10.092 – Narrador Luciano do Valle morre aos 66 anos após passar mal em voo


Luciano na Band
Luciano na Band

Luciano do Valle, 66, narrador esportivo da rede Bandeirantes, morreu neste sábado, após passar mal dentro de um avião com destino a Uberlândia, onde iria transmitir o jogo entre Atlético-MG e Corinthians no domingo. Ele chegou a ser levado para um hospital na cidade mineira, mas não resistiu.
Principal voz do esporte na emissora, Luciano do Valle teve duas passagens pelo grupo: de 1983 a 2003 e de 2006 até os dias de hoje.
Além de se especializar na narração do futebol, ele foi um dos grandes divulgadores dos esportes olímpicos. Narrou boxe, onde lançou Maguila, e foi um dos ícones da geração de prata do vôlei masculino na década de 80.
Casado com Flávia Comin, o locutor tem no currículo a cobertura de dez Copas e dez Olimpíadas.
De acordo com o repórter Fernando Fernandes, que acompanhava Luciano do Valle no voo para Uberlândia, o locutor se queixava de dores nas costas antes de embarcar. Já no avião, ele passou mal –começou a transpirar e a ficar pálido.
Um médico que viajava à cidade mineira prestou os primeiros atendimentos ao jornalista e solicitou uma ambulância para recebê-los no aeroporto.
Durante o trajeto até o hospital Santa Genoveva, em Uberlândia, o quadro de Luciano do Valle se agravou e ele apresentou dificuldades para respirar.
Após dar entrada no hospital por volta das 15h15, ele morreu às 16h15.
Para Roberto Botelho, cardiologista que socorreu Luciano do Valle no avião, o narrador sofreu uma morte súbita –”que acontece menos de uma hora após começarem os sintomas”.
“As hipóteses vão desde interdição de aorta, embolia pulmonar ou a um infarto, e isso só será definido após necropsia. Ele não sofreu e teve o atendimento que precisava”, afirmou.
O corpo de Luciano do Valle será velado neste domingo, na Câmara Municipal de Campinas. O enterro também acontecerá na cidade, no cemitério Parque Flamboyant, às 16h, ainda no domingo.
Em 1963, com apenas 16 anos, Luciano do Valle começou sua carreira como locutor da Rádio Brasil, de Campinas (SP). Quatro anos depois, foi para São Paulo e passou a trabalhar na Rádio Gazeta e ela foi o trampolim para a TV, em 1971.
Luciano passou 11 anos na Globo e narrou não só futebol como boa parte das conquistas de Emerson Fittipaldi na F-1 –mais tarde o acompanharia na Fórmula Indy, com a Bandeirantes.
Ele esteve na cobertura dos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, acompanhou do Rio a Copa da Alemanha, em 1974, e, em seguida, com a saída de Geraldo José, tornou-se o principal locutor da Globo, numa época pré-Galvão Bueno.
Após sair da Globo em 1982, teve passagem pela Record antes de chegar à Bandeirantes, sendo também o responsável pela criação do “Show do Esporte”, programa que durava até 11 horas no autointitulado “canal do esporte”.
Luciano não teve sua importância apenas na narração. Ele também era um investidor. Ele foi um incentivador da Fórmula Indy, esteve nos bastidores do crescimento de Maguila como ícone do boxe e organizou o jogo de vôlei entre Brasil e União Soviética no Maracanã, em 1983.
Em 2013, completou 50 anos de carreira. Sua última narração ocorreu no último domingo: a final do Campeonato Paulista entre Santos e Ituano. Ele estaria na equipe da Bandeirantes que cobriria a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

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6387 – Mega Almanaque – Cassius Clay


Cassius Clay

Muhammad Ali-Haj, nascido Cassius Marcellus Clay Jr. (Louisville, 17 de janeiro de 1942), é um pugilista norte-americano. É mundialmente conhecido não somente pela sua maneira de boxear, mas também pelas suas posições políticas. Ali foi eleito “O Desportista do Século” pela revista americana Sports Illustrated em 1999.
Nascido no estado do Kentucky, tornou-se o melhor lutador de boxe do seu tempo e começou vencendo os Jogos Olímpicos de 1960. Conquistou o título de campeão dos pesos pesados ao derrotar Sonny Liston em 1964. Perdeu o título em 1967 e foi proibido de atuar por três anos e meio por ter se recusado a lutar no Vietnã. Recuperou o posto ao ser reabilitado, mas logo perdeu para Joe Frazier. Ganhou de novo o título em 1974 ao vencer George Foreman em luta realizada no Zaire (retratada no documentário “Quando éramos Reis”), perdeu-o em 1978 para Leon Spinks e em seguida retomou-o de Spinks. Retirou-se do boxe quando ainda era campeão.
Foi o único boxeador que até hoje suportou 12 assaltos com o maxilar quebrado (luta com Ken Norton, em 1973). Converteu-se ao Islamismo (mudando de nome para Muhammad Ali-Haj) e lutou contra o racismo.
Muhammad Ali pode ser considerado o primeiro esportista a aliar marketing com política. A forma como promovia suas lutas até hoje é incomparável, pois tinha a capacidade de criar rivalidades e inimigos utilizando de humor e inteligência. Exemplo disso foi seu desempenho antes da luta com George Foreman no Zaire. Ali utilizou todo seu conhecimento do pan-africanismo para se colocar como o lutador da África, enquanto Foremam ficou como simbolo da alienação negra americana, episódio este muito bem retratado no filme “Quando Éramos Reis”, de 1974. Ali entrou para história da década de 60 quando se negou a lutar na Guerra do Vietnã. “Nenhum vietcongue me chamou de crioulo, porque eu lutaria contra ele?”, com frases como essa Ali demonstrou toda a incoerência da Guerra. Por sua história de lutador e ativista político Muhammad Ali pode ser considerado uma das maiores personalidades vivas do século XX.
Muhammad Ali tem a doença de Parkinson, diagnosticada no início da década de 1980. Em 2010, Ali foi a Israel para tratar a doença. O trabalho é feito com células tronco adultas. Os testes até então realizados com ratos tiveram sucesso, mas sua eficácia em seres humanos ainda será testada.

Em 2001, Will Smith interpretou Muhammad Ali no filme Ali.
Por diversas vezes anunciou-se a luta entre Ali, o campeão mundial do profissionais, contra o cubano Teófilo Stevenson, campeão mundial dos amadores e campeão olímpico, mas devido a problemas técnicos e políticos essa luta jamais ocorreu.
Em 2010 Muhammad junto com a cantora Christina Aguilera fizeram a propaganda em prol das vítimas do terremoto que destruiu o Haiti.

3810 – Esporte – Boxe, categorias e federações


A fim de evitar confrontos desproporcionais, os pugilistas são classificados em várias categorias, de acordo com o seu peso corporal. A primeira classificação feita em 1866 pelo marquês de Qeensberry compreendia apenas 3 categorias para profissionais, hoje, porém, existem 11.
Meio-mosca – até 48080 k
Mosca – até 50,802 k
Galo – até 53,525 k
Pena – até 57,152 k
Leve – até 61,237 k
Meio-médio-ligeiro – até 63,503 k
Meio-médio – até 66,678 k
Médio-ligeiro – até 69,853 k
Médio 72,574 k
Meio-pesado ou cruzador – até 79,378 k
Pesado – acima de 79,378 k
Amadores são divididos em categorias com limites ligeiramente superiores a esses números. No âmbito mundial as principais organizações do boxe profissional são a WBA (Word Boxing Association) e o WBC, o Conselho Mundial de Boxe. A rivalidade entre tais entidades é grande e muitas vezes cada uma delas apresenta os pugilistas seus filiados como os únicos campeões mundiais, sem reconhecer os detentores do título da federação rival.

Um Galo de ouro

Nascido em 1936, o paulistano Éder Jofre se profissionalizou no boxe após ter participadodos jogos olímpicos de Melbourne na Austrália, em 1956,, na categoria de pesos-galos. Nessa categoria, conquistou o título mundial em 1960 e confirmou-o vencendo o italiano Piero Rollo em 1961. Só em 1965 o Galo de Ouro perderia o título para o japonês “Fighting Harada”. Voltou ao ringue em 1969, então na categoria dos penas, no qual seria campeão mundial em 1973, vencendo o cubano-espanhol José Legra. Em sua carreira apresentou um surpreendente desempenho: perdeu apenas 4 lutas em cerca de 150 que participu como amador e profissional.