13.420 – Você é Manipulado – Entenda como funciona o Jabá nas rádios


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O dono do Pânico é um homem de difícil trato. E uma máquina de fazer dinheiro. Proprietário da rádio Jovem Pan, de um portal de internet, de uma empresa de telefonia e de vários outros negócios (incluindo uma pequena gravadora, a Bacana Records, e a Rádio Daslu, que toca na loja de madames), Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, ou simplesmente Tutinha Amaral, é um sujeito durão, insone e hipocondríaco. Do tipo que vai à farmácia e pergunta quais as novidades do mercado. Ou que, ao deparar com uma funcionária que aparente estar tranqüila, solicita a ela que elabore, em meia hora, um relatório com todas as suas atividades e resultados obtidos. Não é à toa que ele inspirou um ex-funcionário, o comediante Felipe Xavier, a criar o Dr. Pimpolho, personagem que encarna o estereótipo do chefe irritado, mal-educado e explorador – apresentado diariamente na Rádio Mix, concorrente de Tutinha.

Os desafetos não são novidade na vida deste paulistano que não tem papas na língua. O curioso é que quase ninguém fala mal dele publicamente. “Sou o homem mais temido da indústria fonográfica nacional”, afirma. Faz sentido. Aos 20 anos, em 1976, quando foi para a Jovem Pan, Tutinha adotou o conceito de FM falada e acabou com o marasmo da programação de sala de espera de dentista. Sua rádio foi responsável pelo lançamento de boa parte das bandas de rock dos anos 80. Hoje ela tem 50 afiliadas no Brasil inteiro e influencia inúmeras rádios pequenas no interior. Junto com as rádios Mix, Transamérica e 89, domina o segmento que mais forma opinião – os jovens das classes A e B. Ou seja, influi decisivamente no que “pega” no mundo da música. Por isso é tão escandalosa a crítica mais recorrente a Tutinha: de que ele cobra jabá (presentes, dinheiro ou vantagens) para que artistas toquem em sua rádio. Ele não nega, embora não goste do termo – prefere falar que é um “acordo comercial”. Sem constrangimento, Tutinha diz ter ganhado 1 milhão de dólares por ter lançado a cantora colombiana Shakira no Brasil. Também afirma ter conhecido vários países graças aos pacotes pagos pelas gravadoras de artistas internacionais. Nesta entrevista, ele revela candidamente seu método de escolha dos músicos que tocam na Jovem Pan: “Recebo 30 artistas novos por dia na rádio. Seleciono dez, vou à gravadora e, para aquela que me dá alguma vantagem, eu dou preferência”. Além de músicos, Tutinha lançou apresentadores. Luciano Huck começou na Jovem Pan. Adriane Galisteu fez sucesso por lá antes de ir para a televisão. Emílio Surita iniciou sua carreira ao lado de Tutinha, e com ele criou o programa Pânico, inspirado nos talk shows do radialista americano Howard Stern. A lógica: metralhadora giratória que não poupa ninguém, desde o ouvinte até a celebridade mais badalada. A fórmula deu certo. O programa foi campeão de audiência e Tutinha resolveu levá-lo para a televisão. Bateu na porta da Gazeta, do SBT, da Bandeirantes, até que conseguiu um patrocínio da operadora de telefonia Vivo e emplacou na Rede TV!. O programa fez sucesso e foi cobiçado por Silvio Santos. As negociações com o SBT não prosperaram, mas o contrato com a Rede TV! termina em 2007. Tutinha pensa em montar sua própria rede. “Aos poucos, estou colocando o pezinho na televisão”, revela. Seria uma espécie de volta à infância. Ele praticamente nasceu dentro de uma emissora. Seu avô, Paulo Machado de Carvalho, foi dono da TV Record. O pai, Tuta, era diretor da rede no auge dos festivais da canção. Ainda criança, assistiu de camarote aos primeiros acordes da turma da Jovem Guarda. Suas lembranças são as de um típico filhinho de papai. Levava os amigos da escola para assistir a Perdidos no Espaço no cineminha da Record.

Trechos de uma entrevista com a Revista Playboy:

TUTINHA> Sou o mais temido, lógico. Sou assim mesmo. Se não tocar na minha rádio, a Jovem Pan, o artista não estoura. E não sou bonzinho. Se a música é ruim, digo para o artista: “Não vou tocar, seu disco é uma porcaria. Tchau e não me amola”.

TUTINHA> Se você tem um produto novo, você paga pra lançar. Era isso o que eu fazia. Eu tocava, mas queria alguma coisa. Promoção, dinheiro. Ah, bota aí 100 mil reais de anúncio na rádio. Me dá um carro pra sortear para o ouvinte. Mas hoje não tem mais isso. As gravadoras não têm mais dinheiro. O que pode existir é o empresário fazer acordo. Ah, toca aí meu artista e eu te dou três shows. Ou uma porcentagem da venda dos discos.
Na Jovem Pan nunca teve jabá. Antigamente as rádios tinham. Quando eu comecei a trabalhar, até me assustava. A Rádio Record ficava junto com a Jovem Pan. Na época, chegava o cara da gravadora e dava dinheiro, walkman, relógio para o radialista. Quando eu entrei, eu pegava essas coisas para a Jovem Pan. Nas outras rádios, os donos não estavam. Eu não tinha interesse em roubar a Jovem Pan. Queria fazer negócio. Antes o rádio era muito amador. Então a gravadora dava uma coisa pro cara, dava mulher.

PLAYBOY> Com quem mais você brigou?
TUTINHA> Com o Roger, do Ultraje a Rigor. A Jovem Pan foi a primeira a tocar aquela música deles, “quem quer dinheiro, índio quer dinheiro”, uma coisa assim. E eu combinei com o empresário de me dar três shows. Muito bem, você quer tocar o Roger? Eu quero três shows de graça e vou fazer promoção para a Jovem Pan. Pois ele estourou e não me deu os shows.

PLAYBOY> Tocou É o Tchan?
TUTINHA> Não, mas tocamos Netinho, Ivete, Banda Eva e Banda Mel. Depois a gente achou que a rádio caiu e podia ser o axé. É que essa rádio é conceito, sabe? Por exemplo, a molecada gosta de samba. Mas a gente acha que conceitualmente tocar Inimigos da HP, por exemplo, atrapalha a rádio. Então a gente prefere tocar rock, house e música brasileira e não arriscar a audiência.

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13.401 – Mega Polêmica na Teledramarturgia – Namorada homenageia Carol Duarte pela virada de Ivana


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Não foram apenas os colegas de elenco que congratularam a atriz Carol Duarte pelas cenas em que Ivana revela à família ser transexual e corta os cabelos, num ritual de libertação. “Ela mostrou um pouquinho da força que tem! Porque ela tem muita força. Força, doçura e coragem”, escreveu no Instagram a geógrafa Aline Klein, namorada da atriz da novela A Força do Querer. “Pula, Caru, se joga que a vida é curta, e você tem muito a dizer. Pula que o mundo é grande! Eu vou estar aqui!”, continua a legenda de uma foto em que Carol Duarte aparece de cabelo curto, o novo visual de Ivana, que vai passar a se chamar Ivan na trama de Gloria Perez.
Carol Duarte e Aline Klein namoram há mais de dois anos, e aparecem juntas em diversas fotos do perfil mantido pela geógrafa no Instagram.

 

☻Mega Opinião

Alguns setores da sociedade vem tentando influenciar a opinião pública em prol de homo e bissexualismo, transexualismo, lesbianismo e travestismo como sendo práticas naturais, comuns e devem ser aceitas normalmente por uma questão de liberdade individual. Nós do ☻Mega longe de sermos conservadores, acreditamos que todos devem ser respeitados como cidadãos independente de sua escolha sexual, mas não venha a mídia querer nos fazer engolir goela abaixo essas práticas como sendo “naturais”. Pra mim são anomalias.

 

13.370 – CIENTISTA RUSSO EXPLICA O QUE ACONTECE COM O CÉREBRO APÓS A MORTE


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O neurocientista russo e doutor em filosofia Yuri Serdiukov se dedicou, por anos, à análise dos processos psíquicos e fisiológicos da morte clínica. Em uma conferência internacional sobre a neurofilosofia dada recentemente na Universidade Estatal de Moscou, Serdiukov explicou o que ocorre no cérebro após a morte e como essa experiência se relaciona com a ideia de paraíso e inferno.
Após a morte, a atividade cerebral continua ativa por um período indeterminado. O doutor explicou que, nesses estados, o sujeito perde as capacidades lógicas e verbais e mergulha em um estado onírico prolongado, criado pela atividade espontânea do cérebro.
Aparentemente, o conteúdo desses sonhos post-mortem é dado por vários fatores, como a condição psíquica de cada pessoa, as recordações acumuladas desde a fase uterina e as diversas estruturas genéticas ativadas em decorrência do estresse causado pela morte clínica. É por isso que certas experiências são relatadas como prazerosas ou paradisíacas e outras como obscuras ou infernais.
Serdiukov afirma que é possível treinar o cérebro para que ele tenha acesso a uma morte prazerosa. Além disso, ressaltou que, uma vez que não existe noção do tempo nesse estado, a experiência pode ser percebida como infinita.

13.340 – Técnica controversa quer trazer os mortos de volta a vida


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Em 1985, o clássico longa-metragem Re-animator: a hora dos mortos vivos narrava a possibilidade de trazer pessoas que já morreram de volta à vida. Os projetos do jovem médico Herbert West, interpretado por Jeff Combs, envolviam a aplicação de um líquido fluorescente chamado “reanimator”, supostamente capaz de reanimar cadáveres.
A descoberta que até então só existia no universo da ficção científica pode, agora, estar mais próxima da realidade. Funcionários da empresa Bioquark, localizada na Filadélfia, anunciaram que estão perto de iniciar ensaios clínicos para um procedimento controverso, que será realizado em pessoas declaradas clinicamente mortas. Os testes serão conduzidos para verificar se uma série de terapias administradas em uma pessoa que, tecnicamente, já faleceu, podem trazê-la de volta à vida.
O CEO da empresa, Ira Pastor, informou à imprensa que a intenção é começar “muito em breve” os testes clínicos em um país não identificado na América do Sul. Junto ao cirurgião dentista Himanshu Bansal, eles foram notícia ao final do ano passado, quando tentaram conduzir testes semelhantes na Índia. O Conselho Indiano de Pesquisa Médica encerrou a conversa pouco tempo depois, levando a empresa a procurar outro lugar para suas pesquisas.
Inicialmente, as terapias envolvem injetar no paciente suas próprias células-tronco, coletadas a partir da gordura ou do sangue. Depois, é aplicada uma injeção de peptídeos na medula espinhal do paciente. Por fim, segue-se uma rotina de estimulação nervosa e terapia a laser, aplicadas durante 15 dias. A ideia é induzir um novo crescimento neuronal, na esperança de reiniciar as funções cerebrais regulares. Cada um dos tratamentos foram testados em outras situações por diferentes pesquisadores, com resultados variados, mas nenhum deles jamais foi usado para reverter a morte clínica de um paciente. De fato, Pastor admite que a companhia sequer testou os procedimentos em animais – ele e seus colegas não fazem ideia se o procedimento terá resultado, ou mesmo se funcionará parcialmente. Mesmo assim, o objetivo é perseguir essa descoberta, e por isso eles vêm trabalhando nos bastidores para negociar com um país disposto a permitir o avanço do estudo.
Críticos pontuaram que as técnicas irão falhar e apontaram seus porquês. Observaram, ainda, questões éticas que poderiam vir à tona – uma delas é se, apontam, por ventura, a atividade mínima for restaurada. Isso significaria que a pessoa ainda estaria em um estágio de quase-morte ou num estado vegetativo parcial? Quem pagaria pelos cuidados desses pacientes? Provavelmente haverá dificuldades em conseguir que os membros da família concordem em permitir que um ente querido com morte cerebral se submeta a um procedimento de tal natureza; o grupo já carrega essa dificuldade desde os trabalhos na Índia, quando não haviam muitas pessoas dispostas a participar da pesquisa.

13.331 – Espiritismo – Inteligência artificial pôs à prova psicografia de Chico Xavier


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Francisco Cândido Xavier morreu há 15 anos, deixando para trás mais de 412 livros escritos. Mas ele sempre rejeitou a autoria de todos: a obra seria inteira psicografada, ditada diretamente de espíritos que falavam ao médium.
Com o aniversário de falecimento do líder espírita, uma empresa brasileira resolveu investigar a obra de Chico usando inteligência artificial. Ao longo da vida, ele psicografou livros de vários autores diferentes. A ideia era usar todo o poder de computação para responder duas perguntas: esse autores têm cada um seu estilo próprio? Eles são suficientemente diferentes entre si?

A Stilingue, uma empresa que trabalha com análise de textos via inteligência artificial para “resumir a internet”, encontrando tendências nas redes sociais, resolveu testar como as obras psicografadas seriam analisadas por uma técnica de aprendizado de máquinas chamada Deep Learning.
A partir de grandes quantidades de dados, o computador aprende a criar relações entre eles, sem precisar aprender, por exemplo, o que é um verbo, um adjetivo, um substantivo. Se fosse reconstruir a Bíblia, o computador logo ia aprender que precisa colocar um número antes de cada frase, porque o livro é estruturado em versículos.
A mesma técnica também já foi usada para recriar Shakespeare. Depois de ler milhões de caracteres do dramaturgo, o computador era capaz de escrever sozinho “imitando” o estilo do inglês, sem nunca ter passado por uma aula de literatura. Nem sempre as frases fazem total sentido, mas os tempos verbais e a mania de criar palavras novas mudando o final delas ficam reproduzidos, igualzinho.
No caso de Chico Xavier, o estudo da Stilingue selecionou três dos principais autores psicografados pelo médium: Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos.
Para “alimentar” a rede neural artificial, eles selecionaram três livros de cada autor – que precisam ser enormes, porque a técnica deep learning exige, no mínimo, um milhão de caracteres por autor conseguir aprender com sucesso. “No caso de Humberto de Campos, sentimos um pouco de falta de mais material. Ele é um autor mais desafiador porque escrevia diferentes tipos de texto [contos, anedotas e poesias]”, explica Milton Stiilpen Jr., fundador da Stilingue.
Devidamente treinado, o computador começou a reproduzir os textos. André Luiz, por exemplo, tinha o hábito de colocar falas espaçadas entre blocos de texto maiores, ao invés de criar longos blocos de diálogos.

André Luiz: entidade espírita vs. bot

Este primeiro texto foi psicografado por Chico Xavier
Os encarnados presentes viam tão-somente o corpo de Otávia, dominado pelo sacerdote que lhes era invisível, quase a rebentar-se de soluços atrozes, mas nós víıamos além. A nobre senhora desencarnada postou-se ao lado do filho e começou a beijá-lo, em lágrimas de reconhecimento e amor. Pranto copioso identificava-os. Cobrando forças novas, a genitora continuou:

– Perdoe-me, filho querido, se noutra época induzi o seu coração à responsabilidade eclesiástica, modificando o curso de suas tendências. Suas lutas de agora me atingem a alma angustiada. Seja forte, Marinho, e ajude-me! Desvencilhe-se dos maus companheiros! Não vale rebelar-se. Nunca fugiremos à lei do Eterno! Onde você estiver, a voz divina se fará ouvir no imo da consciência…

Nesse momento, observei que o sacerdote recordou instintivamente os amigos, tocado de profundo receio. Agora que reencontrava a mãezinha carinhosa e devotada a Deus, que sentia a vibração confortadora do ambiente de fraternidade e féé, sentia medo de regressar ao convívio dos colegas endurecidos no mal.

Já este foi criação da inteligência artificial

A primeira vez mais providencial de serviço de sua consciência, a senhora Laura encontrava-se com a presença de alguns, com a sua consciência espiritual e a medicina de amor, acrescentou:

– O controlador de serviço está disposto a escapar com as mesmas expressões de alegria.

A primeira vez mais forte de algum tempo, a senhora de Alexandre prosseguiu a companheira de serviço e considerando a alegria da conversação despediu-se:

– Neste momento, a maioria dos companheiros encarnados estão através de construções destruidoras e desencarnadas. A consciência tem sempre a construção do coração.
Depois de criar três bots capazes de imitar os autores com uma precisão considerável (erro de 22% para André Luiz, 5% para Emmanuel e 32% para o Humberto de Campos), dá para dizer que cada autor tem um estilo razoavelmente marcante e uniforme.
Agora, dá para dizer que eles são diferentes entre si? Ou será que o estilo delata que teriam sido escritos por uma só pessoa? Para fazer o teste, eles decidiram confundir a máquina. Misturaram os textos de diferentes autores. Mandaram o bot do Emmanuel escrever com base na obra do Humberto, o do Humberto imitar o André e assim por diante. Deu errado: a taxa de erro disparou. Os modelos eram incapazes de encontrar os mesmos padrões de estilo de uma entidade espírita nos livros da outra. Os autores são, sim, marcadamente diferentes.

A questão que resta é: há outras formas de explicar o resultado?
Misturar textos de diferentes temas e épocas de um mesmo autor já é suficiente para aumentar a taxa de erro. Mas não tanto assim. “Fizemos um teste com o Paulo Coelho justamente para testar um único autor com diferentes livros e muitos textos. A taxa de erro aumenta – mas mesmo assim continua baixa”, explica Milton. O teste com Paulo Coelho retornou uma taxa de apenas 10%.
Outra possibilidade cética seria a criação consciente e deliberada de Chico Xavier de diferentes personas, uma para cada autor – coisa parecida com o que o escritor Fernando Pessoa fez, com seis heterônimos marcadamente diferentes.
Milton também tinha uma resposta para isso: eles fizeram o teste de deep learning também com Fernando Pessoa. “Faltou quantidade de dados suficiente para atender essa técnica”, responde Stiilpen. A Stilingue não conseguiu acesso fácil e digitalizado à quantidade necessária de material de cada heterônimo de Pessoa. Relembrando, o mínimo necessário para a análise usando deep learning é de 1 milhão de caracteres o que significa, nesse caso, 6 milhões para uma análise de todos os “autores” em questão. E isso só para aquecer.
Graças a esses resultados, a análise textual deve virar um projeto de pesquisa oficial que vai, inclusive, selecionar outras técnicas mais adequadas a autores como Fernando Pessoa e Nelson Rodrigues. Mas, de tudo isso, qual foi o veredito do estudo sobre Chico Xavier?
A psicografia segue como uma questão de fé. Mas se o estudo atesta algo, é a genialidade do médium. Escrever o volume de texto que ele escreveu, com personas comprovadamente distintas, mas uniformes entre si, não precisa nem ser sobrenatural para ser absolutamente impressionante. Ou, como colocou Monteiro Lobato, “Se Chico Xavier produziu tudo aquilo por conta própria, então ele merece ocupar quantas cadeiras quiser na Academia Brasileira de Letras.”

13.321 – Cerveja é melhor que paracetamol para combater a dor (?)


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Para a dor de cabeça, paracetamol. Para a de cotovelo, cerveja. O hábito, tão comum entre nós, encontra respaldo tanto na medicina tradicional quanto na crença popular.
Mas alguns cientistas discordam.
Pesquisadores da Universidade de Greenwich, em Londres, publicaram um estudo afirmando que a cerveja é boa tanto para a dor de cabeça quanto para a de cotovelo.
Publicado no Journal of Pain, a pesquisa diz que o álcool contido em duas canecas de cerveja é mais eficaz que uma dose de paracetamol. É que, em quantidades razoáveis (não vale exagerar), a bebida pode aumentar a resistência à dor e se tornar mais eficaz que alguns medicamentos conhecidos.
Mas não se anime tanto. A pesquisa não muda em nada a recomendação da comunidade médica de reduzir ao máximo o consumo de qualquer bebida alcoólica.
E não custa lembrar: jamais beba antes de dirigir, nem que seja pra se livrar daquela dorzinha inocente.

13.296 – Mega Polêmica – Ciência confirma que a origem da vida não é divina


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Físicos e biólogos alemães conseguiram determinar o mecanismo pelo qual simples gotículas líquidas evoluíram até se transformarem em células vivas, dentro da teoria da sopa primordial da Terra.
A investigação tenta responder à clássica pergunta sobre como surgiram as primeiras células, partindo dos precursores primitivos, também conhecidos como “protocélulas”, e como estes chegaram a ganhar vida.
Em 1924, o bioquímico russo Aleksandr Oparin propôs, pela primeira vez, que a fonte da vida planetária teria sido uma sopa primordial quente, que continha “protocélulas” misteriosas. Na época, ele sugeriu que estas poderiam ser algumas gotículas líquidas.
Nesse novo trabalho, foi estudada a física de pequenas gotas quimicamente ativas, capazes de reciclar componentes químicos dentro e fora do líquido circundante. Descobriu-se que gotículas desse tipo tendem a crescer e chegar ao tamanho de uma célula.
Quando alcançaram o tamanho de uma célula, começaram a se dividir, assim como as células vivas – fenômeno que sustenta a teoria de que houve um surgimento espontâneo de vida a partir da sopa primordial.

13.282 – Mega Polêmica – Empresa vende sangue de jovens por R$ 26 mil para ‘reverter envelhecimento’


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Aquele mito de que o sangue de virgens pode garantir vida eterna pode estar ganhando uma versão do século XXI. Uma empresa do Vale do Silício chamada Ambrosia está oferecendo transfusões de sangue de jovens para pessoas mais velhas para supostamente reverter os sintomas do envelhecimento. E cada transfusão custa US$ 8.000 (cerca de R$ 26 mil, na cotação atual).
Segundo a CNBC, mais de 100 pessoas já receberam transfusões por meio da Ambrosia. Embora qualquer pessoa com mais de 35 anos de idade possa se tornar cliente da empresa, seu fundador, Jesse Karmazin, diz que a maioria de seus primeiros clientes tem idade de aposentadoria. Karmazin afirma que os primeiros a testar o procedimento reportaram alguns sintomas positivos, e nenhum negativo.
O sangue, por sua vez, é sempre de pessoas com menos de 25 anos de idade, e tipicamente de adolescentes. Ele é comprado pela Ambrosia dos mesmos bancos de sangue que também vendem para empresas farmacêuticas, o que significa que adolescentes bem intencionados, que vão doar sangue para pessoas doentes, podem acabar tendo seu material usado em idosos ricos e saudáveis.

Isso é Ciência?
Karmazin baseia a ideia de sua empresa em um procedimento chamado de “parabiose”, que consiste justamente no tratamento de problemas por meio da transfusão de sangue de indivíduos sãos para o paciente. Alguns estudos sobre esse assunto já foram conduzidos com ratos e mostraram que a injeção de plasma sanguíneo de ratos jovens nos mais velhos revertia alguns sintomas do envelhecimento.
No entanto, os resultados desses estudos já foram bastante contestados por médicos. Dentre as críticas levantadas estão a falta de evidências da eficácia desse tratamento em humanos, o fato de que os benefícios para o receptor são possivelmente menores que os prejuízos para o doador e a questão de que o sangue poderia ser usado para motivos mais urgentes. Além disso, levantou-se também a questão ética de que os pacientes estariam pagando um preço exacerbado por um tratamento sem eficiência comprovada.
Mas Karmazin, de acordo com o Mashable, não promete que o serviço oferecido pela sua empresa possa “curar” o envelhecimento. Ele diz que o que ele quer é estudar os efeitos desse procedimento para reverter os sintomas associados ao envelhecimento – embora o site aponte que os idosos dispostos a pagar US$ 8.000 por transfusão provavelmente imaginam que estão ganhando mais do que participar em um experimento.
O Mashable também perguntou a Karmazin se ele próprio estava recebendo transfusões de sangue de jovens, mas não obteve resposta.

13.281 – Acredite se Quiser – Pesquisadores vão usar células-tronco para tentar ressuscitar pessoas


celulas tronco ressuscita
Células-tronco são o milagre da medicina moderna e há pesquisadores explorando seu potencial para tudo quanto é problema, incluindo diabetes e esclerose lateral amiotrófica (ALS), a doença que inspirou o desafio do balde de gelo em 2013. Uma empresa, porém, quer extrapolar os limites do que vem sendo estudado para descobrir se essas células são capazes de reviver pessoas que já se foram.
A ideia partiu da Bioquark, que fica na Filadélfia. Segundo reporta o STAT, a empresa planeja lançar um estudo até o final deste ano sobre a possibilidade.
A ideia deles é injetar células-tronco na medula espinhal de gente que tenha tido a morte cerebral declarada. Isso, em conjunto com a injeção de uma mistura de proteínas, estimulações elétricas do sistema nervoso e terapia a laser no cérebro, supostamente faria com que o morto deixasse de ser morto.
Os pesquisadores esperam que o tratamento force o crescimento de novos neurônios e a sua conexão uns com os outros, fazendo o cérebro voltar a funcionar.
A Bioquark ainda sequer chegou a testar o método em animais. A empresa vinha conduzindo estudos em Rudrapur, na Índia, desde abril de 2016, mas, em novembro daquele ano, foi interrompida pelo governo, que disse não ter concedido qualquer autorização à empresa. Agora, o CEO Ira Pastor diz que eles estão de mudança para um país na América Latina.

Os vários poréns
O STAT conversou com uma série de especialistas, inclusive aqueles responsáveis por experimentos nos quais a Bioquark se apoia para o seu estudo, e nenhum deles acredita que a empresa terá sucesso. No ano passado, quando se soube das intenções, dois médicos publicaram um artigo criticando fortemente a equipe de Pastor, que acusaram de dar uma “esperança cruel e falsa de recuperação” a familiares.
Além da desconfiança, há também problemas éticos e conceituais a se levar em conta. Um deles diz respeito à declaração de morte: um estudo sobre 38 trabalhos publicados ao longo de 13 anos descobriu que, se as diretrizes da Academia Americana de Neurologia sobre morte cerebral fossem seguidas à risca, nenhum paciente jamais teria sido tratado para recuperar as funções do cérebro no país.
Há que se considerar ainda que existem drogas e venenos que imitam morte cerebral; se a Bioquark fizesse testes em pessoas assim, poderia matá-las de verdade. Além disso, como uma pessoa tecnicamente morta poderia concordar com sua participação num experimento como esse?

13.253 – Ta doente? Vai uma macoinha aí – Maconha pode ser regulamentada como planta medicinal


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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária incluiu a Cannabis Sativa L. na sua lista de Denominação Comum Brasileira. A ação oficializa a cannabis, dando-lhe um número de identidade para referência posterior entre médicos e órgãos reguladores.
A medida foi oficializada com a publicação da Resolução nº 156, no dia 5 de maio de 2017. Agora, a maconha é uma substância reconhecida dentro do país, o que permite às agências reguladoras nacionais se referirem à planta em suas diretrizes.
“É um primeiro passo muito importante. A partir de agora, podemos esperar uma regulamentação da planta para fins medicinais”, explica Paulo Mattos, doutorando em Biologia Molecular pela UNIFESP e membro do Grupo Maconhabras do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) e da Associação Cultural Canabica de São Paulo (ACUCA).
A inclusão, porém, não altera as normas regentes atuais. “O cultivo e uso não autorizado da substância ainda é criminalizado”, explica ele. A Anvisa permite a prescrição de medicamentos derivados do canabidiol e tetrahidrocanabinol perante uma autorização especial dada por ela. Um dos exemplos mais conhecidos é o Mevatyl, responsável por diminuir a rigidez excessiva em pacientes que sofrem de esclerose múltipla.
Segundo Mattos, existem três famílias com autorização para cultivar a erva com fins medicinais, mas nenhuma produtora nacional. Com uma regulamentação oficial futura, a possibilidade para o cultivo em grande escala estará aberta.

Fonte: Galileu

13.243 – Universidade Mackenzie de SP abre centro que questiona a evolução


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A Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais tradicionais de São Paulo, acaba de inaugurar um núcleo de ciência, fé e sociedade que tem como um de seus objetivos a realização de pesquisas sobre a chamada teoria do DI (Design Inteligente).
Os defensores do DI, cujas ideias são rejeitadas pela maioria da comunidade científica, argumentam que os seres vivos são tão complexos que ao menos parte de suas estruturas só poderia ter sido projetada deliberadamente por algum tipo de inteligência.
O novo centro recebeu o nome de Núcleo Discovery-Mackenzie por causa da parceria entre a universidade brasileira e o Discovery Institute, nos EUA.
A instituição americana está entre os principais promotores da causa do DI e já sofreu derrotas judiciais em seu país por defender que a ideia fosse ensinada em escolas públicas em paralelo com a teoria da evolução, hoje a explicação mais consolidada sobre a diversidade da vida.
Tribunais dos EUA consideraram que o DI seria, na essência, muito semelhante ao criacionismo bíblico (a ideia de que Deus criou diretamente o homem e os demais seres vivos) e, portanto, seu ensino violaria a separação legal entre religião e Estado no país.
“É importante destacar que não é um núcleo de DI, e sim um núcleo de fé, ciência e sociedade”, declarou à Folha o teólogo e pastor presbiteriano Davi Charles Gomes, chanceler da universidade. “Nossa instituição é confessional, o que significa que ela tem uma visão segundo a qual o mundo tem um significado transcendente. E não existe ciência que, no fundo, não reflita também sobre coisas transcendentes.”

DE BACTÉRIAS AO TRÂNSITO
Segundo Gomes, o contato com o Discovery Institute já acontece desde a década passada, quando a universidade começou a organizar o ciclo de simpósios Darwinismo Hoje, trazendo biólogos defensores da teoria da evolução e palestrantes que questionam o consenso científico.
Para especialistas, o projeto tem sabor de fracasso. “É triste e extremamente preocupante”, diz o paleontólogo Mario Alberto Cozzuol, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). “As premissas do DI foram derrubadas e expostas já faz muito tempo. Seus proponentes não têm aportado nenhuma novidade para a discussão. O único motivo pelo qual isso continua atraindo gente é a falta de educação em ciências.”

argumento pro

argumento contra

13.224 – Mitos Religiosos – O Diabo Não Existe


Uma visão espírita sobre o diabo

O diabo não existe – isso pode parecer óbvio para você, se você é espírita. Mas milhões de pessoas ainda acreditam na existência do diabo como um ser real, personificado. E embasam a sua crença na Bíblia, a mesma Bíblia que nos apresenta Jesus.
Nós sabemos que a maior parte das pessoas que acredita no diabo é composta por católicos e protestantes (ou os chamados evangélicos). Tanto católicos quanto evangélicos exercem um papel importante que merece todo o nosso respeito, mas não há como fazer uma mudança profunda no ser imortal que nós somos se nós não reconhecermos a total responsabilidade que nós temos sobre nós mesmos. Então, enquanto nós tivermos a ideia de um ser culpado pelo mal, um ser a quem se atribui a causa de todo o mal que há na Terra, nós não nos responsabilizaremos pelos nossos pensamentos, pelas nossas palavras, pelas nossas ações.
Não podemos mais continuar terceirizando a responsabilidade que temos sobre nós mesmos, porque a ideia do diabo é isso: é a terceirização da responsabilidade. Nós erramos, mas não somos culpados pelo nosso erro – nós estamos apenas dominados ou influenciados pelo diabo; o culpado é o diabo.
Entre os espíritas não existe a crença no diabo, mas essa terceirização da responsabilidade também acontece apenas mudando de nome – o culpado não é o diabo porque o diabo não existe, mas o espírita muitas vezes coloca a culpa dos seus males no espírito obsessor.

Fonte: Espírito Imortal

13.193 – Mega Polêmica – Contra o consenso atual, historiador defende que Jesus foi apenas um mito


Livro polêmico promete colocar lenha na fogueira:

A tese de que Jesus Cristo nunca existiu é um prato cheio para teóricos da conspiração da internet, embora seja rejeitada pela grande maioria dos especialistas. Uma das raras obras sérias que tentam defender essa ideia, escrita pelo historiador e ativista ateu americano David Fitzgerald, acaba de chegar ao Brasil em versão eletrônica.

O livro, chamado “Nailed: Dez Mitos Cristãos Que Mostram Que Jesus Nunca Sequer Existiu”, manteve o trocadilho em inglês do título original (“nailed” quer dizer “pregado”, literalmente, mas também pode ser usado no sentido de “resolvido”, em situações como a resolução de um enigma ou problema).

Ao montar a lista de dez mitos, Fitzgerald, que foi protestante antes de abraçar o ateísmo, teve como alvo principalmente as afirmações sobre os textos do Novo Testamento feitas por cristãos mais conservadores. Seu primeiro passo é mostrar que, diferentemente do que afirmam os literalistas bíblicos –ou seja, aqueles que acreditam que todos os detalhes descritos na Bíblia são fatos históricos que ocorreram literalmente–, há uma longa lista de contradições nos diferentes retratos de Jesus traçados pelos Quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João).

Isso significa que eles provavelmente não foram escritos por testemunhas oculares da vida de Cristo, mas incorporam a visão teológica de cada autor em passagens tão importantes quanto o nascimento do Nazareno, o batismo no rio Jordão, a morte na cruz e a Ressurreição.

Até aí, poucos historiadores do cristianismo primitivo achariam os argumentos dele controversos –ninguém defende, hoje em dia, que os chamados Reis Magos apareceram com presentes quando Jesus nasceu, ou que o rei Herodes de fato mandou matá-lo quando ainda era bebê.

Pilares da Dúvida
Nínguém ouviu falar dele: Autores não cristãos do século 1º d.C. nunca teriam mencionado Jesus – as poucas menções não passariam de falsificações criadas por copistas cristãos.

Argumento pró: – Há passagens genuínas sobre Cristo na obra do judeu Flávio Josefo e do historiador romano Tácito. Outros nomes não falaram dele porque no início o impacto do Cristianismo era modesto.

Evangelhos ‘plagiaram’ outros mitos
Semelhanças entre a trajetória de Jesus e a de outras figuras divinas que morrem e ressuscitam, como Baal, mostrariam que a fé cristã apenas deu nova roupagem a antigas religiões do Oriente Próximo
O consenso atual: embora esses elementos possam ter influenciado os evangelistas, o núcleo da biografia de Cristo, como o batismo no Jordão e a morte na cruz, possui fortes indicações de historicidade.

Para Paulo, Jesus nunca foi humano
Cartas do apóstolo Paulo, que são os mais antigos documentos cristãos, descreveriam um Jesus com poderes celestiais que existia desde o começo do Universo, e não um profeta de carne e osso.
O consenso atual: apesar de não se interessar muito pelo que Jesus fez e pregou em vida, Paulo claramente o descreve como “nascido de mulher” e com parentes vivos, como Tiago, o que derrubaria essa tese.

Autores bíblicos traçam retratos muito variados sobre Jesus
Há muitas contradições ente os diferentes evangelhos.

O mais importante desses historiadores, o judeu Flávio Josefo (37 d.C.-100 d.C.), deixou obras que, na versão que chegou até nós, citariam Jesus em dois trechos. Um deles, mais extenso, realmente foi adulterado por copistas cristãos para dar a entender que Josefo via Jesus como o Messias, mas a maioria dos historiadores afirma que, por trás da passagem alterada, é possível restaurar uma versão original que também falava de Cristo.

Já Fitzgerald diz que essa passagem maior foi totalmente inventada, enquanto no trecho mais curto um personagem chamado Tiago teria recebido o apelido de “irmão de Jesus, chamado Cristo” por intervenção de copistas cristãos.

Além do que vê como silêncio dos cronistas não cristãos, Fitzgerald enfatiza o silêncio do apóstolo Paulo, autor de diversas cartas a comunidades cristãs escritas entre os anos 40 e 60 do século 1º e preservadas no Novo Testamento.
Paulo, de fato, quase não aborda os episódios da vida de Jesus e os ensinamentos do Nazareno, o que, para Fitzgerald, seria indício de que o Cristo no qual ele acreditava era uma figura cósmica, de origem celestial, na qual o apóstolo teria passado a acreditar por meio de revelações místicas e da análise das Escrituras judaicas (o Antigo Testamento cristão). Não teria sido, portanto, um homem de carne e osso.
Outra objeção séria às ideias dos chamados miticistas (os que defendem que Jesus foi apenas um mito, sem base numa figura histórica real) envolve o chamado critério do constrangimento. Esse critério de análise histórica propõe que ninguém em sã consciência inventaria informações potencialmente constrangedoras sobre a trajetória de uma figura muito admirada. Portanto, é razoável admitir que tais fatos realmente aconteceram.
Esse critério é usado para postular que ao menos alguns fatos básicos da biografia de Jesus –a origem em Nazaré (cidadezinha insignificante), o batismo feito por João Batista (se Jesus é superior a João, por que foi batizado?) e a morte na cruz (martírio reservado a criminosos e subversivos de quinta categoria)– aconteceram mesmo.
Para Fitzgerald, porém, todos esses dados são uma criação do mais antigo Evangelho, o de Marcos.

Obra
NAILED: DEZ MITOS CRISTÃOS QUE MOSTRAM QUE JESUS NUNCA SEQUER EXISTIU
AUTOR David Fitzgerald
EDITORA Amazon

13.150 – Espiritismo – Por que a Bíblia proíbe invocar os mortos?


espiritismo e biblia
O que diz os evangélicos:

A Bíblia é o livro, dentre outros, que nos dá a história do espiritismo. Em Êxodo ela mostra que os antigos egípcios foram praticantes de fenômenos espíritas, quando os magos foram chamados por Faraó para repetir os milagres operados por Moisés. Quando Moisés apareceu diante desse monarca com a divina incumbência de tirar o povo de Israel da escravidão egípcia, os magos repetiram alguns dos milagres de Moisés (Êx 7.10-12, 8.18).
Mais tarde, já nas portas de Canaã, Deus advertiu o povo de Israel contra os perigos do ocultismo. A mediunidade, por exemplo, era uma prática abominável aos seus olhos (Dt 18.9-12). O castigo para quem desobedecesse aos mandamentos de Deus nesse particular era a morte:
“Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles”. (ACF) (Lv 20.27, ver também Êx 22.18).
A Bíblia também indica que as pessoas com ligações com espíritos familiares e feiticeiras são amaldiçoadas por Deus:
“Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR”. (ACF) (Lv 19.31). Portanto, invocar espíritos é uma prática condenada na Bíblia.

O que diz o Espiritismo
O Espiritismo não tem nada a ver com adivinhação, feitiçaria ou encantamento. Quem prega essas coisas, atribuindo-as ao Espiritismo, age por ingenuidade, ignorância ou por absoluta má-fé
O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-los, a submeter os seus ensinos ao crivo da razão, antes do aceitá-los.
A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.
Afirmar que Deus proíbe a comunicação com mortos, como fazem os evangélicos, é DESCONHECER as Escrituras.
A proibição feita por Moisés tinha a sua razão de ser, porque o legislador hebreu queria que o seu povo rompesse com todos os hábitos trazidos do Egito e de entre os quais o de que tratamos era objeto de abusos.
Não se evocava então os mortos pelo respeito e afeição tributados a eles, nem com sentimento de piedade, mas, sim, como meio de adivinhar, como objeto de tráfico vergonhoso, explorado pelo charlatanismo e pela superstição;
nessas condições, Moisés teve razão de proibi-lo.
Se ele pronunciou contra esse abuso uma penalidade severa, é que eram precisos meios rigorosos para conter esse povo indisciplinado; também quanto à pena de morte, era pródiga a sua legislação.
Havia na lei moisaica duas partes:
1ª, a lei de Deus, resumida nas tábuas do Sinai; lei que foi conservada porque é divina, e o Cristo não fez mais que desenvolvê-la;

2ª, a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes do tempo, e que o Cristo aboliu.

Hebreus 8 : 13 – Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.
Exemplos de leis disciplinares de Moisés que Cristo aboliu:

Levítico 24 : 17, 19, 20

17 – Quem matar alguém será morto.

19 – Se alguém causar defeito em seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito:

20 – fratura por fratura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará.

Mateus 5 : 38 – 40

38 – Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente.

39 – Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;

40 – e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa.
Levítico 20 : 10 – Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.

João 8 : 3 – 11

3 – Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,

4 – disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.

5 – E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?

6 – Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.

7 – Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.

8 – E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9 – Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
10 – Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 – Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.

13.139 – Clarlatanismo – Uri Gueller, o entortador de colheres


(Tel Aviv, 20 de dezembro de 1946), é um israelense, naturalizado britânico, que se tornou famoso nos anos 1970 ao se clamar paranormal em programas de televisão em que realizava demonstrações de seus supostos poderes paranormais – telecinese, rabdomancia e telepatia. Muitos o consideram charlatão.
Tais demonstrações incluíam dobrar colheres, identificar objetos ocultos e parar ou acelerar ponteiros de relógios à distância. Geller afirmava que esses efeitos eram provocados pela força de sua mente e pelo poder de sua vontade e que ele havia recebido esses poderes de extraterrestres. Em seu site, Geller conta a sua versão de como teria conseguido seus alegados poderes.
São muitos os seus críticos, entre os quais se destaca James Randi, segundo o qual Geller não seria dotado de paranormalidade. Para sustentar sua tese, Randi repetiu várias vezes os experimentos de Geller, obtendo os mesmos resultados surpreendentes, mas sempre afirmando ter usado apenas truques e ilusionismo.
O ilusionista, Criss Angel ofereceu 1 milhão dólares para Uri Geller e Jim Callahan se eles pudessem psiquicamente determinar o conteúdo dentro de um envelope que ele tinha na mão. A oferta foi recusada.
Geller levou à justiça várias pessoas que alegavam que ele não possuía poderes paranormais e perdeu em todas as causas.
Atualmente Uri Geller não se diz um paranormal. Hoje se dedica a vender jóias com seu design em um canal de vendas diretas pela televisão.
Em janeiro de 2017, a CIA liberou mais de 13 milhões de páginas com grau de sigilo, até então, para consulta pública. Entre os registros considerados mais “exóticos” estão os documentos do chamado programa Stargate, que analisava poderes psíquicos e percepções extrassensoriais. Nesses documentos estão incluídos os testes feitos para analisar as habilidades psíquicas de Uri Geller em 1972, quando ele já era famoso por apresentações demonstrando seus “poderes”.
Os memorandos detalham como Geller conseguiu reproduzir em parte figuras que foram desenhadas por outras pessoas em uma sala separada de onde ele estava. Ele reproduziu os desenhos com graus variáveis de precisão – em algumas vezes, replicando o que estava sendo criado por outras pessoas.
A CIA concluiu a pesquisa dizendo que ele “exibiu habilidade perceptiva paranormal de modo contundente”.

Dúvidas??

13.085 – Cochilo durante expediente pode aumentar produtividade (?)


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Atire a primeira pedra quem nunca cogitou a possibilidade de tirar um cochilo durante o expediente. Mas, fazer uma cama no escritório ou simplesmente tirar uma soneca em cima da mesa, na frente de todo mundo, durante o horário de trabalho, é praticamente impossível – a menos que você trabalhe em uma empresa como o Google ou o Facebook, que têm um espaço específico para descanso. As informações são da rede britânica BBC.
Mas, acredite ou não, algumas pessoas têm ou já tiveram essa coragem e afirmam que, mesmo nos dias mais tranquilos, o hábito “dá mais energia para o resto do dia”. Na década de 1990, Bhim Suwastoyo trabalhava como repórter para a Agência France Presse no escritório de Jacarta, na Indonésia. Na época, ele ficou famoso entre seus colegas por dormir embaixo de um armário, atrás de sua mesa.
“Quando alguém do escritório de Hong Kong visitava, a primeira coisa que me pedia era ‘me mostra sua cama’. Que reputação!”, contou Suwastoyo à BBC.

Mudança de comportamento
Para Natalie Dautovich, especialista da Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos. “Nós ainda estamos presos a noção de que o sono é um luxo (em vez de vê-lo como) um comportamento saudável e positivo com resultados benéficos para a produtividade (dos funcionários)”, disse em entrevista à BBC.
A sesta, prática comum na Europa, tem ganhado força no ambiente corporativo mundial e brasileiro, mas ainda há muito para ser desenvolvido nesse quesito. O hábito de cochilar durante o dia, normalmente após o almoço, pode ser uma medida para empresas que desejem funcionários mais motivados e ligados no trabalho

Necessidade
Segundo Suwastoyo, as sonecas no trabalho foram muito úteis em 1997, quando no auge da crise econômica da Ásia, a moeda da Indonésia, a rúpia, perdeu metade de seu valor e o governo desmoronou. O jornalista estava trabalhando direto para cobrir esta crise e como na época os telefones celulares não eram tão populares na Indonésia, ele cochilava perto do telefone do escritório quando tinha um momento mais sossegado.

13.073 – Medicina – A Pílula do Câncer Funciona?


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Polêmica sobre a pílula

A fosfoetanolamina (nome da substância) tem despertado esperança de cura em pacientes e desconfiança em cientistas e médicos. O motivo disso é a falta de estudos clínicos apropriados.
Obrigada a produzir a substância por liminares emitidas pela justiça, a USP chegou a se manifestar sobre o assunto. “Essa substância não é remédio. Ela foi estudada na USP como um produto químico e não existe demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença”, escreveu a universidade em um comunicado.
O medicamento deixa muitas perguntas no ar. O que se sabe sobre a fosfoetanolamina? Quais são seus efeitos? Ele realmente pode curar o câncer?

O que é a fosfoetanolamina?
É uma substância química produzida no organismo humano. Ela é indispensável para a vida humana. Dela se origina outra substância, a fosfatidiletanolamina, que está presente em todos os tecidos e órgãos humanos.
A fosfatidiletanolamina é responsável por normalizar o metabolismo oxidativo, que gera energia no corpo. Esse processo fica prejudicado em células cancerosas. Em teoria, a ingestão do medicamento faria com que as células voltassem a trabalhar normalmente. Com isso, o câncer pararia de se desenvolver.
A fosfoetanolamina (produzida em laboratório) apresentou em testes propriedades antitumorais em células (in vitro) e em animais portadores de tumores. Já a natural não apresenta essas propriedades—ela para de funcionar, mas os pesquisadores ainda não sabem os motivos disso.

Já foram feitos testes com fosfoetanolamina em células humanas?
Os testes foram feitos em células humanas em laboratório, porém não em pessoas. Segundo o pesquisador Durvanei Maria, foram estudadas linhas celulares de tumores, como melanoma, pâncreas, renais, leucemias, entre outros.

A fosfoetanolamina é eficaz contra o câncer?
O professor Durvanei Maria afirma que a fosfoetanolamina sintética inibiu a capacidade de multiplicação ou proliferação celular dos tumores. Isso foi feito a partir da morte celular programada– um efeito que pode ser visto, geralmente, na queda das folhas das árvores no outono.
Os resultados foram obtidos por Maria em todos os modelos estudados (células de camundongos, ratos ou em células humanas).
Qual é a diferença entre a pílula e outras medicações em desenvolvimento?

Segundo a doutora Giovana Torrezan, medicamentos contra o câncer que estão em desenvolvimento atualmente não são como a quimioterapia, que mata todas as células que se dividem no corpo humano. Esses medicamentos em desenvolvimento são chamados de “drogas alvos” e só alteram as células tumorais.
Já a pílula de fosfoetanolamina reativa a morte celular programada, estimula o sistema imune a eliminar a célula do tumor e pode impedir o desenvolvimento de vários outros tumores. “Mas ainda não se sabe quais seriam seus efeitos colaterais”, explica.
A fosfoetanolamina serviria como um substituto para outros tratamentos, como a quimioterapia?
As pesquisas comprovam que a fosfoetanolamina não altera as propriedades dos remédios usados durante a quimioterapia. Além disso, ela também é capaz de aumentar a probabilidade de sobrevida e diminuir significativamente os efeitos colaterais.
Assim, a fosfoetanolamina não serve como substituto da quimioterapia. Na realidade, a associação dos dois medicamentos e de outros tratamentos talvez possa ajudar no combate ao câncer.

Há riscos ao usar a pílula, já que ela não foi testada clinicamente?
De acordo com Roberto Ferreira, a substância já passou por ensaios pré-clínicos e apresentou bons resultados. No entanto, a cada etapa do processo de estudo de um potencial candidato a medicamento, muitas moléculas que eram promissoras são abandonadas por perda de atividade ou na avaliação de riscos e benefícios.
“A fosfoetanolamina já passou por duas importantes etapas, mas a história nos mostra que não há garantias que mantenha a atividade em humanos e que não haja riscos, ou interações importantes com outros medicamentos que o paciente esteja utilizando”, avisou Ferreira.

13.072 – Mega Polêmica – Fiéis da Universal não serão incluídos no SPC por ‘inadimplência’


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Notícia Falsa

Igrejas evangélicas e seus polêmicos líderes estão entre os assuntos preferidos dos criadores de notícias falsas que operam no submundo da internet brasileira. Manchetes mentirosas com esta temática são tão bem sucedidas no intuito de provocar indignação dos internautas e atrair cliques que acabam sendo requentadas ano a ano.
É o caso da notória “Fiéis que não pagam dízimos vão ser colocados no SPC e Serasa”, que surgiu em 2011 e voltou a circular no início de 2017. O alvo é a Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo controverso Edir Macedo, que, diz a lorota, teria tomado a decisão de incluir fiéis “inadimplentes” nos serviços de proteção ao crédito.
Lida cerca de 160.000 vezes só no Jornal do País e curtida 132.000 vezes no Facebook, a notícia falsa ainda dá “detalhes” da suposta iniciativa da Universal, cascateando que “quem quiser pode fazer um acordo com a igreja e renegociar a dívida que pode ser parcelada no cartão de credito com desconto de 50% nos juros”.
Simulando um trabalho de apuração jornalística, a notícia falsa tem até personagem, um tal José da Silva Pimenta, dito fiel da Universal, incluído no texto para dar sua opinião a respeito da medida que o afetaria. “Para José da Silva Pimenta, a media é justa e vai fazer com que os fiéis fiquem pontuais com Deus, pagar dizimo atrasado é um pecado, um descumprimento da bíblia e colocar o membro da igreja no SPC/SERASA vai ajudar o membro a não errar com Deus”, diz a notícia falsa.
Ainda em 2011, quando a informação mentirosa nasceu, a Universal emitiu um comunicado para desmenti-la. A nota da igreja afirma que “os dízimos e as ofertas são bíblicos e a Igreja Universal não impõe ou obriga as pessoas a fazerem suas doações”.
“O Departamento Jurídico da Igreja Universal afirma que não há nenhum tipo de controle de quem oferta ou não dentro da Igreja Universal, por tratar-se de liberalidade do fiel e, como consequência lógica deste fato, não há como a Igreja Universal inserir ou deixar de inserir o nome de quem quer seja no SPC/Serasa”, conclui a mensagem.
Já o SPC explica que “como não há um contrato entre a pessoa física e a igreja regularizando a doação como uma pendência fixa, logo não há uma dívida oficial a ser quitada. Além disso, o dízimo é uma doação, e não um produto ou serviço contratado, não podendo então levar o consumidor à negativação nos birôs de crédito”.

13.026 – Os Ateus – Em que creem os que não creem


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Há pessoas que negam a divindade e para elas Deus não existe, a Ciência explica o Universo e o homem é responsável por seus atos.
Ateísmo, num sentido amplo, é a ausência de crença na existência de divindades.
O termo ateísmo, proveniente do grego clássico ἄθεος (transl.: atheos), que significa “sem Deus”, foi aplicado com uma conotação negativa àqueles que se pensava rejeitarem os deuses adorados pela maioria da sociedade. Com a difusão do pensamento livre, do ceticismo científico e do consequente aumento da crítica à religião, a abrangência da aplicação do termo foi reduzida. Os primeiros indivíduos a identificarem-se como “ateus” surgiram no século XVIII.
Os ateus tendem a ser céticos em relação a afirmações sobrenaturais, citando a falta de evidências empíricas que provem sua existência. Os ateus têm oferecido vários argumentos para não acreditar em qualquer tipo de divindade. O complexo ideológico ateísta inclui: o problema do mal, o argumento das revelações inconsistentes e o argumento da descrença. Outros argumentos do ateísmo são filosóficos, sociais e históricos. Embora alguns ateus adotem filosofias seculares.
Antes do século XVIII, a existência de Deus era tão universalmente aceita no mundo ocidental, que mesmo a possibilidade do ateísmo verdadeiro era questionada. Isso é chamado de inatismo teísta, a noção de que todas as pessoas acreditam em Deus, desde o nascimento; dentro desta visão estava a conotação de que os ateus estão simplesmente em negação.
No ateísmo prático ou pragmático, também conhecido como apateísmo, os indivíduos vivem como se não existissem deuses e explicam fenômenos naturais sem recorrer ao divino. A existência de deuses não é rejeitada, mas pode ser designada como desnecessária ou inútil; de acordo com este ponto de vista os deuses não dão um propósito à vida, nem influenciam a vida cotidiana.
O ateísmo epistemológico argumenta que as pessoas não podem conhecer um Deus ou determinar a existência de um Deus. O fundamento do ateísmo epistemológico é o agnosticismo, o qual assume uma variedade de formas. Na filosofia da imanência, a divindade é inseparável do próprio mundo, incluindo a mente de uma pessoa e a consciência de cada pessoa está bloqueada no sujeito. De acordo com esta forma de agnosticismo, esta limitação de perspectiva impede qualquer inferência objetiva, desde a crença em um deus às afirmações de sua existência. O agnosticismo racionalista de Kant e do Iluminismo só aceita o conhecimento deduzido com a racionalidade humana. Esta forma de ateísmo afirma que os deuses não são perceptíveis como uma questão de princípio e, portanto, sua existência não pode ser conhecida. O ceticismo, baseado nas ideias de Hume, afirma que a certeza sobre qualquer coisa é impossível, por isso nunca se pode saber da existência de um Deus. A inclusão do agnosticismo no ateísmo é disputada; também pode ser considerado como uma visão básica do mundo independente.
O ateísmo lógico sustenta que às diversas concepções de deuses, como o deus pessoal do cristianismo, são atribuídas qualidades logicamente inconsistentes. Os ateus apresentam argumentos dedutivos contra a existência de Deus que afirmam a incompatibilidade entre certas características, como a perfeição, estatuto de criador, imutabilidade, onisciência, onipresença, onipotência, onibenevolência, transcendência, a pessoalidade (um ser pessoal), não-fisicalidade, justiça e misericórdia.
Antiga religião hindu
Escolas ateístas são encontradas no hinduísmo antigo, e existem desde o tempo da religião védica. Entre as seis escolas ortodoxas (āstika e nāstika) da filosofia hindu, Sankhya, o mais antigo sistema filosófico, não aceita Deus, enquanto a antiga Mimamsa também rejeita a noção de divindade, e sustenta que a própria ação humana é suficiente para criar as circunstâncias necessárias à apreciação dos seus frutos.

Alguns Ateus Famosos
Alexander Graham Bell, cientista, inventor e empresário escocês.
Angelina Jolie, atriz, produtora e diretora estadunidense.
Antonio Banderas, ator, produtor, cantor e diretor espanhol de cinema.
Bill Gates, filantropo, autor e fundador da Microsoft.
Brad Pitt, ator estadunidense.
Bruce Lee, lutador e ator sino-estadunidense.
Charles Chaplin, ator, diretor, roteirista e compositor inglês.
Charles Darwin, naturalista e geólogo inglês.
Chico Buarque, músico, compositor e cantor brasileiro
Drauzio Varella, médico, professor e divulgador científico brasileiro.
Fernando Alonso, bicampeão de Fórmula 1.
Frank Sinatra, cantor, ator e produtor estadunidense.
James Cameron, cineasta, produtor e roteirista canadense.
José Wilker, ator, diretor, narrador, apresentador e crítico de cinema brasileiro.
Karl Marx, filósofo, escritor, economista, sociólogo, teórico político e jornalista alemão.
Lima Duarte, ator, diretor e dublador brasileiro.

Luís Fernando Veríssimo, escritor, humorista, tradutor, roteirista de televisão e dramaturgo brasileiro.
Malu Mader, atriz brasileira.
Mark Zuckerberg, co-fundador do Facebook.
Michael Palin, comediante, ator, escritor e apresentador inglês.
Monteiro Lobato, escritor brasileiro.
Neil deGrasse Tyson, astrofísico e cosmólogo estadunidense.
Oscar Niemeyer, arquiteto brasileiro.
Paul McCartney, músico, compositor e cantor inglês.
Paulo Autran, ator brasileiro.
Pablo Picasso, pintor, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo espanhol.
Raul Seixas, músico, compositor e cantor brasileiro.
Sigmund Freud, neurologista e psicanalista austríaco.
Steve Jobs, empresário de informática estadunidense.
Stephen Hawking, físico teórico, cosmólogo e autor inglês.
Woody Allen, ator, roteirista e cineasta estadunidense.

12.670 – Pesquisadora da NASA decifra mensagem da superfície de Marte


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Uma mensagem aleatória?

A NASA divulgou uma série de imagens registradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter em uma zona de dunas que parecia esconder uma mensagem.

A explicação física é simples e foi demonstrada pelos pesquisadores que estudam as imagens tiradas por uma das câmeras a bordo da nave. São “desenhos” com pontos e listras, como os que formam o Código Morse, feitos pelo vento com a pouca quantidade disponível de areia no chão. As listras são dunas lineares produzidas por ventos bidirecionais e os pontos são aparições, pequenos acidentes no processo de formação das dunas mencionadas.
Mas, ainda assim, eles são pontos e listras, e já que possuímos um código para decifrar seu possível sentido, por que não fazê-lo? Por esse motivo, a pesquisadora da NASA Veronica Bray deu-se ao trabalho e traduziu a mensagem hermética escrita no chão de Marte. O resultado: NEE NED ZB 6TNN DEIBEDH SIEFI EBEEE SSIEI ESEE SEEE!!
Essa é a tradução ao pé da letra. As interpretações posteriores ficam por conta de cada um.