13.253 – Ta doente? Vai uma macoinha aí – Maconha pode ser regulamentada como planta medicinal


maconha
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária incluiu a Cannabis Sativa L. na sua lista de Denominação Comum Brasileira. A ação oficializa a cannabis, dando-lhe um número de identidade para referência posterior entre médicos e órgãos reguladores.
A medida foi oficializada com a publicação da Resolução nº 156, no dia 5 de maio de 2017. Agora, a maconha é uma substância reconhecida dentro do país, o que permite às agências reguladoras nacionais se referirem à planta em suas diretrizes.
“É um primeiro passo muito importante. A partir de agora, podemos esperar uma regulamentação da planta para fins medicinais”, explica Paulo Mattos, doutorando em Biologia Molecular pela UNIFESP e membro do Grupo Maconhabras do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) e da Associação Cultural Canabica de São Paulo (ACUCA).
A inclusão, porém, não altera as normas regentes atuais. “O cultivo e uso não autorizado da substância ainda é criminalizado”, explica ele. A Anvisa permite a prescrição de medicamentos derivados do canabidiol e tetrahidrocanabinol perante uma autorização especial dada por ela. Um dos exemplos mais conhecidos é o Mevatyl, responsável por diminuir a rigidez excessiva em pacientes que sofrem de esclerose múltipla.
Segundo Mattos, existem três famílias com autorização para cultivar a erva com fins medicinais, mas nenhuma produtora nacional. Com uma regulamentação oficial futura, a possibilidade para o cultivo em grande escala estará aberta.

Fonte: Galileu

13.243 – Universidade Mackenzie de SP abre centro que questiona a evolução


markenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais tradicionais de São Paulo, acaba de inaugurar um núcleo de ciência, fé e sociedade que tem como um de seus objetivos a realização de pesquisas sobre a chamada teoria do DI (Design Inteligente).
Os defensores do DI, cujas ideias são rejeitadas pela maioria da comunidade científica, argumentam que os seres vivos são tão complexos que ao menos parte de suas estruturas só poderia ter sido projetada deliberadamente por algum tipo de inteligência.
O novo centro recebeu o nome de Núcleo Discovery-Mackenzie por causa da parceria entre a universidade brasileira e o Discovery Institute, nos EUA.
A instituição americana está entre os principais promotores da causa do DI e já sofreu derrotas judiciais em seu país por defender que a ideia fosse ensinada em escolas públicas em paralelo com a teoria da evolução, hoje a explicação mais consolidada sobre a diversidade da vida.
Tribunais dos EUA consideraram que o DI seria, na essência, muito semelhante ao criacionismo bíblico (a ideia de que Deus criou diretamente o homem e os demais seres vivos) e, portanto, seu ensino violaria a separação legal entre religião e Estado no país.
“É importante destacar que não é um núcleo de DI, e sim um núcleo de fé, ciência e sociedade”, declarou à Folha o teólogo e pastor presbiteriano Davi Charles Gomes, chanceler da universidade. “Nossa instituição é confessional, o que significa que ela tem uma visão segundo a qual o mundo tem um significado transcendente. E não existe ciência que, no fundo, não reflita também sobre coisas transcendentes.”

DE BACTÉRIAS AO TRÂNSITO
Segundo Gomes, o contato com o Discovery Institute já acontece desde a década passada, quando a universidade começou a organizar o ciclo de simpósios Darwinismo Hoje, trazendo biólogos defensores da teoria da evolução e palestrantes que questionam o consenso científico.
Para especialistas, o projeto tem sabor de fracasso. “É triste e extremamente preocupante”, diz o paleontólogo Mario Alberto Cozzuol, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). “As premissas do DI foram derrubadas e expostas já faz muito tempo. Seus proponentes não têm aportado nenhuma novidade para a discussão. O único motivo pelo qual isso continua atraindo gente é a falta de educação em ciências.”

argumento pro

argumento contra

13.224 – Mitos Religiosos – O Diabo Não Existe


Uma visão espírita sobre o diabo

O diabo não existe – isso pode parecer óbvio para você, se você é espírita. Mas milhões de pessoas ainda acreditam na existência do diabo como um ser real, personificado. E embasam a sua crença na Bíblia, a mesma Bíblia que nos apresenta Jesus.
Nós sabemos que a maior parte das pessoas que acredita no diabo é composta por católicos e protestantes (ou os chamados evangélicos). Tanto católicos quanto evangélicos exercem um papel importante que merece todo o nosso respeito, mas não há como fazer uma mudança profunda no ser imortal que nós somos se nós não reconhecermos a total responsabilidade que nós temos sobre nós mesmos. Então, enquanto nós tivermos a ideia de um ser culpado pelo mal, um ser a quem se atribui a causa de todo o mal que há na Terra, nós não nos responsabilizaremos pelos nossos pensamentos, pelas nossas palavras, pelas nossas ações.
Não podemos mais continuar terceirizando a responsabilidade que temos sobre nós mesmos, porque a ideia do diabo é isso: é a terceirização da responsabilidade. Nós erramos, mas não somos culpados pelo nosso erro – nós estamos apenas dominados ou influenciados pelo diabo; o culpado é o diabo.
Entre os espíritas não existe a crença no diabo, mas essa terceirização da responsabilidade também acontece apenas mudando de nome – o culpado não é o diabo porque o diabo não existe, mas o espírita muitas vezes coloca a culpa dos seus males no espírito obsessor.

Fonte: Espírito Imortal

13.193 – Mega Polêmica – Contra o consenso atual, historiador defende que Jesus foi apenas um mito


Livro polêmico promete colocar lenha na fogueira:

A tese de que Jesus Cristo nunca existiu é um prato cheio para teóricos da conspiração da internet, embora seja rejeitada pela grande maioria dos especialistas. Uma das raras obras sérias que tentam defender essa ideia, escrita pelo historiador e ativista ateu americano David Fitzgerald, acaba de chegar ao Brasil em versão eletrônica.

O livro, chamado “Nailed: Dez Mitos Cristãos Que Mostram Que Jesus Nunca Sequer Existiu”, manteve o trocadilho em inglês do título original (“nailed” quer dizer “pregado”, literalmente, mas também pode ser usado no sentido de “resolvido”, em situações como a resolução de um enigma ou problema).

Ao montar a lista de dez mitos, Fitzgerald, que foi protestante antes de abraçar o ateísmo, teve como alvo principalmente as afirmações sobre os textos do Novo Testamento feitas por cristãos mais conservadores. Seu primeiro passo é mostrar que, diferentemente do que afirmam os literalistas bíblicos –ou seja, aqueles que acreditam que todos os detalhes descritos na Bíblia são fatos históricos que ocorreram literalmente–, há uma longa lista de contradições nos diferentes retratos de Jesus traçados pelos Quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João).

Isso significa que eles provavelmente não foram escritos por testemunhas oculares da vida de Cristo, mas incorporam a visão teológica de cada autor em passagens tão importantes quanto o nascimento do Nazareno, o batismo no rio Jordão, a morte na cruz e a Ressurreição.

Até aí, poucos historiadores do cristianismo primitivo achariam os argumentos dele controversos –ninguém defende, hoje em dia, que os chamados Reis Magos apareceram com presentes quando Jesus nasceu, ou que o rei Herodes de fato mandou matá-lo quando ainda era bebê.

Pilares da Dúvida
Nínguém ouviu falar dele: Autores não cristãos do século 1º d.C. nunca teriam mencionado Jesus – as poucas menções não passariam de falsificações criadas por copistas cristãos.

Argumento pró: – Há passagens genuínas sobre Cristo na obra do judeu Flávio Josefo e do historiador romano Tácito. Outros nomes não falaram dele porque no início o impacto do Cristianismo era modesto.

Evangelhos ‘plagiaram’ outros mitos
Semelhanças entre a trajetória de Jesus e a de outras figuras divinas que morrem e ressuscitam, como Baal, mostrariam que a fé cristã apenas deu nova roupagem a antigas religiões do Oriente Próximo
O consenso atual: embora esses elementos possam ter influenciado os evangelistas, o núcleo da biografia de Cristo, como o batismo no Jordão e a morte na cruz, possui fortes indicações de historicidade.

Para Paulo, Jesus nunca foi humano
Cartas do apóstolo Paulo, que são os mais antigos documentos cristãos, descreveriam um Jesus com poderes celestiais que existia desde o começo do Universo, e não um profeta de carne e osso.
O consenso atual: apesar de não se interessar muito pelo que Jesus fez e pregou em vida, Paulo claramente o descreve como “nascido de mulher” e com parentes vivos, como Tiago, o que derrubaria essa tese.

Autores bíblicos traçam retratos muito variados sobre Jesus
Há muitas contradições ente os diferentes evangelhos.

O mais importante desses historiadores, o judeu Flávio Josefo (37 d.C.-100 d.C.), deixou obras que, na versão que chegou até nós, citariam Jesus em dois trechos. Um deles, mais extenso, realmente foi adulterado por copistas cristãos para dar a entender que Josefo via Jesus como o Messias, mas a maioria dos historiadores afirma que, por trás da passagem alterada, é possível restaurar uma versão original que também falava de Cristo.

Já Fitzgerald diz que essa passagem maior foi totalmente inventada, enquanto no trecho mais curto um personagem chamado Tiago teria recebido o apelido de “irmão de Jesus, chamado Cristo” por intervenção de copistas cristãos.

Além do que vê como silêncio dos cronistas não cristãos, Fitzgerald enfatiza o silêncio do apóstolo Paulo, autor de diversas cartas a comunidades cristãs escritas entre os anos 40 e 60 do século 1º e preservadas no Novo Testamento.
Paulo, de fato, quase não aborda os episódios da vida de Jesus e os ensinamentos do Nazareno, o que, para Fitzgerald, seria indício de que o Cristo no qual ele acreditava era uma figura cósmica, de origem celestial, na qual o apóstolo teria passado a acreditar por meio de revelações místicas e da análise das Escrituras judaicas (o Antigo Testamento cristão). Não teria sido, portanto, um homem de carne e osso.
Outra objeção séria às ideias dos chamados miticistas (os que defendem que Jesus foi apenas um mito, sem base numa figura histórica real) envolve o chamado critério do constrangimento. Esse critério de análise histórica propõe que ninguém em sã consciência inventaria informações potencialmente constrangedoras sobre a trajetória de uma figura muito admirada. Portanto, é razoável admitir que tais fatos realmente aconteceram.
Esse critério é usado para postular que ao menos alguns fatos básicos da biografia de Jesus –a origem em Nazaré (cidadezinha insignificante), o batismo feito por João Batista (se Jesus é superior a João, por que foi batizado?) e a morte na cruz (martírio reservado a criminosos e subversivos de quinta categoria)– aconteceram mesmo.
Para Fitzgerald, porém, todos esses dados são uma criação do mais antigo Evangelho, o de Marcos.

Obra
NAILED: DEZ MITOS CRISTÃOS QUE MOSTRAM QUE JESUS NUNCA SEQUER EXISTIU
AUTOR David Fitzgerald
EDITORA Amazon

13.150 – Espiritismo – Por que a Bíblia proíbe invocar os mortos?


espiritismo e biblia
O que diz os evangélicos:

A Bíblia é o livro, dentre outros, que nos dá a história do espiritismo. Em Êxodo ela mostra que os antigos egípcios foram praticantes de fenômenos espíritas, quando os magos foram chamados por Faraó para repetir os milagres operados por Moisés. Quando Moisés apareceu diante desse monarca com a divina incumbência de tirar o povo de Israel da escravidão egípcia, os magos repetiram alguns dos milagres de Moisés (Êx 7.10-12, 8.18).
Mais tarde, já nas portas de Canaã, Deus advertiu o povo de Israel contra os perigos do ocultismo. A mediunidade, por exemplo, era uma prática abominável aos seus olhos (Dt 18.9-12). O castigo para quem desobedecesse aos mandamentos de Deus nesse particular era a morte:
“Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles”. (ACF) (Lv 20.27, ver também Êx 22.18).
A Bíblia também indica que as pessoas com ligações com espíritos familiares e feiticeiras são amaldiçoadas por Deus:
“Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR”. (ACF) (Lv 19.31). Portanto, invocar espíritos é uma prática condenada na Bíblia.

O que diz o Espiritismo
O Espiritismo não tem nada a ver com adivinhação, feitiçaria ou encantamento. Quem prega essas coisas, atribuindo-as ao Espiritismo, age por ingenuidade, ignorância ou por absoluta má-fé
O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-los, a submeter os seus ensinos ao crivo da razão, antes do aceitá-los.
A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.
Afirmar que Deus proíbe a comunicação com mortos, como fazem os evangélicos, é DESCONHECER as Escrituras.
A proibição feita por Moisés tinha a sua razão de ser, porque o legislador hebreu queria que o seu povo rompesse com todos os hábitos trazidos do Egito e de entre os quais o de que tratamos era objeto de abusos.
Não se evocava então os mortos pelo respeito e afeição tributados a eles, nem com sentimento de piedade, mas, sim, como meio de adivinhar, como objeto de tráfico vergonhoso, explorado pelo charlatanismo e pela superstição;
nessas condições, Moisés teve razão de proibi-lo.
Se ele pronunciou contra esse abuso uma penalidade severa, é que eram precisos meios rigorosos para conter esse povo indisciplinado; também quanto à pena de morte, era pródiga a sua legislação.
Havia na lei moisaica duas partes:
1ª, a lei de Deus, resumida nas tábuas do Sinai; lei que foi conservada porque é divina, e o Cristo não fez mais que desenvolvê-la;

2ª, a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes do tempo, e que o Cristo aboliu.

Hebreus 8 : 13 – Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.
Exemplos de leis disciplinares de Moisés que Cristo aboliu:

Levítico 24 : 17, 19, 20

17 – Quem matar alguém será morto.

19 – Se alguém causar defeito em seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito:

20 – fratura por fratura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará.

Mateus 5 : 38 – 40

38 – Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente.

39 – Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;

40 – e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa.
Levítico 20 : 10 – Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.

João 8 : 3 – 11

3 – Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,

4 – disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.

5 – E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?

6 – Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.

7 – Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.

8 – E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9 – Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
10 – Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 – Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.

13.139 – Clarlatanismo – Uri Gueller, o entortador de colheres


(Tel Aviv, 20 de dezembro de 1946), é um israelense, naturalizado britânico, que se tornou famoso nos anos 1970 ao se clamar paranormal em programas de televisão em que realizava demonstrações de seus supostos poderes paranormais – telecinese, rabdomancia e telepatia. Muitos o consideram charlatão.
Tais demonstrações incluíam dobrar colheres, identificar objetos ocultos e parar ou acelerar ponteiros de relógios à distância. Geller afirmava que esses efeitos eram provocados pela força de sua mente e pelo poder de sua vontade e que ele havia recebido esses poderes de extraterrestres. Em seu site, Geller conta a sua versão de como teria conseguido seus alegados poderes.
São muitos os seus críticos, entre os quais se destaca James Randi, segundo o qual Geller não seria dotado de paranormalidade. Para sustentar sua tese, Randi repetiu várias vezes os experimentos de Geller, obtendo os mesmos resultados surpreendentes, mas sempre afirmando ter usado apenas truques e ilusionismo.
O ilusionista, Criss Angel ofereceu 1 milhão dólares para Uri Geller e Jim Callahan se eles pudessem psiquicamente determinar o conteúdo dentro de um envelope que ele tinha na mão. A oferta foi recusada.
Geller levou à justiça várias pessoas que alegavam que ele não possuía poderes paranormais e perdeu em todas as causas.
Atualmente Uri Geller não se diz um paranormal. Hoje se dedica a vender jóias com seu design em um canal de vendas diretas pela televisão.
Em janeiro de 2017, a CIA liberou mais de 13 milhões de páginas com grau de sigilo, até então, para consulta pública. Entre os registros considerados mais “exóticos” estão os documentos do chamado programa Stargate, que analisava poderes psíquicos e percepções extrassensoriais. Nesses documentos estão incluídos os testes feitos para analisar as habilidades psíquicas de Uri Geller em 1972, quando ele já era famoso por apresentações demonstrando seus “poderes”.
Os memorandos detalham como Geller conseguiu reproduzir em parte figuras que foram desenhadas por outras pessoas em uma sala separada de onde ele estava. Ele reproduziu os desenhos com graus variáveis de precisão – em algumas vezes, replicando o que estava sendo criado por outras pessoas.
A CIA concluiu a pesquisa dizendo que ele “exibiu habilidade perceptiva paranormal de modo contundente”.

Dúvidas??

13.085 – Cochilo durante expediente pode aumentar produtividade (?)


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Atire a primeira pedra quem nunca cogitou a possibilidade de tirar um cochilo durante o expediente. Mas, fazer uma cama no escritório ou simplesmente tirar uma soneca em cima da mesa, na frente de todo mundo, durante o horário de trabalho, é praticamente impossível – a menos que você trabalhe em uma empresa como o Google ou o Facebook, que têm um espaço específico para descanso. As informações são da rede britânica BBC.
Mas, acredite ou não, algumas pessoas têm ou já tiveram essa coragem e afirmam que, mesmo nos dias mais tranquilos, o hábito “dá mais energia para o resto do dia”. Na década de 1990, Bhim Suwastoyo trabalhava como repórter para a Agência France Presse no escritório de Jacarta, na Indonésia. Na época, ele ficou famoso entre seus colegas por dormir embaixo de um armário, atrás de sua mesa.
“Quando alguém do escritório de Hong Kong visitava, a primeira coisa que me pedia era ‘me mostra sua cama’. Que reputação!”, contou Suwastoyo à BBC.

Mudança de comportamento
Para Natalie Dautovich, especialista da Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos. “Nós ainda estamos presos a noção de que o sono é um luxo (em vez de vê-lo como) um comportamento saudável e positivo com resultados benéficos para a produtividade (dos funcionários)”, disse em entrevista à BBC.
A sesta, prática comum na Europa, tem ganhado força no ambiente corporativo mundial e brasileiro, mas ainda há muito para ser desenvolvido nesse quesito. O hábito de cochilar durante o dia, normalmente após o almoço, pode ser uma medida para empresas que desejem funcionários mais motivados e ligados no trabalho

Necessidade
Segundo Suwastoyo, as sonecas no trabalho foram muito úteis em 1997, quando no auge da crise econômica da Ásia, a moeda da Indonésia, a rúpia, perdeu metade de seu valor e o governo desmoronou. O jornalista estava trabalhando direto para cobrir esta crise e como na época os telefones celulares não eram tão populares na Indonésia, ele cochilava perto do telefone do escritório quando tinha um momento mais sossegado.

13.073 – Medicina – A Pílula do Câncer Funciona?


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Polêmica sobre a pílula

A fosfoetanolamina (nome da substância) tem despertado esperança de cura em pacientes e desconfiança em cientistas e médicos. O motivo disso é a falta de estudos clínicos apropriados.
Obrigada a produzir a substância por liminares emitidas pela justiça, a USP chegou a se manifestar sobre o assunto. “Essa substância não é remédio. Ela foi estudada na USP como um produto químico e não existe demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença”, escreveu a universidade em um comunicado.
O medicamento deixa muitas perguntas no ar. O que se sabe sobre a fosfoetanolamina? Quais são seus efeitos? Ele realmente pode curar o câncer?

O que é a fosfoetanolamina?
É uma substância química produzida no organismo humano. Ela é indispensável para a vida humana. Dela se origina outra substância, a fosfatidiletanolamina, que está presente em todos os tecidos e órgãos humanos.
A fosfatidiletanolamina é responsável por normalizar o metabolismo oxidativo, que gera energia no corpo. Esse processo fica prejudicado em células cancerosas. Em teoria, a ingestão do medicamento faria com que as células voltassem a trabalhar normalmente. Com isso, o câncer pararia de se desenvolver.
A fosfoetanolamina (produzida em laboratório) apresentou em testes propriedades antitumorais em células (in vitro) e em animais portadores de tumores. Já a natural não apresenta essas propriedades—ela para de funcionar, mas os pesquisadores ainda não sabem os motivos disso.

Já foram feitos testes com fosfoetanolamina em células humanas?
Os testes foram feitos em células humanas em laboratório, porém não em pessoas. Segundo o pesquisador Durvanei Maria, foram estudadas linhas celulares de tumores, como melanoma, pâncreas, renais, leucemias, entre outros.

A fosfoetanolamina é eficaz contra o câncer?
O professor Durvanei Maria afirma que a fosfoetanolamina sintética inibiu a capacidade de multiplicação ou proliferação celular dos tumores. Isso foi feito a partir da morte celular programada– um efeito que pode ser visto, geralmente, na queda das folhas das árvores no outono.
Os resultados foram obtidos por Maria em todos os modelos estudados (células de camundongos, ratos ou em células humanas).
Qual é a diferença entre a pílula e outras medicações em desenvolvimento?

Segundo a doutora Giovana Torrezan, medicamentos contra o câncer que estão em desenvolvimento atualmente não são como a quimioterapia, que mata todas as células que se dividem no corpo humano. Esses medicamentos em desenvolvimento são chamados de “drogas alvos” e só alteram as células tumorais.
Já a pílula de fosfoetanolamina reativa a morte celular programada, estimula o sistema imune a eliminar a célula do tumor e pode impedir o desenvolvimento de vários outros tumores. “Mas ainda não se sabe quais seriam seus efeitos colaterais”, explica.
A fosfoetanolamina serviria como um substituto para outros tratamentos, como a quimioterapia?
As pesquisas comprovam que a fosfoetanolamina não altera as propriedades dos remédios usados durante a quimioterapia. Além disso, ela também é capaz de aumentar a probabilidade de sobrevida e diminuir significativamente os efeitos colaterais.
Assim, a fosfoetanolamina não serve como substituto da quimioterapia. Na realidade, a associação dos dois medicamentos e de outros tratamentos talvez possa ajudar no combate ao câncer.

Há riscos ao usar a pílula, já que ela não foi testada clinicamente?
De acordo com Roberto Ferreira, a substância já passou por ensaios pré-clínicos e apresentou bons resultados. No entanto, a cada etapa do processo de estudo de um potencial candidato a medicamento, muitas moléculas que eram promissoras são abandonadas por perda de atividade ou na avaliação de riscos e benefícios.
“A fosfoetanolamina já passou por duas importantes etapas, mas a história nos mostra que não há garantias que mantenha a atividade em humanos e que não haja riscos, ou interações importantes com outros medicamentos que o paciente esteja utilizando”, avisou Ferreira.

13.072 – Mega Polêmica – Fiéis da Universal não serão incluídos no SPC por ‘inadimplência’


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Notícia Falsa

Igrejas evangélicas e seus polêmicos líderes estão entre os assuntos preferidos dos criadores de notícias falsas que operam no submundo da internet brasileira. Manchetes mentirosas com esta temática são tão bem sucedidas no intuito de provocar indignação dos internautas e atrair cliques que acabam sendo requentadas ano a ano.
É o caso da notória “Fiéis que não pagam dízimos vão ser colocados no SPC e Serasa”, que surgiu em 2011 e voltou a circular no início de 2017. O alvo é a Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo controverso Edir Macedo, que, diz a lorota, teria tomado a decisão de incluir fiéis “inadimplentes” nos serviços de proteção ao crédito.
Lida cerca de 160.000 vezes só no Jornal do País e curtida 132.000 vezes no Facebook, a notícia falsa ainda dá “detalhes” da suposta iniciativa da Universal, cascateando que “quem quiser pode fazer um acordo com a igreja e renegociar a dívida que pode ser parcelada no cartão de credito com desconto de 50% nos juros”.
Simulando um trabalho de apuração jornalística, a notícia falsa tem até personagem, um tal José da Silva Pimenta, dito fiel da Universal, incluído no texto para dar sua opinião a respeito da medida que o afetaria. “Para José da Silva Pimenta, a media é justa e vai fazer com que os fiéis fiquem pontuais com Deus, pagar dizimo atrasado é um pecado, um descumprimento da bíblia e colocar o membro da igreja no SPC/SERASA vai ajudar o membro a não errar com Deus”, diz a notícia falsa.
Ainda em 2011, quando a informação mentirosa nasceu, a Universal emitiu um comunicado para desmenti-la. A nota da igreja afirma que “os dízimos e as ofertas são bíblicos e a Igreja Universal não impõe ou obriga as pessoas a fazerem suas doações”.
“O Departamento Jurídico da Igreja Universal afirma que não há nenhum tipo de controle de quem oferta ou não dentro da Igreja Universal, por tratar-se de liberalidade do fiel e, como consequência lógica deste fato, não há como a Igreja Universal inserir ou deixar de inserir o nome de quem quer seja no SPC/Serasa”, conclui a mensagem.
Já o SPC explica que “como não há um contrato entre a pessoa física e a igreja regularizando a doação como uma pendência fixa, logo não há uma dívida oficial a ser quitada. Além disso, o dízimo é uma doação, e não um produto ou serviço contratado, não podendo então levar o consumidor à negativação nos birôs de crédito”.

13.026 – Os Ateus – Em que creem os que não creem


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Há pessoas que negam a divindade e para elas Deus não existe, a Ciência explica o Universo e o homem é responsável por seus atos.
Ateísmo, num sentido amplo, é a ausência de crença na existência de divindades.
O termo ateísmo, proveniente do grego clássico ἄθεος (transl.: atheos), que significa “sem Deus”, foi aplicado com uma conotação negativa àqueles que se pensava rejeitarem os deuses adorados pela maioria da sociedade. Com a difusão do pensamento livre, do ceticismo científico e do consequente aumento da crítica à religião, a abrangência da aplicação do termo foi reduzida. Os primeiros indivíduos a identificarem-se como “ateus” surgiram no século XVIII.
Os ateus tendem a ser céticos em relação a afirmações sobrenaturais, citando a falta de evidências empíricas que provem sua existência. Os ateus têm oferecido vários argumentos para não acreditar em qualquer tipo de divindade. O complexo ideológico ateísta inclui: o problema do mal, o argumento das revelações inconsistentes e o argumento da descrença. Outros argumentos do ateísmo são filosóficos, sociais e históricos. Embora alguns ateus adotem filosofias seculares.
Antes do século XVIII, a existência de Deus era tão universalmente aceita no mundo ocidental, que mesmo a possibilidade do ateísmo verdadeiro era questionada. Isso é chamado de inatismo teísta, a noção de que todas as pessoas acreditam em Deus, desde o nascimento; dentro desta visão estava a conotação de que os ateus estão simplesmente em negação.
No ateísmo prático ou pragmático, também conhecido como apateísmo, os indivíduos vivem como se não existissem deuses e explicam fenômenos naturais sem recorrer ao divino. A existência de deuses não é rejeitada, mas pode ser designada como desnecessária ou inútil; de acordo com este ponto de vista os deuses não dão um propósito à vida, nem influenciam a vida cotidiana.
O ateísmo epistemológico argumenta que as pessoas não podem conhecer um Deus ou determinar a existência de um Deus. O fundamento do ateísmo epistemológico é o agnosticismo, o qual assume uma variedade de formas. Na filosofia da imanência, a divindade é inseparável do próprio mundo, incluindo a mente de uma pessoa e a consciência de cada pessoa está bloqueada no sujeito. De acordo com esta forma de agnosticismo, esta limitação de perspectiva impede qualquer inferência objetiva, desde a crença em um deus às afirmações de sua existência. O agnosticismo racionalista de Kant e do Iluminismo só aceita o conhecimento deduzido com a racionalidade humana. Esta forma de ateísmo afirma que os deuses não são perceptíveis como uma questão de princípio e, portanto, sua existência não pode ser conhecida. O ceticismo, baseado nas ideias de Hume, afirma que a certeza sobre qualquer coisa é impossível, por isso nunca se pode saber da existência de um Deus. A inclusão do agnosticismo no ateísmo é disputada; também pode ser considerado como uma visão básica do mundo independente.
O ateísmo lógico sustenta que às diversas concepções de deuses, como o deus pessoal do cristianismo, são atribuídas qualidades logicamente inconsistentes. Os ateus apresentam argumentos dedutivos contra a existência de Deus que afirmam a incompatibilidade entre certas características, como a perfeição, estatuto de criador, imutabilidade, onisciência, onipresença, onipotência, onibenevolência, transcendência, a pessoalidade (um ser pessoal), não-fisicalidade, justiça e misericórdia.
Antiga religião hindu
Escolas ateístas são encontradas no hinduísmo antigo, e existem desde o tempo da religião védica. Entre as seis escolas ortodoxas (āstika e nāstika) da filosofia hindu, Sankhya, o mais antigo sistema filosófico, não aceita Deus, enquanto a antiga Mimamsa também rejeita a noção de divindade, e sustenta que a própria ação humana é suficiente para criar as circunstâncias necessárias à apreciação dos seus frutos.

Alguns Ateus Famosos
Alexander Graham Bell, cientista, inventor e empresário escocês.
Angelina Jolie, atriz, produtora e diretora estadunidense.
Antonio Banderas, ator, produtor, cantor e diretor espanhol de cinema.
Bill Gates, filantropo, autor e fundador da Microsoft.
Brad Pitt, ator estadunidense.
Bruce Lee, lutador e ator sino-estadunidense.
Charles Chaplin, ator, diretor, roteirista e compositor inglês.
Charles Darwin, naturalista e geólogo inglês.
Chico Buarque, músico, compositor e cantor brasileiro
Drauzio Varella, médico, professor e divulgador científico brasileiro.
Fernando Alonso, bicampeão de Fórmula 1.
Frank Sinatra, cantor, ator e produtor estadunidense.
James Cameron, cineasta, produtor e roteirista canadense.
José Wilker, ator, diretor, narrador, apresentador e crítico de cinema brasileiro.
Karl Marx, filósofo, escritor, economista, sociólogo, teórico político e jornalista alemão.
Lima Duarte, ator, diretor e dublador brasileiro.

Luís Fernando Veríssimo, escritor, humorista, tradutor, roteirista de televisão e dramaturgo brasileiro.
Malu Mader, atriz brasileira.
Mark Zuckerberg, co-fundador do Facebook.
Michael Palin, comediante, ator, escritor e apresentador inglês.
Monteiro Lobato, escritor brasileiro.
Neil deGrasse Tyson, astrofísico e cosmólogo estadunidense.
Oscar Niemeyer, arquiteto brasileiro.
Paul McCartney, músico, compositor e cantor inglês.
Paulo Autran, ator brasileiro.
Pablo Picasso, pintor, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo espanhol.
Raul Seixas, músico, compositor e cantor brasileiro.
Sigmund Freud, neurologista e psicanalista austríaco.
Steve Jobs, empresário de informática estadunidense.
Stephen Hawking, físico teórico, cosmólogo e autor inglês.
Woody Allen, ator, roteirista e cineasta estadunidense.

12.670 – Pesquisadora da NASA decifra mensagem da superfície de Marte


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Uma mensagem aleatória?

A NASA divulgou uma série de imagens registradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter em uma zona de dunas que parecia esconder uma mensagem.

A explicação física é simples e foi demonstrada pelos pesquisadores que estudam as imagens tiradas por uma das câmeras a bordo da nave. São “desenhos” com pontos e listras, como os que formam o Código Morse, feitos pelo vento com a pouca quantidade disponível de areia no chão. As listras são dunas lineares produzidas por ventos bidirecionais e os pontos são aparições, pequenos acidentes no processo de formação das dunas mencionadas.
Mas, ainda assim, eles são pontos e listras, e já que possuímos um código para decifrar seu possível sentido, por que não fazê-lo? Por esse motivo, a pesquisadora da NASA Veronica Bray deu-se ao trabalho e traduziu a mensagem hermética escrita no chão de Marte. O resultado: NEE NED ZB 6TNN DEIBEDH SIEFI EBEEE SSIEI ESEE SEEE!!
Essa é a tradução ao pé da letra. As interpretações posteriores ficam por conta de cada um.

12.668 – Supostos Casos de Viagem no Tempo


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Em um filme de Charles Chaplin
Uma cena ficou famosa alguns anos atrás, quando o cineasta George Clark notou uma senhora caminhando que parece falar ao celular. Mas será mesmo um celular?
Bom, em 1928 não haviam telefones celulares. E também não haviam aparelhos auditivos. Se você tivesse algum problema de audição, teria que usar uma espécie de “corneta” (os mais rústicos usavam um chifre de animal), e algumas eram compridas e curvas, enquanto outras tinham uma forma mais compacta.
Mas poderia ser um aparelho auditivo Siemens, patenteado em 1924, ou um modelo elétrico “34A Audiphone Carbon Hearing Aid”.

O incidente Muberly-Jourdain
Também chamado de “O Fantasma de Petit Trianon”, é um caso de viagem no tempo “involuntária”. Segundo os relatos de duas acadêmicas, Eleanor Jourdain e Charlotte Anne Moberly, elas acabaram viajando para o passado enquanto estavam visitando o Petit Trianon, até o período da Revolução Francesa, e viram Maria Antonieta, o Conde de Vaudreuil e outras pessoas.

Operária saindo de uma fábrica, em 1938, com um celular
Mais um caso de um viajante do tempo distraído – uma moça foi filmada saindo de uma fábrica em Massachusetts, em 1938, falando ao celular.
No entanto, a moça “viajante do tempo” foi identificada pelo seu neto. Trataria-se de Gertrude Jones, na época com 17 anos, e ela estava testando uma tecnologia de ponta da Dupont, um protótipo de telefone sem fio. Infelizmente, o tal telefone sem fio não foi apresentado (o que é mais difícil, um viajante no tempo ou um telefone sem fio em 1938? Você decide).

Incidente do Marechal-do-Ar Robert Victor Goddard em 1935
Outro caso de um viajante no tempo involuntário: o então comandante Robert Victor Goddard foi inspecionar um aeroporto chamado Drem. Ao chegar lá, o local estava dilapidado, com vacas comendo grama que crescia nas rachaduras do concreto.
Saindo dali, ele encontrou mau-tempo e resolveu voltar ao campo abandonado. Só que, subitamente, o tempo tinha mudado para dia claro com sol, e o campo de pouso abandonado não estava mais abandonado, e sim em estado de novo, com mecânicos vestindo uniforme azul e duas aeronaves amarelas na pista, uma das quais ele não conseguiu identificar.
Quatro anos mais tarde, a RAF começou a pintar seus aviões de amarelo e os uniformes dos mecânicos passaram a ser azuis.

A Lenda de Fentz, 1950
Um homem foi atropelado na Times Square em junho de 1950, vestido com roupas do final do século 19, com um vale-cerveja, uma conta da lavagem de uma carruagem e cuidados com o cavalo, uma carta datada de 1876, 70 dólares e cartões de visita, tudo novinho. E o mais impressionante, a descrição batia com a denúncia do desaparecimento de um certo Rudolph Fentz, que sumira em 1876, quando tinha 29 anos.
Parece enredo de filme, não parece? E é. O cineasta Jack Finney fez uma história curta de ficção científica em 1951 exatamente com este enredo, mas tem gente que usa a história como evidência de viagens no tempo desde os anos 1970.

A teoria conspiratória do Projeto Mountauk
Segundo dois homens, Preston B. Nichols e Al Bielek, havia um túnel na Base da Força Aérea Montauk que permitia aos cientistas voltar no tempo até 1943. A história começou nos anos 1980, quando a dupla iniciou uma “recuperação de memórias reprimidas” de ter trabalhado em um laboratório – um laboratório fantástico, com experimentos de teleportação, dimensões paralelas, viagem no tempo, guerra psicológica, contato com alienígenas, experimentos com percepção extrassensorial e poderes paranormais, tudo gerenciado por Nikola Tesla, cuja morte teria sido falsificada.
Quando abrirem o museu em Montauk Point, você poderá visitar as instalações e conferir por conta própria, já que o local foi fechado em 1969.

Operador da bolsa com informações privilegiadas
Se você fosse um viajante no tempo, por que perder tempo aparecendo com um celular em um filme do Charles Chaplin, se você poderia usar informações sobre a Bolsa de Valores e fazer uma fortuna?
Esta é uma história do jornal Weekly World News. Segundo a lenda, com um investimento inicial de US$ 800 (cerca de R$ 1600), o esperto viajante do tempo Andrew Carlssin conseguiu juntar 350 milhões de dólares (cerca de R$ 700 mi) em duas semanas, com investimentos inesperados que renderam muito, e que não podem ser explicados pela sorte.
A história é divertida, e você pode encontrar outras tão divertidas quanto esta no mesmo jornal. Só não espere que sejam verdadeiras.

O estranho caso de John Titor
Um caso interessante ocorreu entre 2000 e 2001: um certo John Titor postou algumas mensagens em um fórum da internet, alegando ser um viajante do tempo e ter vindo de 2036. Ele até mesmo descreveu sua máquina do tempo, além de falar de eventos futuros.
Até agora, ninguém conseguiu montar a máquina do tempo, e nenhum dos eventos que ele anunciou aconteceu.

Håkan Nordkvist, o homem que encontrou seu “eu” do futuro
Nordkvist viajou por um buraco-de-minhoca em sua cozinha, e acabou encontrando um velho que tinha a mesma tatuagem que ele. Sabendo que ninguém acreditaria em sua história, filmou o encontro.
Esse foi um caso de marketing viral, feito para a companhia de seguros sueca AMF, e executado pela empresa Forsman & Bodenfors.

12.645 – Questões Científicas de Fundir a Cuca


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As chances de que NÃO exista alguém idêntico a você no universo são mínimas
No livro A Realidade Oculta (Cia. das Letras, R$ 49,90), o físico autor de divulgação científica Brian Greene apresenta nove teorias da matemática e da física que nos arrastam de forma inevitável para uma conclusão fascinante: universos paralelos existem, e é provável que haja cópias exatas de você lendo essa mesma matéria em uma galáxia muito, muito distante. A explicação não é tão complicada quanto parece. Na primeira das teorias apresentadas pelo cientista, a existências de vários “nós” é uma consequência no fato de que o universo é infinito, mas há um número limitado de arranjos possíveis das partículas que estão nele. Se o espaço não acaba, mas as formas de combinações de átomos sim, é inevitável que em algum lugar por aí exista uma segunda Terra, exatamente como a nossa, com pessoas como nós fazendo o que estamos fazendo. Não se preocupe, porém. Ela está além do nosso horizonte cósmico, ou seja, tão distante que sua luz sequer nos alcançou. Mais distante do que jamais poderemos alcançar.

Seu cérebro sabe o que você vai decidir antes de você mesmo
É assustador, mas tudo indica que nós não temos consciência de decisões que nossos cérebros já tomaram. Em Vêneto, na Itália, em 2007, cidadãos foram consultados sobre a expansão de uma base militar dos EUA na região. A votação foi polêmica, e muitos ainda não tinham opinião formada sobre a presença norte-americana.
Silvia Galdi e Luciano Arcuri, psicólogos da universidade de Veneza, aproveitaram a oportunidade para ver se os indecisos estavam mesmo tão indecisos assim. Os resultados foram publicados na edição 5892 da Science, de 22 de agosto de 2008.
Eles exibiram a 129 voluntários com dúvidas uma série de imagens, algumas delas com referências explícitas às instalações militares. A missão era informar, através de botões, se eram favoráveis ou contrários ao que tinham visto. Com um detalhe: as imagens passavam tão rápido que a consciência não tinha tempo de registrar o que os olhos captavam. A decisão ocorria inconscientemente. No final, a surpresa: quem foi contrário à base no experimento, sem a menor ideia do que tinha visto, na hora do plebiscito foi realmente contrário à presença americana. É, pelo jeito, seu cérebro sabe o que vai escolher muito antes de você.

Um bebê de seis meses já é capaz identificar um mau-caráter.
Não apronte na frente dos seus filhos. Até crianças de apenas seis meses, que tiveram pouco contato com situações de convívio social, já possuem uma notável tendência a preferir gente disposta a ajudar. J. Kiley Hamlin, Karen Wynn e Paul Bloom, da Universidade de Yale, descobriram a preferência da maneira mais divertida possível. Apresentaram a vários voluntários com meio ano de vida uma peça de teatro de trinta segundos em que um quadrado vermelho tenta subir uma montanha. Um triângulo amarelo ajuda seu amigo vermelho, mas um círculo azul tenta atrapalhar a difícil escalada. Ao final de incontáveis versões da história, os pesquisadores ofereciam o triângulo e o círculo às crianças. 80% escolheram ficar com o triângulo colaborativo. Uma forte evidência de que decisões sociais mais básicas são adaptações evolutivas.
O resultado foi publicado na Nature, em 24 de setembro de 2007.

Mosquitos matam mais pessoas por ano que o próprio ser humano
Cobras? Aranhas? Não. Clássicos do imaginário popular não levam a disputa de maiores assassinos da face da Terra. Nem mesmo a espécie humana, uma eficiente assassina de si própria, é capaz de superar a marca de mortes causadas por mosquitos. Doenças transmitidas pelo inseto matam 725 mil pessoas anualmente, contra os 475 mil humanos mortos por outros humanos e as 50 mil mortes causadas por cobras. O levantamento completo está disponível no blog de Bill Gates.

Há grandes chances de que chova diamante em outros planetas do Sistema Solar
Lorde, se você nunca viu um diamante de perto, a solução pode estar a 1,4 bilhões de quilômetros da Terra, em Saturno ou Júpiter. Já havia boas chances de que chuvas da pedra preciosa fossem rotina em Netuno e Urano, os planetas gasosos mais distantes e frios do Sistema Solar. Mas Kevin Baines, da Universidade de Wisconsin-Madison, afirmou, em reunião da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Americana de Astronomia, em Denver, Colorado, que a previsão do tempo inusitada também pode valer para Saturno, o senhor dos anéis.
Segundo o cientista, tempestades elétricas na atmosfera desses planetas transformariam metano em carbono, que, devido à alta pressão, se tornaria grafite e, então, diamante. Mas calma, Lucy, ainda não faça as malas. O céu de diamantes não é unanimidade. David Stevenson, um cientista planetário do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, afirmou à Nature que Baines não avaliou corretamente certas questões termodinâmicas. O metano forma uma parcela muito pequena das atmosferas de Júpiter e Saturno, compostas predominantemente de hidrogênio. “Mesmo se houvesse poeira de carbono, ela se diluiria muito rápido conforme se aproximasse do interior do planeta”.

Há resquícios de bomba atômica no seu corpo, e isso é ótimo (?)
As grandes potências militares realizaram mais de dois mil testes atômicos ao longo da Guerra Fria. Essas explosões não ter tiraram vidas, mas moldaram o comportamento de uma época marcada pelo medo e a tensão diplomática. E deixaram uma herança que, de forma irônica, irá contribuir com o conhecimento do nosso corpo e ajudar a salvar vidas. Os nêutrons, pequenas pequenas partículas subatômicas, são liberados em grande quantidade na explosão de uma bomba atômica. Eles reagem na atmosfera e formam montes do radioativo, porém infoensivo carbono 14, que flutua por aí e pode acabar pousando em um de nossos órgãos.
O carbono 14, por coincidência, é a régua biológica mais confiável que existe. É medindo a concentração da substância em fósseis que cientistas são capazes de descobrir, por exemplo, a idade de objetos usados pelos primeiros humanos do planeta. Ou seja: com ele alojado nos nossos corpos, se tornou possível saber quanto tempo cada célula do nosso corpo demora para se renovar, e precisar as taxas de regeneração de cada órgão. Um grande explosão para o homem, um grande passo para a medicina.

12.570 – Um caso de reencarnação documentado pela ciência


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Ian Stevenson, doutor em medicina e professor universitário de psiquiatria canadense, estudou mais de 3 mil casos de crianças que pareciam se lembrar de vidas passadas.
Um dos mais significativos foi o das gêmeas Pollock. O dia 5 de maio de 1957 amanheceu com um sol esplêndido em Whitley-Bay, no Reino Unido, às margens do Mar do Norte. Como todos os domingos, as famílias locais se dirigiam apressadas à igreja, para celebrar a missa. As duas pequenas filhas da família Pollock, Joanna e Jacqueline, de 11 e seis anos, respectivamente, foram antes de seus pais para garantir um lugar.
Quando dobravam uma esquina, uma carruagem com cavalos desenfreados as atropelou, matando-as instantaneamente. Seus corpos ficaram praticamente destruídos, assim como o coração de seus pais ao receber a trágica notícia. Mas eles não sabiam que o destino traria um dos casos mais estranhos de que já se houve notícia.
Mais de um ano após o acidente, os Pollock voltaram a ter filhos, dessa vez, as gêmeas Gillian e Jennifer, nascidas em 4 de outubro de 1958. Quando tinham somente três anos, as pequenas começaram a falar e, então, seus pais notaram que acontecia algo estranho. Incrivelmente, elas eram capazes de lembrar eventos passados da vida de suas irmãs, falecidas em 1957.
Elas mostravam conhecer à perfeição cada canto da casa e as pessoas da cidade. E também praticavam hábitos e costumes idênticos aos de suas irmãs e, inclusive, falavam do mesmo jeito. Embora fossem gêmeas, uma parecia ser maior e protegia a outra, que aceitava o papel de irmã menor.
Enquanto Gillian recordava a vida de sua irmã Joanna, morta aos 11 anos, Jennifer recordava a de Jacqueline, de seis. Elas conheciam as brincadeiras de suas irmãs e colocavam nas bonecas exatamente os mesmos nomes. Houve uma vez em que seus pais as ouviram falar do acidente, descrevendo sensações e a lembrança do sangue saindo de suas bocas. Além disso, demonstravam uma fobia a veículos que passavam pela rua.
Entretanto, precisamente aos cinco anos, idade em que os cientistas coincidem em apontar um limiar para a recordação de vidas passadas, as pequenas deixaram de experimentar esses comportamentos estranhos. O caso teve tanto impacto que foi publicado no livro European Cases of the Reincarnation Type.

12.331 – Conheça o experimento que pode ter comprovado a existência da alma


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Na década de 1940, o médico R.A. Watters realizou uma série de experimentos com animais para provar a existência da alma.
Sua hipótese era que a alma é uma energia localizada no espaço entre os átomos das células. As pesquisas foram realizadas no laboratório da Fundação de Pesquisa Biofísica William Bernard Johnston, em Reno, nos Estados Unidos.
Para provar sua teoria, a qual ele denominou “hipótese atômica da alma”, Watters prendeu pequenos animais besuntados com éter em um recinto chamado “Câmara de Wilson”, para que morressem ali. A câmara continha vapor d’água resfriado e adensado ao máximo, e que, ao entrar em contato com uma partícula energética, deixava um rastro de neblina.
A ideia do Dr. Watters era que, se o animal morria dentro dessa câmara, ele deixaria um desenho que permitiria provar a existência da alma. O médico afirmou em seus relatórios ter observado o traço energético ao lado dos animais recém-falecidos, uma forma desencarnada parecida com o corpo do animal, e que levava até 8 horas para se dissolver. Esses dados lhe foram suficientes para concluir que existe um corpo anímico que abandona o corpo físico no momento da morte.
As vozes contrárias não demoraram a se manifestar. Diferentes pesquisadores alegaram que, após realizarem o mesmo experimento, não observaram nenhum resultado. Outros, também céticos, afirmaram que ou o processo ou a câmara tinha algum defeito. Mas a grande maioria concordou que era necessária uma grande dose de imaginação para ver o mesmo que o Dr. Watters.
Embora a ciência tenha ignorado as descobertas de Watters, nos arquivos da Sociedade para a Pesquisa Psíquica de Cambridge, conservam-se suas fotografias e anotações.

12.324 – Mega Mistério – Garota-fantasma é vista em diferentes cartões-postais de cidade na Rússia


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Durante anos a imagem de uma garota esteve presente em fotos antigas, cartões-postais e até pôsteres da cidade russa de Krasnoyarsk sem que ninguém se desse conta.
A menina, que aparenta entre 8 a 10 anos, aparece em, aproximadamente 20 fotos de paisagens da cidade. Em algumas, ela está bem evidente, como na famosa imagem em que está, de forma inusitada, sobre o telhado da ponte da ferrovia transiberiana de Krasnoyarsk, sobre o rio Yenisei. Essa ponte foi inaugurada em 1899 e especula-se que a foto foi batida, no máximo, 10 anos depois disso.
Em outra imagem, a garota posa próximo de vários garotos, perto do seminário de Krasnoyarsk. Ela veste um chapéu estiloso e roupas típicas de famílias abastadas. Em outras fotos, a menina posa de maneira muito discreta, quase imperceptível. Sua presença constante em várias fotos conhecidas da cidade só foi notada depois que várias imagens foram reunidas por diferentes fontes.
Com o uso de equipamentos especiais, foi possível perceber que ela usa roupas parecidas, porém são vestimentas diferentes nas fotos. Então, provavelmente, as imagens foram feitas em dias ou períodos distintos. Seus rosto fechado e sua pose, no entanto, são sempre as mesmas.
Nada se sabe sobre a identidade da menina ou sobre o fotógrafo. Algumas fotos, porém, possuem as letras F.E.A impressas.
As imagens misteriosas são mantidas no Krasnoyarsk Regional Museum of Local Lore. Com o surgimento da chamada “garota fantasma” teve início uma campanha de divulgação da história para se coletar qualquer informação sobre a menina ou sobre o autor das curiosas e famosas imagens da cidade, que agora ganharam um novo e enigmático significado para os seus habitantes.

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12.294- Ufologia – Razões pelas quais quase nenhum cientista acredita em discos voadores


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É quase certo que não estamos sozinhos ? o número de estrelas no universo é tão grande que não tem nome: é um 1 seguido por 29 zeros. Só na Via Láctea, existem entre 100 e 400 bilhões. Demais para achar que eles não estão em lugar nenhum. Mas, ainda que haja milhões de planetas abrigando vida no Universo, as chances de que discos-voadores extraterrestes voem pelos céus da Terra é minúscula. Entenda por quê:

Talvez a civilização tecnológica não seja inevitável
Nem conhecemos a evolução em outros planetas, mas, no nosso, em 4,1 bilhão de anos de vida, a capacidade de criar uma civilização tecnológica só apareceu uma vez. Somos um caso único, que brotou na Terra há apenas 200 mil anos – míseros 0,005% do tempo de existência deste planetinha. Não que sejamos os únicos seres inteligentes do mundo: orcas, golfinhos, elefantes e até mesmo corvos, gralhas e papagaios nunca param de nos surpreender com sua capacidade mental, e até mesmo as plantas estão se revelando mais espertas do que supúnhamos.
Mas, entre tantas espécies inteligentes, só uma julgou necessário construir rodas, canetas, iPhones e naves espaciais. Se é tão raro aqui, não é impossível que seja raro no Universo todo. Será que as condições que deram origem aos seres humanos não são muito peculiares, um acidente que não seria repetido facilmente em outro planeta?

Civilizações não são eternas
Agora, ainda que milhões de civilizações tecnológicas brotem no Universo, nada garante que elas continuem por aí. Considere o seguinte: existimos há 200 mil anos. Mas passamos 190 mil só como um bicho tagarela. Criamos lanças, roupas, flechas e casas, mas vivíamos basicamente na natureza e dela dependíamos 100%, como qualquer outro animal. Foi assim até a invenção mais revolucionária de todas: a agricultura. Isso permitiu que vivêssemos no mesmo lugar, criando cidades e daí Estados e impérios.
Nesses 10 mil anos que vivemos em civilização, a ciência que levou à Apollo 11 é bastante recente ? não dá para dar uma data exata, apenas alguns pensadores cruciais, mas o mundo científico moderno não surgiu antes do século 18, combinando ciência e Revolução Industrial. Durante a maior parte da história deste planeta, não havia aqui nenhum sinal de inteligência que pudesse ser avistado do espaço ? e não podíamos nem sonhar em mandar foguetes para outros planetas. Ainda que ETs inteligentes e tecnológicos sejam comuns Universo afora, nada garante que eles existam na mesma época que nós.

A relatividade é uma estraga-prazeres
Ok, supondo então que, apesar das improbabilidades no espaço e no tempo, haja outras civilizações tão ou mais avançadas que a nossa. A que distância estariam eles? O astrônomo americano Frank Drake, que dedicou umas boas horas de sua vida calculando a probabilidade de que ETs existam, supôs que pudesse haver entre mil e 100 mil civilizações vivas capazes de se comunicar na Via Láctea. Se forem cem mil, um número incrivelmente otimista, isso dá uma distância média de 1.700 mil anos-luz entre uma e outra.
Em outras palavras: é meio longe. A teoria da relatividade geral diz que é impossível qualquer coisa viajar mais rápido que a velocidade da luz. Os aliens mais próximos, então, levariam 1.700 anos chegarem até nós, e o mesmo tanto para voltarem. Difícil acreditar que houvesse alienígenas com disposição para largar tudo por 3.400 anos só para conhecer o bondinho do Pão de Açúcar.
Outra coisa que só viaja à velocidade da luz é o rádio. Quer dizer que os aliens ainda assim não teriam notícias de nós, porque estariam vendo a Terra há 1.700 anos atrás, quando alta tecnologia catapulta. E, se ainda assim decidirem mandar uma mensagem agora para nós, ela só chegará daqui a 1700 anos.

Não existe prova nenhuma.
Dito tudo isso, essa é a razão mais direta para não acreditar em discos-voadores alienígenas. Nenhum artefato alienígena jamais foi encontrado, seja na superfície ou em escavações arqueológicas. Simplesmente não existem evidências sólidas, universalmente aceitas, de que haja discos voadores. Frank Drake é um dos fundadores do Programa SETI, que vem há décadas caçando mensagens no espaço… sem sucesso, apesar de gente de peso apoiar a iniciativa. E, mesmo com esse pessimismo todo, você pode contar o autor dessas linhas como mais um na torcida.
Alguém vai dizer que não existem evidências porque os governos ? todos eles ? acobertam toda e qualquer evidência. Difícil acreditar que o governo da Coreia do Norte esteja colaborando com os Estados Unidos para esconder evidências do público, e que a Alemanha Nazista e a União Soviética também tenham feito isso antes. Por mais que haja relatos inexplicados e histórias mal-contadas, é tremendamente improvável que uma grande conspiração global seja mantida secreta por tanto tempo.
Governos também são ruins em ocultar segredos ? veja o caso do Wikileaks. Talvez alguém diga que a imprensa ? como o Wikileaks ? também está coadunada nessa conspiração. Neste caso, não há muito o que argumentar, porque eu sou da imprensa. Vai que este artigo inteiro foi encomendado pelos aliens, que estão me pagando com uma pistola laser maneiraça.

12.276 – Sós no Universo? Estudo sugere que não existe nenhum planeta como a Terra nesse universo


irmas da Terra
Uma equipe de astrônomos de diversas universidades ao redor do mundo fizeram um censo de exoplanetas e, partir dele, estimam que não existe nada como a Terra pelo universo que habitamos. Os resultados foram publicados recentemente no periódico científico The Astrophysical Journal.
Eles fizeram uma compilação de todos os exoplanetas terrestres que existem – foram descobertos dois mil deles, mas estima-se que existam 700 quintilhões no universo. Com esses dados foi possível fazer uma simulação no computador.
Em um primeiro momento, os astrônomos criaram uma espécie de mini universo que continha os modelos das primeiras galáxias. A partir disso, as leis da física foram aplicadas e, a partir daí, os cientistas conseguiram simular com as galáxias crescem e como os planetas se desenvolvem. Os astrônomos aceleraram a simulação em 13,8 bilhões de anos de história cósmica.
Os dados mostram que a formação da Terra é única entre todos. Isso porque, de acordo com os cálculas, o nosso planeta é uma espécie de anomalia: não há nenhum outro na Via Láctea que seja mais velho, maior e tenha a capacidade de sustentar vida.
“É supreendente que estejamos em um ponto em que finalmente conseguimos fazer esse tipo de coisa”, disse Andrew Benson, coautor do estudo, em entrevista ao Scientific American.
Como aponta o Science Alert, os cientistas admitem que essas previsões possam ter falhas, ainda mais considerando o quão pouco se sabe sobre os exoplanetas. “Claro que há bastante incerteza nesse tipo de cálculo, nosso conhecimento dessas parcelas é imperfeito”, disse Benson. Ainda assim, ter a possibilidade de fazer esse tipo de simulação é incrível – e pode trazer muitos benefícios para os estudos astronômicos nos próximos anos.

12.229 – Neurociência – Cientista afirma ter realizado transplante de cabeça com sucesso


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Segundo Canavero, diretor do Grupo Avançado de Neuromodulação de Turim, os experimentos realizados nesses animais (um rato e um macaco), foram coordenados por ele mesmo, com a assistência dos professores Xiaoping Ren e C-Yoon Kim, na China e na Coreia do Sul. Isso confirmaria o potencial desse tipo de intervenção radical em humanos, e que poderá salvar a vida das pessoas com tetraplegia e distrofia muscular progressiva. O cientista italiano afirmou que possui o vídeo completo da evolução do rato desde a operação até quando ele começa a recuperar os primeiros movimentos – processo que dura entre três e quatro semanas.
A chave dessa inovação extraordinária se baseia na hipótese que uma medula espinal que sofreu um corte limpo pode se reconectar. “Isso nós demonstramos com o experimento dos ratos. Depois do transplante de cabeça, esses animais recuperaram a mobilidade total. Isso é revolucionário”, afirmou Canavero. Já o macaco foi sacrificado 20 horas após a operação. Diante dos questionamentos éticos, o cientista disse que não realizará mais experimentos com animais: “A partir de agora, as próximas intervenções serão feitas com humanos cerebralmente mortos”.
Todos esses passos são seguidos com atenção pelo jovem russo Valery Sprirdonov, o candidato para o primeiro transplante de cabeça em uma pessoa viva.

12.219 – Mega Polêmica – É assim que frutas e legumes se pareciam antes de nós os “domesticarmos”


Atualmente, os alimentos geneticamente modificados, ou transgênicos, geram muita polêmica e reações fortes.
No entanto, eles são muito mais comuns do que você pode pensar. A modificação começa, por exemplo, a partir do momento em que você seleciona somente as sementes dos melhores frutos (com melhor genética) para cultivar.
Darwin previu a seleção artificial como um ramo da sua teoria da evolução. O fato de que seres humanos têm a praticado por tanto tempo levou a mudanças significativas em diversas frutas e legumes.
Da próxima vez que você morder uma fatia de melancia ou uma espiga de milho, considere isto: eles nem sempre tiveram essa aparência e gosto.
Veja alguns dos alimentos que eram totalmente diferentes antes dos seres humanos começarem a cultivá-los em larga escala:
frutas-e-legumes-diferentes-modificacao-genetica-1Melancia silvestre

Esta pintura do século 17, feita por Giovanni Stanchi, mostra melancias notavelmente diferentes das modernas. O quadro, criado entre 1645 e 1672, indica a existência de melancias com seis buracos triangulares e uma cor distinta da que estamos acostumados hoje.
Ao longo do tempo, criamos seletivamente essas frutas para que tivessem um interior carnudo vermelho – que é, na verdade, a placenta. Algumas pessoas sugeriram que a melancia na pintura de Stanchi era apenas imatura ou sem água, mas as sementes pretas indicam que era, de fato, madura.

Banana silvestre
As primeiras bananas foram cultivadas provavelmente pelo menos 7 mil anos atrás (possivelmente 10 mil anos atrás) no que é hoje Papua Nova Guiné. Também foram cultivadas no Sudeste Asiático. Bananas modernas vieram de duas variedades selvagens, Musa acuminata e Musa balbisiana, que têm sementes grandes e duras como as da foto acima.
A versão híbrida produziu a banana que tanto adoramos atualmente, com seu formato distinto, sementes muito pequenas e um gosto melhor.

banana

Berinjela silvestre
Ao longo da sua história, berinjelas existiram em uma ampla variedade de formas e cores, como branco, azul, roxo e amarelo (igual à da imagem acima). Algumas das primeiras berinjelas foram cultivadas na China. Versões primitivas costumavam ter espinhos no lugar onde o caule da planta se conecta às flores.
A criação seletiva desta planta conseguiu livrá-la dos espinhos e alcançar o tal formato maior, oblongo e roxo visto na maioria dos supermercados hoje.

Cenoura silvestre
As primeiras cenouras conhecidas foram cultivadas no século 10 na Pérsia e na Ásia Menor. Acredita-se que eram originalmente roxas ou brancas com uma raiz fina e bifurcada, como mostrada na foto acima. Ao longo do tempo, perderam o pigmento roxo e adquiriram uma cor mais amarelada.
Ou seja, as antigas raízes brancas e finas, que tinham um sabor forte, deram lugar hoje a saborosas raízes grandes e laranjas.

Milho silvestre
Talvez o exemplo mais emblemático de reprodução seletiva seja do milho na América do Norte, produzido a partir de uma planta que mal era comestível. O silvestre, mostrado acima, foi domesticado pela primeira vez em 7.000 aC e era seco como uma batata crua.
Hoje, é mil vezes maior do que era 9.000 anos atrás, e muito mais fácil de descascar e crescer. Além disso, 6,6% dele é feito de açúcar, em comparação com apenas 1,9% do seu ancestral. Cerca de metade dessas mudanças ocorreram a partir do século 15, quando os colonizadores europeus começaram a cultivar milho amplamente.

Pêssego silvestre
Pêssegos costumavam ser pequenos como amoras e ter pouca carne. Eles foram domesticados pela primeira vez em torno de 4.000 aC pelos antigos chineses, e tinham um gosto terroso e ligeiramente salgado, como uma lentilha.
Depois de milhares de anos de cultura seletiva, os pêssegos agora são 64 vezes maiores, 27% mais suculentos, e 4% mais doces.