14.028 – Todas as células imaturas têm potencial para se desenvolver em células-tronco


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Novo estudo sensacional realizado na Universidade de Copenhague desmente o conhecimento tradicional do desenvolvimento de células-tronco. O estudo revela que o destino das células intestinais não é predeterminado, mas sim determinado pelo ambiente das células. O novo conhecimento pode facilitar a manipulação de células-tronco para terapia com células-tronco. Os resultados acabam de ser publicados na Nature.
Todas as células do intestino fetal têm o potencial de se desenvolver em células-tronco, conclui um novo estudo realizado na Faculdade de Saúde e Ciências Médicas da Universidade de Copenhague. Os pesquisadores por trás do estudo descobriram que o desenvolvimento de células intestinais imaturas – ao contrário de suposições anteriores – não é predeterminado, mas afetado pelo entorno imediato das células nos intestinos. Essa descoberta pode facilitar o caminho para uma terapia eficaz com células-tronco, diz o professor associado Kim Jensen, do Centro de Pesquisa e Inovação em Biotecnologia (BRIC) e do Centro da Fundação Novo Nordisk para Biologia de Células-Tronco (DanStem).
“Costumávamos acreditar que o potencial de uma célula para se tornar uma célula-tronco era predeterminado, mas nossos novos resultados mostram que todas as células imaturas têm a mesma probabilidade de se tornar células-tronco no órgão totalmente desenvolvido. Em princípio, é simplesmente uma questão de estar no lugar certo na hora certa. Aqui os sinais do entorno das células determinam seu destino. Se formos capazes de identificar os sinais necessários para que a célula imatura se desenvolva em uma célula-tronco, será mais fácil manipular as células na direção desejada”.
Ao longo da vida, os órgãos do corpo são mantidos pelas células-tronco, que também são capazes de reparar danos menores nos tecidos. Uma melhor compreensão dos fatores que determinam se uma célula imatura se desenvolve ou não em uma célula-tronco pode, portanto, ser útil no desenvolvimento de células-tronco para terapia e transplante.

“Nós obtivemos maior percepção dos mecanismos pelos quais as células do intestino imaturo se desenvolvem em células-tronco. Espero que possamos usar esse conhecimento para melhorar o tratamento de feridas que não cicatrizam, por exemplo, nos intestinos. Até agora, porém, tudo o que podemos dizer com certeza é que as células do trato gastrointestinal têm essas características. No entanto, acreditamos que este é um fenômeno geral no desenvolvimento de órgãos fetais ”.

Células Luminescentes e Colaboração Matemática
As descobertas surpreendentes são o resultado de uma busca pela compreensão do que controla o destino das células-tronco intestinais. O pós-doutorado Jordi Guiu desenvolveu um método para monitorar o desenvolvimento das células intestinais individuais. Introduzindo proteínas luminescentes nas células, ele poderia, usando microscopia avançada, monitorar o desenvolvimento das células individuais.
Após os testes iniciais, as células que os pesquisadores acreditavam serem células-tronco fetais só conseguiram explicar uma fração do crescimento dos intestinos durante o desenvolvimento fetal. Portanto, eles estabeleceram uma colaboração com especialistas em matemática da Universidade de Cambridge. E quando estudaram os dados mais de perto, chegaram à surpreendente hipótese de que todas as células intestinais podem ter a mesma chance de se tornarem células-tronco. Testes subsequentes foram capazes de provar a hipótese.

13.096-Crise-Corte de 120 milhões de reais do orçamento da Fapesp


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A FAPESP – FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO – É UM ORGULHO NACIONAL E EXEMPLO A SER SEGUIDO NO MUNDO INTEIRO
Contribui há várias décadas, para o avanço do conhecimento no Estado de São Paulo e no país. Com a concessão de bolsas e auxílios para a execução de pesquisas científicas e tecnológicas em todas as áreas do conhecimento, a instituição vem apoiando estudos e a divulgação da ciência desde 1962, quando começou a funcionar. Assim, é incompreensível a decisão da Assembleia Legislativa de São Paulo que aprovou uma lei orçamentária desviando 120 milhões de reais da dotação assegurada pela Constituição do estado à instituição, nos últimos dias de 2016 – em outras palavras, um grande corte. Essa decisão não apenas contraria a Constituição estadual, que determina o repasse de 1% da receita tributária para a Fapesp, como causará um prejuízo irreversível à ciência paulista e brasileira. O valor, segundo a decisão, irá para o fortalecimento de institutos de pesquisas estaduais (como o Butantan ou o Biológico), que estariam em penúria. Entretanto a Fapesp sempre apoiou bons projetos independentemente de estarem nas universidades ou nos institutos. O erro abre um precedente perigoso – além de ser o único órgão científico do estado com tradição de independência em relação ao Executivo, tirar recursos de um lado (que funciona) para cobrir outro não pode ser um argumento defensável.
Defensores dessa decisão catastrófica alegam que é preciso investir mais em pesquisas aplicadas. Ledo engano! Os maiores e mais revolucionários avanços tecnológicos foram gerados pelas pesquisas básicas. A eletricidade, por exemplo. Inicialmente, ninguém sabia sua utilidade. Foi a pesquisa básica que desvendou suas características e, assim, possibilitou seu uso. Tente imaginar viver numa sociedade sem eletricidade… Quem poderia acreditar que a teoria da relatividade, proposta por Einstein no início do século XX, seria responsável por um terço da economia mundial na atualidade?
Descobertas recentes de laboratórios de pesquisa básica em biologia e genética revolucionarão a medicina. Por exemplo, Shinya Yamanaka, pesquisador japonês ganhador do Prêmio Nobel de Medicina de 2012, mostrou que é possível reprogramar células já diferenciadas tornando-as pluripotentes, portanto, capazes de gerar qualquer tipo de célula. Esse conhecimento básico possibilitará um salto gigantesco na medicina regenerativa. Jennifer Doudna e Emanuelle Charpentier descobriram que é possível “editar” genes em bactérias, ou seja, modificá-los, por meio de uma técnica revolucionária chamada CRISPR/Cas9. O conhecimento gerado por esses estudos, realizados em laboratórios de pesquisa básica, já vem sendo utilizado para tratar alguns tipos de câncer. E o prosseguimento dessas pesquisas possibilitará a correção de mutações e o tratamento de inúmeras doenças, inclusive transplante de órgãos. Essa tecnologia, cujo impacto na agricultura, pecuária e medicina serão gigantescos, foi rapidamente incorporada aos nossos laboratórios graças à Fapesp.
No fim da década de 90, a Fapesp financiou um projeto que envolveu trinta laboratórios, o sequenciamento da bactéria Xylella fastidiosa, praga da laranja. O objetivo primário era capacitar um número expressivo de cientistas nessa nova tecnologia de sequenciamento genômico. O sucesso do projeto foi tal que ganhou a capa da prestigiosa revista Nature, colocando o Brasil no mesmo patamar dos países desenvolvidos. Graças a esses avanços, hoje essa tecnologia tem uma aplicação gigantesca na agricultura, pecuária e na medicina.
Em 2004, pesquisadores do Instituto de Biociências da USP, apoiados pela Fapesp, descobriram em famílias brasileiras um gene responsável por uma forma hereditária de esclerose lateral amiotrófica (ELA – a doença do famoso cientista britânico Stephen Hawking). Posteriormente, descobriu-se que esse gene estaria envolvido em outras formas de ELA, o que abriu um novo leque de pesquisas no mundo inteiro na busca por um tratamento. Mais recentemente, também com apoio da Fapesp, foram sequenciados os genomas de cerca de 1 400 pessoas com mais de 60 anos, constituindo o primeiro e maior banco genômico da população idosa brasileira, que contribuirá para a identificação dos fatores genéticos e ambientais responsáveis por um envelhecimento saudável.
Resultados expressivos em ciência envolvem investimentos contínuos e atualizados, pois a construção do conhecimento depende de estudos e experimentos, infraestrutura adequada e da formação de recursos humanos qualificados para sua realização. Essa concepção norteou a criação da Fapesp, em 1960, levando ao estabelecimento de um porcentual da arrecadação do ICMS do estado para garantir a continuidade do financiamento das pesquisas em São Paulo. Nessa ocasião, o governador Carvalho Pinto declarou: “Se me fosse dado destacar alguma das realizações da minha despretensiosa vida pública, não hesitaria em eleger a Fapesp como uma das mais significativas para o desenvolvimento econômico, social e cultural do país”. A Fapesp tem hoje 57 anos de inquestionáveis contribuições ao desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. O corte de 120 milhões no orçamento da Fapesp, associado à redução dos recursos decorrente da própria queda na arrecadação do ICMS, ferirá irreparavelmente esse patrimônio histórico. O investimento no desenvolvimento científico e tecnológico, por meio desse órgão fundamental, é a melhor garantia de desenvolvimento crescimento econômico, social e cultural do país.

12.904 – Banditismo – Estudo faz relação entre clima e criminalidade


Muitas pessoas preferem o calor para aproveitar o ar livre e os benefícios de uma vida sem tantos casacos, porém o clima desse paraíso tropical poderia ser a razão do seu mal.
O que ninguém (ou, pelo menos, a maioria) imaginava é que o calor fosse o culpado pelo aumento dos índices de criminalidade, conforme comprovaram os cientistas da Universidade de Amsterdã.
Segundo eles, o calor motivaria os seres humanos a viver uma condição extrema, como se fosse o último dia de suas vidas. Consequentemente, isso causaria um desinteresse pelo futuro em médio e longo prazos, o que favoreceria um estado de descontrole e, em muitos casos, levaria à violência e ao aumento da agressividade.
Embora as taxas de criminalidade variem de um país a outro, há um padrão geral: a violência aumenta com relação à proximidade à linha do Equador. De acordo com os pesquisadores, isso teria a ver com o clima quente, o qual poderia influir de forma negativa nas pessoas.

12.701 – Desafio do balde de gelo leva à descoberta de gene ligado à esclerose


Lembram da campanha lançada em 2014 que estimulava as pessoas a jogarem baldes de água fria em si mesmas? Depois de dois anos, a brincadeira extrapolou as redes sociais, juntou muito dinheiro, financiou seis importantes estudos e levou à descoberta do gene NEK1, ligado à esclerose lateral amiotrófica (ELA). O cientista Stephen Hawking é a pessoa mais conhecida que sofre dessa doença.
Na época da campanha, o desafio era aguentar a água fria sobre a cabeça ou doar US$ 100 à “ALS Association”, associação norte-americana que financia pesquisas para encontrar a cura da doença e também serviços para paciente. Executivos como Mark Zuckerberg e Bill Gates, além de artistas como Ivete Sangalo, Justin Bieber e Steven Spielberg, são alguns dos que aderiram à ideia. Os vídeos foram assistidos mais de 440 milhões de vezes.

Gene descoberto
Com o dinheiro arrecadado na campanha – aproximadamente R$ 377 milhões – seis pesquisas foram desenvolvidas. Um dos grupos, liderado pelos professores John Landers, da Universidade de Massachusetts, e Jan Veldink, da Universidade Utrecht, identificou o gene NEK1, relacionado à esclerose lateral amiotrófica (ELA).

A pesquisa faz parte de um projeto internacional que analisa o genoma de 15 mil pessoas com doenças do neurônio motor. A descoberta do gene NEK1 foi publicada na revista especializada Nature Genetics. Trata-se do maior estudo a respeito da ELA hereditária. Mais de 80 pesquisadores em 11 países procuraram pelo gene da doença em famílias afetadas. A identificação do gene NEK1 abre caminho para que os cientistas desenvolvam uma terapia genética para o tratamento da doença.

“A sofisticada análise de genes que levou à descoberta do NEK1 só aconteceu devido ao grande número de amostras da doença disponíveis. O Desafio do Balde de Gelo permitiu que a ALS Association investisse na criação de vastos biorepositórios de bioamostras de esclerose que foram desenvolvidas para permitir exatamente esse tipo de pesquisa e para produzir exatamente esse tipo de resultado”, disse Lucie Bruijn, em comunicado oficial da Associação ALS.
ELA
A ELA, também conhecida como doença de Lou Gehrig, é um mal neurodegenerativo progressivo e fatal que afeta uma em 400 pessoas. Sua causa ainda é desconhecida, portanto não há uma cura. A doença afeta o cérebro e a coluna, ataca os nervos que controlam o movimento e impede o funcionamento dos músculos.
O cientista Stephen Hawking (abaixo) é a pessoa mais conhecida que sofre da doença. O físico foi diagnosticado com esclerose aos 21 anos e hoje, aos 74, continua produtivo.
No Brasil, estima-se que 12 mil pessoas sejam portadoras da ELA. Segundo a Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (ABrELA), os homens são mais propensos a desenvolverem ELA que as mulheres e a idade média em que a doença começa a se manifestar é aos 57 anos – apenas 6% dos casos são detectados antes dos 40 anos.

12.384 – Obesidade – Nova droga reduz ganho de peso de ratos


obesidade e bactéria

Novo estudo:

Pesquisadores descobriram um método para bloquear o grelina, o “hormônio da fome”, em ratos. No futuro, a técnica pode ser usada em humanos para tratamentos de redução de peso. O hormônio é conhecido por promover ganho de peso e estimular o apetite em mamíferos, quando ativado por uma enzima específica.
O grelina é um hormônio dispara sensações de fome para o cérebro quando o estômago está vazio. Por ser produzido diretamente no estômago, o hormônio diminui sua concentração conforme a pessoa ingere o alimento, reduzindo assim a sensaçao de fome e controlando a quantidade de comida ingerida.
Segundo a pesquisa, publicada na revista Science, os cientistas conseguiram bloquear em ratos a enzima que ativa o hormônio e os animais diminuiram consideravelmente o ganho de peso, apesar de comerem exatamente a mesma quantidade de ratos que não receberam o bloqueador.
Atualmente, o bloqueador da enzima está em fase inicial de testes com ratos e ainda deve demorar para ser testado em humanos. No entanto, os pesquisadores afirmam que os resultados promissores podem acelerar os estudos.

12.246 – Pirataria na Ciência – Pirate Bay da ciência vaza milhões de pesquisas


pirataria
A pirataria toda funciona assim: quando alguém pede acesso a uma pesquisa, o sistema busca o arquivo no banco de dados de outro site pirata, o LibGen. Mas se o arquivo não for encontrado, há ainda uma coleção de senhas de assinaturas de várias instituições acadêmicas. Como se estivesse logado com esses usuários, qualquer um consegue ler as pesquisas na íntegra. Imediatamente, o Sci-Hub baixa o arquivo e o deixa guardado no banco de dados do LibGen.
Embora enfrente processos jurídicos, o site ainda segue no ar – e algumas universidades até apoiam a ideia por contestarem os altos preços cobrados pelas editoras. Hoje, já há mais de 47 milhões de artigos científicos no site.
Seja como for, o fato é que revistas científicas são fundamentas para a divulgação do conhecimento. Cabe a elas separar o joio do trigo no mundo das pesquisas científicas, e publicar o que for mais relevante – além de descartar pesquisas falhas, coisa que não falta nas Universidades pelo mundo. E isso custa dinheiro. Com a pirataria de artigos, elas perdem receita. Sem receita, podem se tornar inviáveis. E quem perde com isso, a longo prazo, é a ciência.

12.086 – EUA constroem cidade fantasma para testar situações extremas


Imagine uma cidade perfeita em que tudo funciona muito bem: sistema de tratamento de água, energia alternativa, transporte inteligente, redes de comunicação, prédios, igreja, centros comerciais e até um aeroporto de 38 quilômetros quadrados. Ela tem apenas um problema: ninguém poderá morar lá! Veja mais no vídeo no final do texto.
É a CITE (Center for Innovation, Testing and Evaluation), destinada para 35 mil pessoas, construída no meio do deserto do Novo México, nos Estados Unidos, pela empresa de tecnologia Pegasus Global Holdings. O empreendimento estará pronto até 2018 e servirá somente para testes. Isso mesmo: o objetivo é usar a cidade fantasma para testar situações extremas sem colocar a vida de pessoas em risco. Uma das possibilidades, por exemplo, será testar o impacto de desastres naturais nas construções e nos sistemas de comunicação – terremotos, furacões, dilúvios…
Imagine uma cidade perfeita em que tudo funciona muito bem: sistema de tratamento de água, energia alternativa, transporte inteligente, redes de comunicação, prédios, igreja, centros comerciais e até um aeroporto de 38 quilômetros quadrados. Ela tem apenas um problema: ninguém poderá morar lá! Veja mais no vídeo no final do texto.

É a CITE (Center for Innovation, Testing and Evaluation), destinada para 35 mil pessoas, construída no meio do deserto do Novo México, nos Estados Unidos, pela empresa de tecnologia Pegasus Global Holdings. O empreendimento estará pronto até 2018 e servirá somente para testes. Isso mesmo: o objetivo é usar a cidade fantasma para testar situações extremas sem colocar a vida de pessoas em risco. Uma das possibilidades, por exemplo, será testar o impacto de desastres naturais nas construções e nos sistemas de comunicação – terremotos, furacões, dilúvios…

Além dessa infraestrutura visível, que está sendo erguida sobre a areia do deserto, por baixo da terra há um gigantesco sistema de cabeamentos e conexões que mantém a “vida artificial” da cidade. Os carros andam sozinhos por rodovias responsivas, os jardins são regados automaticamente e as luzes são ascendidas e apagadas por sistemas virtuais inteligentes. Tudo monitorado a distância via rede de comunicação e drones.

A Pegasus Global Holdings espera atrair pesquisadores e outras empresas de tecnologia de todo o mundo para desenvolver estudos na CITE – uma espécie de Vale do Silício voltado a modelagem de cidades inteligentes.

Tecnologia precisa de pessoas
Há quem critique o projeto norte-americano. Alguns estudiosos insistem que para desenvolver tecnologia é preciso considerar sempre a interação humana. “A ideia de testar sistemas tecnológicos complexos sem considerar a interação das pessoas vai produzir resultados enganosos porque as pessoas interagem com os dispositivos de maneira que é impossível prever”, diz o professor Steve Rayner, codiretor do programa Cidades do Futuro da Universidade de Oxford.
“Os habitantes das cidades não são apenas indivíduos intercambiáveis que podem ser colocados em configurações experimentais. São diversas comunidades com diferentes culturas, expectativas e padrões de comportamento que evoluem ao longo do tempo”, complementa o professor Rayner.

12.082 – Revista “Science” elege molécula que edita DNA como o maior avanço científico de 2015


dna rna
O periódico científico Science elegeu o avanço da ciência mais importante de 2015: a CRISPR. Essa molécula possibilita que partes do genoma sejam recortadas, deletadas e substituídas como se fossem arquivos digitais de computadores para alterar o DNA de determinado organismo.
A seleção anual dos dez avanços científicos mais importantes do ano é feita por editores do periódico Science. Para os profissionais, a molécula CRISPR – possibilita que partes do genoma sejam recortadas, deletadas e substituídas como se fossem arquivos digitais de computadores para alterar o DNA de determinado organismo – foi a grande vencedora da disputa. O procedimento já foi usado na edição de genes de embriões humanos e também na criação dos primeiros macacos geneticamente modificados.
No entanto, após selecionarem os dez avanços vitoriosos, a Science pediu ajuda para seus leitores e para alguns cientistas para estabelecerem a ordem dos escolhidos. De acordo com o periódico, para os entrevistados, apenas um advento ficou acima da molécula CRISPR: o estudo científico realizado pela sonda New Horizons em Plutão.

11.434 – Biólogos arrancam estrutura ocular de salamandras por 18 vezes para testar o poder regenerativo destes anfíbios


salamandra

Os cientistas conhecem as salamandras há cerca de 250 anos, desde então veem se questionando sobre a capacidade de regeneração destes animais. Elas são capazes de recompor diversas partes de seu corpo, dentre elas os membros, olhos e até mesmo o coração. Entretanto, o que intriga os biólogos está na seguinte questão: Com o seu envelhecimento ou após muitas regenerações, as salamandras ainda são capazes de se recompor?

Para responder esta dúvida, os cientistas realizaram um estudo que durou aproximadamente 16 anos. Na pesquisa os biólogos, liderados por Panagiotis Tsonis, removiam a lente da estrutura ocular das salamandras e esperavam que essa crescesse outra vez. Uma vez regenerado, os cientistas repetiam o processo.

Ao final dos experimentos, os cientistas identificaram que o olho formado pela décima oitava regeneração possuía características idênticas ao primeiro; tanto em relação à aparência quanto aos genes de expressão. A eficiência do processo regenerativo se fez presente em um anfíbio com cerca de 30 anos – média bastante elevada para estes animais. Se o mesmo processo pudesse ser realizado em seres humanos, estes apresentariam regenerações perfeitas das estruturas oculares por cerca de 100 anos. Para Tsonis, a comunidade científica ainda está distante de trazer a capacidade regenerativa para os homens, mas o estudo mostra que a salamandra pode ser um caminho viável na busca por respostas a respeito da regeneração em idades avançadas.

11.411 – Novo medicamento poderia fazer idoso de 90 anos ter o sistema imunológico de alguém de 20


tratamento
Os pesquisadores da Universidade de Oxford criaram pesquisaram uma nova aplicação para uma substância já conhecida e afirmam que podem revolucionar a saúde. A droga poderia dar a um paciente de 90 anos o sistema imunológico de alguém com 20 anos.
O tratamento será clinicamente aplicado em humanos nos próximos meses. Isso poderia representar uma revolução contra a gripe. Estima-se que mais de 5.000 idosos morram com a doença, anualmente, apenas na Inglaterra.
As pessoas idosas não reagem tão bem quanto os jovens quando são vacinadas. A droga recém-descoberta poderia aumentar o potencial dessas pessoas em responder às vacinas, reduzindo drasticamente os perigos da influenza, o vírus da gripe.
A substância, chamada de espermidina, mostrou grande impacto em testes realizados em ratos e a tecnologia já está patenteada pelos pesquisadores responsáveis pelo estudo. O próximo passo é realizar testes de larga escala em voluntários.
A pesquisa ainda sugere a possibilidade da substância ser misturada com vacinas já existentes para melhorar seu efeito à respostas imunológicas.
As análises demonstraram que a espermidina pode aumentar a resposta de camundongos contra o vírus influenza (da gripe) e citomegalovírus – uma infecção comum que pode provocar problemas de visão e pneumonia.
Katja Simon, líder do estudo, disse: “As infecções virais como a gripe são desagradáveis para a maioria das pessoas, mas pode ser ainda mais grave se você tem mais de 65 anos. Nosso objetivo é fazer com que a proteção dos idosos seja ainda maior, não somente usando a vacina, mas melhorando sua eficácia com a espermidina”.
Acredita-se que as vacinas diminuem sua eficácia em pessoas mais velhas porque, à medida que envelhecemos, nosso sistema imunológico perde sua “memória”. Torna-se menos eficaz no reconhecimento de infecções, incluindo aquelas que já tivemos no passado. Uma das células envolvidas neste processo é as chamadas células T.
Por isso, quando um idoso tem contato com um vírus e seu corpo é incapaz de oferecer uma resposta imunológica eficaz, existe a possibilidade real de desenvolvimento de uma grave infecção ou morrer devido à complicações.
A espermidina teria a capacidade de restaurar essa memória imunitária, aumentando a eficácia de qualquer vacina.
Daniel Puleston, coautor do estudo, disse: “É o equivalente a uma pessoa de 90 anos responder a vacinação como alguém de 20 anos, o que torna este caminho muito interessante para direcionarmos como um grande potencial de impulsionar a proteção de pessoas mais velhas”.
Ele ainda acrescentou que a espermidina será importante em todo o mundo, ajudando a desenvolver vacinas mais eficazes e espera que em 5 ou 10 anos, a nova descoberta já esteja sendo aplicada nas campanhas governamentais de vacinação.
A espermidina reforça um processo chamado de autofagia celular, onde partes de uma célula que possuem defeitos, estão danificadas ou não possuem mais função adequada, são destruídas no interior da própria célula.

11.407 – Beber cerveja regularmente pode livrar você de doenças neurológicas como Alzheimer e Parkinson


molécula
Em experiências de laboratório,  descobriu-se que a substância química, chamada xanthohumol, pode ajudar a proteger as células do cérebro dos danos oxidativos associados à demência.
A pesquisa, publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry, sugeriu que as pessoas que bebem regularmente cerveja podem afastar a progressão de doenças neurológicas.
O Dr. Jianguo Fang, da Universidade de Lanzhou, na China, disse: “Essa substância pode ser encontrado em um grupo de plantas secas e são amplamente usadas em cervejas e alguns tipos de refrigerantes”.
Ele prossegue: “Na medicina tradicional chinesa, o lúpulo têm sido utilizado para tratar uma variedade de doenças por séculos. A presença de uma elevada concentração de xanthohumol em cervejas pode ser associado à observação epidemiológica, tornando o hábito de beber cerveja algo benéfico”.
Xanthohumol tem atraído um interesse considerável por causa de suas funções farmacológicas múltiplas, por ser antioxidante, proteger o coração, ser anticancerígeno, contribuir contra a obesidade, ser anti-inflamatório e prevenir o câncer.
A equipe do Dr. Fang isolou moléculas de xanthohumol e testou em células cerebrais de camundongos em uma série de experimentos de laboratório. Eles descobriram que o xanthohumol reduziu o nível de estresse oxidativo nas células, um processo prejudicial que é tido como intimamente ligado a doenças degenerativas.
No artigo na revista, os pesquisadores disseram: “As células neuronais são particularmente vulneráveis ​​ao estresse oxidativo por ter reposição limitada durante toda a vida. Cada vez mais provas mostram que o estresse oxidativo é uma das causas de patogenias neurológicas e de doenças neurodegenerativas, tais como Alzheimer e Parkinson”.
“Bloqueando o processo oxidativo, torna-se eficiente bloquear ou retardar o processo que desenvolve tais doenças”, concluíram.
A equipe do Dr. Fang sugeriu que a cerveja pode retardar doenças neurológicas comuns, mas eles também sugeriram que a molécula poderia ser usada em medicamentos, em concentrações maiores.
Eles citaram um estudo canadense de 1998, em que homens que bebiam regularmente cerveja possuíam taxas menores de câncer de próstata, um efeito que também é creditado ser pelo xanthohumol.
No entanto, cientistas que não estiveram relacionados com o estudo, alertam que o consumo excessivo de cerveja, em uma frequência muito alta, pode ser um problema, já que o excesso de álcool está associado a um risco maior de demência por destruir tecido cerebral.
Os médicos orientam a não beber excessivamente cerveja buscando efeito protetor, mas dizem que a pesquisa é importante e pode levar à elaboração de novos medicamentos na luta contra as doenças neurodegenerativas.
O Dr. Arthur Roach, diretor de pesquisa da Parkinson UK, disse: “Muitas drogas têm suas origens em produtos naturais. Xanthohumol, a ‘molécula da cerveja’ em que este estudo enfoca, parece ter efeito protetor sobre as células cultivadas em laboratório”.

10.908 – Medicina – Preconceito faz mal à saúde


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Quando ainda fazia residência em Harvard, em 1997, o bioengenheiro Esteban Burchard viu um adolescente negro morrer de asma a poucas quadras do hospital, com o inalador na mão. No mesmo ano, ele identificou um gene que aumenta o risco de desenvolver uma variante mais forte da asma — e ele era 40% mais comum em pessoas negras. Pois que agora, quase 20 anos depois, um outro estudo feito por Burchard revelou que a maioria das pesquisas feitas nos Estados Unidos é focada em pessoas brancas e descendentes de europeus. O resultado é que muitos remédios no mercado não são os mais eficazes para pessoas de outras etnias. Diabetes e problemas no coração, por exemplo, são mais comuns em latinos e hispânicos.
O problema, segundo Burchard, é que as pesquisas científicas tendem a buscar populações geneticamente homogêneas.
É mais fácil realizar um estudo em indivíduos semelhantes do que realizar o mesmo projeto em populações diferentes. Os próprios médicos acabam preferindo estudar pacientes parecidos com eles. “Até as mulheres entrarem na medicina, não existiam pesquisas que incluíam mulheres”, diz Burchard. Para completar, a principal agência que financia projetos médicos nos EUA também não costuma aceitar propostas que envolvam pesquisas com outras etnias. Um estudo de 2011 publicado na revista Science revelou que cientistas asiáticos e negros têm, respectivamente, 4% e 13% menos chance que brancos de receber financiamento. O argumento é que essas populações apresentam grande variação genética, o que as tornaria mais difíceis de analisar.

10.874 – Russos desenvolvem pílula que age contra a fonte do envelhecimento do nosso corpo


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Uma equipe de cientistas da Universidade Estadual de Moscou, na Rússia, chefiada por Maxim Skulachev, descobriu um novo tipo de antioxidante, capaz de agir nas mitocôndrias celulares, responsáveis pela produção de energia e pelo envelhecimento.
“As mitocôndrias são as culpadas pelos ataques no coração e por doenças como o Alzheimer e o Parkinson”, afirma Skulachev, que também acrescenta: “Se as doenças passam a se desenvolver mais lentamente, então nossa ideia para combater o envelhecimento através das mitocôndrias está correta”.
Atualmente, o tratamento revolucionário está sendo testado em ratos, peixes e cães. Os cientistas reconhecem que ainda não foi possível alcançar um aumento significativo da esperança de vida destes animais, embora já tenham conseguido retardar o início de seu envelhecimento. O desafio é, portanto, tornar “tecnicamente possível” o medicamento de antienvelhecimento e, dessa forma, prolongar a vida do ser humano.

10.842 – O Retorno do “Elefante Branco” – USP pode voltar a usar navio de pesquisas


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O navio de pesquisas Alpha Crucis, da Universidade de São Paulo (USP), pode voltar a operar, após ficar mais de um ano atracado no Porto de Santos. O Instituto Oceanográfico (IO USP) anunciou recentemente que conseguiu contratar um serviço de inspeção obrigatória do navio, após duas tentativas frustradas de licitação.
Considerado a maior e mais sofisticada embarcação para estudos oceanográficos da academia brasileira, o navio estava parado por falta da inspeção, impedindo o início de estudos e ameaçando a conclusão de projetos já iniciados, segundo o diretor do IO, Frederico Brandini. A licitação, concluída em novembro de 2014, foi vencida pelo estaleiro Indústria Naval do Ceará (Inace) por 2,6 milhões de reais. Segundo Brandini, o navio deverá retomar as operações em março.
O barco é um antigo navio usado pela Universidade do Havaí, nos EUA, desde a década de 1970. A Fapesp desembolsou 4 milhões de dólares pela compra do casco e dividiu com a USP a reforma (3 milhões de dólares na conta da fundação e 4 milhões de dólares desembolsados pela universidade).

10.822 – Pesquisa Científica – Brasil investe pouco em Ciência


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Pelo menos é a conclusão da Revista Nature
Segundo ranking da revista “Nature”, o Brasil é um dos países com menor eficiência no gasto com ciência. Ele figura em 50º entre 53 avaliados, atrás de países como Irã, Paquistão e Ucrânia. O país, no quesito, só é melhor que Egito, Turquia e Malásia.
A medida é feita pela divisão do número de artigos publicados em 68 revistas científicas internacionais de alto prestígio pelo total de investimentos em pesquisa.
Em 2013, segundo a Nature, o Brasil publicou 670 artigos nessas revistas. Seu gasto com ciência e desenvolvimento é da ordem de US$ 30 bilhões ao ano.
Em comparação, o Chile publicou mais que o Brasil (717 artigos), gastando menos de US$ 2 bilhões, um desempenho muito bom. Israel publicou 1.008 artigos gastando cerca de US$ 9 bilhões.
O país mais eficiente é a Arábia Saudita, que tem conseguido um ótimo retorno com estudos da área de energia e gás. Publicou 288 artigos gastando, segundo o último dado disponível, cerca de US$ 500 milhões ao ano –os dados incluem dinheiro público e privado.
Como algumas revistas científicas especializadas em física publicam uma quantidade muito grande de artigos, a metodologia da “Nature”, que dá origem ao ranking , conta ainda com um fator de ponderação para corrigir essa distorção, entre outros ajustes metodológicos.
Assim, artigos de ciências biológicas e de química valem mais, para que países fortes em exatas não fiquem artificialmente melhor colocados.
Nem tudo é má notícia: o desempenho brasileiro –calculado para o ano de 2013– comparado ao de 2012 melhorou em 17,3%: o pais ocupa agora a 23ª posição no ranking geral –sem considerar a eficiência. Antes, o Brasil ocupava a 26º posição.
José Eduardo Krieger, pró-reitor de pesquisa da USP, avalia o desempenho como “inadequado perante a grandeza do país”, já que o Brasil, se tivesse um desempenho de acordo com sua economia, deveria figurar entre os sete melhores do mundo.
Rogério Meneghini, diretor científico do SciELO –banco virtual de dados bibliográficos–, avalia positivamente a iniciativa da “Nature”.
Segundo ele, o ranking cobre artigos de projeção muito grande, e que certamente terão em média um alto índice de citações –outra maneira de medir a relevância científica de um trabalho.
Em avaliações que analisam uma quantidade maior de revistas, a participação brasileira em porcentagem de artigos publicados está em 2,5%. No ranking da “Nature”, o país tem só 1,1% (13º lugar).
Em termos brutos, é o país com maior publicação científica da América Latina. Quando se analisa, porém, o volume de pesquisa produzido a cada mil pesquisadores, o Chile lidera a região com um índice cinco vezes maior que o do Brasil, que fica atrás também de México e Argentina.
O ranking da Nature também classifica as instituições por produtividade em pesquisa. Dentre as 200 melhores, não há nenhuma latino-americana. O ranking é liderado pela Academia Chinesa de Ciências, seguida por Harvard (EUA) e pela Sociedade Max Planck (Alemanha).
A universidade latino-americana mais bem colocada é a USP, também primeira colocada entre as universidades brasileiras no Ranking Universitário Folha. Ela aparece em 271º lugar na “Nature”, seguida por UFRJ (557º), Unesp (574º) e Unicamp (613º).
Krieger considera que a USP, assim como a ciência brasileira, precisa aumentar não só a quantidade, mas principalmente a qualidade de sua produção científica. Segundo ele, o Nature Index pode ser um bom indicador da qualidade da pesquisa nas áreas que ela avalia.

10.819 – Sexologia – Sexo com amor é mais gostoso


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Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia entrevistaram 95 mulheres entre 20 e 68 anos. E a maioria delas respondeu que vê o amor como peça fundamental para melhorar a satisfação sexual. Os benefícios, segundo elas, não eram apenas emocionais. Sexo com amor parece aumentar também o prazer físico.
É que transar com o amado faz com que elas se sintam mais desinibidas e livres para explorar a própria sexualidade. Mas há ainda outra questão em jogo: o machismo. “Quando sentem amor, elas podem sentir mais prazer por confiarem no parceiro, mas também por sentirem que é ok fazer sexo quando o amor está presente”, diz Beth Montemurro, uma das autoras da pesquisa.
Ainda assim, a maior parte das entrevistadas (50 mulheres), apesar de reconhecer os benefícios do sexo com amor, não se importa em ir pra cama com alguém que não ame. Afinal, amando ou não, sexo pode ser divertido.

10.777 – Psicologia – Ande como alguém feliz para ser feliz


Feliz ou bocó?
Feliz ou bocó?

Pelo menos é o que afirma um estudo recente.
Uma pesquisa publicadano Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry afirma que para se sentir feliz, basta caminhar como uma pessoa alegre. Durante o experimento, uma série de pessoas foi testada para saber se estufar o peito e balançar os braços realmente traz mais felicidade do que passos pesados e olhares cabisbaixos.
No estudo, o grupo teve de caminhar durante 15 minutos em uma esteira enquanto alguns fatores eram analisados. Os participantes foram acompanhados por câmeras com sensores de movimento. Na frente da esteira, uma tela mostrava as ações de um medidor – que pendia à esquerda quando caminhavam “deprimidos” e à direita quando “felizes”.
À medida que os minutos iam passando, a equipe de pesquisadores pedia para que as pessoas tentassem jogar o medidor para a esquerda ou para a direita. Só que antes de começarem o teste físico, os convidados tiveram que ler uma lista de palavras positivas e negativas.
Depois da caminhada, os participantes tiveram que escrever as palavras que lembravam. O resultado mostrou que quem caminhava de maneira mais triste (seguindo a lógica de outro estudo) conseguiu lembrar mais palavras tristes; e aqueles que andaram felizes se lembraram de mais palavras positivas.
Para os pesquisadores, essa lógica está alinhada a de outros trabalhos publicados sobre o tema. Segundo tais pesquisas, andar como um líder pode aumentar as chances de se tornar um; e segurar uma caneta com os lábios pode aumentar a vontade de sorrir. Então não custa nada andar mais “animado” por aí.

☻ Nota:
Não se preocupe, o resultado sempre será positivo. Se você não ficar feliz, fará alguém dar umas boas risadas por achar que você é um bocó.

10.564 – Pesquisa Científica – Maioria das instituições tem baixa produção de artigos científicos


ranking universidades
Das 192 universidades avaliadas pelo RUF, 176 (91%) têm menos do que uma publicação acadêmica por docente num período de dois anos, e 77 (40%) não têm em seu quadro docente pesquisadores considerados especialmente produtivos pelo CNPq (agência federal de fomento à pesquisa).
O número de professores que recebem a chamada bolsa de produtividade do CNPq passou a integrar o indicador de qualidade de pesquisa do RUF neste ano. As bolsas, cerca de 16 mil no país, pagam de R$ 1.100 a R$ 1.500 a professores de todas as áreas.
O número de artigos publicados é um dos critérios para escolher os contemplados -citações, orientações, relevância e apresentação de projetos também contam.
A universidade com mais publicações por docente no RUF é a Unicamp, com uma média de 3,35 artigos por professor entre 2010 e 2011. A instituição é ainda a que tem mais bolsistas do CNPq.
Na outra ponta, 176 universidades têm menos de uma publicação por docente -ou seja, nessas escolas há docentes que publicam menos de um artigo a cada dois anos.
Glaucius Oliva, presidente do CNPq, pondera haver muitas universidade recentes no país. “Quantas foram criadas nos últimos 15 anos? Até tudo ser estabelecido demora.”
Segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o número de instituições de ensino superior subiu de 1.637 em 2002 para 2.252 em 2008. O número de docentes com doutorado saltou de 49.287, em 2002, para 77.164, em 2008.
Para Oliva, a cobrança das agências de fomento precisa ir além da contagem de artigos. “A gente olha para o impacto das publicações.”
Paulo Artaxo, pesquisador da USP, diz que é preciso buscar mais parceiros internacionais para aumentar a relevância da pesquisa brasileira. Ele é um de apenas cinco pesquisadores atuantes no Brasil que figuram entre os 3.200 mais influentes no mundo, segundo pesquisa recente do Instituto Thomson Reuters.
Já o Andes (sindicato de professores do ensino superior), questiona as avaliações. “A produção científica tem caráter artesanal e não tem o mesmo ritmo para todas as áreas”.

10.558 – Acredite Se Quiser – Dieta com pouco carboidrato e rica em gordura emagrece mais (?)


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Quem segue uma dieta pobre em carboidratos e rica em gordura perde mais peso e tem menor risco cardiovascular do que quem adota um regime oposto, de acordo com um novo estudo.
A pesquisa foi financiada pelos NIH (National Institutes of Health dos EUA) e publicada na revista “Annals of Internal Medicine”.
Dietas com bastante gordura são alvos de críticas porque elas elevariam o colesterol e outros fatores de risco para doenças cardiovasculares. A noção de que uma dieta gordurosa é ruim, ainda mais se for rica em gordura saturada, foi lançada há décadas com base na comparação das taxas de doenças entre grandes populações.
Mas estudos clínicos recentes que avaliaram como as pessoas reagiam a diferentes dietas por um determinado período mostraram que o risco cardíaco pode ser reduzido com uma alimentação com menos carboidratos e mais gordura, com exceção da gordura trans.
Ainda assim, o novo trabalho está longe de ser a palavra final no debate sobre as melhores dietas.
No estudo, 148 homens e mulheres foram divididos em dois grupos e tinham que seguir dietas diferentes que controlavam a quantidade de gordura e carboidratos, mas sem restrição de calorias.
Depois de um ano, as pessoas que ingeriram pouco carboidrato e muita gordura (principalmente insaturada, de origem vegetal) perderam mais de 3,6 kg, em média, do que as pessoas que estavam no outro grupo, e seus índices de colesterol “bom” eram maiores. A pressão arterial e o colesterol total eram similares nos dois grupos.
Já o grupo com pouca gordura perdeu peso, mas aparentemente perdeu mais músculo do que gordura.
Uma explicação para a redução do risco cardiovascular é que carboidratos refinados tendem a elevar uma forma menor, mais densa e mais perigosa do colesterol “ruim”, que tem mais risco de entupir artérias. Já a gordura saturada eleva o colesterol “ruim” mais benigno, feito de partículas grandes e “fofas”, e também aumenta o colesterol “bom”.

10.555 – Google se une a farmacêutica para buscar cura do câncer


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Calico, a startup do Google voltada para saúde e bem-estar, anunciou ontem uma parceria com a empresa farmacêutica AbbVie em busca de novos tratamentos para doenças como câncer e Alzheimer.
O acordo prevê a abertura de um centro de pesquisas em San Francisco com foco na descoberta e aceleração de medicamentos. No total, será investido US$ 1,5 bilhão (R$ 3,4 bilhões) no projeto. Inicialmente, cada uma das companhias desembolsará US$ 250 milhões.

Confira o papel de cada uma das empresas na parceria:
Calico
Fundada no final de 2013, a startup do Google será responsável por fornecer a equipe de cientistas que trabalharão no laboratório;
Durante os primeiros 5 anos, o foco da parceria é nas pesquisas. A partir daí, serão mais 10 anos de desenvolvimento;
50% dos lucros obtidos;
AbbVie
Criada no mesmo ano que a parceira, a farmacêutica é conhecida por produzir drogas que auxiliam no tratamento de doenças como o mal de Parkson e vai supervisionar o desenvolvimento de medicamentos e a possibilidade de comercializá-los;
50% dos lucros obtidos;
O investimento em áreas da saúde não é novidade para o Google. Por meio da Calico, a companhia já deixou claro que seu objetivo é retardar cada vez mais a morte, utilizando tecnologia para ocupar lacunas deixadas pela medicina tradicional.
Recentemente, a gigante anunciou também parceria com o laboratório Novartis para criação de uma lente de contato inteligente que ajuda no controle da diabetes. O dispositivo usa as lágrimas do paciente para medir a quantidade de glicose no sangue.