10.332 – Uma Bactéria que veio do céu


Um balão experimental, lançado na atmosfera por cientistas indianos, subiu a 41 quilômetros de altitude. E voltou de lá trazendo uma descoberta de arrepiar: 3 espécies de bactéria que nunca haviam sido vistas na Terra e poderiam ser de origem alienígena. Na dúvida, os indianos se adiantaram e batizaram os micro-organismos de Bacillus aryabhata, Bacillus isronensis e Janibacter hoylei – homenagem ao astrofísico inglês Fred Hoyle, famoso por acreditar que a vida na Terra se desenvolveu a partir de micro-organismos vindos de outras partes do Universo.
No Ocidente, a comunidade científica reagiu com total ceticismo. O especialista em astrobiologia John Baross, da Universidade de Washington, considera “extremamente improvável” a hipótese de que as 3 bactérias sejam alienígenas. Baross acredita que, na verdade, elas seriam de origem terrestre mesmo, e teriam ido parar na estratosfera levadas por correntes de vento, fumaça e outros fenômenos atmosféricos. E o fato de jamais terem sido vistas também não significaria muita coisa, porque acredita-se que 99% de todas as bactérias existentes na Terra ainda não tenham sido catalogadas pelo homem.
Os cientistas indianos admitem: ainda não podem provar que os novos micro-organismos são extraterrestres. Mas destacam uma informação intrigante: na altitude em que as bactérias foram encontradas, 41 quilômetros, a camada de ozônio é bastante rarefeita – isso significa que as criaturas são capazes de aguentar altíssimas doses de radiação ultravioleta, muito além do que os micro-organismos terrestres estão acostumados a suportar. Ou seja: mesmo se as bactérias não forem alienígenas, são no mínimo bastante estranhas – tiveram seu DNA modificado conforme subiam e se transformaram em espécies mutantes, que só existem na estratosfera. “Existe vida a 40 quilômetros da Terra. E isso, em si, já é uma grande descoberta”, afirmou o biólogo Pushpa Bhargava, do Centro de Biologia Molecular e Celular de Hyderabad.

10.331 – Neurologia – O Canhotismo


A razão de algumas pessoas preferirem a mão direita e outros a esquerda é um dos mistérios da ciência. Sério, está ali, ali com “de onde viemos” e “para onde vamos”. Ninguém sabe ao certo por que não somos todos ambidestros (as vantagens seriam óbvias) ou, se era para escolher um lado, todos destros de uma vez. O fato é que 10% da humanidade teima em ser canhota, intrigando geneticistas, neurologistas e antropólogos.
Em 2004, um estudo dos franceses Charlotte Faurie e Michel Raymond defendeu que os canhotos conquistaram a sua cota na marra: por surpreender no combate corpo a corpo, o uso da mão esquerda era favorecido pela seleção natural.
Já na seleção artificial, só desvantagem – até a metade do século 20, por exemplo, só se ensinava a escrever com a mão direita. Volta e meia ainda saem pesquisas dizendo que os canhotos morrem antes, porque a porcentagem deles diminui conforme aumenta a faixa etária. Na verdade, isso é reflexo do antigo preconceito: há menos canhotos entre os idosos porque muitos foram obrigados a ser destros.
Aparentemente, é o fator que mais conta. O irmão gêmeo de um canhoto tem 76% de chance de também ser. Em 2007, pesquisadores descobriram o gene LRRTM1, o primeiro relacionado à preferência da mão esquerda.
O neurologista Norman Geschwind criou a teoria de que um alto nível de testosterona da mãe durante a gravidez afetaria o desenvolvimento do hemisfério direito do cérebro do feto, aumentando as chances de o nenê nascer canhoto.
Além de as escolas favorecerem o aprendizado da escrita com a mão direita, no imaginário ocidental tudo relacionado ao lado esquerdo tinha conotação negativa – tanto que a palavra latina para quem usa a mão esquerda é… sinistro.

10.330 – Mega Polêmica – Existe lado bom da crise?


“A ampliação dos serviços sociais, da distribuição de renda e a sustentabilidade estão no centro das atenções.”
IGNACY SACHS, ESCRITOR E ECONOMISTA POLONÊS.
“É uma oportunidade única de fazer reformas políticas e econômicas que eram empurradas com a barriga.”
FABIO KANCZUK, DOUTOR PELA UNIVERSIDADE DE HARVARD.
“O aumento de transparência nas grandes organizações.”
FRANCISCO COELHO, PRESIDENTE DA ORDEM DOS ECONOMISTAS DO BRASIL.
“Hoje, as pessoas estão mais conscientes da importância de pensar os investimentos no longo prazo.”
PAULO OLIVEIRA, DIRETOR-EXECUTIVO DE DESENVOLVIMENTO E FOMENTO DE NEGÓCIOS DA BM&FBOVESPA.

Depois desse chacoalhão no planeta, devemos ter um processo mais equilibrado na gestão dos recursos e redução das fronteiras entre o econômico, o social e o ambiental. A crise leva a essa mudança.
ROBERTO WAACK, PRESIDENTE DO CONSELHO DO FSC – ONG INTERNACIONAL QUE ATUA NO SETOR DE MANEJO FLORESTAL.
“Aprendemos que sabemos pouco sobre economia. Nossa ignorância é maior do que acreditávamos.”
ANA MARIA BIANCHI, PSICÓLOGA.

10.329 – Banditismo – Narcotráfico Compensa?


Os chefes do narcotráfico sempre são retratados como barões poderosos e riquíssimos. Mas na prática a coisa não é bem assim. Um estudo feito pela Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro calculou em detalhes, pela primeira vez, a contabilidade do tráfico carioca. E chegou a uma conclusão surpreendente: mesmo impondo preços, tendo clientes cativos e empregando um exército de 16 mil funcionários, o equivalente a uma montadora de automóveis, a indústria do tráfico alcança um resultado modesto – lucra R$ 26 milhões anuais, o mesmo que uma rede de lojas de pneus.
O estudo cruza informações da ONU, do governo e da Polícia Federal para calcular quanto a droga custa no atacado, quantas pessoas usam e quanto consomem. Com isso, tem-se o investimento inicial dos traficantes.
Despesa com compra – R$ 96,94 milhões/ano
A indústria do tráfico emprega muita gente – sua folha de pagamento é gigantesca, comparável à de grandes empresas.

Pão de Açúcar – 70 656

AmBev – 35 000

Google* – 19 156

Embraer – 17 375

Tráfico RJ – 16 388

Lojas Renner – 9 647

* No mundo inteiro
Despesa com pessoal – R$ 158,73 milhões/ano

Armas
Quando a polícia apreende armas dos traficantes, eles têm de repor o que foi perdido. Assim, é possível calcular quanto gastam anualmente para manter seu arsenal (sem contar despesas com munição e eventuais upgrades nos equipamentos).
Despesa com armamento – R$ 24,78 milhões/ano
Apreensão
10% de toda a droga traficada no Rio acaba sendo apreendida pela polícia antes da venda. Ela tem de ser reposta, o que gera um custo para os traficantes. (Também há a propina paga aos policiais, que é impossível de estimar – e por isso não consta do estudo.)
Despesa com apreensão – R$ 9,69 milhões/ano
Resultado
Sobram apenas R$ 26 milhões. A rentabilidade é de 8,38% do faturamento, um desempenho modesto (os traficantes ganhariam mais deixando o dinheiro no banco). Mas o pior é que o dinheiro ainda tem de ser repartido entre as várias “empresas” do setor (Comando Vermelho, Terceiro Comando, ADA etc.) e as 630 favelas onde atuam.
Diversificação é a aposta dos bandidos.

A indústria do tráfico não é só droga. Os traficantes aproveitam seu poder para controlar operações como a distribuição de gás e a instalação de pontos clandestinos de TV a cabo em favelas. Ninguém sabe ao certo o faturamento desses negócios.

10.328 – Acupuntura funciona?


Talvez. Acupuntura já é prevista nos planos de saúde, mas às vezes é utilizada onde tem pouca ou nenhuma efetividade.
Não acredite, por exemplo, em quem promete curar tumores e infecções usando só as agulhas chinesas. Afinal, o que elas fazem é estimular o sistema nervoso, que responde liberando no organismo os neurotransmissores, substâncias com efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes. Mais que isso não foi comprovado.
A acupuntura começou ser a levada a sério no Ocidente depois que o ansioso presidente Richard Nixon, que esteve na China em 1972, voltou de lá fazendo a propaganda. “No início, parecia muito estranho: como imaginar alguém sendo tratado de uma dor de cabeça com agulhas nos pés e nas mãos?”, diz Dirceu Lavôr Sales, presidente do Colégio Médico de Acupuntura. Mas a aceitação veio, e em 1979 a Organização Mundial da Saúde já recomendava a técnica.

10.327 – Psiquiatria – Quais são as manias mais comuns?


Transtorno obsessivo-compulsivo: 4% da população

Ablutomania
MANIA DE: limpeza.
SINTOMAS: o medo de contágio faz a pessoa lavar as mãos excessivamente, tomar banhos por horas, usar talheres descartáveis e não tocar em maçanetas.

Acribomania
MANIA DE: precisão e organização.
SINTOMAS: arrumação de objetos até uma suposta ordem. Se o sujeito toca algo ou alguém sem querer, sente-se obrigado a tocar com o outro braço.

Aritmomania
MANIA DE: contagem ou verificação.
SINTOMAS: repetir tarefas (amarrar os sapatos, ligar a TV) um número exato de vezes. Para o maníaco, isso impede que algo grave aconteça.

Colecionismo
MANIA DE: acumular tralhas.
SINTOMAS: o sujeito guarda sem organização coisas sem valor, como caixas e jornais. Muitas vezes, é caso de saúde pública.
Transtorno do controle de impulsos: 3% da população

Onicofagia
MANIA DE: roer as unhas.
SINTOMAS: em momentos de nervosismo e tédio, o sujeito rói, morde, mastiga e engole as unhas, e acaba ferindo a pele em volta.

Tricotilomania
MANIA DE: arrancar cabelos e pelos.
SINTOMAS: o impulso de arrancar cabelos e pelos da face e do corpo é tão automático que o cara só se dá conta quando existem falhas visíveis.

Dermatilomania
MANIA DE: cutucar a própria pele.
SINTOMAS: nesses casos, a fuçação despreocupada pode levar a lesões e cicatrizes. Depois do nervosismo, vem o alívio e, por fim, o arrependimento.
Cleptomania
MANIA DE: roubar quinquilharias.
SINTOMAS: não tem a ver com necessidade, mas com o prazer de roubar. Após um tempo, os objetos são dados ou jogados fora.

Hipocondria: 2% da população
MANIA DE: doença.
SINTOMAS: qualquer alteração é vista como sinal de doença. Os hipocondríacos vão a vários médicos atrás da confirmação de um diagnóstico imaginário.
Transtorno bipolar de humor: 1% da população

Megalomania
MANIA DE: poder ou superioridade.
SINTOMAS: costuma ser associada à fase de euforia do transtorno bipolar. O megalomaníaco tende a atribuir a si mesmo grandes feitos.

10.326 – Mega Byte – Saiba dividir o HD para não perder dados na hora de formatar o PC


Se você já precisou formatar o computador (a probabilidade é alta entre quem usa Windows), sabe que o processo pode ser chato e demorado, por causa do backup.
Fazer o backup de 700 GB de arquivos de seu HD, por exemplo, antes de formatar um PC, toma muito tempo (mais de dez horas, dependendo do caso), além de exigir HD externo com, no mínimo, 700 GB livres, que é coisa rara.
Este guia vai te ensinar a dividir o HD em dois, processo conhecido como particionamento. Em uma partição fica o sistema operacional, que você pode formatar e reinstalar quantas vezes quiser, sem que seja necessário mexer na outra partição, onde devem ser armazenados filmes, músicas, fotos, documentos, entre outras coisas.

Para isso utilizaremos o programa Partition Wizard, que é gratuito e funciona dentro do Windows, sem que seja necessário reiniciar o computador em um boot específico (o que torna o processo mais complicado). Caso você esteja familiarizado com esse outro método, o Gparted é uma boa opção.
Faça o download do Partition Wizard e instale o programa. Em seguida, remova todos os drives externos (pendrive, HD externa, cartão de memória) para não se confundir. Abra o Partition Wizard e selecione a opção da esquerda: Minitool Partition Wizard

mini tool

Agora, o programa vai mostrar todas as partições do seu HD (provavelmente apenas duas). A primeira, “System Reserved”, é uma partição de sistema na qual você não deve mexer (mas não se preocupe, ela ocupa apenas 100 MB). A de baixo é a partição de seu sistema, onde está instalado o Windows, geralmente chamada de C: (Na imagem, aparece uma partição a mais, a “D: Files Note” mostrando que já foi dividida). Para ter certeza de qual é sua partição, basta notar que a última coluna, Status, a chama de System. Partições utilizadas simplesmente para guardar arquivos têm o status “None”.

boot

Iremos dividir a partição do sistema em duas, clicando com o botão direito sobre ela e escolhendo a opção “Split”.
Na tela que abrirá a seguir, você pode escolher quanto espaço deixar em cada partição. Sugerimos que deixe ao menos 70 GB ou 80 GB na partição do sistema, e todo o espaço excedente, para uma eventual segunda. (Como nossa partição do exemplo já é pequena, sobram apenas 29 GB, mas a sua pode deixar muito mais)

split

Agora, basta clicar em OK e, na tela principal do programa, escolher Apply

Clique em OK na próxima tela. Talvez seja necessário reiniciar seu computador.

Agora seu computador terá duas partições, mas dependendo de quão cheia estivesse a primeira antes deste processo, é possível que a nova partição vazia seja pequena demais para guardar seus arquivos. Para remediar isso, mova seus arquivos mais importantes da partição do sistema (C) para sua nova partição, para liberar espaço. Feito isso, utilizaremos a função “Extend” para conseguir mais espaço da partição de sistema para a nova partição de arquivos.
Basta clicar com o botão direito em sua nova partição e escolher Extend.
Caso precise de mais espaço em sua nova partição, mova mais arquivos do C para o D e repita a operação de “Extend”. Lembre-se que não é possível mover programas instalados, como a Suite Office, ou jogos. Para isso, é necessário desinstalá-los da partição onde estavam e instalá-los na nova.

Agora, quando for necessário formatar a HD para reinstalar o Windows, apenas os arquivos na partição C serão perdidos, enquanto tudo o que está na outra poderá ser mantido, economizando o tempo de um longo backup e a necessidade de inúmeros DVDs ou de uma HD externa, mas isso é assunto pra outra hora.

10.325 – Lei e Direito – Quem são os desembargadores?


Símbolo da Justiça

É chamado desembargador uma espécie de juiz, membro do Tribunal de Justiça ou do Tribunal Regional, responsável pelo cumprimento da lei nos estados brasileiros. Ele é uma espécie de sábio da justiça, pois é encarregado de julgar a decisão de juízes mais novos quando algum dos julgados não fica satisfeito com a sentença dada em um tribunal.
Os desembargadores são profissionais com formação superior em direito, que realizaram funções jurídicas no setor público e prestaram concurso para um cargo no Ministério Público. Assim, não existe concurso para desembargador, pois o acesso a tal cargo ocorre apenas por nomeação. A origem dos desembargadores é diversa: são advogados ou membros do ministério público, nomeados pelo quinto constitucional. Alguns juízes podem ainda ser promovidos a tal título por merecimento.
Há em atividade no Brasil cerca de 800 desembargadores. Estes profissionais são classificados em três tipos: os desembargadores estaduais, pertencentes á justiça comum; os federais, ligados à justiça federal, e finalmente, os federais do trabalho, associados à justiça do trabalho. Todos trabalham até os 70 anos, quando são compulsoriamente aposentados.
Entre as várias funções atribuídas ao desembargador destaca-se o poder de julgar crimes comuns, habeas corpus concedidos ou negados, crimes de membros do ministério do trabalho, além de julgar causas que envolvam leis federais. Suas decisões são chamadas de acórdãos.
O termo desembargador, em seu sentido original, fazia referência aos juízes que removiam os embargos que impediam as petições de chegarem ao rei, isto no tempo de D. João II. Hoje em dia, o significado da palavra mantém o sentido básico, com a diferença funcional de não serem mais os recursos dirigidos ao rei, e sim encaminhados a análise dos tribunais competentes. Assim, desembargar significa retirar os embargos, ou seja, os estorvos. O título de desembargador tem venerável tradição, já que todo profissional necessita demonstrar uma série de características necessárias para exercer tal função, como por exemplo, raciocínio rápido, imparcialidade, concentração, total domínio do repertório de leis vigentes no país, sensibilidade, discrição, gosto pela pesquisa e pelo debate, autocontrole, autoconfiança, habilidade para a comunicação, equilíbrio emocional e capacidade de análise e síntese.
Interessante salientar que o desembargador goza de grande status no seio magistratura, mas, ao mesmo tempo, seu poder político não é amplo, pois nem sempre dá a decisão final, potencialmente sujeita a recurso para o STJ ou STF. Dada a importância do cargo, é de se esperar que este profissional contribua significativamente para a democracia, contribuindo para o cumprimento das leis e respeito à constituição.

10.324 – A Neurociência


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Investiga o funcionamento do sistema nervoso, em seu estado normal ou patológico, principalmente os elementos anatômicos e fisiológicos do cérebro, relacionando-os com outras disciplinas, como a teoria da informação, a semiótica, a linguística, e outras que se ocupam da observação das reações comportamentais, dos mecanismos de aprendizado e aquisição do conhecimento humano.
Ela se dedica a compreender a performance orgânica do mecanismo informacional que ocorre no sistema nervoso dos animais e do Homem. Esta esfera do conhecimento inclui três campos fundamentais – a neurofisiologia, a neuroanatomia e a neuropsicologia. A primeira investiga as tarefas que cabem ao sistema nervoso. A neuroanatomia investiga a face estrutural deste sistema, tanto no seu ângulo microscópico quanto no macroscópico, para isso retalhando o cérebro, a coluna vertebral e os nervos periféricos externos.
Já a neuropsicologia pesquisa a interação entre os trabalhos dos nervos e as funções psíquicas. Ela busca definir que campo particular do cérebro domina as tarefas psicológicas. Para isso ela utiliza especialmente a observação do comportamento e as modificações na esfera do conhecimento que conseqüentemente ocorrem no ser vivo depois dele ser afetado por danos cerebrais.
A cibernética também tem colaborado com os avanços nesta disciplina, principalmente através da neurociência computacional, que visa estabelecer paradigmas dos campos da Matemática e da Informática, com o objetivo de imitar e compreender o funcionamento do sistema nervoso, para assim obter o domínio informacional do animal e das máquinas. Ela é uma ciência de caráter interdisciplinar, pois associa diferentes esferas do conhecimento, como a neurobiologia, a física, a ciência da computação, a engenharia elétrica, a matemática aplicada e a psicobiologia.
Pode-se considerar o ano de 1735, data da publicação da obra De morbis nervorum, do médico holandês Hermann Boerhaave, considerado o tratado inaugural de neurologia, como o marco de criação desta especialidade interdisciplinar, se não se incluir como elementos da Neurociência metodologias como tepanações – operação cirúrgica para retirar uma parte de um osso, geralmente da caixa craniana -, uso de fitoterapia psicoativa, e outros meios de alteração da consciência.
A revelação sobre as funções do cérebro também é conferida ao grego Alcmaeon, membro da escola Pitagórica de Croton, em meados de 500 a.C. Ele descreveu as tarefas sensitivas deste órgão, trabalho que foi confirmado por Herófilo, um dos criadores da Escola de Medicina de Alexandria, no século III a.C, o qual discorreu sobre as meninges e a teia admirável de nervos, que ele diferencia dos vasos, e medulas com suas respectivas ligações com o cérebro. Este saber seria posteriormente provado através da experiência por Galeno, por meio da ruptura selecionada de nervos.

10.323 – Drogas – Um “craque” do time da morte


Ação bioquímica do crack
Ação bioquímica do crack

Dentre todos os componentes do time das drogas. Dos componentes do time da morte. Está a figura do crack. O crack como o mais avassalador, como o mais devastador de todo o conjunto de entorpecentes ou dos elementos químicos alucinógenos, que torna o seu usuário no maior dependente periculoso e debilitado existente. Torna o dependente capaz de qualquer coisa, capaz de matar ou morrer para sustentar o seu vício.
Crítica é a situação em que se acha o usuário e dependente do crack. Crítica não melhor é a situação em que se vive os seus entes queridos que nada fizeram para merecer tal castigo.
A violenta crise situacional e emocional do dependente do crack parece fugir-lhe toda a perspectiva de dias melhores. As ocorrências no terreno familiar e social vão caminhando sempre em largas vertentes para o mal e para dias piores. A vida vivida pelos envolvidos com o vício do crack parece esvair-se entre os dedos das suas próprias mãos.
Lançando um olhar no passado, o viciado, vê o rumo errado que tomou. Olhando ao futuro somente se lhe afigura a tumba. O seu presente é só o crack… O crack como o senhor do seu viver… O crack como dominador do seu “eu”… O crack como seu real transformador do bem para o mal… O crack como destruidor da sua família… O crack com aniquilador do seu bem maior… O crack como o seu transporte para a morte!…
Estamos, sem sombras de dúvidas, em aguda e profunda crise urbana e social relacionada a essa droga avassaladora.
De um lado temos o traficante se fortalecendo cada vez mais e arregimentando sempre um maior número de pessoas para a sua equipe criminosa. O traficante como sendo o “dono do bairro”, o “rei do morro”, o “comandante da área”. O traficante como se fosse uma espécie de “Governo Ditatorial” paralelo ao nosso Regime Democrático do Direito.
Na sua “pseudo propriedade” ele faz as vezes do Estado realizando quase sempre, em troca de favores, o trabalho social para a comunidade carente local. Funciona também como se fosse um “Juiz opressor” na resolução das contendas do povo. A sua palavra, a sua decisão não se discute, se cumpre.
Como “Juiz” ele também realiza o julgamento sumário do seu inimigo, do seu opositor, do descumpridor das suas ordens, do traidor da sua equipe que quase sempre são condenados à pena de morte. Morte essa que pode ser por execução a tiros ou pelos meios cruéis da tortura. Os fatos mostrados pela mídia referente aos constantes corpos encontrados em determinados locais evidenciam e demonstram a veracidade da afirmativa, principalmente no que tange aos morros do Rio de Janeiro, favelas de São Paulo ou dos grandes centros do país.
Como Ditador ele faz as suas leis, faz a guerra, a instabilidade social causando terror e medo ao povo. Demonstra o seu poderio, força e até decreta feriado ao determinar o fechamento do comércio e dos colégios da “sua localidade” quando bem lhe convier.
Tais assertivas são facilmente comprovadas pelas matérias ofertadas na mídia, senão vejamos alguns exemplos pelas manchetes ou chamadas jornalísticas da revista Veja nos últimos tempos: TRAFICANTES USAM TERROR COMO ARMA DE GUERRA: bandidos voltam a apavorar o Rio de Janeiro em mais uma demonstração de força e ousadia… CIDADE SITIADA: Traficantes atacam pontos turísticos, desafiam a polícia e espalham terror no Rio… OUSADIA SEM LIMITE: Terrorismo urbano em Vitória. Guerra entre quadrilhas no Rio. Onde isso vai parar?… O DIA DO BANDIDO: Em mais uma exibição de força, traficantes fecham o comércio em quarenta bairros do Rio de Janeiro… GRANADA, METRALHADORA E AGORA MÍSSIL: Busca em Bangu 1 mostra a força do tráfico, que continua atuando por trás das grades”…
O tráfico de drogas, além disso tudo, também faz vítimas inocentes quase que diariamente através das constantes “balas perdidas” disparadas em treinamento, em acerto de contas, em confronto entre eles, em troca de tiros com a Polícia, por brincadeira ou simplesmente pela pura maldade de alguns quando se atiram a ermo em qualquer direção.
É realidade nua e crua que o tráfico de entorpecentes engrossa as suas fileiras com crianças e jovens que funcionam na organização criminosa como “aviões, fogueteiros, vigilantes, laranjas, informantes e até executores de crimes diversos.” Tais crianças e adolescentes muitas vezes por falta de opção ingressam naquele mundo e tem aquele “trabalho” como uma espécie de carreira profissional.
A série verdade apresentada pela Rede Globo no programa Fantástico no ano de 2006 denominado “Falcão – meninos de tráfico” comprova essa triste realidade brasileira. O documentário que é uma produção independente realizada pelo rapper MV Bill, pelo seu empresário Celso Athayde e pelo centro de audiovisual da Central Única das Favelas, deu bastante trabalho para os seus idealizadores e realizadores que tiveram que enfrentar o ambiente hostil onde viviam os jovens.
O termo “falcão” é usado nas localidades do tráfico como sendo aquele cuja tarefa é vigiar a comunidade e informar quando a Polícia ou algum grupo inimigo se aproxima.
Durante as gravações, 16 dos 17 “falcões” entrevistados morreram, sendo 14 em apenas três meses, vítimas da violência na qual estavam inseridos. Seus funerais também foram documentados. O único sobrevivente foi empregado pelos dois produtores, mas acabou voltando para o tráfico até ser preso.
O produtor CELSO ATHAYDE ao falar do Projeto Falcão que também está incluso um livro publicado pelos mesmos autores, referiu que o seu objetivo principal é a conscientização da sociedade para a realidade dos jovens das comunidades pobres: “O Falcão não é um caso de polícia, não é uma denúncia, não é uma lamentação. Falcão é sobretudo uma chance que o Brasil vai ter para refletir sobre uma questão do ponto de vista de quem é o culpado e a vítima. Falcão é uma convocação para que a ordem das coisas seja definitivamente mudada.”
Com cenas fortes, deprimentes e chocantes a população tomou conhecimento daqueles fatos negativos e reais que repercutiu mundo afora. Jovens e crianças, fora da escola, apresentados em posse de armas e usando drogas fizeram daquela reportagem um verdadeiro documento comprobatório da insanidade do tráfico, do total desrespeito às Leis e da pouca vontade política governamental para resolver o problema que continua praticamente no mesmo patamar. Comprova-se pelos detalhes e pelas filmagens apresentadas que os “meninos do tráfico” sucumbem periodicamente. Trabalham somente para manter os seus vícios e para ajudar as suas famílias.
A escritora LYA LUFT formou a sua opinião emocionada no item “ponto de vista” referente ao citado documentário quando disse na edição 1.950 da revista Veja on-line: “Nós todos somos culpados de que eles tenham existido, sofrido, matado e morrido, sem nenhuma possibilidade de vida, de esperança e de dignidade”.
E ainda no seu texto discorre a referida escritora: “Muito mais existe do que foi mostrado. Pior: muita gente poderosa, de rabo solenemente preso, vive daquela desgraça; muita cumplicidade perversa promove e mantém aquilo; tudo prolifera e floresce com muito arranjo sinistro – como sinistra, disse um daqueles meninos, era a sua vida: “a vida da gente aqui é sinistra e louca”, ele disse com sua voz fraquinha. Vou pensar todos os dias que continuam morrendo crianças iguais àquelas, que poderiam ser meus filhos, teus filhos, nossos filhos. Eram nossos, aqueles meninos e meninas, sonados, ferozes ou tristíssimos, que a gente tem vontade de botar no colo e confortar. Mas confortar com o quê? E aquela arma, e aquelas drogas, e aquela infelicidade, e aquela desesperança? Fazer o quê?”
A questão dos grandes traficantes fazer parte do crime organizado também é uma realidade, não fosse isso, não haveria verdadeiros arsenais em posse deles. São armas poderosas e das mais modernas em mãos do tráfico que entram no país de forma “misteriosa”.
Sem entrar no mérito da questão e apenas para ilustrar a concordância verdadeira de ligação entre o tráfico de drogas e o crime organizado há de se ressaltar o entendimento defendido por GUARACY MINGARDI, Doutor em Ciências Humanas e atual Diretor Científico do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente, na sua tese de Doutorado em 1996 junto a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo sobre o tema “O Estado e o crime organizado”, quando aponta as quinze características inerentes dessa organização criminosa que comunga com os mesmos atos do tráfico: 1) Práticas de atividades ilícitas; 2) Atividade clandestina; 3) Hierarquia organizacional; 4) Previsão de lucros; 5) Divisão do trabalho; 6) Uso da violência; 7) Simbiose com o Estado; 8) Mercadorias ilícitas; 9) Planejamento empresarial; 10) Uso de intimidação; 11) Venda de serviços ilícitos; 12) Relações clientelistas; 13) Presença da lei do silêncio; 14) Monopólio da violência; 15) Controle territorial.
Segundo a reportagem intitulada “Vítimas da indústria do crime” da revista Veja on-line, edição 1.796, o próprio Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando discursava a uma platéia de metalúrgicos em São Paulo, admitiu: “Não podemos ficar assustados 24 horas por dia. O crime organizado não é mais uma bandidagem comum que nós conhecíamos. É uma indústria de fabricar dinheiro com as drogas.”
O crime organizado possui vários tentáculos, e esses tentáculos buscam sempre atingir a proteção dos Poderes constituídos. Vez por outra a Polícia descobre a participação de Autoridades públicas ligadas àquela organização criminosa.
A maioria das denúncias de corrupção para proteção ao crime organizado recai sobre a própria Polícia, isso é fato público e notório, contudo, vários Policiais já foram expulsos das suas corporações, foram penalizados ou respondem a Processos por crimes equivalentes, o que comprova que a Polícia de hoje, em regra, é Instituição séria e deve ser respeitada como tal.
Assim como ocorre com a Polícia, diversos setores de outros Poderes Público, também já foram objetos de denúncia, investigação ou Processo com as devidas penalidades para algumas das pessoas efetivamente ligadas às organizações criminosas.
Assim, o “Poder paralelo” do tráfico governa as suas áreas e enriquece os seus líderes de forma geométrica praticando todo tipo de crime para manter e aumentar diariamente o número de usuários e dependentes químicos das drogas, que além de morrer física e mentalmente, ainda leva consigo os seus entes queridos para a desgraça, ainda faz vítimas outras pessoas da sua insanidade em busca do falso prazer da droga, aumentando em conseqüência, o índice de criminalidade no País.
Do outro lado, do lado oposto da gravíssima problemática encontra-se o viciado. Encontra-se a sua família, os seus verdadeiros amigos… Encontra-se a população atônita, indefesa eimpotente… Encontra-se o Poder público com pouca vontade política para debelar ou mesmo amenizar tal situação.
A Polícia, por sua vez, como real protetora da sociedade, procura cumprir a sua árdua e difícil missão de também combater esse crime. Nesse sentido, agindo habitualmente de maneira investigativa ou repressiva, de quando em vez, a Polícia realiza ótimas operações com apreensões de grande quantidade de drogas, armamento de grosso calibre e alto poder de fogo tais como fuzis e metralhadoras dentre outras, granadas e farta munição, além de se prender indivíduos maiores dos grupos organizados, contudo, é fato que mesmo de dentro dos presídios os chefes do tráfico continuam comandando as ações criminosas das suas áreas de atuação ou determinando a morte de pessoas a seu bel prazer. É fato também que quando morre alguém importante de determinado grupo do tráfico, de logo, é ele substituído por outro em grau de hierarquia equivalente da sua equipe para dar continuidade à administração daquele território. Destarte haver também a guerra entre grupos pelo poder ou tomada de poder de determinada área e, das batalhas, deixam-se rastros e rios de sangue.
Entretanto, é também fato presente em todo lugar, que no cotidiano das ações policiais repressivas às drogas, na maioria das vezes, o que se vê são prisões e apreensões de pequenos traficantes, que não deixa de ser também ações necessárias, contudo, observa-se perfeitamente que tais pessoas são moradores de barracos ou palafitas das periferias das cidades, o que subentende sejam eles intermediários ou vendedores à serviço dos grandes traficantes.
Relacionado às ações preventivas dos órgãos competentes, atos investigativos e repressivos da Polícia nesse âmbito, é verdade que a “Inteligência Policial”, a “Inteligência Criminal” é de suma importância. É essencial na luta para conter o tráfico e o crime organizado, porém, a experiência brasileira nesse contexto até agora não se mostrou em real frutífera, pois a epidemia da droga se alastra a atingir novos adeptos todos os dias a todo momento.
Assim, estamos perdendo a partida para o crime organizado… Assim, estamos perdendo a luta para o tráfico… Assim, estamos perdendo os nossos jovens para o crack… Assim, estamos perdendo o futuro da Nação para as drogas!…
Até parece que apesar de todas alertas feitas, as Autoridades constituídas ainda não atentaram para esse gravíssimo problema: As chamadas “cracolândias” estão se proliferando em alta escala pelos quatro cantos do país. Uma epidemia de crack que supera todas as outras drogas juntas, destarte já haver também o MERCADÃO DAS DROGAS. Um mercado livre com grande variedade de entorpecentes em promoções e tudo mais, ocorrido em determinada rua da metrópole São Paulo no cair da noite, cuja filmagem e reportagem comprobatória fora mostrada em Jornal da TV Record.
Sem querer brincar com a situação, muito pelo contrário, no sentido de espairecer um pouco o assunto tão sério e preocupante, antes de adentrarmos na questão do fabrico químico do crack, suas conseqüências nefastas no organismo humano, alguns exemplos da tragédia familiar causados pela droga e dos apelos necessários, façamos de conta por algum momento, até para prender mais o leitor ao presente texto, que estamos em um jogo, em uma partida de futebol disputada entre os times da MORTE versus SOCIEDADE, complementando o comentário somente com o trio de ataque demolidor do nosso adversário, qual seja, a cocaína, a merla e o crack:
O time da MORTE que disputa a partida com a SOCIEDADE continua em boa performance e em ótima fase exterminando sempre os seus adversários é formado com: Skank, maconha, haxixe, ecstasy, morfina, heroína, ópio, LSD, cocaína, merla e crack…
O banco de reservas conta com: Paco, codeína, psicotrópico, rebite, álcool e fumo…
O técnico do time da MORTE, o popular traficante que é bastante respeitado e temido pelo povo, está bastante otimista e satisfeito com o rendimento da sua equipe. Traficante acredita sempre na vitória sobre a SOCIEDADE que apesar de ser um grande time e ter bastante força é uma equipe apática e desmotivada…
Apostando no desânimo da SOCIEDADE que está atônita em campo, os Diretores do time da MORTE sentem-se gratificados com as estupendas arrecadações que sobem jogo à jogo e por isso prometem investir mais e mais no grupo com o intuito de transformá-lo numa equipe imbatível…
O trio de ataque arrasador do time da MORTE que é interligado um ao outro, vem cumprindo a sua tarefa satânica de estraçalhar os seus adversários…
A geração mortificadora desse time é provinda da base da cocaína e então com a adição de produtos químicos altamente nocivos ao ser humano nasceu a merla e o crack. Essa dupla de ataque aniquilador que é filha da cocaína, nada mais é do que UM MAL PIORADO.
O crack, que é o craque do time da morte é também conhecido por ZIDANE, em alusão ao craque de futebol da Seleção Francesa que derrotou o Brasil em Copa Mundial passada.
A cocaína é uma droga em pó de cor branca que é derivada das folhas da planta de coca, cultivada principalmente na América do Sul, em maior escala, na Colômbia, Bolívia e Peru.
A folha da coca que era usada na antiguidade por índios e nativos da área em forma de mastigação, cujo objetivo era ganhar força e energia, se transformou através dos tempos, por meio da refinaria e mistura a elementos químicos, em cocaína.
A cocaína tinha propósito inicial meramente medicinal, contudo, logo foi desvirtuado o seu objetivo e iniciado assim o novo problema social vez que as conseqüências para o seu dependente químico são devastadoras.
A cocaína é uma substancia altamente viciante e os seus usuários tornam-se fisicamente e psicologicamente dependente da droga, ao ponto de não poder controlar os seus próprios desejos e impulsos.
A pesquisadora e cientista STEPHANIE WATSON bem explica as maneiras que podem ser usada essa potente droga: “ A cocaína é uma droga que pode ser utilizada de três maneiras: cheirando, injetando ou fumando. A forma cheirada, ou seja, a cocaína em pó, é feita pela dissolução da pasta de coca retirada das folhas da planta em mistura de ácido hidroclorídrico e água. Sal potássio é acrescentado à mistura para separar as substancia indesejadas, que devem ser removidas. Então, acrescenta-se amônia à solução restante, e o pó sólido da cocaína se separa. Para injetar cocaína, o usuário mistura o pó com um pouco de água e usa uma seringa hipodérmica para forçar a solução diretamente na veia.
A cocaína em pó forma a base da cocaína de base livre. A cocaína de base livre tem um ponto de fusão baixo, por isso pode ser fumada.”
A professora e pesquisadora da Equipe Brasil Escola, PATRICIA LOPES, assim explica as conseqüências advindas aos usuários da cocaína: “Devido aos efeitos de euforia e prazer que a cocaína proporciona, as pessoas são seduzidas a utilizá-la para vivenciar sensações de poder, entretanto tais efeitos tem pouca duração. Logo o indivíduo entra em contato com a realidade, aspecto que desperta uma grande ansiedade em poder utilizá-la novamente.
Aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, dilação da pupila, elevação ou diminuição da pressão sanguínea, calafrios, náuseas, vômitos, perda de peso e apetite são alguns dos efeitos biológicos da cocaína.”
A merla, a exemplo do crack, é uma droga perigosa e devastadora. Como já foi dito, é derivada da cocaína. Trata-se da junção das folhas de coca com alguns produtos químicos perigosíssimos para a saúde humana, tais como, ácido sulfúrico que é altamente corrosivo e usado em bateria de carro, querosene que é derivado do petróleo tendo outros propósitos e a cal virgem, ou cal viva que é usada em construções ou plantações, dentre outros, que ao serem misturados se transforma numa pasta branco amarelada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína. A droga é fumada pura ou misturada num cigarro comum ou num cigarro de maconha, e, quando isso ocorre, tal “experimento” recebe a denominação de BAZUCA. “A bazuca é a mistura de tudo que não presta com os horrores da insanidade humana.”
A fumaça altamente tóxica da merla é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite com a conseqüente perda de peso bastante expressiva.
As conseqüências que sofre o organismo humano do usuário da merla são idênticas ao do usuário do crack, vez que a sua composição química é bastante parecida.
O usuário da merla pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma, parada cardíaca, e, enfim, a morte. Além disso, para os fracos e debilitados sobreviventes, ao longo do uso da droga, há perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do produto assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.
Para completar o item discorrido, há de se acolher o relato do nobre Professor JEFERSON BOTELHO, quando assevera em um dos seus artigos pertinentes ao tema: “Como o crack, a merla vai destruindo o seu usuário em vida ao ponto dele perder o contato com o mundo externo, se tornando um zumbi movido pela compulsão à droga que é intensa. Como os efeitos têm curta duração, o usuário faz uso com muita freqüência e a sua vida passa a ser em função da droga que atinge o organismo através dos pulmões quando é fumada e pela corrente sanguínea alcança o cérebro causando alterações psíquicas.”
De volta ao crack, a exemplo da sua congênere, a merla, além da droga possuir uma grande percentagem de cocaína na sua fórmula absurda, gananciosa, inconseqüente e mortal, constituído com vários produtos químicos altamente nocivos e destrutivos à saúde do usuário, é também o produtor do vício mais rápido entre as drogas. Com duas ou três pedras fumadas o usuário vicia e o seu organismo passa a pedir mais e mais a droga tornando-o de imediato um dependente químico.
O Representante brasileiro do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), BO MATHIASEM, admite a preocupação com essa droga: “O crack é mais barato, sim, e vicia muito, agravando rapidamente o problema da dependência química”
Realmente o crack, por possuir no seu composto produtos mais baratos tais como a cal virgem e o ácido sulfúrico, também é mais barato do que as outras drogas, contudo, sem contar com as conseqüências advindas do seu uso, é certo dizer que é aquele barato que se torna mais caro pois a necessidade do usuário é mais freqüente em decorrência do curto espaço de tempo de duração do efeito químico alucinógeno no seu organismo.
A disseminação do crack tomou conta do País e os menos avisados ou mesmo os já viciados noutras drogas passaram a experimentá-lo. Com isso, o vício terminou pegando-os de vez como uma teia de aranha em armadilha para as suas presas.
A socióloga SILVIA RAMOS, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, dá o seu exemplo quanto ao problema da proliferação do crack: “É impressionante. A qualquer hora do dia, vemos crianças e adolescentes consumindo a droga e deitados no chão. Áreas dominadas pela facção Comando Vermelho passaram a vender e isso vem como uma tsunami.”
Para um País imenso como é o Brasil, uso do crack se tornou uma constante do Oiapoque ao Chuí, aumentando a riqueza dos grandes traficantes e do crime organizado em proporções gigantescas.
O psiquiatra, diretor técnico do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre, GILBERTO BROFMAN, explicou em poucas palavras a nova moda de droga: “Estamos perante uma epidemia, porque há um número explosivo de casos nos últimos três anos. Antes era uma raridade, tínhamos nas unidades 90% de outras dependências e 10% de crack. Hoje temos o contrário.”
O referido psiquiatra cita um estudo feito em São Paulo que aponta que a mortalidade dos viciados em crack é de 30% em cinco anos. Complementa o seu raciocínio: “É uma droga diferente das outras e muito mais severa. Não há outra droga que produza um declínio físico e mental maior para o paciente. As conseqüências físicas são muito severas, como infartos, acidente vascular cerebral (AVC), doenças hepáticas, dano cerebral e pulmonar além de hipertensão.”
Segundo estudos realizados por especialistas na área, as dificuldades para o tratamento dos viciados em crack também são imensas, por isso, a grande preocupação das Autoridades ligadas ao tema da intensa problemática.
Tal entendimento é corroborado pela psicóloga SANDRA HELENA DE SOUZA, diretora técnica da Fundação de Proteção Especial do Rio Grande do Sul, que acrescenta: “Considerando a gravidade da droga e a baixa resolutividade em termos de tratamento, é uma epidemia. O sentimento na sociedade e principalmente nas famílias que vivem esse drama é de impotência.”
Para a citada psicóloga, o País não está preparado com atendimento necessário para enfrentar a problemática dessa droga: “O crime está muito organizado, e a sociedade atrasada.”
Todos os meses, todas as semanas, todos os dias nos deparamos com notícias trágicas envolvendo viciados do crack.
O início da trajetória de crimes praticados pelo dependente químico do crack ou da tragédia familiar causada é sempre a mesma: “O viciado depois de gastar tudo que tem passa a se desfazer dos objetos da sua própria casa, ou quando criança ou jovem, passa a furtar os objetos da casa dos seus pais ou dos seus familiares e amigos para vender ou trocar por crack. Depois outros furtos em tudo quanto é canto. Posteriormente roubos a transeuntes ou em comércio… e em conseqüência, homicídios e latrocínios.”
Se nesse artigo apelativo fossem pormenorizados todos os casos criminais envolvendo o uso do crack no País certamente o presente texto viraria um verdadeiro “Tratado”, por isso, a razão apenas superficial do item, retirado de algumas matérias ou manchetes jornalísticas diversas: “MÃE MATA SEU PRÓPRIO FILHO VICIADO EM CRACK: Em pleno Domingo de Páscoa, o crack gerou um crime de homicídio em um bairro nobre de Porto Alegre. Uma mãe idosa de 60 anos de idade matou o seu filho de 23 anos a tiros depois de perder as esperanças de recuperá-lo das garras do crack. A mãe desesperada confessou o crime para a Polícia e contou todo o sofrimento que passou durante oito anos na tentativa de tirar o seu filho daquela triste situação. Parentes das partes testemunharam que o jovem por várias vezes tentou matar os seus pais e que o crime praticado pela idosa foi um ato de agonia, de liberdade, de alívio e de defesa própria…

10.322 – Farmacologia – Governo amplia incentivo fiscal para remédio


O governo federal publicou no Diário Oficial da União um decreto que amplia a lista de substâncias usadas na fabricação de medicamentos que poderão ser beneficiadas com o regime especial de utilização do crédito presumido de PIS/Pasep e Cofins. A atualização da lista, que não acontecia desde 2007, ocorre a cerca de três meses das eleições.
O incentivo fiscal contempla cerca de 170 substâncias relacionadas a remédios de tarja vermelha ou preta — até então, cerca de 1.500 substâncias constavam na lista de isenção. Oito delas são utilizadas em medicamentos para nutrição parenteral e hemodiálise, por exemplo. Também há itens usados no combate de diabetes, como cloridrato de metformina; no combate de infecções, como amoxicilina; no controle do câncer de mama, como o pertuzumabe, e no de leucemia, como o nilotinibe; o antidepressivo imipramina; e vacinas, como a que protege contra gripe, tétano e meningite.
Segundo as regras do regime especial, cabe à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos o monitoramento das empresas contempladas com o benefício para “assegurar a efetiva repercussão da redução da carga tributária nos preços e a manutenção dos preços dos medicamentos por períodos de, no mínimo, doze meses”.

10.321 – Mega Sampa Vida Noturna – A Over Night está de volta


Over Night V Olímpia
Over Night V Olímpia

Quem não se lembra da badalada Over Night? Muito conhecida na década de 80 e 90, a balada de sucesso localizada na Mooca, junto com a TOCO, na Vila Matilde, e a Contra-Mão, do Tatuapé, foi uma das responsáveis pelo boom da música eletrônica na cidade de São Paulo, agora está de volta.
Famosa por criar tendências e festas Back to the Dates, a casa está sendo reconstruída pelo DJ Badinha e vem lançando diariamente teasers na rádio Energia 97 FM, porém o endereço será outro, pois o atual dono do ponto não quis negociar. Sem data definida para a reabertura, a nova Over Night funcionará na Rua Gomes de Carvalho, 799 – Vila Olímpia.
Inaugurada em 1988, pelo empresário Carmo Cunfli, e fechada em 2004, a Over Night destacou-se na época pela sua alta tecnologia de som e iluminação e pela carência de danceterias do gênero, principalmente na Zona Leste. Com capacidade para cerca de 1.300 pessoas, o clube vivia cheio.
Para quem não sabe, por lá já passaram todos os grandes DJs brasileiros, como Marky, Mau Mau, Patife, Grace Kelly Dum, Renato Lopes e o último grande residente DJ Andy, além de astros estrangeiros como Sasha e Bad Company.

10.320 – Depois do fiasco com o exoesqueleto…Chip no cérebro faz tetraplégico mover a mão


bracelete eletronico

Um chip de eletrodos implantado diretamente no cérebro de um paciente tetraplégico conseguiu fazê-lo mover a mão. A tecnologia, criada por cientistas do Instituto Batelle, de Columbus (EUA), usa um bracelete especial que estimula os músculos do braço do paciente.
Num experimento realizado recentemente, feito em colaboração com a Universidade do Estado do Ohio, o voluntário Ian Burkhart, 23, conseguiu mover dedos individualmente e flexionar o punho de sua mão direita para frente e para trás.
Na prática, foi a primeira vez que um chip foi conectado diretamente ao córtex motor, a área do cérebro que comanda movimentos, para acionar um dispositivo protético com precisão.
invasivo ou não
O experimento usou a mesma técnica que, originalmente, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis pretendia desenvolver para a abertura da Copa do Mundo.
No entanto, Juliano Pinto, 29, o brasileiro que vestia um exoesqueleto para dar o pontapé inicial da competição, usou eletroencefalografia (EEG), técnica não invasiva, mas imprecisa.
“Muitos pesquisadores -incluindo nós mesmos- tentaram usar EEG por duas décadas, mas ainda é um desafio obter resolução suficiente para o controle de movimentos.
O próprio Nicolelis, ainda no ano passado, criticava tentativas de desenvolver próteses robóticas controladas por eletroencefalografia. Poucos meses antes da abertura da Copa, porém, sem permissão de autoridades sanitárias para fazer a cirurgia que implantaria um chip de eletrodos no cérebro de pacientes, o brasileiro resolveu usar o EEG.
Na corrida para desenvolver uma tecnologia que culmine em um produto prático que consiga devolver os movimentos a pessoas paralisadas, Bouton também disse acreditar que está na frente quando se leva em conta a tecnologia de mobilidade.
O cientista diz que desistiu de usar exoesqueletos ou próteses robóticas por considerá-las “volumosas demais”, “desajeitadas” e “estranhas”.
Ian Burkhart, o primeiro paciente a testar a tecnologia, se diz empolgado com a participação no projeto, mesmo que ele mesmo não se beneficie da tecnologia, caso ela demore muito para se tornar um produto para o dia a dia.
Bouton deve conduzir testes em mais quatro voluntários, mas não arrisca dizer em quanto tempo a tecnologia pode chegar ao mercado. “Estamos avançando”.

10.319 – Mega Wise – O que é pressão?


Pressão

Uma pessoa pode caminhar pela neve calçando esquis, mas afundará se não usa-los, isso porque a força vai atuar sobre uma superfície maior. Pressão é então a relação entre uma força e a superfície sobre a qual ela se aplica.
Se em um recipiente de formas distintas cheios de líquido fizermos furos idênticos em locais diferentes, observaremos que a direção de saída do líquido é sempre perpendicular à parede do recipiente. Isso demonstra que a força exercida por um líquido se transmite a todas as suas partículas e em todas as direções. No século 17, o físico francês Blaise Pascal enunciou pela primeira vez que:
A pressão exercida por ujm líquido se transmite instantaneamente e com a mesma intensidade a todos os pontos do líquido e ás paredes do recipiente que o contém.

Pressão Hidráulica (Princípio de Pascal)
Quando é exercida uma pressão num ponto de um líquido, essa se transmite a todos os pontos do líquido. È o que ocorre, por exemplo, quando um carro é elevado num macaco hidráulico, Ou quando um motorista aciona o freio de seu automóvel.
Nos dois casos o fluido é pressionado em um ponto e se expande para o outro.

Esses fatos são explicados pelo princípio de Pascal , os acréscimos de pressão sofridos por um corpo de um líquido são transmitidos integralmente a todos os pontos do líquido e das paredes do recipiente onde este está contido.
Assim como a pressão é transmitida uniformemente para todo o fluido temos que:
p1 = F1/A1 e p2 = F2/A2 assim, F1/A1 = F2/A2
Portanto as intensidades das forças aplicadas são diretamente proporcionais às áreas dos êmbolos. Por exemplo, se a área A2 for dez vezes maior que a área A1, a força F2 terá intensidade dez vezes maior que F1.

pressão hidraulica

10.318 – Ciclismo – Saiba por que bicicletas ajudam a chegar mais longe (em casa ou na vida)


ciclismo

Com as ruas das grandes cidades entupidas de carros, escapar do trânsito o mais rápido possível é um sonho que parece longe de se tornar realidade. O normal é reclamar dia após dia do tempo perdido nos congestionamentos que acabam com seu ânimo. Até por isso, adotar a bicicleta como meio de locomoção tem se tornado cada vez mais comum. Além de garantir mais liberdade, ela também permite economizar dinheiro e, de quebra, tornar sua vida mais saudável e divertida.
Poucas pessoas abrem mão do conforto de um carro, mas pequenos acidentes já são capazes de causar atrasos de horas. Ao adotar a bicicleta no dia a dia, você ganha a possibilidade de passear por uma ciclovia (elas estão crescendo por todo o país) e pegar um caminho diferente onde carros jamais poderíam passar.
Se você não estiver habituado a encarar o trânsito, comece por ruas mais tranquilas, ou até mesmo os parques públicos. Mesmo assim, não esqueça dos equipamentos de segurança. Pratique controlar a bicicleta com uma mão só, pois é necessário sinalizar mudanças de direção para pedestres e motoristas.
As pessoas precisam de uma hora de atividade física de moderada a intensa diariamente para obter benefícios físicos. Um caminho de 30 minutos que faça com que você respire mais forte e rápido pode ajudar a cumprir sua meta. Se você estiver dando suas primeiras pedaladas, comece em um ritmo mais leve, teste os efeitos das marchas e conheça seu ritmo.
Os efeitos costumam ser imediatos: você aproveita mais o seu dia e chega à escola ou ao trabalho mais animado e com mais disposição. A concentração para resolver as equações e as análises sintáticas também vai melhorar bastante.
E qual o resultado de tudo isso? Em uma hora de pedalada, você queima calorias bem rápido e consegue perder peso. Seu coração ficará mais forte, pois você está praticando uma atividade que controla o ritmo dos batimentos cardíacos. Seu metabolismo acelera junto e a retenção de líquidos será menor. A ansiedade vai cair, porque seu corpo produzirá hormônios ligados ao bem-estar e ao controle do estresse. Seus músculos ficarão definidos, especialmente os das pernas. Por tudo isso, seu corpo vai ficar cada vez mais longe de doenças como as cardíacas e a diabetes tipo 2. Com as bicicletas, é possível chegar mais rápido e mais longe – na sua casa e na vida.

10.317 – Como foi calculada a velocidade da luz?


trambolho arcaico

Até 1676, acreditava-se que a luz era instantânea. Naquele ano, o astrônomo dinamarquês Ole Roemer observou no telescópio que, em comparação com seus cálculos, havia um atraso de 22 minutos nos eclipses das luas de Júpiter. Roemer concluiu que o atraso correspondia ao tempo que a luz dos satélites levava para alcançar a Terra, à velocidade que estimou em 225 000 quilômetros por segundo. “Esse valor estava bem próximo do que é aceito hoje”, diz o físico Giorgio Moscati do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O valor correto – 299 792 km/s – foi determinado apenas em 1926 pelo físico alemão Albert Michelson. Para chegar a esse número, Michelson aperfeiçoou, durante 25 anos, o interferômetro, aparelho que mede em espelhos fixos o desvio da luz refletida por espelhos rotativos.

10.316 – Aeronáutica – O que acontece se a porta de um avião se abre durante o voo?


avião

Depende da altura em que está o avião. Quanto mais alto, maior é a diferença de pressão e temperatura dentro e fora do avião, porque a cabine tem um mecanismo de pressurização, que mantém a temperatura estabilizada em 22 ºC e a pressão do ar semelhante à do nível do solo. Portanto, quanto mais longe do chão, piores podem ser as conseqüências para os passageiros e tripulantes. A sorte de quem estava no avião da TAM que perdeu a porta dianteira durante o vôo no dia 8 de agosto de 2006 foi justamente que ele ainda estava decolando – portanto, estava a apenas um quinto da altura que costuma atingir durante o vôo. A temperatura do ar que tomou conta da cabine era de 20 ºC e a pressão não era baixa o suficiente para causar problemas graves. Mesmo assim, alguns passageiros sofreram problemas de pressão sanguínea, e uma aeromoça que estava perto da porta teve que se segurar em uma poltrona para não ser arrastada para fora do avião. Na mesma hora o piloto deu meia-volta e retornou ao aeroporto, evitando problemas maiores. Mas a coisa podia ter ficado feia se a aeronave estivesse no seu teto de vôo (a altura máxima que atinge).
Pânico à bordo
Velocidade entre 800 e 1 000 km/h, temperatura externa de 34 ºC negativos e a pressão do ar equivalente a um quarto da do nível do solo. A abertura da porta faz as pessoas sentirem muito frio e extrema dificuldade para respirar. Enquanto o ar externo entra na cabine, o interno, com a pressão bem mais alta, sai de uma só vez – como quando estouramos uma bexiga -, “cuspindo” pessoas e objetos para fora do avião

O QUE O PILOTO FAZ? – Desce o máximo possível. As máscaras mantêm as pessoas respirando por 15 a 20 minutos.

1 800 metros

O avião da TAM estava nessa altitude,a 350 km/h, a temperatura do lado de fora era apenas 2 ºC menor do que a da cabine e a pressão interna era parecida com a pressão externa. Com a abertura da porta, a cabine é tomada pelo ar de fora, mas só a partir de 3 mil metros a pressão dele é baixa o suficiente para causar rompimento dos tímpanos, náusea e dor de cabeça

O QUE O PILOTO FAZ? – Prossegue para o aeroporto mais próximo.

No chão

Mesmo que o avião atinja 240 km/h, a velocidade máxima antes de sair do chão, nada de grave pode acontecer. No máximo, o vento faz voar objetos leves próximos da porta. Afinal, no solo, a temperatura e a pressão dentro e fora do avião são iguais – no nível do mar, a pressão é de 1 quilograma-força por cm2 e é um pouquinho menor em cidades mais altas.

O QUE O PILOTO FAZ? – Interrompe a decolagem.

10.315 – Curiosidades – Pedras de Stonehenge podem ter sido usadas como instrumento de percussão


stonehenge-the-history-channel

É uma cena conhecida: milhares de pessoas reunidas em Stonehenge para festejar, cantar, tocar tambores e farrear sob a alvorada. Não faltam teorias sobre os propósitos do monumento, mas surgiram novos indícios de que o local sempre teve por objetivo sediar festividades ou, mais especificamente, ser palco de shows.
Pesquisadores descobriram que algumas das rochas que integram o monumento, se percutidas, produzem um barulho forte e estridente. Eles dizem que isso talvez explique por que essas rochas foram escolhidas e carregadas por cerca de 300 quilômetros até o local, um feito técnico significativo, 4.000 anos atrás.
Será que Stonehenge foi construído para servir como um instrumento pré-histórico de percussão?
“As pessoas gostariam de saber por que as bluestones foram transportadas a Stonehenge”, diz Paul Devereux, um dos autores do estudo. De fato, os cientistas sabem há muito tempo que muitas das rochas de Stonehenge vieram das colinas Preseli, no oeste do País de Gales. O que nunca esteve claro foi o motivo.
A ideia de que essas rochas fossem usadas para produzir música -ou barulho- ocorreu a Devereux e seu colega Jon Wozencroft, do Royal College of Art, durante uma viagem a Preseli em busca de sons do passado.
Eles descobriram que, em algumas áreas de Preseli, uma rocha conhecida como diabásio, ou dolerito, um dos tipos de rochas encontrados em Stonehenge, produzia um som parecido com o de um sino metálico quando percutida. Em julho de 2013, os pesquisadores receberam permissão para testar algumas das rochas diabásicas de Stonehenge. Já que as bluestones (termo britânico para todas as rochas do local) de Stonehenge estão fincadas no solo, as expectativas não eram elevadas.
“É preciso que exista algum espaço, algum ar, em torno delas para que ressoem”, disse Devereux. Mesmo assim, muitas das pedras produziram sons ocos, semelhantes aos de sinos. Algumas também pareciam portar marcas de percussão. Devereux e Wozencroft não são os primeiros a perceber que as rochas de Preseli ecoam: uma cidade próxima leva o nome de Maenclochog, que significa “pedras tilintantes”. Algumas igrejas locais usavam essas pedras como sinos até o século 18.
Há pedras sonoras em Gales, na Suécia, na China, na Austrália e nos Estados Unidos. Entre as culturas da antiguidade, pedras que produzem sons eram ocasionalmente vistas como dotadas de poderes místicos. Isso pode explicar por que as rochas sonoras estão em Stonehenge.
Por que algumas rochas ecoam quando percutidas? “Elas não são ocas, como as pessoas tendem a acreditar”, diz Maja Hultman, arqueóloga da Universidade de Uppsala, na Suécia. O som tampouco é causado por fendas nas pedras. As fendas provavelmente resultam de elas terem sido percutidas, diz Hultman.
Lawrene Malinconico, geólogo do Lafayette College, na Pensilvânia, atribui a sonoridade a uma combinação de densidade e composição. O diabásio, com presença abundante de ferro e magnésio, passou cerca de 170 milhões de anos sob a terra antes de emergir e esfriar. “Quando as rochas esfriam, o processo se parece com o de forja de um sino de ferro fundido”, diz Malinconico. As rochas são densas o bastante para produzir um som agudo.
A revelação de que Stonehenge servia para fazer barulho pode não resolver a discussão sobre o seu propósito original, diz Devereux, mas ele espera que a descoberta encoraje os arqueólogos a considerar o que os antigos ouviam, além daquilo que viam e faziam.

10.314 – Cientistas acreditam que pode existir antigo planeta no interior da Terra (?)


terra e planeta antigo

Não é teoria de conspiração, trata-se de um estudo realizado por cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, que acreditam ter encontrado evidências da existência de um antigo planeta no interior da Terra.
Como você sabe, uma das teorias mais aceitas sobre a origem da Lua é a de que sua formação se deu devido ao choque de um planeta contra o nosso há cerca de 4,5 bilhões de anos. Segundo essa ideia, o nosso satélite teria se formado a partir de rochas e outros materiais resultantes dessa trombada sideral, e a energia liberada durante o impacto teria feito com que a Terra e o astro que colidiu conosco se fundissem completamente formando um único planeta.
De acordo com o site Phys Org, a equipe de Harvard acredita que apenas uma parte da Terra derreteu na colisão que deu origem à Lua e que parte do antigo planeta de bilhões de anos atrás ainda existe. Os pesquisadores explicaram que, embora o calor produzido durante o impacto fosse suficiente para fundir completamente o planeta, eles acreditam que a energia gerada não foi distribuída de maneira equilibrada através da antiga Terra.
Os cientistas chegaram a essa conclusão depois de analisar a proporção de isótopos de gases nobres presentes no interior da Terra e compararam o resultado com a proporção de isótopos mais próximos da superfície. Eles descobriram que a razão entre os elementos analisados é significativamente maior em áreas mais superficiais do manto do que nas mais profundas, o que sugere que a colisão que deu origem à Lua não fundiu completamente os dois planetas.
Segundo os cientistas, a geoquímica do nosso planeta indica que existem diferenças na proporção de isótopos presentes no interior e em camadas mais superficiais da Terra, e essa diferença poderia ser explicada pela presença do material que compunha o nosso planeta antes da colisão cósmica que deu origem à Lua. Além disso, o estudo dos pesquisadores se soma às evidências que apoiam a teoria vigente sobre a formação do nosso satélite.

10.313 – Sony traz ao Brasil câmera com maior zoom óptico do mundo


A Sony lançou no Brasil uma câmera fotográfica que, segundo a empresa, tem o maior zoom óptico do mundo, quando se considera dispositivos com lente fixa. Ela custa R$ 1,5 mil.

É a DSC-H400, com a qual é possível aproximar a imagem em 63 vezes sem perda de qualidade, graças ao estabilizador Optical Steadyshot. O modelo conta com sensor de 20.1 megapixels e quatro opções de efeitos que podem ser aplicados às fotos.

“Ela possui uma lente equivalente a 24,5 – 1.550mm, ou seja, comparável àquelas lentes enormes e pesadas das câmeras profissionais, mas com design ergonômico, leve e compacto”, explica a gerente de câmeras digitais da companhia, Raquel Paravani.