13.961 – Dica de Livro – O Rastro da Bruxa: História da aviação brasileira através de seus acidentes: 1928-1996


rastro da Bruxa
O acidente com o voo 1907, no dia 29 de setembro de 2006, mostrou mais uma vez o quanto desastres aéreos envolvendo aviões de passageiros nos mobilizam: plantões nos telejornais, reportagens especiais, manchetes em toda a mídia, e nós acompanhando passo a passo o desenrolar das investigações. Somos informados de que uma comissão apontará as causas do acidente. O tempo passa e temos a impressão de que mesmo as tragédias caem no esquecimento.
O livro do comandante Carlos Germano ensina que acidentes aéreos não são fatalidades – são gestados ao longo do tempo por problemas latentes do sistema que, em determinadas circunstâncias, se alinham à espera de uma falha operacional que os desencadeie. Ao rever a história dos acidentes aéreos brasileiros, o autor nos conforta ao mostrar que nenhuma dessas tragédias passa em branco. A análise minuciosa de cada uma delas contribui de forma decisiva para melhorar o nível de segurança dos nossos vôos.
O livro merecia um glossário para ajudar os leigos a acompanhar essa história.

13.880 – Dica de Livro – Os Gênios Também Erram


erro de Einstein
Nas salas de aula, os professores de ciência ensinam que Albert Einstein e Charles Darwin são gênios incontestáveis. Nada mais justo. O primeiro decifrou a expansão do universo, e o segundo escancarou o parentesco entre homens e macacos. Mas o caminho que levou a essas descobertas não foi pavimentado apenas com acertos. Houve erros, e não foram poucos. É sobre eles que se debruça o astrofísico e escritor romeno Mario Livio no recém-lançado livro “Brilliant Blunders” (“Erros Geniais”, em tradução livre, com lançamento em maio de 2014 no Brasil).
Além de apontar os equívocos, o livro deixa claro o quanto a evolução científica não é necessariamente uma progressão linear do pensamento, em que um cientista passa o bastão para o seguinte. Darwin foi brilhante em desenvolver a teoria da seleção natural, mas não enxergou as repercussões dela sobre as regras da hereditariedade aceitas em sua época. “Mas isso levou outros cientistas a reescreverem completamente essas normas, levando às nossas noções modernas de genes”, diz a física e jornalista Marcia Bartusiak, professora de redação científica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Assim como no exemplo de Darwin, muitos equívocos forçaram outros pensadores a corrigir ou redirecionar ideias. Linus Pauling desenvolveu um modelo de DNA (ácido desoxirribonucleico) errado na essência, já que a estrutura pensada pelo cientista não era a de um ácido. “Os outros pensaram: ‘Como o maior químico do mundo poderia estar errado?’”, diz Marcia. Dois cientistas muito mais jovens, James Watson e Francis Crick, não só tinham certeza do erro como se apressaram e chegaram à descrição de DNA.
Um exemplo curioso de erro que não estava “tão errado” assim diz respeito a Einstein. Quando o cientista formulou a Teoria da Relatividade, as equações que desenvolveu só fariam sentido se o universo estivesse se expandindo ou se contraindo, mas os cientistas da época acreditavam que o cosmo era estável. Para “consertar” a teoria, o físico adicionou às equações uma constante cosmológica. Astrônomos descobriram que o cosmo não estava estático, mas se expandindo. Einstein baniu a constante e a chamou de seu maior erro. Contudo, outros cientistas reabilitaram-na, já que ela poderia explicar a “energia escura”, força hipotética que estaria acelerando a expansão do universo.
Outro ponto sobre o qual “Brilliant Blunders” joga luz é o fato de algumas dessas mentes brilhantes serem cabeças-duras na hora de admitir os erros. Exemplos são William Thomson, conhecido como Lord Kelvin, e Fred Hoyle. Mesmo diante de evidências de que estavam errados (Kelvin com o cálculo da idade da Terra e Hoyle com a sua teoria furada sobre o universo), eles se recusaram a admitir o lapso. Os acertos posteriores em suas carreiras deram um lustro na imagem que eles deixaram no panteão do conhecimento humano. Os erros flagrados no livro não diminuem a importância desses gênios. Mostram apenas que a ciência é um empreendimento humano e, como tal, sujeito às nossas fraquezas.

kelvin

linus pauling

13.491 – Livro – Breve História de Quase Tudo


Breve Historia de Quase Tudo
Um inventário de tudo o que sabemos sobre o mundo, da origem do universo até os dias de hoje, explicado de maneira clara até para o leitor de primeira viagem. Vencedor do prêmio Aventis 2004, o livro teve os direitos de publicação negociados em 29 países e vendeu mais de 2 milhões de exemplares na Inglaterra.
Ao constatar que ignorava o porquê dos oceanos serem salgados, o renomado escritor e cronista Bill Bryson percebeu, com certo desagrado, que tinha pouquíssimo conhecimento sobre o planeta em que vivia. A indagação o propeliu à tarefa épica de entender – e explicar – tudo o que sabemos sobre o mundo.
Bryson parte da origem do universo e segue até os dias de hoje, tratando de assuntos relacionados à física, geologia, paleontologia e todas as outras disciplinas que considerava “maçantes” na escola. Antítese do texto didático tradicional, sua prosa foge dos jargões técnicos sem nunca abrir mão da profundidade. A preocupação do autor está em entender como os cientistas realizam suas descobertas. Para compilar esta Breve história de quase tudo, Bryson consultou dezenas de obras e pesquisadores e montou o que pode ser considerado um delicioso guia de viagens pela ciência.

“Um clássico moderno da escrita científica.” – The New York Times

“Um diário de viagem pela ciência, escrito por um guia inteligente, engajado e bem-informado, que ama o assunto e está louco para dividir esse prazer” – The Times

Título original: A SHORT HISTORY OF NEARLY EVERYTHING
Capa: Kiko Farkas / Máquina Estúdio
Elisa Cardoso/ Máquina Estúdio
Páginas: 544
Formato: 16.00 x 23.00 cm
Peso: 0.833 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 01/12/2005
ISBN: 9788535907247
Selo: Companhia das Letras

13.289 – Livro – A noite em que a Força Aérea Brasileira caçou um ovni


Extraterrestres-Salvador-Nogueira
Era uma noite estrelada, em 19 de maio de 1986. Às 23h15, chegou a informação de que a torre de controle de São José dos Campos, no interior de São Paulo, havia avistado luzes de cores amarelo, verde e laranja se deslocando sobre a cidade. Ao mesmo tempo, sinais foram detectados no radar em solo. O primeiro a observar o fenômeno foi o coronel Ozires Silva, então recém-nomeado presidente da Petrobras (antes, tinha comandado a Embraer). Ele estava a bordo do avião Xingu PT-MBZ e viu uma dessas luzes. “A visibilidade era uma beleza. Uma noite toda estrelada, típica do mês de maio. E entre as estrelas eu vi um clarão, um objeto ovalado. Parecia um astro. A diferença é que astro não aparece no radar”, disse o fundador da Embraer numa entrevista. “Voei na direção dele. E, enquanto me aproximava, ele começou a desaparecer.”

Às 0h39, foi acionada a aeronave de alerta da defesa da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. O jato de caça partiu rumo a São José dos Campos, guiado pela detecção de sinais intermitentes no radar da torre de controle. A uma altitude de 5.200 metros, o piloto avistou uma luz branca abaixo de seu nível de voo. Posteriormente o objeto foi subindo e se posicionou 10 graus acima da aeronave de interceptação. Ambos começaram a aumentar a altitude, e o caça o perseguiu até os 10 mil metros. No trajeto, a luz por um momento mudou de branca para vermelha, depois verde e novamente branca, permanecendo nessa cor. O radar do caça detectou o objeto, que indicava estar de 10 a 12 milhas de distância (16 a 18,2 km), voando na direção do mar.
A perseguição prosseguiu até a aeronave atingir o ponto de não-retorno (que significa que não haveria combustível suficiente para voltar à base de origem). Como não houve aproximação efetiva, decidiu-se pelo fim da caça. Menos de 30 minutos depois, detecções de eco de radar começaram a ser feitas sobre a região de Anápolis, Goiás. Os sinais de radar eram mais confiáveis, davam direção e velocidade de deslocamento dos objetos. À 1h48, um segundo caça, dessa vez partindo da Base Aérea de Anápolis, subiu aos céus para investigar. O piloto chegou a obter contato pelo radar da sua aeronave, mas não conseguiu ver nada. Parecia uma perseguição absolutamente desleal. Enquanto o jato voava como um avião, em velocidade supersônica, o objeto tinha um nível de agilidade incompatível com aeronaves terrestres. Voava em zigue-zague, ora se aproximava, ora se afastava, mesmo estando mais rápido que o caça. Por fim, ao perder contato por radar, o avião retornou à base. Em compensação, no Rio de Janeiro, a mobilização continuava. Um segundo caça decolou à 1h50 na direção de São José dos Campos e avistou uma luz vermelha de onde emanava o sinal de radar detectado em solo. Perseguiu-a por alguns minutos, sem conseguir se aproximar, até que ela se apagou.
Simultaneamente, apareceram nada menos que 13 diferentes registros do radar em solo na traseira da aeronave. O piloto fez uma volta de 180 graus para tentar observá-las, mas nenhum contato visual ou com o radar de bordo foi efetuado. Uma segunda e uma terceira aeronaves decolariam de Anápolis, às 2h17 e às 2h36, sem obter qualquer tipo de contato. Os interceptadores lá no Rio foram pousando conforme sua autonomia chegava ao fim. O último recolheu-se à base às 3h30. No resumo do relatório assinado naquele ano pelo brigadeiro-do-ar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, então comandante interino do Comdabra (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro), os militares tiram conclusões definitivas. Primeiro, sobre a natureza dos objetos perseguidos e observados, capazes de “produção de ecos radar, não só no sistema de Defesa Aérea, como nos radares de bordo dos interceptadores (…), variação de velocidade de voo subsônico até supersônico, bem como manutenção de voo pairado, variação de altitudes inferiores a 5 mil pés (aproximadamente 1.500 m) até 40 mil pés (aproximadamente 12 mil metros), emissão de luminosidade nas cores branca, verde, vermelho, e outras vezes não apresentando indicação luminosa, capacidade de aceleração e desaceleração de modo brusco, capacidade de efetuar curvas com raios constantes, bem como com raios indefinidos”.
Não é preciso dizer que esse conjunto de qualidades não existe em nenhuma aeronave cujo princípio de operação seja dominado pela ciência terrestre. Da forma cautelosa, como seria peculiar a um documento de origem militar, o relatório termina da seguinte maneira: “Como conclusão dos fatos constantes observados, em quase todas as apresentações, este Comando é de parecer que os fenômenos são sólidos e refletem de certa forma inteligências, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores como também voar em formação, não forçosamente tripulados.” Foi a afirmação mais contundente sobre ovnis já feita pela Força Aérea Brasileira.

Trecho do livro Extraterrestres, de Salvador Nogueira.

13.196 – Livro – A Idade da Razão


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É um romance de Jean-Paul Sartre, publicado em 1945. O livro é o primeiro volume da trilogia Os Caminhos da Liberdade (em francês: Les Chemins de la liberté).
O romance, que se passa na Paris boêmia dos anos 30, gira em torno da vida de Mathieu, um professor de filosofia que procura dinheiro para pagar por um aborto para Marcelle, sua amante. Em três dias, vários personagens e suas ações são analisados, e as percepções e observações dos personagens recolhidas para dar ao leitor um retrato detalhado do personagem principal.
A obra mostra claramente a noção existencialista sartreana e o perfil psicológico dos personagens – tomando decisões importantes para suas próprias vidas. Demonstra ainda como a concepção de Sartre sobre liberdade está intrinsecamente ligada à existência humana, sendo o alvo final desta existência.
Enquanto a novela progride, a narrativa do personagem expõe conceitos de Sartre sobre o que significa estar livre e como se opera no âmbito da sociedade com esta filosofia. Este romance é uma representação imaginária de seus trabalhos filosóficos principais (O ser e o nada) onde se alcança a liberdade suprema com o nada, ou, mais precisamente, sendo nada.

13.084 – Livro – Filósofo britânico ensina o beabá das religiões em 50 verbetes


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Traçar um panorama das religiões do planeta usando apenas 50 verbetes de uma página cada um soa, à primeira vista, como a proverbial missão impossível. A equipe coordenada pelo filósofo britânico Russell Re Manning, no entanto, conseguiu operar esse pequeno milagre, e o resultado funciona como uma bem-vinda introdução ao fenômeno das crenças religiosas.
Com o título um tanto desajeitado “Religião: 50 Conceitos e Crenças Fundamentais Explicados de Forma Clara e Rápida”, o livro organizado por Manning, que é professor da Universidade de Cambridge, poderia ser apenas superficial quando se considera o espaço limitadíssimo concedido a cada crença –afinal de contas, quando se tenta resumir 3.000 anos de judaísmo ou 2.500 anos de budismo com menos de mil palavras, quase tudo parece ter ficado de fora.
Por outro lado, a concisão e a abrangência acabam favorecendo o enfoque comparativo, o que ajuda o leitor a se dar conta de temas comuns, paralelos e influências mútuas entre as diferentes crenças.
Graças a isso, e à organização temática que não é apenas geográfica nem temporal (com seções como “Tradições indígenas”, “Espiritualidades do Oriente”, “Cristianismos pelo mundo” e “Novas religiões”), fica mais fácil perceber o quanto as mais variadas fés, apesar das contradições superficiais do ponto de vista teológico, expressam tendências muito similares e profundamente arraigadas à mente humana.

13.013 – Mega Polêmica – Auto Ajuda Funciona?


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Na realidade a pergunta deveria ser, por que não funciona.
Você já se perguntou porque a maioria das pessoas que gostam de ler livros de auto-ajuda não melhoram de vida?
Esse tipo de livro não era para ajudar o leitor a ganhar mais confiança, obter a independência financeira, aprender a se comunicar melhor, etc?
É verdade que existe bastante livros de auto-ajuda por aí que não valem o papel em que são impressos. Isso porque o próprio autor NUNCA conseguiu o resultado que diz ajudar as pessoas ou porque por mais que o autor tenha conseguido obter aquele resultado ele não conseguiu escrever o livro de maneira didática.
Mas existem também diversos livros que além de excelentes também fazem parte da lista dos best-sellers, mesmo assim diversas pessoas possuem esses livros nas prateleiras ou na cabeceira da cama e suas vidas continuam iguais.

Esse é justamente um dos motivos!
Uma pesquisa americana divulgou que menos de 10% da população que compra um livro, lê esse livro após o primeiro capítulo. Dessa forma, não adianta o quão bom é o livro e o quão fácil é a estratégia ensinada pelo autor, se a pessoa não lê, não vai conseguir nenhum benefício através do livro.
Esse é um dos motivos mais óbvios.
Por que poucos desses 10% conseguem algum resultado significativo?
Se apenas ler fosse suficiente era de se esperar que 1 a cada 10 pessoas que leem livros de auto-ajuda fossem bem-sucedidas.

Esse porém não é o caso.
Por anos eu li diversos livros de auto-ajuda para superar os mais diversos objetivos como: Vencer a timidez, melhorar minha comunicação, me tornar financeiramente livre, etc. E por mais que eu tenha lido diversos livros diferentes para cada um desses objetivos até o final, alguns livros que eram recomendados por pessoas extremamente bem-sucedidas e tinha transformado a vida de milhares de pessoas, eu nunca conseguia um progresso significativo, na maioria das vezes, não conseguia progresso nenhum.
Sempre acreditei que se algo funciona para uma pessoa sequer, funciona para qualquer um. Essa crença me fez continuar a ler esse tipo de livros mesmo não obtendo nenhum resultado.
Qual foi o livro que você leu e pensou “Esse conceito é bem legal, gostaria que isso funcionasse comigo” ?
O termo auto ajuda pode ser referir a qualquer caso onde um indivíduo ou um grupo (como um grupo de apoio) procura se aprimorar econômica, espiritual, intelectual ou emocionalmente. O termo costuma ser aplicado como uma panaceia em educação, negócios e psicologia, propagandeada através do lucrativo ramo editorial de livros sobre o assunto. Para quem não sabe Na mitologia grega, Panaceia (ou Panacea em latim) era a deusa da cura. O termo Panacéia também é muito utilizado com o significado de remédio para todos os males.
A melhor solução evidentemente é você procurar alguém que sim sabe como te ajudar não se ajudar com uma leitura,uma vez que evidentemente a interpretação fica por conta de quem o lê e cada um tem uma forma de ver a coisa e entendimento, fica então em credito a analise de cada um e o que cada um ira fazer com suas informações.
Auto Ajuda virou uma religião, uma heresia, e por isto seus livros na tradição medieval, precisariam ser queimados.
Mas não por padres, avós, mestres, mas sim pelos próprios compradores.
Antigamente, o livro de autoajuda mais vendido era o “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, de Dale Carnegie, meno male, pelo menos induzia você sair do seu casulo e conhecer pessoas.
Os mais vendidos de autoajuda hoje são uma tragédia.

12.389 – Livro – Duelo de Titãs em nome da Ciência


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John Maddox dá um livro pra não entrar numa briga e um biblioteca pra não sair. Ele foi editor durante 23 anos da respeitadíssima revista científica Nature, a qual constantemente tem contribuído para os posts do Mega:
” A Ciência, longe de estar esgotada, tem um longo caminho pela frente”, afirma em seu livro – O Que Falta Descobrir – Explorando os Segredos do Universo, as Origens da Vida e o Futuro da Espécie Humana.
Tal obra é uma espécie de resposta a John Horgan, autor de O Fim da Ciência.
Debates à parte, quem sai ganhando é o leitor interessado em temas científicos como o surgimento do primeiro ser na Terra.

9482 – Espiritismo – Biografia de Allan Kardec


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O novo personagem biografado por Souto Maior, o francês Allan Kardec, que viveu no período que vai de 1804 a 1869, foi o responsável pela codificação da Doutrina Espírita. No que depender do autor e dos investimentos da editora, a Record, este livro promete vender tanto quanto ou talvez até mais que outra obra biográfica dele, As Vidas de Chico Xavier, publicada pela Leya.
Este sucesso de vendas atingiu por volta de 1 milhão de exemplares vendidos e foi convertido em uma produção cinematográfica, Chico Xavier, assistida por mais de 3 milhões de espectadores. Kardec é por si mesmo um bestseller. Suas publicações já alcançaram mais de 11 milhões de cópias vendidas em todo o país. Esses dados foram calculados com base apenas na Federação Espírita Brasileira.
A biografia de Kardec também promete ganhar uma versão nos cinemas; o filme será lançado provavelmente em 2015, sob a batuta do cineasta Wagner de Assis. A história tem como público alvo o leitor que não conhece bem o Espiritismo, e com essa aposta a editora se aproxima de um leitor mais propício ao tema.
Apesar de somente 2%, ou seja, 3,8 milhões de pessoas, se confessarem como seguidores da Doutrina Espírita, de acordo com o Censo de 2010, é possível computar pelo menos 50 milhões de simpatizantes dessa crença, conforme cálculos da Federação Espírita Brasileira.
Essas pessoas apresentam uma educação mais apurada e recursos financeiros consideráveis. Elas costumam adquirir livros e não se importam de pagar um valor mais elevado por eles. Talvez por isso a editora esteja jogando todas as suas fichas neste lançamento.
Os responsáveis pelo marketing criaram uma incrível estratégia publicitária. A imagem de Kardec estará presente, por algum tempo, na televisão, nas rádios, no metrô, no mundo virtual e, claro, nas livrarias. Além disso, a editora distribuirá inicialmente 100 mil exemplares deste livro.
Nesta obra o autor transcende a doutrina espírita para descrever como o professor Hippolyte, a princípio descrente, transformou-se em um apóstolo do Espiritismo, praticamente dando impulso à disseminação desta fé religiosa. Nas suas investigações Souto Maior utilizou textos históricos, tais como jornais e revistas publicados no período em que Kardec codificou sua obra. Ele inclui até mesmo originais da Revista Espírita, a qual, na época, era uma publicação mensal de Kardec. Ela circulou durante 12 anos.
Marcel Souto Maior nasceu no Rio de Janeiro, em 1965 ou em 1966. O escritor é também jornalista e já publicou 10 livros. Ele se tornou célebre por suas obras sobre a Doutrina Espírita e o médium Chico Xavier. O autor diz não acreditar em Deus e seu livro, Chico Xavier, deu origem ao filme de mesmo nome, dirigido por Daniel Filho.

9358 – A Mãe das Conspirações – Deuses Astronautas?


Capa do livro
Capa do livro

A Teoria dos Astronautas Antigos é usada para explicar que a Terra teria sido visitada por seres extraterrestres há muitos milênios.
A existência de seres alienígenas ou extraterrestres se tornou especialmente presente na cultura popular a partir da segunda metade do século XX. Foram muitas as teorias, muitos os relatos e muitas associações humanas que surgiram para dar mais amplitude ao tema na sociedade. Claro, não se pode deixar de citar também as muitas teorias da conspiração que permearam e ainda permeiam o assunto. De todo modo, a Astronomia evoluiu muito também nas últimas décadas e a ciência nos revelou muitas verdades sobre o universo. Todavia, algumas teorias não foram comprovadas, mas possuem muitos defensores importantes e famosos.
Na década de 1960, o escritor suíço Erich von Däniken ajudou a popularizar a Teoria dos Astronautas Antigos através de seu muito bem sucedido livro “Eram os Deuses Astronautas?”. A obra foi publicada em 1968 e se tornou um best seller com suas teorias sobre o paleocontato, ou seja, o contato de civilizações extraterrestres com nosso planeta muito tempo atrás. O argumento de Däniken se baseava em artefatos e construções monumentais de origem e propósitos desconhecidos encontrados na Terra, em iconografias antigas que permitem interpretações sobre criaturas não-humanas e suas tecnologias, e em possíveis contatos com seres extraterrestres na origem de muitas religiões. Apesar do sucesso comercial do livro, não foram encontradas provas para comprovar suas alegações no livro e o suíço foi julgado como pseudocientista por muitos.
A Teoria dos Astronautas Antigos alega que os humanos são fruto de seres que visitaram nosso planeta muito tempo atrás, transferindo conhecimento, cultura e religião. Depois de Erich von Däniken, Zecharia Sitchin também ajudou a difundir o tema através de sua interpretação que deu a textos antigos do Oriente Médio, embora não com o mesmo sucesso. Atualmente, Grahan Hancock é quem dá continuidade ao tema seguindo a linha de argumentação de Erich von Däniken, embora a considere incompleta.
Em geral, as supostas provas da Teoria dos Astronautas Antigos são as máquinas voadoras que aparecem em textos antigos, “aeromodelos” antigos descobertos no Egito e na América do Sul e monumentos como Stonehenge, as pirâmides do Egito, Macchu Picchu no Peru, Baalbek no Líbano, que não se sabe explicar como poderiam ter sido construídos pelos homens.

7696 – Livro – Esquizofrenia de Ideias


Titio Darwin
Titio Darwin

Charles Darwin (1809-1882) era um homem profundamente religioso, o que não o impediu de propor que, ao contrário do que dizia a Bíblia, as espécies não surgiram na criação, mas evoluíram lentamente de um ancestral comum. Essa contradição fez dele um sujeito atormentado, relutante em publicar suas teorias e talvez tenha sido a causa psicossomática da misteriosa doença que consumiu boa parte de seus dias. O tormento do evolucionista é o assunto principal da monumental biografia Darwin (Geração Editorial), dos historiadores da ciência Adrian Desmond e James Moore, a melhor e mais completa obra já escrita sobre o inglês – só a bibliografia ocupa mais de 30 das 800 páginas do livro. Desmond e Morris narram, em ordem cronológica – o que torna o livro fácil de consultar –, as aventuras de Darwin no carnaval da Bahia, sua visita a Abrolhos e ao Pão de Açúcar, o casamento com a prima Emma e os bastidores dos estudos sobre a Teoria da Evolução.

7695 – Livro – Biografia de Isaac Newton


Sir Isaac Newton
Sir Isaac Newton

Uma obra sobre o cientista que revolucionou nossa visão da realidade física ao desvendar os segredos dos movimentos e da atração gravitacional. Isaac Newton (1642-1727) costuma ser visto como um homem profundamente racional, um pioneiro do modo de pensar lógico e científico. Pois, segundo o jornalista Michael White, ele gastou mais tempo trabalhando em tratados de alquimia e ciências ocultas do que com fórmulas de Física. White, que escreveu boas obras sobre as vidas de Stephen Hawking e Charles Darwin, é o autor de Isaac Newton – O Último Feiticeiro (Record), uma biografia polêmica, que mostra o genial físico como um ser anti-social envolvido com magia negra, bem ao contrário do homem perfeito e racional dos livros de história da ciência. Ele aponta um Newton brilhante, sim, mas também vingativo e obcecado pelo poder – que o diga o alemão Gottfried Leibniz, que teve a má sorte de se envolver numa briga com o físico e, por isso, foi perseguido por ele até a morte. No final do livro, fica o retrato de um homem às vezes crápula, às vezes herói, mas sempre mais interessante do que o simples (e inanimado) dono das fórmulas escolares.

6929 – Seriam os Deuses Astronautas 2


Seres extraterrestres estiveram na Terra na Antiguidade e estabeleceram comunicação com as sociedades humanas primitivas?
Um dos primeiros a divulgar amplamente a idéia de que podemos ter mantido contato com civilizações extraterrestres na Antiguidade foi curiosamente um dos mais conhecidos céticos. No livro “Vida Inteligente no Universo” (1966) o astrônomo Carl Sagan, em colaboração com o colega soviético Iosif Shklovsky dedica um capítulo inteiro para defender seriamente a possibilidade de um contato em eras passadas.
Já então a dupla indicou um possível deus astronauta: o enigmático personagem da mitologia suméria, Oannes. Quimera metade peixe, diz a lenda que a criatura surgiu no Golfo Pérsico por volta de 4.000AC e ensinou várias artes e ciências aos homens. Seriam os ecos longínquos do contato com um alienígena benevolente?
Talvez, apenas talvez. A dupla de cientistas foi sóbria e cautelosa ao deixar claro que eram apenas especulações sem comprovação. E é aqui que reside a diferença entre especulação e a enganação. Logo depois um hoteleiro suíço venderia exatamente as mesmas idéias como se fossem fatos comprovados, e o resto, como dizem, é história. Ou melhor, ficção vendida como história.
As supostas evidências que permitiriam o pulo de especulação para fato já foram exaustivamente exploradas ao longo das últimas décadas, e seria impossível abordar todas em detalhe neste espaço. Cada uma delas é um caso específico em que traficantes de mistérios nunca contam toda a história. Fiquemos então com a que, segundo o próprio cético Sagan seria uma das melhores evidências concretas de contatos na antiguidade.
São os rituais e lendas do povo Dogon na África. Coincidência ou não, esta tribo distante também fala da chegada de uma quimera peixe-serpente, chamada Nummo, vinda diretamente do sistema estelar de Sírio. Não apenas o mito faz referência astronômica ao sistema estelar, ele inclui alguns detalhes que só foram confirmados pela ciência no século passado. A especulação se torna subitamente sólida quando as “lendas” possuem elementos que apenas grandes telescópios – ou viajantes extraterrestres – poderiam conhecer. Seria este o caso perfeito? Pelo menos é o que enganadores vendem.
O que nunca contam é que a história não pára aí. Há algo muito estranho quando descobrimos que os Dogon acreditam que o Nummo foi crucificado (!) e ressuscitou, e que deve retornar uma segunda vez à Terra. Soa familiar? Demasiadamente familiar. Em verdade as lendas astronômicas Dogon mais extraordinárias têm uma única fonte, o antropólogo Marcel Griaule que manteve contato com a tribo nos anos 1930 e 40. Outros antropólogos em contato com a mesma tribo antes e depois falharam em confirmar as extraordinárias lendas.
Não se suspeita que Griaule inventou as histórias, mas é revelador que os supostos mitos ancestrais espelhem os mitos e conhecimentos do próprio europeu. Os supostos conhecimentos astronômicos Dogon também contêm alguns erros, idênticos aos da astronomia européia no início do século passado. Pelo visto a tribo Dogon não devia estar tão isolada dos europeus, e como Sagan notou, a civilização alienígena com conhecimentos astronômicos sofisticados em contato com os Dogon que o antropólogo descobriu era… sua própria civilização.

6928 – O Ouro dos Deuses – Livro


No livro “The Gold of the Gods” (1973)*, Erich von Däniken anuncia logo no início:

“Para mim esta é a mais incrível e fantástica história do século. Poderia facilmente ter vindo diretamente dos campos da Ficção Científica se eu não tivesse visto e fotografado a verdade pessoalmente. O que eu vi não foi produto de sonhos ou imaginação, era real e tangível. Um sistema gigantesco de túneis, com milhares de quilômetros de comprimento e criado por construtores desconhecidos em uma data desconhecida jaz a grande profundidade no continente sul-americano”.

Tão ou mais incrível que o sistema subterrâneo de milhares de quilômetros sob nossa América do Sul era o conteúdo de algumas das imensas cavernas, “tão grandes quando o hangar de um avião Jumbo”. Descrito em primeira pessoa, o autor suíço descreve suas aventuras adentrando uma delas e a revelação em meio ao escuro de incontáveis estátuas de material desconhecido, formando um magnífico zoológico de figuras de animais, de elefantes a leões, incluindo mesmo dinossauros, adornados por algo ainda mais inacreditável: uma miríade de placas de metal contendo inscrições com “o que é provavelmente um sumário da história de uma civilização perdida … contendo a sinopse da história da humanidade, assim como um relato da origem da humanidade na Terra e informação sobre uma civilização desaparecida”.

O descobridor desta mais incrível e fantástica história do século seria Juan Moricz, guia de Däniken na fabulosa expedição. O leitor empolgado com a descoberta, no entanto, poderá ficar intrigado com o fato de que entrada do sistema de túneis ainda deveria ser mantida secreta, “guardada por índios hostis entre o triângulo formado pelas três cidades de Gualaquiza, San Antonio e Yaupi na privíncia de Morona-Santigago” (no Equador). O livro contém ainda uma foto do que se entende ser o autor adentrando a caverna, com a legenda:
Pouco após a publicação do livro, o próprio Moricz desmentiu Däniken. Em entrevistas aos jornais alemães, Moricz assegurou que Däniken nunca havia visto o que descreveu. “Exceto se ele foi em um disco voador… se ele diz ter visto a biblioteca e as outras coisas por si mesmo então isso é uma mentira”.

No documentário da PBS/BBC, “The Case of the Ancient Astronauts”, que você confere acima, ao redor dos 40 minutos o próprio Erich von Däniken admite a inverdade. Questionado se a história que publicou da visita às cavernas realmente aconteceu, Däniken responde com um cachimbo na boca:

“Não, isso não aconteceu”, admite. “Mas penso que quando alguém escreve livros no meu estilo, que não são livros científicos, … são um tipo de livro popular, mas não são ficção científica. Embora os fatos existam … então um autor pode usar efeitos. Assim, pequenos detalhes como esse não são importantes realmente porque não afetam os fatos, estão apenas estimulando o leitor, e pode-se fazer isso”.
Quanto à foto publicada dentro do sistema de túneis, também se pode ver Däniken explicando que a expedição teria sido feita por Juan Moricz em 1969 e que ele mesmo nunca esteve lá. “Eu estive em uma entrada lateral em um local completamente diferente. Eu nunca estive aí”. Apesar do que a legenda sugere no contexto da história – depois admitida como uma fantasia dramática – a fotografia publicada não mostra o autor suíço, e sim Gastón Fernández, parte da expedição de Moricz na Cueva de los Tayos em 1969.

“Os livros de Däniken são vendidos como factuais. Como o leitor saberá se o autor está usando ‘efeitos dramáticos’ ou se está simplesmente contando mentiras?”, questiona o narrador da BBC.

Eram os Deuses Contadores de Histórias?
Erich von Däniken já foi condenado e cumpriu penas em três ocasiões. A primeira foi já aos dezenove anos, por furto. Um psiquiatra descreveu na ocasião que ele exibia uma “tendência a mentir”. A segunda condenação foi por fraude relacionada a uma negociação de jóias, pela qual cumpriu nove meses de pena. A terceira também foi relacionada a fraudes, através das quais o então hoteleiro havia tomado empréstimos somando uma dívida de $130.000 enquanto viajava pelo mundo coletando material que usaria em “Eram os Deuses Astronautas”. Foi condenado a três anos e meio de prisão, cumprindo um ano antes de ser liberado. No julgamento, foi descrito novamente como um mentiroso e um psicopata criminal pelo psiquiatra que o avaliou.
Tais condenações pouco deveriam afetar a realidade de suas ideias ou evidências, não fosse o fato de que se relacionam com fraudes, falsificações e mesmo avaliações psiquiátricas que, como visto acima, parecem no mínimo parcialmente confirmadas quando o próprio autor admite se valer de “efeitos” dramáticos, ou simples mentiras. Para ele, um autor “pode fazer isso”.

O imbróglio do sistema secreto de túneis sob a América do Sul não é o único engodo do qual Däniken participou na criação ou divulgação. Ainda na América do Sul, outra fraude notória promovida nos livros de Däniken é a história muito similar de “Tatunca Nara”, um suposto índio que seria portador da fantástica “Crônica de Akakor”, estendendo-se por tempos imemoriais de outra (ou a mesma?) civilização avançada e perdida nos subterrâneos da Amazônia. Parte desta fantasia permeou mesmo o último filme de Indiana Jones, onde Akakor foi referido como “Akator” e mesclado com crânios de cristal e extraterrestres.

As evidências apresentadas por Däniken são ou especulação contrariada pela evidência arqueológica, ou simples fraudes evidentes em que o autor escolheu omitir informação ou inclusive, inventá-la para “efeito” [dramático] em seu “estilo” de livros. No mesmo livro com a fantasiosa visita às fantásticas cavernas inexistentes da “história do século”, Däniken especula que bananas são um mistério que talvez seja explicado com uma origem alienígena:

“… a banana é um problema. É encontrada mesmo na mais remota das ilhas do sul. Como essa planta, que é tão vital para a nutrição da humanidade, se originou? Como ela fez o caminho ao redor do mundo, visto que não possui sementes? Será que os ‘Manu’, sobre quem a saga indiana conta, a trouxe consigo de outra estrela – como um alimento completo?”

Em uma cândida e demolidora entrevista concedida, onde mais, na revista Playboy em agosto de 1974 ao então novato jornalista Timothy Ferris – que posteriormente produziria o disco dourado enviado nas sondas Voyager – após expor como mal havia lido e pesquisado boa parte das supostas provas que apresentou, concedendo que várias delas, como o pilar de ferro de Delhi, não seriam realmente um mistério “e podemos esquecer sobre essa coisa”, o clímax chega quando Ferris encerra:

“Ferris: Uma última pergunta vem à mente porque das suas teorias, a nossa favorita é aquela em Gold of the Gods em que você sugere que a banana foi trazida à Terra vinda do espaço. Você estava falando sério?

Von Daniken: Não, e poucas pessoas sacaram isso.
Podemos ter sido visitados por civilizações extraterrestres, uma ideia verdadeiramente fabulosa e fantástica. Ela foi proposta com mais propriedade e parcimônia por diversas figuras anos antes que o hoteleiro suíço condenado e preso por fraudes fizesse fortuna com seu “estilo” repleto de “efeitos” os quais se permite como autor tentando “de outras formas fazer as pessoas rirem”.

As Cavernas Subterrâneas e um Astronauta de Verdade
Além da fantasia publicada por Däniken como realidade, admitida em frente às câmeras como um “efeito” literário, a história das cavernas sul-americanas tem outra reviravolta curiosa: participaria dela ninguém menos que o astronauta Neil Armstrong. Após ler o livro de Däniken, o escocês Stanley Hall ficou fascinado com a história e contatou Juan Moricz. Sua ideia era organizar uma nova expedição ao local, em uma cooperação entre os exércitos britânico e equatoriano. Em um relato a Philip Coppens, Hall conta que

“a expedição precisava de uma figura honorária, e o nome do príncipe Charles, que havia recebido um diploma em arqueologia, foi proposto, mas eu sabia que [o astronauta] Neil Armstrong tinha conexões escocesas. Minha mãe era uma Armstrong e através de outro Armstrong em Langholm, onde Neil Armstrong se tornou um cidadão honorário, eu fiz contato. Meses depois, recebi a resposta de que Neil Armstrong estava bem disposto a se juntar a nós nesta missão. Foi quando a expedição se tornou o desafio de uma vida”.
O primeiro homem a pisar na Lua pisou no sistema de túneis em 3 de agosto de 1976 como parte de uma das mais elaboradas expedições espeleológicas, contando com inúmeros profissionais e militares de apoio. Pode-se conferir as fotos de Neil Armstrong na expedição, incluindo a acima, na galeria de imagens de Hall. A despeito de extensa pesquisa, não se descobriu nenhum sistema de milhares de quilômetros de túneis, não se descobriu nenhum zoológico milenar de animais de metal desconhecido, tampouco o maior tesouro de todos, a biblioteca de plaquetas com a história da humanidade desde seus primórdios em civilizações perdidas.
O que se descobriu foram 400 novas espécies de plantas assim como uma câmara de sepultamento cerimonial na Cueva de los Tayos, com um corpo sentado, datada a 1.500 AC. Para muitos este seria o fim da história e o desmentido, se é que seria necessário após a negação de Moricz e a confissão do próprio Däniken. Para outros, contudo, a crença jamais morreria. Moricz faleceu em 1991 sem jamais revelar onde estaria a “verdadeira” entrada para o sistema de túneis, mas segundo Coppens e ao próprio Stan Hall, que jamais deixaram de acreditar na realidade das cavernas subterrâneas, a figura-chave seria Petronio Jaramillo. De fato Moricz sempre reconheceu que havia sido outra pessoa a lhe indicar a descoberta, e desde o início havia várias conexões entre Moricz e Jaramillo.

6884 – Entrevista com o imitador ☻Mega – ( O autor do Guia dos Curiosos)


Cuidado com as imitações!

Já aconteceu de você tirar alguma curiosidade do livro por poder ser considerada politicamente incorreta, ou para evitar algum tipo de polêmica?

R:Não, porque o Guia dos Curiosos é mais voltado para o público infanto-juvenil, de 10 a 16 anos, então nunca teve esse tipo de preocupação. Mas eu estava escrevendo O Guia dos Curiosos – Sexo, voltado para o público adolescente, e a editora na época, Cia. Das Letras, achou melhor não, porque ficaria muito forte para a marca. Eu falava que não, que, se a gente misturasse informação com curiosidade, poderia fazer uma prestação de serviços muito legal. E aí eu acho que tive uma sacada muito boa de convidar o Jairo Bouer para escrever junto comigo. A bagagem dele de falar com jovens e adolescentes iria aumentar o nível de curiosidade. A Cia. Das Letras tinha muita preocupação de como o livro ia ser aceito, porque O Guia dos Curiosos é uma coleção que meninos e meninas tinham. Mas ele era tão enriquecedor, tão preocupado com essa questão de passar conhecimento, que, a gente nunca recebeu uma carta reclamando.

Em setembro de 1999, você criou a Panda Books. De onde veio a ideia de criar uma nova editora, e por que você escolheu esse nome para ela?

R: Bom, eu vou começar pela segunda e depois te digo a primeira. Pensar em um nome para uma editora não é uma coisa simples, e eu estava pensando não só no nome, mas no logo da editora, e aí eu pensei em usar um nome de bicho. Peguei um daqueles atlas da fauna e comecei a olhar nome de bicho. Quando chegou no panda, eu vi que “panda”, em outras línguas, se escreve assim também. Então era uma maneira de normalizar. No começo, eu não tinha a ideia de uma editora. Eu estava sempre com ideias de títulos novos e, na época, a Cia. das Letras não se interessou por outros projetos além do Guia dos Curiosos. Aí eu falei: “Ah, vou criar minha editora” e, meio que em um ato de loucura, fiz isso. A editora agora tem 13 anos e mais de 300 livros em catálogo, então dá para dizer que deu certo.

Qual dos seus livros você mais gostou de escrever, e qual deles foi o mais trabalhoso?

R: Para as duas coisas eu diria que foi o primeiro livro. Foi o mais trabalhoso porque era muito complicado, tinha muita dor de cabeça, eu ficava procurando fórmulas de como fazer um almanaque. Eu tinha alguns em casa, mas queria fazer um produto novo, e chega uma hora em que você se cansa de tudo isso e cria algo que é assustador, que não vai dar certo. Mas foi o mais gostoso também pelo retorno que me deu. Como era o primeiro, eu não sabia quantas pessoas se interessariam por uma ideia minha, então me surpreendeu ter ficado 44 semanas na lista dos mais vendidos, 16 delas em primeiro lugar. Fui convidado para todos os programas de TV possíveis e imagináveis, foi uma experiência espetacular! Até hoje, quando sai um livro novo, eu me emociono, mas nada como o primeiro. O primeiro, quando chega, você tem vontade de dormir abraçado com ele, de tão maravilhoso que é.

6233 – Livro proibido de Hitler será relançado na Alemanha


Mein Kampf (Minha Luta), que foi escrito por Adolf Hitler e desde 1945 está banido do país, irá voltar às livrarias alemãs. A obra será republicada pelo governo do estado da Bavária, que irá incluir críticas ao nazismo e explicações históricas junto com o texto original. Segundo as autoridades, a medida, que gerou polêmica no país, é uma tentativa de se antecipar a grupos neonazistas – que deverão reeditar Mein Kampf a partir de 2015, quando ele passará a ser de domínio público. No Brasil, já existe uma editora interessada em lançar o livro.

5679 – Cinema Arte – O Fantasma da Ópera


O filme foi baseado em um romance francês escrito por Gaston Leroux, inspirada no livro Trilby de George du Maurier. Publicada pela primeira vez em 1910, foi desde então adaptada inúmeras vezes para o cinema e atuações de teatro, atingindo o seu auge ao ser adaptada para a Broadway, por Andrew Lloyd Webber, Charles Hart e Richard Stilgoe. O espectáculo bateu o recorde de permanência na Broadway (superando Cats), e continua em palco até hoje desde a estreia em 1986. É o musical mais visto de sempre, visto por mais 100 milhões de pessoas, e também a produção de entretenimento com mais sucesso que alguma vez existiu, rendendo 5 bilhões de dólares.
O fantasma da ópera é considerada por muitos uma obra gótica, por combinar romance, horror, ficção, mistério e tragédia.
Na obra original de Leroux, a ação desenvolve-se no século XIX, na Ópera de Paris, um monumental e luxuoso edifício, construído entre 1857 e 1874, sobre um enorme lençol de água subterrâneo. Os empregados afirmam que a ópera se encontra assombrada por um misterioso fantasma, que causa uma variedade de acidentes. O fantasma chantageia os dois administradores da Ópera, exigindo que continuem lhe pagando um salário de 20 mil francos mensais e que lhe reservem o camarote número cinco em todas as atuações.
Erik, o Fantasma, vive no “mundo” subterrâneo que Christine considera um lugar frio e sombrio, onde ela percebe que o seu “Anjo da Música” é na verdade o Fantasma que aterroriza a ópera. Christine descobre também que o Fantasma é fisicamente deformado na face, razão pela qual usa uma máscara para esconder a sua deformidade. Vendo a verdadeira imagem de Erik, ela entra em choque, e Erik decide prendê-la no seu mundo, dizendo que somente a deixará partir se ela prometer não amar ninguém além dele e voltar por vontade própria.
Christine enfrenta uma luta interna entre o seu amor por Raoul e a sua fascinação pelo gênio da personagem do Fantasma, e decide se casar com Raoul em segredo e fugir de Paris e do alcance do Fantasma. No entanto, o seu plano é descoberto e, durante uma atuação da Ópera Fausto de Charles Gounod, Christine é raptada do palco e levada para os labirintos embaixo da Ópera.
Resumindo, a história se baseia entre a música e o amor.Formando um triângulo amoroso assustador e envolvente, onde se encontra um terrivel medo e um inigualavel amor entre uma cantora lírica, um conde apaixonado e um fantasma viciado.
O fantasma da ópera foi inúmeras vezes transposto para os palcos e para a telas de cinema, quando fez um estrondoso sucesso, principalmente entre o grande público. A primeira versão de O fantasma da ópera’ para o cinema foi em um filme mudo e em preto-e-branco, realizado em 1925, pelos estúdios da Universal, com Lon Chaney no papel do Fantasma.
Seguiram-se outras versões igualmente populares, incluindo a da década de 1940, dirigida por Arthur Lubin, com Claude Rains no papel-título. Em 1962, o estúdio inglês Hammer produziu a sua versão, numa adaptação com enfoque mais humano e trágico do personagem. Destaque também para a versão rock-musical de 1974, dirigida por Brian De Palma e estrelada por Paul Williams, intitulada como O fantasma do paraíso. Já no teatro, há o célebre musical da Broadway escrito por Andrew Lloyd Webber, considerada a maior atração teatral de todos os tempos.
Em 2004, foi novamente encenado para o cinema, dirigido pelo renomado diretor Joel Schumacher, com Gerard Butler na pele do fantasma, Emmy Rossum como Christine e Patrick Wilson Raoul, fechando o triângulo amoroso. O Fantasma da Ópera foi indicado ao Oscar em três categorias.
Nesse mesmo ano surgiu o musical “O Fantasma da ópera” em São Paulo, que ficou em cartaz por 3 anos. O filme custou 96 milhões de dólares, sendo o mais caro filme independente já feito.
Depois de pronto, a Universal comprou os direitos autorais dessa versão. Os 96.000.000 saíram do bolso do próprio Andrew Lloyd Webber.
Musical
Um musical homônimo está em cartaz em Nova Iorque, no Teatro Majestic, desde 1986, sendo o musical de maior duração da história da Broadway.

5678 – Livro – Pálido Ponto Azul


No dia 14 de fevereiro de 1990, tendo completado sua missão primordial, foi enviado um comando a Voyager 1 para se virar e tirar fotografias dos planetas que havia visitado. A NASA havia feito uma compilação de cerca de 60 imagens criando neste evento único um mosaico do Sistema Solar. Uma imagem que retornou da Voyager era a Terra, a 6,4 bilhões de quilômetros de distância, mostrando-a como um “pálido ponto azul” na granulada imagem.
Sagan disse que a famosa fotografia tirada da missão Apollo 8, mostrando a Terra acima da Lua, forçou os humanos a olharem a Terra como somente uma parte do universo. No espírito desta realização, Sagan disse que pediu para que a Voyager tirasse uma fotografia da Terra do ponto favorável que se encontrava nos confins do Sistema Solar.

Reflexões do livro

Olhem de novo para esse ponto. Isso é a nossa casa, isso somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um dos que escutamos falar, cada ser humano que existiu, viveu a sua vida aqui. O agregado da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões autênticas, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e colheitador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilização, cada rei e camponês, cada casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada mestre de ética, cada político corrupto, cada superestrela, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu aí, num grão de pó suspenso num raio de sol.
A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores dalgum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.
As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são reptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios.
A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que alberga a vida. Não há mais algum, pelo menos no próximo futuro, onde a nossa espécie puder emigrar. Visitar, pôde. Assentar-se, ainda não. Gostarmos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.
Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido.

Imagem que inspirou Sagan a escrever o livro

5578 – Livro – Milagres, acredite se quiser…


Detetive de Milagres

Randall Sullivan
Objetiva, 560 páginas

Como explicar uma aparição da Virgem Maria? E a cura repentina de um câncer? Jornalista da revista Rolling Stone, Sullivan se fez perguntas assim ao decidir investigar o espinhoso tema desse livro: milagres. Em sua reportagem, entrecruzam-se videntes e sabichões, teólogos e cientistas, aparições e fenômenos inexplicáveis. Agnóstico, Sullivan não toma partido dos fatos que narra em estilo pop.
Frase: “Os 6 ouviram a aparição lhes dizer: ‘Vão na paz de Deus’. ‘A Senhora voltará?’, perguntou Mirjana. A jovem mulher fez que sim.”
Para quem: vê a fé com dúvidas – e não certezas.

5569 – Mega Tecs – O Livro Digital


O livro de papel é um produto que funciona sem bateria, dispensa o manual do usuário e suporta quedas, além de ser barato e poder ser substituído a um custo mínimo, sendo portanto uma invenção tecnologicamente perfeita, por isso atravessou mais de 500 anos de história como mais simples e prático instrumento para registro de transmissão de idéias. Então por que livro digital?
Sua maior vantagem é a redução do espaço físico, de posse de um aparelhinho chamado kindle, um usuário tem acesso a um estoque de mais de 200 mil livros digitalizados e que são vendidos, é claro.
O aparelho é conectado a uma rede de telefonia celular 3G. O limite de tempo para baixar um livro é de 60 segundos. Os livros digitais só decolaram após conseguirem imitar eletronicamente a impressão tradicional feita no papel. A alternativa de pigmentos claros e escuros forma as letras e os gráficos na tela, cuja resolução tem qualidade semelhante a um jornal.