13.461 – Psicanálise funciona?


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A psicanálise, ou terapia psicanalítica, é uma forma de tratar problemas psicológicos de longa data que se baseia nos comportamentos de crença. Esses comportamentos têm mecanismos subjacentes que podem não ser reconhecidos, e se manifestar de forma inconsciente.
Com este entendimento, é possível pensar sobre o significado e as razões por trás de uma determinada postura e conduzir a possibilidade de mudança.
Embora a psicologia da mente descrita por Freud tenha se baseado na existência de um estado inconsciente, ele não foi o criador do termo. Os filósofos ocidentais do século XVII, John Locke e René Descartes e, mais tarde, Gottfried Wilhelm Liebniz, propuseram a ideia de um inconsciente, especulando a existência de algo dentro da mente, além da consciência, que também é capaz de influenciar comportamentos.

Razões para buscar tratamento psicanalítico
As pessoas podem buscar assistência psicanalítica por muitas razões – padrões de relação fracassados ou destrutivos, estresse no trabalho, depressão ou ansiedade, distúrbios de personalidade ou problemas em torno da autoidentidade e da sexualidade. Alguns buscam terapia após uma perda significativa, seja por morte ou divórcio, ou como resultado de um evento traumático ou abuso na infância ou na adolescência.
Um paciente pode consultar um psicoterapeuta psicoanalítico uma ou mais vezes por semana ao longo de meses ou anos. Um psicanalista pode receber um mesmo paciente por quatro ou cinco vezes por semana.
As consultas regulares e consistentes de 45 a 50 minutos permitem, ao longo do tempo, acompanhar e reunir informações sobre os padrões de pensamento e comportamento e a forma como estes afetam a pessoa em termos de seu estado emocional, bem como relacionamentos com parceiros, famílias, amigos, trabalho e a comunidade.

Psicanálise pelo mundo
Na Austrália, as pessoas que consultam um psicanalista ou um terapeuta psicanalítico que são medicamente treinados, seja como psiquiatra ou outra modalidade médica, podem conseguir as sessões pelo programa Medicare de forma contínua.
As pessoas que estão em terapia ou análises com profissionais não médicos podem solicitar até dez consultas por ano civil sob o Medicare, dependendo das qualificações profissionais do terapeuta.
O treinamento em psicanálise e terapia psicanalítica geralmente ocorre em um período de, pelo menos, cinco anos. É aberto a profissionais de várias áreas de formação, como psiquiatria, prática geral, psicologia, serviço social e enfermagem.
Esse treinamento inclui uma perspectiva de desenvolvimento, que considera o impacto que experiências da primeira e segunda infância podem ter sobre o indivíduo na vida adulta.
Ele engloba teoria, trabalho clínico supervisionado e observação de um bebê desde o nascimento, por um ano, com seminários de acompanhamento. Todos os formandos realizam análises pessoais ou terapia psicanalítica durante o período de treinamento.

O processo de tratamento
Em uma sessão, os pacientes tentam dizer tudo o que lhes vem à mente, permitindo que exteriorizem pensamentos, sentimentos, memórias e sonhos. Para habilitar seu depoimento, alguns deitam em um sofá com o terapeuta sentado atrás deles; outros se sentam cara a cara com o psicanalista.
Nessa configuração confidencial, e à medida que se cria confiança, pistas para o mundo inconsciente e interno do paciente começam a se formar, e padrões de relacionamento e possibilidades de evitá-los tornam-se visíveis.
O analista escuta cuidadosamente os reflexos, sonhos, memórias e pensamentos do paciente e tenta avaliar o que eles significam.
Espera-se que o paciente desenvolva uma visão sobre os padrões de vida destrutivos e a forma como estes foram formados, e entendê-los como uma resposta aos eventos pelos quais passou e relacionamentos que vive ou viveu.

Isso é eficaz?
Há um debate considerável sobre a eficácia do tratamento psicanalítico. Um problema apontado frequentemente é a relutância da profissão psicanalítica em reconhecer o valor da pesquisa formal e suas evidências ao desenvolvimento de diferentes trabalhos. Outro é a dificuldade de estudar o tratamento devido à sua natureza de longo prazo.

Um artigo de 2012 declarou:
“… a psicanálise já não é recomendada para tratar doenças mentais devido à falta de sólidas evidências. Uma revisão publicada recentemente não foi capaz de encontrar um único ensaio clínico apurado avaliando a psicanálise clássica. A evidência de uma psicanálise ‘moderna’ a longo prazo era conflitante, na melhor das hipóteses.
No entanto, desde então estudos com resultados mais positivos foram realizados e publicados.
Em 2015, o estudo Tavistock Adult Depression foi publicado. Ele examinava a eficácia da terapia psicanalítica. A pesquisa utilizou o modelo de teste do controle aleatório para examinar o tratamento de um grupo de pacientes diagnosticados com depressão profunda de longa data, que não tiveram sucesso em, pelo menos, dois tratamentos diferentes.
Um dos grupos foi submetido à terapia psicanalítica por dois anos; outro grupo de controle foi tratado com terapia cognitiva-comportamental, na qual os pacientes aprendem novas maneiras de pensar e se comportar.
Embora os resultados não tenham sido significativamente distintos entre os dois grupos ao final do tratamento, surgiram diferenças mais evidentes após 24, 30 e 42 meses.
Os resultados de depressão baseados em observação e questionários de autorrelatos mostraram declínios mais acentuados no grupo de terapia psicanalítica, junto a maiores melhorias na forma como se relacionam socialmente em relação ao grupo que passou por terapias cognitivo-comportamentais. Isso sugere que a terapia psicanalítica de longo prazo é útil para melhorar o desfecho da depressão resistente ao tratamento.

Entre pais e filhos

Um segundo estudo liderado pelo mesmo autor, publicado em 2016, analisou a terapia psicanalítica pai-bebê, que visa melhorar a interação entre pais e filhos. Os participantes foram alocados aleatoriamente nessa modalidade de psicoterapia, para garantir cuidados primários de suporte.
Não houve diferença significativa no resultado das medidas de desenvolvimento infantil, interação pai-bebê ou a capacidade de o progenitor considerar o estado mental do bebê, bem como o seu próprio estado.
No entanto, aqueles que receberam psicoterapia pai-bebê apresentaram melhorias em vários aspectos da saúde mental materna, incluindo no estresse parental e nas representações parentais do bebê e sua relação com os progenitores. Isso sugere que a terapia psicanalítica tem potencial para melhorar o relacionamento pai-bebê.
Os críticos da psicanálise argumentaram contra a duração do tratamento e seu alto custo, inacessível à maior parte das pessoas. Um paciente que procura psicoterapia pode não querer nem exigir tratamento de longo prazo, buscando apenas resolver alguns assuntos pontuais. Pode ser que a terapia comportamental cognitiva ou outros tipos de tratamento sejam a opção mais apropriada para esses pacientes em particular.
Muitas vezes, não é possível sustentar a terapia psicanalítica de longo prazo dentro das restrições de financiamento do sistema público de saúde mental e bem-estar social. Mais terapias centradas em solução e de sessão única podem ser aplicadas em indivíduos e famílias com dificuldades.
A terapia psicanalítica não está prontamente disponível em áreas regionais, rurais e remotas. Embora a “terapia à distância” esteja disponível através de tecnologias como Skype, Facetime, Zoom e por telefone, isso precisa ser avaliado para verificar se teria o mesmo efeito que a terapia cara a cara.

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13.383 – Comportamento (anti) Social – Pessoas neuróticas vivem por mais tempo (?)


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Um novo estudo da Universidade de Southampton concluiu que pessoas neuróticas vivem consideravelmente mais. Mas o que quer dizer ser é neurótico? Não pense em Woody Allen ou em Freud. Não estamos falando de doença, e sim de personalidade.
Hoje, os testes psicológicos mais respeitados descrevem a personalidade com cinco traços, chamados de Big Five: extroversão, neuroticismo, consciência, afabilidade e abertura a novas experiências. As pessoas têm diferentes graus de cada um desses traços. Quem tem um alto grau de neuroticismo, nesse caso, são pessoas que gastam um baita tempo se preocupando, são pessimistas e se irritam facilmente (como o Lula Molusco).

O que o novo estudo concluiu é que esse tipo de personalidade pode trazer benefícios, como uma vida mais longa. Os pesquisadores analisaram dados de saúde de 500 mil habitantes do Reino Unido, com 37 a 73 anos. Para cada participante, foram levados em conta os resultados do teste de personalidade, sua dieta, seus hábitos de exercício e se eles fumavam ou bebiam. Além disso, cada voluntário fez uma autoavaliação do que achava da sua própria saúde.

E aí é que fica interessante: os neuróticos tendiam a fazer autoavaliações bem piores do que a média das pessoas. Elas sentiam que a saúde delas estavam pior. Mas, olhando os dados objetivos, os pesquisadores notaram que essas mesmas pessoas vivam mais e tinham chances menores de sofrer uma morte prematura do que a população em geral.
Para entender esses dados conflitantes, os pesquisadores criaram algumas hipóteses. Será que eles, por se sentirem mal com a própria saúde, tinham hábitos mais saudáveis?

Os dados diziam o contrário: pessoas com um grau maior de neuroticismo se exercitavam menos, comiam menos frutas e vegetais e tinham mais chances de beber e fumar quase todos os dias. Então como é que elas estavam vivendo mais?
Os autores voltaram, então, ao primeiro resultado do estudo: neuróticos vivem mais, mas sentem que têm uma saúde pior. Se pessoas com personalidade neurótica se sentem doentes o tempo todo, elas provavelmente vão mais ao médico.
Faltam dados que comprovem essa hipótese, mas, segundo os pesquisadores, essa foi a melhor interpretação possível para os dados que encontraram: o pessimismo e a preocupação dos neuróticos os torna mais vigilantes com a própria saúde. Se, por causa disso, eles frequentam o médico com mais frequência, têm maiores chances de diagnosticar doenças graves precocemente. E aí as chances de tratamento e recuperação são maiores. Vida longa – literalmente – ao neuroticismo.

13.369 – CIENTISTAS EXPLICAM A EXPERIÊNCIA EMOCIONAL DE MORRER


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O temor à morte é uma experiência comum a todos os seres humanos – ela está associada à dor, à incerteza e ao medo. Porém uma pesquisa feita por cientistas psicólogos da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos EUA, revela que as emoções sentidas antes de morrer costumam ser felizes e positivas.
Os pesquisadores analisaram os escritos de vários doentes terminais e entrevistaram pacientes internados em unidades de cuidados paliativos e presos no corredor da morte. Surpreendentemente, na maioria dos casos, as sensações relatadas pelos entrevistados foram agradáveis.
O estudo demonstrou que as pessoas que, de fato, enfrentam uma morte iminente estão muito mais propensas a descrever a experiência com palavras doces e otimistas do que aqueles que imaginam a proximidade da morte sem sofrer nenhum risco.
Embora os resultados não sejam conclusivos, a pesquisa pode jogar um pouco de luz sobre a experiência misteriosa da morte.

13.348 – Comportamento – O que é ser introspectivo?


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Pessoa retraida, que na maioria das vezes, fecha-se em seu mundo, deixando de interagir com o ambiente que integra e até corre o risco de tornar-se depressiva, pois na maioria das vezes, vive seu momento não dividindo nada com ninguém. Não generalizando, existem pessoas que preferem viver seu momento, pois só assim conseguem a paz que anseiam, até um momento para refletir, estar só consigo. Pessoas que preferem discutir seus problemas e anseios consigo mesma. Pessoas timidas e até em alguns momentos inseguras.
Pessoas que preferem ficar no anonimato, falam pouco, não gostam de ser notadas. Ex: Existem algumas donas de casas que preferem ser eternamente donas de casas, cuidar de seus afazeres domesticos, e não interagir com outras pessoas. Tambem existem pessoas quietas, que falam pouco, não se comprometem com nada, tudo está sempre muito bom e até aquele, que nunca sorrir, sempre seria.
Estar introspectivo é exercer a capacidade de refletir sobre sua própria condição, voltar-se para suas ações, avaliar os resultados e, com isso, poder tomar decisões, mudar caminhos ou continuar. Esse conceito deve estar ligado à capacidade de fazer uma análise íntima de suas vivências e experiências.
Entre as principais vantagens de um introspectivo, destacam-se duas: o relativo controle sobre as ações e a administração de suas consequências.
O introspectivo é um observador
Segundo a psicanalista e psicóloga Katya de Azevedo Araújo, o conceito equivocado da introspecção é comum, principalmente por que a pessoa vai permanecer isolada por um determinado período, parecer distante e estar mais observadora. “Por isso, a primeira impressão é de que se trata de tristeza ou até mesmo depressão”.
Dessa forma, é normal que os amigos mais próximos ou familiares se mostrem preocupados com o introspectivo. Mas o que deve ser levado em conta é o que pode ter desencadeado esse quadro, especialmente nas crianças.
Se o pequeno está pensativo e faz reflexões depois de ser alertado por uma professora, por exemplo, é saudável que ele busque formas de melhorar seu comportamento ou desempenho, se for o caso.
A questão pode ser motivo de preocupação se a criança não está conseguindo acompanhar a turma ou se comporta mal em sala de aula. Nesse caso, o problema é outro. Por isso, o olhar de quem está perto, o cuidado e a observação são tão importantes. O introspectivo pode se tornar alguém triste, mas é preciso enxergar bem mais além.

Ser introspectivo não é ser tímido
Um caso clássico é o da timidez, que também pode ser confundida com estados de introspecção. De acordo com Katya, a timidez pode ser reflexo da dificuldade que a pessoa tem de se relacionar. Também se apresenta a partir da incapacidade de agir, da inibição e da insegurança. “Já o introspectivo, vai ter a força e a condição de pensar sobre si”, diz Katya.
Por isso, se você percebe alguém capaz de buscar soluções e evoluir por meio da autoanálise e do silêncio, aprenda com essa pessoa. Acredite que esse quadro se traduzir em crescimento e não em preocupação.
Ao contrário do que se pode pensar, o introspectivo não necessita de ajuda psicológica, a não ser que a origem esteja em problemas bem sérios, ou se a introspecção estiver associada a algum tipo de isolamento afetivo bem importante.

O lado ruim da introspecção
Quando falamos em “desvantagens” da introspecção, logo é possível relacionar o entendimento errado por parte de outras pessoas em relação ao seu estado. O introspectivo vai passar, na maioria das vezes, a impressão de tristeza ou de alguém com problemas tão sérios que podem ser incapazes de dividir com outros de seu círculo familiar ou de amizades.
O essencial, de acordo com Katya, é aceitar que, de maneira natural, esse estado é benéfico em qualquer momento da vida, em toda idade. Ele é fundamental para traçar metas, avaliar conquistas e estratégias.

13.347 – Psicologia e Psicologias – Quem é o Pai da psicologia?


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Wilhelm Maximilian Wundt foi o fundador da psicologia.
Nascido em Neckarau, em 16 de agosto de 1832 — morreu em Großbothen, 31 de agosto de 1920. Wundt foi um médico, filósofo e psicólogo alemão. É considerado um dos fundadores da moderna psicologia experimental junto com Ernst Heinrich Weber (1795-1878) e Gustav Theodor Fechner (1801-1889).
Entre as contribuições que o fazem merecedor de reconhecimento histórico estão a criação na Universidade de Leipzig, na Alemanha, do primeiro laboratório para realizar experimentos na área de Psicofisiologia.
Por esse fato e por sua extensa produção teórica na área, ele é considerado o pai da Psicologia moderna ou científica. Wundt desenvolveu a concepção do paralelismo psicofísico, segundo a qual aos fenômenos mentais correspondem à fenômenos orgânicos. Por exemplo, uma estimulação física, como uma picada de agulha na pele de um indivíduo, teria uma correspondência na mente deste indivíduo. Para explorar a mente ou consciência do indivíduo, Wundt cria um método que denomina introspeccionismo.
A partir de 1858 Wundt publicou fragmentariamente vários estudos sobre psicofísica, sensação e percepção organizados em livros:
Contribuições para a teoria da percepção sensorial. Em 1863 publica as Lições de psicologia humana e animal (“Lectures on human and animal psychology”, um dos primeiros estudos de psicologia comparada). Em 1874, publica os Fundamentos da psicologia fisiológica / Principles of Physiological Psychology. Neste livro ele salienta as relações entre fisiologia e psicologia. Ele também divulgou sua crença que a psicologia deveria ser estabelecida como disciplina científica independente.
Em 1879 é o ano de fundação do primeiro laboratório de pesquisas psicologia que recebe o nome de Psychologische Institut na Universidade Leipzig; muitos consideram esse ato como marco do início da psicologia como uma ciência experimental (Bringmnn et al. 1997).
Wundt definia a psicologia como uma ciência da mente seu objeto a experiência imediata tal como é dada direta e fenomenalmente ao observador. Analisava os compostos e complexos conscientes a partir dos elementos ou unidades: sensação e sentimentos ou afetos. Para Wundt, a mente executa uma síntese química mental que se processa através da associação e que se realiza de três formas: pela fusão, onde os elementos combinados aparecem sempre juntos; Pela assimilação, que é também uma combinação de elementos em que nem todos estão presentes no consciente. Os afetos ou sentimentos acompanham as sensações e suas combinações entre os modelos de classificação dos sentimentos que utilizou o mais influente foi o referente à sua teoria tridimensional das emoções, que estabelecia três pares dicotômicos: agradável – desagradável; tenso – descontraído; excitado – calmo.
O materialismo científico também esteve com Wundt, buscando a relação entre os fenômenos psíquicos e fisiológicos. Os processos mentais e os processos corporais e fisiológicos decorrem paralelamente, sem interferência mútua.

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13.263 – Mega Polêmica – Onde há Fumaça há fogo e Onde há Dinheiro há corrupção


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Um velho escrito bíblico já dizia: “O homem é corruptível”, será que está no DNA ou é apenas uma questão de valores?
Corrupção é a troca do mal para bem eventual ou permanentemente ao longo dos tempos, e vice-versa. A corrupção não é um mal essencialmente político, mas sim humanístico, daí que quando nos referimos à ela à nível político ela denomina-se Corrupção Política. Mas não é da corrupção política que vamos falar, mas sim da corrupção à nível geral, como um fenômeno universal. A corrupção é simplesmente a injustiça, a imoralidade, e pesquisar de formas básicas com lógicas simples como definições ajudará bastante. Todas as formas de corrupção partem dela, como que resultados dela. Já desde muito cedo na Antiguidade Clássica que filósofos como Platão realçavam a maneira de se organizar uma sociedade justa, onde os homens pudessem viver livres de corrupção espiritual e de actos que manchassem as suas almas, e Aristotoles realçava o conceito de animal político e pessoa social.
Como uma droga, a corrupção vicia e dá prazer, e o “tratamento” possível — a punição – não garante a solução do problema resolvido, segundo profissionais de psicanálise, psiquiatria e ciência política, que se debruçam sobre a questão. Segundo a cientista política Rita Biason, do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Corrupção da Unesp, a falta de controle é o maior incentivo para um corrupto.
A corrupção é mais tolerada do que gostaríamos, e para acabar com ela deveria haver mudanças sociais e culturais coletivas. Há uma grande diferença entre saber intelectualmente que fez algo errado e sentir emocionalmente que fez algo errado, diz a psicanalista Marion Minerbo.

13.244 – Ansiedade – Mitos e Verdades


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Animais de estimação podem ajudar pessoas ansiosas

VERDADE. Sabe aquela alegria ao encontrar seu animal de estimação ao chegar em casa? Pois é, estudos apontam que conviver com um bichinho traz inúmeros benefícios para a saúde — entre eles, diminuir a ansiedade. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Virgínia (EUA), após sessões de recreação e terapia assistida com os pets, pacientes com distúrbios psicóticos, do humor e outros transtornos foram avaliados e apresentaram reduções significativas nos índices de ansiedade.

Certas bebidas amenizam e outras intensificam os sintomas da ansiedade
MEIA VERDADE. Água com açúcar, chás, bebidas com cafeína… Dependendo do momento e da sua situação, é bem provável que uma bebida quente traga algum conforto. Porém, é preciso dizer: chá de camomila e suco de maracujá, por exemplo, têm apenas efeito placebo (aquele sentimento de cura que não tem comprovação científica), ou nenhum efeito. “De maneira geral, para apresentar algum resultado, essas bebidas precisam ser ingeridas em grande quantidade”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Já substâncias como a cafeína, presentes em alguns tipos de chás, refrigerantes em geral, achocolatados e, principalmente, no cafezinho, interferem nos níveis de vários neurotransmissores, funcionando como estimulantes. Em alguns casos, é possível associar a cafeína à ansiedade, dependendo da quantidade ingerida e do organismo de cada indivíduo.

A ansiedade está ligada ao envelhecimento

MEIA VERDADE. Não é que a pele fique mais enrugada instantaneamente ou que os pés de galinha se multipliquem. Mas, em nível celular, esse envelhecimento precoce pode mesmo acontecer. Transtornos de ansiedade podem ter conexão com o envelhecimento precoce das células de pessoas de meia-idade — é isso que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Bringham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o envelhecimento celular precoce era uma característica comum em todas as mulheres que descreveram sintomas do transtorno de ansiedade. Nessas participantes, as células aparentavam ser seis anos mais velhas que o normal.

Afastar-se da causa da ansiedade faz com que ela suma
MITO. Evitar a ansiedade tende a reforçá-la. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), suprimir seus pensamentos torna-os mais fortes e frequentes. Esquivar-se do sentimento não é uma boa saída, pois passa a impressão de que nada está acontecendo — e quanto mais se evita o problema, pior ele fica. Inclusive, em fobias, as técnicas costumam ser de enfrentamento e não de evitação – passo a passo o paciente é aproximado do motivo da fobia.

Exercícios respiratórios podem ajudar durante crises
VERDADE. A respiração é um dos mecanismos de controle durante uma crise de ansiedade, mas seus efeitos variam para cada pessoa. Os exercícios respiratórios se mostram eficazes e estão presentes na terapia cognitivo-comportamental e na meditação, ambas eficazes no tratamento da ansiedade.

Bebidas alcoólicas ajudam a combater a ansiedade
MITO. Após um longo dia de trabalho, uma cerveja gelada no bar não é nenhum pecado, não é mesmo? Só que nem sempre aquele happy hour é inocente. Em muitos casos, as pessoas com ansiedade podem recorrer a artifícios como as bebidas, para tentar escapar de uma sensação, que, na verdade, precisa de acompanhamento médico. A impressão de tranquilidade trazida após goles e goles é passageira – e pode acarretar ainda mais problemas, como a dependência. Um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (EUA) explica que pessoas com altos níveis de ansiedade relatam que o álcool as ajuda a se sentir mais confortáveis em situações sociais. Assim, não é surpreendente que indivíduos com transtorno de ansiedade social clinicamente diagnosticado tenham uma maior incidência de problemas relacionados ao álcool do que a população em geral, graças ao alívio temporário.

Impotência e ejaculação precoce são sintomas de ansiedade
MEIA VERDADE. Um grau leve da sensação pode ser positiva para homens e mulheres – induz a excitação e pode até facilitar o orgasmo. No entanto, casos mais graves de ansiedade são realmente prejudiciais. Homens com ejaculação precoce podem ter até 2,5 vezes mais chance de ter ansiedade grave. Há estudos que indicam prevalência de homens que apresentam disfunções sexuais entre os diagnosticados com transtornos de ansiedade.

Ter um hobby combate a ansiedade
MEIA VERDADE. Hobbies e passatempos em geral podem auxiliar pessoas com sintomas de ansiedade. Entretanto, se o indivíduo já foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, apenas atividades ocupacionais ou de lazer não serão suficientes para que ele se cure. “Quando você usa medicação, psicoterapia e acrescenta hobbies, você ajuda o tratamento. Mas sempre temos que diferenciar a ansiedade sintoma da ansiedade doença”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ou seja, apenas um ansioso não patológico pode melhorar.

Lugares, objetos e até cheiros podem gerar crises de ansiedade
VERDADE. Uma pessoa com transtorno de ansiedade pode ficar mais sensível até diante de uma situação corriqueira. De acordo com o presidente da ABP, lugares, objetos e cheiros podem, sim, agir como gatilhos para o aparecimento de sintomas da ansiedade e estão relacionados às vivências anteriores de cada indivíduo.

Ansiedade pode ter relação com doenças gastrointestinais
VERDADE. De acordo com um estudo realizado na McMaster University, no Canadá, o intestino humano abriga quase 100 trilhões de bactérias que são essenciais para a saúde — inclusive para sua cabeça. As vias de comunicação estabelecidas pelo intestino incluem, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema imunológico. A pesquisa sugere, com base em recentes descobertas, que a microbiota intestinal é um importante fator na forma como o corpo influencia o cérebro e interfere no risco de doenças, incluindo ansiedade e transtornos de humor.

Maconha causa ansiedade
MEIA VERDADE. O uso da maconha pode despertar ansiedade da mesma forma que pode aliviar a tensão, tudo depende de como é usada: quantidade, experiência prévia e contexto. Pesquisas têm demonstrado o envolvimento da maconha na regulação das emoções. O artigo publicado pelo periódico científico Revista da Biologia, da USP, explica que o uso da cannabis pode causar efeitos ansiolíticos, ansiogênicos ou ocorrência de ataques de pânico. Usuários crônicos, de acordo com a publicação, relatam uma redução na ansiedade e alívio da tensão após
o consumo, uma das razões para o uso contínuo da maconha.

Drogas sintéticas como LSD podem funcionar em tratamentos contra ansiedade

MEIA VERDADE. A revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicou um estudo no final de 2016 que aponta que, em muitos distúrbios psiquiátricos, o cérebro age em padrões automatizados e rígidos. Nesses casos, as substâncias alucinógenas trabalham para quebrar as desordens. Ou seja: as drogas podem desligar os padrões que causam os transtornos e, assim, atuar no tratamento de problemas psicológicos. Vale lembrar que possíveis terapias teriam de ser acompanhadas por profissionais.

A ansiedade tem causas genéticas e ambientais
VERDADE. Os transtornos de ansiedade também estão relacionados à hereditariedade, ou seja, às informações genéticas que você recebe de seus pais. Fatores ambientais, como a exposição ao chumbo, “atuam como desencadeadores da patologia”, como afirma o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

Tentar se distrair ajuda a acalmar pessoas ansiosas
MEIA VERDADE. Ações que distraem (como espreguiçar-se, contar o número de lâmpadas do ambiente ou enumerar objetos que estejam ao redor) são capazes de relaxar e retirar as pessoas do foco. Mas, atenção: isso só é válido para uma crise de ansiedade comum, diferente de crises em que a ansiedade já está no estágio de transtorno ou doença. “

13.208 – (In) Segurança Digital – O que é Engenharia Social?


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No contexto de segurança da informação, refere-se à manipulação psicológica de pessoas para a execução de ações ou divulgar informações confidenciais. Este é um termo que descreve um tipo psicotécnico de intrusão que depende fortemente de interação humana e envolve enganar outras pessoas para quebrar procedimentos de segurança. Um ataque clássico na engenharia social é quando uma pessoa se passa por um alto nível profissional dentro das organizações e diz que o mesmo possui problemas urgentes de acesso ao sistema, conseguindo assim o acesso a locais restritos.
A engenharia social é aplicada em diversos setores da segurança da informação, e independentemente de sistemas computacionais, software e/ou plataforma utilizada, o elemento mais vulnerável de qualquer sistema de segurança da informação é o ser humano, o qual possui traços comportamentais e psicológicos que o torna suscetível a ataques de engenharia social. Dentre essas características, pode-se destacar:
A engenharia social não é exclusivamente utilizada em informática. Ela também é uma ferramenta que permite explorar falhas humanas em organizações físicas ou jurídicas as quais operadores do sistema de segurança da informação possuem poder de decisão parcial ou total sobre o sistema, seja ele físico ou virtual. Porém, deve-se considerar que informações tais como pessoais, não documentadas, conhecimentos, saber, não são informações físicas ou virtuais, elas fazem parte de um sistema em que possuem características comportamentais e psicológicas nas quais a engenharia social passa a ser auxiliada por outras técnicas como: leitura fria, linguagem corporal, leitura quente. Esses termos são usados no auxílio da engenharia social para obter informações que não são físicas ou virtuais, mas sim comportamentais e psicológicas.
A maioria das técnicas de engenharia social consiste em obter informações privilegiadas enganando os usuários de um determinado sistema através de identificações falsas, aquisição de carisma e confiança da vítima. Um ataque de engenharia social pode se dar através de qualquer meio de comunicação. Tendo-se destaque para telefonemas, conversas diretas com a vítima, e-mail e WWW. Algumas dessas técnicas são:

Vírus que se espalham por e-mail
Criadores de vírus geralmente usam e-mail para a propagar as suas criações. Na maioria dos casos, é necessário que o usuário ao receber o e-mail execute o arquivo em anexo para que seu computador seja contaminado. O criador do vírus pensa então em uma maneira de fazer com que o usuário clique no anexo. Um dos métodos mais usados é colocar um texto que desperte a curiosidade do usuário. O texto pode tratar de sexo, de amor, de notícias atuais ou até mesmo de um assunto particular do internauta. Um dos exemplos mais clássicos é o vírus I Love You, que chegava ao e-mail das pessoas usando este mesmo nome. Ao receber a mensagem, muitos pensavam que tinham um(a) admirador(a) secreto(a) e na expectativa de descobrir quem era, clicavam no anexo e contaminam o computador. Repare que neste caso, o autor explorou um assunto que mexe com qualquer pessoa. Alguns vírus possuem a característica de se espalhar muito facilmente e por isso recebem o nome de worms (vermes). Aqui, a engenharia social também pode ser aplicada. Imagine, por exemplo, que um worm se espalha por e-mail usando como tema cartões virtuais de amizade. O internauta que acreditar na mensagem vai contaminar seu computador e o worm, para se propagar, envia cópias da mesma mensagem para a lista de contatos da vítima e coloca o endereço de e-mail dela como remetente. Quando alguém da lista receber a mensagem, vai pensar que foi um conhecido que enviou aquele e-mail e como o assunto é amizade, pode acreditar que está mesmo recebendo um cartão virtual de seu amigo. A tática de engenharia social para este caso, explora um assunto cabível a qualquer pessoa: a amizade.

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13.203 – Internet e Sociedade – A Frieza das redes Sociais


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Inerente ao ser humano, o ato de reclamar encontrou no imediatismo e na simplicidade das redes sociais um novo lar, que oferece ao internauta um “megafone” para desabafar e reforçar seu ego.
A frieza do meio estimula o protesto e a crítica? Por que o ser humano usa a internet como um microfone inclusive para propagar mensagens destrutivas?
Vivemos tempos de muita democracia e pouca tecnocracia, que nas redes sociais qualquer cidadão pode se expressar em igualdade de condições com o maior analista em um assunto.

Quanto maior o acesso a tecnologia maior é a frieza do ser humano?
A tendência, no mundo atual, é as formas de contato social sofrerem uma reviravolta por causa das tecnologias. Antigamente, o contato familiar era mais frequente, pois não existiam formas de interação, como a internet e suas mais diversas ferramentas. Com o passar dos anos 90 e a difusão em larga escala da rede mundial de computadores, passa-se a ver ainda mais a individualização das pessoas na medida em que elas passam muito tempo no computador e se esquecem dos contatos primários (exemplo da família, amigos, namoradas ou namorados, entre outros).

12.957 – O que é o C V V, Centro de Valorização da Vida?


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Fundado em São Paulo em 1962, o Centro de Valorização da Vida é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973, mantenedora e responsável pelo Programa CVV de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio, desenvolvido pelos Postos do CVV em todo o Brasil.
Através dos Postos espalhados por todo o país, presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional, oferecido a todas as pessoas que querem e precisam conversar sobre suas dores e descobertas, dificuldades e alegrias.
Em 1977 começou a expandir-se para outras cidades do país, estando hoje em quase todas as capitais e diversas cidades do interior do Brasil. São aproximadamente 70 Postos e cerca de 2.000 Voluntários[1] que se revezam para o atendimento 24 horas por dia, inclusive aos domingos e feriados. Esse atendimento é prestado por telefone ( 141 para todo Brasil ou nos respectivos telefones de cada posto ), e-mail, pessoalmente nos postos e via chat, sendo a primeira entidade do gênero no mundo a prestar atendimento via chat.
O trabalho consiste no diálogo compreensivo e na doação incondicional do calor humano. O Voluntário trabalha no sentido de compreender a pessoa que procura o CVV, dessa forma, valorizando sua vida.
O atendimento é feito por telefone, pessoalmente, por correspondência, chat ou e-mail. A pessoa que procura o CVV tem o sigilo assegurado, a total privacidade e anonimato. O atendimento ocorre em clima de profundo respeito e confiança. Basta que a pessoa ligue para o telefone 141, ou acesse o site http://www.CVV.org.br para falar com o Posto CVV de sua região.
Pessoas com aptidões para o serviço voluntário que passam por um curso teórico e prático oferecido pelo Posto. Esse curso é gratuito e ministrado periodicamente com prévia divulgação na comunidade. São pessoas maiores de 18 anos, de boa vontade, que acreditam no valor da vida e dispostas a conversar com outras pessoas em seus momentos de vulnerabilidade emocional.

Quem mantém?
A instituição é mantida com as contribuições dos próprios Voluntários e também por doações feitas por pessoas e segmentos da sociedade que reconhecem a importância do trabalho.
Tem personalidade jurídica e não está vinculada a qualquer religião, governo ou partido político.
O CVV é hoje um dos serviços mais procurados do país, com uma média superior a um milhão de ligações por ano[1] .

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, cerca de 3 mil pessoas por dia cometem suicídio em todo o mundo.
Segundo dados de 2015, 38 brasileiros tiram a própria vida por dia e outros cerca de 200 tentam o suicídio no mesmo período.
Organismos internacionais como a OMS e a AIPS-Associação Internacional para Prevenção do Suicídio reconhecem a importância de programas como o do CVV e, no Brasil, outras iniciativas foram criadas, inclusive pelo Ministério da Saúde.

No Brasil, o CVV é reconhecido como serviço de utilidade pública pelo Ministério da Saúde, pertencendo às organizações do terceiro setor.
Nos primórdios, o Programa CVV recebeu influência dos Samaritanos Internacionais, grupo fundado pelo Reverendo Chad Varah, em 1953 na Inglaterra.
Os atendentes do Programa CVV, todos voluntários, possuem as mais diversas formações. Enquanto em atividade no CVV, deixam ao lado seu ‘eu profissional’ (psicólogo, dona de casa, estudante, médico, professor, etc.) e focam apenas o seu ‘eu voluntário’.

12.944 – Psicologia Empresarial – O que é Coaching?


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Segundo a coach e consultora de imagem Waleska Farias, o coaching é um processo de investigação que promove o autodesenvolvimento do profissional e lhe dá condições para validar seus reais objetivos e identificar os fatores que o distanciam de alcançá-los.
“O coach auxilia o profissional a descobrir o que ele realmente quer para poder construir, de modo estratégico, sua trajetória profissional”, diz.,
Entre os benefícios que o coaching pode proporcionar aos profissionais estão a percepção de suas limitações e resistências; iniciativa de mudanças; clareza em relação a metas; planejamento da carreira; equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ampliação da auto-estima e da auto-confiança; aumento da motivação.
Para Waleska, uma das formas mais eficazes de alcançar os objetivos é saber o que quer e quem você realmente é. “Todos querem encontrar o equilíbrio. Nesse processo, quanto mais claros os objetivos, mas rápido manifestam-se as conquistas.”

Cinco perguntas a que o coaching ajuda a responder

De acordo com a coach e colunista do UOL Empregos e Carreiras Daniela do Lago, o momento ideal para procurar a ajuda de um coach de carreira é quando começam a surgir questionamentos sobre alguns aspectos da vida profissional, o que ela costuma chamar de “momento será que?”

Ela revela cinco questões a que o processo de coaching pode ajudar o profissional a responder:

– Será que devo mudar de emprego?
– Será que está na hora de abrir meu próprio negócio?
– Será que é hora de mudar de área na na empresa?
– Será que estou trabalhando no lugar certo?
– Será que estou realmente utilizando todos meus talentos no trabalho?

Daniela explica que apesar do coaching ser vital para alguns profissionais, não se trata de um processo fácil e não há garantias de que dê certo, pois é um processo de parceria onde o desenvolvimento comportamental necessário para alcançar os objetivos depende muito do profissional.

Nem todos precisam de um coach
Entretanto, a especialista alerta que nem todos as pessoas necessitam de um coach de carreira e, por isso, é importante saber escolher um bom profissional para não perder tempo nem dinheiro.
Segundo Daniela, antes de tudo, o coach qualificado irá fazer com que o profissional responda a uma séria de perguntas e após analisar as respostas, saberá dizer se realmente é hora de fazer coaching ou indicar o melhor caminho se o cliente não estiver pronto para este processo.
“Todo coach tem que ter certificado de formação para exercer a atividade. No Brasil, o período mínimo para se formar é de um ano de curso.”
A confiança no coach, segundo Daniela, também é fundamental para que o processo dê resultados e o profissional consiga seguir no caminho certo para atingir seus objetivos na carreira.

12.939 – Depressão, uma doença silenciosa e agressiva


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Nós não vemos isso nas mídias sociais, não vemos na TV. Esse assunto não é gostoso, não é divertido, não é leve. E como não lidamos com o tema, não percebemos a severidade da depressão.
E é sério: a cada 30 segundos, em algum lugar do mundo, alguém tira a própria vida por motivos ligados à doença. E pode ser alguém a dois quarteirões de distância, a dois países ou continentes de distância, mas está acontecendo.
As pessoas precisam saber que depressão não é simplesmente estar triste quando algo não anda bem na vida. Quando você termina se relacionamento, quando você perde uma pessoa amada, ou quando não consegue aquele emprego que tanto queria, isso é tristeza –uma emoção natural.
A depressão real é estar triste mesmo quando tudo na sua vida vai bem.
Não sei qual é a solução, mas o primeiro passo é reconhecer que temos um problema –não vai ser possível encontrar a resposta enquanto temos medo da pergunta.
Se você está enfrentando a depressão, saiba que está tudo bem. Saiba que você só está doente, você não é fraco. A depressão é um problema, não uma identidade.
Sentir-se abatido de tempos em tempos é algo normal que faz parte da vida. Mas quando o vazio e o desespero tomam conta do seu dia-a-dia, tornando-se permanente, afetando-lhe a motivação e o sentido da vida, pode ser depressão. Mais do que apenas o humor diminuído, os pontos baixos da depressão podem afetar-lhe a sua funcionalidade e deixar de ter prazer na vida, como anteriormente tinha.
A questão da depressão é uma área complexa, mas é uma área que tem vindo a crescer no esclarecimento do seu tratamento. Quase todos os dias novas informações são transmitidas, ajudando na orientação do nosso conhecimento e o que fazer. Independentemente das várias formas de intervenção e das diferentes respostas ao tratamento por parte das pessoas que sofrem com o problema da depressão, ainda assim a grande maioria pode e consegue aprender como reduzir de forma significativa os seus níveis de depressão ou até mesmo um alívio total da angústia provocada por este terrível problema. As pessoas que podem obter grande alívio da depressão inclui todas aquelas que pensam que nunca irão conseguir ultrapassar os seus problemas pessoais e que consequentemente a sua depressão irá durar para sempre.
Muitas pessoas usam a palavra “depressão” para explicar estes tipos de sentimentos, mas a depressão é muito mais do que tristeza. Algumas pessoas descrevem a depressão como “viver num buraco negro” ou ter um sentimento de desgraça constante. No entanto, algumas pessoas deprimidas não se sentem tristes por tudo, em vez disso, sentem-se sem significado na vida, como se a vida fosse vazia e apática.
Seja qual for o sintoma, a depressão é diferente da tristeza normal ou da simples desmotivação, na medida em que anula o seu dia-a-dia, interferindo com a sua capacidade de trabalhar, estudar, comer, dormir e divertir-se. Os sentimentos de desamparo, desesperança, inutilidade são intensos e implacáveis, com pouco ou nenhuma alívio.
Enquanto todos nós, ocasionalmente, podemos ficar tristes ou “em baixo”, normalmente estes sentimentos tendem a passar muito rapidamente. Por outro lado, alguém com depressão tem experiências de extrema tristeza ou desespero, que dura pelo menos duas ou mais semanas. Os indivíduos deprimidos tendem a sentir-se impotentes e sem esperança culpando-se por terem esses sentimentos. O sentimento de culpa é muito vincado. A depressão interfere com as atividades da vida diária, tais como trabalhar ou concentrar-se em tarefas, ou mesmo comer e dormir. Outros possíveis sintomas da depressão incluem dores crónicas, dores de cabeça ou dores de estômago. Algumas pessoas podem sentir-se irritadas ou agitadas por longos períodos.
As pessoas que estão deprimidas podem sentir-se oprimidas e exaustas deixando completamente de participar em certas actividades quotidianas. Elas podem deixar de interessar-se por assuntos relacionados com a família e amigos. Deixam de importar-se com as suas vidas. Perdem o sentido de futuro, deixam de ter prazer nas coisas que anteriormente lhe eram significativas. A pessoa deixa de acreditar que consegue dar a volta à situação e por consequência deixa de fazer planos para o futuro. Algumas pessoas deprimidas podem chegar a ter pensamentos de morte ou suicídio como já referi anteriormente.

Sinais de Alerta
Você não consegue dormir ou dorme em excesso.
Você tem dificuldades de concentração, ou sente que algumas das tarefas que fazia facilmente são agora um tormento.
Você sente-se desesperançado e desamparado.
Você não consegue controlar os seus pensamentos negativos por mais que se esforce.
Você perdeu o apetite ou não consegue parar de comer.
Você está muito mais irritadiço e com humor diminuído do que é habitual.
Você tem pensamentos de que não vale a pena viver (se for o caso procure ajuda imediata).

DEPRESSÃO MAIOR (DEPRESSÃO UNIPOLAR)
A depressão maior é caracterizada pela incapacidade de aproveitar os prazeres da vida e experiência. Os sintomas são constantes, variando de moderada a grave. Sem tratamento adequado, a depressão maior geralmente dura cerca de seis meses. Algumas pessoas experimentam apenas um episódio depressivo único durante toda a sua vida, mas geralmente, a depressão maior é um transtorno recorrente. No entanto, existem muitas coisas que você pode fazer para melhorar o seu humor e reduzir o risco de recorrência. Não sofra desnecessariamente, procure ajuda.

DEPRESSÃO ATÍPICA

Depressão atípica é um subtipo comum de depressão maior. Ele apresenta um padrão de sintomas específicos, incluindo um elevador humor temporário em resposta a acontecimentos positivos. Você pode sentir-se temporariamente melhor depois de receber uma boa notícia, ou quando saí para uma festa com os amigos. No entanto, este impulso de humor é passageiro. Outros sintomas da depressão atípica incluem ganho de peso, aumento do apetite, sono excessivo, sensação de peso nos braços e pernas, e sensibilidade à rejeição. Tal como outras formas de depressão, você pode obter alívio e tratamento através de Terapia Cognitivo-comportamental

DEPRESSÃO DISTÍMICA (DEPRESSÃO LEVE RECORRENTE)
A distímia é um tipo de depressão crónica leve. São mais os dias em que se sente moderadamente deprimido, que os que não se sente, embora você possa ter breves períodos de humor normal. Os sintomas da distímia não são tão fortes como os sintomas de depressão maior, mas duram muito tempo (pelo menos dois ou mais anos). Estes sintomas crónicos tornam a vida muito difícil de viver viver. Algumas pessoas também têm episódios depressivos maior conjuntamente com a distímia, uma condição conhecida como “depressão dupla”. Se você sofre de distímia, você pode sentir que quase sempre se sentiu deprimido. Ou você pode pensar que o seu humor diminuído faz parte de você (é do jeito que você é).A distímia pode ser tratada com êxito, mesmo que os sintomas tenham sido ignorados ou tenha estado sem tratamento durante anos.

TRANSTORNO AFECTIVO SAZONAL
Quando o inverno se faz sentir com os seus dias frios, sombrios, curtos, enfadonhos, nublados, por vezes o humor é afetado. Algumas pessoas ficam deprimidas no outono ou inverno, principalmente pela limitação de sol. Este tipo de depressão é chamada de transtorno afetivo sazonal. Transtorno afetivo sazonal é mais comum em climas do norte e em pessoas mais jovens. Tal como outros tipos de depressão, este também é tratável. A terapia através da luz, um tratamento que envolve a exposição à luz artificial intensa, muitas vezes ajuda a aliviar os sintomas.

DEPRESSÃO BIPOLAR: QUANDO A DEPRESSÃO É APENAS UM DOS LADOS DA MOEDA
Depressão bipolar, também conhecida como psicose maníaco-depressiva, é caracterizada por alterações de humor cíclico. Os episódios de depressão alternam-se com episódios maníacos, podendo incluir comportamentos impulsivos, hiperatividade, fala rápida, e pouco ou nenhum sono. Normalmente, a mudança de um modo extremo para o outro é gradual, com cada episódio maníaco ou depressivo tendo a duração de pelo menos várias semanas. Quando deprimido, uma pessoa com transtorno bipolar apresenta os sintomas usuais de depressão maior. No entanto, os tratamentos para a depressão bipolar são muito diferentes dos outros tipos de depressão.

Fatores de Risco
Solidão
Falta de apoio social
Recentes experiências de vida estressantes
História familiar de depressão
Problemas de relacionamento ou conjugal
Tensão financeira
Trauma ou abuso de infância
Uso de álcool ou drogas
Situação de desemprego ou o subemprego
Problemas de saúde ou de dor crónica

12.907 – Problemas no fígado aumentam propensão à depressão e ansiedade


Dramas do colegial à parte, a adolescência é uma fase bem desafiadora: é quando começamos a pensar na profissão, quando as paqueras começam a se tornar namoros e, claro, quando o corpo vira uma mistura explosiva de hormônios. Agora, imagine toda essa fase com mais uma preocupação: uma doença no fígado.
Pensando nessa situação, um grupo de cientistas da King’s College, em Londres, resolveu investigar a relação entre estas doenças e dois problemas psicológicos comuns: a depressão e a ansiedade. O objetivo principal, além de tentar entender se havia uma relação entre psicológico e o corpo, era determinar se a existência de doenças mentais influenciaria os tratamentos dos jovens.
Do estudo, participaram 187 pessoas de uma clínica que cuida de pacientes com problemas no fígado. Os jovens, com idades entre 16 e 25 anos, precisavam responder a um questionário online sobre saúde mental, segundo o qual é possível diagnosticar depressão e ansiedade.
Os pacientes foram divididos em três grupos: os que haviam passado por um transplante de fígado, os que tinham uma doença hepática autoimune e aqueles com problemas crônicos no órgão. De acordo com o questionário, os pesquisadores descobriram que 17,7% dos pacientes tinham depressão ou ansiedade. O número quase cinco vezes maior do que o comum para adolescentes – no geral, só 4% dos jovens nessa faixa etária desenvolvem depressão e ansiedade, no Reino Unido.
O interessante é que nenhum dos participantes acreditava que a doença psicológica tinha a ver com a física: assim como qualquer outro adolescente, as causas da ansiedade ou da depressão era, para eles, cansaço, baixa auto-estima, falta de sono, problemas financeiros ou e dificuldades escolares. Os pesquisadores também não encontraram diferenças significativas entre os grupos de pacientes – em todos eles, o número de pessoas com questões psicológicas eram quase os mesmos.
Mesmo assim, a depressão e a ansiedade pareciam influenciar como os pacientes percebiam as doenças: grande parte dos adolescentes achava que, nas fases depressivas ou ansiosas, os sintomas das doenças hepáticas os afetavam mais e em maior número, e também que o impacto das doenças em suas vidas era maior. Faz sentido: com questões psicológicas, fica mais difícil levar uma doença como essas nas costas, ainda mais em uma fase tão importante e estressante da vida.
Mas nem todas as conclusões foram negativas. Entre as más notícias, os pesquisadores notaram que as questões psicológicas, apesar de terem um forte impacto na vida de cada jovem, não pareciam influenciar negativamente o tratamento hepático deles – quer dizer: a depressão e a ansiedade não dificultam a cura das doenças do fígado.

12.905 – Psicologia – A Ansiedade


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Trata-se de um estado emocional normal, adaptativo onde há aumento da excitação do sistema nervoso central frente a situações que envolvem riscos reais ou em alguns casos imaginários, essa muitas vezes é confundida com o medo porém neste há fatores que o desencadeiam reais enquanto os fatores que geram ansiedade são em geral subjetivas. Considerando aspectos fisiológicos esse fenômeno são extremamente naturais porém em algumas situações não são desejados pois podem prejudicar o funcionamento mental e corpóreo.
As desordens de ansiedade são problemas comuns na psiquiatria, muitos pacientes se queixam de sintomas relacionados a ansiedade antes de procurar tratamento com profissionais, e apesar da prevalência ser grande alguns problemas clínicos ainda são difíceis de reconhecimento e tratamento. De acordo com o Manual de diagnóstico e estatística de desordens mentais os transtornos de ansiedade incluem características de medo e ansiedade em excesso e algumas perturbações comportamentais relacionadas a essas desordens.
Desordens de ansiedade aparentemente estão relacionadas com fatores biológicos, psíquicos e sociais, incluindo pré disposição genética associada a causas diversas como trauma ou estresse. A ansiedade desencadeia reações mediadas por neurotransmissores no sistema nervoso central e aparentemente os principais relacionados com as desordens de ansiedade são a norepinefrina, serotonina, dopamina e o ácido Gama aminobutírico (GABA). Os sintomas relacionados com o sistema nervoso autônomo em sua maioria estão relacionados com a ativação dos nervos simpáticos onde há liberação periférica de noradrenalina.
Os sintomas da ansiedade são: pensamentos negativos, preocupação ou medo constante, sensação que algo ruim ocorrerá, tensão, respiração ofegante, palpitação, frequência cardíaca aumentada, pressão arterial elevada, insônia, tensão muscular, sudorese, tremores dores de cabeça e aumento da motilidade intestinal.
O transtorno de ansiedade tem cura e se detectada inicialmente há possibilidade de tratamento sem a presença de fármacos, porém se essa não for tratada inicialmente os pacientes tendem a desenvolver outros transtornos que poderão levar a necessidade do tratamento farmacológico.
Alguns especialistas acreditam que controlar a frequência respiratória e focar na respiração pode ser uma boa técnica de relaxamento pois a respiração tem a capacidade de controlar o corpo e a mente reduzindo sua atividade. Técnicas de meditação também podem ser eficientes pois relaxam a mente reduzindo a atividade neural, fazendo com que os sintomas somáticos diminuam. Um estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo revela também que a prática da meditação e yoga podem melhorar estados do sono diminuindo a necessidade de tratamentos farmacológicos para insônia. Em alguns casos há a necessidade do tratamento farmacológico, que geralmente, nos casos iniciais são facilmente controlados por drogas fitoterápicas como a Valeriana e a Passiflora , esses medicamentos muitas vezes dispensam a prescrição médica, porém é importante o acompanhamento de um profissional de saúde. Em casos onde esses medicamentos não controlam mais a ansiedade é feito o uso dos chamados medicamentos Ansiolíticos, ou seja, fármacos capazes de reduzir ansiedade como o Alprazolam e clonazepam , nesses casos há necessidade de um acompanhamento rigoroso pois esses medicamentos podem causar dependência química.
A grande maioria das pessoas com transtornos da ansiedade relatam melhoras a seguir tratamentos e podem retornar suas atividades normais dentro de algumas semanas, porém é necessário que ao sentir sintomas relacionados a ansiedade o paciente procure logo ajuda especializada, pois o diagnóstico precoce e o tratamento correto levam a rápidas melhoras com redução de prejuízos futuros á saude.

12.901 – Comportamento Humano – Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo


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De acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Londres, contar mentirinhas leves provoca alterações físicas no cérebro, que se torna mais propenso a optar por mentiras em momentos importantes.
Quando contam alguma mentira, as pessoas geralmente se sentem um pouco mal. Essa reação é provocada pela amígdala, uma região cerebral que também é ligada às sensações de medo, e funciona como uma espécie de freio natural, limitando a quantidade de mentiras que as pessoas contam. Mas os cientistas descobriram que, se você contar uma sequência de pequenas mentiras, sem muita importância (na linha ‘o seu penteado ficou ótimo’ ou ‘não vi o email’), esse freio vai ficando mais fraco.
Para calcular isso, os pesquisadores reuniram 80 voluntários, e escanearam o cérebro deles enquanto jogavam um jogo. A brincadeira consistia em adivinhar quantas moedas havia em um pote e transmitir, por meio de um computador, a estimativa a outra pessoa. O jogo tinha várias modalidades. Numa delas, você era estimulado a dar uma mentidinha, superestimando a quantidade de moedas do pote – porque isso fazia você ganhar mais pontos, e a outra pessoa menos. Conforme o jogo avançava, os voluntários eram estimulados a mentir cada vez mais – e a atividade na amígdala se tornava cada vez menor. Era como se o cérebro estivesse se adaptando ao ato de mentir.
“A amígdala limita a extensão do quanto mentimos”, diz a psicóloga Tali Sharot, líder do estudo. “Mas essa resposta vai diminuindo conforme as mentiras ficam maiores. Isso pode levar a uma reação em cadeia, em que pequenos atos de desonestidade acabam levando a mentiras maiores”, acredita.
Para os pesquisadores, a capacidade que o cérebro tem de se acostumar não se aplica apenas às mentiras. “Nós só testamos a desonestidade das pessoas nesse experimento, mas o mesmo princípio talvez seja aplicável a outras ações, como se expor à riscos ou ter comportamentos violentos”, afirma o cientista Neil Garrett, co-autor do estudo.

12.881 – Tranquilizante de cavalo vai virar antidepressivo


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Um pózinho amarelo que fazia sua alma descolar do corpo. Essa era o slogan do Special K nos anos 90, uma droga chegava aos narizes dos festeiros das ruas refinada a partir de tranquilizantes usados em cavalos e gatos. Duas décadas depois, é essa a substância que promete mudar a vida de muita gente que sofre com depressão e revolucionar o tratamento da doença.
A ketamina é um anestésico relativamente barato que também pode ser usado em humanos em hospitais. Mas o negócio ficou famoso mesmo nas baladas. Ao contrário de drogas como o ecstasy, que são estimulantes, a ketamina é um depressor do sistema nervoso. O resultado é que a pessoa, por dentro, está vivendo uma fantasia incrível, cheia de alucinações – podendo até dançar pessoalmente com a Madonna – enquanto por fora, ela está parada, quase babando. Exagerar no Special K tinha um efeito tão assustador que ganhou o apelido de K Hole, o buraco de onde é difícil de sair e no qual fica difícil de reconhecer a realidade.
Só que da experiência das ruas começaram a aparecer histórias de gente que se curou da depressão com a ketamina. E a indústria farmacêutica começou a levar a história a sério e a pesquisar os efeitos da droga.
A busca por um remédio mais eficiente foi o que fez os laboratórios olharem mais de perto para a ketamina. O efeito da droga é imediato. Uma dose é sentida pelos pacientes em minutos e o resultado como antidepressivo pode durar por semanas.
A ketamina tem dois obstáculos importantes a ultrapassar para chegar nas farmácias. Em primeiro lugar, a parte recreativa precisa ir embora. Não tem condições de um alucinógeno ser aprovado como remédio de uso frequente por agências reguladoras (para a tristeza de algumas pessoas). Para isso, alguns laboratórios estão testando a esketamina, um isômero óptico da ketamina que tem os mesmo efeitos antidepressivos, mas sem visões e experiências metafísicas.
Outro problema é econômico. A ketamina já foi patenteada anos atrás. O tempo passou, a patente caiu e qualquer um pode produzir a substância, diminuindo bastante o potencial de lucro da empresa farmacêutica que desenvolver um remédio com ela. Mas também tem formas de contornar isso, criando melhorias patenteáveis, como novas formas de administração da droga (que não seja intravenosa, como nos hospitais, nem cheirada em pó, como nas festas).
A verdadeira revolução que o Special K pode provocar, porém, não é a criação de um único remédio novo. O principal mecanismo de ação da droga é completamente diferente dos antidepressivos convencionais como Prozac. Os remédios atuais são inibidores seletivos de recaptação de serotonina. O uso deles se baseia na hipótese de que existe um desequilíbrio químico de serotonina no cérebro que causa a depressão. Aí a produção desse neurotransmissor bomba e as pessoas se sentem melhor. O problema é que o efeito no cérebro é imediato, mas o quadro de depressão em si demora umas duas semanas para aliviar. Isso quando dá certo – o tratamento só funciona para 58% dos pacientes.
Já principal mecanismo de ação da ketamina não tem nada a ver com as monoaminas, grupo de substâncias da qual a serotonina faz parte – o que põe em cheque a hipótese atual sobre o que a depressão de fato faz no cérebro. O estudo da explosão que o Special K causa no cérebro pode então revelar neurotransmissores que ninguém nunca tinha associado com a depressão. A notícia é boa para os 42% que nunca se acertaram com o Prozac: tem muito mais “pílulas da alegria” vindo por aí.

12.876 – Cientistas descobrem a fórmula matemática da felicidade


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Pelo menos para os pesquisadores da Universidade College London. Eles desenvolveram uma fórmula para prever matematicamente o nível de felicidade de uma pessoa – e as variáveis desse cálculo nos ajudam a entender quais são os fatores determinantes para que alguém seja feliz.
A primeira metade da fórmula foi criada em 2014. O principal avanço dela foi mostrar que existe uma correlação enorme entre felicidade e expectativa. Os dados sobre felicidade foram obtidos por meio do joguinho de celular The Great Brain Experiment. Lá, os jogadores eram apresentados a duas situações, uma muito arriscada e outra mais segura e confortável. Eles tinham que escolher sua favorita com base na pergunta “O que te faria feliz?”.
Surgiu assim a Equação da Felicidade 1.0. Ela mede o impacto cumulativo das expectativas recentes de uma pessoa e seus erros de previsão com relação a essas expectativas:
Na fórmula, o t identifica uma experiência específica de alguém. Os w (0, 1 etc.) representam o peso de eventos passados. Já esse termo esquisitão em torno da letra grega Sigma é um fator de esquecimento – ou seja, quanto mais recente é um evento, maior o impacto dele na nossa felicidade atual e vice-versa.
Aí entra o modelo do joguinho de celular: quando uma pessoa escolhe uma opção arriscada, ela está abrindo mão de uma recompensa garantida e segura. É como pensa quem está de dieta: abrir mão do prazer de comer um brigadeiro agora na esperança de sentir um prazer ainda maior quando os números da balança diminuírem.
Na equação, esse exemplo do brigadeiro é representado por CR (certain reward, ou recompensa garantida) e EV (valor esperado). Ou seja, o corpão esperado para o verão. Já o termo RPE é a diferença real entre realidade e expectativa (o quanto de peso a pessoa perdeu de fato menos o que ela esperava perder). Quanto mais perto de zero o RPE, mais certeira a previsão da pessoa foi.
Resumindo: de acordo com esse cálculo, estar feliz é ver que a realidade está a altura do que esperávamos e melhor do que estaria se tivéssemos escolhido outro caminho (o do brigadeiro).
Depois de tudo isso, os pesquisadores perceberam que as pessoas não vivem em uma bolha. Assim, a felicidade delas é afetada por quem está por perto. Para levar em conta o fator social do bem estar, eles refizeram os testes de risco vs. segurança, mas dessa vez com apostas em dinheiro. Primeiro, eles analisaram como as pessoas se sentiam quando outra pessoa da mesa ganhava mais ou menos que eles. Depois, pediram que os participantes dividissem seu dinheiro com uma outra pessoa da forma que quisessem.
O que eles perceberam é que temos aversão à desigualdade. É mais difícil ser feliz quando as pessoas estão em uma situação diferente da nossa – seja melhor ou seja pior. Quando estamos por cima, o fator que atrapalha é a culpa. Já quando vemos o outro ganhar mais, surge a inveja.
Esses dois fatores foram adicionados na equação. Os w e o fator de esquecimento se repetem, mas o w4 representa a culpa (quando Rj, o participante, ganha mais que Oj, seu companheiro), enquanto w5 representa a inveja (Oj – Rj, com Rj ganhando menos).
Além da gestão de expectativas, então, nossa felicidade é impactada pela desigualdade vantajosa ou prejudicial a nós. A fórmula atualizada conseguia prever com muito mais precisão se uma pessoa sairia feliz ou triste de uma experiência de vida.
Com a equação atualizada, os pesquisadores seriam capazes de prever não só se vai valer a pena para você deixar de comer aquele brigadeiro como se é uma boa dividir a sobremesa com os amigos. A nova equação se tornou uma indicadora fiel de generosidade.
Quando os participantes, em diferentes experimentos, tinham um fator de culpa mais pronunciado que o fator de inveja, eles tendiam a dividir mais os seus ganhos com os coleguinhas – dando até 30% do que era seu. Assim, os pesquisadores concluíram que as pessoas generosas são aquelas que ficam mais infelizes quando vêem que os outros têm menos que elas e precisam agir para consertar esse desequilíbrio.
Só que, de acordo com essa lógica, uma pessoa generosa e uma invejosa seriam o par perfeito, uma proporcionando equilíbrio para a outra. Aí a teoria esbarra com a complexidade quase infinita das emoções humanas – falta muito ainda para que todos os nossos dramas caibam em um único quadro negro.

12.864 -Dicas para controlar a ansiedade


Parar de se comparar com os outros
Metade das pessoas que usam as redes sociais com muita frequência sente que o hábito interfere negativamenteno próprio comportamento, segundo um estudo inglês. Um dos motivos é que elas acreditam que a timeline do vizinho é sempre mais azul. Como os usuários tendem a postar fotos de viagens, jantares, festas e outras cenas felizes, a impressão de ter ficado para trás no sofá de casa é grande. Mas a verdade é que, de perto, todo mundo é normal.

Reassumir o controle
A mesma pesquisa inglesa indicou que seis em cada dez participantes se dizem incapazes de ignorar o smartphone, o computador ou o tablet. Eles só conseguem dar um tempo se tomarem uma atitude drástica: desligar os aparelhos. Mas aí, a vontade de saber se estão perdendo algo aumenta – e a tendência é de voltarem ao mundo online. A sensação de impotência é natural, dizem os pesquisadores. Quem é predisposto a ter ansiedade vê a tecnologia como um fator de pressão. O sentimento é de estar mais sobrecarregado e inseguro com tanta informação na cabeça. Para sair dessa, a orientação é assumir o controle da situação e estabelecer limites, mesmo que pequenos. Por exemplo, deixando de acessar e-mails da empresa depois de sair do trabalho.

Cuidar das relações
Outro gatilho de ansiedade apontado pelo estudo é que participar ativamente das redes sociais pode fazer com que você desenvolva uma personalidade combativa, prejudicando relações pessoais e de trabalho. E esses contratempos geram mais ansiedade. Veja se você não entrou no piloto automático do ataque a opiniões diferentes ou tente não comprar cada briga online.

Ouvir música
Cientistas da universidade McGill, no Canadá, relataram que ouvir música aumenta em 9% a produção de dopamina, relacionada ao prazer. O crescimento é comparado a outras experiências que ativam o centro de recompensa do cérebro, como a comida e o dinheiro.

Meditar por 1 minuto
A meditação Mindfulness, que quer dizer “atenção plena”, é uma prática budista que o mundo ocidental transformou em tratamento de saúde. Adotada por psicólogos e psiquiatras, ela não só relaxa como treina o foco para o presente, efeito bem-vindo para ansiosos.
O forte dela é a simplicidade. Um dos exercícios é ficar sentado por um ou dois minutos numa posição confortável – não precisa contorcer as pernas como um praticante avançado de ioga – e prestar atenção apenas na sua respiração. Dá para fazer na cadeira do escritório. Com o tempo, a ideia é que o cérebro aprenda a lidar com o stress e a viver no hoje em vez do amanhã.
Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, encontraram indícios de que práticas meditativas por 30 minutos ao dia, principalmente a Mindfulness, têm efeito semelhante ao de remédios usados para tratar ansiedade e depressão leve e moderada. Eles chegaram a essa conclusão depois de revisar 47 estudos clínicos envolvendo 3.515 pessoas.

Fonte: Tarja Preta, livro

12.766 – Dicas psicológicas para lidar com a insônia


O filósofo suíço pop Alain de Botton disse certa vez que “a insônia é a vingança da mente por todos os pensamentos que evitamos durante o dia”. Não sabemos se ele proferiu a frase acordado às três da manhã, mas quem já passou pelo problema sabe que é difícil de discordar.
Tire da sua cabeça que você ficará péssimo no dia seguinte
É comum que insones passem por uma cruel fase de negociação com o despertador, que só piora o problema. Afinal, a percepção de que você passará o próximo dia com um imenso cansaço mental e físico pela falta de sono aumentará sua ansiedade e, por consequência, diminuirá mais ainda suas possibilidades de conseguir dormir.
Por isso, é uma ótima ideia colocar na sua cabeça que ocorrerá exatamente o contrário: acordarei muito bem, obrigado. O pensamento de que o próximo dia não será, afinal, tão ruim assim pode te ajudar a relaxar e pegar no sono no dia anterior.

Use a cama em horários precisos, para finalidades específicas
Isso doerá no fundo da alma, mas a afirmação acima também envolve não dormir mais do que o normal nos finais de semana. Adormecer e acordar no mesmo horário todos os dias, usar a cama só para o sono e evitar associá-la a atividades que não sejam “ZZZZZZZzzzz”, como assistir a uma série da Netflix ou estudar, são todas atitudes simples que podem mudar a maneira como sua mente encara a cama e ajudar a regularizar seu repouso. Essa abordagem quase militar não é um conselho incomum, e é conhecida como “higiene do sono”.

Evite usar remédios, se possível
Diversos estudos confirmam que a mudança de hábito induzida pela TCC é mais eficiente no tratamento de distúrbios no sono que vários alternativas farmacológicas. Esta pesquisa, por exemplo, publicada no JAMA International Medicine, atestou que a maior parte dos usuários do Ambiem (indutor de sono conhecido no Brasil como Zolpidem) apresentou uma melhora apenas razoável nos níveis de sono durante o uso e voltou à “estaca zero” após o término do tratamento. Além da baixa eficiência, há o risco de dependência química e de uma considerável diminuição do desempenho cognitivo e psicomotor ao longo do dia, o que os Mutantes chamariam de “Ando Meio Desligado”.

12.726 – Pessoas inteligentes são mais preguiçosas (?)


É provavelmente culpa da falta de tédio: quem gosta de desafios mentais fica confortável perdido nos próprios pensamentos e acaba se mexendo menos.
Se você adora um desafio mental, é bem capaz que tenha mais preguiça de ir até a academia. Um estudo americano desvendou a relação entre atividade cognitiva e atividade física e concluiu que, pelo menos durante os dias úteis, as pessoas que usam mais o cérebro acabam exercitando menos o corpo.
O estudo analisou um grupo de voluntários para entender seu estilo de pensamento. Elas foram divididas entre pessoas que pensam mais e as que pensam menos, segundo a escala de Necessidade de Cognição. Esse ranking avalia o quanto as pessoas gostam de desafios mentais: os mais pensantes consideram divertido encontrar soluções lógicas para problemas complexos e tem uma tendência maior a ficar viajando em pensamentos abstratos. Do outro lado da régua, ficam as pessoas que não tem um prazer especial em pensar demais. Preferem pessoas a pensamentos (e, geralmente, são melhores para reconhecer emoções).
Os pesquisadores separaram mais pensantes e menos pensantes em grupos iguais de 30 pessoas. Cada um recebeu uma pulseira que acompanha a atividade física detectando os movimentos dos voluntários por 7 dias.
Depois de uma semana de testes, os cientistas concluíram que as pessoas que apreciam mais atividades cognitivas se exercitavam muito menos que as outras – contando não apenas uma corrida no parque ou uma sessão de musculação, mas também o tempo que passavam de pé e até as caminhadas para ir no banheiro.
Uma das possíveis explicações é que, segundo pesquisas anteriores, pessoas com baixa necessidade de cognição se entendiam mais facilmente. Com isso, elas tendem a mudar mais de ambiente para conseguirem variar os estímulos que recebem. Já os CDFs clássicos conseguem se distrair internamente por mais tempo.
O curioso é que a diferença de atividade física diminua durante os fins de semana. Os menos pensantes ainda se exercitavam mais, mas, especialmente aos domingos, o nível de exercício era quase igual. Aí entra a limitação da pesquisa: como os voluntários eram todos universitários, é possível que o estilo de vida típico dessa fase da vida influencie mais o comportamento do que as tendências cognitivas. Até os nerds estereotípicos podem estar mais dispostos a sair para uma cerveja no fim de semana, enquanto nem os mais entediados e ativos conseguiriam resistir à preguicinha de domingo.