13.251 – Português – Linguagem Coloquial


capoliglota
Compreende a linguagem informal, ou seja, é a linguagem cotidiana que utilizamos em situações informais, por exemplo, na conversa com os amigos, familiares, vizinhos, dentre outros.
Quando utilizamos a linguagem coloquial decerto que não estamos preocupados com as normas gramaticais, e por isso, falamos de maneira rápida, espontânea, descontraída, popular e regional com o intuito de interagir com as pessoas.
Dessa forma, na linguagem coloquial é comum usar gírias, estrangeirismos, abreviar e criar palavras, cometer erros de concordância, os quais não englobam as preocupações com a norma culta.
Para tanto, quando escrevemos um texto é muito importante que utilizemos a linguagem formal (culta), ou seja, gramaticalmente correta.
Isso é um problema que ocorre muitas vezes com os estudantes que tentam produzir um texto, e por estarem tão familiarizados com a linguagem falada, não conseguem se distanciar da maneira de falar.
Outro fator importante para apontar é que a linguagem utilizada pode identificar seu meio social, suas condições econômicas, dentre outros fatores.

13.215 – Cultura e Tecnologia – O brasileiro está lendo menos por causa da internet?


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A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência, revelou que o brasileiro está lendo menos. De acordo com o levantamento nacional, o número de brasileiros considerados leitores – aqueles que haviam lido ao menos uma obra nos três meses que antecederam a pesquisa – caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011. Outro dado revela a queda do apreço do brasileiro pela leitura como hobby. Em 2007, ler era a quarta atividade mais prazerosa no tempo livre; em 2011, o hábito caiu para sétimo lugar. Na sua opinião, o afastamento entre leitores e livros pode ser motivado pelo uso crescente da internet no Brasil?
Pesquisa Ibope revela que hábito de leitura cai no Brasil. A internet tem culpa nisso?
Criancas reproduzem habitos dos pais, nao adianta a escola frisar a importância da leitura se os pais a despreza!
E você leitor do ☻Mega, qual a sua opinião?

13.196 – Livro – A Idade da Razão


idade da razão
É um romance de Jean-Paul Sartre, publicado em 1945. O livro é o primeiro volume da trilogia Os Caminhos da Liberdade (em francês: Les Chemins de la liberté).
O romance, que se passa na Paris boêmia dos anos 30, gira em torno da vida de Mathieu, um professor de filosofia que procura dinheiro para pagar por um aborto para Marcelle, sua amante. Em três dias, vários personagens e suas ações são analisados, e as percepções e observações dos personagens recolhidas para dar ao leitor um retrato detalhado do personagem principal.
A obra mostra claramente a noção existencialista sartreana e o perfil psicológico dos personagens – tomando decisões importantes para suas próprias vidas. Demonstra ainda como a concepção de Sartre sobre liberdade está intrinsecamente ligada à existência humana, sendo o alvo final desta existência.
Enquanto a novela progride, a narrativa do personagem expõe conceitos de Sartre sobre o que significa estar livre e como se opera no âmbito da sociedade com esta filosofia. Este romance é uma representação imaginária de seus trabalhos filosóficos principais (O ser e o nada) onde se alcança a liberdade suprema com o nada, ou, mais precisamente, sendo nada.

13.101 – Linguística – De onde veio a Língua Portuguesa?


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Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. Com as inúmeras migrações entre os continentes, a língua inicial existente acabou subdividida em cinco ramos: o helênico, de onde veio o idioma grego; o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico. O ramo eslavo, que é o quinto, deu origem a outras diversas línguas atualmente faladas na Europa Oriental.
O latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas formas: o latim clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe dominante (poetas, filósofos, senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada pelas pessoas do povo. O português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na península Ibérica pelos conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas modernas que provêm do latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o catalão, o castelhano e o galego-português, do qual resultou a língua portuguesa.
O domínio cultural e político dos romanos na península Ibérica impôs sua língua, que, entretanto, mesclou-se com os substratos linguísticos lá existentes, dando origem a vários dialetos, genericamente chamados romanços (do latim romanice, que significa “falar à maneira dos romanos”). Esses dialetos foram, com o tempo, modificando-se, até constituírem novas línguas. Quando os germânicos, e posteriormente os árabes, invadiram a Península, a língua sofreu algumas modificações, porém o idioma falado pelos invasores nunca conseguiu se estabelecer totalmente.
Somente no século XI, quando os cristãos expulsaram os árabes da península, o galego-português passou a ser falado e escrito na Lusitânia, onde também surgiram dialetos originados pelo contato do árabe com o latim. O galego-português, derivado do romanço, era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da Península, correspondendo aos atuais territórios da Galiza e de Portugal. Em meados do século XIV, evidenciaram-se os falares do sul, notadamente da região de Lisboa. Assim, as diferenças entre o galego e o português começaram a se acentuar. A consolidação de autonomia política, seguida da dilatação do império luso consagrou o português como língua oficial da nação. Enquanto isso, o galego se estabeleceu como uma língua variante do espanhol, que ainda é falada na Galícia, situada na região norte da Espanha.
As grandes navegações, a partir do século XV d.C. ampliaram os domínios de Portugal e levaram a Língua Portuguesa às novas terras da África (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), ilhas próximas da costa africana (Açores, Madeira), Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu), Oceania (Timor) e América (Brasil).

A Evolução da Língua Portuguesa

Destacam-se alguns períodos:

1) Fase Proto-histórica

Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade usada apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim tabeliônico).

2) Fase do Português Arcaico

Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:

a) do século XII ao XIV, com textos em galego-português;

b) do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.

3) Fase do Português Moderno

Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as características do português atual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática de Língua Portuguesa, a “Grammatica de Lingoagem Portuguesa”. Seu estilo baseava-se no conceito clássico de gramática, entendida como “arte de falar e escrever corretamente”.

13.097 – Qual a diferença de ninja pra samurai?


ninjas
A questão da honra

Os Ninjas não estavam nem ai pra honra e estavam se lixando para as regras de combate. Muitas vezes os ninjas usavam golpes baixos nas lutas.
Já para os samurais a honra vinha em primeiro lugar . Se alguém ofendesse a honra deles eles se suicidavam pela vergonha. Os samurais se suicidavam com o sistema do seppuku, o seppuku era um suicídio , que os samurais faziam para limpar sua honra. Eles acreditavam que era melhor morrer honrado do que viver desonrado.
A ocupação
Os samurais eram realmente soldados , eles defendiam o Japão dos ataques de outros países e de grupos rebeldes e davam sua vida pelo país . Alias os samurais expulsaram os portugueses do Japão no século XVI . Os portugueses ficaram 100 anos explorando o Japão. Os portugueses queriam cristianizar os Japoneses.
Embora muita gente não saiba , os ninjas não eram grandes guerreiros honestos , os ninjas eram espiões , assassinos de aluguel e mercenários.
O historiador militar japonês Hanawa Hokinoichi escreveu isso sobre os ninjas:
” Eles viajam disfarçados para outros territórios , para avaliar a situação do inimigo , eles teriam de achar o seu caminho no meio do inimigo para descobrir as falhas , e invadir castelos inimigos para incendiá-los e realizar assassinatos , chegando em segredo.”
Quem veio primeiro ?
Os samurais vieram primeiro.
Os samurais foram os soldados da aristocracia japonesa entre 1100 e 1867 .
Já os ninjas tem uma história muito escura e difícil de descobrir sua origem. Mas presume-se que os ninjas tiveram sua origem no século XIV.
Vamos chamar de publicidade, a forma em que o nome dos ninjas e dos samurais são passados para o mundo.
Vários filmes contam a história de samurais honrosos e grandes guerreiros.
Também existem vários filmes sobre ninjas. Um dos mais famosos é o filme o ninja assassino.
Mas quando se fala de desenhos e animes, os ninjas tem uma grande vantagem para cima dos samurais.
Eu nunca vi um desenho televisivo ou um anime que fale de samurais . Mas já vi vários desenhos e animes que falam de samurais.
Se querem exemplos , Naruto , um dos animes mais famosos de todos os tempos , conta a história de vários ninjas, as tartarugas ninjas e Pucca também falam muito de ninjas.
Tirando o desenho Pucca , onde os ninjas são do mal , todos os outros desenhos não mostram a real face dos ninjas. Em Naruto, o personagem principal é um ninja. E Naruto não é trapaceiro, assassino de aluguel , mercenário e espião.

13.084 – Livro – Filósofo britânico ensina o beabá das religiões em 50 verbetes


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Traçar um panorama das religiões do planeta usando apenas 50 verbetes de uma página cada um soa, à primeira vista, como a proverbial missão impossível. A equipe coordenada pelo filósofo britânico Russell Re Manning, no entanto, conseguiu operar esse pequeno milagre, e o resultado funciona como uma bem-vinda introdução ao fenômeno das crenças religiosas.
Com o título um tanto desajeitado “Religião: 50 Conceitos e Crenças Fundamentais Explicados de Forma Clara e Rápida”, o livro organizado por Manning, que é professor da Universidade de Cambridge, poderia ser apenas superficial quando se considera o espaço limitadíssimo concedido a cada crença –afinal de contas, quando se tenta resumir 3.000 anos de judaísmo ou 2.500 anos de budismo com menos de mil palavras, quase tudo parece ter ficado de fora.
Por outro lado, a concisão e a abrangência acabam favorecendo o enfoque comparativo, o que ajuda o leitor a se dar conta de temas comuns, paralelos e influências mútuas entre as diferentes crenças.
Graças a isso, e à organização temática que não é apenas geográfica nem temporal (com seções como “Tradições indígenas”, “Espiritualidades do Oriente”, “Cristianismos pelo mundo” e “Novas religiões”), fica mais fácil perceber o quanto as mais variadas fés, apesar das contradições superficiais do ponto de vista teológico, expressam tendências muito similares e profundamente arraigadas à mente humana.

13.079 – Golpe na Cultura – Livraria Leitura da avenida Paulista fecha as portas


Mais uma livraria fecha as portas. Desta vez, é a Leitura da avenida Paulista, que já encerrou suas atividades por causa dos altos custos -que envolviam R$ 30 mil só de IPTU- e do baixo retorno.
De acordo com Marcus Carvalho, sócio da rede, a loja custava três vezes mais que filiais em cidades como Teresina e Maceió e vendia menos. A ideia de Carvalho é continuar a abrir lojas em cidades com poucas livrarias. Ele diz que é rentável ser a principal ou segunda principal rede nessas cidades.

13.065 – Artes – Di Cavalcanti


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Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di cavalcanti, foi um importante pintor, caricaturista e ilustrador brasileiro.
– Di Cavalcanti nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 6 de setembro de 1897.

– Desde jovem demonstrou grande interesse pela pintura. Com onze anos de idade teve aulas de pintura com o artista Gaspar Puga Garcia.

– Seu primeiro trabalho como caricaturista foi para a revista Fon-Fon, no ano de 1914.

– Participou do Primeiro Salão de Humoristas em 1916.

– Mudou para a cidade de São Paulo em 1917.

– Em 1917, fez a primeira exposição individual para a revista “A Cigarra”.

– No ano de 1919, fez a ilustração do livro Carnaval de Manuel Bandeira.

– Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, expondo 11 obras de arte e elaborando a capa do catálogo.

– Em 1923, foi morar em Paris como correspondente internacional do jornal Correio da Manhã. Retornou para o Brasil dois anos depois e foi morar na cidade do Rio de Janeiro.

– Em 1926, fez a ilustração da capa do livro O Losango de Cáqui de Mário de Andrade. Neste mesmo ano participa como ilustrador e jornalista do jornal Diário da Noite.

– Em 1927, colaborou como desenhista no Teatro de Brinquedo.

– Em 1928, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil.

– Em 1934, foi morar na cidade de Recife.

– Morou na Europa novamente entre os anos de 1936 e 1940.

– Em 1937, recebeu medalha de ouro pela decoração do Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira.

– Em 1938, trabalhou na rádio francesa Diffusion Française.

– Em 1948, faz uma exposição individual de retrospectiva no IAB de São Paulo.

– Em 1953, foi premiado, junto com o pintor Alfredo Volpi, como melhor pintor nacional na II Bienal de São Paulo.

– Em 1955, publicou um livro de memórias com o título de Viagem de minha vida.

– Recebeu o primeiro prêmio, em 1956, na Mostra de Arte Sacra (Itália).

– Em 1958, pintou a Via-Sacra para a catedral de Brasília.

– Em 1971, ocorreu a retrospectiva da obra de Di Cavalcanti no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

– Morreu em 26 de outubro de 1976 na cidade do Rio de Janeiro.
Estilo artístico e temática

– Seu estilo artístico é marcado pela influência do expressionismo, cubismo e dos muralistas mexicanos (Diego Rivera, por exemplo).

– Abordou temas tipicamente brasileiros como, por exemplo, o samba. O cenário geográfico brasileiro também foi muitoi retratado em suas obras como, por exmeplo, as praias.

– Em suas obras são comuns os temas sociais do Brasil (festas populares, operários, as favelas, protestos sociais, etc).

– Estética que abordava a sensualidade tropical do Brasil, enfatizando os diversos tipos femininos.

– Usou as cores do Brasil em suas obras, em conjunto com toques de sentimentos e expressões marcantes dos personagens retratados.
Principais obras de Di Cavalcanti

– Pierrete – 1922
– Pierrot – 1924
– Samba – 1925
– Samba – 1928
– Mangue – 1929
– Cinco moças de Guaratinguetá – 1930
– Mulheres com frutas – 1932
– Família na praia – 1935
– Vênus – 1938
– Ciganos – 1940
– Mulheres protestando – 1941
– Arlequins – 1943
– Gafieira – 1944
– Colonos – 1945
– Abigail – 1947
– Aldeia de Pescadores – 1950
– Nu e figuras – 1950
– Retrato de Beryl – 1955
– Tempos Modernos – 1961
– Tempestade – 1962
– Duas Mulatas – 1962
– Músicos – 1963
– Ivette – 1963
– Rio de Janeiro Noturno – 1963
– Mulatas e pombas – 1966
– Baile Popular – 1972

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13.063 – Sociologia – Etnocentrismo e Relativismo Cultural


etnocentrismo
Duas etnias tão antigas, distintas, mas que até hoje no século XXI ainda são presentes em muitas sociedades distribuídas pelo mundo.
O que faz uma sociedade achar que é superior a outra? Quais são os parâmetros usados para medir se uma cultura é primitiva e outra evoluída? As respostas das questões apontadas acima podem ser baseadas nas riquezas de uma sociedade, na tecnologia que se tem em mãos, na construção civil, nos modos de agir, de se alimentar, de se vestir e até mesmo na cor da pele e traços físicos.
Mesmo comparando todos estes requisitos não podemos colocar na balança e ver qual se sobressai. Apontando isso podemos começar a explicar a diferença entre o etnocentrismo e o relativismo cultural.
O Etnocentrismo é a bagagem cultural de uma sociedade, ela determina que o modo de vida adotado por eles seja o correto, e todas as outras culturas opostas incorretas.
O Etnocentrismo também esta muito ligado à superioridade e a dominação, considerando a classe dos dominados como sub-humanos, e os enxergam como uma ameaça a sua maneira de ser, e a maneira que encontraram para defender-se foi eliminar quem os ameaçava, de forma violenta e sangrenta. A outra forma de demonstrar seu poder sem eliminar, é oprimindo e explorando, dando o status de inferioridade e descriminação.
Para Marx as ideologias do etnocentrismo buscavam argumentos para se justificar em diferentes momentos da história, já que consciência cultural evoluía de acordo com o movimento presente.
No época dos descobrimentos, a mente cristã e imperial ditava regras para a sociedade. Grupos se rebelaram contra esse “sistema” e uma série de massacres foram ocasionados. Foram chamados pagãos, aqueles que não se enquadraram nessa sociedade alimentada pela criação de um grupo de missionários e conquistadores que vendiam a ideia de que eles deviam ser libertos de Satanás.
Na época das Luzes, o racionalismo triunfante e o deslumbramento anularam o critério de seleção, agora não importa mais seu posicionamento, seja incréu ou gentio, o que vale é a atualização em relação à civilização ocidental, autoproclamada a “suprema realização do espírito humano”. A motivação colonialista era o progresso, em nome disso a burguesia europeia praticava opressão política, econômica e cultural. Com espaço para massacres e rebeliões históricas.
A Supremacia Espiritual do Ocidente sublinhava o racismo, embora formulado com pretensões científicas, ainda era a simples ideologia branca, só para mostrar a hegemonia europeia (eurocentrismo). Que dominou a mente patriota de grandes filósofos e teólogos destacados até hoje com argumentos que mostram sua opinião quanto à superioridade européia.
No Evolucionismo Cultural, os europeus e os americanos acreditavam ter culturas mais ricas em relação às outras, então eles tinham a pretensão de converter a cultura de povos inferiores, para a cultura que eles acreditavam ser perfeita. Então era feito um trabalho mais cauteloso em cima das crianças e adolescentes, com a intenção de quando chegarem em fase adulta a cultura inserida não ser questionada.
O Relativismo Cultural não julga uma cultura, afirmando que uma seja superior a outra como no etnocentrismo, é feito uma análise, onde se produz novos conhecimentos para entender o porquê determinada região age de forma distinta de outra.
Acredita-se que cada cultura é relativa ao lugar que esta inserida, só faz sentido para a sociedade que faz parte daquilo. Não se pode apontar o certo e o errado, o bonito e o feio, porque os parâmetros usados para o julgamento são as bases culturais que cada indivíduo carrega dentro de si, o que pode ser normal em nossa cultura, já para outra pode ser completamente inaceitável e vice-versa.
Devido estes fatores o relativismo cultural afirma que todas as culturas são válidas, que todas têm suas diferenças e que variam de acordo com o contexto a que se esta inserida.
Tudo que é construído pelo homem tem sua influência cultural, desde a fabricação de móveis, casas, vestimentas, arte e até mesmo suas refeições, a única coisa que não tem influência cultural é a natureza.
Então entendemos que no Relativismo Cultural se tem o respeito pelas diferenças, não cabendo a ninguém a julgar e sim compreender o modo de vida de cada civilização, sem descriminar ou ser superior.
Portanto entendemos sem sombra de dúvidas que existem culturas mais evoluídas que outras, mas isso não define que uma seja melhor e outra pior. Não é porque um determinado lugar possui hospitais, automóveis, fábricas, tecnologias entre outros que ela pode ser considerada superior a sociedades menos desenvolvidas.
É preciso colocar em evidência a qualidade de vida, porque pessoas que vivem em função do tempo, poder, trabalho, dinheiro, não usufruem de momentos prazerosos ao lado da família, amigos, natureza e sem falar em fazer atividades consideradas simples como dançar, conversar, rir, viajar, enfim aproveitar as coisas boas que a vida nos proporciona que às vezes passam despercebidas em nosso dia-a-dia.
O que realmente é importante em nossa existência são os laços que construímos ao longo de nossas vidas. Não podemos ficar nos prendendo a questões que não nos agrega absolutamente nada como preconceito, racismo ou diferenças sociais e culturais, vamos dar valor e nos preocupar com que realmente importa, como o desmatamento desenfreado da natureza, com as pessoas que passam fome e sede, pessoas que estão sofrendo com doenças e por ai vai. Somente resolvendo questões como estas que conseguiremos viver em comunhão e consequentemente em igualdade e mais felizes.

13.061 – Artes – A Semana de Arte Moderna de 1922


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Ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922, tendo como objetivo mostrar as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa. Esta nova forma de expressão não foi compreendida pela elite paulista, que era influenciada pelas formas estéticas europeias mais conservadoras. O idealizador deste evento artístico e cultural foi o pintor Di Cavalcanti.

Arte Moderna
Em um período repleto de agitações, os intelectuais brasileiros se viram em um momento em que precisavam abandonar os valores estéticos antigos, ainda muito apreciados em nosso país, para dar lugar a um novo estilo completamente contrário, e do qual, não se sabia ao certo o rumo a ser seguido.
No Brasil, o descontentamento com o estilo anterior foi bem mais explorado no campo da literatura, com maior ênfase na poesia. Entre os escritores modernistas destacam-se: Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida e Manuel Bandeira. Na pintura, destacou-se Anita Malfatti, que realizou a primeira exposição modernista brasileira em 1917. Suas obras, influenciadas pelo cubismo, expressionismo e futurismo, escandalizaram a sociedade da época. Monteiro Lobato não poupou críticas à pintora, contudo, este episódio serviu como incentivo para a realização da Semana de Arte Moderna.

Como foi
A Semana, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, foi a explosão de ideias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão; com este propósito, experimentavam diferentes caminhos sem definir nenhum padrão. Isto culminou com a incompreensão e com a completa insatisfação de todos que foram assistir a este novo movimento. Logo na abertura, Manuel Bandeira, ao recitar seu poema Os sapos, foi desaprovado pela plateia através de muitas vaias e gritos.
Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas ideias ao longo do tempo. O movimento modernista continuou a expandir-se por divulgações através da Revista Antropofágica e da Revista Klaxon, e também pelos seguintes movimentos: Movimento Pau-Brasil, Grupo da Anta, Verde-Amarelismo e pelo Movimento Antropofágico.
Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior, isto vale para todas as formas de expressões, sejam elas através da pintura, literatura, escultura, poesia, etc. Ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, isto foi bastante evidente no caso do Modernismo, que, a principio, chocou por fugir completamente da estética europeia tradicional que influenciava os artistas brasileiros.

Curiosidades sobre a Semana de Arte Moderna:
– Durante a leitura do poema “Os Sapos”, de Manuel Bandeira (leitura feita por Ronald de Carvalho) , o público presente no Teatro Municipal fez coro e atrapalhou a leitura, mostrando desta forma a desaprovação.

– No dia 17 de fevereiro, Villa-Lobos fez uma apresentação musical. Entrou no palco calçando num pé um sapato e em outro um chinelo. O público vaiou, pois considerou a atitude futurista e desrespeitosa. Depois, foi esclarecido que Villa-Lobos entrou desta forma, pois estava com um calo no pé.

13.057 – A Biblioteca da Universidade Harvard


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Fundada em 1636 pela Assembleia Estadual de Massachusetts e logo depois nomeada em homenagem a John Harvard (seu primeiro benfeitor), Harvard é a mais antiga instituição de ensino superior dos Estados Unidos.
Hoje em dia, a universidade dispõe de várias instituições acadêmicas e tem muitos ex-alunos de destaque. Está organizada em onze unidades acadêmicas diferentes — dez faculdades e do Instituto Radcliffe de Estudos Avançados — com campi em toda a área metropolitana de Boston.
Oito presidentes dos Estados Unidos formaram-se nessa universidade e cerca de 150 ganhadores do Prêmios Nobel foram filiados como estudantes, professores ou funcionários da instituição. Harvard também é a alma mater de sessenta e dois bilionários que vivem, em sua maioria, nos Estados Unidos.
A Biblioteca da Universidade de Harvard é também a maior biblioteca acadêmica dos Estados Unidos e uma das maiores do mundo. O Harvard Crimson compete em 42 esportes intercolegiais na primeira divisão da National Collegiate Athletic Association (NCAA) da Ivy League. Harvard tem o maior orçamento do que o de qualquer outra instituição acadêmica do mundo, situando-se em cerca de 30 bilhões de dólares em setembro de 2012.
Harvard é a universidade privada com a maior dotação financeira do mundo: no ano de 2009, a soma foi de 25,9 bilhões de dólares.
O custo anual para um estudante de graduação em Harvard no ano letivo é de cerca de US$75.000.
A universidade é lar da quarta maior coleção de livros do mundo, com mais de 150,5 milhões de títulos, estando atrás apenas da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos (Library of Congress), em Washington, DC, da Biblioteca Britânica, em Londres, e da Biblioteca Nacional da França, em Paris.
Harvard, além de ser a mais rica, é também considerada a melhor universidade do mundo. O ranking anual feito pela Shanghai Jiao Tong University, o Academic Ranking of World Universities, coloca a Universidade de Stanford em segundo lugar.
Sete presidentes dos Estados Unidos graduaram-se em Harvard: John Adams, John Quincy Adams, Rutherford B. Hayes, John F. Kennedy, Franklin Delano Roosevelt , Theodore Roosevelt e Barack Obama. Além disso, Bill Gates, ex-presidente da Microsoft, e Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, também foram alunos da universidade.

13.025 – O que é ser “Advogado do Diabo”?


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Advogado do diabo (em latim advocatus diaboli) é uma expressão originalmente utilizada pela Igreja Católica para designar o advogado que tinha por missão apresentar provas impeditivas da admissão de um candidato a santo ou beato. Sua função era averiguar todos os fatos apresentados em favor do candidato., procurando falhas nas provas de milagres do candidato a santo. Nesses processos de canonização e beatificação, também havia o promotor da fé, encarregado de argumentar a favor do candidato.
Popularmente, a expressão passou a designar o indivíduo que apresenta muitas objeções a uma determinada tese, criando dificuldades para a defesa. Por vezes, o advogado do diabo defende um argumento contrário ao da maioria apenas com o intuito de testar a qualidade do argumento.
No sentido figurado, o advogado do diabo é apresentado como um indivíduo que defende um cliente ou uma causa que, moralmente, não há defesa.
No filme americano “Advogado do diabo”, lançado em 1997, é utilizado o significado literal da expressão, através da história de um jovem advogado que representa em tribunal o próprio diabo (disfarçado de advogado bem sucedido).

13.022 – Matemática – Quando surgiram as 4 operações?


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O emprego regular do sinal + ( mais ) aparece na Aritmética Comercial de João Widman d’Eger publicada em Leipzig em 1489.
Entretanto, representavam não à adição ou à subtração ou aos números positivos ou negativos, mas aos excessos e aos déficits em problemas de negócio. Os símbolos positivos e negativos vieram somente ter uso geral na Inglaterra depois que foram usados por Robert Recorde em 1557.Os símbolos positivos e negativos foram usados antes de aparecerem na escrita. Por exemplo: foram pintados em tambores para indicar se os tambores estavam cheios ou não.
Os antigos matemáticos gregos, como se observa na obra de Diofanto, limitavam-se a indicar a adição juntapondo as parcelas – sistema que ainda hoje adotamos quando queremos indicar a soma de um número inteiro com uma fração. Como sinal de operação mais usavam os algebristas italianos a letra P, inicial da palavra latinaplus.
O sinal de X, como que indicamos a multiplicação, é relativamente moderno. O matemático inglês Guilherme Oughtred empregou-o pela primeira vez, no livro Clavis Matematicae publicado em 1631. Ainda nesse mesmo ano, Harriot, para indicar também o produto a efetuar, colocava um ponto entre os fatores. Em 1637, Descartes já se limitava a escrever os fatores justapostos, indicando, desse modo abreviado, um produto qualquer. Na obra de Leibniz escontra-se o sinal para indicar multiplicação: esse mesmo símbolo colocado de modo inverso indicava a divisão.

O ponto foi introduzido como um símbolo para a multiplicação por G. W. Leibniz. Julho em 29, 1698, escreveu em uma carta a John Bernoulli: “eu não gosto de X como um símbolo para a multiplicação, porque é confundida facilmente com x; freqüentemente eu relaciono o produto entre duas quantidades por um ponto . Daí, ao designar a relação uso não um ponto mas dois pontos, que eu uso também para a divisão.”
As formas a/b e , indicando a divisão de a por b, são atribuídas aos árabes: Oughtred, e, 1631, colocava um ponto entre o dividendo o divisor. A razão entre duas quantidades é indicada pelo sinal :, que apareceu em 1657 numa obra de Oughtred. O sinal ÷, segundo Rouse Ball, resultou de uma combinação de dois sinais existentes .

Um pouco mais
– “+”: o sinal de adição deriva da palavra latina plus que se utilizava na antiguidade. Para abreviar seu uso, o plus foi substituído pelo “p” que com a velocidade da escrita foi derivando em duas linhas cruzadas que terminaram convertendo no sinal “+” que usamos hoje em dia.

– “-“: o sinal de subtração tem um caminho similar ao sinal de soma. Deriva da palavra latina minus, que depois foi substituída, com o fim de abreviação, pela palavra mus com um tracinho acima. Logo a palavra desapareceu e ficou somente o tracinho.

– “/”: a barra que indica divisão era utilizada pelos árabes, em sua variante horizontal -fração-, em suas operações matemáticas e chegou a Europa no Século XIII, mas seu uso só foi generalizado dois séculos mais tarde. Em 1845 a barra se transformou em oblíqua, modificação introduzida pelo matemático inglês Augustus De Morgan, com a intenção de simplificar a operação em uma linha.

Em 1659 o suíço Johann Heinrich Rahn inventou o símbolo “÷” para a divisão, e ainda que não tenha se tornado popular em seu país, passou a ser utilizada na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.

Por último, a figura dos dois pontos “:” indicando divisão foi introduzida pelo filósofo, matemático, jurista e político alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz, que aconselhava seu uso para realizar a operação em uma linha e para que tivesse uma relação com o sinal de multiplicação de um só ponto que ele utilizava.

– “x”: o sinal do produto deriva da utilização do símbolo da cruz de San Andrés para os cálculos de proporções na antiguidade. O clérigo inglês William Oughtred, que viveu entre fins do Século XVI e princípios do XVII, usou este símbolo e o propôs, entre muitos outros, para designar as operações de multiplicação. Foi adotado em seu momento, mas teve quem não se convenceu, como Leibniz, que decidiu não utilizar o símbolo porque podia ser confundido com o × das equações, motivo pelo qual decidiu utilizar o ponto simples para indicar multiplicação, que também se utiliza na atualidade para o produto.

– “=”: o igual como sinal começou a ser utilizado no ano 1557 pelo matemático inglês Robert Recorde que utilizou em princípio duas linhas longas paralelas, porque dizia que não poderiam ter mais duas coisas iguais a elas. Com o tempo as linhas se encurtaram e estabeleceu-se o símbolo.
Estes são os sinais matemáticos mais utilizados no mundo inteiro.

13.015 – MITOLOGIA E FILOSOFIA, AS DIFERENTES EXPLICAÇÕES NA ORIGEM DAS COISAS


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Mitologia e filosofia são caminhos que buscam contar a origem do mundo e das coisas. Em certos momentos da história, a ideia de superar a mitologia era vista como uma evolução e que seguir a razão era o caminho certo. As diferenças de abordagem e metodologia são inúmeras, para começar a diferenciá-las é preciso saber o conceito de cada uma.
Mitologia, ou conjunto de mitos, é a narrativa que explica a origem do mundo e da humanidade. O mito explica a origem das coisas no passado através de alianças e rivalidade entre divindades. Contém três funções: a função explicativa, umas causas no passado em quais os efeitos permanecem; a função organizativa que legitima um sistema de permissões e proibições; e a função compensatória que busca mostrar que os erros do passado foram corrigidos.
A filosofia estuda os problemas relacionados ao conhecimento, existência e verdade. Somente após certas mudanças na sociedade como o invento da moeda e da democracia que o mítico passou a ser questionado e a maneira de pensar mudou os critérios, começando a dar ênfase para os argumentos mais racionais. A filosofia tem a conotação de conhecimento seguro, de verdade.
As principais diferenças são: a mitologia narra coisas passadas, não se importa com contradições e o incompreensível, e narra à origem através das rivalidades e alianças das divindades; enquanto a filosofia busca passar a ideia de como e por que do passado, presente e futuro, como as coisas são no todo, explica a origem das coisas por elementos e causas naturais, e não aceita explicações incompreensíveis, exige coerência e lógica.

13.008 – Educação – Ensino Superior à Distância


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Lei
A Educação a Distância é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. Esta definição está presente no Decreto 5.622, de 19.12.2005 (que revoga o Decreto 2.494/98), que regulamenta o Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB) .
Credenciamento – Quem pode oferecer cursos a distância
Conforme previsto no Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB), a instituição interessada em oferecer cursos superiores a distância precisa solicitar credenciamento específico à União.
Mais informações sobre os procedimentos a serem adotados no processo de credenciamento para a oferta de cursos superiores a distância nos links abaixo:

Lei 9.394/96 (LDB)
Decreto 5.622/052
Portaria Normativa nº 2
Referenciais de Qualidade EAD
Formulário de Verificação in loco
Sapiens/MEC – Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior
Credenciamento – Quem pode oferecer cursos a distância
Conforme previsto no Art. 80 da Lei 9.394/96 (LDB), a instituição interessada em oferecer cursos superiores a distância precisa solicitar credenciamento específico à União.
Mais informações sobre os procedimentos a serem adotados no processo de credenciamento para a oferta de cursos superiores a distância nos links abaixo:

Lei 9.394/96 (LDB)
Decreto 5.622/052
Portaria Normativa nº 2
Referenciais de Qualidade EAD
Formulário de Verificação in loco
Sapiens/MEC – Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior
Portaria MEC N° 4.059/04 (que trata da oferta de 20% da carga horária dos cursos superiores na modalidade semipresencial)
Portaria MEC N° 873/06 (autoriza em caráter experimental, as Instituições Federais de Ensino Superior para a oferta de cursos superiores a distância)
Fonte: Portal do Ministério da Educação

12.974 – Pesquisa do Instituto Butantan afirma: Para paulistano, ciência é assunto pouco atrativo


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Apenas 39% dos paulistanos dizem se interessar por temas científicos, o que colocaria a ciência entre os temas que menos chamam a atenção do público em geral-só a política consegue ser ainda mais desinteressante.
A indicação vem de uma pesquisa encomendada pelo Instituto Butantan e realizada pela FSB Pesquisa.
O levantamento ouviu pouco mais de mil pessoas (de ambos os sexos, de todas as classes sociais e com 15 anos ou mais de idade) nas ruas da cidade de São Paulo.
À primeira vista, trata-se de um balde de água fria para a imagem da ciência brasileira. Pesquisas realizadas periodicamente no país todo, a pedido do governo federal, costumam mostrar números bem mais animadores. Nelas, cerca de 60% dos entrevistados afirmam se interessar pelo tema (foi esse o resultado na versão da enquete feita no ano passado).
Os dados, no entanto, não são exatamente comparáveis, porque o levantamento nacional costuma perguntar ao público sobre o interesse em ciência e tecnologia, e não em ciência apenas.
“Acredito que o fato de a nossa pesquisa ter abordado ciência de forma isolada é o principal motivo para a diferença no resultado”, diz o imunologista Jorge Kalil Filho, diretor do Instituto Butantan. “Tecnologia é um termo mais amplo, que pode incluir, dependendo da visão do entrevistado, computação e até games.”
O tema, aliás, foi incluído na lista de assuntos que os participantes podiam assinalar como os de seu especial interesse, sendo assinalado por 57,6% das pessoas. Educação e medicina e saúde foram os assuntos que mais tiveram destaque nesse quesito, ultrapassando os 70% de interessados.
Nos EUA, a proporção de interessados em ciência e tecnologia é de 32%, enquanto na Europa é de 53% (os dados são de 2015 e 2013, respectivamente). A pesquisa americana foi realizada pelo Pew Research Center, organização que busca identificar tendências relacionadas aos EUA e ao mundo.
“Os entrevistados apontaram medicina e saúde como o segundo tema de maior interesse, mas não houve uma correlação explícita e direta da importância da ciência para o desenvolvimento da saúde”, analisa Kalil Filho.
Apesar disso, entre as ideias mais associadas à pesquisa científica na cabeça das pessoas, palavras-chave como “saúde”, “cura”, e “medicamentos” foram relativamente comuns.
Em São Paulo, só um quinto dos entrevistados considera que a importância da ciência para o país é baixa ou muito baixa. A maioria das pessoas concorda que a pesquisa científica é essencial para a saúde pública, para a inovação nas empresas e para diminuir a dependência em relação aos países desenvolvidos.
Metade das pessoas defende mais investimentos (tanto públicos quanto privados) na área e afirma que teria interesse em doar recursos para pesquisas. Em países como a Alemanha e o Reino Unido, por outro lado, só 25% dos entrevistados acham que é preciso aumentar os recursos para a ciência.
Por outro lado, apenas quatros entre dez pessoas afirmam conhecer alguma instituição científica brasileira (no Brasil como um todo, esse número cai para 12,4%). Entre os que se lembram de algum órgão específico em São Paulo, o Butantan foi o mais citado (68,5%), seguido pela USP e pela Fapesp (essa última apenas financia pesquisas), ambas com 11,2% das menções.
Outro dado que chama a atenção são as formas como as pessoas se informam, ou não, sobre ciência. A menor “repulsa” ao tema vem de programas ou documentários na TV. Cerca de 24% afirmou às vezes assistir conteúdo audiovisual relacionado a assuntos científicos.
Tanto para Moreira quanto para Kalil Filho, deficiências na educação básica são o principal elemento que explica o desconhecimento dos entrevistados sobre o tema.
“A educação é que faz a diferença para as grandes massas, e temos de reconhecer que o ensino de ciências no Brasil ainda é muito ruim”, diz o físico da UFRJ.
Ele aponta ainda a fragilidade das iniciativas brasileiras de divulgação científica fora da escola.

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12.915 – Remando contra a Maré – O Anti-intelectualismo


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É o nome dado à prática de desprezar o cultivo da inteligência, o sistema educacional convencional, e em última instância, o pensamento racional. Geralmente, anti-intelectual está convencido de que os valores introduzidos pelas inovações científicas e tecnológicas são responsáveis pela maioria das injustiças sociais no mundo, e como consequência, pela maior parte do sofrimento humano.
Há alguns séculos, o ser humano deixou de utilizar a religião para explicar boa parte dos fenômenos naturais e sociais, e acolheu o humanismo, que coloca o homem como figura central da dinâmica cotidiana. Tal mudança trouxe consigo constantes revoluções tecnológicas, mudando para sempre os valores cultivados pelo ser humano.
Para muitos cidadãos dos países desenvolvidos, porém, as inovações científicas passaram a gerar um vazio espiritual, moral e social, que a ciência não se preocupa em abordar. Isso recentemente provocou uma nova ascensão da religião e a adoção de novas práticas místicas e moralistas. A partir daí identificamos o surgimento de um “não-intelectualismo”, cuja prática consiste em desprezar vários conceitos e fenômenos já explicados cientificamente. Logo, este novo fenômeno social é denominado anti-intelectualismo, onde valores morais e sociais estão acima do cultivo da inteligência. Um anti-intelectual costuma interpretar toda a inovação como “maligna” porque vai alterar o que é confortável (e por conseguinte, forçá-lo a aprender coisas que vão além do mundo o qual lhe é familiar, de sua criação). Aquilo que melhora a vida da humanidade passa a ser indesejado.
Talvez não seja apropriado falar em um movimento anti-intelectual organizado, com um objetivo definido, mas há claramente uma onda de natureza conservadora e religiosa em atividade, principalmente nos Estados Unidos. Podemos identificar personagens que agem claramente em prol destas ideias, muitos deles em postos importantes na política, geralmente integrantes da direita conservadora. Eles aparecem com frequência na mídia, sendo responsáveis por declarações bastante controversas, como por exemplo, a crença na oração como meio eficaz para evitar tornados, ou ainda, divulgando a ideia de que o conceito de aquecimento global é parte de uma conspiração terrorista para minar os recursos naturais do país.
Certamente, o episódio mais famoso da investida anti-intelectual refere-se à pressão pela inclusão da teoria criacionista de desenvolvimento humano no currículo de biologia nas escolas. Influenciados pela religião, e por uma interpretação literal da Bíblia, vários cidadãos foram à justiça para que uma teoria de criação da espécie humana mais simpática aos ensinamentos religiosos fosse transmitida a crianças e adolescentes, ao lado da teoria da evolução das espécies, proposta por Charles Darwin, que ainda hoje se mostra mais próxima da realidade.

12.913 – Perspicácia – Autodidatismo é um dom?


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Autodidata é a pessoa que tem a capacidade de aprender algo sem ter um professor ou mestre lhe ensinando ou ministrando aulas. O próprio indivíduo, com seu esforço particular, intui, busca e pesquisa o material necessário para sua aprendizagem.
O termo vem do grego autodídaktos. Que ou quem aprendeu ou aprende por si, sem auxílio de professores.
Pessoas autodidatas em sua maioria normalmente enfrentam alguma dificuldade no início de seu processo de aprendizado, por falta de um professor ou mestre.Para se tornar um bem-sucedido autodidata é necessária uma grande carga de leitura e pesquisa sobre o tema estudado, suprindo assim a ausência de um professor ou mestre, o qual traria a resposta de forma mais fácil.
É as vezes confundido um autodidata com uma pessoa que gosta de estudar, mas ao contrário daqueles que tem prazer de estudar, o autodidata tem a preferência de estudar por conta própria. Para o autodidata, o processo de pesquisa tem mais valor que o próprio resultado, pois ao buscar uma informação, acaba se apropriando de vários outros conhecimentos.
O autodidatismo não é completamente um dom nato, ou seja, não necessariamente trata-se de uma capacidade inata; assim como o empreendedorismo qualquer pessoa pode desenvolver esta habilidade, basta conhecer os primeiros passos, a “ponta da linha” do fundamento inicial do conhecimento na área em que deseja. Entretanto, alguns nascem com o qual pode-se dizer “dom” para aprender, fazendo-os quase autodidatas natos. Há casos de pessoas que além de não necessitarem de um mestre, preferem realmente abdicar de ter tal ajuda para aprender sozinho, as vezes encarando-o como algo que não facilita seu meio de aprendizado, e apenas o torna sem tanto valor pois as respostas ficam sempre a mão.

12.816 – Mega Sampa – Bienal Internacional do Livro de São Paulo


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É um evento cultural organizado pela Câmara Brasileira do Livro, que reúne várias editoras brasileiras e estrangeiras para apresentar lançamentos e seus títulos. A 19ª edição, ocorrida em 2006, contou com 800 mil visitantes.
A primeira Bienal Internacional do Livro de São Paulo aconteceu entre 15 e 30 de agosto de 1970, no Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, decorrência de um projeto que se iniciou na década de 1950. Nessa época, mais precisamente em 1951, com o intuito de introduzir no país a tradição europeia das feiras de livros encontradas na França, na Alemanha e na Itália, a CBL promoveu a primeira Feira Popular do Livro, na praça da República.
A experiência foi retomada em 1956 e deslocada para o Viaduto do Chá, ponto ainda mais central da capital paulista e de grande fluxo de pedestres. O projeto foi ganhando corpo e novos adeptos. Em 1961, em parceria com o Museu de Arte de São Paulo, foi promovida a primeira Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas, evento que se repetiu em 1963 e 1965. Eles serviram de ensaio para a primeira Bienal Internacional do Livro bancada exclusivamente pela CBL, em 1970.
Em 1996, ela passou a ser realizada no Expo Center Norte, para abrigar um maior número de expositores e proporcionar um maior conforto ao público. Em razão do crescimento contínuo de público e expositores, em 2002, ela deixou o Center Norte e foi para o Centro de Exposições Imigrantes (com 45 mil metros quadrados de área), onde foi realizada até 2004.
A partir de 2006 a Bienal do Livro de São Paulo passa a ser organizada no Parque Anhembi, junto à Marginal Tietê no distrito de Santana.
Em 2008, na sua 20ª edição, a Bienal apresentou um projeto inédito no país: um livro colaborativo através da Internet, o Livro de Todos, que teve o primeiro capítulo escrito pelo renomados escritor Moacyr Scliar e editado pelo jornalista Almyr Gajardoni. O livro teve a colaboração de 173 internautas e o site do projeto foi visitado por 14.238 internautas. Com 18 capítulos, o livro foi publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo com capa do desenhista Maurício de Sousa.
Segundo os organizadores, nos onze dias de exposição da 18ª Bienal do Livro de São Paulo (2004) cerca de 550 mil pessoas passaram pelo Centro de Exposições Imigrantes. A 19ª edição, ocorrida em 2006, teria contado com cerca de 800 mil visitantes.
Durante a Bienal, mais de dois mil novos livros foram lançados e cerca de 1,3 milhão de livros foram expostos pelos 320 expositores presentes. Pesquisas apontam também que 75% dos visitantes compraram livros e que, em média, o número de exemplares por pessoa era de cinco livros.

12.343 – Conhecimento – Estudo aponta quais são os países mais ignorantes do mundo


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O povo brasileiro parece fazer parte de um gigante que conhece pouco sobre si, segundo um estudo chamado Perigos da Percepção.
O país ficou com a terceira pior colocação num raking que tinha por objetivo saber quanto um povo sabe sobre si mesmo. Os brasileiros mostraram ignorar muitos dados sobre sua própria população em aspectos como idades, índices de imigração e de acesso à internet entre outros, perdendo apenas para o o líder México e a Índia.
O estudo reuniu 33 nações de todos os continentes e foi feito com cerca de mil brasileiros. Para fazer o cálculo, a pesquisa do instituto britânico Ipsos MORo produziu 12 questões e comparou as suposições dos entrevistados com os dados reais. A pesquisa foi feita entre os dias 1 e 16 de outubro de 2015.

Os brasileiros erraram, especialmente, as perguntas relacionadas à idade da população. Os entrevistados acreditavam que a média de idade dos habitantes do próprio país é de 56 anos, mas o correto é 31. Outra pergunta que os entrevistaram erraram muito foi “a cada 100 pessoas, quantas você acha que têm 14 anos ou menos?”, a média dos palpites foi 39, porém o certo é 24.

O estudo também mostrou que o brasileiro imagina que há mais mulheres na política do que realmente existe. Numa média geral, os entrevistados disseram que 31% dos políticos são mulheres, mas esse número é bem inferior: 14%. Um grande erro foi sobre a porcentagem de imigrantes. As respostas apontavam 25%, mas somente 0,3% da população brasileira é de fora.

Na outra ponta, os países mais conscientes sobre o próprio povo são Coreia do Sul, Irlanda e Polônia.

Veja abaixo o ranking dos piores 20 colocados:

1) México

2) Índia

3) Brasil

4) Peru

5) Nova Zelândia

6) Colômbia

7) Bélgica

8) África do Sul

9) Argentina

10) Itália

11) Rússia

12) Chile

13) Grã-Bretanha

14) Israel

15) Austrália

16) Japão

17) Canadá

18) Alemanha

19) Holanda

20) Espanha