13.753 – Estudo mostra como as bactérias poderiam gerar ondas de rádio


bacteriass
Pode não ser lá a questão mais importante da ciência atualmente, mas há uma grande controvérsia entre os cientistas se as bactérias podem (ou não) criar ondas de rádio. Agora, uma equipe da Universidade Northeastern, em Boston, Massachusetts, EUA, acredita ter finalmente descoberto o mecanismo supostamente utilizado pelas bactérias para emitir os sinais de rádio.
O estudo da universidade demonstra como o DNA bacteriano poderia ser a fonte de sinais de rádio. O DNA de bactérias, muitas vezes se enrola como um círculo, por onde elétrons livres em movimento podem criar certos níveis de energia. As frequências de transição entre esses níveis de energia, quando modeladas, mostram sinais de radiodifusão de 0,5, 1 e 1,5kHz.
Essas frequências correspondem àquelas medidas em uma colônia de E. coli e publicadas dois anos atrás. Entretanto, o estudo anterior foi muito contestado, com alguns investigadores inclusive negando o trabalho inteiro. Portanto, esta nova descoberta deve botar mais lenha na fogueira no debate latente sobre as bactérias e o que se passa a nível microbiano.
Uma das principais críticas que a pesquisa anterior sobre as E. coli sofreu foi que não havia nenhuma maneira pela qual as bactérias poderiam gerar ondas de rádio. Se elas efetivamente produzem as ondas ou não permanece no ar, porém este novo estudo da Northeastern University apresenta o mecanismo pelo qual isso poderia ser feito. [PopSci]

13.354 – Microbiologia – Superbactérias avançam no Brasil e levam autoridades de saúde a correr contra o tempo


bacteria resistente
Bactérias que não respondem a antibióticos vêm aumentando a taxas alarmantes no Brasil e já são responsáveis por ao menos 23 mil mortes anuais no país, afirmam especialistas.
Capazes de criar escudos contra os medicamentos mais potentes, esses organismos infectam pacientes geralmente debilitados em camas de hospitais e se espalham rapidamente pela falta de antibióticos capazes de contê-los. Por isso, as chamadas superbactérias são consideradas a próxima grande ameaça global em saúde pública pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

PERIGOSAS
Um exemplo é a Acinetobacter spp. A bactéria pode causar infecções de urina, da corrente sanguínea e pneumonia e foi incluída na lista da OMS como uma das 12 bactérias de maior risco à saúde humana pelo seu alto poder de resistência.
De acordo com a Anvisa, 77,4% das infecções da corrente sanguínea registradas em hospitais por essa bactéria em 2015 foram causadas por uma versão resistente a antibióticos poderosos, como os carbapenems.
Essa família de antibióticos é uma das últimas opções que restam aos médicos no caso de infecções graves.
utro exemplo é a Klebsiella pneumoniae. Naturalmente encontrada na flora intestinal humana, é considerada endêmica no Brasil e foi a principal causa de infecções sanguíneas em pacientes internados em unidades de terapia intensiva em 2015, segundo dados da Anvisa.
O mais preocupante é que ela tem se tornado mais forte com o passar do tempo. Nos últimos cinco anos, a sua taxa de resistência aos antibióticos carbapenêmicos (aqueles usados em pacientes já infectados por bactérias resistentes) praticamente quadruplicou no Estado de São Paulo –foi de 14% para 53%, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica paulista.
A capacidade de bactérias de passar por mutações para vencer medicamentos desenvolvidos para matá-las é chamada de resistência antimicrobiana –ou resistência a antibióticos.
Essa extraordinária habilidade é algo natural: os remédios, ao atacar essas bactérias, exercem uma “pressão seletiva” sobre elas, que lutam para sobreviver. Aquelas que não são extintas nessa batalha são chamadas de resistentes. Elas, então, multiplicam-se aos milhares, passando o gene da resistência a sua prole.
Esse processo natural pode ser acelerado por alguns fatores, como o uso excessivo de antibióticos. Um agravante é o emprego desses medicamentos também na agricultura, na pecuária e em outras atividades de produção de proteína animal.
Muitos fazendeiros injetam regularmente medicamentos em animais saudáveis como um aditivo de performance. Isso acelera a seleção de bactérias no ambiente e em animais, que podem vir a contaminar humanos.
De acordo com especialistas, o número crescente de infecções –que poderiam ser barradas por mais higiene e saneamento básico– também é um problema, porque demanda maior uso de antibióticos, o que, por sua vez, seleciona mais bactérias resistentes, perpetuando um círculo vicioso.
Um estudo encomendado pelo governo britânico no ano passado estima que tais organismos irão causar mais de 10 milhões de mortes por ano após 2050. Atualmente, 700 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de bactérias resistentes no mundo.
Os efeitos na economia também podem ser devastadores. Países como o Brasil estariam sob o risco de perder até 4,4% de seu PIB em 2050, segundo estimativas do Banco Mundial.

PECUÁRIA
Características específicas, como hospitais superlotados e alta atividade agropecuária com uso de antibióticos, fazem do Brasil um grande facilitador a bactérias resistentes.
O país é hoje o terceiro no mundo a mais utilizar antibióticos na produção de proteína animal, atrás apenas da China e dos Estados Unidos –e deve continuar nessa posição até pelo menos 2030, aponta um estudo coordenado por Thomas P. Van Boeckel, da Universidade de Princeton (EUA).
Consultado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento diz que atua para diminuir o uso desses produtos em animais. A pasta afirma que já é proibido utilizar antibióticos como as penicilinas e as cefalosporinas para melhorar o desempenho dos animais.
No ano passado, a colistina, um antibiótico considerado a última opção de tratamento a bactérias resistentes também teve seu uso proibido em animais saudáveis.
Na área hospitalar, a Anvisa monitora as infecções da corrente sanguínea em UTIs, associadas ao uso de instrumentos para aplicação de remédios, como o cateter. Somente em 2015, foram mais de 25 mil infecções desse tipo –a maioria causada por bactérias com altos índices de resistência.
Desde dezembro, o Ministério da Saúde vem elaborando, com diferentes ministérios e a Anvisa, um plano nacional de combate a bactérias resistentes, a pedido da OMS. Alguns dos objetivos do material são fortalecer o conhecimento científico sobre o tema e expandir a rede de saneamento básico no país para ajudar a prevenir infecções.
O governo diz que também pretende educar melhor profissionais e pacientes sobre a urgência do tema.
De acordo com o Ministério da Saúde, o plano estratégico está pronto, mas ainda é necessário definir como será a implementação e o monitoramento das ações.
A proposta brasileira está prevista para ser colocada em ação a partir de 2018, com expectativa de conclusão até 2022. Comparado com outras economias em desenvolvimento, o país está atrasado: a África do Sul começou a colocar seu plano em prática ainda em 2014, enquanto a China implementa o seu desde 2016. Já a Índia começou nesse ano.
O país é também um dos únicos Brics (sigla para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que ainda não disponibilizou o documento publicamente no site da OMS, juntamente com a Rússia.
Consultada, a OMS disse que os países não são obrigados a compartilharem seus planos, mas que ela encoraja a prática “como uma forma de transparência e de boas práticas”.
Mas enquanto o governo trabalha numa estratégia, bactérias aprimoram sua capacidade de sobreviver aos remédios mais poderosos.
Em outubro, a Anvisa emitiu um alerta sobre a detecção no Brasil de cepas da E. coli, resistentes a uma família de antibióticos chamada polimixinas. que se tornaram a última escolha de médicos frente a bactérias resistentes.
O mais preocupante é que essas cepas da E.coli têm a capacidade de trocar material genético com outras espécies de bactérias e transferir o gene da resistência às polimixinas a outros organismos –não apenas a sua prole.
O novo mecanismo de resistência exemplifica o quanto o assunto é urgente, diz Sampaio, da USP, para quem “a cada dia há uma surpresa” no universo desses organismos.

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13.102 – Biologia – O Papilomavírus


O HPV (papilomavírus humano), nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis, e de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer).

Transmissão do Papiloma Vírus Humano (HPV)
A transmissão se dá predominantemente por via sexual, mas existe a possibilidade de transmissão vertical (mãe/feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos que alberguem o HPV.

Diagnóstico
As características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos permitem que as lesões sejam mais facilmente reconhecíveis. Nas mulheres, porém, elas podem espalhar-se por todo o trato genital e alcançar o colo do útero, uma vez que, na maior parte dos casos, só são diagnosticáveis por exames especializados, como o de Papanicolaou (teste de rotina para controle ginecológico), a colposcopia e outros mais sofisticados como hibridização in situ, PCR (reação da cadeia de polimerase) e captura híbrida.

Sintomas
A infecção causada pelo HPV pode ser assintomática ou provocar o aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas. Se a alteração nos genitais for discreta, será percebida apenas através de exames específicos. Se forem mais graves, as células infectadas pelo vírus podem perder os controles naturais sobre o processo de multiplicação, invadir os tecidos vizinhos e formar um tumor maligno como o câncer do colo do útero e do pênis.

Tratamento
O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que estava infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, o tratamento pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional em casos de câncer instalado.

Recomendações
* Lembre-se que o uso do preservativo é medida indispensável de saúde e higiene não só contra a infecção pelo HPV, mas como prevenção para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis;

* Saiba que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;

* Vida sexual mais livre e multiplicidade de parceiros implicam eventuais riscos que exigem maiores cuidados preventivos;

* Informe seu parceiro/a se o resultado de seu exame para HPV for positivo. Ambos precisam de tratamento;

* Parto normal não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões genitais em atividade;

* Consulte regularmente o ginecologista e faça os exames prescritos a partir do início da vida sexual. Não se descuide. Diagnóstico e tratamento precoce sempre contam pontos a favor do paciente.

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13.099 – Microbiologia – Conceitos Gerais


fungos

Fonte: USP

Microrganismo: Bactéria, fungo, protozoário, ovo de nematelminto ou platelminto (vermes), protozoário, cistos de protozoários, ácaro e congêneres e microalgas. Os vírus são agentes infecciosos que alguns autores não os consideram microrganismos, por não serem células completas, mas causam doenças. Neste contexto, incluem-se os fagos das bactérias, viroides das plantas e os príons (ex. o agente da “vaca louca” e outras doenças priônicas). Desta maneira, todos os agentes infecciosos devem ser considerados nos métodos de controle microbiológico.
O que é um “antimicrobiano”? O que você espera ele faça? Tente pensar sem continuar lendo e ter uma conclusão. Não importa qual foi, mas faça esta pergunta a você como estímulo.

Um agente antimicrobiano pode interferir de várias maneiras nos diferentes microrganismos. Portanto, muita atenção e verifique se o antimicrobiano é suficiente, ou não, ou até mesmo, desnecessário. As atividades: bactericida, esporocida*, fungicida, parasiticida, virucida significa “matar” ou “destruir” respectivamente bactérias, esporos bacterianos, fungos, parasitas e vírus. Por outro lado, se substituirmos o sufixo para stático, a atividade antimicrobiana terá uma diferença enorme. Estes microrganismos param sua multiplicação, mas não morrem. Considerando as bactérias como referência, temos que “as bactérias têm como objetivo a sua multiplicação”. No entanto, este objetivo pode ser “inibido” com um produto químico, ou equipamento com atividade bacteriostática, por exemplo. Assim, a multiplicação destas bactérias cessa sem matá-las. Se removermos o agente bacteriostático, as bactérias podem voltar a se multiplicar. Este procedimento é muito utilizado, pois é suficiente para atender diversas situações para o controle de microrganismos como, por exemplo, nos conservantes de alimentos, cosméticos, tintas, etc. Se o conservante perder função, ou se a bactéria for transportada deste lugar para um ambiente favorável, ela pode voltar a se multiplicar. Mas, dependendo do tipo de bactéria, do conservante e o seu tempo de ação e do ambiente, estas bactérias podem, por outro lado, exaurirem-se nutricionalmente a ponto de morrer.

Os bactericidas, ao contrário, “matam” ou “destroem” as bactérias, e estas perdem totalmente a capacidade de se multiplicarem, mesmo se forem transportadas para ambientes altamente favoráveis ao seu crescimento. Na verdade, este é o conceito de morte bacteriana que pode ser estendido a outros microrganismos.

Importa muitas vezes, também, saber o que fez a bactéria “morrer”. Existem produtos muito tóxicos ou equipamentos muito perigosos à saúde humana que, de fato, matam as bactérias e outros microrganismos, mas o ambiente ou um indivíduo também pode sofrer com isto e até morrer. É importante, portanto, saber se ocorreu dano no DNA da bactéria, qual parte do DNA foi alterada, se ocorreu dano de proteínas, como foi isto, se as proteínas foram degradadas totalmente ou parcialmente, ou se a bactéria sofreu lise (estourou). A bactéria pode também ter “murchado” por perder água, por aquecimento em ambiente muito seco ou pelo excesso de sal em volta.

Consideração importante sobre esporos bacterianos:

Os esporos* bacterianos são formados por apenas alguns tipos de bactérias. Estas bactérias são capazes de se “enclausurarem” formando o esporo que, por sua vez, é uma estrutura extremamente desidratada, com muito cálcio e ácido dipicolínico. Dependendo da espécie bacteriana, o esporo pode manter viável em seu centro os principais compostos das bactérias no ambiente por anos, séculos, milênios ou milhões de anos. Assim que estes esporos encontrarem condições favoráveis para crescer, mesmo depois de muito tempo esporuladas, os esporos germinam e as bactérias voltam a se multiplicar como antes. Portanto, este potencial de resistência e de germinação varia entre as bactérias capazes de produzir esporos. O esporo bacteriano é mais resistente às condições extremas do ambiente como o calor, desidratação, radiação ultravioleta e agentes químicos. Estas propriedades “extras” são conferidas por serem estruturas extremamente desidratadas, possuírem o ácido dipicolínico e o cálcio que contribuem na integridade das proteínas para as condições de “estresse” químico ou físico.

O termo “esporocida” usualmente está associado à impossibilidade irreversível de um esporo bacteriano “germinar” (da bactéria voltar para a sua vida vegetativa). Os esporos fúngicos são outras estruturas microbianas e são mais frágeis, no entanto, são mais resistentes em geral do que as formas vegetativas da maioria das bactérias (não esporuladas), de importância à saúde humana, animal e vegetal.

Um equívoco comum neste assunto é considerar que todo agente químico esporocida implica ser também esterilizante. Um agente esterilizante tem que possuir o potencial de todos os “cidas”, claro. Mas, lembrem-se que, existem diferentes tipos de esporos cujas resistências ao ambiente variam. Deve-se, portanto, considerar que nem todo agente esporocida é necessariamente um agente esterilizante. Mas, todo agente esterilizante é também esporocida. Assim, para validar os processos de esterilização, em geral, utilizam-se determinados tipos de espécies de esporos bacterianos sabidamente mais resistentes e que devem, também, morrer nos diferentes processos de esterilização. Assim são validados os muitos processos de esterilização.

Vale também lembrar que existem agentes esporostáticos, os quais não permitem a germinação bacteriana. Se estes esporos, sob o efeito de um agente esporostático, forem transportados para um ambiente favorável à germinação, estes germinarão e as bactérias voltariam a se multiplicar.

Mas continuando com as diversidades do termo antimicrobiano, vale acrescentar o questionamento necessário sobre qual tipo de bactéria/outro microrganismo que este produto/equipamento atua.

Temos que considerar se interfere com bactérias “frágeis” como a Escherichia coli ou micobactérias (grupo das que causam tuberculose), que possuem uma espessa camada de gordura em sua parede celular (não são bactérias esporuladas!). A diferença é grande, pois as micobactérias são mais resistentes aos desinfetantes químicos. Maior ainda é a diferença se o produto ou equipamento é capaz de interferir ou não nos esporos bacterianos, como já mencionamos.

Alem disso, temos que considerar QUANTO o antimicrobiano “mata” (atividade quantitativa) uma determinada população bacteriana. Ou seja, quantos microrganismos morrem num determinado intervalo de tempo, isto é, se “mata” 10%, 20%, 50%, 80%, 90% de uma população microbiana. Em geral, começamos a pensar em valores de 90% ou mais. As percentagens menores valem sim, mas em geral, são menos significativas quando pensamos em populações em número de logaritmos a base de 10. Valores como 99.99%, 99.999% são vistos mais frequentemente em rótulos de alguns produtos desinfetantes! Puxa, mas assim é quase 100%. NÃO! Em microbiologia 100% é esterilização.

Então, vejamos:
Na verdade, em microbiologia, temos que tratar populações de microrganismos cuja quantidade pode chegar a 1012 bactérias por grama como nas fezes humanas, ou até em alguns rios, ou cerca de 106 em lagos e etc. Na verdade, isto varia muito nos campos da microbiologia, principalmente, na área ambiental e industrial.

Se, por exemplo, um produto ou processo de descontaminação tem capacidade de reduzir 90% de uma população bacteriana, o que significaria isto? Se temos inicialmente 107 bactérias por alguma unidade, no final teríamos cerca de 106 bactérias. Ora, esta redução pode ser insuficiente porque os 10% que restaram podem ser uma população microbiana alta ainda.

Outro exemplo apresentado em alguns anúncios televisivos são as reduções de 99,9%. O que significa isto? Se tivermos uma população de 106 bactérias por alguma unidade (gramas, mililitros, metros cúbicos de ar), no final ainda teremos 103, ou seja, 1000 bactérias. Dependendo da área de microbiologia que trabalha no controle de microrganismos, 1000 bactérias pode ser bom em alguns ambientes, mas não em outros. O controle de microrganismos ocorre, também, em outras áreas além da saúde humana ou animal. Temos os vegetais, as indústrias (alimentos, cosméticos, medicamentos, couro, tinta, petróleo, fermentação alcoólica e muitas outras, além do contexto ambiental).

Vale também lembrar que os valores exemplificados são de testes laboratoriais, nos quais um produto desinfetante fica em contato apenas com as bactérias testadas. Na prática, diversos fatores ambientais nunca serão semelhantes às condições do laboratório. Assim, as reduções mencionadas geralmente são menores do que as mencionada pelos testes laboratoriais. Discutiremos a avaliação de desinfetantes químicos em outro tema, principalmente pela existência de conflitos metodológicos.

Vale, ainda, considerar se o antimicrobiano é um produto ou equipamento tóxico ou não, e quanto tempo leva para atingir um objetivo. Além disto, quanto custa, se é estável, se é sensível à matéria orgânica, pH, volatização, se está acondicionado em ambiente escuro, ventilado e qual o tipo de superfície que agirá (metal, madeira, fórmica, etc).

Desta maneira, não aceitem sem questionar a atividade antimicrobiana de um produto ou equipamento. É preciso perguntar seu potencial e as limitações deste antimicrobiano.

Alguns termos importantes no controle de microrganismos:
Os antibióticos que conhecemos são também antimicrobianos, mas são usualmente ingeridos e, às vezes, injetados. Alguns por serem relativamente tóxicos, são utilizados apenas em forma de pomada. A eficácia dos antibióticos é avaliada de maneira muito diferente que desinfetantes químicos. O mecanismo de ação dos antibióticos é geralmente conhecido e, em geral, estas drogas funcionam como “mísseis teleguiados” enganando, em geral, o metabolismo microbiano. Desinfetantes químicos ou físicos não diferenciam bactérias das células de nosso corpo e, por isto, os desinfetantes químicos, em geral, são muito mais tóxicos e são aplicados em superfícies inertes e não em pacientes.

Esterilizante: Produto ou equipamento capaz de matar ou remover todos os microrganismos de um ambiente, inclusive os mais resistentes. A esterilização deve ser entendida como um procedimento absoluto e não relativo. Por exemplo, não existe esterilização parcial ou “meia esterilização” ou, por exemplo, estar estéril para bactérias, mas não para vírus.

Desinfetante: Produto ou equipamento capaz de reduzir a níveis seguros microrganismos indesejáveis, matando-os. Este microrganismos indesejáveis variam nos diferentes campos da microbiologia, mas às vezes, alguns são os mesmos. Neste conceito, os desinfetantes não precisam ter necessariamente atividade esporocida. Alguns desinfetantes melhores podem até ser esporocidas, mas as espécies de esporos bacterianos que atingem, geralmente, são mais frágeis do que aqueles usados para validar esterilizantes.

Conservante: Produto com atividade “stática”, mas com o tempo pode causar a morte de alguns microrganismos. Os conservantes, ou também conhecidos como preservantes, em geral, mantém os níveis baixos de microrganismos. Usualmente, são aplicados em alimentos, mas podem ser incorporados em muitos outros produtos em que a deterioração microbiana é possível como os cosméticos, tintas, etc.

Saneante: Produto que não mata necessariamente microrganismos, usualmente mantém níveis baixos destes. Os saneantes são compostos com atividade antimicrobiana cujos resíduos podem ser ingeridos em pequena quantidade. O exemplo mais clássico é o uso de saneantes na descontaminação de pratos, talheres, panelas de hospitais ou mesmo os resíduos de cloro que existem na água potável. O compostos ativo mais usado é o cloro em baixa concentração.

Quanto maior a carga microbiana no inicio de um processo de descontaminação, menor é a chance da eficácia esperada.

Antisséptico: Na verdade, nada mais é do que um desinfetante cutâneo. É um composto ativo sem alvo especifico, ao contrário da pomada antibiótica. Os antissépticos, em concentração baixa, podem ser aplicados a tecidos vivos como a pele e mucosas. Pode ser aplicado por pouco tempo com objetivo de matar possíveis microrganismos indesejáveis e impedir a instalação e multiplicação destes.

Antissepsia: A princípio, é um conjunto de regras e normas aplicadas na manutenção da esterilidade de um objeto ou equipamento, previamente estéril quando manipulado. Isto não impede que estas condutas sejam aplicadas em procedimentos cirúrgicos, como também no repique de uma determinada bactéria em estudo, próximo ao bico de Bunsen ou em capela de fluxo laminar. Assim, ocorre a manipulação apenas da bactéria em estudo e não das bactérias contaminantes do ar ou da orofaringe do técnico, que prejudicariam totalmente o estudo.

Detergente: é composto aniônico, miscível em água. É apenas um sabão para ajudar a limpeza, mas não “mata” microrganismos em geral, apenas os remove vivos de um lugar. Mas, a limpeza com água e sabão é fundamental para iniciar em seguida os processos de descontaminação. Após o sabão, é fundamental lavar em seguida com bastante água para que a limpeza seja eficaz.

Não confundir os sabões catiônicos (ex.: sabão de cozinha) com os compostos de amônio quaternário, que são compostos que possuem atividade detergente reduzida, são agentes desinfetantes químicos e matam microrganismos. Estes produtos predominam, atualmente, nas prateleiras de supermercados por serem pouco tóxicos. Os desinfetantes domésticos funcionam, geralmente, quando não diluídos. No entanto, os compostos de amônio quaternário são sensíveis a matéria orgânica. Desta maneira, a limpeza prévia com água e sabão de uma superfície é importante. Por exemplo, se a pia de uma cozinha estiver suja, sem lavar bem antes, o desinfetante reage com a sujeira residual e perde “força” na sua ação contra as bactérias.

Descontaminação: Promoção da atividade(s) antimicrobiana. Termo é muito genérico no contexto de controle de microrganismos e pouco específico. No entanto, para tornar-se mais claro, deve ser especificado ao que se pretende com a descontaminação.
Ex.: Descontaminar o quê? Como? Quais microrganismos devem ser destruídos? Quantos microrganismos ficam após a descontaminação, quais podem ficar? Qual é a exigência da descontaminação para um determinado local?
Por exemplo, descontaminar as mãos lavando-as com água e sabão. Dependendo, se acrescenta em seguida o álcool-gel (que é o atualmente utilizado), se você estiver numa epidemia de gripe. Você pode ser um adulto voltando do trabalho para visitar, no ambiente doméstico, seu neto recém-nascido. Se você for pegá-lo no colo, então tem que lavar as mãos antes com água e sabão e depois utilizar o álcool-gel de farmácia.
Pode-se também descontaminar equipamentos de uma indústria. Neste caso, ocorrem diversos etapas e procedimentos para que este equipamento não contamine o produto final.

Germicida (termo em desuso): Mata germes! O termo não é específico, muito genérico.

Microbiocida: Mata micróbios! Termo não especifico e também muito genérico.

Biocida = Microbiocida

Desodorante: geralmente, um composto ativo contra bactérias causadoras de mal cheiro.

Desinfestação: remover ou “matar” insetos.

Deodorante: perfume.

Fumigação: Aspersão de gás ou liquido no ambiente para atividade germicida, microbiocida ou biocida.

12.880 – Leite do demônio da Tasmânia pode matar superbactérias


diabo da tasmania
Esse diabinho existe e mora na Tasmânia

Bactérias são bichos muito adaptáveis. Não é surpresa, então, que algumas delas estejam chegando perto de conquistar o Grand Slam dos micróbios e serem coroadas pan-resistentes, ou seja, bactérias que os antibióticos de hoje não conseguem matar. Por causa disso, cientistas estão correndo para descobrir novas drogas que consigam acompanhar a velocidade de mutação desses microrganismos. E a solução pode estar em outro bicho nada adorável.
É o demônio da Tasmânia, marsupial que produz em seu leite um verdadeiro coquetel de remédios. São as chamados catelicidinas, peptídeos que tem o poder de matar micróbios. O próprio leite humano contém um tipo de catelicidina… Já o Taz tem no mínimo seis, segundo concluíram pesquisadores da Universidade de Sidney.
No estudo, os cientistas criaram cópias sintéticas de cada um dos antimicrobianos encontrados no leite do demônio. Depois, testaram sua eficácia contra 25 bactérias. Uma delas era a Staphylococcus aureus, uma espécie resistente à meticilina, parente da penicilina. Os antibióticos naturais do Taz não só mataram bactérias como conseguiram destruir colônias de fungos que também causam infecções em humanos.
Esse potencial todo fez os cientistas se perguntarem porque, afinal, um demônio da Tasmânia precisa de um leite tão matador. Concluíram que, como o bicho é um marsupial, o bebê Taz fica exposto às bactérias do mundo exterior antes do seu sistema imunológico estar completamente desenvolvido. Lá na bolsa da mãe, o feto precisa se fortalecer tanto quanto possível para sobreviver até se tornar um bebê propriamente formado. Um leito altamente antibiótioco, então, vem bem a calhar. E a evolução presenteou o demônio da tasmania com um – vantagem que outros marsupiaos não ganharam.
O objetivo dos pesquisadores é que, no futuro, os antibióticos do leite do demônio sejam isolados e comercializados como remédios comuns, que possam combater superbactérias resistentes aos remédios convencionais. Sendo assim, não precisa se preocupar com o gosto do leite do Taz.

12.823 – Microbiologia – Bactéria siberiana antiga e mortífera ressuscita com o degelo


bactérias
A região da Sibéria, na Rússia, conhecida por seu clima glacial, registrou altas temperaturas no último verão e também uma ameaça mortífera.
O calor de até 35ºC provocou o derretimento do gelo e despertou um terrível medo: o antraz.
O governo russo foi obrigado a declarar quarentena em amplas áreas do país, depois que mais de 2.500 renas e 5 pessoas morreram infectadas com a bactéria, que estava adormecida nos cadáveres de animais congelados há mais de 50 anos.
Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica foram mobilizadas na região para analisar o solo e prevenir futuros contágios. Alguns especialistas advertem que a ameaça continua presente em vários corpos enterrados na neve. No caso de persistência de altas temperaturas, a ameaça do antraz pode atingir uma escala global.
O antraz, conhecido por seu uso como arma biológica, é letal para os seres humanos. O contágio é feito pela ingestão ou inalação e, em 85% casos, provoca a morte por choque séptico – o resultado de uma infecção que se alastra pelo corpo rapidamente.
Estudos demonstraram que a bactéria é capaz de sobreviver por mais de 100 anos se conservada em baixas temperaturas. Por isso, a comunidade científica está em alerta: o aquecimento global poderá causar novos surtos.

12.788 – EUA proíbem sabonetes que “matam até 99,9% das bactérias”


microbio
Se você quer evitar infecções, fique na clássica mistura de sabão comum e água. Pelo menos, essa é a recomendação da FDA, que regula remédios e alimentos nos EUA, como a Anvisa no Brasil. A agência baniu 19 químicos usados na maioria dos sabonetes que dizem eliminar ?até 99,9% das bactérias?. Eles vão precisar sair do mercado em até 1 ano.
A preocupação da agência tem dois motivos: eficácia e segurança. Em 2013, a FDA pediu que as marcas que produzem sabonetes com bactericidas – ou seja, substâncias químicas que matam bactérias – enviassem estudos e dados que comprovassem que seu produto matava mais micróbios que o sabão neutro comum.
Grande parte das marcas não chegou a mandar documento algum, alegando que estudos clínicos com seres humanos são caros e longos. E os estudos que chegaram na agência não foram suficientes para garantir que o sabonete realmente faz o que promete e não convenceram a FDA.
Só que os problemas não param por aí. Ainda que ficasse provado que o sabonete bactericida funciona perfeitamente, matando 99,9% da bactérias, isso não é necessariamente uma notícia boa.
O julgamento final da FDA incluiu mais de 20 estudos preocupantes sobre os 19 químicos banidos esta semana – especialmente os mais comuns, Triclocarban e Triclosan. Em primeiro lugar, ninguém sabe exatamente quanto tempo essas substâncias ficam no organismo. O Triclosan, por exemplo, mesmo enxaguado, é absorvido pela pele e vai parar na urina. Somos expostos com tanta frequência a esses compostos que ninguém sabe exatamente quanto tempo leva para serem eliminados do corpo.
Mais graves são os resultados de estudos que mostram que o Triclocarban pode causar alterações nos hormônios da tireoide e na ação da testosterona. Testes com ratos na puberdade também mostraram riscos para o desenvolvimento sexual.
Esses efeitos hormonais podem aparecer só depois de muitos anos da exposição inicial, e não são a única preocupação dos cientistas. Há também o problema das superbactérias.
Os bactericidas do sabonete não são antibióticos, que também matam bactérias, mas com mecanismos diferentes. Só que pesquisadores têm estudado uma possibilidade assustadora: que bactericidas acabem selecionando bactérias resistentes a antibióticos.
Dos 99,9% das bactérias mortas quando você lava as mãos com um sabão antibacteriano, aquele 0,01% provavelmente tem uma resistência genética ao princípio ativo do germicida. E vai continuar a se reproduzir, criando números cada vez maiores de bactérias resistentes.
Os cientistas ainda não tem certeza se, na sua mão, essa seleção natural pode trazer problemas graves. Mas, em laboratório, já conseguiram demonstrar que uma bactéria sobrevivente ao Triclocarban pode desenvolver ?resistência cruzada? a antibióticos – e não em um estudo isolado, mas em 10 trabalhos diferentes encontrados pela FDA. Um deles, inclusive, mostrou que a Salmonela se torna mais resistente a vários medicamentos depois da exposição prolongada a sabonetes desinfetantes.
As marcas de sabonete ganharam 3 anos para se defender contra os resultados desses estudos, mas não foi suficiente para garantir, além da eficácia, a segurança desses produtos no longo prazo.
Além dos químicos banidos, a FDA ainda vai analisar os desinfetantes de mão e os produtos usados em hospitais, para avaliar se eles também apresentam um risco para quem faz uso deles diariamente – enfermeiros, por exemplo, chegam a limpar as mãos até 100 vezes por dia (uma ótima prática? A não ser que o produto esteja colocando a saúde deles mesmos em risco).
Por enquanto, a recomendação do órgão norteamericano para quem não é profissional de saúde é se ater a lavar as mãos com água e sabão e só usar desinfetantes de mão com no mínimo 60% de álcool – o que seria mais que suficiente para limpar a superfície das mãos sem absorver químicos com efeitos duvidosos.

OS PROIBIDOS
A lista completa de substâncias proibidas pela FDA (que a agência acredita serem usadas em mais de 700 marcas de sabonetes bactericidas):
Cloflucarban
Fluorosalana
Hexaclorofeno
Hexilresorcinol
Complexo de Iodo (Éter-sulfato de amônio e o monolaurato de sorbitano de polioxietileno)
Éster fosfato de ariloxialquila de polietilenoglicol
Complexo iodo etanol, nonil fenoxi-polioxietileno
Iodopovidona (5% a 10% de concentração)
Complexo de iodo e cloreto de undecoylium
Cloreto de metilbenzetônio
Fenol
Amyltricresols secundária
Oxicloroseno de sódio
Tribromsalan
Triclocarban
Triclosan
Corante triplo (verde brilhante, violeta de genciana, hemissulfato de proflavina)

12.681 – Cientistas encontram organismos “extraterrestes” nos EUA


Pesquisadores localizaram uma espécie de parasita que se adapta a condições extremas de existência.
Cientistas do Laboratório Nacional Oak Ridge descobriram, no Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, micro-organismos que podem ter origem em outro planeta. Os seres não medem mais que 100-300 nanômetros e pertencem ao grupo das nanoarcheotas Nanopusillus acidilobi.
O que chamou a atenção nessa espécie é que ela retira do hospedeiro moléculas de diferentes substâncias biológicas e as usa para seu próprio metabolismo. Dessa forma, o micro-organismo consegue se adaptar a condições extremas. Essa capacidade é rara em seres na Terra. Por isso, a suspeita de que sejam organismos extraterrestres.
A equipe de pesquisa, liderada por Mircea Podar, continua realizando experimentos para tentar revelar como funciona a relação entre esse incrível parasita e seus hospedeiros.

12.623 – Elixir da Juventude pode surgir através de uma bactéria


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Um grupo de cientistas russos descobriu uma antiga linhagem de bactérias no profundo solo siberiano que poderiam levar ao desenvolvimento de organismos capazes de destruir moléculas de petróleo, transformando-as em água e gerando o rejuvenescimento da saúde geral dos seres vivos, semelhante ao “elixir da vida”.
Se for bem desenvolvido, a descoberta pode levar a um avanço na proteção ambiental, assim como as bactérias podem gerar a limpeza dos vazamentos de petróleo e vazamentos químicos perigosos, transformando-os em água. Quem afirma Viktor Cherniavskiy, médico e epidemiologista russo, em entrevista À agência Sputnik.
As bactérias remontam a mais de 18 mil anos, e foram encontradas no solo siberiano juntamente com os restos de um mamute em região russa de Yakutia. Segundo Cherniavsky, quando as antigas bactérias foram descobertas, o grupo de investigação científica de cerca de 10 cientistas de várias cidades da Sibéria descobriu que os microrganismos antigos tinham o potencial para mudar o mundo.
“Ninguém jamais descobriu as bactérias que nós descobrimos, por terem sido mantidas congeladas sob a terra durante milhares de anos”.
O especialista também advertiu que antes de mais trabalho possa ser feito, os cientistas precisam descobrir se as bactérias não contêm cepas, escondidas sob o solo, que poderiam perigosas para as pessoas. Felizmente, até agora, os cientistas não encontraram efeitos prejudiciais.
Há poucos dias, a mídia russa informou sobre os micro-organismos antigos que poderiam levar ao desenvolvimento de um “elixir da vida”, uma substância que supostamente poderia dar às pessoas a juventude sem fim. Segundo relatos, os cientistas de Novosibirsk, Ekaterinburg e Yakutsk testaram uma substância probiótica, derivada das antigas bactérias, em ratos velhos de laboratório.
“Os resultados foram surpreendentes. Os ratos velhos mostraram sinais de rejuvenescimento com o experimento — a sua saúde em geral melhorou e eles recuperaram habilidades de reprodução, perdidas devido à idade avançada. Agora, se a mesma substância for dada a pessoas, isso poderia causar uma melhora significativa em sua saúde, levando, inclusive, à descoberta de um “elixir da vida”, especula Cherniavskiy.
Infelizmente, é muito cedo para dizer quando isso poderia acontecer devido às leis que proíbem os testes em seres humanos. No entanto, o epidemiologista russo disse que durante séculos foram conhecidas populações locais no nordeste da Sibéria com saúde muito boa em idade muito avançada, apesar das condições ambientais muito adversas. Segundo o especialista, isto poderia ter sido causado porque essas populações consumiam comida local que continha partículas de bactérias antigas.

12.495 – Biologia – Bactérias mais abundantes da Terra deram origem às mitocôndrias


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Há bilhões de anos atrás, um evento evolutivo surpreendente ocorreu: certas bactérias se tornaram obrigadas a viver dentro de outras células, iniciando uma cadeia de eventos que resultaram na mitocôndria, uma organela encontrada em todas as células eucarióticas.
Ainda mais surpreendente foi o que um estudo recente revelou: pesquisas fornecem fortes evidências de que a mitocôndria compartilha um ancestral comum com uma linhagem de bactérias marinhas conhecidas como SAR11, o grupo mais abundante de microorganismos na Terra.
Os resultados apresentados parecem fazer sentido: a fisiologia da SAR11 a torna mais suscetível a ser dependente de outros organismos e, com base na sua abundância contemporânea no oceano, a linhagem ancestral pode ter sido também abundante no antigo oceano, aumentando o encontro desta linhagem bacteriana com o anfitrião da simbiose original.
A fim de entender a história evolutiva da SAR11, pesquisadores compararam o genoma da mitocôndria de grupos diversificados de eucariontes com o genoma de linhagens de SAR11. Esta abordagem forneceu uma análise filogenética altamente sofisticada e completa destes genomas.
Além de descobrir a ligação evolutiva entre as mitocôndrias e a SAR11, a avaliação baseada na diversidade filogenômica deste grupo (ou seja, uma avaliação com base em todo o genoma, ao invés de um único gene) deu um apoio substancial para propor uma nova família de bactérias.
A implicação é que a linhagem de bactérias marinhas muito abundantes, a SAR11, contém uma quantidade significativa de diversidade genética, que indica a diversidade potencialmente significativa do seu metabolismo.
Os pesquisadores continuarão a estudar a SAR11 e sondar seus genomas para entender melhor o seu potencial metabólico e descobrir como elas se tornaram tão bem sucedidas em todo o oceano.

12.396 – Biologia – Para viver no Mar Morto basta uma pitada da proteína certa


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Mar Morto, que já é morto, pode ficar ainda mais morto

Haloarcula marismortui é uma expressão em latim. Significa, mais ou menos, “bactéria do Mar Morto, em forma de caixa, que gosta de sal”. Por isso virou nome de um dos poucos organismos que sobrevivem no mar mais salgado do mundo, entre Israel e Jordânia. É uma bactéria, e só não é destruída porque recebe proteção de uma versão especial da proteína ferridoxina, descobriram biólogos da Universidade de Case Western Reserve, no Canadá, da Universidade de Telavive e do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel. Em outros seres, inclusive no homem, a ferridoxina não tem problema para se dissolver na água. Mas, na marismortui, por causa do ambiente supersaturado de sal, a proteína consegue se dissolver porque contém duas substâncias terrivelmente “sedentas”, isto é, com imenso poder de agarrar moléculas de água. Elas “filtram” o sal para a ferridoxina funcionar. “Um dia, vamos usar esse truque bioquímico para tratar a água dos esgotos”.

12.394 – Não veio de Marte mas é Quase um ET


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Os maiores mistérios da natureza podem estar escondidos dentro dos menores organismos. Geneticistas americanos do Instituto de Pesquisa de Genomas, em Rockville, Estado de Maryland, acabam de mapear os genes do Methanococcus jannaschii – um micróbio primitivo que não tem mais do que 8 micrometros de comprimento (1 micrometro é 1 milésimo de milímetro). O animalzinho tem tudo para ser classificado como ET. Para começar, mora em ambientes sem oxigênio, como a boca quente de crateras submarinas, a mais de 3 quilômetros de profundidade. Respira dióxido do carbono e libera metano. O mapa genético também é coisa de outro mundo: dois terços dos seus 1 738 genes não existem em nenhum outro organismo terráqueo. Segundo Craig Venter, presidente do instituto americano, a descoberta prova uma teoria de trinta anos segundo a qual existe um grupo de microorganismos, os archaeas, que diferem dos outros dois grandes grupos, o das bactérias e o dos eucariontes (dos quais evoluíram os vegetais e os animais).

11.979 – Medicina – A Tricomoníase


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É uma doença causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis que habita o trato geniturinário feminino e masculino causando infecções. O protozoário é um parasita anaeróbico facultativo e vive bem em ph aproximado de 6,0 a 6,5. Necessita de glicose para seu crescimento e para produção de energia necessária a sua sobrevivência e multiplicação.
O Trichomonas vaginalis é um parasita cosmopolita e atinge principalmente mulheres adultas. A forma mais comum de adquirir a tricomoníase é através do contato sexual, portanto é uma doença sexualmente transmissível. Porém, pode ser transmitida também por roupas íntimas, roupas de cama, toalhas de banho úmidas contaminadas, assentos de banheiros e por instrumentos ginecológicos.
Quanto a sua morfologia, o protozoário apresenta-se somente sob a forma de trofozoíto. Este tem um formato piriforme, com uma estrutura de sustentação muito típica, chamada axóstilo. Contém um núcleo oval, localizado próximo à base do axóstilo, com cromatina constituída de grânulos pequenos e finos, uniformemente distribuídos em seu interior. Possui cinco flagelos, corpo parabasal, filamento parabasal e apresenta granulações citoplasmáticas muito aparentes.
Ao atingir um hospedeiro, o Trichomonas vaginalis encontra condições favoráveis e passa a multiplicar-se por divisões binárias sucessivas, colonizando-se. Não há formação de cistos. Estruturas semelhantes a cistos encontradas fora da vagina e na secreção da uretra de indivíduos infectados são trofozoítos degenerados e destinados a morrerem se não encontrarem ambiente adequado.
Na mulher, os sintomas mais comuns da doença é a presença de edema na vagina, manchas avermelhadas na vulva, leucorréia (corrimento branco-amarelado), prurido intenso, cervicite e dor ao urinar. Já nos homens a infecção geralmente é assintomática, aparecendo às vezes uretrite com corrimento purulento, ligeira dor durante a micção e inflamação na próstata. Infecções crônicas podem permanecer latentes durante anos transformando o homem em um vetor. Em casos mais graves, tanto para homens como para mulheres o Trichomonas impede o ato sexual. Além disto, pode diminuir a vitalidade dos espermatozóides, reduzindo a chance de concepção durante esses períodos.
Para evitar este tipo de doença, deve-se melhorar as condições higiênicas, usar preservativos no ato sexual e evitar usar roupas que não sejam de uso próprio. Qualquer corrimento anormal que apareça é importante consultar um médico que fará os exames necessários para diagnosticar a doença. O médico solicitará uma amostra da secreção da vagina ou do pênis. O material é semeado em meios de cultura ou examinado imediatamente após a coleta, pois passado algum tempo os trofozoítos podem perecer, dificultando o exame fresco ou não se reproduzindo na cultura. Para tratar a tricomoníase, geralmente usa-se o fármaco metronidazol (Flagyl).

11.934 – Biologia – Bactérias se comunicam do mesmo jeito que os nossos neurônios


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Um novo estudo aponta que bactérias têm um sistema de comunicação muito mais sofisticado do que o esperado. A pesquisa foi realizada em biofilmes ou “placas” bacterianas que formam o tártaro – sim, aquele que se aloja nos dentes. Esses aglomerados são extremamente resistentes a antibióticos e a outros químicos, o que os coloca no topo da lista de grandes preocupações médicas. A comunicação entre as bactérias é feita por meio de canais iônicos, as mesmas estruturas envolvidas na comunicação entre neurônios.
No biofilme, as bactérias são capazes de resolver conflitos dentro da comunidade assim como as sociedades humanas. Foi descoberto que quando as placas crescem até um certo tamanho, as células de fora, que têm acesso irrestrito aos nutrientes do ambiente externo, param de crescer para permitir que o “alimento” seja enviado também para as bactérias mais ao centro da colônia. Assim, a estrutura se mantém viva e resiste aos antibióticos. Essas oscilações no tamanho do biofilme (veja abaixo) requerem grande coordenação entre as bactérias periféricas e as centrais, o que levou os pesquisadores a imaginar que essa comunicação era feita de forma eletroquímica.

11.794 – Brincando com Fogo – Cientistas tentam ressuscitar vírus gigante “adormecido” na Sibéria por 30 mil anos para saber seu real perigo


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Os cientistas disseram que vão “reanimar” o vírus de 30 mil anos para aprender mais sobre ele e descobrir se ele é prejudicial a animais ou seres humanos.
Denominado Mollivirus sibericum, este é o quarto vírus pré-histórico encontrado desde 2003, e especialistas alertam que mudanças climáticas e o descongelamento de áreas congeladas há décadas ou séculos poderiam ressuscitar agentes patogênicos perigosos.
O vírus foi descoberto pelo Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica, na região de Kolyma, na Rússia. É o segundo vírus de seu tipo a ser encontrado pela equipe, juntando-se a outros vírus gigantes, incluindo o ‘Minivirus’, encontrado em 2003, os Pandoravirus, encontrados em 2013, e Pithovirus sibericum descoberto no ano passado. Para se qualificar como um “gigante”, um vírus deve ser maior do que a metade de um mícron, ou um milésimo de milímetro. Mollivirus sibericum, que significa “vírus sutil da Sibéria”, mede 0,6 mícron e pode ser visto usando microscopia de luz.
Escrevendo nas continuações do jornal da National Academy of Sciences (PNAS), os pesquisadores disseram: “A saga de vírus gigantes começou em 2003. Dois tipos adicionais de vírus gigantes foram descobertos e nós agora descrevemos o Mollivirus sibericum, um quarto tipo de vírus gigante isolado a partir da mesma amostra permanente de gelo. Estes quatro tipos de vírus gigantes apresentam diferentes estruturas, tamanhos, genoma, e ciclos de replicação. A sua origem e modo de evolução são objetos de hipóteses conflitantes. O fato de que dois vírus diferentes poderiam facilmente ser revividos do permafrost pré-históricos deve ser motivo de preocupação em um contexto de aquecimento global”.
As regiões nas quais os vírus gigantes foram encontrados, são cobiçadas por seus recursos minerais, especialmente o petróleo, e serão cada vez mais acessíveis para exploração industrial com o degelo.
Ao mesmo tempo, a mudança climática está aquecendo as regiões árticas e sub-Árticas mais que o dobro da média global, o que significa que a permafrost está derretendo. “Algumas partículas virais que ainda são infecciosas podem ser suficientes, na presença de um hospedeiro vulnerável, para ‘reviver’ um vírus potencialmente patogênico”, disse o pesquisador-chefe Jean-Michel Claverie. “Se não tivermos cuidado, corremos o risco de um dia ‘acordar’ um vírus como a varíola, que pensávamos ter sido erradicado”, acrescentou.
Claverie e seus colegas tentarão reviver o vírus recém-descoberto, colocando-o em uma ameba – protozoário unicelular –, que servirá como seu hospedeiro. Diferentemente da maioria dos vírus que circulam hoje, estes espécimes antigos não são apenas maiores, como também são muito mais complexos geneticamente.
M. sibericum tem mais de 500 genes, enquanto que uma outra família de vírus gigante descoberto em 2003, o Pandoravírus, tem 2500. O vírus da gripe A, por outro lado, tem oito genes.
Em 2004, cientistas americanos ressuscitaram o vírus da ‘gripe espanhola’, que matou milhares de pessoas no início do século 20, a fim de entender como o patógeno foi tão virulento. Pesquisadores norte-americanos voaram para o Alasca para levar os tecidos congelados do pulmão de uma mulher que foi enterrada na permafrost. Com a análise de detalhes genéticos e autópsia de tecidos armazenados em formalina, a equipe reconstruiu o código por oito genes do vírus. O trabalho foi feito em um laboratório de segurança máxima nos Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

11.624 – Astrobiologia – A Descoberta do Século


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A descoberta de uma bactéria que se comporta como um organismo extraterrestre, anunciada Nasa, pode ser a conquista mais importante da astrobiologia neste século, de acordo com o astrônomo Douglas Galante, coordenador do laboratório de astrobiologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP).
“Isso abre portas para a existência de formas de vida em outros planetas que não utilizem os seis elementos básicos da vida na Terra”, afirma. Todas as formas de vida em nosso planeta são baseadas em seis elementos químicos: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. Mas a bactéria descoberta por uma equipe de pesquisadores do Instituto de Astrobiologia da Nasa é capaz de dispensar o fósforo e substituí-lo por arsênio.
Segundo Galante, a própria Terra ainda pode abrigar formas de vida que utilizem outros elementos. “Existem ambientes extremos que são desconhecidos ou não foram estudados o bastante, como as fossas tectônicas, que podem abrigar organismos do gênero.”
Pré-Sal – O Brasil também deverá ser palco da busca por organismos que se comportem como extraterrestres. De acordo com Galante, um dos ambientes onde esse tipo de microorganismo tem mais chances de existir é a camada de Pré-Sal, a cerca de 7.000 metros de profundidade. “É um ambiente incrível para ser estudado.” Locais com profundidades e pressão muito grandes podem abrigar organismos com estratégias de vida incomuns, como a bactéria tolerante a arsênio – mortal para organismos vivos – achada pela Nasa no Lago Mono, na Califórnia, nos Estados Unidos.

11.572 – Genética – Picotando o DNA


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Nos anos 50, muitos cientistas se empenharam em estudar bacteriófagos, os vírus que atacam as bactérias. Só que esbarravam em um fato esquisito: alguns vírus conseguiam se desenvolver dentro de uma população de bactérias e não em outras, da mesma espécie e muito semelhantes. Desanimados, todos os pesquisadores abandonaram as experiências, com exceção dos microbiologistas suíços Jean Weiglé e Werner Arber. Weiglé morreu no meio do trabalho, mas Arber foi até o fim. Ele observou que algumas bactérias produziam enzimas capazes de cortar em vários pedaços o DNA (a molécula que carrega as informações genéticas do organismo) dos vírus. Por isso, eles não conseguiam atacá-las. Sorte da bactéria, de Arber e da engenharia genética. Graças à descoberta dessas enzimas, hoje é possível picar uma molécula de DNA para estudá-la em detalhes.

11.395 – Cientistas conseguiram ‘reviver’ vírus gigante de 30.000 anos encontrado na Sibéria


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Eles afirmam que o vírus é de um tipo nunca antes visto – e alertam que o aquecimento global poderia levar a descoberta de diversos outros, que nunca entraram em contato com os seres humanos.
O novo estudo revela que os vírus são mais diversificados do que a Ciência estimava, mostrando que muitos que estão “dormentes” ou congelados em grossas camadas de gelo em geleiras polares e regiões como a Sibéria, podem afetar a sociedade moderna de modo negativo.
A pesquisa foi realizada por diversos cientistas russos e franceses que trabalharam em conjunto, usando uma cultura de amebas. Apelidado de Pithovirus sibericum, ele foi encontrado a 30 metros de profundidade em um solo permanentemente congelado, localizado no Mar do Leste, na Sibéria, em uma região de tundras costeiras na cidade de Chukotka.
Os pesquisadores descongelaram o vírus e observaram sua atividade dentro de uma placa de Petri. Ele conseguiu infectar uma ameba que estava sendo cultivada em cultura.
A sua idade foi determinada pelo método de radiocarbono usando como base as amostras de solo e vegetação que estavam congelados. Segundo os pesquisadores, o vírus teve atividade em uma época onde os neandertais e mamutes viviam na Terra, de acordo com estudo publicado na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
O trabalho científico apresentado é importantíssimo e contribui de modo significativo para o nosso conhecimento sobre virologia. Os cientistas alertam que esse tipo de vírus é inofensivo ao ser humano e aos animais, pois só infecta um tipo específico de ameba chamada Acanthamoeba.
Podem existir milhões de espécies de vírus que estão congeladas abaixo de grossas camadas de gelo. Eles podem ser expostos com o derretimento e aumento da temperatura do planeta, permitindo um possível contato com os seres humanos com impactos imprevisíveis.

11.377 – Micróbios encontrados dentro de minúsculos bolsões de água no petróleo, poderiam expandir busca por vida no espaço


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De acordo com os pesquisadores, pequenas criaturas foram descobertas vivendo dentro de gotículas de água presentes no petróleo. A descoberta foi feita estudando o material de um lago, em Trinidad e Tobago.
A revelação sugere que possa existir vida em lagoas semelhantes a essa em luas distantes, como Titan, de Saturno
A descoberta foi feita no Pitch Lake, localizado em La Brea, no sudoeste do país, que é o maior depósito natural de ‘asfalto’ no mundo. O lago é uma fonte de petróleo – que sobe para a superfície, onde se solidifica e forma uma crosta dura.
Os cientistas acreditavam que o petróleo era muito tóxico para armazenar alguma forma de vida, limitando-se até a ‘fronteira’ onde ele se encontra com a água. Mas este último estudo sugere que micróbios possam sobreviver dentro de gotículas de água no próprio petróleo.
“Dentro deles encontramos comunidades microbianas complexas, que desempenham um papel ativo na degradação do petróleo”, disse o professor Rainer Meckenstock do Helmholtz Zentrum München (HMGU).
Estas gotas de água contêm uma grande variedade de espécies microbianas que dividem o petróleo em substâncias orgânicas diferentes.
Dirk Schulze-Makuch, astrobiólogo da Universidade do Estado de Washington, nos EUA, disse em entrevista ao Live Science que Titan foi lembrada após essa descoberta, pois possui lagos de hidrocarbonetos em sua superfície, podendo alimentar a esperança de se encontrar vida extraterrestre.
Recentemente, as medições de um grande mar em Titan revelou que ele continha cerca de 9.000 quilômetros cúbicos de metano, na maior parte do líquido.

11.354 – 9 a cada 10 células do nosso corpo são de micróbios


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Há alguns anos, os cientistas vêm aprofundando as análises quanto à interação entre os micróbios e os nossos corpos. Aparentemente, criou-se a teoria de que eles, por fim, fazem realmente parte de nós — já que nove a cada dez células que possuímos são células microbianas. E isso não é algo ruim, acredite.
Pelo que foi estudado até o momento, apenas poucos micróbios realmente nos deixam doentes, já que a maioria utiliza nosso corpo como “casa” e poderia ser classificada como “bons inquilinos”. Somente no nosso intestino, existem cerca de mil espécies de micróbios que trazem ao nosso corpo cem vezes mais genes que o nosso próprio DNA carrega.