial do rádio.

13.936 – HISTÓRIA – Bike Atravessa Séculos


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Ela é uma das grandes invenções da humanidade, com múltiplas funções e múltiplos benefícios. Serve como meio de transporte e é usada em serviços comerciais, presta-se ao lazer e ao esporte, profissional ou amador. Seu uso regular faz bem à saúde, tem baixíssimo impacto ambiental e significa “um carro a menos”: pauta obrigatória nas atuais políticas públicas relacionadas ao trânsito.
Eternamente jovem, a bicicleta tem mais de cem anos de história no Brasil. Em 1896, já contava com muitos adeptos em São Paulo, como comprova A Bicycleta, semanário cyclistico ilustrado, publicado pelo ciclista e tipógrafo Otto Hüffenbächer – e cujos números 4, 11 e 19 estão guardados na Divisão de Publicações Seriadas da Biblioteca Nacional.
Com A Bicycleta, Otto Hüffenbächer aliava o interesse pelo esporte à sua atividade empresarial, publicando propagandas de seus serviços de tipógrafo, de revendedores de bicicletas e equipamentos e do Veloce Club Olympico Paulista, entidade associativa que promovia corridas. A maior parte das competições se dava no Velódromo Paulista, construído no final da rua da Consolação por iniciativa de Antônio da Silva Prado, de família tradicional paulistana.
A Bicycleta era inspirada no jornal francês La bicyclette. A primeira página, ilustrada, era dedicada a personalidades do sport, começando por uma homenagem ao próprio dono do jornal: “Musculoso, forte e bom ginasta estreou ele na inauguração do velho Velódromo, logo com os melhores (…) de então, disputando belissimamente… o último lugar! (…). De lá pra cá tem sido um Deus nos acuda de vitórias”.
Tal como o turfe, os eventos eram espaços de interação da classe alta: “As arquibancadas repletas de gentis senhoras que, aplaudindo com frenesi o vencedor deste ou daquele páreo, davam um tom festivo ao belo Velódromo da Rua da Consolação”. Presenças ilustres eram dignas de nota: na corrida de 3 de julho de 1896, registra-se a visita ao velódromo do presidente de São Paulo, o republicano histórico Campos Sales. O fato é interpretado como um sinal de interesse do político na promoção do ciclismo. E, de fato, Sales seria visto no mesmo local depois de eleito presidente da República “se entregando aos exercícios velocipédicos”.
Nas provas, muitos ciclistas não usavam seus nomes verdadeiros: transformavam-se em personagens, marcando uma diferença entre a vida comum e o espetáculo esportivo. Otto Hüffenbächer usava o nome próprio, mas havia um sem-número de curiosos apelidos para os rapazes da alta sociedade paulistana: Mago, Nero, Swift, Rápido, Dr. Semana, Rocambole, além de Ocirebla (Alberico às avessas) e Odarp, também conhecido como Antônio Prado Junior. Pelos toques de humor e intimidade, percebe-se que o jornal é escrito por ciclistas e para ciclistas.
A publicação cobre também os avanços do “ciclismo no estrangeiro”. O redator surpreende-se ao constatar que o Touring Club de Paris conta com 36.096 sócios. Em Liverpool, na Inglaterra, 43 ciclistas de diferentes sociedades concorrem na prova de 100 milhas inglesas. A utilização das bicicletas por monarcas europeus é mais uma prova do seu sucesso. Por outro lado, noticia o jornal, quatro argentinos não conseguem vir ao Brasil para uma prova importante por causa da excessiva taxação das bicicletas na Alfândega brasileira. Mas A Bicycleta comemora que a Câmara dos Deputados tenha colocado em pauta “os diretos de alfândega sobre velocípedes”. Ao facilitar a importação dos veículos, a “Câmara Federal vai certamente contribuir para o desenvolvimento físico da nossa mocidade, cujos exercícios atléticos são ainda infelizmente muito pouco cultivados”.

13.798 – Mega Curiosidades – Invenções que Foram Obras do Acaso


Borracha vulcanizada
Quando: 1839
Inventor: Charles Goodyear
O engenheiro descobriu a vulcanização (fortalecimento da borracha com enxofre) sem querer. Após produzir um lote de sacolas de borracha que derretia no calor ambiente, Goodyear cozinhou algumas partes para testar até que ponto o material resistia. Só que em vez de derreter, a borracha (cuja tinta continha enxofre) endurecia a altas temperaturas

Insulina
Quando: 1889
Inventores: Oscar Minkowski e Joseph von Mehring
Os médicos alemães retiraram o pâncreas de um cão para averiguar se isso mudaria a digestão no animal quando notaram, por acaso, que o xixi do coitado passou a atrair moscas. Examinando a urina, perceberam que ela estava cheia de açúcar. Então concluíram que o pâncreas produz uma secreção responsável pela absorção do açúcar pelo organismo: a insulina, usada hoje para tratar a diabetes

Super Bonder
Quando: 1942
Inventor: Harry Coover
A supercola foi criada quando o químico tentava inventar miras de plástico para armas. Ele e sua equipe acabaram com uma meleca que grudava em tudo – um fracasso. Só seis anos depois, já trabalhando na Kodak, Coover decidiu transformar a gosma em um líquido adesivo

Raio X
Quando: 1895
Inventor: Wilhelm Conrad Röntgen
O físico alemão estava trabalhando com um tubo de raios catódicos coberto com um papel grosso quando um ajudante notou que, mesmo coberto, o tubo iluminava a parede com uma luz verde. Röntgen nomeou esse raio que atravessava objetos de “raio X”, e depois descobriu que ele podia ser capturado em filmes fotográficos

LSD
Quando: 1938
Inventor: Albert Hofmann
Em seu laboratório, em Basel, o químico suíço estudava derivados da ergolina, uma substância natural de alguns fungos, em busca de algo que impedisse o sangramento excessivo após o parto. Ao manusear por certo tempo uma das substâncias isoladas, teve que interromper o trabalho, pois estava tendo alucinações. A substância era o LSD

Penicilina
Quando: 1928
Inventor: Alexander Fleming
O biólogo inglês estava atrás de substâncias que matassem bactérias em feridas. Durante algumas semanas de férias, ele esqueceu seu material de estudo sobre a mesa. Quando voltou, reparou que uma das suas culturas tinha sido contaminada por um fungo, e que uma substância no fungo tinha matado as bactérias. Era a penicilina

Viagra
Quando: 1998
Inventor: Pfizer
A empresa farmacêutica testava um novo medicamento contra a angina, doença que estreita veias que levam sangue ao coração, mas o estudo não estava trazendo bons resultados. Os farmacêuticos estavam prestes a desistir, quando notaram que o fluxo sanguíneo estava sendo estimulado, sim, só que não no coração…

Problemas deliciosos
Muitas das guloseimas e tecnologias da sua cozinha surgiram de pequenos fracassos

Picolé
Quando: 1905
Inventor: Frank Epperson
Frank tinha apenas 11 anos quando descobriu essa delícia gelada. Ele misturava um refresco em sua casa, quando esqueceu o copo, com o palito, na varanda. Na manhã seguinte, notou que a bebida tinha congelado com o palito dentro. O pequeno tinha criado o picolé, que só foi patenteado em 1923

Sacarina
Quando: 1879
Inventor: Constantin Fahlberg
Fahlberg tentava criar um conservante de alimentos derivado do alcatrão quando descobriu um dos primeiros adoçantes da história. Certa noite, ele estranhou um sabor adocicado na sua refeição e lembrou que não tinha lavado as mãos ao sair do laboratório. No dia seguinte, ele voltou ao local de pesquisa e descobriu a substância

Micro-ondas
Quando: 1945
Inventor: Percy Spencer
Spencer estava trabalhando em um radar de micro-ondas no laboratório de sua empresa, a Raytheon, quando reparou que o aparelho parecia emitir calor. Ele imediatamente testou o princípio em uma barra de chocolate, que derreteu. Depois de testes, Spencer usou o princípio para criar um novo tipo de forno

Cookies de chocolate
Quando: 1930
Inventora: Ruth Wakefield
Ruth era a responsável pela cozinha da pousada que mantinha nos EUA. Um dia, fazendo biscoitos, notou que estava sem chocolate em pó. Usou pedaços do doce em barra na esperança de que derreteriam e se misturariam à massa. Não rolou: quando tirou os biscoitos do forno, tinha inventado os cookies com gotas de chocolate

Palito de fósforo
Quando: 1826
Inventor: John Walker
Enquanto pesquisava uma maneira prática de obter fogo e transferi-lo a um material inflamável, o químico inglês notou que um dos palitos que ele estava usando para mexer uma mistura pegou fogo quando acidentalmente foi raspado contra o chão de pedra. Assim surgiu o palito de fósforo por fricção

Teflon
Quando: 1938
Inventor: Roy J. Plunkett
O químico realizava experiências com gases para refrigeração. Só que o experimento não saiu como o planejado e, por acaso, a amostra virou uma substância em que quase nada grudava. Os militares americanos foram os primeiros a usarem o produto: eles revestiram tubos e vedações com teflon para conseguir produzir material radioativo para a bomba atômica

Cereal matinal (tipo Sucrilhos)
Quando: 1894
Inventores: irmãos John Harvey Kellogg e Will Keith Kellogg
Os irmãos Kellogg descobriram o processo de criação de flocos de cereais por acidente. Eles deixaram uma massa de trigo descansar por tempo demais e a mistura ressecou. Em vez de jogar o produto fora, eles prensaram a massa tentando fazer folhas de pão. Conseguiram flocos, que assados viraram um “protótipo” sabor trigo do corn flakes

Coca-Cola
Quando: 1886
Inventor: John Pemberton
A fórmula do refrigerante mais famoso do mundo é secreta, mas o objetivo de Pemberton quando misturou vários ingredientes (entre eles folhas de coca e nozes-de-cola) era criar um remédio para dor de cabeça. A bebida foi vendida como tônico, em uma farmácia de Atlanta, e só se tornou o refrigerante que conhecemos após 1899

Batata chips
Quando: 1853
Inventor: George Crum
O chef do hotel Moon’s Lake, em Nova York, estava irritado com um cliente que reclamava que suas batatas eram encharcadas e decidiu sacaneá-lo. Cortou os tubérculos da maneira mais fina possível e fritou. O que era pra ser uma provocação virou um hit: o cliente adorou

13.639 – Joseph Nicéphore Niépce


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Niépce, nascido em 7 de março de 1765 e morto aos 68 anos em julho de 1833

(Chalon-sur-Saône, 7 de março de 1765 — Saint-Loup-de-Varennes, 5 de julho de 1833) foi um inventor francês responsável por uma das primeiras fotografias

Niépce começou seus experimentos fotográficos em 1793, mas as imagens desapareciam rapidamente. Ele conseguiu imagens que demoraram a desaparecer em 1824 e o primeiro exemplo de uma imagem permanente ainda existente foi tirada em 1826. Ele chamava o processo de heliografia e demorava oito horas para gravar uma imagem.
Em 1793, enquanto servia como oficial do exército francês, Niépce tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari. Aos 40 anos, Niépce retirou-se do exército francês para se dedicar a inventos técnicos, graças à fortuna que sua família possuía. Nesta época, a litografia era muito popular na França, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentou obter através da câmera escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa. Recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmera escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico. Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens positivas que pudessem ser utilizadas como placa de impressão, determinou-se a realizar novas tentativas.
Após alguns anos, Niépce recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judeia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na matéria a consideram como “a primeira fotografia permanente do mundo”. Esse processo foi batizado por Niépce como heliografia, gravura com a luz solar.
Em 1827, Niépce foi a Kew, perto de Londres, visitar Claude, levando consigo várias heliografias. Lá conheceu Francis Bauer, pintor botânico que de pronto reconheceu a importância do invento. Aconselhado a informar ao Rei Jorge IV e à Royal Society sobre o trabalho, Niépce, cauteloso, não descreve o processo completo, levando a Royal Society a não reconhecer o invento. De volta para a França, deixa com Bauer suas heliografias do Cardeal d’Amboise e da primeira fotografia de 1826.
Em 1829 substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho, e escurece as sombras com vapor de iodo. Este processo foi detalhado no contrato de sociedade com Daguerre, que com estas informações pode descobrir em 1831 a sensibilidade da prata iodizada à luz. Niépce morreu em 1833 deixando sua obra nas mãos de Daguerre.

13.533 – Adeus ao Pergaminho – A Invenção da Imprensa


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Do mesmo modo que a invenção do telescópio por Galileu Galileu, no século XVII, revolucionou a astronomia, a invenção da máquina de impressão em tipos móveis, mais conhecida como imprensa, pelo alemão Johannes Gutenberg, no século XV, provocou uma enorme revolução na modernidade: o processo de aceleração da produção de livros. Após a invenção da imprensa, imprimir e compor livros deixaram de ser práticas manuais e artesanais e tornaram-se uma produção em série mecanizada.
Gutenberg desenvolveu o seu invento por volta do ano de 1430. A máquina de imprensa de Gutenberg contava com uma prancha onde eram dispostos os tipos, ou caracteres, móveis. Esses tipos móveis nada mais eram que símbolos gráficos (letras, números, pontos etc.) moldados em chumbo. Um só molde desses tipos, alimentado com tinta, poderia imprimir inúmeras cópias de um mesmo texto em questão de horas. Se na elaboração manual dos livros (que eram chamados de códex, ou códice), o tempo gasto era enorme; com a imprensa, esse tempo foi amplamente reduzido.
No início do século XVI, os efeitos provocados pela imprensa de Gutenberg já eram perceptíveis nos principados alemães, sobretudo quando, por meio da imprensa, houve a popularização dos panfletos críticos do reformista Martinho Lutero. A Reforma Protestante deflagrada por Lutero em 1517 passou a ter uma grande recepção entre a população letrada da Alemanha, em virtude da circulação das teses e dos panfletos impressos. Posteriormente, uma contribuição ainda maior de Lutero para a história da leitura estaria de “mãos dadas” com a imprensa de Gutenberg: a tradução da Bíblia do latim para o alemão.
Com a Bíblia traduzida para uma língua vulgar (no sentido de que não era clássica, como o latim), a demanda por sua leitura também se tornou grande, já que nem toda a população letrada do século XVI dominava o latim. O papel da impressão em tipos móveis foi decisivo para suprimir essa demanda no menor tempo possível. Do século XVI para cá, as máquinas de imprensa (ou impressão, como é mais comumente dito hoje) tornaram-se ainda mais sofisticadas, bem como o público leitor mais amplo, diversificado e sofisticado, o que gerou novas perguntas e novas problemáticas a respeito de se estamos ou não passando por uma nova revolução no campo da leitura, como bem sugere o historiador francês Roger Chartier:

“A revolução do nosso presente é, com toda certeza, mais que a de Gutenberg. Ela não modifica apenas a técnica de reprodução do texto, mas também as próprias estruturas e formas do suporte que o comunica a seus leitores. O livro impresso tem sido, até hoje, o herdeiro do manuscrito: quanto à organização em cadernos, à hierarquia dos formatos, do libro da banco ao libellus; quanto, também, aos subsídios à leitura: concordâncias, índices, sumários etc. Com o monitor, que vem substituir o códice, a mudança é mais radical, posto que são os modos de organização, de estruturação, de consulta do suporte do escrito que se acham modificados. Uma revolução desse porte necessita, portanto, outros termos de comparação.”

13.506 – Inventor do Bina morre aos 77 anos


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O engenheiro eletrotécnico Nélio José Nicolai, inventor do sistema identificador de chamadas por telefone mais conhecido como Bina, morreu na quarta-feira, 11 de outubro de 2017, em Brasília, aos 77 anos. Nicolai apresentou complicações pulmonares enquanto estava se recuperando de um AVC (acidente vascular-cerebral).
Além do Bina, invento pelo qual ele brigou na justiça por mais de 20 anos pelo reconhecimento de direito de uso, o engenheiro tem 41 produtos INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).
icolai detalhou algumas das dezenas de tecnologias que inventou. Um dos exemplos é o sistema de mensagem instantânea de movimentação de cartão de crédito e débito, atualmente usado por bancos e empresas de pagamento.
“Apresentei isto ao Bradesco e Unibanco em 1992, época que registrei a carta patente, mas eles lançaram o serviço sem falar comigo. Hoje o mundo inteiro está usando e as companhias me disseram que eu devo recorrer à justiça”, comentou.
Segundo Nicolai, o mesmo ocorreu com o telefone fixo celular. Em 2004, ele registrou sua ideia no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), assim como fez com todas suas invenções, mas, as operadoras como a Tim, Claro e Vivo passaram a oferecer o serviço de telefone residencial com as mesmas características do celular, a partir de 2010. Outras tecnologias que o mineiro afirma ter inventado são o ‘Salto’, aviso sonoro que indica que a pessoa está recebendo outra chamada, e o ‘Bina Lo’, que registra chamadas perdidas.
“A patente é um patrimônio do país e não das empresas. Elas estão roubando isto do povo. O INPI que decide se a patente é válida e isso não pode mudar. Um juiz não pode contestar o que o instituto faz e uma empresa não pode ignorar uma carta patente”, comentou relembrando o caso do Bina, em que ele assinou contratos de licença de exploração da patente com a Ericsson, mas afirma não ter tido o devido reconhecimento.

13.209 – Inventos – Video Game, um sub produto da Guerra Fria


guerra tecnologica
A historia dos Vídeo Games remonta a Guerra Fria , um período em que havia grande tensão entre EUA e União Soviética. E cientistas nem pensavam em dispositivos para entretenimento porque a ideia de apertar um botão naquela época era muito diferente da nossa. Hoje qualquer pessoa aperta botoes todos os dias, mas na Guerra Fria botoes eram relacionados a guerra nuclear eminente.
Nos EUA enquanto o governo investia mais e mais para se preparar para a guerra, em 1958 ,um cientista chamado William Higinbotham que ajudou a construir a primeira bomba atômica inventou a primeira experiencia de entretenimento virtual, o “tênis para dois”. Ele surgiu porque o grupo de cientistas do governo competiam entre si, para saber quem inventava o aparelho mais legal, todos os finais de semana, e William teve a ideia de transformar um osciloscópio em um jogo de tênis por mais que o equipamento fosse extremamente caro.
Com o avanço da guerra, com a ida de Yuri Gagarin na primeira viagem tripulada na corrida espacial, o assunto dominava as manchetes e a sociedade. E isso influenciou Steve Russell ,um especialista do MIT que criou sua própria guerra espacial, alem de super inteligente, Steve lia muitas historias em quadrinhos de ficção. Então apos ter a ideia , começou a aprender a dominar o computador PDP1, que na época custava 120 mil dólares e era considerado um micro computador, tendo o tamanho de uma geladeira. O “avançado” computador fazia digitação e contas de calculadora. Mas Steve decidiu modifica-lo e transformou em um jogo de duas naves espaciais, em que uma jogava misseis na outra para explodi-la. O jogo foi considerado uma expressão direta da corrida espacial. Foi o jogo de computador mais popular por 2 anos, afinal era o único que existia. O jogo se espalhou quando esteve publicou a combinação de códigos que usou, então qualquer lugar que tivesse um PDP1 podia transforma-lo em um jogo. No começo esses sistemas eram controlados por botoes em uma caixa de controle gigante, mas aeromodelistas mais tarde ,usando pecas de um telefone inventaram o Joystick, do mesmo modelo do Atari.
Na década de 60 ,chamavam a TV de maquina da dor ,porque mostrava imagens da guerra na Coreia e Vietnam . E isso gerava milhares de protestos contra as ofensivas de Kennedy. Na década de 70 a TV era fria, uma fonte de noticias ruins, e todo essas situação com as imagens horríveis de guerra que os noticiários exibiam ,tornaram o vídeo game uma mídia atraente para o publico. E quem mudou o cenário foi um dos maiores inventores de vídeo games, Ralph Baer, que criou o primeiro console caseiro e portátil O Magnavox Odissey. Ralph foi o primeiro a perceber que nos EUA existiam cerca de 42 milhões de TVs que sintonizavam 2 canais e não serviam para nada.
Poucos sabem que ele fugiu da Alemanha e se alistou para lutar com o exercito americano, onde desenvolveu sua paixão por tecnologia, e quando trabalhou na Normandia com a equipe de americana de defesa, transformou a Purpose Box(caixa de defesa para misseis) em um protótipo do Magnavox. Desde o inicio, o vídeo game dependia das forcas armadas, pois o exercito foi o primeiro a investir em tecnologia, e todos os primeiros grandes inventores trabalhavam para o exercito.

Magnavox-Odyssey-Console-Set

13.177 – Aviação Comercial – Quem manda no céu hoje


aviaçao
Voos comerciais movimentam centenas de bilhões de dólares todos os anos. Segundo estimativas da IATA, a Associação de Transporte Aéreo Internacional, esse mercado atingiu receitas de US$ 742 bilhões em 2015, e estima-se um fluxo de 3,8 bilhões de passageiros para este ano, distribuídos em 54 mil rotas. Mas quem são os reis do pedaço hoje? Quem manda no céu?
Como não seria de se surpreender, as empresas aéreas dos EUA ocupam as primeiras colocações nos rankings do setor, tanto por receita como em número de passageiros transportados e de aviões, seguidas por tradicionais nomes europeus.
A atual líder, tanto em receita como em tamanho da frota, é a American Airlines. Fundada na década de 1930, ela conta hoje com quase 1.500 aviões, faturamento anual superior a US$ 40 bilhões e mais de 500 mil passageiros transportados diariamente. É seguida de perto pela Delta e pela United Airlines, com receitas também próximas de US$ 40 bilhões e frotas que superam mil aeronaves. Parcela significativa das posições de liderança das três americanas advém de seu próprio mercado doméstico – o maior em todo o planeta -, mas não só isso. Seu poder também é fruto de um processo de sucessivas fusões e aquisições, uma característica mantida por décadas na aviação comercial. Coisa mais normal do mundo é uma companhia aérea engolir a outra, ou duas delas se fundirem para fortalecer sua posição no mercado.
Esse mesmo processo de fusões também moldou as superpotências europeias do ar, consolidando as aéreas em três companhias principais. Em 2004, a Air France se fundiu com a holandesa KLM, resultando em um conglomerado com mais de 500 aeronaves que voam a 320 destinos em 114 países. Um ano mais tarde, a Lufthansa, da Alemanha, se associou com a suíça Swiss, atingindo receitas anuais superiores a 30 bilhões de euros e uma frota de mais de 600 aviões – o que a posiciona hoje como a maior aérea europeia. A consolidação teve mais um capítulo em 2010, com a fusão da britânica British Airways com a Iberia, da Espanha, resultando numa empresa com cerca de 520 aviões e faturamento próximo de US$ 25 bilhões

Alianças aéreas
Quando não dá para fundir ou simplesmente comprar, o negócio é se emparceirar. A partir do final da década de 1990, buscando reduzir custos, aprimorar os serviços e ampliar as opções de voos e conexões para os passageiros, as principais companhias aéreas do mundo formaram alianças aéreas.
A mais antiga delas, a Star Alliance, foi fundada em 1997 e conta com 28 membros de todos os continentes, inclusive a brasileira Avianca, que aderiu em julho de 2015. Seus membros fundadores foram Air Canada, Lufthansa, Scandinavian Airlines (SAS), Thai Airways e United Airlines. Com isso, você pode comprar um bilhete no site da Lufthansa, por exemplo, para voar até a Suécia, fazendo a última perna do voo pela Scandinavian, e pegando suas malas só em Estocolmo.
Antes, Varig e TAM já fizeram parte do grupo. Com a fusão da TAM com a chilena LAN, a companhia migrou em 2014 para a Oneworld, que também reúne outros nomes de peso, como a American Airlines, British Airways, Japan Airlines e Qatar.
A lista tríplice das principais alianças é completada pela SkyTeam, fundada em 2000 por Aeroméxico, Air France, Delta Air Lines e Korean Air, e que hoje reúne 20 companhias aéreas, nenhuma delas brasileira.

A ascensão do Golfo Pérsico
O domínio dos céus por tradicionais nomes americanos e europeus prevaleceu por décadas, mas já começa a dar sinais de encolhimento. Uma nova luz, ao que parece, brilha no Oriente, com o aumento da concorrência representada pelas companhias aéreas do Golfo Pérsico, até pouco tempo desconhecidas por grande parte dos viajantes.
A maior delas, a Emirates Airlines, de Dubai, existe desde 1985, mas foi a partir da década de 2000 que entrou em fase de forte expansão internacional, voando para mais de 150 destinos em cerca de 80 países ao redor do mundo. Hoje, reúne uma frota de mais de 230 aeronaves, a maioria delas de grande porte, como o Airbus A380 – o maior avião de passageiros, e o Boeing 777, de longo alcance.
A Qatar Airways, com sede em Doha, voa para mais de 80 destinos nas Américas, Europa, Oriente Médio, África e Ásia, dispondo de uma moderna frota de cerca de 160 aeronaves, composta por Airbus A380 e A350, Boeing 777 e 787, entre outros.
A Emirates e a Qatar Airways são seguidas pela Etihad Airways, de Abu Dhabi, a mais jovem e de menor porte dentre as três, fundada em 2003 e com uma frota aproximada de 115 aviões, com predominância de Airbus A330 e Boeing 777. Todas as três voam para o Brasil, e por aqui buscam passageiros – não só os que queiram fazer turismo em seus países sede, mas principalmente os interessados em destinos do outro lado do mundo, como Japão, China e Sudeste Asiático.

Apostando em luxo e alta tecnologia, companhias do Oriente Médio ganham espaço

Além de uma eficiente estratégia de conexões centralizadas em aeroportos no Oriente Médio – uma vantagem geográfica para voos de longa duração entre o Ocidente e o Oriente -, as três companhias têm em comum um serviço de bordo acima do padrão das companhias ocidentais, mesmo para voos em classe econômica. A bordo dos Airbus A380 e Boeing 777 da Emirates, passageiros da primeira classe contam com diversas regalias quase inacreditáveis. E nada disso afeta os ganhos da companhia, muito pelo contrário. Em maio, a Emirates anunciou o seu 28º ano consecutivo com lucros, atingindo a cifra de US$ 2 bilhões. “A performance da companhia é a comprovação do sucesso de nosso modelo de negócio e estratégias”, disse o xeique Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente da Emirates.
O sucesso das aéreas árabes, porém, não é imune a críticas de seus concorrentes, principalmente dos Estados Unidos e da Europa, que alegam concorrência desleal. “O ponto são os US$ 42 bilhões em subsídios e outras vantagens injustas que o Qatar e os Emirados Árabes Unidos ofereceram às suas companhias estatais”, sintetizou Jill Zuckman, porta-voz do Partnership for Open and Fair Skies, ativo grupo de lobby norte-americano criado por American, Delta e United. A entidade afirma que as aéreas do Golfo recebem empréstimos e incentivos de seus governos, gerando desequilíbrios no mercado – o que é prontamente negado pelos árabes. De todo modo, a briga para os próximos anos promete ser boa, e quem ganha é o passageiro.

13.162 – Museu do Coumputador – Micro Computador Expert MSX da Gradiente


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MSX foi o nome dado a uma arquitetura de microcomputadores pessoais criada no Japão em 1983, apresentada em 27 de junho do mesmo ano, e que definia um padrão para os desenvolvedores de hardware. Foi desenvolvido por Kazuhiko Nishi, vice-presidente da ASCII Corporation, empresa japonesa que era representante da Microsoft no Japão até 1986. Dessa forma, várias empresas de eletroeletrônicos poderiam produzir seus computadores, manter um mínimo de compatibilidade entre eles, e ainda assim diferenciá-los, adicionando recursos novos. Mas a compatibilidade com outros micros do padrão MSX seria mantida.
O significado da sigla é controverso. Faz parte da lenda que seu nome significa “MicroSoft eXtended”, visto que a Microsoft participou do desenvolvimento do micro, fazendo o BIOS, o interpretador BASIC (o MSX-BASIC, gravado em ROM) e o MSX-DOS 1. Em 2001, em visita a um encontro de usuários na Holanda (Países Baixos), Nishi afirmou numa palestra que MSX significa “Machine with Software eXchangeability”. Em outra conversa, o próprio criador afirmou que o nome significava naquela época Matsushita Sony X-power, visto que a Matsushita (National e Panasonic) e a Sony eram as empresas que mais apoiavam o padrão.
O padrão MSX fez sucesso na década de 1980 tanto no Brasil como no mundo (Japão, Países Baixos, Inglaterra, Coreia do Sul, Argentina, Rússia, Arábia Saudita, entre outros).
Muitos de seus usuários costumavam usá-lo apenas como um videogame de luxo, estereótipo este uma consequência da grande qualidade dos jogos disponíveis. Eles eram distribuídos por empresas como a Konami, Compile e outras, que se aproveitaram da capacidade gráfica e de som do MSX para produzir jogos muito mais atraentes que os encontrados nos videogames da época. Ainda assim serviu como base de estudo para muitos estudantes de informática e engenharia eletrônica, que desenvolveram nele projetos variados.
Expert XP-800
Este equipamento, lançado em 1985, foi claramente inspirado em outro MSX, o National CF-3000. O Expert contava com o teclado separado do gabinete. Entre seus periféricos estavam presentes o gravador de fita cassete, o monitor monocromático e um modem. Posteriormente foi lançada uma nova versão, a 1.1, com correções no teclado (acentuação), e tornou-se a mais popular de todas.
Uma nova versão, o Expert Plus (GPC-1), na cor preta, foi lançada em 1989, junto com o cartão de 80 colunas. No mesmo ano foi lançado também o Expert DD Plus, com um drive de disquete de 3 1/2 embutido no canto do gabinete. Apesar dos avanços, o Expert Plus/DD-Plus teve problemas de compatibilidade, mais pela falta de informação dos produtores de loaders de jogos, que não sabiam como carregar corretamente os seus jogos (apenas usando as páginas de RAM já comuns do Expert 1.1 e do Hotbit).
Haveria uma nova geração, com o VDP Yamaha V9978, mas o projeto foi cancelado, pois a única empresa que ainda fabricava equipamentos MSX (Panasonic) deixava a plataforma para se dedicar ao console de video-games 3DO Interactive Multiplayer. A Yamaha lançou um chip chamado Yamaha V9990, considerado uma variação do V9978, sendo utilizado no cartucho Graphics 9000.
Enquanto na Europa e Japão as versões se sucediam, no Brasil ficou-se estagnado na primeira versão do sistema. Contudo no final da década de 1980 surgiram kits de transformação para MSX 2.0 e MSX 2+, que ampliavam a memória para 256 KB e a VRAM para 128KB, além de algumas outras melhoras no sistema.
Ao longo do tempo surgiram diversos periféricos para MSX, ou adaptados para o MSX. No Brasil lançaram drives de 5 1/4 externos (360kB de capacidade) e posteriormente drives de 3 1/2 (720 kB de capacidade), expansões de memória (MegaRAM, MegaROM e memory maper), joysticks, expansores de slot e até mouses. Fora do Brasil lançaram CD-ROMs, tabletas gráficas, unidades digitalizadoras, mouses, teclados musicais, cartuchos que ampliavam a capacidade de áudio (MSX-Music, MSX-Audio, MoonSound), etc, para MSX.
O sistema foi descontinuado no final de 1993 pela Panasonic, que fabricava o Turbo-R.

13.154 – Por que tantos zíperes têm a inscrição YKK?


ziper
A sigla é para Yoshida Kogyo Kabushikikaisha, algo como “Companhia Manufatureira Yoshida” em japonês.
O negócio bombou porque o fundador, seu Yoshida, criou máquinas exclusivas que turbinaram a produção. A YKK fabrica metade dos zíperes do mundo: 7,2 bilhões por ano.
Outros quase monopólios
LUXOTTICA
Fabrica Ray-ban, Oakley e 80% dos óculos de sol.
AB INBEV
Faz cinco das dez cervejas mais vendidas no mundo.
SHIMANO
Domina 50% do mercado mundial de peças de bike.

13.137 – Mega Biografia – Joseph Nicéphore Niépce


Joseph_Nicéphore_Niépce
Ele também era de 7 de Março
7 de março de 1765 — Saint-Loup-de-Varennes, 5 de julho de 1833) foi um inventor francês responsável por uma das primeiras fotografias.
Em 1793, enquanto servia como oficial do exército francês, Niépce tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari. Aos 40 anos, Niépce retirou-se do exército francês para se dedicar a inventos técnicos, graças à fortuna que sua família possuía. Nesta época, a litografia era muito popular na França, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentou obter através da câmera escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa. Recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmera escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico. Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens positivas que pudessem ser utilizadas como placa de impressão, determinou-se a realizar novas tentativas.
Após alguns anos, Niépce recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judeia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na matéria a consideram como “a primeira fotografia permanente do mundo”. Esse processo foi batizado por Niépce como heliografia, gravura com a luz solar.
Em 1827, Niépce foi a Kew, perto de Londres, visitar Claude, levando consigo várias heliografias. Lá conheceu Francis Bauer, pintor botânico que de pronto reconheceu a importância do invento. Aconselhado a informar ao Rei Jorge IV e à Royal Society sobre o trabalho, Niépce, cauteloso, não descreve o processo completo, levando a Royal Society a não reconhecer o invento. De volta para a França, deixa com Bauer suas heliografias do Cardeal d’Amboise e da primeira fotografia de 1826.
Em 1829 substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho, e escurece as sombras com vapor de iodo. Este processo foi detalhado no contrato de sociedade com Daguerre, que com estas informações pode descobrir em 1831 a sensibilidade da prata iodizada à luz. Niépce morreu em 1833 deixando sua obra nas mãos de Daguerre.

12.936 – Brasileiro cria braço mecânico com sucata após ser amputado com choque


A vida de José Arivelton Ribeiro nunca mais foi a mesma depois de 5 de setembro de 2012. Naquele dia, a energia da lojinha de eletrônicos da família, em Fortaleza, foi cortada por falta de pagamento.
Como ninguém sabia quando a luz iria voltar, Arivelton decidiu retirar a antena de TV da loja para usá-la em casa. Pendurou-se na janela, no segundo andar, e cometeu um erro quase fatal.
Por descuido, a antena tocou um fio de alta tensão. A descarga de 18 mil volts arremessou Arivelton para dentro da sala, e chegou a derrubar a iluminação dos postes da região.
O choque feriu o pescoço e a língua de Arivelton, e também comprometeu o braço direito, que precisou ser amputado na altura do antebraço. Seria mais um obstáculo na vida desse cearense de 48 anos, que nasceu surdo e não aprendeu a falar. Mas rendeu uma bela história de dedicação.
Ari, como é conhecido, passa boa parte do dia enfurnado numa oficina de quintal. Em meio a peças recolhidas em depósitos e na cozinha da mãe, colocou na cabeça: irá construir a prótese mais barata existente, para devolver movimentos a si e a qualquer amputado como ele.
Em pouco tempo, ele produziu duas próteses do braço direito, uma mecânica e outra elétrica, e já trabalha na terceira, que deseja ser computadorizada. “Meu sonho é ajudar as pessoas”, diz Ari à BBC Brasil, sempre com ajuda da mãe na tradução.
O inventor autodidata, que se comunica por meio de sinais com a mão remanescente, construiu as próteses com peças descartáveis e partes de utensílios domésticos.
Sua primeira criação tem o antebraço em cano de PVC e tampa de panela; o punho é um bico de secador de cabelo; os dedos são canos de alumínio, acionados por elásticos de prender dinheiro; e a palma da mão exibe uma borracha, para garantir aderência ao segurar objetos.
Bastou um mês de trabalho, ainda no ano do acidente. Ao todo, Ari investiu R$ 400, até 20 vezes menos do que uma prótese similar no mercado. A inspiração veio em vídeos na internet. O braço, porém, não é fixo, como a maioria das próteses mecânicas. O punho é flexível e ele aciona os dedos com movimentos no ombro esquerdo. Era a independência que o inventor buscava.
Na escala evolutiva das próteses de braços, o degrau seguinte de uma mecânica é a elétrica. Nela, o movimento dos dedos é acionado por uma bateria, com comandos feitos com a outra mão ou por meio de eletrodos que captam os impulsos dos nervos na região da amputação.
O inventor leu sobre isso em tutoriais na internet e decidiu fazer sua prótese elétrica. Em oito meses, o dispositivo estava pronto. Bem mais moderno que o primeiro.
O irmão o ensinou a usar serra e solda para moldar peças. Isso possibilitou uma flexibilidade ainda maior no punho e nos dedos da prótese. O inventor, contudo, não gostou do resultado final: os materiais não eram ideais e o braço ficou com 4 kg, o dobro de um modelo com funções similares.
Agora, Ari está trabalhando em uma prótese semelhante à segunda, porém mais leve. Tanto a segunda quanto a terceira deverão custar menos de R$ 2.000, até 15 vezes mais baratas do que uma convencional nesse patamar.
O pai de Ari, José Auri Ribeiro, comandou durante mais de três décadas a Eletrônica O Louro, a cem metros de casa. O mais velho dos cinco filhos começou a trabalhar aos sete anos, e logo herdou a habilidade no conserto de televisores. Até que o pupilo superou o mestre. “Ele ficou muito melhor do que eu”, afirma Auri, eletrônico de 72 anos.
Aquele final da tarde de setembro de 2012, data que a família não esquece, sumiu da memória de Ari. “Eu apaguei. Não me lembro de nada.” Sorte que ele estava acompanhado da mãe, técnica de enfermagem. “Fiz massagem cardíaca e respiração, então o coração voltou a bater”, relembra Socorro.
Ari foi socorrido de carro a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde esperou por cinco horas. A alternativa, conta a mãe, foi atendê-lo numa ambulância, e depois transferi-lo a um hospital no centro da cidade, a 10 km de distância.
Ari mora com a mãe e a filha Sara, numa casa simples no bairro boêmio da Varjota. Conheceu a mulher, Zenaide, também surda, na escola para pessoas com deficiência auditiva. Mas ela partiu cedo, aos 34 anos, em 1998, vítima de câncer de mama.
O cearense nasceu com perda total da audição, limitação constatada quando ainda era bebê. Ao longo da infância e da juventude, aulas de Libras (Língua Brasileira de Sinais), no Instituto Cearense de Educação de Surdos, minimizaram dificuldades de comunicação com os pais e os irmãos.
Porém, a condição financeira prejudicou o desenvolvimento da fala, o que talvez fosse possível através de fonoaudiologia. “Como nunca ouviu, ele não consegue fazer nenhum som”, explica a filha, Sara Ribeiro, universitária de 24 anos.
Os pais de Ari se separaram pouco antes do acidente –hoje Auri mora em Fortim (a 135 km de Fortaleza). Socorro se divide com a neta, e também com o filho Rusivelton, no suporte ao filho mais velho. Essa atenção é importante, sobretudo para “controlar” o ímpeto criativo de Ari.

12.669 – EUA começam a definir regras para a fabricação de armas inteligentes


arma inteligente
Os Estados Unidos começaram a definir uma série de orientações que as fabricantes deverão seguir para que os produtos satisfaçam as exigências dos órgãos legais. As especificações técnicas dizem a respeito, por enquanto, apenas das “pistolas inteligentes”.
A maior diferença entre uma arma normal e uma arma inteligente é a adição de um dispositivo de segurança. Ele impede o uso da arma por pessoas que não estejam autorizadas a usá-la.
Diversos requisitos ainda impedem as armas inteligentes de se tornarem realidade. A maior parte deles está ligada diretamente ao mecanismo de segurança. As orientações pedem que a arma seja programada para que mais de uma pessoa possa utilizá-la e o acessório não poderá alterar o funcionamento da pistola e nem a deixar mais lenta ou menos prática.
Além disso, a interferência magnética não poderá desabilitar o mecanismo que irá funcionar com bateria. A pistola também deverá avisar o usuário quando a carga do recurso estiver baixa e possibilitar a recarga por eletricidade e também a troca da bateria de forma simples.
Dessa forma, o processo para a regularização ainda está em andamento. Em agosto, o National Institute of Justice (NIJ) irá avaliar e discutir as especificações propostas. Depois disso, o trabalho cabe aos Departamento de Justiça e ao Departamento de Segurança Nacional que irão revisar as orientações do documento para a publicação oficial que dará seguimento ao processo.

12.301 – Artista constrói máquina musical que funciona a base de 2 mil bolinhas de gude


Este é o ☻Mega Arquivo
Isso mesmo, bolinhas de gude. Como Molin explicou em entrevista à Wired, “existe toda uma subcultura em torno das bolinhas de gude”, o que o deixou interessado em engrenagens e equipamentos. A partir dos novos conhecimentos, o artista teve a ideia de criar uma máquina musical que utilizaria as bolinhas.
Ele separou dois meses para realizar o projeto – no fim precisou de outros doze para completá-lo. “É estranho como isso acontece. Quanto mais perto de finalizar você está, tudo fica mais devagar automaticamente, com exceção à avalanche de novos problemas que não estavam previstos”, escreveu Molin no site oficial da Wintergatan.
Com a conclusão do projeto, o artista gravou um vídeo em que demonstra o funcionamento da máquina. A produção foi postada nesta quarta-feira (2 de março) e já possui mais de meio milhão de visualizações no Youtube.
A máquina consegue ativar os sons de um baixo, vibrafone e bumbo, tudo com a ajuda de duas mil bolinhas de gude. As peças vão passando por túneis dentro do instrumento por meio dos quais produzem os sons. Molin fez o design das dimensões do aparelho em um software 3D e depois foi modelando as peças até chegar na forma final.

bolas d gude.gif

12.298 – Tecnologias inovadoras criadas por mulheres


Teste de urina para monitorar diabetes
O trabalho no campo da química realizado pela cientista norte-americana Helen Free, 93, revolucionou os exames para diagnosticar doenças e detectar gravidez.
Free desenvolveu com seu marido, Alfred, as tiras que são usadas em todo o mundo para monitorar a diabetes ao revelar a presença de glicose na urina do paciente.
Dotadas de substâncias químicas, essas tiras de alguns milímetros de largura apresentam uma reação ao entrar em contato com compostos presentes na urina.
Nascida em 1923, a pesquisadora lançou seu invento no mercado com o nome de Clinistix, uma tecnologia que representou um grande avanço em testes rápidos e eficazes não só de urina, como também de sangue.

Medicamento contra leucemia
Segundo o Salão da Fama dos Inventores dos Estados Unidos, a americana Gertrude B. Ellion (1918-1999), nascida em uma família de imigrantes lituanos, inventou o medicamento contra leucemia conhecido como 6-mercaptopurina e inovações farmacêuticas que facilitaram o transplante de rim.
Suas pesquisas também levaram ao desenvolvimento de outro fármaco, a 6-tioguanina.
“A expansão de sua pesquisa a conduziu ao Imuran, um derivado da 6-mercatopurina que impedia a rejeição pelo corpo de tecidos externos. Usado com outros medicamentos, o Imuran permitiu os transplantes renais entre pessoas que não eram parentes”, destaca o Salão da Fama de Inventores.
Ellion também liderou a equipe que desenvolveu medicamentos para tratar gota e um antiviral para combater infecções causadas pelo vírus da herpes.
Em 1988, o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina foi concedido a ela, James W. Black e George H. Hitchings “por suas descobertas sobre princípios-chave de tratamentos a base de medicamentos”.
“Por casualidade, conheci um químico que buscava um assistente de laboratório. Ainda que não pudesse me pagar um salário nesta época, decidi que a experiência valia a pena”, disse a cientista em um texto autobiográfico publicado no site do prêmio Nobel.
“Fiquei ali um ano e meio, e finalmente passei a ganhar o incrível montante de US$ 20 (em valores atuais, US$ 338, ou R$ 1278) por semana. Já havia economizado um pouco de dinheiro e, com a ajuda de meus pais, entrei na escola de pós-graduação da Universidade de Nova York no outono de 1939. Era a única mulher na classe de química, mas ninguém parecia se importar.”

Máquina para fazer sacolas de papel
Dona de 26 patentes, concedidas entre 1870 e 1915, a americana Margaret Knight (1838-1914) entrou para a história por ter inventado uma máquina para fabricar sacolas de papel de fundo plano.
“A invenção revolucionou a indústria de sacolas de papel ao substituir o trabalho de 30 pessoas pelo de uma única máquina”, diz o Salão da Fama dos Inventores dos Estados Unidos.
De forma automática, a máquina cortava o papel, dobrava e unia suas partes para criar a sacola. “Antes de sua invenção, as sacolas de fundo plano só podiam ser feitas manualmente e com um alto custo.”
Seu invento foi usado em todo o mundo e permitiu a produção em massa desse tipo de sacola. Uma variação de sua máquina ainda era usada no fim do século 20.

Fralda descartável
Em 1951, foi concedida à arquiteta nascida nos Estados Unidos Marion Donovan (1917-1998) a patente de uma cobertura impermeável para fraldas, o que fez com que ficasse reconhecida mundialmente como a “mãe das fraldas descartáveis”.
Quando ela faleceu, o jornal “The New York Times” escreveu em seu obituário: “Tinha 81 anos e havia ajudado a encabeçar uma revolução industrial e doméstica ao inventar o precursor da fralda descartável”.
“Motivada pela tarefa frustrante e repetitiva de trocar as fraldas de pano sujas, a roupa e os lençóis de seu filho, Donovan criar uma capa para a fralda que permitia manter seu bebê seco”, conta o Salão da Fama de Inventores dos Estados Unidos.
“Diferentemente de outros produtos no mercado, o seu foi feito com uma tela que permitia que a pele do bebê respirasse e também incluía botões em vez de alfinetes.”
Donovan batizou seu invento como “Boater”, mas, num primeiro momento, ele foi recusado por fabricantes. Por essa razão, ela começou a comercializar a capa por conta própria e, após receber a patente, a vendeu para uma companhia por US$ 1 milhão, em valores da época.
Anos depois, o engenheiro industrial Victor Mills, da Procter & Gamble, lideraria a equipe que fez a primeira fralda descartável como a conhecemos hoje.

Sinalizadores marítimos
“Em uma época em que as mulheres pareciam não fazer nada além de arrumar a casa e criar os filhos, Martha Coston estava ocupada salvando vidas ao aperfeiçoar os sinalizadores marítimos noturnos”, destaca o livro “As Invenções de Martha Coston”, de Holly Cefrey.
Coston (1826-1904) desenvolveu um sistema de luzes pirotécnicas vermelhas, brancas e verdes com base em esboços deixados por seu marido antes de ele morrer, para que os barcos pudessem se comunicar entre si e com o pessoal em terra em meio à escuridão e a grandes distâncias.
Ela passou dez anos desenvolvendo a tecnologia antes de patenteá-la e a vendeu para a Marinha dos EUA. “O sistema deu uma vantagem decisiva à União na Guerra Civil, e a empresa Coston, fundada para produzir os sinalizadores, operou até o fim do século 20”, explica o Salão da Fama de Inventores dos Estados Unidos.
“O sistema de códigos e sinalização foi usado pelo serviço de emergência e o serviço meteorológico dos Estados Unidos, instituições militares na Inglaterra, França, Holanda, Itália, Áustria, Dinamarca e Brasil, navios mercantes e iates privados.”

12.169 – Mega Techs – Novo material pode armazenar luz solar durante o dia e liberar calor durante a noite


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Um novo tipo de material pode fazer exatamente isso: armazenar a energia solar quando ela está em abundância, e liberá-la na forma de calor, mais tarde, conforme necessário.
A película de polímero transparente desenvolvida por uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA foi divulgada na Advanced Energy Materials e pode ser aplicada a muitas superfícies, incluindo vidro e roupas.
Imagine uma jaqueta com sistema de aquecimento, ou um sistema de para-brisas que queime o gelo do carro pela manhã (um problema em países que nevam) com a energia acumulada no dia anterior. “Este trabalho apresenta uma maneira emocionante de captação de energia simultânea e armazenamento em um único material. A abordagem é inovadora”, disse Ted Sargent, da Universidade de Toronto, no Canadá, que não estava envolvido na pesquisa.
Muitas iniciativas de armazenamento de energia solar se concentram na conversão da energia em eletricidade, economizando a eletricidade para uso posterior. A nova abordagem faz outro caminho. Ela usa uma reação química que produz calor, em vez de energia. Desta forma, a energia pode ser mantida indefinidamente em “uma configuração molecular estável”, até que esteja pronta para ser implantada, explicaram os pesquisadores.
A chave para o processo é uma molécula que pode manter-se estável em uma das duas configurações. A luz solar incidente pode ser armazenada em outra forma, como luz, calor ou eletricidade, é, ao devolvê-la ao seu estado original, desprende temperatura.
Estes combustíveis solares térmicos (STF) já foram desenvolvidos antes, mas este novo método constitui a primeira utilização do material em estado sólido (neste caso, um polímero), em vez de um líquido, podendo fazer toda a diferença em termos de como ele pode ser usado. Além do mais, ele é baseado em materiais de baixo custo.
Os pesquisadores continuam trabalhando no ajuste da fórmula existente com o objetivo de remover a ligeira coloração amarelada que o polímero tem, atualmente, e impulsionar o aumento do nível de calor de 10°C a até 20°C. Um dos primeiros usos práticos poderia ser em carros elétricos, que podem sofrer redução de potência no frio, devido à energia extra necessária para o aquecimento.

12.164 – Paraquedismo – Saltando com Da Vinci


p quedas da vinci
O primeiro projeto conhecido de um pára-quedas foi rabiscado em 1485 pelo pintor e inventor italiano Leonardo da Vinci, no canto de um caderno de anotações. Ninguém acreditou que ele funcionasse até o inglês Adrian Nicholas tirar a prova dos nove saltando de um balão a 3 000 metros de altitude, em Mpumalanga, na África do Sul. O artefato é preso numa engenhoca de madeira, de 85 quilos, coberta por um pano grosso. Compare com um pára-quedas moderno, que pesa 1 quilo, e você terá uma ideia da ousadia. Nicholas está acostumado a saltar, é verdade, pois é considerado um dos maiores skydivers do mundo, detentor do recorde mundial de queda livre, com duração de 5 minutos. Mas até a engenheira que construiu o pára-quedas de Da Vinci, a sueca Katarina Ollikainem, duvidava da eficácia da coisa. “Ela achava que o pára-quedas poderia virar de lado por não ter uma abertura na parte superior para escoar parte do ar”.
Mas a descida acabou sendo mais suave e mais lenta do que a dos pára-quedas modernos. A comparação foi feita na hora porque dois pára-quedistas pularam junto com o inglês radical. Mas Nicholas também soube evitar o risco: depois de descer 2 400 metros em 7,5 minutos, desvencilhou-se da pirâmide de pano e usou um pára-quedas de verdade para aterrissar. Agora ele quer fazer o salto completo com a geringonça de Da Vinci. Mas não há pressa, diz ele. “Demorou cinco séculos para aparecer um bobo capaz de testar a idéia de um gênio”.

12.031 – Projeções – Existência de smartphone foi prevista há quase cem anos


smartphone velocidade
Apesar das muitas e úteis criações desse inventor visionário (principalmente no campo da engenharia elétrica), algumas de suas afirmações contundentes sobre o futuro da ciência e da humanidade fizeram com que muitos o considerassem um excêntrico, uma espécie de cientista louco. Hoje, à luz de um século de avanços tecnológicos, ainda podemos nos surpreender com várias das previsões acertadas de Nikola Tesla, que não teve seu reconhecimento na época.
Por exemplo, em 1926, durante uma entrevista realizada pelo jornalista John B. Kennedy para o programa de rádio The Collier Hour, Tesla antecipou o smartphone com uma precisão impressionante. Estas foram suas palavras: “Quando conseguirmos aplicar perfeitamente a tecnologia sem fio, a Terra se transformará em um cérebro gigante, e de fato o é, com todas as coisas atuando como partículas de um todo real e rítmico. Não apenas isso; por meio da televisão e da telefonia vamos poder nos ver e nos ouvir uns aos outros tão perfeitamente como se estivéssemos cara a cara, apesar de estarmos a quilômetros de distância; e os instrumentos, por meio dos quais poderemos fazer isso serão incrivelmente simples em comparação com nosso telefone atual. Um homem será capaz de levá-lo no bolso do seu casaco”.