13.103 – Física – O que é o movimento retilíneo variável?


Diferentemente do MRU, o movimento retilíneo uniformemente variado- também conhecido por MRUV-, demonstra que a velocidade varia uniformemente em razão ao tempo. O Movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV) pode ser definido como um movimento de um móvel em relação a um referencia ao longo de uma reta, na qual sua aceleração é sempre constante . Diz-se que a velocidade do móvel sofre variações iguais em intervalos de tempo iguais. No MRUV a aceleração média assim como sua aceleração instantânea são iguais.

mruv

Obs:A aceleração instantânea refere-se a um determinado intervalo de tempo “t” considerado, definida matematicamente por; α=limΔt->0=Δv/Δt. Para o estudo da cinemática no ensino médio não é especialmente necessária sabermos a conceituação matemática de aceleração instantânea,uma vez que envolve limites assim como diferenciais que só são vistos na maioria das vezes no ensino superior em relação aos cursos de exatas. Basta sabermos o cálculo da aceleração média pois ambas no MRUV são iguais como mencionado acima.

Função da velocidade determinada no MRUV
Para obtermos a função velocidade no MRUV devemos relembrar e aplicar o conceito de aceleração média.

αm=ΔV/Δt

Δv: Variação de velocidade
Δt: Variação de tempo
Vejamos o exemplo a seguir.

1) Um carro encontra-se parado em uma rodovia federal devido uma colisão de 2 veículos que estão impedindo o tráfego normal na pista. Imediatamente os 2 veículos são retirados da pista e a mesma é liberada. O condutor do carro que estava parado então acelera o carro (pisa no acelerador), depois de passados 5s o velocímetro do carro marca 30 km/h. Qual foi a aceleração média do carro?
αm=ΔV/Δt

30km/h=8,33m/s

αm=8,33-0/5

αm=1,66m/s2

Então, considerando como o exemplo acima o móvel com velocidade inicial v0 no instante t0=0s e num instante posterior adquire uma velocidade v num instante de tempo t, temos:

α=ΔV/Δt

α=V-Vo/t-to

Como t0=0s, segue

a=V-V0/t

Isolando V,

V=V0+at

Movimento acelerado e retardado
Movimento acelerado: tomemos como exemplo a função v=15+2t. Sabemos que sua velocidade inicial é v0=15m/s e a aceleração constante do movimento é igual a 2m/s2, podemos perceber que qualquer valor para t positivo ou igual a 0 (t≥0)a velocidade sempre será positiva,logo o movimento é acelerado.

Movimento retardado: tomemos como exemplo a função v=-6+2t. Sabemos que sua velocidade inicial é vo=-6m/s e sua aceleração constante é a=2m/s2,podemos perceber que para 0≤ t<3 o movimento é retardado, e para t=3 a velocidade do móvel se anula, assim sendo para t>3 o móvel muda de sentido passa de retardado para acelerado.

2) Exemplo

A velocidade de uma partícula varia de acordo com a função v=4+8t.Pede-se

a) A velocidade inicial da partícula
b) A aceleração da partícula
c) A velocidade da partícula no instante t=2s
d) A variação de velocidade nos 4 primeiros segundos
Resolução

a) Como V=vo+at ,temos v=4+8t ,então vo=4m/s

b) Sua aceleração é constante característica do MRUV,a=8m/s2

c) V=4+8.2=20m/s

d) V4= 4+8.4=36m/s ; Então ΔV= V4-V0=36-4=32m/s

Função Horária do MRUV
Sabendo-se que a aceleração no MRUV permanece constante podemos calcular a variação do espaço de um móvel no decorrer do tempo.

S=So+Vot+at2/2

A fórmula acima constitui uma função quadrática (2ºgrau).

3)Vejamos um exemplo rápido.

Determine a velocidade inicial o espaço inicial e a aceleração do móvel uma vez que o mesmo encontra-se em MRUV seguindo a função S=20-2t+t2

Resolução

Como S=So+Vot+at2/2,temos

So=20m

V0=-2m/s

a= 1×2=2m/s2

Equação de Torricelli
Se substituirmos a equação V=vo+at na equação S=So+Vot+at2/2, teremos a equação de Torricelli

V2=v02+2αΔs

4)Exemplo:

Um determinado veiculo em certo instante, possui uma velocidade de 20m/s. A partir deste instante o condutor do veiculo acelera seu carro constantemente em 4m/s2.Qual a velocidade que o automóvel terá após ter percorrido 130m.

Resolução:

Aplicando a equação de Torricelli, temos

V2=v02+2αΔs

V2=202+2.4.130

V2=400+1040

V2=1440

V=38m/s

13.102 – Biologia – O Papilomavírus


O HPV (papilomavírus humano), nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis, e de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer).

Transmissão do Papiloma Vírus Humano (HPV)
A transmissão se dá predominantemente por via sexual, mas existe a possibilidade de transmissão vertical (mãe/feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos que alberguem o HPV.

Diagnóstico
As características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos permitem que as lesões sejam mais facilmente reconhecíveis. Nas mulheres, porém, elas podem espalhar-se por todo o trato genital e alcançar o colo do útero, uma vez que, na maior parte dos casos, só são diagnosticáveis por exames especializados, como o de Papanicolaou (teste de rotina para controle ginecológico), a colposcopia e outros mais sofisticados como hibridização in situ, PCR (reação da cadeia de polimerase) e captura híbrida.

Sintomas
A infecção causada pelo HPV pode ser assintomática ou provocar o aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas. Se a alteração nos genitais for discreta, será percebida apenas através de exames específicos. Se forem mais graves, as células infectadas pelo vírus podem perder os controles naturais sobre o processo de multiplicação, invadir os tecidos vizinhos e formar um tumor maligno como o câncer do colo do útero e do pênis.

Tratamento
O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que estava infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, o tratamento pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional em casos de câncer instalado.

Recomendações
* Lembre-se que o uso do preservativo é medida indispensável de saúde e higiene não só contra a infecção pelo HPV, mas como prevenção para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis;

* Saiba que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;

* Vida sexual mais livre e multiplicidade de parceiros implicam eventuais riscos que exigem maiores cuidados preventivos;

* Informe seu parceiro/a se o resultado de seu exame para HPV for positivo. Ambos precisam de tratamento;

* Parto normal não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões genitais em atividade;

* Consulte regularmente o ginecologista e faça os exames prescritos a partir do início da vida sexual. Não se descuide. Diagnóstico e tratamento precoce sempre contam pontos a favor do paciente.

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13.101 – Linguística – De onde veio a Língua Portuguesa?


lingua-portuguesa
Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. Com as inúmeras migrações entre os continentes, a língua inicial existente acabou subdividida em cinco ramos: o helênico, de onde veio o idioma grego; o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico. O ramo eslavo, que é o quinto, deu origem a outras diversas línguas atualmente faladas na Europa Oriental.
O latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas formas: o latim clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe dominante (poetas, filósofos, senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada pelas pessoas do povo. O português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na península Ibérica pelos conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas modernas que provêm do latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o catalão, o castelhano e o galego-português, do qual resultou a língua portuguesa.
O domínio cultural e político dos romanos na península Ibérica impôs sua língua, que, entretanto, mesclou-se com os substratos linguísticos lá existentes, dando origem a vários dialetos, genericamente chamados romanços (do latim romanice, que significa “falar à maneira dos romanos”). Esses dialetos foram, com o tempo, modificando-se, até constituírem novas línguas. Quando os germânicos, e posteriormente os árabes, invadiram a Península, a língua sofreu algumas modificações, porém o idioma falado pelos invasores nunca conseguiu se estabelecer totalmente.
Somente no século XI, quando os cristãos expulsaram os árabes da península, o galego-português passou a ser falado e escrito na Lusitânia, onde também surgiram dialetos originados pelo contato do árabe com o latim. O galego-português, derivado do romanço, era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da Península, correspondendo aos atuais territórios da Galiza e de Portugal. Em meados do século XIV, evidenciaram-se os falares do sul, notadamente da região de Lisboa. Assim, as diferenças entre o galego e o português começaram a se acentuar. A consolidação de autonomia política, seguida da dilatação do império luso consagrou o português como língua oficial da nação. Enquanto isso, o galego se estabeleceu como uma língua variante do espanhol, que ainda é falada na Galícia, situada na região norte da Espanha.
As grandes navegações, a partir do século XV d.C. ampliaram os domínios de Portugal e levaram a Língua Portuguesa às novas terras da África (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), ilhas próximas da costa africana (Açores, Madeira), Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu), Oceania (Timor) e América (Brasil).

A Evolução da Língua Portuguesa

Destacam-se alguns períodos:

1) Fase Proto-histórica

Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade usada apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim tabeliônico).

2) Fase do Português Arcaico

Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:

a) do século XII ao XIV, com textos em galego-português;

b) do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.

3) Fase do Português Moderno

Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as características do português atual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática de Língua Portuguesa, a “Grammatica de Lingoagem Portuguesa”. Seu estilo baseava-se no conceito clássico de gramática, entendida como “arte de falar e escrever corretamente”.

13.100 – Biologia – Por que se livrar da poeira?


levantou-poeira
Poeira ou pó são uma quantidade de pequenas partículas de variadas origens, estruturas e composições, que se depositam a partir da suspensão pelo ar, causando sujeira em diversos objetos.

Algumas poeiras conhecidas:
Pó da casa, muitas vezes uma mistura de microfibras, pele morta, pequenas partículas e excremento de ácaros (ver também: Alergia)
Pólen das plantas
Poeira de farinha em padarias
Poeira de carvão e de pedra em minas
Poeira das construções, que surge na construção de casas ou na sua demolição.
Como poeiras finas denominam-se partículas de pó com um diâmetro inferior a 10 micrômetros (10 µm = 0.01 mm).
Se as partículas de pó são inferiores a 5 micrômetros de diâmetro, elas podem penetrar a membrana exterior dos pulmões. A maioria dessas partículas acumula-se então nos espaços disponíveis dentro dos pulmões. Desse modo prolonga-se o trajeto de difusão para o oxigênio, o que dificulta a respiração e provoca a falta de ar do paciente. A doença resultante chama-se de pneumoconiose, e é reconhecida geralmente como uma doença profissional típica dos mineradores.

O mesmo se pode dizer da doença denominada asbestose. No entanto, com a agravante de os filamentos ou microfibras de asbesto serem cancerígenos.
Farinha, pó da casa ou pólen podem provocar alergias.
Certas poeiras, quando distribuídas em grandes quantidades e constituídas de pós inflamáveis podem originar explosões por causa da sua grande superfície.

13.099 – Microbiologia – Conceitos Gerais


fungos

Fonte: USP

Microrganismo: Bactéria, fungo, protozoário, ovo de nematelminto ou platelminto (vermes), protozoário, cistos de protozoários, ácaro e congêneres e microalgas. Os vírus são agentes infecciosos que alguns autores não os consideram microrganismos, por não serem células completas, mas causam doenças. Neste contexto, incluem-se os fagos das bactérias, viroides das plantas e os príons (ex. o agente da “vaca louca” e outras doenças priônicas). Desta maneira, todos os agentes infecciosos devem ser considerados nos métodos de controle microbiológico.
O que é um “antimicrobiano”? O que você espera ele faça? Tente pensar sem continuar lendo e ter uma conclusão. Não importa qual foi, mas faça esta pergunta a você como estímulo.

Um agente antimicrobiano pode interferir de várias maneiras nos diferentes microrganismos. Portanto, muita atenção e verifique se o antimicrobiano é suficiente, ou não, ou até mesmo, desnecessário. As atividades: bactericida, esporocida*, fungicida, parasiticida, virucida significa “matar” ou “destruir” respectivamente bactérias, esporos bacterianos, fungos, parasitas e vírus. Por outro lado, se substituirmos o sufixo para stático, a atividade antimicrobiana terá uma diferença enorme. Estes microrganismos param sua multiplicação, mas não morrem. Considerando as bactérias como referência, temos que “as bactérias têm como objetivo a sua multiplicação”. No entanto, este objetivo pode ser “inibido” com um produto químico, ou equipamento com atividade bacteriostática, por exemplo. Assim, a multiplicação destas bactérias cessa sem matá-las. Se removermos o agente bacteriostático, as bactérias podem voltar a se multiplicar. Este procedimento é muito utilizado, pois é suficiente para atender diversas situações para o controle de microrganismos como, por exemplo, nos conservantes de alimentos, cosméticos, tintas, etc. Se o conservante perder função, ou se a bactéria for transportada deste lugar para um ambiente favorável, ela pode voltar a se multiplicar. Mas, dependendo do tipo de bactéria, do conservante e o seu tempo de ação e do ambiente, estas bactérias podem, por outro lado, exaurirem-se nutricionalmente a ponto de morrer.

Os bactericidas, ao contrário, “matam” ou “destroem” as bactérias, e estas perdem totalmente a capacidade de se multiplicarem, mesmo se forem transportadas para ambientes altamente favoráveis ao seu crescimento. Na verdade, este é o conceito de morte bacteriana que pode ser estendido a outros microrganismos.

Importa muitas vezes, também, saber o que fez a bactéria “morrer”. Existem produtos muito tóxicos ou equipamentos muito perigosos à saúde humana que, de fato, matam as bactérias e outros microrganismos, mas o ambiente ou um indivíduo também pode sofrer com isto e até morrer. É importante, portanto, saber se ocorreu dano no DNA da bactéria, qual parte do DNA foi alterada, se ocorreu dano de proteínas, como foi isto, se as proteínas foram degradadas totalmente ou parcialmente, ou se a bactéria sofreu lise (estourou). A bactéria pode também ter “murchado” por perder água, por aquecimento em ambiente muito seco ou pelo excesso de sal em volta.

Consideração importante sobre esporos bacterianos:

Os esporos* bacterianos são formados por apenas alguns tipos de bactérias. Estas bactérias são capazes de se “enclausurarem” formando o esporo que, por sua vez, é uma estrutura extremamente desidratada, com muito cálcio e ácido dipicolínico. Dependendo da espécie bacteriana, o esporo pode manter viável em seu centro os principais compostos das bactérias no ambiente por anos, séculos, milênios ou milhões de anos. Assim que estes esporos encontrarem condições favoráveis para crescer, mesmo depois de muito tempo esporuladas, os esporos germinam e as bactérias voltam a se multiplicar como antes. Portanto, este potencial de resistência e de germinação varia entre as bactérias capazes de produzir esporos. O esporo bacteriano é mais resistente às condições extremas do ambiente como o calor, desidratação, radiação ultravioleta e agentes químicos. Estas propriedades “extras” são conferidas por serem estruturas extremamente desidratadas, possuírem o ácido dipicolínico e o cálcio que contribuem na integridade das proteínas para as condições de “estresse” químico ou físico.

O termo “esporocida” usualmente está associado à impossibilidade irreversível de um esporo bacteriano “germinar” (da bactéria voltar para a sua vida vegetativa). Os esporos fúngicos são outras estruturas microbianas e são mais frágeis, no entanto, são mais resistentes em geral do que as formas vegetativas da maioria das bactérias (não esporuladas), de importância à saúde humana, animal e vegetal.

Um equívoco comum neste assunto é considerar que todo agente químico esporocida implica ser também esterilizante. Um agente esterilizante tem que possuir o potencial de todos os “cidas”, claro. Mas, lembrem-se que, existem diferentes tipos de esporos cujas resistências ao ambiente variam. Deve-se, portanto, considerar que nem todo agente esporocida é necessariamente um agente esterilizante. Mas, todo agente esterilizante é também esporocida. Assim, para validar os processos de esterilização, em geral, utilizam-se determinados tipos de espécies de esporos bacterianos sabidamente mais resistentes e que devem, também, morrer nos diferentes processos de esterilização. Assim são validados os muitos processos de esterilização.

Vale também lembrar que existem agentes esporostáticos, os quais não permitem a germinação bacteriana. Se estes esporos, sob o efeito de um agente esporostático, forem transportados para um ambiente favorável à germinação, estes germinarão e as bactérias voltariam a se multiplicar.

Mas continuando com as diversidades do termo antimicrobiano, vale acrescentar o questionamento necessário sobre qual tipo de bactéria/outro microrganismo que este produto/equipamento atua.

Temos que considerar se interfere com bactérias “frágeis” como a Escherichia coli ou micobactérias (grupo das que causam tuberculose), que possuem uma espessa camada de gordura em sua parede celular (não são bactérias esporuladas!). A diferença é grande, pois as micobactérias são mais resistentes aos desinfetantes químicos. Maior ainda é a diferença se o produto ou equipamento é capaz de interferir ou não nos esporos bacterianos, como já mencionamos.

Alem disso, temos que considerar QUANTO o antimicrobiano “mata” (atividade quantitativa) uma determinada população bacteriana. Ou seja, quantos microrganismos morrem num determinado intervalo de tempo, isto é, se “mata” 10%, 20%, 50%, 80%, 90% de uma população microbiana. Em geral, começamos a pensar em valores de 90% ou mais. As percentagens menores valem sim, mas em geral, são menos significativas quando pensamos em populações em número de logaritmos a base de 10. Valores como 99.99%, 99.999% são vistos mais frequentemente em rótulos de alguns produtos desinfetantes! Puxa, mas assim é quase 100%. NÃO! Em microbiologia 100% é esterilização.

Então, vejamos:
Na verdade, em microbiologia, temos que tratar populações de microrganismos cuja quantidade pode chegar a 1012 bactérias por grama como nas fezes humanas, ou até em alguns rios, ou cerca de 106 em lagos e etc. Na verdade, isto varia muito nos campos da microbiologia, principalmente, na área ambiental e industrial.

Se, por exemplo, um produto ou processo de descontaminação tem capacidade de reduzir 90% de uma população bacteriana, o que significaria isto? Se temos inicialmente 107 bactérias por alguma unidade, no final teríamos cerca de 106 bactérias. Ora, esta redução pode ser insuficiente porque os 10% que restaram podem ser uma população microbiana alta ainda.

Outro exemplo apresentado em alguns anúncios televisivos são as reduções de 99,9%. O que significa isto? Se tivermos uma população de 106 bactérias por alguma unidade (gramas, mililitros, metros cúbicos de ar), no final ainda teremos 103, ou seja, 1000 bactérias. Dependendo da área de microbiologia que trabalha no controle de microrganismos, 1000 bactérias pode ser bom em alguns ambientes, mas não em outros. O controle de microrganismos ocorre, também, em outras áreas além da saúde humana ou animal. Temos os vegetais, as indústrias (alimentos, cosméticos, medicamentos, couro, tinta, petróleo, fermentação alcoólica e muitas outras, além do contexto ambiental).

Vale também lembrar que os valores exemplificados são de testes laboratoriais, nos quais um produto desinfetante fica em contato apenas com as bactérias testadas. Na prática, diversos fatores ambientais nunca serão semelhantes às condições do laboratório. Assim, as reduções mencionadas geralmente são menores do que as mencionada pelos testes laboratoriais. Discutiremos a avaliação de desinfetantes químicos em outro tema, principalmente pela existência de conflitos metodológicos.

Vale, ainda, considerar se o antimicrobiano é um produto ou equipamento tóxico ou não, e quanto tempo leva para atingir um objetivo. Além disto, quanto custa, se é estável, se é sensível à matéria orgânica, pH, volatização, se está acondicionado em ambiente escuro, ventilado e qual o tipo de superfície que agirá (metal, madeira, fórmica, etc).

Desta maneira, não aceitem sem questionar a atividade antimicrobiana de um produto ou equipamento. É preciso perguntar seu potencial e as limitações deste antimicrobiano.

Alguns termos importantes no controle de microrganismos:
Os antibióticos que conhecemos são também antimicrobianos, mas são usualmente ingeridos e, às vezes, injetados. Alguns por serem relativamente tóxicos, são utilizados apenas em forma de pomada. A eficácia dos antibióticos é avaliada de maneira muito diferente que desinfetantes químicos. O mecanismo de ação dos antibióticos é geralmente conhecido e, em geral, estas drogas funcionam como “mísseis teleguiados” enganando, em geral, o metabolismo microbiano. Desinfetantes químicos ou físicos não diferenciam bactérias das células de nosso corpo e, por isto, os desinfetantes químicos, em geral, são muito mais tóxicos e são aplicados em superfícies inertes e não em pacientes.

Esterilizante: Produto ou equipamento capaz de matar ou remover todos os microrganismos de um ambiente, inclusive os mais resistentes. A esterilização deve ser entendida como um procedimento absoluto e não relativo. Por exemplo, não existe esterilização parcial ou “meia esterilização” ou, por exemplo, estar estéril para bactérias, mas não para vírus.

Desinfetante: Produto ou equipamento capaz de reduzir a níveis seguros microrganismos indesejáveis, matando-os. Este microrganismos indesejáveis variam nos diferentes campos da microbiologia, mas às vezes, alguns são os mesmos. Neste conceito, os desinfetantes não precisam ter necessariamente atividade esporocida. Alguns desinfetantes melhores podem até ser esporocidas, mas as espécies de esporos bacterianos que atingem, geralmente, são mais frágeis do que aqueles usados para validar esterilizantes.

Conservante: Produto com atividade “stática”, mas com o tempo pode causar a morte de alguns microrganismos. Os conservantes, ou também conhecidos como preservantes, em geral, mantém os níveis baixos de microrganismos. Usualmente, são aplicados em alimentos, mas podem ser incorporados em muitos outros produtos em que a deterioração microbiana é possível como os cosméticos, tintas, etc.

Saneante: Produto que não mata necessariamente microrganismos, usualmente mantém níveis baixos destes. Os saneantes são compostos com atividade antimicrobiana cujos resíduos podem ser ingeridos em pequena quantidade. O exemplo mais clássico é o uso de saneantes na descontaminação de pratos, talheres, panelas de hospitais ou mesmo os resíduos de cloro que existem na água potável. O compostos ativo mais usado é o cloro em baixa concentração.

Quanto maior a carga microbiana no inicio de um processo de descontaminação, menor é a chance da eficácia esperada.

Antisséptico: Na verdade, nada mais é do que um desinfetante cutâneo. É um composto ativo sem alvo especifico, ao contrário da pomada antibiótica. Os antissépticos, em concentração baixa, podem ser aplicados a tecidos vivos como a pele e mucosas. Pode ser aplicado por pouco tempo com objetivo de matar possíveis microrganismos indesejáveis e impedir a instalação e multiplicação destes.

Antissepsia: A princípio, é um conjunto de regras e normas aplicadas na manutenção da esterilidade de um objeto ou equipamento, previamente estéril quando manipulado. Isto não impede que estas condutas sejam aplicadas em procedimentos cirúrgicos, como também no repique de uma determinada bactéria em estudo, próximo ao bico de Bunsen ou em capela de fluxo laminar. Assim, ocorre a manipulação apenas da bactéria em estudo e não das bactérias contaminantes do ar ou da orofaringe do técnico, que prejudicariam totalmente o estudo.

Detergente: é composto aniônico, miscível em água. É apenas um sabão para ajudar a limpeza, mas não “mata” microrganismos em geral, apenas os remove vivos de um lugar. Mas, a limpeza com água e sabão é fundamental para iniciar em seguida os processos de descontaminação. Após o sabão, é fundamental lavar em seguida com bastante água para que a limpeza seja eficaz.

Não confundir os sabões catiônicos (ex.: sabão de cozinha) com os compostos de amônio quaternário, que são compostos que possuem atividade detergente reduzida, são agentes desinfetantes químicos e matam microrganismos. Estes produtos predominam, atualmente, nas prateleiras de supermercados por serem pouco tóxicos. Os desinfetantes domésticos funcionam, geralmente, quando não diluídos. No entanto, os compostos de amônio quaternário são sensíveis a matéria orgânica. Desta maneira, a limpeza prévia com água e sabão de uma superfície é importante. Por exemplo, se a pia de uma cozinha estiver suja, sem lavar bem antes, o desinfetante reage com a sujeira residual e perde “força” na sua ação contra as bactérias.

Descontaminação: Promoção da atividade(s) antimicrobiana. Termo é muito genérico no contexto de controle de microrganismos e pouco específico. No entanto, para tornar-se mais claro, deve ser especificado ao que se pretende com a descontaminação.
Ex.: Descontaminar o quê? Como? Quais microrganismos devem ser destruídos? Quantos microrganismos ficam após a descontaminação, quais podem ficar? Qual é a exigência da descontaminação para um determinado local?
Por exemplo, descontaminar as mãos lavando-as com água e sabão. Dependendo, se acrescenta em seguida o álcool-gel (que é o atualmente utilizado), se você estiver numa epidemia de gripe. Você pode ser um adulto voltando do trabalho para visitar, no ambiente doméstico, seu neto recém-nascido. Se você for pegá-lo no colo, então tem que lavar as mãos antes com água e sabão e depois utilizar o álcool-gel de farmácia.
Pode-se também descontaminar equipamentos de uma indústria. Neste caso, ocorrem diversos etapas e procedimentos para que este equipamento não contamine o produto final.

Germicida (termo em desuso): Mata germes! O termo não é específico, muito genérico.

Microbiocida: Mata micróbios! Termo não especifico e também muito genérico.

Biocida = Microbiocida

Desodorante: geralmente, um composto ativo contra bactérias causadoras de mal cheiro.

Desinfestação: remover ou “matar” insetos.

Deodorante: perfume.

Fumigação: Aspersão de gás ou liquido no ambiente para atividade germicida, microbiocida ou biocida.

13.098 – Biologia – A Pulga


pulga

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CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Siphonaptera

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
– A pulga é um tipo de inseto extremamente ágil, podendo pular, aproximadamente, 30 cm de altura.

– É uma espécie de inseto, embora não possuam asas.

– As pulgas são parasitas, pois vivem do sangue de mamíferos e aves.

– Podem transmitir doenças como, por exemplo, o tifo (febre tifóide) e a peste bubônica (também conhecida como peste negra na Idade Média).

– A fêmea costuma depositar os ovos em vãos e pequenos buracos da casa.

– Existem mais de duas mil espécies de pulgas conhecidas e catalogadas por cientistas.

– O tempo de vida de uma pulga pode chegar a 4 meses.
Os cães e gatos são os hospedeiros preferidos das pulgas.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:

Comprimento: de 0,2 a 0,4 cm

Cor: castanho claro ou escuro

Habitat: praticamente todas as regiões do mundo

Gestação: a fêmea pode botar até 20 ovos num único dia, por 21 dias consecutivos.

13.097 – Qual a diferença de ninja pra samurai?


ninjas
A questão da honra

Os Ninjas não estavam nem ai pra honra e estavam se lixando para as regras de combate. Muitas vezes os ninjas usavam golpes baixos nas lutas.
Já para os samurais a honra vinha em primeiro lugar . Se alguém ofendesse a honra deles eles se suicidavam pela vergonha. Os samurais se suicidavam com o sistema do seppuku, o seppuku era um suicídio , que os samurais faziam para limpar sua honra. Eles acreditavam que era melhor morrer honrado do que viver desonrado.
A ocupação
Os samurais eram realmente soldados , eles defendiam o Japão dos ataques de outros países e de grupos rebeldes e davam sua vida pelo país . Alias os samurais expulsaram os portugueses do Japão no século XVI . Os portugueses ficaram 100 anos explorando o Japão. Os portugueses queriam cristianizar os Japoneses.
Embora muita gente não saiba , os ninjas não eram grandes guerreiros honestos , os ninjas eram espiões , assassinos de aluguel e mercenários.
O historiador militar japonês Hanawa Hokinoichi escreveu isso sobre os ninjas:
” Eles viajam disfarçados para outros territórios , para avaliar a situação do inimigo , eles teriam de achar o seu caminho no meio do inimigo para descobrir as falhas , e invadir castelos inimigos para incendiá-los e realizar assassinatos , chegando em segredo.”
Quem veio primeiro ?
Os samurais vieram primeiro.
Os samurais foram os soldados da aristocracia japonesa entre 1100 e 1867 .
Já os ninjas tem uma história muito escura e difícil de descobrir sua origem. Mas presume-se que os ninjas tiveram sua origem no século XIV.
Vamos chamar de publicidade, a forma em que o nome dos ninjas e dos samurais são passados para o mundo.
Vários filmes contam a história de samurais honrosos e grandes guerreiros.
Também existem vários filmes sobre ninjas. Um dos mais famosos é o filme o ninja assassino.
Mas quando se fala de desenhos e animes, os ninjas tem uma grande vantagem para cima dos samurais.
Eu nunca vi um desenho televisivo ou um anime que fale de samurais . Mas já vi vários desenhos e animes que falam de samurais.
Se querem exemplos , Naruto , um dos animes mais famosos de todos os tempos , conta a história de vários ninjas, as tartarugas ninjas e Pucca também falam muito de ninjas.
Tirando o desenho Pucca , onde os ninjas são do mal , todos os outros desenhos não mostram a real face dos ninjas. Em Naruto, o personagem principal é um ninja. E Naruto não é trapaceiro, assassino de aluguel , mercenário e espião.

13.096-Crise-Corte de 120 milhões de reais do orçamento da Fapesp


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A FAPESP – FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO – É UM ORGULHO NACIONAL E EXEMPLO A SER SEGUIDO NO MUNDO INTEIRO
Contribui há várias décadas, para o avanço do conhecimento no Estado de São Paulo e no país. Com a concessão de bolsas e auxílios para a execução de pesquisas científicas e tecnológicas em todas as áreas do conhecimento, a instituição vem apoiando estudos e a divulgação da ciência desde 1962, quando começou a funcionar. Assim, é incompreensível a decisão da Assembleia Legislativa de São Paulo que aprovou uma lei orçamentária desviando 120 milhões de reais da dotação assegurada pela Constituição do estado à instituição, nos últimos dias de 2016 – em outras palavras, um grande corte. Essa decisão não apenas contraria a Constituição estadual, que determina o repasse de 1% da receita tributária para a Fapesp, como causará um prejuízo irreversível à ciência paulista e brasileira. O valor, segundo a decisão, irá para o fortalecimento de institutos de pesquisas estaduais (como o Butantan ou o Biológico), que estariam em penúria. Entretanto a Fapesp sempre apoiou bons projetos independentemente de estarem nas universidades ou nos institutos. O erro abre um precedente perigoso – além de ser o único órgão científico do estado com tradição de independência em relação ao Executivo, tirar recursos de um lado (que funciona) para cobrir outro não pode ser um argumento defensável.
Defensores dessa decisão catastrófica alegam que é preciso investir mais em pesquisas aplicadas. Ledo engano! Os maiores e mais revolucionários avanços tecnológicos foram gerados pelas pesquisas básicas. A eletricidade, por exemplo. Inicialmente, ninguém sabia sua utilidade. Foi a pesquisa básica que desvendou suas características e, assim, possibilitou seu uso. Tente imaginar viver numa sociedade sem eletricidade… Quem poderia acreditar que a teoria da relatividade, proposta por Einstein no início do século XX, seria responsável por um terço da economia mundial na atualidade?
Descobertas recentes de laboratórios de pesquisa básica em biologia e genética revolucionarão a medicina. Por exemplo, Shinya Yamanaka, pesquisador japonês ganhador do Prêmio Nobel de Medicina de 2012, mostrou que é possível reprogramar células já diferenciadas tornando-as pluripotentes, portanto, capazes de gerar qualquer tipo de célula. Esse conhecimento básico possibilitará um salto gigantesco na medicina regenerativa. Jennifer Doudna e Emanuelle Charpentier descobriram que é possível “editar” genes em bactérias, ou seja, modificá-los, por meio de uma técnica revolucionária chamada CRISPR/Cas9. O conhecimento gerado por esses estudos, realizados em laboratórios de pesquisa básica, já vem sendo utilizado para tratar alguns tipos de câncer. E o prosseguimento dessas pesquisas possibilitará a correção de mutações e o tratamento de inúmeras doenças, inclusive transplante de órgãos. Essa tecnologia, cujo impacto na agricultura, pecuária e medicina serão gigantescos, foi rapidamente incorporada aos nossos laboratórios graças à Fapesp.
No fim da década de 90, a Fapesp financiou um projeto que envolveu trinta laboratórios, o sequenciamento da bactéria Xylella fastidiosa, praga da laranja. O objetivo primário era capacitar um número expressivo de cientistas nessa nova tecnologia de sequenciamento genômico. O sucesso do projeto foi tal que ganhou a capa da prestigiosa revista Nature, colocando o Brasil no mesmo patamar dos países desenvolvidos. Graças a esses avanços, hoje essa tecnologia tem uma aplicação gigantesca na agricultura, pecuária e na medicina.
Em 2004, pesquisadores do Instituto de Biociências da USP, apoiados pela Fapesp, descobriram em famílias brasileiras um gene responsável por uma forma hereditária de esclerose lateral amiotrófica (ELA – a doença do famoso cientista britânico Stephen Hawking). Posteriormente, descobriu-se que esse gene estaria envolvido em outras formas de ELA, o que abriu um novo leque de pesquisas no mundo inteiro na busca por um tratamento. Mais recentemente, também com apoio da Fapesp, foram sequenciados os genomas de cerca de 1 400 pessoas com mais de 60 anos, constituindo o primeiro e maior banco genômico da população idosa brasileira, que contribuirá para a identificação dos fatores genéticos e ambientais responsáveis por um envelhecimento saudável.
Resultados expressivos em ciência envolvem investimentos contínuos e atualizados, pois a construção do conhecimento depende de estudos e experimentos, infraestrutura adequada e da formação de recursos humanos qualificados para sua realização. Essa concepção norteou a criação da Fapesp, em 1960, levando ao estabelecimento de um porcentual da arrecadação do ICMS do estado para garantir a continuidade do financiamento das pesquisas em São Paulo. Nessa ocasião, o governador Carvalho Pinto declarou: “Se me fosse dado destacar alguma das realizações da minha despretensiosa vida pública, não hesitaria em eleger a Fapesp como uma das mais significativas para o desenvolvimento econômico, social e cultural do país”. A Fapesp tem hoje 57 anos de inquestionáveis contribuições ao desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. O corte de 120 milhões no orçamento da Fapesp, associado à redução dos recursos decorrente da própria queda na arrecadação do ICMS, ferirá irreparavelmente esse patrimônio histórico. O investimento no desenvolvimento científico e tecnológico, por meio desse órgão fundamental, é a melhor garantia de desenvolvimento crescimento econômico, social e cultural do país.

13.095 – Obra de Arte – Os Candangos de Brasília


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Guerreiros, mais conhecida como Os Candangos, está localizada na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Erguida em 1959, a escultura de Bruno Giorgi é uma homenagem aos 80 mil trabalhadores responsáveis pela construção da capital. A obra mede oito metros de altura e é toda feita em bronze. Em 1987, foi restaurada pelo artista Zeno Zani.
Escultor e pintor, Bruno Giorgi nasceu em Mococa (SP). Em 1911 mudou-se com a família para Roma. No início da década de 20 estudou desenho e escultura. Após cumprir quatro anos de pena por conspiração contra o regime fascista, foi extraditado para o Brasil em 1935. Morou também em Paris, onde frequentou as academias La Grande Chaumière e Ranson e conheceu Aristide Maillol, que passou a orientá-lo.
As duas figuras que erguem longas hastes homenageiam os que derramaram suor e sangue para realizar o sonho de Juscelino Kubitschek de interiorizar a capital do Brasil.

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O que é candango?
Antes de se tornar cidade, o cerrado foi uma oportunidade de trabalho para os candangos, como ficaram conhecidos os trabalhadores que ergueram a cidade planejada por Oscar Niemayer e Lúcio Costa, inaugurada com pouco mais de três anos de obras, em 21 de abril, de 1960, há 50 anos.
De acordo com o antropólogo James Holston, antes da construção de Brasília, a palavra “candango” era depreciativa. Este era o termo pelo qual os africanos se referiam, pejorativamente, aos colonizadores portugueses.
“A palavra tornou-se o termo geral usado para as pessoas do interior em oposição às do litoral, e especialmente, para os trabalhadores itinerantes pobres que o interior produziu em grande quantidade. Com esses trabalhadores o termo chegou a Brasília”, descreveu no livro “A cidade modernista, uma crítica de Brasília e sua utopia” (1993).
Os imigrantes eram oriundos de vários estados brasileiros, principalmente da região Nordeste, que sofria com a seca que teve seu auge em 1958, fato que motivou até mesmo a fundação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), naquele mesmo ano.
Parecia que a nova cidade já havia começado a atingir o seu objetivo principal de distribuir o desenvolvimento nacional de forma igualitária. Mas não. Aquelas pessoas trabalhavam em condições inóspitas e tratamento desumano.
Os funcionários da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) moravam em tendas e barracas de madeira e trabalhavam em regimes de oito horas diárias, se revezando durante a madrugada, para que o trabalho nunca parasse.
Com o avanço das obras, aumentava o número de trabalhadores e com isso, os problemas. O contingente que em 1957 chegava a 2.500 homens saltou para 65 mil em dois anos, tendo chegado a 80 mil.
Mesmo havendo um hospital improvisado, as grávidas não recebiam atendimento. A unidade era voltada para primeiros-socorros e atendimento de operários acidentados. Como as cidades mais próximas estavam a uma hora dali (quando havia transporte disponível) as mulheres contavam apenas com a sorte, antes da chegada da enfermeira Cassilda Bertone, que acompanhava o marido em 1957.
O primeiro parto foi de uma vizinha. Levando tudo o que precisava na bolsa, até mesmo a água quente, Cassilda realizou mais de 800 partos em três anos.
Segundo conta o pioneiro no movimento sindical em Brasília, Geraldo Campos, que trabalhava na estatal responsável por fiscalizar para as empreiteiras, na época, “serviam comida estragada, as pessoas não tinham um tratamento digno, como ser humano, era aquela montoeira de gente em alojamentos de tábua”.
Mas nada se comparou ao que aconteceu durante o Carnaval de 1959, como mostra o filme “Conterrâneos velhos de guerra” (1986), do diretor Vladimir Carvalho. Era fevereiro e haviam cortado a água dos canteiros de obras espalhados no domingo de Carnaval, para impedir que os operários saíssem para se divertir.
De acordo com Geraldo Campos – em entrevista à rádio CBN –, no por-do-sol daquele dia, uma caminhonete cheia de soldados chegou ao acampamento que estava construindo o Palácio do Planalto e, pelo que eles os trabalhadores lhe contaram, “houve muita violência, pancada, tiroteio”.
Mortos e feridos graves teriam sido colocados em um basculante (parte móvel de veículos de carga) e enterrados em algum lugar de Brasília. Mas a história oficial da cidade não diz quantos morreram naquele massacre.
A partir daí, a palavra “candango” mudou novamente de significado, de acordo com o estudo de James Holston, tornando-se sinônimo de pioneiro, desbravador, brasileiro comum e operário de Brasília.
“A palavra evocava os valores da coragem, da ousadia, da perseverança, da fé, da dedicação ao trabalho. Resumia, enfim, todas as boas qualidades do brasileiro, os aspectos positivos da identidade nacional”.

13.094 – Geopolítica – A OTAN


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A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ou NATO (North Atlantic Treaty Organization) é uma organização militar que se formou no ano de 1949. Ela foi constituída no contexto histórico da Guerra Fria, como forma de fazer frente a organização militar socialista Pacto de Varsóvia, liderada pela ex-União Soviética e integrada por países do leste europeu.
A OTAN existe e atua até os dias de hoje, enquanto o Pacto de Varsóvia deixou de existir na década de 1990, com a crise do socialismo no leste europeu.

Países membros
Alemanha Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, França, Grécia, Países Baixos, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Reino Unido, Turquia, Hungria, Polônia, República Tcheca, Bulgária, Estónia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e a Eslovênia.

Objetivos
Como objetivos principais da OTAN, na atualidade, podemos citar: garantir a segurança militar no continente europeu e exercer influências nas decisões geopolíticas da região.

13.093 – Mega Sampa – A Estrada Velha de Santos


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A Rodovia Caminho do Mar (SP-148), também conhecida como Estrada Velha de Santos, é uma rodovia brasileira que liga o litoral do estado de São Paulo (Santos, via Cubatão) ao planalto paulista (São Paulo, via Região do Grande ABC), e constitui-se em um dos chamados Caminhos do mar de São Paulo. Desde 2004, está reservada ao tráfego de pedestres, sendo portanto fechada para automóveis de passeio particulares, só sendo percorrida por visitantes a pé e de bicicleta, veículos de manutenção e micro-ônibus da Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, administradora do Polo Ecoturístico Caminhos do Mar, constituído pela Rodovia, pela Calçada do Lorena e outros monumentos históricos.
A chamada Trilha dos Tupiniquins, também denominada Caminho de Paranapiacaba ou Caminho de Piaçaguera, foi a mais antiga e principal ligação entre o litoral (Baixada Santista) e a vila de São Paulo de Piratininga durante o período colonial.

Iniciava-se na vila de São Vicente, atravessava uma área alagada (hoje Cubatão) e prosseguia Serra do Mar acima, até as nascentes do Rio Tamanduateí (no atual município de Mauá) e, daí, ao Córrego Anhangabaú, na aldeia do índio Tibiriçá, em Piratininga (atual Pátio do Colégio, no centro histórico de São Paulo). A trilha passava pelo território dos Tamoios e, apesar de movimentada, nos primeiros tempos da colonização muitos viajantes foram por eles atacados e devorados. O percurso consumia dois dias para subir e um para descer.

Devido ao movimento crescente na Trilha dos Tupiniquins, que, de São Vicente, dava acesso ao Caminho do Peabiru, Tomé de Sousa proibiu o trânsito nessas vias, ameaçando com pena de morte os infratores.
Em 1560, o governador Mem de Sá encarregou os padres jesuítas, sob as ordens de José de Anchieta, de abrir uma ligação entre São Vicente e o Planalto de Piratininga. Em 21 de março de 1598, o capitão-mor Jorge Correia determinou que o Caminho do Mar fosse restaurado, “devendo os índios ajudar os branquos” […] “sendo escolhido hu home soficiente que nisto fale a este gentio”. Foi sugerido o nome de Gaspar Colasso, de Santos, que conhecia as línguas indígenas das aldeias de Ururaí e Mamoré (ou Maroré, que ficavam na Serra de Cubatão).
Em duas ocasiões, foram promovidas reformas de vulto, a cada uma delas registrando-se a mudança de nome da via.

Estrada da Maioridade
O nome original da estrada. Tem esse nome em homenagem à maioridade de dom Pedro II. Ela foi construída praticamente junto com a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, que absorvia quase todo o seu tráfego. Apresentava um trajeto muito sinuoso, mas era um monumento da engenharia, pois sua antecessora, a Calçada do Lorena, não tinha mais que um metro de largura, enquanto nessa era possível, inclusive, a passagem de carruagens. Com o tempo, caiu no abandono. Veio então, a primeira reforma.

Estrada do Vergueiro
A Estrada da Maioridade continuou recebendo manutenção, e, entre 1862 e 1864, passou novamente por uma grande reforma, cuja principal característica foi o refazimento de alguns trechos para o melhor aproveitamento da estrada, como a chamada Curva da Morte, uma curva bem fechada em plena descida onde eram muito comuns os acidentes, vários deles causando a morte das pessoas. Após essa reforma, a curva ganhou uma abertura bem maior. Mesmo com a ferrovia absorvendo quase todo o tráfego entre a planície e o planalto, a estrada continuou recebendo manutenção.

Finalmente, Caminho do Mar
Nas primeiras décadas do século XX, São Paulo passa por uma “reconstrução”, financiada pelo capital proveniente das exportações de café. Por essa época é difundido o uso de automóveis. Também por essa época, ocorre uma troca de valores: os governos construíam sempre várias ferrovias, e a partir desta época os recursos públicos passaram a ser destinados à construção de rodovias, deixando as ferrovias em segundo plano e dando a elas o aspecto de “coisa do passado” que ainda existe até hoje. Em 1913, a demanda de automóveis entre a planície e o planalto é muito grande, e a Estrada do Vergueiro é macadamizada , permitindo o uso de automóveis na estrada, e logo depois pavimentada com asfalto, tornando-se a primeira estrada asfaltada da América Latina destinada para veículos de motor à explosão. Posteriormente seria popularmente conhecida como Estrada Velha de Santos.
Em 1922, o então governador de São Paulo, Washington Luis, mandou construir alguns monumentos pela estrada para comemorar o centenário da independência do Brasil. São eles (do alto da serra para baixo):

Quilômetro 44 – Traduzido da língua tupi, “Paranapiacaba” quer dizer “Lugar do qual se vê o mar” (paranã, mar + epîaka + aba, lugar).[4] Em dias limpos e sem neblina (situação difícil de se encontrar na serra), realmente dá para se ver o mar, bem longe. Fica bem no alto da serra antes de começar as grandes curvas, mas já na descida da serra. Alguns dizem que Pedro I se encontrava com a Marquesa de Santos lá, o que é um tremendo absurdo, pois o rompimento do casal ocorreu em 1829, a marquesa morreu em 1867, o imperador voltou para Portugal em 1831, morrendo em 1834 e, como já foi dito, o Pouso foi construído em 1922. Era usada como parada para os carros descansarem após a subida ou se prepararem para a descida. Contava inclusive com uma bica para fornecer água para os radiadores dos carros.
Quilômetro 44,5 – Uma casa em ruínas. Não se sabe muito bem qual foi sua função. Especula-se que podia ser a casa dos engenheiros que construíram a estrada.

A ferrovia e a estrada estavam no auge, por volta de 1910. Mas aí começou a queda. Em 1920, as duas juntas já não eram suficientes para atender a demanda por transporte na região. A ferrovia começou a ter congestionamentos e a estrada apresentava vários fatores que limitavam o número de veículos circulando nela. Nessa época, São Paulo, o ABC e Cubatão estavam se consolidando como parques industriais, aumentando ainda mais a demanda pela ligação entre elas. A cidade de Santos e toda a sua baixada estavam se transformando em pólos turísticos, o que decididamente exigia uma nova ligação entre a planície e o planalto.
Em 1947, foi inaugurada a primeira pista da Via Anchieta; em 1953, a segunda; em 1974, foi inaugurada a pista norte da Rodovia dos Imigrantes; e, em 2002, a pista sul. As técnicas de construção da Via Anchieta eram muito mais aprimoradas do que as do Caminho do Mar. Logo, a Estrada foi passada para trás e ficou subutilizada, assim ficando por várias décadas. No período 1992-2004, a estrada foi fechada e reformada, tornando-se, atualmente, o Polo Ecoturístico Caminhos do Mar, que é formado pela estrada Caminho do Mar e por um trecho da Calçada do Lorena.

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13.092 – Eco Tour – O Parque Estadual Serra do Mar


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Fonte: Polo de ecoturismo de São Paulo

O Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Curucutu possui 37.518 hectares abrangendo 4 municípios, sendo São Paulo, Juquitiba, Itanhaém e Mongaguá. O Núcleo foi criado a partir da antiga Fazenda Curucutu, desapropriada pelo Estado em 1958, quando a principal atividade realizada em seus limites era a produção de carvão vegetal. O Núcleo não tem ocupação humana intensa e se localiza em um dos trechos mais intocados da Mata Atlântica de São Paulo. A APA Capivari-Monos sobrepõe o Núcleo Curucutu.
O Parque Estadual da Serra do Mar foi criado em 1977. Ele é considerado a maior área de proteção integral de toda a Mata Atlântica. O Parque protege cerca de um quinto de todas as espécies de aves que existem no Brasil, quase metade do total da Mata Atlântica. Algumas espécies ameaçadas de extinção, como a jacutinga, o macuco, o papagaio-de-cara-roxa, o papagaio-chaua, a sabiacica e o gavião-pombo-grande.
Existe o registro também de 270 espécies de mamíferos. Destas, 20% são exclusivas da Mata Atlântica e 22% estão ameaçadas de extinção, principalmente os macacos, como o mono-carvoeiro e o bugio.
O Parque Estadual Serra do Mar possui 332.000 hectares. Desta área, o Núcleo Curucutu protege 37.518 hectares de floresta atlântica de rara beleza.
As paisagens naturais da Serra do Mar são as escarpas, florestas, cachoeiras e campos nebulares. A vegetação é diversa, com destaque para as bromélias e orquídeas.
Clima de serra nos mares de morros e a presença marcante da neblina.

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Trilha da Bica – 1,4 km
Agradável caminhada na Floresta até chegar a uma bica d’água. Ideal para terceira idade e crianças, esta bica é a nascente do Rio Embu Guaçu que contribui para o abastecimento da Represa de Guarapiranga.

Trilha Mirante – 1,6 km
Por entre o divisor de águas dos rios Embu-Guaçu e Capivari, observando a diversidade de paisagens de mar de morros e encostas da Serra do Mar. Atinge o cume da serra, no limite entre os municípios de Itanhaém e São Paulo. Em dias de céu claro, é possível avistar as praias do litoral sul.

Trilha da Travessia – 15 km
Trilha histórico-cultural que atravessa a Serra, por onde passava a linha do telégrafo que fazia a ligação entre São Paulo e o sul do Brasil. Percurso com 8 horas de duração.
Obs.: Esta trilha está em fase final de estruturação.

Serviço:
Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Curucutu (70km de São Paulo)
Rua da Bela Vista, 7090 – Embura do Alto
Tel.: (11) 5975-2000
pesm.curucutu@fflorestal.sp.gov.br
De quarta a domingo, das 9h às 16h30. É necessário agendamento para visitas.

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13.091 -Mega Sampa – Expresso turístico até a Serra do Mar


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Fonte: CPTM

Localizada no município de Santo André (SP), Paranapiacaba é uma charmosa vila de arquitetura inglesa que já se candidatou a Patrimônio Mundial da Humanidade e foi testemunha de uma importante fase de expansão da tecnologia ferroviária no Brasil na segunda metade do século XIX. Lá, os passageiros poderão conhecer diversas atrações culturais e ecológicas, como o Museu do Castelinho, o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba e a Casa da Memória.
O trajeto é realizado aos domingos. O passageiro tem a opção de embarcar às 8h30 na Estação da Luz ou às 9h00 na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André (Linha 10-Turquesa, da CPTM). O retorno ocorre às 16h30 em Paranapiacaba, com parada na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André.
Atenção: no ato da compra do bilhete, o passageiro define em qual das estações prefere realizar o embarque e o desembarque.
A viagem é feita a bordo de uma composição, formadas por dois carros de aço inoxidável fabricados no Brasil na década de 50 e tracionados por uma locomotiva da década de 1950, totalmente reformada. O percurso de 48 Km leva 1h30 e é realizado ao longo da atual Linha 10-Turquesa, proporcionando ao turista uma viagem no tempo. Entre os destaques estão as estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, tombadas recentemente pelo patrimônio histórico de São Paulo. Elas foram construídas pela antiga empresa britânica SPR (São Paulo Railway) ― primeira ferrovia paulista, inaugurada em 1867.
Além disso, é possível encontrar em operação em Paranapiacaba a segunda locomotiva mais antiga do Brasil, que pertenceu à SPR e hoje integra o acervo da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). Anualmente, no mês de julho, a vila também é palco do tradicional Festival de Inverno de Paranapiacaba, que reúne estrelas da MPB, rock, música clássica e atrações internacionais.

SOBRE O TREM
O trem Expresso Turístico é formado por uma locomotiva a diesel, da CPTM, Alco RS-3 de 1952, que conduz dois carros de passageiros, de aço inoxidável, Budd – Mafersa fabricados no Brasil nos anos 60. Cedidos pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), os vagões foram totalmente restaurados nas oficinas da CPTM.
Eles pertenceram à Estrada de Ferro Araraquara (EFA), onde operaram a linha de longo percurso entre São Paulo (Estação da Luz), Campinas, Araraquara, São José do Rio Preto e Santa Fé do Sul. A linha, popularmente conhecida como “Araraquarense”, foi construída originalmente em bitola métrica e aberta em 1898, ligando Araraquara a Itaquerê (atual Bueno de Andrada).
Até 1955, só circulavam trens a vapor pela linha, com carros de madeira e composições que saiam de Araraquara. Com o alargamento da bitola, os trens começaram a sair da Luz. Nos anos 1960, quando foram adquiridos os carros Budd-Mafersa, as viagens passaram a ser feitas com carros-dormitório e carros-restaurante.
Na Fepasa (Ferrovia Paulista S.A.), esses carros trabalharam até meados de 1998, sendo os últimos trens de passageiros de longo percurso no estado de São Paulo. Os dois carros foram localizados e resgatados pela ABPF em Rio Claro, em meados de 2005, sendo na época solicitada a guarda destes à Rede Ferroviaria Federal SA (RFFSA). Em 2008, ambos foram cedidos para a CPTM com a finalidade de servirem ao Expresso Turístico.
Os carros são rebocados por locomotivas a diesel ALCO RS-3, fabricadas no Canadá nos anos 1950 e que ainda servem à CPTM nas atividades de manutenção e apoio à operação. As duas locomotivas foram preparadas pela CPTM recebendo nova pintura e a logomarca do Expresso Turístico.

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13.090 – Mega Sampa Ecologia – A Serra do Mar


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Velha estrada de Santos abandonada

É um maciço rochoso que percorre quase toda a extensão do litoral sul e sudeste brasileiro. Segundo a geologia, a origem da Serra do Mar está relacionada ao evento geológico ocorrido a cerca de 130 milhões de anos atrás e que foi o responsável por separar o super continente da Gondwana formando a América do Sul e a África, e dando origem ao Oceano Atlântico.
Ao se separar do continente africano a placa tectônica sul-americana se chocou com a placa de nazca (do Oceano Pacífico) dando origem a cadeia andina e soerguendo a placa sul-americana na parte oriental, a costa brasileira. Esse soerguimento, ocorrido a cerca de 80 milhões de anos, foi o responsável por expor rochas muito antigas (cerca de 600 milhões de anos) dando início à formação do sistema Serra do Mar – Mantiqueira.
Os intemperismos físicos, químicos e biológicos e a continuação dos eventos geológicos (como o soerguimento do litoral brasileiro que ocorre até hoje) se encarregariam de continuar esculpindo a Serra do Mar.
Com uma extensão de cerca de 1.000 km, a Serra do Mar passa pelo litoral de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e rio de Janeiro recebendo um nome variado em cada local: Serra do Mar, Juréia – Itatins ou Serra da Paranapiacaba em São Paulo, Serra do Itajaí ou Serra do Tabuleiro em Santa Catarina, Serra da Prata, Marumbi, Graciosa ou Ibitiraquire no Paraná e Serra da Bocaina ou dos Órgãos no Rio de Janeiro.
Devido à sua grande extensão e variação de altitudes (de 1200 a 2200 m acima do nível do mar), a Serra do Mar apresenta uma grande variedade de vegetações que vão desde a Floresta Ombrófila Densa até aos Manguezais. Infelizmente, a rápida ocupação do litoral brasileiro e o desenvolvimento das regiões sul e sudeste quase acabaram com essa riqueza de biodiversidade: só no Estado de São Paulo cerca de 90% da vegetação que cobria a Serra do Mar foi devastada.
Uma curiosidade sobre a Serra do Mar: ela continua crescendo. Estudos apontam que o movimento de soerguimento da costa brasileira atingiu uma elevação de 25 metros durante os últimos 300 mil anos.

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13.089 – Praia da Sereia no Espírito Santo


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Praia de pequena extensão, localizada entre a Praia da Costa e a Praia do Governador. Ela adquiriu este nome, pois no local existe uma escultura de uma sereia. Apresenta um larga faixa de areia grossa de cor creme que na alta temporada fica lotada de visitantes, em busca dos quiosques com suas barracas e cadeiras. Suas águas são calmas e transparentes, ideais para os banhistas com crianças. Na extremidade onde se encontra com a Praia da Costa existe uma pequena formação rochosa e uma ilha de pedra ao lado. Os frequentadores poderão realizar passeios com caiaque. Além disso, existe uma praça com espaço para caminhadas e academia ao ar livre.

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Localizada na divisa de Vila Velha com Guarapari, a Praia da Sereia leva esse nome devido à escultura da mítica figura no local. A estátua foi feita por um morador da região para homenagear a família e as belas mulheres que frequentam a praia. Com dunas e muita restinga, o atrativo é frequentado tanto por surfistas, quanto por famílias. Há pontos na praia de ondas fortes e de águas calmas e nas épocas de maré baixa, ficam visíveis as famosas piscinas de corais.

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13.088 – Mega Sampa – Esse ano tem o tradicional bolo do Bixiga


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Em uma bacana iniciativa, a forte e dedicada comunidade do Bixiga, se une para resgatar a tradição do Bolo de aniversário da cidade de São Paulo. Uma verdadeira lição de união, amor e tradição.
O tradicional Bolo do Bixiga, que era servido todo dia 25 de janeiro em comemoração ao aniversário de São Paulo, vai voltar. A guloseima gigante teve sua história interrompida em 2008 após o programa Pânico na TV incentivar uma guerra de bolo com as crianças. A ação prejudicou a imagem do evento que perdeu patrocínios e, desde então, são servidos apenas bolos industrializados aos participantes. Para alegria geral, este evento volta agora este ano, com a força da comunidade local. Como um verdadeiro resgate da história, convocam cada morador do tradicional bairro a levar um bolo para juntos montarem novamente um grande tapetão doce para os 463 anos da cidade. Vale para não moradores locais também, só não vale dar o bolo na festa!
A festa em torno do bolo mais famoso de São Paulo tornou-se um evento concorrido e disputado, entrando para o Guinness Book como o maior bolo de aniversário do mundo, sendo também homenageado no Museu do Futebol. Em 2015 o evento entrou para o calendário oficial da cidade através da aprovação da lei: Festa do Bolo do Bixiga – 16.144/2015. A história do Bolo do Bixiga começou em 1986, quando São Paulo completou 432 anos. Idealizado por Armandinho Puglisi, inicialmente a festa era feita pela comunidade do bairro e cada morador levava um bolo. A ideia era que a cada ano o bolo igualasse em metros a idade da cidade. Desde 1996, dois anos após a morte de Armandinho, seu amigo Walter Taverna, presidente da Sodepro, organiza a festa do Bolo do Bixiga. Walter é uma figura especial, realmente um festeiro, incansável defensor do bairro e suas tradições. Primo querido, sobrinho do meu avó, dos alto de seus 80 anos continua na atividade. Pode ser encontrado todos os dias na sua cantina ou no Centro da Memória do Bixiga, que mantém com todo carinho e dedicação.

Aniversário de São Paulo – Bolo do Bixiga
Dia 25 de janeiro – quarta-feira – a partir das 9h00
Rua Rui Barbosa, altura do número 300 Bixiga – São Paulo

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o famoso bolo do Bixiga

13.087 – Cidades – São Paulo comemora 463 anos


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Além do tradicional bolo do Bixiga que trataremos num capítulo à parte, vejamos as atrações:

Trio elétrico com Magal e Timbalada no Ibirapuera
O Monumento às Bandeiras, no Ibirapuera, vai receber dois trios elétricos a partir das 12h, com as participações de Buchecha, Sidney Magal, Inimigos da HP e Timbalada, com seis horas de folia.

Mercado Municipal tem Demônios da Garoa
Um dos pontos turísticos mais queridos de São Paulo, o Mercado Municipal (R. Cantareira, 306 – Centro) comemora 84 anos de atividade com o show de um dos ícones paulista, o grupo Demônios da Garoa. A festa começa às 11h, no Salão de Eventos do Mercadão, com choro e samba comandados pelos grupos do Clube de Choro, seguidos pelo sambista Osvaldinho da Cuíca. Nos intervalos, o público não fica parado e poderá acompanhar a banda Vinil Chic, com repertório pop, rock e clássicos do samba. As apresentações serão próximas ao portão 11, rua principal do Mercadão.

Barbatuques, Filarmônica e MPB no Municipal
O Teatro Municipal (Praça Ramos de Azevedo) terá às 11h apresentação dedicada às crianças com o grupo Barbatuques e a cantora Badi Assad. O repertório reúne canções e músicas instrumentais que exploram a fonética, assim como aspectos rítmicos, harmônicos e melódicos. Em seguida, apresentam-se o tenor Jean Willian e a Orquestra Filarmônica Bachiana. Às 17h, as cantoras Juçara Marçal e Fabiana Cozza acompanham o Bloco Ilú Obá de Min, que traz sua forte raiz africana aliada a uma temática feminista. A partir das 19h, o cantor Liniker se apresenta com um coral de 12 músicos formados pelas escolas estadual e municipal de música e que formaram o grupo Ensemble Vocal Paulista.

Circo no vão livro do Masp
No vão livre do Masp, na Avenida Paulista, será realizada uma Maratona de Circo, entre as 10h e as 19h. A programação abre com a Cia. K, que faz performances aéreas com atores presos em um guindaste. Na sequência, o público se diverte com as apresentações dos Irmãos Sabatino, da Palhaça Rubra e do grupo Parlapatões, que apresenta diversos esquetes clássicos circenses. O encerramento fica por conta do grupo Jogando no Quintal, que simula um animado jogo de futebol entre palhaços em que a plateia também participa.

Moraes Moreira no Grajaú
O cantor Moraes Moreira e o filho dele, Davi Moraes, fazem uma homenagem a grandes compositores brasileiros, como Ari Barroso, Assis Valente, além de músicas do grupo Novos Baianos, no Centro Cultural do Grajaú (Rua. Prof. Oscar Barreto Filho, 252, Capela do Socorro), às 20h

Arte e gastronomia no MIS
O Museu da Imagem e do Som (Av. Europa, 158 – Jardim Europa) terá mais uma edição do Conexão Cultural São Paulo das 12h às 20h . O evento traz exposições, arte urbana, música e gastronomia, com entrada gratuita.

Cinema e trilha sonora na Casa das Rosas
A Casa das Rosas (Av. Paulista, 37 ), terá exibição única do filme “São Paulo, Simphonia da Metrópole”, de Adalberto Kemeny e Rudolf Rex Lustig, às 20h. Realizado em 1929, a obra mostra um dia na cidade, do nascer ao pôr do sol. A atividade será no jardim do museu, onde o maestro e compositor Livio Tragtenberg executará ao vivo a trilha musical que compôs para o filme.

Mostra de cartas da ditadura
O Memorial da Resistência (Largo General Osório, 66 – Santa Ifigênia) está com a mostra “Carta Aberta – correspondência na prisão” em exibição. Ela apresenta, por meio de cartas, como foi a comunicação entre os presos políticos e seus familiares e amigos, nos anos de repressão militar no Brasil. O espaço também fará uma contação de história “O edifício e suas memórias”, às 11h.

Viola caipira na Biblioteca de SP
A Biblioteca de São Paulo (Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana) terá às 14h o show do cantor e violeiro Passoca com clássicos do mundo da viola intercalando com “causos” e curiosidades sobre a vida de artistas que construíram a história da música caipira.

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13.086 – Matemática – A Álgebra


algebra
É o ramo da Matemática que generaliza a aritmética. Isso significa que os conceitos e operações provenientes da aritmética (adição, subtração, multiplicação, divisão etc.) serão testados e sua eficácia será comprovada para todos os números pertencentes a determinados conjuntos numéricos.
A operação “adição”, por exemplo, realmente funciona em todos os números pertencentes ao conjunto dos números naturais? Ou existe algum número natural muito grande, próximo ao infinito, que se comporta de maneira diferente dos demais ao ser somado? A resposta para essa pergunta é dada pela álgebra: Primeiramente, é definido o conjunto dos números naturais e a operação soma; depois, é comprovado que a operação soma funciona para qualquer número natural.

Nos estudos de álgebra, letras são utilizadas para representar números. Essas letras tanto podem representar números desconhecidos quanto um número qualquer pertencente a um conjunto numérico. Se x é um número par, por exemplo, então x pode ser 2, 4, 6, 8, 10,…. Dessa maneira, x é um número qualquer pertencente ao conjunto dos números pares e fica evidente o tipo de número que x é: um múltiplo de 2.

Propriedades das operações matemáticas

Sabendo que um número qualquer pertencente a um conjunto pode ser representado por uma letra, considere os números x, y e z como pertencentes ao conjunto dos números reais e as operações adição e multiplicação representadas por “+” e “·”, respectivamente. Então, as seguintes propriedades são válidas para x, y e z:

1 – Associatividade

(x + y) + z = x + (y + z)

(x·y)·z = x·(y·z)

2 – Comutatividade

x + y = y + x

x·y = y·x

3 – Existência de elemento neutro (1 para a multiplicação e 0 para a adição)

x + 0 = x

x·1 = x

4 – Existência de elemento inverso

x + (– x) = 0

x· 1 = 1
x

5 – Distributividade (também chamada de propriedade distributiva da multiplicação sobre a adição)

x·(y + z) = x·y + x·z

Essas cinco propriedades são válidas para todos os números reais x, y e z, uma vez que essas letras foram usadas para representar qualquer número real. Elas também são válidas para as operações adição e multiplicação.

Expressões algébricas

Na Matemática, expressão é a uma sequência de operações matemáticas realizadas com alguns números. Por exemplo: 2 + 3 – 7 é uma expressão numérica. Quando essa expressão envolve números desconhecidos (incógnitas), ela é chamada de expressão algébrica. Uma expressão algébrica que possui apenas um termo é chamada de monômio. Qualquer expressão algébrica que seja resultado de soma ou subtração entre dois monômios é chamada de polinômio.

Expressões algébricas, monômios e polinômios são exemplos de elementos pertencentes à álgebra, pois são constituídos a partir de operações realizadas com números desconhecidos. Lembre-se de que um número desconhecido pode representar qualquer número de um conjunto numérico.

Equações

Equações são expressões algébricas que possuem uma igualdade. Dessa forma, equação é um conteúdo da Matemática que relaciona números a incógnitas por intermédio de uma igualdade.
A presença da incógnita é o que classifica a equação como expressão algébrica. A presença da igualdade permite encontrar a solução de uma equação, isto é, o valor numérico da incógnita.

Exemplos

1) 2x + 4 = 0

2) 4x – 4 = 19 – 8x

3) 2×2 + 8x – 9 = 0

Funções

A definição formal de função é a seguinte: função é uma regra que relaciona cada elemento de um conjunto a um único elemento de um segundo conjunto.
Essa regra é matematicamente representada por uma expressão algébrica que possui uma igualdade, mas que relaciona incógnita a incógnita. Esta é a diferença entre função e equação: a equação relaciona uma incógnita a um número fixo; na função, a incógnita representa todo um conjunto numérico. Por esse motivo, dentro de funções, as incógnitas são chamadas de variáveis, já que elas podem assumir qualquer valor dentro do conjunto que representam.

Como envolve expressões algébricas, função é também um conteúdo pertencente à Álgebra, uma vez que as letras representam qualquer número pertencente a um conjunto de números qualquer.

Exemplos:

1) Considere a função y = x2, em que x é qualquer número real.

Nessa função, a variável x pode assumir qualquer valor dentro do conjunto dos números reais. Como a regra que liga os números representados por x aos números representados por y é uma operação matemática básica, então, y também representa números reais. O único detalhe a respeito disso é que y não pode representar um número real negativo nessa função, uma vez que y é resultado de uma potência de expoente 2, que sempre terá resultado positivo.

2) Considere a função y = 2x, em que x é um número natural.

Nessa função, a variável x pode assumir qualquer valor dentro do conjunto dos números naturais. Esses números são os inteiros positivos, portanto, os valores que y pode assumir são os números naturais múltiplos de 2. Dessa maneira, y é um representante do conjunto dos números pares.

Da álgebra clássica à álgebra abstrata

Os conceitos relacionados até aqui compõem a álgebra clássica. Essa parte da álgebra está mais ligada aos conjuntos dos números naturais, inteiros, racionais, irracionais, reais e complexos e é estudada tanto no ensino fundamental quanto no ensino superior. A outra parcela da álgebra, conhecida como abstrata, estuda essas mesmas estruturas, mas para conjuntos quaisquer.
Dessa forma, dado um conjunto qualquer, com elementos quaisquer (números ou não), é possível definir uma operação “adição”, uma operação “multiplicação” e verificar a existência ou não das propriedades dessas operações, bem como a validade de “equações”, “funções”, “polinômios” etc.

13.085 – Cochilo durante expediente pode aumentar produtividade (?)


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Atire a primeira pedra quem nunca cogitou a possibilidade de tirar um cochilo durante o expediente. Mas, fazer uma cama no escritório ou simplesmente tirar uma soneca em cima da mesa, na frente de todo mundo, durante o horário de trabalho, é praticamente impossível – a menos que você trabalhe em uma empresa como o Google ou o Facebook, que têm um espaço específico para descanso. As informações são da rede britânica BBC.
Mas, acredite ou não, algumas pessoas têm ou já tiveram essa coragem e afirmam que, mesmo nos dias mais tranquilos, o hábito “dá mais energia para o resto do dia”. Na década de 1990, Bhim Suwastoyo trabalhava como repórter para a Agência France Presse no escritório de Jacarta, na Indonésia. Na época, ele ficou famoso entre seus colegas por dormir embaixo de um armário, atrás de sua mesa.
“Quando alguém do escritório de Hong Kong visitava, a primeira coisa que me pedia era ‘me mostra sua cama’. Que reputação!”, contou Suwastoyo à BBC.

Mudança de comportamento
Para Natalie Dautovich, especialista da Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos. “Nós ainda estamos presos a noção de que o sono é um luxo (em vez de vê-lo como) um comportamento saudável e positivo com resultados benéficos para a produtividade (dos funcionários)”, disse em entrevista à BBC.
A sesta, prática comum na Europa, tem ganhado força no ambiente corporativo mundial e brasileiro, mas ainda há muito para ser desenvolvido nesse quesito. O hábito de cochilar durante o dia, normalmente após o almoço, pode ser uma medida para empresas que desejem funcionários mais motivados e ligados no trabalho

Necessidade
Segundo Suwastoyo, as sonecas no trabalho foram muito úteis em 1997, quando no auge da crise econômica da Ásia, a moeda da Indonésia, a rúpia, perdeu metade de seu valor e o governo desmoronou. O jornalista estava trabalhando direto para cobrir esta crise e como na época os telefones celulares não eram tão populares na Indonésia, ele cochilava perto do telefone do escritório quando tinha um momento mais sossegado.

13.084 – Livro – Filósofo britânico ensina o beabá das religiões em 50 verbetes


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Traçar um panorama das religiões do planeta usando apenas 50 verbetes de uma página cada um soa, à primeira vista, como a proverbial missão impossível. A equipe coordenada pelo filósofo britânico Russell Re Manning, no entanto, conseguiu operar esse pequeno milagre, e o resultado funciona como uma bem-vinda introdução ao fenômeno das crenças religiosas.
Com o título um tanto desajeitado “Religião: 50 Conceitos e Crenças Fundamentais Explicados de Forma Clara e Rápida”, o livro organizado por Manning, que é professor da Universidade de Cambridge, poderia ser apenas superficial quando se considera o espaço limitadíssimo concedido a cada crença –afinal de contas, quando se tenta resumir 3.000 anos de judaísmo ou 2.500 anos de budismo com menos de mil palavras, quase tudo parece ter ficado de fora.
Por outro lado, a concisão e a abrangência acabam favorecendo o enfoque comparativo, o que ajuda o leitor a se dar conta de temas comuns, paralelos e influências mútuas entre as diferentes crenças.
Graças a isso, e à organização temática que não é apenas geográfica nem temporal (com seções como “Tradições indígenas”, “Espiritualidades do Oriente”, “Cristianismos pelo mundo” e “Novas religiões”), fica mais fácil perceber o quanto as mais variadas fés, apesar das contradições superficiais do ponto de vista teológico, expressam tendências muito similares e profundamente arraigadas à mente humana.