13.035 – Geografia – A América do Sul


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Uma enorme cordilheira (conjunto de altas montanhas), denominada Andes, localiza-se desde a Venezuela, percorrendo toda a zona ocidental da América do Sul, em direção ao seu extremo-meridional. É a segunda maior cadeia montanhosa do mundo, com uma grande quantidade de vulcões, cujos mais famosos são: Chimborazo e o Cotopaxi.
Países da América do Sul:
O continente sul-americano é composto por 12 países : Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Chile, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, e Suriname.
Informações sobre a América do Sul
A leste da Cordilheira dos Andes existe um enorme altiplano central, que vai até o platô brasileiro. Este é separado do platô das Guianas pelo grande vale do Amazonas, o maior sistema fluvial do mundo.
A parte da América do Sul que fica entre os trópicos (Câncer e Capricórnio), tem grande densidade pluviométrica (índice de chuvas) – que, entretanto, é pequena em certas regiões, como no Nordeste do Brasil. A temperatura média nesta área é de quase 30 graus centígrados durante todo o ano. Ao sul do continente o clima torna-se mais fresco e seco, e na Patagônia, no extremo-sul, faz muito frio. Um importante deserto marca esta região: o deserto do Atacama que localiza-se no Chile.

A parte tropical da América do Sul tem florestas fechadas e selvas parcialmente exploradas, nas quais há diversas espécies de plantas: palmeiras, bambu, ébano e seringueiras. Há uma grande variedade de vida selvagem: onças, pássaros, cobras, jacarés entre outras espécies.

A região dos trópicos produz diversos tipos de produtos agrícolas, tais como, banana, laranja, soja, tabaco, algodão, arroz, café, açúcar. A criação de gado é uma das riquezas principais do Brasil, Uruguai e Argentina.

Este continente possui jazidas minerais encontradas principalmente no Chile (cobre e ferro), Venezuela (petróleo), Brasil (manganês e ferro) e Bolívia (estanho e ouro). Essas riquezas e a exportação de carne e lã têm melhorado as condições da América do Sul nos últimos anos.

Principais cidades da América do Sul: Rio de Janeiro (Brasil), São Paulo (Brasil), Buenos Aires (Argentina), Quito (Equador), Caracas (Venezuela) e Montevidéu (Uruguai).
População

Este continente tem sua população formada por uma miscigenação de raças. Desde a chegada de Colombo (1492), muitos imigrantes buscaram morar e construir uma vida melhor na América do Sul. Colonos e imigrantes da Itália, Alemanha, Espanha, Portugal, Japão, China entre outros, juntaram-se aos negros africanos e índios para formar a população deste continente.
Outros dados geográficos da América do Sul:

– Número de países: 12
– Número de territórios: 6
– População: 380 milhões de habitantes (estimativa 2014)
– País mais populoso: Brasil com 190.732.694 habitantes (dados do IBGE – Censo 2010)
– Línguas mais faladas: espanhol e português
– Área: 17.850.568 km²
– Maior país (território): Brasil
– Menor país (território): Suriname
– Maior Lago: Titicaca com 8.300 km²
– Ponto mais alto: Monte Aconcágua na Argentina com 6.962 metros.
– Principais desertos: Atacama (Chile) e Deserto da Patagônia (Argentina).

– Maiores rios: Amazonas (6.868 km), Madeira (3.199 km) e São Francisco (3.160 km).
– Local mais seco: Deserto do Atacama no Chile

– Maior ilha: Terra do Fogo (Argentina e Chile) com cerca de 47 mil km².
Você sabia?
– A América do Sul é um continente com grande diversidade de vida animal. As principais espécies que vivem neste continente são: capivara, jacaré, tamanduá-bandeira, arara, tucano, anta, lobo-guará, lhama, jabuti, onça, tatu-bola, alpaca e mico-leão-dourado.
Um pouco mais:
A América do Sul é o quarto maior continente do mundo em área e o quinto mais populoso. Com uma história que se estende por milhares de anos, a América do Sul foi influenciada pelas culturas espanhola, portuguesa, asiática e africana.

Os europeus começaram a explorar a América do Sul a partir do final do século XV. O continente recebeu esse nome por causa do explorador italiano Américo Vespúcio, o qual se acredita ter sido o primeiro a reconhecer a terra recém-descoberta como um continente separado. Localizada primariamente no hemisfério sul, com poucos países no hemisfério norte, a América do Sul é composta por doze países independentes e três territórios.

Geografia
A América do Sul é limitada pelo Mar do Caribe a norte, pelo Oceano Atlântico Norte a leste e nordeste e pelo Oceano Atlântico Sul a sudeste. O Oceano Pacífico Sul limita o continente a oeste. A nordeste, o Istmo do Panamá liga a América do Sul à do Norte. O continente também abriga uma colossal variedade de paisagens, de desertos a florestas úmidas, de planícies a montanhas.

Resumo Histórico
A história da América do Sul é antiga, datando da migração humana através do Estreito de Bering. Em aproximadamente 1200 A.C., caçadores migraram da Ásia para o Alasca, atravessando o estreito, e se deslocaram gradualmente para o sul. De 1400 a 1550, povos do Império Inca se espalharam pela América do Sul, habitando regiões que hoje fazem parte de Bolívia, Chile, Equador, norte da Argentina e Peru.

Em 1492, Cristóvão Colombo descobriu o “Novo Mundo”. O número de exploradores espanhóis cresceu entre 1496 e 1526. Em 1533, o Exército Espanhol, liderado por Francisco Pizarro, conquistou a maior parte do território inca. No período entre 1535 e 1537, Argentina, Peru e Bolívia foram fundados e, por volta do século XVIII, as colônias espanholas na América do Sul começaram a clamar pela independência. Enquanto lutava contra a França na Europa, a Espanha começou a perder o controle de suas colônias sul-americanas e, ao final da guerra, em 1914, Argentina e Venezuela conquistaram a independência da Espanha, e outras nações também o fizeram. No século XX, vários países sul-americanos, incluindo Peru e Venezuela, realizaram eleições pela primeira vez após a independência.

Economia
A indústria, a agricultura e o comércio são as fontes primárias da economia da América do Sul. As economias de muitos países sul-americanos estão baseadas na exportação, principalmente de produtos agrícolas. Brasil e Argentina são os principais exportadores. Alguns dos principais produtos incluem cana-de-açúcar, milho, trigo, soja e café. Os recursos minerais do continente – principalmente petróleo, ouro, minério de ferro, prata e cobre – também contribuem substancialmente à economia regional.

Os países sul-americanos têm apresentado notável desenvolvimento econômico nas últimas duas décadas. Países como Brasil, Argentina, Colômbia, Peru, Chile e Uruguai tiveram grande crescimento, mesmo durante a recessão global entre 2008 e 2009. Eles têm mostrado resiliência quando comparados a outras nações pelo mundo. O maior desafio que a economia da América do Sul enfrenta são os altos níveis de desigualdade entre ricos e pobres em muitos países, fazendo deste o continente com maior desigualdade no mundo. Em resposta, os países estão se unindo em dois blocos econômicos: o Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai; e a Comunidade Andina de Nações, que inclui Equador, Bolívia, Peru, Columbia, Venezuela, and Chile. Esses blocos econômicos ajudam os países a fortalecer seus vínculos e desenvolver suas economias.

Viagem e Turismo
O turismo é outro setor importante na América do Sul, que não apenas aumenta o PIB e cada país, mas também assegura maiores oportunidades de emprego. Sítios históricos, maravilhas arquitetônicas e paisagens naturais atraem milhões de turistas do mundo inteiro todos os anos.
A América do Sul é uma terra de diversidade. A Floresta Amazônica e o Rio Amazonas, o Deserto de Atacama, o Lago Titicaca e o Salto Ángel (Venezuela) são algumas das principais atrações naturais do continente. A América do Sul tem climas que variam de seco e árido a tropical.

13.034 – Nutrição – Alimentos para de hidratar nesse calorão


sucos
A agência meteorológica do Reino Unido mostra que 2017 será um dos anos mais quentes de que se tem notícia. A razão para isso é a combinação entre os efeitos do El Niño — fenômeno atmosférico que aquece águas dos oceanos e altera o clima global — e os gases do efeito estufa.

Dicas úteis

Águas aromatizadas ou saborizadas
Elas chegaram com tudo. Estão na moda e marcam presença em restaurantes e bares, sendo apreciadas principalmente por quem acha a água sem graça. Mas são saudáveis? As versões naturais, que você prepara em casa, sim.
“Especiarias como a canela conferem um sabor delicioso à água”, aponta Ana Ceregatti, nutricionista especializada em alimentação natural e vegetariana. Ela destaca que uma excelente opção é adicionar galhos de hortelã limpos e frescos e um pedaço pequeno de gengibre à bebida. Se esses itens forem orgânicos, melhor ainda.
A hortelã favorece a digestão e o gengibre contém o ativo gingerol, um antisséptico e anti-inflamatório natural. “Quem gosta de ervas e especiarias pode fazer as próprias combinações”, afirma Ana. Cuidado mesmo exigem as frutas cítricas, que oxidam em temperatura ambiente e, aí, deixam a água com sabor amargo, além de perderem suas propriedades nutricionais.

Veja uma receita: Água com cereja, morango e hortelã
As industrializadas, ao contrário, abusam dos corantes artificiais, conservantes e acidulantes (usados para intensificar o sabor dos alimentos e bebidas). Algumas têm ainda adoçante e sódio.
Além das versões saborizadas artificialmente, o mercado possui agora farta oferta de uma bebida vendida com vitaminas, minerais e energéticos em cápsulas – cujo conteúdo deve ser adicionados ao líquido da garrafa. É mais um desses modismos de academia. “Parece água, mas não é. A promessa é de que esses produtos aumentem a energia ou acalmem”, descreve Cynthia Antonaccio, da Consultoria Equilibrium, de São Paulo.
Essas bebidas contêm princípios ativos e extratos que até podem ser uma opção interessante. Porém, é imprescindível contemplar a presença de açúcar em sua composição e o preço (que chega a 100 reais a unidade) antes de optar por qualquer uma.

Chá gelado
Não dá para negar que um chá geladinho ajuda a driblar a sede. Mas, diante da variedade de produtos disponíveis, qual escolher? “A melhor opção será sempre a natural, sem açúcar e à base de ervas, flores e especiarias, como erva-mate, hibisco, camomila e gengibre”, explica Fernanda Gabriel, nutricionista da RG Nutri, consultoria de São Paulo.
Preparado com água e um ingrediente principal, esse tipo de bebida preserva antioxidantes e substâncias anti-inflamatórias. Cuidado apenas com a procedência da erva e com a quantidade de chá ingerida. Compre esses produtos em estabelecimentos de confiança, verifique se não estão mofados e se não apresentam sujidade.
“Essas ervas possuem princípios ativos que, se consumidos com frequência e em grande quantidade, podem fazer mal aos mais sensíveis. A dica é variar”, ensina Mariana Del Bosco, nutricionista e mestre em Ciências pela disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Já os chás industrializados, disponíveis em saquinhos, garrafas e até latas, são sem dúvida práticos. Porém, também são mais pobres do ponto de vista nutricional. A maioria tem pouca quantidade de polifenóis –compostos encontrados nos alimentos e que varrem as toxinas do organismo, por exemplo.
Tais compostos se perdem durante o processo de produção dessas bebidas, que têm sabor alterado com a adição de açúcar ou adoçantes. “Alguns chás industrializados contêm conservantes e corantes. Por isso, sempre indico os que são feitos com as ervas e, na ausência deles, os de saquinho”, receita Ana Ceregatti.
Caso você não deseje carregar por aí uma garrafinha com seu chá feito em casa, a nutricionista Cynthia Antonaccio dá uma dica importante: “Ao comprar as versões industrializadas, escolha pelo menos as que têm menos açúcar ou são light”.
Vale lembrar que a ingestão desse carboidrato não deve ultrapassar 10% do valor calórico total do dia, como recomendado pela Organização Mundial de Saúde. “Um adulto que consome em torno de 2 mil calorias ao dia pode ingerir, no máximo, 200 calorias provenientes do açúcar, que é algo em torno de 50 gramas”, exemplifica Fernanda Gabriel.

Água de coco
Um das deliciosas vantagens do verão é aproveitar praias, parques e praças — e se lambuzar com uma refrescante água de coco. Fernanda Gabriel, da RG Nutri, confirma que o líquido é naturalmente rico em água e minerais que auxiliam na hidratação. “Além da água da fruta, podemos consumir a carne do coco. Ela é gostosa e carrega fibras e gorduras que garantem a saciedade por mais tempo”, fala.
Em um copo de 200 mililitros dessa bebida há 93% de água. O restante é composto por açúcar, proteínas, sais minerais e fibras. Por isso, Ceregatti endossa o consumo do líquido in natura. Ela explica que o produto em caixinha contém frutose – adicionada na maioria dos industrializados (sucos etc) para destacar o sabor da bebida.
“É melhor comprar o coco fresco, abri-lo e fazer cubos de gelo com sua água”, diz. Esses cubos servirão para preparar sucos naturais e até smoothies, preservando as propriedades da fruta.
Fernanda Gabriel até admite o consumo da água em caixinha como alternativa para os dias de pressa e para quem não encontra a fruta com facilidade. Mesmo assim, a ingestão deve ser moderada – justamente pela presença de açúcar e conservantes nessa versão.

Sucos naturais e industrializados
Mais uma vez, as nutricionistas preferem os naturais ou a versão integral em caixinha. “Por serem feitos com ingredientes frescos, eles mantêm os nutrientes”, ensina Fernanda. Ela reforça que, entre os industrializados, é bom ficar de olho na presença de açúcar e evitar os néctares e refrescos, que apresentam um percentual pequeno de fruta na composição.
Para ser considerada um suco, a bebida precisa ter pelo menos 50% de polpa da fruta e água (sem nenhuma substância estranha). Já o néctar deve conter até 30% de fruta, açúcar e aditivos químicos, como corantes. Nesse balaio, não dá pra negligenciar os refrescos (com 8% de fruta e muito açúcar) e o suco concentrado (ele tem menos açúcar que o néctar, é mais barato e leva corantes, aromatizantes e conservantes). Já o produto integral não carrega conservantes nem é adoçado artificialmente.
No entanto, se no momento de escolha você só tiver o néctar, não precisa se martirizar. E uma dica da nutricionista Cynthia Antonaccio: “Ao optar pelo néctar, escolha aqueles que seriam iguais ao que você prepara em casa”, diz. Como assim? “Por exemplo: dificilmente você fará um suco puro de maracujá ou de limão. Então, não tenha medo se, às vezes, recorrer a esses produtos. Mas analise para ver se vale a pena”, explica.

Picolé e sorvete de massa
Por mais tentadores que sejam, cabe lembrar que os sorvetes de massa possuem um monte de açúcar e, em boa parte dos potes, a famigerada gordura trans, criada pela indústria para melhorar o sabor e a durabilidade dos alimentos na gôndola. Acontece que estudos científicos comprovaram que essa molécula é muito prejudicial à saúde.
Por isso, a opção das nutricionistas é o picolé — em geral, preparado com suco da fruta e açúcar. “Se tiver que escolher, opte por um de frutas, mas não pense nele como lanche”, ensina Ceregatti. Nas refeições intermediárias, coma o vegetal in natura mesmo para matar a fome.
A nutricionista Cynthia Antonaccio admite a ingestão de sorvete de massa como uma indulgência à qual você recorre vez ou outra. “Sem peso ou culpa, mas consciente do que está ingerindo”, arremata.

Açaí na tigela
Não abre mão dessa delícia originária da Amazônia e está no grupo dos que precisam controlar a ingestão de açúcares? Então fique de olhos abertos: a maioria das versões vendidas nas ruas têm adição de xarope de milho, como esclarece Ana Ceregatti.
“Arriscaria que 99% dos que são vendidos têm esse ingrediente. Ele é pior que o açúcar refinado, porque sobrecarrega o organismo de forma geral”, explica. De acordo com ela, é importante checar o rótulo para adquirir os que contenham a polpa de açaí.
Fernanda Gabriel diz que nem por isso a fruta deve sair do cardápio. “Ela é rica em antioxidantes e proporciona saciedade. Mas a polpa congelada, na maioria das vezes, é adoçada. Assim, é melhor escolher acompanhamentos como frutas, coco ralado e opções sem açúcar”.
Garantimos: não é necessário adicionar xaropes como o de guaraná na tigela. As frutas e os cereais já dão um gosto especial. Mas se está sentindo falta de um docinho, considere o açúcar mascavo ou mesmo o de coco.

Água mineral
“Uma dica para saber se você está bebendo a quantidade ideal é observar a cor da urina, que deve ser clara”, conclui.
Nas ruas, o principal cuidado é comprar uma água mineral de fonte ou empresa reconhecida. “Sempre a adquira em um comércio formal, que forneça nota fiscal. Nesses locais, o risco de levar um produto adulterado é menor”, afirma Antonaccio. Como as águas são extraídas de fontes naturais, pegue as que você já está acostumado — mais por uma questão de sabor do que por qualquer outro detalhe.
O sódio encontrado nas versões minerais é natural das fontes das quais ela são extraídas. Sua quantidade é muito pequena frente às recomendações diárias (um copo de água há 0,15% da indicação de consumo). “Sendo assim, não vai prejudicar o funcionamento do corpo”, afirma Fernanda Gabriel.
O consumo frequente de água mineral, ao contrário do que se fala, não causa danos ao organismo em pessoas saudáveis. Evite apenas ingeri-la durante as refeições.
Vale lembrar que nosso corpo precisa de aproximadamente 2 litros de água por dia para regular a temperatura, transportar minerais e vitaminas e por aí vai. E uma ótima notícia: o consumo adequado ajuda até a acabar com aquela falsa sensação de fome. Portanto, hidrate-se!

13.033 – Bill Gates vai investir US$ 140 milhões em implante que pode prevenir o HIV


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A fundação de Bill Gates vai investir US$ 140 milhões em um implante que pode prevenir o HIV. O projeto, desenvolvido em parceria com uma empresa chamada Intarcia Therapeutics, é de um implante que entrega, em intervalos de seis e 12 meses, medicamentos anti-HIV, que funcionam como uma espécie de tratamento pré-exposição em locais de risco.
Um medicamento semelhante está sendo testado para pacientes com diabetes tipo 2.
Segundo a fundação, em locais como a África subsaariana, onde o vírus continua a se espalhar, o dispositivo pode ajudar a conter a epidemia, evitando que as pessoas contraiam a doença. O custo, no entanto, ainda é uma das preocupações, já que é possível que um implante do tipo não seja algo barato.
A chamada “bomba anti-HIV”, por enquanto, está em fase de testes.

13.032 – Google cria prêmio milionário para quem levar minijipe à Lua primeiro


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Trata-se do Prêmio X Lunar Google (GLXP), patrocinado pela gigante da internet para fomentar o desenvolvimento de tecnologias espaciais de baixo custo e a exploração do satélite natural da Terra.
A maior bolada –US$ 20 milhões– vai para o primeiro grupo que conseguir pousar na Lua um módulo robótico capaz de se deslocar por no mínimo 500 metros pela superfície e transmitir vídeos e fotos em alta definição de lá.
O segundo colocado, se houver, não sairá de mãos abanando; levará US$ 5 milhões. É importante colocar esses valores em perspectiva, porém. O preço de tabela para o lançamento de um foguete Falcon 9, da SpaceX –o mais barato do mercado com capacidade para levar uma carga útil até a Lua–, não sai por menos que US$ 62 milhões.
E as regras da premiação exigem que 90% do financiamento do projeto seja privado. Ou seja, as equipes precisam ter um plano de negócios que justifique o investimento todo na missão.
Isso explica a intensa movimentação no grid até o último dia de 2016: das 16 equipes atualmente inscritas (antes eram 29), apenas 5 conseguiram apresentar contratos de lançamento. E como o contrato assinado até o fim do ano é pré-condição para seguir na disputa, várias delas estão se associando.
É o caso da brasileira SpaceMETA, liderada pelo engenheiro Sergio Cavalcanti. Ela chegou a ter um acordo assinado para usar o primeiro voo do foguete Cyclone-4 a partir de Alcântara, mas o lançador se desmaterializou com o cancelamento da parceria entre brasileiros e ucranianos.
Agora, para ter alguma chance, ela e outras três equipes tentam se reunir num grupo em torno do grupo internacional Synergy Moon. “Montamos a estratégia de desaparecer e reaparecer com um time global”, disse Cavalcanti à Folha. Detalhe: o contrato da Synergy, embora reconhecido pelos juízes do GLXP, envolve um foguete ainda não testado sequer uma vez em voo.
Movimento similar de emparceiramento de última hora fez a equipe japonesa Hakuto, que se juntou à indiana Team Indus para viajar junto com ela. Mas nesse caso a chance de sucesso é bem maior: elas têm voo assegurado no foguete indiano PSLV –lançador que inclusive já realizou uma missão lunar, a Chandrayaan-1. (Será esse mesmo lançador que levará a Garatéa-L, primeira missão lunar brasileira, em 2020.)

Objetivos
> Pousar suavemente uma espaçonave na Lua

> Viajar 500 metros no solo lunar

> Enviar fotos e vídeos em alta definição

Prêmios

1º colocado – US$ 20 milhões
2º colocado – US$ 5 milhões
Prêmios-bônus – US$ 5 milhões

Prazo final
31 de dezembro de 2017

Equipes
> Team SpaceIL (Israel)
> Team Indus (Índia)
> Part-Time Scientists (Alemanha)
> Moon Express (EUA)
> Synergy Moon (internacional)
> STELLAR (EUA)
> Independence-X (Malásia)
> Omega Envoy (EUA)
> Euroluna (internacional)
> Hakuto (Japão)
> Astrobotic (EUA)
> Team Puli (Hungria)
> SpaceMETA (Brasil)
> Team Plan B (Canadá)
> AngelicvM (Chile)
> Team Italia (Itália)

13.031- Heródoto – O Pai da História e da Geografia


herodoto
Foi um grande historiador e geógrafo dos tempos antigos. Viveu entre 485 a.C e 425 a.C. Nasceu em Halicanarsso, que hoje é Bodrum, na Turquia. Heródoto foi criado pelo seu tio Pamiatis que lhe ofereceu uma boa educação e também muitas viagens pelo mundo antigo. A primeira foi ao Egito onde conheceu sobre sua origem, também conheceu a Líbia, Babilônia, Pérsia, Macedônia entre outras.
Revelou a história da invasão persa na Grécia. Foi o grande escritor da obra “Histórias”, onde relata as guerras médicas entre gregos e persas, esta obra é classificada em 9 livros, que eram dedicados à nove musas, que segundo a mitologia grega eram responsáveis pela arte. O nove livros são:

Clio: neste primeiro livro, Heródoto expõe as causas das “Guerras médicas”, as primeiras desavenças e conflitos que aconteceram entre bárbaros e gregos;
Euterpe: o segundo livro fala sobre o Egito, sua história, geografia do país, religião, reis, animais sagrados e costumes;
Tália: o terceiro livro fala sobre o motivo que levou Cambises (imperador da Pérsia) a atacar o Egito, fala sobre Cambises e também sobre sua morte;
Melpômene: o quarto livro fala sobre Citia, que era uma região na Eurásia habitada por iranianos;
Terpsicore: neste quinto livro conta sobre o avanço persa sobre a Grécia;
Erato: sexto livro, fala sobre a história de Esparta e Atenas, assuntos de políticas internas em Atenas, fala também sobre a invasão persa na Macedônia;
Polímnia: sétimo livro que relata a invasão na Grécia quando Dário morre e Xerxes assume o trono do império persa;
Urânia: o oitavo livro relata a destruição de Atenas, a Batalha de Salamina, que foi o combate entre a frota persa e a grega e foi vencida pela grega;
Caliope: e o último livro que conta sobre a batalha de Platea e Micala.
Além dos nove livros também têm um encerramento. Os cinco primeiros livros relatam mais sobre o Império Persa, já os outros quatros falam sobre as guerras.
As obras de Heródoto relatam aspectos do comportamento humano, além dos fatos históricos do mundo antigo, principalmente da Grécia, quando conta sobre as guerras médicas entre gregos e persas. Heródoto também foi um grande geógrafo e por ser tão bem reconhecido, hoje na França tem uma revista sobre geografia geopolítica que leva seu nome, e é uma das mais vendidas.

13.030 – Geografia – O que é Ecúmeno?


terra geografia
Um antigo conceito grego, utilizado ainda hoje, divide o planeta em duas porções: a porção habitável – o ecúmeno, do grego oikoumêne, que significa “habitada (a Terra)”, ou seja, a área habitável ou já habitada da Terra – e o anecúmeno, que é composto por áreas desprovidas de povoamento ou que, devido às suas condições naturais, abrigam pouquíssimos indivíduos.
O termo ecúmeno, portanto, refere-se às áreas da superfície terrestre que já foram, estão sendo ou ainda virão a ser ocupadas pelo homem – com a finalidade de ali se instalar ou, então, de explorá-las economicamente. Geralmente, essas regiões têm boas condições para a ocupação: relevo plano, latitudes médias e proximidade às bacias hidrográficas.
O avanço da tecnologia proporcionou ao homem o poder de transformar praticamente todo o planeta em uma imensa área ecúmena. Existem atualmente poucos locais para ainda serem ocupados – e, geralmente, estão localizados nos pólos (como a Antártida), nas altas montanhas, nos desertos (como o Saara) e nas densas florestas (como a Amazônia).
Homem supera dificuldades do meio
Além dos recursos oferecidos pela tecnologia, que permitem transformar áreas inabitáveis em habitáveis, o ser humano, entre todas as espécies vivas, é a que mais facilmente se adapta às mais diversas condições ambientais.
A utilização e o desenvolvimento de recursos como, por exemplo, o vestuário, formas adequadas de habitação e alimentação, deixam o ser humano mais preparado para enfrentar as dificuldades naturais que possam existir nos diversos tipos de ambiente. Além disso, o homem consegue produzir aquecimento em áreas frias, refrigera áreas quentes, ilumina locais de longa escuridão, irriga lugares secos, drena áreas encharcadas, etc., procurando sempre criar ambientes mais adequados à sua fixação ou exploração.
Quanto ao conceito de anecúmeno, vale lembrar que os limites dessas regiões de difícil acesso também se modificam de acordo com o avanço da tecnologia e da capacidade econômica do homem.
Antigamente, fatores que representavam grandes dificuldades para a ocupação humana, como clima, relevo, hidrografia, entre outros, hoje podem ser superados graças ao desenvolvimento tecnológico. O resultado desse avanço representa uma ampliação dos limites ecúmenos e a consequente diminuição das áreas anecúmenas do planeta.

13.029 – História da Física


física
Começou a partir do momento em que a humanidade passou a ver e analisar os fenômenos naturais de modo racional, abandonando explicações místicas ou divinas. As primeiras tentativas racionais de explicação da Natureza vieram com os indianos e com os gregos antigos. Antes disso, fenômenos naturais e suas consequências eram explicados por deuses e deusas; Apolo, em sua carruagem, carregava a esfera brilhante, o Sol, de leste para oeste, todos os dias. A Filosofia Natural, como era conhecida a Física até tempos mais modernos, confundia-se com a Química e com certos aspectos da Matemática e Biologia, e pode ser considerada a disciplina acadêmica mais antiga, se for considerada a sua presença dentro da Astronomia.
Após ter visto um momento de esplendor na Grécia Antiga, tendo como nome principal Aristóteles, a Física entrou em declínio na Idade Média, tendo revivido apenas durante o Renascimento, durante a Revolução Científica. Galileu Galilei é considerado o primeiro Físico em seu sentido moderno, adotando a Matemática como ferramenta principal. Galileu é um dos primeiros a descrever o real objetivo de um cientista; sua função é apenas descrever os fenômenos em vez de tentar explicá-los. Já dotado de um método científico, a Física teve uma notável evolução com Isaac Newton, que realizou a primeira grande unificação da Física ao unir Céus e Terra sob as mesmas leis da Física, a gravitação universal.
Nos séculos XVIII e XIX surgiram os fundamentos da termodinâmica e do eletromagnetismo, destacando-se Rudolf Clausius, James Prescott Joule e Michael Faraday. James Clerk Maxwell realizou outra grande unificação da Física ao fundir eletricidade e magnetismo sob as mesmas descrições matemáticas, sendo que toda a Óptica pode ser derivada da teoria eletromagnética de Maxwell. No final do século XIX pensava-se que todos os fenômenos físicos poderiam ser explicados dentro das teorias correntes. Entretanto, certos “fenômenos rebeldes” fugiam do alcance dos cientistas. No início do século XX, ao tentar explicar matematicamente a radiação de corpo negro, Max Planck introduziu o conceito de quantum de energia. Em 1905, Albert Einstein apresentou, sob a forma de cinco artigos, as base da Relatividade e da Mecânica Quântica. Tais “fenômenos rebeldes” finalmente foram explicados, mas a ontologia determinista estrita e pontual, característica da mecânica newtoniana, foi abalada seriamente, que foi agravada após a publicação do Princípio da Incerteza de Werner Heisenberg e do princípio da complementaridade de Niels Bohr.
Desde então, a Física preocupa-se em explicar, sob o ponto de vista da Física Moderna, a natureza as quatro forças fundamentais da Natureza. O Modelo Padrão, apresentado na década de 70, descreve três das quatro forças. Trabalhos dentro do Grande Colisor de Hádrons (LHC), no CERN, e no Fermilab, procuram confirmar a existência do bóson de Higgs, a única partícula prevista pelo Modelo Padrão ainda não descoberta. Entretanto, a gravidade ainda carece de uma explicação teórico-experimental enraizada pela Física Moderna e é ainda um grande problema em aberto da Física.
As pessoas desde a Antiguidade sempre prestaram atenção nas regularidades da Natureza; o Sol nasce todo dia; um ciclo lunar é completado em aproximadamente 28 dias, praticamente o mesmo período de um ciclo menstrual; as estrelas ocupam a mesma posição no céu em um determinado momento a cada ano, um objeto sempre cai quando não é apoiado; as quatro estações do ano sempre estão ordenadas e se repetem anualmente.
Esta ordenação da Natureza precisava de explicações satisfatórias. Inicialmente, os povos antigos atribuíam tais fatos à mitologia e à metafísica; deuses e deusas que controlavam o mundo. Na Grécia Antiga, Gaia era a deusa Terra e Zeus controlava o poder dos relâmpagos. Apolo, com a sua carruagem flamejante do Sol, cruzava os céus uma vez por dia.
Basicamente, “Física” é uma tentativa de se obter explicações racionais sobre o mundo real, em contraste com explicações metafísicas, mitológicas, religiosas ou mágicas.
As primeiras tentativas do Ocidente em prover explicações racionais para os funcionamentos da Natureza vieram com os gregos, por volta do século VII a.C.
Aristóteles é descrito com frequência como sendo o grego que proveu as explicações mais compreensivas dentro destes princípios filosóficos. Ele acreditava na existência de quatro elementos básicos, a terra, a água, o ar e o fogo. Cada um tinha o seu lugar natural no Universo, determinado pelo seu peso. A terra é pesada e tenderia a permanecer no centro do Universo, a água tenderia a permanecer acima da terra e o ar, por sua vez, tenderia a permanecer na superfície terrestre. O fogo tenderia a escapar do centro do Universo. Haveria ainda um quinto elemento, perfeito, que não teria peso. As estrelas seriam formadas por esse quinto elemento, o éter.
Em seu livro, Física, Aristóteles descreveu o movimento de um corpo. Um corpo manteria seu estado de movimento apenas se estivesse em contato com o seu “movedor”. Caso contrário, a tendência de um corpo seria parar. Aristóteles explicou que o movimento de uma flecha após ser lançada seria causada pela “impulsão do ar”, uma tendência natural do ar fechar o “vácuo” formado pela flecha em seu rastro, já que, segundo Aristóteles, a “Natureza abomina qualquer forma de vácuo”.
O sistema esférico dos astros foi se complexificando com o aumento da precisão matemática. Hiparco, no século II a.C., utilizou registros gregos e babilônicos para prover dados mais precisos, e Ptolomeu, no mesmo século, já havia construído um sistema de esferas contendo mais de 80 elementos para explicar toda a periodicidade dos astros no céu, todos descritos em seu livro Almagesto.
Com a queda do Império Romano no século V, a maior parte da literatura grega se perdeu assim que a Europa entrou num período conhecido como a “idade das trevas”, onde o interesse pela obtenção do conhecimento e da própria educação praticamente desaparece.
Na primeira metade do século XIV, ressurge a teoria do ímpeto, que já havia sido iniciada por Hiparco e impulsionada por João Filopono, radicalmente modificada pelo persa Avicena e consagrada pelo francês Jean Buridan.
Tradições físicas e matemáticas importantes também existiam nas antigas ciências chinesas e indianas. Na filosofia indiana, Kanada foi o primeiro a desenvolver sistematicamente uma teoria do atomismo no século VI aC.
O Renascimento do conhecimento e da aprendizagem na Europa, que se seguiu à redescoberta dos conhecimentos gregos e árabes, afetou toda a sociedade europeia.
Em 1541, Nicolau Copérnico publica o livro De revolutionibus orbium coelestium, que marca o início da astronomia moderna.[36] Neste livro, Copérnico defende o heliocentrismo e o suporta matematicamente.A partir do século XVII, os filósofos naturais começam a montar um ataque sustentado contra o programa filosófico escolástico, que unia filosofia e teologia. Também propuseram que a descrição matemática de áreas como a Mecânica e Astronomia poderiam universalizar as características dos movimentos.
Um dos grandes nomes desta época é o italiano Galileu Galilei. Uma das maiores contribuições de Galileu foi reconhecer que o papel de um cientista não era explicar o “porquê” dos fenômenos, mas somente descrevê-los.Em um de suas obras, Discursos e Demonstrações Matemáticas acerca de Duas Novas Ciências Galileu levanta a questão de por que um objeto cai sem sustentação. Na réplica, Galileu diz que não explicou nada, apenas o descreveu.Galileu simplificou o papel de um cientista, sua função é apenas fazer uma descrição, sem procurar os “porquês” que ele mesmo não pode responder. Galileu foi um dos pioneiros a reconhecer na matemática uma ferramenta para descrever os fenômenos naturais e confirmá-los através de experimentações.

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Galileu