14.159 – Geopolítica – História da Argentina


argentina
A região que hoje corresponde à Argentina era habitada por querandis, quíchuas, charruas e guaranis até a chegada dos conquistadores espanhóis em 1516, liderados por Juan Díaz de Solís.
Sua independência só foi conquistada em 1816, após a revolução que derrubou o vice-rei espanhol em 1810. Proclamou sua primeira Constituição em 1853, a qual ainda é vigente, mas com pequenas modificações ocorridas em 1994.
A metade do século XIX foi marcada por conflitos internos entre liberais civis e conservadores militares, destacando-se o início do movimento peronista ao final da Segunda Guerra Mundial.

Entre 1955 e 1983, houve uma alternância muito grande no poder, com inúmeros presidentes militares e civis, além de golpes frequentes e instalação de ditaduras violentas.
– De acordo com estudos arqueológicos, a região da atual Argentina recebeu os primeiros habitantes há 13 mil anos, aproximadamente. A hipótese mais aceita sobre a chegada do homem ao continente americano refere-se a passagem da Ásia para a América, através do Estreito de Bering.

– Antes da chegada dos espanhóis a região, no começo do século XVI, o norte da Argentina fazia parte do Império Inca e a região dos pampas era habitada por nações indígenas.
– Em 1516, o navegador espanhol Juan Diaz de Sólis realiza navegações no estuário do rio da Prata e oficializa a conquista do território para os espanhóis. Começa a colonização espanhola na região.

– Em 1534 é fundada a atual capital da Argentina, Buenos Aires.

– Durante o século XVI, os espanhóis dão início a explora de prata na região. Este metal estava em grande quantidade com os indígenas, que foram, aos poucos, conquistados e dizimados pelos europeus.

– Em 1561, foi fundada a cidade de Mendoza por Pedro de Castillo.

– O século XVII foi marcado pela exploração da prata, onde os espanhóis utilizaram a mão de obra indígena. Cresce a mestiçagem da população, entre indígenas e espanhóis. Neste século foi grande a quantidade de contrabando e pirataria (holandeses e franceses), principalmente, na região do Rio da Prata.

– Ainda no século XVII intensifica-se a formação das missões jesuíticas, cujo objetivo era catequizar os índios guaranis argentinos.

– Em 1776, a Espanha criou o Vice-Reinado da Prata (capital em Buenos Aires). Começa a luta de soldados espanhóis e índios guaranis para expulsar os portugueses da região do Rio da Prata.
– Em 1767, a coroa espanhola expulsa da Argentina a Companhia de Jesus.

– Em 1806, os ingleses invadem e tomam a cidade de Buenos Aires. Começa a resistência Argentina ao invasor inglês. Em 1807, a coroa inglesa envia à região um reforço de 11 mil soldados para combater a resistência.
– A campanha de Independência da Argentina foi liderada por San Martin, sendo conquistada em 1816.

– A Primeira Constituição da Argentina foi promulgada em 1853.
– Entre 1865 e 1879, a Argentina uniu-se ao Brasil e Uruguai para lutar contra as forças do paraguaio Solano Lopez, na Grande Guerra do Paraguai. A tríplice Aliança saiu vencedora e o Paraguai derrotado e arrasado.
– No final do século XIX tem início a imigração para a Argentina, principalmente de italianos. Este processo, dura até as primeiras décadas do século XX.
– Entre 1916 e 1930 é o período da História da Argentina conhecido como “Os Governos Radicais”. Período marcado pela recuperação da ética e valorização do federalismo.
– Entre 1946 e 1955 é o período do Peronismo. A Argentina foi governada pelo presidente populista Juan Domingos Perón. Período marcado por forte crescimento econômico, criação de direitos sociais e trabalhistas, investimentos em saúde e educação e nacionalização de serviços públicos.
– As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas por grande instabilidade política. Os presidentes eleitos foram derrubados por golpes militares.

– Os governos militares terminaram somente em 1983, quando a Argentina volta a ser governada por um civil, Raul Afonsin. Volta o respeito aos direitos humanos e fortalecimento do sistema democrático.
– Afonsin governou a Argentina até 8 de julho de 1989, quando renuncia em favor do presidente eleito, o peronista, Carlos Menem. Menem governou de 1989 até 1999 (dois mandatos democráticos).

14.155 – Quais os Países Formam o Reino Unido?


mapa-reino-unido
Reino Unido é um termo usado para descrever a Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. Estes quatro países, juntos, formam o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, o qual é um Estado soberano. Os termos alternativos “nações constituintes” e “Home Nations” também são utilizados, este último principalmente para fins esportivos. Enquanto “países” é o termo descritivo mais comumente usado,devido à ausência de uma constituição britânica formal e a longa e complexa história da formação do Reino Unido, os países do Reino Unido não tem uma denominação oficial. Como consequência, Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales não são subdivisões formais do Reino Unido e vários termos são usados para descrevê-los.
Como um Estado soberano, o Reino Unido é a entidade que é usada em organizações intergovernamentais e como representante e Estado-membro da União Europeia e das Nações Unidas, bem como sob a lei internacional, visto que a Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e o País de Gales não estão na lista de países da Organização Internacional para Padronização (ISO). No entanto, Inglaterra, Escócia e País de Gales têm organismos nacionais separados em muitos esportes, o que significa que eles podem competir individualmente em competições esportivas internacionais; em contextos esportivos, Inglaterra, Irlanda do Norte (ou toda a Irlanda), Escócia e País de Gales são referidos como Home Nations.
O parlamento e o governo do Reino Unido lidam com todos os temas relacionados à Irlanda do Norte e Escócia e todas as questões não-transferidas para o País de Gales, mas não interfere em temas que têm sido atribuídos à Assembleia da Irlanda do Norte, ao Parlamento escocês e à Assembléia galesa. A Inglaterra continua a ser da inteira responsabilidade do Parlamento do Reino Unido, que é centralizado em Londres.
As Ilhas do Canal e a Ilha de Man são dependências do Reino Unido, mas não fazem parte do Reino Unido ou da União Europeia. Colectivamente, o Reino Unido, as Ilhas do Canal e a Ilha de Man são conhecidos na lei britânica como as Ilhas Britânicas. A República da Irlanda é um estado soberano formado a partir da parte da Irlanda, que se separou do Reino Unido em 1922. Embora geograficamente a Irlanda seja parte das Ilhas Britânicas, não é mais uma parte do Reino Unido.

14.095 – Mega Curiosidades – Os países mais ricos e mais pobres do mundo


Você já deve ter ouvido falar no PIB, o Produto Interno Bruto. Ele serve para medir todas as riquezas produzidas num país. Entram nessa conta a renda da padaria, da farmácia, do banco, dos serviços de médico, advogado, enfim, toda a renda de um país. E, claro, os PIBs variam de país para país. Os maiores do mundo são Estados Unidos (que, por isso, é considerado o país mais rico), o da China e o do Japão. O Brasil possui o 9º maior PIB do mundo. Mas, embora o PIB determine a riqueza do país, ele não consegue mostrar uma série de outras informações relevantes para medir o nível de desenvolvimento, como por exemplo, a taxa de analfabetismo e a expectativa de vida.

Decidimos trazer alguns dados sobre os 10 países mais ricos e mais pobres do mundo de acordo com alguns dados específicos. Infelizmente, na lista dos 10 mais pobres, todos ficam no continente africano. Entre os mais ricos, alguns são países da Europa, outros, países do Oriente Médio beneficiados pela renda do petróleo — como Qatar, Kuwait e Emirados Árabes. Veja como os contrastes são impactantes.

Importante destacar que o  índice de Analfabetismo refere-se ao porcentual da população alfabetizada. Assim, por exemplo, na Noruega, 99% da população é alfabetizada (sabe ler e escrever), enquanto na República da Guiné, somente 29,5% das pessoas (menos de 1/3) sabem ler e escrever.

ranking

 

9 lugar

8 lugar

moc x irlanda

 

mala kuait

niger

liberia

burundi

congoquatar

14.071 – História – Américo Vespúcio


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Navegador italiano naturalizado espanhol (1454-1512). Responsável pela logística das embarcações de Colombo e pioneiro da navegação na costa americana.

Américo Vespúcio (1454-1512) nasce em Florença. Recebe boa educação em Pisa, aos cuidados de um tio dominicano, e na França, onde aprofunda os conhecimentos de geografia, astronomia e cosmografia. De volta à Itália, trabalha na casa bancária da Família Médici. É transferido em 1491 para a filial em Sevilha, na Espanha, onde equipa navios para enfrentar longas viagens, sob a chefia de Gianotto Berardi. É Vespúcio que prepara as embarcações para todas as expedições de Cristóvão Colombo. Em 1497, após a morte de Berardi, Vespúcio assume o comando da filial de Sevilha e embarca em sua primeira viagem. O destino são as Índias, no entanto ela se encerra na Flórida, em território hoje pertencente aos Estados Unidos. Na segunda missão, entre 1499 e 1500, atinge a costa da América do Sul, porém imagina estar navegando pelo extremo leste da Ásia. Só na viagem de 1501, iniciada em Portugal, Vespúcio se convence de que as terras não fazem parte da costa asiática, mas são um continente até então desconhecido – um Novo Mundo, que em sua homenagem recebe o nome de América. Em 1508 é nomeado piloto-mor da Espanha. Morre em Sevilha.

13.948 – Explosão Demográfica – Os Países Mais Populosos do Mundo


1. China: 1.384.688.986 habitantes
2. Índia: 1.296.834.042 habitantes
3. Estados Unidos: 329.256.465 habitantes
4. Indonésia: 262.787.403 habitantes
5. Brasil: 208.846.892 habitantes
6. Paquistão: 207.862.518 habitantes
7. Nigéria: 195.300.34 habitantes
8. Bangladesh: 159.453.001 habitantes
9. Rússia: 142.122.776 habitantes
10. Japão: 126.168.156 habitantes

Nota: O Brasil é o 5º em população e também o 5º em extensão territorial.

china população

Dados da China:
A China possui, atualmente, a maior população do planeta, com mais de 1,3 bilhões de pessoas.
Em virtude dessa preocupação, o governo adotou um severo controle demográfico na China a partir dos anos 1970 chamado de política do filho único. Segundo essa lei, cada casal poderia ter apenas um filho, de modo que a geração de um segundo filho poderia acarretar severas punições por parte do Estado, incluindo o pagamento de multa.
Estima-se que esse controle da população chinesa tenha sido responsável por evitar um aumento de 400 milhões de pessoas no país ao longo dos últimos 25 anos. Todavia, esse modelo sofreu pesadas críticas no âmbito internacional. A principal delas envolve um conjunto de acusações contra o governo chinês, que estaria violando os direitos humanos ao suprimir, à força, o segundo filho dos casais por meio de infanticídios, abortos e esterilizações forçadas. Um documentário gravado pela BBC de Londres – chamado de China, os quartos da morte – também apresenta um quadro de denúncia com fortes imagens supostamente gravadas em orfanatos chineses onde bebês do sexo feminino eram abandonados e mortos.
Existem, no entanto, algumas exceções aplicadas à política do filho único na China. Na zona rural, por exemplo, é muitas vezes permitido o segundo filho de um casal, sobretudo quando o primeiro é uma mulher. Isso porque o país considera que o campo, acima de tudo, precisa suprir com sua força de trabalho as necessidades alimentares de toda a população do país. Algumas etnias específicas, como os tibetanos, também possuem exceções à política do filho único do país.
O crescimento demográfico chinês vem diminuindo consideravelmente. Tanto é que a Índia, segundo país mais populoso do mundo, com mais de um bilhão de pessoas, deverá ultrapassar a China em termos populacionais nas próximas décadas, a não ser que esse país também adote severas leis de controle populacional.
Por outro lado, o governo chinês vem encontrando problemas demográficos resultantes da desaceleração do crescimento vegetativo do país. O primeiro deles é a bomba demográfica do envelhecimento, que resultaria do aumento da proporção do número de idosos, o que acarreta sérios desequilíbrios previdenciários. Esse problema, atualmente vivido na Europa e no Japão, seria mais duramente sentido na China, que ainda se encontra em nível de subdesenvolvimento, com muitos problemas sociais.
Por essa razão, o governo, nos últimos anos, vem flexibilizando a política do filho único para conter o problema do envelhecimento populacional na China. Afinal, estima-se que a proporção de trabalhadores e aposentados caia de 5 por 1 para 2 por 1 até o ano de 2030 caso nenhuma medida seja tomada. Além dos problemas com a previdência social, o país também deve sofrer com a queda da mão de obra (um dos principais atrativos atuais do país para os investimentos estrangeiros) e a consequente queda do consumo, trazendo a perspectiva de desaceleração do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
Apesar desse cenário, as mudanças atuais ainda são tímidas, com a permissão de um segundo filho para os casais que assim o desejam. Além do mais, muitos analistas demográficos vêm apontando que as próprias famílias chinesas (sobretudo as que possuem melhores condições de vida) estão recusando-se a ter esse segundo filho. Caso isso continue, o governo chinês, contraditoriamente, deverá incentivar o crescimento demográfico a fim de evitar que sua população envelheça demasiadamente nas próximas décadas.

13.877 – A África na Idade Média


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De forma geral, o estudo do período Medieval concentra-se em três eixos principais: a formação da cristandade na Europa Ocidental, o desenvolvimento do Império Bizantino na Europa Oriental e o nascimento e expansão da civilização islâmica, desde a Península Ibérica até a Pérsia, abrangendo também o norte da África e o sul da Europa. Normalmente, quando se chega ao tema da expansão islâmica, tangencia-se a questão das civilizações que se desenvolveram na África nesse período, porém de forma muito sucinta e pouco expressiva. A África na Idade Média constitui um tema que deve ser estudado de forma pontual e sistemática, haja vista que interessa a todos que queiram compreender a fundo a formação do mundo moderno.
Desde a Idade Antiga, no continente africano, algumas civilizações destacaram-se enormemente. Foi o caso dos cartagineses (de origem fenícia), que se estabeleceram no noroeste da África; da civilização egípcia, que floresceu no nordeste africano a partir do delta do rio Nilo; da civilização da Núbia, situada abaixo do Egito; do reino de Axum, que se desenvolveu na região da atual Etiópia, entre outros. Todas essas civilizações, algumas em maior e outras em menor grau, mantiveram contato com as civilizações da Europa Ocidental, como a romana, e outras que se desenvolveram na Península Arábica, nas planícies iranianas e no Extremo Oriente.
Toda essa região do norte da África passou a sofrer, no período da Idade Média, uma intensa penetração da civilização árabe islamizada. A partir do século VII, o islamismo passou a expandir-se por toda a Península Arábica e em direção ao norte africano e ao sul europeu. Nesse período, houve a um só tempo um choque e um enriquecimento cultural com as culturas locais africanas, bem como com as civilizações desse continente que já haviam sido cristianizadas.
Na região do Magrebe, a conversão ao islã ocorreu de forma sistemática, desde reinos poderosos como o de Mali até povos nômades. Com a islamização, a prática da escravidão, que era muito comum no continente africano desde a Antiguidade, intensificou-se. Como acentuou o historiador Ricardo da Costa, especialista em Idade Média: “Ao converter meia África, o Islamismo contribuiu muito para estimular ainda mais a escravidão, pois praticou-a desde cedo: antes mesmo de Maomé, já no século VI, mercadores árabes frequentavam todos os portos da costa oriental da África, trocando cereais, carnes e peixes secos com tribos bantus por escravos. As populações negras não muçulmanas também consideravam a escravidão um fato absolutamente normal (como veremos, normalmente os reis africanos tinham centenas de escravos como soldados – e em suas guardas pessoais!)”.
Além do reino de Mali, outros reinos também tiveram destaque no continente africano nesse período, principalmente aqueles que se desenvolveram abaixo do deserto do Saara, tais como Gana, Kanem-Bornu, Iorubá e Benin. A principal forma de contato e de comércio entre esses reinos eram as caravanas de camelos, que permitiam o deslocamento para longas distâncias em meio ao deserto com uma quantidade muito grande de mantimento, pedras preciosas, escravos, metais, porcelanas, tapetes e muitas outras coisas.

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13.795 – ☻ Mega Curiosidades – Quantas pessoas morrem e nascem no mundo?


É difícil afirmar quantas pessoas nascem e morrem no mundo diariamente. Os dados, baseados em censos mundiais e estatísticas, podem não ser exatos. Ainda assim, a ONU estima que a população mundial cresça a um ritmo de 1,2 %, isto significa que aproximadamente 211.000 pessoas nascem por dia. Isso daria uma média de quase 3 nascimentos por segundo, ou 180 por minuto.
Já em relação ao número de mortos, a Organização das Nações Unidas estima que 102 pessoas morram por minuto.
Outras curiosidades apontam que: a Índia faz 33 partos por minuto e deve ultrapassar a população da China em 2035; e nascem mais homens que mulheres, são cerca de 105 homens para cada 100 mulheres.

13.760 – Biogeografia


regioes-biogeograficas
É a ciência dedicada ao estudo da distribuição geográfica dos seres vivos no espaço através do tempo buscando entender os padrões de organização espacial e os processos que levaram a tais disposições biológicas. Esta ciência tem um aspecto multifacetado, englobando conhecimentos de diversas outras ciências como biologia, climatologia, geografia, geologia, ecologia e ciência da evolução.
O tema central de estudos da biogeografia gira em torno do estudo da evolução das espécies e o modo como as diversas condições ambientais possíveis influem no desenvolvimento da vida. Combinar as diferentes variáveis responsáveis pela ocorrência de vida e traçar uma “receita” para a existência da mesma em um determinado ambiente são os objetivos principais dos estudiosos dedicados à biogeografia.
As origens desta ciência encontram-se nos estudos de Alfred Russel Wallace no arquipélago malaio. Ele descreveu inúmeras espécies desse arquipélago e notou que a norte, em determinada área, as espécies eram relacionadas com espécies do continente asiático enquanto que, nas ilhas mais ao sul, as espécies tinham ligação com as espécies do continente australiano. Esta conclusão levou a uma posterior delimitação e mapeamento das áreas estudadas por Wallace, sendo que tais áreas receberam mais tarde a denominação de “Linha de Wallace”.
Seguindo o espírito deste estudo inicial, as diversas regiões do planeta foram sendo gradualmente mapeadas, pesquisadas e catalogadas. As principais divisões receberam o nome de “divisões biogeográficas”, a saber:
Região Paleártica: Compreende todo o continente europeu, norte da África até o deserto do Saara, o norte da Península Arábica e toda Ásia ao norte do Himalaia, incluindo China e Japão.
Região Neoártica: Toda a América do Norte, indo até a fronteira sul do México.
Região Neotropical: Estende-se do centro do México até o extremo sul da América do Sul.
Região afro-tropical ou etiópica: compreende a África sub-saariana e os dois terços mais ao sul da península arábica.
Região indo-malaia: composta pelo subcontinente indiano, sul da China, Indochina, Filipinas e a metade Ocidental da Indonésia.
Região australiana: o restante mais a leste da Indonésia, ilha de Nova Guiné, Austrália e Nova Zelândia.
Região oceânica: as demais ilhas do oceano Pacífico.
Região antártica: correspondente ao continente e ao oceano com o mesmo nome.
Chamamos de região holártica (ou holártico) o conjunto resultante das regiões paleártica e neoártica.
A classificação acima aplica-se a seres viventes em terra firme ou seca. Em relação aos oceanos temos as “regiões biogeográficas marinhas”, que são definidas por meio das correntes oceânicas ou ainda pelas zonas climáticas, limites mais ou menos exatos para os seres vivos marinhos. Modernamente temos a definição de ecossistema marinho como a unidade de estudo dessas grandes regiões biogeográficas.

13.712 – Mega Memória – Derrubado o muro de Berlim e o da Ignorância


muro de berlim

História da queda do muro de Berlim
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, a capital alemã, Berlim, foi dividida em quatro áreas. Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética passaram a comandar e administrar cada uma destas regiões.

As duas Alemanhas
No ano de 1949, os países capitalistas (Estados Unidos, França e Grã-Bretanha) fizeram um acordo para integrar suas áreas à República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental). O setor soviético, Berlim Oriental, passou a ser integrado a República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental), seguindo o sistema socialista, pró-soviético.

A construção do muro
Até o ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em agosto de 1961, com o acirramento da Guerra Fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois setores. Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o setor ocidental da cidade.
O muro, que começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas elétricas e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar.

A Queda do muro
Em 9 de novembro de 1989, com a crise do sistema socialista no leste da Europa e o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorreu a queda do muro. Cidadãos da Alemanha foram para as ruas comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubar o muro. O ato simbólico representou também o fim da Guerra Fria e o primeiro passo no processo de reintegração da Alemanha.

13.654 – Geografia – Estudo mostra que o deserto do Saara está aumentando


saara
Não é segredo que o aumento da temperatura causado pela emissão de carbono na atmosfera está derretendo o gelo polar, porém, o que pouca gente sabe é que isso também está causando um aumento na extensão dos desertos. O mais afetado até o momento é o Saara. Um estudo publicado no início de abril, por cientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, mostra que desde 1920 o alcance da areia do maior deserto do mundo cresceu em cerca de 10% sobre outros biomas.
O valor é resultado de uma média nas medições de precipitação anual da água em todo o continente africano entre 1920 e 2013. A expansão foi ainda mais longe quando os autores do estudo analisaram as tendências sazonais. Em relação ao verão de quase um século atrás, hoje, o Saara está 16% maior.
Contudo, a culpa de tal fenômeno não é uma surpresa. A atividade humana é a principal responsável por alterar o comportamento do deserto, e segundo o estudo, os dados preliminares mostram que o efeito também está ocorrendo em outros desertos. “As causas são as alterações climáticas e a culpa é do homem. Se esse efeito irá continuar só depende de quais medidas serão tomadas para reverter o clima que estamos esquentando com os gases de efeito estufa”, afirma a climatologista que participou do estudo, Natalie Thomas.

Os resultados mostram as implicações para o futuro do Saara, bem como o que pode ocorrer com outros desertos subtropicais ao redor do mundo. A transformação de solos cultiváveis, ricos em vegetação e vida animal em desertos pode ser irreversível. Também, em um futuro próximo, tempestades de areia podem deixar de ser um fenômeno que ocorre quase exclusivamente no norte da África.

13.525 – Austrália proíbe escalada em monte considerado sagrado por aborígenes


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Estão proibidas as escaladas no monólito Uluru, ou Ayers Rock, que fica na zona central da Austrália.
A rocha, composta de arenito, tem 348 metros de altura e é considerada a maior do mundo.
O lugar é considerado sagrado pelos membros da etnia Anangu, aborígenes proprietários do terreno.
As escaladas começaram nos anos 30, quando o terreno ainda pertencia ao governo australiano. Desde que tomaram posse, em 1985, os Anangu tentam proibir a prática.
A decisão para encerrar esse tipo de atividade foi tomada em conjunto com a diretoria do parque nacional Uluru-Kata Tjuta, em que se localiza o monólito.
“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

“Se viajo a outro país e há um local sagrado, uma zona de acesso restrito, não entro e começo a escalar, respeito”, disse o presidente da diretoria, Sammy Wilson, ao canal ABC.
O parque recebe, em média, 300 mil visitantes por ano, a uma taxa de AUD$ 25 (R$ 62,50).
A formação rochosa é famosa pelo seu tom vermelho. Porém, o Uluru também é conhecido pelas mortes causadas durante a escalada.
Ao menos 36 pessoas morreram no lugar, tendo como causa principal a temperatura, que chega aos 45ºC no verão.

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13.496 – Cenários da Desolação


picher
Picher, Oklahoma, Estados Unidos: Esta cidade fantasma era o epicentro da mineração de chumbo. Aos poucos, a má administração de resíduos a transformou em um lugar inabitável. Várias pessoas morreram de envenenamento por chumbo, o que deu início a um êxodo que desencadeou no fechamento da cidade, em 2009.

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Mar de Aral, Ásia Central: Este mar interior, ou lago endorreico, localizado na fronteira do Cazaquistão com o Uzbequistão, foi, até algumas décadas atrás, uma região próspera para ambas as nações. Atualmente, seu volume diminuiu 90% devido à mudança climática, o que transformou o lugar em um deserto altamente contaminado.

Centralia, Pensilvânia, Estados Unidos: Em 1981, o vilarejo tinha uma população de mais de mil habitantes, mas, por causa do incêndio de uma antiga mina de carvão subterrânea, que ainda queima debaixo da terra, seus habitantes fugiram precipitadamente. Atualmente, ainda se conservam as casas e os negócios, mas o clima torna o lugar inabitável.

Wittenoom, Austrália: Esta cidade paradisíaca da Austrália Ocidental foi fechada em 2016 por causa do alto nível de contaminação do ar. Lá, funcionava uma grande fábrica de amianto e as partículas contaminantes desse material tornaram seu território perigosamente tóxico.

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13.425 – Geologia – Há um Imenso Oceano no Interior da Terra (?)


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Apesar de todos os avanços tecnológicos das últimas décadas, a composição do interior da Terra continua a ser uma grande interrogação científica. Uma hipótese, entretanto, ganha força entre os geólogos encarregados de elucidar o mistério: trata-se da possibilidade de que abaixo do manto terrestre, a uma profundidade entre 410 e 660 quilômetros, exista um gigantesco oceano.
Embora essa teoria venha sendo estudada há muito tempo, a primeira evidência apareceu em 2008, após a descoberta de um pequeno diamante, com apenas 3 milímetros de largura e pouco valor comercial. Na composição da pedra foi encontrado um mineral chamado ringwoodita, capaz de conter grandes proporções de água.
Após anos de análises, foi possível determinar que o diamante vem exatamente das profundidades da Terra, o que consiste na primeira prova da presença de um grande corpo subterrâneo de água. Se as evidências avançarem nesse sentido, se trataria de uma verdadeira revolução para a geologia e a compreensão do planeta.

13.407 – Geografia – Ilhas Famosas e Abandonadas


Hashima (Japão) – No século 19, os japoneses descobriram que esta ilha possuía fartas minas de carvão e começaram a povoar o lugar para explorar o minério. Prédios foram construídos para servir essas pessoas, incluindo um hospital e uma escola. Nos anos 50, o lugar chegou a ter mais de 5 mil moradores. Em 1974, porém, a exploração parou e os habitantes se foram (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

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Holland Island (EUA) – Esta ilhota na Baía de Chesapeake (EUA), banhada pelo Oceano Atlântico, ganhou muitos habitantes no século 19 devido ao boom da pesca e da agricultura. Em 1920, havia 360 residentes e a ilha chegou a ter 70 estruturas, incluindo uma igreja. No entanto, a erosão do solo diminuiu a área da ilha até que ela desaparecesse completamente em 2012 (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

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Poveglia (Itália) – É dividida em três pequenas ilhas. Uma delas abriga um forte octogonal construído no século 17. No século seguinte, virou ponto de parada de navios que iam para Veneza – até que dois deles atracaram com pessoas infectadas pela peste. Mais recentemente, no século 20, as estruturas foram transformadas num sanatório, até o local ficar desabitada nos anos 60. Hoje, a ilha italiana tem fama de ser assombrada (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Hirta (Escócia) – Esta ilha a 180 km da costa escocesa foi habitada até 1930, quando os últimos residentes foram embora. Hoje abriga uma estação de monitoramento de mísseis, mas não tem nenhum residente fixo. Mas há até um bar lá para atender os funcionários e marinheiros que passam por ali (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

North Brother Island (EUA) – Esta ilha e sua “irmã”, a South Brother, ficam pertinho de Manhattan, em Nova York. Durante um tempo, a North Brother abrigou um hospital especializado em doenças que exigiam quarentena, como varíola e tuberculose. Depois, virou um centro de reabilitação para dependentes químicos, que fechou nos anos 60. A ilha está desabitada desde então (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Spinalonga (Grécia) – Fortificada no século 16 para proteger o continente contra piratas e invasores, a ilha, que fica na Grécia, foi tomada pelos otomanos no século 18. No século 20, foi uma colônia para leprosos, o que alimenta boatos de que é assombrada. Hoje está desabitada, mas é muito visitada por turistas (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

spinalonga

13.384 – Mega Tour – Ilha Bela


ilha bela
Um dos únicos municípios–arquipélagos marinhos brasileiros e é localizado no litoral norte do estado de São Paulo, microrregião de Caraguatatuba. A população aferida pelo IBGE no Censo de 2010 era de 28 196 habitantes, e a área é de 347,5 km², resultando numa densidade demográfica de 81,13 hab/km². A população estimada pelo IBGE para 1 de julho 2015 era de 32 197 habitantes, resultando numa densidade estimada de 92,65 hab/km².
Possui uma das mais acidentadas paisagens da região costeira brasileira, com todas as características de relevo jovem. Com o aspecto geral de um conjunto montanhoso – formado pelo Maciço de São Sebastião e Maciço da Serraria, além da acidentada Península do Boi –, a Ilha de São Sebastião se destaca como um dos acidentes geográficos mais elevados e salientes do litoral paulista, tendo como pontos culminantes o Pico de São Sebastião, com 1379 metros de altitude; o Morro do Papagaio, com 1307 metros; e o Morro da Serraria, com 1285 metros.
Banhado pelo oceano Atlântico, o município está localizado a 135 quilômetros da capital e a 140 quilômetros da divisa com o estado do Rio de Janeiro. Está situada um pouco ao sul do Trópico de Capricórnio, que passa sobre a cidade vizinha de Ubatuba.
Ilhabela é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto ao seu nome o título de Estância Balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
Pesquisas arqueológicas realizadas desde o final da década de 1990 mostram que pelo menos quatro das ilhas do arquipélago de Ilhabela foram habitadas muito antes da chegada dos europeus ao Brasil. Isso foi possível graças à descoberta de sítios arqueológicos pré-coloniais denominados “concheiros”, “abrigos sob rocha” e “aldeias indígenas”. Os “concheiros” permitiram aos arqueólogos concluírem que os primeiros habitantes do arquipélago foram os chamados “homens pescadores-coletores do litoral”, indígenas que não dominavam a agricultura e nem a produção de cerâmica, sobrevivendo apenas do que encontravam na natureza, especialmente animais marinhos. Não existe ainda a datação de nenhum desses “concheiros”. Também foi encontrada na Ilha de São Sebastião grande quantidade de cerâmica indígena da tradição Itararé, possivelmente produzida por indígenas do tronco linguístico macro-jê. Não há, até o momento, nenhuma evidência arqueológica de que tenha existido no arquipélago alguma aldeia do tronco linguístico tupi.
Em 20 de janeiro de 1502 a primeira expedição exploradora enviada ao Brasil pelos portugueses, comandada pelo navegador português Gonçalo Coelho e trazendo a bordo o cosmógrafo italiano Américo Vespúcio, encontrou uma grande ilha que, segundo o aventureiro alemão Hans Staden, era chamada pelos tupis de Maembipe (“lugar de troca de mercadorias e resgate de prisioneiros”). Essa ilha, assim como fora feito em outros acidentes geográficos importantes, foi batizada pelos membros da expedição com o nome do santo do dia, São Sebastião. Também se diz que era chamada pelos indígenas por Ciribaí (lugar tranquilo).
O município arquipélago de Ilhabela possui um território de 348,3 km² (IBGE) e suas principais ilhas são, pela ordem em termos de área, a de São Sebastião, a dos Búzios, a da Vitória e a dos Pescadores – todas habitadas. Fazem parte ainda do arquipélago os ilhotes das Cabras, da Sumítica, da Serraria, dos Castelhanos, da Lagoa, da Figueira e das Enchovas.

As ilhas de búzios e Vitória ficam, respectivamente, a 28 e 40 quilômetros de Ilhabela. Canoas são as únicas embarcações capazes de atracar no píer precário. Ambas possuem resquícios de cemitérios indígenas pré-históricos. Os habitantes plantam e criam a própria comida, embora a quantidade de peixes esteja diminuindo, mas a Ilha de Búzios possui dois mercados. Falta água potável e os habitantes urinam e defecam na vegetação.
A Ilha de São Sebastião – onde fica a área urbana do município – está localizada defronte aos municípios de São Sebastião a noroeste e Caraguatatuba a norte. Com 337,5 km², a Ilha de São Sebastião é a segunda maior ilha marítima do Brasil, superada apenas pela de Santa Catarina, que abriga a maior parte do município de Florianópolis, a capital de Santa Catarina. Em sua orla – com cerca de 130 quilômetros extensão – o relevo desenha reentrâncias e mergulhos, com 45 praias principais e outra dezena de pequeninas praias situadas, irregularmente, ao pé das escarpas.
A ilha possui duas faces distintas: a face voltada para o continente é a mais urbanizada e populosa cujas praias são mais calmas, badaladas e poluídas. Já a face voltada para o oceano aberto é pouco habitada, sendo que a maioria dos habitantes dessa face está na Praia de Castelhanos, a única praia do lado oceânico acessível de carro (embora só jipes possam fazer o trajeto até o local). Pelas praias dessa face estarem voltadas todas para o oceano, possuem ondas mais fortes que atraem surfistas.Uma das características marcantes de Ilhabela é a predominância da Mata Atlântica, sendo a Serra de Ilhabela coberta pela floresta latifoliada tropical úmida de encosta. Dentre todos os municípios abrangidos pela Mata Atlântica, Ilhabela foi aquele que mais preservou a floresta no período compreendido entre os anos de 1995 a 2000, graças a um programa de contenção da expansão urbana desordenada que é desenvolvido pela administração municipal na área de entorno do Parque Estadual de Ilhabela (PEI), criado em 20 de janeiro de 1977 pelo decreto estadual nº 9414, com área de 27,025 hectares correspondente a cerca de 78% do território abrangido pelo arquipélago.O clima é tropical litorâneo úmido ou tropical atlântico, classificado como Aw. Possui um clima quente e úmido, com temperatura média anual de 23 °C e precipitação de 1 646 mm/ano, mais concentrados nos meses de verão. O mês mais quente é fevereiro, com temperatura máxima de 30 °C e o mais frio é julho com mínima de 15 °C. No entanto, devido às diferenças altimétricas, é possível a ocorrência de diferentes climas em Ilhabela, como o tropical de altitude ou mesmo subtropical nas áreas montanhosas e nos picos. Áreas muito elevadas (acima de 1.000 m) tendem a apresentar temperaturas bastante inferiores às da parte que fica ao nível do mar.

formação geologica ilha bela
Formação geológica da ilha

13.365 – Historia – De ☻lho na África


Os territórios africanos, por serem ricos em recursos naturais, como ferro, petróleo e carvão, tornaram-se alvo de extremo interesse dos países europeus, necessitados de matérias-primas para suas industrias e também novos mercados consumidores.
Em 1885, aconteceu a conferência de Berlim, que reuniu representantes de 15 países, entre eles, Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Holanda, Itália, Portugal, Espanha e Rússia, além de EUA. Nessa ocasião, “fatiaram” a África entre eles, sem consultar os povos que ali viviam.
Transformaram então a África numa colcha de retalhos. Atualmente a África possui 54 países, nos quais se fala, além das línguas de origem africana, inglês, português, alemão e francês, que são heranças do domínio colonial.

Fonte: CEEJA

Mais sobre a Conferência de Berlim
A Conferência de Berlim foi realizada entre 15 de novembro de 1884 e 26 de fevereiro de 1885 e teve como objetivo organizar, por meio de regras, a ocupação da África pelas potências coloniais. Essa divisões não respeitaram as relações étnicas, linguística e mesmo familiares dos povos desse continente. Seu organizador e acompanhante foi Chanceler Otto von Bismarck da Alemanha e participaram a Grã-Bretanha, França, Espanha, Portugal, Itália, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Estados Unidos, Suécia, Áustria-Hungria e Império Otomano.
O Império Alemão, país vencedor, não possuía colônias na África, mas tinha esse desejo e viu-o satisfeito, passando a administrar o “Sudoeste Africano” (atual Namíbia), Tanganica, Camarões e Togolândia; os Estados Unidos na altura não tinham mais a colônia da Libéria, independente desde 1847, mas como potência em ascensão foram convidados; o Império Otomano possuía províncias na África, notadamente o Egito (incluindo o futuro Sudão Anglo-Egípcio) e Trípoli, mas seus domínios foram vastamente desconsiderados no curso das negociações e foram arrebatados de seu controle até 1914.

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13.267 – Tour da Muamba – Ciudad del Este


Ciudad-del-este
A Grande Ciudad del Este é a segunda maior aglomeração urbana do Paraguai seja em relação a população ou superfície, sendo a aglomeração da Grande Assunção a maior do país. É uma das zonas do Paraguai com maior crescimento urbano nos últimos tempos. Possui uma área de 1017 km² pertencente aos quatro municípios, sendo apenas 120 km² de fato conurbados.
No distrito de Minga Guazú, encontra-se o Aeroporto Internacional Guaraní, o segundo mais importante do país. Este terminal aéreo tem apenas como destinos as cidades de Assunção, Montevidéu e São Paulo.
O Terminal de Ônibus de Ciudad del Este está localizado próximo do Estádio Antonio Oddone Sarubbi. Este terminal oferece serviços para muitas cidades do Paraguai e também a nível Internacional.
A cidade foi fundada através de decreto em 3 de fevereiro de 1957 com o nome Puerto Flor de Lis. Logo, teve seu nome alterado para Puerto Presidente Stroessner, em homenagem ao ditador Alfredo Stroessner. Após o golpe de estado que depôs o ditador em 3 de fevereiro de 1989, o comando revolucionário utilizou o nome Ciudad del Este. Nos dias posteriores, através de plebiscito, os cidadãos elegeram e confirmaram o nome de Ciudad del Este.
A cidade faz parte de um triângulo internacional conhecido na região como Tríplice Fronteira, que envolve também Foz do Iguaçu, no estado brasileiro do Paraná, e Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. As três cidades são separadas umas das outras pelo Rio Paraná e pelo Rio Iguaçu.
Com uma aglomeração urbana de 387 mil habitantes (2010), Ciudad del Leste é a segunda cidade mais populosa do Paraguai, ficando apenas atrás da capital Assunção, que tem 742 mil habitantes. Inúmeros brasileiros trabalham ilegalmente nessa cidadeː quase 50 mil.
A cidade é responsável por 10% do produto interno bruto paraguaio, que é de 3 bilhões de dólares estadunidenses. É a terceira maior zona franca de comércio do mundo (após Miami e Hong Kong). Seus clientes são, na maioria, brasileiros, paraguaios e coreanos atraídos pelos baixos preços dos produtos ali vendidos. Além disso, a cidade é o quartel-general da Itaipu Binacional, juntamente com Foz do Iguaçu, no Brasil. A venda de eletricidade da usina hidrelétrica de Itaipu para o Brasil gera mais de trezentos milhões de dólares estadunidenses de renda anual para o país.
O turismo de Ciudad del Este é caracterizado pelo turismo de compras, porém a cidade possui, também, atrativos turísticos que fogem a este padrão. A 20 quilômetros ao norte, em Hernandarias, se encontra a represa de Itaipú, que pode ser contemplada pelo lado paraguaio. A 8 quilômetros ao sul, se encontram os Saltos del Monday. A 26 quilômetros ao sul, está localizado o Monumento Científico Moisés Bertoni. O parque de Acaray oferece hospedagem aos visitantes. O lago de la República, que se encontra no centro da cidade, é um espaço de recreação rodeado pela vegetação. A Catedral de San Blás assemelha-se à forma de um barco e foi construída em 1964 com esculturas de pedra. O museu “El Mensú” foi o primeiro espaço destinado para reunir os mais diversos objetos que representam a história, cultura e tradição da cidade, tendo peças da época da fundação da cidade e utensílios de indígenas da região.
A temperatura média anual é de 21 °C, a máxima atinge 38 °C, e a mínima 0 °C. O maior montante anual de precipitação ocorre na região do Alto Paraná, terra do nevoeiro, do orvalho e do inverno permanente. Ciudad del Este tem um clima subtropical continental. No inverno de 1982, nevou pela segunda vez no Paraguai. Em novembro-dezembro de 2009, ocorreram quatro princípios de tornados, mas nunca estabelecidos em sua totalidade (é normal ver vórtices menores sobre o rio Paraná).

13.223 – História – Amazônia já teve partes inundadas e teve até tubarões


tutu barão
Durante dois momentos no passado partes da Amazônia no Brasil e Colômbia estiveram temporariamente ocupadas por mar. Não era muito profundo e tinha menos salinidade que os atuais oceanos, mas sua fauna incluía até tubarões. Mas isso, que pareceria ser apenas uma curiosidade científica, foi de vital importância para o aumento da biodiversidade da região –a maior do planeta.
Uma equipe internacional de 16 pesquisadores –incluindo o brasileiro Carlos D’Apolito Júnior, da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso)–, distribuídos por instituições de oito países, publicou a descoberta na atual edição da revista científica americana “Science Advances”.
Os dois “eventos de inundação” ocorreram na época geológica conhecida como Mioceno, que durou de 23 a 5,3 milhões de anos atrás. Essa época constitui o momento mais antigo do período geológico chamado Neogeno, que terminou há 2,5 milhões de anos, passando então para o atual período Quaternário. Cada época ou período é caracterizado por mudanças importantes na geologia, na fauna e na flora da Terra.
Hoje cerca de 80% da Amazônia é ocupada por florestas em terra firme e 20% por regiões inundáveis. A equipe, cujo principal pesquisador é Carlos Jaramillo, do Instituto Smithsonian de Pesquisas Tropicais, Panamá, examinou sedimentos em núcleos obtidos nas bacias de Llanos, Colômbia, e Amazonas/Solimões, Brasil.
Um total de 933 tipos de microfósseis (“palinomorfos”), ou 54.141 indivíduos, foram contados nos dois núcleos geológicos de Saltarin (Colômbia) e 105-AM (Brasil).
O brasileiro Carlos D’Apolito Júnior obteve seu doutorado, no ano passado na Universidade de Birmingham, Reino Unido, justamente sobre a evolução antiga, durante o Mioceno, da paisagem da Amazônia ocidental na Formação Solimões.
A evidência marinha fez o pesquisador analisar mais amostras; “comecei a encontrar mais e mais dinoflagelados. Bem, o resultado você já sabe –evidência direta e inquestionável de ambientes costeiros na Amazônia ocidental durante o Mioceno”.
O próximo passo foi comparar os resultados com o material colombiano que vinha sendo coletado pelo grupo de Jaramillo. “Vimos que tínhamos ali a comprovação de uma ideia antiga de que esses ambientes costeiros avançaram via Caribe durante o Mioceno”.

13.186 – Mega Cidades – Estocomo


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É a sede do governo sueco, representado na figura do Riksdagen, o parlamento nacional do país, além de ser a residência oficial dos membros da monarquia sueca. Em 2008, a área metropolitana de Estocolmo era o lar de cerca de 21% da população da Suécia e contribuía com mais de 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Segundo dados de 2010, a cidade de Estocolmo propriamente dita tinha uma população de 807 311 habitantes, enquanto que a área urbana (em sueco tätort) tinha cerca de 1,3 milhão de moradores, e sua região metropolitana, a maior aglomeração urbana do país, que engloba as demais cidades periféricas ou próximas de Estocolmo, além dela própria, cerca de 2 milhões.
Estocolmo é o maior e mais importante centro urbano, cultural, político, financeiro, comercial e administrativo da Suécia desde o século XIII. Sua localização estratégica sobre 14 ilhas no centro-sul da costa leste da Suécia, ao longo do lago Mälaren, tem sido historicamente importante. Uma vez que a capital sueca está situada sobre ilhas conhecidas por sua beleza, a cidade é destino de turistas de todo o mundo, tendo sido apelidada nos últimos anos de “Veneza do Norte”. Estocolmo é conhecida pelos seus edifícios e monumentos extremamente bem preservados, por seus arborizados parques, por sua riquíssima vida cultural e gastronômica, e pela gigantesca qualidade de vida que oferece a seus moradores.
Há décadas, Estocolmo figura como uma das cidades mais visitadas dos países nórdicos, com mais de um milhão de turistas internacionais anualmente.
O nome Stockholm nasce da junção de dois nomes; a primeira parte, stock, que significa literalmente “tronco de madeira”, pode ser relacionado com uma palavra do antigo alemão (Stock), que significa “fortificação”, enquanto que a segunda parte, holm significa ilha, referindo-se à ilhota de Helgeandsholmen na zona central de Estocolmo, de onde a cidade surgiu.
No século XVII a Suécia atingiu grande prosperidade e respeito por parte dos países europeus, reflectindo-se no desenvolvimento de Estocolmo. Desde 1610 até 1680, a população multiplicou-se seis vezes. Em 1634, a cidade tornou-se na capital oficial do Império Sueco. Foram aprovadas leis que deram a Estocolmo o monopólio do comércio da Suécia e dos territórios escandinavos.
Estocolmo fica na parte da costa oriental da Suécia. Está situada num arquipélago de catorze ilhas e ilhotas, unidas por 53 pontes, na região onde o lago Mälaren encontra o mar Báltico. A fisiografia da cidade é muito homogénea, sendo que predominam as planícies, chegando no máximo a 200 m de altitude em alguns pontos. Cerca de 30% da cidade está coberta de canais e outros 30% são ocupados por parques e zonas verdes, proporcionando à cidade um clima mais favorável do que se deveria esperar, principalmente devido à elevada latitude no contexto europeu.
A cidade de Estocolmo tem um clima continental. Devido à latitude da capital sueca, o clima deveria ser mais frio, no entanto é ameno devido à influência da Corrente do Golfo. A duração do dia, em média, varia entre 18 horas, no Verão, e 6 horas no Inverno, sendo que a cidade desfruta de 1821 horas de sol anualmente.
O município de Estocolmo é uma unidade administrativa com limites geográficos bem definidos. Está dividido em distritos municipais que têm ao seu cargo a gestão das escolas, dos serviços sociais, culturais e de lazer da respectiva zona. Estes por sua vez estão divididos em bairros. A cidade está dividida em três partes: Estocolmo Central (Innerstaden), Estocolmo Meridional (Söderort) e Estocolmo Ocidental (Västerort). Os distritos municipais e respectivos bairros de cada uma dessas três fracções são:
Estocolmo Central:

Kungsholmen – Fredhäll, Kristineberg, Kungsholmen, Lilla Essingen, Marieberg, Stadshagen e Stora Essingen
Norrmalm – Norrmalm, Skeppsholmen, Vasastaden e Östermalm
Södermalm – Långholmen, Reimersholme, Södermalm e Södra Hammarbyhamnen
Östermalm – Djurgården, Hjorthagen, Ladugårdsgärdet, Norra Djurgården e Östermalm
Estocolmo Meridional:

Enskede-Årsta-Vantör – Enskedefältet, Enskede Gård, Gamla Enskede, Johanneshov, Stureby, Årsta, Östberga, Bandhagen, Högdalen, Örby, Rågsved e Hagsätra.
Farsta – Fagersjö, Farsta, Farstanäset, Farsta Strand, Gubbängen, Hökarängen, Larsboda, Sköndal, Svedmyra e Tallkrogen
Hägersten-Liljeholmen – Fruängen, Hägersten, Hägerstensåsen, Mälarhöjden, Västertorp, Liljeholmen, Aspudden, Gröndal, Midsommarkransen e Västberga
Skarpnäck – Hammarbyhöjden, Björkhagen, Enskededalen, Kärrtorp, Bagarmossen, Skarpnäcks gård, Flaten, Orhem e Skrubba
Skärholmen – Bredäng, Sätra, Skärholmen e Vårberg
Älvsjö – Herrängen, Långbro, Långsjö, Älvsjö, Solberga, Örby Slott e Liseberg
Estocolmo Ocidental:

Bromma – Abrahamsberg, Alvik, Beckomberga, Blackeberg, Bromma Kyrka, Bällsta, Eneby, Höglandet, Lunda, Mariehäll, Nockeby, Nockebyhov, Norra Ängby, Olovslund, Riksby, Smedslätten, Stora Mossen, Södra Ängby, Traneberg, Ulvsunda, Ulvsunda industriområde, Åkeshov, Åkeslund, Ålsten e Äppelviken
Hässelby-Vällingby – Hässelby gård, Hässelby strand, Hässelby villastad, Grimsta, Kälvesta, Nälsta, Råcksta, Vinsta e Vällingby
Rinkeby-Kista – Rinkeby, Akalla, Husby, Kista e Hansta
Spånga-Tensta – Bromsten, Flysta, Solhem, Lunda, Sundby e Tensta
A grande maioria dos habitantes de Estocolmo trabalham no sector dos serviços, que representa aproximadamente oitenta e cinco por cento dos empregados da cidade. A quase total ausência de indústria pesada na cidade faz com que esta seja uma das mais limpas da Europa e do Mundo. Na última década geraram-se muitos postos de trabalho na capital sueca, principalmente na área da alta tecnologia, devido ao desenvolvimento caseiro de empresas dessa natureza tal como a fixação de companhias multi-nacionais desse género. A IBM, Ericsson e Electrolux têm assento na cidade.

Estocolmo é o centro financeiro da Suécia; na cidade encontram-se sediados os maiores bancos do país, tais como o Swedbank, o Handelsbanken, e o Skandinaviska Enskilda Banken, e também muitas companhias de seguros, como por exemplo a Skandia e Trygg-Hansa. Os principais índices bolsistas suecos estão representados na Bolsa de Estocolmo (Stockholmsbörsen). Também estão instaladas na cidade as principais sedes de lojas de venda a retalho tal como a H&M.

O sector do turismo representa também uma importante fatia na economia local. Entre 1991 e 2004 o número de visitantes da cidade, por ano, aumentou de quatro milhões para sete milhões e meio.
Em Estocolmo o ensino é até os 18 anos, e as crianças aprendem 4 línguas diferentes, para os imigrantes que vivem no município e tem filhos, tem o direito de aprender a língua materna.Um costume nas escolas de Estocolmo é que precisa tirar o sapato para entrar.

Estocolmo é mais conhecida pela cerimônia de entrega do Prémio Nobel que ocorre todos os anos, mas a cidade é também sede da maior concentração de universidades e de instituições de ensino superior isoladas da Suécia. Entre elas estão as seguintes:

Universidade de Estocolmo (Stockholms Universitet)
Real Instituto de Tecnologia (Kungliga Tekniska Högskolan ou “KTH”)
Escola de Economia de Estocolmo (Handelshögskolan i Stockholm ou “Handels”)
Instituto Karolinska (Karolinska Institutet ou ‘”KI”‘)
Escola Real de Belas Artes (Kungliga Konsthögskolan ou “Mejan”)
Escola Real de Música (Kungliga Musikhögskolan)
Universidade-Escola de Artes, Desenho e Design (Konstfack)
Universidade-Escola de Ópera (Operahögskolan)
Universidade-Escola de Educação Musical (Kungliga Musikhögskolan)
Universidade-Escola de Dança (Danshögskolan)
Universidade-Escola do Sul de Estocolmo (Södertörns Högskola)
A cidade de Estocolmo têm um amplo sistema de transporte público. Consiste no Metropolitano de Estocolmo; três sistemas ferroviários regionais ou suburbanos:Trem urbano (Pendeltåg), Roslagsbanan e Saltsjöbanan; um grande número de linhas de ônibus e uma linha de barca na cidade. Todo o setor de transporte público da cidade de Estocolmo, com exceção dos autocarros de aeroporto, são organizados pelo Storstockholms Lokaltrafik. Para a operação e manutenção dos serviços públicos de transporte são delegadas várias empreiteiras. O tráfego de barco do arquipélago é manipulado pelo Waxholmsbolaget.

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Aeroporto de Estocomo

13.125 – Cientistas identificam novo continente no Hemisfério Sul: a Zelândia


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Um novo continente, quase completamente submerso, foi identificado por cientistas no sudoeste do oceano Pacífico e batizado como Zelândia.
As montanhas mais altas dessa nova região, no entanto, já eram nossas conhecidas e despontam na Nova Zelândia, segundo os geólogos.
Agora, os cientistas estão empenhados em uma campanha para que o continente seja reconhecido.
Um artigo publicado a publicação científica “Geological Society of America’s Journal” afirma que a Zelândia tem 5 milhões de quilômetros quadrados –quase dois terços do tamanho da vizinha Austrália, que tem 7,6 milhões de quilômetros quadrados.

CRITÉRIOS
Cerca de 94% desta área está submersa –há apenas poucas ilhas e três grandes massas de terra visíveis na sua superfície: as ilhas do Norte e do Sul da Nova Zelândia e a Nova Caledônia.
É comum pensar que é preciso que uma região esteja na superfície para ser considerada um continente. Mas os especialistas levaram em conta outros quatro critérios: elevação maior em relação ao entorno, geologia distinta, área bem definida e crosta mais espessa do que a do fundo do oceano.

Mas sendo assim, quantos continentes temos atualmente, afinal?
A resposta é que, como vários critérios podem ser adotados, falta consenso entre os especialistas sobre esse número.

OITAVO CONTINENTE
Embora ainda seja ensinada na escola, a divisão em cinco continentes –América, África, Europa, Ásia e Oceania– é considerada deficiente entre os estudiosos porque não leva em conta critérios geológicos.
Uma outra divisão mescla critérios geológicos e socioculturais, separando, por exemplo, as Américas do Norte (que inclui a Central) e do Sul.
Europa e Ásia –que às vezes aparecem como um único continente, a Eurásia– tornam-se dois blocos distintos, respeitando as diferenças culturais entre seus povos.

Somando África, Oceania e Antártida, teríamos assim sete continentes –a Zelândia viria a ser o oitavo.
O principal autor do artigo, o geólogo neozelandês Nick Mortimer, disse que os cientistas vêm se debruçando sobre as informações há mais de duas décadas para provar que a Zelândia é um novo continente.
“O valor científico de classificar a Zelândia como um continente vai muito além de apenas ter mais um nome em uma lista”, explicaram os pesquisadores.
“O fato de um continente poder estar tão submerso e ainda não fragmentado” é interessante para a “exploração da coesão e do rompimento da crosta continental”.
Mas como a Zelândia vai entrar na lista de continentes? Os autores de livros didáticos devem ficar tensos novamente?
Em 2005, Plutão foi rebaixado à categoria de planeta anão pelos astrônomos e saiu da lista de planetas, alterando o que as escolas ensinaram durante 80 anos.
No entanto, não existe uma organização científica que reconheça formalmente os continentes.
Então, a mudança só vai ocorrer com o tempo –se as futuras pesquisas realmente adotarem a Zelândia como o oitavo deles.