14.109 – Mega Sampa – Justiça libera mototáxi na cidade de São Paulo


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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) liberou serviços prestados por mototaxistas na cidade de São Paulo. Por unanimidade, o Órgão Especial do TJ-SP decidiu que a lei que proibia a atividade na capital paulista é inconstitucional.

Em junho de 2018, o prefeito Bruno Covas (PSDB) sancionou a Lei 16.901, que impedia o uso de motocicletas para transporte remunerado de passageiros. Também vedava frete de material inflamável ou de carga “que possa pôr em risco a segurança do munícipe”. O projeto de lei é de autoria dos vereadores Antonio Donato (PT) e Adilson Amadeu (PTB). O objetivo da proibição seria aumentar a segurança do trânsito de São Paulo e reduzir riscos de acidentes com vítimas. Em caso de descumprimento, a legislação previa aplicação de multa de 1 000 reais. O veículo seria apreendido em caso de reincidência.
A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, no entanto, entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). Para o Ministério Público Estadual (MPE-SP), a lei municipal invadia a competência da União, que é responsável por legislar sobre trânsito. O país conta com lei federal, de 2009, que regulamenta a atividade de mototaxistas e de motoboys.

O argumento da Procuradoria foi acatado pelo Tribunal de Justiça que julgou a ADI procedente nesta quarta-feira, 11. O relator do julgamento é o desembargador Fernando Antonio Ferreira Rodrigues.
Procurada, a gestão Covas não respondeu se vai recorrer da decisão. “A Prefeitura aguarda a publicação do acórdão da decisão”.

13.797 – Mega Sampa – Andando Pela Rua Avanhandava


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Quando o centro de São Paulo estava em plena decadência um empresário decidiu investir sozinho na revitalização de uma rua. Com o passar dos anos Walter Mancini adquiriu os imóveis daquele pedaço da Rua Avanhandava e reformou as calçadas sem nenhuma ajuda da prefeitura.

Hoje a rua de calçamento abriga oito empreendimentos da família. São restaurantes e lojas cercados de segurança e beleza no centro antigo da cidade.
Entre as modificações feitas na rua estão o seu estreitamento e o aumento da altura da rua na esquina, encontrando a calçada. Esta medida facilita a travessia para pessoas com deficiência e faz com que os motoristas diminuam a velocidade, melhorando a segurança dos pedestres.
Walter Macini já se declarou apaixonado por chafarizes, e a Rua Avanhandava ganhou dois de seu benfeitor.
Você pode sentar nas mesinhas próximas à fonte, entrar em um dos restaurantes sofisticados de pratos italianos e ouvir jazz ou até visitar uma grande loja de antiguidades e curiosidades.

Nesta rua existem opções charmosas para todos os gostos.

Melhores pedidas: visitar a loja Calligraphia….
… e para terminar o passeio, uma pizza de fundo de alcachofra com jazz ao vivo no Pizza e Pasta Familia Mancini.

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13.611 – Aniversário de São Paulo tem tradicional Bolo do Bixiga


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Moradores do tradicional bairro do Bixiga montaram o tradicional bolo de aniversário para festejar o aniversário de São Paulo. O “bolo do Bixiga”, que já entrou até para o Livro dos Recordes, é fruto da colaboração entre vizinhos, empresários locais e patrocinadores. Cada um leva uma quantidade de pão de ló e tudo é unido em uma longa mesa, para ser confeitado e formar um único bolo.
O comerciante Walter Taverna, de 84 anos, está à frente da organização do evento desde 1994, quando Armandinho do Bixiga, idealizador da festa, faleceu. Taverna, que também é conhecido como o “Primeiro-ministro da República do Bixiga”, lembra que o primeiro bolo, em 1986, tinha mil e quinhentos metros de comprimento. Em 2015, a Câmara de Vereadores votou para incluir o evento no calendário oficial das comemorações pelo aniversário da cidade.
A jornalista Nádia Garcia, que também é uma das organizadoras do evento, explica que o Bolo do Bixiga surgiu como uma forma de agradecer a cidade por acolher os imigrantes.
Por falta de patrocínio, o bolo deixou de ser feito entre 2009 e 2016, mas a tradição foi retomada no ano passado. Para este ano, os organizadores preferiram não criar expectativa quanto ao tamanho da guloseima, deixando em destaque a união dos moradores do bairro: “não é uma questão de quantidade. Quanto maior o bolo, maior será a participação da comunidade”.

13.473 – ‘Apagão’ momentâneo prejudica semáforos e eletrônicos em São Paulo


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Se você teve problemas com seus eletrônicos ou viu a luz da sua casa ou trabalho falhar na manhã desta terça-feira, 26, em São Paulo, aqui está a explicação. Uma falha momentânea de energia deixou um rastro de problemas na capital paulista.
De acordo com informações da BandNews FM, a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) confirmou que houve uma pane na distribuição de energia da subestação Milton Fornasaro. O que causou a pane, porém, não foi divulgado.
O problema gerou um pico de energia e um blecaute que durou poucos minutos, mas deixou diversos semáforos inoperantes pela capital paulista. Linhas do Metrô e da CPTM também viram atrasos e interrupções de circulação devido à falha.
Nas redes sociais, diversos usuários relataram PCs desligando sozinhos, falhas no Wi-Fi de locais públicos e outros eletrônicos parando de funcionar repentinamente. Por enquanto, porém, apesar da aparência, nada indica que tenha sido obra de um hacker.

13.361 – O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo


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A construção do Hospital das Clínicas foi planejada desde 1915, com a assinatura de um convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e a Fundação Rockfeller, para a edificação da sede da Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Fazia parte deste acordo a construção de um hospital-escola para o aprimoramento dos estudantes e assistência médica gratuita à população carente da capital e do interior.
Em 25 de janeiro de 1928 foi lançada a pedra fundamental do edifício da Faculdade de Medicina, sendo esta inaugurada em 15 de março de 1931, à Estrada do Araçá, hoje Avenida Dr. Arnaldo.
Somente em 1938, na Interventoria Federal do Dr. Adhemar Pereira de Barros foi iniciada a construção do Hospital das Clínicas.
O HCFMUSP foi criado pelo Decreto nº 13.192, de 19 de janeiro de 1943 e desde a sua inauguração oficial, em 19 de abril de 1944, vem avançando e consolidando-se como centro de excelência e referência no campo de ensino, pesquisa e assistência.

Endereço:
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255
Cerqueira César
05403-000
São Paulo – Brasil
Tel.: (0xx11) 2661-0000

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Inaugurado em 19 de abril de 1944, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – HCFMUSP é uma autarquia estadual vinculada à Secretaria de Estado da Saúde para fins de coordenação administrativa e associada à Faculdade de Medicina da USP para fins de ensino, pesquisa e prestação de ações e serviços de saúde de alta complexidade destinados à comunidade.

Instituto Central
Inaugurado em abril de 1944, o Instituto Central do Hospital das Clínicas (ICHC) deu origem ao HCFMUSP. Pioneiro em procedimentos médico-hospitalares, sua estrutura concentra a maior parte das especialidades do Complexo HC – 31 especialidades médicas e cirúrgicas – e conta com dois edifícios interligados: o precursor Edifício Central, com a Unidade de Emergência Referenciada; e o Prédio dos Ambulatórios (PAMB), inaugurado em 1981.

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Instituto de Psiquiatria
Concebido nos moldes internacionais das organizações hospitalares psiquiátricas, desde o seu início foi visto como um marco na psiquiatria paulista e brasileira, quando comparado às outras instituições destinadas ao mesmo atendimento.
Pioneiro na assistência, abrange todos os transtornos psiquiátricos, nas diferentes fases da vida, sendo a única unidade de internação no País especializada em crianças. Seu pioneirismo também se expressa na formação especializada de profissionais, nas diversas áreas de conhecimento das ciências da saúde. O atendimento não se concentra nas instalações hospitalares, pois, após a alta, o paciente pode seguir o tratamento em hospital-dia e nos inúmeros ambulatórios especializados, além de participar dos programas de treinamento e reinserção no trabalho, que facilitam a sua reintegração social.

Instituto da Criança
Inaugurado em agosto de 1976, o Instituto da Criança (ICr), referência nacional em saúde infantil, reúne 20 especialidades pediátricas, provendo atendimento de alta complexidade ao recém-nascido, à criança e ao adolescente. Considerando como prioridade o atendimento global, integra a visão biológica, psicológica e social do paciente, o que se revela no pioneirismo em projetos de Humanização desde a sua concepção (década de 70), propiciando a permanência dos pais e/ou responsáveis, em tempo integral, durante a internação, antes mesmo da edição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Instituto do Coração
O InCor é hoje um dos maiores centros cardiológicos do mundo em volume de atendimento e em número de subespecialidades da cardiologia e da pneumologia.
Por meio da ação integrada das equipes multiprofissionais e da adoção dos mais modernos recursos de procedimentos diagnósticos e terapêuticos, o Instituto oferece assistência ambulatorial e de internação, além de uma Unidade de Emergência Referenciada, que conta com o sistema de classificação de risco cardiológico, seguindo protocolos internacionais para priorizar os casos de maior gravidade.

Instituto de Ortopedia e Traumatologia
O IOT presta atendimento especializado a pacientes com afecções ortopédicas e traumatológicas, sendo centro de referência para lesões raquimedulares, reimplantes de membros, reconstruções com endopróteses ou com banco de tecidos nas grandes ressecções de tumores.

Instituto de Radiologia
O Instituto é reconhecido, nacional e internacionalmente, como centro de excelência em métodos e procedimentos diagnósticos e terapêuticos por imagem, em radiologia intervencionista e em medicina nuclear.
Constituído de dois edifícios, o principal concentra os recursos ambulatoriais de radiologia convencional e intervencionista e de radioterapia e o prédio anexo abriga o Centro de Medicina Nuclear (CMN), pioneiro, na história da medicina nuclear sulamericana, no desenvolvimento de radiofármacos, produzidos por Cíclotron, para o tratamento e pesquisa em oncologia e neurologia.

Instituto de Medicina Física e de Reabilitação
Reconhecida, desde sua concepção, em 1975, como referência no atendimento a pessoas com deficiência, a Divisão de Reabilitação Profissional Vergueiro (DRPV) do Hospital das Clínicas da FMUSP tornou-se a Divisão de Medicina de Reabilitação (DMR) em 1994 e, em 2009, o Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMRea).
A partir da ação integrada entre as equipes médicas e multiprofissionais e da adoção dos mais modernos recursos tecnológicos, o IMRea atende pessoas com deficiência física, transitória ou definitiva, necessitadas de receber atendimento de reabilitação, desenvolvendo seu potencial físico, psicológico, social e educacional, visando a reabilitação integral e a inclusão social.

Instituto do Câncer do Estado de São Paulo
Inaugurado em maio de 2008, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) foi concebido para ser o maior hospital público especializado em tratamento de câncer da América Latina, abrangendo todas as fases do atendimento aos pacientes, do diagnóstico à reabilitação, integradas no mesmo local.
O edifício principal, com 28 andares, realiza todas as atividades assistenciais, desde o centro de atendimento de intercorrências oncológicas, ambulatórios, hospital-dia, quimioterapia e radioterapia, bem como unidades de internação, terapia intensiva e centro cirúrgico. Em agosto de 2014, foi inaugurada uma nova unidade no município de Osasco, na grande São Paulo, com consultas ambulatoriais, hospital-dia, quimioterapia e radioterapia.

Hospital Auxiliar de Cotoxó
Inaugurado em 1971, no bairro da Pompéia, no município de São Paulo, o HAC foi concebido para ser retaguarda dos Institutos do HC, prestando assistência médico-hospitalar especializada a pacientes em cuidados intermediários, por meio de uma equipe multiprofissional integrada.
Atualmente, o hospital encontra-se em obras para ampliação da sua capacidade instalada, agregando à assistência prestada, modernos recursos de procedimentos diagnósticos e terapêuticos, além de novos espaços dedicados para o ensino e pesquisa na área da saúde.

Centro de Convenções Rebouças
Um dos mais tradicionais espaços de eventos da capital paulista, fundado em 1982, o Centro de Convenções Rebouças (CCR) apresentou nos últimos anos expressivo crescimento em número de clientes, de eventos e em faturamento. O CCR também aumentou o seu espaço físico após ampla reforma, resultando no novo prédio, com mais de 10 mil m² de área construída.
O projeto, com 2,4 mil m2 exclusivos para eventos nacionais e internacionais, buscou oferecer versatilidade e melhor aproveitamento dos espaços, podendo receber qualquer tipo de evento, de um congresso a um evento social, podendo comportar até 2,3 mil pessoas.

13.342 – Mega Sampa – AV Paulista Permanece Fechada para Carros aos Domingos até 19hs


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De acordo com a Prefeitura, a mudança visa incentivar ainda mais a apropriação de espaços públicos da cidade. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ficará responsável pelo trabalho operacional do trânsito nas regiões para garantir o fluxo viário e a segurança dos moradores e pedestres.
A Prefeitura de São Paulo oficializou o fechamento da Avenida Paulista para carrros aos domingos e feriados em decreto publicado no dia 25 de junho, no Diário Oficial do Munícipio. O texto instituiu o Programa Ruas Abertas, criado pela gestão municipal em 2015. Diversas outras vias fazem parte do projeto, dentre elas, a Avenida Sumaré, na Zona Oeste da cidade.
Desde outubro de 2015 o bloqueio acontece entre a Praça Osvaldo Cruz e a Rua da Consolação. À época, a decisão de fechar a via foi tomada pela administração municipal apesar da polêmica com o Ministério Público de São Paulo.
Um documento firmado com o órgão em 2007 previa que a avenida seria fechada apenas três vezes por ano – o que normalmente acontece no Réveillon, na corrida de São Silvestre e na Parada Gay. A Promotoria chegou a propor que uma faixa da via ficasse liberada para os veículos – o que não foi aceito pela Prefeitura.

13.341 – Mega Sampa – O Museu de Arte de São Paulo


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Museu Assis Chateaubriand (mais conhecido pelo acrônimo MASP) é uma das mais importantes instituições culturais brasileiras. Localiza-se, desde 7 de novembro de 1968, na Avenida Paulista, cidade de São Paulo, em um edifício projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi para ser sua sede. Famoso pelo vão de mais de 70 metros que se estende sob quatro enormes pilares, concebido pelo engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, o edifício é considerado um importante exemplar da arquitetura brutalista brasileira e um dos mais populares ícones da capital paulista, sendo tombado pelas três esferas do poder executivo. O engenheiro responsável foi Isac Grobman.
A década de 1940 caracterizou-se no Brasil como um período de grande efervescência no plano econômico e político. A ascensão de Getúlio Vargas ao poder, em 1930, havia marcado o fim do liberalismo e uma maior interferência do Estado na vida econômica do país, mas fatores de ordem internacional, como a Segunda Guerra Mundial e a crise de 1929, favoreceram um surto de desenvolvimento industrial, em substituição ao ciclo do café, tendo como conseqüência direta a criação das condições necessárias ao crescimento urbano e à instalação de uma “estrutura cultural” no país. Em São Paulo, particularmente, o período se notabilizou pela consolidação de um vigoroso parque industrial. O estado, a essa altura, já havia suplantado o Rio de Janeiro como principal produtor de bens de consumo do país. A capital paulista prosseguia em sua trajetória de extraordinário crescimento populacional. Atraindo muitas indústrias e concentrando uma expressiva e poderosa elite, abandonava progressivamente o aspecto de cidade provinciana.
O paraibano Assis Chateaubriand, fundador e proprietário dos Diários Associados – à época o maior conglomerado de veículos de comunicação do Brasil – foi uma das figuras mais emblemáticas desse período. Comandava um verdadeiro império midiático, composto por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, uma agência de notícias, uma editora (responsável pela publicação da revista O Cruzeiro, a mais lida do país entre 1930 e 1960) e se preparava para ser o pioneiro da televisão na América Latina – e futuro proprietário de 18 estações. Dono de um espírito empreendedor, Chateaubriand manteve uma postura ativa no processo de modernização do Brasil e utilizava-se da influência de seu conglomerado para pressionar a elite do país a auxiliá-lo em suas iniciativas, quer fossem políticas, econômicas ou culturais. Em meados dos anos quarenta, criou a “campanha da aviação”, que consistia em enérgicos pedidos de contribuições para a aquisição de aeronaves de treinamento a serem doados ao aeroclubes do país. Como fruto da iniciativa, cerca de mil aviões foram comprados e doados às escolas para formação de pilotos. Terminada a campanha, Chateaubriand iniciaria uma nova e ousada empreitada: a aquisição de obras de arte para formar um museu de nível internacional no Brasil.
Chateaubriand pretendia sediar o futuro museu no Rio de Janeiro, mas optou por São Paulo por acreditar que nessa cidade teria mais sucesso em arrecadar os fundos necessários para formar a coleção. O mercado de arte internacional passava por um momento propício para quem dispunha de fundos para adquirir obras de relevo e o Brasil passava por um momento de grande prosperidade. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a Europa em reconstrução, muitas coleções eram postas à venda. O aumento exponencial da oferta derrubou os preços das obras de arte em níveis inéditos.
Nos três primeiros anos de atividade, o museu funcionaria em uma sala de mil metros quadrados, no segundo andar do Edifício Guilherme Guinle, na rua Sete de Abril, centro de São Paulo, projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon para ser a sede dos Diários Associados.
O museu foi inaugurado em 2 de outubro de 1947, com a presença do governador do estado, Ademar de Barros e do ministro da educação, Clemente Mariani, além de outras personalidades do mundo artístico e político. No dia seguinte, os primeiros visitantes chegaram para ver a incipiente coleção, ainda com poucas peças, destacando-se o Busto de atleta, de Pablo Picasso e o Auto-retrato com barba nascente, de Rembrandt. Duas exposições temporárias também puderam ser vistas: uma com a Série Bíblica de Cândido Portinari e outra com obras de Ernesto de Fiori.

As escolas do MASP
Três anos após a fundação, visando acomodar o crescente acervo, o museu passou a contar com mais três andares do Edifício Guilherme Guinle. O terceiro andar foi reservado para a coleção permanente e se destacava pelo partido museológico adotado: as paredes eram suspensas por tirantes de aço, com iluminação planejada e sem a intervenção de paredes. Cursos e palestras ocupavam o quarto e o décimo-quinto andares. No segundo andar, ficavam os auditórios, e espaços expositivos, além de biblioteca e laboratório fotográfico. Os novos espaços foram inaugurados pelo presidente da república, Eurico Gaspar Dutra, com a presença do banqueiro Nelson Rockefeller e do cineasta Henri-Georges Clouzot.
A ampliação dos espaços permitiu ao museu diversificar a sua atuação didática. Assim, em 1950, foi criado o Instituto de Arte Contemporânea, englobando diversos cursos, com o objetivo principal de suprir importantes lacunas no ensino técnico e artístico da cidade. O primeiro curso ministrado pelo instituto foi o de gravura, aos cuidados de Poty Lazzarotto e Renina Katz. O de desenho foi confiado a Roberto Sambonet, importante designer italiano. Gastone Novelli e Waldemar da Costa lecionaram pintura, e o polonês August Zamoyski, escultura.
O longo período de apresentações de obras do museu na Europa foi bastante prolífico para o aumento da coleção. À medida que as exposições iam se sucedendo, apareciam boas oportunidades no mercado. Bardi e Chateaubriand decidiram, portanto, comprar mais algumas obras. Para isso, assumiram uma dívida considerável com duas tradicionais galerias comerciais, a Wildenstein e a Knoedler. Quando as obras foram apresentadas nos Estados Unidos, o representante da Galeria Knoedler, Walter J. Leary, impaciente por uma solução, decidiu executar a dívida, solicitando à justiça norte-americana o seqüestro das obras. Georges Wildenstein recusou-se a tomar a mesma atitude. A respeito do assunto, declarava: “Somos criadores e não liqüidantes de museus”.
Para efetuar o pagamento, Chateaubriand solicitou a David Rockefeller um crédito de cinco milhões de dólares junto à Morgan Guaranty Trust Company, a ser pago em parcelas semestrais. A garantia de pagamento era o penhor de todo o acervo. A dívida, no entanto, era demasiadamente alta, e somente a primeira parcela foi paga. Diante da possibilidade das obras serem confiscadas, Chateaubriand recorreu diretamente ao presidente, Juscelino Kubitschek, que autorizou a Caixa Econômica Federal a conceder um empréstimo ao museu para honrar as dívidas contraídas no exterior, detendo dessa forma o controle da coleção. Os futuros problemas financeiros do museu impediriam que a dívida junto ao governo brasileiro fosse paga. A situação só seria equacionada muito tempo depois, durante a gestão de Antônio Delfim Netto no Ministério da Fazenda, quando, para quitar o débito, o governo decidiu utilizar todo o montante arrecadado com a Loteria Esportiva, destinada, por lei, à cultura.
Assis Chateaubriand não chegaria a ver a inauguração da nova sede do MASP. Faleceu alguns meses antes, em 4 de abril de 1968, vítima de uma trombose. Seu império jornalístico, por sua vez, já havia começado a se esfacelar desde o início da década de 1960, com dívidas crescentes e com a concorrência da rede de jornais de Roberto Marinho, fazendo escassear os recursos que haviam permitido a formação do acervo.
Apesar das dificuldades financeiras do MASP terem se agravado após a morte do fundador, impossibilitando a aquisição de novas obras, o museu conservou seu perfil de instituição dinâmica. Em 1970, organizou e sediou a primeira edição do Congresso Internacional de Histórias em Quadrinhos, do qual participaram artistas consagrados, como Burne Hogarth e Lee Falk, entre outros. Em 1973, o museu foi convidado a expor obras do acervo em várias instituições japonesas, iniciando um longo e profícuo intercâmbio com este país. Quando retornou, a coleção foi apresentada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Parte do acervo seguiria novamente para o Japão, em uma série de exposições realizadas entre 1978 e 1979.
Em 1977, em comemoração aos 30 anos do museu, Leon Cakoff, crítico, jornalista e diretor do Departamento de Cinema do MASP, organizou a Mostra Internacional de Cinema, com 16 longa-metragens e 7 curtas de 17 países, e inaugurou a modalidade de voto do público para a escolha do melhor filme. O vencedor da primeira edição foi Hector Babenco, com Lúcio Flávio, o passageiro da agonia. A mostra, realizada anualmente desde então, tornou-se uma das mais importantes e tradicionais do Brasil. Seguiu vinculada ao museu até 1984, quando ganhou autonomia.

Roubo de obras do acervo
No dia 20 de dezembro de 2007, por volta das cinco horas da manhã, três homens invadiram o museu, levando duas obras importantes do acervo: O Lavrador de Café de Cândido Portinari e Retrato de Suzanne Bloch de Pablo Picasso. A ação durou cerca de três minutos.
A atual sede do MASP foi erguida pela Prefeitura de São Paulo, e inaugurada em 1968, com a presença da soberana britânica, a rainha Isabel II. É uma das principais obras da arquitetura modernista no país. O edifício foi erguido no terreno do antigo Belvedere do Trianon, na Avenida Paulista, de onde se avistava o centro da cidade e a serra da Cantareira. O doador do terreno à prefeitura, o engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, construtor da avenida Paulista e precursor do urbanismo no Brasil, havia vinculado a doação do terreno à municipalidade ao compromisso expresso de que jamais se construiria ali obra que prejudicasse a amplidão do panorama. Desse modo, o projeto exigia ou uma edificação subterrânea ou uma suspensa. A arquiteta Lina Bo Bardi e o engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, optaram por ambas as alternativas, concebendo um bloco subterrâneo e um elevado, suspenso a oito metros do piso, através de quatro pilares interligados por duas gigantescas vigas de concreto.
O Museu de Arte de São Paulo possui a maior e mais completa coleção de arte ocidental da América Latina e de todo Hemisfério Sul.
A coleção de arte italiana do MASP abrange um amplo período, que vai das manifestações artísticas da Idade Média, até o Fovismo de Filippo De Pisis. Do período bizantino, há estatuetas em marfim (Figura de Anjo, século XII) e obras de ourivesaria de temática sacra, ornados com prata e pedras preciosas. Na coleção de pinturas, estão representadas a arte tardo-medieval, com a Madona de Mestre do Bigallo, e o Gótico italiano (Mestre de San Martino alla Palma, Paolo Serafini da Modena, Ottaviano Nelli e Mestre de 1416).
A coleção de arte francesa representa o núcleo mais numeroso do acervo, e é conhecida por sua densidade e homogeneidade, especialmente no que se refere aos movimentos artísticos dos séculos XVIII e XIX. A produção artística referente ao período gótico e à Renascença (séculos XIII ao XV]) encontra-se representada por estatuetas e bustos relicários de temática sacra, finamente adornados com filigranas e pedras semi-preciosas. Os séculos XVI e XVII, embora escassos na coleção, emergem no maneirismo de François Clouet e nas composições barrocas de Nicolas Poussin e Pierre Mignard.
O segmento referente à arte espanhola no acervo do MASP cobre um arco de mais de oito séculos, sendo Virgem sobre o Trono, obra da escola castelhana do século XII, a mais remota cronologicamente. É imperioso citar ainda o retábulo O Juízo Final, do Mestre da Família Artés, único representante do renascimento ibérico na coleção.
Embora seja um museu especializado na história da arte internacional, o acervo do MASP conserva momentos de grande intensidade das artes no Brasil, desde os registros pictóricos de Frans Post no século XVII, passando pela estatuária barroca de Aleijadinho, até as mais recentes manifestações artísticas contemporâneas.

Arqueologia
O MASP possui um acervo de antiguidades egípcias, gregas, itálicas, italiotas e romanas que se destaca no Brasil por sua raridade e qualidade. São objetos provenientes das mais importantes civilizações que floresceram no mediterrâneo oriental e ocidental. A maioria provém da Doação Lina Bo e Pietro Maria Bardi, feita ao museu em 1976. O acervo egípcio é constituído por artefatos datados do Antigo Império (2575 a.C.) ao Período Romano (50 d.C.). O essencial do grupo é formado por objetos religiosos de variadas temáticas, como estatuetas divinas (Deus Thot, Hórus, Osíris etc.), fragmentos de pinturas tumulares, amuletos, ushabtis (figuras mumiformes) e estelas votivas. O grande destaque da coleção é a peça Ísis Lactante com Hórus, uma estatueta de bronze do período ptolomaico (332 – 31 a.C.)

O MASP conserva em seu acervo uma coleção de aproximadamente 900 fotografias de 245 autores consagrados no meio artístico brasileiro. São provenientes de um projeto desenvolvido desde 1990 conjuntamente, pelo museu e pela Pirelli S.A., e deve sua relevância à multiplicidade de questões histórico-sociais, estéticas e formais. Dentre os fotógrafos presentes na coleção, merecem destaque Sebastião Salgado, Pierre Verger, Araquém Alcântara, Nair Benedicto, Adenor Gondim, Guy Veloso, Flavya Mutran, Juca Martins, Klaus Mitteldorf e Arthur Omar, entre outros.

Biblioteca
A “Biblioteca e Centro de Documentação do MASP” tem como finalidade guardar, preservar, organizar e divulgar todo o material bibliográfico, iconográfico e histórico existente na instituição. O valioso acervo especializado em artes plásticas, arquitetura, história da arte, design, fotografia e eventos afins, é composto de aproximadamente 60 000 volumes entre livros, livros raros, catálogos de exposições, periódicos, teses e boletins de museu. Trata-se da principal fonte de pesquisa para o estudo da História da Arte em São Paulo e é uma das maiores bibliotecas especializadas em arte do país. Entre os livros raros, encontram-se preciosidades como Trattato della Pittura, de Leonardo da Vinci (1792), Le Fabbriche e I Disegni, de Andrea Palladio (1796), Vita Del Cavaliere Gio. Lorenzo Bernino (1682) e Ragionamenti Del Sig. Cavaliere Giorgio Vasari (1588), entre outros.

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13.259 – Mega Sampa – Polícia faz megaoperação de combate ao tráfico na cracolândia


Da Folha para o Mega

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A polícia de São Paulo realizou na manhã deste domingo (21-maio-2017) aquela que é considerada pelos órgãos de segurança como uma das maiores operações de combate ao tráfico de drogas na cracolândia, na região central da capital.
Os agentes soltaram bombas na região, a partir das 6h49 da manhã, e avançaram para desmantelar a feira livre de drogas que opera no local, vendendo principalmente crack.
Após a operação policial, homens da Guarda Municipal devem se instalar na região para não permitir a volta do tráfico.
Parte da operação foi acompanhada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo ele, a ação policial visa a prisão de traficantes e apreensão drogas e armas. Sobre os usuários, ele disse que o Estado oferece tratamento aqueles que buscam abandonar o vício. “Dependência química é igual apendicite. Você precisa tratar da pessoa”, disse ele.
Ao menos 69 traficantes —dentro e fora do chamado “fluxo”— estão na mira dos policiais do Denarc (departamento de narcóticos) como suspeitos de irrigar o comércio de entorpecentes na área. Há mandados de prisão contra todos eles.
Até o momento, segundo a polícia, foram presas 38 pessoas, incluindo os oito principais traficantes da área, pessoas que ficavam fora do “fluxo”, além de um grupo suspeito de traficar e realizar a segurança armada da cracolândia.
Foram aprendidas armas (entre pistolas e revólver), um simulacro de metralhadora e uma grande quantidade droga (que estão sendo contabilizados neste momento).
Também há mandados judiciais para busca e apreensão em cerca 80 locais diferentes na zona leste e norte da capital, e alguns endereços na Grande São Paulo e litoral paulista.
São estimados cerca de 900 homens e mulheres nesta operação, sendo cerca de 450 deles da Polícia Civil e o mesmo tanto da Polícia Militar, que realiza o cerco da área com homens da tropa de choque. A entrada no fluxo foi realizado apenas por policiais civis.
Essa ação vinha sendo desenhada desde fevereiro pelo Denarc, com o levantamento de imagens dos principais traficantes que operam ali e a preparação das equipes táticas para invasão de prédios e pontos de interesse dos investigadores.
O estudo foi pensado pela cúpula da Polícia Civil para tentar evitar ao máximo possível o confronto com traficantes e a morte de algum usuário.
Nos últimos dias, porém, o clima no local tem mostrado altamente tenso com a identificação de criminosos armados, que já fizeram disparos contra policiais militares em ao menos duas oportunidades, e a descoberta de orientações de integrantes de organização criminosa (PCC) para resistir à ações policiais.
A data escolhida para as prisões, um domingo de manhã, foi pensada para tentar evitar transtorno à vida dos paulistanos, como ocorreu no início deste mês quando policiais militares e guardas civis entraram em confronto com um grupo liderado por traficantes. Houve tiros, barricadas incendiárias, saques no comércio da região, e reflexo no trânsito na cidade.

Ao mesmo tempo, a programação da Virada Cultural está ocorrendo em regiões próximas no centro da cidade.
Uma grande intervenção na cracolândia vinha sendo discutida entre policiais e representantes da prefeitura de São Paulo, que tem planos de instalar ali o programa Redenção. Até o final do mês passado havia, porém, um impasse sobre o sistema de segurança ostensivo no local, para evitar que a feira livre das drogas voltasse a imperar.
Essas respostas poderão ser dadas daqui a pouco pelo prefeito João Doria (PSDB) que deve se descolocar também para a cracolândia.
A última grande operação do Denarc na cracolândia se deu em agosto do ano passado, quando 32 pessoas foram detidas sob a suspeita de integrar uma das células que abastecem a área de entorpecentes.
Esse grupo era liderado por representantes de movimento de sem-teto na capital, que, segundo a polícia, tinha como entreposto de drogas uma hotel ocupado pelo grupo, o famoso Cine Marrocos.
A cracolândia já foi alvo de uma série de operações das gestões Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT) nos últimos anos, mas que não conseguiram impedir a concentração de usuários de crack e a presença dominante do tráfico.
Na região, Estado e prefeitura desenvolvem programas diferentes voltados aos dependentes. O programa Braços Abertos, criado em 2014 pela gestão Haddad, é baseado na redução de danos. O dependente é incentivado, pela oferta de emprego e renda, a diminuir o uso de drogas, sem necessidade de internação.
O Recomeço, instituído por Alckmin em 2013, trabalha a saída do vício com tratamentos que incluem isolamento em hospitais e comunidades terapêuticas.
Como desde o início do ano ambos são comandados por correligionários do PSDB, prefeitura e Estado vêm tentando agora articular conjuntamente um programa para combater o tráfico na região, evitando que ações policiais sejam disparadas sem o conhecimento da gestão municipal, como aconteceu em episódios anteriores.

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13.246 – Mega Sampa – Rua 24 de Maio


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Rua tradicinal do centro de São Paulo e que já teve lojas famosas como a Ultralar e a Mesbla, uma danceteria famosa dos anos 70 e popular galeria da 24 de maio onde há artigos para surfistas, vinil importado para djs, tatuadores e etc. Para jovens e mais velhos a galeria da não perdeu espaço mesmo com a vinda dos Shoppings.

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Lado obscuro
Com 450 lojas divididas por sete andares, a Galeria do Rock, na Rua 24 de Maio, é um centro conhecido na cidade pela concentração de lojas de roupa e de disco. Tão antigo quanto a tradição do endereço nessa área é o problema da venda de drogas nas suas imediações. “Na década de 80, era mais maconha, na sombra da noite”, lembra Manoel Camassa, de 73 anos, delegado aposentado e síndico do complexo na época.
Hoje, o comércio envolve também cocaína, LSD e outras substâncias mais pesadas.
A atuação dos marginais amedronta os lojistas, que reclamam da intimidação da clientela do prédio, frequentado por 25 000 pessoas diariamente. “Eles formam uma verdadeira barreira na entrada, precisamos escoltar alguns jovens até o metrô porque eles se sentem inseguros”, diz Antonio de Souza Neto, administrador da galeria. Há na vizinhança alguns prédios residenciais. Os moradores, como o representante comercial Alberto Gattoni, também relatam temor. “Meus irmãos e sobrinhos têm pavor daqui e evitam me visitar”, afirma ele.

A repressão da polícia existe, mas parece insuficiente para pôr ordem na região. Imagens de 16 de fevereiro mostram um homem de camiseta cinza sendo abordado por um PM, em diálogo que dura aproximadamente sete minutos. Ele é revistado e, em seguida, liberado. Seis dias depois, as câmeras mostram a mesma pessoa de novo no lugar, repassando a clientes pequenos pacotes. O suspeito é mais uma vez revistado por um guarda e solto na sequência. No outro dia, volta ao expediente na rua, usando a mesma bermuda quadriculada da véspera, e fica um tempo de bate-papo com Puro Ódio, o apelido do traficante mais conhecido da área.
A polícia diz que está atenta ao movimento. “Nós fazemos de quatro a cinco flagrantes de tráfico por mês na 24 de Maio, que é uma zona de preocupação, pois os registros são maiores que nas outras vias”, afirma o tenente-coronel Francisco Cangerana, do 7º Batalhão da PM. “Mas, quando tiramos alguns deles de circulação, logo surgem outros para ocupar o espaço”, diz Cangerana.
De acordo com as estatísticas do 3º Distrito Policial, responsável pela área, as ocorrências de venda e porte de drogas aumentaram de 46 para 267 casos entre o primeiro bimestre de 2015 e o mesmo período deste ano (uma evolução de 480%). Em dezembro, foram apreendidos 20 quilos de cocaína, avaliados em 200 000 reais, que abasteceriam a Rua 24 de Maio e as redondezas. “As investigações estão em andamento para identificarmos os chefes do crime organizado”, garante Luis Roberto Hellmeister, titular do 3º DP. Enquanto isso não acontece, a feira da droga continua na porta da Galeria do Rock.

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13.146 – Vida Noturna – Corona na Over Night


Pra quem não conhece, Corona é uma cantora brasileira que canta em inglês e estourou em meados da década de 1990 no Brasil, EUA e resto do mundo com 3 singles.
Com o single “The Rhythm of the Night”, a cantora alcanço #11 na Billboard Hot 100 e a primeira posição na Itália. A canção “Baby Baby” também chegou ao primeiro lugar na Itália.
A lendária Over Night, considerada a melhor casa noturna de São Paulo vai trazer Corona de volta, para comemorar o aniversário de segundo ano do retorno da tradicional danceteria, agora na Vila Olímpia, um dos mais badalados bairro da cidade.
Um pouco mais:
Vivendo na Europa, Olga trabalhou, de 1991 a 1994, como professora, dando aulas de dança e cantava lambada e era a protagonista de um musical em Roma, até ser descoberta por um produtor italiano, Francesco Bontempi. Após os primeiros encontros com o produtor italiano Francesco Bontempi (também conhecido como Lee Marrow), começaram o trabalho para Corona. O primeiro single foi The Rhythm of the Night, lançado em 05 de novembro de 1993 na Itália pelo selo DWA Records. O lançamento mundial ocorreu no ano seguinte. A canção contem um trecho de “Playing With Knives” do grupo Bizarre Inc. O single liderou a parada de música italiana durante 16 semanas consecutivas. No entanto, a música não foi lançado em outros países até o ano seguinte, quando atingiu o número um em países como Espanha, Portugal, Grécia e Romênia. No Reino Unido, a canção ficou no segundo lugar da parada principal por um mês. No verão de 1994 a canção dominou os Estados Unidos, atingindo a posição #11 da Billboard Hot 100.
Em 1995, o álbum foi lançado, trazendo outros dois hits que atingiram o número um do Eurochart, Baby Baby e Try Me Out. Entre 1994 e 1999 Corona fazia cerca de 7/10 shows semanais. Olga chegou a brincar dizendo que “não tinha tempo nem para ir ao dentista”.
O segundo álbum de Corona, “Walking On Music”, foi lançado em junho de 1998, com um lançamento a nível mundial. A época, Olga era considerada a “Rainha do Eurodance”. Mesmo não repetindo o sucesso do primeiro álbum, “Walking On Music” debutou no número um da parada de álbuns da Itália e chegou à Billboard 200, vendendo cerca de 4 milhões de cópias até 2001.
Ao fim de janeiro de 2013, Olga comprou uma casa em São Paulo, onde passou a viver com seu marido, após viver 20 anos na Europa. “Bateu saudade dos cheiros, das cores, da alegria. Queria renovar meu look e minha música e pensei: por que não fazer isso no Brasil?” ela declarou.

Do Site Oficial:
Aniversário 2 anos da OVERNIGHT – Show CORONA
Data: 24/03/2017
Horário de Abertura: 23:00
Horário Término: 05:00
Endereço – Rua Gomes de Carvalho, 799 – Vila Olímpia – São Paulo – SP
(11) 95155-0702
(11) 3582-3637

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13.144 – Geografia – Qual a maior avenida do Brasil?


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A avenida Sapopemba.

uma avenida da Zona Leste da cidade de São Paulo, Brasil.Inicia no acesso à avenida Salim Farah Maluf, no distrito da Água Rasa e termina no Largo de Santa Luzia, próximo ao centro do município de Ribeirão Pires, à leste da Grande São Paulo. A partir da limítrofe entre Mauá e o município de São Paulo, esta via passa ser denominada como “Ramal Sapopemba”, trecho sob jurisdição do DER (Departamento de Estradas de Rodagem); Com 45 quilômetros de extensão é considerada a maior avenida do Brasil e a terceira maior do mundo. Possui 1.786 postes e nela operam quarenta linhas de ônibus diferentes. Numeração: Lado par até o número 75.008 Lado ímpar até o número 75.007.
Sua origem remonta ao início do século XIX, quando era chamada de Estrada de Sapopemba, e ligava a zona rural ao centro da cidade de São Paulo. Em 3 de junho de 1954 o prefeito Jânio Quadros sancionou a Lei 4.484 que alterava o nome de “estrada” para “Avenida Sapopemba”, após algumas tentativas fracassadas de alterar o nome anos antes.
Já a menor, criada em 1.911 é a Avenida Luiz Xavier localizada em Curitiba-PR é a menor avenida do Brasil, pois só tem uma quadra. A partir da década de 70 virou calçadão de pedestres.
Muita gente considera que a Avenida Brasil no Rio de Janeiro seja a maior, por ter 58 km de extensão, mas uma parte dela é uma alça de acesso da BR-101, não sendo considerada uma parte do trecho urbano do Rio. Ela corta 27 bairros da cidade (São Cristóvão, Caju, Benfica, Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha, Cordovil, Vigário Geral, Parada de Lucas, Jardim América, Irajá, Acari, Coelho Neto, Barros Filho, Guadalupe, Deodoro, Ricardo de Albuquerque, Realengo, Padre Miguel, Bangu, Vila Kennedy, Santíssimo, Campo Grande, Paciência e Santa Cruz) e pode ser considerada a mais importante via expressa do município.

13.136 – Mega Sampa – O Monumento a Duque de Caxias


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Localizado na Praça Princesa Isabel, o Monumento a Duque de Caxias é um dos maiores monumentos brasileiros e, até 2008, era a maior estátua equestre do mundo.
(Com 50 metros (10 do pedestal e 40 da estátua) o Monumento a Gengis Khan na cidade de Tsonzhin-Boldog (Mongólia) ultrapassou o Monumento a Duque de Caxias como o maior do mundo.)
Inaugurada em 1960, sua trajetória – desde a ideia até quando foi instalada em Campos Elíseos – tem algumas curiosidades e trouxe raros momentos de união de rivais e adversários.
Um dos grandes heróis da história do Brasil e patrono do exército brasileiro, Luís Alves de Lima e Silva, ou como é mais conhecido, Duque de Caxias, é uma figura importantíssima do cenário nacional.
Filho e sobrinho de militares, lutou contra Portugal em 1823 pela Independência do Brasil, defendeu a unidade nacional e a monarquia brasileira nas revoltas liberais e na Revolução Farroupilha. Ainda derrotou a Confederação Argentina na Guerra do Prata e, já como marechal, liderou as forças brasileiras para a vitória na Guerra do Paraguai.
Sua carreira vitoriosa e seu longo histórico em defesa do Brasil e da coroa rendeu ao militar uma série de condecorações sendo elevado a nobreza nacional. Foi inicialmente barão, conde, depois marquês até chegar a duque.
Após sua morte, em 1880, homenagens ao Duque de Caxias pulularam em todo o país, com nomes de praças, ruas, cidade (no Estado do Rio de Janeiro) e, no caso de São Paulo, uma avenida.
Em 1939 o general Maurício José Cardoso, comandante da 2ª Região Militar, ao notar não haver nenhum monumento ao Duque de Caxias em São Paulo, teve a ideia de criar um movimento para arrecadar fundos com o objetivo de construir um monumento para o patrono do exército brasileiro.
Construída no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, a obra foi concebida com pedestal de granito e bronze patinado e tem no total a altura de 48 metros, equivalente a um prédio de 10 andares.
As autoridades inicialmente desejavam instalar o monumento no Largo do Paiçandu porém, durante a confecção da estátua logo perceberam que não havia espaço suficiente para ela na praça e um novo local começou a ser pensado. Brecheret, por sua vez, vislumbrava a instalação dela na Praça da Bandeira, próximo ao Teatro de Alumínio.

O MONUMENTO E A PRAÇA HOJE:
Uma das praças mais amplas da região central de São Paulo, a Praça Princesa Isabel tem momentos de altos e baixos. Há dias que está impecavelmente limpa e outros que está suja e muito fedida.
Mesmo sendo vigiada por uma base da polícia 24 horas por dia, não é todo o momento que a praça é tranquila para andar, especialmente se você ficar no canto da rua Helvétia. Por sua vez é mais seguro andar ali do que na Praça da República.
Já o monumento por sua vez, poderia estar muito melhor. Ele reflete o costumeiro descaso da prefeitura para com os monumentos de nossa cidade (e esta crítica se estende a todas as gestões mais recentes, não apenas a atual).
A base serve de abrigo e banheiro de moradores de rua e usuários de drogas. Na parte de trás do monumento o cheio de urina costuma ser irrespirável, mesmo com o caminhão da prefeitura lavando o local ao menos 1 vez por dia.
No granito há pedaços quebrados e também pichação. Algumas delas foram apagadas pela prefeitura com algum produto químico, que além de não remover 100% o vandalismo ainda deixou algumas manchas.
A iluminação noturna da praça e do monumento precisam ser revistas urgentemente. À noite o monumento fica iluminado apenas na base, ficando a escultura praticamente às escuras.
No geral a condição tanto da praça como do monumento é razoável. Porém está na hora de fazer urgentemente uma boa limpeza tanto na base quanto na escultura, usando produtos adequados para a higienização de um patrimônio histórico desta importância.

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Degradado, monumento do Exército no centro de São Paulo será restaurado
A ideia é restaurar o monumento em homenagem ao militar, criado por um dos ícones do movimento modernista brasileiro: o artista Victor Brecheret (1894-1955).
Posto na praça Princesa Isabel em 1960, cinco anos após a morte do escultor, o monumento está desgastado, sujo e cheio de pichações. No próximo mês, a Fundação Cultural do Exército, responsável pelo patrimônio histórico e cultural da instituição, vai lançar um edital para a restauração da peça.
A restauração não será tão fácil de sair do papel: o monumento é tombado pelas três instâncias do patrimônio histórico nacional (federal, estadual e municipal). Por isso, é necessário a aprovação dos órgãos responsáveis.
Por sua vez, a prefeitura afirma que o Conpresp (conselho municipal de patrimônio) já autorizou a reforma. “Para deixar ruim, não precisa de nada. Para reformar, é uma grande burocracia”, critica Arbaitman, que no futuro pretende abrir fortes do Exército para visitação.
Seu monumento no centro da capital tem uma história curiosa, com idas e vindas. Segundo o site “São Paulo Antiga”, a ideia da homenagem foi do general Maurício José Cardoso, em 1939. Nos anos 1940, houve um concurso internacional de maquetes para escolher como seria o monumento. O pleito foi vencido por Brecheret.
Para custear a obra, ocorreu uma campanha de arrecadação de verba na cidade. Um torneio de futebol entre Corinthians e Palestra Itália (hoje Palmeiras) teve renda revertida para o monumento –o alvinegro sagrou-se campeão da “Taça Duque de Caxias” em dois jogos.

13.093 – Mega Sampa – A Estrada Velha de Santos


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A Rodovia Caminho do Mar (SP-148), também conhecida como Estrada Velha de Santos, é uma rodovia brasileira que liga o litoral do estado de São Paulo (Santos, via Cubatão) ao planalto paulista (São Paulo, via Região do Grande ABC), e constitui-se em um dos chamados Caminhos do mar de São Paulo. Desde 2004, está reservada ao tráfego de pedestres, sendo portanto fechada para automóveis de passeio particulares, só sendo percorrida por visitantes a pé e de bicicleta, veículos de manutenção e micro-ônibus da Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, administradora do Polo Ecoturístico Caminhos do Mar, constituído pela Rodovia, pela Calçada do Lorena e outros monumentos históricos.
A chamada Trilha dos Tupiniquins, também denominada Caminho de Paranapiacaba ou Caminho de Piaçaguera, foi a mais antiga e principal ligação entre o litoral (Baixada Santista) e a vila de São Paulo de Piratininga durante o período colonial.

Iniciava-se na vila de São Vicente, atravessava uma área alagada (hoje Cubatão) e prosseguia Serra do Mar acima, até as nascentes do Rio Tamanduateí (no atual município de Mauá) e, daí, ao Córrego Anhangabaú, na aldeia do índio Tibiriçá, em Piratininga (atual Pátio do Colégio, no centro histórico de São Paulo). A trilha passava pelo território dos Tamoios e, apesar de movimentada, nos primeiros tempos da colonização muitos viajantes foram por eles atacados e devorados. O percurso consumia dois dias para subir e um para descer.

Devido ao movimento crescente na Trilha dos Tupiniquins, que, de São Vicente, dava acesso ao Caminho do Peabiru, Tomé de Sousa proibiu o trânsito nessas vias, ameaçando com pena de morte os infratores.
Em 1560, o governador Mem de Sá encarregou os padres jesuítas, sob as ordens de José de Anchieta, de abrir uma ligação entre São Vicente e o Planalto de Piratininga. Em 21 de março de 1598, o capitão-mor Jorge Correia determinou que o Caminho do Mar fosse restaurado, “devendo os índios ajudar os branquos” […] “sendo escolhido hu home soficiente que nisto fale a este gentio”. Foi sugerido o nome de Gaspar Colasso, de Santos, que conhecia as línguas indígenas das aldeias de Ururaí e Mamoré (ou Maroré, que ficavam na Serra de Cubatão).
Em duas ocasiões, foram promovidas reformas de vulto, a cada uma delas registrando-se a mudança de nome da via.

Estrada da Maioridade
O nome original da estrada. Tem esse nome em homenagem à maioridade de dom Pedro II. Ela foi construída praticamente junto com a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, que absorvia quase todo o seu tráfego. Apresentava um trajeto muito sinuoso, mas era um monumento da engenharia, pois sua antecessora, a Calçada do Lorena, não tinha mais que um metro de largura, enquanto nessa era possível, inclusive, a passagem de carruagens. Com o tempo, caiu no abandono. Veio então, a primeira reforma.

Estrada do Vergueiro
A Estrada da Maioridade continuou recebendo manutenção, e, entre 1862 e 1864, passou novamente por uma grande reforma, cuja principal característica foi o refazimento de alguns trechos para o melhor aproveitamento da estrada, como a chamada Curva da Morte, uma curva bem fechada em plena descida onde eram muito comuns os acidentes, vários deles causando a morte das pessoas. Após essa reforma, a curva ganhou uma abertura bem maior. Mesmo com a ferrovia absorvendo quase todo o tráfego entre a planície e o planalto, a estrada continuou recebendo manutenção.

Finalmente, Caminho do Mar
Nas primeiras décadas do século XX, São Paulo passa por uma “reconstrução”, financiada pelo capital proveniente das exportações de café. Por essa época é difundido o uso de automóveis. Também por essa época, ocorre uma troca de valores: os governos construíam sempre várias ferrovias, e a partir desta época os recursos públicos passaram a ser destinados à construção de rodovias, deixando as ferrovias em segundo plano e dando a elas o aspecto de “coisa do passado” que ainda existe até hoje. Em 1913, a demanda de automóveis entre a planície e o planalto é muito grande, e a Estrada do Vergueiro é macadamizada , permitindo o uso de automóveis na estrada, e logo depois pavimentada com asfalto, tornando-se a primeira estrada asfaltada da América Latina destinada para veículos de motor à explosão. Posteriormente seria popularmente conhecida como Estrada Velha de Santos.
Em 1922, o então governador de São Paulo, Washington Luis, mandou construir alguns monumentos pela estrada para comemorar o centenário da independência do Brasil. São eles (do alto da serra para baixo):

Quilômetro 44 – Traduzido da língua tupi, “Paranapiacaba” quer dizer “Lugar do qual se vê o mar” (paranã, mar + epîaka + aba, lugar).[4] Em dias limpos e sem neblina (situação difícil de se encontrar na serra), realmente dá para se ver o mar, bem longe. Fica bem no alto da serra antes de começar as grandes curvas, mas já na descida da serra. Alguns dizem que Pedro I se encontrava com a Marquesa de Santos lá, o que é um tremendo absurdo, pois o rompimento do casal ocorreu em 1829, a marquesa morreu em 1867, o imperador voltou para Portugal em 1831, morrendo em 1834 e, como já foi dito, o Pouso foi construído em 1922. Era usada como parada para os carros descansarem após a subida ou se prepararem para a descida. Contava inclusive com uma bica para fornecer água para os radiadores dos carros.
Quilômetro 44,5 – Uma casa em ruínas. Não se sabe muito bem qual foi sua função. Especula-se que podia ser a casa dos engenheiros que construíram a estrada.

A ferrovia e a estrada estavam no auge, por volta de 1910. Mas aí começou a queda. Em 1920, as duas juntas já não eram suficientes para atender a demanda por transporte na região. A ferrovia começou a ter congestionamentos e a estrada apresentava vários fatores que limitavam o número de veículos circulando nela. Nessa época, São Paulo, o ABC e Cubatão estavam se consolidando como parques industriais, aumentando ainda mais a demanda pela ligação entre elas. A cidade de Santos e toda a sua baixada estavam se transformando em pólos turísticos, o que decididamente exigia uma nova ligação entre a planície e o planalto.
Em 1947, foi inaugurada a primeira pista da Via Anchieta; em 1953, a segunda; em 1974, foi inaugurada a pista norte da Rodovia dos Imigrantes; e, em 2002, a pista sul. As técnicas de construção da Via Anchieta eram muito mais aprimoradas do que as do Caminho do Mar. Logo, a Estrada foi passada para trás e ficou subutilizada, assim ficando por várias décadas. No período 1992-2004, a estrada foi fechada e reformada, tornando-se, atualmente, o Polo Ecoturístico Caminhos do Mar, que é formado pela estrada Caminho do Mar e por um trecho da Calçada do Lorena.

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13.092 – Eco Tour – O Parque Estadual Serra do Mar


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Fonte: Polo de ecoturismo de São Paulo

O Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Curucutu possui 37.518 hectares abrangendo 4 municípios, sendo São Paulo, Juquitiba, Itanhaém e Mongaguá. O Núcleo foi criado a partir da antiga Fazenda Curucutu, desapropriada pelo Estado em 1958, quando a principal atividade realizada em seus limites era a produção de carvão vegetal. O Núcleo não tem ocupação humana intensa e se localiza em um dos trechos mais intocados da Mata Atlântica de São Paulo. A APA Capivari-Monos sobrepõe o Núcleo Curucutu.
O Parque Estadual da Serra do Mar foi criado em 1977. Ele é considerado a maior área de proteção integral de toda a Mata Atlântica. O Parque protege cerca de um quinto de todas as espécies de aves que existem no Brasil, quase metade do total da Mata Atlântica. Algumas espécies ameaçadas de extinção, como a jacutinga, o macuco, o papagaio-de-cara-roxa, o papagaio-chaua, a sabiacica e o gavião-pombo-grande.
Existe o registro também de 270 espécies de mamíferos. Destas, 20% são exclusivas da Mata Atlântica e 22% estão ameaçadas de extinção, principalmente os macacos, como o mono-carvoeiro e o bugio.
O Parque Estadual Serra do Mar possui 332.000 hectares. Desta área, o Núcleo Curucutu protege 37.518 hectares de floresta atlântica de rara beleza.
As paisagens naturais da Serra do Mar são as escarpas, florestas, cachoeiras e campos nebulares. A vegetação é diversa, com destaque para as bromélias e orquídeas.
Clima de serra nos mares de morros e a presença marcante da neblina.

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Trilha da Bica – 1,4 km
Agradável caminhada na Floresta até chegar a uma bica d’água. Ideal para terceira idade e crianças, esta bica é a nascente do Rio Embu Guaçu que contribui para o abastecimento da Represa de Guarapiranga.

Trilha Mirante – 1,6 km
Por entre o divisor de águas dos rios Embu-Guaçu e Capivari, observando a diversidade de paisagens de mar de morros e encostas da Serra do Mar. Atinge o cume da serra, no limite entre os municípios de Itanhaém e São Paulo. Em dias de céu claro, é possível avistar as praias do litoral sul.

Trilha da Travessia – 15 km
Trilha histórico-cultural que atravessa a Serra, por onde passava a linha do telégrafo que fazia a ligação entre São Paulo e o sul do Brasil. Percurso com 8 horas de duração.
Obs.: Esta trilha está em fase final de estruturação.

Serviço:
Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Curucutu (70km de São Paulo)
Rua da Bela Vista, 7090 – Embura do Alto
Tel.: (11) 5975-2000
pesm.curucutu@fflorestal.sp.gov.br
De quarta a domingo, das 9h às 16h30. É necessário agendamento para visitas.

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13.091 -Mega Sampa – Expresso turístico até a Serra do Mar


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Fonte: CPTM

Localizada no município de Santo André (SP), Paranapiacaba é uma charmosa vila de arquitetura inglesa que já se candidatou a Patrimônio Mundial da Humanidade e foi testemunha de uma importante fase de expansão da tecnologia ferroviária no Brasil na segunda metade do século XIX. Lá, os passageiros poderão conhecer diversas atrações culturais e ecológicas, como o Museu do Castelinho, o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba e a Casa da Memória.
O trajeto é realizado aos domingos. O passageiro tem a opção de embarcar às 8h30 na Estação da Luz ou às 9h00 na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André (Linha 10-Turquesa, da CPTM). O retorno ocorre às 16h30 em Paranapiacaba, com parada na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André.
Atenção: no ato da compra do bilhete, o passageiro define em qual das estações prefere realizar o embarque e o desembarque.
A viagem é feita a bordo de uma composição, formadas por dois carros de aço inoxidável fabricados no Brasil na década de 50 e tracionados por uma locomotiva da década de 1950, totalmente reformada. O percurso de 48 Km leva 1h30 e é realizado ao longo da atual Linha 10-Turquesa, proporcionando ao turista uma viagem no tempo. Entre os destaques estão as estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, tombadas recentemente pelo patrimônio histórico de São Paulo. Elas foram construídas pela antiga empresa britânica SPR (São Paulo Railway) ― primeira ferrovia paulista, inaugurada em 1867.
Além disso, é possível encontrar em operação em Paranapiacaba a segunda locomotiva mais antiga do Brasil, que pertenceu à SPR e hoje integra o acervo da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). Anualmente, no mês de julho, a vila também é palco do tradicional Festival de Inverno de Paranapiacaba, que reúne estrelas da MPB, rock, música clássica e atrações internacionais.

SOBRE O TREM
O trem Expresso Turístico é formado por uma locomotiva a diesel, da CPTM, Alco RS-3 de 1952, que conduz dois carros de passageiros, de aço inoxidável, Budd – Mafersa fabricados no Brasil nos anos 60. Cedidos pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), os vagões foram totalmente restaurados nas oficinas da CPTM.
Eles pertenceram à Estrada de Ferro Araraquara (EFA), onde operaram a linha de longo percurso entre São Paulo (Estação da Luz), Campinas, Araraquara, São José do Rio Preto e Santa Fé do Sul. A linha, popularmente conhecida como “Araraquarense”, foi construída originalmente em bitola métrica e aberta em 1898, ligando Araraquara a Itaquerê (atual Bueno de Andrada).
Até 1955, só circulavam trens a vapor pela linha, com carros de madeira e composições que saiam de Araraquara. Com o alargamento da bitola, os trens começaram a sair da Luz. Nos anos 1960, quando foram adquiridos os carros Budd-Mafersa, as viagens passaram a ser feitas com carros-dormitório e carros-restaurante.
Na Fepasa (Ferrovia Paulista S.A.), esses carros trabalharam até meados de 1998, sendo os últimos trens de passageiros de longo percurso no estado de São Paulo. Os dois carros foram localizados e resgatados pela ABPF em Rio Claro, em meados de 2005, sendo na época solicitada a guarda destes à Rede Ferroviaria Federal SA (RFFSA). Em 2008, ambos foram cedidos para a CPTM com a finalidade de servirem ao Expresso Turístico.
Os carros são rebocados por locomotivas a diesel ALCO RS-3, fabricadas no Canadá nos anos 1950 e que ainda servem à CPTM nas atividades de manutenção e apoio à operação. As duas locomotivas foram preparadas pela CPTM recebendo nova pintura e a logomarca do Expresso Turístico.

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13.088 – Mega Sampa – Esse ano tem o tradicional bolo do Bixiga


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Em uma bacana iniciativa, a forte e dedicada comunidade do Bixiga, se une para resgatar a tradição do Bolo de aniversário da cidade de São Paulo. Uma verdadeira lição de união, amor e tradição.
O tradicional Bolo do Bixiga, que era servido todo dia 25 de janeiro em comemoração ao aniversário de São Paulo, vai voltar. A guloseima gigante teve sua história interrompida em 2008 após o programa Pânico na TV incentivar uma guerra de bolo com as crianças. A ação prejudicou a imagem do evento que perdeu patrocínios e, desde então, são servidos apenas bolos industrializados aos participantes. Para alegria geral, este evento volta agora este ano, com a força da comunidade local. Como um verdadeiro resgate da história, convocam cada morador do tradicional bairro a levar um bolo para juntos montarem novamente um grande tapetão doce para os 463 anos da cidade. Vale para não moradores locais também, só não vale dar o bolo na festa!
A festa em torno do bolo mais famoso de São Paulo tornou-se um evento concorrido e disputado, entrando para o Guinness Book como o maior bolo de aniversário do mundo, sendo também homenageado no Museu do Futebol. Em 2015 o evento entrou para o calendário oficial da cidade através da aprovação da lei: Festa do Bolo do Bixiga – 16.144/2015. A história do Bolo do Bixiga começou em 1986, quando São Paulo completou 432 anos. Idealizado por Armandinho Puglisi, inicialmente a festa era feita pela comunidade do bairro e cada morador levava um bolo. A ideia era que a cada ano o bolo igualasse em metros a idade da cidade. Desde 1996, dois anos após a morte de Armandinho, seu amigo Walter Taverna, presidente da Sodepro, organiza a festa do Bolo do Bixiga. Walter é uma figura especial, realmente um festeiro, incansável defensor do bairro e suas tradições. Primo querido, sobrinho do meu avó, dos alto de seus 80 anos continua na atividade. Pode ser encontrado todos os dias na sua cantina ou no Centro da Memória do Bixiga, que mantém com todo carinho e dedicação.

Aniversário de São Paulo – Bolo do Bixiga
Dia 25 de janeiro – quarta-feira – a partir das 9h00
Rua Rui Barbosa, altura do número 300 Bixiga – São Paulo

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o famoso bolo do Bixiga

13.079 – Golpe na Cultura – Livraria Leitura da avenida Paulista fecha as portas


Mais uma livraria fecha as portas. Desta vez, é a Leitura da avenida Paulista, que já encerrou suas atividades por causa dos altos custos -que envolviam R$ 30 mil só de IPTU- e do baixo retorno.
De acordo com Marcus Carvalho, sócio da rede, a loja custava três vezes mais que filiais em cidades como Teresina e Maceió e vendia menos. A ideia de Carvalho é continuar a abrir lojas em cidades com poucas livrarias. Ele diz que é rentável ser a principal ou segunda principal rede nessas cidades.

13.052 – Mega Sampa – O Restaurante Terraço Itália


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Folha e ☻ Mega

Fetiche, restaurante Terraço Itália está mais para uma atração turística

Aliado ao fato de São Paulo parecer menos selvagem quando observada de 41 andares acima, isso explica a recomendação de 20 dias de antecedência para se conseguir uma reserva para jantar. Aliás, é a única explicação.
Com preço em torno de R$ 100 por pratos apenas médios, carta de vinhos leonina e serviço ineficiente, o Terraço Itália é atração turística antes de restaurante.
Entendido assim, o local se torna algo divertido, com a duvidosa sofisticação do ambiente, clientes em figurinos fora de contexto, como se tudo não passasse de uma tentativa coletiva e esquisita de reviver os decadentes anos 1970 de um modo que eles não aconteceram.
Se o intuito for esse mesmo, a sugestão é começar e, por que não, terminar a noite no bar. Um andar acima do restaurante e com acesso apenas por escada, gera uma sensação curiosa à primeira vista —que às vezes dura, pois há fila para entrar.
Um trio tocando estandartes, balcão baixo, cadeiras e sofás parecem navegar sobre a cidade que se mostra pelas paredes inteiras de vidro.
Sim, soa como um clichê, mas é exatamente disso que se trata.
Edifício Itália. Av. Ipiranga, 344, 41º e 42º andar, República, região central, tel. 2189-2929. 400 lugares. Restaurante: seg. a qui.: 12h às 24h. Sex. e sáb.: 12h à 1h. Dom.: 12h às 23h. Bar: seg. a qui.: 15h às 24h. Sex.: 15h à 1h. Sáb.: 12h à 1h. Dom.: 12h às 23h. Couv. art.: R$ 35 e R$ 47 (no bar). Valet (R$ 25).
MELHOR RESTAURANTE A QUE O PÚBLICO JÁ FOI (DATAFOLHA)

A visão da cidade é espetacular! E um famoso comercial da década de 70 com a música São Paulo de Chic como tema reforçaram os ares de requinte dessa lendária casa.

Frase de um cliente assíduo do Terraço:
O salão é todo envidraçado e a vista é espetacular!

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12.961 – Mega Sampa – Há 50 anos, Iguatemi tornou-se 1º shopping de SP


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Então maior centro de compras da América do Sul, o Shopping Center Iguatemi foi inaugurado oficialmente no dia 27 de novembro de 1966, às 17h. Na ocasião, o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Agnelo Rossi, celebrou uma missa, momento antes de o governador Laudo Natel e o prefeito Faria Lima, com outras autoridades, visitarem as dependências do local.
Naquele dia, um dos destaques da festa para o público de 5.000 pessoas foi uma série de apresentações musicais, realizada a partir das 19h, que contou com Chico Buarque, Nara Leão, Chico Anysio, Eliana, Booker Pittman e Caçulinha.
A construção do local já era anunciada desde 1964, quando, por meio de anúncios, o engenheiro-arquiteto civil Alfredo Mathias (1906-1982), que liderava construtora com seu nome e a Shopping Centers Reunidos do Brasil S.A., anunciava que o shopping seria “a mais importante concentração de varejo de São Paulo e forma nova e racional de aplicação imobiliária, que proporcionará rendimentos crescentes com absoluta segurança“.
Com o intuito de atrair investimentos e mostrar a viabilidade do lançamento, sucessivos anúncios foram publicados na Folha explicando o conceito de shopping center e quais as possibilidades de ganhos e os potenciais da região, além de convocar corretores e investidores.
Mathias, que se formou engenheiro-arquiteto e civil na Escola Politécnica de São Paulo (“Os Arquitetos da Poli – Ensino e Profissão em São Paulo”, de Sylvia Ficher, pela EdUSP, págs. 229 e 230), chegou a levar a promoção do shopping para a televisão, com um pronunciamento feito em cadeia pela TV Tupi, TV Record e TV Excelsior em 10 de junho de 1965.
Foram realizadas 14 pesquisas de mercado para assegurar que o lançamento nos bairros Pinheiros, Jardim América, Jardim Europa, Jardim Paulistano e proximidades tinha potencial para vender para 800 mil pessoas, cuja renda atingia Cr$ 54,5 bilhões.
O sucesso foi tanto que, após o lançamento da pedra fundamental em 3 de abril de 1965, o Shopping Center Iguatemi foi erguido em apenas 16 meses e contava à época de sua abertura com 23 mil donos, que compraram 60 mil cotas de participação no empreendimento.
Além de abrigar 72 lojas, o shopping gabava-se de contar com cerca de 1.000 vagas de estacionamento, prontas para atender a região que, apesar de contar com 20% da população paulistana, ostentava mais da metade dos carros da cidade.
Mathias tornou-se o primeiro administrador do local, com mandado de cinco anos. Nesse primeiro período à frente do shopping, ele viu o número de lojas saltar para 160, com um fluxo de quase 1 milhão de pessoas por mês.
O shopping, que desde 1966 chamou a atenção para campanhas natalinas, com triunfais chegadas do Papai Noel, chegou a sortear nos anos 90 um BMW para os consumidores durante as compras de Natal.
Foi também a partir de um incêndio no Cine Iguatemi, em 1994, que destruiu toda a instalação, que salas de cinema passaram a contar com instruções de segurança.
Hoje, em que ostenta um relógio d’água na entrada (foto no alto) –ele foi criado pelo francês Gitton Bernard e utiliza tubos de vidro e líquido colorido para marcar as horas e os minutos–, do qual existem apenas quatro no mundo, o shopping Iguatemi possui 314 lojas e registra mais de 1,5 milhão de visitantes por mês.
Em setembro deste ano, a revista sãopaulo publicou especial sobre shopping centers com 25 curiosidades sobre o “cinquentão” Iguatemi.
A publicação mostrou, por exemplo, que apenas 9 lojas continuam no local desde a inauguração: Giuliano Joias, AB Uniformes, Fotóptica, Jogê, Americanas, Pão de Açúcar, Renata, Sinhá e Drogaria Iguatemi.
Uma mostra de que as expectativas de Alfredo Mathias estavam corretas é que, de acordo com a consultora imobiliária Cushman & Wakefield, nos últimos anos o shopping figurou no ranking dos 20 endereços mais caros do varejo, ao lado de estabelecimentos famosos da 5ª Avenida (Nova York) e Champs-Elysées (França).

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12.934 – Mega Sampa – O dirigível da Goodyear não vai mais voar sobre São Paulo


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Depois de 4 anos sobrevoando São Paulo, o dirigível da Goodyear vai para novo destino, provavelmente nos EUA.
A assessoria da empresa nega que a mudança de endereço esteja relacionada à nova legislação sobre publicidade exterior, que entra em vigor em janeiro, mas segundo a Prefeitura: “tudo que voa terá que se enquadrar ao novo texto” – o que obrigaria o dirigível a perder a marca.
Mais sobre o dirigível
Trata-se de uma aeronave com fins publicitários, atuando também como substituta dos helicópteros nas transmissões de grandes eventos pela TV.
Esse dirigível inflado com hélio é uma das maiores aeronaves de sua categoria atualmente em operação no mundo. Possui pintura prateada, estampando um gigantesco logotipo da Goodyear nas cores azul e amarelo. Mede 55 metros de comprimento e 18 metros de altura. Sendo impulsionado por dois motores de 180 hp, o Ventura pode transportar até seis pessoas voando a uma altitude de 3 mil metros, atingindo velocidade máxima de 80 km/h. Por possuir hélices reversíveis pode pousar em áreas relativamente pequenas.
Possui os mesmos instrumentos e recursos de navegação que os mais modernos aviões comerciais. Possui também uma câmera filmadora com giroscópio e antenas para realizar transmissões de eventos ao vivo em todo o Brasil.
Sua característica mais marcante é a presença de um enorme painel luminoso em seu lado esquerdo, que pode ser utilizado para transmitir propagandas ou notícias. Formado por 82626 LEDs de alta intensidade, esse painel pode reproduzir até 32 mil cores.