13.173 – Português – Parônimos e Homônimos


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Parônimos são palavras com escrita e pronúncia parecidas, mas com significado (sentido) diferente.

– O homem fez uma bela descrição da mulher.
– Use a sua discrição, Paulo.

Amoral – nem contrário e nem conforme a moral
Imoral – contrário à moral
Arrear – pôr arreios
Arriar – colocar no chão
Comprimento – extensão, grandeza e tamanho
Cumprimento – saudação
Descrição – falar sobre
Descriminar – inocentar
Emergir – mostra-se
Imergir – mergulhar

Homônimos são palavras com escrita ou pronúncia iguais, com significado (sentido) diferente.

– A manga está uma delícia.
– A manga da camisa ficou perfeita.

– O político foi cassado por corrupção.
– O lobo foi caçado por bandidos.

Tipos de homônimos: homógrafos, homófonos e homônimos perfeitos.

Homógrafos – mesma grafia e som diferente.
– Eu começo a trabalhar em breve.
– O começo do filme foi ótimo.

Homófonos – grafia diferente e mesmo som.

– A cela do presídio está lotada.
– A sela do cavalo está velha.

Homônimos perfeitos – mesma grafia e som.
– Vou pegar dinheiro no banco.
– O banco da praça quebrou.

Acender – colocar fogo
Ascender – subir
Aço – metal
Asso – verbo assar conjugado
Censo – recenseamento
Senso – julgar
Cessão – ceder
Seção – divisão
Sessão – reunião
Coser – costurar
Cozer – cozinhar
Manga – fruta
Manga – parte da camisa
Sexta – dia da semana (sexta-feira)
Cesta – receptáculo
Sesta – descanso

13.101 – Linguística – De onde veio a Língua Portuguesa?


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Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. Com as inúmeras migrações entre os continentes, a língua inicial existente acabou subdividida em cinco ramos: o helênico, de onde veio o idioma grego; o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico. O ramo eslavo, que é o quinto, deu origem a outras diversas línguas atualmente faladas na Europa Oriental.
O latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas formas: o latim clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe dominante (poetas, filósofos, senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada pelas pessoas do povo. O português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na península Ibérica pelos conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas modernas que provêm do latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o catalão, o castelhano e o galego-português, do qual resultou a língua portuguesa.
O domínio cultural e político dos romanos na península Ibérica impôs sua língua, que, entretanto, mesclou-se com os substratos linguísticos lá existentes, dando origem a vários dialetos, genericamente chamados romanços (do latim romanice, que significa “falar à maneira dos romanos”). Esses dialetos foram, com o tempo, modificando-se, até constituírem novas línguas. Quando os germânicos, e posteriormente os árabes, invadiram a Península, a língua sofreu algumas modificações, porém o idioma falado pelos invasores nunca conseguiu se estabelecer totalmente.
Somente no século XI, quando os cristãos expulsaram os árabes da península, o galego-português passou a ser falado e escrito na Lusitânia, onde também surgiram dialetos originados pelo contato do árabe com o latim. O galego-português, derivado do romanço, era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da Península, correspondendo aos atuais territórios da Galiza e de Portugal. Em meados do século XIV, evidenciaram-se os falares do sul, notadamente da região de Lisboa. Assim, as diferenças entre o galego e o português começaram a se acentuar. A consolidação de autonomia política, seguida da dilatação do império luso consagrou o português como língua oficial da nação. Enquanto isso, o galego se estabeleceu como uma língua variante do espanhol, que ainda é falada na Galícia, situada na região norte da Espanha.
As grandes navegações, a partir do século XV d.C. ampliaram os domínios de Portugal e levaram a Língua Portuguesa às novas terras da África (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), ilhas próximas da costa africana (Açores, Madeira), Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu), Oceania (Timor) e América (Brasil).

A Evolução da Língua Portuguesa

Destacam-se alguns períodos:

1) Fase Proto-histórica

Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade usada apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim tabeliônico).

2) Fase do Português Arcaico

Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:

a) do século XII ao XIV, com textos em galego-português;

b) do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.

3) Fase do Português Moderno

Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as características do português atual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática de Língua Portuguesa, a “Grammatica de Lingoagem Portuguesa”. Seu estilo baseava-se no conceito clássico de gramática, entendida como “arte de falar e escrever corretamente”.

13.012 – Linguística – Quais os países que falam o Português?


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A língua portuguesa é a quinta mais falada no mundo e a terceira do mundo ocidental, superada pelo inglês e pelo castelhano. Atualmente, aproximadamente 250 milhões de pessoas no mundo falam português e o Brasil responde por cerca de 80% desse total.
Diante disso, a língua portuguesa é instituída como oficial em Portugal, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde, Brasil, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Princípe e Guiné Equatorial. Diante da grandiosidade da língua, em países do MERCOSUL é obrigatório o ensino do português como disciplina escolar.
Existem ainda lugares que utilizam a língua de forma não oficial, assim o idioma é falado por uma restrita parcela da população, são eles: Macau e Goa (um estado da Índia).
A dispersão da língua em distintos continentes deve-se principalmente à política de expansão de Portugal, especialmente nos séculos XV e XVI, quando ocorreu a exploração de uma grande quantidade de colônias. Sendo assim, a língua da metrópole foi introduzida e logo se juntou com as culturas locais, formando uma diversidade de dialetos. Essa nova forma de falar o português fora da pátria mãe era denominada de criolo.
O português é oriundo do latim vulgar (essa variação era apenas falada), língua que os romanos inseriram em uma região ao norte da Península Ibérica, chamada de Lusitânia. A partir da invasão dos romanos na região, praticamente todos os povos começaram a usar o latim, salvo o povo basco. Nesse processo teve início a constituição do espanhol, português e o galego.
Em sua essência é uma língua românica, ou seja, ibérico-românico, que deu origem também ao castelhano, catalão, italiano, francês, romeno e outros.
O português se diferencia por meio da variedade de dialetos e subdialetos e no âmbito internacional, pois a língua é classificada em português brasileiro e europeu.

10.299 – Por que se dá o nome de “fila indiana” a uma fila organizada com as pessoas umas atrás das outras?


A hipótese mais aceita é que a expressão simplesmente descreve o modo de os índios andarem enfileirados pelas trilhas no meio da mata. Portanto, “indiana”, no caso, não tem nada a ver com os moradores da Índia, mas sim com as populações nativas das Américas. Caminhar em fila indiana era uma excelente estratégia de guerra para as tribos da América do Norte. Relatos históricos registram que, quando os guerreiros se deslocavam pelo meio da floresta, cada um pisava na pegada da pessoa da frente, para que o último homem apagasse seus próprios passos e os de todo o grupo. Assim, ninguém deixava vestígios de sua passagem para o inimigo.
Alguns especialistas apontam ainda que a expressão revela a discriminação sofrida pelas populações indígenas nos Estados Unidos. “Na verdade, trata-se de mais um rótulo criado pelos colonizadores para passar a impressão de que os índios são selvagens sempre prontos para a guerra”, diz o lingüista Wolfgang Mieder, especialista em folclore e provérbios da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos. Entretanto, a história mostra que as estratégias indígenas de guerra foram incorporadas pelo Exército americano durante a Guerra da Independência (1775-1783). Enquanto os soldados ingleses atacavam em blocos, os americanos levavam vantagem andando alinhados e se escondendo atrás de árvores e pedras, como faziam os nativos.

9692 – Por que se chama de “Negra” a partida de desempate?


É uma das expressões mais politicamente incorretas da língua portuguesa.
Sua origem remonta á época da escravatura. Era comum entre os senhores de escravos, quando se reuniam para disputar algum jogo, adotar como premiação a posse de uma escrava. Por isso diziam estar disputando uma “negra”. eram promovidas algumas competições para punir as mulheres mais atraentes, com a intenção de usa-las sexualmente.. A expressão se disseminou pelo paíes, não apenas no futebol, mas com outros esportes, ainda na priemira metade do século 20.

8589 – Linguística – O Português na América


A língua portuguesa chegou à América por meio de Portugal, durante o período se colonização portuguesa, mas especificamente no Brasil, a partir de 1500. A língua teve, no entanto diversas influências, e a primeira delas foi dos dialetos indígenas locais, pois seria impossível fazer com que os nativos mudassem a língua que já utilizavam sem que levassem com eles as raízes da mesma. Sendo assim, muitas palavras do léxico indígena foram incorporadas ao português falado na América. Exemplos destas palavras são: abacaxi, mandioca, caju, tatu, piranha, etc.
Outra influência bastante marcante foi a dos dialetos africanos, falados pelas pessoas que foram capturadas e trazidos para a colônia, para trabalharem como escravas. Hoje em dia, na África também há localidades em que o Português é a língua oficial, devido à colonização por parte de Portugal nestes locais. São exemplos de palavras vindas do vocabulário africano: samba, moleque, caçula, etc.
Desta forma, o português falado na América foi se diferenciando cada vez mais do português falado na Europa. Sem falar nas outras línguas vindas também da Europa e de outros continentes através do fluxo migratório que ocorreu após a independência, e que trouxe ao Brasil cerca de quatro milhões de pessoas falantes de dezenas de línguas diferentes. É este fato que explica as diferenças regionais do português falado no Brasil. Dependendo da região, a língua sofreu diferentes influências, e por isso há variações que são chamadas de dialetais.
O Português falado na América possui uma norma única, para qualquer região, porém a fala possui diversas variedades dialetais. Podemos encontrar variações na pronúncia, na entonação da frase, e no léxico, o que é reflexo das diferenças culturais como música, culinária, costumes, etc.
Agrupando as variedades brasileiras de acordo com suas características, podemos separá-las em duas grandes áreas ou grupos de dialetos: Norte e Sul. Mas dentro destas duas grandes áreas, podemos ainda nomear duas variedades no norte, que seriam a nordestina e a amazônica, e quatro no sul, que seriam a baiana, a fluminense, a mineira e a sulina.
Contudo, esta divisão não é uma regra, até porque o que determina a fala é a convivência entre as comunidades, por isso não é possível fazer uma fronteira entre uma área e outra. Outro fato interessante de se notar, é que o falar português pode se diferenciar ainda, entre cidades, ou áreas menores em um estado.

8462 – Português – Não troque as bolas, é Antártida e não Antártica


Até algum momento impreciso dos anos 1980, talvez 1990, não parecia haver dúvida sobre isso: Antártida era o nome próprio e antártico (ou antártica), o adjetivo a ele correspondente. Era comum um aluno trocar as bolas e, talvez por influência da famosa marca de cerveja – auxiliada pelo fato de serem aquelas terras chamadas de Antartica em inglês –, referir-se ao continente antártico como “Antártica”. Nunca deixavam de corrigi-lo.
Faz anos que isso vem mudando. Não havendo o que se possa chamar de posição “oficial” sobre o assunto, hoje as duas formas, Antártida e Antártica, são empregadas no português brasileiro – consta que em Portugal, pelo menos por enquanto, os falantes conservam total fidelidade à sua “Antárctida”. Quem tiver curiosidade vai se divertir com o quebra-pau que a questão provocou entre brasileiros e portugueses numa página de discussão da Wikipedia em 2007.
Será que o uso crescente do nome próprio Antártica é apenas um daqueles erros que, de tão repetidos, acabam por se impor? É uma possibilidade, mas seus defensores mais eruditos, entre os quais há geógrafos de renome, alegam ser essa a única forma que faz sentido etimológico, uma vez que o latim antarcticus, “austral”, derivou do grego antarctikós, ou seja, o que se opõe ao ártico (de Árktos, a Ursa, dupla de constelações do norte). Se não chamamos o Ártico de Ártida – argumentam – por que chamar seu antípoda de Antártida?
A pergunta faz algum sentido. Há quem imagine que tudo começou com um erro de grafia e ainda os que enxergam no batismo da Antártida uma influência daquela mitológica Atlântida, o continente perdido. De todo modo, foi Antártida a forma que se consagrou em nossa língua – e da qual não vejo motivo para abrir mão. Afinal, se a simetria é tão importante, quando vai começar a campanha para mudar o nome do Ártico para Ártica?
Discussões etimológicas à parte (dificultadas pelo fato de dicionaristas não se dedicarem habitualmente a topônimos, registrando apenas os adjetivos a eles correspondentes), considero provável que a forma emergente Antártica seja (mais) um reflexo do domínio cultural do inglês. Trata-se, contudo, de uma preferência pessoal. Qualquer que seja a sua, o uso atual e o bom senso mandam admitir como corretas ambas as formas, Antártida e Antártica.

8461 – Português – Presidente ou Presidenta?


Ambas as formas são consideradas corretas

Durante a campanha eleitoral, o PT (Partido dos Trabalhadores) optou pela forma “presidenta”, estratégia cujo intento foi o de tão somente reforçar o fato de que Dilma, na condição de eleita, tornaria algo até então concebido como inédito na história do país, efetivamente materializado.
Partindo dessa premissa, há que se mencionar acerca das controvérsias oriundas do emprego de ambos os termos, dadas as divergências proferidas por renomados gramáticos. A título de representá-los, citamos Celso Cunha, o qual ressalta que o feminino (relativo à presidenta) ainda se apresenta com curso restrito no idioma, em se tratando do Brasil; Evanildo Bechara, assim como Luís Antônio Sacconi, os quais admitem como corretas as duas formas; João Ribeiro ressalta que “o uso de formar femininos em “enta” dos nomes em “ente”, como presidenta, almiranta, infanta, tem-se pouco generalizado”. Não deixando de mencionar as palavras de Domingos Paschoal Cegalla, revelando que “presidenta” é a forma correta e dicionarizada, ao lado de presidente.
Em consonância com tais afirmações, é importante lembrar que a recorrência a que se concerne o termo “presidente” se deve ao fato de que mediante os postulados gramaticais existe uma forma comum, tanto para o gênero masculino quanto para o feminino, os chamados substantivos comuns de dois gêneros, tais como: o artista – a artista; o jovem – a jovem; o estudante – a estudante. Constatamos, pois, que a diferenciação se dá mediante o emprego de apenas um termo que o determina, ou seja, os artigos (o/a). Entretanto, há palavras que admitem ambas as formas, como é ocaso de “o chefe – a chefe ou ainda, a chefa”. Assim como é o caso de “a parente – o parente, bem como a parenta”, consequentemente, a presidenta.
Tais elucidações nos levam a crer que ao lado da forma representada pelo termo “presidente” encontra-se também aquela constituída por “presidenta” que, segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), caracteriza-se como um substantivo feminino. Concebida, portanto, como oficialmente permitida por todos os usuários.