+14 mil – História – Como surgiu o Dia do Trabalho?


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O Dia do Trabalho teve origem na cidade de Chicago (EUA), quando milhares de operários, organizados pela Federação Americana do Trabalho, organizaram um grande paralisação. A greve teve inicio no dia 1º de maio de 1886, sendo que nesse mesmo dia foi iniciada uma greve geral que paralisou os Estados Unidos.
As condições de trabalho a que os trabalhadores eram sujeitados eram desumanas, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, onde também estouravam greves constantemente. A jornada de trabalho era de treze horas (no mínimo) chegando a até 17 horas. A reivindicação dos trabalhadores em Chicago era a diminuição da jornada de trabalho para 8 horas.
No dia 3 de maio, terceiro dia de paralisação, trabalhadores e policiais entraram em confronto, que acabou com um saldo de 50 feridos, centenas de prisões e 6 mortes. No dia seguinte, outro confronto aconteceu, resultando em mais feridos, presos e mortos. Os acontecimentos daquele início de maio receberam o nome de Revolta de Haymarket. Os líderes do movimento foram presos e responsabilizados pelas mortes. Alguns foram condenados a forca, outros a prisão perpétua.
Em junho de 1889, a Segunda Internacional (organização sindical), realizada em Paris, decidiu instituir o Dia Mundial do Trabalho, como forma de homenagear os trabalhadores mortos na Revolta de Haymarket, e para que todos os anos, nesse dia, os trabalhadores pudessem fazer suas reivindicações, como a redução da jornada de trabalho para 8 horas.
A França foi o primeiro país a legalizar o dia 1º de maio como o Dia do Trabalho, em 1919. Nessa mesma ocasião, a jornada de trabalho foi estabelecida em 8 horas.
No Brasil, são relatadas comemorações do dia do trabalho desde 1895, mas somente em 1925 a data foi legalizada pelo então presidente Artur Bernardes, quando passou a ser feriado nacional. A partir de 1930, com Getúlio Vargas na presidência, o dia 1º de maio passou a ser o dia do anúncio de medidas favoráveis aos trabalhadores, como o estabelecimento do salário mínimo, medida divulgada em 1º de maio de 1940.
Em alguns países, como EUA e Austrália, o Dia do Trabalho é comemorado em outras datas.

13.911 – Golpe de Mestre 2 – No bolso do Trabalhador: Novas Regras Dificultam a Aposentadoria Integral


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A Previdência Social sempre foi e vai continuar sendo um ninho de ladrões, que paga pensões miseráveis
A regra 85/95, que dá aposentadoria integral a quem alcança uma soma de idade e tempo de contribuição, vai virar 86/96 a partir de 31 de dezembro.
A progressão da fórmula está prevista na Lei 13.183/2015, que instituiu esse novo cálculo de aposentadoria. A cada dois anos, a soma sobe um ponto.
Para se aposentar, será preciso que a soma da idade com o tempo de contribuição seja de 86 para as mulheres e 96 para os homens. Por exemplo, um homem precisa ter 35 anos de contribuição e 61 anos de idade (35 + 61 = 96) para pegar o benefício sem o fator previdenciário. Essa soma vale até 30 de dezembro de 2020. A partir de 2026, a regra será 90/100.
A fórmula 85/95 progressiva é usada na concessão de benefícios por tempo de contribuição. Nesses casos, o requisito mínimo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é de 30 anos de recolhimento para as mulheres e 35 para os homens. O tempo mínimo é o mesmo no 86/96.
Tradicionalmente, o INSS utiliza o fator previdenciário para conceder o benefício por tempo de contribuição. O fator é divulgado anualmente e leva em consideração a expectativa de vida da população e o tempo de contribuição de cada trabalhador. O valor é multiplicado pela média salarial e costuma deixar o benefício com bastante desconto.
A regra 85/95 tornou mais fácil que o trabalhador conseguisse ganhar sua média salarial.
Com a mudança, quem pretendia se aposentar pelo 85/95 em 2019 terá que trabalhar por mais seis meses para atingir o 86/96. Os meses de idade e contribuição também entram na conta para pedir o novo benefício.
Além da aposentadoria por tempo de contribuição, há o benefício por idade. Nesse caso, é possível se aposentar ao completar 60 anos, no caso das mulheres, ou 65, no dos homens. Além disso, o tempo mínimo de recolhimento é de 15 anos.
Regra está com os dias contados
A reforma da Previdência, prioridade do governo Jair Bolsonaro, deve acabar com a regra 85/95. Na proposta do presidente Michel Temer, o mecanismo já seria extinto. Seria feita uma nova regra de cálculo e a aposentadoria integral só seria possível após 40 anos de contribuição. Além disso, o segurado precisaria atingir uma idade mínima: 62 para as mulheres e 65 para os homens.
A equipe econômica do futuro governo ainda não apresentou nenhuma proposta. Mas tanto nos projetos do economista e ex-ministro Armínio Fraga como no da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que foram levados à Paulo Guedes, a regra também acaba.
Então, quem planeja se aposentar pela regra mais vantajosa deve verificar se consegue chegar até a pontuação do benefício integral antes das mudanças na Previdência serem aprovadas.
Segundo o advogado Previdenciário Rômulo Saraiva só é válido esperar a aposentadoria para atingir o 86/96 se o segurado está próximo a completar os requisitos.
Enquanto aguarda, é necessário que o trabalhador confira se todos os seus períodos de trabalho foram reconhecidos pelo INSS. Para isso, é possível fazer uma consulta no Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais). O documento pode ser acessado no site Meu INSS mediante a cadastro de senha.
Saraiva alerta que quando o segurado pedir a aposentadoria e ela for concedida, é importante passar um pente-fino nos cálculos do INSS para ver se há alguma divergência que possa aumentar o tempo de contribuição. Quem trabalhou em condição insalubre, por exemplo, pode ter tempo especial que vale mais na contagem da aposentadoria.
O advogado salienta que quem atingiu o direito do 85/95 em 2018 mas que for fazer o pedido da aposentadoria no ano que vem, terão o direito do cálculo anterior porque já tinha atingido o direito adquirido.

13.847 – Lei e Direito – Pra que serve a DRT?


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Apesar de ser um termo muito utilizado pela população em geral, é preciso pontuar que esta nomenclatura, Delegacia Regional do Trabalho (DRT), não mais existe. Este era o termo designado nas normas regulamentadoras originais, quase todas elaboradas no final da década de 70. Muitas delas, contudo, mesmo que tenham sido alteradas, ainda possuem estas titulações desatualizadas, assim como a CLT.
O termo DRT foi substituído por SRTE, que significa Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Cada estado brasileiro possui uma SRTE, que é a representação do Ministério do Trabalho em nível regional, com um Superintendente Regional do Trabalho, que é a autoridade máxima dentro daquele órgão regional.
A SRTE tem seu regimento interno disposto na Portaria nº 153, de 12 de fevereiro de 2009, bem como toda a sua estrutura organizacional. De acordo com o regimento, a SRTE tem como função executar, supervisionar e monitorar as ações concernentes a políticas públicas relacionadas ao MTE, em sua jurisdição. Dá-se especial atenção às ações de fomento ao trabalho, emprego e renda, execução do Sistema Público de Emprego, fiscalização do trabalho, mediação e de arbitragem em negociação coletiva, melhoria nas relações de trabalho, e de orientação e apoio ao cidadão. Já a NR nº 01, que ainda utiliza a denominação DRT, determina que também é função da SRTE executar as atividades relacionadas com a segurança e a medicina do trabalho, inclusive a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (CANPAT) e o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. Para que não fique tão abstrato, um exemplo prático de uma das funções da SRTE é a emissão do Certificado de Aprovação de Instalações, podendo inclusive visitar o estabelecimento da empresa para inspeção prévia.
As Delegacias Regionais do Trabalho, são as responsáveis pelo cumprimento da legislação trabalhista.
Sua atuação se da através de denuncias e por fiscalizações espontâneas
Possuindo um grupo de fiscais, sistematicamente efetuam fiscalizações nas empresas, verificando e autuando, quando é o caso, as empresas que descumprem as leis trabalhistas.
Na D.R.T. também são realizadas as homologações dos trabalhadores com mais de um ano de empresa, sendo que para isso podem também atender os Sindicatos das Categorias dos Trabalhadores.
As Delegacias também dão encaminhando à Justiça do Trabalho, de processos de ações trabalhistas.
Se você esta em São Paulo, ela fica na Rua Martins Fontes, 109 – no Centro.

13.846 – Lei e Direito – Como Fazer Uma Denúncia Trabalhista


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Quando os direitos trabalhistas não são respeitados por uma empresa ou empregador, é possível fazer uma denúncia ao Ministério do Trabalho e Sindicatos, para que a irregularidade seja devidamente investigada e os envolvidos em permitir tal situação sejam devidamente investigados. Essa é a teoria.
O que acontece, na prática, é que muitas pessoas não sabem como denunciar, ou não fazem denúncias por medo de perderem seus empregos. Só que é muito fácil fazer uma denúncia anônima e conseguir garantir que os direitos trabalhistas sejam respeitados em qualquer lugar.

Denúncia trabalhista anônima
Toda denúncia trabalhista feita ao Ministério Público do Trabalho é feita anonimamente, quando realizada pela internet ou telefone. A mesma denúncia trabalhista pode ser também realizada junto ao sindicato da categoria por telefone, que poderá encaminhar a denúncia para os órgãos cabíveis. Idealmente, o trabalhador ou delator da irregularidade deve denunciar no Ministério Público do Trabalho e também no Sindicato, para que a investigação e cobranças sejam realizadas em várias frentes.

Denuncia trabalhista: como fazer?
Existem três meios para se fazer uma denúncia trabalhista hoje em dia: por telefone, visitando uma Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, ou pela internet.
O meio mais seguro para fazer uma denúncia trabalhista é através do MPT Pardal, aplicativo disponível para smartphones, que é fácil, rápido, e simples de usar. Ele também garante o anonimato total do delator da irregularidade.
Denúncia trabalhista por telefone

O Ministério do Trabalho e Emprego atende pelo telefone 158. Através do telefone da Ouvidoria do Ministério do Trabalho e Emprego, o delator da irregularidade trabalhista será encaminhado para o setor do MTE responsável por acatar as denúncias para que ela tenha continuidade. Poderá ser necessário fazer o agendamento de uma visita em uma Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

A mesma denúncia pode também ser realizada pelo telefone ao seu Sindicato. Ligue para o número do sindicato de sua categoria, e diga que quer fazer uma denúncia de irregularidades no trabalho. Os atendentes do sindicato vão te indicar corretamente o que fazer para que a denúncia seja investigada.

Denúncia trabalhista em uma Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
Você deve comparecer a unidade de sua cidade ou região para efetuar sua denúncia. O atendimento geralmente é feito por senhas limitadas, e você tem que chegar bem cedo para conseguir uma senha, ou até voltar no dia seguinte para que sua denúncia seja ouvida. Você pode realizar o agendamento pelo telefone 158, mas geralmente o agendamento é só disponível para atendimentos relacionados ao Seguro Desemprego e detalhes sobre Carteira de Trabalho.
Denúncia trabalhista online: MPT Pardal
O MPT Pardal é um aplicativo disponível para smartphones e tablets. Através do aplicativo, é possível fazer denúncias, tirar fotos, filmar vídeos, colher outros tipos de provas, no momento em que a irregularidade ocorre, facilitando a investigação do Ministério Público do Trabalho. Na denúncia, é necessário enviar imagem, vídeo, áudio, e a descrição da denúncia, incluindo endereço e nome da empresa ou empregador que executou a irregularidade. O processo é sigiloso, e o denunciante não terá seu nome ou dados pessoais repassados a ninguém.

Mesmo fazendo a denúncia online ou na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, não deixe de também denunciar no sindicato da categoria. É muito importante para que eles possam ajudar na luta pelos direitos do trabalhador.
Esperamos que não haja mais dúvidas sobre como fazer uma denúncia trabalhista. A melhor forma é pelo aplicativo MPT Pardal, mas tome cuidado ao filmar, fotografar, ou gravar o áudio em anexo à denúncia, pois o empregador ou empresa podem se tornar agressivos contra você.

13.773 – Quem disse que japonês só pensa em trabalhar?


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Japão quer criar uma folga por mês nas segundas-feiras de manhã
Aquela tristeza que bate no domingo à noite, após o jantar, já anuncia: a temida segunda-feira está chegando. Voltar para a rotina de trabalho depois do final de semana pode ser um pesadelo, mas o Japão quer aliviar um pouco essa barra para a sua população.
O Ministério da Economia, Comércio e Indústria anunciou recentemente um projeto chamado “Segunda Brilhante”, que propõe que, uma vez por mês, os funcionários tenham uma manhã de segunda-feira de folga. Já houve uma proposta em fevereiro para que as pessoas saíssem mais cedo na última sexta-feira do mês, mas como o período é atarefado para as empresas, quase ninguém conseguiu aproveitar.

13.580 – Seu Futuro decidido por um Robô – Programa de inteligência artificial encontra candidatos para vagas


Desde pequena, Marcela Ponzini, estudante de Economia e Administração, nunca parou quieta. Gostava de aprender e descobrir coisas novas — duas características marcantes da personalidade dela. Hoje, passa o tempo livre lendo os livros de Sri Prem Baba, um brasileiro popstar do hinduísmo.
Em uma disputa de emprego tradicional, essas curiosidades poderiam passar em branco. Afinal, o que mais conta, nas primeiras etapas, são histórico escolar e experiências anteriores. Não dá para chamar a atenção dos recrutadores de outra forma que não apenas com o currículo — exceto em processos que envolvem o Kenoby, software de recrutamento e seleção, custos e tempo gasto nos processos seletivos com auxílio do Watson, plataforma de inteligência artificial da IBM.
E Ponzini encarou uma dessas seleções. Ela participou de quatro provas online: inglês, conhecimentos gerais, conhecimento cultural e motivacional. Mas o programa de inteligência artificial da Kenoby não avalia apenas os resultados: analisa as respostas com cuidado e revela alguns detalhes da personalidade. Nessa busca, indica aos recrutadores — em um tempo bem mais ágil — quais são os melhores candidatos para a vaga. “Dá mais segurança e não sofre influência de preconceitos”, diz Marcel Lotufo, CEO e sócio-fundador do empreendimento.
Ponzini não passou no teste final, mas superou quase mil candidatos. E pôde, pelo menos, mostrar mais que o currículo.

13.577 – Ensino – Faculdades preparam demissões após corte em massa da Estácio


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Após a demissão de 1.200 professores anunciada pela Estácio no início deste mês, outras instituições de ensino superior dispensaram dezenas de docentes ou preparam cortes para os próximos dias.
A Metodista mandou embora cerca de 50 professores, conforme cálculos do Sinpro-ABC (sindicato do ABC), que relata atrasos nos salários e no 13° desde 2015. A escola não quis comentar.

Recentemente, a Cásper Líbero desligou 13.
É comum que os cortes ocorram em dezembro devido a convenções coletivas da categoria que restringem as demissões no resto do ano. Mas o movimento se aprofundou, segundo sindicatos.
Silvia Barbara, diretora do Sinpro-SP (sindicato de São Paulo), atribui as demissões à redução do Fies e ao avanço do ensino a distância. “As instituições tiveram um ciclo de expansão grande devido ao financiamento público, em especial desde 2010. Após 2014, os financiamentos ficaram mais restritos, e as instituições estão buscando manter suas margens de lucro”, afirma Barbara.
Os sindicatos estimam que o Mackenzie anunciará perto de cem demissões. Em nota, a instituição diz que implementou novos projetos pedagógicos “cujas matrizes curriculares foram atualizadas para vigorar a partir do primeiro semestre de 2018”.
Alunos se sentem lesados. No caso da Metodista, fizeram protesto. “Minha pesquisa estava sendo encaminhada para a Fapesp quando aconteceu isso e fiquei sem a orientadora. Como eles vão substitui-la por um professor que não tem a mesma linha de pesquisa?”, diz Melissa Galdino, aluna de jornalismo.

Folha de São Paulo

13.362 – Os Subprodutos do Capitalismo Selvagem – Trabalho precário, terceirização e cooperativas de trabalho


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Passando sutilmente a perna nos direitos dos trabalhadores
Um dos resultados mais evidentes dessa nova dinâmica produtiva ensejada pelas mudanças organizacionais e tecnológicas impostas pela globalização da economia mundial tem sido a desestruturação do mercado de trabalho, sobretudo daquele baseado no emprego subordinado e no trabalho assalariado, uma vez que tanto o desemprego estrutural, de um lado, aprofundado pela atual crise econômica mundial, como as pressões políticas para a flexibilização da legislação trabalhista, do outro, tendem a ampliar cada vez mais o número de trabalhadores que estarão expostos à insegurança e à precariedade de emprego e de salário. É nesse contexto que a proposta cooperativista tem surgido, mais uma vez, como uma solução alternativa para o problema do desemprego e como proposta de superação da velha e histórica relação entre capital e trabalho e da exploração que dela decorre. O trabalhador associado e o trabalho associativo surgem agora como um dos elementos constitutivos de um discurso que preconiza a geração de emprego e renda por meio da flexibilização e da desregulamentação dos direitos trabalhistas. Entre os processos atuais de mudanças no mundo do trabalho que se almeja se consolidar, sem os empecilhos jurídicos de uma legislação trabalhista vista como ultrapassada por muitos, destaca-se o fenômeno crescente da prática da terceirização da força de trabalho por meio das cooperativas de trabalho. De acordo com o nosso estudo sociológico, uma das dimensões da atual precariedade nas relações de trabalho no Brasil é justamente o aumento quantitativo do número dessas cooperativas, cujo objetivo, em muitos casos, se efetua segundo duas motivações principais: a) o barateamento dos custos com a força de trabalho obtida, em razão da inexistência de vínculo empregatício e da não obrigatoriedade do pagamento dos encargos sociais e trabalhistas; b) a flexibilidade do trabalho, que permite constituir uma força de trabalho flexível e adequada às flutuações cíclicas da atual economia nacional e mundial. Assim, a prática da terceirização por meio das cooperativas de trabalho pode estar transformando milhares de trabalhadores associados em reféns dessas “novas” propostas coletivas de inclusão social, caracterizadas pela flexibilidade, vulnerabilidade e precariedade social.

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13.345 – Economia – Brasil cria 9,8 mil vagas de trabalho em Junho


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O Ministério do Trabalho divulgou nesta segunda-feira (17) que, entre demissões e contratações, foram criados 9,8 mil postos de trabalho com carteira assinada no Brasil em junho. É o terceiro mês consecutivo que é positivo para a geração de vagas formais.
No primeiro semestre, o saldo entre demissões e contratações foi positivo em 67,3 mil vagas formais, uma leve expansão de 0,18% na comparação com dezembro do ano passado.
Como vem ocorrendo nos últimos meses, o resultado foi fortemente influenciado pela geração de vagas no setor da agropecuária, que criou 36,8 mil postos de trabalho com carteira no mês passado.
Somente o cultivo de café, concentrado em Minas Gerais, gerou 10,8 mil postos de trabalho formais.
O cultivo de laranja e de soja criaram, respectivamente, 7,4 mil mil e 2,4 mil vagas.
Já a indústria de transformação, o comércio e a construção civil eliminaram, nessa ordem, 7,8 mil, 2,7 mil e 8,9 mil postos de trabalho formais.

Dos oito setores acompanhados pelo Caged, somente dois —administração pública e agropecuária— geraram vagas.

“É importante reconhecermos que o Brasil passou por uma das recessões mais profundas da sua história. Mesmo em setores que apresentaram números negativos, não foram assim com expressão, a ponto de trazer pânico. A não ser a construção civil, que está demorando para se recuperar, e são os dados mais preocupantes”, disse Nogueira.
A expectativa, segundo Magalhães, é que a agropecuária deixe de gerar um número expressivo de vagas entre julho e agosto. “Mas isso se reverte a partir de setembro, quando começa um novo ciclo da agricultura no Nordeste. Esse ciclo não é tão volumoso, mas ajuda a sustentar a geração de empregos”, afirmou Magalhães.
O salário médio de admissão das vagas formais no Brasil foi de R$ 1.463,67 no primeiro semestre do ano, um aumento real (descontada a inflação) de 3,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A informação foi divulgada pelo Ministério do Trabalho.
O salário médio dos homens no momento da admissão foi de R$ 1.500 mil entre janeiro e junho, e o das mulheres R$ 1.300.

13.344 – Trabalho – Como é a “CLT” em outras três grandes economias


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A reforma trabalhista foi aprovada pelo Senado. O conjunto de medidas altera férias, jornada de trabalho, demissões, como você pode ver aqui. Mas e aí? Como é a “CLT” em outros países? Bom, nos EUA, há poucas leis que valem para o país todo. A mais notória delas é a do salário mínimo, equivalente a R$ 4 mil por mês. Mas leis variam de Estado para Estado. O próprio salário mínimo, na Califórnia, é de R$ 5,8 mil por mês. Em Então focamos aqui em outras três grandes economias.Veja.

Alemanha
As leis de flexibilidade no trabalho que permitiram à Alemanha superar a crise econômica inspiraram algumas medidas da nossa atual reforma trabalhista. Por lá, o cidadão pode ter diferentes tipos de contratos com seu empregador, como ser contratado por hora, para determinados dias ou por um tempo pré-estabelecido.
Quanto mais tempo um funcionário trabalhar para o mesmo empregador, mais ele ganha quando for demitido. A lógica lembra o nosso FGTS, mas por lá se aplica ao aviso-prévio. Se alguém trabalhou por dois anos no mesmo local, receberá por dois meses de trabalho. Se o funcionário tem 15 anos de casa, vai receber proporcional a seis meses no batente. Existe também um seguro-desemprego que equivale a 72% dos salários anteriores por até um ano.
Funcionários de empresas alemãs têm direito garantido por lei 20 dias anuais de férias, e a licença maternidade pode ser dividida em até seis semanas antes do parto e oito depois de a criança nascer. Desde 2015 existe uma determinação para pagamento de salário mínimo: 8,50 euros por hora. Se alguém trabalhar 40 horas (a jornada padrão alemã) por semana, isso dá 1.360 euros no mês — R$ 5 mil.

China
Os chineses têm só 5 dias de férias por ano. Fora isso, só feriado. E nem dá para tirar todos: os patrões são obrigados a conceder 11 deles por ano. Nada mais.
Além disso, os trabalhadores chineses não têm salário mínimo – os pisos de remuneração variam conforme o sindicato de cada categoria e a província, nem dispõem de seguro desemprego. Em caso de demissão, a empresa geralmente paga uma indenização, como um aviso prévio, equivalente a um mês de trabalho, e uma outra quantia que corresponde a um salário para cada ano como funcionário — sendo 12 salários o máximo.
As trabalhadoras têm licença maternidade remunerada de pouco mais de três meses (98 dias). E, pela lei, o período anual de férias pagas é proporcional ao tempo que o empregado tem de casa: cinco dias por ano se estiver na mesma empresa por até 10 anos; 10 dias se trabalhar de 10 a 20 anos no mesmo local e 15 dias caso tiver trabalhado mais de 20 anos. Mas para poder curtir a vida longe da fábrica ou do escritório existem algumas ressalvas, como não ter tirado licença por doença, por exemplo.
Por mais que existam regras trabalhistas, que o país seja membro da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e que, teoricamente, siga tratados internacionais, a aposta na mão de obra barata é maior que a garantia de direitos ao trabalhador.
Ou seja, na teoria os trabalhadores chineses têm, sim, alguns direitos garantidos. Mas, na prática, não é bem assim. Um exemplo do não cumprimento dessas legislações é a jornada de trabalho que, de acordo com a Lei de Regras Provisórias de Pagamento de Salário, não deve ultrapassar oito horas por dia e 44 horas semanais. Parecido com o Brasil, não é? Nem tanto. Por lá, não são raras as denúncias envolvendo empresas onde os funcionários cumprem jornadas mais extensas, ultrapassando 48 horas por semana. Passar muito tempo no batente é tão frequente e nocivo à saúde que existe até um termo indiano para descrever as mortes por excesso de trabalho: guolaosi.

Índia
Não há uma regulamentação que defina o limite de tempo para as jornadas semanais de trabalho. Em alguns casos, paga-se hora extra quando um funcionário trabalha mais de 48 horas por semana — lembrando que muitas empresas costumam fazer expedientes de 9 horas de segunda a sábado, e isso dá 54 horas.

No segundo país mais populoso do mundo, as férias remuneradas também não são obrigatórias. A Lei de Fábricas (Factories Act), que regulamenta a indústria, dá uma folga anual paga de 12 dias para os trabalhadores que tiverem dado expediente por 240 dias ou mais durante um ano. No entanto, a duração dessa “licença” varia de acordo com a idade: um funcionário adulto tem direito a um dia livre a cada 20 dias trabalhados, enquanto um trabalhador com menos de 15 anos consegue um dia de licença a cada 15 dias de trabalho. Sendo assim, a duração da licença anual é de 15 dias úteis e 20 dias úteis para trabalhadores adultos e jovens, respectivamente.

E se há precariedade de direitos, também é de se esperar que haja pouca valorização do trabalhador. O salário mínimo da Índia é um dos mais baixos do mundo (SMI) e varia conforme a região do país — os trabalhadores de Deli são os que mais ganham, com 423 rúpias por dia (R$21, ou R$ 630 por mês); enquanto os de Bihar têm o salário mais modesto, com 160 rúpias (R$ 8, ou R$ 240 por mês). Eles não dispõem de remunerações extras como vale-transporte, vale-alimentação, bônus ou 13º salário. Tudo é negociado entre o empregado e o empregador. Mas é difícil contabilizar o poder aquisitivo dos indianos com base no salário mínimo. Isso porque estima-se que 400 milhões de pessoas trabalhem na informalidade. Ou seja: quase 90% da força de trabalho do país não está amparada por lei alguma.
Até março deste ano, as indianas tinham direito a 12 semanas de licença maternidade. Agora, elas podem se retirar do trabalho por até 26 semanas (6,5 meses) — claro, com a ressalva de que a grande maioria delas trabalham na informalidade, então acabam não sendo amparadas por esse benefício.
Outra grande preocupação do mercado de trabalho indiano é a exploração da mão de obra infantil. Apesar do país proibir crianças com menos de 14 anos de trabalharem, uma emenda recente à Lei de Trabalho Infantil pode legitimar a força dos pequenos em trabalhos no “contexto familiar” depois das horas escolares ou durante as férias. A ONU estima que mais de 10 milhões de crianças trabalhem na Índia, e que o problema aumentou nas áreas urbanas, sendo tecelagem, atividades com metal e em campos de algodão os trabalhos mais desempenhados pelos menores.

Algumas regras de outros países:
França: Séculos de reivindicação por direitos tiveram resultado: os franceses têm 25 dias úteis de férias ao ano (contra 21 no Brasil, para quem tira 30 dias corridos), e jornadas semanais de trabalho de 35 horas – 7 horinhas por dia de segunda a sexta.

Estônia: Quando um casal tem filhos na Estônia, os pais têm direito a 435 dias de licença (mais um ano e dois meses) divididos entre eles, é claro.

Arábia Saudita: As mulheres são praticamente proibidas de trabalhar. Reformas recentes melhoraram um pouco o cenário, no entanto. As primeiras advogadas sauditas conseguiram suas licenças em 2013. De resto, o trabalho feminino é permitido em poucas áreas. Basicamente lojas e hotéis.

Madagascar: Na ilha apenas os homens podem ter empregos em horários noturnos. Salvo raras exceções, as mulheres só podem trabalhar à noite se for em instituições de caridade.

Dinamarca: Ser demitido por lá nem é mau negócio: quem leva um pé recebe 90% do salário por até 104 semanas (dois anos e dois meses).

Austrália: Salário mínimo? Só se for na Austrália! De acordo com um levantamento da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), os australianos ganham US$ 9,54 por hora. O valor equivale a R$ 31 (o que daria R$ 5.500 por mês no Brasil, para uma jornada de 44 horas semanais).

13.175 – Sócio Economia – Desemprego atinge número recorde de 13,5 milhões de pessoas


Observação: Dados conservadores

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De volta a hora do pesadelo
A taxa de desemprego atingiu 13,2% no trimestre encerrado no mês de fevereiro, e registrou um novo recorde. O número representa 13,5 milhões de pessoas que não conseguiram trabalho no período. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O total de desempregados é 1,4 milhão maior que o verificado no trimestre anterior e 3,2 milhões superior ao mesmo trimestre de 2016.
No trimestre anterior (de setembro a novembro), a taxa de desemprego estava em 11,9%. E um ano atrás (de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016), o instituto verificou que o total de desocupados era de 10,2%.
Há duas semanas, o governo havia anunciado – em evento que contou excepcionalmente com a presença do presidente Michel Temer – a criação de 35.612 vagas em fevereiro, depois de 22 meses seguidos de queda. A diferença entre o dado positivo do dia 16 e o negativo divulgado hoje é que tratam-se de duas formas diferentes de medir o emprego.
A criação de vagas em fevereiro foi vista no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, e que registra a diferença entre admissões e demissões formais nas empresas. Já a taxa de desemprego divulgada hoje, do IBGE, leva em conta o número de pessoas que buscavam uma colocação, mas não conseguiram vaga.

Setores
O IBGE registrou queda na ocupação dos segmentos de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (redução de 702.000 pessoas) e na indústria geral (menos 225.000 pessoas). Houve altas nos setores de alojamento e alimentação (169 .000) e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (215.000 pessoas). Os demais grupamentos se mantiveram estáveis.
Ainda sobre setores, a agricultura e a construção registraram os menores contingentes de trabalhadores desde 2012 – de 8,8 milhões e 6,9 milhões, respectivamente. Em sentido inverso, o setor de alojamento e alimentação tiveram o maior número de ocupados da série, com 5 milhões de trabalhadores.
Em relação a rendimento, o IBGE indica que o único setor em que houve aumento no trimestre foi o de empregados no setor público, com alta de 3,2%. Na média, o rendimento dos trabalhadores teve variação considerada como estável, passando de 2.049 reais para 2.068 reais.

13.085 – Cochilo durante expediente pode aumentar produtividade (?)


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Atire a primeira pedra quem nunca cogitou a possibilidade de tirar um cochilo durante o expediente. Mas, fazer uma cama no escritório ou simplesmente tirar uma soneca em cima da mesa, na frente de todo mundo, durante o horário de trabalho, é praticamente impossível – a menos que você trabalhe em uma empresa como o Google ou o Facebook, que têm um espaço específico para descanso. As informações são da rede britânica BBC.
Mas, acredite ou não, algumas pessoas têm ou já tiveram essa coragem e afirmam que, mesmo nos dias mais tranquilos, o hábito “dá mais energia para o resto do dia”. Na década de 1990, Bhim Suwastoyo trabalhava como repórter para a Agência France Presse no escritório de Jacarta, na Indonésia. Na época, ele ficou famoso entre seus colegas por dormir embaixo de um armário, atrás de sua mesa.
“Quando alguém do escritório de Hong Kong visitava, a primeira coisa que me pedia era ‘me mostra sua cama’. Que reputação!”, contou Suwastoyo à BBC.

Mudança de comportamento
Para Natalie Dautovich, especialista da Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos. “Nós ainda estamos presos a noção de que o sono é um luxo (em vez de vê-lo como) um comportamento saudável e positivo com resultados benéficos para a produtividade (dos funcionários)”, disse em entrevista à BBC.
A sesta, prática comum na Europa, tem ganhado força no ambiente corporativo mundial e brasileiro, mas ainda há muito para ser desenvolvido nesse quesito. O hábito de cochilar durante o dia, normalmente após o almoço, pode ser uma medida para empresas que desejem funcionários mais motivados e ligados no trabalho

Necessidade
Segundo Suwastoyo, as sonecas no trabalho foram muito úteis em 1997, quando no auge da crise econômica da Ásia, a moeda da Indonésia, a rúpia, perdeu metade de seu valor e o governo desmoronou. O jornalista estava trabalhando direto para cobrir esta crise e como na época os telefones celulares não eram tão populares na Indonésia, ele cochilava perto do telefone do escritório quando tinha um momento mais sossegado.

13.001-Economia – Demitir ficou mais barato: Governo reduz multa do FGTS


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O presidente Michel Temer anunciou nesta quinta-feira (15-12-16) medidas econômicas para tentar estimular a economia e sair da crise.
Um dos pontos é reduzir os 10% da multa do FGTS paga por empresas quando um funcionário é demitido sem justa causa. Temer disse que isso não afeta os trabalhadores, que continuarão recebendo os 40% da multa.
Hoje as empresas têm de recolher 50% sobre o total depositado por elas para o trabalhador demitido (40% vão para o empregado e 10% para o governo federal). Será a parte do governo que terá o corte. Será uma redução gradual, de um ponto percentual por ano, ao longo de dez anos.
Além disso, Temer revelou que, quando houver ganhos no FGTS, uma parte do valor (em lucro do fundo) será disponibilizada para o trabalhador usar para pagar dívidas por exemplo. Hoje em dia não é possível sacar o fundo para pagamento de dívidas. Ele não detalhou como funcionaria.
O desempenho da economia não melhorou, como esperado, no segundo semestre deste ano, tirando fôlego do cenário de maior otimismo visto com a mudança de governo (Michel Temer assumiu interinamente a Presidência em 12 de maio) e colocando em xeque as previsões de crescimento para o ano que vem.
O anúncio acontece num momento em que o governo tenta reverter um desgaste de imagem causado após a cúpula do Palácio do Planalto ter sido citada em delação premiada da Odebrecht.
Temer fez uma reunião no Palácio do Jaburu com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o secretário do Programa de Parceria de Investimentos, Moreira Franco, e parlamentares para discutir a situação. Segundo o líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso, o objetivo é reativar a economia “de forma imediata”, com geração de emprego e de renda.

12.712 – O filósofo Montaigne tem um conselho para quem trabalha demais


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Michel de Montaigne (1533-1592) era um admirador de Sócrates, e não apenas por motivos intelectuais. “Não há nada mais notável em Sócrates do que ele ter encontrado tempo para aprender a dançar”, dizia. O filósofo francês não admitiria o ritmo de vida de um profissional do século 21, multitarefa e sem tempo para nada. “Quando eu danço, eu danço; quando eu durmo, eu durmo”, escreveu.
“Numa época em que os pensadores valorizavam os escritos longos e difíceis, Montaigne passou a fazer textos curtos. Ele queria resgatar a ideia da filosofia da Antiguidade de guia para a vida das pessoas comuns”, afirma o historiador de filosofia Thomas Dixon, professor da Universidade de Londres e autor de Science and Religion: A Very Short Introduction (“Ciência e Religião: Uma Breve Introdução”, ainda não lançado no Brasil).
Neste esforço, Montaigne trouxe à tona um conceito de Cleantes (330 a.C. – 225 a.C.), filósofo grego que ganhava a vida carregando tinas de água, mas preferia trabalhar à noite, e apenas o mínimo necessário, para ter tempo de pensar durante o dia. Ele defendia um conceito muito simples: trabalhe para viver, mas não viva para trabalhar. Você não somente será mais realizado na vida pessoal, como se tornará um profissional mais criativo.
Montaigne também defendia este raciocínio. Dizia que muitas das maiores dificuldades que uma pessoa experimenta na vida são imaginárias — só de pensar nos riscos e ameaças a que estamos sujeitos já sofremos por antecipação. “Para ele, trabalhar demais pensando em garantir o futuro ou a estabilidade dos filhos e netos não é uma forma recomendável de se viver”, afirma Dixon. “Melhor é aproveitar a vida em todos os momentos.”

12.274 – Sociologia: Uma nova ameaça – Profissionais que ganham menos correm mais risco de perder emprego para robôs


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O governo dos Estados Unidos está começando a se preocupar com os seus trabalhadores. De acordo com um relatório econômico publicado pela Casa Branca, os profissionais com os menores salários têm maiores chances de serem substituídos por robôs.
Segundo o documento, 83% das pessoas que ganham menos de US$ 20 por hora podem perder o emprego para as máquinas, enquanto aqueles que ganham até US$ 40 por hora têm 31% de chance de perder a vaga para robôs. Já os profissionais com salários acima disto tem uma probabilidade de apenas 4%.
Apesar de a automatização ter sido responsável por um crescimento de 16% na produtividade entre 1993 e 2007 e os robôs terem trazido benefícios na qualidade de vida das pessoas, a preocupação do governo é com os efeitos da troca de um trabalhador por um robô.
Com a falta de empregos, profissionais se submetendo a trabalhos com salário cada vez mais baixo e o alto custo da educação superior, a tendência é de que haja um aumento expressivo da desigualdade. O relatório ainda identifica que alguns economistas acreditam que as mudanças na tecnologia são já parcialmente responsáveis pelo aumento da desigualdade nas últimas décadas.

10.404 – Trabalho – Estas profissões podem deixar de existir nos próximos anos


Carteiro
A função tende a ter decréscimo de 28% até 2022. Isso se deve ao fato de que mandar cartas é algo muito mais raro hoje em dia, mesmo em faturas e boletos bancários, que tendem a ser cobrados em débito automático cada vez mais.

Trabalhador do campo
A ideia de que muitas máquinas estão substituindo o trabalho humano é visível na área da agricultura, que deverá ter uma diminuição de 19% na contratação de funcionários. Quem tem dinheiro para investir em maquinário prefere dispensar o trabalho manual de colheita, por exemplo, considerado mais lento.

med de consumo

Leitor de medidor (adeus gato)
Outra área que deve ter declínio de 19% até 2022 é a de leitor de medidor, já que está cada vez mais comum o uso de aparelhos que façam o trabalho automaticamente, sem ser necessária a intervenção de um funcionário.

Que fazer com o calhamaço?
Que fazer com o calhamaço?

Repórter
A informação jornalística dificilmente vai deixar de ser consumida, exceto quando o meio para essa informação é o jornal impresso, que tem cada vez menos vendas e menos anúncios publicitários. A verdade é que o leitor prefere conferir as versões online dos jornais que lê e, graças a essa mudança de padrão, até 2022 haverá declínio de pelo menos 13% na contratação de jornalistas para jornais impressos.

Agente de viagens
É cada vez menor o número de pessoas que planejam suas viagens com a ajuda de um profissional de Turismo. A verdade é que é muito mais fácil comprar passagens e reservar hotéis por conta do que pagar para que alguém faça isso – mais uma vez a internet está diretamente relacionada com essa mudança de padrão.
Você mesmo já deve ter visto aplicativos e sites destinados a encontrar preços acessíveis de hospedagem e passagem, não é mesmo? A queda nesse setor deve ser de 12% nos próximos oito anos.

Lenhador
A indústria madeireira está cada vez mais sofisticada e o trabalho manual vem sendo substituído gradativamente pelo mecânico. Outro fator que contribui para a redução da demanda desse tipo de profissional é o fato de que há diminuição no uso de papel. Até 2022 estima-se que a profissão sofra decréscimo de 9%.

Comissário de bordo
Menos comissários serão contratados devido ao fato de que muitas companhias aéreas estão se fundindo. Até 2022 as contratações devem diminuir em 7%.

Operador de furadeira
Mais um exemplo de que a mão de obra braçal está sendo substituída pela mecânica. Até 2022 se estima que 6% menos trabalhadores serão contratados.

Trabalhador de impressão gráfica
A diminuição do uso do papel faz com que menos lenhadores sejam contratados e, de quebra, reduz o trabalho de gráficas e, consequentemente, a contratação de novos profissionais nesse setor. Nos próximos anos a queda de contratação deve ser de 5%.

Profissional tributário e coletor de imposto
Nos próximos anos, a diminuição de contratos nessa área será de 4%. Isso acontecerá porque o profissional tributário tem sido menos contratado por empresas que buscam cortar gastos com pessoal. Além do mais, a tecnologia tem substituído o serviço que era antes feito apenas por pessoas.

8943 – Saúde – As Doenças Ocupacionais


São aquelas que estão diretamente relacionadas à condição de trabalho desempenhada pelo profissional e até mesmo por situações pessoais do indivíduo que podem atrapalhar a atividade do dia a dia.
Atualmente é cada vez maior a atenção com a saúde mental e física dos trabalhadores, e é por meio da prevenção que as empresas buscam diminuir as chamadas doenças ocupacionais. Elas podem ser decorrentes de riscos químicos ou físicos. A intoxicação por metais pesados e a silicose (doença profissional mais antiga que se conhece, que se desenvolve naqueles que inalam pó de sílica durante muitos anos) são exemplos de enfermidades deste tipo.

Uma importante forma de tratamento é a chamada terapia ocupacional. Trata-se de uma série de orientações quanto ao mobiliário, iluminação, postura, dentre outras que farão a diferença na qualidade de vida dos funcionários. Através da terapia é possível prevenir, reabilitar e tratar as pessoas que poderão estar desenvolvendo algumas das doenças ocupacionais.

As mais comuns doenças ocupacionais são:

Asma Ocupacional é a obstrução das vias aéreas causada pela inalação de substâncias que causam alergia, como poeiras de algodão, linho, borracha, couro, madeira, etc. O quadro é o de asma brônquica, e os pacientes queixam-se de falta de ar, aperto no peito, chieira no peito e tosse, acompanhados de espirros e lacrimejamento, surgido da exposição às poeiras e vapores. É de caráter reversível; os sintomas podem aparecer no local da exposição ou após algumas horas. Desaparecem, na maioria dos casos, nos finais de semana ou em períodos de férias ou afastamentos.

PAIR – sigla referente a Perda Auditiva Induzida por Ruído. É a diminuição auditiva decorrente da exposição frequente a níveis elevados de ruído. Além da perda auditiva, há o desenvolvimento de ansiedade, irritabilidade, aumento da pressão arterial e isolamento. Tais fatores comprometem as relações do indivíduo na família, no trabalho e na sociedade.

Os agrotóxicos, por provocarem grandes danos à saúde humana e ao meio ambiente devem ter seu uso desestimulado. São conhecidos por diversos nomes: praguicidas, pesticidas, defensivos agrícolas, venenos, etc.

LER/DORT – são duas siglas que correspondem a Lesão por Esforço Repetitivo/Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho. Tais doenças são decorrentes das relações e da organização do trabalho, em casos onde as atividades são realizadas com movimentos repetitivos, com posturas prolongadas, trabalho muscular parado, sobrecarga mental, ritmo intenso de trabalho, pressão por produção, relações conflituosas e estímulo à competitividade. Atinge homens e mulheres em plena fase produtiva, inclusive adolescentes, podendo evoluir para incapacidade parcial ou permanente, como a aposentadoria por invalidez. Os sintomas são dor crônica, sensação de formigamento, dormência e fadiga muscular, devido a alterações dos tendões, musculatura e nervos periféricos.

8884 – Previdência Social – O que é o Fator previdenciário


É o cálculo das aposentadorias pelo tempo de contribuição do trabalhador ou por idade, podendo ser opcional por idade. O fator previdenciário visa equiparar a contribuição do segurado para o valor do benefício considerando quatro tópicos essenciais:
Alíquota de contribuição;
Idade do trabalhador;
Tempo de contribuição à Previdência Social;
Expectativa de sobrevida do segurado.
Segundo a Previdência Social, o fator é multiplicativo utilizado sobre o valor dos benefícios previdenciários, foi criado em 1999, durante a segunda gestão do então presidente Fernando Henrique Cardoso; quando lançado, visava desestimular as aposentadorias precoces.
O principal objetivo do fator previdenciário é aproximar a idade mínima para a aposentadoria no Brasil com a da maioria dos países, como maneira de impor um delimitador para a idade mínima. O fator previdenciário funciona como uma espécie de multa para quem preferir se aposentar antes da idade exigida, com perda no valor do benefício em relação ao valor que receberia ao se aposentar na idade certa.
Segundo os economistas, se a pessoa se aposenta na idade com a contribuição integral, irá receber 100% dos direitos, mas se a aposentadoria for requerida cinco anos antes, irá receber 70% dos benefícios. No Brasil, a idade mínima para se aposentar é de 65 anos para homens, e de 60 anos para mulheres. Na Alemanha, a idade mínima para homens foi elevada de 65 para 67 anos.
Em agosto de 2013, a presidente Dilma Rousseff autorizou os estudos favoráveis para a extinção do fator previdenciário. O governo federal teria uma nova proposta em relação às condições e idade mínima para a aposentadoria.
O governo abriu o diálogo com ministros e centrais de trabalhadores para definir novas regras para a aposentadoria. A pretensão também é de viabilizar índice nacional de preços para idosos e alteração no Conselho de Seguridade Social. Durante as manifestações populares ocorridas no Brasil a partir de junho de 2013, a população exigiu o fim do fator previdenciário.

8739 – Golpe na CLT – Projeto do governo libera terceirização para todas as atividades


Retrocesso na Lei Trabalhista:

O projeto de lei que regula a terceirização no país, o PL 4.330, deve entrar em votação na quarta-feira na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça ) da Câmara após representantes das empresas, governo e deputados chegarem a um consenso e modificarem alguns pontos da proposta original feita em 2004 pelo deputado Sandro Mabel.
Ou seja, na prática, o projeto libera a terceirização para todas as atividades.
Exemplo: em uma fabricante de aparelhos eletroeletrônicos, a atividade-fim está relacionada à produção do produto (celular, televisão, geladeira). Outras atividades como segurança, alimentação, vigilância, conservação e limpeza são chamadas de atividade-meio –e são terceirizadas em boa parte das empresas.
Ainda não há lei no país sobre terceirização no setor privado, mas a Súmula 331 do TST (Tribunal Superior do Trabalho) proíbe a prática para atividades-fim.
O projeto que pode ser votado nesta semana, liberando terceirizados nas atividades-fim, foi discutido por centrais sindicais, governo, parlamentares e empresários. Segundo participantes das negociações, o texto tem apoio de 3/4 dos participantes mesmo após trabalhadores e sindicalistas irem para as ruas contra o projeto.
Segundo Ministério do Trabalho e Dieese, há de 12 milhões a 13 milhões de terceirizados no Brasi, quase um quarto da força de trabalho com carteira assinada.

Análise do texto defendido pelo governo, feita a pedido da reportagem para a Anamatra (associação que reúne os juízes trabalhistas), mostra que, na prática, a terceirização poder ocorrer em qualquer etapa da cadeia produtiva.
“No artigo 4º, o texto diz que é lícito todo contrato de prestação de serviços terceirizados, relacionados ao conjunto de atividades da contratante. A redação não incluiu a palavrinha ‘meio’ depois de atividades, portanto pode ser meio ou fim”, diz o juiz trabalhista Paulo Luiz Schmidt, que preside a associação.
Outro ponto que chama a atenção no texto, segundo ele, é o inciso 2 do artigo 2º.
“O texto define que a contratada é a pessoa jurídica especializada na prestação de serviços determinados e específicos. Isso é o mesmo que dizer que uma fabricante de carros possa contratar uma empresa especializada em pintar os carros de vermelho, atividade essa que se encaixa na definição de PJ especializada “, afirma Schmidt.

Medida deve gerar protestos
As centrais prometem novas manifestações na tentativa de impedir que o texto seja aprovado. Sindicalistas informaram que, até quarta-feira (14), querem um novo acordo para evitar que a lei crie trabalhadores de “segunda categoria”.
Em seu site, a CUT informa que ainda negocia mudanças no projeto e já mobiliza “milhares de trabalhadores” para ir a Brasília pressionar deputados a votar contra o PL.
Amanhã (13 de agosto), militantes e trabalhadores iniciam vigília no Congresso e prometem ocupar o local.
“Da maneira como está, o projeto traz a desorganização sindical, a redução de salário dos trabalhadores, a retirada de conquistas sociais. Vamos apostar sempre na negociação, mas temos de ampliar a mobilização”, diz o secretário-geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre.

7779 – Mega Projeções – O Trabalho um dia vai acabar?


Se trabalho fosse bom, não se chamava trabalho.
Acabar não vai, mas deve se tornar mais leve. Uma das principais forças por trás dessas mudanças é a tecnologia. Hoje, você não consegue nem imaginar como seria viver sem internet e celular. E são justamente essas duas ferramentas que permitem que as pessoas possam trabalhar de qualquer lugar – de casa, do cibercafé, da beira da praia tomando açaí. O teletrabalho, em que as pessoas trabalham de um local remoto, via computador, e fazem reuniões via videoconferência, já é uma realidade: nos EUA, são 33,7 milhões de pessoas fazendo isso ao menos uma vez por mês.
Com internet e celular, as pessoas podem trabalhar de qualquer lugar – até mesmo de outros países. É o caso do projeto Mechanical Turk, da Amazon, uma espécie de classificados de pequenos serviços, como legendar fotos ou fazer buscas em sites. Nele, as pessoas de todo o mundo podem se cadastrar, escolher entre as milhares de tarefas disponíveis e serem pagas por cada uma delas. Nem todas as atividades que executamos podem ser delegadas e terceirizadas dessa forma, mas é uma mostra do que dá para fazer quando a banda larga é barata e todos têm acesso a um computador.
Permitir que as pessoas trabalhem de casa não é apenas uma maravilha mas também um diferencial poderoso na hora de conservar os funcionários. E essa vantagem vai mesmo ser necessária: pesquisa da Rand Corporation mostra que o crescimento da força de trabalho está diminuindo com os anos, nos EUA. De um aumento de 2,6% ao ano, na década de 1970, esse número caiu para 0,4%, nos anos 2000. Com um número tão pequeno, o mercado vai precisar dos jovens para trabalhar. E das mulheres. E dos idosos. Enfim, de todo mundo.
Atrair funcionários vai virar um desafio nos próximos anos. Para chegar lá, a palavra-chave é uma só: flexibilidade. Isso não significa apenas trabalhar de casa de vez em quando mas também poder chegar mais cedo ou mais tarde conforme a conveniência, sair no meio do dia para ver o teatrinho na escola das crianças, ter empregos de meio período ou semanas de 4 dias. Mesmo quem tem um tipo de trabalho presencial, como funcionários de uma fábrica, por exemplo, podem se beneficiar dessas práticas.
Criados no ambiente coletivo e colaborativo da internet, essa geração até se preocupa com dinheiro, mas é capaz de abrir mão de um emprego que pague bem, mas seja chato, em nome de fazer o que gosta, em uma empresa menor.